Curso Técnico em Informática

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Curso Técnico em Informática"

Transcrição

1 Contil Informática Curso Técnico em Informática Guia do Ubuntu Instrutor: Rafael Barros Sales Técnico em Informática CREA-AC Tecnólogo em Redes de Computadores Material Coletado no

2 Introdução O Ubuntu não é a distribuição mais estável, nem a mais fácil de usar. Entretanto, a grande disponibilidade dos CDs de instalação e toda a estrutura de suporte criada em torno da distribuição, acabaram fazendo com que ele se tornasse uma espécie de "default", uma escolha segura, que a maioria acaba testando antes de experimentar outras distribuições. Esse conjunto de fatores faz com que ele seja a distribuição com mais potencial para crescer além da base atual. Ele é, sob diversos pontos de vista, o oposto exato do Slackware. No Slack, a principal dificuldade é entender como o sistema funciona, conseguir configurá-lo e instalar os aplicativos que quer usar. A estrutura é relativamente simples e você tem total liberdade para fuçar e brincar com o sistema (já que consertá-lo é quase tão fácil quanto quebrá-lo), mas, em compensação, quase tudo precisa ser feito manualmente. O Ubuntu, por outro lado, segue uma lógica completamente diferente, tomando decisões por você sempre que possível, mostrando apenas as opções mais comuns e escondendo a complexidade do sistema. Isso faz com que ele seja usado por um volume muito maior de usuários, uma vez que oferece respostas para dificuldades comuns, como instalar o sistema, configurar a rede wireless, acessar arquivos em uma câmera ou em um pendrive, e assim por diante. Apesar disso, essa abordagem tem também seus problemas, já que a estrutura mais complexa torna mais difícil solucionar problemas inesperados, ou configurar o sistema de formas incomuns. O grande volume de serviços carregados por padrão e o grande volume de bibliotecas e componentes, fazem com que o sistema seja mais pesado e consuma mais memória do que distribuições mais espartanas (como no caso do Slackware), o que torna imprático o uso em máquinas muito antigas, ou com menos de 512 MB de RAM. Como pode ver, nenhum sistema é perfeito e é justamente por isso que temos várias distribuições. Vamos então aos detalhes sobre a configuração do Ubuntu.

3 Opções de instalação Nas primeiras versões, o Ubuntu usava uma versão levemente modificada do instalador do Debian Sarge, um instalador bastante simples, em modo texto. Isso afastava muitos usuários, já que o instalador não era particularmente amigável. O instalador em modo texto continua disponível através do "alternate CD" (veja a dica no final do guia), mas a versão live-cd tomou a frente e passou a ser o modo recomendado de instalação. Aqui vai a lista de links rápidos para consulta: Site Oficial: Download: Documentação: https://help.ubuntu.com/, Wiki: https://wiki.ubuntu.com/ Blogs: Comunidade no Brasil: Durante o boot, a primeira pergunta é sobre a linguagem. A equipe do Ubuntu dá uma grande ênfase aos pacotes de tradução; uma boa amostra disso é que, ao escolher a linguagem, todas as mensagens da tela de boot aparecem traduzidas, incluindo os textos de ajuda. Está disponível inclusive um conjunto de opções de acessibilidade, incluindo suporte a terminais braile e também o modo "leitor de tela", destinado a deficientes visuais, onde um sintetizador de voz lê as opções e as menagens de texto de todos os passos da instalação (veja detalhes no Ao contrário do Mandriva, do OpenSUSE e do Slackware, o Ubuntu não oferece uma opção para selecionar os pacotes que serão instalados. O CD simplesmente contém um sistema base, com os programas mais usados, que é instalado diretamente. Isso reduz a flexibilidade, mas, em compensação, simplifica bastante a instalação do sistema e permite que ele seja composto de apenas um CD, em vez de vários. Além da versão em CD, está disponível também uma versão em DVD (procure pelo link "DVD images containing additional languages" no final da página de download), que inclui todos os pacotes de internacionalização, evitando que você precise ter uma conexão disponível no final da instalação para baixá-los. Nem todos os mirrors disponibilizam a imagem do DVD (já que ela consome mais espaço e muito mais banda), por isso às vezes é preciso procurar um pouco até encontrar. Ele é recomendável se você precisa instalar o sistema em vários micros, ou se não tem uma conexão rápida disponível. O default do sistema é simplesmente inicializar em modo live-cd, detectando o hardware da máquina, configurando a rede via DHCP (ao usar uma rede cabeada) e obtendo a resolução do monitor via DDC. Não existem opções para especificar a resolução do monitor manualmente (o lado ruim), mas um assistente é aberto no final do boot nos casos em que o monitor não é detectado (o lado bom), permitindo que você

4 especifique as configurações manualmente e prossiga com a abertura do ambiente gráfico. A rede pode ser configurada utilizando o applet do NetworkManager, disponível ao lado do relógio. Ele permite configurar redes wireless de maneira bastante simples, logo depois de concluído o boot do live-cd. É possível também desativar a configuração via DHCP durante a inicialização usando a opção "netcfg/disable_dhcp=true" na tela de boot. Com relação ao vídeo, hoje em dia, é muito raro que o sistema não detecte corretamente a resolução do monitor, exceto em situações onde ele realmente não possui um driver disponível, como no caso dos notebooks com placas SiS Mirage 3, onde é preciso que você instale um driver manualmente (veja a dica no É bem diferente do que tínhamos há alguns anos atrás, onde muitas vezes era necessário especificar manualmente o driver de vídeo ou a taxa de atualização do monitor. Pressionando a tecla F6 você tem acesso à linha de opções para o kernel, onde pode especificar as opções para solucionar problemas (irqpoll, acpi=off, etc.), caso necessário. Se, por acaso, o boot estiver parando em algum ponto e você quiser ver as mensagens de inicialização para tentar descobrir o que está acontecendo, remova as opções "quiet" e "splash" no final da linha: Boot e instalador O Ubuntu é uma distribuição relativamente pesada, que carrega um grande volume de componentes durante o boot, consumido um pouco mais de 200 MB de memória RAM para o sistema e mais uma certa quantidade para o ramdisk, usado para armazenar as alterações feitas durante o uso, assim como em outros live-cds. Conforme você instala programas e faz alterações, o ramdisk cresce, até o ponto em que toda a memória é ocupada e o sistema passa a exibir uma mensagem de "disco cheio".

5 Esse sistema visa permitir que você instale pacotes via apt-get e tenha liberdade para brincar com o sistema antes de instalar (uma vez que tudo é perdido ao reiniciar). Embora a conta de root venha desativada por default, você pode rodar programas como root usando o sudo. Para se logar como root no terminal, basta usar o "sudo su" ou "sudo bash". Como você vai logo perceber, o Ubuntu fica muito mais lento ao rodar a partir do CD, devido à combinação da baixa taxa de transferência do drive óptico, do trabalho de descompactação dos dados, feito pelo processador, e pelo uso do ramdisk, que reduz a quantidade de memória RAM disponível para outras tarefas. Ao instalá-lo no HD, o instalador desativa estes componentes adicionais, fazendo com que ele passe a se comportar como uma distribuição tradicional, deixando de usar o ramdisk e salvando todos os dados no HD. Uma dica é que em vez de fazer um boot normal, esperando o carregamento do GNOME para só então abrir o instalador, você pode usar a opção "Instalar o Ubuntu" na tela de boot, que faz com que ele abra uma versão pelada do X e rode o instalador diretamente. Em máquinas antigas, isso pode representar uma economia de vários minutos. Ao abrir o instalador, as primeiras perguntas são sobre a linguagem, layout do teclado e o fuso-horário. Ao escolher o português do Brasil na tela de boot, o layout do teclado é automaticamente configurado para ABNT2 e o fuso para o horário de Brasília. Em seguida vem a etapa do particionamento, que é sempre a mais importante em qualquer instalação. Como de praxe, o instalador oferece a opção de alterar o particionamento de forma automática, redimensionando uma das partições existentes (atendendo aos iniciantes), mas conserva a opção de particionar manualmente, que é o que interessa no nosso caso:

6 O instalador do Ubuntu utiliza uma versão gráfica do Partman como particionador. Ele tem uma raiz comum com o Gparted (ambos são baseados no GNU Parted), mas possui uma interface bem mais simples. Ele oferece a opção de criar, remover e reformatar partições (incluindo o redimensionamento de partições do Windows), mas você provavelmente preferirá fazer as alterações usando o Gparted, deixando o particionamento pronto e deixando para apenas indicar os pontos de montagem dentro do instalador. O Gparted vem préinstalado no Ubuntu, e fica disponível através do "Sistema > Administração > Editor de Partições". É possível redimensionar partições do Windows tanto utilizando o próprio instalador (ao escolher a opção "Guiado", você pode mover a barra, ajustando o tamanho da partição manualmente) quanto utilizando o Gparted. Em ambos os casos, é necessário que você desfragmente a partição através do Windows antes de iniciar a instalação, caso contrário o particionador exibe um aviso e aborta o processo. A ideia básica ao usar várias partições é indicar um ponto de montagem para cada uma (permitindo que você acesse os arquivos) e usar o "/" para a partição onde será instalada o sistema. A opção "Formatar" deve ser marcada apenas para a partição de instalação, afinal, você não vai querer perder todos os arquivos da sua partição de trabalho por engano. Assim como na maioria das outras distribuições atuais, as versões recentes do Ubuntu utilizam por default o NTFS-3g ao acessar partições NTFS, permitindo alterar os arquivos.

7 Além de ter um controle maior sobre o tamanho das partições, outra vantagem do particionamento manual é que você pode usar partições separadas para o diretório home, ou para outros diretórios onde você pretenda armazenar arquivos. Uma instalação típica do Ubuntu consome pouco mais de 3 GB (entre arquivos do sistema, temporários e caches), de forma que uma partição de 10 a 15 GB para a instalação do sistema está de bom tamanho, deixando uma boa dose de espaço livre para instalar aplicativos adicionais. O Ubuntu utiliza bastante swap em micros com menos de 1 GB de RAM, de maneira que é prudente criar uma partição swap de 2 GB. O restante do espaço pode ser dedicado à partição home, ou outra partição separada para armazenar arquivos. Além da clássica receita de usar uma partição separada para o home, existem outras possibilidades que você pode explorar. Eu, por exemplo, tenho o hábito de criar uma partição separada, montada em uma pasta independente, como a "/mnt/sda6", em vez de montá-la no diretório home. Depois de instalado o sistema, movo o diretório home para dentro da partição e o substituo por um link, apontando para a nova localização, como em: # cd / # mv home /mnt/sda6 # ln -s /mnt/sda6/home home Na prática, o resultado é o mesmo de montar a partição diretamente no home, mas ganho um pouco mais de liberdade para criar outras pastas de arquivos. Este é apenas um exemplo de organização alternativa; você pode criar o seu.

8 Depois do particionamento, você tem a tela de criação do login administrativo, que será usado por padrão, juntamente com a opção de ativar o login automático durante a inicialização. Essa opção pode ser alterada posteriormente através do "Sistema > Administração > Janela de início de sessão". Sudo e o gerenciador de boot Um detalhe sobre o qual você já deve ter ouvido falar dezenas de vezes, mas que de qualquer forma não posso deixar de comentar, é que o Ubuntu utiliza o sudo para a execução de programas como root. Em vez de usar o su ou o sux para se logar como root ao executar comandos administrativos, você simplesmente adiciona um "sudo" no início do comando para executá-lo como root, como em "sudo nautilus". A senha que é solicitada é a sua própria senha de usuário, apenas uma precaução contra a possibilidade de alguém executar comandos na sua máquina aproveitando-se da sua ausência. Por padrão, a conta de root vem desabilitada, uma medida para incentivar o uso do sudo. Entretanto, nada impede que você defina uma senha de root manualmente e passe a utilizar a conta quando necessário, da mesma maneira que em outras distribuições. Para isso, basta usar o comando "sudo passwd" a qualquer tempo. Se preferir que o sudo não peça a sua senha de usuário ao executar comandos (como ao executar o sistema a partir do live-cd), edite o arquivo "/etc/sudoers" e substitua a linha "%admin ALL=(ALL) ALL" por: %admin ALL=NOPASSWD: ALL O "%admin" indica que todos os usuários que fizerem parte do grupo "admin" (que originalmente inclui apenas o usuário criado durante a instalação) poderão usar o sudo. Você pode também especificar o login diretamente, como em: gdh ALL=NOPASSWD: ALL De volta à instalação, depois da definição das senhas, é mostrada uma opção de importar configurações a partir do Windows ou de outras distribuições que estejam presentes no HD. A importação resulta em uma mistura entre as configurações padrão do Ubuntu e do sistema anterior, com resultados variados. Você pode experimentar importar uma vez e, se não gostar do resultado, repetir a instalação, desativando a opção. Outra opção é simplesmente portar seus dados manualmente: todos os aplicativos salvam seus dados e configurações em pastas ocultas do seu diretório home, que você pode migrar de uma instalação para a outra. A principal dica é sempre atribuir a posse dos arquivos para o seu login atual depois de fazer a cópia, certificando-se de que realmente terá permissão para acessar os arquivos. Use o "chown -R login:grupo /home/login" (como root) para ajustar de uma vez as permissões de todos os arquivos colocados dentro do home, como em:

9 # chown -R gdh:gdh /home/gdh Em seguida você tem a tela "Pronto para instalar", que exibe um resumo da instalação. Clicando no "avançado" você tem acesso à configuração do gerenciador de boot, onde pode orientar o instalador a gravá-lo na partição (de maneira a não subscrever o gerenciador de boot atual). Por default, o Ubuntu instala o grub na MBR e adiciona outros sistemas operacionais instalados ao menu de boot. Como em outros live-cds, o sistema continua funcional durante a instalação, permitindo que você navegue ou jogue algum dos games pré-instalados para matar o tempo. A menos que você esteja instalando a partir do DVD, o instalador tentará baixar os pacotes de tradução no final da instalação, o que exige uma conexão com a web já configurada. Naturalmente, a instalação não para se não for possível fazer o download, mas você ficará com uma localização incompleta do sistema e receberá um aviso no próximo boot: Você pode instalar os pacotes posteriormente através do "Sistema > Administração >

10 Suporte a Idiomas". Configurando o GNOME O Ubuntu utiliza uma configuração clássica do GNOME, com duas barras. A barra superior, com o iniciar e os atalhos para os programas, é inspirada no Mac OS clássico, enquanto a barra inferior, com os botões das janelas ativas, acabou sendo uma evolução natural do conceito, já que não apenas no Windows, mas na maioria dos outros sistemas, o chaveamento entre os programas abertos é feito através de botões na barra inferior: Este sistema com duas barras permite usar mais atalhos para programas e gadgets, já que você tem uma barra reservada apenas para eles. O problema é que as duas barras reduzem o espaço útil, o que é um problema sobretudo nas telas widescreen, onde temos apenas 600 ou 800 pixels de resolução vertical. Naturalmente, essa configuração padrão é apenas uma sugestão, que você pode personalizar a gosto. Uma configuração comum é simplesmente mover a barra superior para a base da tela, mantendo as duas barras:

11 Para isso, basta destravar a barra (clicando com o botão direito sobre ela e usando a opção "Permitir movimento do painel") e, na janela de propriedades, alterar a orientação de superior para inferior: Você pode também eliminar completamente a segunda barra, transferindo todos os applets que deseja usar para ela e, em seguida, removendo a barra que não será mais usada. Essa é uma configuração muito comum, pois aumenta a área útil da tela. Uma terceira opção é usar a barra na vertical, uma solução que pode soar estranha à primeira vista, mas que acaba fazendo sentido em monitores wide, onde você tem muito espaço horizontal, mas em compensação pouco espaço vertical. Se decidir testar, aumente o tamanho da barra para pelo menos 30 pixels, para que ela exiba os ícones dos aplicativos:

12 Clicando sobre uma das barras existentes, você verá um menu como o do screenshot a seguir. Aqui você pode adicionar applets à barra de tarefas (relógio, monitor de sistema, lista de janelas, menu, etc.), adicionar atalhos para aplicativos do menu, além de configurar a largura da barra, criar novas barras ou simplesmente deletá-la. A barra em si é apenas um espaço para incluir os applets que você usa:

13 Applets Os applets básicos são o "Lista de Janelas" (que corresponde à barra de tarefas), o "Barra de menu" (que corresponde ao conjunto dos menus "Aplicativos", "Locais" e "Sistema"), a lixeira, o monitor de carga de bateria (caso esteja usando um notebook), o botão "Mostrar área de trabalho" e o relógio. Além dos applets mais conhecidos, é possível adicionar um conjunto muito grande de outros applets, incluindo monitores de sistema, monitores de rede e modem, utilitários para trocar o layout do teclado e acessórios diversos. Clicando sobre qualquer um dos componentes adicionados à barra de tarefas, você tem acesso a mais um menu, que permite mover ou editar as propriedades. No caso do applet para medir a frequência do processador, por exemplo, é possível fazer com que seja exibido apenas o ícone (em vez do ícone e o texto), de forma de ele ocupe menos espaço na barra de tarefas. O mesmo vale para o relógio, que pode ser ajustado para mostrar apenas a hora, em vez de mostrar a hora, a data, a previsão do tempo e a pia da cozinha:

14 Outro applet interessante é a gaveta, que permite adicionar sub-menus, contendo ícones adicionais. Ela é bastante prática para agrupar ícones de aplicativos que você usa com frequência, sem precisar deixar todos visíveis na barra principal. Com a gaveta você pode ter vários ícones no espaço de um: Diferente do KDE (e também do Windows), onde as opções de configuração são exibidas dentro do menu iniciar, o GNOME utiliza três menus separados: "Aplicativos" (o bom e velho iniciar), "Locais" (atalhos para as pastas, partições e compartilhamentos de rede) e "Sistema", que agrupa as opções de configuração. Essa divisão foi criada para facilitar a organização, seguindo a filosofia de dividir as

15 opções de acordo com a função, mas ela tem também um ponto ruim, que é o fato de consumir mais espaço na barra: Nas primeiras versões, o Ubuntu não oferecia nenhum utilitário para editar o menu iniciar (o que levou ao aparecimento de diversas opções de editores), mas esse problema foi logo resolvido. O editor de menus pode ser acessado através do "Sistema > Preferências > Menu Principal", ou simplesmente clicando com o botão direito sobre o "Aplicativos". Uma característica digna de nota é que você pode selecionar os ícones que serão exibidos, marcando-os ou desmarcando-os na lista. Isso permite remover aplicativos que não usa do menu, sem precisar desinstalá-los nem deletar os ícones. Por default, o sistema oculta os ícones de diversos aplicativos, mas você pode ativá-los rapidamente. Centro de controle e atalhos Uma função bastante útil, que vem desativada por padrão (pelo menos até o Ubuntu 8.10), é o "Sistema > Centro de Controle", um utilitário que agrupa as funções que estão originalmente espalhadas pelo "Sistema Preferências" e o "Sistema Administração" em uma única janela: Como de praxe, você pode também usar o editor de menus para criar novas pastas e novos atalhos, reorganizando o menu como desejar. Você pode também criar atalhos para comandos que usa com frequência, como, por exemplo, comandos do rdesktop para acessar servidores remotos, a fim de executá-los com um único clique: basta usar a opção "Aplicativo de terminal" no "Tipo". Você pode também criar atalhos para pastas, usando a opção "Localização":

16 Assim como em outros utilitários do GNOME, o editor de menus não oferece um botão "aplicar". Todas as alterações são simplesmente salvas diretamente nos respectivos arquivos de configuração, conforme alteradas. Por um lado isso torna a configuração mais dinâmica, já que você não precisa se lembrar de aplicar as configurações antes de sair, mas por outro torna mais fácil cometer erros. No caso do editor de menus existe um botão "Reverter", mas outros utilitários simplesmente esperam que você se lembre o que alterou caso queira voltar à configuração anterior. Se em suas andanças pelos atalhos você acabar se deparando com um ícone para o "Acesso Universal" ao lado do relógio, e estiver se perguntando como se livrar dele (uma vez que ele não oferece uma opção de desativação), abra o gnome-keyboardproperties e desmarque a opção "Acessibilidade > Recursos de acessibilidade podem ser alternados com atalhos de teclado". Atalhos de teclado: O GNOME suporta a maior parte dos atalhos de teclado do KDE. Pressionando "Alt+F1", você abre o menu iniciar, "Alt+F2" abre o "Executar uma aplicação","alt+tab" alterna entre as janelas abertas e "Ctrl+Alt+D" minimiza todas as janelas abertas. Ele inclui também alguns atalhos próprios: pressionando a tecla PrintScreen você abre o gnome-screenshot, que tira screenshots da tela e os salva em.png (de forma bem similar ao Ksnapshot do KDE). Para alternar entre os desktops virtuais, você pressiona "Ctrl+Alt+seta" (usando as setas do teclado, para a direita ou esquerda), enquanto no KDE você pressionaria "Ctrl+F1", "Ctrl+F2", etc. Para mandar uma janela para outro desktop, clique com o botão direito sobre a barra de título e use a opção "Mover para outra área de trabalho". Existem ainda alguns atalhos para lidar com as janelas abertas: "Ctrl+F9" minimiza a janela atual, "Ctrl+F10" maximiza, "Ctrl+F4" fecha a janela e "Ctrl+Espaço" abre o menu "Arquivo" do programa (permitindo acessar as funções de abrir, salvar, etc. sem usar o mouse). Estes atalhos podem ser alterados no "Sistema > Preferências > Atalhos de teclado".

17 Além dos atalhos relacionados à interface, a maior parte dos aplicativos (tanto do GNOME, quanto do KDE), suportam também "Ctrl+C" para copiar e "Ctrl+V" para colar, "Ctrl+Z" para desfazer a última ação, "Ctrl+N" para criar um novo documento e "Ctrl+S" para salvar. Configuração das fontes No Windows, existe apenas uma opção com relação à configuração de exibição das fontes: você pode usar o sistema tradicional, ou ativar o ClearType, que suaviza o contorno das fontes, melhorando a legibilidade. No Linux, a configuração é um pouco mais complexa, mas, em compensação, o sistema oferece um nível maior de personalização. No caso dos aplicativos do GNOME, a configuração é feita através do "Sistema > Preferências > Aparência > Fontes". A primeira escolha é qual tipo de fonte utilizar. As fontes da família DejaVu ou da Bitstream Vera são uma boa opção para começar, pois são bastante legíveis, lembrando um pouco as fontes da família Verdana. Em seguida, temos a configuração da suavização de fontes, que funciona de maneira similar ao TrueType do Windows. A opção mais elaborada e a mais indicada para a maioria dos casos é a "Suavização de subpixel (LCD)", que utiliza variações na intensidade de cor nas cores primárias dos pixels na borda das fontes para criar um detalhamento ultra-fino. A desvantagem de utilizar a suavização de subpixel é que as bordas das fontes ficam com pontos coloridos (um efeito que é visível sobretudo em monitores de LCD). Para amenizar o problema, clique no "Detalhes" e marque a opção "Contorno > Discreto", que suaviza o uso do efeito, deixando a suavização no ponto ideal:

18 A opção "Ordem de subpixel" indica a disposição física das cores primárias dentro dos pixels no monitor, uma informação que é necessária para que o sistema possa aplicar a suavização corretamente. O "RGB" é o default, usado quando você mantém o monitor na orientação regular. Se, por acaso, você girar o monitor (para usá-lo em modo de página), mude para o "VRGB". O maior problema é que essa configuração é aplicada apenas aos aplicativos do GNOME. Se você estiver usando alguns aplicativos do KDE, precisa alterar a configuração de fontes para eles de forma separada através do "systemsettings", que pode ser instalado usando o gerenciador de pacotes. Ele provavelmente não estará disponível no menu do GNOME, mas basta chamá-lo através do terminal. Acesse o "Aparência > Tipos de Letra" e configure as fontes da mesma maneira que no GNOME:

19 Como pode ver, este é um exemplo de inconveniente derivado da separação entre o KDE e o GNOME, que faz com que cada ambiente possua uma configuração separada e seja difícil manter o visual do sistema consistente ao misturar aplicativos das duas famílias. Continuando, você pode também instalar novas fontes criando a pasta ".fonts" dentro do seu diretório home (mkdir ~/.fonts) e copiando os arquivos.ttf para ela. As fontes devem ser atualizadas automaticamente pouco depois de feita a cópia, mas você pode forçar a atualização usando o comando "fc-cache ~/.fonts". Se preferir fazer uma instalação a nível de sistema, copie os arquivos para dentro da pasta "/usr/share/fonts/". Este processo de cópia manual é prático quando você quer aproveitar fontes de uma instalação do Windows, por exemplo, já que basta copiar os arquivos dentro da pasta "C:\Windows\fonts". Isso acaba sendo importante para artistas gráficos e para quem trabalha com aplicativos de editoração, onde as fontes são uma ferramenta de trabalho. Se, por outro lado, você quer apenas um conjunto básico de fontes para ajudar na visualização de páginas web e de documentos do MS Office, pode instalar o pacote "msttcorefonts", que baixa um pacote com fontes popularmente usadas, incluindo as fontes da família Times, Verdana e Arial: $ sudo apt-get install msttcorefonts Fontes fixas no Firefox: Se você tem o hábito de ler bastante no PC, muito provavelmente tem preferência por alguma fonte específica, como a Verdana ou a Bitstream Vera Sans. Entretanto, ao navegar, o Firefox exibe as fontes especificadas por cada site, que nem sempre são as mais legíveis. Você pode evitar essa variação, configurando o Firefox para utilizar uma fonte fixa, ignorando as declarações de fontes presentes nas páginas. Para isso, acesse o "Editar > Preferências > Conteúdo > Fontes e Cores > Avançado", defina as fontes que prefere usar e desmarque a opção "Páginas podem usar outras

20 fontes": O ajuste de fonte com serifa e sem serifa é usado de acordo com o declarado na página. Fontes sem serifa (como a Verdana) são mais legíveis e são por isso as mais usadas na web, enquanto as fontes com serifa (como a Times New Roman) são mais usadas em meios impressos. O Firefox utiliza cada tipo de acordo com a indicação nas páginas, mas você pode simplesmente especificar a mesma fonte nos dois campos. As fontes monoespaçadas são muito usadas para exibir trechos de código (já que nelas todos os caracteres são alinhados) por isso é interessante indicar uma fonte com essa característica, como a Bitstream Vera Sans Mono. Como pode imaginar, as fontes fixas farão com que alguns sites (sobretudo as páginas iniciais de alguns portais) não sejam exibidos corretamente, mas este é um preço pequeno a pagar. :) Usando o gconf-editor Assim como o KDE, o GNOME não é um simples gerenciador de janelas, mas sim um "desktop", com um conjunto de bibliotecas, ferramentas de desenvolvimento e vários aplicativos que facilitam o uso e a configuração do sistema. Com exceção do kernel e drivers, tanto o GNOME quanto o KDE são praticamente sistemas operacionais completos. As principais diferenças entre os dois são a biblioteca usada e a filosofia de desenvolvimento. O GNOME é baseado na biblioteca GTK2, enquanto o KDE usa a Qt. O KDE segue uma filosofia "mais é mais", onde temos um ambiente com muitas opções

21 de configuração, que agrada a usuários avançados. O GNOME, por sua vez, utiliza uma filosofia "menos é mais", onde os aplicativos e menus conservam apenas as opções mais usadas e mais importantes, o que torna o uso do sistema mais simples, agradando aos iniciantes. As limitações da filosofia do KDE se tornam óbvias quando você começa a encontrar opções com o mesmo nome (mas que servem para coisas diferentes) dentro dos menus e a se perder no meio das opções do Systemsettings, enquanto no caso do GNOME as limitações surgem quando você quer fazer algo e percebe que simplesmente não existe uma opção para isso. O GNOME oferece um conjunto relativamente grande de utilitários de configuração, disponíveis no "Sistema > Preferências", que agrupa as opções visuais e outras configurações particulares, que são armazenadas em arquivos no seu diretório home e podem ser alteradas sem usar o sudo ou o root. As funções consideradas mais "avançadas" (como exibir um ícone da lixeira no desktop, ou reduzir o tamanho dos botões no Nautilus...) ficam disponíveis através do "gconf-editor", uma espécie de "editor de registro", que permite alterar as opções e variáveis incluídas nos arquivos de configuração manualmente: Ele não é um aplicativo muito amigável, pois a ideia é que você o use apenas para alterar opções específicas, citadas em dicas ou em tutoriais. Apesar disso, nada impede que você saia fuçando nas opções, para descobrir o que cada uma faz. A dica nesse caso é que você crie uma nova conta de usuário e se logue com ele na hora de fuçar, evitando assim bagunçar suas configurações. O gconf-editor possui também uma interface de linha de comando, que permite alterar as configurações diretamente via terminal. Naturalmente, ela não é uma maneira muito produtiva de configurar seu desktop, mas acaba sendo bastante útil para uso em scripts e para o desenvolvimento de ferramentas de configuração. Você pode ler sobre os parâmetros suportados no:http://library.gnome.org/admin/systemadmin-guide/stable/gconf-6.html.en

22 Dicas para o Nautilus O Nautilus é o gerenciador de arquivos default do GNOME. Assim como outros componentes do GNOME, ele oferece uma interface bastante simples, que enfatiza a usabilidade sobre o volume de funções. Ao contrário do Konqueror, que também é navegador, o Nautilus se concentra na tarefa de gerenciador de arquivos, deixando a parte de navegação em aberto, para que você escolha entre o Firefox, Opera ou outro navegador dedicado. Você notará que, mesmo como gerenciador de arquivos, ele oferece uma quantidade muito menor de opções e de recursos que o Konqueror, fazendo com que muita gente que vem do KDE, ou mesmo do Windows, estranhe bastante. Novamente, caímos na questão do "mais" ou do "menos": o Nautilus oferece menos opções mas em geral é mais simples de usar, o que faz com que algumas pessoas sejam mais produtivas com ele. É mais uma questão de escolha pessoal nesse caso. Um bom exemplo disso é a barra de exibição de endereços. Por default, o Nautilus exibe a localização na forma de um conjunto de botões clicáveis, o que impede que você digite endereços diretamente, como em outros gerenciadores. Entretanto, basta clicar no ícone da folha do lado esquerdo para ter acesso à barra em texto. Ele também não exibe os diretórios e arquivos de configuração ocultos por default, mas você pode ativar a exibição marcando o "Ver > Mostrar arquivos ocultos". Outro exemplo é o recurso de dividir a janela disponível no Konqueror (Janela > Dividir a janela em topo/base), que permite criar dois quadros independentes, que facilitam a cópia de arquivos (permitindo que você simplesmente arraste os arquivos de um quadro para o outro. No caso do Nautilus, a opção de divisão não está disponível, mas você pode copiar arquivos de uma pasta para outra (sem precisar abrir duas janelas) abrindo uma segunda aba (Ctrl+T) e arrastando os arquivos de uma aba para a outra. O suporte a abas está disponível a partir da versão O default do Nautilus é mover os arquivos quando o destino é uma pasta na mesma partição e copiar quando o destino é em uma partição diferente (como ao copiar

23 arquivos para um pendrive, por exemplo), mas você pode ter um controle melhor usando o Ctrl+C e o Ctrl+V para copiar e colar, deletando os arquivos que não desejar preservar após a cópia: Por default, o Nautilus usa ícones grandes com legendas em texto, que desperdiçam bastante espaço da tela. Você pode mudá-los para ícones menores, sem legendas, como no screenshot anterior, acessando o gconf-editor e alterando o valor da chave "/desktop/gnome/interface/toolbar_style" de "both" para "icons": Outras opções relacionadas ao Nautilus que você pode querer alterar são: /apps/nautilus/preferences/always_use_browser: Desmarcando essa opção, o Nautilus passa a abrir janelas em modo simplificado e abrir cada nova pasta em uma nova janela, em vez de usar o modo de navegação. Este modo foi batizado de "Nautilus spatial browsing", e chegou a ser usado por default em versões antigas do GNOME (e também em versões do Fedora), com reações mistas. /apps/nautilus/preferences/always_use_location_entry: Por default, o Nautilus mostra ícones na barra de localização e você precisa clicar no ícone da folha à esquerda para que ele exiba a localização em texto. Ativando esta opção, o default se inverte. /apps/nautilus/preferences/enable_delete: Como uma proteção contra a perda acidental de arquivos, o Nautilus não mostra uma opção para apagar arquivos diretamente por default, obrigando o usuário a primeiro mover os arquivos para a lixeira, para só então conseguir deletá-los. Essa opção faz com que a opção de deletar diretamente seja exibida no menu.

24 /apps/nautilus/icon_view/thumbnail_size: Uma boa forma de reduzir o uso de memória do GNOME é desativar a exibição das miniaturas para arquivos (sobretudo para os arquivos de vídeo) nas preferências. Se, por outro lado, você gosta das miniaturas (elas são extremamente úteis em pastas com várias imagens, por exemplo), pode ajustar o tamanho default através dessa opção, especificando a largura desejada em pixels. Ícones no desktop: Por algum motivo, muitos desenvolvedores possuem uma espécie de fetiche por desktops sem ícones, o que talvez tenha algo a ver com o fato do desktop do Ubuntu exibir apenas os ícones de dispositivos. Se você prefere ver os ícones do computador, home e da lixeira, pode ativá-los através das opções "/apps/nautilus/desktop/trash_icon_visible", "/apps/nautilus/desktop/home_icon_visible" e "/apps/nautilus/desktop/computer_icon_visible". Outra dica importante é que o Nautilus é também capaz de acessar compartilhamentos e pastas remotas através de diversos protocolos diferentes. Um dos melhores exemplos da facilidade é o "sftp://", que permite acessar arquivos em outras máquinas Linux que estejam com o servidor SSH (você pode instalá-lo através do pacote "openssh-server") ativado. Basta digitar "sftp://" na barra, seguido pelo login de acesso e o endereço da outra máquina (pode ser o IP, ou o nome de domínio), como em Os arquivos da outra máquina são exibidos como se fossem arquivos locais, permitindo que você os edite, copie, cole, ou até mesmo arraste arquivos de uma janela para a outra. A principal dica é ajustar as opções de visualização no "Editar > Preferências > Visualização" para que ele exiba as miniaturas apenas para arquivos locais. Usando o "Sempre" ele tenta exibir as miniaturas também nas pastas remotas, o que torna tudo muito mais lento e consome muita banda, uma vez que ele precisa ler cada arquivo antes de gerar a miniatura.

25 O sistema funciona muito bem também para acessar máquinas via Internet (muitos administradores de sistemas o usam para transferir e editar arquivos de configuração em servidores remotos, por exemplo), oferecendo uma opção bastante prática e segura. Ao acessar um endereço pela primeira vez, você tem a opção de salvar a senha no chaveiro, para que não precise digitá-la novamente a cada conexão. Outra dica é salvar o endereço como favorito, para agilizar o acesso das próximas vezes. Você pode também acessar compartilhamentos do Windows, usando o "smb://", que tem uma função similar. Basta usá-lo indicando o nome ou endereço do servidor e o compartilhamento que será acessado, como em "smb://servidor/arquivos" ou "smb:// /arquivos". Se o servidor estiver configurado para aceitar logins sem senha, os arquivos são acessados diretamente, caso contrário o Nautilus exibe um prompt pedindo o login e senha do compartilhamento. Essa mesma função é usada pela opção "Locais > Conectar ao Servidor > Compartilhamento do Windows", que simplesmente pergunta qual é o servidor, compartilhamento, domínio (caso usado) e o login, fazendo o acesso usando o Nautilus. Outros endereços que dão acesso a plugins do Nautilus são: network:///: Mostra e acessa compartilhamentos Windows e também compartilhamentos NFS disponíveis na rede; corresponde ao "Locais > Rede" disponível na barra. Para acessar compartilhamentos do Windows, verifique se o pacote "smbclient" está instalado. computer:///: Mostra as partições, CDs, DVDs, disquetes e outras unidades de armazenamento do micro, juntamente com marcadores de compartilhamentos de rede que tenham sido salvos anteriormente. Ele corresponde ao "Locais >

26 Computador". burn:///: Muita gente reclama que o GNOME não possui uma ferramenta de gravação de CDs, como o K3B. Na verdade, o Nautilus inclui um gravador de CD embutido praticamente desde as primeiras versões, acessado através desta url. Basta arrastar os arquivos que serão gravados para dentro da janela e clicar no "Gravar no disco". Nas versões recentes, o GNOME ganhou finalmente um aplicativo de gravação completo, o Brasero, que complementa o recurso de gravação do Nautilus. Em versões anteriores, estavam disponíveis também os atalhos "fonts:///" e "themes:///", que permitiam instalar novas fontes e definir o tema visual usado pelo sistema, mas eles foram desativados a partir do Ubuntu A instalação de novas fontes passou a ser feita adicionando os arquivos na pasta "/usr/share/fonts", ou na pasta ".fonts" dentro do diretório home e o gerenciamento dos temas através do "Sistema > Preferências > Aparência". Concluindo, o Nautilus pode ser também expandido através de scripts, de maneira similar aos servicemenus usados no Konqueror. Os scripts nada mais são do que pequenos scripts em shell, que permitem executar funções diversas com determinados tipos de arquivos, adicionando, por exemplo, um menu de conversão para arquivos de vídeo ou uma opção de montar arquivos ISO para visualizar seu conteúdo, sem precisar gravar o CD. Para serem reconhecidos pelo Nautilus, os scripts devem ser colocados na pasta ".gnome2/nautilus-scripts/", dentro do diretório home. Múltiplas áreas de trabalho Um conceito que soa um pouco estranho para quem vem do Windows é o de usar múltiplas áreas de trabalho. A ideia é criar ambientes separados para diferentes conjuntos de aplicativos. Isso permite que você organize os aplicativos abertos por temas (deixar as janelas do Firefox e do OpenOffice no primeiro desktop e as do gerenciador de arquivos no segundo, por exemplo) ou simplesmente usar os outros desktops como uma área de escape para os aplicativos que não está usando no momento, reduzindo o congestionamento na barra de tarefas. Para enviar um programa aberto para outro desktop virtual, você precisa apenas clicar sobre a barra com o botão direito e usar a opção "Mover para outro espaço de trabalho":

27 Por default, o Ubuntu utiliza dois ambientes de trabalho e você pode chavear entre entre eles usando o applet na barra de tarefas. Acessando as preferências do applet, você pode aumentar o número de ambientes de trabalho para até 32; o problema é que a área ocupada pelo applet cresce na mesma proporção, fazendo com que seja inviável utilizá-lo para mais do que 3 ou 4 desktops. Ao tentar usar 16, por exemplo, não sobra espaço para as barras dos programas :) A melhor solução acaba sendo ajustar o número de desktops e em seguida remover o applet, passando a chavear entre os ambientes usando o atalho de teclado, Ctrl+Alt+seta direita/seta esquerda. Se precisar alterar a configuração posteriormente, adicione novamente o "Alternador de espaços de trabalho" ao painel. No KDE 4, a configuração dos desktops vai no "Ambiente de trabalho > Múltiplas áreas de trabalho" do "systemsettings" e você pode alternar entre as áreas de trabalho virtuais pressionando Ctrl + uma das teclas de função (F1 para o primeiro desktop, F2 para o segundo, etc), como em Ctrl+F2 ou Ctrl+F1. O applet para a barra de tarefas é o "Pager", que vem ativado por padrão no Kubuntu e pode ser adicionado manualmente clicando sobre uma área vazia da área de trabalho e usando o "Adicionar > Mini aplicativo > Pager". Usando o Ubuntu Tweak Embora o menu de opções permita alterar apenas as opções mais básicas, o GNOME é, na verdade, um ambiente bastante personalizável. O grande problema é que a maior parte das opções estão acessíveis apenas através do gconf-editor ou, pior, apenas através de arquivos de configuração ou de scripts. O Ubuntu Tweak (http://ubuntu-tweak.com/) é um painel gráfico que torna muitas destas configurações acessíveis, aumentando bastante a flexibilidade da interface. Ele é feito especialmente para o Ubuntu e as novas versões companham os lançamentos da distribuição, o que torna a instalação bastante simples. A primeira opção é simplesmente baixar a última versão do pacote no

28 tweak.com/downloads e instalá-lo usando o dpkg, como em: $ sudo dpkg -i ubuntu-tweak_ ~intrepid1_all.deb Você pode também adicionar as linhas dos repositórios, especificadas na página, no arquivo "/etc/apt/sources.list" e instalá-lo diretamente via apt-get, usando o "apt-get update" e em seguida o "apt-get install ubuntu-tweak". A vantagem de adicionar os repositórios em vez de simplesmente instalar o pacote diretamente é que você pode atualizá-lo posteriormente via apt-get, juntamente com os demais pacotes do sistema. Essa é sempre a maneira mais "limpa" de instalar programas. O pacote cria um ícone no iniciar, o "Aplicativos > Sistema > Ubuntu Tweak" e você pode também chamá-lo via terminal, através do comando "ubuntu-tweak": Vamos então a um resumo das opções: Computador: É apenas um menu de informações não editáveis. Mostra informações como a versão do kernel, versão do GNOME, processador usado, quantidade de memória instalada e outras informações sobre o sistema. Aplicativos: Este é um menu com funções adicionais para a instalação e o gerenciamento de pacotes, com funções para limpar o cache do apt-get (o "Limpeza de pacotes"), editar o arquivo sources.list e, mais interessante, um conjunto de "ícones mágicos" para instalar aplicativos adicionais, incluindo o VirtualBox, Wine e diversos outros aplicativos pré-selecionados. Inicialização: Os aplicativos, serviços e applets que são carregados pelo Ubuntu durante o boot podem ser divididos em dois grupos: serviços de sistema, como o "bluetooth", "cups" e outros e componentes do GNOME, que são carregados durante a abertura do ambiente gráfico. Os serviços de sistema podem ser desativados através do "Sistema > Administração > Serviços", mas não existe uma maneira prática de visualizar ou desativar os componentes que são carregados em conjunto com o GNOME, mais um problema que o

29 Ubuntu Tweak ajuda a resolver. Alguns componentes que são fortes candidados a serem desativados são o "Assistência Visual", "Tracker" (o serviço de inexação de arquivos), "blueproximity" (pode ser configurado para travar o desktop quando você se afasta, monitorando a proximidade de um celular com Bluetooth, mas na maior parte do tempo serve só para travar o desktop em momentos inoportunos), "Verificar por novos drivers", "Evolution Alarm Notifier" (se você não usa a agenda do Evolution, não precisa dele), "Área de trabalho remota", "Gerenciador Bluetooth" (ele fica ativo em background mesmo quando não existe nenhum adaptador Bluetooth plugado) e o "Gnome Login Sound". Área de trabalho: Ao contrário do que o nome pode sugerir, essa seção possui algumas opções bem interessantes, que vão desde ajustes simples, como mostrar o ícone da lixeira na área de trabalho (permitindo que você remova o applet na barra de tarefas e libere um pouco mais de espaço para as janelas abertas), até opções para mudar o comportamento das janelas. Pessoal: Uma das críticas de muitos contra os painéis do GNOME é que não existe uma opção para personalizar os atalhos de teclado (a única maneira de personalizá-los é através do gconf-editor), o que é mais uma carência suprida pelo Ubuntu Tweak. Outro facilitador interessante é o menu de edição de scripts, que permite que você ative scripts com junções adicionais para o Nautilus (que são exibidos quando você clica com o botão direito sobre os arquivos), incluindo opções para converter imagens, abrir programas como root e assim por diante. Você pode também adicionar novos scripts, colocando-os na pasta "/.gnome2/nautilusscripts", dentro do home. Você pode baixar scripts adicionais no no Sistema: Aqui estão disponíveis opções para alterar as associações de arquivos do sistema, ativar o uso de overburning no gravador (que permite espremer um pouco mais dados no CD ou DVD, ignorando o limite de tamanho e gravando até o final do espaço da mídia) e outras opções relacionadas ao Nautilus. Estão disponíveis também opções relacionadas ao gerenciamento de energia e para bloquear funções do sistema (como os menus de salvar arquivos para o HD), entre outras. Mais opções de configuração Em vez de utilizar um painel de controle centralizado, como no caso do Mandriva e do OpenSUSE, o Ubuntu simplesmente usa um conjunto de utilitários de configuração organizados nos menus "Sistema > Preferências" e "Sistema Administração". A lista combina os utilitários oferecidos pelo GNOME (que também estão disponíveis em outras distribuições) com algumas ferramentas próprias.

30 A grande diferença entre as duas seções é que, via de regra, as opções dentro do "Preferências" alteram apenas as suas configurações de usuário, manipulando arquivos de configuração salvos dentro do diretório home, enquanto o "Administração" agrupa as opções que alteram a configuração do sistema e são acessadas através do sudo. Quase tudo que falei até aqui se enquadra na primeira categoria. Antes de começar a falar sobre o gerenciamento de pacotes e outras tarefas "administrativas", vamos a um apanhado geral sobre as outras opções de personalização: Aparência: Esta é a seção obrigatória, com as configurações visuais do sistema, incluindo a definição do tema, papel de parede e a configuração dos efeitos. Uma boa medida para reduzir o uso de processamento (que resulta em uma melhoria perceptível em máquinas com processadores lentos, como no caso dos netbooks) é desativar os efeitos visuais. Esta seção inclui também a configuração das fontes, sobre a qual falei no tópico anterior. Um bom lugar para baixar papéis de parede e temas adicionais é o Aplicativos preferenciais: Ao contrário do que o nome sugere, essa opção (pelo menos até o GNOME 2.24) não permite ajustar as associações de arquivos, mas apenas definir os aplicativos preferidos para algumas tarefas específicas (Navegador Web, Reprodutor de multimídia, Terminal, etc). As associações de arquivos são definidas através do Nautilus: clicando com o botão direito sobre um arquivo e acessando o "Propriedades > Abrir com" você tem acesso ao menu de seleção, onde pode definir o aplicativo usado para abrir arquivos com a mesma extensão. Por default, ele mostra apenas os aplicativos que são associados com a extensão de arquivo selecionada, mas você pode especificar outros manualmente:

31 Área de trabalho remota: Esta opção abre o Vinagre, que é o aplicativo padrão de acesso remoto nas versões recentes do GNOME, similar à dupla Krfb e Krdc, que é usada no KDE. Assim como diversos outros aplicativos similares, ele funciona como uma interface de configuração para o bom e velho VNC, que é quem faz o trabalho pesado. Ao ativar o compartilhamento da tela, usuários em outros PCs da rede poderão se conectar ao seu usando qualquer cliente VNC, incluindo, naturalmente, o próprio cliente do Vinagre, disponível no "Aplicativos > Internet > Visualizador de Área de trabalho remota". Para que as conexões via Internet funcionem, é necessário configurar o modem ADSL ou o gateway da rede para encaminhar a porta 5900 para o seu PC. Nas configurações, existe também a opção de usar uma porta alternativa e de ativar o uso de encriptação para a conexão (o que ativa o uso de encriptação AES de 256 bits). O problema com o uso de encriptação é que ele é um recurso específico do Vinagre que, por enquanto, não é suportado por outros clientes VNC. Atalhos de teclado: Assim como a opção de associação de arquivos, esta opção inclui a configuração apenas dos atalhos para funções mais comuns; as demais precisam ser definidas através do gconf-editor, como vimos anteriormente. Bluetooth: Se o seu PC não possui um transmissor Bluetooth, o menu permite apenas escolher entre mostrar ou não o ícone do Bluetooth ao lado do relógio, que (sem o transmissor) não servirá para muita coisa de qualquer forma. Ao plugar ou ativar o transmissor, entretanto, ele passa a exibir uma aba adicional, através da qual você pode parear novos dispositivos ou definir se seu PC ficará em modo visível ou oculto. As opções de enviar e receber arquivos, por sua vez, ficam disponíveis ao clicar com o botão direito sobre o applet ao lado do relógio.

32 Para quem usa apenas o PC, o Bluetooth acaba sendo um recurso desnecessário, mas ele se torna bastante útil quando combinado com um smartphone, permitindo transferir arquivos e fotos de forma rápida, usar a conexão 3G com a web no PC, fazer backup dos arquivos e contatos e assim por diante, tudo sem precisar conectar o cabo USB. Usando a opção "Procurar arquivos no dispositivo", por exemplo, você pode acessar os arquivos na memória ou no cartão diretamente, como se estivesse navegando em um compartilhamento de rede. A velocidade de transferência não é das melhores, devido às taxas de 1 e 3 megabits suportadas pelo Bluetooth, mas a praticidade compensa: Controle de volume: Apesar da função ser bastante básica, essa opção esconde alguns truques. Clicando no "Preferências" você pode ativar a exibição de controles adicionais (muitas placas possuem mais de 20 ajustes independentes) e na aba "Chaves" estão disponíveis algumas opções adicionais, como a de ativar ou desativar a saída do fone de ouvido. As opções disponíveis variam de acordo com a placa de som usada, os recursos suportados pelo módulo do kernel e os recursos do servidor de som. Criptografia e chaveiros: O GNOME utiliza o Seahorse para gerenciamento de senhas e chaves de criptografia, permitindo que você salve senhas de acesso, passphrases e outras informações (como as chaves de acesso de redes wireless) em um único chaveiro, protegidas por uma senha mestra. A grande observação é que esta opção se destina apenas a gerenciar chaves PGP (usadas para encriptar s). A configuração do chaveiro do sistema vai no "Aplicativos > Acessórios > Senhas e chaves de criptografia". Dispositivos PalmOS: Embora os Palms estejam entrando em desuso, sendo substituídos por aparelhos mais atuais e ferramentas de sincronismo de informações e contatos via web, o bom e velho hot-sync é ainda suportado no Linux. Essa opção dispara o assistente de configuração do GNOME Pilot, que permite sincronizar a agenda e os s do Palm em relação ao Evolution. Gerenciamento de energia: Aqui vão as clássicas configurações de energia, incluindo o tempo de desligamento do monitor, comportamento do botão de desligar, ajuste de

33 brilho da tela e outras. Se você usa um notebook, uma boa adição é o applet para ajustar a frequência do processador (botão direito sobre a barra > Adicionar ao painel > Monitor de graduação de frequência da CPU), que permite ajustar rapidamente a frequência de operação do processador, limitando-o à frequência mínima quando quiser aumentar a autonomia, por exemplo. Nas versões recentes, o Ubuntu oferece também um bom suporte ao suspender, que permite colocar o notebook para dormir, preservando os dados da memória RAM mas desligando todos os demais componentes. O suspender é um recurso importante para quem passa o dia em trânsito e precisa fazer tarefas rápidas repetidamente, pois evita ter que ligar e desligar o notebook (esperando os clássicos dois minutos a cada boot) a todo momento. A maioria dos notebooks possuem uma autonomia superior a 36 horas em modo de suspensão. A principal observação é que todos estes recursos dependem que o suporte a ACPI esteja ativo, o que deixa de fora os PCs e notebooks com placas problemáticas, onde você precisa usar o "acpi=off", ou similar na tela de boot, ou modelos baseados em chipsets que ainda não são bem suportados pelo kernel. Impressora Padrão: Ao instalar várias impressoras, é importante definir qual será a impressora padrão do sistema, uma vez que ela é usada sempre que você utiliza as opções de impressão rápida, ou não altera a impressora na janela de seleção. Janelas: Essa opção inclui algumas configurações básicas para o comportamento das janelas, incluindo a opção de selecionar janelas automaticamente quando o cursor do mouse passa sobre elas, maximizar ao clicar sobre a barra de títulos e modificar a tecla usada para mover as janelas para fora da área visível. Menu Principal: Este é um atalho para o editor de menus, que pode ser acessado também clicando com o botão direito sobre o "Aplicativos". Network Configuration: Um atalho para a configuração manual da rede, que pode ser acessado também clicando com o botão direito sobre o applet do NetworkManager ao lado do relógio. Proxy da rede: Este é mais um pequeno utilitário, que permite definir o proxy padrão do sistema, que será usado pelo apt-get e pela maioria dos utilitários do sistema, incluindo o atualizador de pacotes. Entretanto, o proxy padrão não é usado pela maioria dos aplicativos (incluindo o Firefox), que possuem opções próprias de configuração do proxy. No Firefox, por exemplo, o proxy é configurado através do "Editar > Preferências > Avançado > Rede > Conexão". Rato (Mouse): Aqui estão disponíveis as clássicas configurações relacionadas ao comportamento do mouse (também chamado de rato nas terras além mar :), incluindo a aceleração, intervalo do clique duplo e outras. Uma opção adicionada nas versões recentes do GNOME, que pode ser útil para alguns, é a de mostrar a posição do cursor quando a tecla Ctrl é pressionada. Uma dica para quem usa um mouse externo no notebook e quer evitar toques

34 acidentais no touchpad é desativar a opção "Touchpad > Habilitar cliques do mouse com o touchpad", que desativa os cliques com toques sobre o leitor, mantendo apenas os botões de hardware. Resolução da tela: Tradicionalmente, alterar a resolução da tela no Linux demandava ajustes manuais no arquivo xorg.conf. Entretanto, isso mudou nas versões recentes do X.org, graças à detecção automática dos modos suportados pelo monitor, combinada com uma nova interface que permite o ajuste da resolução sem precisar de acesso de root. Essa combinação de fatores levou ao aparecimento de ferramentas como o kcmdisplay (no KDE) e o gnome-display-properties, iniciado através desta opção. Ele permite ajustar a resolução e a taxa de atualização do monitor e, em chipsets suportados, também girar a imagem, o que permite tirar proveito da opção de uso vertical disponível em muitos monitores. Se você possui uma placa de vídeo com duas saídas de vídeo, pode também ativar e configurar a segunda tela através dele. A grande limitação do gnome-display-properties é que ele só oferece as opções detectadas pelo sistema. Se o X.org não detectou corretamente a resolução do monitor, ou se não conseguiu ativar a saída HDMI ou o segundo monitor, por exemplo, sua única opção é abrir o terminal e voltar ao velho processo de configuração manual e instalação de drivers. Sessões: A principal função dessa opção é configurar os aplicativos que serão carregados durante a abertura do sistema. No Linux, os serviços e aplicativos carregados durante o boot podem ser divididos em dois grupos: os carregados pelo sistema e os carregados pelo usuário. Os carregados pelo sistema são quase sempre serviços, referenciados nos arquivos de configuração. Você pode fazer com que comandos sejam executados automaticamente adicionando-os a um dos arquivos de configuração (como o "/etc/rc.local") mas em um desktop isso se restringe a tarefas específicas.

35 Os aplicativos executados como usuário, por sua vez, são carregados juntamente com o GNOME ou o KDE, incluindo aí qualquer aplicativo gráfico, ou que não seja executado como root. São justamente estes que são configurados através do applet. Se você quer adicionar um atalho para que o Synergy seja aberto automaticamente, ou quer desativar o tracker (a ferramenta de indexação de arquivos do GNOME) ou o gerenciador de drivers restritos, aqui é o lugar: Na aba de opções, existe também a opção de lembrar os aplicativos em execução ao encerrar a sessão que, assim como o recurso de salvar as abas abertas do Firefox, acaba sendo bastante útil se você liga e desliga o PC com frequência, já que evita que você perca tempo abrindo manualmente os aplicativos que utiliza a cada boot. Existe também a opção de criar uma configuração fixa, onde o sistema passa a carregar o conjunto de aplicativos atualmente em execução. Som: Além de permitir ajustar os sons do sistema (como seria de se imaginar), essa opção também permite definir os dispositivos de som usados, o que é útil na hora de solucionar problemas com o áudio ou em situações em que você tem mais de uma placa de som (como em casos em que você usa uma placa de som USB para as chamadas de VoIP) e quer que a segunda placa seja usada para outras funções. O suporte a placas de som no Linux é um assunto bem mais complicado do que deveria, devido à variedade de conjuntos de drivers e de servidores de som. Isso faz com que, dentro de cada opção, você tenha um conjunto de configurações para cada dispositivo de som (incluindo as opções de usar o OSS, o Alsa ou o PulseAudio), o que acaba lhe obrigando a testar cada uma das opções até encontrar a que funciona melhor. Um complicador é que, ao usar uma das opções do Alsa ou do OSS, muitos aplicativos deixarão de conseguir acessar o som, já que esperam que a placa seja acessada através do PulseAudio, que é usado por padrão a partir do Ubuntu 8.04.

36 Teclado: Como era de se esperar, essa opção permite ajustar o layout do teclado (use o "ABNT2 Brasileiro" para os teclados nacionais ou o "PC (Intl) Genérico de 105 teclas" para os com layout americano) e também as opções de acessibilidade (teclas de aderência e outras). A opção "Disposições > Outras opções" esconde um grande volume de opções com preferências adicionais, que permitem resolver problemas comuns, como mapear o símbolo de Euro ao atalho AltGR+E, desativar o Caps Lock (uma alternativa mais civilizada ao hábito de simplesmente arrancá-lo do teclado :), definir a tecla usada para ativar as teclas de terceiro nível e assim por diante. Se você sofre o com o clássico problema da repetição do teclado parar de funcionar esporadicamente, basta desativar e ativar novamente a opção de repetição das teclas. Outra dica é que você pode especificar intervalos forçados na digitação (importantes para a prevenção de lesões por esforços repetitivos) na última aba, fazendo com que o sistema bloqueie o desktop durante dois minutos uma vez por hora, por exemplo. Tecnologias assistivas: Como comentei no início do guia, o Ubuntu oferece um bom suporte a acessibilidade. Este menu agrupa as principais opções, permitindo ativar o Orca (o sintetizador que permite o uso do sistema por deficientes visuais) ou o Dasher (que ativa um sistema alternativo de digitação que permite a entrada de texto usando apenas o mouse ou outro dispositivo apontador), além de atalhos para as opções de acessibilidade para o mouse, teclado e para a tela de login. Criando um diretório encriptado Um problema trazido pela popularização dos notebooks e netbooks é o roubo de dados. Se você simplesmente deixa todos os seus arquivos e senhas salvos no notebook, corre um sério risco de todas estas informações virem a cair em mãos erradas caso ele seja roubado, um risco que acaba sendo, em muitos casos, muito maior do que o valor do equipamento propriamente dito. Vamos então a uma rápida explicação sobre as opções de encriptação: A solução clássica: A solução clássica para o problema seria criar uma partição encriptada usando o cryptsetup e passar a usá-la para armazenar os arquivos confidenciais. É possível também utilizá-la para armazenar as pastas do Firefox, do leitor de s e outros aplicativos; basta mover as pastas para dentro do diretório onde ela for montada e substituir as pastas ocultas dentro do home por links. O primeiro passo nesse caso é instalar os dois pacotes, o que no Ubuntu e em outras distribuições derivadas do Debian pode ser feito via apt-get: # apt-get install cryptsetup hashalot Em outras distribuições, procure pelo pacote "cryptsetup", que hoje em dia é muito comum. Se tudo mais falhar, você pode baixar um pacote genérico ou o pacote com o código-fonte nohttp://luks.endorphin.org/dm-crypt.

37 Em seguida, use o Gparted para redimensionar uma das partições existentes e criar uma nova partição, que será encriptada. O tamanho varia de acordo com o volume de arquivos que pretender armazenar dentro dela: se forem apenas alguns arquivos soltos, pode criar uma partição de 1 ou 2 GB, por exemplo. O próximo passo é gerar a unidade encriptada, usando o cryptsetup. Para isso, usamos o comando "cryptsetup --verbose --verify-passphrase luksformat", seguido do device da partição que será usada, como em: # cryptsetup --verbose --verify-passphrase luksformat /dev/sda7 Como gerar a unidade encriptada implica na destruição de todos os dados anteriormente gravados, ele pede sua confirmação. Você precisa responder "YES", em letras maiúsculas para continuar. Ele pede em seguida uma passphrase, que será usada para proteger a partição. Ela pode ser tanto uma senha longa, quanto uma frase, que misture palavras e alguns caracteres aleatórios. Quanto mais longa a passphrase, maior a segurança, mas como você precisará digitá-la cada vez que for acessar a partição, ela também não pode ser grande demais :). Uma senha com 12 a 16 caracteres, ou uma frase com 3 palavras e mais alguns caracteres adicionais já garantem uma segurança muito boa. O acesso à unidade encriptada é feito através do próprio cryptsetup. Ele cria um dispositivo virtual, através do qual os dados da unidade podem ser acessados. O dispositivo pode ser formatado e usado normalmente, como se fosse uma partição de disco, e a encriptação/desencriptação dos dados é feita de maneira transparente. Para acessar a unidade, use o comando "cryptsetup luksopen", especificando a partição e o nome do dispositivo através do qual ela será acessada (ele será criado dentro do diretório "/dev/mapper"). No exemplo, estou usando "cofre", mas você pode usar o nome que preferir: # cryptsetup luksopen /dev/sda7 cofre Formate a unidade em EXT3, usando o comando "mkfs.ext3 -m 1". Você pode utilizar outros sistemas de arquivos, mas o EXT3 é uma opção segura nesse caso: # mkfs.ext3 -m 1 /dev/mapper/cofre O parâmetro "-m 1" que incluí, faz com que o sistema reserve apenas 1% do espaço da partição para uso do root, ao invés de 5%. Isso faz com que você fique com mais espaço disponível para os arquivos. O "/dev/mapper/cofre" é o device através do qual a unidade encriptada é acessada. Ele é criado depois do comando anterior. Com isso, a partição está pronta. Para montá-la, usamos o comando "cryptsetup luksopen" (para abrir o acesso à partição) e em seguida o "mount" para montá-la, como em: # cryptsetup luksopen /dev/sda7 cofre

38 # mkdir /mnt/cofre # mount /dev/mapper/cofre /mnt/cofre Uma vez montada a partição, você pode copiar arquivos para a pasta "/mnt/cofre" de forma transparente. A partir daí, fica faltando apenas ajustar as permissões da pasta e criar um link dentro do seu diretório home, para que você possa copiar os arquivos com praticidade: # chown -R gdh:gdh /mnt/cofre # ln -sf /mnt/cofre /home/gdh/cofre Com isso, seu diretório encriptado está pronto. Você pode começar a mover os arquivos confidenciais para a pasta "cofre" e deixar que o cryptsetup cuide da encriptação. Como comentei, você pode também mover as pastas do Firefox, do leitor de s e de outros aplicativos que armazenem senhas e outras informações para dentro do diretório encriptado (é necessário que o aplicativo correspondente esteja fechado no momento em que mover a pasta), deixando um link apontando para a nova localização, como em: $ cd /home/gdh/ $ mv.mozilla cofre/ $ ln -s cofre/.mozilla.mozilla Graças ao link, o Firefox continua encontrando a pasta de preferências e continua abrindo normalmente. A grande observação é que você passa a precisar montar o diretório encriptado a cada boot antes de poder abrir o Firefox, mas isso pode ser automatizado escrevendo um pequeno script com os comandos de montagem. Basta salvá-lo no seu diretório home executá-lo (ou configurar o GNOME/KDE para executálo automaticamente) depois de fazer login: #!/bin/sh sudo cryptsetup luksopen /dev/sda7 cofre sudo mkdir /mnt/cofre sudo mount /dev/mapper/cofre /mnt/cofre Ao executar os comandos de montagem, a partição fica montada até que você desligue o micro, deixando os arquivos expostos. É possível desmontá-la manualmente usando o "umount" e, em seguida, o "cryptsetup luksclose", como em: # umount /mnt/cofre # cryptsetup luksclose /dev/mapper/cofre A principal observação é que a partição encriptada pode ser acessada unicamente utilizando a passphrase. Como o cryptsetup utiliza encriptação AES de 512 bits, é virtualmente impossível recuperar os dados caso você a esqueça. Partições encriptadas são também, de uma maneira geral, mais sensíveis a

39 desligamentos incorretos e a problemas diversos, o que, novamente, pode colocar os dados em risco. Devido a isso, é especialmente importante manter um backup completo de todos os dados em outro local, até por que, o uso da encriptação impede que os dados sejam acessados pelas pessoas erradas, mas não impede que seu notebook seja roubado ou perdido. A solução do Ubuntu: Como pôde ver, a configuração da partição encriptada usando o cryptsetup não é particularmente complicada, mas ainda não é simples o suficiente para ser utilizada por usuários sem conhecimentos técnicos. Pensando nisso, a equipe do Ubuntu desenvolveu uma solução mais simples para o problema, usando o ecryptfs e um script de configuração, que está disponível a partir do Ubuntu O script cria o diretório "Private" dentro do seu home, assumindo a mesma função do diretório "cofre" do exemplo anterior. Como vimos, a possibilidade de criar partições e pastas encriptadas no Linux existe faz tempo, mas o script se destaca no sentido de tornar o processo de configuração bastante rápido e simples. O primeiro passo é instalar o pacote: $ sudo apt-get install ecryptfs-utils Em seguida, execute o script, usando seu login de usuário: $ ecryptfs-setup-private O script se limita a confirmar sua senha de usuário e solicitar a passphrase que será usada para encriptar o diretório. Você não precisará digitá-la cada vez que montar a pasta (por isso ela pode ser bem longa e complexa), mas é importante anotá-la em algum lugar, pois você precisará dela caso precise montar o diretório manualmente para recuperar os dados, em caso de problemas. Todos os demais passos são executados automaticamente: Enter your login passphrase: Enter your mount passphrase [leave blank to generate one]: Enter your mount passphrase (again): Unable to read salt value from user's.ecryptfsrc file; using default Done configuring. Testing mount/write/umount/read... Testing succeeded. Por baixo dos panos, o script cria a imagem de loopback para salvar os arquivos (acessível através do diretório oculto ".Private", dentro do home), salva a passphrase no arquivo".ecryptfs/wrapped-passphrase", que é encriptado usando sua senha de login (é por isso que você precisa digitar apenas a senha e não a passphrase ao montar) e cria a pasta "Private", para acesso ao diretório encriptado. A encriptação é feita através do ecryptfs, um sistema de arquivos criptográfico incluído diretamente no kernel (a partir do ), que permite criar imagens

40 encriptadas dentro de uma partição de dados. Diferente do que temos ao utilizar o cryptsetup (onde é necessário usar uma partição, ou um arquivo de loopback de tamanho fixo), no ecryptfs a imagem é redimensionada automaticamente conforme você coloca arquivos dentro dela. Ao acessar a pasta Private, você verá o link para fazer a montagem. Basta clicar sobre ele (e, em seguida, clicar no botão de reload do gerenciador de arquivos) para ativar a montagem: Se você estiver utilizando o login manual, o diretório será montado automaticamente na inicialização. Caso tenha ativado o login automático, então a montagem automática é desativada e você precisará clicar no "Access Your Private Data" e confirmar sua senha de usuário antes de ter acesso à partição (uma restrição proposital, já que não faria sentido combinar o login automático com a montagem automática do diretório). Por default, a pasta encriptada fica montada até que você faça logout, mas você pode desmontá-la manualmente quando quiser, usando o comando: $ ecryptfs-umount-private Da mesma maneira, você pode também montá-lo diretamente, sem precisar clicar no ícone, usando o: $ ecryptfs-mount-private Assim como no exemplo do cryptsetup, você pode mover os diretórios do Firefox, Evolution e outros aplicativos que armazenem senhas ou s para dentro do diretório encriptado, como em: $ cd /home/gdh $ mv.evolution.mozilla Private/ $ ln -s Private/.evolution.evolution; ln -sf Private/.mozilla.mozilla Isso também funciona usando a montagem manual, desde que você se lembre de montar o diretório antes de começar a abrir os aplicativos. Montando manualmente: Em caso de problemas com o sistema, você pode recuperar os dados dando boot com um live-cd do Ubuntu (ou outra distribuição baseada no kernel

41 ou mais recente) e fazer a montagem manualmente. Nesse caso, comece montando a partição onde o diretório home está armazenado, como em: $ sudo su # mount /dev/sda1 /media/sda1 Em seguida, acesse a pasta home e use o "mount -t ecryptfs" para montar a pasta encriptada, como em: # cd /media/sda1/home/gdh/ # mount -t ecryptfs.private Private Isso abrirá um assistente em texto, que confirmará uma série de opções antes de fazer a montagem. Responda "passphrase" na primeira pergunta ("Select key type to use for newly created files") e forneça a passphrase especificada durante a configuração inicial. Continuando, responda "aes" na segunda pergunta ("Select cipher"), "16" na terceira ("Select key bytes") e "n" na quarta ("Enable plaintext passthrough"). Como você está montando a partir do live-cd, ele exibirá um alerta, avisando: WARNING: Based on the contents of [/root/.ecryptfs/sig-cache.txt], it looks like you have never mounted with this key before. This could mean that you have typed your passphrase wrong. Would you like to proceed with the mount (yes/no)? Responda "yes" para que ele continue com a montagem. Essa mensagem é exibida sempre que você tenta montar o diretório usando um login diferente do que usou para fazer a configuração inicial. Concluída a montagem, os arquivos ficarão disponíveis no diretório "Private", para que você possa copiá-los para algum local seguro antes de reinstalar ou tentar reparar a instalação do sistema. Como comentei, a passphrase é salva no arquivo ".ecryptfs/wrapped-passphrase", que é encriptado usando a senha de login. Se você esqueceu a passphrase, é possível recuperá-la a partir do arquivo, desde que você ainda se lembre da senha. Nesse caso, é usado (ainda dentro do home) o comando "ecryptfs-unwrap-passphrase", como em: # ecryptfs-unwrap-passphrase.ecryptfs/wrapped-passphrase "minhasenha" Em situações normais, você deveria limpar o histórico (usando o comando "history -c") depois de usar o comando, para evitar que a senha ficasse dando sopa no arquivo.bash_history, que armazena uma cópia de todos os comandos executados no terminal. Entretanto, ao usar os comandos a partir do live-cd, você não precisa se preocupar, já que tudo é armazenado no ramdisk e perdido ao reiniciar o micro.

42 Criando pastas manualmente: Concluindo, você pode também usar o ecryptfs para criar outras pastas encriptadas manualmente, o que pode ser feito em qualquer distribuição com um kernel recente, sem depender do script de configuração. Nesse caso, instale o pacote "ecryptfs-utils", crie o diretório e use o "mount -t ecryptfs" para ativar o uso da encriptação, como em: $ mkdir cofre $ chmod 700 cofre $ sudo mount -t ecryptfs cofre cofre Ele executará o assistente de montagem, perguntando o tipo de chave que será usado, o algoritmo de encriptação e o comprimento da chave. A configuração mais comum é usar uma passphrase, com o aes e chaves de 16 bytes (512 bits), mas você fica livre para testar outras configurações. A partir daí, você pode desmontar a pasta usando o comando "umount", como em: $ sudo umount cofre E montá-lo novamente repetindo o comando de montagem, como em: $ cd ~ $ sudo mount -t ecryptfs cofre cofre O problema com o comando manual é que ele repete o assistente a cada montagem, fazendo com que, além de digitar a passphrase, você precise indicar as mesmas opções a cada montagem. Você pode evitar isso criando um pequeno script de montagem, incluindo todas as opções diretamente no comando, de forma que você precise digitar apenas a passphrase, como em: #!/bin/sh cd ~ sudo mount -t ecryptfs cofre cofre -o \ key=passphrase,ecryptfs_cipher=aes,ecryptfs_key_bytes=16,ecryptfs_passthrough= n Veja que a linha especifica as mesmas opções que você precisa responder ao usar o comando manual ("passphrase", "aes", "16", etc.), deixando de fora apenas a passphrase propriamente dita. Você pode ajustar os parâmetros na linha de acordo com as configurações que utilizar. Firewall no Ubuntu Uma questão polêmica em torno do Ubuntu, é o fato do sistema não incluir nenhum script ou utilitário de configuração de firewall por padrão. Segundo os desenvolvedores, o firewall não é necessário, pois na configuração padrão o sistema

43 não mantém nenhum servidor ativo, fazendo com que a possibilidade de existir qualquer brecha de segurança seja pequena. Mesmo assim, é sempre interessante manter um firewall ativo em um PC conectado diretamente à Internet. Você pode fazer isso escrevendo um script simples de firewall, que simplesmente bloqueie o acesso a todas as portas. Um exemplo de firewall manual, que fecha todas as portas, permitindo que você consiga acessar a rede e a Internet, mas, ao mesmo tempo, impedindo que outros micros acessem serviços ativos na sua máquina seria: iptables -A INPUT -i lo -j ACCEPT iptables -A INPUT -p tcp --syn -j DROP Estes são na verdade dois comandos de terminal, que ativam o Iptables (o firewall nativo do sistema, incluído no próprio kernel), permitindo que programas se comuniquem internamente usando a interface de loopback, mas bloqueando qualquer acesso externo. Para desativar as regras, voltando a aceitar todas as conexões, use o comando: $ sudo iptables -F... ele limpa as regras do Iptables, restaurando a configuração inicial. Para permitir acessos provenientes dos micros da rede local, você inclui mais uma regra (antes das outras duas), especificando a faixa de endereços usada pelos micros dentro da rede local. Substitua o " " pela faixa de endereços usada na sua rede: iptables -A INPUT -p tcp -s / j ACCEPT iptables -A INPUT -i lo -j ACCEPT iptables -A INPUT -p tcp --syn -j DROP Se preferir, você pode também especificar a interface de rede usada na rede local no lugar da faixa de endereços, o que é mais adequado em casos em que você utiliza interfaces separadas para acessar a rede local e a Internet. Um bom exemplo seria o caso de alguém que utiliza a interface eth0 (rede cabeada) para a rede local e um modem 3G (visto pelo sistema como a interface "ppp0") para acesso à web. Nesse caso, a regra de firewall seria: iptables -A INPUT -i eth0 -j ACCEPT iptables -A INPUT -i lo -j ACCEPT iptables -A INPUT -p tcp --syn -j DROP Este é outro exemplo de configuração, um pouco mais elaborado. Ele utiliza uma regra baseada no parâmetro "-m state" para permitir apenas respostas a conexões iniciadas por você, bloqueando em seguida todas as portas. A vantagem sobre o exemplo anterior é que ele bloqueia também as portas UDP, oferecendo uma proteção mais

44 completa: iptables iptables iptables iptables -A INPUT -A INPUT -A INPUT -A INPUT -i lo -j ACCEPT -m state --state RELATED,ESTABLISHED -j ACCEPT -p tcp -j DROP -p udp -j DROP Você pode também abrir portas específicas, ou intervalos de portas (como no caso das portas usadas pelo bittorrent ou por jogos multiplayer) adicionando a regra a seguir no início do script: iptables -A INPUT -p tcp --dport 6881:6889 -j ACCEPT A regra para especificar apenas uma porta é bastante similar: iptables -A INPUT -p tcp --dport 22 -j ACCEPT Você pode também repetir a regra parar abrir várias portas e intervalos de portas, conforme necessário. Estes comandos podem ser executados diretamente no terminal. Para que a mudança torne-se definitiva, inclua-os no final do arquivo "/etc/init.d/bootmisc.sh", antes do "exit 0". Outro uso comum para o firewall é compartilhar a conexão com a rede local. Este é um exemplo de script que compartilha uma conexão 3G (a interface "ppp0"), aceitando conexões provenientes dos micros da rede local (a interface "eth0" no exemplo) e bloqueando todas as conexões vindas da Internet, mantendo aberta apenas a porta 5060 UDP (usada para receber chamadas de VoIP no Ekiga): #!/bin/sh echo "Ativando o Firewall." # Limpa as regras anteriores: iptables -F iptables -t nat -F # Compartilha a conexão na interface ppp0: modprobe iptable_nat echo 1 > /proc/sys/net/ipv4/ip_forward iptables -t nat -A POSTROUTING -o ppp0 -j MASQUERADE # Abre a porta 5060 UDP (SIP): iptables -A INPUT -p udp --dport j ACCEPT # Permite pacotes de resposta: iptables -A INPUT -m state --state RELATED,ESTABLISHED -j ACCEPT # Permite conexões na interface de rede local e na interface lo: iptables -A INPUT -i eth0 -j ACCEPT iptables -A INPUT -i lo -j ACCEPT # Bloqueia as demais conexões:

45 iptables -A INPUT -p tcp -j DROP iptables -A INPUT -p udp -j DROP Usando o Firestarter e o GUFW Naturalmente, configurar as regras manualmente só é necessário se você realmente gosta da linha de comando e quer ter um melhor controle sobre a configuração. Uma opção mais simples de usar e, ao mesmo tempo, bastante poderosa é o Firestarter, disponível via apt: $ sudo apt-get install firestarter Você pode executá-lo usando o comando "sudo firestarter" ou usando o ícone no "Aplicações > Ferramentas de Sistema > Firestarter". Ele precisa ser sempre executado através do sudo, pois precisa de permissões de root para modificar as regras do Iptables e criar o serviço de sistema onde salva sua configuração. Ao abrir o Firestarter pela primeira vez, é aberto um assistente que pede algumas informações básicas sobre a configuração da rede e oferece opções para compartilhar a conexão e ativar o firewall sob demanda, ao conectar usando uma conexão 3G (ou discada) ou via ADSL PPPoE. Por padrão, uma vez aberto, o Firestarter bloqueia todas as portas e loga todas as tentativas de conexão, uma configuração bastante segura. Sempre que alguém tenta abrir alguma conexão, seja a partir de outro micro da rede local ou via Internet, o ícone ao lado do relógio fica vermelho. Clicando sobre ele, a Interface do Firestarter é aberta, mostrando detalhes sobre a tentativa de acesso. Digo tentativa, pois por padrão o Firestarter vai bloquear a conexão, fazendo com que a outra pessoa dê com a cara na porta. Entretanto, clicando sobre a entrada, você tem a opção de autorizar futuros acessos:

46 Usando a opção "Permitir serviço de entrada para a origem" faz com que, daí em diante, o endereço possa acessar a porta (o SSH no exemplo), sem disparar novamente o alarme. Como a regra fica vinculada ao IP, esta opção é útil apenas para micros dentro da rede local que estejam configurados para usar IP fixo. A opção "Permitir conexões a partir da origem" faz com que o endereço em questão possa acessar qualquer serviço disponível na sua máquina, em qualquer porta, sem disparar o alarme; uma opção interessante para micros da rede local. Finalmente, a opção "Permitir serviço de entrada para todos" abre a porta para todo mundo, incluindo hosts da Internet. Essa natureza "interativa" é justamente o grande diferencial do Firestarter, que faz com que ele seja atualmente a melhor opção de firewall para desktops em geral. Todas as regras adicionadas entram em vigor imediatamente e ficam acessíveis para modificação ou consulta na aba "Política". Uma vez ativado o firewall, as regras ficam ativas, mesmo que você feche a interface principal, mas você perde a possibilidade de monitorar as tentativas de acesso e aceitar conexões. O Firestarter fica residente na forma do serviço de sistema "firestarter". Para desabilitar o firewall, não basta fechar a janela, nem mesmo o ícone ao lado do relógio. Fazendo isso você fecha a interface, mas o serviço continua ativo, com as regras ativas. Para realmente desativar as regras, você precisa clicar no "Parar Firewall" dentro da janela principal:

47 Outra opção de configurador gráfico é o Gufw (http://gufw.tuxfamily.org/pt/), um firewall voltado para a facilidade de uso, baseado no UFW (o "Uncomplicated Firewall", que pode ser usado via linha de comando). Por oferecer menos opções, ele acaba sendo mais adequado que o Firestarter para o uso de pessoas não-técnicas, como em casos em que você instala o Ubuntu em PCs de familiares e amigos. Ele também pode ser instalado usando o apt: $ sudo apt-get install gufw Uma vez instalado o pacote, será criado um atalho para ele no "Sistema > Administração > Configuração de Firewall". Assim como no caso do Firestarter, a interface é usada apenas para alterar a configuração do firewall. Uma vez ativado, ele continua ativo mesmo que a interface seja fechada. O primeiro passo é marcar o "Firewall habilitado", o que ativa o Gufw em modo restritivo, bloqueando todo o tráfego de entrada, mas permitindo o tráfego de saída; a clássica receita para firewalls destinados a micros desktop. A ideia é justamente oferecer um bom nível de segurança por padrão, a partir da qual você possa criar exceções usando as opções da interface. A aba "Simples" permite especificar diretamente portas de entrada que devem ser liberadas. Você pode tanto especificar as portas pelos números, como em "22" ou "6889", quanto pelo protocolo, como em "ssh" ou "ftp". Usando o terceiro campo, você pode especificar se deve ser aberta a porta TCP, UDP ou ambas:

48 A maioria dos protocolos utiliza portas TCP, mas existem casos como o do SIP, que usa a porta 5060 UDP para receber chamadas. No caso dele, por exemplo, não adiantaria abrir apenas a porta 5060 TCP, já que não é ela a usada. A aba "Pré-configurado" inclui algumas regras prontas para autorizar ou bloquear protocolos ou aplicativos específicos. No Ubuntu 9.04 o conjunto de regras disponíveis é ainda bastante incompleto, por isso a utilidade é questionável, mas ele deve melhorar nas versões seguintes. Concluindo, a aba "Avançado" permite definir regras com um pouco mais de liberdade, especificando endereços de origem e faixas de portas. Ela é um pouco contraintuitiva, o que gera confusão. O campo "De" permite especificar o endereço de origem das conexões, o que permite que você abra portas apenas para endereços específicos. Se um amigo precisa se conectar à sua máquina via SSH, por exemplo, você pode criar uma regra específica para ele, especificando o endereço no campo "De" e a porta 22 TCP no segundo campo do "Para": O primeiro campo do "Para" permite especificar o endereço da sua máquina onde o pacote será aceito. Ele é usado apenas em casos em que o PC possui duas ou mais interfaces de rede, como no clássico caso em que você usa uma placa para a rede local e outra para a Internet. Deixando o campo em branco, você permite conexões em qualquer uma das interfaces, mas ao especificar seu endereço de rede local, a regra passa a permitir apenas conexões a partir de outros PCs da rede, descartando as

49 conexões vindas da Internet. Existem dois campos para especificar a porta, pois o segundo é usado quando você precisa especificar um intervalo de portas. Um caso clássico é o bittorrent, que utiliza as portas da 6881 à Usando os dois campos, você pode abrir todo o intervalo de uma vez, sem precisar criar uma regra para cada porta: Concluindo, os menus incluem também opções para salvar as regras em um arquivo de texto (útil caso precise usar a mesma configuração em várias máquinas) e também para exibir o ícone ao lado do relógio, que serve como um atalho rápido para a interface. Configurando o grub Se você é das antigas, deve se lembrar da época em que o lilo era o gerenciador de boot mais usado no Linux. Ele oferece uma configuração relativamente simples e um arquivo de configuração bem organizado, mas tem suas limitações, o que levou ao crescimento do grub, que é usado por padrão no Ubuntu, Mandriva, OpenSUSE, Fedora e quase todas as outras principais distribuições, com exceção do Slackware. Nos capítulos sobre o Mandriva e o OpenSUSE mostrei rapidamente as ferramentas de configuração do gerenciador de boot, vamos agora nos aprofundar na configuração manual, que é feita através do arquivo "/boot/grub/menu.lst". No Linux, o diretório "/etc" armazena quase todos os arquivos de configuração. O menu.lst é uma das exceções e isso tem um bom motivo. O grub lê este arquivo de

50 configuração no início de cada boot, antes de mostrar o splash e o menu de opções, de forma que é preciso ter certeza de que ele estará sempre disponível. Como muitos administradores reservam uma partição separada para o diretório "/etc" (o que seria um problema, uma vez que partições separadas são montadas bem depois que o grub já fez seu trabalho) os desenvolvedores do grub optaram por colocar o arquivo de configuração diretamente na pasta "/boot", junto com o kernel e outros arquivos usados no início do boot, afastando qualquer possibilidade de ele não estar disponível por ter sido armazenado em uma partição separada. Uma vantagem dessa abordagem é que você não precisa reinstalar o gerenciador de boot depois de fazer alterações na configuração, como era necessário no caso do lilo. Assim como em outras distribuições, o instalador do Ubuntu se encarrega de gerar o arquivo automaticamente, incluindo entradas para outros sistemas operacionais instalados. O arquivo é muito grande devido aos comentários (#), mas, ao removê-los, sobra uma configuração relativamente inteligível, como nesse exemplo: default 0 timeout 10 title Ubuntu 8.10, kernel generic uuid 77e43f2b-063f-4e4f-8708-be403c49a982 kernel /boot/vmlinuz generic root=uuid=77e43f2b-063f-4e4f-8708be403c49a982 ro locale=pt_br quiet splash initrd /boot/initrd.img generic quiet title Ubuntu 8.10, kernel generic (recovery mode) uuid 77e43f2b-063f-4e4f-8708-be403c49a982 kernel /boot/vmlinuz generic root=uuid=77e43f2b-063f-4e4f-8708be403c49a982 ro locale=pt_br single initrd /boot/initrd.img generic title Ubuntu 8.10, memtest86+ uuid 77e43f2b-063f-4e4f-8708-be403c49a982 kernel /boot/memtest86+.bin quiet title Other operating systems: root title Windows Vista/Longhorn (loader) root (hd0,0) savedefault makeactive

51 chainloader +1 Nesse exemplo, temos 4 entradas: "Ubuntu", "Ubuntu recovery", "memtest86+" e "Windows". Como pode imaginar, a primeira se refere ao boot normal do Ubuntu, enquanto a segunda diz respeito ao modo de recuperação, onde o sistema abre apenas um prompt de comando, sem carregar nenhum outro serviço. A grande diferença entre as duas entradas reside no parâmetro "single", que altera o comportamento do sistema, disparando as mudanças que ativam o modo de recuperação. Temos em seguida a entrada do memtest86+ (o teste de memória) e a entrada do Windows. Ela é adicionada automaticamente, sempre que o instalador detecta uma instalação do Windows no HD. Dentro da nomenclatura do grub, as entradas são numeradas a partir do zero, de forma que o Ubuntu é o "0" e o Windows é o "3". A linha "default 0", no início do arquivo, indica qual sistema ficará pré-selecionado na tela de boot, ou seja, o Ubuntu. Caso quisesse que o Windows passasse a ser o default, mudaria a opção para "default 3". Se você tiver outros sistemas instalados, basta ver em qual ordem o sistema aparece na lista e indicar o número correspondente. A linha "timeout 9" indica o tempo de espera antes de carregar o sistema default, em segundos. Uma boa maneira de acelerar o boot, se você usa sempre o mesmo sistema, é alterar o valor para "1", o que faz com que o carregamento comece quase instantaneamente e você não perca a chance de escolher outra entrada quando necessário (basta ser rápido :). Por default, o Ubuntu exibe apenas uma barra de progresso durante o boot, escondendo todas as mensagens do sistema, uma abordagem que tem suas desvantagens, já que torna o processo de boot uma caixa preta à qual você não tem acesso. Se o boot parar em algum ponto, devido à qualquer erro inesperado, você fica sem saber o que aconteceu. Você pode ter de volta as mensagens de boot de maneira muito simples, removendo o parâmetro "quiet" da linha "kernel", na entrada referente ao sistema, como em: title Ubuntu 8.10, kernel generic uuid 77e43f2b-063f-4e4f-8708-be403c49a982 kernel /boot/vmlinuz generic root=uuid=77e43f2b-063f-4e4f-8708be403c49a982 ro locale=pt_br splash initrd /boot/initrd.img generic Ela é justamente a opção que faz o sistema ficar mudo durante o boot. Ao retirá-la, passam a ser exibidas mensagens de boot resumidas (no estilo Red Hat), mostrando os passos que estão sendo executados:

52 Se você quiser ir adiante, pode remover também o parâmetro "splash", que é o responsável pelo fundo gráfico. Sem ele, o sistema passa a botar em modo texto, exibindo todas as mensagens, assim como no Slackware. Em outras distribuições, você encontra também linhas como: color cyan/blue white/blue gfxmenu (hd0,0)/boot/message A primeira, permite personalizar as cores da tela de boot, enquanto a segunda, exibe um fundo gráfico (o arquivo "/boot/message", que é comprimido em um formato específico). Entretanto, o Ubuntu (pelo menos até o 8.10) não usa estas opções cosméticas, exibindo um menu em texto, branco sobre preto. Uma das dúvidas mais frequentes sobre a configuração do grub é a nomenclatura usada para designar os HDs e partições. No Linux, os HDs e partições são acessados através de dispositivos especiais, localizados dentro do diretório "/dev". Um HD SATA (por exemplo) é visto pelo sistema como "/dev/sda", e a primeira partição dentro dele é vista como "/dev/sda1". Entretanto, isso não vale para o grub, onde os desenvolvedores decidiram adotar uma nomenclatura própria, na qual os HDs e partições são nomeados a partir do zero. Com isso, o "/dev/sda1" é referenciado na configuração do grub como "(hd0,0)" (primeiro HD, primeira partição). O "(hd0,2)" diz respeito à terceira partição do primeiro HD (ou seja o /dev/sda3) e assim por diante O grande problema é que os mesmos devices são usados por diversos tipos de dispositivos de armazenamento, como por exemplo pendrives e cartões de memória. Se você plugar dois pendrives, em sequência, o primeiro será visto pelo sistema como "/dev/sdb" e o segundo como "/dev/sdc". Invertendo a ordem em que os dois são plugados, você inverte também a ordem dos devices que são atribuídos a eles. O problema é que, de acordo com a configuração do setup e outras variáveis, essa mesma variação pode ocorrer em máquinas com vários HDs, fazendo com que o

53 segundo HD assuma o lugar do primeiro e que o sistema deixe de inicializar. Para evitar isso, os desenvolvedores do Ubuntu (e de diversas outras distribuições atuais) adotaram o uso de UUIDs para identificação das partições, tanto na configuração do fstab, quanto na configuração do grub. O UUID é um identificador único, que permite ao sistema identificar a partição, mesmo que o device seja alterado. É por isso que as entradas referentes ao Ubuntu dentro do arquivo não especificam a partição onde o sistema está instalado, mas sim o UUID (que é inserido automaticamente pelo instalador), como em: title Ubuntu 8.10, kernel generic uuid 77e43f2b-063f-4e4f-8708-be403c49a982 kernel /boot/vmlinuz generic root=uuid=77e43f2b-063f-4e4f-8708be403c49a982 ro locale=pt_br quiet splash initrd /boot/initrd.img generic quiet Os UUIDs são usados também para referenciar as partições dentro do arquivo "/etc/fstab", novamente com o objetivo de permitir que o sistema continue sendo capaz de concluir o boot, mesmo que os devices das partições sejam alterados. Ao adicionar uma nova partição no fstab, você pode identificá-la usando o comando "blkid", como em: # blkid /dev/sdc1 /dev/sdc1: UUID="5c5a3aff-d8a3-479e-9e54-c4956bd2b8fd" TYPE="ext3" SEC_TYPE="ext2" Você pode então especificar o UUID na linha do fstab no lugar do device, como em: UUID=5c5a3aff-d8a3-479e-9e54-c4956bd2b8fd /mnt/sdc1 ext3 defaults 0 0 O blkid é usado também nos casos em que você precisa adicionar manualmente uma nova entrada no menu.lst, especificando algum sistema instalado em outra partição. Continuando, a linha "title" contém apenas o nome do sistema, da forma como ele irá aparecer na tela de boot. Não é preciso que o nome indique corretamente o sistema, você pode usar apelidos, o importante é apenas que um sistema receba um apelido diferente do outro. Em seguida temos a linha, "kernel", que indica o arquivo com o kernel, que será carregado no início do boot. O kernel vai sempre dentro da pasta "/boot" (muitas vezes é colocado um atalho para ele no diretório raiz, mas isso não é regra) e o arquivo sempre se chama "vmlinuz", seguido da versão, como "vmlinuz generic". Além de indicar a localização do arquivo, você pode incluir opções que serão passadas

54 para ele no início do boot, como é o caso da "locate=pt_br" (que especifica a linguagem) e do "quiet slash" que comentei há pouco. Em caso de necessidade, seria nela que você incluiria opções para solução de problemas, como o "acpi=off", "irqpoll", "noapic", "all-generic-ide" e assim por diante. Finalmente, temos a linha "initrd", que é opcional, permitindo indicar a localização de um arquivo initrd, que será carregado junto com o kernel. O initrd nem sempre é usado. Quando necessário, ele é gerado durante a instalação, incluindo módulos de que o sistema precisará no início do boot. Em seguida temos a seção referente ao Windows, que é na verdade a mais simples: title Windows Vista/Longhorn (loader) root (hd0,0) savedefault makeactive chainloader +1 O Windows é um caso especial, pois ele não é carregado diretamente pelo grub. Em vez disso ele é inicializado em um modo chamado de "chainload", onde o grub simplesmente carrega o gerenciador de boot do Windows (que é instalado dentro da partição) e deixa que ele se encarregue de inicializar o sistema. Isso é indicado pela linha "chainloader +1". Isto simplifica as coisas, pois você precisa apenas indicar um nome ou apelido na linha "title" e indicar a partição onde ele está instalado na linha "root". No nosso exemplo, o Windows está instalado na primeira partição do HD, por isso o "(hd0,0)". A opção "makeactive" marca a partição do Windows como ativa, uma configuração que é necessária ao inicializar o Windows 95/98/ME, onde ainda é utilizado o MS-DOS na fase inicial do boot. Ela não é mais necessária no XP ou no Vista, mas, como também não atrapalha, é comum que ela continue sendo usada. Nos casos em que você tem uma instalação do Windows no segundo HD ("hd1,0" no grub), como em situações onde você compra outro HD para instalar Linux e instala o HD com o Windows como secundário, é necessário adicionar duas linhas na seção do grub referente ao Windows. Elas fazem com que a posição lógica dos dois HD seja trocada, fazendo com que o Windows pense que está inicializando a partir do primeiro. Sem isso, você tem um erro de "partição inválida" durante o boot e o Windows não é carregado. Ao adicionar as duas linhas, a seção referente ao Windows ficaria: title Windows root (hd1,0) savedefault makeactive chainloader +1

55 map (hd1) (hd0) map (hd0) (hd1) Caso você tivesse outras distribuições Linux instaladas no HD, veria também seções adicionais dedicadas a elas, como em: title Linux (on /dev/sda3) root (hd0,2) kernel /boot/vmlinuz root=/dev/sda3 ro vga=791 savedefault boot Nesse exemplo, a segunda distribuição está instalada na partição "/dev/sda3" que, na nomenclatura do grub, equivale ao "(hd0,2)". O importante é indicar corretamente o arquivo com o kernel, dentro da partição e o initrd (caso exista). O "root=/dev/sda3 ro vga=791" são opções destinadas ao kernel, que especificam a partição onde o sistema está instalado e a resolução de tela para o framebuffer, que será usada durante o boot. Você poderia duplicar estas quatro linhas para incluir outras distribuições. Bastaria alterar a partição dentro da linha "root" e indicar corretamente o arquivo do kernel e o initrd que serão usados. Uma outra maneira de inicializar distribuições Linux instaladas em outras partições do HD é usar a opção "chainloader +1" (assim como no caso do Windows): title Mandriva root (hd0,2) chainloader +1 A principal observação nesse caso, é que a configuração só funciona se você estiver usado a opção de instalar o gerenciador de boot no primeiro setor da partição (e não no MBR) ao instalar a outra distribuição. Imagine, por exemplo, um caso onde você tenha uma instalação do Ubuntu no HD (seu sistema de trabalho, que você não quer arriscar danificar de maneira alguma) e você quer fazer uma instalação de testes do Mandriva na partição "/dev/sda3", que está livre. Você poderia dar boot com o DVD, fazer a instalação e, no final do processo, alterar a configuração do grub, para que ele fosse instalado no primeiro setor da partição. Com isso, o grub do Ubuntu continuaria instalado no MBR e você poderia adicionar as três linhas anteriores no "/boot/grub/menu.lst" do Ubuntu para ganhar acesso ao Mandriva. Continuando, a configuração feita no arquivo "/boot/grub/menu.lst" é lida pelo grub a cada boot, por isso você não precisa se preocupar em regravar o grub a cada alteração no arquivo, como no caso do lilo. Em geral, você só precisa regravar o grub em caso de

56 acidentes, como quando ele é sobrescrito acidentalmente, ao reinstalar o Windows ou ao instalar outra distribuição no mesmo HD. No caso das distribuições Linux, quase sempre você tem a opção de instalar gravando o gerenciador de boot na partição, o que permite reinstalar sem subscrever o grub "titular". Aqui, por exemplo, temos um screenshot do instalador do Alternate CD do Ubuntu: O problema é o Windows, que sempre grava o gerenciador de boot na MBR, subscrevendo o grub e eliminando assim o acesso às distribuições Linux instaladas no HD. Nesses casos, você pode regravar o grub dando boot com o próprio live-cd do Ubuntu. Dê boot pelo CD e abra um terminal. Defina a senha de root usando o comando "sudo passwd" e logue-se como root usando o "su". A partir daí, use o comando "grub" para entrar no prompt do grub, onde usaremos os comandos para regravar o gerenciador de boot: # grub Dentro do prompt, precisamos rodar dois comandos, especificando a partição onde a distribuição Linux principal (a antiga "dona" do MBR) está instalada e também o endereço da partição onde o grub será instalado (usando a nomenclatura do grub). Comece rodando o comando "root", que especifica a partição onde o sistema está instalado. No exemplo, o sistema está instalado no "(hd0,2)", de forma que o comando fica: root (hd0,2) Falta agora o comando "setup", que especifica onde o grub será gravado. Neste caso, estou gravando o grub na MBR do primeiro HD: setup (hd0) Terminando, você pode sair do prompt do grub usando o "quit" e reiniciar o micro. No

57 próximo boot, você terá de volta o prompt do grub e poderá (se for o caso) recuperar o acesso ao Windows editando o "/boot/grub/menu.lst" e adicionando uma seção referente a ele, seguindo o exemplo que mostrei anteriormente. Instalando através do alternate CD Uma das queixas com relação à instalação do Ubuntu através do live-cd é que ele torna a instalação mais demorada, já que você precisa primeiro esperar pela inicialização do sistema para depois poder abrir o instalador e começar a instalação propriamente dita. A necessidade de carregar o desktop antes de abrir o instalador também faz com que o sistema consuma mais memória, o que dificulta a instalação em micros antigos. Como uma forma de minimizar o problema, as versões recentes do Ubuntu passaram a oferecer uma opção de instalação na tela de boot, que faz com que o sistema abra o instalador logo depois de carregar o servidor X, sem carregar o GNOME e os outros componentes do desktop. Outra opção, ainda mais minimalista, é instalar usando o alternate CD (disponível no que bipassa a abertura do ambiente gráfico completamente, permitindo instalar o sistema diretamente em modo texto. Isso torna a instalação mais rápida e permite que você instale o sistema mesmo em micros com 128 MB de memória RAM, onde o instalador gráfico não abriria, ou onde a demora tornaria a operação inviável. Naturalmente, depois de instalado o sistema, você ainda precisaria fazer um certo trabalho de personalização para melhorar o desempenho, mas, pelo menos, o problema inicial é solucionado. O alternate CD utiliza o mesmo instalador em modo texto que era usado nas primeiras versões do Ubuntu (que é, por sua vez, derivado do instalador do Debian). Apesar das diferenças na instalação, o resultado final é exatamente o mesmo do que você obteria ao instalar a versão desktop. Em outras palavras, o sistema é exatamente o mesmo, muda apenas o instalador. O principal ponto fraco é o instalador pouco amigável. Para quem prefere uma opção mais intuitiva, o ideal é usar um live-cd com o Gparted (você pode usar o Gparted Live, disponível nohttp://gparted.sourceforge.net/download.php) para particionar o HD antes de começar. Basta seguir a receita básica de criar a partição para a instalação do sistema e uma partição menor para o swap. Opções de boot O instalador é bastante simples e robusto, por isso os casos de problemas durante a instalação são raros. Mesmo assim, em alguns casos pode ser necessário desabilitar o ACPI ou APCI ou solucionar outros pepinos manualmente através de opções de boot. Você pode ver as opções disponíveis pressionando as teclas F5, F6 e F7. Para desabilitar o APIC, por exemplo, use a opção "linux noapic".

58 Na verdade, o instalador não roda em texto puro, ela usa frame buffer. Em algumas situações, a placa de vídeo pode não ser compatível com o modo usado, neste caso experimente a opção "linux vga=771", que usa 800x600 com 256 cores, um modo compatível com praticamente todas as placas. Pressionando a tecla F4, você tem acesso a um menu adicional, que inclui a opção de fazer uma instalação em linha de comando. Como pode imaginar, ela faz uma instalação minimalista do sistema (sem o X, o GNOME, ou qualquer outro componente gráfico) destinada ao uso em servidores (você pode ver alguns exemplos de configuração de servidores de rede local no capítulo 6 do livro Redes, Guia Prático). Ela pode ser útil também como uma forma de criar uma instalação mínima, que você pode montar manualmente, instalando o X e todos os pacotes desejados via apt-get. A vantagem dessa abordagem é que você pode instalar apenas o que realmente precisar. A instalação em linha de comando pode ser feita em máquinas com apenas 64 MB de RAM, o que a torna uma opção também para reaproveitar micros antigos. Nas versões recentes do Ubuntu, está disponível também a opção "Instalar um servidor LTSP". Ela é uma contribuição da equipe do Edubuntu (uma versão do Ubuntu destinada ao uso em escolas) que instala um servidor de terminais, criando uma configuração básica do LTSP 5. Ela é mais uma opção para reaproveitar máquinas antigas, utilizando-as como terminais. No LTSP, o servidor realiza todo o processamento e os terminais exibem apenas as imagens na tela, o que permite utilizar até mesmo micros com processadores Pentium 1 e 32 MB de RAM. Um servidor com um processador dual-core e 2 GB de RAM pode atender a 20 terminais, ou mais. Assim como na versão regular do Ubuntu, a linguagem e o layout do teclado são definidos logo na tela inicial e são apenas confirmados pelo instalador. A instalação propriamente dita começa com a configuração da rede. Toda a instalação é feita em modo texto, usando uma variação do instalador do Debian. Use as setas e a tecla TAB para navegar entre as opções, Espaço para selecionar e Enter para confirmar.

59 Apesar de oferecer suporte a muitas linguagens diferentes, o Ubuntu inclui um número relativamente pequeno de pacotes de internacionalização nos CDs de instalação, que não inclui o suporte a português do Brasil. Para instalar na nossa língua, o instalador se oferece para baixar os pacotes necessários via internet no final da instalação. Para que isso funcione, o instalador detecta a placa de rede e em seguida tenta configurar a rede via DHCP. Você pode também configurar os endereços manualmente, mas o instalador não possui suporte a conexões via modem, ADSL com autenticação, nem à maioria das placas wireless. Só é possível baixar os pacotes durante a instalação se você estiver usando uma conexão de rede local, compartilhada no modem ADSL ou em outro micro da rede: Particionamento O próximo passo é o particionamento, que é feito usando uma versão em modo texto do Partman, o mesmo particionador usado pela versão Live-CD. A principal diferença são as opções para usar LVM e usar LVM criptografado: A principal vantagem do LVM é flexibilizar o particionamento, permitindo que você redimensione os volumes lógicos e adicione mais HDs quando precisar de mais espaço, sem nem mesmo precisar reiniciar a máquina. Esses são recursos interessantes para uso em servidores, mas não muito para desktops. Justamente por isso, as opções são mostradas apenas ao instalar usando o Alternate CD. Escolhendo o particionamento manual, você tem acesso a uma lista com as partições

60 disponíveis. Ao selecioná-las, você tem acesso a um menu adicional, onde pode definir como cada uma será usada, especificando o sistema de arquivos, o ponto de montagem e as demais opções: A flag "sync", por exemplo (que pode ser marcada ao acessar as opções de montagem), faz com que a partição seja acessada em modo síncrono (sem o uso de cache de disco), o que reduz o desempenho, mas em troca melhora a segurança contra perda de dados em casos de queda de luz ou desligamentos acidentais. O uso do "sync" não seria aconselhável para uso na partição de instalação do sistema (o desempenho ficaria muito ruim), mas ela pode ser usada em uma partição separada, destinada a armazenar arquivos e configurações, por exemplo. A opção "Blocos reservados" especifica uma percentagem do espaço da partição que fica reservado ao uso do root (o default são 5%). Este espaço reservado é importante na partição raiz, para evitar que o sistema deixe de inicializar caso você se descuide e entupa a partição com arquivos diversos, mas pode ser reduzido em outras partições, destinadas a apenas armazenarem arquivos. No caso de um HD já particionado, você usaria a opção "Remover a partição" para excluir algumas das partições antigas e liberar espaço para criar outras. Note que está disponível também a opção "Copiar os dados de outra partição", que permite transferir os dados de uma partição antiga durante o próprio processo de particionamento. Ao terminar, use o "Finalizar a configuração da partição". O processo se repete para cada partição que precisar criar ou modificar. Não se esqueça de criar uma partição pequena para o swap (basta escolher "swap" na opção "usar como") e, de preferência, criar uma partição separada para o diretório home, ou para armazenar arquivos. Se por acaso você tiver um segundo HD disponível (sobra de algum upgrade anterior, por exemplo), uma boa coisa é montá-lo em outro diretório e usá-lo para backup:

61 Por padrão, o instalador monta as outras partições que encontrar no HD (incluindo as partições do Windows e de outras distribuições), na pasta "/media", mas você pode mudar para a pasta "/mnt" ou outra pasta que preferir. O instalador detecta e usa as partições swap automaticamente, mesmo que o HD eventualmente tenha mais de uma. Ao terminar, selecione a opção "Finalizar o particionamento e gravar as mudanças no disco" (no final da lista), para continuar com a instalação. Caso você tenha dois ou mais HDs, o instalador oferece a opção de usar RAID via software, onde duas partições (uma de cada HD) são combinadas (RAID 0) e o sistema passa a acessá-las como se fosse uma partição só, dividindo os dados entre elas. Isso aumenta o desempenho, mas diminui a confiabilidade, pois qualquer problema com um dos dois HDs faz com que todos os dados sejam perdidos. Existe também a opção de usar RAID 1, onde a partição no segundo HD simplesmente guarda uma cópia dos dados do primeiro. Nesse caso, não existe ganho algum de desempenho (pelo contrário, temos uma pequena perda), mas você ganha em confiabilidade, já que o segundo HD passa a armazenar um backup automático. Este sistema de RAID via software funciona da mesma forma que o RAID feito usando uma controladora dedicada, porém trabalha usando as portas SATA ou IDE da placa-mãe, sem precisar de hardware adicional. Para usar as partições em RAID, você precisa mudar o sistema de arquivos para "volume físico para RAID". Depois de combinadas, as duas partições passam a ser vistas como uma única partição, que pode ser finalmente formatada usando o sistema de arquivos que preferir.

62 Depois da cópia dos pacotes, o instalador pergunta sobre o download dos pacotes com as traduções. Embora seja mais fácil deixar que o instalador se encarregue disso, é possível instalar manualmente depois, usando o apt-get ou o Synaptic. Depois de definidas as senhas, o passo final é configurar o gerenciador de boot. O Ubuntu usa o grub ao invés do lilo. Caso você esteja instalando ele sozinho, ou em dualboot com o Windows, basta instalar o grub no MBR, respondendo "sim" quando ele pergunta: "Instalar o carregador de inicialização GRUB no registro de inicialização principal?". Assim como ao instalar usando o Live-CD, o instalador é capaz de detectar outros sistemas operacionais instalados e incluir as entradas no menu de boot automaticamente.

63 Se, por outro lado, você está instalando o Ubuntu junto com outras distribuições Linux, essa etapa inspira mais cuidados. Uma das distribuições deve instalar o gerenciador na MBR, e as demais, no primeiro setor da partição. Se você simplesmente for mandando todas instalarem o gerenciador na MBR, uma vai substituir a outra e no final você vai conseguir inicializar apenas a última. Para instalar o grub no primeiro setor da partição, responda "não" na pergunta e especifique a partição de instalação do sistema seguindo a nomenclatura do grub. Se você está instalando na partição "/dev/sda2", por exemplo, responda "hd0,1", se está instalando "/dev/sda5", responda "hd0,4" e assim por diante. Outra dica é que se você fez alguma escolha errada ao longo da instalação, pode corrigir o erro no final. Respondendo "não" quando o instalador pergunta se você quer reiniciar a máquina, você tem acesso a um menu que permite repetir qualquer passo da instalação. Instalando a partir do Windows O Ubuntu inclui também (desde a versão 8.04) uma opção de instalação através do Windows, usando o Wubi. Ele é um pequeno aplicativo disponível no diretório raiz do CD, que pode ser executado diretamente dentro do Windows XP ou Vista. Ele se encarrega de instalar o sistema dentro de um arquivo de imagem (de 4 ou 8 GB), salvo na pasta "C:\ubuntu" e alterar a configuração do gerenciador do boot do Windows, fazendo com que você passe a ter a opção de inicializar o Windows ou o Ubuntu a cada boot, criando um sistema alternativo de dual-boot. Durante o boot, a configuração criada pelo Wubi faz com que a imagem binária onde o sistema está instalado seja montada como se fosse uma partição, permitindo que o

64 sistema inicialize de forma normal. A instalação é completamente funcional, permitindo que você instale programas e utilize todas as demais funções. Não se trata de uma máquina virtual ou de algum sistema de emulação, mas sim de uma instalação completa do sistema, que é carregada a partir do gerenciador de boot do Windows. O uso da imagem permite que o Ubuntu seja instalado dentro da partição do Windows (funciona mesmo em partições NTFS), o que facilita as coisas para os iniciantes, já que elimina a necessidade de reparticionar o HD. As limitações são que o desempenho do sistema é um pouco inferior (já que temos uma partição virtual, dentro de uma imagem binária, dentro de uma partição NTFS) e que o espaço dentro da partição de instalação é limitado. Em vez de poder escolher livremente o tamanho da partição, você pode apenas escolher entre criar uma imagem de 4 GB (onde você dispõe de pouco mais de 1 GB livre) a 8 GB (com progressivamente mais espaço disponível), sem opção de especificar outros tamanhos. Ao instalar em uma partição com pouco espaço livre, é importante desfragmentá-la antes da instalação, para evitar que a imagem de instalação fique fragmentada em diversos pontos do HD, reduzindo o desempenho. Apesar das limitações, o Wubi é uma forma bastante simples de instalar o sistema, que pode ajudar em diversas situações. Ele é também uma opção ao uso do sistema dentro de uma máquina virtual para fins de teste. A instalação é ridiculamente simples: basicamente, você precisa apenas definir uma senha e clicar no "Instalar": Depois de concluída a cópia inicial, ele pede para reiniciar o micro. Ao inicializar o Ubuntu pela primeira vez, o instalador conclui a instalação, criando um arquivo de swap (dentro da imagem) e executando os demais passos da instalação de forma automática

65 (o que demora uns 15 minutos). Concluído o processo, o sistema está pronto para ser usado, basta reiniciar e escolher o "Ubuntu" no menu de boot. Para desinstalar, basta usar o "Uninstall-Ubuntu.exe", dentro da pasta "C:\ubuntu", através do próprio Windows. Instalando em um pendrive Além de serem usados para transportar arquivos, os pendrives são excelentes opções para criar instalações portáteis do sistema, já que, diferente dos CDs e DVDs, eles suportam a gravação de arquivos, permitindo que o sistema salve as alterações. Os pendrives são também a forma mais usada para instalar o sistema em netbooks, que não possuem drive de CD. Antigamente, instalar distribuições Linux em pendrives era um processo complicado, que envolvia copiar os arquivos manualmente, configurar o syslinux ou o grub (ativando assim a inicialização) e, opcionalmente, criar um arquivo de loopback para salvar as alterações. Você pode ver um exemplo de como as coisas funcionavam nos primórdios no capítulo 2 do livrolinux, Ferramentas Técnicas, que está disponível no: Felizmente, hoje em dia as coisas já são bem mais simples. No caso do Ubuntu, a instalação em pendrives pode ser feita usando o USB-Creator, um utilitário que automatiza os passos, permitindo fazer a instalação com poucos cliques. Ele vem préinstalado a partir do Ubuntu 8.10 e pode ser encontrado no "Sistema > Administração > Create a USB startup disk". Para usá-lo, é necessário ter um pendrive (você pode também usar cartões de memória, espetados em leitores USB) com pelo menos 700 MB de espaço livre. Por segurança, o USB-Creator não formata o pendrive, oferecendo apenas a opção de instalar o sistema usando o espaço livre. A instalação funciona perfeitamente em pendrives formatados em FAT16 ou FAT32, o que dispensa o particionamento e o uso do EXT3 ou outro sistema de arquivos do Linux. Tudo o que você precisa fazer é colocar o CD de instalação do Ubuntu no drive, plugar o pendrive e executar o USB-Creator. Ele detecta o CD-ROM no drive e o pendrive, oferecendo diretamente a opção de instalação. Clicando no "Other" você pode também especificar a localização de uma imagem ISO (que permite uma instalação mais rápida, devido à melhor taxa de transferência em relação ao CD). Ele também permite escolher qual pendrive utilizar, caso mais de um esteja plugado:

66

Para continuar, baixe o linux-vm aqui: http://www.gdhpress.com.br/downloads/linux-vm.zip

Para continuar, baixe o linux-vm aqui: http://www.gdhpress.com.br/downloads/linux-vm.zip Se, assim como a maioria, você possui um único PC ou notebook, uma opção para testar as distribuições Linux sem precisar mexer no particionamento do HD e instalar o sistema em dualboot, é simplesmente

Leia mais

Aula 2 Introdução ao Software Livre

Aula 2 Introdução ao Software Livre Aula 2 Introdução ao Software Livre Aprender a manipular o Painel de Controle no Linux e mostrar alguns softwares aplicativos. Ligando e desligando o computador através do sistema operacional Não é aconselhável

Leia mais

Informática Aplicada. Aula 2 Windows Vista. Professora: Cintia Caetano

Informática Aplicada. Aula 2 Windows Vista. Professora: Cintia Caetano Informática Aplicada Aula 2 Windows Vista Professora: Cintia Caetano AMBIENTE WINDOWS O Microsoft Windows é um sistema operacional que possui aparência e apresentação aperfeiçoadas para que o trabalho

Leia mais

Partição Partição primária: Partição estendida: Discos básicos e dinâmicos

Partição Partição primária: Partição estendida: Discos básicos e dinâmicos Partição Parte de um disco físico que funciona como se fosse um disco fisicamente separado. Depois de criar uma partição, você deve formatá-la e atribuir-lhe uma letra de unidade antes de armazenar dados

Leia mais

ÁREA DE TRABALHO. Área de Trabalho ou Desktop Na Área de trabalho encontramos os seguintes itens: Atalhos Barra de tarefas Botão iniciar

ÁREA DE TRABALHO. Área de Trabalho ou Desktop Na Área de trabalho encontramos os seguintes itens: Atalhos Barra de tarefas Botão iniciar WINDOWS XP Wagner de Oliveira ENTRANDO NO SISTEMA Quando um computador em que trabalham vários utilizadores é ligado, é necessário fazer login, mediante a escolha do nome de utilizador e a introdução da

Leia mais

Manual de Utilização

Manual de Utilização Se ainda tiver dúvidas entre em contato com a equipe de atendimento: Por telefone: 0800 642 3090 Por e-mail atendimento@oisolucoespraempresas.com.br Introdução... 3 1. O que é o programa Oi Backup Empresarial?...

Leia mais

Informática - Básico. Paulo Serrano GTTEC/CCUEC-Unicamp

Informática - Básico. Paulo Serrano GTTEC/CCUEC-Unicamp Informática - Básico Paulo Serrano GTTEC/CCUEC-Unicamp Índice Apresentação...06 Quais são as características do Windows?...07 Instalando o Windows...08 Aspectos Básicos...09 O que há na tela do Windows...10

Leia mais

Instalando o Debian em modo texto

Instalando o Debian em modo texto Instalando o Debian em modo texto Por ser composto por um número absurdamente grande de pacotes, baixar os CDs de instalação do Debian é uma tarefa ingrata. Você pode ver uma lista dos mirrors disponíveis

Leia mais

SENAI São Lourenço do Oeste. Introdução à Informática. Adinan Southier Soares

SENAI São Lourenço do Oeste. Introdução à Informática. Adinan Southier Soares SENAI São Lourenço do Oeste Introdução à Informática Adinan Southier Soares Informações Gerais Objetivos: Introduzir os conceitos básicos da Informática e instruir os alunos com ferramentas computacionais

Leia mais

Capítulo 7 O Gerenciador de Arquivos

Capítulo 7 O Gerenciador de Arquivos Capítulo 7 O Gerenciador de Arquivos Neste capítulo nós iremos examinar as características da interface do gerenciador de arquivos Konqueror. Através dele realizaremos as principais operações com arquivos

Leia mais

Atualizando do Windows XP para o Windows 7

Atualizando do Windows XP para o Windows 7 Atualizando do Windows XP para o Windows 7 Atualizar o seu PC do Windows XP para o Windows 7 requer uma instalação personalizada, que não preserva seus programas, arquivos ou configurações. Às vezes, ela

Leia mais

Lição 4 - Primeiros passos no Linux Ubuntu 11.04

Lição 4 - Primeiros passos no Linux Ubuntu 11.04 Lição 4 - Primeiros passos no Linux Ubuntu 11.04 Olá Aluno Os objetivos específicos desta lição são: - reconhecer o Ubuntu como mais uma alternativa de sistema operacional; - conhecer os elementos da área

Leia mais

Sistema Operacional Unidade 4.2 - Instalando o Ubuntu Virtualizado

Sistema Operacional Unidade 4.2 - Instalando o Ubuntu Virtualizado Sistema Operacional Unidade 4.2 - Instalando o Ubuntu Virtualizado Curso Técnico em Informática SUMÁRIO INTRODUÇÃO... 3 CRIAÇÃO DA MÁQUINA VIRTUAL... 3 Mas o que é virtualização?... 3 Instalando o VirtualBox...

Leia mais

Organização do Curso. Instalação e Configuração. Módulo II. Pós Graduação em Projeto e Gerencia de Redes de Computadores

Organização do Curso. Instalação e Configuração. Módulo II. Pós Graduação em Projeto e Gerencia de Redes de Computadores 1 Pós Graduação em Projeto e Gerencia de Redes de Computadores Sistemas Operacionais de Redes I - Linux Prof.: Nelson Monnerat Instalação e Configuração 1 Sistemas Operacionais de Redes I - Linux Módulo

Leia mais

É o UniNorte facilitando a vida de nossos docentes e discentes.

É o UniNorte facilitando a vida de nossos docentes e discentes. ACESSO REMOTO Através do Acesso Remoto o aluno ou professor poderá utilizar em qualquer computador que tenha acesso a internet todos os programas, recursos de rede e arquivos acadêmicos utilizados nos

Leia mais

SIMULADO Windows 7 Parte V

SIMULADO Windows 7 Parte V SIMULADO Windows 7 Parte V 1. O espaço reservado para a Lixeira do Windows pode ser aumentado ou diminuído clicando: a) Duplamente no ícone lixeira e selecionando Editar propriedades b) Duplamente no ícone

Leia mais

Conhecendo o Sistema Operacional

Conhecendo o Sistema Operacional Prefeitura de Volta Redonda Secretaria Municipal de Educação NTM Núcleo de Tecnologia Educacional Municipal Projeto de Informática Aplicada à Educação de Volta Redonda - VRlivre Conhecendo o Sistema Operacional

Leia mais

CAPÍTULO IV Sistema Operacional Microsoft Windows XP

CAPÍTULO IV Sistema Operacional Microsoft Windows XP CAPÍTULO IV Sistema Operacional Microsoft Windows XP Sistemas Operacionais Sistemas Operacionais são programas que como o próprio nome diz tem a função de colocar o computador em operação. O sistema Operacional

Leia mais

Plano de Aula - Windows 8 - cód.5235 24 Horas/Aula

Plano de Aula - Windows 8 - cód.5235 24 Horas/Aula Plano de Aula - Windows 8 - cód.5235 24 Horas/Aula Aula 1 Capítulo 1 - Introdução ao Windows 8 Aula 2 1 - Introdução ao Windows 8 1.1. Novidades da Versão...21 1.2. Tela de Bloqueio...21 1.2.1. Personalizar

Leia mais

Linux. Interface Gráfica

Linux. Interface Gráfica Linux Interface Gráfica Interface Gráfica fgdfgdf Desktop 1. Ubuntu Desktop: A tela inicial do sistema. 2. Lançador: Agrega os principais programas aplicativos do sistema ou de escolha do usuário, além

Leia mais

Manual de instalação, configuração e utilização do Assinador Betha

Manual de instalação, configuração e utilização do Assinador Betha Manual de instalação, configuração e utilização do Assinador Betha Versão 1.5 Histórico de revisões Revisão Data Descrição da alteração 1.0 18/09/2015 Criação deste manual 1.1 22/09/2015 Incluído novas

Leia mais

AULA 02 2. USO DE FERRAMENTAS DE SUPORTE DO SISTEMA

AULA 02 2. USO DE FERRAMENTAS DE SUPORTE DO SISTEMA AULA 02 2. USO DE FERRAMENTAS DE SUPORTE DO SISTEMA 2.1 Desfragmentador de Disco (DFRG.MSC): Examina unidades de disco para efetuar a desfragmentação. Quando uma unidade está fragmentada, arquivos grandes

Leia mais

Projeto solidário para o ensino de Informática Básica

Projeto solidário para o ensino de Informática Básica Projeto solidário para o ensino de Informática Básica Parte 2 Sistema Operacional MS-Windows XP Créditos de desenvolvimento deste material: Revisão: Prof. MSc. Wagner Siqueira Cavalcante Um Sistema Operacional

Leia mais

Brasil. Características da Look 312P. Instalação da Look 312P

Brasil. Características da Look 312P. Instalação da Look 312P Características da Look 312P 1 2 3 Lente Foco manual pelo ajuste da lente. Bolso Você pode colocar o cabo no bolso. Corpo dobrável Ajuste a Look 312P em diferentes posições. Instalação da Look 312P 1.

Leia mais

Informática. Rodrigo Schaeffer

Informática. Rodrigo Schaeffer Informática Rodrigo Schaeffer PREFEITURA DE PORTO ALEGRE- INFORMÁTICA Conceitos básicos de Word 2007; formatar, salvar e visualizar arquivos e documentos; alinhar, configurar página e abrir arquivos; copiar,

Leia mais

Notas e Avisos. Janeiro de 2009 N/P D560R Rev. A00

Notas e Avisos. Janeiro de 2009 N/P D560R Rev. A00 GUIA DE INÍCIO RÁPIDO Notas e Avisos NOTA: uma NOTA fornece informações importantes que o ajudam a usar melhor o computador. AVISO: um AVISO indica possíveis danos ao hardware ou a possibilidade de perda

Leia mais

CURSO BÁSICO DE INFORMÁTICA. Microsoft Windows XP

CURSO BÁSICO DE INFORMÁTICA. Microsoft Windows XP CURSO BÁSICO DE INFORMÁTICA Microsoft Windows XP William S. Rodrigues APRESENTAÇÃO WINDOWS XP PROFISSIONAL O Windows XP, desenvolvido pela Microsoft, é o Sistema Operacional mais conhecido e utilizado

Leia mais

Prof. Arthur Salgado

Prof. Arthur Salgado Prof. Arthur Salgado O que é um sistema operacional? Conjunto de programas de sistemas situados entre os softwares aplicativos e o hardware Estabelece uma interface com o usuário Executa e oferece recursos

Leia mais

GUIA DE INSTALAÇÃO NETDEEP SECURE COM HYPER-V

GUIA DE INSTALAÇÃO NETDEEP SECURE COM HYPER-V GUIA DE INSTALAÇÃO NETDEEP SECURE COM HYPER-V GUIA DE INSTALAÇÃO NETDEEP SECURE COM HYPER-V 1- Visão Geral Neste manual você aprenderá a instalar e fazer a configuração inicial do seu firewall Netdeep

Leia mais

Windows 7. 1.1. Barra de Tarefas 1.1.1. Botão Iniciar e Menu Iniciar Lista de Saltos: apresenta lista de arquivos recentemente acessados

Windows 7. 1.1. Barra de Tarefas 1.1.1. Botão Iniciar e Menu Iniciar Lista de Saltos: apresenta lista de arquivos recentemente acessados Windows 7 1. Área de Trabalho ou Desktop 1.1. Barra de Tarefas 1.1.1. Botão Iniciar e Menu Iniciar Lista de Saltos: apresenta lista de arquivos recentemente acessados Noções de Informática Henrique Sodré

Leia mais

Virtualização - Montando uma rede virtual para testes e estudos de serviços e servidores

Virtualização - Montando uma rede virtual para testes e estudos de serviços e servidores Virtualização - Montando uma rede virtual para testes e estudos de serviços e servidores Este artigo demonstra como configurar uma rede virtual para ser usada em testes e estudos. Será usado o VirtualBox

Leia mais

GUIA DE INSTALAÇÃO NETDEEP SECURE COM VIRTUAL BOX

GUIA DE INSTALAÇÃO NETDEEP SECURE COM VIRTUAL BOX GUIA DE INSTALAÇÃO NETDEEP SECURE COM VIRTUAL BOX NETDEEP SECURE COM VIRTUAL BOX 1- Visão Geral Neste manual você aprenderá a instalar e fazer a configuração inicial do seu firewall Netdeep Secure em um

Leia mais

8/9/2010 WINDOWS. Breve Histórico. Profa. Leda G. F. Bueno. Seu desenvolvimento iniciou-se em 1981

8/9/2010 WINDOWS. Breve Histórico. Profa. Leda G. F. Bueno. Seu desenvolvimento iniciou-se em 1981 Conceitos Básicos e Gerenciamento de Arquivos WINDOWS EXPLORER Profa. Leda G. F. Bueno WINDOWS Sistema operacional criado pela Microsoft Corporation Característica Principal características o uso de janelas

Leia mais

INICIALIZAÇÃO RÁPIDA. 1 Insira o CD 1 ou DVD do Novell Linux Desktop na unidade e reinicialize o computador para iniciar o programa de instalação.

INICIALIZAÇÃO RÁPIDA. 1 Insira o CD 1 ou DVD do Novell Linux Desktop na unidade e reinicialize o computador para iniciar o programa de instalação. Novell Linux Desktop www.novell.com 27 de setembro de 2004 INICIALIZAÇÃO RÁPIDA Bem-vindo(a) ao Novell Linux Desktop O Novell Linux* Desktop (NLD) oferece um ambiente de trabalho estável e seguro equipado

Leia mais

RECUPERANDO DADOS COM REDO BACKUP E RECOVERY

RECUPERANDO DADOS COM REDO BACKUP E RECOVERY RECUPERANDO DADOS COM REDO BACKUP E RECOVERY Redo Backup é um programa para a recuperação de arquivos e discos rígidos danificados. Com ele você dispõe de um sistema completo para resolver diversos problemas

Leia mais

CONHECENDO A ÁREA DE TRABALHO DO WINDOWS 7

CONHECENDO A ÁREA DE TRABALHO DO WINDOWS 7 CONHECENDO A ÁREA DE TRABALHO DO WINDOWS 7 A Área de trabalho é a principal área exibida na tela quando se liga o computador e faz logon no Windows. É onde se exibe tudo o que é aberto (programas, pastas,

Leia mais

Manual do Teclado de Satisfação Local Versão 1.4.1

Manual do Teclado de Satisfação Local Versão 1.4.1 Manual do Teclado de Satisfação Local Versão 1.4.1 26 de agosto de 2015 Departamento de Engenharia de Produto (DENP) SEAT Sistemas Eletrônicos de Atendimento 1. Introdução O Teclado de Satisfação é uma

Leia mais

SOFTWARE LIVRE. Distribuições Live CD. Kernel. Distribuição Linux

SOFTWARE LIVRE. Distribuições Live CD. Kernel. Distribuição Linux SOFTWARE LIVRE A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito. A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades. Acesso ao código-fonte é um pré-requisito

Leia mais

22:59:36. Introdução à Informática com Software Livre

22:59:36. Introdução à Informática com Software Livre 22:59:36 Introdução à Informática com Software Livre 1 22:59:36 O Debian é uma distribuição GNU/Linux desenvolvida abertamente por um grupo mundial de voluntários, no esforço de se produzir um sistema

Leia mais

Guia de Inicialização para o Windows

Guia de Inicialização para o Windows Intralinks VIA Versão 2.0 Guia de Inicialização para o Windows Suporte 24/7/365 da Intralinks EUA: +1 212 543 7800 Reino Unido: +44 (0) 20 7623 8500 Consulte a página de logon da Intralinks para obter

Leia mais

Manual do KWallet. George Staikos Lauri Watts Desenvolvedor: George Staikos Tradução: Marcus Gama Tradução: André Marcelo Alvarenga

Manual do KWallet. George Staikos Lauri Watts Desenvolvedor: George Staikos Tradução: Marcus Gama Tradução: André Marcelo Alvarenga George Staikos Lauri Watts Desenvolvedor: George Staikos Tradução: Marcus Gama Tradução: André Marcelo Alvarenga 2 Conteúdo 1 Introdução 5 1.1 Criar uma carteira...................................... 5

Leia mais

Sistemas de Informação Processamento de Dados

Sistemas de Informação Processamento de Dados Sistemas de Informação Processamento de Dados Ferramentas e serviços de acesso remoto VNC Virtual Network Computing (ou somente VNC) é um protocolo desenhado para possibilitar interfaces gráficas remotas.

Leia mais

Informática Aplicada Revisão para a Avaliação

Informática Aplicada Revisão para a Avaliação Informática Aplicada Revisão para a Avaliação 1) Sobre o sistema operacional Windows 7, marque verdadeira ou falsa para cada afirmação: a) Por meio do recurso Windows Update é possível manter o sistema

Leia mais

WINDOWS EXPLORER Pro r f. f. R o R be b rt r o t A n A d n r d a r de d

WINDOWS EXPLORER Pro r f. f. R o R be b rt r o t A n A d n r d a r de d WINDOWS EXPLORER Prof. Roberto Andrade Roteiro desta aula 1. OqueéoWindowsExplorer 2. Acionamento do Windows Explorer 3. Entendendo Unidades, Pastas e Arquivos 4. Ambiente gráfico(janela, Barras e Botões)

Leia mais

SAMUEL SEAP 01-04-2015 INFORMÁTICA. Rua Lúcio José Filho, 27 Parque Anchieta Tel: 3012-8339

SAMUEL SEAP 01-04-2015 INFORMÁTICA. Rua Lúcio José Filho, 27 Parque Anchieta Tel: 3012-8339 SEAP 01-04-2015 SAMUEL INFORMÁTICA Microsoft Windows 7 O Windows 7 é um sistema operacional que trás uma melhor performance não apenas em recursos sistêmicos como também nos atrai pelo seu belo visual

Leia mais

INSTALAÇÃO PRINTERTUX Tutorial

INSTALAÇÃO PRINTERTUX Tutorial INSTALAÇÃO PRINTERTUX Tutorial 2 1. O Sistema PrinterTux O Printertux é um sistema para gerenciamento e controle de impressões. O Produto consiste em uma interface web onde o administrador efetua o cadastro

Leia mais

Guia de Atualização do Windows XP para Windows 7

Guia de Atualização do Windows XP para Windows 7 Guia de Atualização do Windows XP para Windows 7 Conteúdo Etapa 1: Saiba se o computador está pronto para o Windows 7... 3 Baixar e instalar o Windows 7 Upgrade Advisor... 3 Abra e execute o Windows 7

Leia mais

1 REQUISITOS BÁSICOS PARA INSTALAR O SMS PC REMOTO

1 REQUISITOS BÁSICOS PARA INSTALAR O SMS PC REMOTO 1 ÍNDICE 1 REQUISITOS BÁSICOS PARA INSTALAR O SMS PC REMOTO... 3 1.1 REQUISITOS BASICOS DE SOFTWARE... 3 1.2 REQUISITOS BASICOS DE HARDWARE... 3 2 EXECUTANDO O INSTALADOR... 3 2.1 PASSO 01... 3 2.2 PASSO

Leia mais

MANUAL DO NVDA Novembro de 2013

MANUAL DO NVDA Novembro de 2013 MANUAL DO NVDA Novembro de 2013 PROJETO DE ACESSIBILIDADE VIRTUAL Núcleo IFRS Manual do NVDA Sumário O que são leitores de Tela?... 3 O NVDA - Non Visual Desktop Access... 3 Procedimentos para Download

Leia mais

Informática. Aula 03 Sistema Operacional Linux. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte Campus Currais Novos

Informática. Aula 03 Sistema Operacional Linux. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte Campus Currais Novos Prof. Diego Pereira Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte Campus Currais Novos Informática Aula 03 Sistema Operacional Linux Objetivos Entender

Leia mais

Informática básica: Sistema operacional Microsoft Windows XP

Informática básica: Sistema operacional Microsoft Windows XP Informática básica: Sistema operacional Microsoft Windows XP...1 Informática básica: Sistema operacional Microsoft Windows XP...1 Iniciando o Windows XP...2 Desligar o computador...3 Área de trabalho...3

Leia mais

BlackBerry Desktop Software. Versão: 7.1. Guia do usuário

BlackBerry Desktop Software. Versão: 7.1. Guia do usuário BlackBerry Desktop Software Versão: 7.1 Guia do usuário Publicado: 2012-06-05 SWD-20120605130141061 Conteúdo Aspectos básicos... 7 Sobre o BlackBerry Desktop Software... 7 Configurar seu smartphone com

Leia mais

Manual do Teclado de Satisfação Local Versão 1.2.2

Manual do Teclado de Satisfação Local Versão 1.2.2 Manual do Teclado de Satisfação Local Versão 1.2.2 18 de fevereiro de 2015 Departamento de Engenharia de Produto (DENP) SEAT Sistemas Eletrônicos de Atendimento 1. Introdução O Teclado de Satisfação é

Leia mais

Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas

Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas O conteúdo deste documento tem como objetivos geral introduzir conceitos mínimos sobre sistemas operacionais e máquinas virtuais para posteriormente utilizar

Leia mais

Procedimentos para Reinstalação do Sisloc

Procedimentos para Reinstalação do Sisloc Procedimentos para Reinstalação do Sisloc Sumário: 1. Informações Gerais... 3 2. Criação de backups importantes... 3 3. Reinstalação do Sisloc... 4 Passo a passo... 4 4. Instalação da base de dados Sisloc...

Leia mais

Manual do Plasma. Sebastian Kügler Claus Christensen Tradução: Marcus Gama Tradução: André Marcelo Alvarenga

Manual do Plasma. Sebastian Kügler Claus Christensen Tradução: Marcus Gama Tradução: André Marcelo Alvarenga Sebastian Kügler Claus Christensen Tradução: Marcus Gama Tradução: André Marcelo Alvarenga 2 Conteúdo 1 Introdução 5 2 Usando o Plasma 6 2.1 Componentes do Plasma.................................. 6 2.1.1

Leia mais

Roxio Easy CD & DVD Burning

Roxio Easy CD & DVD Burning Roxio Easy CD & DVD Burning Guia de Introdução 2 Começando a usar o Easy CD & DVD Burning Neste guia Bem-vindo ao Roxio Easy CD & DVD Burning 3 Sobre este guia 3 Sobre o conjunto Easy CD & DVD Burning

Leia mais

PROJETO DE ACESSIBILIDADE VIRTUAL DO IFRS Manual Rápido do NVDA. Sumário

PROJETO DE ACESSIBILIDADE VIRTUAL DO IFRS Manual Rápido do NVDA. Sumário PROJETO DE ACESSIBILIDADE VIRTUAL DO IFRS Manual Rápido do NVDA Sumário O que são leitores de Tela?... 1 O NVDA - Non Visual Desktop Access... 1 Procedimentos para Download e Instalação do NVDA... 2 Iniciando

Leia mais

Arquivos e Pastas. Instrutor Antonio F. de Oliveira. Núcleo de Computação Eletrônica Universidade Federal do Rio de Janeiro

Arquivos e Pastas. Instrutor Antonio F. de Oliveira. Núcleo de Computação Eletrônica Universidade Federal do Rio de Janeiro Arquivos e Pastas Duas visões do Windows Explorer A Hierarquia do Explorer Aparência das pastas Personalizando o Explorer Manipulação de Arquivos e pastas Uso de atalhos Visões do Windows Explorer Para

Leia mais

Apostila retirada do site Apostilando.com

Apostila retirada do site Apostilando.com Introdução... 2 Area de trabalho... 3 Ícones... 3 Barra de tarefas... 3 O Botão Iniciar... 4 Todos os programas... 5 Logon e Logoff... 6 Desligando o Windows XP... 6 Acessórios do Windows... 7 Janelas...

Leia mais

Tutorial: Instalando Linux Educacional em uma maquina virtual

Tutorial: Instalando Linux Educacional em uma maquina virtual Maria Augusta Sakis Tutorial: Instalando Linux Educacional em uma Máquina Virtual Máquinas virtuais são muito úteis no dia-a-dia, permitindo ao usuário rodar outros sistemas operacionais dentro de uma

Leia mais

INSTALANDO O UBUNTU PELA IMAGEM ISO OU LIVE-USB DA UFV PASSO-A-PASSO.

INSTALANDO O UBUNTU PELA IMAGEM ISO OU LIVE-USB DA UFV PASSO-A-PASSO. INSTALANDO O UBUNTU PELA IMAGEM ISO OU LIVE-USB DA UFV PASSO-A-PASSO. 1 - Qual arquitetura devo usar para instalar no meu computador, 32bits ou 64bits? a) Simplificando bastante para ter uma opção viável,

Leia mais

O Windows também é um programa de computador, mas ele faz parte de um grupo de programas especiais: os Sistemas Operacionais.

O Windows também é um programa de computador, mas ele faz parte de um grupo de programas especiais: os Sistemas Operacionais. MICROSOFT WINDOWS O Windows também é um programa de computador, mas ele faz parte de um grupo de programas especiais: os Sistemas Operacionais. Apresentaremos a seguir o Windows 7 (uma das versões do Windows)

Leia mais

MANUAL MIKOGO 1. VISÃO GERAL

MANUAL MIKOGO 1. VISÃO GERAL 1. VISÃO GERAL 1.1 Informações sobre o Mikogo: Mikogo é uma ferramenta de uso e manipulação simples, permite compartilhamento de arquivos, visualização da área de trabalho remota ou compartilhamento de

Leia mais

Kurumin O Linux preferido dos brasileiros

Kurumin O Linux preferido dos brasileiros Kurumin O Linux preferido dos brasileiros Bem vindo à apresentação interativa do sistema operacional Kurumin Linux. O Kurumin Linux é uma distribuição do sistema operacional Linux, desenvolvido pelo analista

Leia mais

ENDEREÇOS DE REDE PRIVADOS. 10.0.0.0 até 10.255.255.255 172.16.0.0 até 172.31.255.255 192.168.0.0 até 192.168.255.255. Kernel

ENDEREÇOS DE REDE PRIVADOS. 10.0.0.0 até 10.255.255.255 172.16.0.0 até 172.31.255.255 192.168.0.0 até 192.168.255.255. Kernel ENDEREÇOS DE REDE PRIVADOS Foram reservados intervalos de endereços IP para serem utilizados exclusivamente em redes privadas, como é o caso das redes locais e Intranets. Esses endereços não devem ser

Leia mais

Conteúdo. 1 Introdução 5. 2 Pré-configuração 6. 3 Configurar a Interface do Usuário 7. 4 Configurar as opções internas 9

Conteúdo. 1 Introdução 5. 2 Pré-configuração 6. 3 Configurar a Interface do Usuário 7. 4 Configurar as opções internas 9 Esta documentação foi convertida a partir da página do K3b da Base de Usuários do KDE em 20/01/2011. Atualizada para a versão 2.0 pela equipe de documentação do KDE Tradução: Marcus Gama Tradução: André

Leia mais

Máquinas Virtuais com o VirtualBox

Máquinas Virtuais com o VirtualBox Máquinas Virtuais com o VirtualBox Marcos Elias Picão www.explorando.com.br No exemplo: Windows XP dentro do Windows 7 Você pode compartilhar livremente sem interesses comerciais, desde que não modifique.

Leia mais

Professor: Macêdo Firmino Introdução ao Windows 7

Professor: Macêdo Firmino Introdução ao Windows 7 Professor: Macêdo Firmino Introdução ao Windows 7 O hardware não consegue executar qualquer ação sem receber instrução. Essas instruções são chamadas de software ou programas de computador. O software

Leia mais

UNIVERSIDADE TECNOLOGIA FEDERAL DO PARANÁ. Owncloud SERVIÇO DE COMPARTILHAMENTO EM NUVEM. Manual

UNIVERSIDADE TECNOLOGIA FEDERAL DO PARANÁ. Owncloud SERVIÇO DE COMPARTILHAMENTO EM NUVEM. Manual UNIVERSIDADE TECNOLOGIA FEDERAL DO PARANÁ Owncloud SERVIÇO DE COMPARTILHAMENTO EM NUVEM Manual DIRETORIA DE GESTÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DIRGTI 2015 Sumário 1. Introdução... 3 2. Acessando o serviço...

Leia mais

Tutorial para acesso ao Peticionamento Eletrônico e Visualização de Processos Eletrônicos

Tutorial para acesso ao Peticionamento Eletrônico e Visualização de Processos Eletrônicos Tutorial para acesso ao Peticionamento Eletrônico e Visualização de Processos Eletrônicos Este tutorial visa preparar o computador com os softwares necessários para a utilização dos sistemas de visualização

Leia mais

Sistemas Operacionais Aula 01

Sistemas Operacionais Aula 01 1 Defina Hardware e Software. 2 O que é Software Livre? 3 O que é Sistema Operacional? Dê Exemplos. 4 O que são Distribuições Linux? Dê exemplos. Aula 01 5 Onde podemos conseguir uma cópia do Linux Ubuntu?

Leia mais

Manual do Editor de Menus do KDE. Milos Prudek Anne-Marie Mahfouf Lauri Watts Tradução: Marcus Gama Tradução: André Marcelo Alvarenga

Manual do Editor de Menus do KDE. Milos Prudek Anne-Marie Mahfouf Lauri Watts Tradução: Marcus Gama Tradução: André Marcelo Alvarenga Milos Prudek Anne-Marie Mahfouf Lauri Watts Tradução: Marcus Gama Tradução: André Marcelo Alvarenga 2 Conteúdo 1 Introdução 5 1.1 Casos de uso......................................... 6 1.1.1 Adaptar o

Leia mais

Julgue os itens a seguir referentes a conceitos de software livre e licenças de uso, distribuição e modificação.

Julgue os itens a seguir referentes a conceitos de software livre e licenças de uso, distribuição e modificação. Julgue os itens a seguir referentes a conceitos de software livre e licenças de uso, distribuição e modificação. 1.Todo software livre deve ser desenvolvido para uso por pessoa física em ambiente com sistema

Leia mais

Windows 7. Sistema Operacional

Windows 7. Sistema Operacional Windows 7 Sistema Operacional FCC - 2012 - TRE-SP - Técnico Judiciário O sistema operacional de um computador consiste em um a) conjunto de procedimentos programados, armazenados na CMOS, que é ativado

Leia mais

OURO MODERNO www.ouromoderno.com.br SISTEMA OPERACIONAL APOSTILA DE EXEMPLO. (Esta é só uma reprodução parcial do conteúdo)

OURO MODERNO www.ouromoderno.com.br SISTEMA OPERACIONAL APOSTILA DE EXEMPLO. (Esta é só uma reprodução parcial do conteúdo) SISTEMA OPERACIONAL APOSTILA DE EXEMPLO (Esta é só uma reprodução parcial do conteúdo) 1 ÍNDICE Aula 1 Conhecendo o Linux... 3 Apresentação... 3 Tela de Logon... 4 Área de trabalho... 5 Explorando o Menu

Leia mais

Apostila de Windows XP

Apostila de Windows XP Table of Contents Introdução...1 Area de trabalho...5 Ícones...7 Barra de tarefas...8 O Botão Iniciar...10 Todos os programas...14 Logon e Logoff...16 Desligando o Windows XP...18 Acessórios do Windows...20

Leia mais

Sistema operacional Windows 7, Windows Live Mail e Adobe Reader. Sistemas operacionais em concursos públicos

Sistema operacional Windows 7, Windows Live Mail e Adobe Reader. Sistemas operacionais em concursos públicos Sistema operacional Windows 7, Windows Live Mail e Adobe Reader Sistemas operacionais em concursos públicos Antes de tudo é importante relembrarmos que o sistema operacional é um tipo de software com a

Leia mais

O WINDOWS 98 é um sistema operacional gráfico, multitarefa, produzido pela Microsoft.

O WINDOWS 98 é um sistema operacional gráfico, multitarefa, produzido pela Microsoft. WINDOWS O WINDOWS 98 é um sistema operacional gráfico, multitarefa, produzido pela Microsoft. Área de Trabalho Ligada a máquina e concluída a etapa de inicialização, aparecerá uma tela, cujo plano de fundo

Leia mais

1/48. Curso GNU/Linux. Aula 3. Dino Raffael Cristofoleti Magri

1/48. Curso GNU/Linux. Aula 3. Dino Raffael Cristofoleti Magri 1/48 Curso GNU/Linux Aula 3 Dino Raffael Cristofoleti Magri Julho/2008 2/48 Veja uma cópia dessa licença em http://creativecommons.org/licenses/by nc sa/2.5/br/ 3/48 Sumário 1 CONFIGURAR TECLADO...6 1.1

Leia mais

TUTORIAL INSTALAÇÃO DA ROTINA 2075 NO LINUX

TUTORIAL INSTALAÇÃO DA ROTINA 2075 NO LINUX Apresentação O departamento de varejo da PC Sistemas inovou seu produto de frente de caixa, permitindo seu funcionamento no sistema operacional do Linux com a distribuição Ubuntu. O cliente poderá usar

Leia mais

1998-2013 Domínio Sistemas Ltda. Todos os direitos reservados.

1998-2013 Domínio Sistemas Ltda. Todos os direitos reservados. Versão 8.0A-01 Saiba que este documento não poderá ser reproduzido, seja por meio eletrônico ou mecânico, sem a permissão expressa por escrito da Domínio Sistemas Ltda. Nesse caso, somente a Domínio Sistemas

Leia mais

Gerenciamento de Arquivos e Pastas. Professor: Jeferson Machado Cordini jmcordini@hotmail.com

Gerenciamento de Arquivos e Pastas. Professor: Jeferson Machado Cordini jmcordini@hotmail.com Gerenciamento de Arquivos e Pastas Professor: Jeferson Machado Cordini jmcordini@hotmail.com Arquivo Todo e qualquer software ou informação gravada em nosso computador será guardada em uma unidade de disco,

Leia mais

Informática Básica. Microsoft Word XP, 2003 e 2007

Informática Básica. Microsoft Word XP, 2003 e 2007 Informática Básica Microsoft Word XP, 2003 e 2007 Introdução O editor de textos Microsoft Word oferece um conjunto de recursos bastante completo, cobrindo todas as etapas de preparação, formatação e impressão

Leia mais

MANUAL DO USUÁRIO DE SOFTWARE

MANUAL DO USUÁRIO DE SOFTWARE MANUAL DO USUÁRIO DE SOFTWARE P-touch P700 O conteúdo deste manual e as especificações deste produto estão sujeitos a alterações sem prévio aviso. A Brother reserva-se o direito de fazer alterações sem

Leia mais

Introdução... 1. Instalação... 2

Introdução... 1. Instalação... 2 ONTE DO Introdução... 1 O que é IPP?... 1 Qual é a função de um software Samsung IPP?... 1 Instalação... 2 Requisitos do sistema... 2 Instalar o software Samsung IPP... 2 Desinstalar o software Samsung

Leia mais

Microsoft Office 2007

Microsoft Office 2007 Produzido pela Microsoft e adaptado pelo Professor Leite Júnior Informática para Concursos Microsoft Office 2007 Conhecendo o Office 2007 Visão Geral Conteúdo do curso Visão geral: A nova aparência dos

Leia mais

INTRODUÇÃO AO WINDOWS

INTRODUÇÃO AO WINDOWS INTRODUÇÃO AO WINDOWS Paulo José De Fazzio Júnior 1 Noções de Windows INICIANDO O WINDOWS...3 ÍCONES...4 BARRA DE TAREFAS...5 BOTÃO...5 ÁREA DE NOTIFICAÇÃO...5 BOTÃO INICIAR...6 INICIANDO PROGRAMAS...7

Leia mais

OneDrive: saiba como usar a nuvem da Microsoft

OneDrive: saiba como usar a nuvem da Microsoft OneDrive: saiba como usar a nuvem da Microsoft O OneDrive é um serviço de armazenamento na nuvem da Microsoft que oferece a opção de guardar até 7 GB de arquivos grátis na rede. Ou seja, o usuário pode

Leia mais

Seu manual do usuário HP COMPAQ EVO D310 DESKTOP http://pt.yourpdfguides.com/dref/870005

Seu manual do usuário HP COMPAQ EVO D310 DESKTOP http://pt.yourpdfguides.com/dref/870005 Você pode ler as recomendações contidas no guia do usuário, no guia de técnico ou no guia de instalação para HP COMPAQ EVO D310 DESKTOP. Você vai encontrar as respostas a todas suas perguntas sobre a no

Leia mais

Gabarito - Windows 7-12/12/2014 AULA 01

Gabarito - Windows 7-12/12/2014 AULA 01 Gabarito - Windows 7-12/12/2014 AULA 01 1 1- O Windows Explorer é o navegador de arquivos do Windows. (Verdadeiro)2- O Windows é o navegador de arquivos do Windows Explorer. (Falso)3- O Windows Explorer

Leia mais

Guia de Introdução ao Parallels Desktop 10

Guia de Introdução ao Parallels Desktop 10 Guia de Introdução ao Parallels Desktop 10 Copyright 1999-2014 Parallels IP Holdings GmbH and its affiliates. All rights reserved. Parallels IP Holdings GmbH Vordergasse, 59 8200 Schaffhausen Suíça Tel:

Leia mais

International Syst S/A

International Syst S/A As informações contidas neste documento pertencem à International Syst S/A. Qualquer questão referente à utilização deste documento ou informações contidas no mesmo deverão ser dirigidas à International

Leia mais

International Syst S/A

International Syst S/A As informações contidas neste documento pertencem à International Syst S/A. Qualquer questão referente à utilização deste documento ou informações contidas no mesmo deverão ser dirigidas à International

Leia mais

Guia de Início Rápido

Guia de Início Rápido Guia de Início Rápido O Microsoft Word 2013 parece diferente das versões anteriores, por isso criamos este guia para ajudar você a minimizar a curva de aprendizado. Barra de Ferramentas de Acesso Rápido

Leia mais

nós fazemos o Windows

nós fazemos o Windows GUIA DO APRENDIZ Obrigado! Obrigado por sua aquisição! Nós queremos fazer de sua experiência a mais satisfatória, por isso reunimos dicas para ajudar você a iniciar com o seu computador Gateway. Conteúdo

Leia mais

b 1 Copyright 2008-2012 In9 Mídia Soluções Digitais Inc. All rights reserved.

b 1 Copyright 2008-2012 In9 Mídia Soluções Digitais Inc. All rights reserved. b 1 Conteúdo Capítulo 1... 3 Instalando o Neonews... 3 Neonews no Linux... 6 Capítulo 2... 7 Configurando o NeoNews... 7 Capítulo 3... 13 Teclas de Atalho do NeoNews Player... 13 2 Capítulo 1 Instalando

Leia mais

CONHEÇA O BIGLINUX Por Rodrigo Zimmermann (bilufe@yahoo.com.br, grupodejovens2008@gmail.com, barrigudo15@hotmail.com)

CONHEÇA O BIGLINUX Por Rodrigo Zimmermann (bilufe@yahoo.com.br, grupodejovens2008@gmail.com, barrigudo15@hotmail.com) CONHEÇA O BIGLINUX Por Rodrigo Zimmermann (bilufe@yahoo.com.br, grupodejovens2008@gmail.com, barrigudo15@hotmail.com) Use a ferramenta de busca do seu leitor PDF para encontrar as informações que você

Leia mais