Distrito espartilhado condenado a desaparecer

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1 O SEMANÁRIO DA REGIÃO E DO DISTRITO Semanário Regional Director Interino João Nazário Ano XXV Edição de Outubro de 2009 Preço 1 Euro IVA incluído JORLIS-Edições e Publicações, Lda. Rua Comandante João Belo, nº 31 Apt Leiria Tel Fax Falta de capacidade obriga utentes a esperar horas Caos no Serviço de Atendimento à Gripe de Leiria Um pico de procura por parte dos doentes com sintomas de gripe criou o caos no Serviço de Atendimento à Gripe (SAG) de Leiria, na segunda-feira. Com apenas um médico de serviço, dezenas de pessoas foram obrigadas a esperar horas, numa sala pequena que passou também a ser um foco de infecção para quem não estivesse doente. A maioria das pessoas cumpriu a recomendação da Direcção-Geral de Saúde, deslocando-se ao SAG por encaminhamento da Linha Saúde 24. PÁGINA 53 António Arnaut, ex-ministro dos Assuntos Sociais Os hospitais não podem ter lucros ENTREVISTA PÁGS. 16 E 17 RICADO GRAÇA RICARDO GRAÇA Martinho faz acordo pessoal com o PS Novo executivo já tem pelouros atribuídos O PS garantiu a maioria absoluta na Câmara de Leiria, ao conseguir um acordo pessoal com o vereador do CDS-PP, António Martinho, que assumirá a tutela do Desporto. As restantes pastas estão já atribuídas, com Raul Castro a chamar a si os pelouros da Administração Geral e Finanças, Gestão e Recursos Humanos. PÁGINA 13 Organização administrativa é confusa Distrito espartilhado condenado a desaparecer RUI PEO LOURENÇO Leiria é um distrito espartilhado por divisões administrativas, o que constitui um obstáculo à unidade e à existência de uma identidade forte. A regionalização, defendida no programa eleitoral do PS, poderá ser a oportunidade para instituir divisões administrativas coerentes, ditando a morte dos distritos, vistos por alguns como figuras moribundas. ABERTURA PÁGS 4 A 6 REGIÃO Porto de Mós Lixeira em Mira de Aire ameaça lençóis freáticos PÁGINA 9 Pombal Narciso Mota ataca Governo na tomada de posse PÁGINA 14 Segurança Duas farmácias assaltadas à mão armada PÁGINA 10 LEIRIA Henrique Neto sugere venda do estádio PÁGINA 12 Director eleito continua sem conseguir assumir cargo na D. Dinis PÁGINA 11 RECEBEMOS NO NOSSO PUB RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO (RCD) VEÍCULOS EM FIM DE VIDA (VFV) LIGEIROS E PESADOS, COM CANCELAMENTO IMEDIATO DA MATRÍCULA RESÍDUOS DE EQUIPAMENTOS ELÉCTRICOS (REEE) ECOMAIS Recolha e Valorização de Resíduos, Lda. Rua de Tomar, n.º 77 1.º andar J Leiria. Telfs.: /648. Fax: RCD VFV REEE

2 2 29 de Outubro de 2009 SOCIEDADE JORNAL DE LEIRIA LHO CLÍNICO C a r t o o n DAVID MARIANO A Aurora - Rede Criativa de Programação e Exibição de Cinema é a organização responsável pela passagem do DocLisboa 2009 por Leiria. David Mariano, uma das caras do colectivo, está de parabéns pela contribuição dada ao esforço de divulgação do cinema documental nacional. CARLÃO Os golos que marca, as movimentações que faz, as assistências que dá, provam que é mesmo jogador. Alguns grandes clubes da Europa estão bem atentos e estiveram em Leiria no passado sábado para observar a performance do pontade-lança descoberto por Manuel Fernandes. Marcou mais um e vê-se como inevitável a saída já em Janeiro. HÉLDER CRUZ O presidente da junta de freguesia de Alpedriz, em Alcobaça, criou o projecto Alpedriz Solidária, através do qual fará gratuitamente pequenas reparações domésticas a quem precisar. O apoio destina-se, sobretudo, a munícipes com dificuldades económicas e aos idosos, que representam 65% da população de Alpedriz. Não tive o privilégio de viver o 25 de Abril, ou pelo menos, não tive o privilégio de o festejar, de o desejar. Grandes tempos deveriam ter sido aqueles, quando o povo ainda lutava pelo que acreditava, ou melhor dito, quando o povo ainda acreditava Mas tive o privilégio de ter sido ensinada a respeitar o 25 de Abril, de ter crescido em Liberdade e Democracia, e educada na base dos valores e dos princípios inquestionáveis dos Direitos Humanos. Privilégio, infelizmente, de apenas alguns. E entre a realidade contada pelos olhos brilhantes do meu pai e a fantasia acrescida pelo imaginário de uma criança, aquele data alojou-se na minha memória como a mais fascinante da nossa História. Talvez por tudo isto, o acto de votar se tenha revestido sempre, para mim, de particular importância e até mesmo de solenidade. Sempre assumi que a Democracia era um direito que, qual moeda, tem na outra face uma série de deveres. Como (quase!) tudo na vida E sempre foi com esta convicção que desde a maioridade exerci o meu direito/dever de voto. Mesmo quando as alternativas não me seduziam minimamente, lá ia eu, desabafando com o meu pai o meu absoluto desencanto, dobrar um papel que, tantas vezes, entregava em branco Ficava invariavelmente irritada quando me apercebia dos números da abstenção Totalmente desiludida com o país e com as nossas gentes. Essa abstenção traduzia um desrespeito a Abril e a princípios e valores que eu considerava pilares de qualquer sociedade. Era sinónimo de um profundo sub desenvolvimento cívico e social, que me angustiava. I m p r e s s õ e s No Fim do Mundo Joana Louro Médica Sempre pensei assim, com a convicção, a irreverência e a capacidade de sonhar que a juventude nos dá e os anos e amadurecimento nos tiram. Com pena, muitas vezes! Este ano não votei! Estava no fim do mundo no dia das eleições legislativas. Não, não se trata de uma metáfora. Estava rigorosamente no lugar mais austral do mundo, na impressionante Patagónia. E o verdadeiro fim do mundo esmaga-nos com a sua beleza e com a sua imponência, consome todos os nossos sentidos na tentativa de registar com precisão tremenda beleza do nosso planeta. Passei o dia das eleições rodeada de glaciares e pinguins. Lembrei-me vagamente que seria dia de votar. Mas no fim do mundo também não havia rede de telemóvel, nem Internet Luxos de outros mundos. Só 3 dias mais tarde soube dos resultados que iriam ditar a governação do país. Pouco (nada!) de novo! Nem um pequeno remorso por não ter exercido o meu direito/dever. Nem ponta de inquietação por não ter acesso à informação e aos resultados desse acto eleitoral. A minha total apatia em relação a este evento nacional surpreendeu-me, mas não me incomodou. Acho que percebi que Abril me tinha dado outro direito: o direito à desilusão. Desilusão com os que governam ou pretendem governar. De qualquer maneira, teria apenas dobrado o boletim de voto Sem cruz. A seguir cruzei o fabuloso Estreito de Magalhães e voltei a sentir aquele orgulho emocionado de ser Portuguesa. O orgulho numa História que não se apaga, e que renovo em cada viagem bem longe de Portugal! ARLINDO PEREIRA Os moradores de uma urbanização da Curvachia protestam contra o traçado da Linha de Muito Alta Tensão Batalha-Lagos, que irá passar a escassos metros das suas casas, e criticam o facto de o Estudo de Impacto Ambiental não ter sido disponibilizado pela Junta de Freguesia do Arrabal, presidida por Arlindo Pereira, durante o período em que ainda era possível contestar. Muitos ministros da Igreja Católica são verdadeiros anticristos, porque não conhecem a doutrina de cristo António Arnaut, ex-ministro dos Assuntos Sociais ao JORNAL DE LEIRIA Há lobbys, grupos de pressão e até verdadeiro gangsterismo nisto [SNS], que é o que se chama àqueles que traficam com a doença dos outros idem O que resta da Europa Social está a ser destruído. (...) As pessoas são cifras e cifrões. (...) A lógica do lucro é insensível ao sofrimento humano Baptista-Bastos, escritor, idem N a p o n t a d a l í n g u a Os portugueses são uma espécie em vias de extinção. Perante isto, a atitude das autoridades roça a incompetência criminosa João César das Neves, professor universitário, Diário de Notícias Ninguém no seu perfeito juízo conta algo a um jornalista se não estiver convencido de que tirará proveito disso Jorge Fiel, jornalista, idem Só quem não conheceu por dentro o tipo de relação do poder político com os jornalistas se admirará com o tombo de Portugal no ranking da liberdade de imprensa José Manuel Fernandes, director do Público Francamente, não consigo distinguir entre a teologia básica dos que condenaram Galileu e esta antiteologia igualmente primitiva de um escritor contemporâneo Carlos Fiolhais, cientista, a propósito das declarações de Saramago sobre a Bíblia, idem Dormir menos de seis horas por dia é um risco grave para a saúde e há muita gente a fazer isso Teresa Paiva, neurologista e especialista em Medicina do Sono, Correio da Manhã O mundo (não todo, mas uma boa parte) vive hoje em estado de hipnose e o hipnotizador é Barack Obama Boaventura de Sousa Santos, sociólogo, Visão Foi um erro salvarem-se bancos moribundos Guy Sorman, economista francês, idem Tenho uma lata descomunal e estou disposto a apertar muitas mãos David Fonseca, músico, idem As pessoas precisam de entender que estão a ser burladas. O País não pode continuar a ser dirigido por trafulhas Henrique Medina Carreira, fiscalista, Única

3 Facto da semana Forum j o r n a l d e l e i r i a Tecnologia ameaça mercado livreiro A internet começa a ser uma forte ameaça ao mercado livreiro com as grandes livrarias online a disponibilizarem inúmeras obras só a Amazon tem 700 mil títulos que podem ser lidas através de equipamentos como o Reader e o recente Kindle. Tal como aconteceu na música, em que a banalização dos downloads resultou numa quebra enorme na venda de discos, levando ao encerramento de muitas editoras e lojas da especialidade, há quem tema que o Depoimentos José Jorge Letria, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Autores Ana Maria Magalhães, escritora Pontos de vista Vai haver transformações. A vida é assim mesmo. Mas a forma de usufruir da música e dos livros é diferente. A música ouve-se sem grande esforço. Para ler é preciso estar concentrado. Não diria que é uma ameaça, mas uma transformação a que temos de nos adaptar. No meu caso, gosto ainda de ter o livro na mão para folhear. A tecnologia pode ser o maior aliado mas também o maior inimigo dos autores. A situação exige medidas, mas não é tão grave quanto a dos CD. Relativamente ao livro, existe uma relação afectiva e física entre o leitor e a obra. As obras entram para o domínio público 70 anos após a morte do autor, mas até lá os direitos são cobrados e as livrarias online têm de respeitar a lei. O poder tem tendência para favorecer os utilizadores em detrimento dos criadores, mas a SPA está atenta à situação e tem trabalhado para que Bruxelas dê atenção ao que se está a passar. É preciso confirmar esse cenário. Um disco é som e pode ouvir-se num CD ou noutro lado. Um livro é um objecto palpável... não sei se a internet representa uma ameaça. É mais agradável ler um livro do que imprimi-lo. Mas colocar livros e discos disponíveis para download ilegal é pouco honesto. Terão de se arranjar mecanismos para ultrapassar o problema. António Poças, engenheiro informático Há uma distinção entre os escritores que escrevem para ter algum rendimento e os que escrevem porque têm necessidade de se expressar e escrever. Essas nunca deixarão de o fazer. Sou céptico em relação ao livro electrónico. Costumo viajar de metro em Madrid e já vi pessoas com esses leitores digitais, mas 99.9% dos leitores preferem o livro em papel. Não me assusto com o fenómeno, mas o mercado editorial vai mudar. Carlos Lopes Pires, escritor e editor acesso à literatura, através na internet, com custos substancialmente mais baixos em relação aos livros em papel, possa ter sérios impactos na rentabilidade de livrarias e editoras. Confirmando-se este cenário, também a produção literária poderá ser afectada, já que, vendendo-se menos livros, os escritores receberão menos e poderão não conseguir manter a actividade. Como comenta esta questão? valter hugo mãe, escritor e editor Paulo Moreiras, escritor Há aspectos positivos e questões de reservas e garantias de direitos que devem ser protegidos. Grandes obras literárias ou livros científicos online permitem uma acessibilidade universal. Mas o Estado deve acautelar que são garantidos os direitos de autores. Contudo, as TI permitem disponibilizar livros e documentos antigos contribuindo para o acesso à informação aos historiadores, o que facilita as investigações. Saul António Gomes, historiador Todos gostamos da possibilidade de, sem ocupar espaço, albergar uma biblioteca impressionante. No entanto, algures podemos perder o pé. Não honrar os direitos de autor é grave, mas pior será perceber que não são possíveis as traduções, porque ninguém paga para traduzir um texto que vai ser difundido por download pirata. Os textos arriscam-se a ficar bloqueados nas suas línguas de origem, a menos que se ceda à tentação de escrevermos todos em inglês. É irresistível mas profundamente terrível que julguemos que podemos usufruir do trabalho e do engenho dos outros gratuita e ilimitadamente. Os verdadeiros amantes de livros nunca irão dispensar o prazer de folhear um livro. Tudo se transforma, mas não creio que o livro acabe tal como o conhecemos. A produção poderá generalizar-se, em termos digitais, mas haverá sempre edições impressas. No caso da música, o vinil está de regresso. A questão da pirataria será sempre uma questão prioritária e estou certo de que as editoras irão encontrar formas de contorná-la. Em última análise, sobreviverá o escritor per si, autor e editor, controlando todo o processo. A sociedade no pico da sua egocentricidade. Nos livros, o cenário não é tão certo como com os mp3. Há muitas pessoas que gostam mais de ter livros em papel na mão ou na prateleira do que no disco do PC. Sou uma dessas pessoas. Penso que o formato digital é uma barreira psicológica difícil de vencer e, como tal, não chegaremos a tal cenário desastroso. Pedro Oliveira, técnico informático 29 de Outubro de EDITORIAL Alarmismo Os serviços de atendimento à gripe (SAG) têm sido sobrecarregados nas últimas semanas com um número elevado de utentes que os procuram, encaminhados pela linha Saúde 24. Dos relatos que vão surgindo de desorganização evidente no SAG da Marinha Grande e Leiria, noticiados nesta edição do JORNAL DE LEIRIA, duas conclusões são evidentes: a primeira é que a linha Saúde 24 e os SAG não parecem estar articulados de forma alguma, uma vez que os utentes são aconselhados a deslocarse ao serviço por telefone, deparando-se, quando chegam, com um atendimento manifestamente insuficiente para o número de pessoas que recebem.os SAG, até pelo seu carácter provisório, têm normalmente apenas um ou dois médicos de serviço, o que gera esperas intermináveis em alturas de maior afluência, para alem de desleixo nos procedimentos obrigatórios para protecção de doentes e familiares devido à ruptura de stocks de máscaras e desinfectantes, como aliás se verificou na região. A segunda conclusão é que a Linha Saúde 24 poderá estar a contribuir de forma significativa para potenciar os chamados comportamentos anti-sociais de risco de contágio, em relação aos quais fomos várias vezes advertidos nos meios de comunicação social, visto que os utentes receosos e sugestionados pelo alarmismo à volta da gripe A são encaminhados em massa por telefone para os serviços de atendimento, acabando por contribuir esta reunião para a disseminação do vírus. Porque se a verdade é que a maior parte das pessoas terá apenas gripe sazonal ou uma vulgar constipação, outros estarão mesmo infectados pelo H1N1, que tem revelado baixa virulência, mas elevado risco de infecção. Ou seja, ao que parece, estaremos mais em risco de contrair gripe A quando nos deslocamos aos SAG para ser avaliados ou para acompanhar um familiar com sintomas, do que se ficarmos em casa a curar a gripe com antipiréticos, repouso e descanso. No meio de tanto alarmismo, sobressaem as sensatas palavras do Dr. Rui Passadouro, que indica que a primeira atitude a ter é esperar em casa, tomar antipiréticos e resguardar- -se e que o recurso a um serviço público só deve ser feito em caso de agravamento dos sintomas. Esperemos que estas palavras cheguem aos coordenadores da Saúde 24.. JN PUB

4 4 29 de Outubro de 2009 Sociedade Organização confusa do território penaliza empresas Distrito está condenado a morrer A fragmentação do distrito, que está repartido por várias estruturas administrativas, é um obstáculo à criação de uma identidade e unidade fortes. Defendida no programa eleitoral do PS, a regionalização poderá ser a oportunidade para instituir divisões administrativas coerentes, ditando a morte dos distritos, que já são vistos por alguns como figuras moribundas. Textos: Maria Anabela Silva e Raquel de Sousa Silva Dividido por três dioceses e outras tantas regiões de turismo, por duas comissões de coordenação e desenvolvimento regional e igual número de direcções regionais de educação e de economia e por duas administrações regionais de saúde, Leiria é, a exemplo do que acontece noutras zonas do País, um distrito espartilhado por divisões administrativas. Além de dificultar a vida às empresas e confundir os cidadãos, essa fragmentação tem funcionado com um obstáculo à criação de uma identidade e unidade fortes em torno do distrito, figura administrativa instituída na primeira metade do século XIX, à qual muitos já auguram um fim próximo, caso avance o processo de regionalização, defendido pelos programas eleitorais dos principais partidos políticos que concorreram às eleições de 27 de Setembro. Os distritos são figuras moribundas, criadas apenas para manter governadores civis e, por isso, condenados à nascença, sentencia António Carneiro, presidente do Turismo do Oeste, que, perante o ganhar de força das NUT e o esvaziamento, cada vez maior, de competências dos governos civis, entende que não faz sentido insistir na lógica dos distritos. Esse é também o entendimento do economista Augusto Mateus, que considera os distritos uma herança pouco coerente, porque foram definidos em função do Estado e não dos territórios. Por isso, é que as 30 realidades das NUT não coincidem com os 18 distritos. Ricardo Charters d Azevedo, ex-representante da Comissão Europeia em Portugal, está também convicto que os distritos estão condenados a desaparecer. E parte da culpa é da falta de coesão das autarquias. Os interesses divergentes de cada município que compõem o nosso distrito levam à adopção de soluções que conduzem à sua desagregação. Por outro lado, Leiria [concelho] não tem conseguido ser um pólo agregador e capaz de dinamizar a criação de uma região onde fosse a capital, sustenta. Partilhando a mesma opinião, José Cadima Ribeiro, especialista em desenvolvimento e ordenamento do território, considera que a ausência de liderança política e económica regional, tem ditado que a parte sudoeste do distrito tenha vindo a ser crescentemente polarizada por Lisboa, enquanto a parte Norte tem estado sujeita à cobiça de Coimbra que, na falta de peso específico, tende a procurá-lo na área envolvente. Sem liderança e sem projecto, não há como exercer pressão sobre o poder central ou afirmar uma vontade específica face aos lobbies com sede noutros territórios, afirma aquele docente universitário. A dificuldade em Leiria afirmar Pombal Ansião Cast. de Pera Figueiró dos Vinhos Pedrógão Grande Pombal Ansião Cast. de Pera Figueiró dos Vinhos Pedrógão Grande Pombal Ansião Figueiró dos Vinhos Cast. de Pera Pedrógão Grande Alvaiázere Alvaiázere Pombal Alvaiázere Marinha Grande Leiria Marinha Grande Leiria Marinha Grande Leiria Batalha Batalha Alcobaça Batalha Nazaré Porto de Mós Nazaré Porto de Mós Nazaré Porto de Mós Alcobaça Alcobaça Alcobaça Peniche Óbidos Caldas da Rainha Bombarral Saúde Administração Regional de Saúde do Centro inclui estes concelhos do distrito de Leiria, mais 56 concelhos dos distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda e Viseu Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo inclui estes concelhos do distrito de Leiria, mais 50 concelhos dos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal Peniche Óbidos Caldas da Rainha Bombarral Educação Direcção Regional de Educação do Centro - inclui estes concelhos do distrito de Leiria, mais 68 concelhos dos distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda e Viseu Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo inclui estes concelhos do distrito de Leiria, mais 45 concelhos dos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal Peniche Óbidos Caldas da Rainha Bombarral Religião Diocese de Leiria-Fátima, inclui a totalidade dos concelhos de Batalha, Leiria, Marinha Grande, Porto de Mós e Ourém, cinco freguesias de Pombal (Carnide, Meirinhas, Vermoil, S. Simão de Litém e Albergaria-dos-Doze), três de Alcobaça (Alpedriz, Aljubarroata e Pataias) e duas de Alcanena (Minde e Serra de Santo António) Diocese de Coimbra, inclui estes concelhos do distrito de Leiria, mais 16 concelhos dos distritos de Aveiro, Coimbra e Santarém Diocese de Lisboa, inclui estes concelhos do distrito de Leiria, mais 14 concelhos de Lisboa

5 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE 29 de Outubro de a sua capitalidade é uma das razões apontadas por Paulo Inácio, novo presidente da Câmara de Alcobaça, para o afastamento do concelho da capital de distrito. Em entrevista ao jornal Região de Cister, publicada na semana passada, o autarca dizia que a viragem de Alcobaça para o Oeste, registada nos últimos anos, em detrimento da sede do distrito, se deve a um erro político que tem existido por parte de Leiria, que não conseguiu afirmar a sua capitalidade. ASSOCIAÇÕES DE MUNICÍPIOS CIMPIL - Comunidade Intermunicipal do Pinhal Litoral - tem competências na gestão das candidaturas ao QREN OesteCIM - Comunidade Intermunicipal do Oeste, que, além destes concelhos, integra os municípios de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Cadaval, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, pertencentes ao distrito de Lisboa - tem competências na gestão das candidaturas ao QREN CIMPIN - Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior Norte, que, além destes concelhos, integra os municípios de Arganil, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penela, Tábua e Vila Nova de Poiares tem competências na gestão de candidaturas ao QREN AMLEI Associação de Municípios da Região de Leiria - está a desenvolver projectos específicos, como o Leiria Região Digital e o Sistema de Informação Geográfica da Alta Estremadura Peniche Óbidos CAVAR A DESUNIÃO Confessando-se muito a favor da regionalização e um forte adepto da periferização das decisões, José Paiva de Carvalho, governador civil, acredita que a homogeneidade do distrito na sua diversidade, através da criação das regiões administrativas, trará grandes benefícios. Frisa, no entanto, que acabando os governos civis alguém terá de desempenhar a sua função de intermediário entre as populações locais e a Administração Central. Apesar de não ter poderes executivos, o governo civil é onde todos vêm bater, quando não sabem muito onde hão-de ir, afirma o responsável, que reconhece que o espartilho em que vive o distrito de Leiria, com inúmeras divisões administrativas, tem dificultado a criação de uma identidade forte entre o Norte e o Sul. Paiva de Carvalho sublinha, contudo, que essa é uma realidade comum à maioria dos distritos de Portugal Continental, pois, no seu entender, só o Algarve é uma verdadeira região. Apesar do programa eleitoral do PS defender a aposta na regionalização, Tomás Oliveira Dias, fundador do PSD, diz que ainda muita água vai correr debaixo da ponte até que a criação das regiões seja uma realidade. Para o empresário reformado, a regionalização será a oportunidade de instituir divisões administrativas coerentes, o que, no caso de Leiria, passará por manter unidos os concelhos que compõem o distrito, juntando-os a outros numa grande região ou criando, a partir deles, uma unidade mais pequena, que integre também os municípios de Ourém, Alcanena ou Rio Maior, formando, assim, a região da Estremadura. O que não faz sentido, diz, é o desastre actual, com um sem número de divisões administrativas, que tem servido para cavar a desunião do distrito. Para Alfredo Marques, presidente da Comissão Comissão de Desenvolvimento Regional do Centro, a situação actual, com a divisão dos distritos, é fruto de um processo inacabado de reorganização dos serviços, seguindo na lógica das cinco divisões-plano. Não houve a redefinição daquilo que são as competências dos distritos tendo em conta essa lógica, frisa o responsável, defendendo que os distritos não têm forçosamente de acabar caso a regionalização avance, desde que a totalidade dos seus concelhos fique na mesma região. Nazaré Caldas da Rainha Bombarral Marinha Grande Alcobaça Governo Civil Guarda Nacional Republicana Comando Distrital Polícia de Segurança Pública Comando Distrital Protecção Civil Centro Distrital de Operações de Socorro Segurança Social Centro Distrital Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres Delegação Distrital Estradas de Portugal Delegação Distrital Instituto Português da Juventude Delegação Distrital Finanças Direcção Distrital Leiria SERVIÇOS DE ÂMBITO DISTRITAL, TODOS SEDEADOS EM LEIRIA Batalha Pombal Porto de Mòs Marinha Grande Ansião Alvaiázere Leiria ADEPTOS DA REGIONALIZAÇÃO OPTIMISTAS O movimento cívico Regiões sim, liderado pelo social-democrata Mendes Botas, mostra-se convicto que há condições políticas favoráveis à regionalização. Num balanço dos encontros recentes entre representantes do movimento e dos cinco partidos com assento parlamentar, o Regiões Sim considera positivo que todos os partidos [representados na Assembleia da República], de forma mais convicta, uns, ou mais mitigada, outros, tenham considerando que este tema deve voltar a ser equacionado na próxima legislatura. Em declarações à Agência Lusa, Mendes Botas, afirma que, 11 anos após o referendo da regionalização, há maior consciência de que o País está muito desequilibrado. Esse é também o entendimento de Carlos Brito, ex-governador civil do Porto, que, na semana passada, lançou um livro sobre a regionalização, a defender a divisão política do País em sete regiões (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve, Madeira e Açores), onde o governo central se preocupe com a pertença do País à Europa. Batalha Pedrógão Figueiró Grande dos Vinhos Pombal Porto de Mòs Cast. de Pera Ourém Ansião Alvaiázere Desarrumação do País tem custos Uma empresa sedeada em Alcobaça que precise tratar de um assunto relacionado com ambiente ou ordenamento tem de o fazer junto da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo. A mesma empresa, se pretender apresentar uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional, tem igualmente de 'falar' com a Comissão de Coordenação... mas do Centro. Este é apenas um dos muitos efeitos práticos decorrentes da divisão do distrito por várias estruturas administrativas. Uma situação que tem custos, frisa Henrique Neto. Desde logo por não haver um sistema coerente para todos os organismos do Estado, o que facilita a ambiguidade, diz o vice-presidente da Associação Industrial Portuguesa. O País está cada vez mais desarrumado e isso tornase caro e complexo. Esta situação tem custos nomeadamente para as empresas, devido ao tempo que se perde, por haver por vezes indefinição quanto ao local exacto para resolver os assuntos. Apesar de tudo, actualmente, com a internet, é possível enviar candidaturas a apoios para organismos centrais, evitando andar a 'bater a várias portas'. Mas também isto pode ter desvantagens. Os órgãos centrais não conhecem a realidade local nem os empresários. E depois são chumbados projectos que não deviam ser e aprovados outros que não deviam ser aprovados, aponta. O ideal seria que cada distrito já que existem tivesse uma delegação do Ministério da Economia, que conhecesse a realidade e encaminhasse os projectos, defende. Augusto Mateus frisa que a divisão actual do território traduz falta de coerência e custos de contexto, decorrentes da necessidade de andar por vários departamentos. Seria muito mais útil ter territórios coerentes, para terem massa crítica para sustentar o desenvolvimento económico, defende o economista e consultor. Cast. de Pera Cast. de Pera Cast. de Pera Pombal Ansião Alvaiázere Figueiró dos Vinhos Pedrógão Grande Pombal Ansião Alvaiázere Figueiró dos Vinhos Pedrógão Grande Pombal Ansião Alvaiázere Figueiró dos Vinhos Pedrógão Grande Marinha Grande Leiria Marinha Grande Leiria Marinha Grande Leiria Batalha Batalha Batalha Nazaré Porto de Mós Nazaré Porto de Mòs Nazaré Porto de Mós Alcobaça Alcobaça Alcobaça Peniche Óbidos Caldas da Rainha Bombarral Agricultura Direc. Reg. Centro estes concelhos do distrito mais 17 de Coimbra, 10 de Aveiro, 15 de Viseu, 13 da Guarda e 12 de Castelo Branco Direc. Reg. Lisboa e Vale do Tejo estes concelhos do distrito de Leiria mais 16 de Lisboa,21 de Santarém e 9 de Setúbal Peniche Óbidos Caldas da Rainha Bombarral Turismo Turismo do Centro inclui estes concelhos do distrito de Leiria mais 53 concelhos dos distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra e Viseu Leiria-Fátima inclui a área geográfica constante do mapa e Ourém Turismo do Oeste inclui estes concelhos do distrito de Leiria mais seis concelhos de Lisboa Peniche Óbidos Caldas da Rainha Bombarral CC Ambiente e ordenamento do território Concelhos do distrito na Comissão do Centro Concelhos do distrito na CC Lisboa e Vale do Tejo Para candidaturas a fundos comunitários, todo o distrito está incluído na CCC

6 6 29 de Outubro de 2009 SOCIEDADE JORNAL DE LEIRIA PUB José Cadima Ribeiro, economista, professor de planeamento regional e urbano Região Centro é uma realidade não existente ARQUIVO/JL Que complicações pode causar a fragmentação de um distrito por vários organismos? O que tem existido, não só com impacto em Leiria, tem sido a incoerência/inconsistência das áreas geográficas de intervenção dos programas sectoriais, isto é, se cada ministério tem o seu modelo de organização do País e os seus programas públicos e não há nenhuma instância de coordenação territorial que dê consistência a essas intervenções, o resultado só pode ser ineficiente. É verdade que nos últimos anos se caminhou para a unificação das circunscrições sub-nacionais em que se organizam as tutelas sectoriais, mas não é menos verdade que as soluções que se foram impondo são em grande medida artificiais e se ganhou muito pouco em matéria de concertação territorial das políticas. Por força de conveniências externas, o distrito de Leiria, por exemplo, está compartimentado em dois no que se refere às políticas derivadas do QREN. Tratando-se de gestão turística, passa-se outro tanto, sendo mais do que duvidoso que a divisão das regiões turísticas a que se chegou tenha razão de ser num conceito consistente de destino turístico ou de produto. Assim sendo, é muito difícil que os recursos sejam bem aplicados ou que o território possa tirar o melhor proveito dos seus recursos e capacidades. A existência de distritos ainda faz sentido? É duvidoso que se justifique a existência de uma circunscrição territorial só para efeitos de representação desconcentrada do governo central ou para efeitos de gestão das polícias ou de coordenação das forças de protecção civil. Se a reforma dos círculos eleitorais evoluir entretanto no sentido da criação de círculos que ditem uma relação mais directa entre eleitores e eleitos, não se vê porque haverá que manter os distritos. Óbvio é que há níveis de planeamento e de gestão político-administrativa do território que requerem escalas supra-municipais ou regionais mas, assim sendo, haverá que definir unidades territoriais que reúnam escala económica e demográfica e consistência social e cultural adequadas, o que não é assegurado pelos distritos existentes. Não foi por acaso que, por meados dos anos 90 do século passado, a extinção dos governos civis esteve programada. Sendo uma realidade cuja criação remonta aos anos 30 do século XIX, dificilmente se ajustaria às dinâmicas económicas e sociais dos nossos tempos. Se faz sentido rever o mapa de municípios e freguesias, muito mais faz o das circunscrições intermédias entre o nível local e o nível nacional, para mais tratando-se de uma unidade territorial quase vazia de funções. Qual o modelo mais útil para a organização do território, com vista ao seu desenvolvimento? O desenvolvimento dos territórios supõe a existência e mobilização de recursos e competências, externas e sobretudo endógenas. Pressupõe, igualmente, um projecto ou estratégia que articule aqueles recursos e competências com metas sociais definidas e intérpretes da vontade existente. Dizendo de outro modo, a componente político-institucional é parte de qualquer projecto de desenvolvimento. Eventuais lideranças económicas precisam de envolventes e cumplicidades institucionais para serem eficazes e consequentes. Mesmo existindo, lideranças sociais e políticas desligadas nunca terão o mesmo nível de eficácia na prossecução de metas de desenvolvimento que lideranças coesas e esclarecidas. A meu ver, a regionalização é, deste ponto de vista, uma necessidade. Não serve é qualquer partição do território, porque por essa via se estará a promover a coesão social ou se estará, apenas, a criar instâncias de gestão de poder não central, eventualmente, servindo a mesma lógica daquele. Diga-se abertamente que não me identifico com o conceito de região centro, que pela própria designação se deduz que é uma realidade não existente, quer dizer, que não tem materialidade em termos de funcionalidade económica, matriz história, vivência cultural e social.

7 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE 29 de Outubro de Templo localizado no centro histórico de Leiria precisa de obras urgentes Recuperação da Igreja da Misericórdia custa mais de um milhão de euros Encerrada ao público há vários anos, devido ao estado de degradação a que chegou, a Igreja da Misericórdia de Leiria precisa de obras urgentes, nomeadamente na cobertura. Apesar de não haver risco de derrocada a breve trecho, os responsáveis da instituição têm em sua posse um relatório técnico que aponta para a necessidade de investir perto de um milhão de euros na recuperação do imóvel, datado do século XVII e localizado no coração do centro histórico de Leiria. Afirmando que se trata de um valor incomportável para a instituição, que nos últimos anos investiu verbas avultadas na recuperação no Hospital D. Manuel de Aguiar, Fernando Lopes, provedor da misericórdia, diz que a instituição irá recorrer a todos os meios possíveis para fazer as obras na igreja. Nesse sentido, o dirigente espera contar com o apoio de mecenas e de entidades oficiais, frisando a importância da classificação do imóvel, uma lacuna que, de acordo com o provedor, tem impossibilitado a apresentação de candidaturas, que abririam caminho ao RICARDO GRAÇA Projecto já tem cerca de 150 trabalhos on-line Emigrateca nasce em Monte Redondo Igreja está fechada ao público há vários anos restauro do templo. Segundo Fernando Lopes, a Câmara de Leiria terá, em 1995, enviado um pedido de classificação ao antigo IPPAR (Instituto de Património Arquitectónico e Arqueológico). Passados estes anos, desconhecemos ainda o desfecho do processo, que era importante para podermos candidatar a obra a programas de apoio, afirma o provedor. TEMPLO PODERÁ ACOLHER NOVOS USOS Em relação ao futuro do imóvel, Fernando Lopes admite que, face à quantidade de templos abertos ao culto na cidade, talvez possa ser dada uma outra utilização ao edifício. Nesse sentido, o dirigente defende a realização de um concurso de ideias e da recolha de opiniões junto dos leirienses, de forma a encontrar a melhor resposta para o espaço, tendo também em consideração a zona envolvente. Além de local de culto, a Igreja da Misericórdia serviu durante séculos como espaço funerário, para as exéquias dos irmãos da confraria e das pessoas que faleciam no hospital. Com a construção da antiga casa mortuária na zona de Santo Agostinho, o templo foi fechado ao público. Depois disso, a misericórdia celebrou, em 1999, um protocolo com a câmara municipal, cedendo a título precário a utilização do espaço para a realização de espectáculos, concertos e outras iniciativas de âmbito cultural, recorda Fernando Lopes. No entanto, dada a degradação contínua do imóvel e a necessidade de obras de adaptação e de manutenção, a autarquia deixou de estar interessada no protocolo, acrescenta o responsável. Maria Anabela Silva PUB Disponibilizar on-line trabalhos de investigação sobre a temática da emigração, é o principal objectivo do projecto Emigrateca, desenvolvido pelos fundadores do Museu do Casal de Monte Redondo, em Leiria, cujo início de actividade foi formalizado numa cerimónia realizada recentemente. Jorge Arroteia, professor universitário aposentado e um dos mentores da iniciativa, explica que a ideia surgiu num contexto em que as movimentações de pessoas voltaram a reacender a temática da emigração. É altura de retomar o tema, actualizando bibliografias e difundindo muitos dos trabalhos que tem vindo a ser feitos sobre as variadas questões da emigração, acrescenta Jorge Arroteia, adiantando que o site que serve de base ao projecto, tem já disponíveis perto de 150 trabalhos. Paralelamente, está também a ser desenvolvida, a partir desse site, a Academia Virtual da Emigração Portuguesa (AVEP), que pretende criar uma rede de informação e de contacto entre cientistas sociais, investigadores e outros interessados no estudo e nas relações culturais entre as comunidades portuguesas no estrangeiro e a sociedade de origem. A AVEP tenciona ainda incentivar a realização e a divulgação de trabalhos relacionadas com a emigração, acrescenta Jorge Arroteia, que revela que cerca de 90 pessoas já manifestaram interesse em aderir e colaborar com a academia. Campanha de Associação de Solidariedade de Leiria Álcool não é cool Sensibilizar para os inúmeros perigos do consumo de bebidas alcoólicas é o principal objectivo da campanha Álcool não é cool, que a Associação Solidariedade de Leiria (ASL) está a promover até 7 de Novembro, tendo como público alvo os alunos dos ensinos secundário e superior. Além da distribuição de folhetos informativos e de sessões de esclarecimento, está prevista a realização de testes de alcoolemia junto a bares e discotecas. A ASL irá também ter a funcionar um bar no recinto da recepção ao caloiro, onde serão servidos apenas cocktails sem álcool, de forma a demonstrar que o álcool não é necessário para termos uma bebida cool, bonita e diferente, explica a organização.

8 8 29 de Outubro de 2009 SOCIEDADE JORNAL DE LEIRIA BREVES Figueiró dos Vinhos Armazém social apoia carenciados Criar uma rede de solidariedade que permita ajudar a população mais carenciada é o principal objectivo do Armazém social de Figueiró dos Vinhos, que está a funcionar, desde o passado dia 24, nas instalações da câmara municipal. O espaço pretende potenciar o envolvimento da sociedade civil na entrega de bens, que serão depois canalizados para famílias carenciadas do concelho. O projecto está a ser dinamizado pelo Figueiró construir para a inclusão, um programa de intervenção social promovido pela câmara, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Figueiró dos Vinhos. Ourém Quercus promove jornadas ambientais As XIX Jornadas de Ambiente, promovidas pelo Núcleo Regional do Ribatejo e Estremadura da Quercus realizam- -se, amanhã, em Fátima, este ano dedicadas ao uso dos tratamentos mecânico e biológico na reciclagem de resíduos urbanos, que permite um aumento rápido dos índices de reciclagem. As jornadas irá decorrer no Hotel e SPA Dom Gonçalo, estando a sessão de abertura marcada para as 9:30 horas, com a presença de Luísa Pinheiro, subdirectora-geral da Agência Portuguesa de Ambiente, e de Susana Fonseca, presidente da Direcção Nacional da Quercus. Leiria Academia de Cultura reinicia actividade A sessão de abertura oficial do ano lectivo da Academia de Cultura e Cooperação de Leiria realizou-se na passada semana. A cerimónia teve lugar no auditório do Arquivo Distrital de Leiria e contou com a presença de Maria Barroso, antiga primeira dama e presidente da Fundação Pro Dignitate, criada em 1994 com o objectivo de prevenir a violência e promover os direitos humanos "através de estudos científicos, de planeamento e avaliação de medidas de prevenção e de outras acções dirigidas à defesa dos referidos direitos". Habitantes lamentam falta de informação na Junta do Arrabal, Leiria Moradores contestam Alta Tensão sobre casas Os moradores de uma urbanização da Curvachia, da freguesia do Arrabal, Leiria, protestam contra o traçado da Linha de Muita Alta Tensão Batalha- -Lagos, que irá passar a escassos metros das suas casas, e criticam o facto do Estudo de Impacte Ambiental não ter sido disponibilizado pela junta durante o período em que ainda era possível contestar. Um dos moradores, Francisco Carvalho, disse ao JORNAL DE LEIRIA que a linha irá passar na extremidade da urbanização, por cima do seu lote, a uma distância de cinco a oito metros da sua casa, o que considera ser inadmissível para a saúde pública. Nas traseiras da sua habitação deverá também ser instalada uma das torres. Francisco Carvalho explica que a Curvachia fica na fronteira entre as freguesias de Cortes e do Arrabal e que ambas as Juntas têm vindo a reclamar a zona como sua. Neste caso, o Estudo de Impacte Ambiental esteve disponível para consulta pública nas A partir de Novembro, todas as escolas, municípios, hospitais ou outras instituições que queiram fazer contratos públicos terão de fazê-lo através de uma plataforma de contratação pública electrónica. O Código dos Contratos Públicos obriga à utilização de plataformas electrónicas pelas entidades adjudicantes e o Decreto-Lei n.º 223/2009, de 11 de Setembro, estabelece como Juntas de Santa Eufémia, Pousos e Cortes, entre o final de 2007 e o início de 2008, mas não foi Marinha Grande Novo presidente reúne com anterior segunda-feira JACINTO SILVA DURO Populares preocupados com saúde pública Álvaro Pereira, presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande recém-eleito, vai reunir- -se segunda-feira com Alberto Cascalho e o seu executivo que agora cessa funções. O encontro não aconteceu mais cedo por indisponibilidade do anterior presidente, que está a gozar um período de férias. A reunião servirá para Álvaro Pereira e seus vereadores tomarem conhecimento sobre os assuntos que carecem de maior urgência a ser tratados. Apesar de ter representado o PS no executivo anterior, o actual presidente pretende aprofundar e esclarecer dúvidas com Alberto Cascalho para saber quais os dossiers que merecem prioridade. Entre eles, está a resolução da expropriação da Ribeira das Bernardas, cuja requalificação se insere no Programa Pólis. O que me foi transmitido por Alberto Cascalho é que o processo está bem encaminhado, conta Álvaro Pereira, que toma possa na próxima quarta-feira, a partir das 21:30 horas. A Associação de Jovens da Marinha Grande nasceu para aumentar a participação que os jovens têm no concelho. Com sede na colectividade da Amieira, a associação, que já conta com cerca de quatro dezenas de associados, tem como próximos objectivos conseguir um espaço próprio na cidade, fazer pressão sobre as forças políticas e criar protocolos com empresas para que os associados usufruam de descontos. disponibilizado pela Junta do Arrabal, onde o morador diz estar recenseado. Enquanto a população de Cortes pôde contestar o trajecto e propôs uma alternativa, a do Arrabal nem teve acesso ao Estudo, expõe o morador. Agora que os prazos para protestar terminaram, o advogado dos moradores tentará interceder junto da REN, dos Ministérios do Ambiente e da Saúde. Prestes a tomar posse como presidente da Junta de Cortes, Manuel Cruz declarou estar em contacto permanente com a REN, aguardando a qualquer momento uma reunião para colmatar essa lacuna. O traçado está definido, mas o seu objectivo é encontrar uma solução diplomática e minimizar os efeitos que o traçado possa acarretar. O presidente cessante da Junta de Cortes, José Alves, disse ao jornal ter conhecimento do sucedido e estar a tratar da situação. Contactado pelo JORNAL DE LEIRIA, o presidente reeleito da Junta do Arrabal, Arlindo Pereira, não prestou declarações até ao fecho desta edição. Daniela Franco Sousa Obrigatório a partir de Novembro Contratos públicos exigem plataforma electrónica prazo máximo de implementação da plataforma o dia 31 de Outubro de O objectivo do Governo é impor às entidades adjudicantes, a obrigação de utilizarem, na formação dos contratos públicos, meios electrónicos abertos, transparentes e não discriminatórios. Existem actualmente seis entidades que prestam serviços de plataformas electrónicas, e que são certificadas pelo Centro de Gestão da Rede Informática do Governo. Mário Lourenço é coordenador de uma dessas plataformas, a Ano Gov, e tem promovido várias acções de formação para fornecedores em todo o País. O coordenador explica que, na região de Leiria, já aderiram à Ano Gov o município de Óbidos, a Administração da Região Hidrográfica do Centro e, na semana passada, o Hospital Distrital de Pombal. Cada empresa informática cria a sua plataforma de contratação pública, obedecendo aos critérios legais, e o Governo, por sua vez, concentra todos os registos numa base única, consultável em Marinha Grande Jovens criam associação DFS Do programa eleitoral do PS faz parte a criação da Casa Municipal da Juventude, localizada junto ao centro histórico, abrindo espaços de lazer, animação, música, jogos, novas tecnologias, assumindo como factores decisivos a definição de um horário compatível com os interesses dos jovens e um modelo de gestão participado pelos representantes das associações juvenis. Um local que poderá vir a servir de sede à associação.

9 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE 29 de Outubro de Depósito ilegal de resíduos existe há vários anos em pleno parque natural PUB Lixeira em Mira de Aire ameaça lençóis freáticos A lixeira que existe há vários anos em Vale Mirão, Mira de Aire, pode estar a contaminar os aquíferos da zona. O alerta é de Nuno Carvalho, presidente da Oikos (Associação de Defesa do Ambiente e do Património da Região de Leiria), que adverte para o facto do local servir para o despejo de resíduos potencialmente perigosos, como pneus, filtros de óleo e outros lixos produzidos por oficinas mecânicas, misturados com sofás, colchões, electrodomésticos velhos ou entulho de obras. O presidente da Câmara de Porto de Mós, João Salgueiro, diz que a autarquia está a retirar alguns resíduos do local, nomeadamente, os designados monos e outros mais perigosos. Reconhecendo que a tarefa não tem sido fácil, o autarca admite que a solução poderá passar por fechar MARIA ANABELA SILVA Câmara pondera cortar acesso ao local o acesso ao local. Entretanto, nas últimas semanas semanas, começaram a ser depositados restos de alcatrão atrás do campo de futebol de Mira de Aire, em terrenos da União Recreativa Mirense. A informação é confirmada ao JORNAL DE LEIRIA por João José Nascimento, membro da Comissão Administrativa que gere o clube, que diz que a instituição tem conhecimento do despejo desse entulho, usado para o enchimento da zona. O presidente da Câmara de Porto de Mós afirma desconhecer a situação. Apesar de não saber em concreto o tipo de material que está a ser depositado, Nuno Carvalho, presidente da Oikos, explica que o alcatrão deve ser encaminhado para aterros controlados ou enviado para a reciclagem. O ambientalista explica que os aterros não deverão ser enchidos com entulhos, mas sim com terras ou inertes, como pedras, frisando que uma zona cársica sensível, como a que está em causa, requer cuidados acrescidos, para evitar danos nos aquíferos. Maria Anabela Silva Projecto dinamizado em Alcobaça por docentes do Externato da Benedita Utentes do centro de educação especial vão ter 'aulas' de ciência Com o objectivo de incutir um espírito ligado à ciência, o Externato Cooperativo da Benedita vai entrar no Centro de Educação Especial e Recuperação Infantil de Alcobaça (CEERIA). A partir de Janeiro, alguns utentes vão participar em pequenas experiências laboratoriais, no âmbito do projecto Momentos de ciência. Para que se sintam verdadeiros investigadores, os alunos vão usar batas brancas. Uma formalidade que Paula Castelhano, coordenadora do projecto, faz questão de cumprir. Ao longo das 11 sessões, as professoras vão proporcionar às crianças e jovens com necessidades educativas especiais actividades experimentais. Vamos desenvolver competências de observação e manipulação de materiais, explica Paula Castelhano. Em Maio, terminada as sessões, o CEERIA terá que organizar uma mostra de ciência para que a comunidade conheça os trabalhos e experiências desenvolvidos. As professoras vão deixar no CEERIA um kit, com todos os materiais necessários, para que os Momentos de ciência continuem a realizar-se. Os interessados em acompanhar esta experiência podem fazêlo através da página de Internet www. momentosdeciencia.blogspot.com. A intenção das professoras é desenvolver os Momentos de ciência em outras instituições da região. Até lá, Paula Castelhano pretende participar com este projecto no programa Ciencia em acción, que se destina a professores e divulgadores da comunidade científica internacional (países de língua espanhola e portuguesa). Luci Pais ANA FERRAZ PEREIRA Projecto em freguesia de Alcobaça pretende ajudar pessoas com dificuldades Alpedriz solidária faz reparações domésticas Alpedriz é das mais pequenas freguesias do concelho de Alcobaça, mas a que maior solidariedade demonstra, ao criar o programa Alpedriz solidária, através do qual fará gratuitamente pequenas reparações domésticas a quem precisar. O projecto foi criado por iniciativa de Helder Cruz, reeleito para mais um mandato na Junta, e entrará em funcionamento a partir de hoje, após a tomada de posse do executivo em quem a maioria dos eleitores voltou a confiar. O programa destina-se sobretudo à camada da população mais idosa e que vive em maiores dificuldades económicas. Dirige-se aos que precisam de pequenos arranjos como danos numa torneira, um autoclismo avariado ou uma fechadura estragada. São coisas extremamente difíceis de resolver para eles, mas que são simples para nós, explica Helder Cruz, referindo-se às dificuldades que enfrentam os mais idosos, que em Alpedriz representam mais de 65% da população. Para algumas pessoas, coisas que nós achamos fáceis de resolver por vezes arrastam-se durante anos, refere o autarca, que tem boas expectativas quanto àquele que descreve como um pequeno serviço que será um grande serviço para a população. A Junta dá a mão de obra e os beneficiários compram, se necessário, o material. Em Alpedriz há cerca de 1000 habitantes e 400 casas. Ana Ferraz Pereira

10 10 29 de Outubro de 2009 SOCIEDADE SEGURANÇA JORNAL DE LEIRIA PUB BREVES Leiria Confrontos na EPL Jovens reclusos do Estabelecimento Prisional de Leiria (EPL) envolveram-se em confrontos físicos no refeitório, tendo um deles sido transportado para o hospital com um ferimento na mão, na sextafeira. Segundo o gabinete de relações externas da Direcção--Geral de Serviços Prisionais, a "altercação entre jovens reclusos" ocorreu "durante o jantar", tendo a situação sido "imediatamente controlada". Contudo, quatro dos reclusos sofrerarm "escoriações ligeiras" e um quinto teve de ser transportado para o hospital, com "um ferimento numa mão". Um outra fonte ligada ao EPL afirmou tratar-se de uma "rixa entre dois grupos de reclusos" da prisão. Abuso sexual de criança A Polícia Judiciária de Leiria deteve, na zona de Espinho, um homem, 43 anos, e uma mulher, 17 anos, suspeitos de crimes de abuso sexual de criança e de divulgação de imagens pornográficas de menores através de telemóveis. De acordo com o comunicado da PJ, os dois suspeitos difundiam, em co-autoria, as imagens para vários locais do Centro e Norte do país, tendo esta polícia, no cumprimento de mandados de busca, apreendido objectos "que fortaleceram os indícios de prova já existentes nos autos". Sentença do ácido quarta-feira A jovem que, em Maio de 2001, despejou ácido sulfúrico sobre o ex-namorado, afirmou ao colectivo de juízes estar "arrependida do que fez", salientando que "se pudesse voltar atrás, não o tinha feito". Rodrigo Santiago, advogado da arguida, defendeu a aplicação de uma pena não privativa da liberdade. A leitura do acórdão será na próxima quarta-feira. Este caso tem-se arrastado pelas várias instâncias da justiça há oito anos, com vários recursos. Roubos em Leiria e Meirinhas Assaltos à mão armada em farmácias da região Duas farmácias foram assaltadas em dois dias em Leiria e Meirinhas. Nas duas situações, o assalto foi perpetuado por um homem armado com uma caçadeira. Uma farmácia na Freguesia de Marrazes, Leiria, foi assaltada na sexta-feira à noite por um homem armado com uma caçadeira. Segundo o testemunho da proprietária Mafalda Godinho Tomaz, um homem com um boné e um cachecol do FC Porto entrou na farmácia, perto das 22h00, e anunciou o assalto. No estabelecimento, que está aberto diariamente até às 22 horas, encontravam-se dois farmacêuticos e vários clientes. Pensei que fosse brincadeira, explicou um dos técnicos da farmácia, que só se apercebeu que se tratava Leiria Segurança no comércio A Direcção da ACILIS e o Comando Distrital de Leiria da PSP vão promover uma acção de sensibilização sobre Segurança no Comércio, no próximo dia 12, pelas 21 horas, nas instalações da PSP de Leiria. A sessão, que é dirigida aos comerciantes da cidade de Leiria, irá abordar as medidas de segurança passiva, iluminação, espaço e visibilidade ao abrir e fechar a loja, o hábito da dupla verificação e o dinheiro em caixa. A PSP pretende ainda esclarecer os empresários sobre o que deve ser feito em caso de assalto e o que fazer depois do furto. Os interessados deverão inscrever-se através do encereço: telefone: ou fax: Esta iniciativa surge depois de consecutivos assaltos na zona história de Leiria a estabelecimentos comerciais de roupa de marcas de prestígio. O comandante da PSP já anunciou algumas medidas, entre as quais o policiamento de proximidade. UNIPESSOAL LDA LAGAR DE AZEITE NOVAS INSTALAÇÔES 5 x MAIS CAPACIDADE DE PRODUÇÃO Zona Industrial. Bairro - Ourém Contactos: Tel Tm / RICARDO GRAÇA de um roubo a sério quando o suspeito lhe apontou a arma ao peito. Suspeito levou apenas dinheiro Mafalda Godinho Tomaz revelou que a farmácia se encontrava cheia de clientes, entre os Um dos oito arguidos alegadamente envolvidos numa burla qualificada relativa à transacção de imóveis afirma que foi burlado em 100 mil euros. O homem relatou ao colectivo de juizes do Tribunal de Leiria que desconhecia que tinha praticado ilícitos. Oito pessoas começaram a ser julgadas na sexta-feira pela presumível prática de 126 crimes de burla qualificada envolvendo a transacção de imóveis, num montante de três milhões de euros. Os arguidos, com idades entre os 31 e 48 anos, residentes em Leiria, estão ainda pronunciados pelos crimes de associação criminosa, falsificação de documento na forma continuada e abuso de confiança. O homem contou ainda que soube por um funcionário que uma presumível solicitadora de execuções conseguia arranjar automóveis mais baratos, que estavam penhorados por falta de pagamento. Adquiriu vários veículos a um preço mais baixo do seu real valor e mais tarde também imóveis, que estariam também em execução. Confrontado pelo magistrado se quais duas crianças, mas, garante não houve pânico. O assaltante ameaçou apenas os dois farmacêuticos, que não ofereceram resistência. O assalto durou cerca de dois minutos, acrescentou ainda a proprietária, revelando que apenas foi levado dinheiro. Com sistema de videovigilância, as câmaras captaram todo o assalto, que terá tido a cumplicidade de outro suspeito, que terá ficado à porta. Na quinta-feira à tarde, uma farmácia em Meirinhas, Pombal, também foi assaltada por um homem, que ameaçou os funcionários igualmente com uma caçadeira. Neste caso, no estabelecimento não se encontravam clientes e o assaltante actuou de cara destapada. Elisabete Cruz Processo de burla de transacção de imóveis no Tribunal de Leiria Arguido afirma ter sido lesado em 100 mil euros A Base Aérea nº 5 passou para o comando do coronel piloto aviador Eurico Craveiro, que substitui o coronel piloto aviador Joaquim Borrego, desde a passada sexta-feira.o novo comandante foi assessor militar do Presidente da República, tendo sido condecorado na semana passada com o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Aviz. Em Monte Real, o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), Luís Araújo elogiou o trabalho feito nos últimos anos com os F-16 na Base Aérea nº 5. O coronel Borrego, com o apoio da macro-estrutura da Força Aérea, comandou bem. Esta base, além de produzir e gerir poder aéreo, tem uma coisa extraordinariamente importante: a Doca 4 - a oficina. Há três anos, porque ainda estávamos na curva de aprendizagem, tínhamos seis aviões MLU [F-16 Mid-Life Update, modificados]. Ao fim deste tempo estamos com 19 e, se Deus quiser, para o ano vamos ter mais seis ou não estranhou que os veículos e os imóveis nunca fossem entregues, o arguido disse que acreditou na justificação da presumível solicitadora, também arguida no processo. O arguido contou também que foi passando a palavra de que conhecia alguém que possuía imóveis e veículos em execução, pelo que serviu de intermediário na negociação. Nunca ganhei qualquer contrapartida por arranjar compradores. Até fui lesado em 100 mil euros, disse. Antigo assessor do Presidente da República tomou posse Eurico Craveiro comanda BA5 LUÍS MENDES sete, afirmou à Lusa. Durante as cerimónias do Dia da Base Aérea nº5 e de Rendição do Comando, um dos oito F-16 que sobrevoava a unidade teve de aterrar de emergência com um problema no sistema de combustível, uma operação que decorreu sem incidentes.

11 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE EDUCAÇÃO 29 de Outubro de Elementos do conselho executivo cessante querem terminar mandato PUB Tomada de posse de director suspensa na D. Dinis MIGUEL SAMPAIO Foi suspensa, uma vez mais, a tomada de posse do professor Fernando Cadima, eleito director do Agrupamento de Escolas D. Dinis, em Leiria, em Junho. Um requerimento apresentado pelas três vice-presidentes do conselho executivo (CE), ainda em funções, inviabilizou que o docente assumisse as suas novas funções. O caso está em tribunal. Prevista inicialmente para 1 de Julho de 2009, a tomada de posse do novo director foi suspensa na sequência da apresentação de uma providência cautelar do Tribunal Administrativo de Leiria (TAL) pelas três vice-presidentes, que entendiam ter o direito de concluir o mandato de três anos. Contudo, a providência cautelar foi revogada, no dia 9, pelo Tribunal Central Administrativo Sul, pelo que o Ministério da Educação mandou dar posse de imediato ao director, cerimónia que chegou a estar marcada para sexta-feira passada, mas que foi inviabilizada pela apresentação de um novo requerimento junto do TAL. O decreto é provisório, devendo o tribunal decidir nos próximos dias se mantém a decisão. Graça Sampaio, presidente do CE e também concorrente ao cargo de director, está solidária com as três vice-presidentes. A professora garante que ninguém tem nada contra o colega nem contra a equipa eleita, mas defende que é importante assegurar os horários e as respectivas gratificações, como aconteceu em Fernando Cadima recorda que, quando os agrupamentos foram criados em 2004, o CE também foi substituído. Nessa altura, havia um enquadramento legal que permitia aos elementos do órgão cessante optar por manter o suplemento de vencimento e ficar a cooperar com o novo órgão de gestão, o que agora não foi previsto. Assim, seria natural que os colegas em final do segundo ano de mandato reclamassem esse direito, até 31 de Maio de 2009, o que não aconteceu. O director eleito frisa que as vice-presidentes do CE cessante só se manifestaram depois de terem perdido as eleições, e pediram a impugnação do acto eleitoral, para recuperar via secretaria. É uma situação penosa para a instituição, onde nunca ninguém recorreu de uma acção democrática por via do tribunal. Se houve um resultado eleitoral tem de se assumido. O Conselho Geral Transitório (CGT) repudia a situação. Ana Paula Santos, presidente do CGT, assegura que as aulas estão a decorrer com normalidade, embora esta indefinição esteja a causar stress no corpo docente. Daniela Franco Sousa Santo Onofre continua em tribunal Os elementos do CE voltaram a perder uma batalha em tribunal. Depois de terem apresentado uma acção para se manterem em funções até ser eleito um novo director, que foi recusada na primeira instância, foi-lhes negada a possibilidade de apresentar recurso no tribunal da relação. De acordo com o Público, o processo para a escolha do director não chegou, sequer a iniciar-se, em Abril, já que o Ministério da Educação destituiu o CE um ano antes do termo do seu mandato, por contestar as suas políticas educativas, e substituiu-o por uma Comissão Administrativa Provisória. Leiria Plágio discutido na ESECS A temática da autoria, na música, texto e fotografia será hoje abordada no seminário Plágio é crime, sabias?, que se realiza a partir das 17 horas, no auditório 2 da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS), do Instituto Politécnico de Leiria. A iniciativa, inserida no âmbito da Unidade Curricular de Projecto da secção de Educação Física, terá como convidados Noel Bracinha, delegado regional da Sociedade Portuguesa de Autores, e Rui Matos, subdirector da ESECS e autor de obras literárias. A entrada é livre. Ansião Educar no Século XXI A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens do Concelho de Ansião vai promover o III Encontro Temático, que terá como mote Educar no Século XXI. A iniciativa irá decorrer nos dias 5 e 6 de Novembro, no Auditório Municipal. O encontro tem por objectivo analisar, discutir e reflectir sobre as profundas alterações ocorridas no processo educativo nas últimas décadas. O primeiro dia será dedicado aos técnicos e profissionais de saúde e educação, abordando temas como a violência nas escolas ou a mediação escolar. O segundo dia será direccionado à população escolar e focará questões como segurança na internet ou obesidade..

12 12 29 de Outubro de 2009 SOCIEDADE POLÍTICA JORNAL DE LEIRIA Mudanças em Leiria, Marinha Grande e Ourém Titulares de cargos de confiança política saem com autarcas derrotados Alberto Cascalho, Isabel Damasceno e Vítor Frazão não foram os únicos derrotados nas eleições autárquicas. Além dos presidentes de Câmara da Marinha Grande, Leiria e Ourém, que já abandonaram os seus cargos ou estão de saída, deixam de ter lugar nas autarquias as pessoas que desempenhavam cargos de confiança política. Tem de se ter um espírito de sentido público muito grande para se exercer este cargo, porque implica muitos sacrifícios. Não há horários nem fins-de-semana. Mas sempre o fiz com gosto, sublinha Daniel Pereira, secretário do gabinete de apoio à presidência da Câmara de Leiria. Ontem, apresentou-se ao serviço na Escola Profissional de Leiria, onde vai voltar a dar aulas. Francisco Figueiredo está em período de reflexão sobre o seu futuro. Adjunto de Isabel Damasceno desde 2005, destaca a experiência por ter sido aliciante e muito enriquecedora e esclarece que as funções que desempenhou não são apenas de confiança política, mas também pessoal. Tem de haver uma identificação entre o adjunto e o presidente, sublinha. Ângela Marques, chefe do gabinete de apoio à presidência na Câmara de Ourém, está de regresso ao Centro de Emprego de Tomar, onde ficou com as funções suspensas desde que se transferiu para a autarquia. Primeiro, como vereadora em regime de substituição de João Moura e, depois, como chefe de gabinete. Da sua passagem pela autarquia, Ângela Marques destaca sobretudo o facto de ter ficado a conhecer melhor o concelho e as freguesias, bem como os protagonistas. A principal diferença em relação ao centro de emprego é o facto de o seu cargo na câmara ser mais administrativo. Aqui temos de aceitar as ideias, apesar de podermos não concordar. Assumimos as posições como nossas. Secretária do gabinete de apoio à presidência na Câmara da Marinha Grande, Stélia Costa também está no final do contrato. Ao fim de três anos, diz que a passagem pela autarquia foi uma grande escola. Licenciada em Gestão e Administração Pública, confessa que gostava de encontrar um emprego compatível com a sua formação. Contactado pelo JORNAL DE LEIRIA, César Santos, chefe do gabinete de apoio à presidência da Câmara de Leiria, optou por não fazer comentários sobre a sua passagem pela autarquia: primeiro como adjunto e, depois, nessas funções. Garantiu apenas que também ia sair. Alexandra Barata RICARDO GRAÇA Fórum 94 RÁDIO 94 FM/JORNAL DE LEIRIA Socialista pede ao novo executivo coragem para resolver problema Henrique Neto sugere venda do estádio de Leiria Para Henrique Neto, a construção do estádio foi um enorme erro O socialista Henrique Neto considera que um dos principais problemas do novo executivo de Leiria, empossado na última terça-feira, passará por encontrar uma solução para os constrangimentos provocados pelos encargos com o estádio municipal, com o vice-presidente da Associação Industrial Portuguesa a não descartar a hipótese de venda do equipamento a uma entidade privada. A ideia foi lançada na última edição do Fórum da Radio 94 FM, emitida domingo, onde o novo presidente da Câmara de Leiria, Raul Castro, reiterou a intenção de avançar com uma auditoria externa às contas do município e deixou em aberto o destino que pretende dar à empresa municipal Leirisport. Considerando o estádio um enorme erro, Henrique Neto, que desempenhará funções de consultor na execução do programa de Raul Castro para a área económica, diz que o novo executivo deverá começar por avaliar os custos diários do estádio e a fatia do orçamento da câmara gasta anualmente com esse equipamento, para depois resolver o problema com coragem e de forma inovadora. Mandatário da candidatura de Isabel Damasceno, José Ribeiro Vieira, presidente da Direcção da Nerlei (Associação Empresarial da Região de Leiria), concorda com a realização da auditoria, por entender que, tudo o que for feito pela transparência e gestão pública e pela redução de custos, é sempre louvável. Em relação aos resultados eleitorais, o empresário não tem dúvidas que o principal ganhador foi Raul Castro, que aceitou ser candidato em circunstâncias não muito favoráveis, e, por isso, o PS deve-lhe um favor. A composição do novo governo, que tomou posse na segunda-feira, foi outro dos temas em destaque no fórum da 94 FM, com Paulo Batista dos Santos, membro da Direcção Nacional do PSD, a considerar que houve alguma renovação e que as escolhas de José Sócrates revelam um sinal à esquerda. Essa é também a opinião de José Ribeiro Vieira, para quem o novo executivo é bastante mais político que o anterior. Por seu lado, Henrique Neto diz que o actual Governo é mais do mesmo, não vislumbrando sinais de inversão de políticas. Como positivo, o socialista destaca a manutenção do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, e a nomeação de Vieira da Silva para a pasta da Economia. Maria Anabela Silva Opinião O caminho A trajectória política e eleitoral obtida pelo PSD desde as Europeias tem sido entendida por muitos como má e para alguns como péssima. Péssima porque o PSD não ganhou as legislativas e má porque ficou aquém das melhores expectativas. Tenho opinião diferente. Os resultados bons não são, mas não podem ser entendidos fora do contexto político e partidário em que foram alcançados. Há um ano ninguém pensava ser possível ganhar a Sócrates. Depois do PSD ganhar as Europeias e da escolha pessoal de Manuela Ferreira Leite (MFL) ter vingado, grande parte do partido e dos cidadãos entendeu isso como possível e alcançável. Esse alento, a motivação e sensação ganhadora iniciouse nessa noite. Em função das opções políticas tomadas por quem tinha essa directa responsabilidade. Passados três meses o partido entra em nova disputa eleitoral. Nessa noite de legislativas ninguém teve dúvidas. O PS perdeu a maioria absoluta, porque perdeu cerca de 25 deputados (em cerca de cento e vinte) e viu as suas opções políticas de quatro anos e meio censuradas pela maioria dos portugueses que, anteriormente, lhe tinham conferido essa confiança. O PSD, apesar de motivado, apesar das contributos de alguns dos seus militantes que apenas conhecem a sua democracia e que entendem que se não for a sua não pode ser mais nenhuma, apesar de ter excluído militantes sérios e com mais valia eleitoral, apesar de ter escolhido cidadãos de reputação duvidosa para as suas listas, aumentou o número de deputados, encurtou a distância do PS e principalmente, contribui para a centralização da acção política no parlamento e para um reforço do debate e entendimento parlamentar nos próximos quatro anos. Não ganhando, muitos dos que estão sempre disponíveis nas vitórias, na linha da frente das nomeações, nos lugares de destaque da administração pública e sector empresarial do Estado e quase sempre indisponíveis nos períodos de derrota, apressaram-se a comentar e a pedir cabeças. Nessa noite, pese embora o desaire socialista, o seu desplantado secretário geral veio assumir uma grande vitória Após quinze dias, o PSD, obtém nas autárquicas o maior número de Câmaras Municipais, critério sempre utilizado para avaliar o vencedor e o partido com maior representação política local. Como é hábito, o secretário geral socialista veio recordar que já tinha dito que o critério de vitória eram os mandatos e os votos, procurando lançar uma oportuna polémica que alguns mal intencionado e outros por pura palermice entenderam oportuna para cilindrar MFL. Não concordo. Ficámos aquém do que gostaríamos e do que o País precisa, fizemos e tomámos algumas más opções, mas não podemos pensar que o PSD está pior hoje do que estava há 4 anos e meio. Devemos antes reflectir sobre o que cada um de nós fez para ajudar o Partido a sair da situação em que está, reconhecendo que existem órgãos partidários, orientações políticas e decisões legítimas que devem ser respeitadas. Por todos, independentemente do seu passado político, cargos exercidos e expectativas futuras. Diogo Alves Mateus jurista e militante do PSD

13 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE POLÍTICA 29 de Outubro de Vereador eleito pelo CDS-PP garante maioria absoluta ao PS António Martinho e Raul Castro estabelecem entendimento Os avisos de Damasceno RICARDO GRAÇA Raul Castro tomou posse como presidente de Câmara de Leiria na terça-feira O vereador António Martinho, eleito pelo CDS-PP, e Raul Castro, que terça-feira tomou posse como novo presidente da Câmara de Leiria, estabeleceram um acordo que garante ao PS a maioria absoluta na autarquia. Frisando que as negociações ainda não estão totalmente fechadas, Raul Castro revela ao JORNAL DE LEIRIA que António Martinho deverá ficar com o pelouro do Desporto, devendo também colaborar noutras áreas. Há muito trabalho para dividir, diz Raul Castro, que explica que se trata de um acordo entre pessoas que vão trabalhar juntas, que permitirá ao executivo ter estabilidade governativa. Foi também por entender que é fundamental garantir a governabilidade do município que António Martinho aceitou dialogar com Raul Castro. Há um entendimento entre eleitos para a definição de tarefas, frisa o vereador, eleito como independente nas listas do CDS-PP, sublinhando que se trata de uma decisão em coerência com as declarações públicas que fez depois das eleições, manifestando-se disponível para viabilizar um executivo de maioria absoluta, que nunca foram contestadas pelas estruturas do CDS-PP. Contactado pelo JORNAL DE LEIRIA, o presidente da Comissão Política Concelhia do CDS- PP, Domingos Carvalho, diz que, por agora, não faz comentários sobre o assunto, por não conhecer os detalhes do acordo entre António Martinho e Raul Castro. ARRUMAR A CASA É PRIORIDADE No discurso de tomada posse, Raul Castro referiu que o Após 12 anos como presidente da câmara, Isabel Damasceno assume agora o papel de vereadora, prometendo estar na oposição com seriedade, com disponibilidade, com espírito de serviço, com empenho e dedicação. No entanto, no discurso de tomada de posse a autarca do PSD deixou um conjunto de avisos à maioria, garantindo que a oposição está atenta ao desenvolvimento de projectos em curso, especialmente os que têm candidaturas aprovadas. São investimentos demasiado importantes para poderem ser colocados em risco, afirma, dizendo que os vereadores do PSD estarão particularmente vigilantes ao relacionamento da câmara com as freguesias e atentos ao cumprimento das promessas eleitorais do PS. Não esperem que pactuemos com facilitismos ou com soluções que não sirvam o interesse público, acrescentou Isabel Damasceno. DISTRIBUIÇÃO DOS PELOUROS RAUL CASTRO (PS) Consultor de empresas, 60 anos Pelouros: Administração Geral e Finanças, Recursos Humanos, Gestão LURDES MACHADO (PS) Assistente social, 60 anos Pelouros: Acção social, Saúde e Segurança GONÇALO LOPES (PS) Economista, 33 anos Pelouros: Educação, Cultura e Juventude LINO PEREIRA (PS) Empresário, 46 anos Pelouros: Obras Municipais e Obras Particulares BLANDINA OLIVEIRA (PS) Docente do ensino superior, 37 anos Pelouros: Desenvolvimento Económico e Ambiente ANTÓNIO MARTINHO (CDS-PP) Engenheiro civil, 56 anos Pelouros: Desporto novo executivo, eleito sob o signo da mudança, irá dividir a sua acção em dois grandes momentos. O primeiro será para arrumar a casa, ajustando a organização dos serviços camarários à forma considerada mais ajustada à execução dos projectos do PS. A segunda fase é para agir, com o lançamento dos projectos que mereceram o apoio da maioria dos leirienses O autarca disse ainda que que conta com as ideias, a critica e o trabalho da oposição. No vosso projecto há também ideias válidas e no vosso percurso há experiências vastas que podem contribuir para o progresso e para o desenvolvimento de Leiria e que não deixaremos de ter em conta, afirmou Raul Castro, dirigindo-se aos vereadores da oposição. Entre as suas prioridades, o novo presidente realçou o apoio ao empreendedorismo, prometendo eliminar os chamados custos de contexto, de forma a potenciar a dinâmica empresarial e a conseguir captar novos investimentos. É tempo de transformar Leiria na locomotiva do desenvolvimento da região, afirmou Raul Castro, que garantiu ainda que, com o novo executivo, a câmara será uma estrutura que procurará resolver e não criar problemas aos munícipes. Esse aspecto foi também focado por António Martinho, que prometeu não desbaratar as expectativas e a confiança de quem o elegeu. O vereador do CDS- -PP defendeu ainda que o município precisa de uma nova estratégia, assente numa visão liberta das contingências do curto prazo. Maria Anabela Silva Caldas da Rainha Fernando Costa promete não aumentar carga fiscal A criação do museu nacional da cerâmica, o reforço do turismo cultural, a construção do novo hospital na cidade e as questões relacionadas com a segurança são algumas da prioridades de Fernando Costa (PSD) para os próximos quatro anos como presidente da Câmara de Caldas da Rainha. Um comunicado da autarquia revela que, durante a tomada de posse, realizada segunda-feira, Fernando Costa, que inicia agora o seu sétimo e último mandato à frente daquele município, afirmou também que irá manter uma gestão rigorosa do dinheiro da câmara, para evitar a todo o custo aumentar a carga fiscal dos munícipes. O novo executivo é composto ainda pelos vereadores Maria da Conceição Pereira, Fernando Tinta Ferreira e Hugo Oliveira (PSD), Delfim Azevedo e Rui Correia (PS) e Manuel Isaac (CDS-PP). Ministros naturais de Leiria Luís Amado e Vieira da Silva mantêm-se no Governo Luís Amado e Vieira da Silva, naturais de Porto de Mós e Marinha Grande, respectivamente, vão manter-se no Governo. O primeiro continua com a pasta dos Negócios Estrangeiros e como ministro de Estado, enquanto Vieira da Silva transita para o Ministério da Economia. Alberto Costa, natural de Alcobaça, deixa o Governo, onde foi ministro da Justiça, devendo assumir o cargo de deputado para o qual foi eleito nas últimas legislativas, integrando a lista do PS por Lisboa. Apesar de ainda não serem conhecidos os nomes dos secretários de Estado, José Miguel Medeiros deverá manter-se na liderança da Secretaria de Estado da Protecção Civil. Assim sendo, Odete Alves, advogada de Pombal, assumirá o cargo de deputada, juntando-se a Jorge Gonçalves, que, com a continuação de Luís Amado no Governo, conseguiu chegar ao Parlamento.

14 14 29 de Outubro de 2009 SOCIEDADE POLÍTICA JORNAL DE LEIRIA Tomada de posse em Pombal marcada pelo ataque ao Governo Narciso Mota continua a reclamar soluções para a sinistralidade DISTRIBUIÇÃO DOS PELOUROS NARCISO MOTA (PSD) Engenheiro mecânico, 63 anos Pelouros: Administração Geral e Finanças, Recursos Humanos, Obras Municipais, Obras Particulares e Urbanismo, Protecção Civil e Cultura A cerimónia de instalação do executivo camarário e da Assembleia Municipal de Pombal foi marcada por duras críticas de Narciso Mota (PSD) à Administração Central. No discurso de tomada de posse, sexta-feira, o presidente da autarquia lamentou que o Governo não tenha resolvido ainda o problema da elevada sinistralidade na EN1/IC2, preferindo projectar auto-estradas de benefícios discutíveis. Esta questão vai por isso continuar a figurar entre as suas reivindicações no próximo mandato. Narciso Mota sublinhou que, até à data, não foi ouvido pelo Governo no que respeita à necessidade de execução de passagens desniveladas em zonas de intersecção de elevado risco ao longo da EN1/IC2. Um adiamento que contribui para que esta via seja considerada a mais fatídica a nível nacional. O presidente contestou ainda que, passados tantos anos, continue por concretizar-se a construção da variante a Sul da cidade de Pombal, assim como a construção do nó de ligação do IC2 à A1 em Meirinhas/Barracão. A nossa Administração Central não tem sabido definir prioridades em termos de execução das obras MIGUEL SAMPAIO mais prementes em termos de segurança rodoviária, rematou. Narciso Mota preocupado com acidentes na EN1/IC2 PRIORIDADES Entre as prioridades do executivo para os próximos quatro anos, Narciso Mota destacou: saneamento, requalificação urbana, melhoria da rede educativa e melhor articulação das redes sociais. Impõe--se alavancar, de uma vez por todas e em sintonia com os objectivos da reestruturação iniciada pela Administração Central, os projectos dos novos centros de Saúde de Pombal e de Almagreira, acrescentou. O recém-eleito presidente da Assembleia Municipal (AM), José Grilo Gonçalves, aproveitou o momento para lembrar que a AM deverá ser um local de discussão de temas de interesse e incitou a população a aproximar-se dos órgãos municipais, para dar conta de problemas e apresentar propostas. Daniela Franco Sousa DIOGO MATEUS (PSD) jurista, 40 anos Pelouro: Planeamento Estratégico, Acção Social, Habitação, Saúde e Trânsito ANA GONÇALVES (PSD) gestora, 36 anos Pelouro: Cooperação Externa, Turismo e Actividades Económicas FERNANDO PARREIRA (PSD) professor, 37 anos Pelouro: Educação, Desporto e Desenvolvimento Associativo MICHÄEL ANTÓNIO (PSD) jurista, 35 anos Pelouro: Ordenamento do Território e Fiscalização Municipal PAULA SILVA (PSD) bióloga, 38 anos Pelouro: Ambiente e Espaços Verdes e Energia PEO PIMPÃO (PSD) advogado, 29 anos Pelouro: Juventude Rui Rocha lança metas para os primeiros cem dias de mandato Assumir a Câmara de Ansião é uma enorme responsabilidade O novo presidente da Câmara de Ansião, Rui Rocha (PSD), sublinhou na cerimónia de tomada de posse, que assumir o novo cargo é um desafio e uma enorme responsabilidade, não só por ter merecido o voto da maioria dos eleitores, mas porque o presidente cessante, Fernando Marques, encetou uma revolução de desenvolvimento ao longo de 20 anos de trabalho no município. De olhos postos no futuro, Rui Rocha advertiu que os próximos tempos vão exigir um reposicionar das autarquias, com o acompanhamento do Governo. O novo presidente promete acção desde o primeiro momento, fixando metas concretas para cumprir nos primeiros cem dias de mandato. Entre outras medidas, até dia 3 de Fevereiro, Rui Rocha quer estabelecer um protocolo com uma instituição de RICARDO GRAÇA Fernando Marques e Rui Rocha ensino superior; iniciar a Agenda 21 Local; resolver a questão da extensão do Centro de Saúde de Santiago da Guarda, assim como as acessibilidades do IC8 e IC3. De acordo com o novo presidente, a distribuição oficial dos pelouros far-se-á depois de uma primeira reunião, que irá decorrer no próximo sábado. Fernando Marques, que deixa a presidência da autarquia para presidir à mesa da Assembleia Municipal (AM), prometeu continuar a ajudar a trilhar os caminhos de desenvolvimento do concelho, mesmo como deputado da Assembleia da República. Maria Luísa Ferreira, que este ano deixa a presidência da AM, foi referida por Fernando Marques como exemplo de rigor e competência. DFS Pelouros devem concentrar-se nos vereadores do PSD António Lucas promete obras no valor de 25 milhões O presidente reeleito à Câmara da Batalha, António Lucas (PSD), prometeu durante a tomada de posse, na passada segundafeira, que vai dar prioridade à realização de obras com projectos já aprovados, orçados em 25 milhões euros. Sem adiantar a atribuição dos pelouros pelos vereadores eleitos, que é feita hoje em reunião da autarquia, António Lucas adianta que estes deverão concentrar-se nos elementos em regime de permanência, que passaram de dois para três elementos. Salvaguardando que nem tudo depende da Câmara, o presidente espera que em tempo útil, se desburocratizem os procedimentos necessários à realização de obras, de que é exemplo o Plano Director Municipal, com vista à construção dos equipamentos desportivos em espera. JACINTO SILVA DURO Presidente quer mais autonomia para apoio social O autarca não deixou de referir as dificuldades acrescidas pela nefasta conjuntura económica, nomeadamente a nível social, congratulando-se pelas acções desenvolvidas no último mandato, como o apoio financeiro à compra de medicamentos para os idosos do concelho ou a criação do Centro de Ajudas Técnicas. Voltando a referir que a acção da câmara depende em muitos casos do poder central, o presidente prometeu que se se confirmar a transferência de competências, ao nível da saúde e da educação, para as câmaras, a Batalha terá condições para fazer com maior eficácia o trabalho de apoio a quem mais precisa. Paula Lagoa

15 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE 29 de Outubro de Crónicas sobre o futuro Continuidade governativa Na passada segunda-feira tomou posse o novo governo de José Sócrates, cujo maior atributo será, provavelmente, o seu maior defeito. É um governo de continuidade relativamente ao anterior, o que no panorama politico português deveria representar uma virtude. Todavia, em vista dos resultados dos quatro anos da governação de José Sócrates, a continuidade só pode representar o alongamento de uma curva negativa. Vejamos porquê: (1) durante a legislatura o crescimento da economia portuguesa foi inferior à média da União Europeia e os portugueses estão hoje mais pobres do que há quatro anos; (2) o desemprego aumentou durante toda a legislatura; (3) fecharam milhares de empresas nacionais e internacionais localizadas em Portugal; (4) o investimento estrangeiro reduziu-se de forma substancial; (5) degradou-se a relação de troca com o exterior e aumentou o endividamento externo; (6) as condições de reforma dos portugueses são agora bastante piores do que no início da legislatura; (7) o Governo anterior definiu como objectivo principal da politica económica a redução do défice abaixo dos 3% e deixou um défice igual ou mesmo superior ao que encontrou. Claro que o Governo nomeia a crise internacional como a causa de todas as desgraças que nestes quatro anos nos caíram em cima, fazendo Também na oposição se saliva para apanhar um quinhão dos lucros de milhares de milhões de euros de obras públicas e das parcerias público privadas que José Sócrates, ao arrepio do mais elementar bom senso, insiste em prosseguir HENRIQUE NETO, empresário por esquecer que com a excepção, parcial, do défice das contas públicas, todas as outras condições existiram ao longo de toda a legislatura. Como não explica a razão porque sendo a crise necessariamente conjuntural, tantos empresas estrangeiras saem de Portugal para não voltar. Ou a razão porque nunca se ganhou tanto dinheiro com a especulação, ou qual a causa do crescimento da corrupção e da impunidade crescente de negócios ruinosos entre o Estado e as empresas do regime. Ou qual o fundamento das grandes empresas, as mais favorecidas pelo Estado, fugirem dos mercados externos e concentrarem toda a sua actividade no mercado interno. Igualmente, nunca houve no Portugal democrático tanta legislação inconstitucional, como nunca tivemos um primeiro-ministro com tantos problemas com a justiça devido a dúvidas sobre o seu comportamento ético, além de sintomas graves de cover up, que a justiça vai adiando resolver. São questões que passarão para o novo Executivo que tomou posse esta semana e, por isso, a ideia de continuidade é preocupante, ainda que teoricamente o novo Governo tenha menos condições de sobrevivência devido à perda da maioria. Mas apenas teoricamente, na medida em que também na oposição se saliva para apanhar um quinhão dos lucros de milhares de milhões de euros de obras públicas e das parcerias público privadas que José Sócrates, ao arrepio do mais elementar bom senso, insiste em prosseguir. Daí as enormes pressões que estão a ser feitas sobre os barões, dirigentes e deputados do PSD, para eleger Passos Coelho para líder do partido. O que, a acontecer como é provável, coloca o Bloco Central no centro da continuidade das politicas até aqui seguidas, que sendo ruinosas para a generalidade dos portugueses são todavia muito rentáveis para sectores restritos da sociedade, nomeadamente para os empresários do regime. Ou para a prevista execução de algumas dezenas de grandes projectos alcunhados de interesse nacional, que tratam essencialmente da valorizar terrenos protegidos, por razões agrícolas ou ambientais, passando-os à categoria de urbanizáveis. Ou seja, trata-se de facto de dar continuidade à especulação fundiária que está na raiz do atraso português no contexto dos países europeus, através da utilização dos recursos nacionais para o enriquecimento sem causa de uma minoria. Já que ninguém acredita que seja por acaso que negócios como os do BPN, BPP, Freeport e Portucale, bem como os contractos da ponte Vasco da Gama e da concessão do Terminal de Alcântara, entre muitos outros, existam e sobrevivam na obscuridade e na mais completa impunidade. É esta, portanto, a continuidade que os portugueses podem esperar de José Sócrates e onde o Bloco Central, com ou sem acordos explícitos, predomina. Por isso vai ser certamente interessante seguir a luta pelo poder no PSD e saber quais as formas que vão ser utilizadas para dividir o controlo das grandes obras públicas que José Sócrates idealizou. Na continuação, recorde-se, do negócio dos estádios, a maioria dos quais a representar agora um custo inútil. Desgraçado Pais este, que desde os tempos idos das descobertas não cessa de promover os grandes e pequenos poderes através da apropriação generalizada das riquezas nacionais e do trabalho dos portugueses. O que levou o Padre António Vieira, perguntado em 1654 por D. João IV sobre a vantagem de Portugal ter um ou dois governantes no Brasil, ter respondido do Maranhão por carta: Eu, senhor, razões politicas nunca as soube, e hoje as sei muito menos; mas por obedecer direi toscamente o que me parece. Digo que menos mal será um ladrão que dois; e que mais dificultosos serão de achar dois homens de bem que um. Sendo propostos a Catão dois cidadãos romanos para o provimento de duas praças, respondeu que ambos lhe descontentavam: um porque nada tinha, outro porque nada lhe bastava. Tais são os capitães-mores em que se repartiu este governo: Baltasar de Sousa não tem nada, Inácio de Rego não lhe basta nada; e eu não sei qual é a maior tentação, se a necessidade se a cobiça. PUB

16 16 29 de Outubro de 2009 SOCIEDADE ENTREVISTA JORNAL DE LEIRIA António Arnaut, ex-ministro dos Assuntos Sociais O SNS tem sete vidas como os gatos António Arnaut criou o Sistema Nacional de Saúde, que tem evoluído no sentido de permitir o acesso à Saúde a todos os cidadãos. Acusa a direita de querer ceder aos interesses de grupos económicos e lamenta que haja médicos que acumulem listas de espera para fazerem cirurgias nos seus consultórios privados. Textos: Elisabete Cruz Fotos: Ricardo Graça A saúde em Portugal está bem de saúde? Numa classificação entre má e muito boa, a saúde está boa. Está numa situação de que nos devemos orgulhar. Portugal foi 12º classificado no ranking mundial, no último estudo da Organização Mundial de Saúde de 2000, à frente de países como a França, Reino Unido e Estados Unidos. Tem mostrado alguma preocupação com um possível fim do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Em que baseia essa suspeita? Hoje todos têm acesso aos cuidados de saúde. Não estou tão preocupado com o fim do SNS, embora haja ameaças no horizonte, porque o sector privado, que tem 25% do mercado da saúde, quer expandir-se à custa do sector público. O principal inimigo do SNS não será a falta de rigor na gestão e a má utilização dos recursos humanos e financeiros? O principal inimigo do SNS é ele próprio não se saber gerir e descambar por caminhos que levam ao seu desprestígio e enfraquecimento. No SNS há algumas deficiências de gestão, mas houve mesmo tentativas de gestão dolosa, para desacreditá-lo. Os Hospitais EPE (Entidades Públicas Empresariais) são o modelo de gestão mais adaptado à actualidade? O que quero é que haja uma boa gestão, que acabe com o desperdício, que é cerca de 25%, e que garanta a eficiência e a qualidade dos serviços. Tenho alguma desconfiança com a empresarialização, porque surgiu com a ideia de se poder abrir o capital aos privados. A gestão de uma entidade pública de saúde como uma empresa privada é uma contradição, porque visa o lucro. O Hospital de Santo André deu lucro. Isso é uma contradição? As unidades públicas de saúde, especialmente os hospitais, são pagas 'Pai do SNS perdeu fé na Guerra Colonial Natural de Cumieira, Penela, António Arnaut, 73 anos, é o autor do decreto-lei que criou o Serviço Nacional de Saúde. Fundador do PS com Mário Soares. Fui eu que redigi a acta e a passei à máquina, porque ninguém sabia escrever. Como era advogado de província e não tinha empregado, eu próprio tinha de escrever as minhas peças, conta. Teve uma educação católica, mas tornou-se agnóstico. A fé perde- -se como se encontra. Perdi a fé na guerra colonial. Um dia acordei sem fé e não me preocupou. O homem não precisa de acreditar em nenhum Deus, precisa de acreditar em si próprio e fazer bem aos outros. Foi ministro dos Assuntos Sociais do 2º Governo constitucional, advogado durante cerca de 50 anos e membro do Conselho Superior de Magistratura. Escreve poesia ficcionista e dá aulas de deontologia. A música é dos poucos hobbies que possui. Nunca tive muito tempo para perder o pouco tempo que tinha. Maçon há 40 anos, foi Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano entre em função dos actos praticados. O hospital recebe conforme os serviços prestados, portanto não pode ter lucro nem prejuízo. Se tem lucro é porque não terá prestado os serviços com a qualidade necessária. Dá prejuízo se prestou os serviços e recebeu a correspondente prestação, mas gastou mal o dinheiro. Um hospital tem despesas fixas, mas tudo está calculado. Se tiver lucro é porque alguma coisa falhou. Também não pode ter prejuízo, o que ainda é pior, porque se prestou os actos e recebeu o correspondente à tabela é porque teve má gestão ou gestão fraudulenta. O ex-ministro Correia de Campos foi muito criticado quando avançou com o encerramento dos SAP (Serviço de Atendimento Permanente) e de alguns blocos de parto. Concorda com estas medidas? A maior parte das medidas que Correia de Campos tomou foram acertadas. Hoje, com as facilidades de comunicação, não é preciso ter blocos em cada cidade. Mas falhou por falta de explicação, precipitação e algum atabalhoamento. As coisas devem ser vistas caso a caso. Eu não teria fechado o bloco de partos de Elvas por uma questão de dignidade nacional. E também não teria fechado a maternidade de Mirandela, porque para chegar a Bragança demora-se umas duas horas. Foi essa sensibilidade que lhe faltou, esse sentido humanista, que é requisito indispensável para ser ministro da Saúde. O SNS está a perder o seu lado humanista desde que o criou? O SNS tem sete vidas como os gatos e tem melhorado, porque foram tomadas medidas importantes de humanização, embora haja unidades de saúde que deixam amontoar as listas de espera para depois os próprios médicos fazerem as cirurgias fora do horário de serviço e serem pagos ao dobro, triplo ou quadrúplo. O SNS move muito dinheiro. Há lobbys, grupos de pressão e até verdadeiro gangsterismo nisto, que é o que se chama àqueles que traficam com a doença dos outros. Tem-se verificado uma fuga de recursos humanos para o sector privado. Os médicos tornaram-se mais materialistas? Não foram os médicos que se tornaram mais materialistas. Foi o mundo. Os médicos que conheço são pessoas isentas, devotadas e dedicadas e muitos até trabalham em exclusivo no SNS. Mas não tem mal nenhum ter consultório privado. É preciso é que cumpra os seus deveres dentro do horário público. Mas, acumulando as duas coisas, tendem a negligenciar a parte pública, porque o ordenado está garantido ao final do mês e ninguém os chama à responsabilidade. Opõe-se à cobrança de taxas moderadoras nas cirurgias e internamentos. A saúde não deve ser paga? Para todos terem acesso aos cuidados de saúde, não pode haver pagamento no acto médico. O pagamento é feito no sistema fiscal. Taxas moderadoras são pagamentos simbólicos que se destinam a moderar o consumo. Sendo assim, não se pode pedir uma taxa moderadora a uma pessoa que vai ao médico e ele mandaa ficar internada. Isso não actua sobre a vontade dele, é determinação do médico. Por isso, estas taxas moderadoras são aberrantes e contraditórias. O Correia de Campos criou estas taxas como um balão de ensaio para ver a reacção das populações e das forças políticas, porque se não houvesse reacção mais tarde criava outras taxas e ia para o pagamento por acto. No dia em que tivermos de pagar por uma cirurgia, se calhar vamos ao privado ou fazemos um seguro.

17 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE ENTREVISTA 29 de Outubro de Sócrates tem um grande sentido de liderança Revê-se no PS de hoje? Revejo-me do PS com algumas divergências, o que é natural num partido pluralista, mas gostava que tivesse uma política mais à esquerda, mais conforme a sua matriz histórica. No Governo de José Sócrates não aconteceu em muitos sectores e espero que neste se aproxime mais. O socialismo que defendo é ético e humanista, que visa criar a todos condições de dignidade e igualdade e reduzir as injustiças sociais. Quais as principais dificuldades que José Sócrates terá de enfrentar sem maioria no Parlamento? Da oposição poder colocar os seus próprios a interesses acima dos interesses do País. Há situações em que a oposição devia concertar-se com o Governo através de negocições e cedências mútuas no sentido de se encontrarem soluções que sirvam o interesse nacional. Acredita que o primeiroministro vai chegar ao fim do mandato? Gostaria que sim. Sócrates já demonstrou qualidades de inteligência e intuição política, que podem fazer que agora, com outra flexibilidade, consiga ultrapassar as dificuldades e as negociações para cumprir o mandato, o que seria bom para o País. Como avalia este novo Governo? Avalio positivamente com esta ressalva, metade dos membros do Governo já deram prova da sua capacidade e a outra metade ainda não. Em último caso quem decide é Sócrates, que tem um grande sentido de liderança. Aprecio nele a inteligência, a determinação, a força, o vigor e a sua capacidade de resistência às tentativas que fizeram para destruir a sua dignidade. Exercendo o seu lugar, não sei se existiria alguém com capacidade para resistir a essas intrigas e maldicência, que são verdadeiras tentativas de assassinato do seu carácter. Sócrates enfrentou toda a série de calúnias e ciladas que lhe fizeram e isso mostra uma pessoa de grande coragem. Concorda com a recondução de Ana Jorge como ministra da Saúde? Evidentemente. Sem ter alterado a política olhou o sector com outros olhos e pacificou-o. É uma pessoa interessada e fala com humildade e nobreza, de quem sabe que tem uma tarefa pesada, mas mostra vontade de a resolver. Em Portugal há um certo laxismo A procuradora-adjunta Maria José Morgado disse que o Código Penal não está a funcionar. É necessário avançar com outra revisão? A última revisão do Código Penal e do Código de Processo Penal mostrou-se um pouco desajustada às realidades do País. A eficácia preventiva do Direito Penal não se verifica com o agravamento das penas. Se assim fosse, bastaria que voltasse a pena de morte para ninguém praticar crimes a ela sujeita. E sabemos que nos países onde há pena de morte esses crimes continuam a ocorrer. O Direito Penal tem de acompanhar a evolução humana, mas tem de ser inspirado no humanismo e num conceito de reinserção social do delinquente. Os cidadãos reclamam que as leis protegem os suspeitos. A lei portuguesa é demasiado branda? Historicamente o acusado de um crime não tinha quaisquer direitos. Depois da República houve uma evolução positiva. Chegou-se à ideia louvável e humanista que uma pessoa, por se acusada de ter praticado qualquer crime, por mais ignóbil que seja, não deixa de ser um cidadão com direitos civis, políticos e sociais. É certo que, por vezes, se esquecem os direitos das vítimas. A questão está em equilibrar e reconhecer os direitos das vítimas e dos acusados. Não me parece que o agravamento das penas contribua para a dissuasão da prática do crime. O que poderá contribuir para a essa dissuasão? Por que é que um cidadão pratica crimes violentos? Os factores mais determinantes são de carácter social, económico e de educação. Os conflitos sociais existem desde sempre, mas podem ser reduzidos, através de uma formação ética e de medidas sociais, que enquadrem as pessoas e façam com que elas se sintam integradas na sociedade e não rejeitadas. Mas com o fosso social a agravar-se, a tendência não é para o aumento do crime? Não me importo de ser pobre, desde que tenha as condições económicas para ter uma vida digna. O que é preciso é garantir a todos patamares mínimos de dignidade, que passam pelos direitos sociais, habitação, saúde, trabalho e educação. Porque é que a Justiça em Portugal é tão lenta? Não se compreende que no caso Freeport, que começou há cinco anos, com fins políticos, as altas autoridades, onde incluo o Presidente da República, nada fizeram. Em Portugal, há um certo laxismo. Essa questão decorre tanto da ancestral morosidade da justiça, mas também de alguns meios processuais que são colocados à disposição de advogados pouco escrupulosos que os usam como manobra dilatória, retardando o processo até ao infinito, de maneira a que o crime prescreva. O Ministério Público e as polícias também têm culpa, pois deixam ultrapassar todos os prazos e negligenciam algumas situações. O juizes, que não têm o sentido da responsabilidade, deixam os procesos amontar até ao tecto e encheremse de teias de aranha. Mas isso passa-se em todos os sectores da vida portuguesa, o que é preocupante, porque a justiça é o sustentáculo da civilização e do relacionamento das pessoas. O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto, tem-se batido contra o valor das custas judiciais. A justiça não é acessível a todos? E tem muita razão. As custas judiciais estão muito altas. Se a Justiça pudesse ser privatizada já tinha havido propostas, porque daria lucro. As custas estão caras, mas a possibilidade dos cidadãos terem acesso aos tribunais, é muito melhor do que há alguns anos, porque hoje há o Instituto do Acesso ao Direito, que permite que as pessoas com menos recursos tenham isenção de custas. Muitos ministros da Igreja Católica são verdadeiros anticristos É maçon. Qual a contribuição da maçonaria para o desenvolvimento da sociedade? Trabalhar para o bem da pátria e da humanidade. A maçonaria procura o aperfeiçoamento ético dos seus obreiros para que, individualmente, nos seus trabalhos possam ajudar a transformar o mundo. Cada um de nós deve fazer o melhor que puder para o bem comum, procurando implantar nos nossos valores da liberdade, igualdade, fraternidade, solidariedade e tolerância. O que pensa da troca de críticas entre- José Saramago e a Igreja Católica? No seu livro,saramago coloca problemas que são eternos: a relação do homem com Deus e com o mal, se Deus existe ou não e se existe porque é que criou o mal... Teve um desabafo excessivo quando disse que a Bíblia é um manual de crueldade e maus costumes. A Bíblia não é só o Génesis, é um cojunto de Perguntas dos outros A associação sindical dos juízes é uma aberração Álvaro Órfão, ex-presidente da câmara pelo PS Como comenta a existência de uma associação sindical de juízes quando estes constituem parte de um órgão de soberania? Não sou favorável à existência de uma associação tipo sindical de juízes, porque afecta a dignidade da magistratura judicial. Custa-me ver os conflitos existentes entre a Associação Sindical e o Conselho Superior de Magistratura, que desprestigiam a Justiça. Os juízes, como órgão de soberania, não estão na condição de exercer qualquer tipo de pressão sobre a entidade patronal que é o Estado. Eles próprios são o Estado. É um paradoxo, e até uma aberração, a existência de uma associação tipo sindical dos juízes. Mapril Bernardes, representante da Ordem dos Advogados, em Leiria O que pensa do novo paradigma de advogado que está a ser criado e quais os seus reflexos na perspectiva social da advocacia? A função primordial, histórica e ética do advogado é ajudar a fazer justiça aos fracos e oprimidos. O advogado dos tempos antigos, que não cobrava honorários - fazia-o pelo espírito de benevolência e sentido de justiça tende a ser substituído pelo novo paradigma, que é o advogado integrado na sociedade de dezenas ou centenas de colegas, que trabalham com uma mentalidade mercantil. E enquadrado também nos advogados de influência, que passam o tempo no corredor do poder, traficam essas influências, muitos dos quais nem usam toga. O paradigma do advogado está a mudar, mas ainda subsistem muitos advogados que estão no paradigma antigo, que exercem a sua função com um espírito ético-social de defender o estado de direito e a justiça e a dignidade dos seus clientes. livros antigos que primeiro descreve um Deus cruel, mas depois fala de um Deus do amor. Fui cristão e agora sou agnóstico. Custoume que a Igreja Católica tenha ofendido Saramago. Falta em Portugal esse tipo de tolerância. Todos se julgam detentores da verdade. No caso da Igreja é mais grave porque Jesus Cristo era a tolerância e amor em pessoa. Muitos ministros da Igreja Católica são verdadeiros anticristos, porque não conhecem a doutrina de cristo.

18 18 29 de Outubro de 2009 SOCIEDADE OPINIÃO JORNAL DE LEIRIA O p i n i ã o A eficácia da segurança Foram tornados públicos os dados de mais um relatório anual de segurança interna (RASI). Sem dar grande enfoque à forma discutível como mais uma vez foram tornados públicos os respectivos dados, é certo que o interesse que aquele relatório desperta já nada tem a ver com o interesse que despertou no passado, em conformidade com as restrições de acesso que então eram impostas. O relatório de 2008, antes de ser publicado, já tinha sido esvaziado pelo relatório da autoria da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, através do qual tinha sido dado conhecimento do número de processos-crime entrados nos tribunais portugueses, em 2008, independentemente da fonte de proveniência. Atendendo à forma demagógica com que têm sido utilizados os dados estatísticos em Portugal, nos últimos anos, o facto de terem sido registados pelas Polícias crimes, em 2008, quando em 2007 tinham sido registados crimes, representado um aumento de 7,5%, ou seja, mais crimes, pouco importa em termos de acção por parte do Estado no controlo da criminalidade. O que o RASI deveria conter era a análise de indicadores de produtividade e eficácia de todo o sistema de segurança e da justiça portuguesa. Tudo poderia ser conseguido através do cruzamento dos dados dos inquéritos de vitimização (que, depois do inquérito de 1991, só agora está a ser novamente realizado), dos dados dos Serviços Prisionais, Tendo aumentado a criminalidade geral 7,5% e a criminalidade violenta 10,7%, em 2008, a população prisional diminuiu 7,2% e o número de presos preventivos diminuíram 24,7%, em relação a 2007 ORLANDO FERNANDES jornalista do Instituto de Reinserção Social e dos dados da actividade dos Tribunais. O que o RASI não diz é que, tendo aumentado a criminalidade geral 7,5% e a criminalidade violenta 10,7%, em 2008, a população prisional diminuiu 7,2% e o número de presos preventivos diminuíram 24,7%, em relação a 2007, enquanto a utilização de pulseiras electrónicas ficou muito aquém das metas traçadas pelo Governo. O que o RASI não diz é que dos 1154 crimes que ocorreram por dia, em 2008, cerca de 800 processos criminais por dia foram arquivados pelo Ministério Público (MP) por falta de prova ou indícios que pudessem sustentar uma acusação. O que o RASI não diz é que dos cerca de 350 arguidos acusados, por dia, pelo MP, apenas 140 foram condenados a uma qualquer pena. O que o RASI não diz é que dos 1154 crimes registados apenas em 140 processos o nosso sistema de segurança e justiça conseguiu identificar, acusar e responsabilizar criminalmente os autores. O que nenhum relatório diz, nem nenhum daqueles que foram responsáveis por toda reestruturação penal e securitária, é que estamos perante um fracasso em toda a linha e até a população prisional, que diminuiu 14,4%, em 2008, em relação à população prisional de 2006, já em 2009, vai voltar a crescer pelo facto de ter aumentado a média das penas dos arguidos nas prisões portuguesas em consequências do aumento das taxas de reincidência! O p i n i ã o Coitado do robalo, pobre ortografia! Jamais me ocorreria ignorá-lo. Aprecio-o bem grelhado e bem acompanhado e não o dispenso no Verão. Em trabalho, quando surgem bass, lubina, bar, Wolfsbarsch e spigola, sei do que se trata. Confesso as dificuldades acrescidas com o λαβράκι. Segundo me dizem os entendidos na matéria, este dicentrarchus labrax, de seu nome latino, do lastro de Lineu, gosta de águas costeiras. Quem provar uma vez, repetirá com certeza. Não é sensato ignorar-se tão suculenta iguaria. Mas há quem a ignore. Fui avisado do deslize ao ler Passeio Aleatório, de Nuno Crato, a quem agradeço a deixa. Informa-nos o ilustre cientista que o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa (DLPC) pura e simplesmente ignora o robalo. Algures entre o roaz e o robe deveria estar o robalo. Mas não está. Todavia, por lá surgem o R.M.G. (Rendimento Mínimo Garantido) e o robô, assim, desta forma, indecentemente circunflexionado e em desgraça caído, porque do seu t amputado. Como vou depreendendo, nas investigações a que o Acordo Ortográfico de 1990 me tem obrigado, por veredas em que se contemplam desastres à medida da trissectriz e da inflicção, o DLPC não constitui uma base fiável para se levar a cabo um trabalho eficaz que envolva grafemas, fonemas, fones, correspondências semânticas e outras questões relevantes quando se mexe numa ortografia de base alfabética. Existem erros na transcrição fonética, há palavras de uso quotidiano lamentavelmente esquecidas e palavras de existência fugaz, eternamente consagradas. Doze anos de trabalho deu o DLPC, dizem-nos os próprios. Doze anos para isto, desa- Usar a transcrição fonética do DLPC como base exclusiva para um trabalho sobre pronunciação é semelhante a pretender provar a existência de água em Marte, observando uma única vez a sua superfície a olho nu FRANCISCO MIGUEL VALADA professor do ensino superior, escritor bafo eu, de modo pouco científico, pouco lexicográfico e nada lexicológico. Usar a transcrição fonética do DLPC como base exclusiva para um trabalho sobre pronunciação é semelhante a pretender provar a existência de água em Marte, observando uma única vez a sua superfície a olho nu, num dia de céu nublado na Terra. Mas se querem que vos conte uma suspeita, andam por aí a construir um vocabulário à conta deste DLPC. Fujamos!, diria o meu amigo Ega. O Acordo Ortográfico não vai obrigar à destruição de livros, dizem-nos, em forma de dogma, alguns defensores deste instrumento, muito político, pouco linguístico. Exemplo redutor, como redutores são todos os exemplos, é o DLPC. Quanto mais próxima a aplicação do Acordo Ortográfico, mais próxima estará a morte deste dicionário, saído do prelo em 2001, consagrando acção, colecção e exacto, entradas que desrespeitam a Base IV deste instrumento de 1990, mas em malfadado vigor num futuro que não se deseja. Dicionário que custa hoje a módica quantia de 139 euros e 99 cêntimos, 28 contos em moeda antiga, 31,1% do actual salário mínimo nacional. Do lado dos desacordistas, há quem descortine vantagens no Acordo, com o argumento de se experimentar o desastre, para todos verem o que alguns, entre os quais me encontro, prevêem. Não concordo com esta perspectiva. Contudo, vejo uma única vantagem na aplicação do Acordo Ortográfico: o desaparecimento de um dicionário que se diz por ai ser de referência. Apesar de só ter oito anos de vida. Agora, sem robalo, não há desculpa que lhe valha. O robalo não tem culpa. Nem a ortografia. Pensando bem, nós também não.

19 JORNAL DE LEIRIA SOCIEDADE OPINIÃO 29 de Outubro de Do simbólico das vitórias em Leiria ao realismo do governo de maioria relativa As vitórias do PS nas autárquicas de Leiria e da Marinha Grande, para além de Castanheira de Pêra e Porto de Mós, revestem-se de um significado indiscutível, especialmente a de Leiria, que marcou a primeira derrota da direita na capital do distrito, em democracia. Claro que as divergências internas no PSD/Leiria, como, aliás, no PCP/Marinha Grande, foram caldo de cultura que propiciou que os candidatos socialistas pudessem desferir verdadeiros golpes de morte nos momentos decisivos em que os adversários estavam mais tolhidos pela controvérsia e pela divisão. Mas, reconheça-se, o povo de Leiria estava cansado daquele PSD e optou pela alternativa de combate que Raul de Castro vinha protagonizando há três porfiados mandatos. Algo de semelhante terá ocorrido na Marinha Grande, onde os eleitores voltaram a dar, em 2005, uma nova oportunidade ao PCP. Porém, face à situação de paralisia em que o PCP deixou cair o município, associada à rejeição absurda do presidente eleito, substituindo-o por alguém sem carisma, evidente se tornava que o PS podia regressar, como regressou, à condução dos destinos da terra vidreira. Mais a mais porque apostou numa equipa de arregaçar as mangas e com candidatos muito inseridos nos meios sociais marinhenses e com sólidas provas de competência e seriedade. Raul de Castro e Álvaro Pereira, os dois novos presidentes do importante eixo económico Leiria/Marinha Grande, assumem um novo papel num distrito central como é o de Leiria. Têm o dever de contribuir para que a nossa região possa estar no mapa quotidiano da vida económica, social e política. Podem seguramente contar com os 4 novos deputados eleitos pelo PS no Círculo de Leiria e até podem contar com um velho deputado, que, embora eleito por Setúbal, continua a viver na Marinha Grande e a sentir o pulsar dos problemas do distrito. DA RESPONSABILIDADE DA ESTABILIDADE GOVERNATIVA O governo de maioria relativa de José Sócrates vai apresentar-se ao Parlamento e ao país tendo em conta as novas condicionantes do quadro político saí- O p i n i ã o as divergências internas no PSD/Leiria, como, aliás, no PCP/Marinha Grande, foram caldo de cultura que propiciou que os candidatos socialistas pudessem desferir verdadeiros golpes de morte OSVALDO CASTRO deputado do das últimas legislativas. É óbvio que Sócrates vai ter de prosseguir o caminho das reformas e da modernização que o eleitorado sufragou com uma vitória clara. Daí a necessidade de definir com clareza as prioridades na acção imediata, designadamente as que passam pelas medidas de combate à crise, com acento especial nas medidas de modernização económica e da sociedade que potenciem a criação sustentada de emprego. E sempre sem esquecer o fomento de medidas de justiça social que combatam as desigualdades em todos os planos e sectores. Óbvio se torna que Sócrates terá de manter toda a sua atenção também no controlo do défice, embora deva aproveitar todas as medidas de flexibilidade que a União Europeia, mercê da crise, tem vindo a propiciar. Mas, evidentemente, tal como o asseverou no discurso de posse do governo, o primeiro-ministro, face ao novo quadro parlamentar, terá de fazer uma forte aposta no diálogo político e social, sem peias e sem preconceitos, sabendo que por vezes, mais vale um mau acordo que uma boa demanda, mas sempre estribado na ideia de que não pode comprometer o programa sufragado em 27 de Setembro, e menos ainda a estratégia reformista e de modernização com que se candidatou ou os valores imanentes e referenciais de um grande partido da esquerda democrática, como é o Partido Socialista. Tudo o mais, como o despique acalorado no parlamento, as ameaças e pressões próprias da oposição, ou as eventuais tentativas de derrubar o governo, devem sempre ser encaradas com a serenidade de quem está consciente de que as coligações negativas das oposições podem parar tal ou tal lei, mas pagarão elevado preço se ousarem pôr em causa um governo legítimo, especialmente se tal contribuir para atrasar a superação da crise e todo o seu cortejo de dificuldades. Sim, a responsabilidade da estabilidade governativa no quadro político de maioria relativa consubstancia-se numa responsabilidade também partilhada pelas oposições e quem pisar o risco pode vir a deparar-se no dia seguinte com um grupo parlamentar muito mais reduzido do que tem hoje. É a nossa história democrática que o demonstra em diversos momentos. Aconsciência da globalização é um benefício irreversível e, porém, temos que pagar um preço alto de mil guerras espantosas, impostas pelos ditos estados do primeiro mundo. Entrou por vias de purificação na aceitação de uma possível comunidade humana entre os povos da terra. A cultura ocidental, a partir da sua mais genuína influência humanista (mesmo a de cariz laico), na sua mensagem de liberdade, igualdade e fraternidade entre todos os homens e raças, a partir da sua vivência de harmonia por cima de qualquer limite social ou geográfico, foi e é uma causa decisiva à manifestação desta consciência universal. Porém em Alcobaça, temos tido atitudes e comportamentos anti-facto religioso ou anti-diálogo social, entre o poder legitimamente constituído e a sociedade civil alcobacense, recusando as três premissas, apresentadas, como valores do mundo desenvolvido. Certamente as instituições e organizações actuaram a favor dos povos. Contudo, a Humanidade, enfrentada numa nova etapa e mais difícil do seu autêntico desenvolvimento, necessita hoje de um grau superior de ordenamento internacional, ao serviço das sociedades, das economias e das culturas do mundo inteiro. Porém o poder local, legalmente instituído, não pode, em nome do bem comum, excluir ninguém de participar activamente ao serviço da causa pública, em nome dos valores da O p i n i ã o Da Globalização à crise local! O poder local, legalmente instituído, não pode, em nome do bem comum, excluir ninguém de participar activamente ao serviço da causa pública, em nome dos valores da liberdade PAULO BERNARDINO Sociólogo liberdade. Em suma, a recusa deste direito legitimo é um puro acto antidemocrático, de quem o pratica ou de quem zelosamente o defende e não sejamos fariseus. Partindo do geral para o particular, todo o problema humano de importância: fome, guerra, desemprego, recessão económica, cultura, emigração, ecologia, apresenta hoje dimensões mundiais, tornando-se mais e mais necessária a colaboração internacional, respeitando uma lei de solidariedade universal, que satisfaça as exigências de cada parte no exercício do bem comum. No entanto, quem exerce o bem comum no poder local (absoluto), renega o problema humano. Com a sua praxis está ao serviço de outros bens que não os universais de cariz humanista e não está ao serviço da Polis. Partindo ainda de uma visão agostiniana histórica/política parece inclinar ao pessimismo, depois do 11 de Setembro. Mas não é menos certo que os ânimos dos povos estão cada vez mais por políticas de entendimento e de saudável cooperação, acolhimento e de escuta aos contraditórios. Os princípios fundacionais dos estados modernos da liberdade, igualdade e fraternidade só têm sentido com numa nova cultura da paz, assente no respeito pela pessoa do outro, como a via mais segura para lutar contra a exclusão, a discriminação, a intolerância que ameaça a coesão das sociedades. Em conclusão, o oposto é uma recusa à dignidade da pessoa e é uma afronta às liberdades privadas!... (...)

20 20 29 de Outubro de 2009 SOCIEDADE OPINIÃO JORNAL DE LEIRIA D o s l e i t o r e s Divisão administrativa do País Na legislatura anterior, o Governo fez diversas reorganizações de serviços, entre elas, pela sua importância, destaco o encerramento de cerca de duas mil escolas do 1º Ciclo, diversas urgências e maternidades, para tornar os serviços mais eficientes e rentáveis. Sendo professor, concordo plenamente que foi uma medida de extrema importância, tanto a nível económico como pedagógico, no que diz respeito às escolas. Estando esta legislatura no início, e ciente de que todos os senhores deputados pretendem defender o que é melhor para o país, ponho à consideração o seguinte: No dia das eleições para as autarquias, quando estavam a escrutinar os resultados, fiquei surpreendido pela quantidade de freguesias que existem no concelho de Barcelos, o concelho com mais freguesias do país (89). Pela realidade que me rodeia (concelho de Leiria, com 29 freguesias), já tinha uma ideia de que algo não estava bem com a nossa divisão administrativa, sobretudo quando foram criadas duas freguesias que nem mil habitantes têm. Assim, fiz um levantamento não exaustivo a nível do País e verifiquei que existem cinco concelhos sem nenhuma freguesia (um deles com apenas 428 habitantes) enquanto que o distrito de Braga, com apenas 2 Fome no mundo 705 Km2 de área e 832 mil habitantes, tem 515 freguesias! Serão reminiscências dos coutos? Depois fiz uma pesquisa por freguesia e verifiquei que há imensas com menos de 200 habitantes e bastantes com menos de 100, tendo encontrado, só no concelho de Caminha, três freguesias nesta situação, uma delas com 72 e, no de Alfândega da Fé, uma com apenas 70 (será o record ou apenas ridículo?). As reformas também devem tocar os políticos. É tempo de fazerem um trabalho que vos dignifique fazendo o que o País precisa: não de uma regionalização, pois já somos tão pequenos e já estamos divididos em três regiões, mas de reorganizar as freguesias, extinguindo todas as que tenham menos de três mil habitantes ou 25 Km2 e os concelhos que tenham menos de 50 mil habitantes. Não precisamos de tantos quintais. É certo que os políticos, sendo menos, poderiam ser melhor pagos, as câmaras descentralizavam funções e respectivas verbas para as freguesias havendo uma melhor gestão de proximidade. Quanto ao número de deputados também poderiam ser apenas metade, reunindo-se em comissões e aparecendo em plenário apenas uma ou duas vezes por semana para as votações, sem Todas as semanas compro o vosso jornal, que leio sempre com muito agrado. Quando dou uma volta por este mundo, não só através do vosso jornal, mas também por outros meios de comunicação, reparo que vivemos em mundos muito diferentes. O mundo da fome e o mundo da fartura. Ricos e pobres sempre existiram mas a diferença não deveria ser tão grande. O mundo do egoísmo e da indiferença está a ficar grande demais, as pessoas só pensam em mostrar sinais de riqueza e esquecem quem vive sem o mínimo de conforto, basta passar por todo o continente africano, America Latina, Ásia e mesmo por continentes mais desenvolvidos para ver a miséria que por ali vai. Sempre pensei que Deus não permitisse estas coisas, mas permite, e o homem também. Tenho pena que a comunicação social e neste caso, o vosso jornal não viagem mais por esta grande catástrofe mundial. Talvez assim os "poderosos", incluindo o poder politico, parassem um pouco para pensar no outro mundo. Fico por aqui porque não sou jornalista. Miguel Oliveira, Ourém tempo para cenas tristes de casa vazia e discursos sem substância ou até insultuosos, que tanto desagradam ao povo e em nada abonam a vossa honorabilidade. Assim, calculo que com cerca de 500 freguesias, 150 concelhos e 120 deputados rentabilizariam mais os recursos e fazendo-se mais obra com os mesmos impostos. Chamem-me ingénuo ou maluco, mas, apesar de ser uma medida que não será popular, o País só tem a ganhar com ela. E têm quatro anos para preparar a transição até às próximas eleições. Pedro de Jesus Órfão Caranguejeira, Leiria A esquecida invasão do Tibete Já lá vão quantos anos? Mais de 50 mas para aquela população subjugada à força por uma vontade férrea que nada mais vê do que os seus interesses materiais, naquele minúsculo país, deve parecer mais. Mais uma vez interesses económicos estão por trás de um movimento expansionista, para o qual não se vê fim a curto, médio ou prazo. A única resistência continua a pertencer a um povo fiel ao seu ideal de independência, que desafia constantemente a autoridade imposta arriscando a sua vida. Eles manifestam-se para que o mundo à sua volta os oiça e reaja. Muitas pessoas fazem-nos chegar notícias de distúrbios acompanhadas de fotos que fazem surgir à margem da rigorosa vigilância das autoridades chinesas. As imagens mostram que, apesar da dura repressão, os tibetanos continuam a manifestar a sua vontade na rua, alheios ao que lhes possa acontecer. O que mais me entristece é ver tanta coragem debater-se contra a indiferença mundial. É ver como países com ambições expansionistas ainda se movem livremente sem qualquer tipo de sanção da parte dos outros. Não sei o que podem os outros países ganhar com tal atitude de indiferença face à presença chinesa no Tibete. O que a História já nos mostrou é que a aparente neutralidade perante uma semelhante manifestação expansionista nunca favoreceu ninguém nem nada, nem mesmo a paz. Depois, a manifestação de alguns países não chega, terá de ser uma força conjunta de vários países capazes de empurrar a força chinesa para dentro das suas fronteiras. Uma manifestação expansionista desta ordem não favorece ninguém a não ser os interesses da actual China. Não vamos ser ingénuos a ponto de pensar que uma mudança política poderá desviar o interesse económico da China do Tibete. (...). Vejamos Angola, por exemplo, onde, segundo algumas vozes, a presença da China em nada favorece a economia angolana, mas só a sua própria economia nacional. Todo o material utilizado pelos chineses, naquele país, vem da China! (...). As potências invasoras arranjaram sempre pretextos pertinentes para ocuparem outros países. E a História tem tendência a repetir-se, não? Quem vai ser a próxima vítima? (...). Cada vez mais se nota que evoluímos de muitas maneiras mas raramente na maneira certa, uma vez que os erros humanos se repetem! Só mudam as caras! Entretanto, a diplomacia, na qual eu nunca acreditei, é sinónimo de hipocrisia e vazio de vontade. Acredito em pessoas de boa vontade e boa fé que lutam por aquilo em que acreditam. Acredito no bom povo tibetano que, apesar de tudo, continua a lutar por aquilo a que tem direito um país e um governante à sua escolha! Fátima Nascimento Falando de Dança Falando de Dança é só mais um jornal de sucesso editado no Rio de Janeiro, Brasil. Fala de dança e de tudo o que tem a ver com dança. A directora é Leonor Costa, oriunda de Leiria, filha de Olga Patrícia Costa e José Costa, comerciantes naquela cidade. O jornal foca o tema dança, muito amado pelos seus pais e pelos portugueses e brasileiros em geral. Leonor Costa é licenciada em Direito, mas promove e orienta o jornal com muita paixão. Força e felicidades para ti, Leonor Costa, e muito sucesso para o teu Falando de Dança, mais um exemplo de um excelente projecto levado a cabo por portugueses além fronteiras. José Luís Guarda A Direcção do JORNAL DE LEIRIA recebe com agrado para publicação a correspondência dos leitores que tratem questões de interesse público O JORNAL DE LEIRIA reserva-se o direito de seleccionar os trechos mais importantes das Cartas ao Director devidamente identificadas, publicadas nesta secção

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