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2 CRÔNICAS & ENSAIOS GALENO PROCÓPIO M. ALVARENGA Esse livro faz parte do acervo de publicações do Psiquiatra e Psicólogo Galeno Alvarenga. Disponibilizamos também a versão impressa, que pode ser adquirida através do site do autor. Visite e saiba mais sobre: Publicações do Autor Transtornos Mentais Testes Psicológicos Medicamentos Galeria de Pinturas de Pacientes Vídeos / Programas de TV com participação de Galeno Alvarenga Tags: Comportamento / Condutas, Crenças antigas / Mitos / Superstições, Doenças Mentais (transtornos), Drogas / Medicamentos / Remédios, Educação e Conhecimento, Emoções Sentimentos Controle, Estresses Problemas e Adversidades, Família e Casamento, Festas populares e Lazeres, Informação Linguagem e comunicação, Livros Online Grátis, Livros Psicologia, Livros Psiquiatria, Pintura dos esquizofrênicos, Política: Políticos e Corrupção, Problemas Familiares, Sociedade: Valores e Cultura, Uso de Drogas (Consumo) 2

3 Índice Família, Casamento, Educação Prelúdio para um Casamento Morto A Difícil Arte do Casamento Os Descasados Incesto Emocional Separação e Perícia: Advertências A Última Lembrança Sociedade: Valores e Cultura Desespero do Executivo J.S. As Mulheres: O Silêncio das Inocentes Duas Classes: Cultos e Incultos As Constituições que Passei na Vida A Multidão Solitária O que Desejam as Pessoas? Dinheiro, Nossa Atual Devoção Senhores do Poder Os Narcisistas Modernos Os Novos Deuses Informação e Linguagem Gays, Loucos, Ateus e Velhos Televisão e Burrice A Verdade de Cada Um Transtorno Médico-Psiquiátrico ou Ficção? A testemunha do Ponto de Vista Psiquiátrico Quando as Palavras Mentem A Mensagem Videntes: A Prostituição das Palavras O Poder do Boato Comportamento O Dilema do Gordo: Comer ou Não Comer? Diga NÃO sem se sentir Culpado A Prisão Domiciliar nas Grandes Cidades Benditas sejam as Queixas O Terapeuta amador A Liberdade dos Jovens Bichos ou Seres Humanos? 3

4 Guerra, Heróis e Inocência Homem: Animal Contraditório Como Controlar os Acontecimentos Crendices Computador e Ferradura Afirmações Duvidosas A Loucura: Fabricação da Normalidade AIDS: O Pânico está Solto Fé: Um Poderoso Medicamento A Santa que Fala Português Doenças e Doentes Câncer: O Paciente, a Família e o Médico Obsessivos e Compulsivos A Triste História dos Deprimidos Tome seu Tranquilizante e Viva Feliz Sono, Insônia E Pílulas O Casamento do Neurótico PEDÓFILO: O Monstro de Duas Faces Suicídio pela Provocação de seu Assassinato Médico X Cliente Confissões de uma Médica A Propósito de uma Gripe Duas vertentes Placebo, a Pílula Dourada Festas populares; Lazeres O Natal de Jésus Por um Natal Diferente No Embalo das Últimas Férias A Boa Terapia do Carnaval Personalidade e Neurose Disque 145 para amar Diante de uma Provocação Os Agitados e os Sossegados Solitários mas Não Isolados O Chantagista Emocional O Vasto Mundo das Drogas Artistas e Arte O Amor nas Canções Populares A Pintura dos Esquizofrênicos 4

5 PARA OS LOUCOS E OS NÃO LOUCOS DESSE MUNDO 5

6 Família, Casamento, Educação 6

7 Prelúdio para um Casamento Morto Todos nós já convivemos com casais que estão no último round de uma luta de muitos assaltos, na busca de uma separação. O que ou vimos são quase sempre as mesmas histórias, semelhantes a várias ou tras, ou seja, repletas de acusações mútuas, com vários lances teatrais e quase sempre enfadonhas. Nunca ouvimos do cônjuge nosso amigo um relato onde ele se diz culpado, pois o errado é sempre o outro. As brigas do casamento já não são mais como antigamente, quan do poucas separações ocorridas eram devidas às traições diversas ou ao abandono do lar, geralmente por parte do homem. Hoje elas se dão, em grande parte, pela disputa do poder. Luta-se pelo direito de dar ordens. Antigamente, o poder, quando exercido pelas mulheres, o era às escondidas, pois aceitava-se como normal os homens mandarem. O prelúdio da separação é caracterizado por discussões contínu as, algumas vezes acompanhadas de agressões físicas. Os temas deba tidos, que na verdade servem de aperitivos para a entrada das agres sões pessoais, são vários: o horário de se chegar a casa, a demora para se aprontar, o sabor ruim da comida. As diversas disputas revelam os valores antagônicos do casal, como as queixas quanto à escassez ou ao excesso das relações sexuais, a saída ou não de casa para fazer visitas ou passeios. Várias condutas dos cônjuges servem para precipitar ressenti mentos como: o marido fica vendo o jornal na TV, enquanto a esposa deseja conversar, a mulher quer a casa bem arranjada e o marido a suja e nem liga, um deseja ficar abraçado ao outro e este, que detesta, sente-se como estivesse assentado em espinhos. 7

8 Também os diversos projetos familiares tendem a promover brigas: quando e onde ir nas próximas férias, onde passar os fins de semana, como educar os filhos ou os netos, qual a melhor hora de se levantar ou de se deitar, quem fará as compras. Nos momentos finais de um casamento, tudo serve para desper tar antipatias, discussões e despertar antigas irritações transitoriamen te adormecidas. Essas últimas surgem por motivos fúteis, tais como o modo de andar, mastigar, ir ao banheiro, dormir, roncar, dirigir, as sentar-se e tossir, do outro cônjuge. E como elas ficam insuportáveis. Tudo mudou. Antes, no período do namoro e paixão, as preferências de cada um eram admiradas e encantadoras. Agora, no tempo das disputas, ela passam a ser ridículas como gostar de assobiar, soprar o café para esfriá-lo, fazer ginástica, tomar cerveja, ouvir música caipira, andar de ônibus ou fazer compras na rua dos Caetés. Os diálogos de um casamento em fase final têm características singulares. Quando um cônjuge pergunta algo ao outro, ele não quer ouvir respostas objetivas ou possíveis, quer descobrir pretextos para criticar, arrumar uma briga, a partir da deixa dada pelo parceiro. Assim, a água retorna ao rio, reinicia-se a velha e conhecida briga in terrompida por motivos alheios aos dois. Muitos desses diálogos são, de fato, metadiálogos, isto é, discute-se acerca dos próprios diálogos e não de algo externo à fala, como nos exemplos: você sempre me agride ou você está sempre me acusando. A comunicação é sobre a própria briga. Esta, quase sempre, coloca mais lenha na fogueira. O casal lembra com saudades os velhos tempos quando havia complementaridade nas conversas. Antes, quando um fazia um co mentário a respeito do dia, afirmando que esse estava lindo, o com panheiro, sorrindo, concordava usando um tom de voz calmo e me lodioso, achando a observação pertinente e poética. Nos prelúdios do casamento morto, a mesma declaração desencadeará uma série de agressões, muito diferen- 8

9 te dos comentários carinhosos de antigamen te: Você sempre teve um gosto estranho, o dia hoje está horrível! Num ambiente desses, torna-se penosa e incerta a vida a dois. O ataque poderá surgir a qualquer momento, nenhum deles sabe quando e como ele virá e essa incerteza produz insegurança e desconfiança. As mensagens trocadas no fim do casamento são com frequên cia ambíguas, como nos casos do marido que, com uma voz áspera e usando palavrões, afirma para a esposa que a ama muito, não poden do viver sem a sua companhia. Ou no caso da esposa que prepara um delicioso e requintado jantar para o aniversário do marido mas, ao mesmo tempo, mostra uma cara amarrada e de enfado na presença dele com o que está fazendo. As tensões, ao crescerem dia após dia, levam os dois, muitas ve zes, ao desespero, pois as feridas surgidas pela discussões violentas, produzem marcas que não desaparecem nunca mais. Ao mesmo tem po, a possibilidade de virem a se separar e terem que reiniciar uma vida longe um do outro, assusta os dois. No final de um casamento, cada um, sozinho, passa grande parte do tempo pensando acerca da vida ruim que está levando. Alguns, depois de muitas e muitas brigas, exaustos acabam por desistir de continuar a luta: renunciam às agressões e também ao amor. Isolam- -se, cada um no seu canto, sob o mesmo teto, dormindo muitas vezes na mesma cama. Desfazem de todos os modos possí veis as comunicações que poderiam despertar antigas rixas. Nesses casos, aos olhos dos outros, eles passam a viver felizes para sempre. Comemoram todas as bodas possíveis e, impotentes, ficam esperando a morte os separar, pois enquanto viveram, eles não tiveram fôlego suficiente para isso. 9

10 A Difícil Arte do Casamento Acerca do casamento todos nós podemos falar, mesmo os que nunca se casaram nem mesmo pensaram casar-se, pois tudo o que se diz é certo e ao mesmo tempo não o é. Sabemos muito acerca do ca samento, porém não sabemos realmente muitas coisas. Todos nós, até os peritos em casamento, falham ao falar sobre este tema. Uma pessoa se casa por dois motivos básicos: o primeiro e a cada dia torna-se o principal é a busca da própria satisfação e a do seu cônjuge, através do encontro com o outro. Busca-se uma com plementação do que lhe falta, ou seja, uma preenchimento de si mes mo. Um nutre o outro do alimento biopsicossocial. Em segundo lugar, casa-se para procriar, mas, diga-se de passagem, aumenta o número de casais sem filhos. O casamento, infelizmente, contém muitos ingredientes para não dar certo e é necessário muito esforço, habilidade e flexibilidade, para que conduza a melhores condições de vida. Vejamos alguns des tes ingredientes frequentes em todos casamentos, variando apenas quanto ao grau: a) Passam a morar juntas duas pessoas de sexo dife rente, geralmente com suposições falsas a respeito de si mesmas. Para isso basta analisar as ideias machistas ou as feministas, para perce ber os estereótipos imputados aos homens e às mulheres; b) Unem-se duas pessoas provenientes de organizações familiares diferentes, com atitudes, valores, percepções, modos de relações, ideologias e religi ões diferentes. Um gosta de uma coisa que o outro detesta: um côn juge aprecia ficar abraçado ao outro, quando junto. Isso lhe fornece segurança e amparo. Por outro lado o outro cônjuge tem pavor desse agarramento, é como estar deitado numa cama coberta de cascalho. A diferença entre os cônjuges é a riqueza e a miséria do casa mento. Quando quero crescer ou aprender, procuro conversar ou ler algo que 10

11 possua ideias diferentes das minhas, do contrário nada apren deria. Biologicamente, há sérios riscos de casamentos entre iguais, podendo esses conduzir à hipertrofia de defeitos físicos. Do mesmo modo, cognitivamente, se interagirmos com iguais, poderemos, sem perceber, regredir ao ouvir e seguir opiniões e julgamentos iguais aos nossos, uma soma de nossas mazelas, pontos cegos ou condutas ingê nuas. Já o casamento de pessoas diferentes, tanto no sentido estrito como no lato, pode ser um contato reparador, que nos desperta e nos faz descobrir mundos nunca imaginados. Anteriormente a grande família avós, tios, primos vivia como um clã e seus membros interagiam uns com os outros com muita fre quência. Atualmente, cada família vive quase isolada, mantendo ape nas contatos esporádicos e superficiais com os parentes. Como con sequência, enquanto nossos antepassados podiam observar de perto diferentes modelos de vida, hoje os nossos filhos possuem, quando muito, apenas os pais, e mesmo esses muitas vezes pouco contato têm com os filhos. Nos velhos tempos os filhos presenciavam o tra balho dos pais e vivenciavam suas satisfações e insatisfações diárias. Hoje os filhos só veem o pai e mãe à noite, quando isto ocorre. Muitas crianças são educadas apenas pelas mães ou babás, sem a presença de modelos masculinos. Os casamentos são, em grande parte dos casos, entre duas pes soas inseguras, medrosas, com pouco conhecimento de si mesmas e fazendo pouco uso de suas potencialidades, percebendo, avaliando e atuando mal nos eventos de seu mundo. Por isso, a escolha de um companheiro, não como ele é, mas como se julga, imagina e deseja que seja, baseado em suas aspirações. Espera-se, na ligação, um su porte ou direção externa que leve a alcançar uma boa vida, ou uma felicidade que não foi conseguida através do esforço próprio. Julga-se que o poder de uma vida feliz encontra-se no outro e exige-se deste a felicidade não conseguida em si mesmo. Só serei feliz junto a você, Não aguento viver sem você. Essas são frases comuns entre pessoas enamoradas. Nada mais falso. 11

12 Não se pensa o que um poderá fazer para ajudar o outro, pensa-se no seu oposto, ou seja, como serei ajudado já que não tenho o que dar. Está claro que após o casamento os dois percebem o que ocorreu: ambos estavam enganados. Assim, as exigências começam, pouco a pouco surgem os desgostos, as brigas, as agressões, o deses pero, as ameaças e, ao mesmo tempo, a dificuldade de sair disso tudo. As agressões costumam ser sutilíssimas, já que os cônjuges conhecem muito bem os pontos fracos e as feridas do outro. No casamento de pessoas mais amadurecidas, a escolha é mais bem feita, as diferenças mais respeitadas, cultivadas e até incentivadas, pois aprende-se com elas. Como não é fácil conviver com diferenças, os cônjuges amadurecidos estão sempre se modificando, utilizando novas técnicas e métodos de lidar com pequenos aborrecimentos e crises que inevitavelmente ocorrem, mas que são superados pela co municação entre eles. Essa é feita de maneira clara e objetiva, sem ro deios e sem medo. Fundamentalmente, se os casais são amadurecidos, cada cônjuge consegue reajustar-se ao novo relacionamento, criando um sistema de vida conjugal sem que este determine a extinção dos sistemas individuais. Com o nascimento dos filhos, nova adaptação torna-se necessá ria, já que os cônjuges terão também de participar do sistema paren tal. No casamento de pessoas inseguras o sistema individual de cada cônjuge, que já não era claro e eficiente, vai se esvaindo no sistema conjugal e é muitas vezes enterrado para sempre, no sistema parental que poderá surgir. Para finalizar, podemos distinguir dois tipos diferentes de casa mento: o arranjado e o procurado. O casamento arranjado, que era o predominante em épocas passadas, baseia-se na premissa bá sica de que o amor vem depois. É o casamento de desiguais, as simétrico, onde o casal comumente tem grande número de filhos, tendo como objetivo manter o poder social e econômico. Pouca im portância é dada à relação entre os cônjuges e por isso o número de separações é pequeno. 12

13 Casamentos deste tipo ainda são frequentes nos grupos de maior poder político e econômico e em pequenas cidades do interior. No casamento procurado, a crença básica é a de que o amor vem primeiro e a ênfase é dada à relação entre os cônjuges que supos tamente são iguais: em direitos e deveres. Geralmente são casamen tos com poucos filhos e o poder econômico não é muito relevante. Casa-se para complementar um ao outro e para troca de prazeres e o número de separações neste tipo de casamento é mais frequente. Estamos vivendo um período de transição com aumento do número de casamentos procurados ou livres. Mas em ambos os tipos citados, os cônjuges estão presos aos padrões e valores sociais mesmo quan do suas escolhas são livres. Assim um rapaz escolhe livremente uma moça que tem a sua cor, cultura, valores e educação, frequenta os mesmos lugares, comunga a mesma religião, o mesmo partido po lítico e assim por diante. Ou seja, o indivíduo escolhe um tipo de companheira já escolhida previamente pela sua cultura, seguindo os valores que foram impressos em sua mente sem sua crítica. Poucos conseguem escapar desse domínio simbólico e descobrir outros ca minhos possíveis. 13

14 Os Descasados Após o dilema, casar ou não casar, se o indivíduo optou pelo casa mento, surge um novo dilema: descasar ou não. Isto, para aqueles que têm à sua disposição, no seu mundo mental, essa opção. Alguns creem que, uma vez casados, seu casamento está garantido, ou seja, que não há necessidade do esforço de cada cônjuge para mantê-lo durante a crise que o casal atravessar. No outro extremo, encontram-se aqueles para os quais a separação constitui a principal, ou mesmo a única arma para a mais simples crise. Estes últimos, diante de qualquer desavença, argumentam: É melhor nos separarmos, Vou procurar o advogado ou ainda, Se você fizer novamente esse arroz, eu saio de casa. Qualquer casamento tem, inevitavelmente, inúmeras crises. Es sas, bem aproveitadas, podem conduzir à produção de um casamento funcional e sadio, como meios para readaptações, que forçosamente terão de sofrer os indivíduos quando se casam. Cada um dos cônjuges possuía, antes de se casar-se, um modelo de vida próprio, diferente do sistema conjugal formado pelo casamen to. Ocorre o mesmo quando uma pessoa que se acha desempregada, começa a trabalhar, ou vice-versa. Ela necessitará adaptar-se ao novo esquema de vida e isto é feito com algum sofrimento, apreensão e perda de conduta e valores importantes que possuía. Busca-se no casamento uma melhoria de qualidade de vida do indivíduo. Se isto não ocorre, o casamento fracassou e medidas devem ser tomadas para melhorá-lo ou terminá-lo, caso a melhoria não seja alcançada após diversas tentativas disponíveis ao casal. Imaginemos um casal que, tendo tentado todos os recursos à sua disposição e, não obtendo resultados, decida separar-se. O pro blema é seme- 14

15 lhante quanto ao casar ou não casar. Antes o problema se constituía em romper um sistema de vida de solteiro, para passar a fazer parte de um sistema conjugal. Agora os cônjuges já comprometidos num sistema conjugal e, se tiverem filhos, também no parental, retornarão ao sistema individual após o rompimento do casamento. Mas não é fácil romper um sistema de vida e entrar em outro, quando o indivíduo já se encontra amolda do, principalmente se o casamento durou muitos anos e, mais difí cil ainda, se o casal teve muitos e bons momentos. Não é raro que após a separação, os cônjuges, derrotados e amargurados, retornem à casa paterna, tornando-se novamente filhos e não mais marido ou mulher. Quando acontece a separação, o casamento já estava provavel mente doente há muito tempo. Algumas separações iniciam-se antes mesmo do casamento ocorrer. Quando as brigas continuadas pelos mesmos temas entre namorados ou cônjuges inicia-se, cada um culpa o outro pelo ocorrido e, geralmente, recebem dos amigos e familiares juízes parciais uma sentença favorável. Cada um, na interpretação do respectivo amigo, está certo e o culpado é sempre o outro. Como ele mudou. Era tão diferente quando começamos a namorar. Vi rou um monstro insuportável, notei isso ainda na lua de mel. Cada cônjuge busca apoio nas pessoas que têm o seu próprio modelo e isto reforça a falsa crença no erro do outro, aumentando e cristalizando as desavenças e o abismo entre o casal, onde cada um, seguido por seu exército, dá origem à guerra conjugal. Esta batalha é reforçada com a ajuda de tropas alienígenas, isto é, advogados, psi quiatras e outros assessores. Tudo isso ocorre em virtude de uma cegueira coletiva acerca da propalada ideia de causa de um só lado. Em toda relação, a conduta de cada um dos indivíduos é resultado de sua própria conduta e do comportamento do outro. Em outras palavras, se um deles muda, a conduta de 15

16 seu companheiro fatalmente mudará. Os dois têm, em suas mãos, os lances necessários para mudar a conduta do outro, simplesmente agindo de maneira diferente do es perado, ou seja, em desacordo com o sistema estabelecido, desenhado, estruturado e compartilhado por ambos os cônjuges e não por apenas um deles. Minha mãe já há muito dizia: Quando um não quer, dois não brigam. Está aí, de forma simples, toda a sabedoria da causalidade circu lar ou do poder de ambos, em contraposição à linear, ou seja, do poder de apenas um dos indivíduos. Se sairmos do jogo a disputa terminará ou, se desejarmos, fazendo uma provocação, a briga ocorrerá. Uma vez separados, a tendência normal dos descasados é a de se manterem ainda casados, seja através da continuação dos encontros ou das brigas, seja através do casamento com os filhos, ou até arranjando apressadamen te um novo casamento. Neste último caso, o fracasso do novo casamen to é quase a regra, pois quando estamos nos afogando, qualquer galho parece-nos ótimo para segurar. Um pouco mais tarde, verificamos que o galho salvador é fraco e não servirá para nos apoiar. Caso o modelo mental do cônjuge não lhe permita viver só, ao procurar os seus familiares estará perdendo a oportunidade de cur tir uma solidão, que, uma vez bem cultivada, poderá lhe permitir ser criativo ou recompor sua vida. O medo ao desconhecido, viver sem o cônjuge, poderá ser uma forma de crescimento individual, pois constitui um novo modo de vida e é, talvez, o principal obstáculo à separação, quando o casamento está se deteriorando. Outros fatores criam pressões para a não separação: a antiga crença no compromisso até que a morte nos separe, a admiração por aqueles que, mesmo vivendo mal, não ousam separar-se, o valor atribuído pela sociedade à vida conjugal, reputado como superior à vida de solteiro, a ideia de que um homem bem-sucedido deve estar casado, os problemas financeiros futuros, a dificuldade de educar os filhos sozinhos e, por último, o sofrimento do afastamento da família. 16

17 Esses motivos provavelmente constituem as principais barreiras contra a separação, que podem levar os cônjuges à depressão, assassi nato, suicídio, ao surgimento de várias doenças orgânicas graves, mas também ao crescimento individual. De qualquer modo, os primeiros meses ou anos da separação são quase sempre dolorosos. O que fazer para escapar aos seus as pectos negativos e alcançar os positivos? Teoricamente é simples. Todo sistema humano é aberto e por isso transforma e é transfor mado pelos sistemas vizinhos. Todo indivíduo acha-se ligado com vínculos humanos, ora mais fortes, ora mais fracos. O sistema conju gal e parental constituem, entre outros, sistemas com ligações fortes para a maioria dos humanos. Mas existem outros sistemas também fortes que o descasado poderá procurar: o de sua família, o trabalho, o lazer, os amigos, a saúde física e mental, o econômico, o criativo, artístico e outros. Rompendo-se, pela separação, o sistema conjugal e comumente o parental para os homens, o indivíduo provocará uma piora na sua vida caso abandone também, ou diminua, o envolvimento com os de mais sistemas como, por exemplo, afastando-se ou desinteressando-se do seu trabalho, dos amigos, família, lazer, etc. Por outro lado, se o descasado hipertrofiar ou incrementar suas energias nos vários outros sistemas que haviam sido cortados devido ao casamento, ou ligar-se a outros sistemas gratificantes que não haviam ainda sido vivenciados, a separação será mais suportável, agradável e podendo, até mesmo, ser benéfica para os dois cônjuges e para os filhos. Torna-se necessário que além da separação física, o ex-cônjuge a obtenha também no plano psicológico. Para isto ele criará um novo mapa do mundo sem a inclusão do antigo cônjuge, sem esperar nada dele como a compreensão, agradecimentos, exigências, agres sões, conduta moral ou imoral e assim por diante. Se possível, não mais falar bem ou mal acerca do outro cônjuge, mantendo apenas o relacionamento, caso seja preciso, estritamente necessário. Não pro curar mais saber de sua 17

18 vida íntima, nem reviver as cenas agradáveis e as amargas do casamento que terminou. Não mais tentar provar para si e para os outros quem foi o réu e quem foi a vítima. Em resumo, para separar-se e construir bem uma nova vida, o indivíduo necessita separar-se também psiquicamente, do contrário continuará a ser um mal casado até morrer. Portanto, procure encontrar, ao se separar, sua própria identi dade, sem a contaminação do antigo sistema conjugal não mais exis tente. Adquira sua autonomia, goze e usufrua de seus benefícios e tire de sua cabeça os antigos problemas do casamento e da separação. Em resumo: enterre um casamento morto. 18

19 Incesto Emocional Algumas famílias escolhem aleatoriamente um filho, apenas um, para ser o tutor da família. A partir desse recrutamento os esfor ços desse filho não mais serão dirigidos para suas necessidades de criança, mas sim para ações adultas destinadas a unir, proteger e estabilizar a família desajustada. Os meninos educados desse modo receberam, de alguns psicólogos, o nome Personalidade Atlas deus grego condenado a suportar o céu nos ombros para impedi-lo de amassar a Terra. Os estudos mostram que muitas dessas famílias são dominadas por uma mãe poderosa, egocêntrica, emocionalmente instável e pron ta para xingar e explodir sob qualquer pretexto. Estas mães têm sido diagnosticadas pelos psiquiatras como possuidoras de um transtorno de personalidade limítrofe (borderline), onde se inclui a irritação, impulsividade, tentativas de suicídio, autolesão, sentimento crônico de vazio, pavor de ser abandonada, além de terem um sentido da realidade diferente do das outras pessoas. Essas mães esperam, e exigem, que o resto da família aceite e apoie seu ponto de vista acerca de tudo o que ocorre à sua volta. Só ela tem razão, os outros estão sempre errados. Responde com explosões de ira às frustrações e decepções e, quase sempre, acusa os familiares ou parentes de fazerem pouco caso dela. É nesse ninho disfuncional que desenvolve o filho, ou filha, des tinado a suportar, apaziguar e resolver as misérias e loucuras ali exibidas a todo momento. Sua resposta precisa ser rápida e capaz de pôr fim às exigências extravagantes da mãe egocêntrica e possessa. A culpa da vida desestruturada e sem objetivo dos pais é colocada no infeliz e tolerante filho escolhido. Ele é forçado a participar e tomar partido nas brigas tolas dos pais: em qual programa a TV deve estar ligada, ou quanto tempo cada um deve ficar no banheiro. 19

20 O filho altruísta, nessas ocasiões, é acusado por ambos de es tar tomando o lado de um ou de outro deles. Este sofredor deverá ouvir as histórias chatas dos pais, consolá-los com palavras vazias e adocicadas, franzir a testa e mudar o tom de voz para demonstrar preocupação com as queixas acerca da saúde, da estabilidade e da sobrevivência deles. Como guardião da imagem da família falida, o escolhido, ainda muito cedo, deve se engajar em atividades designa das para eliminar, camuflar ou, no mínimo, diminuir os danos exibi dos pela família. Muitos desses pais exigem sua ajuda em situações delicadas como tomar a responsabilidade em falcatruas e obrigar um dos irmãos a tomar decisões cruciais. Geralmente a escolha é feita cedo. Pouco a pouco esse filho passa a exercer o papel de pai e mãe da família, participando dos diversos problemas que seriam próprios dos progenitores. Ele opina acerca do que a mãe terá de fazer ao descobrir que o pai tem uma amante, a cuidar do alcoolismo da mãe. Esse papel é exercido com frequência pelas crianças cujas mães são alcoólatras. É esse filho que vai buscar soluções para pagar as dívidas da família, opinar e decidir se os pais devem ou não se separar, ou, ainda, se devem voltar a mo rar juntos. Alguns pais consultam o filho acerca de terem ou não mais um filho, ou se seria melhor praticar um aborto. Também esse infeliz poderá dizer ao pai, inventando uma mentira, que sua mãe foi fazer compras, quando esta, de fato, estava com o namorado. Muito cedo aprendem a cozinhar, limpar, comprar e cuidar dos irmãos mais novos, inclusive impedindo-os de ver a mãe cambalear ou desmaiar. Fazendo o papel de mãe da mãe, elas ajudam-na a comer, fazer sua higiene ou a ir-se deitar. Com o tempo, essa tarefa passa a ser realizada rotineiramente. Além de cuidar dos pais, essa criança mantém em segredo as informações negativas da família. Estas escolhidas, olhadas externamente, são elogiadas pelos pais, parentes e amigos, percebidas como perfeitas, cooperativas e devo tadas aos pais. Isso as anima a continuar nesse caminho ingrato. 20

21 A criança escolhida para ser o provedor, pode exercer tam bém a função de esposo substituto para o cônjuge desesperançado, solitário e infeliz. Caberá a ela fornecer ao cônjuge o apoio emocional e companhia que deveria vir do outro esposo. Para alguns autores essas crianças são vítimas de incesto emocional, uma forma séria de abuso por ser a criança seduzida a fazer um papel familiar que não compete a ela e nem é esperado culturalmente. Altamente treinados para esse trabalho de ajuda, mais tarde es ses pacientes preocupados e sensíveis aos problemas dos outros, não de si mesmo, provavelmente encontrarão outros exploradores e, explorados por esses, irão ocupar posições de responsabilidade, continuando a fazer o que aprenderam precocemente: ajudar as pes soas a qualquer preço. Casam-se, muitas vezes, com mulheres tendo o mesmo perfil de sua mãe e cuidam delas para sempre. Estes santos ou altruístas fanáticos, que viveram orientados pelos problemas alheios e não pelos próprios, morrerão, possivelmente infelizes e arrependi dos, por não terem escolhido, há muito, um caminho diferente do trilhado. 21

22 Separação e Perícia: Advertências Fim do casamento. O juiz normalmente determina que a guarda dos filhos menores fique sob a responsabilidade da mãe destes. Este modelo de custódia dos filhos tem sido aceito sem maiores discus sões, por quase todos os que se separam. Excepcionalmente, alguns cônjuges investem contra essa regra. As alegações, para tentar impe dir que o cônjuge inimigo fique com a custódia dos filhos, ou até mesmo faça visitas a eles, são as mais diversas. Há outras regras de custódia do filho, entre elas a custódia compartilhada recentemente divulgada pela mídia. O advogado, ao ouvir as queixas apaixonadas e agressivas do cliente, imagina ser o outro cônjuge um louco ou crápula. A descri ção, fruto de percepções distorcidas, mescladas a fortes emoções, procura criar uma história plausível para impressionar o juiz, o advo gado e, por que não, a si mesmo. Espera-se, com a história fantástica, justificar as ações ora adotadas, conquistar a simpatia dos amigos e, se possível, receber uma sentença favorável do juiz. Tenta-se de tudo para alcançar o pretendido, inclusive a destruição, parcial ou total, do ex-amado, que, diga-se de passagem, nada mais é do que o pai ou mãe dos filhos e que será, no futuro, um provável sócio e colaborador na educação destes. Não é raro ver o advogado ficar decepcionado, ao conversar com o monstro. Por mais que investigue, não descobre o esquisito parceiro descrito pela história contada pelo cliente enfurecido. O ad vogado, ao relatar a impressão favorável, muitas vezes é dispensado pelo cliente, que imagina: Foi comprado, ou talvez conquistado? Outras vezes, afirma: É fingido, parece anjo, mas na verdade é um demônio você verá. O cônjuge, contaminado por emoções violentas e conflitantes, mergu- 22

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar

1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar 1. Porque eu te amo nunca será suficiente 2. Porque a cada dia você me conquista mais e de um jeito novo 3. Porque a ciência não tem como explicar nosso amor 4. Porque a gente discute nossos problemas

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