O DIVERTIDO PRAZER DE LER

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1 O DIVERTIDO PRAZER DE LER

2 Para aprofundar nossos conhecimentos acadêmicos e aperfeiçoamento profissional, desenvolver competência, habilidades de leitura formamos leitores críticos e capacitados para lutar pelos seus ideais e contra as desigualdades sociais. Familiarizar o saber com reflexão e a critica, compreendendo a realidade que vivemos e as necessidades de superação das dificuldades que existem. Vigostsky define a aprendizagem como um processo central no desenvolvimento humano. como apropriação de conhecimentos, habilidades, signos, valores, envolvendo a interação do sujeito com o mundo cultural no qual se insere. Aprender a ler, mais do que codificar o código linguístico, é trazer a experiencia de mundo para o texto lido, fazendo com que as palavras impressas tenham um significado que vai alem do que esta escrito, por passarem a fazer parte, também, da experiencia do leitor. A tarefa não pode, portanto, restringir-se á alfabetização ou ás primeiras series do ensino fundamental, mas deve estender-se durante toda a vida escolar.

3 Além disso, a leitura de texto orais, defendida nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) como essencial no processo de formação do leitor, nem sempre ocorre na escola, e os próprios professores enfatizam a leitura de textos escritos muitas vezes, porém, sem aprofundamento critico. Nas escolas, portanto, os alunos têm acesso á leitura nos livros didáticos, com adaptações ( por vezes mal feitas) ou fragmentos de textos, seguidos de exercícios de vocabulário, compreensão, interpretação e proposta de redação, questões geralmente objetivas que só avalia a capacidade de retornar ao texto. O quadro descrito não poderia ser mais grave, e, mediante a situação na qual se encontra a leitura na escola, Ramos (1987,p ) destaca um dos pontos principais: O professor, que nem sempre é um leitor, não pode perceber-se como alguém que cria condiçoes necessarias ao estabelecimento da relaçao leitorleitura-obra. (...)somente o professor leitor-fruidor, aqueleque se concede o direito de entregar-se á leitura-prazeremoçao,

4 pode fazer frente ás propostas de massificação da leitura apresentadas pela industria editorial via adoção de paradidáticos únicos para toda a classe, cuja avaliação-controle se opera graças a fichas, roteiros e suplementos de trabalho, todos eles padronizados, afastando-se qualquer possibilidade de uma leitura lúdica e criativa.[grifo da autora] A Literatura Infantil,utilizada de modo adequado, é um instrumento de suma importância na construção do conhecimento do educando, fazendo com que ele desperte para o mundo da leitura não só um fato de aprendizagem significativa, mas também como uma atividade prazerosa. O acesso a leitura é um caminho de grandes oportunidades no cotidiano do aluno, amplia sua criatividade como também contextualiza socialmente, além de desenvolver o intelecto e aprofundar os conhecimentos de mundo. As possíveis significações e a imprevisibilidade da mensagem que o texto literário carrega, são grandes aliados no processo de formação de leitores críticos. ao que parece,

5 estudantes e professores ainda não se conscientizaram do carácter libertador do ato de ler. E fundamental, então, que a meta do professor seja ampliar sempre e constantemente o repertorio de leituras de seus alunos, sobretudo oferecendo-lhes os chamados clássicos da literatura infantil, e juvenil, os contos de fadas, as historias de nosso folclore, a mitologia grega, os contos de As mil e uma noites, entre outros. A Literatura opera o pensamento. É um fenômeno de criatividade e, enquanto atividade cognitiva contribui para a ampliação do processo perceptivo do leitor. Dai a necessidade da presença do livro literário em sala de aula, fonte inesgotável de conhecimentos e descobertas.

6 Referencias: COELHO, Nelly Novaes. Literatura infantil: teoria, analise, didática. São Paulo: Moderna,200 RAMOS, Graça. A imagem nos livros infantis:caminhos para ler o texto visual. Belo Horizonte:Autentica, Coleção Conversa com o professor,ll. VIGOSTSKY, L.S. et al. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo:Icone; EDUSP, 1988.

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