Petróleo José Sergio Gabrielli, atual presidente da Petrobras, teve sua manutenção no cargo confirmada ontem pelo presidente Lula.

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1 mobile.brasileconomico.com.br QUINTA, SEXTA-FEIRA E FIM DE SEMANA, 30 DE DEZEMBRO, 2010, A 2 DE JANEIRO, 2011 ANO 2 Nº 339 DIRETOR RICARDO GALUPPO DIRETOR ADJUNTO COSTÁBILE NICOLETTA R$ 3,00 Opinião Para Maria Alexandra Vasconcellos, presidente do Grupo Ejesa, o novo Brasil que está nascendo tem sede de informação de qualidade. P3 Petróleo José Sergio Gabrielli, atual presidente da Petrobras, teve sua manutenção no cargo confirmada ontem pelo presidente Lula. P22 Antonio Cruz/ABr Dez sugestões à presidente Dilma Chamada de a reforma das reformas pela futura presidente, a reorganização tributária é o principal, mas não o único pedido dos empresários dos principais segmentos econômicos IIlustração: Alex Silva sobre foto de Roberto Stuckert Filho Representantes da indústria, como Paulo Skaf, presidente da Fiesp, são enfáticos ao propor a desoneração da folha de pagamento. A indústria de base pede a aceleração de leilões de concessão de diversos setores de infraestrutura. Marcos Jank, que representa o segmento sucroalcooleiro, sugere soluções tributárias que reconheçam as vantagens dos biocombustíveis sobre os derivados de petróleo. Na área de telecomunicações, a principal reivindicação é o fortalecimento da Anatel. Também são propostas medidas que diminuam a mortalidade precoce da micro e pequena empresa, enquanto empresários comprometidos com a sustentabilidade pedem que o novo governo assuma a opção por uma economia verde. P4 O presidente Lula deixa o governo com a avaliação positiva recorde de 83,4%. P48 Esperado novo ciclo de queda do dólar em 2011 A expectativa de alta dos juros no Brasil e o incerto cenário externo levam especialistas a manter as projeções de desvalorização da moeda; em 2010, o dólar caiu 3,61%. P38 INDICADORES TAXAS DE CÂMBIO COMPRA VENDA Dólar Ptax (R$/US$) Dólar comercial (R$/US$) Euro (R$/ ) Euro (US$/ ) Peso argentino (R$/$) 1,6780 1,6780 2,2207 1,3234 0,4215 1,6788 1,6800 2,2221 1,3236 0,4221 JUROS META EFETIVA Selic (a.a.) BOLSAS 10,75% VAR. % 10,66% ÍNDICES Bovespa - São Paulo Dow Jones - Nova York Nasdaq - Nova York S&P Nova York FTSE Londres Hang Seng - Hong Kong 1,34 0,09 0,15 0,10-0,21 1, , , , , , ,30 As classes C e D estão comprando mais, o que gera a necessidade de proteger o patrimônio com seguros de baixo valor distribuídos por canais de varejo, como as operadoras celulares. Ano novo promete manter o vigor. Governos põem meta de superávit em risco P18 Fábrica de manequins cresce com varejo P30 Inmetro editará guia de ações sustentáveis P34

2 2 Brasil Econômico Quinta, Quinta-feira, sexta-feira 30 deedezembro, fim semana, e 31 de dezembro, 2010, 1º e 2 de janeiro, 2011 NESTA EDIÇÃO Em alta Ag. Petrobras Murillo Constantino IGP-M encerra o ano com alta de 11,32% Usado como base para o reajuste da maioria dos contratos de aluguel de imóveis, o índice divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV) só fica atrás do registrado em 2004, quando chegou a 12,4%. P20 Refinaria Premium II enfrenta obstáculos Prevista para começar a operar em 2017, a Premium II depende de acordo com as comunidades indígenas da região de Caucaia, no Ceará, para começar a ser construída. O início das obras está previsto para julho ou setembro de P23 Lula confirma permanência de Gabrielli na Petrobras A confirmação da permanência do presidente da estatal no cargo foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ontem, de manhã, em Brasília. Também ontem a direção da estatal declarou a comercialidade das áreas de Tupi e Iracema, na Bacia de Santos, com volume recuperável de 8,3 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). A área de Tupi foi rebatizada com o nome de Lula e Iracema como Cernambi (espécie de molusco marinho). O pais contabiliza atualmente 14,865 bilhões de barris boe e Lula será o primeiro campo supergigante de petróleo no país, informou a empresa em comunicado. P22 Procura por profissionais de RI deve aumentar em 2011 Expectativa é baseada na previsão de que, em 2011, o número de empresas interessadas em captar recursos na BM&FBovespa pela primeira vez deve voltar aos níveis pré-crise. Já existem posições sendo trabalhadas para a área, afirma Luiz Gustavo Mariano, gerente executivo da Michael Page Brasil. Hoje, o mercado está mais acomodado, mas, caso o número de ofertas se aproxime do observado em 2006, veremos uma forte demanda por profissionais aptos a trabalhar na área de RI, prevê Rodrigo Forte, sócio-diretor da Exec. Entre 2006 e 2007, 90 empresas abriram capital na bolsa, tornando quase impossível encontrar um profissional para área. P40 Murillo Constantino Re/Max tem receita de R$ 3,6 bilhões A rede imobiliária, uma das maiores franqueadoras mundiais do setor, encerra seu primeiro ano de atuação no país com 113 franquias abertas em 16 estados. A meta para 2011 é atingir 270, mas o número de interessados chega 800, diz Renato Teixeira, presidente no Brasil. P26 A participação das operadoras no PNBL Juarez Quadros, ex-ministro das Comunicações e sócio da consultoria Orion, defende as operadoras no Plano Nacional de Banda Larga e considera positiva a escolha de Paulo Bernardo para o Ministério das Comunicações. P17 Estados e municípios e o superávit Autoridades da área econômica do governo federal reforçam discurso em que atribuem a estados e municípios a responsabilidade pelo possível não cumprimento da meta do superávit primário em P18 Fernando Souza/O Dia Açu terá R$ 1,3 bilhão da Anglo American A mineradora britânica detém 49% do porto em construção em São João da Barra (RJ) e concordou com o aporte de capital para viabilizar o transporte de minério de ferro pelo terminal marítimo. P24 Indústria de manequins está otimita Expor, dos irmãos Guilherme e Octaviano Andrade, fabricante dos manequins, prevê que 2011 será melhor que 2010 e projeta a construção de um novo centro de distribuição em Embu (SP). P30 Marcela Beltrao America Net amplia rede de fibra óptica Com atuação concentrada no mercado corporativo, a operadora deve concluir a ampliação da rede na Grande São Paulo no decorrer de A America Net também oferece serviços em Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Campinas e Santos. P25 Inmetro lança guia de sustentabilidade Cartão BNDES beneficia a Tigre Behr espera um bom ano com receita de R$ 470 milhões A fabricante de sistemas e componentes de refrigeração e ar condicionado veiculares prevê crescer 7% em 2011, mais que os 5% projetados para a indústria automobilística. Os investimentos anuais em pesquisa e desenvolvimento correspondem a 7% das vendas, valor superior à média praticada no mercado, que se situa entre 3% e 4%. Como explica Max Davis Forte, presidente, é uma política global da empresa, cuja matriz fica na Alemanha. No ano passado, foram investidos R$ 12 milhões para a criação de um centro tecnológico no Brasil, e os resultados, de acordo com o executivo, começarão a aparecer em P28 Empresas vão poder agregar valor aos seus produtos, explica Alfredo Lobo, diretor de Qualidade do Instituto. O documento, que consolida uma plataforma de boas práticas socioambientais será lançado em fevereiro de P34 A FRASE Varejistas cadastrados no portal do banco de fomento foram responsáveis por 5 mil transações com a fabricante de tubos e conexões, que movimentaram o total de R$ 16 milhões durante o ano. P27 Dormir no motel nem sempre significa fazer amor Roosewelt Pinheiro/ABr Luiz Sérgio, futuro ministro das Relações Institucionais, em entrevista ao portal IG, defendendo seu colega Pedro Novais, que ocupará a pasta do Turismo, e promoveu uma festa num motel de Fortaleza (CE), paga com recursos da verba indenizatória a que tem direito como deputado federal.

3 Quinta, sexta-feira e fim de semana, 30 e 31 de dezembro, Quinta-feira, 2010, 30 1º ede2 dezembro, janeiro, Brasil Econômico 3 EDITORIAL SÉRGIO AMADO, PRESIDENTE DA OGILVY BRASIL Henrique Manreza O Brasil que nós queremos Tivemos um resultado extraordinário. A previsão era crescer 18,5% e atingimos 21,4%, diz Sérgio Amado, presidente da Ogilvy Brasil sobre a receita em As expectativas do mercado publicitário são otimistas para 2011, com previsão de expansão de 12%. P32 Quando a Ejesa lançou o BRASIL ECONÔMICO, em 2009, houve quem questionasse nossa capacidade de fazer um produto editorial com a qualidade exigida por um mercado competitivo e maduro como o brasileiro. O mesmo aconteceu neste ano de 2010, quando compramos os jornais O Dia, Meia Hora e lançamos o esportivo Marca Brasil. Por que investir em um setor que parece viver em crise e é tão fortemente dominado por grupos familiares? A resposta é simples. O país está mudando em velocidade acelerada e esse novo Brasil que está nascendo tem sede de informação. É aqui, no nosso país, que nasce uma das classes médias mais pujantes do mundo, e não tenho dúvidas de que esses milhões de conterrâneos que estão ascendendo socialmente, além dos jovens que estão se preparando para o mercado de trabalho, serão grandes consumidores de informação de qualidade. E é por essa razão que vamos continuar investindo ainda mais em Para nós da Ejesa o ano de 2010 foi repleto de desafios. E o ano de 2011 será um momento de grandes novidades. Vamos investir ainda mais na expansão do BRASIL ECONÔMICO e de O Dia, voltando nossos olhos para Brasília e para outras grandes capitais do Sudeste e do Nordeste. No início de 2011, ano em que O Dia completará 60 anos de história, vamos inaugurar uma nova e moderna redação no Rio de Janeiro, integrando as operações de todos os nossos jornais. Vamos seguir investindo na interatividade com os nossos 3,5 milhões de leitores, integrando as plataformas dos jornais impressos com a internet. Para o Brasil, o ano de 2010 reforçou uma série de compromissos e valores que para nós são fundamentais para o futuro do país. Um futuro que, acreditamos, será vivido num ambiente de respeito à Constituição e aos direitos por ela assegurados. Acreditamos, defendemos e praticamos os princípios da democracia e da economia de mercado que, na nossa opinião, incluem a competição saudável entre as empresas e o estímulo permanente ao empreendedorismo. Nesse ambiente, as empresas maiores e consolidadas jamais podem ter o direito de se valer de sua força para tentar impedir o nascimento de concorrentes mais jovens, principalmente no atual momento do Brasil, com crescimento econômico sustentável e a mais baixa taxa de desemprego medida pelo IBGE desde Os bons ventos que levam o Brasil para o caminho correto, no entanto, escondem algumas armadilhas. Ainda há um longo processo de aperfeiçoamento das instituições nacionais, que só avançarão com vontade política e envolvimento da sociedade civil. A Ejesa apoia os homens e mulheres públicos que vierem a lutar em 2011 e nos anos seguintes por reformas essenciais para o crescimento sustentável, como as reformas política, tributária e trabalhista. Apesar dos excelentes números da economia, devemos ficar atentos ao risco de expansão do déficit público e evitar o aumento da carga tributária. Nos últimos anos, o país mostrou enorme capacidade para realizar reformas, como o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que são bases fundamentais para o atual desempenho da economia. E hoje as políticas sociais e de valorização do salário mínimo no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que são os pilares da surpreendente ascensão social de milhões de brasileiros. Também merece destaque a nova regulamentação que facilitou a vida das pequenas empresas, estimulou o empreendedorismo e a formalização dos pequenos negócios no país. À presidente Dilma Rousseff, aos 27 governadores de estado eleitos ou reeleitos, aos senadores e deputados que assumirão no próximo ano, a Ejesa reitera a importância dos valores que nos move como pilares para o bom desempenho do Brasil. Se trabalharmos com afinco para consolidar a democracia representativa e a economia de mercado, lutarmos pela meritocracia no setor público e a praticarmos no setor privado, não restará dúvida de que o futuro do Brasil será ainda mais brilhante. Um excelente ano para todos! Maria Alexandra Vasconcellos Presidente do Grupo Ejesa Acreditamos, defendemos e praticamos os princípios da democracia e da economia de mercado Antonio Milena Presidente do Conselho de Administração Maria Alexandra Mascarenhas Vasconcellos Diretor-Presidente José Mascarenhas Diretor-Vice-Presidente Ronaldo Carneiro Diretores Executivos Alexandre Freeland e Ricardo Galuppo BRASIL ECONÔMICO é uma publicação da Empresa Jornalística Econômico S.A. Redação, Administração e Publicidade Avenida das Nações Unidas, º andar, CEP , Brooklin, São Paulo (SP), Tel. (11) Fax (11) Diretor de Redação Ricardo Galuppo Diretor Adjunto Costábile Nicoletta Editores Executivos Arnaldo Comin, Gabriel de Sales, Jiane Carvalho, Thaís Costa, Produção Editorial Clara Ywata Editores Carla Jimenez (Brasil), Conrado Mazzoni (On-line), Fabiana Parajara (Destaque), Márcia Pinheiro (Finanças), Rita Karam (Empresas) Subeditores Estela Silva, Isabelle Moreira Lima (Empresas), Luciano Feltrin (Finanças), Marcelo Cabral (Brasil), Micheli Rueda (On-line) Repórteres Amanda Vidigal, Ana Paula Machado, Ana Paula Ribeiro, Bárbara Ladeia, Carlos Eduardo Valim, Carolina Alves, Carolina Pereira, Cintia Esteves, Claudia Bredarioli, Daniela Paiva, Denise Barra, Domingos Zaparolli, Dubes Sônego, Elaine Cotta, Eva Rodrigues, Fabiana Monte, Fábio Suzuki, Felipe Peroni, Françoise Terzian, João Paulo Freitas, Juliana Rangel, Karen Busic, Luiz Silveira, Lurdete Ertel, Maria Luiza Filgueiras, Mariana Celle, Mariana Segala, Marina Gomara, Martha S. J. França, Michele Loureiro, Natália Flach, Nivaldo Souza, Paulo Justus, Pedro Venceslau, Priscila Dadona, Priscila Machado, Regiane de Oliveira, Ruy Barata Neto, Thais Folego, Vanessa Correia, Weruska Goeking Brasília Maeli Prado, Simone Cavalcanti Rio de Janeiro Daniel Haidar, Ricardo Rego Monteiro Arte Pena Placeres (Diretor), BettoVaz(Editor), Evandro Moura, Letícia Alves, Maicon Silva, Paulo Roberto Argento, Renata Rodrigues, Renato B. Gaspar, Tania Aquino (Paginadores), Infografia Alex Silva (Chefe), Anderson Cattai, Monica Sobral Fotografia Antonio Milena (Editor), Marcela Beltrão (Subeditora), Evandro Monteiro, Henrique Manreza, Murillo Constantino, Rafael Neddermeyer (Fotógrafos), Angélica Breseghello Bueno, Carlos Henrique, Fabiana Nogueira, Thais Moreira (Pesquisa) Webdesigner Rodrigo Alves Tratamento de imagem Henrique Peixoto, Luiz Carlos Costa Secretaria/Produção Shizuka Matsuno Departamento Comercial Paulo Fraga (Diretor Executivo Comercial), Mauricio Toni (Diretor Comercial), Júlio César Ferreira (Diretor de Publicidade), Ana Carolina Corrêa, Sofia Khabbaz, Valquiria Rezende, Wilson Haddad (Gerentes Executivos), Paulo Fonseca (Gerente Comercial), Celeste Viveiros, Mariana Sayeg (Executivos de Negócios), Jeferson Fullen (Gerente de Mercados), Andréia Luiz (Assistente Comercial) Projetos Especiais Márcia Abreu (Gerente), João Felippe Macerou Barbosa, Samara Ramos (Coordenadores), Daiana Silva Faganelli (Analista), Solange Santos (Assistente Executiva) Publicidade Legal Marco Panza (Diretor de Publicidade Legal e Financeira), Marco Aleixo (Gerente Executivo), Adriana Araújo, Ana Alves, Carlos Flores (Executivos de Negócios), Solange Santos (Assistente Comercial) Departamento de Marketing Anysio Espindola, Evanise Santos (Diretores), Rodrigo Louro (Gerente de Marketing), Giselle Leme, Roberta Baraúna (Coordenadores de Marketing). Operações Cristiane Perin (Diretora) Departamento de Mercado Leitor Nido Meireles (Diretor), Nancy Socegan Geraldi (Assistente Diretoria), Denes Miranda (Coordenador de Planejamento) Central de Assinantes e Venda de Assinaturas Marcello Miniguini (Gerente de Assinaturas), Vanessa Rezende (Supervisão de Atendimento), Conceição Alves (Supervisão) São Paulo e demais localidades Rio de Janeiro (Capital) (21) De segunda a sexta-feira - das 6h30 às 18h30. Sábados, domingos e feriados - das 7h às 14h. Central de Atendimento ao Jornaleiro (11) Jornalista Responsável Ricardo Galuppo TABELA DE PREÇOS Assinatura Nacional Trimestral Semestral Anual R$ 197,00 R$ 328,80 R$ 548,00 Condições especiais para pacotes e projetos corporativos (circulação de segunda a sexta, exceto nos feriados nacionais) Auditado pela BDO - Auditores Independentes Impressão: Editora O Dia S.A. (RJ) Nova Forma (SP) FCâmara Gráfica e Editora Ltda. (DF/GO)

4 4 Brasil Econômico Quinta, Quinta-feira, sexta-feira 30 deedezembro, fim semana, e 31 de dezembro, 2010, 1º e 2 de janeiro, 2011 DESTAQUE POLÍTICA ECONÔMICA Dez contribuições da iniciativa A reforma tributária é a maior reivindicação dos empresários à gestão de Dilma Rousseff, e ela pode ser desenhada ainda nos primeiros meses de mandato. Mas, a mudança do sistema fiscal não é a única demanda. Nas páginas a seguir, conheça outras medidas capazes de manter o bom desempenho da economia pelos próximos anos

5 Quinta, sexta-feira e fim de semana, 30 e 31 de dezembro, Quinta-feira, 2010, 30 1º ede2 dezembro, janeiro, Brasil Econômico 5 privada ao novo governo Ilustrações: Alex Silva Paulo Justus Chamada de reforma das reformas pela presidente eleita Dilma Rousseff, a revisão do sistema tributário está entre as principais reivindicações do setor produtivo brasileiro, mas requer tempo e negociação para tornar-se viável. Ela, porém, não é o único meio de manter o bom desempenho da economia nacional pelos próximos anos. Nas próximas páginas, representantes dos 10 principais segmentos econômicos indicam à presidente que toma posse dia 1º medidas que podem ajudar a manter o ritmo dos negócios em alta. Quanto a tão aguardada reforma tributária, especialistas em direito do Núcleo de Estudos Fiscais (NEF) da Fundação Getulio Vargas apontam medidas capazes de serem votadas e aprovadas ainda no primeiro semestre de Elas poderiam resolver grandes problemas atuais e abrir caminho para as profundas mudanças que o sistema exige. As alterações podem ser feitas por meio de projetos de lei, sem a necessidade de emendas constitucionais. O excesso de mudanças na Constituição é um dos motivos que dificultam a aprovação da reforma que tramita no Congresso. É muita coisa para colocar na Constituição, que pode gerar contencioso judicial, diz Vanessa Rahal Canado, coordenadora adjunta do NEF. Entre as alternativas, que podem ser adotadas logo no começo do mandato, estão ações para aumentar a transparência dos tributos, como eliminar a cobrança em cascata do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Hoje, o ICMS é incluído dentro da sua própria base de cálculo, o que camufla o real peso do imposto. Se você calcular o peso do ICMS da conta de luz, por exemplo, vai perceber que o tributo equivale a cerca 33% do preço da energia fornecida, valor maior do que a alíquota de 25% do imposto, diz Vanessa. Outra proposta para simplificar e trazer mais clareza ao sistema seria unificar a cobrança dos impostos federais, estaduais e municipais sobre o consumo (IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS). Segundo Vanessa, essa é uma das maiores críticas ao atual modelo. Se deixarmos a carga tributária transparente as próprias pessoas vão pressionar o Congresso pela redução da carga, diz. Também para simplificar a arrecadação, o NEF propõe que a declaração de imposto de renda seja elaborada pela própria Receita Federal, a partir das informações da fonte pagadora. Com base nos dados recebidos, o contribuinte poderia, então, confirmar ou corrigir a declaração. Pessoas jurídicas Entre as mudanças voltadas às empresas estão o aumento do prazo para a entrada em vigor de mudança tributária ou de elevação de alíquota, de três para seis meses. Essa medida traria mais segurança às empresas, afirma o coordenador do núcleo, Eurico Marcos de Santi. As propostas do núcleo também incluem medidas para reduzir os conflitos entre os estados e municípios. A primeira medida para isso seria unificar a legislação utilizada pelos órgãos fazendários de todas as instâncias. Para aumentar o controle e assegurar uma divisão mais igualitária de receitas, o NEF recomenda a inclusão de todas as receitas federais, exceto as contribuições previdenciárias, como recursos partilháveis pelos fundos de participação de estados e municípios. A medida teria o objetivo de evitar a proliferação de contribuições federais não-partilháveis entre estes entes federativos. Participação Além das medidas de transparência, o sistema tributário carece de uma maior interação com a sociedade, na avaliação dos especialistas. Para ampliar o diálogo, o núcleo defende também a criação do Conselho Nacional Fiscal, inspirado no Conselho Nacional de Justiça, que serviria para coordenar as políticas fiscais e prestar contas. Outro instrumento que seguiria a ideia de controle seria a introdução da ideia de dividendos tributários, que permitiriam a redução gradativa da carga de impostos a partir do atendimento de metas de arrecadação e eficiência do fisco. Para de Santi, esse conjunto de propostas levará a uma reforma tributária positiva, não encampada por associações ou entidades com interesses específicos. Estes temas têm condições de obter consenso, afirma.

6 6 Brasil Econômico Quinta, Quinta-feira, sexta-feira 30 deedezembro, fim semana, e 31 de dezembro, 2010, 1º e 2 de janeiro, 2011 DESTAQUE POLÍTICA ECONÔMICA Exportadores apostam em soluções mais rápidas para investir Luiz Silveira A consolidação de uma política de comércio exterior e a desoneração dos investimentos passam a ser as grandes bandeiras do segmento, porque independem de uma reforma ampla. Não é possível tributar a semente se ainda nem há o fruto, diz José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) Murillo Constantino MARCUS VINÍCIUS PRATINI DE MORAES A reforma tributária não pode ser feita antes da reforma política, na avaliação do ex-ministro da Agricultura e de Indústria e Comércio. No comando do comitê de estratégia do grupo JBS, maior exportador de carne do país, Pratini de Moraes diz que, no atual sistema político, o fato de cada estado ter liberdade de fazer seu próprio código tributário inviabiliza um acordo no Congresso. Àespera da reforma tributária há mais de uma década, os empresários dos principais setores exportadores perderam a crença de que podem ganhar a guerra contra o emaranhado de taxas e impostos em único golpe, e decidiram investir em pequenas batalhas diárias. O governo tem uma margem de manobra muito pequena para operar uma reforma tributária, que mesmo assim levaria cinco anos, diz o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. Defensores históricos da reforma, os exportadores cansaram de reclamar da guerra fiscal entre os estados, da burocracia do sistema de arrecadação e do acúmulo de créditos tributários que inviabiliza a desoneração efetiva das exportações. Não acredito ser possível realizar a reforma tributária sem antes fazer a reforma política, diz o ex-ministro da Agricultura e da Indústria e Comércio Marcus Vinícius Pratini de Moraes, presidente do comitê estratégico do grupo JBS maior exportador de carne bovina do país. Sua argumentação é que, no atual sistema, os estados criam seus próprios códigos tributários e as negociações no Congresso Nacional desaguarão invariavelmente em impasses insolúveis, no momento em que os parlamentares não abrirem mão de receitas para seus estados ou para os setores econômicos que estão em sua base política. Há margem, no entanto, para que o governo tome medidas menores que aumentem a competitividade e estimulem os investimentos das empresas exportadoras. Uma primeira proposta que Castro considera viável é a imediata liberação dos créditos tributários represados para a realização de investimentos. Precisamos desonerar os investimentos em máquinas e equipamentos, defende ele, tendo em mente que o momento de câmbio apreciado e exportações de manufaturados menor é ideal para modernizar o parque industrial. Não é possível tributar a semente se ainda nem há o fruto, diz ele. Reduzir as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre máquinas e equipamentos para zero, por exemplo, é uma medida que independe da reforma tributária e que, na sua opinião, pode ser feita imediatamente. Medidas nesse sentido também ajudariam a estimular a exportação de bens manufaturados, em um momento em que são as commodities que sustentam o saldo comercial. O Brasil é competitivo, é o maior exportador líquido de alimentos, mas não podemos viver apenas de produtos primários, diz Pratini, ele próprio um representante do setor ruralista. Mais até do que com as exportações da indústria, o ex-ministro se preocupa com a balança de serviços, que já representam mais da metade das transações internacionais, mas nos quais não somos competitivos. Além disso, Castro considera que o mercado de commodities é muito vulnerável a flutuações de preços e não cria fidelidade do comprador, o que gera instabilidades. Mas a importância de decisões políticas que melhorem a estrutura tributária, com ou sem uma reforma ampla, também pode estar ofuscando problemas operacionais de governo, que afetam igualmente aqueles que tentam vender para o exterior. Não existe uma política de comércio exterior de governo, e sim de ministério, afirma Castro, da AEB. Temos ilhas de eficiência no Brasil, como o Siscomex e as eleições eletrônicas, que precisam ser disseminadas para melhorar a eficiência da gestão pública, afirma o consultor e empresário Ingo Plöger, sócio da Companhia Melhoramentos. Cobrando com mais eficiência, defende ele, o governo poderia cobrar menos sem perder arrecadação.

7 Quinta, sexta-feira e fim de semana, 30 e 31 de dezembro, Quinta-feira, 2010, 1º 30e de 2 dezembro, janeiro, Brasil Econômico 7 Importadores cobram política industrial efetiva para incentivar produção Cláudia Bredarioli Importação em alta indica fortalecimento da atividade econômica nacional e, para as empresas do segmento, há espaço tanto para a produção local quanto para a externa, diante do crescimento contínuo da economia brasileira Marcelo Justo/Folhapress OTÁVIO PIVA DE ALBUQUERQUE Para o presidente da importadora Expand, a necessidade de uma reforma tributária é premente para desonerar a atividade do setor e, principalmente, reduzir o contrabando. O executivo acredita que o consumo de importados, especialmente os vinhos, só tende a crescer no próximo ano. Oincentivo à produção sustentado por uma efetiva política de desenvolvimento industrial é, para os importadores brasileiros, a principal necessidade que o Brasil deve superar para manter o crescimento econômico nos próximos anos. Se a reforma tributária sair do papel, isso também será positivo, porque certamente vai desonerar a aquisição de bens de capital, afirma Ennio Crispino, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei). Vista muitas vezes sob ótica negativa, pelo peso deficitário que traz à balança comercial do país, a importação em alta, na verdade, reflete o avanço na atividade produtiva, conforme destaca Crispino, reforçando que há espaço suficiente tanto para a produção nacional quanto para a importada, diante do crescimento contínuo da economia brasileira. O aumento da importação não é nada prejudicial ao país, diz. E é justamente a importação que permite o desenvolvimento de grandes empresas nacionais, como a Embraer, que tem 85% de seu custo de produção calculado em moeda estrangeira. Não temos como produzir sem importar, e isso para nós não é um gargalo. Temos todas as questões burocráticas equacionadas nesse sentido, mas acredito que a desoneração poderia trazer benefícios para outras empresas que formam essa cadeia produtiva, afirma Luiz Carlos Aguiar, vice-presidente executivo financeiro e de relações com investidores da companhia. Varejo Não só na indústria, mas também no varejo, os importados ganharam destaque em consumo ao longo de E as expectativas para o próximo ano são ainda mais otimistas. Otávio Piva de Albuquerque, presidente da importadora Expand, por exemplo, estima entre 15% e 20% o aumento do consumo de vinhos no próximo ano. Ele também está entre os empresários que fazem coro em defesa da urgência da realização de uma reforma tributária no país. A carga tributária alta só favorece o contrabando. Precisamos da desoneração para que o mercado cresça de maneira saudável, pondera. Segundo Piva de Albuquerque, atualmente o Brasil importa cerca de 7 milhões de caixas de vinho por ano, ante 1 milhão nos anos É um mercado que amadure e começa a comprar mais os vinhos de alta qualidade, diz.

8 8 Brasil Econômico Quinta, Quinta-feira, sexta-feira 30 deedezembro, fim semana, e 31 de dezembro, 2010, 1º e 2 de janeiro, 2011 DESTAQUE POLÍTICA ECONÔMICA Setor elétrico aguarda revisão tarifária e novos investimentos em geração Priscila Machado O vencimento das concessões também preocupa as lideranças do setor energético; entre 2015 e 2017 encerram as concessões de 58 hidrelétricas que, juntas, têm capacidade de geração da ordem de MW o equivalente a duas Belo Monte. Expiram também as concessões de 73 mil quilômetros de linhas de transmissão, mais de 50% das linhas em operação no país FERNANDO UMBRIA (À ESQ.) E PAULO PEDROSA Com base no estudo Efeitos do Preço da Energia no Desenvolvimento Econômico Cenários até 2020, elaborado pela FGV Projetos, Pedrosa, presidente da Abrace, e Umbria, assessor da entidade, afirmam que, com a manutenção dos atuais custos de energia, a economia brasileira poderá ter um decréscimo de 17,2 pontos percentuais no período entre , apesar dos avanços do último ano. Dilma Rousseff assume a presidência da República com o desafio de produzir mais energia e de forma mais barata. As lideranças da cadeia energética esperam que a experiência como ex-ministra de Minas e Energia garanta uma revisão dos tributos e uma aplicação dos recursos de forma mais eficiente. A Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) apoia a locação da energia existente das usinas cujas concessões vencem nos próximos anos a todos os consumidores do país, corporativos ou finais, a preços competitivos. A entidade defende ainda a redução e até mesmo a extinção de alguns tributos, numa revisão tarifária profunda. Se o governo assumisse custos pelo Tesouro Nacional e tornasse o setor elétrico mais eficiente seria uma extraordinária estratégia para o crescimento econômico no país, diz Paulo Pedrosa, presidente da Abrace. A avaliação de Pedrosa é parcialmente baseada no estudo inédito Efeitos do Preço da Energia no Desenvolvimento Econômico Cenários até 2020, elaborado pela FGV Projetos, com o apoio da consultoria Andrade & Canellas e do professor Adilson de Oliveira, da Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ). O levantamento mostra o impacto de algumas mudanças nas condições de fornecimento da energia. Segundo as projeções, mantidas as atuais condições, o Brasil terá, no período de 2009 a 2020, um crescimento econômico médio real de 4,99%. No entanto, com a redução de algumas distorções dos custos finais da energia causados em grande parte pela carga tributária e a busca de aumento da eficiência no setor, o país poderia chegar em 2020 com uma taxa anual média de 5,91% o que implica um aumento da produção nas usinas para dar conta dessa nova demanda. Fernando Umbria, assessor da Abrace, destaca que, nos últimos 10 anos, a energia para o consumidor industrial subiu 100%. Sem uma reversão, nossa estimativa éadequesuba mais 30% nos próximos cinco anos, afirma. Geração crescente Do lado dos produtores, a expectativa é ver em prática o plano decenal da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que prevê um acréscimo de 8 mil megawatts (MW) de fontes complementares na matriz energética brasileira. Ricardo Pigatto, presidente do Conselho da Associação Brasileira dos Geradores de Energia Limpa (Abragel), espera isonomia para as três principais fontes alternativas (eólica, pequenas centrais hidrelétricas e biomassa). É necessário separá-las no leilão para que não fiquem competindo entre si, diz. Ele destaca ainda a necessidade de pulverizar a geração de energia para diversas regiões, a fim de reduzir os custos crescentes com a construção de linhas de transmissão. Concessões em xeque A presidente eleita vai herdar do governo anterior a decisão sobre o que fazer em relação as concessões do setor elétrico que vencem nos próximos anos. A definição recairá sobre 58 hidrelétricas com capacidade de geração de 21,5 mil MW e 73 mil quilômetros de linhas de transmissão. Pela atual legislação, não há a possibilidade de renovação, mas a pressão é grande já que inclui ativos de grupos como a Eletrobras e a Companhia Energética de São Paulo (Cesp), entre outros. O grande desafio do próximo governo é resolver, em curto espaço de tempo, a questão da concessão. Existem contratos que se encerram no final de 2012 e essas decisões não podem ser tomadas da noite para o dia, diz Silvio Areco, diretor executivo da Andrade & Canellas.

9 Quinta, sexta-feira e fim de semana, 30 e 31 de dezembro, Quinta-feira, 2010, 30 1º ede2 dezembro, janeiro, Brasil Econômico 9 Desonerar folha de pagamento é dar competitividade à indústria Simone Cavalcanti, de Brasília Na proposta de Reforma Tributária que tramita no Congresso, cai de 20% para 14% a alíquota sobre o salário paga como contribuição para a Previdência. E está é uma das grandes questões a ser enfrentadas, uma vez que a desoneração beneficiaria o setor produtivo, mas sobrecarregaria o financiamento da Previdência Fotos: Igo Estrela Se for para escolher apenas um ponto de partida para a reorganização de uma política tributária no primeiro instante do governo de Dilma Rousseff, representantes da indústria nem titubeiam: a desoneração da folha de pagamento. Segundo Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a medida teria repercussão em vários segmentos econômicos, uma vez que elevaria a competitividade das empresas. É competitividade na veia do produtor, endossa Flávio Castelo Branco, gerente de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Isso porque, diz, a redução de custos também ocorreria para os fornecedores de matérias-primas, uma vez que a desoneração fosse linear e atingisse todas as cadeias produtivas. Segundo o executivo, a redução desses custos seria um elemento importante principalmente para concorrer com os produtos asiáticos. Na proposta de Reforma Tributária que tramita no Congresso Nacional, enviada pelo Executivo, cai de 20% para 14% a alíquota sobre o salário paga como contribuição à Previdência. E está é uma das grandes questões a ser enfrentada, uma vez que a desoneração beneficia o setor produtivo, mas sobrecarrega o financiamento da Previdência. Neste último caso, o governo teria de assumir que o Tesouro vai repassar um volume maior de recursos para cobrir os rombos. Para Castelo Branco, não adianta reduzir a tributação sobre a folha e aumentar a alíquota sobre o faturamento. Mudar a fonte não é desoneração, é transferência. E isso não resolver nada, afirma. Antes mesmo de Dilma Rousseff ser eleita, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já havia afirmado que a desoneração da folha de pagamento ficaria para o próximo governo. Segundo ele, a renúncia fiscal com essa medida seria da ordem de R$ 5 bilhões anuais e não foi feita antes porque a crise financeira mundial impediu. Para investir mais Outro ponto no topo da lista de preocupações dos representantes da indústria diz respeito à carga de tributos sobre os investimentos. Para que as inversões sejam robustas o bastante a ponto de alavancar o crescimento do país ao longo dos anos, o peso dos impostos precisa diminuir. Para Skaf, desoneração e investimentos deveriam ser tratados pelo governo como uma palavra composta. Investimento é uma coisa que não pode sofrer tributação, diz. Segundo ele, as inversões têm impacto direto sobre a atividade da indústria e tem como efeito colateral o imediato aumento de arrecadação para os cofres públicos, porque as empresas vão produzir mais, exportar mais e ter mais receita sobre a qual incidem dois tributos importantes, o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). O argumento é o de que a disposição de erguer fábricas e ampliar plantas produtivas fica esmorecida. Quando a construção de uma fábrica começa, a matéria-prima já vem tributada, sendo que o mesmo acontece ao comprar as máquinas e os equipamentos. Significa dizer que o empresário está pagando impostos sem ter obtido a receita sobre a venda dos produtos que vai fabricar. Com isso, o custo de investir no Brasil é 20% maior do que em qualquer lugar do mundo. Não faz sentido tributar bens destinados a investimentos. Isso só aumenta o custo do projeto e desestimula a investir, diz Castelo Branco, ressaltando que o maior problema hoje está mais ligado aos estados e à cobrança de uma alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 18% (no caso de São Paulo) para bens de capital. Apesar de esse pagamento gerar um crédito tributário, ele só pode ser reavido pelo investidor ao longo de 48 meses. No plano federal, houve algum avanço, e os créditos recolhidos como PIS e Cofins podem ser recuperados em 12 meses. FLÁVIO CASTELO BRANCO Não faz sentido tributar bens destinados a investimentos. Isso só aumenta o custo do projeto e desestimula a investir, afirma o gerente de Política Econômica da CNI, sobre a tributação de matéria-prima e bens de capital usado em novas plantas fabris.

10 10 Brasil Econômico Quinta-feira, Quinta, sexta-feira 30 deedezembro, fim semana, e 31 de dezembro, 2010, 1º e 2 de janeiro, 2011 DESTAQUE POLÍTICA ECONÔMICA Agregar valor à agropecuária e estimular bioenergia são desafios de Dilma Luiz Silveira O modelo de desoneração das exportações baseado nos créditos tributários não funciona mais no agronegócio e desestimula a industrialização de produtos do setor, afirma Luiz Antonio Pinazza, diretor da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag) Divulgação MARCOS JANK Queremos encontrar soluções tributárias que reconheçam as vantagens dos biocombustíveis sobre os derivados de petróleo e permitam um novo ciclo de investimentos ordenado, afirma o presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica). Os tributos sobre combustíveis e automóveis muitas vezes não estimulam o uso da energia limpa, apesar de o Brasil ser referência mundial no tema. Éantiga a preocupação com a dependência que a balança comercial brasileira possui em relação aos produtos básicos, de baixo valor agregado. Agora, o tema está dominando a agenda do próprio agronegócio, setor que carrega o superávit comercial do Brasil exportando grãos, café, carnes in natura, açúcar e suco de laranja. A Lei Kandir desonerou a produção básica e permitiu o desenvolvimento do Brasil Central, mas agora é preciso penalizar cada vez menos o valor agregado, afirma o diretor da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), Luiz Antonio Pinazza. O próprio sistema tributário, portanto, acaba por desestimular a exportação de produtos agropecuários de maior valor agregado. Um dos pontos centrais dessa tese é o modelo de desoneração das exportações por meio da geração de créditos tributários. Os impostos são pagos ao longo da cadeia, mas o exportador fica com um crédito para descontar de outras obrigações. O problema é que as empresas exportadoras muitas vezes não têm volume de vendas domésticas que gere impostos devidos suficientes para gastar os créditos gerados. Além de os créditos ficarem represados no governo, há o problema de desonerações domésticas ao agronegócio estarem diminuindo as chances de os exportadores aproveitarem esses recursos. É o que está acontecendo na cadeia da soja: desde 24 de novembro está suspensa a cobrança de PIS e Cofins sobre as vendas internas de óleo e farelo, de forma que o exportador não tem mais como usar os créditos tributários para pagar essas obrigações nas vendas domésticas. O resultado é que acaba dando na mesma exportar o grão ou o produto industrializado. O mesmo já havia ocorrido neste ano com a suspensão do PIS e do Cofins na carne bovina. A desoneração do óleo e do farelo é boa, porque prioriza o valor agregado em detrimento do grão, mas mostra que o modelo de créditos tributários não funciona mais, critica Pinazza. Biocombustíveis Referência mundial em biocombustíveis, também neste setor o Brasil vê ineficiências tributárias ajudarem a estagnar investimentos em etanol, biodiesel e bioeletricidade. Queremos encontrar soluções tributárias que reconheçam as vantagens dos biocombustíveis sobre os derivados de petróleo, explica o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, Marcos Jank. As três propostas principais para isso consistem em correções do que considera injustiças tributárias. A primeira demanda é que a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os automóveis, hoje definida conforme a motorização, passe a ser proporcional à emissão de poluentes. Isso faria com que as fabricantes de motores flex, que hoje são motores a gasolina adaptados, se esforçassem para produzir equipamentos mais eficientes com etanol, afirma Jank. A segunda meta é que a Contribuição de Intervenção sobre Domínio Econômico (Cide) sobre os combustíveis seja mais baixa para os biocombustíveis do que para a gasolina e o diesel, que emitem mais carbono e poluentes e, por consequência, geram mais prejuízos à saúde. Por fim, talvez a demanda mais complexa das três é a unificação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o álcool, que hoje varia conforme o estado. Os próprios estados podem fazer isso, como Minas Gerais está fazendo agora, diz Jank. O estado, que é o segundo maior produtor de cana do país, está reduzindo o ICMS do etanol de 25% para 22%, ao mesmo tempo em que amplia a alíquota da gasolina de 25% para 27%. Em São Paulo, o ICMS do álcool é de 12%.

11 Quinta, sexta-feira e fim de semana, 30 e 31 de dezembro, Quinta-feira, 2010, 30 1º de e 2dezembro, janeiro, Brasil Econômico 11 Mercado de capitais exige mais segurança e coerência macroeconômica Maria Luíza Filgueiras A falta de estratégia macroeconômica global chamou a atenção no governo Lula e pode se repetir na gestão Dilma, segundo José Luís Oreiro, professor de Economia da UnB. Para ele, há medidas contraditórias, como a redução do IOF para estimular investimentos privados num momento em que é preciso aprofundar o controle de capitais por causa da apreciação do real Murillo Constantino Oestímulo à participação privada nos investimentos no país pode ser considerado a principal expectativa do mercado de capitais em relação ao novo governo. Isso implica em tornar o ambiente de negócios mais atraente para investidores institucionais, pessoas físicas e estrangeiros, em termos de retornos e tributos, abrir espaço para competitividade dos bancos privados e manter uma taxa de câmbio equilibrada. Por outro lado, reduzir a atuação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) e a pressão sobre a política monetária, por meio de uma política fiscal mais refinada. Boa parte do que a indústria de capitais pleiteava foi atendida este mês, com o pacote anunciado pelo Ministério da Fazenda para estimular investimento de longo prazo, incluindo isenção de tributos para investidores estrangeiros e pessoas físicas na compra de debêntures e redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para fundos de participação. No mesmo dia, a Comissão de Valores Mobiliários publicou instrução que regula a oferta pública de Letras Financeiras, que ajudam os bancos a ampliar os prazos de financiamentos, sem descasamento com o funding. A questão agora não é o que falta, mas como podemos continuar avançando, no longo prazo, numa atuação conjunta entre reguladores e autorregulação, diz Marcelo Giufrida, presidente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. Eventos como exploração da camada pré-sal, Olimpíada e Copa demandam volume substancial de investimentos, que precisarão vir do mercado privado. Para cada 5% de crescimento do PIB é necessário um aumento de 25% em investimentos. Os investimentos públicos também precisam aumentar, segundo José Luis Oreiro, professor de Economia da Universidade de Brasília e diretor da Associação Keynesiana Brasileira, e contribuir para acalmar o mercado em relação à preocupação com a política fiscal do país. Ele destaca que, quando se fala em política fiscal, dois pontos têm que ser avaliados: a sustentabilidade da dívida e a composição do gasto público. Não vejo ameaça no primeiro aspecto no curto prazo, já que o superávit primário de 2% é suficiente para manter a dívida pública em trajetória cadente. Minha preocupação se refere à composição do gasto, diz. Para Oreiro, o investimento público precisa aumentar significativamente para manter a conta pública saudável. Hoje representa 1,2% do PIB, mas, para manter um crescimento do produto interno no ritmo de 5% a 6%, precisaria ter uma fatia equivalente a 4% do PIB. Temos um padrão ruim de gasto público que é de muito custeio e pouco investimento. Medidas contraditórias A tendência é que o real continue apreciado, o que exige do governo um aprofundamento no controle de capitais, como aumento de IOF. Por outro lado, como quer estimular investimento privado, o governo acaba de reduzir esse tributo. A falta de estratégia macroeconômica global chamou a atenção no governo Lula e pode se repetir na gestão Dilma. As iniciativas são contraditórias, diz Oreiro. Se tenho um problema de apreciação do câmbio, não é o momento de discutir repatriação de capital, por exemplo. Se é preciso aumentar investimento, a taxa de juros tem que ser reduzida, o regime de meta reformatado e a letra financeira do Tesouro eliminada. O mercado financeiro também quer ver a continuidade da independência do Banco Central nas decisões sobre política monetária, longe dos mandos no Ministério da Fazenda. Não vejo ameaça nesse sentido, com a nomeação de (Alexandre) Tombini. A ata do Copom já indicou também um aumento da taxa de juro, mostrando que o BC vai continuar fazendo seu trabalho, diz Oreiro. MARCELO GIUFRIDA A questão agora não é o que falta, mas como podemos continuar avançando, no longo prazo, numa atuação conjunta entre reguladores e autorregulação, diz o presidente da Anbima. Eventos como exploração da camada pré-sal, Olimpíada e Copa do Mundo demandam volume substancial de investimentos, que precisarão vir do mercado privado.

12 12 Brasil Econômico Quinta-feira, Quinta, sexta-feira 30 deedezembro, fim semana, e 31 de dezembro, 2010, 1º e 2 de janeiro, 2011 DESTAQUE POLÍTICA ECONÔMICA Fortalecimento da Anatel e uso de fundos setoriais dariam impulso a operadoras Fabiana Monte Para o presidente da Telcomp, João Moura, é preciso uma articulação de políticas públicas entre o Ministério das Comunicações e a Anatel, mas que também abranja o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e o Ministério da Ciência e Tecnologia, de forma que os programas do governo na área estejam alinhados Bruno Stuckert Oex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, descarta a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff solucionar, em médio prazo, uma das principais reclamações das operadoras de telecomunicações: a alta carga tributária. As empresas têm razão, mas é preciso desinflar a expectativa de uma reforma tributária, disse, em evento recente, em São Paulo. Segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia Celular e Pessoal (Sindi- Telebrasil), os impostos respondem por entre 40,15% e 63% do valor mensal da conta de telefone. Não podemos continuar olhando para telecomunicação como há 20 anos, porque hoje ela tem outra importância na sociedade, afirma João Moura, presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp). Porém, diante do cenário proposto por Nóbrega, outras alternativas podem ajudar a impulsionar o segmento, a começar pela aplicação de fundos como Fust, Funttel e Fistel, que, juntos, arrecadaram R$ 6,7 bilhões em Eduardo Levy, diretor-executivo do SindiTelebrasil, diz que esses recursos poderiam ser usados para levar serviços a regiões desinteressantes para o setor privado. Moura, por outro lado, lembra que a iniciativa privada tem um grande apetite para investir no país, mas que, para isso, o governo deve garantir um ambiente de negócios com regras claras e estáveis. O governo não precisa investir; seria mais interessante que ele estimulasse a demanda, diz, referindo-se à recriação da Telebrás. Para Alcides Troller Pinto, vice-presidente de marketing e comunicação da GVT, garantir previsibilidade passa pela revisão do ambiente regulatório que permeia os setores de telecomunicações, TV a cabo e radiodifusão. O executivo cita como exemplo o Projeto de Lei nº 116/2010, que trata da entrada das operadoras de telefonia no mercado de TV paga, e que está em tramitação no Senado. É impossível colocar uma empresa que distribui banda larga em alta velocidade fora do negócio de entretenimento, porque, na prática, ela já faz parte dessa cadeia, diz. A regulamentação não pode ser um obstáculo à adesão de uma tecnologia que vai promover novos serviços, afirma. Fortalecimento da Anatel Moura acrescenta que a articulação de políticas públicas também é fundamental neste cenário. É extremamente importante que o novo governo corrija o problema que tivemos com o Ministério das Comunicações e com a Agência Nacional de Telecomunicações [Anatel], afirma ele, sobre o enfraquecimento do ministério e da agência durante o governo Lula, com a centralização de decisões na Casa Civil. É preciso haver uma articulação de políticas públicas entre o Ministério das Comunicações e a Anatel, mas que também abranja o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e o Ministério da Ciência e Tecnologia, de forma que os programas do governo na área estejam alinhados, afirma Moura. O ministério das Comunicações tem de voltar a ser forte. Do contrário, só confunde o mercado, diz Aluizio Byrro, presidente do conselho de administração da Nokia-Siemens para a América Latina. Na avaliação de Moura, a escolha do ministro Paulo Bernardo para o Ministério das Comunicações é positiva, pois Bernardo é um nome forte e conhecido por sua disciplina na área financeira. Com o ministério bem articulado com a Anatel e outros órgãos do governo, com regras confiáveis e direcionamento para a competição, o investimento privado vai fluir, afirma. EDUARDO LEVY À frente do SindiTelebrasil, o executivo lança a proposta de um sistema tributário diferenciado para os serviços de banda larga, que contam com um número pequeno de assinantes no país e não apresentam uma arrecadação relevante. Se os estados eliminassem o ICMS deste tipo de serviço para uma parcela mais sensível a preço, acabaria gerando uma demanda que não existe, diz.

13 Quinta, sexta-feira e fim de semana, 30 e 31 de dezembro, Quinta-feira, 2010, 30 1º ede2 dezembro, janeiro, Brasil Econômico 13 Facilitar o crescimento de empresas inovadoras garante emprego e renda Amanda Vidigal Amorim Possibilidade de criação de um novo ministério voltado às micro e pequenas empresas mostra a importância de se discutir o tema. Mas, para especialistas, com ministério próprio ou não, algumas iniciativas devem ser lançadas para que o Brasil melhore sua vocação empreendedora, por exemplo, medidas que diminuam a mortalidade precoce das empresas Divulgação MARCELO NAKAGAWA Segundo o consultor e professor de empreendedorismo e inovação, falta aos empreendedores planejar melhor a criação do negócio. As pessoas não passam muito tempo pesquisando e levantando possíveis problemas. Só estão interessadas em abrir a empresa, afirma. Cursos on-line seriam uma forma rápida e barata de promover a capacitação dos pequenos empresários, diz Nakagawa. Atroca de governo é uma esperança no que diz respeito ao incentivo ao empreendedorismo no Brasil. Esta é a opinião de Mara Sampaio, psicóloga e especialista em cultura empreendedora, para quem a possibilidade de criação de um novo ministério voltado às micro e pequenas empresas já mostra a importância de se discutir o tema. Mas, para Tales Andreassi, coordenador do curso de empreendedorismo e novos negócios da Fundação Getulio Vargas, o novo ministério só será eficiente se quem estiver à frente dele entender a importância econômica do segmento. Se for apenas um cargo político, não vai mudar nada. Precisamos esperar e ver o que vai acontecer, diz Andreassi. Com ministério próprio ou não, os especialistas afirmam que algumas iniciativas podem ser lançadas, ainda no início do mandato, para que o Brasil melhore sua vocação empreendedora, por exemplo, medidas que diminuam a mortalidade precoce das empresas. Hoje, quase 30% das novas empresas fecham antes de completar um ano. Segundo Marcelo Nakagawa, consultor e professor de empreendedorismo e inovação, a base para a mudança de cenário seria um melhor planejamento para o negócio. As pessoas não passam muito tempo pesquisando e levantando possíveis problemas. Só estão interessadas em abrir a empresa, afirma. Como as pequenas empresas juntas são as maiores empregadoras do país são responsáveis por 52,3% da mão de obra formal do Brasil, aumentar as chances de sobrevivência delas é criar um motor de geração de emprego e renda. Na visão de Nakagawa, é preciso incluir os aposentados no programa. Podemos copiar um modelo que existe nos Estados Unidos, de uma organização que cadastra aposentados para serem voluntários em empresas. Existem pessoas que trabalharam anos no mercado financeiro, em grandes indústrias e que, ao se aposentar, guardam todo aquele conhecimento. Isso é uma maneira de ajudar empreendedores e os próprios aposentados. Outra iniciativa, no curto prazo, segundo Nakagawa, seria criar uma espécie de Poupatempo do Empreendedor, referindose ao centro paulista que reúne vários tipos de serviços estaduais, como renovação e atualização de documentos. Mara afirma ainda que a próxima presidente também pode explorar melhor os recursos de educação a distância para promover o empreendedorismo. Em concordância, Andreassi, Mara e Nakagawa dizem essa tecnologia possibilita uma interação maior entre empreendedores e interessados no tema. Poderiam criar uma rede em que investidores que optam por projetos inovadores pudessem avaliar planos de negócio, por exemplo, afirma Nakagawa. Exemplos externos Favorecer a troca de experiências, especialmente internacionais, é outra iniciativa fácil e importante, diz Mara. Abrir o Brasil para empreendedores de outros países seria de grande valor. Nós ganharíamos com a cultura de inovação que esses empreendedores têm a oferecer, além da geração de empregos. Esses estrangeiros ganhariam apoio do nosso país, já que não encontraram isso em seu próprio território, afirma a especialista. Mara acredita que não é preciso ir muito longe para buscar bons exemplos. O Chile, diz ela, é um dos grandes exemplos em criação de empresas inovadoras. Boas iniciativas devem ser replicadas, e o Chile pode muito bem nos servir de exemplo. Iniciativas internas também são pouco divulgadas, caso de Santa Rita do Sapucaí, no interior de Minas Gerais, que é um polo de tecnologia. A cidade receberá, em abril de 2011, o Workshop de Formação de Empreendedores Universitários.

14 14 Brasil Econômico Quinta, Quinta-feira, sexta-feira 30 deedezembro, fim semana, e 31 de dezembro, 2010, 1º e 2 de janeiro, 2011 DESTAQUE POLÍTICA ECONÔMICA Para manter vantagens, governo deve assumir opção por economia verde Martha San Juan França Empresários mais comprometidos com a sustentabilidade lembram que Brasil sai na frente em questões como energia limpa e metas para redução de emissões de carbono. Mas, novo governo deve sinalizar que está associado à preocupação de contemplar as demandas econômicas e socioambientais do país, em vez de pensar apenas no curto prazo. Ou então perderá as oportunidades de negócio na futura economia verde Henrique Manreza JORGE ABRAHÃO Mais do que ações pontuais, seria necessário que o próximo governo sinalizasse para uma contextualização da sustentabilidade de uma forma plena que abrangesse todas as dimensões da sociedade, diz o presidente do Instituto Ethos. Para ele, isso significa comprometimento com a transparência política, a redução da desigualdade e o investimento que leve em conta o meio ambiente. Apreocupação ambiental fez do Brasil um destaque nas duas conferências mundiais do clima em Copenhague e Cancún por ter tomado a dianteira e estabelecido metas de redução das emissões de carbono. O tema foi considerado importante o bastante também para guindar a senadora Marina Silva, defensora da causa verde, a um patamar relevante na disputa eleitoral deste ano. Movimentou o debate sobre a construção de novas hidrelétricas, a aplicação dos ganhos do présal, a reforma do Código Florestal, o agronegócio exportador, o valor das florestas e da biodiversidade e a queda do desmatamento. Pode ser considerado um diferencial do país na corrida do mundo empresarial para limpar ainda mais a economia. Mas, não pode ser tratado com meias medidas, lembram os empresários mais engajados com a causa ambiental e a sustentabilidade. Mais do que ações pontuais, seria necessário que o próximo governo sinalizasse para uma contextualização da sustentabilidade de uma forma plena, que abrangesse todas as dimensões da sociedade, diz o empresário Jorge Abrahão, presidente do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. Isso significa, além de um comprometimento com a transparência política e a redução da desigualdade social, um programa de investimentos que coloque o componente ambiental como fator determinante. Abrahão exemplifica: Programas como Minha Casa Minha Vida, ampliação da infraestrutura como a construção de hidrelétricas, rodovias e ferrovias devem ter embutidos uma estratégia de crescimento econômico, mas também de conservação. Mesmo porque, acrescenta Oded Grajew, também do Instituto Ethos, nosso rico patrimônio ambiental, ao longo do tempo, será cada vez mais valorizado. É como se tivéssemos um ativo que ninguém tem, em um mundo no qual os centros mais desenvolvidos são obrigados a enfrentar o caríssimo desafio de substituir o uso de combustíveis fósseis por energias renováveis. Sem o risco de acomodação É preciso investimentos em carros híbridos e em combustível renovável, na conservação da biodiversidade e das florestas, eficiência energética e na política de consumo consciente, afirma Grajew. O papel do governo é dar suporte institucional, fiscal, tributário e financeiro nessa direção. Entre outras coisas, diz o diretor de sustentabilidade da Natura, Marcos Vaz, o governo deveria investir em uma lei de acesso à biodiversidade. O marco legal vigente cerceia a pesquisaealivreiniciativa e inviabiliza o uso sustentável da biodiversidade brasileira. Para Marina Grossi, presidente executiva do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), as escolhas do governo precisam estar associadas à visão de longo prazo e à preocupação central de contemplar de forma mais harmoniosa possível as demandas econômicas e socioambientais do país. O CEBDS acaba de lançar a versão em português do Visão 2050, a nova agenda para as empresas, uma adaptação brasileira ao estudo internacional que aponta diretrizes para um mundo sustentável. Nosso desafio é manter baixo o nível de desmatamento, mesmo quando aumentar a demanda por commodities, para que a salvaguarda das florestas não esteja ao sabor do preço da soja e da carne, diz. A mesma coisa quanto a opção por fontes renováveis, que não pode ser deixada de lado pelas termelétricas e a adoção de medidas equilibradas em uma discussão tão polarizada quanto a que ocorre em torno do Código Florestal. E cita as oportunidades de negócios verdes que, segundo o estudo, podem chegar a US$ 1,5 trilhão em 2020.

15 Quinta, sexta-feira e fim de semana, 30 e 31 de dezembro, Quinta-feira, 2010, 30 1º ede2 dezembro, janeiro, Brasil Econômico 15 Infraestrutura avança, mas saneamento, portos e aeroportos pedem agilidade Eva Rodrigues A Associação Brasileira da Infraestrutura e das Indústrias de Base (Abdib) vê potencial para que se acelere o ritmo de leilões de concessões nos diversos setores de infraestrutura nos quais o modelo já é adotado, bem como a adoção do modelo em áreas como aeroportos e retomada no setor portuário. Em 2010, o governo federal promoveu nove leilões de concessão em áreas de infraestrutura. Desde 2003, foram 48 leilões Antonio Milena Aumentar a oferta de saneamento básico no país, melhorar a situação de portos e acelerar o combate ao gargalo dos aeroportos são desafios que estão na linha de frente para que a infraestrutura brasileira possa aprofundar o avanço visto nos últimos anos. Para quem produz máquinas e equipamentos para o segmento, a demanda urgente é no sentido de aliviar as dificuldades trazidas pelo câmbio valorizado. Segundo projeções da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), a expectativa é que os investimentos em infraestrutura atinjam este ano em torno de 20% a mais que os R$ 121 bilhões investidos em 2009, considerando recursos públicos e privados nos diversos setores. E a entidade espera que esses investimentos ganhem velocidade daqui em diante: Há uma perspectiva sólida de crescimento da economia, há um processo vigoroso de ascensão social em curso e há muitos gargalos que ficam cada vez mais evidentes conforme a atividade econômica cresce e se acelera, afirma o presidente da Abdib, Paulo Godoy. Na avaliação do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, o segmento elétrico, dentro das áreas de infraestrutura, está em melhor situação. Para ele, a área rodoviária já passou pelo pior e os grandes problemas do país estão hoje em portos, aeroportos e, principalmente, em saneamento básico. A média brasileira é de 42% de domicílios atendidos por esgoto, mas há estados como o Maranhão em que a média cai para 8,5%. No caso da água, o maior problema é a perda média ocorrida ao longo da rede, de 40% é um desastre, diz Simão. Para os portos, o presidente da CBIC diz que a ideia é acelerar os trabalhos que estão em andamento, como a dragagem de alguns pontos, e implementar outros projetos que estão prontos e demandam agilidade. Mas é o caos aeroportuário no país que talvez demande o maior enfrentamento do governo. Nos grandes aeroportos, a situação não é nada confortável e demanda um exame muito profundo, que passa pela discussão da privatização, pois já ficou provado que a Infraero não está dando conta de resolver o problema. Como solução para o gargalo aeroportuário, a Abdib propõe a adoção do modelo de concessão nos aeroportos, com a participação de concessionários privados. A ideia é que a operação e administração dos aeroportos passem a ser regidas por contratos com metas de investimento, obrigações e penalidades. Os aeroportos funcionam com saturação na capacidade de operação de pistas, pátios e terminais, com dificuldades no controle aéreo, na segurança e na locomoção, diz Paulo Godoy, presidente da Abdib. Questão cambial Para a Dedini Indústrias de Base, que fornece máquinas e equipamentos para segmentos como de açúcar e etanol, energia e mineração, o grande vilão tem sido o câmbio, que contribuiu para que o déficit acumulado do segmento de bens de capital mecânicos chegasse a US$ 45 bilhões entre 2004 e O segmento está produzindo aqui, mas muito abaixo do que poderia, afirma Sérgio Leme, presidente da empresa. Em defesa da indústria nacional e otimista com o potencial de projetos de infraestrutura nos próximos anos, Leme defende a agilidade do governo na utilização de mecanismos de defesa comercial, como ações antidumping e salvaguardas. Não se trata de protecionismo patriótico e sim de defesa em termos legais. PAULO GODOY Segundo o presidente da Abdib, as recentes medidas anunciadas para fomentar o financiamento de longo prazo no país vão contribuir para deslanchar diversos projetos de infraestrutura relevantes nos próximos anos. No entanto, elas não eliminam a necessidade de se buscar as condições macroeconômicas necessárias para redução das taxas de juros no país.

16 16 Brasil Econômico Quinta, Quinta-feira, sexta-feira 30 deedezembro, fim semana, e 31 de dezembro, 2010, 1º e 2 de janeiro, 2011 OPINIÃO José Dirceu Advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT Adriano Pires Diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) Murillo de Aragão Cientista político e presidente da Arko Advice Pesquisas A economia em 2010 Gás no transporte Dilma e a mídia Um breve olhar sobre nossa economia em 2010 revela que fizemos história. O melhor Natal em vendas dos últimos dez anos reflete um crescimento do PIB (7,5%) como não acontecia desde 1986, impulsionado pelo mercado interno fortalecido, o que guarda relação muito próxima com a expressiva expansão da geração de empregos com carteira assinada 15 milhões nos oito anos de Governo Lula, 2,5 só neste ano. Parte significativa do que ocorreu neste ano tem sua origem em decisões mais do que acertadas em Para enfrentar a crise, ao contrário do que recomendavam diversos analistas e sem temer o extremo e calculado pessimismo alardeado pela oposição, o Governo Lula optou pela ousadia e colocou o Estado na condição de carro-chefe da economia. O mesmo espírito foi mantido ao longo de Não foi o discurso da timidez que fez o país atravessar a crise. O PAC, a atuação das estatais, a desoneração temporária de certos segmentos da economia e o investimento produtivo público que cresceu confirmaram o Estado como indutor do crescimento. Ainda que haja a necessidade de ampliar a taxa de investimento no futuro, o investimento público direto na economia, segundo estudo recente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), chegou a 4,38% do PIB em 2010 a mais alta desde O setor privado, via bancos, também começa a responder positivamente à demanda, como demonstrado por este Brasil Econômico desde julho. Os empréstimos produtivos tomados junto à rede privada, segundo o jornal, chegaram a R$ 511 bilhões no primeiro semestre, algo inédito. Neste capítulo, em particular, ainda devemos enfrentar o debate sobre como transformar a alta lucratividade desse setor em mais investimentos produtivos desafio desde já colocado na pauta. Os números mostram também que nossa ascensão é fruto de uma atuação mais agressiva por parte do BNDES, mas não significa necessariamente acomodação do setor privado. A equipe econômica do governo Dilma tem dado sinais de controle de gastos para reduzir a relação dívida/pib e cortar juros Fortes taxas de investimentos produtivos são essenciais para a fase em que o Brasil se encontra e que planeja adentrar. A expansão da economia precisa ser acompanhada pelo aumento da capacidade produtiva de nosso parque industrial e pela modernização da infraestrutura, fundamental para que a demanda não pressione as taxas inflacionárias. Taxas que, para além de medidas pontuais de contenção do consumo, devem ser enfrentadas no longo prazo com projetos de expansão da oferta. Também em 2010, conhecemos o problema cambial, em grande parte criado pela máquina dos EUA de imprimir dólares, para repassar a conta da bolha imobiliária que abalou a economia como não se via desde Usando como argumento central a necessidade de ampliar os investimentos produtivos, a equipe econômica do governo Dilma tem dado sinais de controle de gastos para reduzir a relação dívida/pib e cortar juros. Aliás, o Brasil certamente tem de investir na contínua redução da taxa básica de juros como meio de diminuir o peso da dívida pública. Que a austeridade anunciada pela equipe econômica esteja a serviço desse objetivo. Um feliz 2011 a todos! Mundialmente, o uso do gás natural como fonte energética para o setor de transportes tem sido insignificante, ainda que a tecnologia do gás natural veicular (GNV) exista por muito tempo e seja disseminada em alguns países. Pelo mundo, estima-se que existam 9,6 milhões de veículos funcionando com o GNV, sendo grande parte no Paquistão, Argentina, Brasil, Índia, Irã e Itália. A maioria são carros, porém os ônibus são responsáveis por grande parte do consumo, e os veículos de duas e três rodas movidos por gás natural comprimido (GNC) são proeminentes no Paquistão, Índia e alguns países do sudeste asiático. A América do Sul sozinha responde por quase 40% do consumo total. A maioria dos veículos leves movidos a GNV funcionava a gasolina e foi convertida para a utilização do combustível, ainda que o número de veículos fabricados para funcionar com GNV esteja aumentado. A inexistência de uma rede para a distribuição do gás natural desestimula o seu consumo como combustível em veículos Na maioria dos casos, o GN quando utilizado como combustível para os meios de transporte (comprimido ou, menos comum, na sua forma líquida), foi introduzido como uma maneira de monetizar a oferta abundante local, mas os benefícios prestados ao meio ambiente pela sua utilização, substituindo a gasolina e o diesel, ajudaram a elevar sua demanda nos anos recentes. Comparando com os veículos abastecidos com os demais combustíveis fósseis, os movidos a GNV emitem menos gases tóxicos nocivos à saúde, e geram menos CO 2. Em um esforço ao combate à poluição atmosférica, algumas cidades grandes têm adotado veículos movidos a GNV. Por exemplo, em Delhi todos os veículos utilizados no transporte público são movidos a GNV. O interesse em promover o GNV cresce nos Estados Unidos, impulsionado pelo baixo preço e pela percepção de que a oferta local é ampla. Apesar das vantagens ambientais dos veículos movidos a GNV frente aos convencionais, a expansão do GNV encontra algumas barreiras, incluindo o armazenamento do combustível e a infraestrutura de transporte e distribuição para os postos de abastecimento. No veículo, o GN deve ser armazenado em cilindros, reduzindo o espaço no porta-malas. A inexistência de uma rede para a distribuição do combustível também desestimula o consumo do GNV. Por essas razões, são ônibus e veículos como táxis que provavelmente dominarão seu uso para o transporte rodoviário. Normas mais rígidas sobre as emissões poderiam incentivar a implantação mais rápida do GNV, em especial nos países abundantes em GN e com preços baixos. Em países com uma rede de distribuição estabelecida, o GNV tende a manter a sua participação no mercado. Mas países que não possuem uma extensa infraestrutura de distribuição do GNV tendem a favorecer outros combustíveis alternativos, como os biocombustíveis e a eletricidade, na busca pela descarbonização do sistema de transporte rodoviário, pois os investimentos exigidos são menores e o potencial de ganho ambiental é ainda maior. Em 2010, pela primeira vez na história da redemocratização deste país, a grande imprensa foi derrotada no processo eleitoral. O que é ser derrotada? É simplesmente ter o candidato de sua preferência derrotado na disputa. José Serra, por ações e omissões, era o candidato da grande mídia. Por que pela primeira vez? Desde que Tancredo Neves foi eleito presidente, em 1985, nunca um presidente chegou ao Planalto sem o beneplácito ou o apoio da grande imprensa. Até mesmo em 2005, Lula contou com uma postura seletiva da grande mídia ao enfrentar as turbulências do mensalão. Caso Lula e não o PT e José Dirceu tivesse sido brutalmente perseguido, não teria chegado ao segundo turno. A situação ocorrida em 2010 não é nova no Brasil. Ocorreu, pelo menos uma vez, com Getúlio Vargas, em E, como sabemos, o governo Vargas terminou dramaticamente com o suicídio do presidente. Constatando que Dilma Rousseff foi eleita apesar da imensa má-vontade da grande imprensa, o que esperar dessa imprensa em relação a seu governo? Considerando a agenda para as comunicações em 2011, poderemos ter o aprofundamento das divergências. Tal fato está claro pelo potencial de atritos e discordâncias em torno dos temas. E pelo poder político dos players envolvidos. Qual seria a agenda? Basicamente, a seguinte. O PLC 116, em tramitação no Senado, permite a entrada das telecomunicações na TV à cabo e estabelece uma concorrência direta entre os grandes grupos de telecomunicações e a radiodifusão. Pronto para ser aprovado no Senado no final do ano, o PLC recebeu forte oposição das emissoras de rádio e televisão e ficou para o ano que vem. Como Dilma Rousseff foi eleita apesar da má-vontade da grande imprensa, o que esperar dessa imprensa em relação ao seu governo? Outro tema é o novo marco para as concessões de radio e televisão que está sendo construído no governo. O novo marco traz incerteza e preocupação para os donos de concessões de rádio e televisão. Dois outros temas entram na agenda: o marco para a internet e o Plano Nacional de Banda Larga. Ambos têm repercussões na difusão de conteúdo e podem reforçar a presença das teles em um mercado que era dominado pelos grandes grupos de comunicação. A existência dessa problemática agenda contaminou a postura da imprensa no processo eleitoral. Não raro se acusou o governo Lula de querer restringir a liberdade de expressão pelo simples fato de querer discutir o modelo de propriedade do setor. Foi parte da disputa que está por vir. Para 2011, o que vemos é uma postura inicial cautelosa. Ao final do ano, vimos esforços para recompor as condições de diálogo entre a grande mídia e o novo governo. O noticiário já transparece esse processo de distensão. Porém, evitar a guerra entre governo e a grande mídia vai depender fundamentalmente da vontade de Dilma em atacar ou não as questões que estão na agenda do setor. Por exemplo, como se pode aceitar a propriedade de veículos de comunicação por políticos? É um absurdo que mereceria a condenação unânime da grande mídia.

17 Quinta, sexta-feira e fim de semana, 30 e 31 de dezembro, Quinta-feira, 2010, 30 1º ede2 dezembro, janeiro, Brasil Econômico 17 Carlo Wrede /O Dia Virada do ano começa em Copacabana Em meio aos preparativos para a festa de Réveillon em Copacabana, várias pessoas, na tarde de ontem, começaram a fazer as tradicionais oferendas aos orixás. A divindade mais lembrada foi Iemanjá, a rainha do mar. Este ano, a prefeitura do Rio promete coibir ambulantes irregulares, churrasquinho e acampamentos na areia. Também não será permitido montar barraca para garantir lugar perto do palco. Policiais militares vão reforçar o patrulhamento contra flanelinhas e estacionamento irregular. Fabio Rodrigues/ABr ESCOLTA FEMININA Cerca de 4 mil policiais e militares estarão envolvidos na segurança da cerimônia de posse de Dilma Rousseff, no próximo sábado, em Brasília, com destaque para a escolta de batedoras da Polícia Rodoviária Federal que acompanhará a presidente. A proteção de Dilma será feita por agentes da Polícia Federal até o momento em que ela deixar o Congresso Nacional. Depois de empossada, a responsabilidade passa a ser do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Redação com informações da ABr ENTREVISTA JUAREZ QUADROS Ex-Ministro das Comunicações e sócio da Orion Consultores Associados Atuação das teles no PNBL é importante Operadoras teriam participação complementar, diz especialista Fabiana Monte O ex-ministro das Comunicações e sócio da Orion Consultores Associados, Juarez Quadros, diz que a participação das operadoras no Plano Nacional de Banda Larga seria positiva para o projeto e que a escolha do ministro Paulo Bernardo para o Ministério das Comunicações pode facilitar o diálogo entre os setores privado e público. Como o senhor vê uma possível participação das teles no PNBL? É importante, porque do jeito que o programa foi estruturado, para que ele seja completo, é preciso haver a participação das operadoras. Elas farão a complementaridade do plano, porque em muitos lugares as empresas estão, mas não estão em outros, onde o plano poderá ir. Divulgação Do jeito que o programa foi estruturado, para que seja completo, é preciso haver a participação de operadoras Que incentivos o governo poderá oferecer para isso? A experiência no exterior mostra atratividade na forma de ajuste tributário, com redução de encargos; ou subsídio para que a infraestrutura chegue mais perto do usuário, pois o mais caro é a última milha [rede que chega às casas]. E nisso a Telebrás também teria dificuldade, tanto que o plano prevê o acesso via pequenos provedores, que também terão de investir para ter infraestrutura. A escolha do ministro Paulo Bernardo para o Ministério das Comunicações pode facilitar esse diálogo? Ele tem larga experiência, foi ministro do Planejamento, que é [um ministério] complexo para atuar na Esplanada; já foi parlamentar. Ele sabe como essa condição precisa ser estabelecida; terá uma excelente chance de fazer bom trabalho.

18 18 Brasil Econômico Quinta, Quinta-feira, sexta-feira 30 deedezembro, fim semana, e 31 de dezembro, 2010, 1º e 2 de janeiro, 2011 BRASIL União não vai cobrir empenho menor de governos O ministro Mantega já havia sinalizado problemas na economia feita por estados e municípios Governo federal não conseguirá fazer esforço fiscal mais amplo, como antes, para compensar economia menor de estados e cidades Simone Cavalcanti, de Brasília BC avalia que crise financeira ainda pesa nas contas das unidades federativas. Gastos trazidos pelo ano eleitoral também influem OBJETIVO 3,1% do PIB é a meta de economia para o governo central, os estados e os municípios. Desse total, o governo deveria poupar 2,15% e as demais unidades federativas, 0,95%. Ao garantir receitas extras este ano, como os R$ 31,9 bilhões vindos do processo de capitalização da Petrobras, os integrantes da equipe econômica assumiram um discurso uníssono nesta semana e jogaram a responsabilidade para estados e municípios do não cumprimento da meta cheia de superávit primário (economia para o pagamento de parte dos juros dívida pública). Ontem o chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, engrossou o coro que já havia sido entoado anteontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, dizendo que os governos regionais estão em situação menos confortável para cumprir a sua parte da meta em Em anos anteriores, em boa parte das vezes em que o superávit das demais unidades federativas não era suficiente a União fazia um esforço maior para ver as contas fechando na meta. Afinal, é o governo federal que estabelece o percentual a ser cumprido. O objetivo de economia dos recursos públicos para União, estados, municípios e suas respectivas empresas estatais (exceto Petrobras e Eletrobrás) é de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Deste total, o governo federal deve cumprir 2,15% e os estaduais e municipais, juntos, 0,95% do produto. Dados divulgados pelo BC mostram que tanto a União quanto os outros entes estão ainda longe do alvo, restando apenas um mês para fechar as contas. No fluxo de 12 meses encerrados em novembro, o resultado positivo do governo federal chegou a 2,51% do PIB e dos regionais, 0,65%. No entanto, Maciel afirmou que a União vai apresentar um superávit significativo em dezembro, o que possibilitará o cumprimento de sua parte na meta fiscal. Haverá uma elevação significativa em dezembro e será bastante favorável para elevar o superávit em relação ao PIB, disse, entretanto, ressaltando que o mesmo não está sendo esperado dos outros entes da federação. Na sua avaliação, a situação de estados e municípios não está normalizada em relação ainda aos efeitos da crise financeira. Segundo ele, houve aumento de receitas em relação a 2009, mas também alta das despesas, o que fez o resultado fiscal ficar aquém do desejado. É comum ter pressão por maiores despesas em anos eleitorais, afirmou, entretanto, explicando não ser possível comprovar esse tipo de gasto pelos dados que o BC recebe. Acumulado do ano O setor público brasileiro economizou ao longo deste ano R$ 90,84 bilhões. O volume de superávit primário, mais expressivo na comparação com igual período de 2009, porém, ainda abaixo de 2008, é suficiente para pagar apenas pouco mais da metade dos juros da dívida que chegam a R$ 175,83 bilhões maior montante da história. Dessa forma, as três esferas de governo seguem tendo de rolar R$ 84,99 bilhões em déficit nominal. Na avaliação de Maciel, de forma geral, os dados revelam pressão de gastos com investimentos. E isso é o que tem efetivamente impulsionado as despesas a aumentar de forma mais expressiva. Há demanda e necessidade grande do país de investir. Vemos isso desde o final do ano passado. POUPANÇA R$ 90,84 bi é o quanto o setor público brasileiro economizou ao longo de O volume é suficiente para pagar pouco mais da metade da dívida pública, de R$ 175,8 bi. Dívida pública Caso o superávit não atinja a meta, dívida deverá ficar acima do patamar de 40,3% do PIB A relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB) tem grandes chances de ficar acima da nova projeção do Banco Central, de 40,3%. Segundo o chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, caso a economia das três esferas de governo fique mesmo aquém dos 3,1%, automaticamente, elevará o endividamento. Se o superávit for de 2,9% do produto, por exemplo, a relação dívida/pib será acrescida de 0,2%, chegando a 40,5%, explicou. A redução do endividamento público como proporção do PIB é o motivo principal para o sistema de superávits. Dessa forma, Elza Fiúza/ABr Túlio Maciel ressalta que, mesmo com aumento, patamar da dívida será menor do que em 2009

19 Quinta, sexta-feira e fim de semana, 30 e 31 de dezembro, Quinta-feira, 2010, 30 1º ede2 dezembro, janeiro, Brasil Econômico 19 Marcela Beltrao Inadimplência empresarial tem alta de 10% A quantidade de empresas que, em novembro, deixaram de pagar suas contas em dia foi 10,2% superior ao resultado registrado em outubro. Segundo a Serasa Experian, esse é o maior aumento registrado desde março deste ano, quando a alta mensal atingiu 26,4%. Apesar da elevação, a inadimplência entre as pessoas jurídicas ainda é menor este ano do que em Para os economistas da empresa, o crescimento da inadimplência foi pontual e motivado pelas pressões dos custos sazonais. Igo Estrela/Pixel Imagem pode superar expectativas do BC quanto maior a economia de recursos pelo setor público mais rapidamente a dívida cai. O contrário também é verdadeiro. Neste ano, com a retirada da Eletrobras dos cálculos fiscais, a meta de superávit recuou de 3,3% para 3,1%. Isso já dá um impacto para cima, disse Maciel, que antes previa fechar o ano com uma relação dívida/pib de 40%. Mesmo mais alta, fecharemos dezembro em um patamar menor do que os 42,8% de 2009, afirmou, ressaltando que para 2011 a perspectiva é de continuidade da tendência de queda. O BC projeta fechar o próximo ano em 37,8% do PIB. Juros mais gordos A inflação em alta teve grande influência para o aumento do montante dos juros da dívida Índices de custo de vida em alta pressionaram a dívida, enquanto a Selic ajudou a reduzir o grau de elevação pública. Isso porque um terço do endividamento de governo federal, estados e municípios está indexado aos índices de preços, que apresentaram altas significativas em relação a O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que tem 24,3% da dívida atrelado a sua variação, acumula elevação de 5,25% até novembro frente aos 3,93% do mesmo período anterior. Os Índices Gerais de Preços (IGPs), embora com apenas 6% de indexação, passaram de deflação em 2009 (média de 1,4% negativos) para alta em torno de 10,5% neste ano. Contrapondo essa tendência, a taxa Selic, pela qual 67,8% da dívida é corrigida, apresentou média menor. Entre janeiro e novembro, a taxa média foi de 8,77% contra 9,14% registrados no ano anterior. S.C A relação dívida/pib foi de 42,8% 2010 Comunicado Projeção é que dado seja de 40,3% A Embratel S.A. informa a seus clientes do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) que aderirem ao Plano Alternativo de Serviço Local PAS-085-LC a partir de 01/01/2011, a alteração do Regulamento da Promoção Fale à Vontade Ilimitado. O novo Regulamento entrará em vigor no dia 01/01/2011. A alteração ocorrerá unicamente nas cláusulas e 3.6, que atualmente têm o seguinte conteúdo: Nas 6 primeiras faturas, os clientes ainda terão um desconto adicional de R$10,00 no valor mensal promocional estabelecido no item A Promoção é válida para adesões feitas a partir do dia 28/09/2010 por tempo indeterminado, sendo encerrada mediante prévia comunicação da Embratel. Estas cláusulas passarão a valer conforme consta abaixo: Nas 3 primeiras faturas, os clientes ainda terão um desconto adicional de R$10,00 no valor mensal promocional estabelecido no item A Promoção é válida para adesões feitas a partir do dia 01/01/2011 por tempo indeterminado, sendo encerrada mediante prévia comunicação da Embratel. Regulamento da promoção publicado no site Mais informações podem ser obtidas na Central de Atendimento pelo telefone ou no site

20 20 Brasil Econômico Quinta-feira, Quinta, sexta-feira 30 deedezembro, fim semana, e 31 de dezembro, 2010, 1º e 2 de janeiro, 2011 BRASIL INVESTIMENTO 1 Governo paulista faz aporte de R$ 400 milhões no banco de fomento estadual O governo paulista anunciou ontem que fará um aporte de R$ 400 milhões ao capital da Agência de Fomento Paulista/Nossa Caixa Desenvolvimento. Com o investimento, o capital da instituição criada em 2009 chega a R$ 1 bilhão. O aumento cria uma excelente perspectiva de futuro, já que a Nossa Caixa Desenvolvimento terá condições de alavancar operações de até 8 vezes esse valor, disse o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo. Marcello Casal Jr INVESTIMENTO 2 Recursos do FGTS para habitação e infraestrutura aumentam R$ 26 bilhões O volume de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aplicados em programas de habitação, saneamento, operações de mercado e infraestrutura cresceu 55,5% em um ano. O valor passou de R$ 47,9 bilhões, em 2009, para R$ 74,6 bilhões em Os dados foram apresentados ontem pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Segundo ele, a cada um milhão de reais investido pelo FGTS, geram-se 65 empregos. Inflação do aluguel registra maior alta dos últimos seis anos Para analistas, elevar juros pode ser necessário para evitar que pressão do atacado contamine preços em 2011 Antonio Milena Índice usado para corrigir os contratos subiu 11,32% em 2010 COMPONENTES DO IGP-M 13,9% foi a alta dos preços acumulada de janeiro a dezembro para o atacado. A maior variação veio de matérias-primas, cuja inflação atingiu 33,57% no período. 7,58% foi a inflação registrada em 2010 para o setor de construção. Mão de obra foi o item que mais contribuiu para o resultado, apresentando alta de 9,91%. 6,09% foi o aumento dos preços sentido pelos consumidores no acumulado de O grupo alimentação registrou a maior alta, de 9,78%, no período. Carolina Alves O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) a chamada inflação do aluguel, usada para reajustar a maior parte dos contratos imobiliários do país encerrou o ano de 2010 com alta acumulada de 11,32%, a maior taxa registrada nos últimos seis anos. O resultado, divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), só fica atrás do índice medido em 2004, de 12,41%. O atacado foi o segmento que mais sentiu o aumento generalizado de preços no ano. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPA) subiu 13,9% de janeiro a dezembro, puxado pela valorização das commodities no mercado internacional. É uma ação em cadeia. Com o aumento do custo de produção, o consumidor também sai Dilma Rousseff está com expectativas muito elevadas quando fala em chegar a juros reais de 2% ao ano Jason Vieira, analista da corretora Cruzeiro do Sul prejudicado. Além disso, visto a indexação da economia, diversos preços devem subir em 2011 por conta do IGP-M, explica Jason Vieira, analista econômico da Cruzeiro do Sul Corretora. O custo de vida medido por um dos componentes do IGP- M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), registrou alta de 6,09% no acumulado do ano. Para esse segmento, o grupo alimentação deu a maior contribuição, apresentando elevação de 9,78%. Em seguida veio o grupo transportes, com variação positiva de 6,53%. Em xeque Segundo analistas, o resultado do ano coloca em prova a nova direção do Banco Central. O presidente que assume o órgão regulador a partir de janeiro, Alexandre Tombini, terá de decidir se começa 2011 com a mesma política de elevação dos juros de Henrique Meirelles, criticada pelo setor produtivo. Há uma forte pressão de demanda interna e das commodities, o que mostra claramente a necessidade de elevar os juros já na primeira reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) de 2011, opina Vieira. Ele ressalta, entretanto, que combater esses sintomas por meio da política monetária não é o ideal. Juros não têm influência direta sobre alimentos, mas é necessário elevar as taxas para compensar as variações externas ao núcleo de inflação. É como deixar de comprar um bem para poder consumir mais do outro, complementa. Nesse sentido, a valorização do real tem mais efeito sobre os preços. É preciso reduzir o ritmo das importações. Mas, com um dólar desvalorizado no mundo todo, é uma tarefa muito complicada, afirma. Tendência de alta No que diz respeito aos juros, Jean Barbosa, analista da Tendências Consultoria, projeta consecutivas elevações de 0,5 ponto percentual para Conforme sinalizado nos últimos relatórios do Copom, a partir de janeiro, o BC deve retomar o ciclo de aumentos da Selic (taxa básica de juros), até chegar a 12,25% ao ano, calcula. A taxa hoje é de 10,75% ao ano. Com a crise, os juros foram muito reduzidos para estimular a atividade econômica, atingindo um patamar relativamente baixo para o país. Agora, visto o ritmo mais acelerado da economia, elevar juros é inevitável, diz Barbosa. Ele destaca que a taxa neutra que não estimula nem retrai a economia - é estipulada por ele em 11,5%. A realidade, porém, não permite mais juros menores que isso, finaliza Vieira.

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