EXMO. SR. DR. JUIZ FEDERAL DA VARA FEDERAL CÍVEL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RIO DE JANEIRO/RJ

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1 EXMO. SR. DR. JUIZ FEDERAL DA VARA FEDERAL CÍVEL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RIO DE JANEIRO/RJ Ref.: PA nº / O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, por meio do Procurador da República que esta subscreve, com fulcro nos artigos 5º, XXXII, 127, 129, inc. III e 170, inc. V, da Constituição Federal, artigos 1º, inc. II, 3º e 5º da Lei nº 7.347/85 e artigo 6º, inciso VII, alíneas a, c e d da Lei Complementar n.º 75/93, vem perante V. Exa. propor a presente AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA em face da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, empresa pública federal, sediada na Av. Rio Branco º andar, Centro, Rio de Janeiro/RJ, CEP , podendo ser citada na pessoa de seu representante legal, com base nos fundamentos a seguir expostos. I BREVE SÍNTESE DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO: Foi instaurado na Procuradoria da República do Rio de Janeiro o Procedimento Administrativo nº / , a partir da representação 1

2 formulada pela Sra. Rita Maria Vieira noticiando que, ao pleitear junto à ré um financiamento imobiliário do Conjunto Residencial Moradas do Itanhangá, lhe foi exigida a abertura de uma conta, que poderia ser corrente ou de poupança. Alegou ainda que a mesma exigência teria sido feita aos inúmeros outros candidatos ao financiamento em questão, posto que tal fato se repetiu em todas as entrevistas as quais presenciou. Oficiada para se manifestar sobre o fato, a Ré alegou que não exigiu a abertura de conta no caso em questão (fl. 14). Outrossim, em atendimento à requisição deste Parquet, a CEF encaminhou relação dos adquirentes das unidades do Conjunto Residencial Moradas do Itanhangá (fls. 41/59 e 83/101), bem como, dos adquirentes que figuram como titulares de contas da CEF (fls. 60/82). Às fls. 122/140 foi acostada nova representação ao PA, narrando a consumidora que, após adquirir um financiamento junto à Ré, foi surpreendida com o envio de cartão de crédito e talão de cheques não solicitados. Afirmou ainda que fato semelhante aconteceu com sua amiga, que ao se dirigir à agência da CEF apenas para pedir informações sobre financiamento, acabou sendo obrigada a abrir uma conta. Às fls. 151/165, constam sentenças enviadas pelo 1º Juizado Especial Federal do Rio de Janeiro, cabendo destacar a sentença de fls. 151/158, condenando a ré ao pagamento de danos materiais e morais por ter condicionado a liberação do saldo do FGTS à assinatura de um contrato de acidentes pessoais. Prosseguindo nas apurações, este órgão oficiou à Ré para que informasse se o mutuário é obrigado a fazer o seguro de vida com a SASSE (vinculada à CEF) ou pode optar por qualquer seguradora, tendo a CEF informado que mantém a Caixa Seguros como seguradora exclusiva nos casos de financiamento de crédito imobiliário (fl. 173). 2

3 Por fim, foi acostado ao procedimento manifestação da SUSEP atestando a ilegalidade desta medida, afirmando que o seguro pode ser contratado com qualquer seguradora habilitada, conforme listagem acostada à fl Foram apensados a este procedimento os PAs / e / O primeiro consiste na cópia de ação que tramitou no JEF de São Pedro da Aldeia, em que o magistrado, na sentença de procedência do pedido, determinou a remessa de cópia do autos ao MPF em face da constatação da conduta da Ré-CEF, de condicionar a concessão de financiamento imobiliário à abertura e manutenção, pelo mutuário, de conta-corrente onerada por taxas bancárias próprias, prática esta considerada abusiva no art. 39, inc. I, do Código do Consumidor, e que, ao que se pode apurar nestes autos, impõese rotineiramente a todos os contratos da espécie firmados pela instituição. Já o PA / foi instaurado a partir de cópia da Ação Penal , que tramita na 4ª VFC do Rio de Janeiro, onde consta o depoimento de uma testemunha afirmando que ao se dirigir à agência da CEF para sacar seu FGTS, a gerente o teria obrigado a abrir uma conta poupança e fazer um seguro residencial SASSE FÁCIL. II - DA LEGITIMIDADE ATIVA DO MINISTÉRIO PÚBLICO: Diante dessas circunstâncias, o MPF propõe a presente ação visando, em síntese, fazer cessar a prática de venda casada pela CEF, bem como, o pagamento de indenização pelos danos morais causados à coletividade de consumidores. Para tanto, vale-se do vigente texto constitucional, que lhe confere legitimidade para zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados na Constituição, promovendo as medidas necessárias à sua garantia; ao mesmo tempo, assegura, como função 3

4 institucional, a promoção da ação civil pública para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos (artigos 127 e 129, II e III, C.F.): Art O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Art São funções institucionais do Ministério Público: II - zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua garantia; III - promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos; preceitos normativos: A legitimidade ministerial é corroborada ainda pelos seguintes Lei Complementar nº 75/93 - Estatuto do Ministério Público da União Art. 5º - São funções institucionais do Ministério Público da União: II - zelar pela observância dos princípios constitucionais relativos: c) à atividade econômica 1, à política urbana, agrícola, fundiária e de reforma agrária e ao sistema financeiro nacional; 1 CF - Art A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: V - defesa do consumidor; 4

5 VI - exercer outras funções previstas na Constituição Federal e na lei. Art. 6º - Compete ao Ministério Público da União: VII - promover o inquérito civil público e a ação civil pública para: c) a proteção dos interesses individuais indisponíveis, difusos e coletivos, relativos às comunidades indígenas, à família, à criança, ao adolescente, ao idoso, às minorias étnicas e ao consumidor; d) outros interesses individuais indisponíveis, homogêneos, sociais, difusos e coletivos; Lei nº 7.347/85 Art. 1º - Regem-se pelas disposições desta Lei, sem prejuízo da ação popular, as ações de responsabilidade por danos morais e patrimoniais causados: II ao consumidor; Art. 5º - A ação principal e a cautelar poderão ser propostas pelo Ministério Público, pela União, pelos Estados e Municípios. Poderão também ser propostas por autarquia, empresa pública, fundação, sociedade de economia mista ou por associação que: Por fim, a Lei nº 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor), dispõe em seu artigo 81 e parágrafo único que a defesa dos interesses e direitos dos consumidores pode ser exercida individual ou coletivamente, entendendo-se dentre estes últimos, além dos interesses coletivos e difusos, também os interesses ou direitos individuais homogêneos. A mesma lei atribui ao Ministério Público a legitimidade para ajuizar as ações civis coletivas alusivas ao assunto (artigos 91 e 92): 5

6 Art A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo. Parágrafo único. A defesa coletiva será exercida quando se tratar de : II - interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste Código, os transindividuais de natureza indivisível, de que seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base. III - interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes de origem comum. Art Para os fins do artigo 81, parágrafo único, são legitimados concorrentemente: I - o Ministério Público; Art Os legitimados de que trata o artigo 82 poderão propor em nome próprio e no interesse das vítimas ou seus sucessores, ação civil coletiva de responsabilidade pelos danos individualmente sofridos, de acordo com o disposto nos artigos seguintes. Cumpre observar que os direitos defendidos na presente ação devem ser classificados como coletivos, considerando que os pedidos (cessação da prática abusiva e indenização por danos morais coletivos a ser revertida ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos) têm natureza indivisível, já que, caso deferidos, aproveitarão indistintamente a todos os consumidores que vierem a contratar com a CEF, como se infere da definição contida no art. 81, II, do CDC. Ou seja, caso julgada procedente a presente, declarando-se a nulidade da cláusula que impõe a contratação do seguro imposto pela CAIXA aos mutuários do SFH, os efeitos desta decisão serão transindividuais de natureza indivisível, já que beneficiará obrigatoriamente a todos os consumidores que fizerem parte da relação jurídica em questão. 6

7 Outrossim, é certo que a concessão de financiamento ao mutuário está sujeita às normas de proteção e defesa do consumidor, conforme se depreende do disposto no 2º do artigo 3º da Lei 8.078/90. Neste sentido, merecem destaque os seguintes julgados do E. Superior Tribunal de Justiça: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. TAXA DE JUROS. LIMITES. TABELA PRICE. 1. O recurso especial não é o meio processual adequado para examinar ofensa a dispositivos da Constituição Federal. 2. A ausência de debate, na instância recorrida, dos dispositivos legais cuja violação se alega no recurso especial atrai a incidência da Súmula 282/STF. 3. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido da aplicação do CDC aos contratos de financiamento habitacional, considerando que há relação de consumo entre o agente financeiro do SFH e o mutuário. Precedente: RESP / BA, 1ª T., Min. Luiz Fux, DJ de Configura-se abusiva a cobrança de taxa de juros em percentual que exceda ao limite máximo preconizado no contrato e na legislação vigente na data de sua assinatura. Precedente: RESP / PR, 1ª T., Min. Teori Albino Zavascki, DJ de O sistema de amortização pela "Tabela Price" pode importar a incorporação de juros sobre juros, circunstância essa cuja verificação não é cabível em sede de recurso especial, já que supõe exame de prova e de interpretação de cláusula contratual. Precedente: AGA / RS, 3ª T., Min. Antônio de Pádua Ribeiro, DJ de Recurso especial parcialmente conhecido, e, nesta parte, improvido. (REsp /SC, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em , DJ p. 348). 7

8 SFH. CONTRATO DE MÚTUO. CLÁUSULA DE COBERTURA PELO FCVS. REAJUSTE DAS PRESTAÇÕES. PLANO DE EQUIVALÊNCIA SALARIAL. ILEGITIMIDADE DA UNIÃO. APLICAÇÃO DO CDC. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. ADIANTAMENTO DE HONORÁRIOS PERICIAIS. 2. As regras do Código de Defesa do Consumidor, inclusive a que autoriza a inversão dos ônus da prova, são aplicáveis aos contratos de mútuo para aquisição de imóvel pelo Sistema Financeiro de Habitação... (STJ, RESP , Órgão Julgador: PRIMEIRA TURMA, Data da decisão: 07/12/2004, DJ DATA:28/02/2005 PG:220, Rel. Min. LUIZ FUX). Sobre o tema, muito bem se manifestou João Batista de Almeida (in A proteção jurídica do consumidor, Ed. Saraiva, 2ª edição, 2000, págs. 62/63): Dentre os vários órgãos encarregados da tutela do consumidor, sobressai o Ministério Público como um dos principais instrumentos dessa atuação protetiva (CDC, art. 5º, II), mercê das incumbências constitucionais e legais da instituição e do alto nível profissional de seus membros. Por isso mesmo, pondera, acertadamente, Antônio Herman Benjamin que a tutela do consumidor pelo MP tem como premissa básica a defesa do interesse público, algo mais abrangente que o interesse exclusivo do consumidor. Aí reside a razão principal porque é o MP, e não outro órgão, a instituição mais adequada a carrear a tarefa mediativa nas relações de consumo. Por fim, ainda que se vislumbre defesa de interesses individuais homogêneos nesta ação, tal fato em nada prejudica a legitimidade deste órgão ministerial, seja pelo fato de tais interesses serem secundários em relação ao interesse coletivo protegido, seja pela relevância social destes interesses (direito à habitação), visto que o objetivo primordial do Sistema Financeiro de Habitação, criado 8

9 através da Lei 4.380/64, é a facilitação à aquisição da casa própria para a população de baixa renda. Por oportuno, cabe transcrever as seguintes decisões: AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PRETENSÃO A ANULAR-SE CLÁUSULA QUE PREVÊ REAJUSTE U CORREÇÃO MONETÁRIA DE PERIODICIDADE INFERIOR A UM ANO. DIREITOS COLETIVOS. LEGIMITIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. Tratando-se de ação que visa à proteção de interesses coletivos e apenas de modo secundário e conseqüencial à defesa de interesses individuais homogêneos, ressai clara a legitimidade do Ministério Público para intentar a ação civil pública. Precedentes. Recurso especial conhecido e provido.. (STJ, RESP , QUARTA TURMA, Data da decisão: 27/04/2004, DJ DATA:14/06/2004 PG:222, Rel. Min. BARROS MONTEIRO). PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO COLETIVA. CUMULAÇÃO DE DEMANDAS. NULIDADE DE CLÁUSULA DE INSTRUMENTO DE COMPRA-E-VENDA DE IMÓVEIS. JUROS. INDENIZAÇÃO DOS CONSUMIDORES QUE JÁ ADERIRAM AOS REFERIDOS CONTRATOS. OBRIGAÇÃO DE NÃO-FAZER DA CONSTRUTORA. PROIBIÇÃO DE FAZER CONSTAR NOS CONTRATOS FUTUROS. DIREITOS COLETIVOS, INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS E DIFUSOS. MINISTÉRIO PÚBLICO. LEGITIMIDADE. DOUTRINA. JURISPRUDÊNCIA. RECURSO PROVIDO. I - O Ministério Público é parte legítima para ajuizar ação coletiva de proteção ao consumidor, em cumulação de demandas, visando: a) a nulidade de cláusula contratual (juros mensais); b) a indenização pelos consumidores que já firmaram os contratos em que constava tal cláusula; c) a obrigação de não mais inseri-la nos contratos futuros, quando presente como de interesse social relevante a aquisição, por grupo de adquirentes, da casa própria que ostentam a condição das chamadas classes média e média baixa. II - Como já assinalado anteriormente (REsp MG), na sociedade contemporânea, marcadamente 9

10 de massa, e sob os influxos de uma nova atmosfera cultural, o processo civil, vinculado estreitamente aos princípios constitucionais e dando-lhes efetividade, encontra no Ministério Público uma instituição de extraordinário valor na defesa da cidadania. III - Direitos (ou interesses) difusos e coletivos se caracterizam como direitos transindividuais, de natureza indivisível. Os primeiros dizem respeito a pessoas indeterminadas que se encontram ligadas por circunstâncias de fato; os segundos, a um grupo de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária através de uma única relação jurídica. IV - Direitos individuais homogêneos são aqueles que têm a mesma origem no tocante aos fatos geradores de tais direitos, origem idêntica essa que recomenda a defesa de todos a um só tempo. V - Embargos acolhidos.. (STJ, ERESP , Órgão Julgador: PCORTE ESPECIAL, DJ DATA: 01/08/2000, PG:182, Rel. Min. WALDEMAR ZVEITER). ajuizamento da presente demanda. Destarte, resta incontestável a legitimidade do Parquet para o III DO MÉRITO: Como se pode verificar, o procedimento em questão é formado a partir de várias representações e manifestações, oriundas de consumidores a magistrados, todas no mesmo sentido: a ré pratica, rotineiramente, venda casada. Aproveitando-se de suas funções públicas, especialmente no tocante ao SFH e ao FGTS, a CEF impõe a contratação dos mais variados serviços, valendo-se, na maioria das vezes, da necessidade e ignorância dos consumidores. Embora a Ré admita a venda casada somente em relação ao seguro do financiamento imobiliário, negando nos demais casos, resta claro nos autos que a prática é uma constante em suas agências. 10

11 Neste sentido, destaque-se inicialmente que a 3ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, responsável pela áreas de atuação relativas ao Consumidor, Ordem Econômica e Economia Popular, expediu as Recomendações nºs 04/2002 e 02/2003 à CEF, justamente em razão das práticas ora narradas. A Recomendação nº 04/2002, acostada à fl. 169, diante da confessada venda casada quanto ao seguro no SFH, recomendou à CEF para que informasse aos mutuários do SFH sobre a possibilidade de contratar o seguro imobiliário obrigatório, nas operações do Sistema Financeiro de Habitação, previsto no Decreto-lei nº 73/66 e na Lei nº 9.514/97, com outras empresas seguradoras do setor, autorizadas pela SUSEP a atuar na região, assegurando-lhes a liberdade de escolha. Já a Recomendação nº 02/2003, acostada à fl. 170, em razão do condicionamento de abertura de conta corrente para aquisição de financiamento imobiliário, recomendou à CEF para que informasse aos mutuários do SFH, sobre a possibilidade de pagamento das parcelas do financiamento imobiliário, mediante débito em conta corrente ou por meio de boleto bancário, assegurando-lhes a liberdade de escolha. Tais recomendações, totalmente ignoradas pela ré, demonstram que os problemas em exame ocorrem há vários anos em todo o país, e com uma lamentável frequência. Para melhor compreensão da presente demanda, impõe-se separar o caso da venda casada do seguro do SFH, visto que a CEF reconhece que obriga os consumidores a contratarem com a Caixa Seguradora, dos demais casos de venda casada (especialmente a exigência de abertura de conta corrente), em que a ré não assume tal prática, apesar das evidências. 11

12 A DA VENDA CASADA DO SEGURO NO SFH: A exigência feita aos mutuários do SFH de contratação do seguro através da seguradora escolhida pela CEF é inquestionável, sendo assumida pela própria. Além disso, a Cláusula Décima Nona do contrato de financiamento acostado às fls. 125/134 do PA é clara ao estipular que...são obrigatórios os seguros contra morte, invalidez permanente e danos físicos do imóvel, previstos na Apólice de Seguro habitacional Compreensivo para Operações de Financiamento com recursos do FGTS, os quais serão processados por intermédio da CEF, obrigando-se os DEVEDORES a pagar os respectivos prêmios. A ilegalidade desta exigência é evidente. Como já mencionado, a 3ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal expediu a Recomendação nº 04/2002 no sentido de que a CEF informasse aos mutuários do SFH sobre a possibilidade de contratar o seguro imobiliário obrigatório, nas operações do Sistema Financeiro de Habitação, previsto no Decreto-lei nº 73/66 e na Lei nº 9.514/97, com outras empresas seguradoras do setor, autorizadas pela SUSEP a atuar na região, assegurando-lhes a liberdade de escolha. Em decorrência disto, esta Procuradoria oficiou à ré para que esclarecesse se vinha cumprindo a referida Recomendação ou se persistia na prática ilegal (fl. 167). Pois bem, em sua obscura resposta, a CEF, apesar de reconhecer que a legislação permite ao mutuário a escolha da seguradora, confessa que exige a contratação da Seguradora Caixa Seguros. Neste sentido, cabe destacar os seguintes trechos de sua manifestação (fl. 173): Paralelamente, para viabilização de tais operações, foram efetuados estudos que culminaram na edição da Medida Provisória nº 1671/98, atual MP 2197/43, que em seu Art. 2º permitiu aos Agentes Financeiros a 12

13 contratação de financiamentos com adoção de apólice de seguro diferente do Seguro Habitacional do Sistema Financeiro de Habitação SFH desde que a operação previsse, obrigatoriamente, no mínimo, a cobertura relativa aos riscos de morte e invalidez permanente Ressalte-se que a partir da edição da citada MP, o Conselho Monetário Nacional, por meio da Resolução CMN 3.005, de 30 de julho de 2002, ampliou, também, para as operações de financiamento no âmbito do SFH, a adoção de apólice distinta do Seguro Habitacional do Sistema Financeiro de Habitação Decorre dessa legislação, portanto, a alternativa de contratação, pelo proponente, sem a interveniência da instituição cedente, inclusive para financiamentos lastreados em recursos do FGTS, os quais são regulamentados pelo conselho Curador do FGTS e operacionalizados no âmbito do SFH, conforme estabelecidos nos Artigos 5º e 8º, respectivamente, da Lei 8036/ Conforme apontado no subitem do presente Ofício, a contratação do seguro é imposição legal e não um procedimento particular da instituição financeira, de forma que a CAIXA, na condição de estipulante dos seguros e detentora de parte relevante do capital social da Seguradora Caixa Seguros a mantém como seguradora exclusiva nos seguros de financiamentos de crédito imobiliário, desde que ofereça taxas e condições de cobertura compatíveis com o mercado. Assim, está claro que a ré continua obrigando os mutuários a contratarem o seguro da Caixa Seguros, configurando evidente venda casada, prática vedada pelo art. 39, inciso I, da Lei 8.078/90, verbis: Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos e serviços, dentre outras práticas abusivas: I condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos. 13

14 Ilícita, portanto, a prática de condicionar o financiamento à aceitação, pelo mutuário, de contrato de seguro da Caixa Seguros conforme imposição unilateral da CAIXA. Percebe-se, ainda, ofensa à liberdade de escolha e ao direito à informação pelo consumidor, previstos no art. 6º, incisos I e II, do CDC, verbis: Art. 6º São direitos básicos do consumidor: II a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações; III a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem. clara ao estabelecer que: Com efeito, a Medida Provisória nº /01 é bastante Art. 2º Os agentes financeiros do SFH poderão contratar financiamentos onde a cobertura securitária dar-se-á em apólice diferente do Seguro Habitacional do Sistema Financeiro da Habitação, desde que a operação preveja, obrigatoriamente, no mínimo, a cobertura relativa aos riscos de morte e invalidez permanente. seguinte, verbis: No mesmo sentido, a Resolução BACEN nº 3005/2002 dispõe o Art. 10. Além das demais condições estabelecidas na legislação em vigor, as operações no âmbito do SFH devem observar o seguinte: Parágrafo 1º Os custos de contratação de apólice de seguros de morte e invalidez permanente, danos físicos ao 14

15 imóvel e, quando for o caso, responsabilidade civil do construtor, não estão incluídos na remuneração efetiva máxima a que se refere o inciso III, sendo facultada a contratação de seguro sem a interveniência da instituição concedente do crédito, exceto no caso de opção pela Apólice do Seguro Habitacional do SFH. Destaque-se ainda a manifestação da SUSEP, às fls. 177/182, afirmando expressamente à fl. 181 que não procede a alegação de que o seguro necessariamente deva ser efetuado por intermédio da Caixa, listando ainda uma série de seguradoras que estão aptas a oferecer este seguro habitacional. Apesar da clareza da questão, a ré persiste nesta prática abusiva, justificando a imediata intervenção do Poder Judiciário para cessar a ilegalidade. B DAS DEMAIS VENDAS CASADAS PRATICADAS PELA RÉ: Como já mencionado, através do procedimento instaurado no MPF constatou-se que a ré pratica, com lamentável frequência, venda casada, condicionando o fornecimento de determinados serviços à contratação de outros. O caso mais frequente parece ser a exigência de abertura de conta para os consumidores que pleiteiam um financiamento imobiliário, sendo este fato que deu origem à apuração pelo Parquet. Comprovando que tal prática ocorre reiteradamente e em todo território nacional, cabe salientar que a 3ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal expediu a Recomendação nº 02/2003, acostada à fl. 170, recomendando à CEF para que informasse aos mutuários do SFH, sobre a possibilidade de pagamento das parcelas do financiamento imobiliário, mediante débito em conta corrente ou por meio de boleto bancário, assegurando-lhes a liberdade de escolha. 15

16 prática abusiva. Passados mais de 3 anos, a ré, infelizmente, continua com esta Neste sentido, cabe observar que, em atendimento à requisição deste Parquet, a CEF encaminhou relação dos adquirentes das unidades do Conjunto Residencial Moradas do Itanhangá (fls. 41/59 e 83/101), bem como, dos adquirentes que figuram como titulares de contas da CEF (fls. 60/82). Pois bem, de um total de moradores (total apontado à fl. 59), aproximadamente possuem conta na CEF. Ora, este elevado índice (mais de 70%) não pode ser apenas uma simples coincidência. É evidente que todos sofreram pressão da ré para abrirem contas, sob pena de serem prejudicados em suas justas expectativas a um financiamento. Afinal, qual será o percentual da população que tem conta na CEF? Certamente, é muito menor do que 70%. O caso relatado às fls. 122/124 é apenas mais um dentre tantos outros, em que uma pessoa humilde que adquiriu um financiamento na CEF recebeu cartão de crédito e talão de cheques não solicitados, os quais deram origem a uma considerável dívida, em razão dos extorsivos juros cobrados. Com efeito, merece especial atenção o teor do Processo que tramitou no JEF de São Pedro da Aldeia, e que forma o PA / (em apenso). (fls. 31/33): Destaque-se inicialmente os seguintes depoimentos prestados Depoimento Pessoal dos autores: QUE no momento em que assinaram o contrato de financiamento, o qual leram por alto, foi-lhes dito que as parcelas dos pagamentos seriam debitados automaticamente 16

17 na conta corrente deles. Que tanto isso é verdade que só abriram aquela conta corrente por imposição da CEF, exatamente para que os débitos daquele financiamento fossem feitos automaticamente, sendo ainda que, na ocasião, o gerente que os atendeu disse-lhes que, para obter o financiamento eles ainda deveriam adquirir outros produtos da CEF, como a própria conta corrente já referida e mais um plano de previdência privada, plano este que, por isso, também compraram e cujas prestações seriam debitadas automaticamente na conta corrente deles. Depoimento da testemunha SHIRLEY OLIVEIRA BARBOSA (funcionária da CEF): QUE na assinatura de contratos da espécie a CEF exige a abertura de uma conta corrente para que haja um vínculo maior com os contratantes pois considera só o contrato de financiamento muito pouco, conta esta que paga tarifas normais; QUE na ocasião em que se celebra um contrato de financiamento os funcionários da CEF também sempre oferecem outros produtos da Instituição avisando aos contratantes que, quanto mais produtos adquirirem gerará um aumento na pontuação deles no sistema da CEF que, por conseguinte, facilitará a aprovação do financiamento. QUE, à exceção da conta corrente, nenhum dos outros produtos oferecidos ao mutuário por ocasião do contrato de financiamento é de aquisição obrigatória para a concessão do empréstimo. Depoimento da testemunha MARCIA DE SANTANA (funcionária da CEF): QUE está dentro das atribuições da depoente explicar aos candidatos de financiamento, como fez aos autores, que para a concessão de um financiamento a CEF exige que eles tenham uma conta corrente aberta na agência exatamente porque a CEF também prefere que os pagamentos das prestações do financiamento sejam feitas mediante débito automático naquela conta corrente, o que cria um vínculo e uma garantia maiores para a instituição. 17

18 QUE na ocasião em que explica as condições do contrato de financiamento, a depoente é orientada a oferecer aos clientes os outros produtos da Instituição, esclarecendo-lhes mais, que quantos mais produtos adquirirem gerará uma melhoria nos seus conceitos pelo sistema da CEF, melhora esta que, por sua vez facilitará que obtenham qualquer tipo de crédito da CEF, inclusive financiamento imobiliário. QUE aqueles outros produtos da CEF oferecidos aos mutuários que contratam financiamento imobiliário à exceção da conta corrente, não são de aquisição obrigatória, isto é, se não comprados não impedem a concessão do financiamento, se bem que, como já dito, facilitem. Pois bem, diante destes depoimentos, o ilustre magistrado, na sentença de procedência do pedido, em face da constatação da conduta da Ré- CEF, de condicionar a concessão de financiamento imobiliário à abertura e manutenção, pelo mutuário, de conta-corrente onerada por taxas bancárias próprias, prática esta considerada abusiva no art. 39, inc. I, do Código do Consumidor, e que, ao que se pode apurar nestes autos, impõe-se rotineiramente a todos os contratos da espécie firmados pela instituição, determinou a remessa de cópia do autos ao MPF para que adotasse as medidas cabíveis em defesa dos interesses difusos e coletivos. Com efeito, mostra-se irretocável tal atitude, tendo o nobre sentenciante verificado que a prática abusiva da CEF causa danos que afetam toda a coletividade, sendo imprescindível a atuação do Parquet para fazer cessar tal ilegalidade. Há ainda nestes autos comprovação de outros casos de venda casada, como, por exemplo, aquele apreciado pela sentença, cuja cópia encontra-se às fls. 151/158, em que a liberação do saldo do FGTS foi condicionada à assinatura de um contrato de acidentes pessoais. 18

19 Situação semelhante se verifica no PA / , instaurado a partir de cópia da Ação Penal ,, onde consta o depoimento de uma testemunha afirmando que ao se dirigir à agência da CEF para sacar seu FGTS, a gerente o teria obrigado a abrir uma conta poupança e fazer um seguro residencial SASSE FÁCIL. Diante de todos os exemplos citados, resta inquestionável que esta é uma prática frequente adotada nas agências da CEF. Os depoimentos dos próprios funcionários da ré, acima transcritos, assumindo que obrigam a abertura de conta corrente para concessão de financiamento não deixa margem a dúvidas. Imagine Exa. como se sente uma pessoa que batalhou a vida inteira buscando o sonho da casa própria e, ao se dirigir a uma agência da CEF em busca de um financiamento com base no SFH, lhe é dito que deve abrir uma conta corrente e contratar ainda outros serviços para facilitar a concessão do financiamento. É evidente que diante deste sonho, que somente pode ser realizado através do SFH, e com medo de perder a oportunidade, o cidadão aceitará contratar quaisquer serviços que lhe foram oferecidos. Infelizmente, em inúmeros casos, estes sonhos se transformam em pesadelos, pois estes serviços empurrados junto com o financiamento muitas vezes sobrecarregam o mutuário, que acaba ficando inadimplente e adquirindo dívidas consideráveis, tendo em vista, inclusive, as absurdas taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras neste país. O mesmo pode-se dizer em relação a um trabalhador que, tendo sido demitido, dirige-se à CEF para retirar o saldo de seu FGTS. Diante da necessidade, acaba aceitando contratar os serviços que lhe forem oferecidos como necessários para agilizar o processamento de seu pedido. 19

20 Frise-se que na grande maioria dos casos as vítimas desta prática lastimável são pessoas de baixa renda e com pouca instrução, as quais não conhecem o Código de Defesa do Consumidor e não sabem sequer o que significa venda casada. São estas pessoas que o Ministério Público visa proteger através da presente demanda, sendo certo que apenas uma pequena minoria recorre ao Ministério Público ou a outros órgãos de defesa do consumidor para denunciar tais práticas. A maioria, por não ter consciência de que foi vítima de uma ilegalidade ou não saber a quem recorrer, acaba aceitando o fato e sofrendo os prejuízos. Como já mencionado, as práticas narradas são consideradas abusivas e expressamente vedadas pelo art. 39, inciso I, da Lei 8.078/90, verbis: Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos e serviços, dentre outras práticas abusivas: I condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos; Ademais, a venda casada é tipificada como crime no art. 5º, II, da Lei 8137/90, cuja pena varia de 2 a 5 anos de reclusão: Art. 5 Constitui crime da mesma natureza: II - subordinar a venda de bem ou a utilização de serviço à aquisição de outro bem, ou ao uso de determinado serviço. A caracterização da venda casada como crime demonstra a gravidade da prática, a qual representa uma enorme afronta às relações de consumo, causando danos a toda a coletividade. 20

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