2º CONGRESSO BRASILEIRO DE POLÍTICA, PLANEJAMENTO E GESTÃO EM SAÚDE UNIVERSALIDADE, IGUALDADE E INTEGRALIDADE DA SAÚDE: UM PROJETO POSSÍVEL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "2º CONGRESSO BRASILEIRO DE POLÍTICA, PLANEJAMENTO E GESTÃO EM SAÚDE UNIVERSALIDADE, IGUALDADE E INTEGRALIDADE DA SAÚDE: UM PROJETO POSSÍVEL"

Transcrição

1 2º CONGRESSO BRASILEIRO DE POLÍTICA, PLANEJAMENTO E GESTÃO EM SAÚDE UNIVERSALIDADE, IGUALDADE E INTEGRALIDADE DA SAÚDE: UM PROJETO POSSÍVEL Modelos de atenção à saúde no SUS: transformação, mudança ou conservação? Carmen Fontes de Souza Teixeira Ana Luiza Queiroz Vilasboas UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA BELO HORIZONTE 2013

2 2 MODELOS DE ATENÇÃO À SAÚDE NO SUS: TRANSFORMAÇÃO, MUDANÇA OU CONSERVAÇÃO? 1. INTRODUÇÃO A reorganização dos serviços e a reorientação das práticas e do processo de trabalho em saúde têm sido um dos temas centrais do debate conceitual e político no âmbito do SUS. A trajetória desse debate tem sido marcada pela crítica e redefinição de idéias oriundas de movimentos internacionais de reforma dos sistemas de saúde, às quais se articulam, dinamicamente, propostas surgidas da experimentação prática e elaboração de alternativas que refletem a especificidade das condições nas quais se desenvolve o processo de reforma sanitária em nosso país. O objetivo desse trabalho é delimitar algumas questões que permeiam o debate conceitual e definem as opções políticas colocadas aos gestores do SUS no que diz respeito à mudança e transformação do modelo de atenção à saúde, ou seja, à forma de organização do processo de produção de ações e serviços de saúde Tratamos de apresentar, inicialmente, uma breve revisão conceitual, com vistas a subsidiar a compreensão das características dos modelos vigentes e das propostas alternativas de mudança da lógica econômica, organizacional e técnico-operacional que preside a produção e consumos das ações e serviços de saúde. Em seguida, descrevemos os modelos de atenção existentes antes do desencadeamento do processo de reforma do sistema, que ainda hoje permanecem vigentes, ainda que se enfrentem, cotidianamente com a introdução de propostas de mudança. Em um segundo momento, apresentamos uma caracterização das propostas de reorganização das práticas e dos serviços de saúde emanadas dos movimentos de reforma em saúde no âmbito internacional, com as quais dialogam criticamente, os pesquisadores

3 3 brasileiros que se dedicam a este tema. Em seguida apresentamos as principais propostas alternativas, identificando seu contexto de emergência, suas bases conceituais, e suas propostas de mudança organizacional. Finalmente, discutimos os avanços e limites do processo de incorporação de algumas dessas propostas às políticas e estratégias implementadas no SUS e apontamos os principais desafios que se colocam aos formuladores de políticas e gestores do sistema para superar a tendência à conservação e reprodução dos modelos e as práticas hegemônicas. 2. ASPECTOS CONCEITUAIS A revisão da literatura latino-americana e brasileira sobre o tema revela que o interesse em definir e conceituar modelo de atenção surgiu no contexto do debate internacional sobre reformas do sistema de saúde, especialmente com a proposta de organização dos Sistemas Locais de Saúde, fomentada pela OPS nos anos 80. No Brasil, este debate deu lugar à elaboração de várias definições, baseadas em enfoques teórico-conceituais distintos. A primeira delas parte da definição apresentada pela OPS (1992) segunda a qual modelo de atenção é uma forma de organização das unidades de prestação de serviços de saúde, ou seja, uma forma de organização dos estabelecimentos de saúde, a saber, centros de saúde, policlínicas, hospitais. Nessa perspectiva, a organização dos serviços pode assumir um formato de rede, entendida como conjunto de estabelecimentos voltados à prestação de serviços do mesmo tipo, por exemplo, rede ambulatorial, rede hospitalar, ou por serviços de distintos níveis de complexidade tecnológica, interligados por mecanismos de referência e contra-referência, constituindo assim, redes integradas de atenção a problemas ou grupos populacionais específicos, as quais constituem a base operacional de sistemas de saúde (MENDES, 2009).

4 4 A segunda emergiu do debate em torno das possibilidades de organização do processo de prestação de serviços de saúde em unidades ou estabelecimentos de saúde na época de implantação do Sistema Unificado Descentralizado de Saúde (SUDS) entre 1987 e Baseia-se na análise crítica da lógica que presidia a prestação de serviços, e distingue a atenção à demanda espontânea, da oferta organizada (PAIM, 1993a) tomando como principal critério a distinção entre a consultação e a programação/ações programáticas (SCHRAIBER, 1990), ou seja, a existência ou não de um processo de identificação, seleção e priorização de necessidades de saúde da população atendida. Dessa reflexão, surgiu a proposta de organização da Vigilância da Saúde, entendida como uma forma de organização das práticas de saúde que contempla a articulação das ações de promoção da saúde, prevenção e controle de riscos, assistência e reabilitação, de modo a se desenvolver uma atenção integral a problemas de saúde e seus determinantes, a necessidades e demandas da população em territórios específicos (PAIM, 1993b; TEIXEIRA, PAIM, VILASBOAS, 1998). A terceira definição fundamenta-se na identificação dos elementos estruturais do processo de trabalho em saúde e considera que modelos assistenciais, podem ser entendidos como combinações de saberes (conhecimentos) e técnicas (métodos e instrumentos) utilizadas para resolver problemas e atender necessidades de saúde individuais e coletivas, não sendo, portanto, simplesmente uma forma de organização dos serviços de saúde nem tampouco um modo de administrar (gerir ou gerenciar) um sistema de saúde. Nessa perspectiva, os modelos assistenciais são formas de organização das relações entre sujeitos (profissionais de saúde e usuários) mediadas por tecnologias (materiais e não materiais) utilizadas no processo de trabalho em saúde, cujo propósito é intervir sobre problemas (danos e riscos) e necessidades sociais de saúde historicamente definidas (PAIM, 2002). Com base nessas definições, pode-se conceber modelo de atenção, de forma sistêmica, articulando três dimensões: uma gerencial, relativa aos mecanismos de condução do processo

5 5 de reorganização das ações e serviços, uma organizativa, que diz respeito ao estabelecimento das relações entre as unidades de prestação de serviços, levando em conta a hierarquização dos níveis de complexidade tecnológica do processo de produção das ações de saúde, e a dimensão propriamente técnico-assistencial, ou operativa, que diz respeito às relações estabelecidas entre o (s) sujeito(s) das práticas e seus objetos de trabalho, relações estas mediadas pelo saber e tecnologia que operam no processo de trabalho em saúde, em vários planos, quais sejam os da promoção da saúde, da prevenção de riscos e agravos, da recuperação e reabilitação (TEIXEIRA, 2003). Nessa perspectiva, a transformação do modelo de atenção exige a formulação e implementação de políticas que criem condições para as mudanças ao nível micro, ou seja, com o desencadeamento de processos político-gerenciais que criem condições favoráveis para a introdução de inovações nas dimensões gerenciais, organizativas e técnico-assistenciais propriamente ditas, isto é, no âmbito das práticas de saúde -promocionais, preventivas, assistenciais ou reabilitadoras. Estas mudanças podem incidir tanto sobre o conteúdo das práticas quanto na forma de organização do processo de trabalho nos estabelecimentos de saúde nos diversos níveis de complexidade e também na forma de organização das unidades em redes de serviços que contemplem princípios de economia de escala na distribuição territorial dos recursos e, ao mesmo tempo busquem o ajuste possível entre o perfil de oferta de ações e serviços e as necessidades e demandas da população (TEIXEIRA, 2003). 3. OS MODELOS DE ATENÇÃO HEGEMÔNICOS Pela posição que ocupava no cenário internacional durante o período colonial, no período do Império e na primeira República, o Brasil, sofreu a influência direta do que se passava na Europa, principalmente na França, e na Alemanha, centros hegemônicos do desenvolvimento da Medicina científica ensinada nas Escolas Médicas da Bahia e do Rio de

6 6 Janeiro, bem como sofreu a influência da Inglaterra, principalmente em função do domínio exercido pelo imperialismo britânico após as guerras napoleônicas. Com isso, a Medicina brasileira incorporou as doutrinas praticadas nos centros hegemônicos europeus e organizou-se inicialmente como uma profissão liberal regida pela oferta de serviços no mercado ao lado da atenção filantrópica prestada por organizações religiosas. Já no.período republicano, o Rio de Janeiro, capital da República, foi o cenário do surgimento da nossa Saúde Pública, com o trabalho desenvolvido por Osvaldo Cruz, no combate à epidemia de febre amarela, configurando-se a intervenção do Estado sobre a saúde da população. Ao longo do século XX, sob a égide dos processos de industrialização e urbanização e respondendo a pressões e decisões políticas que ocorreram em distintas conjunturas, foram sendo constituídos dois modelos distintos de atenção à saúde da população: o modelo médico assistencial hospitalocêntrico e o modelo sanitarista, vigentes na época em que se desencadeou o movimento pela Reforma Sanitária. Modelo Médico-Assistencial Hospitalocêntrico Este modelo tem suas raízes históricas na medicina liberal a qual se passou, ao longo do século XX, por um processo de mudança em suas bases organizacionais e gerenciais, em função da progressiva incorporação tecnológica. Este processo estruturou as bases dos dois sistemas de prestação de serviços de saúde existentes na época em que se começou a discutir a possibilidade de uma ampla reforma sanitária, ou seja, o sistema público, constituído por um conjunto heterogêneo de instituições em vários níveis de governo, das quais a mais importante era o antigo Instituto de Assistência Médica da Previdência Social o INAMPS, e do outro, o sistema privado, composto por várias modalidades de empresas médico-hospitalares, que constituíram a base para a expansão dos planos privados de saúde.

7 7 Embora do ponto de vista do Financiamento tenham se configurado dois sistemas, o público e o privado, do ponto de vista da organização do processo de prestação de serviços, tanto nos serviços públicos quanto nos privados reproduzia-se o modelo médico-assistencial hospitalocêntrico, ainda que no âmbito do sistema público este modelo convivesse com o modelo sanitarista, como veremos a seguir. No sistema público, ademais, grande parte da rede assistencial era composta por serviços privados contratados e conveniados, o que levou alguns autores, inclusive, a considerarem o modelo assistencial prevalente como privatizante ou privatista. Modelo Sanitarista Embora seja possível identificar o desenvolvimento de algumas ações de controle sanitário no Brasil Colônia e Império, os estudiosos do tema concordam em datar o surgimento de uma ação organizada do Estado brasileiro na República Velha, com as campanhas sanitárias de controle de epidemias que ameaçavam o desenvolvimento econômico do país (febre amarela, varíola, peste), realizadas sob comando de Osvaldo Cruz, no Rio de Janeiro, no início do século XX. Seguindo o processo que caracterizou o desenvolvimento científico-técnico e organizacional na área, o modelo sanitarista incorporou, ao longo do século XX, além das campanhas, que ainda subsistem, a elaboração e implantação dos programas especiais de controle de doenças e outros agravos, caminhando, a partir dos anos 70 para a implantação de sistemas de vigilância em saúde. A partir dos anos 90, o processo de descentralização da gestão do SUS, levou à criação de estruturas administrativas em secretarias estaduais e municipais, responsáveis pela execução de ações de vigilância. No âmbito nacional, a coordenação das ações de vigilância epidemiológica e ambiental passou a ser responsabilidade da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), que reuniu no Ministério da Saúde os programas especiais e as ações de

8 8 vigilância epidemiológica realizadas por órgãos federais distintos. Mais recentemente a SVS incorporou a responsabilidade por ações de vigilância ambiental, desenvolvendo sistemas de informação acerca da qualidade da água, do ar e do solo, desenvolvidos em parceria com outros órgãos governamentais que atuam na área de meio-ambiente. Por outro lado, com a Reforma do Estado, em 1999, foi criada a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que passou a se responsabilizar pela coordenação nacional da política e das ações nesta área, desencadeando um processo de constituição do sistema nacional de vigilância sanitária que inclui a articulação com os órgãos existentes nas secretarias estaduais bem como a criação e fortalecimento de setores correlatos nas secretarias municipais de saúde. 4. PROPOSTAS DE MUDANÇA DO MODELO DE ATENÇÃO A criação do Sistema Único de Saúde (SUS), a partir das lutas pela Reforma Sanitária nos anos 80, implicou na integração dos serviços públicos das diversas instituições, que passaram ao comando do Ministério da Saúde (que incorporou o antigo INAMPS), e das secretarias estaduais e municipais de saúde. Com isso, o SUS herdou o modelo de atenção médico-assistencial hospitalocêntrico e privatista, que subordina, inclusive, as ações e serviços que compõem o modelo sanitarista. Este modelo, entretanto, vem apresentando sinais de uma crise permanente, caracterizada pela tendência inexorável de elevação de custos, redução da efetividade diante das mudanças do perfil epidemiológico da população, crescente insatisfação dos profissionais e trabalhadores de saúde e, por último, mas não menos importante, pela perda de credibilidade e confiança por parte da população usuária. Tal crise começou a ser analisada no início dos anos 70, apontando-se, além dos determinantes estruturais (subordinação à lógica do capital, isto é, a mercantilização dos serviços de saúde) as características específicas do sistema público de saúde brasileiro, marcado pela falta de baixa cobertura assistencial, além da ineficiência administrativa,

9 9 ineficácia técnica e ausência de coordenação interinstitucional. Essa análise crítica subsidiou a elaboração da proposta de RSB e criação do SUS, e está na origem de várias propostas de mudança do modelo de atenção (SILVA JUNIOR, 1998) elaboradas e experimentadas nos últimos 25 anos, a qual tem dialogado criticamente com propostas difundidas no âmbito internacional Propostas dos movimentos ideológicos de reforma em saúde Ao longo do século XX surgiram vários movimentos ideológicos na área de saúde, propondo a introdução ou revisão de concepções acerca da saúde-doença e das formas de organização da produção de ações e serviços. Várias das noções e valores propostos por esses movimentos vêm sendo re-significados, e refuncionalizados, influenciando a formulação de políticas e estratégias de mudança na formação de pessoal e na organização dos serviços de saúde nos últimos 30 anos. Medicina Preventiva, Comunitária e Familiar A Medicina Preventiva surgiu nos EUA, como uma reação da Associação Médica Norte-Americana à possibilidade de intervenção estatal na organização social da assistência. Representando uma leitura liberal e civil (AROUCA, 2003) da prática médica, colocou-se como uma proposta de reforma parcial da prática médica através de mudanças no ensino médico, para que o profissional viesse a adquirir uma atitude preventiva e incorporasse, à sua prática, condutas preventivas e não apenas condutas diagnósticas e terapêuticas. As bases conceituais da Medicina Preventiva incluíam uma concepção dinâmica da saúde e da doença entendidas como parte de um processo contínuo, do qual é possível estabelecer uma História natural (LEAVELL E CLARK, 1978) base para a reorganização da prática médica a partir

10 10 do estabelecimento de níveis de prevenção : primária, secundária e terciária, de acordo com o momento do processo da HND no qual se dá a intervenção. Os conceitos básicos da Medicina Preventiva foram mantidos no corpo doutrinário da Medicina Comunitária, movimento ideológico surgido nos anos 60, também nos EUA. A Medicina Comunitária incorpora como seu objeto de conhecimento e intervenção, a comunidade, superando, assim, a visão individualista da Clínica, presente no movimento preventivista (DONNANGELO, 1976; PAIM, 1986a). Nesse sentido, busca articular a noção de níveis de prevenção incorporada do discurso da Medicina Preventiva ao estabelecimento de níveis de atenção à saúde no âmbito de sistemas de serviços de saúde, além de eleger a participação comunitária como uma das suas principais diretrizes estratégicas. A Medicina Comunitária foi difundida internacionalmente a partir dos anos 70 do século passado, através do movimento em torno da Atenção Primária à Saúde (APS), concebida como estratégia de reorientação de sistemas (STARFIELD; 2002) que contempla a descentralização da gestão e redefinição da oferta de serviços de saúde. Sua redução a um pacote de serviços básicos de saúde para populações pobres constituiu, inclusive, um dos eixos das propostas preconizadas pelo Banco Mundial na década de 90 para países em desenvolvimento (COSTA, 1996). A idéia de eleger a família como foco do cuidado à saúde é um dos elementos centrais do movimento ideológico da Medicina Familiar, também surgido nos anos 60, no contexto da busca de alternativas que garantisse a manutenção da hegemonia da prática médica clínica e hospitalocêntrica. Diante da crescente incorporação tecnológica ao cuidado individual, a tendência à especialização e superespecialização médica e as críticas quanto à desumanização do atendimento, a Medicina familiar busca resgatar a formação do clínico geral capaz de prestar cuidados integrais à família (PAIM, 1986b).

11 11 A Medicina Familiar se diferencia da Medicina Preventiva porque não é uma proposta de mudança de atitude do médico em geral, e sim a criação de uma nova especialidade: a do médico generalista, daí que sua formação deveria ser feita, inclusive, ao nível de cursos de pós-graduação (residências em Medicina Geral e Comunitária). Do ponto de vista conceitual, a Medicina Familiar recusa a simplificação tecnológica proposta de Medicina Comunitária, e do ponto de vista organizativo, assimila o processo de capitalização da assistência ambulatorial e laboratorial, expressando-se na valorização das clínicas e policlínicas (empresas médicas). No Brasil, estes movimentos influenciaram a introdução de mudanças na formação de pessoal em saúde, a exemplo da criação dos departamentos de Medicina Preventiva nas Escolas Médicas e de Programas de Pós-graduação em Medicina Comunitária e Residências em Medicina Geral e Comunitária. Também influenciaram mudanças nas políticas e na organização dos serviços públicos de saúde, como os Programas de Extensão de Cobertura nos anos 70, assim como a implantação dos Sistemas Locais de Saúde (SILOS), na época de implantação do SUDS e, mais recentemente, a formulação da Política de Atenção Básica (BRASIL, 2011) e a estratégia de Saúde da Família (GIOVANELLA e MENDONÇA, 2008). Promoção da saúde, Nova Saúde Pública e Determinantes Sociais da Saúde Além dos movimentos ideológicos que propõem mudanças na organização da prática médica, adjetivada como preventiva, comunitária, familiar, surgiram movimentos que propõem mudanças na forma de intervenção do Estado sobre os problemas e necessidades de saúde da população, seja sugerindo ampliação, redefinição ou redução das funções e responsabilidades historicamente assumidas. O primeiro movimento com essa abrangência foi articulado em torno da Promoção da Saúde, proposta apresentada inicialmente no Relatório Lalonde (1974) e consubstanciada na

12 12 Carta de Ottawa, de Este movimento traz uma inovação conceitual em relação ao processo saúde doença, com a redefinição e atualização do modelo ecológico através da elaboração da proposta de campo da saúde (DEVER; 1984), segundo o qual os fatores causais, anteriormente organizados na tríade Agente Hospedeiro Ambiente, passam a serem dispostos em um modelo composto pela biologia humana, ambiente, estilos de vida e sistemas de serviços de saúde. Do ponto de vista da prática, a Promoção da Saúde também se diferencia dos movimentos anteriores, ao deslocar o eixo organizacional da atenção à saúde da figura do médico para a ação social e política em torno da criação e manutenção de condições saudáveis de vida. Coerentemente com a concepção de campo da saúde, estas ações podem ser desenvolvidas em planos distintos, incluindo desde mudanças nos estilos de vida das pessoas, até intervenções ambientais e mudanças nas políticas econômicas e sociais, inclusive, mudanças na organização dos sistemas e serviços de saúde. As idéias e propostas em torno da Promoção da Saúde têm sido absorvidas por organismos internacionais e nacionais (FERRAZ, 1999; TEIXEIRA, 2002) e repercutido no Brasil estimulando iniciativas em vários níveis de governo, principalmente a partir de meados dos anos 90, processo que culminou com a aprovação da Política Nacional de Promoção da Saúde, em 2006 (BRASIL, 2006). Enquanto os canadenses discutiam a possibilidade de reorientar sua política de saúde com base na promoção da saúde, surgiu, nos EUA, outro movimento especificamente voltado a propor mudanças nas práticas de Saúde Pública. Originário do relatório da Comissão para o Estudo do Futuro da Saúde Pública (INSTITUTE DE MEDICINE, 1988) gerou a elaboração de propostas em torno das tarefas básicas da Saúde Pública, quais sejam: prevenção das doenças infecciosas; promoção da saúde; melhoria da atenção médica e da reabilitação (TERRIS, 1992).

13 13 Na América Latina, esse movimento se traduziu na proposta de definição das Funções Essenciais da Saúde Pública, difundida pela Organização Pan-americana de Saúde durante os anos 90, período de ascensão do neoliberalismo e do debate em torno da redefinição e redução do papel do Estado, inclusive no âmbito das políticas sociais e de saúde em particular. No Brasil este movimento repercutiu principalmente no debate em torno da definição das funções e competências das Secretarias Estaduais de Saúde, por conta do processo de descentralização da gestão do SUS (OPS/ CONASS; 2007). Mais recentemente, a OMS desencadeou um movimento internacional voltado à análise da situação de saúde e seus determinantes sociais, promovendo inclusive a organização de Comissões encarregadas desse trabalho, como forma de sensibilizar os governos a adotarem políticas intersetoriais voltadas à melhoria das condições de vida e saúde das populações. Este movimento fundamenta-se em uma concepção abrangente de saúde, sistematizada no diagrama proposto por Dahlgren e Whitehead (1991), que incorpora, além dos determinantes econômicos e sociais, os determinantes biológicos (genético-hereditários), interpondo entre eles a ação social organizada em redes de apoio, (suporte à vida e à saúde), constituídas por organizações governamentais e não governamentais, ou seja, associações comunitárias e movimentos sociais Propostas redefinidas e/ou elaboradas no âmbito do SUS O processo de construção do SUS tem constituído um imenso e diversificado espaço de investigação, experimentação e elaboração de propostas alternativas que incidem sobre várias dimensões e aspectos do modelo de atenção vigente. Para isso concorrem diversos pesquisadores e grupos de pesquisa envolvidos, através de assessorias e cursos, na formulação e implementação de propostas desde o nível local, em unidades de saúde específicas, até o nível nacional. O registro e análise destas experiências, bem como a sistematização das suas

14 14 bases conceituais, metodológicas, organizacionais e políticas constituem um amplo acervo de textos técnicos e produtos da prática científica que permitem caracterizar as principais propostas de mudança do modelo de atenção elaboradas nos últimos 30 anos. Distritos Sanitários A implantação de Distritos Sanitários (DS) foi desencadeada por algumas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde com apoio da OPS e da Cooperação Italiana em Saúde, ainda no período anterior ao SUS, quando da implantação do SUDS estendendo-se aos primeiros anos da década de 90 (MENDES, 1993; TEIXEIRA e MELO, 1995). Inspirados na proposta de organização dos SILOS e na experiência das Unidades Sanitárias Locais do sistema de saúde italiano, os DS constituíram uma estratégia de reorganização dos serviços que adotava a perspectiva sistêmica, enfatizando a base territorial como critério fundamental para a definição da população coberta e do perfil de oferta dos serviços, levando-se em conta a articulação dos diversos níveis de complexidade e, principalmente, o perfil da demanda e a identificação das necessidades de saúde da população. Tal proposta retomava idéias contidas no método CENDES - OPS (1965), articulando alguns dos seus conceitos-chave com os avanços da geografia crítica, da epidemiologia e do enfoque situacional de planejamento. Nesse sentido, contemplava a delimitação dos territórios (KADT e TASCA 1993), o geoprocessamento de informações, a identificação e descrição de problemas e o desenho de estratégias de intervenção sobre doenças, agravos ou determinantes das condições de saúde (TEIXEIRA, 1993; 1994; SÁ e ARTMANN, 1994). Oferta Organizada / Ações Programáticas de Saúde No mesmo contexto em que se desenvolveu a implantação dos Distritos Sanitários foi elaborada uma análise crítica da lógica de atendimento à demanda espontânea, que

15 15 caracterizava os estabelecimentos de saúde da rede pública, propondo-se a articulação destas ações com a oferta organizada de serviços e as ações previstas nos programas especiais (TEIXEIRA e PAIM, 1990). Paralelamente, a experiência desenvolvida em um Centro de Saúde Escola em São Paulo constituiu o solo onde germinou a re-conceituação da proposta de programação em saúde, entendida como forma de reorganização do processo de trabalho em saúde, com ênfase na incorporação de uma perspectiva epidemiológica e social (SCHRAIBER, 1990; 1996). Vigilância da Saúde A Vigilância à Saúde (VISAU) surge no final dos anos 80 e início dos anos 90, (MENDES, 1993; PAIM, 1993b; TEIXEIRA e MELO, 1995), a partir da refuncionalização do modelo da HND (LEAVELL e CLARK, 1978), da incorporação da Promoção da Saúde e dos pressupostos do modelo da Determinação Social do processo saúde-doença, tomando o ideal da integralidade da atenção como imagem-objetivo a nortear arranjos tecnológicos entre práticas articuladas voltadas a controlar determinantes, riscos e agravos à saúde. O ponto de partida para o desenvolvimento de ações de VISAU é a delimitação de um território-população sobre o qual, profissionais de saúde e representantes da população organizada irão discutir e deliberar sobre os problemas de saúde e propor intervenções que incidam sobre seus determinantes e condicionantes. O processo de deliberação sobre os problemas e respectivas intervenções apóia-se em abordagens participativas de planejamento, em especial, aquelas baseadas no enfoque estratégico-situacional do planejamento em saúde (TEIXEIRA, 1993). As intervenções propostas para enfrentar os problemas de saúde prioritários incluem desde ações de controle dos determinantes, especialmente aquelas que exigem a conjugação de esforços de articulação intersetorial, passando por ações de proteção específica, de prevenção de riscos atuais ou potenciais, de triagem e diagnóstico precoce, até a

16 16 redução de danos já instalados e de possíveis seqüelas, mediante ações de reabilitação. Desse modo, a VISAU busca articular o enfoque populacional (promoção) com o enfoque de risco (prevenção) e o enfoque clínico (assistência) constituindo-se em um referencial para a reorganização de um conjunto de políticas e práticas que podem assumir configurações específicas de acordo com a situação de saúde da população, em cada país, estado ou município. A operacionalização dessa proposta ao envolver a população organizada, inclusive, contempla o uso de tecnologias de comunicação social para a mobilização e organização dos diversos grupos para a promoção e defesa das suas condições de vida e saúde, transcendendo, portanto, o sistema de saúde e expandindo-se a outros setores e órgãos de ação governamental e não governamental. Acolhimento/Clínica ampliada Ainda nos anos 90 surgem os primeiros estudos do grupo de pesquisadores da UNICAMP sobre a gestão e organização do trabalho no âmbito das unidades de saúde, base conceitual para a posterior formulação de propostas conhecidas como o modelo em defesa da vida, que tem como pilar a preocupação com o acolhimento e o estabelecimento de vínculos entre os profissionais e a população (CAMPOS, 1994; MERHY, 1994; CECÍLIO, 1994; FRANCO, BUENO, MERHY, 1999). Esse processo implica mudanças na porta de entrada aos serviços com introdução de mudanças na recepção ao usuário, no agendamento das consultas e na programação da prestação de serviços, de modo a incluir atividades derivadas na releitura das necessidades sociais de saúde da população (MERHY, 1994). Além de contribuir para a humanização e melhoria da qualidade da atenção, o acolhimento pode ser entendido como uma estratégia de reorientação da atenção à demanda espontânea que pode ter efeitos significativos na

17 17 racionalização dos recursos e na melhoria das relações entre os profissionais de saúde e os usuários, tanto do ponto de vista técnico-político quanto ético (SOLLA, 2006). Um dos autores desse grupo posteriormente elaborou uma proposta sistemática de reorganização da clínica, denominada clínica ampliada, cujos pilares são a constituição de equipes de referência, o apoio matricial e a elaboração do projeto terapêutico singular (CAMPOS, 1999, 2003; TESSER, NETO, CAMPOS, 2010). Trata-se de uma proposta que visa ajudar usuários e trabalhadores de saúde a lidar com a complexidade dos sujeitos e a multiplicidade dos problemas de saúde na atualidade, de modo a superar a fragmentação produzida pelos recortes diagnósticos e burocráticos, ao tempo em que estimula os usuários, buscando sua participação e autonomia do projeto terapêutico. A difusão e incorporação dessas idéias ao debate no âmbito das instituições gestoras do SUS, ao nível federal, estadual e municipal têm contribuído para a problematização da chamada (des) humanização" do atendimento, subsidiando a formulação da Política Nacional de Humanização cujo objetivo é estimular o debate em torno dessas questões e propiciar o aumento da eficácia das práticas clínicas (DESLANDES e AYRES, 2005; PASCHE e PASSOS, 2010). Saúde da Família A Saúde da Família implementada no SUS pode ser entendida como uma articulação de elementos provindos de vários dos movimentos ideológicos, bem como apresenta a incorporação de algumas propostas alternativas descritas anteriormente. De fato, a Saúde da Família tem atravessado conjunturas político-institucionais distintas, nas quais dialoga com diversas propostas, o que se traduz na incorporação de noções e elaboração de diretrizes operacionais que enfatizam diversas dimensões do processo de mudança do modelo de atenção.

Modelos de atenção revisando conceitos e práticas no SUS

Modelos de atenção revisando conceitos e práticas no SUS Modelos de atenção revisando conceitos e práticas no SUS Voltando às perguntas simples O que é atenção à saúde? O que é saúde? O que é atenção à saúde? Prestar atenção= Cuidar? Cuidar de si, cuidar do

Leia mais

Modelos Assistenciais em Saúde

Modelos Assistenciais em Saúde 6 Modelos Assistenciais em Saúde Telma Terezinha Ribeiro da Silva Especialista em Gestão de Saúde A análise do desenvolvimento das políticas de saúde e das suas repercussões sobre modos de intervenção

Leia mais

13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014

13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014 13º - AUDHOSP AUDITORIA NO SUS VANDERLEI SOARES MOYA 2014 AUDITORIA NA SAÚDE Na saúde, historicamente, as práticas, as estruturas e os instrumentos de controle, avaliação e auditoria das ações estiveram,

Leia mais

Políticas públicas e a assistência a saúde

Políticas públicas e a assistência a saúde Universidade de Cuiabá UNIC Núcleo de Disciplinas Integradas Disciplina: Formação Integral em Saúde História da Saúde no Brasil: Políticas públicas e a assistência a saúde Profª Ma. Kaline A. S. Fávero,

Leia mais

SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde

SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde Universidade de Cuiabá - UNIC Núcleo de Disciplinas Integradas Disciplina: Formação Integral em Saúde SUS: princípios doutrinários e Lei Orgânica da Saúde Profª Andressa Menegaz SUS - Conceito Ações e

Leia mais

PLANO DIRETOR DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA Brasil: Ministério da Saúde/ANVISA

PLANO DIRETOR DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA Brasil: Ministério da Saúde/ANVISA http:///br/resenhas.asp?ed=8&cod_artigo=136 Copyright, 2006. Todos os direitos são reservados.será permitida a reprodução integral ou parcial dos artigos, ocasião em que deverá ser observada a obrigatoriedade

Leia mais

Promoção da Saúde: da prevenção de doenças à defesa da vida

Promoção da Saúde: da prevenção de doenças à defesa da vida Promoção da Saúde: da prevenção de doenças à defesa da vida Antônio Ivo de Carvalho Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca / FIOCRUZ Setembro de 2007 Promoção da saúde Novo paradigma de pensamento

Leia mais

Aracaju: em foco o modelo Saúde Todo Dia. A Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva em debate

Aracaju: em foco o modelo Saúde Todo Dia. A Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva em debate Aracaju: em foco o modelo Saúde Todo Dia. A Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva em debate ALEXANDRE DE SOUZA RAMOS 1 Saúde como direito de cidadania e um sistema de saúde (o SUS) de cunho marcadamente

Leia mais

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA,

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA, Carta de Campinas Nos dias 17 e 18 de junho de 2008, na cidade de Campinas (SP), gestores de saúde mental dos 22 maiores municípios do Brasil, e dos Estados-sede desses municípios, além de profissionais

Leia mais

Maria Rachel Jasmim de Aguiar

Maria Rachel Jasmim de Aguiar III Mostra Nacional de Produção em Saúde da Família A ATENÇÃO PRIMÁRIA E A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO EM UM MODELO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE Maria Rachel Jasmim de Aguiar Orientação: Carlos Eduardo Aguilera

Leia mais

PLANO OPERATIVO PARA IMPLEMENTAÇÃO DE AÇÕES EM SAÚDE DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA 2012-2015

PLANO OPERATIVO PARA IMPLEMENTAÇÃO DE AÇÕES EM SAÚDE DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA 2012-2015 MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA E PARTICIPATIVA PLANO OPERATIVO PARA IMPLEMENTAÇÃO DE AÇÕES EM SAÚDE DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA 2012-2015 Brasília - DF 2012 1 O presente Plano

Leia mais

Carta de Joinville 1) Sobre o Financiamento

Carta de Joinville 1) Sobre o Financiamento Carta de Joinville Os Secretários e Secretárias Municipais de Saúde, reunidos no XXIII Congresso Nacional das Secretarias Municipais de Saúde e IV Congresso Brasileiro de Saúde, Cultura de Paz e Não-Violência,

Leia mais

SAÚDE MENTAL E ATENÇÃO BÁSICA O VÍNCULO E O DIÁLOGO NECESSÁRIOS ÍNDICE

SAÚDE MENTAL E ATENÇÃO BÁSICA O VÍNCULO E O DIÁLOGO NECESSÁRIOS ÍNDICE MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE AÇÕES PROGRAMÁTICAS ESTRATÉGICAS / DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO GERAL DE SAÚDE MENTAL COORDENAÇÃO DE GESTÃO DA ATENÇÃO BÁSICA

Leia mais

Elaine Lourenço 1 Betânia Freitas 2

Elaine Lourenço 1 Betânia Freitas 2 O PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA (PSF), NO ÂMBITO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) E SUA INTERFACE COM O PROGRAMA DE ATENDIMENTO INTEGRAL À FAMÍLIA (PAIF) DO SISTEMA ÚNICO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL (SUS) Elaine

Leia mais

ERRATA. Na página 11, continuação do Quadro Esquemático das Normas Operacionais do Sus

ERRATA. Na página 11, continuação do Quadro Esquemático das Normas Operacionais do Sus ERRATA Secretaria de Saúde do DF AUXILIAR EM saúde - Patologia Clínica Sistema Único de Sáude - SUS Autora: Dayse Amarílio D. Diniz Na página 11, continuação do Quadro Esquemático das Normas Operacionais

Leia mais

O SUS COMO UM NOVO PACTO SOCIAL

O SUS COMO UM NOVO PACTO SOCIAL O SUS COMO UM NOVO PACTO SOCIAL Profª Carla Pintas O novo pacto social envolve o duplo sentido de que a saúde passa a ser definida como um direito de todos, integrante da condição de cidadania social,

Leia mais

ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: reflexão sobre algumas de suas premissas

ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: reflexão sobre algumas de suas premissas ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: reflexão sobre algumas de suas premissas Ana Kelen Dalpiaz 1 Nilva Lúcia Rech Stedile 2 RESUMO Este texto objetiva abordar, por meio de análise documental, a Estratégia de

Leia mais

Modelos assistenciais: reformulando o pensamento e incorporando a proteção e a promoção da saúde 1.

Modelos assistenciais: reformulando o pensamento e incorporando a proteção e a promoção da saúde 1. 1 Modelos assistenciais: reformulando o pensamento e incorporando a proteção e a promoção da saúde 1. Jairnilson Silva Paim 2 Introdução. A reflexão sobre modelos assistenciais no Brasil desenvolve-se

Leia mais

O PSICÓLOGO NA COMUNIDADE: UMA PESPECTIVA CONTEMPORÂNEA

O PSICÓLOGO NA COMUNIDADE: UMA PESPECTIVA CONTEMPORÂNEA O PSICÓLOGO NA COMUNIDADE: UMA PESPECTIVA CONTEMPORÂNEA (2011) Dayana Lima Dantas Valverde Psicóloga, graduada pela Faculdade de Tecnologia e Ciências de Feira de Santana, BA. Pós-graduanda em Saúde Mental

Leia mais

VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE

VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE Um modelo de assistência descentralizado que busca a integralidade, com a participação da sociedade, e que pretende dar conta da prevenção, promoção e atenção à saúde da população

Leia mais

Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS

Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS Ministério da Saúde NORMA OPERACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO SUS NOST-SUS APRESENTAÇÃO O presente documento é resultado de um processo de discussão e negociação que teve a participação de técnicos

Leia mais

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA AGENDA ESTRATÉGICA PARA A SAÚDE NO BRASIL

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA AGENDA ESTRATÉGICA PARA A SAÚDE NO BRASIL ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA AGENDA ESTRATÉGICA PARA A SAÚDE NO BRASIL A Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), desde meados de 2010, vem liderando

Leia mais

O PROCESSO TERAPÊUTICO EM UM CAPSad: A VISÃO DOS TRABALHADORES

O PROCESSO TERAPÊUTICO EM UM CAPSad: A VISÃO DOS TRABALHADORES 122 O PROCESSO TERAPÊUTICO EM UM CAPSad: A VISÃO DOS TRABALHADORES Carlise Cadore Carmem Lúcia Colomé Beck Universidade Federal de Santa Maria Resumo Os movimentos da Reforma Sanitária e da Reforma Psiquiátrica

Leia mais

Saúde da família, promoção e vigilância: construindo a Integralidade da atenção à saúde no SUS

Saúde da família, promoção e vigilância: construindo a Integralidade da atenção à saúde no SUS Saúde da família, promoção e vigilância: construindo a Integralidade da atenção à saúde no SUS Carmen Fontes Teixeira SciELO Books / SciELO Livros / SciELO Libros TEIXEIRA, CF., and SOLLA, JP. Modelo de

Leia mais

NOTA CIENTÍFICA: A EVOLUÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL E A AMPLITUDE E COMPLEXIDADE DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

NOTA CIENTÍFICA: A EVOLUÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL E A AMPLITUDE E COMPLEXIDADE DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE NOTA CIENTÍFICA: A EVOLUÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL E A AMPLITUDE E COMPLEXIDADE DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE Ana Iva Corrêa Brum Barros 1 Rayana de Carvalho Freitas 2 Prof. Esp. Gilmar dos Santos Soares

Leia mais

Universidade Estadual de Goiás Centro Regional de Referência

Universidade Estadual de Goiás Centro Regional de Referência Universidade Estadual de Goiás Centro Regional de Referência CURSO DE ATUALIZAÇÃO SOBRE INTERVENÇÃO BREVE E ACONSELHAMENTO MOTIVACIONAL PARA USUÁRIOS DE ÁLCOOL, CRACK E OUTRAS DROGAS Rede de Atenção e

Leia mais

PAPEL DE ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO NA EQUIPE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF)

PAPEL DE ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO NA EQUIPE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF) PAPEL DE ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO NA EQUIPE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF) 2013 Larissa de Oliveira Pena Graduanda no curso de Psicologia na União de Ensino Superior (UNIVIÇOSA)/ Faculdade de Ciências Biológicas e

Leia mais

TRABALHO EM EQUIPE. Gênese do conceito

TRABALHO EM EQUIPE. Gênese do conceito Trabalho em Equipe TRABALHO EM EQUIPE Marina Peduzzi Gênese do conceito No campo da saúde o trabalho em equipe emerge em um contexto formado por três vertentes: 1) A noção de integração, que constitui

Leia mais

Rafaela Noronha Brasil

Rafaela Noronha Brasil Saúde Pública e Epidemiologia 2013.1 Rafaela Noronha Brasil Fonoaudióloga ESP/CE Mestre em Saúde, Ambiente e Trabalho Profa Adjunto FATECI/CE Economia agrícola: exportação café (e açúcar) Imigração de

Leia mais

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA

DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM MEDICINA 1. PERFIL DO FORMANDO EGRESSO/PROFISSIONAL Médico, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva. Capacitado a atuar, pautado

Leia mais

Práticas Integrativas e Complementares: Avanços e Desafios para MTC-Acupuntura no

Práticas Integrativas e Complementares: Avanços e Desafios para MTC-Acupuntura no OFICINA DE ATUALIZAÇÃO Práticas Integrativas e Complementares: Avanços e Desafios para MTC-Acupuntura no SUS Brasília - DF 25 e 26 de novembro de 2010 SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE SUS GRATUITO e UNIVERSAL Princípios

Leia mais

CURSO DE ENFERMAGEM Autorizado pela Portaria no 135, de 29/01/09, publicada no DOU no 21, de 30/01/09, seção 1, pág.

CURSO DE ENFERMAGEM Autorizado pela Portaria no 135, de 29/01/09, publicada no DOU no 21, de 30/01/09, seção 1, pág. CURSO DE ENFERMAGEM Autorizado pela Portaria no 135, de 29/01/09, publicada no DOU no 21, de 30/01/09, seção 1, pág. Componente Curricular: ENFERMAGEM EM SAÚDE COLETIVA I Código: ENF 207 CH Total: 90horas

Leia mais

A Educação Física no campo da saúde

A Educação Física no campo da saúde A Educação Física no campo da saúde V Encontro de Coordenadores de Cursos De Educação Física do Estado do Paraná A atuação do profissional de Educação Física no Sistema Único de Saúde - SUS Prof.Ms. Alexandre

Leia mais

Universidade Federal de Pernambuco Centro de Ciências da Saúde Programa de Pós-Graduação Integrado em Saúde Coletiva PLANEJAMENTO E GESTÃO EM SAÚDE

Universidade Federal de Pernambuco Centro de Ciências da Saúde Programa de Pós-Graduação Integrado em Saúde Coletiva PLANEJAMENTO E GESTÃO EM SAÚDE Universidade Federal de Pernambuco Centro de Ciências da Saúde Programa de Pós-Graduação Integrado em Saúde Coletiva PLANEJAMENTO E GESTÃO EM SAÚDE CÓDIGO: CH: EMENTA: PSC-903 45h (3 CRÉDITOS) Os conceitos,

Leia mais

Por uma Composição Técnica do Trabalho centrada no campo relacional e nas tecnologias. leves 1.

Por uma Composição Técnica do Trabalho centrada no campo relacional e nas tecnologias. leves 1. Por uma Composição Técnica do Trabalho centrada no campo relacional e nas tecnologias leves 1. Emerson Elias Merhy Médico Sanitarista, prof. livre docente da Unicamp Túlio Batista Franco Psicólogo sanitarista,

Leia mais

VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS

VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS VII - A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL NO SUAS NA VISÃO DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS Secretaria Nacional de Assistência Social 1 2 3 Quando a Comissão Organizadora da VI Conferência Nacional

Leia mais

O PAPEL DO ASSISTENTE SOCIAL NA SAÚDE PÚBLICA NO MUNICÍPIO DE TRÊS LAGOAS

O PAPEL DO ASSISTENTE SOCIAL NA SAÚDE PÚBLICA NO MUNICÍPIO DE TRÊS LAGOAS O PAPEL DO ASSISTENTE SOCIAL NA SAÚDE PÚBLICA NO MUNICÍPIO DE TRÊS LAGOAS MÁRCIA APARECIDA DOS SANTOS SOLANGE RODRIGUES DE ALMEIDA BERNACHI ACADEMICAS DO CURSO DE SERVIÇO SOCIAL 2012 ASSOCIAÇÃO DE ENSINO

Leia mais

InovarH Rede de inovação e aprendizagem em gestão hospitalar. Autoria: Vera Lúcia Peixoto Santos Mendes RESUMO INTEGRADOR

InovarH Rede de inovação e aprendizagem em gestão hospitalar. Autoria: Vera Lúcia Peixoto Santos Mendes RESUMO INTEGRADOR InovarH Rede de inovação e aprendizagem em gestão hospitalar Autoria: Vera Lúcia Peixoto Santos Mendes RESUMO INTEGRADOR Esta sessão coletiva tem como objetivo apresentar para a comunidade de estudiosos

Leia mais

GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS. Professor Rômulo Passos Aula 08

GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS. Professor Rômulo Passos Aula 08 1 www.romulopassos.com.br / www.questoesnasaude.com.br GRATUITO CURSO COMPLETO DO SUS 17 AULAS 500 QUESTÕES COMENTADAS Professor Rômulo Passos Aula 08 Legislação do SUS Completo e Gratuito Página 1 2 www.romulopassos.com.br

Leia mais

ANÁLISE DO SISTEMA DE REGULAÇÃO DO MUNICÍPIO DE HIDROLÂNDIA/GO. Palavras-chave: Sistema de Regulação. Descentralização, Regionalização e Referência.

ANÁLISE DO SISTEMA DE REGULAÇÃO DO MUNICÍPIO DE HIDROLÂNDIA/GO. Palavras-chave: Sistema de Regulação. Descentralização, Regionalização e Referência. ANÁLISE DO SISTEMA DE REGULAÇÃO DO MUNICÍPIO DE HIDROLÂNDIA/GO Nara FUKUYA 1 ; Ana Elisa Bauer Camargo SILVA 2 1,2 Universidade Federal de Goiás, Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós Graduação, Núcleo de Estudo

Leia mais

LEI Nº 13.558, de 17 de novembro de 2005. Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental - PEEA - e adota outras providências.

LEI Nº 13.558, de 17 de novembro de 2005. Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental - PEEA - e adota outras providências. LEI Nº 13.558, de 17 de novembro de 2005 Procedência: Governamental Natureza: PL. 332/05 DO. 17.762 de 17/11/05 Fonte: ALESC/Div. Documentação Dispõe sobre a Política Estadual de Educação Ambiental - PEEA

Leia mais

ANEXO ÚNICO POLÍTICA ESTADUAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO ESTADO DE GOIÁS

ANEXO ÚNICO POLÍTICA ESTADUAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO ESTADO DE GOIÁS 1 ANEXO ÚNICO POLÍTICA ESTADUAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR NO ESTADO DE GOIÁS I. PROPÓSITOS A Política Estadual em Saúde do Trabalhador tem por propósito definir princípios, diretrizes e estratégias para

Leia mais

INTEGRALIDADE NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE: A ORGANIZAÇÃO DAS LINHAS DO CUIDADO.

INTEGRALIDADE NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE: A ORGANIZAÇÃO DAS LINHAS DO CUIDADO. INTEGRALIDADE NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE: A ORGANIZAÇÃO DAS LINHAS DO CUIDADO. *Publicado no livro: O Trabalho em Saúde: olhando e experienciando o SUS no cotidiano; HUCITEC, 2004-2 a. edição; São Paulo, SP.

Leia mais

AVALIAÇÃO PARA MELHORIA DA QUALIDADE DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA. Apresentação Geral, Objetivos e Diretrizes

AVALIAÇÃO PARA MELHORIA DA QUALIDADE DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA. Apresentação Geral, Objetivos e Diretrizes AVALIAÇÃO DA ATENÇÃO BÁSICA PROJETO AVALIAÇÃO PARA MELHORIA DA QUALIDADE DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA Apresentação Geral, Objetivos e Diretrizes Outubro de 2005 Justificativa A grande expansão da estratégia

Leia mais

As escolas podem transformar os cenários de atuação?

As escolas podem transformar os cenários de atuação? As escolas podem transformar os cenários de atuação? Jorge Harada COSEMS/SP Premissas Relação da Instituição de Ensino com o serviço... com a gestão local é mais amplo do que a autorização ou disponibilização

Leia mais

DECRETO 7.508 E O PLANEJAMENTO REGIONAL INTEGRADO DANTE GARCIA 2015

DECRETO 7.508 E O PLANEJAMENTO REGIONAL INTEGRADO DANTE GARCIA 2015 DECRETO 7.508 E O PLANEJAMENTO REGIONAL INTEGRADO DANTE GARCIA 2015 Região de Saúde [...] espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de Municípios limítrofes, delimitado a partir de identidades

Leia mais

A mudança do modelo de atenção à saúde no SUS: desatando nós, criando laços

A mudança do modelo de atenção à saúde no SUS: desatando nós, criando laços A mudança do modelo de atenção à saúde no SUS: desatando nós, criando laços Carmen Fontes Teixeira SciELO Books / SciELO Livros / SciELO Libros TEIXEIRA, CF., and SOLLA, JP. Modelo de atenção à saúde:

Leia mais

PLANO DE ENSINO Semestre: 2012.1

PLANO DE ENSINO Semestre: 2012.1 DEPARTAMENTO DE SAÚDE CURSO ENFERMAGEM ÁREA: Vigilância PLANO DE ENSINO Semestre: 2012.1 IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO COMPONENTE CURRICULAR PRÉ-REQUISITOS SAU179 POLÍTICAS DE SAÚDE I CARGA HORÁRIA PROFESSOR (A)

Leia mais

Realização: CEREMAPS, EESP e Fundação CEFETBAHIA 1

Realização: CEREMAPS, EESP e Fundação CEFETBAHIA 1 CONHECIMENTOS GERAIS SOBRE SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (QUESTÕES 01 a 30) Questão 01 (Peso 1) A saúde, através do Sistema Único de Saúde, é desenvolvida através de uma política social e econômica que visa,

Leia mais

A EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE E A EDUCAÇÃO POPULAR: UMA REVISÃO DA LITERATURA

A EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE E A EDUCAÇÃO POPULAR: UMA REVISÃO DA LITERATURA A EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE E A EDUCAÇÃO POPULAR: UMA REVISÃO DA LITERATURA Érica Fernanda Nascimento de Souza 1 Renilda Rosa Dias 2 RESUMO O estudo objetivou evidenciar a importância da Educação Popular

Leia mais

2. Histórico do sistema de saúde, proteção social e direito à saúde

2. Histórico do sistema de saúde, proteção social e direito à saúde 2. Histórico do sistema de saúde, proteção social e direito à saúde Marly Marques da Cruz O Capítulo 2 da Parte I compreende os fundamentos teóricos e conceituais e os marcos legais de proteção social

Leia mais

TÍTULO DO PROJETO. Programa de Formação em Saúde e Trabalho (PFST) no HMU. Dário Nunes dos Santos

TÍTULO DO PROJETO. Programa de Formação em Saúde e Trabalho (PFST) no HMU. Dário Nunes dos Santos CURSO DE ATUALIZAÇÃO Gestão das Condições de Trabalho e Saúde dos Trabalhadores da Saúde TÍTULO DO PROJETO Programa de Formação em Saúde e Trabalho (PFST) no HMU Dário Nunes dos Santos Guarulhos Agosto/2012

Leia mais

Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional

Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional CAPÍTULO I PRINCÍPIOS NORTEADORES Art. 1º Os procedimentos em saúde mental a serem adotados

Leia mais

RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE DA FAMÍLIA E COMUNIDADE PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO SERVIÇO NO MUNICÍPIO DE PALMAS/TOCANTINS

RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE DA FAMÍLIA E COMUNIDADE PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO SERVIÇO NO MUNICÍPIO DE PALMAS/TOCANTINS RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE DA FAMÍLIA E COMUNIDADE PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO SERVIÇO NO MUNICÍPIO DE PALMAS/TOCANTINS LISY MOTA DA CRUZ Orientador: Prof. Dr. Gilberto Tadeu Reis da Silva

Leia mais

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011 DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011 Regulamenta a Lei n o 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde - SUS, o planejamento da saúde, a assistência

Leia mais

2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação

2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação 2 Agentes Comunitários de Saúde e sua atuação 1. A saúde é direito de todos. 2. O direito à saúde deve ser garantido pelo Estado. Aqui, deve-se entender Estado como Poder Público: governo federal, governos

Leia mais

FONSEAS I Encontro Nacional da Gestão Estadual do SUAS

FONSEAS I Encontro Nacional da Gestão Estadual do SUAS FONSEAS I Encontro Nacional da Gestão Estadual do SUAS BRASIL 8,5 milhões de Km²; 192 milhões de habitantes; 26 Estados e 01 Distrito Federal; 5.564 municípios (70,3 % com menos de 20.000 habitantes);

Leia mais

Área teórico\prática: Clinicas y Politicas: procesos de subjetivación y invención

Área teórico\prática: Clinicas y Politicas: procesos de subjetivación y invención FORMAÇÃO ANTIMANICOMIAL NO ESTADO DE MINAS GERAIS: DESAFIOS E POSSIBILIDADES Autores: Camila Alves Soares Ana Marta Lobosque Sílvia Melo Karine Lage Fonseca Maria Elisa Freitas Camila Castanheira Rodrigues.

Leia mais

6 Considerações finais

6 Considerações finais 6 Considerações finais Este pesquisa objetivou investigar como vem se caracterizando o processo de reforma psiquiátrica em Juiz de Fora e suas repercussões no trabalho dos assistentes sociais no campo

Leia mais

Disciplina MSP 0670-Atenção Primária em Saúde I. Atenção Básica e a Saúde da Família 1

Disciplina MSP 0670-Atenção Primária em Saúde I. Atenção Básica e a Saúde da Família 1 Disciplina MSP 0670-Atenção Primária em Saúde I Atenção Básica e a Saúde da Família 1 O acúmulo técnico e político dos níveis federal, estadual e municipal dos dirigentes do SUS (gestores do SUS) na implantação

Leia mais

PLANO DE ENSINO. Carga Horária: 72 horas/aula

PLANO DE ENSINO. Carga Horária: 72 horas/aula PLANO DE ENSINO 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Instituição: Universidade Alto Vale do Rio do Peixe Curso: Farmácia Professores: Dinamar aparecida Gomes dinamar_gomes@hotmail.com Período/ Fase: 1º Semestre:

Leia mais

De portas abertas para as comunidades

De portas abertas para as comunidades De portas abertas para as comunidades VALÉRIA DOS SANTOS NORONHA 1 Apresentação Este projeto de gestão é fruto da experiência vivenciada no Programa Saúde da Família de Macaé em 2005 enquanto assessora

Leia mais

Uma Nova Agenda para a Reforma do

Uma Nova Agenda para a Reforma do Uma Nova Agenda para a Reforma do Setor Saúde: Fortalecimento das Funções Essenciais da Saúde Pública e dos Sistemas de Saúde FORO REGIONAL ANTIGUA/GUATEMALA 19-22 DE JULHO DE 2004 PERSPECTIVAS NACIONAIS

Leia mais

III Princípios Gerais da Formação Médica

III Princípios Gerais da Formação Médica I Motivação Aprovação da Lei 12.871 de 22/10/2013; Necessidade de ter diretrizes curriculares em sintonia com o programa Mais Médicos; A oportunidade de atualizar e aprimorar as diretrizes de 2001; Acompanhar

Leia mais

Agosto, 2012 VI Seminário Internacional de Atenção Básica Universalização com Qualidade

Agosto, 2012 VI Seminário Internacional de Atenção Básica Universalização com Qualidade PREFEITURA DO RECIFE SECRETARIA DE SAÚDE DIRETORIA GERAL DE REGULAÇÃO DO SISTEMA GERÊNCIA DE ATENÇÃO BÁSICA Recife em Defesa da Vida Agosto, 2012 VI Seminário Internacional de Atenção Básica Universalização

Leia mais

PAPEL DA REDE DE ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE NA FORMAÇÃO MÉDICA DIRETRIZES

PAPEL DA REDE DE ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE NA FORMAÇÃO MÉDICA DIRETRIZES PAPEL DA REDE DE ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE NA FORMAÇÃO MÉDICA DIRETRIZES Gastão Wagner de Sousa Campos 1 Pretendemos neste documento apontar algumas diretrizes para o ensino médico na rede de atenção primária

Leia mais

O DEVER DO ESTADO BRASILEIRO PARA A EFETIVAÇÃO DO DIREITO À SAÚDE E AO SANEAMENTO BÁSICO FERNANDO AITH

O DEVER DO ESTADO BRASILEIRO PARA A EFETIVAÇÃO DO DIREITO À SAÚDE E AO SANEAMENTO BÁSICO FERNANDO AITH O DEVER DO ESTADO BRASILEIRO PARA A EFETIVAÇÃO DO DIREITO À SAÚDE E AO SANEAMENTO BÁSICO FERNANDO AITH Departamento de Medicina Preventiva Faculdade de Medicina da USP - FMUSP Núcleo de Pesquisa em Direito

Leia mais

INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR

INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR INSERÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE EM PONTA GROSSA-PR SANTOS, Elaine Ferreira dos (estagio II), WERNER, Rosiléa Clara (supervisor), rosileawerner@yahoo.com.br

Leia mais

EDUCAÇÃO EM SERVIÇO, EDUCAÇÃO CONTINUADA, EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: SINÔNIMOS OU DIFERENTES CONCEPÇÕES?

EDUCAÇÃO EM SERVIÇO, EDUCAÇÃO CONTINUADA, EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: SINÔNIMOS OU DIFERENTES CONCEPÇÕES? EDUCAÇÃO EM SERVIÇO, EDUCAÇÃO CONTINUADA, EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: SINÔNIMOS OU DIFERENTES CONCEPÇÕES? Beatriz Francisco Farah E-mail:biafarah@nates.ufjf.br A questão da educação para profissionais

Leia mais

EDUCAÇÃO EM ENFERMAGEM E A PRÁXIS DO ENFERMEIRO NA ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE 1

EDUCAÇÃO EM ENFERMAGEM E A PRÁXIS DO ENFERMEIRO NA ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE 1 EDUCAÇÃO EM ENFERMAGEM E A PRÁXIS DO ENFERMEIRO NA ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE 1 Márcia Maria Bragança Lopes 2 Marta Lenise do Prado 3 Denise Maria Guerreiro Vieira da Silva 4 Alacoque Lorenzini Erdmann 5

Leia mais

MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO EM SAÚDE: um relato de experiência

MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO EM SAÚDE: um relato de experiência UFMA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS III JORNADA INTERNACIONAL DE POLÍCAS PÚBLICAS QUESTÃO SOCIAL E DESENVOLVIMENTO NO SÉCULO XXI 1 MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO

Leia mais

A PSICOLOGIA E A MULTIDISCIPLINARIDADE NA SAÚDE

A PSICOLOGIA E A MULTIDISCIPLINARIDADE NA SAÚDE A PSICOLOGIA E A MULTIDISCIPLINARIDADE NA SAÚDE Artigo apresentado aos docentes de graduação em Psicologia da Universidade do estado de Minas Gerais na Fundação Educacional de Divinópolis, referente a

Leia mais

Painel 3: Atuação do Movimento Sindical e Popular na efetivação das Ações em Saúde do Trabalhador Telma Dantas

Painel 3: Atuação do Movimento Sindical e Popular na efetivação das Ações em Saúde do Trabalhador Telma Dantas Painel 3: Atuação do Movimento Sindical e Popular na efetivação das Ações em Saúde do Trabalhador Telma Dantas A segurança e saúde no trabalho diz respeito a todos. Bom para si. Bom para as empresas. Conceito

Leia mais

Diário Oficial Imprensa Nacional

Diário Oficial Imprensa Nacional Diário Oficial Imprensa Nacional REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL BRASÍLIA - DF.Nº 206 DOU 24/10/12 seção 1 p.111 MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO SECRETARIA DE GESTÃO PÚBLICA PORTARIA NORMATIVA

Leia mais

Gestão da dengue no município de Niterói

Gestão da dengue no município de Niterói Gestão da dengue no município de Niterói Fundação Municipal de Saúde de Niterói Veronica Alcoforado de Miranda Coordenação do Núcleo de Educação Permanente e Pesquisa A questão da reemergência da dengue

Leia mais

ESCOLA DE GOVERNO. Prof. Fernando Aith

ESCOLA DE GOVERNO. Prof. Fernando Aith ESCOLA DE GOVERNO Prof. Fernando Aith POLÍTICAS DE SAÚDE E O SISTEMA DE SAÚDE BRASILEIRO: CONCEITOS, EVOLUÇÃO HISTÓRICA E CONSOLIDAÇÃO DO SUS NO BRASIL 1 ROTEIRO DA AULA 01 1. POLÍTICA, SAÚDE E SISTEMAS

Leia mais

- desempenho descoordenado dos órgãos públicos e privados;

- desempenho descoordenado dos órgãos públicos e privados; ABC DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE Documento elaborado por técnicos da União, dos Estados e dos Municípios, em discussão no Ministério da Saúde (versão de 18 de outubro de 1990) I - O QUE HÁ DE NOVO NA SAÚDE?

Leia mais

Política Nacional de Humanização. Documento base para Gestores e Trabalhadores do SUS

Política Nacional de Humanização. Documento base para Gestores e Trabalhadores do SUS Política Nacional de Humanização SUS Documento base para Gestores e Trabalhadores do SUS SUS Brasília janeiro/2004 SUS Sumário Apresentação Marco teórico-político - Avanços e desafios do SUS - A Humanização

Leia mais

MINUTA DE LEI DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE CARIACICA

MINUTA DE LEI DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE CARIACICA MINUTA DE LEI DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE CARIACICA CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 1º Fica instituída a Política Municipal de Educação Ambiental, seus objetivos, princípios

Leia mais

Mesa VI: Brasil Sorridente na Redes Prioritárias do Ministério da Saúde

Mesa VI: Brasil Sorridente na Redes Prioritárias do Ministério da Saúde Mesa VI: Brasil Sorridente na Redes Prioritárias do Ministério da Saúde Gilberto Alfredo Pucca Júnior Coordenador-Geral de Saúde Bucal Janeiro, 2014 Universalidade Descentralização políticoadministrativa

Leia mais

Estado de Mato Grosso Prefeitura Municipal de Itanhangá CNPJ: 07.209.225/0001-00 Gestão 2013/2016

Estado de Mato Grosso Prefeitura Municipal de Itanhangá CNPJ: 07.209.225/0001-00 Gestão 2013/2016 LEI Nº 325/2013 Data: 04 de Novembro de 2013 SÚMULA: Dispõe sobre o Plano Municipal de Políticas Públicas Sobre Drogas, que tem por finalidade fortalecer e estruturar o COMAD como órgão legítimo para coordenar,

Leia mais

Gerenciamento na Atenção Primária à Saúde: potencialidades e desafios vivenciados pelos gestores.

Gerenciamento na Atenção Primária à Saúde: potencialidades e desafios vivenciados pelos gestores. Gerenciamento na Atenção Primária à Saúde: potencialidades e desafios vivenciados pelos gestores. Joyce Santiago Ferreira Orientador: Profa. Dra. Claci Fátima Weirich Faculdade de Enfermagem, Goiânia-GO,

Leia mais

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011.

DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011. DECRETO Nº 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011. Regulamenta a Lei n o 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde - SUS, o planejamento da saúde, a assistência

Leia mais

A INSERÇÃO DO PROFISSIONAL BIOMÉDICO NO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO CONTEXTO DO PET/SAÚDE

A INSERÇÃO DO PROFISSIONAL BIOMÉDICO NO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO CONTEXTO DO PET/SAÚDE A INSERÇÃO DO PROFISSIONAL BIOMÉDICO NO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO CONTEXTO DO PET/SAÚDE MAIA, Indiara da 1 ; RUCKERT, Tatiane Konrad 2 ; BARBOSA, Elisa Gisélia dos Santos 3 ; KAEFER, Cristina T.

Leia mais

UNIDADE DE APRENDIZAGEM II: GESTÃO E FINANCIAMENTO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) Autor: Prof. Dr. José Mendes Ribeiro (DCS/ENSP/FIOCRUZ)

UNIDADE DE APRENDIZAGEM II: GESTÃO E FINANCIAMENTO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) Autor: Prof. Dr. José Mendes Ribeiro (DCS/ENSP/FIOCRUZ) UNIDADE DE APRENDIZAGEM II: GESTÃO E FINANCIAMENTO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) Autor: Prof. Dr. José Mendes Ribeiro (DCS/ENSP/FIOCRUZ) Gestão do SUS: aspectos atuais A reforma sanitária brasileira,

Leia mais

A redução do parto cesáreo: o papel do SUS e da saúde suplementar. Agência Nacional de Saúde Suplementar

A redução do parto cesáreo: o papel do SUS e da saúde suplementar. Agência Nacional de Saúde Suplementar A redução do parto cesáreo: o papel do SUS e da saúde suplementar Agência Nacional de Saúde Suplementar Jacqueline Alves Torres CONASEMS Belém, 2008 O Setor Suplementar de Saúde Antes da Regulamentação:

Leia mais

CONCEITOS RELEVANTES PARA A COMPREENSÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE NO BRASIL: MODELOS ASSISTENCIAIS, PROMOÇÃO DA SAÚDE E VIGILÂNCIA DA SAÚDE

CONCEITOS RELEVANTES PARA A COMPREENSÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE NO BRASIL: MODELOS ASSISTENCIAIS, PROMOÇÃO DA SAÚDE E VIGILÂNCIA DA SAÚDE CONCEITOS RELEVANTES PARA A COMPREENSÃO DAS POLÍTICAS DE SAÚDE NO BRASIL: MODELOS ASSISTENCIAIS, PROMOÇÃO DA SAÚDE E VIGILÂNCIA DA SAÚDE Claudia Ross 1 Leda Aparecida Vanelli Nabuco de Gouvêa 2 INTRODUÇÃO

Leia mais

CAPÍTULO I DA NATUREZA E COMPETÊNCIA

CAPÍTULO I DA NATUREZA E COMPETÊNCIA CAPÍTULO I DA NATUREZA E COMPETÊNCIA Art.1º - A SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE - SUSAM integra a Administração Direta do Poder Executivo, na forma da Lei nº 2783, de 31 de janeiro de 2003, como órgão responsável,

Leia mais

CONSTITUIÇÃO FEDERAL CONSTITUIÇÃO FEDERAL

CONSTITUIÇÃO FEDERAL CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1 Art. 196: A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013

PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013 PORTARIA NORMATIVA Nº 3, DE 25 DE MARÇO DE 2013 Institui as diretrizes gerais de promoção da saúde do servidor público federal, que visam orientar os órgãos e entidades do Sistema de Pessoal Civil da Administração

Leia mais

ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO TRABALHO DO NASF

ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO TRABALHO DO NASF ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO TRABALHO DO NASF Jorge Zepeda Gerente de APS da SMS de Florianópolis I Encontro Estadual dos NASF de SC Florianópolis, Novembro de 2012 ROTEIRO DE CONVERSA 1. LUGAR DE ONDE FALO:

Leia mais

Plano Municipal de Enfrentamento ao uso prejudicial de Crack, Álcool e Outras Drogas

Plano Municipal de Enfrentamento ao uso prejudicial de Crack, Álcool e Outras Drogas Plano Municipal de Enfrentamento ao uso prejudicial de Crack, Álcool e Outras Drogas 1. APRESENTAÇÃO e JUSTIFICATIVA: O consumo de crack vem aumentando nas grandes metrópoles, constituindo hoje um problema

Leia mais

POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL EM GENÉTICA CLÍNICA

POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL EM GENÉTICA CLÍNICA NOTA TÉCNICA 05 2007 POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL EM GENÉTICA CLÍNICA Versão preliminar Brasília, 20 de março de 2007. POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL EM GENÉTICA CLÍNICA 1. Antecedentes

Leia mais

A Reforma Sanitária e o processo de implantação do Sistema Único de Saúde no Brasil

A Reforma Sanitária e o processo de implantação do Sistema Único de Saúde no Brasil A Reforma Sanitária e o processo de implantação do Sistema Único de Saúde no Brasil Antecedentes Históricos Movimento pela Reforma Sanitária VIII Conferência Nacional de Saúde O Movimento pela Reforma

Leia mais

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt1559_01_08_2008.html

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2008/prt1559_01_08_2008.html Página 1 de 5 ADVERTÊNCIA Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 1.559, DE 1º DE AGOSTO DE 2008 Institui a Política Nacional

Leia mais

PORTARIA 1.600, DE 7 DE JULHO DE

PORTARIA 1.600, DE 7 DE JULHO DE PORTARIA No- 1.600, DE 7 DE JULHO DE 2011 Reformula a Política Nacional de Atenção às Urgências e institui a Rede de Atenção às Urgências no Sistema Único de Saúde (SUS). O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE,

Leia mais

REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL. Patricia Maia von Flach

REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL. Patricia Maia von Flach REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL Patricia Maia von Flach Rede de Atenção Psicossocial PORTARIA 3088 DE 23 DE DEZEMBRO DE 2011 OBJETIVOS: I - Ampliar o acesso à atenção psicossocial da população em geral; II

Leia mais

A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006

A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006 A GESTÃO HOSPITALAR E A NOVA REALIDADE DO FINANCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA RENILSON REHEM SALVADOR JULHO DE 2006 No passado, até porque os custos eram muito baixos, o financiamento da assistência hospitalar

Leia mais

MEDICINA PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DO CURSO DE MEDICINA (SÍNTESE)

MEDICINA PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DO CURSO DE MEDICINA (SÍNTESE) PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DO CURSO DE (SÍNTESE) Ao longo de mais de cinco décadas, a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) estruturou um ambiente acadêmico intelectualmente rico

Leia mais

O Nutricionista nas Políticas Públicas: atuação no Sistema Único de Saúde

O Nutricionista nas Políticas Públicas: atuação no Sistema Único de Saúde O Nutricionista nas Políticas Públicas: atuação no Sistema Único de Saúde Patrícia Constante Jaime CGAN/DAB/SAS/MS Encontro sobre Qualidade na Formação e Exercício Profissional do Nutricionista Brasília,

Leia mais