Risco e Oportunidade: Gestão do Risco para o Desenvolvimento. Visão Geral. Relatório sobre o. Desenvolvimento Mundial de

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1 A Publicação Principal do Grupo Banco Mundial 2014 Desenvolvimento Mundial de Relatório sobre o Visão Geral Risco e Oportunidade: Gestão do Risco para o Desenvolvimento

2 A Publicação Principal do Grupo Banco Mundial 2014 Desenvolvimento Mundial de Relatório sobre o Visão Geral Risco e Oportunidade: Gestão do Risco para o Desenvolvimento

3 2013 Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento/Banco Mundial 1818 H Street NW, Washington D.C Telefone: ; Internet: Alguns direitos reservados Este trabalho foi produzido por funcionários do Banco Mundial com contribuições externas. Cumpre observar que o Banco Mundial não é necessariamente proprietário de todos os componentes do trabalho. Portanto, o Banco Mundial não garante que o uso do conteúdo do trabalho não viole direitos de terceiros. O risco de reivindicações resultantes de tal violação recai inteiramente sobre o usuário. As apurações, interpretações e conclusões expressas neste trabalho não refletem necessariamente a opinião do Banco Mundial, de sua Diretoria Executiva nem dos governos dos países que representa. O Banco Mundial não garante a exatidão dos dados apresentados neste trabalho. As fronteiras, cores, denominações e outras informações apresentadas em qualquer mapa deste trabalho não indicam qualquer julgamento do Banco Mundial sobre a situação legal de qualquer território nem o endosso ou a aceitação de tais fronteiras. Nada aqui deve constituir ou ser considerado uma limitação ou renúncia aos privilégios e imunidades do Banco Mundial, os quais são especificamente reservados. Direitos e Permissões Este trabalho está disponível nos termos da licença não adaptada da Creative Commons Attribution 3.0 (CC BY 3.0) licenses/by/3.0. De acordo com a licença da Creative Commons Attribution, é possível copiar, distribuir, transmitir e adaptar este trabalho, inclusive para fins comerciais, sob as seguintes condições: Atribuição Favor citar o trabalho do seguinte modo: Banco Mundial Visão Geral do Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2014: Risco e Oportunidade Gestão do Risco para o Desenvolvimento. Washington, D.C.: Banco Mundial. Licença: Creative Commons Attribution CC BY 3.0 Traduções Se for feita uma tradução deste trabalho, devem ser incluídos os seguintes termos de isenção de responsabilidade, juntamente com a atribuição: Esta tradução não foi criada pelo Banco Mundial e não deve ser considerada uma tradução oficial do Banco Mundial. O Banco Mundial não será responsável por nenhum conteúdo ou erro da tradução. Todas as consultas sobre direitos e licenças devem ser endereçadas a: Publishing and Knowledge Division, The World Bank, 1818 H Street NW, Washington, DC 20433, USA; Fax: ; Desenho e ilustração da capa: Heads of State Desenho na parte interna: Debra Naylor

4 Sumário Prefácio v Agradecimentos vii Visão geral Risco e oportunidade: A gestão de riscos pode ser um instrumento poderoso para o desenvolvimento 3 O risco é um ônus, mas também uma oportunidade 4 A gestão de riscos pode ser um instrumento poderoso para o desenvolvimento 5 O que implica a gestão eficaz de riscos? 10 Além do ideal: Os obstáculos à gestão de riscos 15 O caminho à frente: Uma abordagem holística para gestão de riscos 18 A família 21 A comunidade 23 O setor empresarial 25 O sistema financeiro 27 A macroeconomia 31 A comunidade internacional 33 Uma reforma institucional para integrar a gestão de riscos 36 Para concluir: Cinco princípios da ação pública para a melhor gestão do risco 40 Algumas considerações finais 42 Notas 43 Referências 45 iii

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6 Prefácio Nos últimos anos, o mundo passou por um grande número de crises. Distúrbios econômicos e financeiros arrasaram a economia mundial por meio da perda de renda, empregos e estabilidade social. Desastres naturais intensos devastaram comunidades inteiras do Haiti ao Japão, deixando para trás um rastro de mortes e perdas econômicas. As preocupações sobre o aquecimento global cresceram, assim como os temores sobre a propagação de doenças contagiosas mortais. Quando viajo pelo mundo, ouço a mesma preocupação: como podemos nos tornar mais resilientes a esses riscos? O Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2014 (WDR 2014), Risco e Oportunidade: Gestão do Risco para o Desenvolvimento, ajuda a fornecer respostas a essa pergunta premente. Outra preocupação são as oportunidades de desenvolvimento perdidas que surgem quando os riscos não são assumidos. A busca de oportunidades exige assumir riscos, mas muitas pessoas, principalmente as de baixa renda, muitas vezes relutam em fazer isso por temerem possíveis consequências negativas. A falta de ação pode aprisionar as pessoas na pobreza, deixando-as vulneráveis a choques negativos e ainda menos capazes de buscar oportunidades que poderiam melhorar seu bem-estar. A incapacidade de gerir riscos de forma adequada leva a crises e à perda de oportunidades. Isso representa um obstáculo para alcançar os dois objetivos principais do Grupo Banco Mundial: erradicar a extrema pobreza até o ano de 2030 e promover a prosperidade compartilhada pelos 40% mais pobres da população nos países em desenvolvimento. A gestão eficaz dos riscos, portanto, é totalmente fundamental para a missão do Banco Mundial. O WDR 2014 demonstra que a gestão eficaz dos riscos pode ser um instrumento poderoso para o desenvolvimento pode salvar vidas, evitar choques econômicos e ajudar as pessoas a construir futuros melhores e mais seguros. Este relatório propõe que os indivíduos e as instituições deixem de ser combatentes de crises para se tornarem gestores proativos e sistemáticos de riscos. Existem evidências comprovadas de que reconhecer e se preparar para o risco pode gerar retornos enormes. Por exemplo, muitos países em desenvolvimento mostraram resiliência perante a última crise financeira global porque já tinham reformado suas políticas macroeconômicas, financeiras e sociais. A proteção, por meio da resiliência, dos ganhos de desenvolvimento duramente conquistados é essencial para alcançar a prosperidade. Isso é verdade quer as pessoas estejam enfrentando desastres naturais, pandemias, crises financeiras, uma onda de crimes no nível da comunidade ou uma doença grave do principal provedor de uma família. O risco nunca pode ser totalmente eliminado. Mas as pessoas e as instituições podem criar resiliência ao risco aplicando uma abordagem equilibrada que inclui medidas de políticas estruturais, prevenção no nível da comunidade, seguro, educação e treinamento e regulamentações eficazes. Os países aprenderam a gerir o risco em ambientes diversos, mas, até agora, as pesquisas relativas à gestão de riscos no mundo em desenvolvimento não foram sintetizadas em uma fonte única, que seja facilmente acessível e bem documentada. WDR de 2014 pretende preencher essa lacuna. Ele serve como um guia valioso para integrar a gestão de riscos à agenda de desenvolvimento, e ajudar os países e as comunidades a fortalecerem seus próprios sistemas de gestão de riscos. O Relatório também oferece considerações importantes para mudar a abordagem do risco nas próprias operações do Banco Mundial. O Grupo Banco Mundial atualmente está passando por uma transformação, que exige uma mudança da cultura institucional relativa ao risco, passando de um enfoque de extrema aversão ao risco para uma posição de tomada de riscos informada. O WDR deste ano adverte que talvez o maior risco seja o de não assumir nenhum risco. Concordo totalmente com isso. v

7 vi Prefácio Minha esperança é que o WDR 2014 conduza a políticas de gestão de riscos que nos permitam minimizar o perigo de futuras crises e aproveitar todas as oportunidades de desenvolvimento. O sucesso nessa frente nos ajudará a construir o mundo que todos desejamos: um mundo sem pobreza e com prosperidade compartilhada por todos. Jim Yong Kim Presidente Grupo Banco Mundial

8 Agradecimentos Este relatório foi preparado por uma equipe liderada por Norman Loayza, em colaboração com İnci Ötker-Robe. Os outros membros da equipe principal eram César Calderón, Stéphane Hallegatte, Rasmus Heltberg, Xubei Luo, Martin Melecky, Ana Maria Oviedo e Kyla Wethli. Completaram a equipe os analistas de pesquisa: Sebastien Boreux, Kanako Goulding-Hotta, Rui Han, Harry Edmund Moroz, Anca Maria Podpiera, Jun Rentschler, Faiyaz Talukdar e Tomoko Wada. Gilles Cols, Olga Jonas, Federica Ranghieri e Anna Reva forneceram inestimável colaboração. O Relatório foi patrocinado pela Vice-Presidência de Economia do Desenvolvimento. A orientação geral para a preparação do Relatório ficou a cargo de Kaushik Basu, Vice-Presidente Sênior e Economista Chefe, e Asli Demirgüç-Kunt, Diretora de Pesquisa de Economia do Desenvolvimento. A equipe contou também com a participação contínua de Martin Čihák, Quy-Toan Do, Mary Hallward-Driemeier, Aart Kraay e Sergio Schmukler. Um painel consultivo composto por Laura Alfaro, Robert Barro, Thorsten Beck, Stefan Dercon, Ibrahim Elbadawi, Rohini Pande, Klaus Schmidt-Hebbel, Hyun Song Shin e Jan Švejnar forneceu magnífico feedback e assessoramento. A equipe também se beneficiou da consultoria dos Economistas Chefes do Banco Mundial Augusto de la Torre, Shantayanan Devarajan, Marianne Fay, Ariel Fiszbein, Caroline Freund, Indermit Gill, Bert Hofman, Jeffrey Lewis e Martín Rama. A equipe estende seus agradecimentos ao generoso apoio à preparação do Relatório prestado pela Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional, pelo Programa Conhecimento para a Mudança, pelo Fundo para o Desenvolvimento de Políticas e Recursos Humanos do Japão e pelo Orçamento de Apoio à Pesquisa do Banco Mundial. A equipe agradece também ao Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha e ao Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit, que co-organizaram e sediaram o Workshop Internacional de Políticas do WDR em Berlim, em novembro de Foram feitas consultas interagências com a Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, várias organizações das Nações Unidas, o Fórum Econômico Mundial e órgãos de cooperação para o desenvolvimento na Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Japão, Reino Unido, Suécia e Suíça. Recebemos contribuições valiosíssimas do Instituto Banco Mundial e de todas as redes regionais que atuam como âncoras, bem como de outras partes do Grupo Banco Mundial, inclusive a Cooperação Financeira Internacional e a Agência Multilateral de Garantia de Investimentos. Foram realizadas consultas aos seguintes países: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Cingapura, Chile, Dinamarca, Estados Unidos, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Indonésia, Japão, México, Noruega, Peru, Reino Unido, Ruanda, Suécia e Suíça. O grupo de pessoas consultadas era formado por acadêmicos, membros da sociedade civil, entidades públicas e governos. As consultas a pesquisadores e acadêmicos foram auxiliadas por conferências ad hoc organizadas pelo Centro para o Estudo da Economia Africana da Oxford University e pelo Centro sobre Governança Global da Faculdade de Assuntos Internacionais e Públicos da Columbia University. A equipe também recebeu valioso feedback na Conferência Econômica Africana de 2012, no Fórum de Desenvolvimento da Ásia de 2013 e na Conferência da Associação Econômica da América Latina e Caribe de O Relatório foi habilmente editado por Nancy Morrison e Martha Gottron. Bruce Ross-Larson e Gerry Quinn forneceram consultoria editorial adicional. A Divisão de Publicações e Conhecimento do Banco Mundial coordenou o projeto, a composição gráfica, a impressão e a disseminação do Relatório. Nossos agradecimentos especiais vão para Mary Fisk, Stephen McGroarty, Stephen Pazdan, Denise Bergeron, Andres Meneses, Shana Wagger e Paschal Ssemaganda, bem como para Bouchra Belfqih, Cecile Jannotin e Michael Lamm da Unidade de Tradução e Interpretação. O Grupo de Dados sobre o Desenvolvimento, coordenado por Timothy Herzog, contribuiu para a preparação do anexo estatístico do Relatório. A equipe agradece ainda a Merrell Tuck-Primdahl, Vamsee Krishna Kanchi e Swati P. Mishra por sua orientação em estratégia das comunicações e a Vivian Hon por sua coordenação. Barbara Cunha, Birgit Hansl e Manal Quota revisaram algumas das traduções da Visão Geral para idiomas estrangeiros. vii

9 viii Agradecimentos A produção e a logística do Relatório ficaram sob a responsabilidade de Brónagh Murphy, Mihaela Stangu e Jason Victor, com contribuições de Laverne Cook, Gracia Sorensen e Tourya Tourougui. Ivar Cederholm, Elena Chi-Lin Lee e Jimmy Olazo coordenaram a mobilização de recursos. Irina Sergeeva e Sonia Joseph foram responsáveis pela gestão dos recursos. Gytis Kanchas, Nacer Mohamed Megherbi e Jean-Pierre S. Djomalieu forneceram suporte em tecnologia da informação. Os documentos de referência foram fornecidos por Joshua Aizenman, Phillip R. D. Anderson, Maximillian Ashwill, Emmanuelle Auriol, Ghassan Baliki, Thorsten Beck, Najy Benhassine, Nicholas Bloom, Julia K. Brown, Martin Brown, Daniel Buncic, Julio Cáceres-Delpiano, Sara Guerschanik Calvo, Olivier De Jonghe, Alejandro de la Fuente, Philippe de Vreyer, Mark A. Dutz, Maya Eden, Penelope D. Fidas, Roberto Foa, Rodrigo Fuentes, Garance Genicot, Gary Gereffi, Ejaz Ghani, Sudarshan Gooptu, Mikael Grinbaum, Federico H. Gutierrez, Ronald Inglehart, Susan T. Jackson, Olga B. Jonas, Jan Kellett, Ilan Kelman, Tariq Khokhar, Auguste T. Kouame, Aart Kraay, Sadaf Lakhani, Sylvie Lambert, Esperanza Lasagabaster, Ethan Ligon, Samuel Maimbo, William F. Maloney, Tom Mitchell, Ahmed Mushfiq Mobarak, Hernan J. Moscoso Boedo, Andrew Norton, Eduardo Ortiz-Juárez, Patti Petesch, Florence Pichon, Patrick Premand, Carlos Rodriguez Castelan, Natalia Salazar, Luis Servén, Francis J. Teal, Maarten van Aalst, Guillermo Vuletin, Koko Warner, Tetyana V. Zelenska e Nong Zhu. Os detalhes das suas contribuições encontram-se no final do Relatório. Pelas valiosas contribuições e recomendações, a equipe agradece a Pablo Ariel Acosta, Tony Addison, Montek Ahluwalia, Ahmad Ahsan, David Aikman, Harold Alderman, Franklin Allen, Aquiles Almansi, Philippe Ambrosi, Goli Ameri, Walter J. Ammann, Dan Andrews, Paolo Avner, Edmar Bacha, Javier Baez, Hemant Baijal, Christopher Barrett, Scott Barrett, Kathleen Beegle, Tim Besley, Gordon Betcherman, Deepak Bhattasali, Indu Bhushan, Jörn Birkmann, Christiane Bögemann-Hagedorn, Uta Böllhoff, Patrick Bolton, Laura Elizabeth Boudreau, François Bourguignon, Carter Brandon, Juan José Bravo, Tilman Brück, Robin Burgess, Guillermo Calvo, Jack Campbell, Jason Cardosi, Michael R. Carter, Miguel Castilla, Michael Chaitkin, Marcos Chamon, Guang Zhe Chen, Maria Teresa Chimienti, Fredrick Christopher, Craig Churchill, Luis Abdón Cifuentes, Massimo Cirasino, Stijn Claessens, Daniel Clarke, Tito Cordella, Sarah E. Cornell, Gerardo Corrochano, Robert Cull, Julie Dana, Anis Dani, Jishnu Das, Joachim De Weerdt, Ximena Del Carpio, Jean-Jacques Dethier, Jacqueline Devine, Pierre Dubois, Patrice Dumas, Peter Ellehoj, Brooks Evans, Jessica Evans, Marcel Fafchamps, Paolo Falco, Shahrokh Fardoust, Thomas Feidieker, Wolfgang Fengler, James Fenske, Ana Margarida Fernandes, Adrián Fernández, Francisco Ferreira, Deon Filmer, Greg Fischer, James Foster, Marcel Fratzscher, Linda Freiner, Roberta Gatti, Francis Ghesquiere, Swati Ghosh, Antonino Giuffrida, David Gleicher, Markus Goldstein, George Graham, Margaret Grosh, Patricia Grossi, Mario Guadamillas, Conor Healy, Frank Heemskerk, Joachim Heidebrecht, Jesko Hentschel, Rafael Hernández, Matt Hobson, John Hoddinott, Niels Holm-Nielsen, Naomi Hossain, Andrew Hughes Hallett, Oh-Seok Hyun, Elena Ianchovichina, Ridzuan Ismail, Takatoshi Ito, Abhas K. Jha, Emmanuel Jimenez, Steen Jørgensen, Nidhi Kalra, Sujit Kapadia, Masayuki Karasawa, Corneille Karekezi, Supreet Kaur, Lauren Kelly, Igor Kheyfets, Beth King, Naohiro Kitano, Leora Klapper, Alzbeta Klein, Kalpana Kochhar, Kiyoshi Kodera, Friederike Koehler-Geib, Diane Koester, Robert Kopech, Anirudh Krishna, Jolanta Kryspin-Watson, Howard Kunreuther, Kiyoshi Kurokawa, Christoph Kurowski, Miguel Laric, Alexia Latortue, Sara Lazzaroni, Nick Lea, Daniel Lederman, Margaret Leighton, Robert Lempert, Sebastian Levine, Yue Li, Irina Likhacheva Sokolowski, Justin Yifu Lin, Kathy Lindert, Gladys Lopez, Augusto López Claros, Leonardo Lucchetti, Maria Ana Lugo, Olivier Mahul, Thomas Markussen, Will Martin, María Soledad Martínez Pería, Eric Maskin, Laura Mazal, J. Allister McGregor, Claire McGuire, Robin Mearns, Carlo Menon, Rekha Menon, Erwann Michel-Kerjan, Tim Midgley, Gary Milante, Suguru Miyazaki, Nuno Mota Pinto, Marialisa Motta, Joy Muller, Akira Murata, Lydia Ndirangu, Ha Nguyen, Giuseppe Nicoletti, Yosuke Nishii, Michel Noel, Alistair Nolan, Sharyn O Halloran, Philip O Keefe, Ory Okolloh, Michelle Ooi, Miguel Angel Ostos, Marcus C. Oxley, Robert Palacios, Pepi Patrón, Douglas Pearce, Brian Pinto, Russell Pittman, Jean-Philippe Platteau, Sandra Poncet, David Popp, Antonin Pottier, Prashant, John Primrose, Hnin Hnin Pyne, Ricardo Raineri, Anthony Randle, Martin Ravallion, Robert Reid, Ricardo Reis, Ortwin Renn, Changyong Rhee, Helena Ribe, Michelle Riboud, Jamele Rigolini, Dena Ringold, David Robalino, Jorge Luis Rodriguez Meza, Rafael Rofman, Jonathan Rothschild, Davinder Sandhu, Apurva Sanghi, Hans-Otto Sano, Yasuyuki Sawada, Stefano Scarpetta, Anita Schwarz, Paul Seabright, Junko Sekine, Amartya Sen, Rodrigo Serrano-Berthet, Shigeo Shimizu, Paul B. Siegel, Joana Silva, Emmanuel Skoufias, Marc Smitz, Irina Solyanik, Joseph Stiglitz, Adrian Stone, Stéphane Straub, Henriette Strothmann, Pablo Suarez, Kalanidhi Subbarao, Mark Sundberg, Olumide Taiwo, Tamanna Talukder, Kazushige Taniguchi, Finn Tarp, Gaiv Tata, Maria Hermínia Tavares de Almeida, Stoyan Tenev, Mehrnaz Teymourian, Erik Thorbecke, Klaus Tilmes, Carlos Tortola, Izabela Toth, Carolina Trivelli Ávila, Yvonne Tsikata, María Cristina Uehara, Tunc Tahsin Uyanik, Renos Vakis, Dominique Van De Walle, Ashutosh Varshney, Adrien Vogt-Schilb, Eiji Wakamatsu, Sophie Walker, Simon Walley, Christine Wallich, David Waskow, Masato Watanabe, Asbjorn H. Wee, Jonathan B. Wiener, Alys Willman, Lixin Colin Xu, Mohamed Mahdi Youssouf e Asta Zviniene. A equipe também gostaria de agradecer às muitas outras pessoas de dentro e de fora do Banco Mundial que colaboraram com comentários.

10 VISÃO GERAL Risco e oportunidade A gestão de riscos pode ser um instrumento poderoso para o desenvolvimento

11 2 Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2014 Gestão de riscos para uma vida repleta de oportunidades: mãe protege o filho contra malária com um mosquiteiro em Gana. FPO Arne Hoel/Banco Mundial

12 Visão geral Risco e oportunidade A gestão de riscos pode ser um instrumento poderoso para o desenvolvimento Os últimos 25 anos testemunharam mudanças inéditas em todo o mundo, sendo muitas delas para melhor. Em todos os continentes, muitos países enveredaram por um caminho de integração internacional, reforma econômica, modernização tecnológica e participação democrática. Embora ainda existam desafios e desigualdades, as economias que ficaram estagnadas durante décadas estão crescendo, pessoas cujas famílias sofreram privações por várias gerações estão saindo da pobreza e centenas de milhões de pessoas estão aproveitando os benefícios de melhores padrões de vida e do intercâmbio cultural e científico entre os países. Conforme o mundo muda, surgem várias oportunidades. Com elas, porém, aparecem riscos antigos e novos, desde a possibilidade de perda de emprego e doença até potenciais distúrbios sociais e danos ambientais. Se forem ignorados, esses riscos podem transformar-se em crises que anulam os ganhos duramente obtidos e colocam em perigo as reformas econômicas e sociais que geraram tais ganhos. A solução não é rejeitar as mudanças para evitar os riscos, mas preparar-se para as oportunidades e os riscos que essas mudanças acarretam. A gestão responsável e eficaz dos riscos tem o potencial de gerar segurança e um instrumento de progresso para as pessoas dos países em desenvolvimento e além. O Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial (WDR) de 2014 enfoca o processo de gestão de riscos, abordando as seguintes questões: por que a gestão de riscos é importante para o desenvolvimento, como deve ser conduzida, que obstáculos impedem que as pessoas e as sociedades a conduzam de modo eficaz e como esses obstáculos podem ser superados? O valor agregado do WDR 2014 está na ênfase na gestão de riscos de forma proativa, sistemática e integrada. Essas características destacam a importância da preparação e do planejamento prospectivo em um contexto de incertezas. Também ressaltam a necessidade de abordar todos os riscos relevantes em conjunto, usando todas as ferramentas e instituições disponíveis. Na perspectiva dos formuladores de políticas, uma abordagem proativa, sistemática e integrada da gestão de riscos envolve a obtenção do equilíbrio adequado entre a contribuição do Estado e a contribuição dos indivíduos, da sociedade civil e do setor privado, com o objetivo de garantir que essas contribuições sejam coordenadas e complementares. O WDR 2014 argumenta que a gestão de riscos pode ser um instrumento poderoso para o desenvolvimento, não somente por fortalecer a resiliência das pessoas, reduzindo assim os efeitos de eventos adversos, mas também por permitir que elas aproveitem as oportunidades de melhoria. O WDR 2014 não se propõe a fazer uma análise detalhada de riscos específicos. No entanto, sua estrutura pode ser implementada para abordar conjuntos de riscos específicos e relevantes em determinados países e regiões. O enfoque no processo de gestão de riscos permite que o WDR 2014 considere as sinergias, compensações e prioridades envolvidas no tratamento de diferentes riscos em diferentes contextos com a única motivação de impulsionar o desenvolvimento (Box 1). 3

13 4 Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2014 Box 1 Cinco consideracões importantes sobre o processo de gestão de riscos do Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de É necessário assumir riscos para buscar oportunidades de desenvolvimento. O risco da inação pode ser a pior opção de todas. 2. Para enfrentar os riscos com sucesso, é essencial abandonar as respostas não planejadas e ad hoc quando ocorrem crises e adotar uma gestão de riscos proativa, sistemática e integrada. 3. Não é suficiente identificar os riscos: as compensações e os obstáculos à gestão de riscos também precisam ser identificados, priorizados e abordados por meio de ações públicas e privadas. 4. Para os riscos que as pessoas não podem tratar sozinhas, a gestão de riscos exige ação e responsabilidade conjuntas em diferentes níveis da sociedade, desde os domicílios até a comunidade internacional. 5. Os governos têm um papel fundamental na gestão de riscos sistêmicos, fornecendo um ambiente propício para a ação e responsabilidade compartilhadas e canalizando o apoio direto para as pessoas vulneráveis. Fonte: Equipe do WDR O risco é um ônus, mas também uma oportunidade Por que se preocupar com o risco? Nos últimos anos, um grande número de crises arrasou a economia mundial e teve muitas consequências negativas para o desenvolvimento. Devido à crise financeira global de , a maior parte das economias do mundo passou por uma redução das taxas de crescimento, com a resultante perda de renda e emprego, bem como retrocessos nos esforços para reduzir a pobreza. Quando os preços dos alimentos atingiram o pico em 2008, houve tumultos em mais de dez países da África e da Ásia, refletindo o descontentamento e a insegurança das pessoas e causando uma inquietação política generalizada. O tsunami de 2004 na Ásia, o terremoto de 2010 no Haiti e o terremoto e tsunami de 2011 no nordeste do Japão, para citar apenas alguns, deixaram um rastro de mortes e perdas econômicas que exemplificam a maior frequência e intensidade dos desastres naturais. As preocupações sobre o impacto da mudança climática em todo o mundo estão crescendo, assim como os temores quanto à propagação de doenças contagiosas mortais através de fronteiras. Na verdade, as maiores crises econômicas e desastres que ocorreram nos últimos anos e que ainda podem ocorrer no futuro ressaltam o quanto as pessoas, as comunidades e os países estão vulneráveis a riscos sistêmicos, principalmente nos países em desenvolvimento. Os riscos idiossincráticos, que são específicos de indivíduos ou famílias, não são menos importantes para o bem-estar das pessoas. Perder o emprego ou ter dificuldade para empregar-se por falta de qualificação adequada, ser vítima de doença ou crime, ou passar por uma dissolução familiar devido a problemas financeiros ou migração forçada pode ser uma experiência avassaladora, principalmente para famílias e indivíduos vulneráveis. Os domicílios da Etiópia cujos membros passaram por doenças graves, por exemplo, foram forçados a cortar seu consumo em quase 10% e continuaram a sofrer impactos negativos por três a cinco anos. 1 Os custos da saúde devidos a altos níveis de crime e violência chegam a 0,3 5,0% do produto interno bruto (PIB) por ano para os países da América Latina, sem considerar o impacto do crime sobre a perda da produção, resultante da diminuição dos investimentos e da participação da mão de obra. 2 A perda de emprego em países tão diferentes como Argentina, Bulgária e Guiana não somente diminuiu a renda e o consumo, mas também reduziu a capacidade das pessoas de encontrar um novo trabalho, piorou a coesão social e, em alguns casos, aumentou a violência doméstica. 3 Quer as consequências adversas resultem de riscos sistêmicos ou idiossincráticos, elas podem destruir vidas, bens, a confiança e a estabilidade social. E geralmente os pobres são os mais duramente atingidos. Apesar do progresso impressionante na redução da pobreza nas últimas três décadas, uma grande proporção de pessoas nos países em desenvolvimento ainda continua pobre e está vulnerável a cair em uma situação de profunda pobreza ao ser atingida por choques negativos (Figura 1). A taxa de mortalidade de adultos com menos de 60 anos por doença e lesões é duas vezes e meia maior para os homens e quatro vezes maior para mulheres em países de baixa renda do que em países de renda alta, enquanto a taxa para crianças com menos de cinco anos é quase vinte vezes mais alta. 4 Um número cada vez maior de evidências mostra que os choques adversos, sobretudo choques à saúde e climáticos, além de crises econômicas, desempenham um papel importante em empurrar os domicílios para abaixo da linha de pobreza e mantê-los lá. 5 Além disso, ao perceber que um choque negativo pode levá-las à miséria, falência ou crise, as pessoas pobres podem prender-se a tecnologias e meios de sustento que parecem relativamente seguros, mas que também levam à estagnação.

14 Risco e oportunidade 5 Figura 1 Muitas pessoas em todo o mundo são pobres ou vivem no limiar da pobreza; elas podem empobrecer ainda mais quando são atingidas por choques negativos Mais de 20% da população dos países em desenvolvimento vive com menos de US$ 1,25 por dia, mais de 50% com menos de US$ 2,50 e quase 75% com menos de US$ 4,00. População total, milhões a. Todos os países em desenvolvimento, 2010 b. Países em desenvolvimento por região, US$ 1,25 ao dia 16 US$ 1,25 ao dia US$ 2,50 ao dia % da população em cada região 14 US$ 2,50 ao dia Dólares EUA Dólares EUA África Subsaariana Sul da Ásia Leste da Ásia e Pacífico Oriente Médio e Norte da África América Latina e o Caribe Europa e Ásia Central Fonte: Equipe do WDR 2014 com base nos dados do PovcalNet (banco de dados) do Banco Mundial. Nota: US$ 1,25 por dia é uma medida de extrema pobreza amplamente usada. Entretanto, o valor de US$ 2,50 por dia é considerado uma medida de extrema pobreza mais relevante para algumas regiões, como a América Latina e o Caribe. Ver Ferreira e outros (2013). Sim, enfrentar o risco, assim como a possibilidade de perda, é um ônus, mas também é necessário para a busca de oportunidades. O risco e a oportunidade andam de mãos dadas na maioria das decisões e ações realizadas pelos países, pelas empresas e pelas famílias na busca por melhorar seu destino. Na verdade, o risco é intrínseco ao processo de desenvolvimento. Veja alguns exemplos. Desde a década de 1990, a maioria dos países em desenvolvimento abriu suas fronteiras em busca de integração internacional e maior crescimento econômico, mas nesse processo eles também aumentaram sua exposição aos choques internacionais. As empresas de todo o mundo fizeram investimentos para melhorar suas tecnologias e aumentar a rentabilidade, mas a dívida necessária para isso tornou-as mais vulneráveis a mudanças na demanda e nas condições de crédito. Do Brasil até a África do Sul, milhões de famílias migraram para as cidades em busca de melhores oportunidades de emprego e de serviços de saúde e educação, mas também ficaram mais expostas a níveis mais altos de crime e se beneficiaram menos do apoio comunitário. A motivação por trás dessas ações é a busca por melhores condições, mas o risco surge porque raramente há garantia de resultados favoráveis. A gestão de riscos pode ser um instrumento poderoso para o desenvolvimento Quer os riscos sejam sistêmicos ou idiossincráticos, impostos ou assumidos voluntariamente, o desenvolvimento só pode ocorrer por meio do sucesso no enfrentamento dos riscos e na busca de oportunidades. Muitas crises e perdas de desenvolvimento são o resultado de riscos mal geridos. E não menos importante, muitas oportunidades são perdidas porque a preparação para o risco é insuficiente e os riscos necessários não são assumidos o risco da inação. Portanto, quando as crises ocorrem, é essencial passar de respostas ad hoc e não planejadas para uma gestão proativa, sistemática e integrada dos riscos. Assim, a gestão de riscos pode desenvolver a capacidade de reduzir as perdas e aumentar os benefícios que as pessoas experimentam ao conduzir suas vidas e buscar oportunidades de desenvolvimento (Desenho 1 e Perfil 1). A gestão de riscos pode salvar vidas. Veja o caso de Bangladesh, onde uma melhor preparação para os desastres naturais reduziu drasticamente a perda de vidas devido a ciclones. Nas últimas quatro décadas, três grandes ciclones de magnitude similar atingiram Bangladesh. O ciclone de 1970 provocou a morte de 300 mil pessoas, mas o de 1991 provocou perto de 140 mil mortes e o de

15 6 Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2014 Desenho 1 Gestão de riscos para todos: uma representação visual dos principais conceitos Para buscar uma oportunidade, as pessoas precisam enfrentar o risco Risco Oportunidade...não um só risco, mas muitos Perda do emprego Crime Doença Desastres naturais Crises financeiras...e muitas vezes cheios de obstáculos para gerenciar Compartilhar...e muitas o risco vezes com cheios outras depessoas pode ajudar obstáculos a superar para esses gerenciar obstáculos Perda do emprego Doença Crime Desastres naturais Família Perda do emprego Doença Comunidade Crime Desastres naturais Crises financeiras Empresas Bancos Crises financeiras Governo Comunid. internacional...por meio de ação coletiva e instituições A gestão de riscos pode ser uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento Conhecimento Proteção Seguro Enfrentamento Resiliência Desenho de Jason Victor para o WDR 2014.

16 Risco e oportunidade 7 Perfil 1 A família Gomez: uma história moderna de risco e resiliência A família Gomez vive em uma favela na periferia de Lima. Há apenas alguns anos, a família morava em uma aldeia rural nos Andes peruanos, onde tinham uma pequena propriedade agrícola. A região era propensa a secas e eles nunca conseguiam uma renda suficiente para sair da pobreza. Muitos dos seus vizinhos migraram para a cidade na década de 1980, impelidos pelos conflitos civis no campo. A família Gomez se recusou a sair por medo de perder sua terra e não encontrar nada melhor na cidade. O risco era muito grande. O Peru era um lugar diferente nessa época: a inflação e o desemprego estavam desenfreados e a ameaça de distúrbios sociais estava sempre presente. Na década de 1990, a macroeconomia foi estabilizada e a guerra civil terminou. Novas oportunidades começaram a surgir nas áreas rurais e urbanas. De início, essas oportunidades iludiram a família Gomez. Havia sido construída uma represa perto da aldeia, mas para usar a água era necessário recuperar os canais na sua propriedade. Eles pediram um empréstimo em um banco comercial, mas este foi negado, o que não os surpreendeu já que era sua primeira solicitação. O Sr. e a Sra. Gomez acabaram acreditando que seus filhos não teriam futuro na aldeia e decidiram migrar para a cidade. Desta vez, eles não precisavam se preocupar com a perda da propriedade. Tinham recebido um registro de propriedade e puderam vender a propriedade para um vizinho, que tinha o capital necessário para reformar os canais. O dinheiro da propriedade proporcionaria aos Gomez uma proteção quando eles assumissem o importante desafio da migração. Lima, com quase 10 milhões de habitantes, parecia um lugar imenso e inóspito. Foi por isso que eles decidiram se mudar para a favela para onde tinham ido vários membros da sua aldeia. Lá eles encontraram companhia, identidade cultural (todos os festivais da antiga aldeia eram celebrados do mesmo modo) e, naturalmente, ajuda para encontrar um emprego. O Sr. Gomez encontrou trabalho em uma construção, mas era irregular, com demissões frequentes. A Sra. Gomez tinha que colaborar e teve a sorte de encontrar trabalho como costureira em uma empresa têxtil. A avó ajudava também, tomando conta das crianças quando elas voltavam da escola. Ter duas fontes de renda (e uma avó disposta a ajudar) tornou a família Gomez mais resiliente ao que pudesse acontecer. E as coisas aconteceram mesmo. Mario, o filho mais velho, foi ferido em um acidente de trânsito. O carro não tinha seguro e a família tinha que arcar com os custos do tratamento médico de Mario. Eles não podiam fazer isso sozinhos, e nem precisaram. Contaram com um hospital público, administrado e financiado pelo Estado. O tratamento médico era de qualidade irregular, mas fornecia os serviços básicos. A família precisou gastar uma parte das suas economias limitadas para complementar os serviços hospitalares e comprar medicamentos, mas valeu a pena porque Mario se recuperou. Os Gomez tiveram que recorrer aos seus bens novamente, mas dessa vez por um motivo bem diferente. Elena a segunda filha que todos consideravam como o cérebro da família chegou um dia em casa perguntando aos pais se podia estudar inglês à noite. Era uma boa ideia. O Peru havia assinado recentemente vários acordos de livre comércio (um deles com os Estados Unidos) e as empresas de exportação começaram a crescer, oferecendo emprego a pessoas jovens e qualificadas. O inglês seria uma grande vantagem. Alguns meses antes, contudo, seus pais haveriam recusado a sua iniciativa porque não era seguro sair à noite. A proteção policial era insuficiente na periferia da cidade e os criminosos se aproveitavam dessa situação. Quando uma onda de crimes finalmente atingiu a favela dos Gomez, a comunidade organizou patrulhas nas vizinhanças (eficazes, embora às vezes excessivamente duras). Quando Elena pediu para ter aulas de inglês, o risco de segurança já era menor e ela pôde sair para estudar à noite. Com o passar do tempo, ela e sua família estariam bem preparados para aproveitar o período de estabilidade e crescimento sustentável que o Peru estava atravessando. O enfrentamento dos riscos e o aproveitamento das oportunidades podem ter tirado a família Gomez da pobreza, possivelmente para sempre. Foi o trabalho, a iniciativa e a responsabilidade deles que possibilitaram isso, mas eles não poderiam ter feito tudo sozinhos. Fonte: Equipe do WDR Nota: Um vídeo dessa história fictícia está disponível em nove idiomas no site do Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2014,

17 8 Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2014 Figura 2 As vantagens da gestão de riscos geralmente ultrapassam os custos Relação custo-benefício Vacinas Melhoria em água e saneamento Sistemas de alerta antecipado Intervenções Medidas para reduzir os danos de: nutricionais Terremotos Inundações Tempestades tropicais Ponto de nivelamento Fonte: Wethli 2013 para o WDR Nota: A figura mostra os coeficientes médios de custo-benefício em um conjunto de estudos em cada categoria (com um mínimo de quatro estimativas em cada uma). Acima da linha pontilhada, os benefícios previstos ultrapassam os custos previstos. A variação das estimativas em cada categoria pode ser grande, refletindo uma diversidade de tipos de intervenções e locais, bem como a sensibilidade das estimativas a variações nas premissas subjacentes. Em quase todos os casos, contudo, mesmo o 25º percentil das estimativas está acima do ponto de equilíbrio cerca de As baixas foram bastante reduzidas por meio de um programa em âmbito nacional para a construção de abrigos (de apenas 12 abrigos em 1970 para mais de em 2007) juntamente com uma melhor capacidade de previsão e um sistema relativamente simples mas eficaz de alerta à população. 6 A gestão de riscos pode prevenir danos e evitar obstáculos ao desenvolvimento. Países tão diferentes como a República Tcheca, o Quênia e o Peru oferecem bons exemplos recentes em que a preparação macroeconômica protegeu a economia dos efeitos negativos de uma crise financeira global. Ao conseguir déficits fiscais mais baixos, uma política monetária disciplinada e déficits de conta corrente mais baixos, esses países conseguiram um declínio menor das taxas de crescimento após a crise internacional de 2008 do que após a crise do Leste Asiático de Os mesmos efeitos benéficos da preparação macroeconômica parecem ter ocorrido em muitos outros países de renda média e baixa. 7 A gestão de riscos pode desencadear oportunidades. As ferramentas de gestão de riscos, como melhoria das informações, seguro de colheitas e diversificação do emprego, podem ajudar as pessoas a atenuar os riscos. A capacidade de atenuar os riscos, por sua vez, permite que as pessoas, principalmente os pobres, superem a aversão ao risco e tenham mais disposição para realizar novos empreendimentos promissores. Alguns agricultores da Etiópia, por exemplo, optaram por não usar fertilizantes porque temiam a seca e outros choques potenciais e, assim, preferiam guardar as economias como uma forma de proteção em vez de investir em produtos intermediários. 8 Por outro lado, os agricultores de Gana e da Índia tiveram mais disposição para assumir riscos na busca por rendimentos mais altos, aumentando os investimentos em fertilizantes, sementes, pesticidas e outros insumos, porque tinham seguro contra riscos pluviométricos. 9 Quando agregados, esses ganhos podem ter efeitos muito mais amplos, contribuindo para aumentar a produtividade e o crescimento do país como um todo. As crises e perdas resultantes de riscos mal administrados são dispendiosas, assim como as medidas necessárias para se preparar melhor para os riscos. Sendo assim, a preparação compensa? Análises de custo-benefício feitas em algumas áreas sugerem que a preparação para o risco em geral é benéfica na prevenção de custos, às vezes até de forma significativa (Figura 2). Parece haver muita verdade no velho ditado que diz é melhor prevenir do que remediar. Por exemplo, um tratamento de suplementos minerais destinado a reduzir a subnutrição e os riscos à saúde correspondentes pode gerar benefícios pelo menos 15 vezes maiores do que o custo do programa. 10 Do mesmo modo, o aprimoramento dos sistemas de previsão do tempo e de comunicação pública para fornecer alertas antecipados de desastres naturais nos países em desenvolvimento podem gerar benefícios estimados 4 a 36 vezes maiores que o custo. 11 Comparar a relação custo-benefício de se preparar para o risco com a de enfrentar as consequências é uma

18 Risco e oportunidade 9 Box 2 Um mundo arriscado: tendências do risco entre as regiões Os riscos que as pessoas enfrentam mudaram consideravelmente com o tempo, embora essa evolução às vezes tenha variado de região para região. Os riscos foram atenuados em algumas áreas, como a de saúde materna, onde a taxa de mortalidade diminuiu em todas as regiões. Por outro lado, a incidência de crimes aumentou substancialmente na América Latina e na África Subsaariana. Inusita- damente, a incidência de desastres naturais aumentou em todas as regiões do mundo. Por outro lado, a América Latina, o Oriente Médio e o Norte da África, e a África Subsaariana sofreram todos um número bem menor de anos de recessão do que os países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) em cada década a partir de Taxa por nascidos vivos a. Mortalidade materna OCDE EAP ECA LAC MENA SAR SSA Taxa por pessoas, média anual b. Homicídios OCDE EAP ECA LAC MENA SAR SSA c. Incidência de desastres naturais a d. Grandes recessões b Média anual 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0, OCDE EAP ECA LAC MENA SAR SSA proporção da década em recessões 0,4 0,3 0,2 0, OCDE EAP ECA LAC MENA SAR SSA Fonte: Equipe do WDR 2014 com base nos dados dos Indicadores do Desenvolvimento Mundial (banco de dados) do Banco Mundial; do Banco de Dados Internacional de Desastres do EM-DAT OFDA/CRED; das Estatísticas de Homicídios (banco de dados) do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime. Nota: Os números mostram a média simples dos países de cada região. Os países da OCDE representados na figura são países de alta renda que foram membros da OCDE por pelo menos 40 anos. Todos os outros países estão agrupados em regiões geográficas. EAP = Leste Asiático e Pacífico; ECA = Europa e Ásia Central; LAC = América Latina e Caribe; MENA = Oriente Médio e Norte da África; SAR = Sul da Ásia; SSA = África Subsaariana. a. Os desastres naturais incluem secas, terremotos, enchentes e tempestades tropicais. b. As grandes recessões são identificadas de acordo com Barro e Ursúa 2012 e usando como limiar uma redução de 5% no crescimento do PIB per capita do valor máximo até o mínimo. Não houve grandes recessões no Sul da Ásia entre 1991 e das compensações importantes que devem ser avaliadas. A escolha entre essas ações depende em parte de como os custos (certos) da preparação para o risco se comparam com os respectivos benefícios (geralmente incertos). 12 Além disso, a gestão de riscos exige a consideração de diferentes riscos e da necessidade relativa de se preparar para cada um deles (Box 2). Tendo em vista os recursos limitados, é necessário e inevitável estabelecer prioridades e fazer escolhas. Por exemplo, uma família que mora em uma comunidade com alto nível de violência enfrenta riscos de segurança, saúde e propriedade e precisa escolher como alocar seu orçamento limitado para se proteger e se garantir contra cada um desses riscos. Do mesmo modo, um pequeno país sujeito a chuvas torrenciais e também exposto a choques financeiros internacionais precisa decidir quanto gastar em infraestrutura de prevenção de enchentes e quanto economizar para neutralizar os efeitos da volatilidade financeira. Quando os riscos são assumidos voluntariamente na busca de oportunidades, surge outra compensação: os re-

19 10 Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2014 tornos previstos devem ser analisados em relação às perdas potenciais de um curso de ação. Essa compensação é intensificada quando um retorno mais alto só é possível se forem aceitos mais riscos. Geralmente é o caso dos investimentos financeiros, nos quais o rendimento mais baixo é característico de uma posição mais segura, e os rendimentos mais altos de posições de maior risco. 13 Uma compensação de risco-retorno também pode ser percebida para certas ações de desenvolvimento: por exemplo, a opinião pública e alguns especialistas podem vincular a busca por maior crescimento econômico a uma menor proteção ambiental ou a uma maior desigualdade. 14 Embora esta e outras compensações de risco-retorno possam não existir, a gestão de riscos exige que elas sejam abordadas como uma possibilidade legítima. A gestão de riscos engloba não apenas a consideração das compensações, mas também das sinergias. Essas sinergias podem tornar tanto a preparação como as consequências do risco menos dispendiosas. Elas também podem diminuir os riscos e aumentar os benefícios esperados. Essas situações de benefício mútuo são comuns e devem ser enfatizadas o que não é o mesmo que dizer que elas não têm custos ou que são sempre fáceis de implementar. Os investimentos em nutrição e em saúde preventiva, por exemplo, tornam as pessoas mais produtivas e reduzem sua vulnerabilidade a doenças. 15 Do mesmo modo, melhorias no ambiente de negócios, como otimizar as regulamentações e aumentar o acesso ao crédito, podem fazer com que o setor empresarial se torne mais dinâmico e cresça mais rapidamente, tornando-o, ao mesmo tempo, mais resiliente a choques negativos. 16 No nível macroeconômico, políticas monetárias e fiscais disciplinadas refletidas em uma inflação moderada e em déficits públicos sustentáveis aceleram o crescimento econômico e reduzem a alta volatilidade face a choques internos e externos. 17 O que implica a gestão eficaz de riscos? Como escreveu o antigo filósofo grego Heráclito, a única constante é a mudança. E com a mudança, vem a incerteza. Perante as escolhas para melhorar suas vidas, as pessoas tomam virtualmente todas as decisões em um contexto de incerteza. Os jovens decidem o que vão estudar ou aprender sem saber exatamente quais serão os empregos e os salários disponíveis quando entrarem no mercado de trabalho. Os adultos decidem quanto e como economizarão para a aposentadoria frente à incerteza da renda e do retorno do investimento futuros, das condições de saúde e do tempo de vida. Os agricultores decidem o que vão cultivar e quais produtos serão usados sem saber com certeza se haverá chuva suficiente para os cultivos e quais serão a demanda e os preços dos produtos no mercado. E os governos decidem o nível de taxas de juros e déficits fiscais frente a incertezas quanto às condições externas, ao crescimento da produtividade interna e a mudanças nos mercados financeiros. A análise da escolha sob incerteza na economia e na política pública Portanto, é natural que a análise da escolha sob incertezas e recursos escassos tenha estado no âmago da economia e da política pública durante séculos. A abordagem básica para a decisão sob incerteza apresentada por Daniel Bernoulli nos anos 1700 e modelada formalmente por John von Neumann e Oskar Morgenstern em 1944 baseia-se na noção de que as pessoas otimizam a utilidade esperada (ou a percepção subjetiva de bem-estar) dos resultados possíveis. 18 Essa abordagem de utilidade esperada exige que as pessoas façam escolhas racionais, com base em suas preferências por riscos, e no conhecimento dos resultados possíveis e das respectivas probabilidades. Não obstante as percepções valiosas, esta abordagem enfrentou desafios em dois aspectos importantes. O primeiro é que os indivíduos não agem de maneira totalmente racional, talvez porque a incerteza torna o processo de decisão tão complicado que as pessoas preferem regras comportamentais simples que evoluem com o tempo mas que nem sempre são ideais. O trabalho de Maurice Allais na década de 1950 e de Daniel Kahneman e Amos Tversky na década de 1970 focaram a atenção nas limitações e nas tendências naturais do comportamento humano ao enfrentar decisões sob incerteza. 19 O segundo desafio da abordagem básica de utilidade esperada é que os indivíduos não tomam decisões isoladamente, mas em grupos, principalmente porque os resultados potenciais podem ser bastante afetados pelo modo como as pessoas agem em coordenação com outras. Os trabalhos de Duncan Black na década de 1940 e de James Buchanan e Mancur Olson na década de 1960 enfatizaram os pontos fracos e os obstáculos à ação coletiva. 20 Embora originalmente preocupada com o fornecimento de bens públicos pelo Estado, a abordagem de escolha pública abrange as ações tomadas por qualquer grupo, desde famílias até comunidades de qualquer tamanho. A mensagem básica é sobre o quanto a coordenação de uma ação coletiva pode ser valiosa e ao mesmo tempo ilusória, principalmente diante da incerteza. Outra vertente da literatura econômica também se preocupa com os problemas da ação coletiva e oferece princípios fundamentais para superá-los. Em seu trabalho pioneiro nas décadas de 1960 e 1970, Leonid Hurwicz, Roger Myerson e Eric Maskin estudaram o problema da arquitetura de mecanismos para alcançar eficiência nos mercados, nas organizações e nas instituições. A percepção crítica aqui é a de que as restrições de incentivos devem ser consideradas tão importantes quanto as restrições de recursos para a compreensão da tomada de decisões em um contexto de incertezas. 21 Essa percepção

20 Risco e oportunidade 11 é vital para a formulação das melhores formas de coordenar a ação coletiva de qualquer grupo, principalmente com informações assimétricas, interesses divergentes e conhecimento limitado. Ela obriga os analistas e formuladores de políticas a verem além dos recursos agregados, e a questionarem o que informa e motiva as ações das pessoas e organizações, inclusive as ações relativas à gestão de riscos. Uma estrutura analítica para a gestão de riscos Os princípios decorrentes da economia de decisão sob incertezas fornecem uma estrutura analítica para a gestão de riscos. O Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2014 propõe que essa estrutura consista de várias etapas interrelacionadas: Avaliação das metas fundamentais e das motivações da gestão de riscos, ou seja, resiliência frente a eventos adversos e prosperidade por meio da busca de oportunidades (analisadas nas duas primeiras seções acima). Compreensão do ambiente onde ocorrem os riscos e as oportunidades (referido a seguir como a cadeia de riscos). Análise das implicações da gestão de riscos, ou seja, preparação e enfrentamento dos efeitos negativos e positivos (apresentados a seguir em Os componentes da gestão de riscos ). Avaliação dos principais obstáculos que os indivíduos e as sociedades enfrentam na gestão de riscos, incluindo restrições de recursos, informações e incentivos (discutidos a seguir na seção intitulada Além do ideal ). Apresentação do papel potencial dos grupos e da ação coletiva em diferentes níveis da sociedade para superar os obstáculos que as pessoas encontram na gestão dos riscos (mostrados na seção O caminho a seguir ). Compreensão do ambiente onde ocorrem os riscos e as oportunidades: a cadeia de riscos O mundo está sempre mudando e gerando choques que afetam os indivíduos e as sociedades. Os choques podem ser positivos (como uma chuva abundante ou lucros comerciais inesperados) ou negativos (doença ou guerra). Eles podem afetar grupos pequenos (como uma família ou uma comunidade rural) ou grandes (uma região ou um país). E podem ocorrer repentinamente (como os desastres naturais ou choques financeiros) ou gradualmente (como as transições demográficas, tendências tecnológicas ou mudanças ambientais). Os resultados desses choques podem ser positivos ou negativos, grandes ou pequenos, individualizados ou generalizados dependendo da interação entre os choques e as condições internas e externas que caracterizam um sistema econômico e so- cial (como uma família, uma comunidade ou um país). O importante é que o efeito dos choques nos resultados das pessoas também é mediado por suas ações para se preparar e enfrentar o risco. Essa interação pode ser representada por uma cadeia de riscos (Diagrama 1), que pode ser aplicada a diferentes tipos de riscos e contextos. 22 Por exemplo, a possibilidade de uma pessoa ficar doente durante uma pandemia depende do grau de contágio do vírus (o choque inicial); da densidade da população e das condições de vida em determinadas áreas (o ambiente externo ou a exposição); da suscetibilidade individual das pessoas (condições internas, como idade ou capacidade do sistema imunológico); e das medidas que ela toma para evitar ficar doente ou contaminar os outros, como lavar as mãos frequentemente ou usar uma máscara (gestão de riscos). Do mesmo modo, uma empresa só poderá aproveitar as vantagens de novas tecnologias e inovações dependendo das características da tecnologia (o choque inicial); da infraestrutura do país, que pode afetar o acesso da empresa à tecnologia (o ambiente externo); do nível de inovação da empresa (condições internas); do volume de capital que a empresa acumulou e do grau de informação que ela tem sobre as vantagens e possíveis desvantagens da nova tecnologia (gestão de riscos). Neste contexto, risco é definido como a possibilidade de perda. O risco não é de todo ruim, contudo, porque é necessário assumir riscos para buscar oportunidades. Oportunidade é definida como a possibilidade de ganho, representando assim o contrário do risco. A exposição ao risco é determinada pelo ambiente externo. Por exemplo, a exposição de uma casa ao risco de inundações costeiras depende da sua localização. A vulnerabilidade ocorre quando as pessoas são especialmente suscetíveis a perdas decorrentes de choques negativos devido a uma combinação de grande exposição, condições internas impróprias e gestão de riscos deficiente. Por outro lado, uma instituição financeira com alta alavancagem que assumiu posições muito arriscadas sem contrabalançar compensações fica vulnerável a um choque econômico ou financeiro. Do mesmo modo, uma família pobre com poucos bens e renda volátil pode ser especialmente vulnerável a aumentos nos preços dos alimentos. Gestão de riscos é o processo de preparar-se para os riscos, enfrentá-los e lidar com seus efeitos. A resiliência se caracteriza pela capacidade das pessoas, das sociedades e dos países de se recuperarem de choques negativos e, ao mesmo tempo, manterem ou melhorarem sua capacidade de desempenhar suas funções. Grande parte da literatura recente sobre o risco em um contexto de desenvolvimento enfatiza o papel importante que a gestão de riscos pode desempenhar no aumento da resiliência a choques negativos. Contudo, para aumentar a prosperidade e o bem-estar, a gestão de riscos também tem um papel essencial em ajudar as pessoas e os países a administrarem com sucesso os choques positivos. Na

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