FESP FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DA PARAIBA COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO DILSON VASCONCELOS MOURA SEGURO DPVAT E O NEXO DE CAUSALIDADE

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1 FESP FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DA PARAIBA COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO DILSON VASCONCELOS MOURA SEGURO DPVAT E O NEXO DE CAUSALIDADE João Pessoa 2012

2 DILSON VASCONCELOS MOURA SEGURO DPVAT E O NEXO DE CAUSALIDADE Projeto de pesquisa apresentado à FESP Faculdades de ensino superior da Paraiba, do curso de graduação em Direito para atender à exigência parcial no desenvolvimento do trabalho de conclusão de curso. Orientadora: Luciana de Albuquerque Cavalcanti Brito João Pessoa 2012

3 M929s Moura, Dilson Vasconcelos Seguro DPVAT e o nexo de causalidade. / Dilson Vasconcelos Moura. João Pessoa, f. Artigo (Graduação em Direito) Faculdade de Ensino Superior da Paraíba FESP. 1. Seguro obrigatório 2. Indenização 3. Causalidade 4. Vitima de acidente de trânsito I. Título. BC/FESP CDU: 34(043)

4 DILSON VASCONCELOS MOURA SEGURO DPVAT E O NEXO DE CAUSALIDADE Projeto de pesquisa apresentado à FESP Faculdades de ensino superior da Paraiba, do curso de graduação em Direito para atender à exigência parcial no desenvolvimento do trabalho de conclusão de curso. Data de aprovação: / / BANCA EXAMINADORA Prof a Orientadora : Luciana de Albuquerque Cavalcanti Brito Professor Examinador Professor Examinador

5 SEGURO DPVAT E O NEXO DE CAUSALIDADE Dilson Vasconcelos Moura* RESUMO Na medida em que o tempo passa verificou-se que há um grande aumento no número de veículos automotores circulando pelas nossas ruas e estradas. Pessoas utilizam estas máquinas para diversos fins. Viabilizando seus encontros. São utilizados para levá-las ao trabalho, contribuem consideravelmente com o comércio estreitando as distâncias. Desta forma melhorando a vida de muitos. No entanto como todo benefício há de se observar que é possível que exista o lado negativo da situação. Neste caso, aumento do número de acidentes de trânsito envolvendo os veículos automotores. Deste modo houve a necessidade da criação de um seguro, o chamado DPVAT, que por sua vez teria a responsabilidade de indenizar as pessoas que foram envolvidas nos acidentes de trânsito. Levando em consideração uma exigência principal, o nexo de causalidade do acidente, verificando se há ou não relação com veículo automotor, dando direito ou negando a possibilidade desta indenização. Palavras-chave: Seguro obrigatório; Indenização; Causalidade; Vítima de acidente de trânsito. MOURA, Dilson Vasconcelos. O Seguro DPVAT e o Nexo de Causalidade. Trabalho de Conclusão de Curso da graduação em Direito da Faculdade de Ensino Superior da Paraiba,

6 5 O SEGURO DPVAT E O NEXO DE CAUSALIDADE Dilson Vasconcelos Moura 1 INTRODUÇÃO Atualmente a modernização dos meios de transporte do homem trouxe diversos benefícios. Como veículos mais velozes com autonomia bastante eficiente, estreitando laços entre pessoas que moram distante de seus entes queridos e amigos. Veículos com maior capacidade de carga, possibilitando maior facilidade no transporte de mercadorias para o comércio. Os serviços públicos que dependem de veículos automotores para seu funcionamento foram beneficiados direta ou indiretamente. Não há de se negar que é de costume observar a não preocupação com possíveis problemas que possam surgir. Caracterizados neste caso por acidentes de trânsito, estes por infelicidade causam danos inevitavelmente as pessoas. Que para atender suas necessidades de locomoção para trabalho e até mesmo para o lazer. Uma das medidas tomadas pelo governo brasileiro foi a criação do seguro DPVAT, através de decreto de Lei assinado pelo Presidente Ernesto Geisel. Beneficiando aqueles que sofrem alguma debilidade ou gastos com despesas medicas, relacionadas a acidentes causados por veículos automotores. Com a concessão deste benefício, surgiram dúvidas quanto ao seu cabimento ou não cabimento. Em alguns casos há de se observar se o veiculo automotor foi causador do acontecimento acidental ou não. Neste sentido, surge uma discussão relacionada ao nexo de causalidade quanto ao cabimento da indenização por este seguro. Este trabalho tratará acerca deste assunto em uma tentativa de melhor esclarecimento acerca do mesmo. O desrespeito à interpretação do nexo de causalidade quanto à quitação do seguro de 1 Graduando em Direito pela Faculdade de Ensino Superior da Paraíba FESP

7 6 DPVAT é, sem dúvidas, uma questão de bastante discussão, não há como negar, entre a sociedade, o estado e principalmente entre os operadores do Direito. O referido seguro recebe estas iniciais pela seguinte definição, Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, ou por carga, a pessoas transportadas ou não. Criado pela Lei 6.194/74, alterada pelas Leis 8,441/92 e /09, com a finalidade de amparar as vitimas de acidentes de trânsito em todo o território nacional, não importando de quem seja a culpa dos acidentes. A abrangência de sua cobertura se dá nos seguintes casos: por morte ou por invalidez permanente, desde que devidamente comprovada mediante laudo médico, autêntico. Em alguns casos haverá a necessidade de uma perícia medica mais acentuada. Exigências feitas pelas seguradoras, que deverão arcar com a indenização a ser paga, bem como, boletim de ocorrência do acidente, documentos comprobatórios do sinistro entre outro que demonstrem a veracidade dos fatos. A quantia a ser paga, a fim de indenizar o vitimado deverá ser calculada com base no percentual da incapacidade de que for portadora a vítima de acordo com a tabela de danos corporais totais, que em meados de 2008, através da medida provisória 451/08, observada no Congresso Nacional, modificou as regras do seguro DPVAT. Foi criada uma tabela determinando um teto para cada parte do corpo lesionada pelo acidente de trânsito. Logo após foi anexada à Lei /09. Em caso de morte possivelmente será pleiteada a quantia máxima, que será no valor de R$ ,00(Treze mil e quinhentos reais), que é o atual teto para a indenização do referido seguro. Em regra anterior, o teto era de 40 salários mínimos. Redução que foi bastante questionada, vez que, não haverá mais possibilidades de reajustes com os aumentos do salário mínimo. Igualmente terá direito a indenização, aquele vitimado que venha a arcar com despesas para seu tratamento, sob orientação médica, despesas com a assistência médica e suplementar. Denominada, Despesas de Assistência Medica e Suplementares (DAMS). Este tipo de indenização tem apenas caráter de reembolso. Uma vez que, o vitimado venha a cobrir o prejuízo que o mesmo teve a necessidade de pagar para a sua recuperação. Quanto à questão do nexo causal para o cabimento ou não do direito a indenização para a vítima requerente ao seguro, dependerá do fato do veículo ter tido algum vínculo com o sinistro, ou seja, o veículo terá que ser causador do acidente. É necessário haver uma ação sem interferência da vítima, ação esta característica do veículo, mecânica e espontânea que possa ter causado dano àquela vítima. Ou seja, haverá situações que deverão ser analisadas há

8 7 relação de causalidade com o uso do veículo. Um exemplo seria um funcionário de transportadora de valores que auxiliava o condutor de um veículo da empresa, que por infelicidade é atingido por uma corda que foi movimentada pelo veículo ao realizar uma manobra em um estacionamento da empresa. Este fato deverá ser registrado como acidente de trabalho. Porém poderá este pleitear o enquadramento do acidente causado por veículo automotor ou por sua carga, a pessoa transportada ou não. Tal fato poderá ter cobertura pelo seguro DPVAT. Por estes casos e outros, geram a real necessidade de se verificar verdadeiramente distinguir os casos que deverão ser motivo de indenização e aqueles que apenas se aproximam do seu cabimento. Desta forma, determinando os verdadeiros critérios de uso e nexo de causalidade. Não será possível a admissão de risco que o veículo possa causa, quando este não estive em circulação nas vias públicas. No momento do licenciamento diante do órgão responsável o seguro é necessariamente pago por aqueles que desejam que o esteja veículo em circulação. Não há de se falar em indenização quando este veículo causador do acidente não estiver quite com o seguro que deverá indenizar o vitimado. A lei regente do seguro DPVAT, Nº 6.194/74, define que o dano pessoal deverá ser causado por veículo automotor ou por sua carga, a pessoas transportadas ou não. Exigindo assim o nexo de causalidade para que seja entendido como indenizatória ou não daquele veículo causador do sinistro. Este fato acaba gerando tamanha discussão entre aqueles que atuam no ramo do direito, o cidadão, bem como, o Estado que tem o dever de garantir os direitos deste. Questionamento realizado no presente artigo trata sobre o porquê o seguro obrigatório DPVAT é interpretado com diversidade pela sociedade, estado e operadores do Direito? As hipóteses abordadas neste artigo tratam da inexistência de comprovação quanto ao nexo de causalidade entre o acidente de trânsito e os danos físicos experimentados pela vítima. Função social pratica atualmente em relação ao seguro obrigatório de danos pessoais causados por veículo automotor. Desenvolvimento do instituto do seguro obrigatório de veículos automotores para o ordenamento jurídico brasileiro. O objetivo deste trabalho é esclarecer a matéria já muito debatida nos pretórios de todo o território brasileiro. Diz respeito ao pagamento de indenização relacionada ao seguro obrigatório de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre ou por sua carga, bem como quanto ao seu cabimento ou sua negativa.

9 8 Bem como, esclarecer do que trata-se o seguro DPVAT. Apresentar a falta de informações deste seguro a sociedade como um todo. Demonstrar o embasamento quanto ao nexo da causalidade. A pesquisa que será realizada neste artigo há de ser classificada como descritiva e explicativa. Desta forma definida por ser baseada em diversos materiais bibliográficos. Desta forma a desenvolver o tema em questão. Quanto ao método de abordagem a ser utilizado nesta pesquisa trata-se do método hipotético-dedutivo, uma vez que propõe-se uma hipótese, e, através de dedução, comprova-se tal hipótese ou não. Quanto ao procedimento, por sua vez, pautar-se-á pela observação estruturalista, pois não estuda casos individuais e sim estuda um todo, elemento que compõe a sociedade, na medida em que a pesquisa utilizar-se-á de livros, artigos, legislação e doutrina. Essas ferramentas permitirão uma melhor fundamentação ao trabalho, observados sob à luz da história. O material documentado e as respectivas análises serão organizados em relatório de pesquisa componente do estudo que se pretende construir. O homem e o automóvel O homem desde cedo batalha pela liberdade de locomoção, segundo Rodrigues (2000, p. 122) locomover-se é uma necessidade inerente ao ser humano, o sonho de locomover-se inicia com o desenho da roda, e assim sucedendo os primeiros veículos, os quais o ser humano puxava, como a sucessão dos animais e logo em seguida foram desenvolvidos motores capazes de tracioná-los, estes movidos a combustão na queima de derivados de petróleo. Por volta de 1886, sem uma precisa exatidão de quem realmente construiu o primeiro carro do mundo onde os precursores desta maravilhosa invenção, foram o alemão Karl Benz com o seu veiculo de três rodas movido a gasolina, bem como outro inventor, Gottlieb Daimbler com seus veículos de dois cilindros também movidos a gasolina. Anos depois franceses, ingleses e norte americanos entraram na corrida da fabricação de veículos. Na América do Norte Henry Ford produziu o primeiro automóvel naquele continente. E por ai em diante, países como Itália, Suíça e Espanha também passaram a vivenciar esta revolução nos meios de transporte. No início em linha de produção eram fabricados carros luxuosos e destinados a guerra. No entanto com o termino da Primeira Guerra Mundial os fabricantes passara a utilizar a linha de produção mais barata, automóveis mais compactos e fabricados em série.

10 9 No Brasil, a evolução automotora chegou somente após a Segunda Guerra Mundial. Na década de 30, fábricas estrangeiras como a General Motors e a Ford, entraram com linha de montagem no país. Foi durante o governo de Juscelino Kubitschek que multimarcas automotivas deram início montagem de automóveis em nossa país. Projetados nas matrizes européias e norte-americanas, com maioria de equipamentos e peças importadas, porém montados no Brasil. Os primeiros automóveis que no Brasil passaram a trafegar nas ruas do Rio de Janeiro, eram conduzidos por leigos. E diferentemente dos automóveis de hoje automatizados e mais práticos de dirigir. Necessitavam de perícia, pois era necessário puxar uma alavanca ali, empurrar vários pedais, aguardar o motor aquecer, verificar inúmeros mostradores de pressão, pedais rígidos, que exigiam mais perícia ao utiliza-los, ou seja, não era fácil conduzir esses primeiros veículos automotores. Verificou-se então através do decreto de lei nº 858, de 15 de abril de 1902, que determinava o exame de condutores para automóveis. No entanto o primeiro motorista habilitado no país só apareceu em 1906, aprovado pela primeira comissão examinadora de candidatos à condutores de veículos, que era constituída por engenheiros da prefeitura. Foi realizado em 08 de janeiro de 1906 o primeiro exame para motorista, com cinco aprovados, o segundo exame foi realizado em 19 de janeiro do mesmo ano, com mais três habilitações concedidas. No mês seguinte foi realizado o terceiro exame para condutores de veículos automotores aprovando dois felizardos, destacando que um deles foi Felisberto Caldeira, cocheiro dos carros dos presidentes Campos Sales e Rodrigo Alves, bem como o primeiro chaffeur do palácio do Catete. Em pouco tempo o Rio de Janeiro estava repleto de motoristas habilitados pela seção competente da prefeitura. No decorrer dos tempos o automóvel passou a ser símbolo de status, é o que podemos observar com o famoso pensador e escritor Veríssimo: Se o automóvel fosse só um meio de transporte ou instrumento de lazer, tudo bem. As pessoas o usariam naturalmente, como usam uma escova de dentes. Mas o automóvel é muito mais do que isso. É um símbolo de status para uns. De riqueza para outros. De coragem, inconformismo, agressão, segurança, ambição, sei lá. E principalmente de potência Um homem nunca entra no seu carro, simplesmente. Ele veste o seu carro como quem veste uma fantasia. Da mesma maneira que alguém ''sai'' no Carnaval de tirolês estilizado ou legionário romano (ou libélula transcedental), sai pela rua de Maverick ou Passat ou de 1300 estilizado. Você mesmo conhece vários casos. Aquele pacato comerciante, tão inconspícuo dentro de sua própria casa que as vezes

11 10 é posto para fora junto com o gato, e não reclama, se transforma atrás do volante do seu Dodge Dart branco com estrias vermelhas dos lados e uma cabeça de tigre fosforescente sobre o capô. A buzina toca trechos de Richard Wagner e cada vez que ele pisa no freio os olhos da caveira no parabrisa traseiro se acendem. Contam que ele rosna dentro do carro enquanto vai afastando pedrestres e outros veículos do caminho com acordes estridentes. (VERISSIMO, 2005, sp) Já nestes outros dois trechos do mesmo texto demonstra um tipo de status bem particular para o homem, que é a sexualidade ligada ao seu automóvel, vejamos: [..] Os psicólogos não sabem explicar essa estranha identificação do homem com seu carro. Há uma teoria segundo a qual a potência do carro compensaria a insegurança do homem com seu próprio vigor físico. [..] [...] Seja como for, a verdade é que a sensação de espremer um pequeno acelerador para ter uns cavalos de força a sua disposição a qualquer hora é um dos maiores prazeres que o mundo moderno proporciona ao homem. O homem e a máquina são uma coisa só. O homem é a sua fantasia. O motor do carro é a sua energia. O sistema elétrico são os seus nervos em perfeita sincronização. Os pneus são as suas garras de tigre devorando distâncias sem o menor esforço. A gasolina é o seu sangue azul ou comum.[..] (VERISSIMO, 2005, sp). Como o passar do tempo o automóvel vêm se transformando diariamente, verificamos que ele passou a ser objeto de uso de milhares de pessoas. Um dos grandes fatores históricos na evolução do automóvel é o da tecnologia, os veículos ficam mais seguros velozes e confortáveis e silenciosos. Logo a mídia também passa a influenciar, transparecendo que o carro já passaria a ser item fundamental no cotidiano das pessoas. A frase já bastante conhecida o brasileiro é apaixonado por carro. Transportes no Brasil No Brasil inicialmente foram produzidos caminhões, jipes, camionetas, furgões e por último os carros de passeio. A sociedade vive em constante formação, aumentando em número, explorando territórios, e conhecendo pessoas. Gerando a necessidade de locomoção, sendo a maior delas em prol das atividades econômicas. Com a evolução da tecnologia, o aumento das necessidades do homem em observar coisas novas, verificou-se que este dependeria cada vez mais da locomoção. Levemos em consideração que não há como determinadas cidades possuírem varias especialidades, pois

12 11 dispõem de climas diferentes, profissionais em determinadas áreas, atrações diferem das atrações de outras cidades. Neste sentido observamos que o homem com a divisão do trabalho, ou seja com base em especialização, grupos que aumentaram a produtividade dependeram do transporte para comercializar seu produto final, bem como dependeram do mesmo para adquirir aquilo que não produzem. A lógica do modo de produção capitalista que acentua na medida em que o tempo passa, acaba demonstrando a real necessidade dos meios de transporte para o desenvolvimento expansivo da economia e social. Foi por volta do ano de 1940, a região sul e sudeste passando a ser industrializada, deu início ao processo de integralização do país. Regiões passaram a ser interconectadas, como se deu na região sul e sudeste, pois tornaram-se regiões de mercado nacional, em virtude de seu crescimento econômico, passou a exigir estradas que os conectassem ao restante do país. Bem como malhas de transporte passaram a integrar e expandir as pessoas país a dentro, Estas que se concentravam no litoral, passaram a habitar também o interior dos estados. Esses e outros motivos passaram a exigir o pensamento de uma estruturação de um sistema transportes mais eficiente. Forçando o governo a evoluir e transformar as trilhas de locomoção em grandes rodovias. Acidentes de trânsito O acidente de trânsito é determinado pelo dano envolvendo veículo, via, homem ou animais. Em todo o mundo foi registrado pela Organização Mundial de Saúde 1,26 milhões de mortes no trânsito. Essa estatística tem maior impacto nos países pobres e em desenvolvimento. O Brasil é campeão nestas estatísticas, é sabido oficialmente que em media são registrados mas de 20 mil mortes apenas contabilizadas no local do acidente. De acordo com o IPEA Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada calculou um custo social dos acidentes nas áreas urbanas do país de 5,6 bilhões de reais a cada ano. O sistema DPVAT, seguro obrigatório que indeniza as vitimas por acidente de trânsito calcula 40 mil mortes por ano. Infelizmente verificam-se frequentemente atitudes inadequadas de alguns condutores, representando um sério risco a eles próprios, bem como aos demais usuários das vias publicas. Estas atitudes denominam-se desvios comportamentais no trânsito. São vários os tipos de desvios comportamentais no transito. Um deles é causa pela inexistência de

13 12 procedimentos sistemáticos de educação para o trânsito, bem como na falha máquina de habilitação de condutores. Estas falhas acarretam em diversas atitudes equivocadas no trânsito, por desconhecer os procedimentos corretos. Outro desvio que contribui muito no número de acidentes está relacionado a situação psicológica e física do individuo que está por trás do volante, permanentemente ou temporários. Existe também outro tipo de desvio, que é aquele em que o condutor dotado de egoísmo exacerbado transparecendo o interesse próprio acima do coletivo, contornando manobras irregulares, proibidas e arriscadas. Muitas vezes pessoas que possuem o conhecimento da legislação de trânsito, no entanto sempre querem ludibriar os outros condutores levando vantagem. O homem atinge a estatística de 75 % como responsável pelos acidentes de trânsito. Grande parte do número de acidentes está diretamente relacionado ao jovem como condutor, levamos em consideração falta de experiência e falta de maturidade ao dirigir. Os motoristas adolescentes costumam infringir mais as leis, como dirigir em alta velocidade, avançar sinais, praticar manobras ilegais, dirigir sobre o efeito de álcool ou entorpecentes. No infelizmente Brasil em 2010 foram registrados 43%, com mortes na faixa de 0 a 19 anos. O condutor é o principal responsável pela sua segurança, de seus passageiros, pedestres e demais condutores. Por exemplo, um condutor ao derrapar na pista, que por falta de responsabilidade trafegava com pneus carecas na chuva. Não podemos atribuir a culpa no engenheiro que construiu a estrada ou no engenheiro que desenhou ou o funcionários da linha de produção que por falta de atenção não utilizou um componente importante na fabricação do pneu e sim no motorista imprudente que não trafegava de acordo com as leis de trânsito. O maior causador dos acidentes de trânsito no Brasil é o Álcool, deixando o país no topo da lista com maior número de acidentes. O condutor sobre o efeito desta substância tem seus reflexos reduzidos e uma diminuição considerável na consciência de perigo. Este condutor está colocando seriamente a sua vida, dos pedestres e dos demais passageiros que nele depositam sua confiança. Outro detalhe que tanto agrava a fatalidade dos acidente, bem como facilita a ocorrência destes é a velocidade excessiva, pois diminui a percepção do condutor, aumenta as forças dinâmicas do carros, fatores que iram exigir mais da máquina facilitando a ocorrência de falhas.

14 13 O Seguro DPVAT Inicialmente para observarmos à questão do nexo de causalidade do veículo causador do dano à vítima de acidente automobilístico. É primordial que saibamos mais detalhes sobre o seguro DPVAT. Ao decorrer da história o homem se depara com inúmeras situações que podem colocar sua vida e de seus entes queridos em risco. Desta forma nota-se a necessidade de passar certa tranquilidade para este homem, então foi criado o seguro para lhe proporcionar algum resguardo caso venha a ocorrer algum imprevisto. O surgimento do seguro DPVAT está vinculado aos frequentes riscos observados no altíssimo tráfego de veículos, bem como os ricos que os pedestres estão submetidos ao disputar espaço com estas máquinas que utilizam as vias. Quanto a nomenclatura, o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados Por Veículos Automotores que é popularmente conhecido como DPVAT. É bem verdade que o seguro DPVAT é questão de caráter social, pois é de pouco conhecimento daqueles que dele necessitam. Sua indenização é para vítimas de acidentes causados por veículos que trafegam por vias terrestres. Essa questão é bastante forte, pois em pouquíssimos casos os condutores dos veículos teriam capacidade de arcar com as despesas ocasionadas pelo sinistro. Desta maneira Nogueira afirma que: Trata-se de uma lei especial, que, abstraindo a noção de culpa, impõe a obrigatoriedade da reparação, pela simples utilização de veículos automotores, consagrando a responsabilidade objetiva, embora alguns erroneamente assim não reconheçam (NOGUEIRA, 1978, p. 20). Surgiu com a Lei nº de 19 de setembro de 1974, e foi atualizada pelas Leis nº 84441/92, /07 e 11945/09. O contrato de seguro, cujo sua finalidade é a de atenuar que toda a responsabilidade do dano o segurado possa arcar. Portanto observamos em nosso Novo Código Civil em seu capítulo XV, artigo 757 que trata: Pelo contrato de seguro, o segurador se obriga, mediante o pagamento do prêmio, a garantir prêmio, a garantir interesse legítimo do segurado, relativo a pessoa ou a coisa, contra riscos predeterminados. Parágrafo único: Somente pode ser parte no contrato de seguro, como segurador, entidade para tal fim legalmente autorizada (NOVO CÓDIGO CIVIL, 2007, p.156).

15 14 Este seguro conforme sua nomenclatura define, cobre exclusivamente danos pessoais. Não há de se preocupar com o culpado pelo sinistro, a lei determina apenas o envolvimento no acidente com o veículo automotor. A vítima pode ser o condutor, passageiro ou pedestre. O procedimento para o interessado por este seguro é bastante simples. Será necessário apenas documentos pessoas e documentos do sinistro. Ou seja, o prêmio pode ser adquirido pelas vias administrativas. Sem a necessidade de intervenção de terceiros. As indenizações de seguro são pagas em até 30 dias, após a entrega completa da documentação exigida. Conforme se verifica no artigo 5º da Lei 6.194/74: o pagamento da indenização será efetuado mediante simples prova do acidente e do dano decorrente, independentemente da existência de culpa, haja ou não resseguro, abolida qualquer franquia de responsabilidade do seguro(brasil, 1974, SP). Os danos pessoais cobertos pelo DPVAT são nos casos de falecimento, invalidez total ou parcial, e como despesas de assistência médica e suplementares gastas com o tratamento realizado em decorrência dos danos causados no sinistro. Não serão cobertos pelo seguro DPVAT danos materiais, acidentes ocorridos fora do território nacional, danos pessoais causados pela contaminação originária de radioatividade de qualquer tipo de combustível de matéria nuclear. Anteriormente a pessoa interessada escolheriam aleatoriamente uma seguradora para requerer a indenização. No entanto em 08 de dezembro de 2006, o Conselho Nacional de Seguros Privados na Resolução nº 154, determinou que uma única seguradora especializada administrasse dois consórcios específicos, então através da Portaria nº 2.797/07, publicada em 07 de dezembro de 2007 a criação da Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro DPVAT. Esta é definida por uma companhia de capital nacional constituída por seguradoras participantes de dois consórcios. A Seguradora Líder passou a representá-las nas esferas administrativas e judicial, facilitando em inúmeros pontos, tanto para as seguradoras consorciadas como para os beneficiários da indenização. Existem casos especiais em que será necessário o reclamante acionar a seguradora em que o veículo foi contratado, casos estes que envolverem transporte coletivo, ônibus, microônibus. O cadastro do seguro deverá ser apresentado pelo causador do acidentes. Por exemplo, o vitimado requerente da indenização do seguro DPVAT deverá procurar a empresa de serviço de ônibus.

16 15 Infelizmente em nosso país tudo que movimenta dinheiro é alvo de fraude e utilização indevida, isto não é diferente com o DPVAT. Este seguro acaba sendo usado para diversos tipos de fraude, bem como é utilizado como meio para tirar vantagens daqueles que são leigo no ramo do direito. Os indivíduos mal intencionados acabam interferindo no simples requerimento administrativo realizando muitas vezes a cobrança de honorários desnecessários. Na tentativa de inibir estas práticas foi criada a Medida Provisória 451, visando bater de frente com as fraudes que causam prejuízo a administração do DPVAT. Quanto desrespeito a prescrição, levamos em consideração a renovação do Código Civil no ano de 2003, que definiu o prazo para dar entrada no pedido de indenização do Seguro DPVAT, que passou a ser de três anos, contados a partir da data em que ocorreu o acidente. Ou seja, o prazo prescricional para realizar o pedido de indenização do seguro DPVAT é decenal, na qual o a contagem será iniciada ao verificar o dano estipulado pela lei, como morte, invalidez permanente, despesas com medicamentos e assistência médica e suplementar. O Nexo de Causalidade do Automóvel no Sinistro É essencial para um melhor entendimento do presente estudo demonstrar a necessidade da sociedade como um todo a importância deste assunto em pauta. Segundo Bechara (2010, online): Não raro, dúvidas afloram versando a cobertura do seguro de DPVAT, em situações especiais por onde se verifica a existência de um dano pessoal, sem que, contudo, haja relação de causalidade com o uso do veículo.. O doutrinador Martins (2008) ensina que: o seguro DPVAT não é seguro de responsabilidade civil, mas sim, seguro obrigatório de danos pessoais, cuja indenização deve ser prestada, nos ditames da própria Lei do DPVAT a todas as vítimas de acidentes automobilísticos independentemente de apuração de culpa, bastando que seja demonstrada a existência de dano e sua causa. Salienta que o legislador jamais cogitou de constituir prazos prescricionais para os seguros obrigatórios de danos pessoais, que é o caso do DPVAT, por isso não está sujeito ao prazo do art. 206, 3. º, IX do CC. Relata ainda que, o decreto lei nº 73/66 cita alguns seguros de responsabilidade civil e de contratação obrigatória em seu art.20, e ao citar o DPVAT redige como um seguro de danos pessoais e não de responsabilidade civil. Logo o prazo prescricional do DPVAT é decenal cuja contagem se inicia imediata verificação do dano garantido pela referida lei, ou seja, morte, despesas com assistência médica e suplementar ou invalidez permanente, levando em consideração o art. 205 do Código Civil. (MARTINS, 2008 p. 110)

17 16 Na maioria dos casos dos acidentes relacionados com veículos automotores as pessoas não tem idéia do direito deste benefício. Nesse sentido: Para quem ainda não sabe, o famoso DPVAT significa Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres. A sigla refere-se, como diz o slogan da própria campanha de divulgação, ao "único seguro que protege todos os brasileiros" vitimados por acidentes de trânsito, não importa se motoristas, passageiros ou pedestres. O seguro é pago todos os anos pelos proprietários de veículos de passeio, ônibus, micro-ônibus, motocicletas e similares. (NERY, 2010, online) De fato o seguro DPVAT não é de fácil conhecimento em nossa sociedade, desta feita acaba gerando diversas duvidas em relação a referido seguro, acontecimentos como a falta de acesso a justiça da sociedade mais carente, a falta de veiculação de informações que lhes seriam de grande valia para o conhecimento deste seguro. Para um melhor entendimento deste seguro e reforçar o que foi dito em linhas anteriores: Criado pela lei n 6.194/74, o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais, Causado por Veículos Automotores, ou popularmente conhecido como DPVAT, é pago todos os anos pelos proprietários de veículos automotores, sem exceção, na ocasião do licenciamento, e tem por finalidade cobrir eventuais danos pessoais ocorridos em acidentes de trânsito. O Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores (DPVAT) é um direito garantido a todos os cidadãos, mas pouco conhecido pela população. Sua indenização é para vítimas de acidentes causados por veículos que transitam por via terrestre, por isso a lei não cita trens, barcos, aeronaves e similares. A nomenclatura do seguro inicia dizendo a forma de cobertura, ou seja, Danos Pessoais. Ele cobre pura e exclusivamente danos pessoais. A vítima tem a garantia da indenização mesmo que o culpado pelo acidente não tenha condições de arcar com o dano que causou. Esta vítima pode estar dentro ou fora do veículo, poderá ser proprietária ou não; a lei exige apenas o envolvimento no acidente com o veículo automotor. A indenização independe da prova de culpados. O procedimento para receber a indenização do Seguro Obrigatório DPVAT é simples e dispensa a interferência de terceiros. (DALL, 2010, online) Quanto ao embasamento a cerca do pagamento deste seguro é posto em pauta quando há dúvida se houve ou não de alguma maneira interferência de qualquer veiculo automotor devidamente quite com o pagamento deste seguro obrigatório. Contratado no momento da regularização perante o órgão fiscalizador, que possibilitará este veículo a trafegar nas estradas de rodagem, centros urbanos e demais vias. Este questionamento é fruto de muitas discussões no âmbito jurídico. Neste sentido o professor Luís Felipe Pellon ensina que: o veículo tem de ser o causador e não mera com causa passiva ao acidente. É pois necessário que o veículo tenha, de alguma forma, contribuído para o dano. No caso de veículo estacionado é além disso necessário que ocorra, uma ação espontânea,

18 17 mecânica, sem interferência da vítima. É preciso, pois, a ocorrência de um nexo causal. (PELLON, 2010, online) Para melhor ilustrar esta dúvida quanto ao nexo da causalidade da cobertura do seguro DPVAT, há de se levar em consideração um seguinte caso hipotético: Um cidadão que trabalha em uma distribuidora de alimento sofre um acidente dentro do pátio da empresa que trabalha. Um caminhão ao ser manobrar dentro do pátio desta empresa encosta a uma placa de aço que por sua vez despenca em cima deste trabalhador e por infelicidade lhe causa danos graves. A princípio caracterizará acidente de trabalho, porém há de se levar em consideração um possível acidente envolvendo veiculo automotor, possibilitando o direito a indenização através do seguro DPVAT. Outro caso que podemos mencionar é o de um trabalhador no meio rural em sua colheitadeira que por infelicidade sofre um enfarto dentro do veículo, este poderá ser indenizado. Outros casos que poderiam gerar dúvida quanto ao nexo de causalidade, as pessoas comumente pensam que o seguro DPVAT apenas deverá ser aplicado em casos de batidas ou atropelamentos, além podem ser considerados casos da vítima machucar a mão na porta, porta-malas ou capô; trocando o pneu do carro; queda de moto em movimento ou parada; queda da carroceria de um veículo de carga, mesmo este estando parado; em oficina mecânica trabalhando em veículo; enfarto dentro de veículo no transito, implementos agrícolas, até mesmo em veículos de organização militar, como um tanque de guerra. Todos estes casos em local público ou privado, contanto que cause vítima poderá recorrer ao Seguro DPVAT. É possível que este direito seja negado, o que não impede que a pessoa interessada recorra a justiça. Há jurisprudências que negam o direito do recorrente nestes caos especiais, como é o caso que tomamos como exemplo recurso especial não-provido, os danos pessoais sofridos por quem reclama indenização do seguro DPVAT devem ter sido efetivamente «causados por veículos automotores de via terrestre, ou por sua carga», nos termos do art. 2º, da Lei 6.194/74, ainda que seja dispensado o «trânsito» do veículo. (REsp /MS, 4ª Turma, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, DJe de ) (sem destaque no original). Dessa forma, para que seja admitida a indenização securitária, quando parado ou estacionado, é necessário que o veículo automotor seja causa determinante do dano. Na hipótese, conforme consta do acórdão recorrido, o apelante estava no exercício de suas funções de trabalho quando sofreu uma queda do caminhão que era descarregado, sem que este sinistro tenha qualquer liame com o veículo automotor. Outrossim, o evento não se enquadra na categoria de acidente coberto pelo DPVAT, porque não houve nenhum ação espontânea ou mecânica do veículo ou sequer relacionada ao seu movimento. Ao revés, tudo indica que o dano decorre de uma fatalidade, um caso fortuito em que o autor caiu de cina do

19 18 caminhão parado, quando efetuava o descarregamento da carga ali posta (e-stj fl. 120). Em outras palavras, o veículo automotor não foi a causa determinante do dano sofrido pelo recorrente, sendo, portanto, incabível a indenização securitária. Com efeito, de acordo com a moldura fática trazida pelo acórdão, se tratou de uma queda do caminhão, enquanto o autor descarregava mercadorias do seu interior, sem que o veículo estivesse em movimento ou mesmo em funcionamento. Assim como nas outras hipóteses em que esta Corte negou o direito à indenização, pode-se dizer que o veículo automotor «somente fez parte do cenário do infortúnio». (REsp /MS, 4ª Turma, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, DJe de ), não sendo, portanto, devido o seguro DPVAT. Forte nessas razões, NEGO PROVIMENTO ao recurso especial....» (Minª. Nancy Andrighi). Verificamos que o entendimento a cerca deste assunto é interpretado me maneira diversa até mesmo pelos grandes magistrados que nos pretórios desta pátria atuam. Diante disso podemos observar o quanto esta espécie de seguro é passível de dúvidas quanto ao seu cabimento ou negativa. A grande questão é definir em que circunstâncias este seguro será aplicado, algo que deverá ser observado com atenção trabalhado com bastante conhecimento no assunto em pauta. CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente estudo pretendeu analisar o quanto o seguro DPVAT é importante para todos que utilizam os veículos para locomover-se, bem como aqueles pedestres que por ventura aproximam-se destes veículos. Analisar também a existência da ligação do fato ocorrido causador do dano a pessoa com o veículo segurado. Demonstrando casos hipotéticos de geram dúvida na sua aplicação. Demonstrando de forma singela a ligação do homem e veículo no decorrer dos tempos. Seus benefícios melhorando a locomoção encurtando distâncias, favorecendo aqueles que querem ficar menos tempo longe de seus familiares e amigos. Ajudando a desenvolver o crescimento no comércio e serviços. Também os riscos ao fazer uso sem responsabilidade destas máquinas que tanto modificaram a vida do homem. A responsabilidade pela vida das pessoas que utilizam as vias públicas para trabalho e lazer, bem como a própria vida daqueles que estão a conduzir. É plausível a coerência dos governantes obrigarem os proprietários dos veículos a liquidarem este seguro anual, afinal cada vez mais a exposição a riscos de acidentes aumenta. Então se deve observar de uma maneira mais intensificada e cuidadosa a forma como este seguro é interpretado e aplicado. Atualizações foram feitas através dos anos na lei, ou seja, apenas há a necessidade de praticá-la seguindo a risca. Educando aqueles que utilizarão os

20 19 veículos. Campanhas passem a ser comuns em locais de trabalho, em escolas e principalmente no momento de habilitar os futuros condutores. Verificamos que muitas vezes os segurados não sabem ao menos do que se trata aquele referido seguro, a única coisa que o proprietário fica sabendo, é que tem que pagar aquela taxa que está no boleto junto ao IPVA. A educação quanto ao seguro DPVAT deve também preparar as pessoas para ao menos saberem o que lhe é de direito, conduta que não é comumente praticada no Brasil. O povo Brasileiro é famoso por ser mal informado, não por culpa de seus governantes, mais sim por conta da falta de interesse de buscar seus direitos. Sempre é muito fácil culpar os que estão a frente da administração pública, no entanto falta também o interesses das pessoas para ficarem melhor informadas. Não há dúvida que se houver um melhor interesse por parte das pessoas em conhecer este ainda tão pouco mencionado seguro. Bem como incentivos do governo quanto a educação, tanto nas escolas, onde estarão os futuros condutores, como no momento da habilitação de condutores. Na reciclagem dos antigos, na devida punição dos infratores que atuam de maneira indevida cometendo irregularidades nas vias, os que dirigem sobre efeitos de tóxicos e álcool colocando muitas vidas em risco. Desta forma as pessoas ao utilizar as vias viveriam mais tranquilas, tornando nossas ruas e estradas, vias que lhes tragam segurança ao trafega-las, estando cientes deste direito tão pouco conhecido que é a indenização do Seguro DPVAT, bem como sabendo quando ele é cabível ou não.

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