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1 - u't"- ::JC- / OIL \ f / v~ Agricultura Familiar: Pesquisa. Formação e Desenvolvimento. v. I n" 2 (2{){){)) 5 Estudo trajetórias senvolvimento local e da construção do espaço rural no Norste semi-árido Pedro Carlos Gama da Silva*, Eric Sabourin**, Patrick Caron**,. Bernard Hubert*** *CPATSA CP 23 CEP ()() Pelro/ina-PE **C/RAD TERA BP CEP Montpellier Cex, França ***/NRA SAD /-17. rue l'université Paris cex 07, França Resumo o estudo das trajetórias senvolvimento é um instrumento elaborado para por expl icitar e representar as transformações dos sistemas produção e das formas organização dos atores na escala local. O exemplo da pequena região Massaroca (Juazeiro-Bahia) apresenta uma ilustração sta metodologia que valoriza a história agrária, a abordagem espacial e apóia-se em entrevistas agricultores e técnicos locais. Resultados dos estudos trajetórias senvolvimento efetuados em várias local idas do Norste sem i-árido são objeto uma análise comparativa. Ela é realizada por meio: (I) da interpretação da diversida ou da semelhança das evoluções em locais distintos para épocas dadas e, (2) da interpretação evoluções parecidas em locais e momentos diferentes. A comparação evincia mecanismos diferenciados evolução das dinâmicas rurais. Ela contribui para o entendimento e a representação das condições e dos processos diferenciação das situações agrárias. A caracterização das situações estudadas permite a intificação "tipos espaço" diferenciados. A cada "tipo" corresponm formas organização local específicas, estratégias e práticas semelhantes. A anál ise dos rnecan ismos transição entre estas situações leva à intificação um molo evolução das pequenas regiões. Caias evolução dos espaços locais são assim evinciadas. Finalmente, os autores tratam da vai ida do molo aplicado ao caso da agricultura familiar do Norste serni-árido com a perspectiva intificar as possibilidas ação apoio ao senvolvimento rural. Palavras-chave: dinâmicas rurais, tipologia, espaço local, pequena região, molo, Norste.

2 6 P. C Gama da Silva. E. Sabourin. P. Caron. B. Hubert Agricultura Abstract '" The local velopment trajectory method was veloped as a means to intify and characterise changes within farming systern s and actors ' organisations at a local scale. A case study ofa small region in Juazeiro (Bahia) called Massaroca is given as an illustration ofthis approach which is based on temporal agrarian change. Results of local velopment trajectories studies unrtaken in various parts of sem iarid Northeast Brazi I were com pared. Th is comparative analysis involved: (I) the interpretation of diversity or sim ilarity of evolution in different locations for specific time periods and (2) the interpretation of similar evolution in different locations and over different time periods. The comparison highlighted the mechanisrns of agrarian and rural change and contributed to an improved unrstanding and characterisation ofthe conditions and processes of agrarian change/evolution. The characterisation of the case studies enabled different types of local territories to be intified. Each one corresponding to a specific forrn oflocal organisation with similar practices and strategies. A rnol oflocal territory evolution was arrived at via the analysis of transitionmechanisms frorn one territory type to another. Evolution chains are intified. The authors discuss the vai id ity ofthe mol in the context offam iiy agriculture in the sem iarid area ofnortheast Brazi I with a view to intification ofpossible intervention activities in terms ofboth technical support to farmers' organisations and to local cision making. Key-words: agrarian dynamics, typology, Northeast Brazil. local area, mol, small region, Resumé Pour rendre compte s transformations s systêrnes production et s formes d' organ isation s acteurs, les auteurs proposent I' étu trajectoires développement à I'échelle locale. L'exemple Ia petite région Massaroca (Juazeiro-Bahia) illustre cette démarche qui valorise I'histoire agraire et I'approche spatiale. Les étus s'appuient sur s enquêtes et s entretiens conduits aux échelles I'exploitation, Ia localité et petite région, aupres d'agriculteurs et techniciens appartenant à plusieurs générations et à différentes catégories socioprofessionnelles. L'analyse cornparative s résultats plusieurs étus trajectoire développement réalisées dans diverses localités du Norste semi-ari est conduite selon ux axes: (I) I' interprétation Ia diversité ou Ia sim iiitu s évolutions en s Iieux Familiar: Pesquisa. Formação e Desenvolvimento. v. I na 2 (2000) 7 distincts à s époques données tient lieu d'analyse synchronique; (2) I' analyse diachron ique privi légie I' interprétation s évolutions semblables en s Iieux et à s moments différents. L' approche com parative met en év ince s mécan isrnes d ifférenciés d' évolution s dynam iques rurales. Elle contribue ainsi à Ia compréhension et à Ia représentation s conditions et s processus différentiation s situations ou espaces agraires. La scription diverses situations agraires sur l'ensernble du tropique serniari est uti Iisée pour intifier s états ou s "espaces types" I' agriculture fam iiiale du Sertão norstino La caractérisation s situations étudiées permet I' intification q uatre types d' espace locaux (ou d' états) d ifférenciés: I' espace pionn ier, I' espace production d iversifiée, le bassin production et I' espace marginal isé. Chaque état est caractérisé par s stratégies et s pratiques sernblables, mais aussi par s formes d'organisation propres et s mos coordination spécifiques reposant sur les conventions qui eu sont issues. L'analyse s mécanismes passage d'un type space à un autre met en évince Ia combinaison facteurs transition, qui peuvent selon les local ités et les périos, être tour à tour: déclenchants, accélérateurs ou régulateurs. Ils sont associés à trois formes processus décisionnels: (I) les héritages Ia nature et I' histoire (ressources naturelles et d istribution s moyens production); (2) les décision d' acteurs locaux (innovation technique, migrations, organisations, etc); et (3) les décisions d'acteurs externes (infrastructures, pol itique agricole, marchés, etc). La caractérisation d' espaces types et s modalités et facteurs transition entre ces états conduit à I'intification d'un mole d'évolution s petites régions agraires. 11sappuie SUl' I'analyse comparée d'étus trajectoires développement local et sur lintégration, dans chaque cas et selon s pas ternps définis en fonction s étapes ces trajectoires, s phénoménes transforrnation à I'échelle s exploitations, s espaces locaux et du contexte régional (principales filieres, politiques agricoles, etc). Des chaines d'évolution s espaces locaux sont m ises en évince. L' évo Iution s espaces repose SUl' s dynam iq ues endogenes et exogénes. Les prern ieres sont Iiées à I' appropriation s ressources locales et à Ia gestion leur fertilité, à Ia m ise en place services, d'équipements et d'infrastructures, à I'investissement en capital et en main d'oeuvre et à Ia structuration réseaux d'apprentissage. Les secons concernent I'influence du marché, s législations et politiques agricoles, I' arnénagernent du territoire, problemes épidérn iques phyto ou zoosanitaires. 11sagit facteurs souvent décidés aux niveaux national et regional, en s Iieux concentration du pouvoir pol itique et économ ique et qui conditionnent forternent I'organisation I'espace. Endogenes ou exogenes, ces dynamiques jouent maniere différenciée dans chaque caso Lorsque les dynamiques exogénes prennent le pas, les acteurs locaux se retrouvent en situation dépendance forte. La maitrise leur futur individuel et collectifleur échappe.

3 8 P. C Gama da Silva, E. Sabourin P. Caron, 8.,Hubert Le maintien d'un état OU Ia transition vers un nouvel état mettent ainsi en jeu s mos régulation et une articulation s réseaux locaux avec les acteurs externes L'espace produit vient à son tour ressource, impliqué dans les processus genese et diffusion I'innovation et recomposition s activités agro-pastorales, Finalement, les auteurs discute/h Ia validité du mole dans Ia perspective d'intifier les possibilités d'appui au développement rural. II s' agit, entre autres, préciser, pour chaque situation, une gamrne d'actions pertinentes et adaptées en matiere d'appui aux organisations producteurs et aux processus décisionnels, Mots-clés: dynamiques agraires, trajectoires, typologie, espace local, petites régions, mole, Norste, "r ).I Agricultura Familiar: Pesquisa, Formação e Dese/1volvimenlo. v. I n" 2 (2()(){)) 9 Introdução No quadro do Projeto Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Fami liar no Norste sem i- árido, O Centro Pesquisa Agropecuária do Trópico Sem i-árido (CPATSA) da Empresa Brasileira Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e o Centro Cooperação Internacional em Pesquisa Agronôm ica para o Desenvolvimento (CIRAD) estão experimentando um método anál ise dos processos transformação das sociedas rurais baseado na inti ficação e na interpretação das mudanças ocorridas nos níveis técnico, econômico e social. Este método foi chamado estudo das Trajetórias Desenvolvimento, Trata-se propor uma ferramenta ajuda à tomada cisão adaptada à evolução constante e rápida do setor agropecuário e dos espaços agrários locais, Tem como principais objetivos fornecer uma informação seletiva, mas operacional e utilizável em tempo hábil em nível local e elaborar molos evolução espaços locais utilizáveis em outros lugares e em outras escalas territoriais: rnunicipio e Estado, por exemplo (Clouet & l-luberr. 1993). Este trabalho resume as primeiras contribuições sses estudos em termos caracterização dos espaços agrários locais da agricu Itura fam iiiar da região sem i- árida do Norste, A primeira parte do texto trata da base conceitual e da metodologia por meio do exemplo da trajetória senvolvimento da pequena região Massaroca (Juaze iro-bah ia)..a segunda parte apresenta os resu Itados da análise comparativa vários estudos locais, A terceira parte trata da uti Iização sse método comparativo para elaborar um molo evolução das pequenas regiões, Finalmente apresenta-se a discussão e a validação ste molo como instrumento apoio à cisão e ao planejamento do senvolvimento rural. o safio é verificar em que medida a geração molos expl icativos das transformações agrárias po contribuir para antecipar as evoluções e subsidiar o planejamento ações senvolvimento, mediante a capacida imaginar e conceber novos futuros, 1. Metodologia e aplicação 1.1. Conceitos e método o estudo das trajetórias senvolvimento local procura analisar as transformações das sociedas rurais por meio da intificação e da interpretação das mudanças técnicas, econômicas e sociais, Baseia-se no conceito Trajetória Desenvolvimento, finido como "a evolução dos recursos produtivos - naturais, humanos, capital e informações - e a sua reorganização no tempo e no espaço, por um grupo atores sociais, num espaço finido, com o objetivo manter, reproduzir ou melhorar as suas condições vida.

4 , 'o r l. condições são terminadas, em parte, pela influência fatores e atores internos e pelo ambiente externo" (Silva et ai, 1994; Sabourin et ai, 1996a). A noção "Trajetória ESlClS Desenvolvimento" inspira-se no conceito "Itinerário Desenvolvimento" proposto por Vallerand et ai (1990), a saber: "uma seqüência ornada ações técnicas compatíveis (1) por uma parte com uma evolução aceitável do funcionamento e das performances das Unidas Elementares Produçào e, (2) por outra parte, com lima organização progressiva dos serviços técnicos capazes dominar a difusão ssas inovações" (tradução livre). Preferiu-se o termo "trajetória'" para dar conta da importância dada à história das situações observadas, hoje, a partir uma análise dos acontecimentos que influenciaram o sistema local durante as últimas décadas. Parte-se do princípio que as sociedas rurais têm uma história própria" e uma lógica econômica e social específica. Suas atividas, por uma parte, procem uma evolução construída a partir interações e racional idas múltiplas segundo os 1 Na primeira finição utilizou-se também o termo "itinerário senvolvimento" antes "trajetória" (Urca, 1994). 2 Reynaud (1993) lembra o quanto é útil recuperar a origem um movimento ou uma organização: "não é por causa algum sentido escondido, mas para captar melhor o senvolvimento dos fatos, a lógica que conduziu para a situação atual, não é porque a origem seja uma chave, mas porque vese compreenr "historicamente" o sentido da história" (tradução livre). uarm..' ao JIIVQ, trrtscnrourtrrrrrrxrarorr: /Igricul/ura contextos produção e, por outra parte, têm uma expressão espacial. De acordo com Brunet ( 1990), o espaço é aqui consirado como produto ssas atividas humanas. Novos espaços vêm a ser construídos maneira permanente, oferecendo o que Crozier & Friedberg (1977) chamam "as condições materiais, sistemas produção, relação com o mercado etc.) maneira a especificar os mecanismos transição e as conseqüências em termos produção espaço. Logo, explicações complementares sobre essas mudanças pom ser encontradas, por meio do seu relacionamento com evoluções ocorridas em outras escalas, durante os mesmos períodos ou estruturais do contexto, que limitam e finem (,..) o sentido dos com p ort a me n tos em p ir ica me n t e observáveis" (tradução livre). A metodologia baseia-se na intificação dos principais marcos da evolução das dinâmicas agrárias na escala observação privilegiada para a coleta informações: o espaço local. Preferiu-se utilizar a noção espaço como construção humana àquela território. O território correspon a uma porção espaço apropriado, limitado e "governado". Po-se falar do território uma comunida, um município ou do estado (Brunet et ai, 1992). Mas são características que nem sempre encontram-se na intificação dos espaços aqui estudados. Os diferentes passos etapas. Quadro 1. Passos análise das senvolvimento. 1. Estudo senvolvimento I!f- I i_ caracterizada com mais talhes (rn ogra fi a, estru tu ra fu nd iá ri a, metodológicos trajetórias uma trajetória da - Definição do espaço social e geográfico relevante, em função das questões a serem estudadas; - Intificação das mudanças nas práticas produtivas individuais e coletivas por meio da crõnica dos acontecimentos e fatores que têm provocado as transformações mais significativas; - Estudo da reorganização dos recursos produtivos pelos agricultores, com uma atenção particular para os mecanismos acesso á informação e ás inovações técnicas e organizativas; - Análise das perspectivas 2. Estudo trajetórias da metodologia estão apresentados no quadro I (Sabourin et ai, 1996a). Em um primeiro tempo a intificação das mudanças nas práticas produtivas, assim como das suas motivações, por meio entrevistas com agricultores e técn icos diferentes gerações e categorias, contribui para evinciar as diversas etapas uma trajetória local. Cada etapa é pois Familiar: Pesquisa. Formação e Desenvoliii"ien/o. evolução. comparativo várias senvolvimento - Análise comparativa estudadas; das situações - Hipóteses relativas aos mecanismos transformação, após intificação dos fatores mudança comuns e daqueles ligados ás característícas específícas uma situação; ~. ~ - Elaboração molos: representação esquemática a partir regras gerais ou especificas evolução, explicando a organização do espaço local e a sua articulação com outros espaços nos quais está inserido: município, estado, gran região. 11 v. I n" 2 (2000) 1.2. Exemplo aplicação Vários estudos "trajetória senvolvimento local" foram efetuados, essencialmente em situações predominância da agricultura fam iiiar, mas integrando as suas relações com as outras formas produção: a agricultura empresarial e o latifúndio. Os primeiros estudos foram realizados na escala da comunida rural, ou da localida, em diferentes municípios do Norste (AlagoinhaRN; Lagoinha-BA; Calumbi-CE) pela equipe da Unida Regional Capacitação e Apoio ao Desenvolvimento Rural do Norste (Urca-NE). Outros, na escala do distrito e do município, foram realizados em Tauá-CE, Juazeiro-BA, Pintadas-BA e Nossa Senhora da Glória-SE. A escolha corresponu a situações diversificadas on existia um processo pesquisa-ação em resposta a uma manda 10caJ>. Procuraram-se explicações para mecanismos evolução e diferenciação dos espaços locais, e não para fenômenos gerais e estruturais, comuns ao conjunto da região como a seca ou a concentração fundiária. A título exemplo, apresenta-se no Quadro 2, o resumo das principais fases da trajetória da pequena região Massaroca no Município Juazeiro-Bahia (Sabourin et ai, 1996, b). 3 Não se preten que essas representativas do conjunto árida, porém, foram relacionadas com um quadro da agricultura norstina. situações sejam da região serni"ulteriormente" análise global

5 indústria 12 P. C Gama da Silva. E. Sabourin. P Caron. B. Hubert.lgncl/llllrCI Familiar: Pesquisa. Formação e Desenvolvimento. I'. I n" :} (]!)!)!)) 13 Quadro 2. As três etapas da trajetória senvolvimento das comunidas rurais Massaroca-BA. 1 - Colonização do espaço 1807 a 1950: ocupação e apropriação fundiária Os primeiros moradores, vaqueiros, instalam-se na proximida das fontes água (naturais ou artificiais). A partir 1850, a Lei da Terra permite legitimar essa ocupação. A nsida mográfica aumenta progressivamente, mas continua fraca. A maioria das fazendas é dividida entre os heriros, sem registro ssas transmissões. A outra parte, o Fundo Pasto permanece como proprieda indivisivel da familia estendida ou da "comunida". As famílias vivem principalmente da pecuária extensiva praticada em pastagem livre, e para o autoconsumo, cultivos alimentares produzidos em pequenas parcelas cercadas. Os recursos das terras não cercadas são acessíveis a todos, membros ou não da comunida. A construção uma ferrovia traduziu-se por uma intensificação dos cortes maira no inicio do Século XX. 2 - Produção agrícola e integração regional 1950 a 1982 A construção da estrada Salvador-Juazeiro (unindo o sertão ao sul do país) e caminhos entre as comunidas e este eixo permite o escoamento dos produtos agropecuários. Os cultivos se senvolvem pouco a pouco nos solos mais apropriados e inclusive em lugares distantes como a Serra da Boa Vista, "colonizada" a partir Além do autoconsumo, essas culturas são também stinadas à (algodão, sisal, mamona) ou ao abastecimento dos mercados Massaroca e Juazeiro (mandioca, melancia). Porém as áreas agricolas são reduzidas. As cercas e as culturas praticadas são exigentes em mão-obra e existe pouca força trabalho disponivel. As migrações, finitivas ou temporárias, intensificam-se no período da industrialização do sul do Brasil e, especialmente, durante as fases seca. 3 - Intervenção externa, cercas e diferenciações a partir 1982 Para resistir à instalação um perímetro irrigado público nas terras pastoreio livre, chamadas Fundo Pasto, os produtores, apoiados pela Igreja, organizam-se em associações. A primeira foi criada em Lagoinha em Uma dinâmica ferativa aparece em Porém fica limitada a nove comunidas da pequena região (Comité Associações Agropastoris Massaroca, CAAM). As associações recebem titulos proprieda coletiva dos Fundos Pasto. Estes novos "estatutos" permitem o acesso aos financiamentos e subsidios dos projetos senvolvimento. Num contexto abertura mocrática, os agentes da extensão (EMATER), além da capacitação dos produtores a novas técnicas, assumem um papel intermediários proximida entre as associações e os pores públicos ou os bancos senvolvimento. Os projetos se multiplicam, com resultados diversos. A maioria das mudanças técnicas (manejo alimentar dos rebanhos, cultivos forrageiros, infra-estruturas hídricas etc.) e econômicas apóiam-se na extensão rápida das áreas cercadas. Este fenômeno cercamento acompanha-se processos diferenciação entre as unidas produção. O contexto econômico nacional muda. A migração dos jovens produtores para o Sul do pais antes da sua instalação não apresenta tanto interesse. Não permite mais acumular, mas permanece como o último recurso possível em caso seca prolongada.,;.. Em Massaroca, a observação das inovações na escala da unida produção (arame farpado, gramíneas forrageiras perenes. financiamento externo, etc.) e das m udanças nas práticas criação dos produtores (rotação pastagens, rcservas forrage iras, loteamento) esclarece as dinâmicas fundiárias observadas na escala da comunida e da pequena região, a saber, a redução das áreas pastoreio livre e o crescimento das superfícies culti\'adas. O contexto institucional global foi particularmente favorável para as transformações ocorridas no início dos anos oitenta. Por exemplo, a regularização dos títulos proprieda comunitária das terras pastoreio livre resulta um movimento regional reivindicação social, ligado à emergência novos líres municipais. facilitado pela volta da mocracia c por ações mobil ização co letiva apoiadas. como em outros lugares, pela igreja católica. Apesar uma colonização antiga, é uma situação pioneira que prevalece atualmente nas comunidas Ma ss aroc a, paradoxalmente. O clima mais seco, a ausência grans latifúndios e a ba ixa n s ida d e rn ográ fi ca traduziram-se pela permanência dos fundos pus/o. Paralelamente ao processo apropriação individual e privada por meio do cercarnento. aparece uma oportunida mornização e legitimação do manejo ssas terras comunitárias com o seu registro cadasual por meio da criação associações agropastoris. O fundo pus/o torna-se "bem comum". Novas regras gestão dos recursos naturais oferecem uma alternativa entre a privatização e as dificuldas do controle do acesso livre a um bem público (Weber, 1995). Isto impediu uma "tragédia" do acesso aos bens públicos tal como foi profetizada por Hardin (1968). Os usuários produziram novas regras acesso, exclusão e gestão e encontraram soluções institucionais a problemas novos. Observa-se uma mudança "estatuto" do bem. De público. torna-se comum, no sentido dado por Ostrorn e Ostrom (1978). por meio da estruturação novas convenções (acordos). São, portanto, mudanças rápidas e profundas das estruturas sociais que acompanham as mutações técnicas, econômicas e territoriais. As relações entre projetos interesse coletivo e projetos individuais marcam uma aprendizagem da gestão pelas coletividas locais e os primeiros passos das comunidas rurais em matéria organização profissional. Num primeiro momento, os resultados sse tipo estudo foram utilizados diretamente no marco operações diagnóstico ou planejamento do senvolvimento local. En firn, perm item com parar as evoluções espaços locais que vão da escala das comunidas (Lagoinha- BA, Calumbi-CE) até aquela um distrito (Massaroca-BA) ou um município (Pintadas-BA. Tauá-Cf.). o que po ser qualificado pelo termo

6 14 I' (' (;'(111I(/ da Silva. C SabO/l1'/17, I' Caron. B. l lubert genérico "situação agrária local" ou. simplesmente, "pequena região". A íig u ra I apresenta a evolução comparada quatro trajetórias estudadas no marco sta pesquisa. 2. Análise comparativa trajetórias senvolvimento O interesse sse exerc rcro é monstrar o caráter "genérico" dos resultados várias trajetórias senvolvimento maneira a construir um molo evolução dos espaços locais. Enten-se por molo uma representação acessível ou compreensível uma situação complexa (Le Moigne, 1990). Tratase aqui uma representação da realida por meio um quadro teórico que permita sistematizar as situações estudadas e analisar novas situações. Tal molo permite finir cenários evolução e subsidiar a tomada cisão. O molo evolução das situações agrárias locais compõe-se da intificação e da caracterização diferentes tipos espaços, assim como dos mecanismos transição entre estes. A elaboração do molo é realizada graças ú uma análise comparativa, baseada: (I) na interpretação da diversida ou da semelhança das evoluções em locais distintos em épocas dadas (análise sincrónica): (2) na interpretação evoluções semelhantes em locais diferentes e momentos diferentes (aná Iise d iacrôn ica). A caracterização dos espaços estudados perrn ite a intificação "tipos espaço" diferenciados. A cada situação, corresponrn formas organ ização local específicas. estratégias e práticas semelhantes e, portanto, regras Recursos hidncos Estrada Fmancrarnento. Projeto P D ~ ~ ~ Lei da terra solos acrtcotae e organização MASSAROCA Colonlzação espaço tnteqração regional Cercas e cuereocracão Proxrrmdaõe htcral Imigração.cerca Genética. ftnancrarnentos ouorcos \ Genética animal e vegetal Estrada. mcúsme e artesões l, '-. N. S. G LÓRIA Colonlzação _ Apropriação Bacia leiteira do espaço "Emencioeçéo" oouuce Recursos hidncos Lei do Pé Alto Projoto senvolvimento e indústrias -. " <, PINTADAS -c-pecuána itmera nte apropriação cerca mento Desenvolvimento P. latifúndio espaço e pequenos c mteqraçàn local e leite produtores regional ~. ~~ ~ Recursos túdncos tnaústnoalgodão. estrada Preço algodão. oicuao CALUMBI Pecuana runerante-c Coíomzecàc-c Periodo do alyodão Cnse do algodão (Tauá] e latrfúndtc (Pequenos produtores) e recomposições Recursos hídricos Comércio algodão. Estrada. irrigação Empresas jrrigadas ~ '-... tínenctemento e urbanização Seca <; <, -, / ALAGOINHAS------Ocupação espaço pecuana e algodão CaIU Dupla Crise e (Mossoró-RN) pecuária extensiva Divisão espaço Integração ativida êxodo venda mercado - I ~ ~..._ 1 I terras.ígricuh ura FOII,,;'(I/" I'csqmsa. For/Jluçôo l! /)esellvoh'il1ll'1i10. 1'. I 11 J (]()()()) dominantes entre os atores locais, Deve-se levar em conta. também. as in fluências dos atores e das instituições "externas" à localida. as confrontações entre lógicas e estratégias diferentes. Estas provocam geralmente reações e fenômenos regulação em nível interno ou externo (Caron, 1998). O estudo comparativo permitiu intificar os diferentes tipos espaços locais e as modalidas transição um tipo para outro. evinciando caias evolução dos espaços locais. 2./. Quatro tipos espaços locais Quatro principais situações fora m id e n t i ficadas: o espaço pioneiro. o espaço produção diversif'icada. a bacia produção c o espaço marginalizado I. O espaço pioneiro A referência pioneira traduz um fenômeno conquista. Aquela do espaço norstino expressa-se essencialmente pela apropriação individual dos recursos naturais. O espaço pioneiro po ser caracterizado: (I) pela permanência cspaços c recursos naturais não,ipropriados individualmente como as <Írcas pastoreio livre na caatinga em I'vlassaroca; (2) pela existência uma ciinúm ica apropriação fund iária e; ( 3 ) p o r for mas o r r g 111 a is organização, polarizadas em torno cio acesso. do uso. cio controle e da transm iss ão da terra e dos seus recursos, como () manejo das divisas. das áreas comuns, as regras herança, No século XX, o cercamento das terras senvolve-se em períodos c segundo modalidas e intensidas variáve is. Foi motivado pela apropriação individual do uso recursos anteriormente explorados por todos por falta marcações físicas. Na maioria das localidas do Norste. II espaço foi, n,10 sem conflitos, completamente dividido por cercas e apropriado individualmente. A frente pioneira pertence, portanto, à história. Porém. no Sertão norte da Bahia como em Massaroca, o uso comum dos pastos é freqüente, apoiando-se numa atualização recente das lógicas coletivas que levou à legalização dos fundos p ast o (Sabourin e/ ai, 1997). A noção espaço pioneiro é preferida àquela "frente pioneira" na medida em que as transformações não penm da mobil ida das populações, mas uma apropriação dos recursos por certos indivíduos e/ou grupos sociais locais (Caron, 1998), Não se verifica a emergência "novas localidas, ligadas à comunida origem por meio um sistema logístico postos avançados. bases retaguarda, v ias com un icação" (Brunet e/ ai. 1992; tradução livre), 2. J.2. O espaço produção diversificada Este tipo espaço correspon à existência, no seio do espaço consirado, uma maioria un idas produção agropeeuária 15

7 I' (' 16 com atividas e produtos múltiplos. A lé m do termo generlco, a diversificação engloba realidas diferentes: - a diversificação autárqulca autônoma): correspon (ou às economias autarquia da frente pioneira histórica. quando os agricultores viam produzir tudo UIl1 pouco. São situações encravadas on as com un icacões com o exterior. as intermediãções comerciais são raras. As formas coornação tipo doméstico reduzem-se a relações proximida. Somente as atividas pecuária escapam a esta regra, pois a mobilida dos animais perrn ite a sua venda em mercados distantes. - a diversificação camponesa: a integração ao mercado é parcial e com volumes reduzidos. Porém.já é antiga (caso Massaroca e situação inicial em Calumbi). Para os camponeses, as produções servem em priorida para o consumo da família e dos animais. Somente os excentes são comercializados. É também o caso dos produtos cujo stino po ser cidido no último momento (arroz. mandioca ou farinha em Tauá: guandu (('ojonus cajan] em Massaroca). crise: é aquela que procura alternativas à redução do escoamento ou das rendas das produções a gro p ec ua r i a s: transfonnação dos produtos e venda serviços ou mão--obra: novas atividas no seio da caia ou multi- - a diversificação Canto da Silvo. I,'..\0 h 0111'117. IJ ('01' t tubert ativida na periferia cidas e pólos agroindustriais. No Norste sem i-árido, correspon aos fenômenos reconversão pois do abandono total ou parcial da ativida principal (frutas e leite em Tauá-CE pois da queda do algodão) e a intensificação das migrações (migração temporária e leite em Pintadas pois da crise do sisal e da mamona) A bacia produção: A existência uma bacia produção é ligada à presença conjunta três características: (I) a especialização um número significativo unidas produção (leite em Glória e Pintadas, caju em Alagoinhas. algodão em CalumbiTauá): (2) a presença um espaço produção significativo, mais ou menos contínuo: essa noção é variável e ligada à dimensão espacial da bacia (Brunet et ai, 1992); (3) a existência circuitos c o m er c i a r s, i n te rrn e d iaçõ c s. un idas processamento, baseados em novas formas organ ização e perrn itindo o abastecimento um ou vários centros consumidores. É o caso do leite nos municípios Nossa Senhora da Glória e Pintadas on sistemas coleta específicos foram organizados localmente. Mesmo integrados a bacias dimensões maiores, eles estruturarn o espaço e a re lação entre as pessoas. Para caracterizar uma bacia produção é preciso consirar as três dimensões: a unida produção, o.'/gl'iclill/lm Familiar Pesquisa. Formação e Desenvolvimento. espaço e a caia comercialização. A reconversão e a especialização das unidas familiares, a constituição um conjunto territorial na base relações econômicas, sociais e técnicas, e a organização dos circuitos comerciais são processos interpenntes.,emmuitos casos, as formas organização do espaço, do trabalho e, logo, das relações econôm icas passam a ser Iigadas à agroindústria (Courlet, 1993). Elas escapam da escala local. Os fluxos entre as comunidas, as unidas produção e a agroindústria responm a lógicas marcadas pela influência outras escalas O espaço marginalizado: Um espaço não é marginal por natureza. Torna-se marginal em comparação com outras situações, por razões históricas que não são consiradas como irreversíveis (Ca r o n, 1998). O espaço marginal izado po ser finido como uma zona on as produções locais, agrícolas ou não, não perrn item assegurar as necessidas das populações. Poucos excentes são produzidos. A satisfação das necessidas básicas é assegurada por fluxos financeiros exógenos, via migração ou ajudas públicas (emergência, aposentadoria, etc.). Por exemplo, na comunida Calumbi, pois uma fase prosperida com a produção algodão, a crise ste monocultivo não foi acompanhada uma reconversão. v. I 11" 2 (2{){){)) 17 Para aprofundar a caracterização dos "tipos espaço", é preciso consirar não somente as estratégias, individuais ou coletivas, dos atores locais e "externos", mas também as opções e lógicas que prevaleceram no momento das mudanças situação, isto é, nas transições. 2.2.As transições entre tipos espaço e os seus mecanismos Toda transição entre duas situações po ser assimilada a um processo complexo ligado a uma com binação com portamentos, ações e acontecimentos, que pom ser chamados "fatores". São três tipos: - fatores sencaadores cujo efeito se traduz pela mudança imediata situação. Se, geralmente, são condições necessanas, estes elementos não são os únicos a induzir a transição (por exemplo, a construção uma estrada, uma ferrovia ou um porto): - fatores aceleradores, que preparam o terreno para as mudanças, perrn iti ndo "negociar" ou acelerar o seu processo; é o caso dos financiamentos externos obtidos no marco projetos senvolvimento local, como em Pintadas, graças à constituição grupos produtores; que facilitam o controle das evoluções pelo grupo social e garantem a reprodução das - fatores reguladores,

8 18 I'. C. Gamo da Silva. L. Sabourin, I' Caron. B. l Iubert. /gricu/lllra Familiar: Pesquisa. Formação e Desenvolvimento. v I 11" 2 (20()O) 19 condições da ativida produtiva e a estabilida uma situação; a finição novas regras manejo dos fundos f)(/.\io em Massaroca ilustra este caso. I> ro c u r a - se d i [c r e n c ia r os processos transição c intificar as dimensões org a n iz at i v a s que prcva lecerarn em cada momento. De rato, é precisamentc sobre essas d i m c n sô e s organizativas que sc estabelece a ação transformação. Isto supõe qualificar melhor os mecanismos passagem entre os espaços apresentados na tipologia e as c O m b ina ç õ e s dos Ia t o r esq u e contribuíram para essas transições Um exemplo transição: do espaço produção diversificada para o espaço pioneiro As diversas t raj e tó r ias scri vo Iv imente cst udadas perrn item intificar os fatores, assim como as modalidas c conscqücnc ias das transições. Estcs elementos são apresentados como exemplo no caso o r ig in a I da t ra n s 1'0 r ma ç ã o d e um espaço produção d ivcrs ificada em espaço pioneiro em Massaroca (.Iuazeiro-BA). Antes da construção da estrada c da intervenção externa, os sistemas produção já diversificados tinham evoluído lentamente. Predominava, portanto, uma situação estável espaço d ivcr s ifi c ado tipo camponês, apesar da não apropriação completa e privada cios recursos naturais (caatinga). Entre o fim cios anos 70 e o início dos anos 80, uma série a c o n t cc i rn e n to s e, em particu lar, dc inovações técn icas vão concorrer para gerar uma dinárn ica colonização dc novas terras (na Serra da Boa Vista), mas sobretudo para a apropriação individual das terras pastoreio li\ rc por m c i o cio scu c c rc a rn e n to, Estes fen ô m c n o s caracterizam a passagem para uma situação espaço pioneiro Transições observadas e possíveis Todas as possibilidas transição entre os quatro tipos espaço pom ser consiradas (ver figuras 2 e 3). Algumas, como a passagem um espaço marginalizado para uma bacia produção não foram observadas no marco dos estudos realizados (símbolo"?' na figura 2). A evolução uma bacia produção para outra bacia produção. quando o escoamento dos produtos torna-se problemático. roi observada na região dc Petro l ina-juaz c iro. on as rcconvcrsões dos sistemas produtivos irrigados são freqüentes (do tomate para a fruticultura perene, por exemplo ). A maioria das transições entre espaços são reversíveis. Por exemplo, é possível voltar a uma situação produção divcrsificada pois tê- Ia ixado. Somente são irreversíveis as situações dc abandono da situação dc espaço pioneiro, e ainda com a condição que o espaço scja Isolamento _ Manejo dos riscos pelos produtores Sistemas cornercralizaçãq diversificados Estradas Integração agroindustrial e especialização Figura 2. Tipos e transições ESPAÇO PIONEIIW Massaroca - BA BACIA DE PROOUÇÁO Figura 3. Sequência tipos sucessivos Crise e recomposições Integração aqromdustnal e especialização Cnse sem reconversão agricola? entre espaços locais. ESPAÇO PIONEIRO BACIA DE PRODUÇÃO Caron '~75 Nossa Senhora da Glória SE ESPAÇO PIONEIRO 950 ~ ESPAÇO. idiversificado)!li 1985 Tauá ESPAÇO MARGINALIZADO - CE.> 1985 Mercados competitivos Irrigação BACIA 0' eeooucso quatro pequenas regiões do Norste.

9 II 1 I 20 completamente apropriado por indivíduos, o que não foi o caso em Massaroca. A colonização e a valorização recente do Norste poriam induzir a id é ia fa Is a d e um c () 11/i I1U U 171 "espaço pioneiro - espaço diversi ficado _ bacia produção e, eventualmente, espaço marginalizado". Uma tal visão linear e terminista aparece carregada iologia. Os agentes e instituições senvolvimento expressam, assim, muitas vezes, seu sejo ver CUII1/JlJI1eSes atrasados integrarem-se ao mercado. Em realida, os estudos evinciaram uma gran diversida evoluções históricas em função das seqüências tipos espaço (situação) sucessivos (ver figura 3) e das datas ssas transições Os fatores transição Os fatores transição combinam-se maneira específica, c pom, segundo os lugares, ser tanto sel1cuudores, como aceleradores ou reguladores (ver Quadro 3). Pom ser classificados em três categorias em função dos processos tomada cisão aos quais estão associados: _ fatorcs ligados à natur cza e a distribuição local dos mcios produção: solos e recursos hídricos, capital, nsida populacional, estrutura fund iária c ocorrências "sinistros" (secas, epzootias etc.); não são fruto cisões (nos prazos que nos interessam aqui) c pom ser 1'. C. Gama da Silva. E. Sobourin. P. Caron. B. l lubert consirados como uma herança da história ou das dinâmicas físicas e biológicas; fatores penntes das cisões dos atores locais: apropriação individual e coletiva dos meios produção; difusão novas técnicas: investimentos produtivos individuais e coletivos: movimentos m igratórios; organ ização loca I dos circuitos comerciais: fatorcs dcpenntes das dccisõcs dc atores e x tc r n o s: finição do quadro institucional, político e jurídico (organização adm in istrativa, leis fund iárias, etc.); arrumação do território (in fraestruturas rodoviárias e hídricas etc.); fluxos financeiros exógenos origem pública (projetos senvolvimento, créditos e subsídios): regulação dos mercados (preços, normas, etc.): investimentos e outras ações da indústria. Além ssa classificação, a dinâmica das mudanças é ligada à capacida dos indivíduos e dos grupos locais estabelecer coornações entre si e com atores externos, combinando esses diferentes fatores, para finir e executar seus projetos. Estes processos coornação traduzem-se por novos processos cisão e novas ações marcadas pela elaboração novas regras. São regras ação que se aplicam tanto para a ação individual como para a ação coletiva (Crozier & Friedberg, 1977). Igrlc/ll//l1'O lanulior: l'csquisa. Formação e Desenvolvimemo, I'. I 11"] I]()()()) 21 Quadro 3. Fatores transição e estratégias dos atores para a transição um espaço produção diversificada a um espaço pioneiro: o caso Massaroca-BA. FATORES De TRANSiÇÃO ESTRATÉGI.-\ DOS PRODUTORES Desencaadores Aceleradores ESTRATEGIAS E AÇÕES DOS ATORES EXTERNOS IIARMONIZAÇAo (EQUILlBRAGEM) DAS REGRAS Inovações técnicas: arame farpado nas cercas e gramineas forragei ras perenes Financiamentos externos e projetos Crédito Rural Assistência técnica: Pesquisa-Ação c extensão rural Organização dos produtores: função reivindicativa Reguladores Organização dos produtores: gestão recursos coletivos: hidricos e pastoris. l ntervenção administrativa e juridica: cadastro e legalização rírulos proprieda. lndrviduars Apropriação pastagens naturais c artificiais por ccrcamento para constiruir reservas forragciras e aumentar o patrtmônt«. Coleuvas ~cgocia,ão das transfe.:n~ ncia.., récmca s c financeiras Gestão diferenciada um patrunónio e.:oicii\o Sulidarfcdn íru ra c lnter comunitána e criação associações cornunitarius produtores. Estado. lntegraçâo produuva c regulamemaçác fundrár ia Pesquisa & Desenvolvimento (P&D): lógica mornização dos sistemas técnicos produção e senvolvimento local; apoio a organização e capacitação dos produtores e a ação coletiva, i\ análise mostra que as formas coornação ou rcgulação que perm item assegurar a estabi Iida um espaço dado, ou, ao contrário, a sua transição para uma situação nova, são diferenciadas acordo com a própria natureza ste espaço. Em situação espaço pioneiro, por exemplo, a capacida cios atores locais formular e controlar a aplicação regras acesso aos recursos fundiários e pastoris é fundamental. Para evitar a marginalização um espaço, são os modos coornação entre atores locais e pores públicos que permitem mobilizar os recursos Ilcccssúrios. seja via as organizações Igreja: apoio a organização comunitária. social c cultural Extensão e generalização da lógica organização dos produtores com a criação uma feração através do Comitê Massaroca; Negociações diferenciadas entre produtores e pores públicos através diversos tipo~ mediadores c organizações: líres camponeses. associações comunitárias. políticos locais, professores. técnicos e agentes P & D. produtores, seja via canais administrativos tradicionais. O estudo das transições entre os tipos espaço mostra rupturas equilíbrio ou coerência para situações dadas. Por exemplo, a apropriação completa dos recursos fund iários coletivos marca a passagem cio espaço pioneiro para novas situações. A constituição uma bacia produção pen da implantação infra-cstruturas ou equipamentos, da organização pelos atores locais e externos novos fluxos e/ou novas modalidas produção. Caias evolução são assim intifieadas (figura 3). Elas traduzem a interdcpendência, durante

10 II 1I1 II o curso ela história. [ormus organização e níveis t r a n s 1'0 r m a ç ã o o LI d c r u p t u r a succ s s i vo s. Os uo vo s modos organização gerados no momento lima transição pom constituir a base ou o suporte mudanças ulteriores. Por exemplo. em Massarcc a. as associações inicialmente criadas para adquirir direitos Iundiários coletivos. t o r n a r a m - s e 10 g o i n t e r fa c e s importantes para a ncgoc iação do planejamento local ou para transferências financeiras cxógcnas. 3. Discussão e utilização do molo Discutir o molo evolução das situações agrarias locais lcvn a propor UJ11avalidação pelo uso. qucr para analisar c c xp l ic itar n o va s situações. quer para orientar ações. para atuar Validação pelo uso Consirando com Lc Moigne (1990) a impossibilida elaborar uma representação inpennte da ação do niolizudor, propõe-se que a va Iiz e a va Iidação dos rcsu ltados sejam avaliados pelo uso do molo. Tal validação pen da capacida do molo fornecer a outros atores (produtores. agentes P&D. tornadores cisão... ) um quadro teórico, facilitando a análise novas situações e das suas evoluções. O molo é concebido para orientar ações senvolvimento. Portanto. I' r : (;{l/i1(/ du.\/h'o. r: Soho/(I"fll. l' Caron, IJ. 1/II/H!'-' os técnicos envolvidos num processo Pesquisa & Desenvolvimento estão interessados na sua capacida para suscitar o diálogo c traduzir-se em mod ificações do com portarnento dos atores. Inti ficar e cxp Iic itar cenários constitui a base sse diálogo. Tratas e \' e r i fi c a r a c a p a c id a d e da representação proposta em mod ificar. graças c'l informaçào transmitida. as reflexões e os processos cisão dos atores, l.m Massaroca, o diálogo produtores/técnicos a partir da rc s t it u iç ã o dos diagnósticos por comunida e da construção ações senvolvimento local abriu um processo c x p c r i rn c n t a ç ào c inst ituc iona I izacão novos modos gestão dosfitndos JJOSIO, A postura não é prcdicai ivu. m as prospcct iv a. Não se trata conseguir saber tudo sobre tudo antes cidir ou agir, mas aprenr a m a n cj a r s is tem a s c o m p Ie x os, privilegiando os aspectos estratégicos que pcrm item. mesmo em situação incerteza e domínio parcial das informações. adotar atitus que conduzem a cisões em tempo hábil (Silvaelol.1994). Sem dúvida. certas condições h istóricas transição uma situação para outra não serão mais reunidas em tais condições. É. por exemplo, o caso das possibilidas investimento que têm oferecido as migrações ou os projetos públicos senvolvimento nos anos 1970 e Portanto, s o lu ç óc s originais pom ser concebidas. levando em conta o papel capital das transferências financeiras ex\lgenas e essas novas [im itações..lgi'iciiiiiii'o FU/JII/IOl"!)esq/{fsa FonlloçllO e f)1!.\'(!l1voh'illjell(o, \'. I 1/" 1 (]()()()) Assim. as opções possíveis são ligadas à natureza do tipo espaço e a oportunidas específicas. É fácil imaginar. para tomar um exemplo concreto em Pintadas-BA, como a construção pequenos açus numa Lona em via marginalização por uma organização produtores ou uma prefeitura po modificar o futuro local. ampliando as opções produção Do molo ([O projeto: análise, cisão e ação O molo, concebido a partir uma abordagem Pesquisa-Ação (ou P&D) enquadra-se hoje no marco p ro po s tas ação. O Ie rec e, segundo II u bert (1997), suportes ou alavancas p ar a a ação. Essas propostas passam, entre outras, pelo f'ortalecimento da capacida organ ização dos atores locais. Segundo Hube rt (1997), as represel7laç'cjes e referências produzidas co ntr ih uein paro esses gru!70s dolar-se das fortn as orgoni::olil'as. i nst it ucion a is ou pol I, icas que Ihes ajun, o conseguir os meios para domina: melhor o seu fu! uro e as modal idas do seu,\'el7\'oil'ill/el7/o no contexto alua! ttraducã.. [ivre), Trata-se. também, verificar COmo os atores pom se situar com relação a fatores externos para por dom inar melhor o seu futuro c se apropriar das oportunidas apoio técnico. conhecimento. Long (1994) lenlbra que no marco dos li mitcs l'ic/os à injónlloç'c/o. à incerteza ')" --' e a outras contingências, os atores SOCtalS são "compelenles" e "capazes", Ele prossegue: A ação e o por agir penm maneira critica. da emergência uma re olores engajados em pr o] e t o,., A.1'.1' i117 os Ia I ores ch amados "ext ern os " tornam-se "i nt ernal iz ados " e /()/I/(lIl1 um sentido d ifer e nt e p ara diversos grupos interesse 0/1 para olores individuais " (tradução livre). Permite aos produtores leite Pintadas ali Nossa Senhora da Glória, por exemplo. posieionarem-se em situações dominadas pela incerteza gerada pela mundialização dos intercâmbios e dos mercados, ou em lace do crescimento pressões e preocupações relativas à qualida do meio ambiente e dos produtos ai irnentares. Um dos c arn inhos é sem dúvida o fato os atores locais, até os produtores mais isolados, dotaremse instituições: associações produtores. ferações. centrais serviços, escola rural, escola familiar agrícola, sindicato, etc. São os primeiros passos das coornações associando polaridas internas ao espaço local ou ao setor, e negociações com os diversos agentes externos: administração municipal, comerciantes, serviços técnicos, Estado. De fato, as formas organização são condicionadas pela prox iiii ida territoría I e pelos modos coornação entre atores e inst itu ições que têm com portamentos interl ig ado s. Estes modos coornação pom ser associados ao

11 m ~ 24 funcionamento res atores sociais administrando fluxos conhecimentos e informações. Estas res sóc io-técn ic as I são con fi nadas aos atores prox im ida (ajuda mútua. aprendizagem e difusão das técnicas produção) ou então integram intervenções agentes c x t c rn o s (assistência técnica ou financeira, ntravessadorcs). Neste segundo caso. existe uma confrontação entre atores e i nst itu ições com e xp c ct a t i va s, estratégias e raciona Iidas di [crentes. gerando. em prazos variáveis. uma d in á ic a harmonização diversos sistemas regulação. Foi o caso. por exemplo. da criação associações para manejar osfúl7dos!i{{s/(} e as relações com os agentes financeiros em Massaroca, ou ainda para negociar com as indústrias leiteiras em Pintadas (Sabourin e/ ). O molo mostra que a intificação dos tipos espaço. a caracteri zação s it nações agrárias locais e a qualificação das formas nrganizaçüo corresponntes po ser útil em novas situações para imaginar novos futuros. por exemplo. para elaborar projetos senvolvimento local (Tonueau e/ ). 4 A re sócio-técnica local é aquela que relaciona diversos atores (individuais e institucionais) em torno objetos oule objetivos comuns. concretos e especificas (Hubert. 1997) p (' Gamo da.) I7VZr'7~~Sãholfrf1i~p-((jf(jn, li, t tuoert Conclusões A elaboração um molo evolução das pequenas regiões a partir dos estudos das Trajetórias Desenvolvimento local apóia-se numa abordagem cmpirica indutiva. Ela é constru ida a partir observações realizadas "in sit u", mas baseadas nos fundamentos teórieos da organização e do funcionamento sistemas complexos. Além da diversida das situações locais. a análise procura evinciar elementos constantes. "invariú"els" regionais. O molo permite ilustrar o post ulado da "construção" espaços proposto por Brunct (1990). Além do produto "espacial". a inti ficação "tipos" espaço e transições entre estes tipos esc larcce os mecan ismos complexos ssa "construção". O espaço local não po ser consirado como dado. o priori. mas como o resultado um processo construção a partir das estratégias dos atores locais e dos fenômenos aprcndizaucm coletiva. As transiçôes evinciam o papel do espaço nos processos gera(,:üo e di fusào ela inovação e rcc o rn p o s i ç à o das atividas agropecuárias. Neste seut ido. o espaço torna-se um recurso especifico. A evolução dos espaços pen di nâm icas endógcnas e exógcnas. As primeiras são ligadas á apropriação dos recursos locais e ao rn a n cj o das u a fe r t i I id a. Ú im p Ie m e n t a ç ã o se 1'\' iç os. eie equipamentos e infra-cstruturas. ao investimento em capital e mão--obra gnctittrrrll "TIII1/1/or' resqutsa. rortnaçao e uesejlvo/l'i!1u.!i7!o, " I,,".! (.!()()()) L..J e à estruturação res aprendizagem. As últimas têm a ver com a influência do mercado, das leis e políticas agrícolas, do ornamento elo território. etc. São fatores,!.!eralmente cididos em nível ~acional ou regional. em lugares concentração do por político e econômico, mas que condicionarn a or!.!llnização do espaço. Endógenas ou ex6genas essas d inâm icas atuam maneira diferenciada em cada caso. A estabilida ou a mudança penm do c q u i I íbrio entre estas duas dini1micas e resim na capacida dos atores locais formular projetos. negociar transferências e parcerias econômicas. Quando as dinâmicas cxógcnas dom inam, os atores locais c nco n t ra ru-se em s i tu a ção pendência forte. A finição do seu futuro Ihes escapa. O molo evolução das situações agrárias locais contribui para produzir referências utilizáveis em t e r mos aj u d a à d e c isão. em particular para a finição políticas a g rária s em diversas escalas. Com p letado pe Ia aná Iise das caias comcrcialização e das formas relação social. constitui um instrumento original para abordar as mudanças sociais nas suas dimensões técnicas. organizativas e espaciais. Po ser utilizado numa perspectiva planejamento, sem outro objetivo anteriormente finido. a não ser ajudar os grupos sociais envolvidos a <ldaptar-se às evoluções do contexto ~óci()-econômico e a preparar as suas 1)J'(')prias estratégias. Trata-se 1l1Ohilil'ar e subsidiar a capacida imaginar. conceber o seu futuro maneira autônoma e não somente adaptar-se ao futuro ditado por outras escalas cisão. Le Moigne (1990), referindose a Simon (1969). sugere "'... explicitar maneira inteligível u co ntplc x id ad e do universo em evolução por meio da sua representação por uma organização e /J] n í ve is fun c ion a me nt o sucessivos estáveis (....) Ela torna mais compreensível a scrição sta e xtr aord in ária bagunça (tradução livre). Porém, a análise mostra como é impossível finir a pri ori n iv e is l'u ne i o n a m e n to p e rt i n e n t e s p a r a o o bj e t o da modclização. Por exemplo. a finição do espaço local mostra que somente a análise permitiria scobrir níveis organização e coerência que cx p l iq ue m Oll dêem sentido aos com portarnentos dos atores. Como a firrna L i LI ( 1993). as transformações, /017/0 CO/110 as estruturas vem ser objeto estudo. porque se elas resultum do equilíbrio entre forças a /71 a g()n i C as..\'0 /11e nt e uma ntodificuçâo do equilíbrio porá revelar essasforças. for outra par/e, se a COI1.\/ ituicão do estrutura pen da dinâmica. S() a compreensão ssa estr ut ura explicará as mudanças (trad ucão Iivrc ). Em conseq üência, quando o objetivo do molo é representar um processo trnnsfonnaçào, por-se-ia completar a afirmação ele Le Moigne da maneira seguinte: como o estudo da mod ificaçào da organização e do funcionamento um sistema

12 pc S:- m t s i o f st a i nie l c 26 l' C (j01l/0 da Srtva. L Sabourin. 'P COI'OIl. /J l luhert IgnclIlIIII'G rúiiii/wi' 1'1'.\1/1/1.\0.Fornutçún l'/k"l'iii'/ill'11l1l'iii/1 \' 111 _' (_'()(IIII 27 com p lc x o p c rm ite int i ficar e caracterizar diversos níveis organização') quais são') como são e COIllO atuam') S;lo questões que tentamos responr no marco sta pesquisa COIll relação a situações agrúrias locais no Norste sem i-árido. Referências bibliográficas 8RUNET, R. Mons IIOll\'eUII.\. (jújc;/?,ijlhie C'.\'/lI:'/?SfUE. Paris. l lachcuc/rcclus RUNET. R.: FERRAS. R. s. TIIERY 11. t.«. /110/.1 lu géogruphie. dict ionnaire cri/ ique. Collection Dyna m iq u e s clu tcrritoire, segunda edição, Paris. Rcc lu s/ l.a Documentation Française, p. C!\RON, P. Espaces, élevage et d yn a rn i q u c du c h an g e m c n t: Analyse, nivcaux dorganisation et action Le cas clu Norste scrniaridc clu Brésil. Tese doutorado. Université Paris X, Nantcrre, 1998,298p. CLOUET, Y. & HUBERT, 8.II/i,I,lio/l d 'ufjj7/1i UlI.\: proj e ts Brcsi] Norste, Paris. Mo nt pc l l ic r, M!\E/ INR!\-S!\D/ CI R!\D-S!\R. 1993,30p. COUI\I~ET, D, Novas dinâmicas senvolvimento e s i s tcrn a s industriais localizados, Ensaios FEE. Porto Alegre: vo1.14. n~ I, 1993, p CROLIER. M. & J-'RILD8ERCJ. E. I. 'uct enr e/ te svsteiue. Paris, I.c Senil p. II!\RDIN. G. The trag edy 01' ihc Commons. Scicuc«. n~ 162, p IILJljFRT. 13.,ljJjJ/1i Ú l'ugriclllfllrl' [aniil ial e. appui«instit utl onnels et initiatives local cs. Rapport m ission nu 13résil du 23 juil lct au Icr i\ullt Mo n í l l i c r, ClRi\I)/SAR. 1997,7 p. LE MOIGNE..l.L. Lu modélisation eles.it,i/é/ll1!s cotnplc xes; Paris. Dunod p, L1U. M. Systérn ique et Sciences Socialcs. 111:!\ctes du 11 Congrés Europccn Systcm ique, Praguc, Oct.1993.p IJONCJ. N, [)u paradigrnc pcrdu au parad igme re tro u vc: pcur une scc io log ic clu d c vc lo p pc rn c n t oricntcc vcrs Ics acicurs. Bnlletin I '"WID. Marscillcs: Il~ p.ii-34, OSTROM V. s. OSTROM E. rllblic goods uud pub l ic choices tlterncnivcsfor Dcl iverius; l'ublic Service. Tow arcl l nt pro v ed l'erforrnancc, E. S, Savas (org.), Bouldcr, Colorado, USA, Wcstvicw Prcss p. 7-49, S!\BOURIN.E.: CARON. r. & SILVA, C.G. da, Estudo das trajetórias senvolvimento. conuibuição mctodológica para a análise das dinám icas at:rúrias,.ueliers Caravelle, Toulouse. n~ 7, I996a. p.5'3-7'2. a o s o c io-c c o n o m ic S!\130URIN, E.: TONNEJ\U. r.r & C,\RON. P. larmcr organizations.m d a c c c ss to iu n o va t io n s: p h w ays chaugc in t\lassarnca (Bahia State. Iklí'il). In: XIVth l utcrnatinnnl p o urn n Su n ab lurm iug Syst c m s.!\fsr/e ['roceedings. Co 10111bo. Sri l.an ka, 1996b. 15p, S!\BOURIN,E; C!\RON, P. & SILVA. c.g, da, Enjcux foncicrs et gestion s COI11IllUIlSdans le Norste du Brésil: le cas s vaincs páturcs dans Ia région [\'lassaroca-13ahia, Cahicrs d«lu Re ch e rclie - Dévcl o pp e nt [\'1olltpellier: Il~ , p,5-27,. SILV!\ r.c.o. da: C!\RON, P.; S!\80URIN. E.: IIUBERT, 13. & CLOUET, Y. Contribution à Ia planificarion du dcve loppcment sans objcct if final: proposirion pour Ia région Norste, Brésil. 111: SYlllposilllll Rechcrches Systcrnc eu Agriculturc et Dcvcloppcmcnt Rural n~ 13, Counnunicat ians, Montpellicr,!\FSR/CIRAD, 1994, p , SI [\"10N. II.!\. Science eles.its/e,"es, Sciencc» I'u/'/ificie!, 1969 (Tr;ld Françaisc 1990), TONNLi\l'..I.J>.: CLOlJFT. Y.: C/\RON.IJ L'ugriculiurc l~lil1ilialc ;1 li Norste (Brc s i l ). Une rcchcrchc par allal) ses spariales",,\'01111'1'..\'ci1'llc1'.\' 1'1SocÚ;,J,I. Paris, \ l~ p, V!\ L L I: R/\ N D. I'.: C!\ S!\ 131!\ N C r: r.. S!\NTUCCI. P M.: PROST,.I. i\.: l30l ' CIII:. IL C;\S..\LT;\. I:. & VI:RCIIER!\ND..I. l)ynall1isatioll d'ull S) st c m c agrairc I'égional par lorganisation. l n: 13ROSSIER.I.. VISSAC B, e LI:: [\.1O I G N L.I, L. ( o r g s,). Xl oclel isat io n svst é nii q ue e/ svst e tne (/g/'ui/'c. Dé cision e/ orguttisaticrn. Paris. IN R!\, 1990, p \\T13LR..l. C;l'l/irill.\' rcssources r ('li () 11 r e I((h I«.v..fi J/I /li e /1/.1 1It(;II/'i(j ucs d 'rtn j}f'()gnllllllle rcchcrche. Paris. CI R!\D/GREEN. 111imco p.

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