Fisioterapia Brasil. (Suplemento Especial - setembro/outubro 2010) ISSN XX Fórum Nacional de Ensino em Fisioterapia

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1 Fisioterapia Brasil (Suplemento Especial - setembro/outubro 2010) ISSN XX Fórum Nacional de Ensino em Fisioterapia II Congresso Nacional da Fisioterapia na Saúde Coletiva XIV Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Fisioterapia IV Encontro Nacional de Discentes de Fisioterapia II Encontro de Docentes das Áreas de Conhecimento da Fisioterapia I Encontro Nacional de Avaliadores de Cursos de Graduação de Fisioterapia Encontro dos Trabalhadores e Gestores do SUS A POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE FUNCIONAL: UM CAMINHO A SER CONSTRUÍDO NAS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE E DE FORMAÇÃO 15 a 18 de setembro de 2010 Hotel Othon Palace Belo Horizonte Minas Gerais

2 2 Suplemento Fisioterapia Brasil - Abenfisio Editorial É com grande alegria que lhes apresentamos os Anais do XX Fórum Nacional de Ensino em Fisioterapia e II Congresso Nacional da Fisioterapia na Saúde Coletiva. Os trabalhos aqui apresentados constituem a produção de diversos atores comprometidos com o desenvolvimento da Fisioterapia e da saúde brasileira. Sentimo-nos privilegiados em recebê-los para que possamos todos mobilizar/construir novos saberes e refletir sobre as práticas desenvolvidas atualmente na Fisioterapia. Adicionalmente, refletem o comprometimento de todos os autores, que ao encaminharem seus trabalhos, compartilham sua realidade e contribuem de forma responsável e ética com o crescimento da Fisioterapia nos âmbitos da formação, atenção à saúde, gestão e controle social. Agradecemos aos autores, congressistas e a todos que contribuíram para a realização deste evento. Muito temos a construir, bem vindos ao debate! Bem vindos a Belo Horizonte, Coordenação Nacional da ABENFISIO COMISSÃO ORGANIZADORA Adriane Pires Batiston (MS) Ana Maria Chagas Sette Câmara (MG) Elias Nasrala Neto (MT) Francisca Rêgo Oliveira de Araújo (RN) Geraldo Eduardo Guedes de Brito (PB) Kátia Suely Queiroz Silva Ribeiro (PB) Maria Alice Junqueira Caldas (MG) Vera Maria da Rocha (RS) COMISSÃO CIENTÍFICA Arthur de Almeida Medeiros (RO) Fernando Pierette Ferrati (MS) Lílian Lira Lisboa F. Galvão (RN) Mara Lilian Soares Nasrala (MT) Mara Lisiane de Moraes dos Santos (MS) COMISSÃO FINANCEIRA Mauro Antonio Felix (RS) Maria Alice Junqueira Caldas (MG) Elias Nasrala Neto (MT) COMISSÃO APOIADORA Albert Schiaveto de Souza (MS) Cyntia Pace Schmitz Correa (MG) Danielle Teles da Cruz (MG) Darlei Lazaro Baldi (SP) Dirce Shizuko Fujisawa (PR) Ednéia Aparecida Leme (RJ) Érika Guerrieri Barbosa (MG) Germano Luiz Rocha Machado (MG) Gustavo Henrique Lopes Cançado (MG) Ingridh Farina da Silva (MT) Juliana Veiga Cavalcanti (RJ) Leonardo Henriques Portes (MG) Lincoln Costa Valença (PB) Luciana Carrupt M. Sogame (ES) Lukas Darien Dias (RN) Marcelino Daniel Fioravante (RO) Marcos de Souza Freitas (MG) Marielly de Moraes (RS) Matheus de Sousa Mata (RN) Melquesedeque Duarte (RN) Peterson Marco de O. Andrade (MG) Renata Haidee Hasue (SP) Renato da Costa Teixeira (PA) Robson da Fonseca Neves (PB) Ruth Losada de Menezes (DF) Simone Pereira Botelho (MG) Tania Cristina Malezan Fleig (RS) Thiago Custódio (MG) Vania Priamo (BA) Yanik Carla de Araújo (PB)

3 Suplemento Fisioterapia Brasil - Abenfisio 3 Sumário Editorial... 2 As diretrizes curriculares e as mudanças na formação de profissionais fisioterapeutas (ABENFISIO), Vera Maria da Rocha, Maria Alice Junqueira Caldas, Francisca Rêgo Oliveira de Araújo, Carla Adriane Pires Ragasson, Mara Lisiane de Moraes dos Santos, Adriane Pires Batiston... 4 Referenciais curriculares nacionais do curso de bacharelado em fisioterapia (ABENFISIO), Vera Maria da Rocha, Mara Lisiane de Moraes dos Santos, Fernando Pierette Ferrari, Francisca Rêgo Oliveira de Araújo, Maria Alice Junqueira Caldas, Adriane Pires Batiston, Elias Nasrala Neto, Kátia Suely Queiroz Silva Ribeiro... 9 Estágio curricular para os cursos de graduação em Fisioterapia: recomendações da ABENFISIO, Francisca Rêgo Oliveira de Araújo, Maria Alice Junqueira Caldas, Adriane Pires Batiston, Elias Nasrala Neto, Kátia Suely Queiroz Silva Ribeiro, Vera Maria da Rocha, Mara Lisiane de Moraes dos Santos Pesquisa científica I Atenção integral à saúde II Formação e educação permanente III Gestão e experiências IV Participação e controle social Relatos de experiências I Atenção integral à saúde II Formação e educação permanente III - Gestão e experiências IV Participação e controle social Atlântica Editora e Shalon Representações Praça Ramos de Azevedo, 206/1910 Centro São Paulo SP Atendimento (11) / Assinatura 1 ano (6 edições ao ano): R$ 240,00 Diretor Antonio Carlos Mello Editor executivo Dr. Jean-Louis Peytavin Editor assistente Guillermina Arias Direção de arte Cristiana Ribas Todo o material a ser publicado deve ser enviado para o seguinte endereço de

4 4 Suplemento Fisioterapia Brasil - Abenfisio As diretrizes curriculares e as mudanças na formação de profissionais fisioterapeutas (ABENFISIO) Vera Maria da Rocha*, Maria Alice Junqueira Caldas**, Francisca Rêgo Oliveira de Araújo***, Carla Adriane Pires Ragasson****, Mara Lisiane de Moraes dos Santos*****, Adriane Pires Batiston****** *Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre/RS, **Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Juiz de Fora/MG, ***Universidade Potiguar (UNP) e Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do RN (FARN), Natal/RN, ****Faculdade Evangélica do Paraná (FEPAR), Curitiba/PR, *****Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande/ MS, ******Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande/MS Introdução Inicialmente, ao tratamos de mudanças na formação dos profissionais de Fisioterapia, temos que compreender que transitamos nos campos da Educação e da Saúde. No que se refere à saúde, é importante destacar algumas mudanças ocorridas desde a Reforma Sanitária iniciadas em meados dos anos 70, que legalizou e normatizou a saúde como direito constitucional, tendo a universalização, a equidade e a integralidade como princípios para o Sistema Único de Saúde. Aos poucos essas mudanças vão se refletindo no contexto das políticas públicas e, de forma mais tímida, no cenário educacional, requerendo atualizações nos projetos pedagógicos e no ensinar Fisioterapia. Se por um lado as mudanças foram adquirindo garantias legais, por outro, não repercutiram de forma impactante na prática cotidiana dos serviços prestados e na graduação dos profissionais de saúde. Alguns fatores podem ser indicados como determinantes de uma postura conservadora diante das mudanças que se impõem no contexto atual dos cursos de graduação na saúde: forças das políticas corporativas; mercado de trabalho com valorização tecnicista; ausência de responsabilidade social por muitas Instituições de Ensino Superior IES; precárias condições de alguns serviços, entre outros aspectos [1]. Além dos fatores citados, acrescentaríamos uma desarticulação dos docentes com vínculos frágeis junto aos cursos; o predomínio da medicalização de problemas de ordem social; abordagem clínica compartimentalizada e a ótica da doença prevalecendo sobre uma abordagem sistêmica. A orientação prevalente na academia, com características do início do século passado, tem mantido bases curriculares que atribuem maior destaque para o estudo, análise e resolução de quadros centrados na patologia. Assim, o Fisioterapeuta, historicamente, tem atuado prioritariamente na reabilitação de determinadas enfermidades e/ou de seqüelas e complicações, com o objeto de intervenção centrado no sujeito individualizado, ou ainda, em parte ou órgão isolado desse sujeito [2]. O novo perfil epidemiológico, no entanto, caracterizado por enfermidades relacionadas ao fazer e viver das pessoas, requer uma intervenção complexa e integral, mais voltada para uma saúde promotora do auto-cuidado e de ações que incorporem no cotidiano da assistência outros princípios de caráter social, formativo e educativo. Não se trata, absolutamente, em negar os avanços que a tecnologia provocou no campo diagnóstico e terapêutico, nem abandonar esses conhecimentos, porém, restringir a formação de profissionais ao modelo hegemônico médico e técnico-centrado, pode resultar em uma distância cada vez maior entre os profissionais e as reais necessidades de saúde da sociedade na qual ele se insere [3]. Outro aspecto a ser considerado refere-se à ausência de questões relativas à gestão e organização do setor saúde, mantendo a formação distante do controle social, eixo estruturante do modelo de saúde nacional. Controle Social, neste contexto, significa um direito e um dever da sociedade de participar de todas as instâncias envolvidas nas políticas de saúde, desde os debates e decisões sobre suas formulações, até aspectos de execução e avaliação [1,4,5]. No campo da Educação, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional [6] estabeleceu como orientador para o ensino superior, as Diretrizes Curriculares dos cursos de graduação. Documentos como o Parecer CNE/CES 776/1997 e o Edital SESu/MEC 4/97; Parecer CNE/CES 583/2001; Parecer CNE/CES 1210/2001; Parecer CNE/CES 108/2003; Parecer CNE/CES 067/2003; e, Parecer CNE/CES 329/2004 nortearam a construção das Diretrizes Curriculares Nacionais, assim como orientaram as entidades associativas e representativas das profissões e instituições de ensino à organização curricular, à determinação de competências e habilidades, bem como à determinação do tempo de duração dos cursos. Observa-se, no entanto, que no decorrer dessa construção Documento elaborado no XVI Forum Nacional De Ensino Mm Fisioterapia Da ABENFISIO ocorrido em Canela/RS, 07 a 09 de maio de 2007, e complementado em Para citação: Rocha et al. As diretrizes curriculares e as mudanças na formação de profissionais fisioterapeutas. Documento. Associação Brasileira de Ensino de Fisioterapia (ABENFISIO). Canela/RS. 07 a 09 de junho; 2007.

5 Suplemento Fisioterapia Brasil - Abenfisio 5 histórica foram subtraídas dessas Diretrizes a definição da duração, carga horária e o tempo de integralização dos diversos cursos superiores. Sabe-se que essas questões e o crescimento desenfreado de Cursos de Fisioterapia, juntamente com a indefinição de carga horária presente até um passado recente , atenderam interesses que não os apresentados pela sociedade civil organizada participante da construção dessas diretrizes. A Associação Brasileira de Ensino de Fisioterapia - ABENFISIO, entidade que congrega docentes, discentes, profissionais de serviço e demais entidades e pessoas interessadas na construção de políticas e diretrizes para o ensino de Fisioterapia no Brasil, após discussões e uma análise criteriosa dos referidos documentos, apresenta algumas reflexões que devem ser consideradas antes que as IES, suas mantenedoras e coordenações de cursos adotem projetos e modelos pedagógicos sem caráter legal e sem a legitimidade da categoria. A ABENFISIO, desde 2001, tem sistematicamente buscado a construção de um padrão de ensino de qualidade para a Fisioterapia por meio dos fóruns e construções coletivas. Algumas questões motivam o debate acadêmico, dentre elas, a política de abertura de cursos de graduação, a implantação e implementação das diretrizes curriculares, o tempo de integralização dos cursos, estágios e atividades complementares. Particularmente, esse documento centra seu foco sob os três primeiros tópicos, já que os temas estágio e atividades complementares serão tratados em documentos específicos que em breve estará em circulação entre a categoria e gestores. Crescimento desordenado de cursos A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996, trouxe em seu bojo uma política de incentivos ao crescimento do setor educação e disparou um processo acelerado de expansão do ensino universitário, notadamente no âmbito da iniciativa privada, com a abertura de novos cursos autorizados pelo MEC/CNE. Este processo se deu de forma desordenada, com argumentos de regulação pelo mercado, resultando muitas vezes em instituições com baixa qualidade de ensino, concentradas nas capitais e centros urbanos social e economicamente mais desenvolvidos, enquanto as regiões carentes de instituições de nível superior continuaram sem cobertura. Destaca-se, neste cenário, a situação da Fisioterapia que em 1991 possuía 48 cursos e, em 2010, conta com 461 cursos de graduação em Fisioterapia registrados [7], o que representou um crescimento de aproximadamente 1.000%. Tal situação deu-se contrariamente às manifestações dos movimentos organizados da área da saúde, da categoria, do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CO- FFITO), do Conselho Nacional Saúde (CNS) como controle social e, do Ministério da Saúde que constitucionalmente deve ordenar (regular, dispor, organizar) a formação de recursos humanos nessa área. Essa ordenação abrange aspectos relativos à necessidade social de cursos de graduação e a formação intelectual, técnica e científica do profissional, ou seja, a análise da qualidade do curso, conforme documento do próprio CNS. Entende-se, no entanto, que necessidade social, para ser determinada, deve levar em consideração a intersetorialidade, para além dos setores educação e saúde. Nesse aspecto, a contribuição de diversas áreas do campo da saúde, notadamente da epidemiologia e da saúde coletiva, das ciências sociais e políticas, dos estudos econômicos e demográficos, devem somar-se ao conhecimento científico, tecnológico e ético da formação e a aspectos administrativos e didático-pedagógicos que permitam atender um perfil profissional competente para atuar no SUS, em toda sua complexidade, garantindo o direito constitucional à saúde. Torna-se, portanto, de fundamental importância a ampliação do debate sobre critérios para abertura de cursos e, principalmente, sobre a avaliação da qualidade dos cursos ofertados em todo o território nacional, para o qual se sugere maior atuação do controle social, particularmente do Conselho Nacional de Saúde, com envolvimento dos órgãos e instâncias governamentais e da sociedade em geral, neste caso, com responsabilidade para os atores envolvidos no processo, docentes, discentes, gestores e usuários. Outros espaços profissionais também se tornam importantes no desenvolvimento de estudos que apontem para a necessidade de abertura de cursos e, especialmente, para o processo de avaliação, tais como os Conselhos Profissionais e Associações de Ensino. Não se trata de intervir na autonomia universitária, mas sim de procurar, via controle social, garantir a qualidade dos cursos oferecidos e chamar a atenção das instituições formadoras para sua responsabilidade com a realidade de saúde brasileira e com o egresso nela formado. Diretrizes curriculares e projetos políticos pedagógicos Paralelo à abertura de cursos, outro fator preocupante a ser considerado neste cenário, é a disparidade dos projetos pedagógicos, currículos e carga horária dos cursos das diferentes instituições formadoras. As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Fisioterapia, assim como as da grande maioria dos cursos da saúde, foram construídas coletivamente, com a participação de coordenadores de curso, docentes e estudantes. Discutida nas bases e com a participação destacada da Rede Unida, movimento social que atua como interlocutor qualificado no campo do desenvolvimento de Recursos Humanos em Saúde e gestores de IES. As Diretrizes propõem uma formação generalista, humanística, critica e reflexiva, capacitando o egresso para atuar no sistema de saúde vigente no país, o Sistema Único de Saúde SUS, em todos os níveis de atenção, com base no rigor cientifico e intelectual, capaz de ter como objeto de estudo o movimento humano em todas as suas formas de expressão e potencialidades.

6 6 Suplemento Fisioterapia Brasil - Abenfisio Orientadas por habilidades e competências, essas diretrizes colocam para as IES, o desafio de compor currículos nos quais dialogam, com igual força, enfoques das Ciências da Vida e da Saúde; aspectos políticos-filosóficos e humanísticos; aspectos técnicos-profissionais e pedagógicos. Destacam-se como diferencial neste perfil, as competências gerais a serem inseridas no contexto da área da saúde e que não devem ocupar espaço secundário nos projetos pedagógicos de curso. A demanda imposta pelas diretrizes curriculares, que chamam a atenção para o contexto social brasileiro, tem requerido o domínio de novas habilidades nos quais os conteúdos relacionados com o processo saúde-doença do cidadão, da família e da comunidade, integrado a realidade epidemiológica e profissional, conduzem para práticas integrais no fazer fisioterapêutico [8]. Essa concepção, somada aos princípios doutrinários e organizativos do SUS, na forma da universalização do acesso, do atendimento integral com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais e da participação da comunidade, dentre outros, produzem significativa mudança para o campo das práticas (assistenciais e relacionais). Observa-se, portanto, que o perfil profissional atual deve ser diferente daqueles de 10, 20 ou 30 anos atrás, que se caracterizava pelo forte foco na doença e centrado, quase com exclusividade, sobre os conteúdos técnicos-profissionais, pouco abrangentes no desenvolvimento de responsabilidades sociais e sanitárias. A demanda que a integralidade na formação e na atenção lança para o contexto ensino requer uma reformulação nas matrizes curriculares para muito além da retirada ou aglutinação de disciplinas, como ocorre em muitas IES. Esse talvez seja o maior desafio a ser enfrentado. A dimensão do trabalho que as mudanças nos currículos impõem pode ser observada pelas ações que desde 2004 têm permeado a área da saúde e educação. Ensina-SuS, Política de Educação Permanente, VER-SUS, Curso de Ativadores de Processos de Mudança na Graduação de Profissionais de Saúde, Fórum Nacional de Educação das Profissões na Área da Saúde são exemplos de mobilizações que têm envolvido múltiplos atores com protagonismo de entidades, organizações e o próprio Governo Federal, preocupados com esse processo. Na área da Fisioterapia não podemos desconsiderar o impacto provocado por essas ações. No âmbito profissional, por um chamamento do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional COFFITO, desde 2005 ocorreram dois grandes Fóruns Nacionais de Políticas Profissionais, nos quais as questões de ensino foram pautas com enfoque para o cumprimento das Diretrizes Curriculares e a realidade de saúde brasileira. No decorrer do ano de 2006 mais de 20 oficinas regionais para a implementação das Diretrizes Curriculares foram realizadas em todo território nacional, resultado de uma parceria entre a ABENFISIO, Organização Pan-americana de Saúde e o Ministério da Saúde, buscando sensibilizar docentes, discentes, gestores e serviços para a apropriação das questões que envolvem as mudanças na graduação: apropriação dos conteúdos das ciências humanas e sociais; atividades integradas entre as diversas áreas do conhecimento; articulação entre a instância formadora, os serviços de saúde, as questões de gestão e a participação do controle social; práticas vivenciais no Sistema Único de Saúde envolvendo os diversos níveis de atenção e complexidade do sistema, considerando a assistência com suas práticas profissionais, seus mecanismos de funcionamento e a gestão, entre outros aspectos [9]. Em agosto de 2007 aconteceu o I Congresso Nacional de Fisioterapia na Saúde Coletiva CONAFISC, organizado e executado pela ABENFISIO, pela Comissão de Políticas Públicas e Saúde do COFFITO e, pela Rede Fisio na Saúde, com apoio do Sistema COFFITO/CREFITOS, pelos estudantes de Fisioterapia, como palco para a discussão e reflexão crítica sobre o processo de formação e saúde, sob o tema Fisioterapia, Saúde Coletiva e Integralidade na atenção, que é objeto de discussão no espaço da Fisioterapia há um longo tempo. Persistentemente, embora em ritmo lento, avanços aconteceram na ampliação de atividades fisioterapêuticas no campo da saúde pública e da saúde coletiva, apontando estratégias para o cuidado em Fisioterapia, para o ajuste do processo de formação em consonância com os princípios do SUS e auxiliando na ampliação do contingente de profissionais envolvidos com o Sistema de Saúde Brasileiro. O evento, no eixo formação, revelou a importância da formação e da educação permanente em saúde, e, a necessidade da busca de inovação das práticas pedagógicas, sobretudo da articulação entre o sistema de saúde (em suas várias esferas de gestão) e as instituições formadoras [10]. Observa-se, na área da Fisioterapia, o que chamaríamos de desconhecimento de todo esse processo, quando verificamos que muitas IES, mantenedores e coordenadores de cursos propõem mudanças para ajustar seus currículos, sem considerar o histórico e a importância dos avanços já obtidos na estruturação curricular por módulos integrados e articulados ao SUS. As práticas de educação e promoção à saúde, as atividades preventivas relacionadas à saúde cinético-funcional, as intervenções terapêuticas contextualizadas, a prática de referência e contra-referência do sistema, a identificação de outros setores capazes de atuarem para melhor qualificar as ações em saúde são fundamentais, ou melhor, estruturantes de uma nova prática profissional. Algumas IES, antes de apostar na qualificação de seus docentes para atuar diante de um novo paradigma, assumem a atitude mais econômica e, isoladamente, modificam seus currículos às portas fechadas, sem o respeito à acumulação que esse histórico representa para a profissão, sem a consulta às bases organizadas associação de ensino e executiva de estudantes mantendo-se na contramão dessa construção coletiva que extrapola o campo da Fisioterapia. Chamamos a atenção daqueles que, em nome de um mercado que pode estar preocupado com qualquer coisa, menos

7 Suplemento Fisioterapia Brasil - Abenfisio 7 com a saúde de nossa população, modificam seus currículos a revelia dessas considerações. Não poderíamos deixar de chamar a atenção para outra realidade na Fisioterapia: 98% das escolas estão no setor privado. O projeto neoliberal da educação superior presente na segunda metade da década de 90, sob o pretexto da ampliação da oferta, incentivou e promoveu a liberalização do ensino à iniciativa privada, sem, no entanto, incentivar a ampliação na rede pública. Foi somente nos últimos anos, com o REUNI (Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), e ainda de forma incipiente, que cursos de Fisioterapia em universidades públicas estão sendo implantados. A mercantilização da educação superior no País é preocupante, principalmente quando o controle sobre a qualidade dos cursos, que deveria ser feito pela sociedade juntamente com o poder público, não ocorre satisfatoriamente. Temos cursos e cursinhos e nesses, docentes despreparados para enfrentar a empresa que, pelo seu caráter estão mais compromissados com o lucro do que com o processo formador. Dessa forma, as mudanças curriculares que algumas escolas propõem são realizadas para atender o interesse econômico da mantenedora, colocando em segundo lugar a qualificação do futuro profissional. A ABENFISIO, diante desses fatos, convoca todos e todas que estão, de forma direta e indireta, envolvidos com o fazer fisioterapêutico, seja no campo da formação, da assistência e de representação: mantenedores, docentes, discentes, profissionais de serviço, gestores, educadores, conselhos, associações científicas e culturais, entre outros, para que tenhamos cuidado com nosso processo formador, esteja ele situado na instância pública ou privada, para que sejam observadas as diretrizes curriculares, o padrão de qualidade e os resultados e encaminhamentos dos fóruns legítimos, construídos na coletividade e com a responsabilidade daqueles que sabem que o futuro da Fisioterapia depende de nossas atitudes no presente. Os docentes não podem ser coagidos em suas IES a tomarem atitudes que ferem os pactos coletivamente acordados. Duração dos cursos de graduação em fisioterapia Afirmávamos, anteriormente, que o edital para as Diretrizes Curriculares previa o estabelecimento da carga horária dos cursos de graduação e que, durante o processo histórico de sua construção, essa questão foi retirada da pauta. No interior da categoria criava-se um consenso sobre qual o quantitativo de horas seria requerido para uma formação generalista envolvendo além dos conhecimentos técnicos e aplicados, um conhecimento humanístico e social, convivendo com as ciências da saúde. Após amplo debate que acompanhou a proposta das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação em Fisioterapia, foi sugerido como tempo total de curso, 4.500h, dentre as quais se deve contabilizar 20% como estágio supervisionado, ocorrendo após o estudante vivenciar práticas e fundamentos teóricos capazes de o habilitar ao pleno exercício profissional. No Fórum da ABENFISIO, em João Pessoa, foi ratificada a posição defendida pelas entidades representativas e associativas de uma carga horária de 4.500h, que possibilite a qualidade do processo formador, ampliando a visão do novo profissional e habilitando-o para uma vida profissional que não se separa do pleno exercício de cidadania e da responsabilidade que nossos saberes impõem para o cuidado e para a saúde das pessoas. A carga horária de 4.500h para os Cursos de Graduação em Fisioterapia não foi concensuada sem que se tomasse conhecimento e se apresentasse um arrazoado frente ao parecer 329/2004 do CNE//CES, que propôs a redução da carga horária mínima para os cursos de graduação, ignorando as considerações, solicitações e audiências públicas realizadas com a categoria, incluindo a realizada em 16 de dezembro de 2003, com a presença do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional COFFITO, Associação Brasileira de Ensino em Fisioterapia ABENFISIO e Comissão de Especialistas do MEC para a área de Fisioterapia. Após insistentes argumentações por parte de nossas representações, retirou-se a Fisioterapia do elenco dos cursos com carga horária mínima de horas. Em 07 de abril de 2009 foi publicada a Resolução CNE/CES nº 4/2009 instituindo a carga horária mínima de horas para o curso de Fisioterapia, integralizado no mínimo em 5 anos. Na estruturação das matrizes curriculares deve estar assegurado o estágio supervisionado a ser realizado no final do curso e a inserção dos estudantes no campo da saúde e profissional durante todo o processo formador, com práticas assistidas, decorrentes dos conteúdos e etapas do processo, sob responsabilidade da instituição formadora, que deverá, de forma pactuada, respeitar as dinâmicas e características próprias de cada serviço ou setor saúde onde desejar inserir seus estudantes. Práticas e outras experiências e vivências devem ser previstas desde o início do curso para que o estudante possa ser formado de modo contextualizado, porém tais práticas não devem ser confundidas com as práticas do estágio supervisionado [11-13]. Os convênios e os acordos firmados não podem ferir os princípios pedagógicos de um aprender orientado, sob a responsabilidade da academia e articulado com o serviço. Outro aspecto a ser considerado no limite das 4.000h é o tempo para elaboração de Trabalho de Conclusão de Curso TCC, que deverá evidenciar a preocupação da IES com o espírito científico a ser desenvolvido em nossos profissionais responsáveis pelos avanços da Fisioterapia enquanto ciência e arte. Além da carga horária do acadêmico destinada a esta etapa do TCC, também é preciso adequar o corpo docente para esta orientação, uma vez que devem ser capacitados e terem uma relação de orientador-orientandos compatível com o tempo de dedicação com qualidade. Assim, consideramos uma importante conquista resultante de mobilização da ABENFISIO e de diversos segmentos da

8 8 Suplemento Fisioterapia Brasil - Abenfisio Fisioterapia e da Saúde, a carga horária mínima de horas. Entendemos que a situação anterior, em que não estava estabelecida a duração mínima para um curso de graduação, é indissociável das competências, habilidades desejadas e conteúdos curriculares essenciais para a formação, constituindo-se num profundo desvirtuamento dos princípios das diretrizes curriculares, além de desconsiderar o perfil desejado para essa profissão tão importante na composição de equipes responsáveis pela saúde dos cidadãos. Conclusão A Associação Brasileira de Ensino de Fisioterapia ABENFISIO, entidade reconhecida nacionalmente como fórum legítimo para as discussões que envolvem o ensino de Fisioterapia no Brasil, considera as Diretrizes Curriculares um instrumento que favorece as mudanças no interior dos cursos e reconhece, no perfil profissional proposto, um desafio que requer uma nova construção epistemológica para os saberes da saúde. Numa organização curricular orientada por competências vimos a urgente necessidade de fundamentação política-humanística e social; mudanças na matriz de conteúdos integrando-os; re-distribuição equilibrada, de fato, entre teoria e prática; metodologias ativas e novos cenários de aprendizagem, entre outros fatores. A integração entre ensino, pesquisa e extensão, a organização dos conteúdos levando em consideração dados epidemiológicos, a terminalidade da graduação de forma a garantir uma formação geral e que incentive profissional a aprender por toda a vida e a grande contribuição que o usuário é capaz de trazer para o interior dos serviços e escolas formadoras não podem ser desconsiderados. Essas diretrizes, orientadas pelo eixo da integralidade e para a lógica da saúde fortalecem o compromisso com a vida. Os cursos de graduação na área de saúde, mais do que relacionados às necessidades de mercado, estão relacionados ao cumprimento de uma dada função social. Todos esses aspectos devem ser discutidos compreendidos e respeitados nos diversos espaços acadêmicos, principalmente por aqueles comprometidos com uma Fisioterapia de qualidade e capaz de contribuir com a saúde de nossos cidadãos. Referências 1. Feuerwerker LCM. Além do discurso de mudança na educação médica: processos e resultados. São Paulo: Hucitec; Bispo Junior JP. Formação em fisioterapia no Brasil: reflexões sobre a expansão do ensino e os modelos de formação. Hist Cienc Saude-Manguinhos 2009;16(3): Rocha VM. Do corpo a corporeidade: repensando os saberes na formação dos profissionais fisioterapeutas. Tese (Doutorado) Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Programa de Pós Graduação em Educação; Feuerwerker LCM, Llanos CM, Almeida M. Educação dos profissionais de saúde na América Latina: teoria e prática de um movimento de mudança. São Paulo: Hucitec; Ceccim RB, Feuerwerker LCM. O quadrilátero da formação para a área da saúde: ensino, gestão, atenção e controle social. Physis 2004;14(1): Brasil. Ministério da Educação e Cultura. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 20 de dezembro de DOU, 23/12/ Brasil. Ministério da Educação. Sistema de cadastro da educação superior. [citado 2010 ago 23]. Disponível em URL: emec.mec.gov.br. 8. Rocha VM. Articulação Ensino-Pesquisa-Extensão na implantação e implementação das Diretrizes Curricularesdo Curso de Fisioterapia. Palestra no XIV Fórum de Docentes da ABEN- FISIO. Associação Brasileira de Ensino de Fisioterapia. João Pessoa/PB. 30 de maio - 03 de junho; ABENFISIO. Valle PH et al. (Orgs). Oficinas de implementação das Diretrizes CurricularesNacionais dos Cursos de Fisioterapia. Relatório técnico. Associação Brasileira de Ensino de Fisioterapia. Brasília/DF; ABENFISIO. I Congresso Nacional de Fisioterapia na Saúde Coletiva - CONAFISC. Relatório Técnico. Associação Brasileira de Ensino em Fisioterapia. Brasília/DF; Araújo FRO. Estágios: realidade versus legalidade. Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional COFFITO. Palestra proferida na Oficina Regional de Implementação das Diretrizes Curriculares de Fisioterapia de Campo Grande; ABENFISIO. Recomendações da ABENFISIO sobre operacionalização dos estágios em Fisioterapia produzidas no Fórum dos Coordenadores. Relatório do VIII Fórum de Coordenadores de Curso de Fisioterapia. Associação Brasileira de Ensino de Fisioterapia. João Pessoa/PB 30 de maio - 03 de junho; ABENFISIO. Resultados apresentados das oficinas dos temas: ensino, pesquisa e extensão do XIV Fórum de Docentes da ABENFISIO. Relatório. Associação Brasileira de Ensino de Fisioterapia. Paraíba/JP. 30 de maio - 03 de junho; 2006b. Outras referências consultadas 1. Brasil. Lei nº 6.494, de 7 de dezembro de Dispõe sobre os estágios de estudantes de estabelecimentos de ensino superior e ensino profissionalizante do 2 grau e supletivo e da outras providências. DOU, 09/12/ Brasil. Decreto-lei n Regulamenta a lei 6.494/77, que dispõe sobre o estágio de estudantes de estabelecimentos de ensino superior e de 2 grau regular e supletivo nos limites que especifica e dá outras providências. DOU, 19/08/ Brasil. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 198/2004, de 13 de fevereiro de Institui a política nacional de educação permanente em saúde como estratégia do Sistema Único de Saúde para a formação e o desenvolvimento de trabalhadores para o setor e dá outras providências. [citado 2004 ago 13]. Disponível em URL: 4. Ceccim RB, Feuerwerker LCM. Mudança na graduação das profissões de saúde sob o eixo da integralidade. Cad. Saúde Pública 2004;20(5): Feuerwerker LCM. Refl exões sobre as experiências de mudança na formação dos profissionais de saúde. Olho Mágico 2003;10:21-6.

9 Suplemento Fisioterapia Brasil - Abenfisio 9 Referenciais curriculares nacionais do curso de bacharelado em fisioterapia (ABENFISIO) Vera Maria da Rocha*, Mara Lisiane de Moraes dos Santos**, Fernando Pierette Ferrari***, Francisca Rêgo Oliveira de Araújo****, Maria Alice Junqueira Caldas*****, Adriane Pires Batiston******, Elias Nasrala Neto*******, Kátia Suely Queiroz Silva Ribeiro******** *Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre/RS, **Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande/MS, ***Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Campo Grande/MS, ****Universidade Potiguar (UNP) e Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do RN (FARN), Natal/RN, *****Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Juiz de Fora/MG, ******Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande/MS, *******Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG), Cuiabá/MT, ********Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa/PB Contextualização Este documento constitui o resultado de discussões e dos trabalhos desenvolvidos durante o XIX Fórum Nacional de Fisioterapia, realizado em Salvador, BA, em outubro de Na ocasião a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação havia disponibilizado uma consulta pública sobre para a proposição dos Referenciais Curriculares Nacionais dos Cursos de Bacharelado e Licenciatura. O presente documento é resultado de uma produção coletiva, cujos autores principais foram os participantes voluntários deste Fórum. Foram professores, estudantes e profissionais envolvidos na formação em Fisioterapia, oriundos de diferentes instituições de todo o País. Após o Fórum, coube a um grupo de professores fisioterapeutas de instituições de ensino de diversas regiões do País sistematizar as propostas e redigir este documento. Tal documento foi enviado à SESU com a solicitação de que o texto proposto inicialmente por essa secretaria fosse substituído pelo texto elaborado e construído mediante ampla discussão da categoria. Infelizmente na publicação dos Referenciais Curriculares Nacionais dos Cursos de Bacharelado e Licenciatura, de Abril de 2010 (MEC/SESU, 2010), não foram contempladas as sugestões encaminhadas pela ABENFISIO. Ainda assim, consideramos relevante tornar público aos diferentes atores da saúde e da Fisioterapia o posicionamento da ABENFISIO em relação aos Referenciais Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Fisioterapia. Documento enviado a Secretaria de Educação Superior (SESu) A Associação Brasileira de Ensino em Fisioterapia, fundada em 05 de abril do ano de dois mil e um, na cidade de Santos/ SP, é uma associação civil que objetiva o desenvolvimento e o aprimoramento do ensino/formação em Fisioterapia, congregando fisioterapeutas, docentes de fisioterapia, discentes e usuários. A Associação tem caráter cultural, científico, educacional e político e está organizada por meio de suas seções e regionais em todo o território nacional. São compromissos da ABENFISIO subsidiar o desenvolvimento do ensino, pesquisa e extensão em Fisioterapia no país e estimular a formação, o aperfeiçoamento e a educação continuada/permanente de Fisioterapeutas docentes ou não. Tem o compromisso de ser um aproximador, facilitador e disparador dos avanços do Ensino em Fisioterapia em todos os seus níveis e a sociedade respeitando a cultura nacional e regional. Com compromisso ético, político e técnico a ABEN- FISIO deve ser propositiva e defender políticas públicas e programas que visem um processo de vida funcional saudável da população brasileira e tendo a defesa e a consolidação da Fisioterapia com responsabilidade social. A Fisioterapia detém um saber-fazer próprio no campo da saúde e essa qualificação é alcançada pela ação e atuação dos fisioterapeutas, pelas interfaces da profissão com outras áreas de conhecimento, pelos intercâmbios e atuação junto a outras profissões e com trabalhos em equipe. Assume, o Documento elaborado mediante as discussões do XIX Fórum Nacional da ABENFISIO, em 07 a 10 de outubro de 2009, Salvador/BA. Autores: Vera Maria da Rocha, Francisca Rêgo Oliveira de Araújo, Mara Lisiane de Moraes dos Santos, Adriane Pires Batiston, Fernando Pierete Ferrari, Maria Alice Junqueira Caldas. Para citação: Rocha et al. Referenciais curriculares nacionais do curso de bacharelado em fisioterapia. Documento. Associação Brasileira de Ensino de Fisioterapia. ABENFISIO. Salvador/BA. 07 a 10 de outubro; 2009

10 10 Suplemento Fisioterapia Brasil - Abenfisio profissional fisioterapeuta, com a mesma responsabilidade dos demais atores, atividades específicas e compartilhadas no Sistema Único de Saúde (SUS). Para além de seus saberes técnicos-profissionais, a Fisioterapia apresenta relação com a estruturação econômica, política e ideológica das sociedades contemporâneas e há necessidade dos profissionais estarem preparados para ocuparem espaços estratégicos nas políticas sociais, podendo interferir e mudar cenários na área da educação e da saúde. A educação em Fisioterapia tem sido uma das principais estratégias para conduzir nossos docentes e estudantes a refletirem sobre essa prática, e ciente de sua co-responsabilidade na construção e defesa da dimensão social da saúde, a ABENFISIO reafirma a importância da formação dos profissionais que atuam nestas áreas, visando a concretização de políticas de educação e de atenção à saúde compatíveis com o Sistema Único de Saúde que desejamos. Algumas considerações apresentadas a seguir representam as reflexões da categoria que visam garantir a participação da sociedade civil organizada, no aperfeiçoamento da educação em Fisioterapia no país. São elas: 1. Perfil do egresso: Reafirmar o perfil do egresso conforme o descrito nas Diretrizes Curriculares dos Cursos de Graduação em Fisioterapia, resolução CNE/CES 04, de 19 de fevereiro de 2002, pois esse documento, construído coletivamente pela sociedade representada por profissionais, estudantes e docentes, orienta e norteia o desenvolvimento dos Projetos Pedagógicos dos Cursos em funcionamento, tendo se tornado referência importante no cenário educacional:... tem como perfil do formando egresso/profissional o Fisioterapeuta, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, capacitado a atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com base no rigor científico e intelectual. Detém visão ampla e global, respeitando os princípios éticos/bioéticos, e culturais do indivíduo e da coletividade. Capaz de ter como objeto de estudo o movimento humano em todas as suas formas de expressão e potencialidades, quer nas alterações patológicas, cinético-funcionais, quer nas suas repercussões psíquicas e orgânicas, objetivando a preservar, desenvolver, restaurar a integridade de órgãos, sistemas e funções, desde a elaboração do diagnóstico físico e funcional, eleição e execução dos procedimentos fisioterapêuticos pertinentes a cada situação. 2. Temas abordados na formação: Os temas abordados na formação de profissionais fisioterapeutas são aqueles indicados nas Diretrizes Curriculares Nacionais que permitam o desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes relativas: à atenção à saúde, para ações de educação, promoção, prevenção, proteção, tratamento e reabilitação da saúde, tanto em nível individual quanto coletivo; à tomada de decisões; à comunicação; à liderança; à administração e gerenciamento; à Educação Permanente; à garantia da saúde funcional de todos os cidadãos. Considera-se, dessa forma, que os saberes necessários para o cuidado em Fisioterapia e para o desenvolvimento dessas habilidades e competências devam estar relacionados com todo o processo saúde-doença do cidadão, da família e da comunidade. Destacam-se: I - Ciências Biológicas e da Saúde; II - Ciências Sociais, Políticas e Humanas; III - Conhecimentos Biotecnológicos; IV- Conhecimentos Fisioterapêuticos: Fundamentos de Fisioterapia; Assistência em Fisioterapia; Gestão em Fisioterapia e Ensino em Fisioterapia. 3. Áreas de atuação: Entre as áreas de atuação do Fisioterapeuta, incluem-se à saúde da criança e do adolescente, da mulher, do homem, do idoso, do trabalhador e de todos os indivíduos e coletividades nos diferentes níveis de atenção à saúde, com ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação. O fisioterapeuta atua na gestão e participa no controle social com ações pertinentes às políticas e práticas em saúde. Em tais áreas, cabe ao Fisioterapeuta: A intervenção fisioterapêutica nos diferentes níveis de atenção, priorizando os cuidados primários em consonância com as diretrizes políticas nacionais de saúde por meio da execução de métodos, recursos e técnicas próprios com a finalidade de desenvolver, restaurar e conservar a saúde funcional das pessoas, promovendo seu exercício em diversificados cenários de prática em articulação com os múltiplos aparelhos sociais. Assumir ações de gestão, assessoria, docência e demais ações relativas ao exercício profissional em serviços, órgãos e estabelecimentos públicos ou privados. Elaborar o diagnóstico fisioterapêutico compreendido como avaliação físico-funcional. Prescrever, baseado na avaliação físico-funcional, em exames complementares e evidencias cientificas, os recursos próprios da Fisioterapia, qualificando-os e quantificando-os. Dar ordenação e condução ao processo terapêutico. Realizar acompanhamento e monitoramento continuado da evolução clínica, subsidiando a alta fisioterapêutica ou o adequado ajuste das condutas próprias empregadas. Buscar todas as informações necessárias para o acompanhamento evolutivo dos indivíduos/grupos sob sua

11 Suplemento Fisioterapia Brasil - Abenfisio 11 responsabilidade, recorrendo a outros profissionais da Equipe de Saúde para solicitação de pareceres especializados e/ou implantação de ações compartilhadas. 4. Infraestrutura recomendada: Laboratórios de Anatomia; Laboratórios de Microscopia (citologia, histologia, embriologia e patologia) Laboratório de Fisiologia; Laboratório de Cinesiologia e Cinesioterapia; Laboratório de Eletrotermofototerapia; Convênios com Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde e de Educação e outros equipamentos sociais, que possibilitem a interação ensino, serviços e comunidade nos diferentes ambientes de prática nos níveis primário, secundário e terciário de atenção à saúde. legislação pertinente Resolução CNE/CES de 04/2002 (Diretrizes Curriculares Nacionais) Decreto 938/1969, Lei 6.316/1975 Resolução COFFITO 80/1987 Resolução COFFITO-8/1978 Referência 1. Referenciais Curriculares Nacionais dos Cursos de Bacharelado e Licenciatura/Secretaria de Educação Superior. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Superior; p.

12 12 Suplemento Fisioterapia Brasil - Abenfisio Estágio curricular para os cursos de graduação em Fisioterapia: recomendações da ABENFISIO Francisca Rêgo Oliveira de Araújo*, Maria Alice Junqueira Caldas**, Adriane Pires Batiston***, Elias Nasrala Neto****, Kátia Suely Queiroz Silva Ribeiro*****, Vera Maria da Rocha******, Mara Lisiane de Moraes dos Santos******* *Universidade Potiguar (UNP) e Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do RN (FARN), Natal/RN, **Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Juiz de Fora/MG, ***Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande/MS, ****Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG), Cuiabá/MT, *****Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa/PB, ******Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre/RS, *******Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campo Grande/MS Introdução Definir estágio de forma objetiva e concreta, mesmo envolvendo um conjunto de elementos subjetivos e abstratos, faz-se necessário, uma vez que se pretende fazer uma reflexão crítica-propositiva em torno desta temática. A Associação Brasileira de Ensino em Fisioterapia ABENFISIO, com base em princípios de sua missão, para um ensino de qualidade e que atenda as necessidades de saúde/ doença da sociedade, bem como respeitando todo o processo de construção coletiva a respeito do tema estágio, em seus Fóruns Nacionais e Regionais de Ensino, sente-se muito a vontade e subsidiada para desenhar um trajeto que possa ser percorrido por todos os envolvidos, direta e indiretamente, com a educação e com o ensino em saúde. Inicialmente podemos pensar estágio a partir de alguns conceitos advindos de fontes diversas, como sendo: Um Período de prática para que um indivíduo se habilite a exercer proficientemente sua profissão; permanência em algum posto, serviço, empresa etc. durante um tempo, para efeito de aprendizagem e aprimoramento profissional; qualquer período preparatório, momento ou período específico em um processo contínuo [1]. Aprendizado, exercício, prática, tirocínio (de advogado, médico, engenheiro, fisioterapeuta, etc.), situação transitória de preparação; cada uma das sucessivas etapas nas quais se realiza determinado trabalho [2]. Tempo de prática ou tirocínio durante o qual um médico, advogado, etc., se habilita a exercer cabalmente, proficientemente, a sua profissão [3]. Até os dias atuais, o estágio tem suas definições pautadas em atividades práticas, como componente dos cursos de formação superior, capazes de possibilitar a integração teoria e prática. E como elemento integrante do processo ensino-aprendizagem, acontece mediante supervisão, como bem define a legislação. É ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam freqüentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos [4]. Dessa forma, para Bianchi et al. [5] o estágio supervisionado é definido como um trabalho temporário, conduzido mediante um contrato fi rmado pelas partes interessadas (Instituição de Ensino Superior IES, empresa, entidade ou órgão concedente) no qual são estabelecidos os serviços a serem prestados. O estágio se apresenta como parte integrante das matrizes curriculares e deve envolver troca de informações entre as partes. Em conformidade com a Lei atual de estágio no Brasil, o estágio faz parte do projeto pedagógico do curso, além de integrar o itinerário formativo do educando e, visa ainda, o aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho. O estágio, sob a luz da legislação brasileira, é curricular obrigatório e não obrigatório. No caso da Fisioterapia, é elemento obrigatório e que deve ocorrer sob a responsabilidade Documento elaborado mediante compilação de dados construídos coletivamente nos fóruns nacionais de ensino em Fisioterapia, no período compreendido entre 2006 e Para citação: Estágio curricular para os cursos de graduação em Fisioterapia: recomendações da ABENFISIO. Documento. Associação Brasileira de Ensino de Fisioterapia. ABENFISIO; 2010

13 Suplemento Fisioterapia Brasil - Abenfisio 13 da IES. A Revista COFFITO [6], no Suplemento Especial Educação, apresenta o estágio como uma concepção legal e legítima, que revela um conceito, uma preocupação, uma campanha para esclarecimento da comunidade acadêmica em que o estágio, como um processo, necessita acontecer de forma a garantir uma assistência de qualidade, compatível com os preceitos éticos e com a dignidade humana. Para a ABENFISIO, o estágio, além de um conceito, uma preocupação, uma campanha, representa um compromisso ético, técnico e profissional, envolvendo todos os atores (IES, estudantes, professores, profissionais de serviços, usuários, gestores e sociedade em geral) integrantes do processo de formação em Fisioterapia e em saúde. Vale salientar que esta parte do processo ensino-aprendizagem deve ocorrer após o estudante vivenciar práticas e fundamentos teóricos, gradualmente, capazes de habilitá-lo ao exercício profissional e que as experiências e vivências, que precede o estágio e integram a trajetória da formação, não sejam confundidas com as práticas de estágio supervisionado [7,8]. O processo de formação é contínuo, plural, complexo e permeado por um cenário de diversidades que estimulam e implementam ações para sua efetivação. A formação do profissional fisioterapeuta transita nos campos da educação e da saúde. No campo da Educação, a Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional [9] estabeleceu como orientador para o ensino superior, as Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de graduação, que com sua homologação, orientam as entidades associativas e representativas das profissões e IES à organização curricular, à determinação de competências e habilidades, dentre outras, que por sua vez atendem aos princípios do Sistema de Saúde vigente no País, o SUS. O Sistema de Saúde e Educação Brasileiro são políticas de Estado, portanto devem ser respeitadas e implementadas, com o intuito de contribuir para a compreensão, interpretação, preservação, reforço, fomento e difusão das culturas nacionais e regionais, internacionais e históricas em um contexto de pluralismo e diversidade cultural. Uma formação integral e adequada deverá atender a uma articulação entre ensino, pesquisa, extensão e serviço, para uma assistência integral e digna as demandas advindas da população, onde a IES está inserida. Dessa forma, o estágio não pode ficar alheio às mudanças na formação dos profissionais de saúde e às normas vigentes no país, torna-se, portanto, de fundamental importância a ampliação de debates sobre critérios para realização de estágio e estágio em saúde, para o qual se sugere maior participação e atuação das IES, das partes (empresas, entidades e órgãos) concedentes, estudantes, professores, entidades associativas e representantes de classes, conselhos profissionais, agentes de integração, usuários e a sociedade em geral. Não se trata de intervir na autonomia universitária, mas sim de procurar, via controle social, garantir a qualidade e transparências dos serviços prestados, ensinados, aprendidos e apreendidos entre as partes envolvidas. Elaboração de recomendações pela ABENFI- SIO As demandas impostas pelas diretrizes curriculares, pelas determinações da Lei /08, das Resoluções COFFITO 139/92 [10] e 153/93 [11], das deliberações dos Fóruns de Ensino da ABENFISIO e dos Coordenadores de Cursos de Fisioterapia em especial as determinações do Fórum de João Pessoa em 2006 [12] e a Oficina no XIX Fórum Nacional da Associação Brasileira de Ensino em Fisioterapia, em Salvador, em novembro de 2009, nos conduzem para recomendações, seja pela força da Lei, seja pelos debates e construção coletiva, seja pela responsabilidade ética e profissional e/ou pelo fazer fisioterapêutico, como segue: Entende-se por estágio curricular obrigatório aquele inserido no Projeto Pedagógico do Curso e que deve ter no mínimo 20% da carga horária total deste, oferecido pela IES em locais próprios ou conveniados, realizado sob supervisão docente. Propõe-se que o professor supervisor de estágio: Seja fisioterapeuta, com vínculo trabalhista na IES como docente, de acordo com sua titulação e plano de carreira; Esteja inscrito regularmente no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de sua circunscrição; Seja cem por cento presencial, destinando parte desta carga horária a pesquisa e produção científica. São atribuições do supervisor de estágio: Ser responsável pelo planejamento do estágio, acompanhamento direto das atividades de assistência à saúde desenvolvida pelos estagiários, e avaliação do aproveitamento dos mesmos; Mediador da articulação IES/serviço de saúde, construindo através da educação permanente um cenário ensino-aprendizagem adequado à realidade sócio-econômica regional, ou seja, voltado também para produção científica, e não apenas dar respostas às demandas assistenciais do serviço; Valorizador da relação ética com a Equipe do Serviço; Docente supervisor do estagiário, e não apenas controlador administrativo do campo de estágio. Propõe-se ainda que: Haja equilíbrio entre as áreas de atuação e níveis de atenção primário, secundário e terciário, respeitando as demandas e perfis epidemiológicos regionais; O docente com vínculo empregatício no campo de estágio não pode desenvolver duas funções no mesmo horário (atividades assistencial e docente); A relação professor aluno para o estágio, na IES e fora dela seja em conformidade com a na Resolução COFFI- TO 139/92 e 153/93, ou seja, a relação de 1 professor

14 14 Suplemento Fisioterapia Brasil - Abenfisio para 6 estudantes e de 1 profissional fisioterapeuta para 3 estudantes; Com relação ao período de início de estágio devem ser observadas as diretrizes do projeto pedagógico e a matriz curricular, de forma a garantir os conteúdos necessários para o desenvolvimento das competências e habilidades requeridas; Para as atividades que não caracterizam estágio, buscar uma proposta de classificação (atividades práticas, observacionais, vivências, visitas técnicas, monitoria, etc.), com o intuito de inserir o estudante o mais precoce possível no campo. Estagio não obrigatório são atividades de estágio com supervisão e que devem ser desenvolvidas como um adicional da IES, fora dos 20% da carga horária do estágio obrigatório. Estágio no Brasil é Legal e foi Regulamentado pela Lei /08. Em Fisioterapia os estudantes estão inseridos em estabelecimentos de ensino superior que são os grandes responsáveis pela sua formação e especificamente pelo estágio nas diversas áreas dos saberes. Dessa forma, com base na Lei, alguns questionamentos se fizeram pertinentes. Quais as obrigações das IES em relação aos estagiários e seus educandos? I celebrar termo de compromisso com o educando ou com seu representante ou assistente legal, quando ele for absoluta ou relativamente incapaz, e com a parte concedente, indicando as condições de adequação do estágio à proposta pedagógica do curso, à etapa e modalidade da formação escolar do estudante e ao horário e calendário escolar; II avaliar as instalações da parte concedente do estágio e sua adequação à formação cultural e profissional do educando; III indicar professor orientador, da área a ser desenvolvida no estágio, como responsável pelo acompanhamento e avaliação das atividades do estagiário; IV exigir do educando a apresentação periódica, em prazo não superior a 6 (seis) meses, de relatório das atividades; V zelar pelo cumprimento do termo de compromisso, reorientando o estagiário para outro local em caso de descumprimento de suas normas; VI elaborar normas complementares e instrumentos de avaliação dos estágios de seus educandos; VII comunicar à parte concedente do estágio, no início do período letivo, as datas de realização de avaliações escolares ou acadêmicas. Quem são as partes concedentes de estágio? Pessoas jurídicas de direito privado e os órgãos da administração pública direta, autárquica e fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como profissionais liberais de nível superior devidamente registrados em seus respectivos conselhos de fiscalização profissional. Quais as obrigações da parte concedente do estagio? I celebrar termo de compromisso com a instituição de ensino e o educando, zelando por seu cumprimento; II ofertar instalações que tenham condições de proporcionar ao educando atividades de aprendizagem social, profissional e cultural; III indicar funcionário de seu quadro de pessoal, com formação ou experiência profissional na área de conhecimento desenvolvida no curso do estagiário, para orientar e supervisionar o estagiário; IV contratar em favor do estagiário seguro contra acidentes pessoais, cuja apólice seja compatível com valores de mercado, conforme fique estabelecido no termo de compromisso; V por ocasião do desligamento do estagiário, entregar termo de realização do estágio com indicação resumida das atividades desenvolvidas, dos períodos e da avaliação de desempenho; VI manter a disposição da fiscalização documentos que comprovem a relação de estágio; VII enviar à instituição de ensino, com periodicidade mínima de 6 (seis) meses, relatório de atividades, com vista obrigatória ao estagiário. Quais as obrigações, direitos e deveres do estagiário? I - Ser estudante que freqüente o ensino regular, em instituições de educação superior; II - Definir a jornada de atividade em estágio em comum acordo entre a instituição de ensino e a parte concedente, devendo constar do termo de compromisso ser compatível com as atividades escolares e não ultrapassar 6 (seis) horas diárias e 30 (trinta) horas semanais. Deve-se observar o determinado no Projeto Pedagógico do curso da IES; III - O estagiário é supervisionado; IV - Os estudantes estrangeiros regularmente matriculados em cursos superiores no Brasil, autorizados ou reconhecidos, podem se candidatar ao estágio, desde que o prazo do visto temporário de estudante seja compatível com o período previsto para o desenvolvimento das atividades; V - O estudante deve ter cobertura contra acidentes pessoais durante o período de vigência do estágio obrigatório; VI - O estagiário não tem vínculo empregatício de qualquer natureza. Conclusão A ABENFISIO, entidade reconhecida nacional e internacionalmente como fórum legítimo para as discussões que envolvem o ensino de Fisioterapia no Brasil, considera o es-

15 Suplemento Fisioterapia Brasil - Abenfisio 15 tágio um elemento indispensável na formação e que favorece o desempenho de competências e habilidades, a vivência em cenários de práticas com diversos atores do fazer fisioterapêutico com responsabilidade. Neste sentido, pautada nessa responsabilidade, assumimos o compromisso de manter aberto o debate sobre esta temática, uma vez que estágio em saúde precisa ser visto e implementado com observância às características e especificidades da área e, informar que os atores envolvidos nesse processo deve: respeitar as normas legais para a prática do estágio; os documentos que comprovem a relação de estágio devem estar à disposição da fiscalização; os descumprimentos às leis e às recomendações para um estágio de qualidade devem ser denunciados aos órgãos fi scalizadores competentes (MEC, Ministério do Trabalho, CNE, CNS, PROCON, Ministério Público, entre outros); viabilizar campanhas de esclarecimentos junto aos interessados e a sociedade em geral; transformar palavras em fazeres; participar e contribuir com a temática de forma propositiva e pactuada. Referências 1. Houaiss. Dicionário eletrônico da língua portuguesa. Edição Especial. Objetiva; Ferreira ABH. Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa. São Paulo: Nova Fronteira; Aulete C. Dicionário contemporâneo da língua portuguesa. 5 ed. Rio de Janeiro: Delta; Brasil. Ministério do Trabalho. Lei /08. Dispõe sobre o estágio de estudantes; altera a redação do art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1º de maio de 1943, e a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996; revoga as Leis nº 6.494, de 7 de dezembro de 1977, e 8.859, de 23 de março de 1994, o parágrafo único do art. 82 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e o art. 6o da Medida Provisória no , de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências, sancionada em 25 de setembro de Bianchi ACM, Alvarenga M, Bianchi R. Orientação para estágio em turismo: trabalhos, projetos e monografias. São Paulo: Pioneira Thomson Learning; Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Revista O COFFITO 2008;6(26): Rocha VM, Caldas MA, Araújo FRO, Ragazzon CAP, Santos MLM, Batiston AP. As diretrizes curriculares e as mudanças na formação de profissionais fisioterapeutas. XVI Fórum Nacional de Ensino em Fisioterapia da ABENFISIO. Documento. Associação Brasileira de Ensino em Fisioterapia. Canela/RS, 07 a 09 de junho de Araújo FRO. Estágios: realidade x legalidade. Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional COFFITO. Palestra proferida na Oficina Regional de Implementação da Diretrizes Curriculares de Fisioterapia de Campo Grande/MS, agosto de Brasil. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de Brasil. Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Resolução 139/92. Dispõe sobre as atribuições do Exercício da Responsabilidade Técnica nos campos assistenciais da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional e dá outras providências. D.O.U nº de , Seção I, Pág / Brasil. Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Resolução 153/93. Inclui Inciso V, no Art. 7º, da Resolução COFFITO-139, de (D.O.U. de ), fixando a relação máxima de preceptor/acadêmico, quando o estágio curricular for promovido diretamente por Instituição de Ensino Superiores. D.O.U nº de , Seção I, Pág ABENFISIO. Recomendações da ABENFISIO sobre a operacionalização dos estágios em Fisioterapia produzidas no Fórum dos Coordenadores. Relatório do VIII Fórum dos Coordenadores de Cursos de Fisioterapia. Associação brasileira de Ensino em Fisioterapia. João Pessoa/PB. 30 de maio 03 de junho de 2006.

16 16 Suplemento Fisioterapia Brasil - Abenfisio Pesquisa Científica EIXO I ATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE LIAN GONG COMO FORMA DE MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS KAKIHARA, Carina Tárzia; DUARTE, Juliana; OLIVEIRA, Fernandina Marques; DORO, Vanessa Cristina de Miranda Universidade Paulista Introdução: O envelhecimento populacional caracteriza-se pelo acúmulo de incapacidades progressivas nas suas atividades funcionais e de vida diária. O acelerado ritmo de envelhecimento no Brasil cria novos desafios para a sociedade brasileira contemporânea, onde esse processo ocorre num cenário de profundas transformações sociais, urbanas, industriais e familiares. Os idosos institucionalizados apresentam um perfil diferenciado, grande nível de sedentarismo, carência afetiva, perda de autonomia causada por incapacidades físicas e mentais e insuficiência de suporte financeiro. Um meio que oportuniza a realização do sentir, do refletir e do conscientizar sobre o envelhecimento é através da vivência de ginástica terapêutica chinesa denominada Lian Gong, que permite ao indivíduo se mover, respeitando sua condição física. Objetivo: O objetivo do presente trabalho foi analisar a qualidade de vida dos idosos após a intervenção terapêutica do Lian Gong com o questionário de qualidade de vida SF-36. Metodologia: Participaram deste estudo idosos institucionalizados, de ambos os sexos, acima de 59 anos que foram submetidos a um programa de exercícios do Lian Gong durante sete semanas consecutivas, duas vezes por semana. Esses idosos formaram um único grupo e foram supervisionados por duas fisioterapeutas. O questionário SF-36 foi aplicado aos idosos institucionalizados que responderam o questionário e particaram os exercícios do Lian Gong. Os dados foram apresentados através de média e desvio padrão para cada item avaliado e em seguida, foi comparada a diferença estatisticamente significante através do teste t de student. Resultados: Dos seis domínios do SF-36: capacidade funcional, dor, estado geral de saúde, aspectos sociais, limitações por aspectos emocionais e saúde mental, apenas o aspecto dor apresentou diferença estatisticamente significante (p = 0,05), mesmo com os demais domínios do SF-36 terem apresentado valores superiores às iniciais. Conclusões: Os resultados sugerem que essa ginástica terapêutica é eficaz no tratamento de idosos institucionalizados e pode modificar a qualidade de vida dessa população. IDENTIFICAÇÃO DE PACIENTES QUE APRESENTAM FATORES DE RISCO PARA O DESENVOLVIMENTO DE PÉ DIABÉTICO KAKIHARA, Carina Tárzia; JOAQUIM, Andréia de Oliveira; SIQUEIRA, Priscila Alves; TELDESCHI, Silvia Aparecida Universidade Paulista Introdução: A crescente estimativa do número de indivíduos portadores de diabetes mellitus como consequência do aumento da expectativa de vida, estilo de vida sedentário e mudança dos padrões alimentares, associado ao diagnóstico tardio, aumentam as chances de complicações resultantes desta doença. A neuropatia periférica é a mais frequente complicação do diabetes e tem sido um fator de risco importante para ulceração dos membros inferiores, causando o pé diabético, que pode levar a diminuição cada vez mais vulnerável ao trauma mecânico e eventualmente perda segmentar nos membros inferiores. A profilaxia das complicações neuropáticas e uma intervenção estratégica no cuidado com os pés poderiam impedir ou minimizar os riscos do pé diabético, porém ainda é grande a falta de atividades educativas sobre o tema. Objetivo: Identificar os fatores de risco para o desenvolvimento do pé diabético. Metodologia: A população desse estudo foi composta por dezenove indivíduos diabéticos, de ambos os sexos, com média de idade de 75 anos, sendo todos os pacientes portadores de diabetes tipo II. Os pacientes foram submetidos à inspeção para identificação de alterações dermatológicas e circulatórias, e posteriormente para avaliação da sensibilidade, onde foi utilizado um conjunto de monofilamentos de nylon de Semmens- Weinstein, tido como padrão-ouro para medidas de sensibilidade das fibras de adaptação lenta, devido à simplicidade, rapidez e baixo custo, que possibilita graduar a sensibilidade em vários níveis, desde normal até a perda da sensibilidade profunda. Resultados: A grande maioria dos pés testados revelou alteração na sensibilidade normal e a inspeção demonstrou que todos os diabéticos apresentaram pelo menos uma alteração dermatológica e/ou circulatória. Conclusões: A maioria dos pacientes estudados apresentou fatores de risco para o desenvolvimento do pé diabético, o que demonstra a necessidade dos portadores de diabetes mellitus aprenderem medidas de autocuidado, além do acompanhamento e desenvolvimento de atividades educativas para sensibilizar tanto os pacientes como os profissionais de saúde para se comprometerem com a prevenção do pé diabético.

17 Suplemento Fisioterapia Brasil - Abenfisio 17 AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM FUNCIONÁRIOS DE CALL CENTER APÓS GINÁSTICA LABORAL KAKIHARA, Carina Tárzia; RAIMUNDO, Bruna Teles Universidade Paulista Introdução: O telemarketing é uma ocupação que proporciona alterações fisiológicas, psicológicas e sociais associadas ao stress e resulta em perdas graduais que se tornam importantes, alterando a qualidade de vida nos funcionários de teleatendimento. A ginástica laboral é um meio diferenciado e bastante apropriado para a prática da fisioterapia em ambiente de Call Center, trazendo melhoras funcionais, psicológicas e a socialização, amenizando ao mesmo tempo o stress. Objetivo: Este trabalho teve como objetivo comparar a qualidade de vida em funcionários de telemarketing antes e após a aplicação da ginástica laboral, utilizando um questionário de qualidade de vida. Metodologia: O estudo foi realizado na Central de Teleatendimento em São Bernardo do Campo (REDLINE) com 42 indivíduos de ambos os sexos, na faixa etária de 20 a 40 anos, submetidos durante 16 semanas consecutivas a um programa fisioterapêutico que utilizou como procedimento a ginástica laboral, com frequência de 3 vezes por semana e duração de 15 minutos. O questionário WHOQOL foi aplicado antes e após o tratamento fisioterapêutico. Resultados: Ao final desse estudo, pode-se observar melhora estatisticamente significativa nos domínios físicos e sociais. Conclusões: Os resultados sugerem que a ginástica laboral pode intervir na qualidade de vida de funcionários do telemarketing, gerando mudanças positivas. FISIOTERAPIA DOMICILIAR: ATENDIMENTO AO IDOSO NO MUNICIPIO DE AQUIDABÃ/SE MATOS, Heloisa S.; GARÇÃO,Diogo C.; SILVA, Noemia L. Universidade Federal de Sergipe Introdução: Qualidade de vida pode ser definida como a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. Para o Fisioterapeuta, que atendem a população idosa, há outro desafio: como medir qualidade de vida, não apenas para fazer um retrato da velhice, mas, principalmente, para avaliar o impacto de tratamentos, condutas e políticas, corrigir seus rumos, alocar recursos e planejar serviços, visando sobrevida melhor. Objetivo: Comparar a qualidade de vida entre os idosos que realizam fisioterapia domiciliar e os que não realizam. Metodologia: Trata-se de um estudo de caráter qualitativo, exploratório descritivo. Foram selecionados 30 idosos que realizam e 30 que não realizavam Fisioterapia domiciliar aleatoriamente pelas pesquisadoras no município de Aquidabã/SE. Todos responderam um questionário sobre a percepção da qualidade de vida e da saúde com 10 perguntas fechadas elaborado pelas autoras. Posteriormente os dados foram analisados e tabulados. Resultados: Observou-se na identificação predominância do sexo feminino, da viuvez e da morarem com familiares. Quanto à percepção da qualidade de vida dos dois grupos 54% responderam nem ruim nem bom, quanto à percepção de saúde dos dois grupos 27% responderam estarem nem insatisfeito nem satisfeito com sua saúde, dos idosos que realizam Fisioterapia domiciliar 45% responderam terem uma boa qualidade de vida e 46% responderam estarem muito satisfeito com sua saúde e os idosos que não realizam 64% responderam terem uma qualidade de vida nem ruim nem boa e 37% responderam estarem nem satisfeito nem insatisfeito com sua saúde. Conclusões: O grupo que realiza Fisioterapia domiciliar tem uma qualidade de vida e saúde melhor do que os que não realizam. Por isso, a grande importância da Fisioterapia no domicílio, pois ao mesmo tempo em que trata, orienta os idosos e os familiares evitarem complicações como contraturas e imobilidade e proporcionamos uma velhice mais digna. AVALIAÇÃO DO BEM-ESTAR NO TRABALHO E DESCONFORTO MUSCULO ESQUELÉTICO EM TRABALHADORES ADMINISTRATIVOS SINZATO, Camila; NERY, Denise; FALCÃO, Juliano; OLIVEIRA, Ana Beatriz; PADULA, Rosimeire; TOLEDO, Aline; CARREGARO, Rodrigo Luiz Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Introdução: As percepções subjetivas das exigências ocupacionais podem resultar das características físicas individuais, sobrecarga, ritmo, ambiente e experiências prévias. A avaliação do bem-estar e compromisso no trabalho fornece informações importantes sobre a interação dos trabalhadores com o seu trabalho, revelando importantes indicadores psicossociais. Objetivos: Avaliar o índice de bem-estar e compromisso com o trabalho e verificar a frequência de desconforto musculoesquelético em diferentes regiões corporais, além de verificar a associação entre ambos. Metodologia: Participaram 24 trabalhadores de ambos os gêneros do setor de recursos humanos de uma Instituição Pública Federal. Para analisar o bem-estar e compromisso com o trabalho utilizou-se o questionário UWES, que avalia as dimensões interesse, dedicação e vigor. A classificação, baseada na soma da pontuação de cada item, varia de muito baixo, baixo, médio, alto e muito alto. Para avaliar as queixas de desconforto utilizou-se o Questionário Corlett, no qual os participantes indicam a(s) região(ões) acometida(s) por quadro de dor. Para analisar a associação entre desconforto e bem-estar, aplicou-se o teste de Qui-quadrado (significância de 5%, P < 0,05). Resultados: O grupo avaliado apresentava idade média de 40 ± 10 anos; peso médio de 71 ± 17kg e 1,70 ± 0,11m de altura. Em respeito à presença de desconforto no último ano, 80% dos participantes referiram desconforto em alguma região do corpo. Dentre as regiões apontadas, o tronco apresentou a maior frequência (58%), seguido por ombros (50%), pescoço (46%) e coluna lombar (38%). A análise do bem-estar demonstrou que 58% e 38% dos participantes apresentaram vigor médio e alto no trabalho. Quanto à dedicação, 58%, 29% e 4% dos sujeitos

18 18 Suplemento Fisioterapia Brasil - Abenfisio apresentaram classificações média, alta e baixa, respectivamente. No tocante ao interesse, 50%, 33% e 13% dos trabalhadores apresentaram interesse médio, alto e baixo pelo trabalho. Não houve associação signifi cante entre a presença de desconforto musculoesquelético e dimensões vigor, dedicação e interesse pelo trabalho (P = 0,8, P = 0,6 e P = 0,8 respectivamente). Conclusões: Tendo em vista a ausência de associação entre desconforto e os indicadores psicossociais avaliados, fatores físicos do ambiente de trabalho devem ser investigados Destaca-se que a alta prevalência de desconforto musculoesquelético, principalmente na região da coluna, aponta a necessidade de intervenções preventivas. PERCEPÇÕES DE UM GRUPO DE TRABALHADORES QUANTO À ERGONOMIA E SEUS BENEFÍCIOS FALCÃO, Juliano; SINZATO, Camila; NERY, Denise; OLIVEIRA, Ana Beatriz; PADULA, Rosimeire; CHRISTOFOLETTI, Gustavo; TOLEDO, Aline; CARREGARO, Rodrigo Luiz Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Introdução: As doenças ocupacionais podem afetar trabalhadores em ampla gama de ocupações, além de serem reconhecidos como os principais responsáveis pelo absenteísmo e incapacidade laboral. Transformar o trabalho, portanto, é a principal finalidade das ações ergonômicas, as quais apresentam potencial para criar um ambiente no qual os trabalhadores possam exercer suas competências e possam encontrar possibilidades de valorização das suas capacidades. Objetivos: Avaliar as percepções e o grau de conhecimento relativo à Ergonomia em um grupo de trabalhadores do serviço público; e verificar se os trabalhadores apresentam conhecimento quanto aos fatores de risco ocupacionais e estratégias preventivas. Metodologia: Participaram 29 trabalhadores do setor de recursos humanos de uma Instituição Pública Federal. Realizou-se uma análise subjetiva com questionário auto-aplicável que registrou percepções, grau de conhecimento e noções sobre estratégias preventivas que poderiam ser adotadas. O questionário possuía 6 questões, divididas em duas partes (estruturada e aberta). As questões contemplaram as categorias: Conhecimento da Ergonomia; Fatores de risco; Tipo de sobrecarga do trabalho; Presença de desconforto musculoesquelético; Estratégias e sugestões futuras e Estratégias e ações ergonômicas recebidas no passado. Os dados foram analisados descritivamente (frequência de respostas das questões estruturadas) e, para questões abertas, adotou-se o método de análise do conteúdo. Resultados: A sobrecarga foi classificada como mental e mental/física para 54% e 43% dos trabalhadores, respectivamente; e 79% apresentaram algum desconforto no último ano. Quanto ao conhecimento da Ergonomia, 61% afirmaram saber o que ela representa, atribuindo um papel voltado apenas para o mobiliário e postura corporal. Quanto aos benefícios, 79% acreditam que a Ergonomia pode proporcionar bem-estar, conforto, melhora da postura e adequações no mobiliário. Apenas 43% afirmaram ter tido experiência prévia com ações voltadas para troca de mobiliário e orientações posturais. Para 68% dos que afirmaram saber o que é um fator de risco, os fatores relatados foram principalmente a postura e estresse. Conclusões: O estudo demonstra a necessidade de práticas educativas, divulgação e conscientização acerca dos conceitos e benefícios da Ergonomia. Assim, intervenções baseadas na Ergonomia participativa seriam potencializadas, favorecendo a prevenção e promoção da saúde no ambiente de trabalho. AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO MOTOR DE BEBÊS COM FATORES DE RISCO NO PERÍODO GESTACIONAL ROCHA, Monnalys Lays Ferreira; LINS, Terciana Santos; SILVA, Lícia Vasconcelos Carvalho da; ARAÚJO, Natália Ferraz de Faculdade ASCES Associação Caruaruense de Ensino Superior Introdução: A detecção precoce de fatores de risco na gestação tem o objetivo principal de preservar a vida da mãe e do bebê e prevenir situações clínicas que possam causar sequelas físicas e ou cognitivas que interferiram no desenvolvimento neuropsicomotor da criança. Objetivo: Avaliar o desenvolvimento motor de bebês submetidos a fatores de risco no período intra-uterino e identificar possíveis atrasos nesse desenvolvimento considerando as condições de saúde e sócio-ambientais da família. Metodologia: Estudo de corte transversal cuja amostra foi composta por 10 bebês com idade de 0 a 12 meses, pertencentes a uma comunidade do município de Caruaru/PE. A coleta de dados realizou-se a partir de uma entrevista em domicílio com o responsável pela criança, que respondia a informações de identificação, características da gestação, características biológicas da criança ao nascer e aspectos ambientais e socioeconômicos da família. O desenvolvimento motor global foi avaliado utilizando-se a Alberta Infant Motor Scale (AIMS), durante um período que variou de 20 a 30 minutos, pela mesma avaliadora. Os dados foram explorados com o auxílio do programa SPSS versão 11.5 e organizados em frequência. Os resultados foram descritos em valor absoluto e em percentual de valor. Resultados: Os fatores de riscos gestacionais apresentados foram hipertensão arterial, diabetes gestacional, placenta prévia e adolescência. A função motora grossa apresentou-se prejudicada em 04 crianças, entretanto, apenas 01 criança realizava tratamento fisioterapêutico. Conclusões: Algumas crianças analisadas apresentaram desenvolvimento motor grosso inadequado para a idade. Esses achados ratificam a importância do acompanhamento pré-natal para identificação de fatores de risco gestacionais e apontam para a necessidade de avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor da criança em seus primeiros meses de vida, seguida do encaminhamento terapêutico adequado em casos de desvios no desenvolvimento.

19 Suplemento Fisioterapia Brasil - Abenfisio 19 MEDO DE QUEDAS EM IDOSOS ASSISTIDOS POR UM GRUPO OPERATIVO DE UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE CÂMARA, Ana Maria Chagas Sette; CARVALHAIS, Viviane Otoni do Carmo; ARAÚJO, Vanessa Lara de Araújo; SANTOS, Thiago Ribeiro Teles dos; DIAS, João Marcos Domingues Universidade Federal de Minas Gerais Introdução: Quedas recorrentes favorecem a institucionalização de idosos previamente independentes, podem aumentar os custos com a saúde e são indicadoras de declínio funcional dos idosos. Estudos indicam que o medo de cair está associado ao declínio na performance física, habilidade para realizar atividades de vida diária e função física percebida. Porém, não há consenso na literatura se o medo de cair está ou não associado a quedas prévias. Além disso, poucos estudos avaliaram esse constructo em idosos assistidos pela atenção primária. Objetivos: Investigar se há diferença quanto ao medo de cair em idosos de um grupo operativo de uma Unidade Básica de Saúde com e sem história de quedas. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, em que se avaliou o medo de quedas por meio da Falls Efficacy Scale International (FES-I Brasil) em um grupo operativo da região noroeste de uma grande capital. Os idosos foram classificados em dois grupos: aqueles com e sem história de mais de uma queda nos últimos 12 meses. Os grupos foram comparados utilizando-se o teste t para amostras independentes, considerando-se um nível de significância de 0,05. Resultados: O questionário foi aplicado em 32 idosos (72,3 ± 9,3 anos), sendo que 11 idosos (34,38%) apresentaram mais que uma queda no último ano e 21 idosos (65,63%) não apresentaram. A média de pontos na FES-I Brasil para o grupo com história de quedas (31,27±11,46) foi superior à do grupo sem história de quedas (25,52±7,68), porém essa diferença não foi estatisticamente significativa t(30)=1,69, p=0,14. Conclusões: Em idosos assistidos por grupo operativo, não houve diferença quanto ao medo de quedas para aqueles com e sem história de mais de uma queda no último ano. Assim, o medo de quedas nessa população parece não ter sido influenciado por evento prévio de queda, sendo necessária a investigação de outros fatores que poderiam estar relacionados a essa característica. PREVALÊNCIA DAS DISFUNÇÕES URINÁRIAS EM GESTANTES ADOLESCENTES MAGALHÃES, Milena Sampaio; SILVA, Ana Karine Tavares da; VASCONCELOS, Layana Aragão de; MARTINS, Carmem Lúcia Azevedo Universidade de Fortaleza Hospital Distrial Gonzaga Mota de Messejana Introdução: A incontinência urinária manifestada pela primeira vez durante a gravidez atinge de 23 a 50% das mulheres adultas, sendo mais prevalente a Incontinência Urinária de Esforço. Todavia, há pouca informação acerca da presença de disfunções miccionais em grávidas precoces e se está estaria relacionada aos principais fatores de risco descritos na literatura para as gestantes mais velhas. Objetivo: investigar a prevalência de disfunções urinárias em gestantes adolescentes. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, quantitativo, desenvolvido com 90 adolescentes grávidas em acompanhamento pré-natal em um hospital público de referência em Fortaleza/ CE. A coleta de das ocorreu uma vez por semana, no período de junho a setembro de 2008, utilizando-se um formulário constando questionamentos sobre o perfil sociodemográfico, hábitos de vida, dados obstétricos e uroginecológicos e a presença de desconforto decorrente da sintomatologia urinária. Os dados foram tabulados e analisados por meio da estatística descritiva e inferencial utilizando o programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão Resultados: Os resultados demonstraram que entre as participantes da pesquisa, 86,6% apresenaram um ou mais sintomas urinários, sendo mais prevalentes a polaciúria (74,4%), noctúria (61,2%) e urgência (8,8%). Com relação à perda urinária, 20% das adolescentes apresentaram incontinência urinária de esforço. Embora não houvesse associação entre a prevalência de disfunções urinárias com trimestre gestacional, paridade, a forma de término de partos anteriores e o peso do bebê, observou-se correlação significativa com a presença de desconforto. Conclusões: Conclui-se que, no grupo estudado, a gestação na adolescência parece predispor à incontinência urinária de esforço e ao aparecimento precoce dos sintomas urinários irritativos, sem relacionar-se com os fatores que predispõem ao surgimento da perda de urina descrita na literatura para as gestantes adultas. Diante da elevada prevalência de desconforto causado pelos sintomas urinários irritativos e principalmente pela incontinência urinária nas adolescentes grávidas, sugere-se a atuação do profissional fisioterapeuta através de uma estratégia direcionada e efetiva no contexto da intervenção e principalmente na prevenção. PREVALÊNCIA DE DORES NAS COSTAS EM GESTANTES ADOLESCENTES MAGALHÃES, Milena Sampaio; MAGALHÃES, Clarissa Bentes de Araujo; LEITE, Maria Janile Rocha; MARTINS, Carmem Lúcia Azevedo; CARVALHO, Eluciene Maria Santos Universidade de Fortaleza, Hospital Distrital Gonzaga Mota de Messejana Introdução: Várias transformações ocorrem no organismo materno em decorrência de fatores hormonais e/ou de ajustes mecânicos, o que podem favorecer a desequilíbrios e bloqueios do corpo da grávida causando distúrbios músculos-esqueléticos, como dores vertebrais, principalmente a lombalgia. Está última é a queixa mais comum de algias durante a gestação, com prevalências que variam de 24 a 90% nas gestantes adultas. Objetivo: investigar a prevalência de dores nas costas em gestantes adolescentes. Metodologia: Tratase de um estudo observacional, transversal, quantitativo, realizado com 35 adolescentes no terceiro trimestre gestacional, atendidas em

20 20 Suplemento Fisioterapia Brasil - Abenfisio um hospital municipal de referência em Fortaleza/CE. A coleta de dados ocorreu uma vez por semana, no período de Fevereiro a Abril de 2010, utilizando-se um formulário constando questionamentos sobre o perfil sociodemográfico, obstétrico e fatores relacionados à dor nas costas. Os dados foram tabulados e analisados através da estatística descritiva utilizando o programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão 17. Resultados: A prevalência de dor nas costas foi de 100%, sendo a região lombar referida em 80%. A maioria das adolescentes referiu dor diariamente (57,1%), em pontada (48,6%), de intensidade moderada (65,7%) e média de 4 na escala analógica visual, predomínio no período vespertino (51,4%) e com duração menor que uma hora (74,3%). A dor durante o período gestacional iniciou no segundo trimestre gestacional com 57,1% e pegar objeto no chão demonstra ser o movimento que agrava a dor (31,4%). Conclusões: Concluí-se que as adolescentes grávidas apresentam prevalência de algias vertebrais maior que as adultas, ao se comparar os dados publicados na literatura. Dentre estas, a dor lombar é a mais frequente, devendo ser considerada como um problema de saúde pública, já que interfere limitando as atividades diárias e sono. Esses resultados reforçam a necessidade da equipe interdisciplinar para oferecer uma estratégia integral e ao mesmo tempo específica, de forma a atender as necessidades das adolescentes durante este período. PREVALÊNCIA DE DOR EM FUNCIONÁRIOS DE UMA FÁBRICA DE CONFECÇÃO EM FORTALEZA DUMONT, Kamila Siqueira; ALBINO, Mayara Paz; MOREIRA, Ana Karine Universidade de Fortaleza Introdução: A presença de dor osteomuscular pode ser ocasionada por múltiplos fatores, como trabalhos pesados e posições estáticas por longo período. Nesse contexto, um dos grupos de trabalhadores frequentemente afetado é o de costureiras. O indivíduo que exerce essa função, comumente apresenta uma sintomatologia dolorosa, devido aos distúrbios acometidos aos músculos, tendões, nervos, fáscias e ligamentos. Objetivo: Verificar a incidência de dor e localização da mesma em um grupo de costureiras de uma fábrica de confecção na comunidade do Barroso, em Fortaleza, buscando a aplicação de medidas preventivas e reabilitadoras de possíveis quadros álgicos. Metodologia: Foi realizado um estudo quantitativo, transversal com amostra de 90 funcionários independente do sexo e idade. Foi aplicado um questionário abordando questões sobre dados pessoais e dor. Em seguida, os dados coletados foram expressos na forma de tabela. Os participantes foram inclusos na pesquisa de forma voluntária, através do termo de consentimento livre e esclarecido. Resultados: Houve uma predominância do sexo feminino (n = 59), 86% (n = 66) dos funcionários relataram sentir dor e predominância da coluna lombar como o local mais acometido 42 (33%). Conclusões: Constatou-se uma alta prevalência de dor nos funcionários do setor de costura, sendo necessárias medidas reabilitadoras e preventivas na intenção de melhorar o rendimento laboral e qualidade de vida desses trabalhadores. Dessa forma, necessário se faz um maior número de pesquisas relacionada a essa temática, com o intuito de torná-la ainda mais clara. O ESTRESSE E A RELAÇÃO COM O DESEMPENHO ACADÊMICO DOS ALUNOS DE FISIOTERAPIA DUMONT Kamila Siqueira, ALBINO Mayara Paz, BRASIL Ana Cristhina de Oliveira Universidade de Fortaleza Introdução: O estresse é considerado um dos grandes problemas psicossociais do século XXI, capaz de gerar um desequilíbrio na homeostase do organismo. De uma maneira geral tem seus efeitos no sistema nervoso, imunológico e vascular. Objetivo: Verificar a associação entre o estresse e o desempenho acadêmico dos alunos de fisioterapia. Metodologia: Estudo quantitativo, transversal com 80 alunos do curso de Fisioterapia da Universidade de Fortaleza, divididos em 2 grupos, grupo 1(G1), que abrangem os alunos do 2º ao 5º semestre e grupo 2(G2), alunos do 6º ao 9º semestre. Foram aplicados um questionário sócio demográfico e a Escala de Estresse Percebido (PSS) e obtenção da performance média global (PMG). Resultados: Em ambos os grupos houve predominância da faixa etária de 20 a 22 anos, G1, 52,5%, em G2, valor igual; sexo feminino, G1 com 80%, G2, 70%; alunos sem filhos, G1,100%, G2, 95% e que não exerciam atividade laboral G1, 95% e G2, 75%. Na escala de estresse, os dois grupos se encontraram em suas maiorias nos escores entre 0 e 28, no G1 com 72,5% e G2 com 70%). A média da PMG, no G1 foi de 7, 45 ± 0,79 e no G2, 7, 75 ± 0, 66. Conclusões: Mesmo existindo sinais de estresse nos alunos, não houve associação do mesmo com o desempenho acadêmico em ambos os grupos. A INFLUÊNCIA DOS DETERMINANTES SOCIAIS NA SAÚDE DA CRIANÇA SILVA, Fernandes Maíra; GALVAN, Ana Claudia Anghinoni; ALVES, Carolina da Silva Pereira; BARTZ, Danielle; MIRANDA, Hevelyn Cristhiana Ferreira Silva; LLANO, Juliana dos Santos; OLIVEIRA, Maryselva Lima; ALENCAR, Stephanie Paz; CARREGARO, Rodrigo Luiz; TOLEDO, Aline Martins Universidade Federal do Mato Grosso do Sul Introdução: Segundo a Organização Mundial de Saúde os Determinantes Sociais de Saúde (DSS) são condições sociais em que as pessoas vivem e refletem a qualidade de vida do indivíduo. A compreensão dos DSS visa subsidiar práticas mais efetivas, a partir de uma visão integral dos indivíduos. Objetivo: Verificar a influência dos DSS na saúde da criança a fim de favorecer o contato do acadêmico com a realidade dos usuários. Metodologia: Participaram do estudo 22 crianças com idade entre 6 a 12 anos integrantes de uma ONG (Projeto +1) na cidade de Campo Grande/MS em um

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