> PROJECTO DE PROMOÇÃO E PROTECÇÃO PARA SAÚDE. Resultados de um Programa de Prevenção da Recorrência de Dor Lombar em Atletas de Rugby

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1 > PROJECTO DE PROMOÇÃO E PROTECÇÃO PARA SAÚDE Resultados de um Programa de Prevenção da Recorrência de Dor Lombar em Atletas de Rugby João Mineiro 1 & Marco Jardim 2 1 Licenciado em Fisioterapia pela Escola Superior de Saúde - Instituto Politécnico de Setúbal. Fisioterapeuta no Royal Cornwall Hospital Trust - Acute Medical and Geriatric Team 2 Professor Adjunto na Escola Superior de Saúde - Instituto Politécnico de Setúbal >RESUMO Introdução: A Dor Lombar é uma condição muito frequente em atletas de rugby estimando-se que o risco de recorrência aumente quatro vezes após o primeiro episódio. A implementação de programas de intervenção sobre treino de estabilidade lombo-pélvica associado a estratégias educativas têm sido amplamente recomendadas para diminuição da recorrência da dor lombar em populações desportivas.objetivo Geral: Diminuir o número de recorrências de dor lombar nos atletas seniores do Clube Rugby do Técnico, através da implementação de um programa de prevenção constituído por uma sessão de esclarecimento sobre factores de risco de dor lombar e realização de exercícios de estabilidade lombo-pélvica. Métodos: Seis atletas participaram num programa de oito semanas constituído por uma sessão educativa e duas sessões semanais de exercícios de estabilidade lombo-pélvica. Foram utilizados e desenvolvidos instrumentos para avaliar os níveis de estabilidade lombo-pélvica, assim como, para avaliar os níveis de participação e de satisfação global do programa. Resultados: Verificou-se uma diminuição de 88% do número de episódios de dor lombar. Todos os atletas participantes atingiram o Nível Avançado de estabilidade lombo-pélvica e aumentaram cerca de 40% os seus níveis de conhecimento sobre fatores de risco da dor lombar. No final todos os atletas referiram estar satisfeitos com o projeto desenvolvido, vão considerar o conhecimento adquirido e manter o programa de exercícios na sua prática desportiva. Discussão e Conclusão: Um projeto constituído por um programa de exercícios lombo-pélvicos associado a uma componente educacional sobre a compreensão e conhecimento de fatores de risco sobre a dor lombar contribuiu de forma positiva para a prevenção de dor lombar num conjunto de atletas de rugby. Palavras-Chave: Dor Lombar, Recorrência, Atletas de Rugby, Projecto de Intervenção >ABSTRACT Introduction: Low back pain is a common condition among rugby players estimating that recurrent episodes increase four times after the first symptoms. Specific stabilization exercises added to educational strategies have been widely recommended to decreased recurrent low back pain in sports populations. Objective: Decrease the recurrence of low back pain in rugby players through a prevention program composed by an educational session of low back pain risk factors and a specific lumbopelvic stabilization exercises program. Methods: Six rugby players participated on a single educational session and two weekly sessions of specific stabilization exercises, during a eight-week program. Several instruments were developed and used to register low back pain episodes, to evaluate lumbopelvic stability levels, as well as, participation and global program satisfaction levels. Results: Recurrent low back pain episodes decrease of 88% among the participants. All rugby players achieved the Advanced Level of lumbopelvic stability and improved their knowledge and understanding about low back pain risk factors. All athletes reported fully satisfaction with the prevention program and will consider the new knowledge and the specific stabilization exercises in their future sports daily living. Discussion and Conclusions: A project composed by a specific lumbopelvic stabilization exercises program and by an educational session of low back pain risk factors contributed positively for the prevention of low back pain in rugby players. Keywords: Low Back Pain, Recurrence, Rugby Athletes, Intervention Project 34

2 Introdução A Dor Lombar é uma condição clínica com elevados níveis de prevalência nas populações desportivas com implicações directas no tempo de ausência dos atletas aos treinos e competições (Jonasson et al., 2011, Duda, 1989; Hainline, 1995; McCarroll, Miller, & Ritter, 1986). De acordo com vários autores os episódios de Dor Lombar são muito frequentes nos desportos individuais, como a ginástica, o ténis e o golf (Bahr et al., 2004; Iwai, Nakazato, Irie, Fujimoto, & Nakajima, 2004; J. Orchard & James, 2003; J. Orchard, James, Alcott, Carter, & Farhart, 2002), assim como, nos desportos coletivos de contacto, particularmente no rugby (Hoskins et al., 2009; J. Orchard, 2004). Segundo Brooks, (2005), o período médio de ausência dos atletas aos treinos e jogos é de 10 a 30 dias com uma incidência de 3-5 episódios de Dor Lombar por cada 1000 horas de prática de rugby, estimando-se ainda, que o risco de recorrência aumente 4 vezes após o primeiro episódio (Greene, Cholewicki, Galloway, Nguyen, & Radebold, 2001). Como resultado da natureza intensa da prática da modalidade e um elevado número de momentos de contacto físico, a coluna lombar e as estruturas musculares e ligamentares que a suportam, estão frequentemente sujeitas a forças de compressão axiais, de rotação e de flexão em vários momentos do treino ou jogo, como nos casos da formação ordenada, nos rucks, nos mauls, nas touches, nas placagens ou na corrida (Castinel, Adam, & Prat, 2007). Não existindo uma evidência consensual a este nível, alguns autores referem que as exigências sobre estas estruturas são elevadas, atingindo valores de forças axiais compressivas na ordem dos 3000 a 8000 N, aproximadamente de 300 a 800 kg (Mclntosh, 2005). A forma como a coluna lombar e as estruturas que lhe conferem estabilidade segmentar respondem às forças externas e ao movimento repetido a que são sujeitas, permite compreender uma das causas apontadas para o desenvolvimento da Dor Lombar durante a prática desta modalidade. Uma das mais recentes e consistentes teorias explicativas sustenta que a estabilidade segmentar da coluna lombar é assegurada pela co-contracção dos músculos Transverso do Abdómen e Multifidus (Comerford & Mottram, 2001a). De acordo com esta teoria, a sua pré-activação em reposta ao movimento resulta num aumento do stiffness da coluna lombar e da pressão intra-abdominal, impedindo a sua hipermobilidade. Seguidamente ocorre uma activação sequenciada dos músculos estabilizadores globais dependente do movimento a realizar. Todo este processo garante a referida estabilidade segmentar da coluna lombar e a manutenção da zona neutra. Este mecanismo depende do sistema nervoso central que selecciona programas motores em resposta à instabilidade detectada e corrige-os de forma contínua. O seu processamento aplicado às exigências das actividades no rugby, ocorre durante a aplicação de forças previsíveis, como são os casos da touche ou da formação ordenada, mas também com a aplicação de forças imprevisíveis, como nos casos das placagens (Comerford & Mottram, 2001a, 2001b; McGill, 2010). Estas forças externas adicionadas aos movimentos repetidos, de forma correcta ou incorreta, bem como as posturas inadequadas, levam a alterações do comprimento funcional dos músculos e seus padrões de recrutamento, contribuindo para situações de hipermobilidade segmentar colocando as estruturas envolventes sob stress excessivo que, quando ultrapassam o seu limiar de tolerância produzem dor e disfunção associada (Comerford & Mottram, 2001b; Richardson, Jull, Hodges, & Hides, 1999). Estes mesmos autores explicam ainda, que apesar da dor e das disfunções estarem relacionadas, a resolução isolada da dor não resulta na correção da disfunção, o que explica a elevada predisposição para a sua recorrência (Hides, Richardson, & Jull, 1996; Hodges & Richardson, 1996, 1999). Com base neste modelo explicativo, a literatura existente têm sugerido estratégias de intervenção e prevenção com base em programas de exercício que visam a estabilidade segmentar da coluna lombar em diferentes populações. Paralelamente, alguns autores têm sugerido a integração de estratégias educativas (Bulley et al., 2005) em programas desta natureza de forma a garantir o empowerment e a responsabilização do atleta no seu processo de recuperação. Os autores justificam que estratégias educativas que proporcionam o aumento do conhecimento e compreensão do problema levam a um maior sentido de participação e envolvência dos utentes / atletas em todo o ciclo de intervenção potencializando a intervenção dos fisioterapeutas (Abernethy & Bleakley, 2007). Contudo são escassos os estudos que consideram a associação destas duas dimensões de intervenção ao nível da população desportiva e em particular na população-alvo deste projeto. No entanto reconhecem-se alguns resultados sobre programas de estabilidade segmentar implementados de forma isolada em atletas de outras modalidades desportivas. Num estudo realizado em 82 tenistas de vários níveis de competição verificou-se uma redução de 36% do número de atletas com episódios recorrentes de dor lombar através de um programa de 7 semanas (com frequência semanal - 5 vezes) composto por treino de flexibilidade, de fortalecimento muscular global e core training (Renkawitz et al. 2006). Num outro estudo os autores quiseram estudar a efectividade de um programa de treino de estabilidade segmentar da coluna lombar na prevenção e redução da dor em atletas de ginástica do sexo feminino, entre os anos. A intervenção ocorreu durante 12 semanas onde as atletas do grupo experimental reportaram menos episódios de dor lombar após a implementação do programa (P=0.02) comparativamente às do grupo de controle (P = 0.06). Os autores verificaram ainda que oito das quinze atletas do grupo de intervenção não referiram qualquer sintomatologia lombar após o final do programa (Harringe, Nordgren, Arvidsson & Werner 2007). Um ano mais tarde, Hides, Stanton, McMahon, Sims & Richardson (2008), publicaram um estudo realizado com 26 atletas masculinos de Cricket, cujo objectivo foi determinar o efeito de um programa com 13 semanas de exercícios de estabilidade lombo-pélvica nos níveis autoreportados de dor lombar. Os valores de intensidade da dor lombar diminuíram de 4.3 no momento inicial para 2.3/10 EVA no momento final (P=0.05), o que representou uma diminuição de 50.1%. 35

3 Similarmente, em 2011 Perich, Burnett, O'Sullivan & Perkin realizaram um estudo em atletas de Remo femininas, entre os 14 e os 17 anos. Relativamente à intensidade da dor e incapacidade, os autores verificaram que o grupo experimental obteve uma maior redução destes outcomes face ao grupo de controlo: 2/10 vs 4/10 EVA e 7% vs 4% no Owestry Disability Questionnaire, respetivamente. Na mesma linha de investigação Larsen, Weidick & Leboeuf-Yde, (2002) realizaram um estudo numa população de militares fisicamente activos com o objectivo de diminuir a recorrência de dor lombar. Os autores implementaram um programa de exercícios de estabilidade lombar associada a uma componente educativa sobre comportamentos de risco. O programa teve a duração de 10 semanas onde verificaram uma redução de 18% do número total de recorrências de dor lombar (p=0.009). Meeuwisse, Tyreman, Hagel & Emery, (2007) parecem seguir o mesmo raciocínio dos autores anteriores ao afirmarem que as lesões na coluna lombar no Rugby não dependem exclusivamente da predisposição desta estrutura, mas também da interação complexa entre esta e a participação da mesma em comportamentos de risco. Esta ideia é amplamente reforçada por Abernethy & Bleakley (2007) ao sugerirem que o aumento de conhecimento dos atletas quanto aos factores de risco apresenta-se como estratégia efectiva na integração de programas de prevenção de lesões no desporto. Neste sentido o objetivo deste programa de promoção e protecção para a saúde surge das necessidades encontradas junto de atletas seniores rugby, no sentido de diminuir o número de recorrências de dor lombar, através da a implementação de um programa de prevenção, constituído por uma componente educacional sobre fatores de risco de dor lombar e por um plano de exercícios de estabilidade lombo-pélvica. Métodos Este projecto enquadra-se num programa de promoção e protecção para a saúde na área do desporto. As implicações éticas foram consideradas, uma vez que foi salvaguardada a proteção e integridade física dos atletas e t o d a s a s i n f o r m a ç õ e s e s t i v e r a m s o b e s t r i t a confidencialidade e de forma anónima. O contato com o clube / instituição foi efectuado através de uma reunião com a direcção e equipa clínica residente, servindo para a apresentação e divulgação do projecto, numa tentativa de aferir o interesse, disponibilidade e pertinência da implementação do programa. Todos os envolvidos mostraram-se receptivos à cooperação e implementação conjunta deste projecto, sublinhando que as dores lombares são dos problemas mais comuns e recorrentes nos atletas seniores do clube.de toda a população-alvo foram elegíveis 15 atletas, contudo, nove não puderam participar por incompatibilidade de horários. O projecto foi implementado e desenvolvido nas instalações do próprio clube entre Janeiro e Junho de 2012 e considerou 3 fases distintas.a primeira fase (3 semanas) consistiu na selecção dos participantes da população sénior masculina do clube. Os atletas elegíveis para o projecto foram seleccionados de acordo com os seguintes critérios: 1) inscritos na equipa sénior masculina, sem história actual mas com história anterior de dor lombar 2) não apresentarem qualquer outro tipo de sintomas atuais ou crónicos resultantes de outras lesões ou disfunções. Todos os atletas apresentaram por escrito o consentimento informado (Apêndice 6) de participação e utilização dos seus dados, após terem sido esclarecidos quanto ao programa, momentos de avaliação, direitos e benefícios. Nesta mesma fase, e após o processo de selecção, foi realizada a caracterização sócio-demográfica dos participantes, assim como, a avaliação do indicadores de sucesso: história de dor lombar; conhecimento sobre factores de risco da dor lombar; níveis de instabilidade lombo-pélvica.na segunda fase (8 semanas) procedeu-se à intervenção, constituída por uma sessão educativa sobre factores de risco da dor lombar e um programa de exercícios de estabilidade lombo-pélvica para a prevenção de recorrência da dor lombar. Na terceira fase, para além da avaliação final dos indicadores de sucesso, procedeuse à avaliação dos indicadores de processo: níveis de adesão e grau de satisfação dos atletas face ao programa de intervenção (Apêndice 9). Todos dados recolhidos foram analisados com recurso ao software Microsoft Excel Caracterização dos Atletas Os seis atletas que integraram o projecto apresentavam uma média de idade de 23,2 anos, uma média de altura de 179,5 cm e uma média de 88,3 Kg de peso. Apresentavam ainda uma média de de prática de rugby de 11,7 anos, um tempo médio de treino físico e de treino técnico-táctico de 1h e de 1,6h por dia, respectivamente. Em relação ao número de competições / jogos, apresentavam uma média de 1 competição / jogo por semana, com duração média de 1,5 horas (Tabela 1). Tabela 1 - Distribuição dos episódios de dor lombar pela posição dos atletas em campo Avançados Defesas Posição em Campo Dor Lombar e Posição de Campo Último Episódio (meses) NºEpisódios Asa 12 4 Pilar 4 1 Talonador 4 1 Centro 2 1 Médio de Formação 6 5 Ponta 3 3 No que respeita aos indicadores de sucesso em análise, verificou-se uma média de 2,5 episódios de dor lombar e de 5,2 meses como média temporal do último episódio. Quanto à distribuição dos sintomas pela posição dos atletas em campo, verificou-se quer em avançados quer em defesas. Ao contrário do descrito na literatura, os avançados apresentaram um menor número de episódios de dor lombar, comparativamente aos defesas. Curiosamente um dos defesas (Médio de Formação) apresenta o maior número de episódios (n=5), referindo ainda, que o último sintoma ocorreu 6 meses antes do 36

4 momento da avaliação inicial. Em comparação, um dos avançados (Asa) registou o segundo maior número de episódios (n=4), referindo que último sintoma ocorreu 12 meses da avaliação inicial (Tabela 2). Idade Peso Altura Tabela 2 - Caracterização Sócio-Demográfica dos Participantes Tempo de Prática da Modalidade Prática Desportiva Posição de Campo Lateralidade Nível de Competição Estatuto de Alta- Competição Profissão / Ocupação Ortótese Lombar Protetiva Treinos Físicos por Semana Treinos Técnico-Tácticos por Semana Horas de Treino Físico por Semana Horas de Treino Técnico- Tático por Semana Média 23,2 anos 88,3 kg 179,5 cm 11,7 anos 2,3 dias 2,7 dias 1 hora 1,6 horas Competições por Semana 1 Horas de Competição por Semana 1,5 horas Percentagem (%) Pilares 33,3% Asas 16,6% Pontas 16,6% Centros 16,6% Médios 16,6% Esquerdo 0% Destro 100% Amador 100% Profissional 0% Sim 16,6% Não 83,3% Estudante 66,6% Trabalhador 16,6% Trabalhador / Estudante 16,6% Sim 0% Não 100% Relativamente ao momento de prática, 50% dos episódios de dor lombar ocorreram em treino físico e os outros 50% ocorreram em treino técnico-tático. Dos episódios registados, apenas 33% interromperam a sua prática desportiva, e destes, 66% interromperam mais do que uma vez (Tabela 3). Quando avaliados os níveis de estabilidade lombo-pélvica, todos os participantes situavam-se no Nível Intermédio. No que diz respeito aos níveis de conhecimento, verificou-se que a média entre o grupo de atletas situava-se nos 55%, registando o valor mínimo de 42% e máximo de 71% (Gráfico 1). Tabela 3 - Distribuição dos episódios de dor lombar pelo momento de prática dos atletas e suas implicações na prática desportiva Momento de Prática Interrompeu a prática Interrompeu mais de 1 vez Objectivo Geral Dor Lombar e Prática Desportiva Treino Físico 50% Treino técnico-tático 50% Sim 33% Não 66% Sim 66% Não 33% Tendo em conta a avaliação situacional / problema, estabeleceu-se como objectivo geral do projecto, diminuir o número de recorrências de dor lombar, através do aumento do conhecimento dos atletas sobre os seus fatores de risco e índices de estabilidade lombo-pélvica. Para responder ao objectivo geral do projeto foram delineados objetivos específicos (Tabela 4). Planeamento da Intervenção Tendo em conta a identificação do problema e a definição dos objectivos estruturou-se o planeamento da intervenção (Tabela 5). Num primeiro momento considerou-se o desenvolvimento de uma sessão educativa em grupo, cujos objectivos centraram na explicação dos factores de risco de recorrência de dor lombar relacionada com a prática da modalidade. Os conteúdos abordados e desenvolvidos tiveram como base o conhecimento básico dos aspetos mecânicos e fisiológicos da coluna vertebral, assim como, os factores de risco modificáveis de recorrência de dor lombar, de acordo com Bono (2004), Cameron, (2010) e Brooks, (2005). A sessão decorreu no inicio do período da intervenção e como recursos optou-se por uma apresentação oral (Apêndice 8) em instalações próprias do clube. No final da sessão educativa foram ainda explicados todos os procedimentos sobre o desenvolvimento e implementação do programa de exercícios de treino de estabilidade lombo-pélvica. A elaboração do programa de treino de estabilidade lombo-pélvica foi adaptada do programa BokSmart - Core Stability Exercises and Program Guidelines (Hopkins, 2009). Desconhecem-se outras informações sobre este p ro g r a m a, n o e n t a n t o, c o n s i d e ro u - s e a s u a implementação por ser recomendado e utilizado pela National Rugby Safety Program, considerada como o organismo responsável pela prevenção de lesões da South African Rugby Union. A natureza deste programa centrase num conjunto de exercícios que promove o treino generalizado dos músculos lombo-pélvicos, considerado 37

5 como o método funcional mais efectivo para a estabilidade lombo-pélvica em utentes com dor lombar (Hall et all, 2009). O programa de exercícios foi realizado através de sessões de grupo, supervisionadas por um dos fisioterapeutas responsáveis do projeto. A frequência foi bissemanal, com a duração de minutos por sessão, por um período de 8 semanas, num total de 16 sessões (Koumantakis et al, 2003). Sempre que necessário repetiram-se as informações aos atletas acerca dos exercícios a realizar em cada uma das sessões. Uma vez que na avaliação inicial todos os atletas situavam-se no Nível Intermédio de estabilidade lombo-pélvica, a seleção e progressão dos exercícios centrou-se igualmente no Nível Intermédio. A descrição de todas as sessões de exercícios pode ser consultada no Apêndice 7. Revista Portuguesa de Fisioterapia no Desporto Volume 7 Número 2 Indicadores, Instrumentos e Métodos de Avaliação Este projecto considerou como indicadores de sucesso o número de recorrências de dor lombar, o nível de conhecimento dos atletas sobre os fatores de risco da dor lombar na prática da modalidade, assim como, os níveis de estabilidade lombo-pélvica. Como indicadores de processo estabeleceram-se os níveis de adesão e de satisfação global dos atletas acerca do programa de prevenção de recorrência de dor lombar. Na ausência de instrumentos adequados para avaliar parte dos resultados, recorreu-se à elaboração prévia e específica de instrumentos que pudessem ir ao encontro nas nossas necessidades. 38

6 Revista Portuguesa de Fisioterapia no Desporto Volume 7 Número 2 Tabela 4 - Objectivo Geral e Objectivos Específicos do Projeto Objectivo Geral: Diminuir o número de recorrências de dor lombar nos atletas, através do aumento do conhecimento dos mesmos sobre os fatores de risco da dor lombar e dos seus níveis de estabilidade lombo-pélvica. Objectivo1 É esperado que no final do programa todos os atletas (100%) consigam obter pelo menos 80% das respostas certas sobre a identificação dos factores de risco de recorrência de dor lombar. Objectivos Específicos Objectivo2 É esperado que no fim do programa todos os atletas (100%) transitem do Nível Intermédio para o Nível Avançado de Estabilidade Lombo-Pélvica. Objectivo3 É esperado que no fim do programa exista uma diminuição de pelo menos 70% do número de recorrência de episódios de dor lombar Objectivo4 É esperado que no fim do programa todos os atletas (100%) tenham aderido a 100% das sessões do Programa de Prevenção de Recorrências de Dor Lombar. Objectivo5 É esperado que no fim do programa todos os atletas estejam satisfeitos com o Programa de Prevenção de Recorrências de Dor Lombar. Objectivo6 É esperado que no fim do programa 75% dos atletas pretendam considerar os conhecimentos adquiridos sobre os factores de risco da dor lombar, na sua prática desportiva. Objectivo7 É esperado que no fim do programa 75% dos atletas pretendam dar continuidade à realização dos Exercícios de Estabilidade Lombo-Pélvica, na sua prática desportiva. Questionários Caracterização da População-Alvo e Levantamento das Necessidades e Avaliação do Conhecimento sobre os Factores de Risco de Recorrência de Dor Lombar no Rugby O questionário - Caracterização da População-Alvo e Levantamento das Necessidades (Apêndice 1) foi elaborado com o propósito de caracterizar a populaçãoalvo e identificar o historial clínico dos atletas sobre episódios de dor lombar. Teve ainda como objectivo, caracterizar a prática desportiva dos atletas e as suas rotinas de treino, no que diz respeito à realização ou não, de exercícios de estabilidade lombo-pélvica. Por outro lado, o questionário - Avaliação do Conhecimento sobre os Factores de Risco de Recorrência de Dor Lombar no Rugby (Apêndice 2) - foi desenvolvido com o objectivo de avaliar o conhecimento dos atletas sobre os factores de risco de recorrência de dor lombar. Constituíram-se 25 afirmações, 16 consideradas verdadeiras (correspondiam a factores de risco de dor lombar) e 9 consideradas afirmações falsas (que não correspondiam a factores de risco de dor lombar). Este questionário foi elaborado após uma revisão da literatura, considerando os estudos Bono (2004), Cameron (2010) e Brooks, (2005). Estabeleceu-se como limite mínimo de conhecimento 80% de respostas certas. 39

7 Estrutura do Programa Estratégia Tema / Conteúdos Tabela 5 - Estrutura e Planeamento da Intervenção Tempo Frequência Actividades Revista Portuguesa de Fisioterapia no Desporto Volume 7 Número 2 Recursos Necessários Instrumentos / Método de Avaliação Objectivo Específico 1 e 6 Dia 1 da Semana1 Sessão Educativa Factores de Risco de Dor Lombar em Atletas de Rugby 45 minutos 1 x Apresentação elaborado em computador (PowerPoint) Computador em sala equipada com com datashow e cadeiras Questionário Conhecimento dos factores de risco de recorrência de dor lombar no Rugby Objectivos Específicos 2,3,4,5 e 7 Semanas 1-8 Sessões de Exercícios Programa de Exercícios de Estabilidade Lombo- Pélvica 20 minutos 2 x por semana Bunkie-Test Para avaliar os níveis de estabilidade lombo-pélvica optouse por utilizar o Bunkie-Test. Este teste funcional tem como objetivo avaliar os níveis de actividade muscular lombo-pélvica em populações fisicamente activas (De Witt & Venter, 2009). Apesar de ser reconhecido que unidades electromiográficas são os instrumentos mais efectivos na avaliação e/ou monitorização da actividade muscular, alguns autores sugerem que determinados testes funcionais podem ser igualmente efectivos na identificação das alterações de intensidade ou dos padrões de activação em músculos lombo-pélvicos (Nadler et al. 2001; S. McGill 2002 ; Plastaras, Rittenberg, Rittenberg, Press & Akuthota, 2005). A literatura é muito escassa no que diz respeito às capacidades de medida do Bunkie- Test, no entanto, Brumitt, (2011) afirma que o instrumento apresenta bons níveis de especificidade na avaliação da estabilidade lombo-pélvica, assim como, facilidade e brevidade de aplicação em populações desportivas ou fisicamente ativas. O Bunkie-Test é constituído por 5 exercícios de referência, em que cada um é realizado para o hemicorpo direito e esquerdo, considerando-se assim, 10 variações de exercício. Num primeiro momento devem ser demonstrados / exemplificados cada um dos exercícios com respectivo esclarecimento de dúvidas ou questões sobre os mesmos. Cada sujeito deve manter a posição de qualquer dos exercícios por um período entre os 20 e os 40 segundos ou até o inicio de qualquer sensação desconfortável ou sintomas dolorosos. O período de tempo dos exercícios é controlado por um cronometro. No entanto, devido ao programa de treino de estabilidade lombo-pélvica se encontrar dividido em três níveis de dificuldade, Básico, Intermédio e Avançado, foram introduzidas modificações no presente instrumento (Apêndice 4). Nesse sentido, e para todos os exercícios, foi estipulado 30 segundos como tempo limiar para completar o teste, representando o valor médio entre os 20 e os 40 segundos definidos na versão original. Foram ainda definidos três níveis de dificuldade, os quais são encontrados através do somatório da percentagem atribuída aos exercícios completados pelo atleta. Para o Demonstração e Prática dos Exercícios - Tapetes Individuais - Bolas Bobath - Bancos suecos - Cronometro - Bunkie Test - Checklist de presenças dos atletas exercício Linha Estabilizadora Posterior estipulou-se um valor de 10%, sendo atribuído 5% quer ao exercício realizado para o hemicorpo esquerdo quer para o hemicorpo direito. Para o exercício Linha de Potência Anterior e Linha de Potência Posterior estipulou-se um valor de 30%, 15% para cada um dos exercícios, sendo metade deste valor (7,5%) atribuído a cada um dos hemicorpos (esquerdo e direito). O exercício Linha Estabilizadora Média e Linha Estabilizadora Lateral estipulou-se um valor de 60%, 30% para cada um dos exercícios, sendo metade deste valor (15%) atribuído a cada um dos hemicorpos (esquerdo e direito). A versão por nós modificada, considerou um espaço de registo sobre o desempenho do atleta para cada variação dos exercícios, permitindo a atribuição direta do nível de estabilidade. Dessa forma, ao somatório de valor inferior ou igual a 10% é atribuído um Nível Básico, ao somatório de valor entre 10 e 60% é atribuído um Nível Intermédio e por último, ao somatório de valor superior a 60% inclusive, é atribuído um Nível Avançado. O nível encontrado fez corresponder o atleta aos respectivos níveis do programa de estabilidade lombo-pélvica. Questionário de Satisfação dos Atletas quanto ao Programa de Prevenção de Recorrência de Dor Lombar Este questionário foi elaborado com o objectivo de avaliar os indicadores de processo do projecto, particularmente os níveis de satisfação dos atletas sobre a implementação global do programa, assim como, identificação das suas opiniões relativamente à continuidade do mesmo durante a sua prática desportiva (Apêndice 3). Para avaliar os níveis de adesão ao programa, recorreu-se à elaboração de uma ficha (Apêndice 5), que permitisse registar o número de presenças dos atletas, em todas as sessões desenvolvidas. Resultados do Projecto Os dados recolhidos são de natureza quantitativa e a sua análise descritiva permitiu uma comparação entre os dados de avaliação inicial e final. Num primeiro momento 40

8 Revista Portuguesa de Fisioterapia no Desporto Volume 7 Número 2 são apresentados resultados sobre os indicadores de sucesso e de seguida sobre os indicadores de processo. Indicadores de Sucesso No que diz respeito à identificação dos factores de risco da dor lombar, verificou-se que todos os atletas melhoraram significativamente, registando-se um aumento médio de 40% dos seus níveis de conhecimento (Gráfico 1). Na avaliação final, um dos atletas não atingiu o nível mínimo (80%), considerando-se deste modo, a não concretização deste objectivo (Tabela 6). Gráfico 1 Percentagem de Conhecimento sobre os Fatores de Risco da Dor Lombar Avaliação Inicial (AI) Avaliação Final (AF) AF-AI 100% 100% 92% 100% 100% 100% 75% 50% 54% 42% 63% 71% 50% 50% 78% 25% 46% 50% 37% 29% 50% 28% 0% Asa Pilar Talonador Centro Médio Ponta Tabela 6 Resultados dos Objetivos Específicos do Programa Objectivo Percentagem de Sucesso Método de Avaliação 1 83% dos atletas conseguiram obter pelo menos 80% das respostas certas sobre a identificação dos factores de risco de recorrência de dor lombar. Questionário Conhecimento dos factores de risco de recorrência de dor lombar no Rugby 2 100% dos atletas transitaram do Nível Intermédio para o Nível Avançado de Estabilidade Lombo- Pélvica. Bunkie Test 3 O número episódios de dor lombar diminuíram 88% face aos dados da avaliação inicial do projeto 4 77% dos atletas aderiram a todas as sessões do Programa de Prevenção de Recorrências de Dor Lombar. Ficha de Registo de Presenças e Monitorização de Sintomas 5 100% dos atletas ficaram satisfeitos com o Programa de Prevenção de Recorrências de Dor Lombar % dos atletas referiram considerar os conhecimentos adquiridos sobre os factores de risco da dor lombar, na sua prática desportiva. 100% dos atletas consideraram dar continuidade à realização dos Exercícios de Estabilidade Lombo- Pélvica, na sua prática desportiva. Questionário de Satisfação dos Atletas quanto ao Programa de Prevenção de Recorrência de Dor Lombar 41

9 Revista Portuguesa de Fisioterapia no Desporto Volume 7 Número 2 Quanto aos resultados do treino de estabilidade lombopélvica, verificou-se que no final do programa todos os atletas transitaram do Nível Intermédio para o Nível Avançado (Tabela 7), atingindo-se por isso, um dos objetivos específicos. Através da mesma tabela, podemos verificar que no final das oito semanas de intervenção, registou-se uma média 0,3 episódios de dor lombar, comparativamente à média dos 2,5 episódios identificados na avaliação inicial. Desta forma, constata-se que o número de recorrências de dor lombar diminuiu 88%, superior aos 70% estipulados no objetivo inicial (Tabela 6). Tabela 7 Níveis de estabilidade lombo-pélvica e média de episódios de dor lombar antes e após a aplicação do programa de treino de estabilidade Ainda no que diz respeito à recorrência de dor lombar, podemos verificar que apenas ocorreu num dos atletas (Centro), que curiosamente duplicou o número de episódios, relativamente aos registados na avaliação inicial. Curioso ainda, é ter sido o atleta que no momento da avaliação inicial reportou o último episódio de dor lombar num período inferior a 3 meses (Tabela 8). Na continuidade desta análise, destaca-se os dois atletas (Asa e Médio de Formação) que na avaliação inicial registaram o maior número de episódios de dor lombar, não referiram Níveis de Estabilidade Avaliação Inicial Atletas (%) Episódios de Dor Lombar (Média) Avaliação Final Atletas (%) Episódios de Dor Lombar (Média) Básico Intermédio 100 2,5 0 0 Avançado ,3 qualquer sintoma / recorrência durante as oito semana de intervenção. Tabela 8 Resultados sobre a recorrência de episódios de dor lombar durante a implementação do Programa de Intervenção. Recorrência de Episódios de Dor Lombar Atletas Último Episódio (meses) Tabela 9 Resultados sobre os níveis de Satisfação dos Atletas sobre o programa de prevenção Gráfico 2 Resultados sobre os níveis de Adesão dos Atletas às sessões do Programa de Intervenção Sessão Educativa Avaliação Inicial NºEpisódios Avaliação Final Asa Pilar Talonador Centro Médio de Formação Ponta Questionário de Satisfação Resposta % Atletas Considera Importante Sim 100 Grau de Satisfação Muito Satisfeito 100 Vai utilizar os conhecimentos? Sim 100 Exercícios % Asa Pilar Talonador Centro Médio Ponta 42

10 Discussão Numa análise global, podemos dizer que os resultados obtidos foram ao encontro da finalidade do projeto. Contudo, nem todos os objetivos específicos foram alcançados, particularmente, os que diziam respeito aos níveis de adesão e os de conhecimento sobre os factores de risco da dor lombar. O programa de intervenção utilizado foi essencialmente suportado por um plano de exercícios associado a uma componente educativa. Apesar de se reconhecerem resultados positivos com a utilização isolada de exercícios, nas mais diversas populações e contextos de intervenção da fisioterapia, alguns autores têm evocado resultados mais significativos quando são associadas ou integradas componentes educativas (Roddy, et al, 2008; Bennell & Hinman, 2011). Outros autores parecem partilhar a mesma opinião, ao referirem que programas desta natureza parecem ser dos mais efectivos na diminuição da recorrência da dor lombar (Koumantakis et al, 2003; Rasmussen-Barr et al, 2003; Brox et al, 2003) em sujeitos activos ou sedentários, com dor aguda (Hides et al, 2001) ou crónica (Ferreira et al, 2006), comparativamente à realização isolada dos exercícios (O Sullivan, 1997), ou até mesmo, em comparação com outras estratégias de intervenção (Goldby et al, 2000). Outros, vão mais longe, ao afirmarem que a realização de programas de exercícios em grupo, garantem um melhor prognóstico em populações desportivas, devido a estes terem uma melhor percepção sobre trabalho de equipa e uma maior capacidade de adaptação e modificação nas actividades físicas, tarefas e comportamentos (Johnson, 2012). Porém, ao longo do programa, não deixou de ser curioso que o único atleta que reportou episódios de dor lombar, foi o mesmo que no momento da avaliação inicial, reportou sintomas inferiores a três meses. Em parte, entendemos que este resultado possa estar relacionado com o facto de ter sido um dos elementos com menor adesão às sessões de exercícios (apenas 75% de presenças). De acordo com Koumantakis et al (2003), os programas de estabilidade lombo-pélvica direccionados para a diminuição da recorrência de dor lombar, devem considerar uma frequência mínima de duas sessões semanais durante um período de oito semanas. Contudo, esta ideia não é suficientemente esclarecedora, porque atletas com menos presenças nas sessões de exercícios (63% de presenças) não registaram qualquer recorrência de dor lombar. Nesse sentido, parece-nos que a justificação mais sustentada possa estar relacionada com a progressão desapropriada dos exercícios. Johnson, (2012) refere que sempre se verifique um aumento dos sintomas na realização dos mesmos, é recomendado a diminuição do grau de dificuldade ou da exigência das suas componentes estruturais, como por exemplo, o número de repetições ou a duração temporal dos exercícios. Desta forma, acredita-se que se fossem privilegiadas todas as recomendações do programa de exercícios, teria sido possível um melhor resultado sobre a recorrência média de dor lombar. Apesar das queixas do atleta terem sido alvo de preocupação, mantiveram-se os níveis de exigência dos exercícios, talvez pela influência de não o fazer transitar para o Nível Básico de estabilidade, uma vez que, outro dos objetivos do programa assentava na transição de todos os atletas para o Nível Avançado. De facto, observou-se no final do projecto, que todos os atletas transitaram do Nível Intermédio para o Avançado, verificando-se por isso, uma influência positiva do treino / controlo motor dos músculos lombo-pélvicos. O programa utilizado compreendia co-contracções da totalidade dos músculos lombo-pélvicos, cujo sucesso da sua utilização no aumento dos níveis de estabilidade, parece ter sido concordante com a literatura existente. De acordo com Hall et al, (2009), a natureza deste tipo de treino pode ser centrada em contracções voluntárias de músculos específicos ou no treino global da maioria ou totalidade dos músculos lombo-pélvicos, incluindo aqueles que apresentam maior déficit no controlo da estabilidade. Segundo este mesmo autor, o treino global é o método funcional mais adequado para o controlo motor dos músculos lombo-pélvicos, comparativamente a um treino baseado em contrações isoladas de músculos. Kavcic et al, (2004) reforçam esta ideia ao afirmarem que todos os músculos têm um papel fundamental nas diferentes tarefas / actividades funcionais, e como tal, o treino neuromuscular deve envolver a activação / contração combinada de todos os músculos. Hides, et al (2001) referem ainda ser fundamental a optimização do sistema muscular global no controlo e protecção segmentos vertebrais, não apenas no sentido da resolução dos sintomas iniciais, mas também na redução das probabilidades de recorrência de dor lombar. Condicionado a estes resultados, poderá estar a fidedignidade do Bunkie-Test na avaliação e monitorização do treino / controlo motor dos músculos lombo-pélvicos. Apesar de ser sugerido por alguns autores (Brumitt, 2011; De Witt & Venter, 2009) desconhecem-se informações objetivas sobre as suas propriedades psicométricas e reconhecem-se as suas limitações na capacidade de monitorização dos níveis de intensidade e/ou tempos de ativação muscular, quando comparado, por exemplo, com unidades electromiográficas (Hodges & Richardson, 1999; Tsao & Hodges, 2008). Contudo, admite-se ser um teste funcional adequado na identificação dos níveis de estabilidade global dos músculos lombo-pélvicos, em população ativas (De Witt & Venter, 2009). Outra particularidade a destacar, relaciona-se com o facto de nem todos os atletas terem identificado pelo menos 80% dos factores de risco da dor lombar, tal como tinha sido inicialmente estabelecido. A concretização deste objetivo foi condicionada pelo resultado de um único atleta, que apenas identificou 78% dos factores de risco. Contudo, achamos que a componente educacional foi determinante neste conjunto de atletas, uma vez que se verificou um aumento médio de 40% dos seus níveis de conhecimento. Nesse sentido, acreditamos que a inclusão de uma segunda sessão educacional, teria sido essencial para a concretização deste objetivo e simultaneamente contribuir para uma maior expressão do aumento médio do conhecimento dos atletas. No que diz respeito aos resultados sobre os níveis de adesão, foram no nosso entender, o aspecto menos positivo de todo o projeto. Mesmo sem ter sido o factor influente no registo dos episódios de dor lombar, Bennett & Murphy (1999) afirmam que programas de educação e promoção da saúde os benefícios para a saúde dos 43

11 utentes podem ser influenciados pelos níveis de adesão a esses mesmos programas. Se na sessão educativa houve uma adesão total dos atletas, nas sessões dos exercício obtivemos uma média 77,3% de presenças. Na nossa opinião, este resultado deveu-se à dificuldade de um horário comum para a realização das sessões educativas, uma vez que, se sobreponha a atividades académicas ou profissionais dos atletas. Aliás, foi este o principal aspecto que condicionou a participação dos restantes 9 atletas inicialmente elegíveis para o programa. Apesar dos condicionalismos encontrados, a apreciação global dos atletas foi extremamente positiva, ao referirem estar muito satisfeitos com o programa desenvolvido, sublinhando ainda, a intenção de darem continuidade à realização dos exercícios e de considerarem o conhecimento adquirido, durante a sua prática desportiva. Bennett & Murphy (1999) salientam que, apesar da continuidade dos programa de educação e promoção da saúde serem efectivos nas mudanças e alterações dos comportamentos dos utentes, muitas vezes não são imediatas, tendo por isso uma natureza cumulativa ao longo do tempo. Conclusões Os resultados deste projeto traduziram-se numa aposta positiva e relevante sobre o tipo de estratégias consideradas e utilizadas na prevenção da recorrência de dor lombar neste grupo de atletas. Tendo em conta que os resultados deste tipo de programas poderem ser cumulativos ao longo do tempo, seria importante a realização de um follow-up para a verificação da manutenção dos resultados obtidos a médio e longoprazo. Programas desta natureza podem ser considerados uma resposta adequada e efectiva da intervenção do fisioterapeuta face às necessidades frequentemente encontradas junto da população desportiva. As suas competências ao nível da promoção e protecção da saúde são determinantes para uma prática desportiva segura e efectiva do atleta ou grupo de atletas, minimizando não só o impacto das lesões ao nível da saúde e necessidades desportivas dos mesmos, como também, ao nível do impacto socioeconómico das instituições desportivas e da sociedade em geral. Agradecimentos À direcção, aos atletas, às equipas técnica e clínica do clube, pelo interesse e disponibilidade demonstrada em todo o processo de implementação e desenvolvimento do projecto. Bibliografia Abernethy, L., & Bleakley, C. (2007). Strategies to prevent injury in adolescent sport: a systematic review. Br J Sports Med, 41(10), Bahr, R., Andersen, S. O., Loken, S., Fossan, B., Hansen, T., & Holme, I. (2004). Low back pain among endurance athletes with and without specific back loading--a crosssectional survey of cross-country skiers, rowers, orienteerers, and nonathletic controls. 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12 Greene, H. S., Cholewicki, J., Galloway, M. T., Nguyen, C. V., & Radebold, A. (2001). A history of low back injury is a risk factor for recurrent back injuries in varsity athletes. Am J Sports Med, 29(6), Hainline, B. (1995). Low back injury. Clin Sports Med, 14(1), Harringe, M. L., Nordgren, J. S., Arvidsson, I., & Werner, S. (2007). Low back pain in young female gymnasts and the effect of specific segmental muscle control exercises of the lumbar spine: a prospective controlled intervention study. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 15(10), Hides, J. A., Richardson, C. A., & Jull, G. A. (1996). Multifidus muscle recovery is not automatic after resolution of acute, first-episode low back pain. Spine (Phila Pa 1976), 21(23), Hides J, Jull G and Richardson C (2001): Long-term effects of specific stabilizing exercises for first-episode low back pain. Spine 26: E243 E248. Hides, J. A., Stanton, W. R., McMahon, S., Sims, K., & Richardson, C. A. (2008). 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13 evaluation of the injured runner. Phys Med Rehabil Clin N Am, 16(3), Rasmussen-Barr E, Nilsson-Wikmar L and Arvidsson I (2003): Stabilizing training compared with manual treatment in sub- acute and chronic low-back pain. Manual Therapy 8: Renkawitz, T., Boluki, D., & Grifka, J. (2006). The association of low back pain, neuromuscular imbalance, and trunk extension strength in athletes. Spine J, 6(6), Richardson, C., Jull, G., Hodges, P., & Hides, J. (1999). Therapeutic Exercise for Spinal Segmental Stabilization in Low Back Pain: Scientific Basis and Clinical Approach 1ª ed. Sydney: Churchill Livingstone. Roddy, E., Zhang, W., Doherty, M., Arden, N. K., Barlow, J., Birrell, F., et al. (2005). Evidence-based recommendations for the role of exercise in the management of osteoarthritis of the hip or knee - the MOVE consensus. Rheumatology, 44, Saal, J. A. (1988). Rehabilitation of football players with lumbar spine injury. Phys Sport Med, 16, Tsao H, Hodges PW (2008). Persistence of improvements in postural strategies following motor control training in people with recurrent low back pain. J Electromyogr Kinesiol;18:

14 APÊNDICE 1 Caracterização da População-Alvo e Levantamento das Necessidades Este questionário destina-se a recolher dados que permitem caracterizar a população do Programa de Prevenção de Recorrência de Dor Lombar dos atletas seniores do C. R. Técnico. É anónimo e a informação recolhida é absolutamente confidencial. A sua colaboração sincera é fundamental para o projeto Muito obrigado pela sua participação CONSENTIMENTO INFORMADO O atleta foi devidamente informado sobre todos os objetivos do programa e aceitou que todos os seus dados fossem utilizados de forma confidencial e sigilosa Parte 1: Caraterização do Atleta Sim Não Código Atleta: 1. Data de Nascimento: 2. Género: Feminino Masculino 3. Altura 4. Peso: 5. Situação Sócio-Profissional: Trabalhador Estudante Trabalhador/Estudante Nenhum 6. Lado dominante: Direito Esquerdo 7.Nível de Competição actual: Profissional Semi-profissional Amador 8. Tempo de prática (anos): 9. Posição em Campo: 10. Estatuto de alta competição? Sim Não 11. Prática de Treino Físico: Quantos dia por semana: Quantos horas por dia: 12. Prática Treino Técnico-Tatico: Quantos dia por semana: Quantos horas por dia: 13. Utilização de qualquer ortótese de proteção da coluna lombar na prática do rugby? Sim Não Se sim, quando? Em treino Em competição Ambos 47

15 Parte 2: Caraterização da Condição Clínica 1. Neste momento apresenta queixas de dor lombar? Sim Não 2. Entre a época desportiva anterior e a atual sofreu de alguma lesão / sintomas na região lombar? Sim Não 3. Se sim, há quanto tempo ocorreu a lesão / sintomas? Há meses Há semanas Há dias 4. A lesão / sintomas resultaram na interrupção da prática desportiva? Sim do treino Sim da competição Sim do treino e competição Não 5.Em que momento da prática desportiva ocorreu a lesão? Treino Físico Treino Técnico/Tático Competição 6. Já alguma vez sofreu esta mesma lesão / sintomas? Não Sim. Quantas vezes? 7. Se sim, há quanto tempo? Há anos Há meses Há semanas Muito obrigado pela sua participação 48

16 APÊNDICE 2 Avaliação do Conhecimento sobre os Fatores de Risco de Recorrência de Dor Lombar no Rugby Este questionário destina-se a recolher dados que permitem avaliar o conhecimento dos atletas seniores do C. R. Técnico sobre os fatores de risco da recorrência da dor lombar É anónimo e a informação recolhida é absolutamente confidencial. A sua colaboração sincera é fundamental para o projeto Muito obrigado pela sua participação CONHECIMENTO SOBRE OS FATORES DE RISCO DE RECORRÊNCIA DA DOR LOMBAR * Código Atleta: Momento de Avaliação: Das seguintes opções, assinale qual ou quais as que considera serem factores de risco de recorrência de Dor Lombar durante a prática do Rugby: O tipo de alimentação que tenho F Condições climatéricas F O nível competitivo em que jogo (Brooks, 2005; Cameron, 2010) V Não realizar o aquecimento no inicio e meio do jogo (Abernethy, 2007) V A posição em que jogo (Brooks, 2005) V Baixa Condição física de base (capacidade aeróbica, peso ) (Brooks, 2005; Abernethy, 2007, Cameron, 2010) V Altura da época que me sinto mais fatigado (Brooks, 2005) V Quando estou preocupado com a atividade profissional (Abernethy, 2007; Cameron, 2010) V Tipo e condições do piso que treino e jogo (Abernethy, 2007; Cameron, 2010) V Por não respeitar as regras da modalidade (Brooks, 2005; Abernethy, 2007, Cameron, 2010) V Não usar cinta lombar (Abernethy, 2007; Cameron, 2010) F Não treinar os músculos do tronco e cintura pélvica (Brooks, 2005; Abernethy, 2007, Cameron, 2010) V Não efetuar um aquecimento específico no inicio do treino (Abernethy, 2007) V Postura da coluna vertebral durante a prática do Rugby (Brooks, 2005) V Não usar capacete (Abernethy, 2007) F Tomar banho de água fria F Tipo de calçado (Cameron, 2010) V Alteração das curvaturas da coluna vertebral (Brooks, 2005; Abernethy, 2007, Cameron, 2010) V Esquecer-me do meu amuleto da sorte no dia do jogo F Jogar com um número diferente do meu F Não colocar tape/ligadura funcional antes do treino/jogo F Hábitos tabágicos e alcoólicos (Brooks, 2005) V Quando estou preocupado com as minhas atividades académicas V Quando estou com medo de me voltar a lesionar (Cameron, 2010) V Dormir em média menos de 8h por dia F * a versão apresentada aos atletas não continha as referências bibliográficas Muito obrigado pela sua participação 49

17 APÊNDICE 3 Satisfação dos Atletas quanto ao Programa de Prevenção de Recorrência de Dor Lombar Este questionário destina-se a recolher dados sobre o seu nível de satisfação sobre o Programa de Prevenção de Recorrências de Dor Lombar nos atletas seniores do C. R. Técnico É anónimo e a informação recolhida é absolutamente confidencial. A sua colaboração sincera é fundamental para o projeto Muito obrigado pela sua participação NÍVEL DE SATISFAÇÃO SOBRE O PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RECORRÊNCIAS DE DOR LOMBAR Considera que o programa foi importante? Não Sim Qual o seu grau de satisfação que atribui ao programa? Nada satisfeito Satisfeito Muito Satisfeito Pretende continuar a considerar os conhecimentos sobre fatores de risco para a sua prática desportiva? Não Sim Pretende continuar a realizar os exercícios do programa de estabilidade lombo-pélvica? Não Sim 50

18 APÊNDICE 4 Bunkie-Test (Instrumento de Avaliação dos Níveis de Estabilidade Lombo-Pélvica) NÍVEL EXERCÍCIO MANTÉM POSIÇÃO SCORE PARCIAL BÁSICO LADO ESQUERDO (5%) SIM NÃO LADO DIREITO (5%) SIM NÃO LADO ESQUERDO (7,5%) SIM NÃO INTERMÉDIO LADO DIREITO (7,5%) SIM NÃO LADO ESQUERDO (7,5%) SIM NÃO LADO DIREITO (7,5%) SIM NÃO LADO ESQUERDO (15%) SIM NÃO AVANÇADO LADO DIREITO (15%) SIM NÃO LADO ESQUERDO (15%) SIM NÃO LADO DIREITO (15%) SIM NÃO SCORE FINAL NÍVEL DO PROGRAMA 51

19 APÊNDICE 5 Ficha de Registo de Presenças e de Monitorização da Ocorrência de Sintomas de Dor Lombar SEMANA: DATA NOME DO ATLETA Presença Sintom as Presença Sintom as Presença Sintom as Presenç a Sintom as Presen ça Sintom as Presen ça Sintom as 52

20 APÊNDICE 6 Consentimento Informado Eu,, aceito participar no Programa de Prevenção de Recorrência de Dor Lombar. Foi-me explicado e compreendi todos os objetivos do programa. No âmbito do mesmo, inicialmente serão recolhidos os meus dados demográficos, para posteriormente integrar um programa composto por duas componentes: uma de treino de estabilidade lombo-pélvica e uma de educação relacionada com o conhecimento dos fatores de risco de dor lombar. O referido programa terá a duração de 8 semanas, serão realizadas 3 sessões semanais com a duração de 45 minutos. Sei que os meus dados serão tratados confidencialmente, omitindo a minha identificação ou qualquer outro tipo de informação relacionada. Sempre que se justificar, poderei esclarecer qualquer dúvida junto dos responsáveis do projeto. A minha participação é voluntária e posso recusar participar ou abandonar o programa a qualquer momento, sem que isso envolva qualquer tipo de considerações. Assinatura do Atleta: Assinatura do Responsável: Data: 53

Mariana C. Ferreira 1, Helen Penido 1, Ana Aun 1, Paulo Ferreira 2, Manuela L. Ferreira 3, Vinícius Cunha Oliveira 4 ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA

Mariana C. Ferreira 1, Helen Penido 1, Ana Aun 1, Paulo Ferreira 2, Manuela L. Ferreira 3, Vinícius Cunha Oliveira 4 ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo, v.16, n.4, p.374-9, out./dez. 2009 ISSN 1809-2950 Eficácia dos exercícios de controle motor na dor lombopélvica: uma revisão sistemática Efficacy of motor control exercises

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