UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES INSTITUTO DE PESQUISAS SÓCIO-PEDAGÓGICAS PROJETO A VEZ DO MESTRE

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES INSTITUTO DE PESQUISAS SÓCIO-PEDAGÓGICAS PROJETO A VEZ DO MESTRE"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES INSTITUTO DE PESQUISAS SÓCIO-PEDAGÓGICAS PROJETO A VEZ DO MESTRE Rosa Valério Comucci Rodrigues de Britto Rio de Janeiro Fevereiro/2002

2 UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES INSTITUTO DE PESQUISAS SÓCIO-PEDAGÓGICAS PROJETO A VEZ DO MESTRE ATUAÇÃO FISIOTERÁPICA NAS ALGIAS DA COLUNA LOMBAR Monografia apresentada para Conclusão do curso de pós-graduação em Psicomotricidade, por Rosa Valério Comucci Rodrigues de Britto. Professor orientador: Marco Antonio Chaves de Almeida Fevereiro/2002

3 ÍNDICE INTRODUÇÃO Capítulo I Epidemiologia Capítulo II Etiologia Capítulo III Visão anatômica Ligamentos da unidade funcional Nervos da unidade funcional Capítulo IV Biomecânica da coluna vertebral Curvaturas Movimentos da coluna Capítulo V Quadro clínico da lombalgia Aguda Aguda por estiramento Hérnia de disco intervertebral Doença discal degenerativa (espondilose) Estenose do canal Espondilolise e espondilolistese Capítulo VI Fisioterapia Capítulo VII Identificação do distúrbio - Diagnóstico História Exame físico Teste funcional Estudo por imagem Avaliação dos achados Capítulo VIII Tratamento geral Tratamento farmacológico Tratamento manual e fisioterápico Capítulo IX Atuação fisioterápica na lombalgia Decisão de tratar Seleção da técnica Métodos fisioterápicos no tratamento da lombalgia Hidroterapia Sistema de McKenzie Treinamento com exercícios de estabilização dinâmica Discussão da prevenção da recidiva CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA pág.

4 1 INTRODUÇÃO Estima-se que 70 a 80% das pessoas sintam algias na coluna vertebral em algum momento de suas vidas. Dentre as algias de coluna vertebral, destaca-se a lombalgia, que só perde para o resfriado comum como causa principal de falta de trabalho, e as lesões do dorso são mais freqüente e de maior custo dentre as queixas dos trabalhadores. Embora os componentes psicológicos e social sejam importantes fatores em alguns casos de algias da coluna vertebral, o estresse mecânico desempenha um papel causal significativo no desenvolvimento deste sintoma. Alguns fatores pessoais e ocupacionais estão associados com esta alta incidência. Devido a dor nas costas seja a principal causa de incapacidade para as pessoas de 20 a 45 anos, a vítima mais comum é o homem de aproximadamente 35 anos. Talvez pelo predomínio das atividades que envolvem o transporte de peso nas mãos. Apesar de alguns grupos femininos, como as enfermeiras registram níveis mais altos de dores lombares que os trabalhadores do sexo masculino, em geral. Ocupações de alto risco para o desenvolvimento de lombalgia (em ordem de freqüência) incluem os trabalhadores em serviços gerais, motoristas de caminhão, lixeiros, trabalhadores domésticos, mecânicos, auxiliares de enfermagem, estivadores, lenhadores, enfermeiros e trabalhadores na construção civil. Embora algumas patologias conhecidas possam causar algias na coluna vertebral, a maioria dos casos ficam sem diagnóstico. A incapacidade de identificar a

5 estrutura ou estruturas anatômicas que são a sede da dor torna mais difícil determinar os fatores biomecânicos que causam o desenvolvimento deste sintoma. 2

6 3 CAPÍTULO - I EPIMEDIOLOGIA Aproximadamente, de 65 a 80% de todos os indivíduos irão apresentar pelo menos um episódio de dor lombar durante algum momento de suas vidas com uma prevalência de 15 a 39%. Em um estudo epidemiológico americano, demonstro-se que 11% dos homens e 9,5% das mulheres queixaram-se de lombalgia em um período de 3 anos de observação. Na década de 70, cinco bilhões de dólares ao ano eram gastos nos EUA para diagnosticar e tratar as lombalgias enquanto a perda de produtividade, os pagamentos por incapacidade e os custos com litígios, acrescentaram mais que quatorze bilhões a esses gastos. Atualmente já se estima um gasto superior a quarenta bilhões de dólares ao ano.

7 4 CAPÍTULO II ETIOLOGIA A etiologia da dor lombar encerra uma ampla variedade de possibilidades, incluindo alterações degenerativas, doenças reumáticas, infecciosas e neoplásicas, e trauma. Vários fatores de risco têm sido associados com a dor lombar, tais como, idade, sexo, peso corporal, raça, condições socioeconômicas, tabagismo, atividades profissionais, gravidez, ansiedade e depressão, embora, na maioria desses casos não se encontre uma correlação de causa e efeito. A dor na coluna vertebral pode ter origem em diversas doenças: Estruturais e traumáticas: Fraturas, torções de origem ligamentar e muscular, tensões de origem ocupacional ou postural, lesões dos discos intervertebrais, espondilólise, espondilolistese, espondilose, estenose vertebral ou deformidade congênita; Inflamatórias: Espondilite anquilosante, artrite reumatóide, artropatias soronegativas e infecções; Neoplasma: Tumores primários, tumores secundários por exemplo, dos rins, órgãos pélvicos;

8 5 Vísceras reflexas: Por problemas de órgãos abdominais, de rins; Doenças óssea: Síndrome de Paget, osteoporose; Doenças metabólicas: Gota; Intoxicações: Envenenamento por metais pesados (p. ex.: rádio); Gravidez; Psiconeurótica: Histeria, simulação.

9 6 CAPÍTULO - III VISÃO ANATÔMICA A coluna vertebral é composta por um conjunto de unidades funcionais. Cada unidade funcional é composta por duas vértebras e um disco intervertebral e se divide em dois segmentos (anterior e posterior). O segmento anterior tem função de suporte, absorção de choque e flexibilidade, enquanto o posterior (também chamado arco neural), não suporta peso, mas contém e protege as estruturas neurais do SNC, além de ser responsável pelo direcionamento do movimento da unidade funcional através das articulações. O disco intervertebral é estruturalmente composto de um núcleo central (pulposo) rodeado por um ânulo(fibroso). O núcleo é composto de uma matriz homogênea de mucopolissacarídeos com uma rica rede de fibrilas colágenas que são responsáveis por sua elasticidade e resistência à tensão. O ânulo é composto por uma rede fibroelástica entrelaçada de modo a funcionar como suporte das forças de alongamento. A coluna lombar está compreendida entre a coluna torácica e a coluna sacral, sendo composta por cinco vértebras (L 1 -L 5 ) LIGAMENTOS DA UNIDADE FUNCIONAL. As principais estruturas ligamentares da coluna são o ligamento longitudinal anterior, o ligamento longitudinal posterior e o ligamento amarelo. Com função de contribuírem para a estabilidade dos segmentos motores.

10 NERVOS DA UNIDADE FUNCIONAL. O maior suprimento nervoso dos tecidos da unidade funcional é dado pelas divisões primárias anterior e posterior das raízes nervosas e pelo recorrente de Von Luschka. A divisão primária anterior forma o plexo lombosacral e a posterior é responsável pela inervação da pele, músculos e articulações (facetas). O nervo meningeal recorrente é um nervo sensorial que inerva os ligamentos longitudinais anterior e posterior, o saco dural das raízes nervosas e, possivelmente, a camada mais externa do disco intervertebral.

11 8 CAPÍTULO - IV BIOMECÂNICA DA COLUNA VERTEBRAL A coluna vertebral é o segmento mais complexo e funcionalmente significativo do corpo humano. Exercendo a ligação entre os membros superiores e inferiores, permitindo movimento nos três planos, funcionando ainda com uma proteção óssea para medula espinhal. Pelas diferenças estruturais, quantidades variadas de movimentos são permitidas entre as vértebras adjacentes da região lombar da coluna vertebral. Nestas regiões, duas vértebras adjacentes e as partes moles entre elas são conhecidas como um segmento motor considerado unidade funcional da coluna vertebral CURVATURAS DA COLUNA Quando observada no plano sagital, a coluna possui quatro curvaturas normais. As curvaturas torácica e sacral que são côncavas anteriormente, estão presentes do nascimento e são referidas como curvaturas primárias. A curvatura lombar e cervical, que são côncavas posteriormente, desenvolvem-se a partir da sustentação do corpo na posição ereta depois que a criança começa a sentar e a ficar de pé. A curvatura da coluna lombar aumenta de 10% entre as idades de 7 e 17 anos. Da mesma forma, as quatro curvaturas da coluna podem ser deformadas quando a estrutura vertebral é submetida à ação de forças assimétricas. A acentuação da curvatura lombar é conhecida como hiperlordose. Ela resulta de um desequilíbrio entre o fortalecimento dos músculos lombares e o enfraquecimento dos músculos abdominais. A inclinação anterior da pelve

12 freqüentemente acompanha a hiperlordose e contribui para o estiramento dos músculos abdominais. Esta condição é a causa mais comum de lombalgia postural MOVIMENTOS DA COLUNA O arco de movimento da coluna está relacionado com a idade, com um decréscimo de aproximadamente 50% desde a adolescência até idades avançadas, compreendendo os movimentos de flexão, extensão e inclinação.

13 10 CAPÍTULO - V QUADRO CLÍNICO DA LOMBALGIA AGUDA. Dor lombar aguda, com sintomas autolimitados. Dos pacientes com dor aguda, 70% ficarão livre dos sintomas dentro de 2 a 4 semanas e 90% serão assintomáticos em 3 meses. A determinação da presença ou ausência de dor radicular é importante, a qual ocorre em 10% dos pacientes e implica no envolvimento radicular onde torna-se importante a exclusão de uma lesão de disco intervertebral AGUDA POR ESTIRAMENTO. Uma dor lombar por estiramento é uma injúria de partes moles com dor primariamente localizada na região inferior da coluna lombar. Ocorre espasmo muscular e sensibilidade local podendo se irradiar para a região glútea e coxa posterior mas, dor tipo ciática, é ausente. Um evento desencadeante geralmente é reconhecida tais como levantar objetos pesados ou acidente automobilístico HÉRNIA DE DISCO INTERVERTEBRAL. extrusas ou seqüestradas. As herniações discais são classificadas anatomicamente como prolapsadas, No prolapso, o disco permanece contido no ânulo fibroso; na extrusão, o disco rompe o ânulo e o ligamento longitudinal posterior tornando-se um fragmento livre dentro do canal espinhal. As raízes mais freqüentemente comprometidas são L 4 -L 5 e L 5 -S 1, perfazendo 90% de todas as herniações.

14 O quadro clínico clássico é o de uma dor na região lombo-sacra (por compressão do ligamento longitudinal posterior) que piora com a flexão do corpo e da nuca ou na posição sentada. Ocorre contratura muscular paravertebral com perda da lordose lombar fisiológica (posição antálgica) e ao exame físico pode-se encontrar um sinal de Lasegue positivo ou uma perda dos reflexos tendinosos em associação à uma irradiação subjetiva da dor para os membros inferiores que depende da raiz acometida. 11 Uma das complicações mais importantes da hérnia discal é a síndrome da cauda eqüina ou bexiga neurogênica. Ela resulta de uma extrusão maciça de um disco intervertebral com perda súbita (parcial ou completa) da função vesical voluntária. Em adultos jovens essa extrusão predomina abaixo do nível de L 4 -L 5, mas nos, idosos pode ocorrer em qualquer nível. A descompressão cirúrgica é obrigatória (e de urgência) e deve ser realizada nas primeiras 12 horas de instalação do quadro clínico para se evitar seqüelas. Por esse motivo, o médico deve estar sempre atento à essa situação clínica DOENÇA DISCAL DEGENERATIVA (Espondilose). Na idade de 20 anos o disco intervertebral tem seu desenvolvimento máximo e, a partir dessa idade, pode começar o processo de degeneração. Ocorre degradação dos polissacarídeos do núcleo com conseqüente aumento na capacidade de embebição que o torna inchado, facilitando sua deterioração. As fibras colágenas do ânulo fibroso sofrem laceração que pode ser intensificada por um trauma ou pela própria atividade física diária. Com a progressão desse processo patológico ocorre perda do suporte hidrodinâmico que determina aproximação dos corpos vertebrais piorando a degeneração e, gradualmente, determinando alterações nos ligamentos, no disco e no periósteo dos corpos vertebrais ESTENOSE DE CANAL (canal estreito).

15 Presença de parestesia, em uma ou ambas as pernas que ocorre após uma caminhada ou após um longo período na posição em pé (claudicação neurogênica); melhorando com a flexão do corpo para frente, estando o indivíduo sentado ou em pé ESPONDILÓLISE E ESPONDILOLISTESE. 12 Espondilólise está relacionada a um defeito anatômico na continuidade da pars articulares (localizada dentro da lâmina) e pode ser unilateral ou bilateral. Geralmente esse defeito é considerado uma falha congênita de fusão durante a maturação dos ossos. Freqüentemente é um achado radiológico mas, se for bilateral, pode determinar uma fraqueza no arco do canal neural. Assim, a espondilólise pode predispor à listese ou espondilolistese que é uma subluxação ( escorregamento ) anterior ou posterior do corpo vertebral, geralmente L 4 sobre L 5 ou L 5 sobre S 1. A listese L 5 S 1 é a que tem maior chance de determinar sinais neurológicos e também é a que pode causar ou contribuir para uma estenose do canal porque forma uma grande massa de pseudoartrose na região defeituosa.

16 13 CAPÍTULO - VI FISIOTERAPIA Os ligamentos e músculos da coluna vertebral estão sujeitos à torção ou distensão aguda e crônica. As lesões agudas tendem a ceder e o paciente deixa de procurar auxílio médico. o repouso e analgésicos alternativos em geral são suficientes para satisfazer o paciente, que pensa estar bem. Infelizmente se houver uma lesão verdadeira (devido por exemplo, a uma queda, escorregão, torcedura ou estiramento repentino), a dor cede, mas, a menos que o paciente realize exercícios específicos o tecido cicatricial se deposita de modo irregular que predispõe a coluna vertebral a outras lesões, por isso os pacientes freqüentemente não procuram auxílio até que a dor ou o desconforto esteja presente por vários meses ou que a haja uma história de episódios repetidos de distúrbios ou disfunção. Nesse caso, a fisioterapia pode ser conduzida da seguinte maneira: 1 - Exame físico; 2 - Avaliação dos achados; 3 - Decisão de tratar; 4 - Seleção da técnica e do teste para determinar o efeito do tratamento; 5 - Discussão com o paciente em relação à prevenção de recidivas ou tratamento da dor crônica. Durante o exame subjetivo, o fisioterapeuta deve formular uma hipótese de trabalho para o componente objetivo, identificar indicações para métodos de tratamento e excluir as contra-indicações. O estilo de vida do paciente deve ser discutido e isso freqüentemente identifica má postura no trabalho ou nos momentos de lazer prevalecendo

17 um domínio da flexão. O início pode ser insidioso, associado com a má postura ou alterações degenerativas, ou pode haver um início súbito identificável. 14 A dor é persistente, piora à noite, não cede com analgésicos ou com mudanças de posição, movimento ou com repouso e deve ser considerada com especial atenção. Podendo indicar neoplasia ou doença inflamatória se associada com mal estar geral ou palidez. O exame objetivo começa assim que o paciente chega, porque o fisioterapeuta pode conhecer muito através da observação do paciente como ele caminha, como responde as saudações iniciais e ao convite para sentar-se ou deitar-se. o exame subjetivo continua enquanto os movimentos ou a palpação estão sendo realizados e é importante interligar os dois aspectos. O paciente que tem uma dor facilmente desencadeada e que leva muito tempo para passar é submetido a menos testes que o outro que tem pouca dor, agravada apenas por exercícios vigorosos e que alivia rapidamente. Os sintomas, tais como, sensação de alfinetada, agulhadas e de dormência, também devem ser observados, porque devem ser levados em consideração durante o exame objetivo.

18 15 CAPÍTULO - VII IDENTIFICAÇÃO DO DISTÚRBIO - DIAGNÓSTICO. O diagnóstico deve-se basear na história relatada pelo paciente, tópicos observados no exame clínico, bem como dados observados nos exames complementares HISTÓRIA. O verdadeiro local da lesão na coluna freqüentemente não pode ser determinado pela localização da dor ou pelo exame físico. No entanto, o diagnóstico da dor lombar requer uma história e exame físico cuidadosos a fim de se identificar os fatores ou lesões que possam ter causado a dor, excluir outros problemas dorsais que possam ser mais sérios e obter maiores informações dos sintomas e da disfunção espinhal. O primeiro objetivo da história é determinar a seriedade da queixa. Os questionários proporcionam ao paciente registrar todos os aspectos pertinentes da lesão e da dor e relacionar mesmo os menores detalhes, que parecem irrelevantes mas que podem ser importantes para o diagnóstico. as questões incluem dados relacionados com o trauma específico ou uso abusivo; a data do trauma ou início da dor; duração dos sintomas; visitas médicas anteriores; diagnósticos e tratamentos para os sintomas atuais ou outros; freqüência da recorrência. deve-se perguntar ao paciente sobre suas atividades de lazer e ocupacionais, particularmente de preparo físico e atividades esportivas, que possam ter causado agravo a dor. Os pacientes que se vêem inaptos pela dor lombar freqüentemente exibem medos e ansiedades que podem ser barreiras para a melhora, mesmo se o problema estrutural for resolvido.

19 EXAME FÍSICO: O exame físico pode fornecer chaves sobre a fonte a dor lombar, mas geralmente não pode demarcar a área afetada. O exame físico ajuda a determinar que planos do movimento da coluna são dolorosos e se existe restrição ao movimento, compatível com artrite do quadril. Esses achados ajudam no planejamento da terapia. A região lombar deverá ser examinada na busca de anormalidades anatômicas e palpadas para detectar se a extensão do movimento ativo e passivo com o paciente em pé. A irritabilidade das raízes nervosas é verificada com a elevação das pernas esticadas tanto na posição sentada quanto na supina. A dor acompanhada de dorsiflexão ativa ou passiva do pé pode fornecer evidencias adicionais de radiculopatia. Dor referida do lado não doloroso para o lado doloroso durante a elevação da perna em extensão demonstra as raízes nervosas mais sensíveis. Nesta fase, vale relembrar a existência de testes especiais para confirmação da lombalgia como: Lasegue (confirma ciatalgias), Bragard (confirma ciatalgias), Lasegue invertido (confirma compressão do nervo crural), Do arco (verifica a flexibilidade lateral da coluna lombar e torácica), Schöber (verifica flexibilidade anterior da coluna lombar), Sinal da campainha (informa ponto de maior intensidade álgica), Ponta de pé, Milgram e Calcanhar (Informam hérnia de disco) TESTE FUNCIONAL. Os testes funcionais se referem avaliação e a mensuração das tarefas físicas. Os parâmetros mais importantes incluem a amplitude do movimento, a força do tronco, a capacidade de levantamento e o desempenho de uma tarefa funcional complexa.

20 A coluna é composta de uma série de articulações e planos de movimentação múltiplas e complexas, que variam com a técnica de flexão empregada; essa complexidade anatômica e funcional torna difícil a medida precisa da amplitude da movimentação. Além do desenvolvimento da dor e a perda de movimentação. 17 Vários métodos de teste de esforço têm sido investigados, com o objetivo de quantificar a força da musculatura do tronco e a capacidade de levantamento. Os métodos de avaliação de força são baseados no tipo de contração muscular testado (isométrico, isocinético, isodinâmico). Ainda não está claro que relaciona melhor a força com a função; Os testes isométricos tornaram-se a base para a determinação da capacidade de levantamento. A contração isométrica da musculatura ocorre sem alteração no comprimento do músculo; uma técnica básica mede o tempo durante o qual o indivíduo consegue manter uma posição sem sustentação do tronco e com a pelve apoiada. As desvantagens incluem a produção de forças estáticas que podem causar lesão e falta de comparação para as tarefas funcionais do dia-a-dia que envolvem a movimentação das partes do corpo pelo espaço ESTUDO POR IMAGEM. Como os sachados do exame físico não definem o quadro a procura por evidências mais objetivas parecem razoáveis. Entretanto, visto que a maioria dos casos de dor lombar aguda se resolvem espontaneamente dentro de algumas semanas, estudos radiográficos não são necessários inicialmente, a menos que as manifestações clínicas e a anamnese sugira a possibilidade de trauma (por exemplo, trauma no esporte, problemas neurológicos ou sistêmicos graves).

21 18 a) Radiografia simples (Rx) Como a avaliação inicial básica das patologias de coluna deve-se realizar o Rx simples nas posições ântero posterior (AP) e lateral (perfil). Obs.: Em situações particulares como suspeita de trauma, infecções, neoplasia ou doença metabólica, o Rx simples pode estar indicado principalmente se os sintomas persistirem por mais que quatro a seis semanas no paciente que não tem radiografias prévias. b) Ressonância nuclear magnética (RNM) É o método acurado para se avaliar o disco intervertebral. No entanto, por ser uma técnica altamente sensível as anormalidades podem ser observadas em indivíduos assintomáticos. portanto, é essencial que a história e o exame físico sejam sempre correlacionados com os achados de RNM. c) Tomografia computadorizada (TC) Método excelente para avaliar a anatomia óssea da coluna e parece ser o melhor método diagnóstico para se estudar as articulações facetarias e os recessos laterais. Como os elementos neurais não são bem visualizados. d) Eletroneuromiografia (ENMG) É um exame útil para avaliação de lesões radiculares. raiz envolvida, mas um resultado negativo não exclui a radiculopatia. Ela pode identificar qual a

22 AVALIAÇÃO DOS ACHADOS. Considerar os achados e colocá-los em ordem de importância, a seguir decidir o que o paciente deve começar a fazer imediatamente como auto-ajuda e o que se quer atingir com aplicação de técnicas de fisioterapia. por exemplo, encorajar a mudanças de hábitos, tal como sentar de lado no chão, sempre do lado direito. Isso causa encurtamento dos flexores laterais do tronco esquerdo, entre outros problemas.

23 20 CAPÍTULO - VIII TRATAMENTO GERAL. O tratamento dos problemas lombares é freqüentemente classificado em fases primária, secundária e terciária. A fase primária - 4 a 6 semanas imediatamente após o início da dor. Durante esse período a maioria dos casos tornar-se-á assintomática. O controle da dor e o retorno funcional com fisioterapia são os objetivos terapêuticos durante esse período. A fase secundária - 6 semanas e 4 messes após o início da dor, quando se torna evidente que as estruturas lesadas não responderão se não houver intervenção. a fisioterapia mais vigorosa está recomendada. A fase terciária reconhece que pode haver outros fatores que previnem a resolução do problema. Esses fatores incluem uma doença oculta, inclusive tumores e doenças infecciosas ou inflamatórias. Estudos diagnósticos intensivos devem ser indicados a partir desse ponto, possivelmente incluindo a cintigrafia óssea e RNM. A possibilidade de barreiras psico-sociais para a resolução do caso pode sugerir a necessidade de aconselhamento psicológico ou ocupacional. Uma das justificações para dividir e escalonar o programa de tratamento nessas fases é criar barreiras, autolimitantes para aqueles tratamentos infindáveis e ineficientes. Quando uma determinada causa anatômica de dor não é claramente entendida, os programas de tratamento focados no alívio da dor a curto prazo podem continuar indefinidamente. Isso não é somente economicamente um desperdício, mas tem a tendência de criar uma ilusão de que o problema é insolúvel. Os pacientes tornam-se desencorajados e podem antecipar uma doença incapacitante.

24 TRATAMENTO FARMACOLÓGICO. O controle da dor é uma parte importante do tratamento. As medicações utilizadas para tratar a dor lombar incluem os analgésicos, as drogas antiinflamatórias (orais e parenterais) e as drogas de alterações do humor (sedativos, antidepressivos). Os analgésicos orais e drogas antiinflamatórias são freqüentemente usados. O uso a curto prazo de opiáceos é apropriado e improvavelmente levará ao hábito ou abuso. No tratamento da dor lombar crônica, a abordagem mais racional deve envolver a injeção de medicações antiinflamatórias ou anestésicos locais diretamente na articulação ou estrutura afetada. As injeções devem ser utilizadas somente ocasionalmente pois o uso abusivo de Corticosteróides pode afetar adversamente a cicatrização tecidual e leva à osteoporose e a outros problemas metabólicos TRATAMENTO MANUAL E FISOTERÁPICO. Na fase primária ou aguda do tratamento, as modalidades físicas são freqüentemente usadas para reduzir a dor. O ultra-som, a aplicação local de calor ou frio e com sucesso por distrair o sistema nervoso de mensagens dolorosas aferentes do local de lesão, relaxando os músculos contraídos e reduzindo o edema. Vários tratamentos fisioterápicos podem ser usados pelo paciente em casa. Muitos dos efeitos fisiológicos tem sido atribuídos a essas modalidades físicas ou elétricas (por exemplo, estimulador eletrogalvânico, estimulador eletromuscular) tenham qualquer efeito na cicatrização dos tecidos de partes moles após a sua lesão. a massagem profunda. A fisioterapia manual inclui a manipulação espinal, a mobilização articular e Esses métodos, que são apropriados para a fase primária do

25 tratamento, podem possuir maiores efeitos na cicatrização do que as terapias ativas, como a aplicação local de calor. Os ajustes manuais das estruturas anatômicas, como as articulações da coluna, mudam os reflexos de um nível segmentar neurológico por reduzir as causas dos estímulos nocivos e portanto a inibição do controle motor. A mobilização passiva das articulações pode freqüentemente ajudar o paciente a superar aos poucos as barreiras dolorosas dos cuidados ativos, por aumentar gentilmente a amplitude do movimento dentro dos limites de dor de cada paciente. 22 A mobilização dos tecidos de partes moles assim como a massagem podem ser utilizadas para atingir-se a facilitação das unidades motoras. O problema com esses métodos de tratamento físico é a dificuldade de mensurar seu sucesso a não ser pela avaliação subjetiva de dor do paciente. A fisioterapia supervisionada deve ser limitada a cerca de 6 semanas; se nenhuma melhora é percebida, esses métodos pouco provavelmente serão eficazes.

26 23 CAPÍTULO - IX ATUAÇÃO FISIOTERÁPICA NA LOMBALGIA DECISÃO DE TRATAR. O fisioterapeuta tem que decidir se os problemas do paciente podem ser tratados por fisioterapia. Isso significa que os achados indicam um problema músculo esquelético ou problemas que provavelmente respondem a fisioterapia. Nem sempre isso é fácil, pois pode envolver o fato de liberar o paciente sem tratamento SELEÇÃO DA TÉCNICA. Selecionar a técnica de tratamento direcionada para um objetivo, por exemplo, estiramento de um músculo tenso, mobilização de um segmento rígido, relaxamento de um espasmo muscular. Obviamente, é essencial elaborar o tratamento de acordo com os achados individuais, com base nas hipóteses de trabalho e que cada paciente é diferente MÉTODOS FISIOTERÁPICOS NO TRATAMENTO DA LOMBALGIA. A fisioterapia oferece diversos métodos para o tratamento deste paciente, dentre os quais a hidroterapia, método McKenzie, estimulação transcutânea de nervos (eletroterapia), acupuntura, manipulação vertebral, termoterapia, massoterapia crioterapia, mecanoterapia, e ainda técnicas de conscientização corporal e reeducação motora.

27 Os objetivos imediatos deverão diminuir o quadro álgico; manter tônus e trofismo; manter arco de movimento; e orientar quanto a postura. Já nos objetivos mediatos deverão ganhar tônus e trofismo; ganhar arco de movimento; e além de orientar, preparar o paciente quanto as atividades de vida diária. 24 A fisioterapia deverá integrar a sua terapêutica exercícios de conscientização diafragmática, bem como conscientização corporal, além de conscientizar o paciente para realização de movimentos corretos e adequados as suas atividades diárias. Outrossim, deverá reeducar os movimentos da coluna vertebral para uma utilização harmoniosa e correta, evitando recidivas. Para melhor entendimento, segue, alguns exercícios para tratamento fisioterápico da lombalgia, cabendo ao fisioterapeuta decidir qual usar, quando usar, como usar de forma inteligente e quando parar de usar. Para o alongamento da coluna lombar: Paciente sentado como Buda. O paciente coloca suas mãos atrás do pescoço, aduz suas escápulas e estende a coluna torácica. Isso trava as vértebras torácicas. Ele então inclina seu tórax para frente na pelve, fletindo somente na coluna lombar. O terapeuta estabiliza a pelve puxando para trás as espinhas ilíacas ântero-superiores. Paciente em posição de 4 apoios. Pede-se ao paciente para fletir o abdômen sem curvar o tórax (concentrar-se na flexão da coluna lombar e não torácica), manter a posição e então relaxar. Paciente sentado sobre os calcanhares, inclina-se para frente de modo que o abdômen se apoia sobre a parte anterior da coxa, os braços são alongados por cima da cabeça bilateralmente, e as mãos ficam espalmadas no chão.

28 Para o fortalecimento abdominal: Paciente em decúbito dorsal, trazer alternadamente cada joelho para junto do peito e retornar; progrida fletindo e estendendo alternadamente cada perna. A perna oposta permanece estendida sobre a mesa com o pé apoiado, de modo que somente uma perna faça resistência a cada vez. Progrida acrescentando peso aos tornozelos. 25 Para conscientização diafragmática: Paciente em decúbito dorsal, joelhos semi-fletidos. Faça-o inspirar e expirar lentamente com as mãos do terapeuta sobre o abdômen. Para alongamento dos flexores do quadril: Paciente em decúbito dorsal, flexiona o quadril e joelho opostos ao músculo retraído, une sua mãos ao redor da coxa e estabiliza-a contra seu tórax, estabilizando assim a pelve. o membro com os músculos flexores de quadril retraídos é colocado em flexão de quadril e joelho e descido lateralmente em direção a mesa de forma controlada. A coxa não deve rodar para fora ou abduzir. O paciente tenta relaxar os músculos retraídos no final da amplitude de movimento disponível e permite que o peso da perna provoque uma sensação de tracionamento na região anterior da coxa. Obs.: O exercício executado sentado sobre os calcanhares, o paciente deve ser orientado a contrair a musculatura abdominal, para manter a retificação lombar HIDROTERAPIA. A hidroterapia é particularmente valiosa para o paciente que tem dor difusa que é agravada pelo apoio com carga e aliviada na posição deitada. O aquecimento e o suporte da água, garantem alívio da dor e relaxamento do espasmo muscular podem ser restaurados por uma ampla variedade de exercícios. O treinamento de postura é prontamente praticado sentado e em pé, com o apoio da água.

DIAGNÓSTICO DAS LOMBALGIAS. Luiza Helena Ribeiro Disciplina de Reumatologia UNIFESP- EPM

DIAGNÓSTICO DAS LOMBALGIAS. Luiza Helena Ribeiro Disciplina de Reumatologia UNIFESP- EPM DIAGNÓSTICO DAS LOMBALGIAS Luiza Helena Ribeiro Disciplina de Reumatologia UNIFESP- EPM LOMBALGIA EPIDEMIOLOGIA 65-80% da população, em alguma fase da vida, terá dor nas costas. 30-50% das queixas reumáticas

Leia mais

LOMBALGIAS: MECANISMO ANÁTOMO-FUNCIONAL E TRATAMENTO

LOMBALGIAS: MECANISMO ANÁTOMO-FUNCIONAL E TRATAMENTO LOMBALGIAS: MECANISMO ANÁTOMO-FUNCIONAL E TRATAMENTO Alessandra Vascelai #, Ft, Titulacão: Especialista em Fisioterapia em Traumatologia do Adulto Reeducação Postural Global (RPG) Acupuntura. Resumo: Lombalgia

Leia mais

Cuidando da Coluna e da Postura. Texto elaborado por Luciene Maria Bueno. Coluna e Postura

Cuidando da Coluna e da Postura. Texto elaborado por Luciene Maria Bueno. Coluna e Postura Cuidando da Coluna e da Postura Texto elaborado por Luciene Maria Bueno Coluna e Postura A coluna vertebral possui algumas curvaturas que são normais, o aumento, acentuação ou diminuição destas curvaturas

Leia mais

Lombociatalgia. www.fisiokinesiterapia.biz

Lombociatalgia. www.fisiokinesiterapia.biz Lombociatalgia www.fisiokinesiterapia.biz Conceitos Lombalgia; Lombociatalgia; Ciatalgia/Ci /Ciática; Característica região lombar Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana Vértebra lombar Fonte:

Leia mais

www.josegoes.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1

www.josegoes.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1 Página 1 A hérnia de disco se apresenta como sendo uma extrusão, isto é, um deslocamento da massa discal para fora do contorno vertebral, geralmente em direção a medula. Isso ocorre pela ruptura do anel

Leia mais

DOENÇAS DA COLUNA CERVICAL

DOENÇAS DA COLUNA CERVICAL Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira DOENÇAS DA COLUNA CERVICAL A coluna cervical é o elo flexível entre a plataforma sensorial do crânio

Leia mais

LESÕES DA COLUNA VERTEBRAL NOS ESPORTES.

LESÕES DA COLUNA VERTEBRAL NOS ESPORTES. LESÕES DA COLUNA VERTEBRAL NOS ESPORTES. Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Lesões da coluna vertebral de causas diversas são observadas

Leia mais

Reabilitação em Dores Crônicas da Coluna Lombar. Michel Caron Instituto Dr. Ayrton Caron Porto Alegre - RS

Reabilitação em Dores Crônicas da Coluna Lombar. Michel Caron Instituto Dr. Ayrton Caron Porto Alegre - RS Reabilitação em Dores Crônicas da Coluna Lombar Michel Caron Instituto Dr. Ayrton Caron Porto Alegre - RS Introdução - Estima-se que a dor lombar afete até 84% da população adulta. - Episódio de dor autolimitado

Leia mais

Anatomia da Medula Vertebral

Anatomia da Medula Vertebral Anatomia da Medula Vertebral Anatomia da Vértebra Disco Intervertebral Anatomia da Coluna Vertebral Características Gerais: Corpo Vertebral Foramens Vertebrais: Forame Medular: Medula Vertebral Forames

Leia mais

Patologias da coluna vertebral

Patologias da coluna vertebral Disciplina de Traumato-Ortopedia e Reumatologia Patologias da coluna vertebral Prof. Marcelo Bragança dos Reis Introdução Escoliose idiopática Dorso curvo Cervicobraquialgia Lombalgia e lombociatalgia

Leia mais

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João 1. Anatomia Aplicada Existem 2 tipos de artic. encontradas

Leia mais

12º Imagem da Semana: Ressonância Magnética de Coluna

12º Imagem da Semana: Ressonância Magnética de Coluna 12º Imagem da Semana: Ressonância Magnética de Coluna Enunciado Paciente do sexo feminino, 34 anos, G1P1A0, hígida, está no terceiro mês pós-parto vaginal sob analgesia peridural, que transcorreu sem intercorrências.

Leia mais

EXAME DO QUADRIL E DA PELVE

EXAME DO QUADRIL E DA PELVE EXAME DO QUADRIL E DA PELVE Jefferson Soares Leal O quadril é composto pela articulação coxofemural e a pelve pelas articulações sacroilíacas e pela sínfise púbica. O exame do quadril e da pelve devem

Leia mais

A coluna vertebral é formada por vários ossos empilhados, uns sobre os outros, denominados vértebras (figura 1).

A coluna vertebral é formada por vários ossos empilhados, uns sobre os outros, denominados vértebras (figura 1). HÉRNIA DE DISCO A hérnia de disco é uma das doenças que mais afligem o homem moderno. Falta de exercício, excesso de peso, má postura, todas podem causar ou agravar uma hérnia de disco. Mas afinal, o que

Leia mais

Bases Diagnósticas e Terapêuticas de Cyriax

Bases Diagnósticas e Terapêuticas de Cyriax Bases Diagnósticas e Terapêuticas de Cyriax A Medicina Ortopédica de Cyriax Preocupa-se com o diagnóstico e tratamento de lesões de partes moles teciduais Tais afecções afetam grande parte dos pacientes

Leia mais

ANÁLISE BIOMECÂNICA DOS MOVIMENTOS NO STOOL

ANÁLISE BIOMECÂNICA DOS MOVIMENTOS NO STOOL 1 ANÁLISE BIOMECÂNICA DOS MOVIMENTOS NO STOOL Aurélio Alfieri Neto Juliana Navarro Lins de Souza A bioenergética procura entender o caráter do indivíduo pelo corpo e seus processos energéticos, sendo estes,

Leia mais

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Lombar Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João Disciplina: MFT-0377 Métodos de Avaliação Clínica e Funcional Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

Leia mais

DISTÚRBIOS DA COLUNA VERTEBRAL *

DISTÚRBIOS DA COLUNA VERTEBRAL * A. POSTURA DISTÚRBIOS DA COLUNA VERTEBRAL * 1 POSTURA LORDÓTICA Trabalho realizado por: Karina Mothé Bianor Orientador: Prof. Blair José Rosa Filho Caracterizada por um aumento no ângulo lombossacro (o

Leia mais

A causa exata é determinada em apenas 12-15% dos pacientes extensamente investigados

A causa exata é determinada em apenas 12-15% dos pacientes extensamente investigados LOMBALGIA Prof. Jefferson Soares Leal Turma: Fisioterapia e Terapia Ocupacional Faculdade de Medicina da UFMG Aula e bibliografia recomendada estarão disponíveis para os alunos para donwload no site www.portalvertebra.com.br

Leia mais

PORQUÊ EU TENHO DORES NAS COSTAS?

PORQUÊ EU TENHO DORES NAS COSTAS? Dores nas Costas PORQUÊ EU TENHO DORES NAS COSTAS? O QUE CAUSA DORS NAS COSTAS? Várias podem ser as causas de suas dores nas costas: - Posturas inadequadas - Esforço exagerado - Permanecer por muito tempo

Leia mais

Síndrome radicular lombossacral Resumo de diretriz NHG M55 (primeira revisão, abril 2005)

Síndrome radicular lombossacral Resumo de diretriz NHG M55 (primeira revisão, abril 2005) Síndrome radicular lombossacral Resumo de diretriz NHG M55 (primeira revisão, abril 2005) Mens JMA, Chavannes AW, Koes BW, Lubbers WJ, Ostelo RWJG, Spinnewijn WEM, Kolnaar BGM traduzido do original em

Leia mais

AVALIAÇÃO POSTURAL. Figura 1 - Alterações Posturais com a idade. 1. Desenvolvimento Postural

AVALIAÇÃO POSTURAL. Figura 1 - Alterações Posturais com a idade. 1. Desenvolvimento Postural AVALIAÇÃO POSTURAL 1. Desenvolvimento Postural Vantagens e desvantagens da postura ereta; Curvas primárias da coluna vertebral; Curvas Secundárias da coluna vertebral; Alterações posturais com a idade.

Leia mais

www.josegoe s.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1

www.josegoe s.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1 Página 1 As algias são dores que acometem a coluna vertebral. As principais regiões a serem acometidas são: a cervical (cervicalgia), a dorsal (dorsalgia) e a lombar (lombalgia). Diversos tratamentos fisioterápicos

Leia mais

Maria da Conceição M. Ribeiro

Maria da Conceição M. Ribeiro Maria da Conceição M. Ribeiro Segundo dados do IBGE, a hérnia de disco atinge 5,4 milhões de brasileiros. O problema é consequência do desgaste da estrutura entre as vértebras que, na prática, funcionam

Leia mais

DOR NAS COSTAS EXERCÍCIOS ESPECIALIZADOS PARA O TRATAMENTO DA DOR NAS COSTAS. www.doresnascostas.com.br. Página 1 / 10

DOR NAS COSTAS EXERCÍCIOS ESPECIALIZADOS PARA O TRATAMENTO DA DOR NAS COSTAS. www.doresnascostas.com.br. Página 1 / 10 DOR NAS COSTAS EXERCÍCIOS ESPECIALIZADOS PARA O TRATAMENTO DA DOR NAS COSTAS www.doresnascostas.com.br Página 1 / 10 CONHEÇA OS PRINCÍPIOS DO COLETE MUSCULAR ABDOMINAL Nos últimos anos os especialistas

Leia mais

Cinesioterapia\UNIME Docente:Kalline Camboim

Cinesioterapia\UNIME Docente:Kalline Camboim Cinesioterapia\UNIME Docente:Kalline Camboim Cabeça do fêmur com o acetábulo Articulação sinovial, esferóide e triaxial. Semelhante a articulação do ombro, porém com menor ADM e mais estável. Cápsula articular

Leia mais

www.josegoes.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1

www.josegoes.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1 Página 1 01. Definição: Espondilólise=> lesão de origem indeterminada, que se acredita ser causada por fratura por estresse na pars interarticularis (pedículo), que é particularmente vulnerável a forças

Leia mais

ANULOPLASTIA INTRADISCAL ELECTROTHERMAL THERAPY IDET

ANULOPLASTIA INTRADISCAL ELECTROTHERMAL THERAPY IDET ANULOPLASTIA ANULOPLASTIA DEPARTAMENTO DE NEUROCIRURGIA ANULOPLASTIA MARCELO FERRAZ DE CAMPOS JOSÉ CARLOS RODRIGUES JR. LUIZ CARLOS BRAGA JOÃO EDUARDO CHARLES SÉRGIO LISTIK DEPARTAMENTO DE NEUROCIRURGIA

Leia mais

Lesão do Ligamento Cruzado Posterior (LCP)

Lesão do Ligamento Cruzado Posterior (LCP) Lesão do Ligamento Cruzado Posterior (LCP) INTRODUÇÃO O ligamento cruzado posterior (LCP) é um dos ligamentos menos lesados do joelho. A compreensão dessa lesão e o desenvolvimento de novos tratamentos

Leia mais

Guia do Paciente Fusão Espinhal

Guia do Paciente Fusão Espinhal Guia do Paciente Fusão Soluções para Medicina Ltda. 01 Guia do Paciente - O objetivo da cirurgia de fusão espinhal é de proporcionar alívio da dor que você vem sentindo e tornar a sua coluna mais estável.

Leia mais

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Cervical Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional

Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Cervical Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Avaliação Fisioterapêutica da Coluna Cervical Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João 1. Anatomia Aplicada A coluna cervical consiste em diversas

Leia mais

Treino de Alongamento

Treino de Alongamento Treino de Alongamento Ft. Priscila Zanon Candido Avaliação Antes de iniciar qualquer tipo de exercício, considera-se importante que o indivíduo seja submetido a uma avaliação física e médica (Matsudo &

Leia mais

Centro de Reeducação Respiratória e Postural S/C Ltda Josleide Baldim Hlatchuk Fisioterapeuta CREFITTO 12.408F

Centro de Reeducação Respiratória e Postural S/C Ltda Josleide Baldim Hlatchuk Fisioterapeuta CREFITTO 12.408F RPG 1. DEFINIÇÃO A Reeducação Postural Global é um método fisioterápico de correção e tratamento da dor, que trabalha sobre as cadeias de tensão muscular utilizando posturas de alongamento excêntrico ativo

Leia mais

Sintomas da LER- DORT

Sintomas da LER- DORT LER-DORT A LER e DORT são as siglas para Lesões por Esforços Repetitivos e Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho. Os termos LER/DORT são usados para determinar as afecções que podem lesar

Leia mais

TRAUMA RAQUIMEDULAR. Epidemiologia: Incidência : de 32 a 52 casos/m. Sexo : preferencialmente masculino. Faixa etária : entre 15 e 40 anos

TRAUMA RAQUIMEDULAR. Epidemiologia: Incidência : de 32 a 52 casos/m. Sexo : preferencialmente masculino. Faixa etária : entre 15 e 40 anos TRAUMA RAQUIMEDULAR Dr Antonio Eulalio TRAUMA RAQUIMEDULAR Epidemiologia: Incidência : de 32 a 52 casos/m Nº casos/ano : 8.000 Sexo : preferencialmente masculino Faixa etária : entre 15 e 40 anos Custo

Leia mais

A postura saudável para o digitador

A postura saudável para o digitador A postura saudável para o digitador A postura saudável para o digitador 2 Muitas vezes nos perguntamos: Qual é a postura mais adequada para se trabalhar durante horas em frente a um computador? Após anos

Leia mais

RELAÇÃO DA POSTURA ADOTADA PARA DORMIR E A QUEIXA DE LOMBALGIA

RELAÇÃO DA POSTURA ADOTADA PARA DORMIR E A QUEIXA DE LOMBALGIA ISBN 978-85-61091-05-7 V EPCC Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 27 a 30 de outubro de 2009 RELAÇÃO DA POSTURA ADOTADA PARA DORMIR E A QUEIXA DE LOMBALGIA Fernanda Cristina Pereira 1

Leia mais

TRAUMA RAQUIMEDULAR (TRM)

TRAUMA RAQUIMEDULAR (TRM) Protocolo: Nº 63 Elaborado por: Manoel Emiliano Última revisão: 30/08/2011 Revisores: Samantha Vieira Maria Clara Mayrink TRAUMA RAQUIMEDULAR (TRM) DEFINIÇÃO: O Trauma Raquimedular (TRM) constitui o conjunto

Leia mais

ESCOLIOSE. Prof. Ms. Marcelo Lima

ESCOLIOSE. Prof. Ms. Marcelo Lima ESCOLIOSE Prof. Ms. Marcelo Lima DEFINIÇÃO A escoliose é um desvio da coluna vertebral para a esquerda ou direita, resultando em um formato de "S" ou "C". É um desvio da coluna no plano frontal acompanhado

Leia mais

Médico Neurocirurgia da Coluna

Médico Neurocirurgia da Coluna Médico Neurocirurgia da Coluna Caderno de Questões Prova Discursiva 2015 01 Um homem de 55 anos de idade foi internado. Tinha histórico de câncer de pulmão operado, vinha apresentando uma dor constante

Leia mais

TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR TRM. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc

TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR TRM. Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR TRM Prof. Fernando Ramos Gonçalves-Msc 1 TRM Traumatismo Raqui- Medular Lesão Traumática da raqui(coluna) e medula espinal resultando algum grau de comprometimento temporário ou

Leia mais

Ligamento Cruzado Posterior

Ligamento Cruzado Posterior Ligamento Cruzado Posterior Introdução O Ligamento Cruzado Posterior (LCP) é classificado como estabilizador estático do joelho e sua função principal é restringir o deslocamento posterior da tíbia em

Leia mais

ORIENTAÇÃO GERAL LOMBALGIA DR.ROBERTO ANTONIO ANICHE CRM 54.132 TEOT 04.626 MÉDICO ORTOPEDISTA NOVEMBRO/2008

ORIENTAÇÃO GERAL LOMBALGIA DR.ROBERTO ANTONIO ANICHE CRM 54.132 TEOT 04.626 MÉDICO ORTOPEDISTA NOVEMBRO/2008 ORIENTAÇÃO GERAL LOMBALGIA DR.ROBERTO ANTONIO ANICHE CRM 54.132 TEOT 04.626 MÉDICO ORTOPEDISTA NOVEMBRO/2008 LOMBALGIA O QUE É? Vulgarmente conhecida como dor nas costas, é a dor que acomete a coluna vertebral

Leia mais

Biomecânica. A alavanca inter-resistente ou de 2º grau adequada para a realização de esforço físico, praticamente não existe no corpo humano.

Biomecânica. A alavanca inter-resistente ou de 2º grau adequada para a realização de esforço físico, praticamente não existe no corpo humano. Biomecânica Parte do conhecimento da Ergonomia aplicada ao trabalho origina-se no estudo da máquina humana. Os ossos, os músculos, ligamentos e tendões são os elementos dessa máquina que possibilitam realizar

Leia mais

Reumatismos de Partes Moles Diagnóstico e Tratamento

Reumatismos de Partes Moles Diagnóstico e Tratamento Reumatismos de Partes Moles Diagnóstico e Tratamento MARINA VERAS Reumatologia REUMATISMOS DE PARTES MOLES INTRODUÇÃO Também denominado de reumatismos extra-articulares Termo utilizado para definir um

Leia mais

1) PANTURRILHAS. b) Músculos envolvidos Gastrocnêmios medial e lateral, sóleo, tibial posterior, fibular longo e curto, plantar (débil),

1) PANTURRILHAS. b) Músculos envolvidos Gastrocnêmios medial e lateral, sóleo, tibial posterior, fibular longo e curto, plantar (débil), 1 1) PANTURRILHAS 1.1 GERAL De pé, tronco ereto, abdômen contraído, de frente para o espaldar, a uma distância de um passo. Pés na largura dos quadris, levar uma das pernas à frente inclinando o tronco

Leia mais

DE VOLTA ÀS AULAS... CUIDADOS COM A POSTURA E O PESO DA MOCHILA!

DE VOLTA ÀS AULAS... CUIDADOS COM A POSTURA E O PESO DA MOCHILA! DE VOLTA ÀS AULAS... CUIDADOS COM A POSTURA E O PESO DA MOCHILA! SUA MOCHILA NÃO PODE PESAR MAIS QUE 10% DO SEU PESO CORPORAL. A influência de carregar a mochila com o material escolar nas costas, associado

Leia mais

Dor nas costas. Ademir Lopes Junior Médico de Família e Comunidade

Dor nas costas. Ademir Lopes Junior Médico de Família e Comunidade Dor nas costas Ademir Lopes Junior Médico de Família e Comunidade Avanços no Tratamento da Dor Lombar - Globo Repórter 20/11/2009 www.youtube.com/watch?v=tob3mqqlkxi O que todos precisam saber... Apenas

Leia mais

COLUNA LOMBAR TODOS OS PERIÓDICOS ESTÃO NO ACERVO DA BIBLIOTECA DA FACULDADE.

COLUNA LOMBAR TODOS OS PERIÓDICOS ESTÃO NO ACERVO DA BIBLIOTECA DA FACULDADE. OBJETIVOS: O aluno deverá ser capaz de identificar as principais doenças da coluna lombar assim como avaliação e prescrição de conduta fisioterápica pertinente. LER: O que é Hérnia de disco? A coluna vertebral

Leia mais

Proteger a medula espinal e os nervos espinais. Fornece um eixo parcialmente rígido e flexível para o corpo e um pivô para a cabeça

Proteger a medula espinal e os nervos espinais. Fornece um eixo parcialmente rígido e flexível para o corpo e um pivô para a cabeça Cinthya Natel Baer Cristiane Schwarz Gelain Isabella Mauad Patruni Laila Djensa S. Santos Laiza Tabisz Mariana Escani Guerra Paula Moreira Yegros Veronica Dalmas Padilha Ana Paula Trotta Aline Sudoski

Leia mais

ALTERAÇÕES RESPIRATÓRIAS RELACIONADAS À POSTURA

ALTERAÇÕES RESPIRATÓRIAS RELACIONADAS À POSTURA ALTERAÇÕES RESPIRATÓRIAS RELACIONADAS À POSTURA Karina de Sousa Assad * Layana de Souza Guimarães ** RESUMO A proposta desse artigo é demonstrar que algumas alterações posturais podem levar a distúrbios

Leia mais

Ergonomia Corpo com Saúde e Harmonia

Ergonomia Corpo com Saúde e Harmonia Ergonomia Corpo com Saúde e Harmonia Dr. Leandro Gomes Pistori Fisioterapeuta CREFITO-3 / 47741-F Fone: (16) 3371-4121 Dr. Paulo Fernando C. Rossi Fisioterapeuta CREFITO-3 / 65294 F Fone: (16) 3307-6555

Leia mais

PREVALÊNCIA DE LOMBALGIA EM ALUNOS DE FISIOTERAPIA E SUA RELAÇÃO COM A POSTURA SENTADA

PREVALÊNCIA DE LOMBALGIA EM ALUNOS DE FISIOTERAPIA E SUA RELAÇÃO COM A POSTURA SENTADA ISBN 978-85-61091-05-7 Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 27 a 30 de outubro de 2009 PREVALÊNCIA DE LOMBALGIA EM ALUNOS DE FISIOTERAPIA E SUA RELAÇÃO COM A POSTURA SENTADA Juliana Camilla

Leia mais

AVALIAÇÃO DO OMBRO ANATOMIA DO OMBRO ANATOMIA DO OMBRO ANATOMIA DO OMBRO ANATOMIA DO OMBRO ANATOMIA DO OMBRO Articulação Sinovial Forma de sela Três graus de liberdade Posição de Repouso Posição de aproximação

Leia mais

CINCO PRINCÍPIOS BÁSICOS STOTT PILATES

CINCO PRINCÍPIOS BÁSICOS STOTT PILATES CINCO PRINCÍPIOS BÁSICOS STOTT PILATES Utilizando os Princípios do Pilates Contemporâneo para atingir um nível ótimo de condição física. Por Moira Merrithew, STOTT PILATES Executive Director, Education

Leia mais

Quick Massage. Venha ser um membro filiado e compartilhar. seu conhecimento conosco! sbtcatendimento@outlook.com. Denis Fernando de Souza

Quick Massage. Venha ser um membro filiado e compartilhar. seu conhecimento conosco! sbtcatendimento@outlook.com. Denis Fernando de Souza Quick Massage Venha ser um membro filiado e compartilhar seu conhecimento conosco! sbtcatendimento@outlook.com Denis Fernando de Souza HISTÓRICO QUICK MASSAGE (MASSAGEM RÁPIDA) Algumas literaturas trazem

Leia mais

Artropatias inflamatórias crônicas

Artropatias inflamatórias crônicas Disciplina de Traumato-Ortopedia e Reumatologia Artropatias inflamatórias crônicas Prof. Marcelo Bragança dos Reis Introdução Principais manisfestações músculo-esqueléticas das doenças reumatológicas -

Leia mais

www.josegoe s.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1

www.josegoe s.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1 Página 1 01. Definição A escoliose é uma disfunção da coluna vertebral que provoca uma angulação lateral desta. A coluna é torcida, de modo que cada vértebra gira em torno de seu próprio eixo, causando

Leia mais

Diretrizes Assistenciais TRAUMA RAQUIMEDULAR

Diretrizes Assistenciais TRAUMA RAQUIMEDULAR Diretrizes Assistenciais TRAUMA RAQUIMEDULAR Versão eletrônica atualizada em fev/2012 Março - 2009 1. Conceito, Etiologia e Epidemiologia 1. Trauma raquimedular é a lesão da medula espinhal que provoca

Leia mais

C. Guia de Treino ------------------------------------------------

C. Guia de Treino ------------------------------------------------ C. Guia de Treino ------------------------------------------------ A FORÇA / RESISTÊNCIA ( FUNÇÃO MOVIMENTO OSCILAÇÃO ) A01 Joelhos inclinados Com os pés afastados na plataforma, segure a barra de apoio

Leia mais

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE FISIOTERAPIA

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE FISIOTERAPIA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CURSO DE FISIOTERAPIA Fibromialgia Disciplina Fisioterapia em Reumatologia acdffisio@gmail.com Conteúdo Definição Classificação Epidemiologia Fisiopatologia Diagnóstico Quadro

Leia mais

LESÕES DA COLUNA TORÁCICA

LESÕES DA COLUNA TORÁCICA LESÕES DA COLUNA VERTEBRAL NOS ESPORTES * Lesões da coluna vertebral de causas diversas são observadas em indivíduos que praticam esportes de várias modalidades. A coluna vertebral por meio de suas estruturas

Leia mais

ABRCOLUNA Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna

ABRCOLUNA Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna ABRCOLUNA Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna Guia de Exercícios preventivos para a Coluna Vertebral Dr. Coluna 01 Helder Montenegro Fisioterapeuta Guia de Exercícios Dr Coluna 2012.indd 1

Leia mais

GUIA DO PACIENTE. Dynesys Sistema de Estabilização Dinâmica. O Sistema Dynesys é o próximo passo na evolução do tratamento da dor lombar e nas pernas

GUIA DO PACIENTE. Dynesys Sistema de Estabilização Dinâmica. O Sistema Dynesys é o próximo passo na evolução do tratamento da dor lombar e nas pernas GUIA DO PACIENTE Dynesys Sistema de Estabilização Dinâmica O Sistema Dynesys é o próximo passo na evolução do tratamento da dor lombar e nas pernas Sistema de Estabilização Dinâmica Dynesys O Sistema Dynesys

Leia mais

CINESIOLOGIA DA COLUNA VERTEBRAL. Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior

CINESIOLOGIA DA COLUNA VERTEBRAL. Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior CINESIOLOGIA DA COLUNA VERTEBRAL Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior COLUNA VERTEBRAL 7 vértebras cervicais 12 vértebras torácicas 5 vértebras lombares 5 vértebras sacrais 4 vértebras coccígeas anterior

Leia mais

PREVINA AS DEFORMIDADES DA COLUNA VERTEBRAL DO SEU FILHO!

PREVINA AS DEFORMIDADES DA COLUNA VERTEBRAL DO SEU FILHO! Dr. Euclides José Martins Amaral PREVINA AS DEFORMIDADES DA COLUNA VERTEBRAL DO SEU FILHO! : A importância da detecção precoce das deformidades da coluna na infância e adolescência, deve-se principalmente

Leia mais

EXAME CLÍNICO DE MEMBROS SUPERIORES E COLUNA ATIVO CONTRA-RESISTÊNCIA MOVIMENTAÇÃO ATIVA

EXAME CLÍNICO DE MEMBROS SUPERIORES E COLUNA ATIVO CONTRA-RESISTÊNCIA MOVIMENTAÇÃO ATIVA Logomarca da empresa Nome: N.º Registro ESQUERDA EXAME CLÍNICO DE MEMBROS SUPERIORES E COLUNA ATIVO CONTRA-RESISTÊNCIA MOVIMENTAÇÃO ATIVA PESCOÇO (COLUNA CERVICAL) Inclinação (flexão lateral) OMBROS Abdução

Leia mais

MARCIA JASCOV MASCARENHAS MACHADO

MARCIA JASCOV MASCARENHAS MACHADO MARCIA JASCOV MASCARENHAS MACHADO POSTURA CORPORAL Produção Didática apresentada para o 2º Período do Programa de Desenvolvimento Educacional - 2008 da Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Orientador

Leia mais

Mesa de TRAÇÃO CERVICAL E LOMBAR 1200

Mesa de TRAÇÃO CERVICAL E LOMBAR 1200 Mesa de TRAÇÃO CERVICAL E LOMBAR 1200 Manual do Usuário Índice: 03...Informações Gerais 03...Símbolos 04...Instalação e Conexão à Rede Elétrica 05...Controles 06-07...Operação da Mesa 07...Precauções 07-08...Indicações

Leia mais

OS BENEFÍCIOS DO MÉTODO PILATES NA LOMBALGIA

OS BENEFÍCIOS DO MÉTODO PILATES NA LOMBALGIA OS BENEFÍCIOS DO MÉTODO PILATES NA LOMBALGIA WELLINTON GONÇALVES DO SANTOS ¹ RICARDO BASÍLIO DE OLIVEIRA CALAND² LUCIANA ALVES BRANDÃO³ SONNALE DA SILVA ARAÚJO4 RESUMO A dor lombar é um mal recorrente

Leia mais

ABDOMINAIS: UMA ABORDAGEM PRÁTICA DO EXERCÍCIO RESISTIDO

ABDOMINAIS: UMA ABORDAGEM PRÁTICA DO EXERCÍCIO RESISTIDO ABDOMINAIS: UMA ABORDAGEM PRÁTICA DO EXERCÍCIO RESISTIDO Éder Cristiano Cambraia 1 Eduardo de Oliveira Melo 2 1 Aluno do Curso de Pós Graduação em Fisiologia do Exercício. edercambraiac@hotmail.com 2 Professor

Leia mais

Rizotomia Rizotomia de facetas Rizotomia por radiofrequência Radiculotomia Radiculotomia percutânea de facetas por radiofrequência

Rizotomia Rizotomia de facetas Rizotomia por radiofrequência Radiculotomia Radiculotomia percutânea de facetas por radiofrequência Rizotomia Rizotomia de facetas Rizotomia por radiofrequência Radiculotomia Radiculotomia percutânea de facetas por radiofrequência O procedimento rizotomia (também chamado de rizotomia de facetas, ou rizotomia

Leia mais

A influência da prática da capoeira na postura dos capoeiristas: aspectos biomecânicos e fisiológicos.

A influência da prática da capoeira na postura dos capoeiristas: aspectos biomecânicos e fisiológicos. A influência da prática da capoeira na postura dos capoeiristas: aspectos biomecânicos e fisiológicos. Autores: Ft Mariana Machado Signoreti Profa. Msc. Evelyn Cristina Parolina A capoeira é uma manifestação

Leia mais

Alterações da Estrutura Corporal

Alterações da Estrutura Corporal Alterações da Estrutura Corporal Exercícios e Postura milenadutra@bol.com.br Os Exercícios Realmente Mudam a Postura? Vício postural pode ser corrigido voluntariamente com reeducação psicomotora Desvio

Leia mais

Plano de Exercícios Para Segunda-Feira

Plano de Exercícios Para Segunda-Feira Plano de Exercícios Para Segunda-Feira ALONGAMENTO DA MUSCULATURA LATERAL DO PESCOÇO - Inclinar a cabeça ao máximo para a esquerda, alongando a mão direita para o solo - Alongar 20 segundos, em seguida

Leia mais

3/26/2009 EX E E X R E C R ÍCI C OS S E E PO P ST S U T RA R OS EX ER EX CÍ C CI C OS REAL EA MEN M T EN E MO M DIFI F CAM A M A A PO P STUR U A?

3/26/2009 EX E E X R E C R ÍCI C OS S E E PO P ST S U T RA R OS EX ER EX CÍ C CI C OS REAL EA MEN M T EN E MO M DIFI F CAM A M A A PO P STUR U A? EXERCÍCIOS E POSTURA OS EXERCÍCIOS REALMENTE MODIFICAM A POSTURA? 1 Um vício postural pode ser corrigido voluntariamente com reeducação psicomotora, um desvio postural pode ser corrigido com exercícios

Leia mais

ESCOLIOSE Lombar: Sintomas e dores nas costas

ESCOLIOSE Lombar: Sintomas e dores nas costas ESCOLIOSE Lombar: Sintomas e dores nas costas O que é escoliose? É um desvio látero-lateral que acomete acoluna vertebral. Esta, quando olhada de frente, possui aparência reta em pessoas saudáveis. Ao

Leia mais

CURSO DE FORMAÇÃO ISO-STRETCHING

CURSO DE FORMAÇÃO ISO-STRETCHING CURSO DE FORMAÇÃO ISO-STRETCHING O Curso de Formação em Iso Stretching é ministrado pelo fundador da técnica, o osteopata e fisioterapeuta francês Bernard Redondo. O método Iso Stretching foi desenvolvido

Leia mais

Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João

Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional. Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João Avaliação Fisioterapêutica do Quadril Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional Profa. Dra. Sílvia Maria Amado João 1. Anatomia Aplicada Articulação do Quadril: É uma articulação

Leia mais

Avaliação Postural e Flexibilidade. Priscila Zanon Candido

Avaliação Postural e Flexibilidade. Priscila Zanon Candido Avaliação Postural e Flexibilidade Priscila Zanon Candido POSTURA A posição otimizada, mantida com característica automática e espontânea, de um organismo em perfeita harmonia com a força gravitacional

Leia mais

CUIDADOS COM A COLUNA

CUIDADOS COM A COLUNA SENADO FEDERAL CUIDADOS COM A COLUNA SENADOR CLÉSIO ANDRADE 2 Cuidados com a coluna 3 apresentação As dores na coluna vertebral são um grande transtorno na vida de muita gente, prejudicando os movimentos

Leia mais

Material Ortopédico. O Centro. Especialidades. Formação. Consultas. Fisioterapia. Fisioterapia Pediátrica. Apresentação

Material Ortopédico. O Centro. Especialidades. Formação. Consultas. Fisioterapia. Fisioterapia Pediátrica. Apresentação O Centro Especialidades Formação Material Ortopédico Consultas Fisioterapia Apresentação A Equipa O Espaço Fisioterapia Pediátrica Osteopatia Terapia da Fala Terapia Ocupacional Objectivos Acordo Instema

Leia mais

Desvios da Coluna Vertebral e Algumas Alterações. Ósseas

Desvios da Coluna Vertebral e Algumas Alterações. Ósseas Desvios da Coluna Vertebral e Algumas Alterações Ósseas DESVIOS POSTURAIS 1. LORDOSE CERVICAL = Acentuação da concavidade da coluna cervical. CAUSA: - Hipertrofia da musculatura posterior do pescoço CORREÇÃO:

Leia mais

LESÕES OSTEOMUSCULARES

LESÕES OSTEOMUSCULARES LESÕES OSTEOMUSCULARES E aí galera do hand mades é com muito orgulho que eu estou escrevendo este texto a respeito de um assunto muito importante e que muitas vezes está fora do conhecimento de vocês Músicos.

Leia mais

BIOMECÂNICA -MEMBRO SUPERIOR

BIOMECÂNICA -MEMBRO SUPERIOR BIOMECÂNICA -MEMBRO SUPERIOR OMBRO Membro Superior CINTURA ESCAPULAR COTOVELO Joel Moraes Santos Junior COLUNA - APLICAÇÃO PRÁTICA Condicionamento APTIDÃO FÍSICA Treinamento desportivo CARGA/IMPACTO Reabilitação

Leia mais

TÉCNICAS EM AVALIAÇÃO E REEDUCAÇÃO POSTURAL

TÉCNICAS EM AVALIAÇÃO E REEDUCAÇÃO POSTURAL 13. CONEX Pôster Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE (X ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA TÉCNICAS

Leia mais

Introdução. O conforto e a Segurança abrangem aspectos físicos, psicossociais e espirituais e. humano.

Introdução. O conforto e a Segurança abrangem aspectos físicos, psicossociais e espirituais e. humano. Introdução O conforto e a Segurança abrangem aspectos físicos, psicossociais e espirituais e constituem necessidades básicas do ser humano. Movimentação do paciente Para que o paciente se sinta confortável

Leia mais

Dados Pessoais: História social e familiar. Body Chart

Dados Pessoais: História social e familiar. Body Chart Dados Pessoais: História Clínica: Nome: P.R. Idade: 54 Morada: Contacto: Médico: Fisioterapeuta: Profissão: Fisioterapeuta Diagnóstico Médico: Fratura comitiva da rótula Utente de raça caucasiana, Fisioterapeuta,

Leia mais

LER/DORT. www.cpsol.com.br

LER/DORT. www.cpsol.com.br LER/DORT Prevenção através s da ergonomia DEFINIÇÃO LER: Lesões por Esforços Repetitivos; DORT: Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho; São doenças provocadas pelo uso inadequado e excessivo

Leia mais

Traumaesportivo.com.br. Capsulite Adesiva

Traumaesportivo.com.br. Capsulite Adesiva Capsulite Adesiva Capsulite adesiva, também chamada de ombro congelado, é uma condição dolorosa que leva a uma severa perda de movimento do ombro. Pode ocorrer após uma lesão, uma trauma, uma cirurgia

Leia mais

(07001456) CONSULTA EM CIRURGIA ORTOPEDICA

(07001456) CONSULTA EM CIRURGIA ORTOPEDICA COMUNICADO CIRCULAR Nº 003/11-CR Manaus, 24 de março de 2011. DA: COORDENAÇÃO ESTADUAL DE REGULAÇÃO PARA: DIRETORES ESTABELECIMENTOS SOLICITANTES Prezados Diretores, Considerando a otimização dos serviços

Leia mais

ABORDAGEM DAS DISFUNÇÕES POSTURAIS. André Barezani Fisioterapeuta esportivo/ Ortopédico e Acupunturista Belo Horizonte 15 julho 2012

ABORDAGEM DAS DISFUNÇÕES POSTURAIS. André Barezani Fisioterapeuta esportivo/ Ortopédico e Acupunturista Belo Horizonte 15 julho 2012 AVALIAÇÃO POSTURAL ABORDAGEM DAS DISFUNÇÕES POSTURAIS André Barezani Fisioterapeuta esportivo/ Ortopédico e Acupunturista Belo Horizonte 15 julho 2012 POSTURA CONCEITOS: Postura é uma composição de todas

Leia mais

COMPRESSÃO DO NERVO MEDIANO NO PUNHO (SÍNDROME DO

COMPRESSÃO DO NERVO MEDIANO NO PUNHO (SÍNDROME DO COMPRESSÃO DO NERVO MEDIANO NO PUNHO (SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO) Roberto Sergio Martins A síndrome do túnel do carpo (STC) é a neuropatia de origem compressiva mais frequente, incidindo em cerca de 1%

Leia mais

Coluna Vertebral. Sacro - 5 vértebras - Cóccix - 4-5 vértebras. Junção Cervico-toracica. Junção Toraco-lombar. Junção Lombosacral

Coluna Vertebral. Sacro - 5 vértebras - Cóccix - 4-5 vértebras. Junção Cervico-toracica. Junção Toraco-lombar. Junção Lombosacral A Coluna Verterbral É o maior segmento corporal (40% Altura) É como uma haste elástica modificada Proporciona suporte, proteção e flexibilidade Formado por 33 vértebras, 24 móveis. 4 curvas, que dão equilíbrio

Leia mais

CARTILHA DE AUTOCUIDADO DE COLUNA

CARTILHA DE AUTOCUIDADO DE COLUNA CARTILHA DE AUTOCUIDADO DE COLUNA APRENDA A CUIDAR DA SUA COLUNA Elaboração: Júlia Catarina Sebba Rios Pesquisa: Efeitos de um programa educacional de autocuidado de coluna em idosos ati vos e sedentários

Leia mais

Fratura da Porção Distal do Úmero

Fratura da Porção Distal do Úmero Fratura da Porção Distal do Úmero Dr. Marcello Castiglia Especialista em Cirurgia do Ombro e Cotovelo O cotovelo é composto de 3 ossos diferentes que podem quebrar-se diversas maneiras diferentes, e constituem

Leia mais

www.josegoe s.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1

www.josegoe s.com.br Prof. Ms. José Góes Página 1 Página 1 A coluna vertebral, assim como qualquer articulação, apresenta movimentos que possuem tanto grande como pequena amplitude articular. Estes recebem o nome de Macromovimentos e Micromovimentos,

Leia mais

Uma Definição: "Estudo entre o homem e o seu trabalho, equipamentos e meio ambiente".

Uma Definição: Estudo entre o homem e o seu trabalho, equipamentos e meio ambiente. ERGONOMIA: palavra de origem grega. ERGO = que significa trabalho NOMOS = que significa regras Uma Definição: "Estudo entre o homem e o seu trabalho, equipamentos e meio ambiente". Tríade básica da Ergonomia:

Leia mais

Global Training. The finest automotive learning

Global Training. The finest automotive learning Global Training. The finest automotive learning Cuidar da saúde com PREFÁCIO O Manual de Ergonomia para o Motorista que você tem em agora em mãos, é parte de um programa da Mercedes-Benz do Brasil para

Leia mais