PREVISÃO CLIMÁTICA TRIMESTRAL

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1 PREVISÃO CLIMÁTICA TRIMESTRAL MARÇO/ABRIL/MAIO Cooperativa de Energia Elétrica e Desenvolvimento Rural MARÇO/2016

2 El Niño Observações recentes sobre a região do Oceano Pacífico Equatorial mostram que as águas superficiais seguem elevadas e que, no momento, as anomalias de temperatura equivalem a um El Niño de intensidade entre moderada e forte; por outro lado, um rápido resfriamento dessas águas está em curso, principalmente das águas mais próximas da costa oeste das Américas do Sul e Central, o que pode favorecer um desacoplamento entre o fenômeno oceânico e a circulação atmosférica no continente sulamericano. As previsões do conjunto de modelos climáticos indicam que essas águas devem continuar a se resfriar nos próximos meses, voltando à normalidade no decorrer do trimestre maio/junho/julho deste ano. Esses modelos indicam ainda que para o segundo semestre de 2016 há maior probabilidade para a continuação da normalidade climática e para a ocorrência do fenômeno La Niña. Apesar de os meses de janeiro e fevereiro terem tido chuvas abaixo do esperado pela meteorologia na área da COPREL, o estado aquecido das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ainda pode influenciar o regime de chuvas até o mês de maio, com condições para trazer novos períodos de eventos seguidos de precipitação que podem potencialmente aumentar o acumulado de chuva até meados do outono. Previsão Trimestral No trimestre de março, abril e maio de 2016 ocorre a transição dos sistemas atmosféricos típicos de verão para os sistemas comuns da estação do outono, a qual tem início no dia 20 de março neste ano. Até a primeira quinzena de março ainda é frequente a ocorrência de algumas pancadas de chuvas associadas ao calor entre o final da tarde e início da noite, mas essas pancadas passam a diminuir de frequência a partir da segunda quinzena do mês. Nos meses de abril e maio as massas de ar frio começam a avançar com mais força sobre o sul do Brasil e as chuvas convectivas deixam de ter predomínio sobre a ocorrência de precipitação. Nesses meses, as chuvas com frequência são provenientes de frentes frias, que chegam com mais força e passam a ser os principais sistemas produtores de chuva. Apesar da maior frequência, as frentes frias e os cavados nesse período costumam trazer chuvas de fraca intensidade, ou seja, com pouco volume em 24 horas; já os vórtices ciclônicos, que

3 também ocorrem nesse período, de modo geral, trazem temporais com chuva forte, aglomerados de trovoadas e ventos intensos para a área de atuação da COPREL. Essas instabilidades devem cruzar a área de atuação da COPREL numa frequência semanal, sendo que as primeiras 6 horas de atuação desses sistemas atmosféricos são as horas de maior risco de ocorrência de tempo severo. Normalmente, sob a influência de bloqueios atmosféricos, as frentes frias ou outros sistemas causadores de chuva ficam estacionados na região do Uruguai e norte da Argentina, mantendo o tempo estável por uma sequência de dias na área de atuação da COPREL, podendo ocorrer períodos de veranicos, os quais são mais comuns na segunda quinzena de abril e em maio. Considerando o período de transição dos sistemas atmosféricos devido à mudança das estações verão-outono, mas ainda com a possibilidade de um possível efeito do fenômeno El Niño sobre a Região Sul do Brasil, o consenso da previsão climática para o trimestre na área de atuação da COPREL é de chuva ligeiramente acima da média climatológica no trimestre, conforme mostrada na Tabela 1. Mês Precipitação (mm) Março 130 a 140 Abril 120 a 130 Maio 140 a 150 Tabela 1: Normais climatológicas para área de atuação da COPREL no trimestre março, abril e maio. Apesar da previsão de ocorrência de chuvas acimas da média para o período de três meses, espera-se que no mês de março as chuvas fiquem entre a normalidade e abaixo da climatologia, com pouca chuva principalmente na primeira quinzena do mês, enquanto que nos meses de abril e maio, as chuvas devem ficar acima da média climatológica na região, ainda sob influência das águas equatoriais do Oceano Pacífico mais aquecidas.

4 As temperaturas para o próximo trimestre apresentarão variações significativas, considerando este período de transição entre o domínio das massas de ar quentes do verão e as primeiras incursões de massas polares do outono. Assim, as temperaturas de março ainda apresentarão as características de verão, especialmente na primeira quinzena. Em abril e maio as temperaturas ficam mais baixas, devido a maior influência de massas de ar frio, as quais invadem o sul do país com maior intensidade. O comportamento médio das temperaturas no trimestre deve seguir as condições climatológicas, de acordo com os dados da Tabela 2. Com o aumento gradual da intensidade das massas de ar frio a partir da segunda quinzena de março, são esperados períodos com temperaturas baixas em abril e maio. As condições de formação de geadas se iniciam em abril e se intensificam em maio em toda área de atuação da COPREL. Mês Temperatura mínima ( C) Temperatura máxima ( C) Março 16 a a 29 Abril 13 a a 26 Maio 10 a a 23 Tabela 2: Normais Climatológicas para área de atuação da COPREL, no trimestre março, abril e maio.

5 Comportamento climático COMPORTAMENTO MENSAL DAS CHUVAS EM 2016 CRUZ ALTA Valores em milímetro MESES CLIMATOLOGIA ( ) 2016 ANOMALIA (DESVIO) JANEIRO 119,7 141,9 +22,2 FEVEREIRO 136,3 91,0-45,3 MARÇO 126, ABRIL 119, MAIO 108,

6 COMPORTAMENTO MENSAL DAS CHUVAS EM 2016 PASSO FUNDO Valores em milímetro MESES CLIMATOLOGIA ( ) 2016 ANOMALIA (DESVIO) JANEIRO 149,7 99,3-50,4 FEVEREIRO 165,8 225,7 +59,9 MARÇO 139, ABRIL 99, MAIO 114,

7 COMPORTAMENTO MENSAL DA TEMPERATURA EM 2016 CRUZ ALTA Valores em grau célsius MESES CLIMATOLOGIA ( ) 2016 ANOMALIA (DESVIO) JANEIRO 23,3 25,4 +2,1 FEVEREIRO 23,0 25,6 +2,6 MARÇO 21, ABRIL 18, MAIO 16,

8 COMPORTAMENTO MENSAL DA TEMPERATURA EM 2016 PASSO FUNDO Valores em grau célsius MESES CLIMATOLOGIA ( ) 2016 ANOMALIA (DESVIO) JANEIRO 22,1 23,5 +1,4 FEVEREIRO 22,0 23,8 +1,8 MARÇO 20, ABRIL 17, MAIO 15,

9 AQUAERIS SETOR DE METEOROLOGIA

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