Segurança e Auditoria de Sistemas Normas de Segurança. Profa. Cynara Carvalho

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3 Conceitos Antes de iniciar o estudo sobre as normas, devemos entender os conceitos referentes à: 9 Políticas (orientações em conformidade com os objetivos de negócio); 9 Regulamentações (busca de conformidade com a legislação vigente); 9 Baseline (nível mínimo de proteção nos sistemas críticos); Diretrizes 9 Em um contexto estratégico pode ser interpretado como ações ou caminhos a serem seguidos em determinados momentos. 9 Orienta o que deve ser feito e como, para se alcançarem os objetivos estabelecidos na política [ISO 17799] 9 Procedimentos (instruções operacionais); 3

4 O que são e para que servem as normas? 9 É aquilo que se estabelece como medida para a realização de uma atividade. 9 Uma norma tem como propósito definir regras e instrumentos de controle para assegurar a conformidade de um processo, produto ou serviço. 9 Quais os problemas gerados pela ausência de normas? 4

5 O que são e para que servem as normas? Conforme definido pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), os objetivos da normalização são: 9 Comunicação: proporcionar meios mais eficientes na troca de informação entre o fabricante e o cliente, melhorando a confiabilidade das relações comerciais e de serviços; 9 Segurança: proteger a vida humana e a saúde; 9 Proteção do consumidor: prover a sociedade de mecanismos eficazes para aferir qualidade de produtos; 9 Eliminação de barreiras técnicas e comerciais: evitar a existência de regulamentos conflitantes sobre produtos e serviços em diferentes países,facilitando assim, o intercâmbio comercial. 5

6 Surgimento das Normas 9 Em outubro de 1967 foi criado um documento chamado Security Control for Computer System que marcou o passo inicial para criação de conjunto de regras para segurança de computadores. 9 DoD também não ficou fora disto e teve grande participação na elaboração de regras. 9 Em 1978 foi escrito Orange Book, conhecido também como Trusted Computer Evaluation Criteria por DoD. A versão final deste documento foi impresso em dezembro de

7 Surgimento das Normas 9 O Orange Book é considerado como marco inicial de um processo mundial de busca de medidas que permitem a um ambiente computacional ser qualificado como seguro. 9 O "Orange Book" permite especificar o que deve ser implementado e fornecido por um software, para que ele seja classificado em um dos níveis de "segurança" pré-estipulados. 7

8 Surgimento das Normas 9 Este esforço foi liderado pela "International Organization for Standardization (ISO). No final do ano de 2000, o primeiro resultado desse esforço foi apresentado, que é a norma internacional de Segurança da Informação "ISO/IEC-17799:2000", a qual já possui uma versão aplicada aos países de língua portuguesa, denominada "NBR ISO/IEC

9 Desenvolvimento de Padrões 9 Porque o desenvolvimento de padrões e normas de segurança são importantes? 9 Em que forma tais procedimentos ajudam em redução e controle das vulnerabilidades existentes? 9

10 NBR/ISO IEC A ISO é um conjunto de recomendações para gestão da SI para uso de implementação ou manutenção da segurança em suas organizações. 9 Providencia uma base comum para o desenvolvimento de normas de segurança organizacional e das práticas efetivas de gestão da segurança. 9 A ISO atua em segurança da informação considerando tecnologia, processos e pessoas. Esta norma é publicada no Brasil pela ABNT com o código NBR ISO

11 Breve histórico da ISO A Associação Britânica de Normas tinha 2 normas referentes à segurança de sistemas de informação: a BS e a BS A BS foi submetida ao ISO e aprovada (com problemas), vindo a ser a ISO A BS se referia especialmente ao processo de FHUWLILFDomR do aspecto de segurança em RUJDQL]Do}HV e não foi submetida para o ISO. 11

12 Diversas partes da ISO Objetivo da norma 2. Termos e definições 3. Política de segurança 4. Segurança organizacional 5. Classificação e controle dos ativos de informação 6. Segurança de pessoas 7. Segurança física e do ambiente 8. Gerenciamento de operações e comunicações 9. Controle de acesso 10. Desenvolvimento de sistemas. 11. Gestão de continuidade de negócios 12. Conformidade 12

13 ISO Segurança Organizacional 9,QIUDHVWUXWXUD GH VHJXUDQoD: indica que uma estrutura organizacional deve ser criada para iniciar e implementar as medidas de segurança. 9 6HJXUDQoD QR DFHVVR GH SUHVWDGRUHV GH VHUYLoR: garantir a segurança dos ativos acessados por prestadores de serviços. 9 6HJXUDQoD HQYROYHQGR VHUYLoRV WHUFHLUL]DGRV: deve-se incluir nos contratos de terceirização de serviços computacionais cláusulas para segurança. 13

14 ISO Segurança de Pessoas 9 6HJXUDQoD QD GHILQLomR H 5HFXUVRV GH 7UDEDOKR: Devem ser incluídas as preocupações de segurança no momento da contratação de pessoas. Verificar os critérios de segurança no processo de seleção. Funcionários devem assinar o acordo de confidencialidade. 9 7UHLQDPHQWR GRV XVXiULRV: educação, conscientização e treinamento referentes a segurança. 9 0HFDQLVPRV GH,QFLGHQWH GH 6HJXUDQoD: Deve existir mecanismos para funcionários poderem reportar possíveis falhas. 9 3URFHVVR GLVFLSOLQDU IRUPDO: Deve haver um processo disciplinar formal para funcionários que violaram os procedimentos de segurança. 14

15 ISO Segurança Física e de Ambiente 9 ÈUHDV GH VHJXUDQoD: prevenir acesso não autorizado, dano e interferência nas instalações físicas. Isso inclui: definir um perímetro de segurança, controles de entrada física, etc. 9 6HJXUDQoD GH HTXLSDPHQWR: convém proteger equipamentos fisicamente de ameaças e perigos ambientais. Isso inclui roubo, fogo, e outros perigos ambientais, proteção contra falta de energia, segurança do cabeamento, definição de política de manutenção, proteção a equipamentos fora das instalações. 9 &RQWUROHV JHUDLV: Por exemplo proteção de tela com senha para evitar que informação fique visível em tela, deve-se ter uma política quanto a deixar papéis na impressora por muito tempo, etc. 15

16 ISO Controle de Acesso (1) 9 *HUHQFLDPHQWRGHDFHVVRGRVXVXiULRV: 9 Registro do usuário: ID única para cada usuário, pedir assinatura em termo de responsabilidade, remover usuário assim que o funcionário sair da empresa. 9 Gerenciamento de privilégios: aqui entra o controle de acesso baseado em papéis; basicamente, se recomenda que usuários tenham apenas os privilégios necessários para fazer seu trabalho. 9 Gerenciamento de senhas: termo de responsabilidade deve afirmar que senha é secreta e não deve ser divulgada, senhas temporárias devem funcionar apenas uma vez. 9 Análise crítica dos direitos de acesso do usuário: deve-se analisar os direitos de acesso dos usuários com freqüência de 6 meses ou menos. 16

17 ISO Controle de Acesso (2) 9 5HVSRQVDELOLGDGHVGRVXVXiULRV: 9 Senhas: segundo norma, usuário deve zelar pela sua senha e criar uma senha considerada aceitável (mínimo de 6 caracteres). 9 Equipamentos sem monitoração: Usuários deve tomar os cuidados necessários ao deixar um equipamento sem monitoramento, com seções abertas. 17

18 ISO Controle de Acesso (3) 9 &RQWUROHGH$FHVVRDR62 9 &RQWUROH GH DFHVVR DR VLVWHPD RSHUDFLRQDO: Identificação automática de terminal: nos casos onde deve-se conhecer onde um usuário efetua logon. 9 3URFHGLPHQWRV GH HQWUDGD QR VLVWHPD ORJRQ. Sugestões como: limitar o número de tentativas erradas para o logon e não fornecer ajuda no processo de logon, entre outros. 9,GHQWLILFDomRGHXVXiULRV: a não ser em casos excepcionais cada usuário deve ter apenas um ID. Considerar outras tecnologias de identificação e autenticação: smart cards, autenticação biométrica. 9 6LVWHPD GH *HUHQFLDPHQWR GH 6HQKDV: Contém os atributos desejáveis para sistema que lê, armazena e verifica senhas. 18

19 ISO Controle de Acesso (4) 9 &RQWUROHGH$FHVVRjVDSOLFDo}HV 9 5HJLVWUR GH (YHQWRV: Trilha de auditoria registrando exceções e outros eventos de segurança devem ser armazenados por um tempo adequado. 9 0RQLWRUDomR GR 8VR GR 6LVWHPD: Os procedimentos do monitoração do uso do sistema devem ser estabelecidos. Uma análise crítica dos logs deve ser feita de forma periódica. 9 6LQFURQL]DomR GRV 5HOyJLRV: Para garantir a exatidão dos registros de auditoria. 19

20 ISO Controle de Acesso (5) 9 &RPSXWDomR0yYHO 9 Usuários de equipamentos móveis devem ser conscientizados das práticas de segurança, incluindo senhas, criptografia entre outros. 20

21 ISO Gestão de Continuidade de Negócios 9 Deve-se desenvolver planos de contingência para caso de falhas de segurança, desastres, perda de serviço, etc. 9 Estes planos devem ser documentados, e o pessoal envolvido treinado. Os planos de contingência devem ser testados regularmente, pois tais planos quando concebidos teoricamente, podem apresentar falhas devido a pressupostos incorretos, omissões ou mudança de equipamento ou pessoal. 21

22 ISO Componentes do Plano de Continuidade de Negócios 9 condições para a ativação do plano; 9 procedimentos de emergência a serem tomados; 9 procedimentos de recuperação para transferir atividades essenciais para outras localidades, equipamentos, programas, entre outros; 9 procedimentos de recuperação quando do estabelecimento das operações; 9 programação de manutenção que especifique quando e como o plano deverá ser testado; 9 desenvolvimento de atividades de treinamento e conscientização do pessoal envolvido; 9 designação de responsabilidades. 22

23 ISO Conformidade 9 Conformidade com Requisitos Legais: Para evitar a violação de qualquer lei, estatuto, regulamentação ou obrigações contratuais. Evitar a violação de Direitos Autorais dos aplicativos. 9 Análise Crítica da Política de Segurança e da Conformidade Técnica. 9 Considerações referentes Auditoria de Sistemas. 23

24 BS O BS é a segunda parte do padrão de segurança inglês cuja primeira parte virou o ISO O BS fala sobre certificação de segurança de organizações; isto é, define quando e como se pode dizer que uma organização segue todo ou parte do ISO (na verdade do BS ). 24

25 ISO Normas de Segurança da Informação Vários países (EUA, Canadá, França, Inglaterra, Alemanha, etc) estavam desenvolvendo seus padrões para sistemas seguros (mas não militares). Nos EUA o padrão se chamava TCSEC (Trusted Computer System Evaluation Criteria), no Canadá CTCPEC, etc. Os países europeus decidiram unificar seus critérios, criando o Information Technology Security Evaluation Criteria (ITSEC). Mais tarde (1990) houve a unificação do padrão europeu e norte americano, criando- se assim o Common Criteria (CC). A versão 2.1 do CC se tornou o ISO

26 ISO É um conjunto de três volumes: 9 Primeiro discute definições e metodologia; 9 Segundo lista um conjunto de requisitos de segurança; 9 Terceiro fala de metodologias de avaliação. 9 Diferente do 17799, é um CC para definir e avaliar requisitos de segurança de VLVWHPDV e não de RUJDQL]Do}HV. 26

27 Visão Geral da família ISO Número: ISO IEC Título: Information Security Management Systems- Requirements. Aplicação: Esta norma é aplicável a qualquer organização, independente do seu ramo de atuação, e define requisitos para estabelecer, implementar, operar, monitorar, revisar, manter e melhorar um Sistema de Gestão de Segurança da Informação. A ISO IEC é a norma usada para fins de certificação e substitui a norma Britânica BS7799-2:2002. Portanto, uma organização que deseje implantar um SGSI deve adotar como base a ISO IEC Situação: Norma aprovada e publicada pela ISO em Genebra, em No Brasil, a ABNT publicou como Norma Brasileira NBRISO IEC no primeiro trimestre de

28 Visão Geral da família ISO Número: ISO IEC Título: Information Technology Security Management. - Code of practice for information Aplicação: Norma aprovada e publicada pela ISO em Genebra, em No Brasil, a ABNT publicou como Norma Brasileira NBRISO IEC no dia 24 de agosto de Situação: Norma aprovada e publicada pela ISO em Genebra, em No Brasil, a ABNT publicou como Norma Brasileira NBRISO IEC no primeiro trimestre de

29 Visão Geral da família ISO Número: ISO IEC 1 st WD Título: Information Security Management Systems-Implementation Guidance. Aplicação: Este projeto de norma tem como objetivo fornecer um guia prático para implementação de um Sistema de Gestão da Segurança da Informação, baseado na ISO IEC Situação: Este projeto de norma encontra-se em um estágio de desenvolvimento, denominado de WD-Working Draft. Publicada em Janeiro de

30 Visão Geral da família ISO Número: ISO IEC 2nd WD Título: Information Security Management-Measurements. Aplicação: Este projeto de norma fornece diretrizes com relação a técnicas e procedimentos de medição para avaliar a eficácia dos controles de segurança da informação implementados, dos processos de segurança da informação e do Sistema de Gestão da Segurança da Informação. Situação: Este projeto de norma encontra-se em um estágio onde vários comentários já foram discutidos e incorporados ao projeto. Publicada em dezembro de

31 Visão Geral da família ISO Número: ISO IEC 2nd CD Título: Information Security Management Systems- Information Security Risk Management. Aplicação: Este projeto de norma fornece diretrizes para o gerenciamento de riscos de segurança da informação. Situação: Este projeto de norma já se encontra em um estágio mais avançado, pois vem sendo discutido há mais de dois anos. A previsão para publicação como norma internacional é Publicada em julho de

32 Visão Geral da família ISO Número: ISO IEC 2nd CD Título: Information technology -- Security techniques -- Requirements for bodies providing audit and certification of information security management systems. Aplicação: Norma de requisitos para a credibilidade de organizações que oferecem serviços de certificação de sistemas de gestão da SI. Situação: Publicada em

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