Intervenção arqueológica na rua Miguel Bombarda nº33-35 Centro Histórico de Santarém

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1 Intervenção arqueológica na rua Miguel Bombarda nº33-35 Centro Histórico de Santarém Relatório de Trabalhos Arqueológicos 2ª Fase - Acompanhamento de obra e intervenção de emergência - Junho de 1998 por Maria José de Almeida Localização / Propriedade do imóvel

2 2 A intervenção arqueológica a que se refere o presente relatório situa-se na rua Miguel Bombarda nº33-35, freguesia de Marvila, Centro Histórico de Santarém. O terreno situa-se parcialmente na Z.E.P. da Igreja de Sto. Estêvão - Sto. Milagre (D.G., 2ª série, nº7 de ). A propriedade do imóvel é do Centro Social Interparoquial de Santarém. Antecedentes Entre 11 de Março e 13 de Agosto de 1997 decorreu uma intervenção arqueológica preventiva no local cujos resultados foram objecto de relatório entregue em Dezembro do mesmo ano e superiormente aprovado em Janeiro de 1998, conforme o disposto nos art. 12º e 13º da portaria nº269/78 de 12 de Maio. Nesse documento era referida uma segunda fase de trabalhos arqueológicos que consistia no acompanhamento da execução da obra, concretamente dos trabalhos de abertura por meios mecânicos da cave. O presente relatório refere-se a essa segunda fase. No final da intervenção preventiva e de acordo com os resultados obtidos, ficou assente com o dono da obra que a execução dos trabalhos de abertura da cave não só seria acompanhada pela equipa de arqueologia como deveria ser faseada e condicionada de acordo com as indicações expressas no relatório de trabalhos relativo à primeira fase de trabalhos arqueológicos. Foram feitas alterações ao projecto inicial de modo a permitir a preservação in situ de uma estrutura de armazenamento de água, incluída no inventário das cisternas de Santarém propostas a classificação como valor concelhio ( aprovação Municipal em 08/07/1996 e 27/12/1996, aguardando homologação do IPPAR). Igualmente se previa que na área circundante da sondagem 4, onde tinha sido identificada parcialmente uma mó em pedra, a remoção de terra por meios mecânicos se fizesse só até uma cota superior à mesma de modo a permitir que novos trabalhos arqueológicos pudessem convenientemente caracterizar este elemento, e eventual associação a outros vestígios, decidindo-se posteriormente a sua preservação in situ ou desmontagem após elaboração do registo adequado. Os trabalhos de abertura da cave iniciaram-se em Janeiro de 1998, sendo uma das primeiras operações efectuadas a cobertura da sondagem 4, à revelia das indicações fornecidas. Inquirido sobre este facto, o empreiteiro alegou ser aquela área essencial para a manobragem da máquina que iria efectuar os trabalhos. Foram então entregues ao engenheiro responsável pela obra todos os elementos (planta de localização topográfica, planta cotada dos vestígios posto a descoberto na sondagem 4, desenho do perfil estratigráfico obtido do final dos trabalhos e descrição das unidades estratigráficas desmontadas durante os trabalhos) de modo a que pudesse localizar exactamente os elementos soterrados e proceder em conformidade com a estratégia delineada. No entanto, os trabalhos de remoção de terra foram feitos em toda a área até à cota prevista para o piso da cave. Isto resultou na destruição da estrutura de armazenamento de água e na remoção mecânica de fragmentos de duas mós (um dos quais o identificado na sondagem realizada) e de um peso de lagar, que provavelmente se deveriam encontrar em associação. Apesar de imediatamente terem sido alertados tanto o dono da obra como a empresa responsável pela realização dos trabalhos dos danos irreparáveis destas acções e gravidade das mesmas, os trabalhos de abertura mecânica da cave prosseguiram sem qualquer respeito pelas indicações fornecidas por mim própria enquanto técnica responsável pelo acompanhamento arqueológico da obra. Assim, além da destruição dos elementos atrás referidos, a escavação mecânica destruiu também um conjunto de fossas escavadas na rocha que ficaram visíveis nos cortes efectuados pela máquina. Nesse momento, foi estabelecido contacto formal com o Centro Interparoquial para que fossem tomadas as medidas necessárias à realização de uma intervenção de emergência no local. Ficou acordado em reunião no local com responsáveis pela obra e empresa de construção, o Director do Projecto Municipal Santarém a Património Mundial e eu própria que os trabalhos seriam suspensos, sendo da minha parte assegurada uma intervenção o mais breve possível com o objectivo de recolher toda a informação possível sobre este importante conjunto de estruturas arqueológicas. Decorre neste momento um processo de averiguação de responsabilidades neste procedimento, a cargo do Gabinete de Assuntos Jurídicos da Câmara Municipal de Santarém.

3 3 Duração dos Trabalhos / Meios Técnicos e Humanos O acompanhamento da obra iniciou-se a 13 de Janeiro de 1998 tendo-se prolongado até ao final de Março do mesmo ano. Em sequência dos acontecimentos atrás descritos, realizou-se uma intervenção de emergência na rampa de acesso à cave, único local parcialmente preservado pelos trabalhos de remoção mecânica das terras. Esta acção iniciou-se a 4 de Março após acordo de suspensão dos trabalhos no local com o dono da obra. Inicialmente previstos com uma duração de trinta dias, os trabalhos tiveram de ser suspensos a 26 do mesmo mês, dado que a parede de contenção do edifício contíguo começou a apresentar riscos de derrocada. Por esta razão ficou por realizar a escavação de um das estruturas escavadas na rocha identificada no local. O tratamento de materiais arqueológicos iniciou-se imediatamente após a conclusão dos trabalhos de campo, a 30 de Março, tendo ficado completado na sua primeira fase (limpeza, marcação e inventariação) durante o corrente mês de Junho. Os trabalhos foram conduzidos pela signatária tendo contado com a colaboração dos seguintes trabalhadores auxiliares: José Augusto Garcia, da Divisão de Obras Municipais, e Pedro Esteves, objector de consciência em regime de prestação de serviço cívico na Câmara Municipal de Santarém. Durante o período de intervenção de emergência na obra foi cedido o trabalho de um operário ao serviço da empresa de construção a laborar no local (ENGER), num total de nove dias. O Centro Social Interparoquial de Santarém garantiu o apoio logístico dos trabalhos arqueológicos no qual colaborou também a EDP, disponibilizando um espaço de armazém na rua Miguel Bombarda durante os períodos nos quais decorreu a intervenção. Metodologia A metodologia foi naturalmente condicionada pelas condições da intervenção. O acompanhamento da obra foi realizado regularmente desde o início dos trabalhos de remoção de terras até ao início da intervenção de emergência. Foram registados todos os elementos observados que pudessem ter relevância do ponto de vista arqueológico e recolhidos materiais considerados significativos. Verificando-se a destruição de património arqueológico e o sistemático desrespeito pelas indicações fornecidas quanto aos cuidados a ter no prosseguimento dos trabalhos pela parte da empresa de construção, conforme já foi descrito anteriormente, a partir de 4 de Março foi tomada a opção de realizar uma intervenção de emergência no único local parcialmente conservado onde seria ainda possível realizar algumas observações de caracter estratigráfico, na tentativa de melhor caracterizar o conjunto de estruturas escavadas na rocha identificado. Assim, foi realizada a escavação arqueológica da rampa de acesso à cave, uma faixa de terreno de 16m de comprimento por 3m de largura com uma diferença de cota altimétrica de cerca de 2m, junto ao limite SE do lote de terreno. Esta rampa foi cortada no terreno de acordo com as necessidades da obra, atingindo a rocha-base sensivelmente em dois terços do seu comprimento, pelo que apenas as estruturas mais próximas da rua Miguel Bombarda se encontravam conservadas à cota da sua abertura original, sendo as restantes já cortadas. A camada de terra que cobria a rampa apresentava-se já consideravelmente revolvida, pelo que foi feita simplesmente uma limpeza até se atingir a rocha e o topo dos enchimentos das estruturas escavadas na mesma ainda conservados. Desta limpeza foram apenas recolhidos alguns materiais com o caracter de amostragem, que foram marcados com a sigla correspondente aos materiais encontrados no decurso da obra sem contexto arqueológico seguro. Após a limpeza das terras superficiais, foi efectuada então a escavação das estruturas escavadas na rocha seguindo os métodos de registo e leitura estratigráfica propostos por E. Harris e A. Carandini 1. As estruturas identificadas nos cortes foram também objecto de registo 1 Harris, Edward C Principles of archaeological stratigraphy, 2nd edition. London / San Diego: Academic Press.

4 4 pelo mesmo método, embora apenas tenha sido escavadas aquelas cuja retirada do enchimento não colocava problemas de derrocada do corte em que se encontravam. Carandini, Andrea Storie dalla Terra: manuale di Scavo Archeologico. Torino:Giulio Einaudi editore.

5 5 Descrição dos Trabalhos Conforme já referido no ponto relativo à metodologia desta intervenção, foram objecto de registo e escavação as realidades observadas em duas circunstâncias distintas: por um lado, as estruturas identificadas em corte em sequência dos trabalhos de abertura da cave e, por outro as identificadas na intervenção de emergência levada a cabo na rampa de acesso à cave. Assim, a relação de unidades estratigráficas caracterizadas é a seguinte: A) U.e s identificadas em corte : (cf. Anexo II e III) [52] : fossa escavada na rocha aparentemente revolvida em época recente e cortada na parte superior por construções posteriores, conservando-se sobre esta uma mancha de derrube bem individualizada. [33] : fossa / silo escavada na rocha [45]: enchimento de [33]; foi recolhida abundante fauna, especial destaque para conchas de bivalves; o espólio cerâmico conta com a presença significativa de cerâmica comum decorada com pinturas a branco [32]: fossa / silo escavada na rocha [46]: enchimento de [34]; não removida [31]: fossa / silo escavada na rocha [44]: enchimento de [31]; não removida [30]: fossa / silo escavada na rocha [28]: enchimento de [30] [29]: fossa / silo escavada na rocha [27]: enchimento de [29] [53]: fossa / silo escavada na rocha. Esta estrutura conserva a argamassa de revestimento interior; foi cortada na parte superior pelas valas de implantação de cabos de electricidade que a atravessam [59]: enchimento de [53] [61]: fossa / silo escavada na rocha. Esta estrutura foi observada na vala aberta para as sapatas do muro de contenção lateral, abaixo da cota a que vai ficar o pavimento da cave. Note-se que aqui a rocha-base se encontra a uma cota de 98.85m, com uma diferença de cerca de 1.40m relativamente à base da rampa onde foi efectuada a intervenção de emergência. B) Rampa de acesso à cave: (cf. anexos IV, V e VI) [34] silo escavado na rocha com a boca estruturada em alvenaria formando um encaixe para a tampa que ainda conservava in situ apesar de ter sido cortado lateralmente. A cobertura desta estrutura fazia por meio de uma laje de calcário circular com um orifício no centro. O interior deste silo encontrava-se praticamente vazio segundo as indicações fornecidas pelos trabalhadores que operaram com a retroescavadora. Apresenta dois

6 6 orifícios sensivelmente a meio da altura das paredes laterais, pondo-o em comunicação com as u.e. s [47] e [49]. Apresentava restos de argamassa de revestimento. [39] enchimento de [34]; os materiais recolhidos na limpeza do interior do silo [34] foram marcados como pertencentes a esta u.e., mas dadas as condições dos trabalhos deverão tidas reservas quanto à sua proveniência, porque poderão ser resultado de transporte de terras em sequência dos trabalhos de escavação mecânica. [49] fossa / silo escavado na rocha de abertura circular; comunica através de orifício com o silo [34]. [50] enchimento de [49]; não removida [47] fossa / silo escavado na rocha de abertura circular; comunica com o silo [34] através de um orifício na parede lateral [48] enchimento de [47]; foi recolhido abundante espólio cerâmico, do qual se destacam fragmentos de cerâmica comum com pinturas a branco [35] fossa / silo escavado na rocha de abertura circular; apresenta vestígios de ter tido a abertura estruturada em alvenaria como o silo [34], mas que se apresenta já destruída. Apresentava vestígios de argamassa de revestimento. [62] resto de silo ou fossa escavado na rocha, muito destruído identificado em corte entre [34] e [35] cuja abertura estaria a mais a NW [63] mancha de terra escura identificada em corte; de reduzidas dimensões, corresponde ao enchimento de [62] [40] enchimento de [35]. Foram recolhidos fragmentos de cerâmica comum cronologia genericamente considerada como moderna; deste conjunto salientam-se inúmeros fragmentos de parede de uma (ou eventualmente duas) talhas de grandes dimensões. [66] fossa / silo escavado na rocha de abertura circular [67] enchimento de [66]; não escavada devido à necessidade de interromper os trabalhos antes do prazo de emergência previsto [36] fossa escavada na rocha com um desnível na cota de base formando um patamar / degrau paralelo ao seu eixo maior ao longo de todo o comprimento conservado da fossa. [41] enchimento de [36]; ao contrário das outras u.e s que enchiam as outras estruturas identificadas (com a excepção de [64]), esta u.e. é constituída por uma terra argilosa compacta de cor avermelhada, do tipo terra rossa que é comum encontrar-se associada aos substratos rochosos calcários. Foram recolhidos escasso fragmentos de cerâmica, entre os quais se podem atribuir ao período islâmico (fragmento de colo de jarrinha e fragmento de fundo de um alcatruz de uma nora) e um fragmento muito rolado que parece poder identificar-se como bojo de ânfora [70] fossa / silo escavado na rocha de abertura semicircular; apresenta uma diferença de cota de fundo de cerca de 0.70m relativamente ao fundo de [36] [68] fossa / silo que corta as u.e. s [41] e [36] de secção circular [69] enchimento de [68] até à camada [71], onde foram recolhidos fragmentos de cerâmica comum e vidrada de cronologia moderna

7 7 [71] camada de calcário em desagregação de superfície côncava que cobria toda a camada [72] sensivelmente a meia altura do silo [68], estéril em materiais arqueológicos [72] enchimento de [68] abaixo de [71]; terra castanha pouco compacta semelhante a [69] na sua constituição e materiais arqueológicos associados. [51] alicerce de parede em alvenaria de pedra miúda e argamassa de orientação Este/Oeste. Foi construído sobre as u.e s [68], [70] e [36] [54] mancha de alvenaria que corresponderia a um muro perpendicular a [51], conservado apenas sobre a abertura de [37] [38] silo / fossa escavada na rocha, cortado longitudinalmente pela abertura mecânica da cave, estando conservado apenas cerca de 1/3 [42] enchimento de [37]; foram recolhidos fragmentos de cerâmica de tipologia islâmica [57] vala de fundação escavada na rocha de parede não conservada, apresentando ainda vestígios da alvenaria dessa construção [58] enchimento da vala [57], apresenta semelhanças com as terras superficiais que cobriam a rampa, quer em termos de constituição (terras mais soltas que o enchimento das fossas/silos, com abundantes materiais de construção) que de materiais arqueológicos associados (cerâmica moderna / contemporânea) [64] vala / fossa escavada na rocha de orientação NW / SW [65] enchimento de [64]; camada de terras vermelhas semelhante a [41]; foram recolhidos fragmentos de cerâmica de cronologia islâmica (entre os quais um bico de candil e um fragmento decorado com a técnica de corda-seca) e fragmentos muito rolados de ânforas e cerâmica comum romana [38] fossa/silo escavada na rocha de secção ovóide cortada transversalmente já quase junto à base e longitudinalmente em cerca de 1/3 [43] camada de enchimento de [38] com cerca de 0.30m de espessura, assenta sobre [60]; foram recolhidos abundantes espólio cerâmico com alguns recipientes passíveis de reconstituição integral da forma [60] terras esverdeadas de grão mais fino que completam o enchimento de [38] sob [42], com abundantes carvões; os materiais arqueológicos recolhidos são semelhantes aos da u.e que a cobre sendo identificados fragmentos de um mesmo recipiente cerâmico nas duas camadas [55] fossa / silo escavada na rocha de secção circular [56] enchimento de [55]; é constituído exclusivamente por uma areia alaranjada de tipo areia de Rio Maior, completamente estéril em materiais arqueológicos de qualquer tipo, sendo observados apenas pequenos seixos rolados que fazem parte da constituição geológica destas areias Leitura das realidades arqueológicas observadas

8 8 A principal questão que se coloca à leitura da informação revelada por esta intervenção arqueológica é a natureza fragmentada da mesma devido às condições em que foi realizada. O conjunto de fossas / silos estender-se-ia com toda a probabilidade à total extensão do lote de terreno, sendo impossível neste momento ter uma visão global do sítio. Comparações com outros conjuntos semelhantes, nomeadamente a chamada Tinturaria Muçulmana do Horto do Jardim das Portas do Sol (Arruda e Viegas no prelo; Arruda 1984 e 1897), poderão contribuir para uma tentativa de reconstituição da imagem deste sítio arqueológico, que é necessariamente truncada devido à destruição a que foi sujeito. Genericamente, a identificação dos grandes momentos de ocupação no local reconhecidos na 1ª fase da intervenção (cf. Relatório da Intervenção Preventiva, pp.7-8) mantém-se. Assim, é identificada uma ocupação contemporânea do sítio, que corresponde aos restos das construções existentes que foram demolidas imediatamente antes dos actuais trabalhos de construção e às intrusões de redes eléctricas e de saneamento. Toda a área foi sujeita a um aterro cuja cronologia foi já apontada anteriormente para o séc.xvii/xix, que visou regularizar a superfície do terreno como plataforma de construção. Esse aterro tinha já sido identificado em todas as sondagens realizadas na 1ª fase. A remoção mecânica de terras para abertura da cave revelou que o perfil geológico corresponde um desnível regular com cerca de 14% de inclinação entre a rua Miguel Bombarda, onde a rocha se encontra praticamente à superfície, e o actual Beco dos Fiéis de Deus. Um transporte maciço de terras para o local veio nivelar a área, permitindo a formação de uma plataforma regular sobre a qual se desenvolvem as construções posteriores. Este fenómeno parece recorrente em Santarém nesta época, tendo sido identificado também em outras intervenções conduzidas recentemente no Centro Histórico de Santarém (cf. relatórios da intervenções na Rua Vila de Belmonte nº13-15 ( Casa do Brasil ) e Largo Zeferino Sarmento /R. Conselheiro F. Leal). A ideia de que o planalto de Santarém é uma construção humana sobre as especificidades geológicas da região (Custódio 1997: 37-40) começa a ganhar consistência e confirmação do ponto de vista arqueológico. Este aterro vem cobrir vestígios de uma ocupação anterior genericamente datada do período moderno. Os restos de alicerces de parede identificados na rampa de acesso à cave, [51] e [54], corresponde a este momento, bem como a vala [57] que servia de implantação a um muro já destruído ou parcialmente conservado sob os edifícios actuais contíguos, em cujo entulhamento [58] foram recolhidos materiais arqueológicos de cronologia claramente moderna. Uma leitura do alinhamento destas estruturas com as identificadas na 1ª fase de trabalhos revelam que as mesmas se podem integrar numa mesma malha ortogonal, nomeadamente no que diz respeito ao alinhamento do muro [51] com os muros [4] / [5] e [20]/[22] (sondagem 1). O alicerce identificado na sondagem 3 [17] parece integrar-se em termos de orientação neste sistema, embora se encontre a uma cota consideravelmente inferior (cerca de 3.70m de diferença). Esta diferença de cota deve ser lida naturalmente tendo em conta o desnível original do terreno, que só vem ser corrigido posteriormente com o aterro. Estas observações devem contudo ser tomadas como simples constatações cujo significado nos escapa, dado a relação espacial entre as diferentes áreas intervencionadas ser fortemente condicionada quer pelas reduzidas dimensões das mesmas face à área total do imóvel quer pelas destruições a que foi sujeito o sítio. Estariam associados a este momento de ocupação os vestígios de um lagar, que tinha já sido parcialmente identificado na sondagem nº4 da 1ª fase desta intervenção. Conforme foi descrito anteriormente, esta unidade de transformação, ou o que restava dela foi completamente destruída pelos trabalhos de abertura da cave. Foi apenas possível recuperar fragmentos de duas mós e um peso, que se encontram neste momento em depósito na Reserva Municipal, podendo o seu estudo tipológico revelar algumas informações sobre a estrutura a que estariam associados. A ocupação moderna vem sobrepor-se a uma ocupação medieval, que tinha sido identificada anteriormente apenas na área sondada junto à Rua Miguel Bombarda mas que agora revelou estender-se a todo o imóvel. Este momento caracteriza-se pela utilização de fossas escavadas na rocha, que numa fase de abandono são utilizadas como lixeira.

9 9 A funcionalidade destas estruturas negativas tem sido amplamente discutida (cf. Arruda e Viegas no prelo e Custódio, Ramalho e Lopes no prelo), sendo genericamente consideradas como silos para armazenamento de cereais e outros alimentos. No que diz respeito às estruturas identificadas na presente intervenção arqueológica, algumas parecem claramente apontar essa utilização, quer por características morfológicas (perfil tipo saco ) - como é o [32], [27], [34] e [47] - quer pelo facto de apresentarem vestígios de argamassa de revestimento - [53], [34] e [35]. Saliente-se a presença in situ da tampa do silo [34], constituída por uma laje de calcário circular com um orifício central que serviria possivelmente como engate de algum tipo de sistema de elevação da mesma (cf. Anexo?? ). Infelizmente, este silo foi um dos cortados longitudinalmente pelos trabalhos mecânicos de abertura da cave, sendo de aceitar com reservas a associação dos materiais arqueológicos aí recolhidos, já que houve transporte de terras para o seu interior pela acção da retroescvadora. Segundo as indicações dos operários que intervieram no local, este silo encontrava-se praticamente vazio. Por explicar fica também a existência de orifícios de comunicação entre [34] e [47] e [49], e [36] e [66] A questão do enchimento / entulhamento (ou não) destas estruturas coloca outra ordem de questões que se prende com o seu momento de abandono ou de 2ª utilização. Considera-se genericamente que este tipo de estruturas foi utilizado como lixeira numa fase tardia da ocupação medieval, sendo esse o momento que fica documentado em registo arqueológico. Essa utilização tinha já sido apontada para a estrutura escavada na rocha identificada na 1ª fase de trabalhos [23], e parece estar presente em todas as fossas / silos identificados nesta 2ª fase, à excepção talvez do silo [34] e [53]. Estes encontram-se quase vazios (no caso de [34], que conservava a tampa, completamente vazio?) e o seu estado de conservação faz pensar numa continuidade, senão de utilização pelo menos de não destruição, até época bem recente. Aliás [53] encontra-se cortado na parte superior por cabos de electricidade e a cerâmica recolhida no seu interior é de tipologia moderna e contemporânea. Convém salientar que estes dois casos se encontram junto da Rua Miguel Bombarda com a cota de abertura muito próxima da cota actual do terreno. Se algumas das fossa / silos - [33], [29], [47], [38] - apresentam uma cronologia de abandono coerente com aquilo que se conhece das estruturas semelhantes identificadas em outros locais da cidade (i.e., um momento final da ocupação islâmica correspondente ao séc.xi- XII), existem casos onde esses materiais estão misturados com outros de época moderna - [37] e [64] - ou exclusivamente modernos - [30], [53], [35]. Registe-se também a situação de sobreposição de abandono / utilização verificada entre [68], [70] e [36] (cf. Anexo VI). Caso absolutamente singular é o enchimento de [55], constituído exclusivamente por areia de rio, do tipo correspondente à Areia de Rio Maior muito frequente na composição das argamassas tradicionais utilizadas em construção na cidade de Santarém. Inicialmente, pensou-se que este depósito corresponderia a uma perturbação decorrente das obras em curso. Verificou-se contudo que não, que de facto esta estrutura se encontrava já cheia quando foi realizado o aterro da área, encontrando-se a cerca de 3m de profundidade relativamente à cota actual da superfície do terreno antes de iniciada a obra. O enchimento desta estrutura com areia foi intencional e o depósito foi feito quando a mesma se encontrava vazia, ou depois de limpa de eventuais vestígios de outra utilização. Além destas fossas / silos foram identificadas outras duas estruturas escavadas na rocha de características consideravelmente diferentes. Tratam-se de duas valas [36] e [64], que se encontram cortadas longitudinalmente, não sendo por isso possível saber qual seria o seu comprimento total. A vala [36] tem cerca de 0.80m de largura enquanto a [64] tem apenas 0.20m. Ambas se encontram cortadas na parte superior, pelo que a profundidade conservada actual não é significativa. No caso de [36] o fundo apresenta um desnível constituindo uma espécie de degrau ou plataforma a norte. O enchimento destas fossas - [41] e [65] - é semelhante entre si e claramente diverso do enchimento das restantes estruturas. É constituído por uma camada uniforme de terra vermelha argilosa, do tipo terra rossa, bem característico dos solos calcários. Ao contrário do enchimento das outras estruturas, onde o espólio é abundante sobretudo cerâmico e restos de fauna, aqui foram recolhidos escassos fragmentos de cerâmica e restos faunísticos. Alguns dos fragmentos de cerâmica recolhida são de cronologia islâmica (destacando-se um bico de candil decorado a corda-seca parcial proveniente da u.e. [65]) e verifica-se a existência de fragmentos de ânforas romanas. Estes fragmentos encontram-se muito rolados, pelo que se pressupõe que serão

10 10 resultado de transporte de terras de outro local, podendo o estado de conservação de alguns indicar uma deposição em meio aquático (fluvial?). Pela relação estratigráfica de [36] face a [68] e [70], constata-se esta estrutura é anterior à abertura / utilização das fossas / silos, extrapolando-se o mesmo para [64], embora seja impossível quantificar essa anterioridade, bem como uma eventual relação de funcionalidades entre estas estruturas. Curioso é também notar que o alinhamento destas valas corresponde ao eixo da R. Miguel Bombarda. Nesta fase de trabalho, ainda não é possível avançar com hipóteses interpretativas para a leitura deste sítio arqueológico, aguardando-se que a continuação dos estudos em curso (nomeadamente no que diz respeito ao espólio exumado) possa trazer mais alguma luz sobre as dúvidas que se colocam. As conclusões deste trabalho remetem-se assim para a publicação do artigo Intervenção na rua Miguel Bombarda - Santarém: algumas ideias sobre a ocupação islâmica do planalto cuja publicação está prevista na edição das Actas do Colóquio Santarém na Idade Média. Depósito e tratamento de materiais O espólio proveniente desta intervenção foi objecto de tratamento imediatamente após o termo da intervenção de emergência. Este tratamento consistiu na limpeza dos materiais exumados (à excepção dos metálicos, dado não se disporem de recursos adequados) e inventariação. Os materiais cerâmicos foram marcados com o código S. RMB x(de 1 a n). y(de 1 a n), correspondendo S = Centro histórico de Santarém, RMB = localização da intervenção (R. Miguel Bombarda nº33-35), x = nº unidade estratigráfica e y = nº de inventário. Os fragmentos cerâmicos foram objecto de ensaios de colagem o que permitiu a identificação e reconstituição de alguns recipientes. Os materiais recolhidos sem contexto definido, resultantes de recolhas em terras superficiais ou revolvidas pelos trabalhos de construção foram marcados com a sigla S.RMB acmp, correspondendo acmp= acompanhamento de obra. Os trabalhos de tratamento de materiais decorreram no edifício do antigo Museu Distrital, sendo os mesmos progressivamente integrados na Reserva Municipal - Secção de Arqueologia, onde têm o seu depósito definitivo. Acções de conservação / musealização Os trabalhos de abertura mecânica da cave implicaram a destruição de um conjunto significativo de testemunhos arqueológicos existentes no local, alguns dos quais já identificados anteriormente na fase de intervenção preventiva. As condições em que decorreram os trabalhos, particularmente a partir do momento em que a parede do edifício lateral sobre a rampa começou a ruir (a parede lateral do edifício do Centro Regional de Segurança Social, que em alguns pontos ficou descalça a uma cota de 6m, abriu fendas de cerca de 10cm no espaço de uma semana), determinou a necessidade de rapidamente se proceder ao reforço da mesma com a construção de uma parede de contenção em betão. Estes trabalhos, e a posterior execução do projecto de estruturas, implicou a destruição do que restava das fossas / silos escavados na rocha identificadas e estudadas na área da rampa de acesso à cave. Esta decisão foi tomada com a consciência de que esta seria a única possibilidade de salvaguardar a integridade do conjunto edificado actual contíguo com a celeridade necessária imposta pelos sinais de derrocada iminente verificados na estrutura. Aliás, a intervenção de emergência foi despoletada por este facto, já que seria a única possibilidade de assegurar o registo e estudo de uma realidade arqueológica cuja preservação, nas circunstâncias em que foi identificada, era praticamente impraticável. Conforme foi já referido no relatório da intervenção preventiva, está prevista a existência no futuro Centro Social Interparoquial de um pequeno espaço de numa área de acesso público do imóvel que, em conjunto com textos explicativos e registos gráficos dos trabalhos de escavação, constituirá uma memória da intervenção levada a cabo no local e divulgação dos resultados da mesma no contexto da história da cidade. Os encargos relativos à montagem deste espaço serão assegurados pelo Centro Social Interparoquial de Santarém, assegurando

11 11 a Autarquia o apoio técnico e científico necessário através da Divisão de Núcleos Históricos e Projecto Municipal Santarém a Património Mundial. Publicação dos resultados Os resultados desta intervenção arqueológica foram objecto de uma comunicação apresentada ao Colóquio Santarém na Idade Média em Março do presente ano que será publicada nas respectivas actas com o título Intervenção na rua Miguel Bombarda - Santarém: algumas ideias sobre a ocupação islâmica do planalto. Integrada elaboração do projecto de criação do pequeno espaço museológico nas instalações do futuro Centro de Dia e Ocupação de Tempos Livres, está prevista a edição de um desdobrável de divulgação da intervenção arqueológica.

12 12 Bibliografia ARRUDA, Ana Margarida A Alcáçova de Santarém: relatório dos trabalhos arqueológicos de Clio / Arqueologia Lisboa: UNIARCH. Vol.1, pp Santarém: Alcáçova de Santarém. Informação Arqueológica: Lisboa: Instituto Português do património Cultural - Departamento de Arqueologia. Vol.8, pp A ocupação da Idade do Ferro da Alcáçova de Santarém no contexto da expansão fenícia para o Ocidente Peninsular. Estudos Orientais: Os fenícios e o território português. Lisboa: Instituto Oriental da Universidade Nova de Lisboa. Vol.1, pp ARRUDA, Ana Margarida; VIEGAS, Catarina no prelo - As cerâmicas muçulmanas da Alcáçova de Santarém. Comunicação apresentada ao Colóquio Lisboa: encruzilhada de Muçulmanos, Judeus e Cristãos, (Lisboa de 23 a 25 de Outubro de 1997) cujas actas serão publicadas no nº 7 da revista Arqueologia Medieval editada pelo campo Arqueológico de Mértola. BEIRANTE, Maria Ângela V. da Rocha Santarém Medieval. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa. CÂMARA MUNICIPAL DE SANTARÉM 1997a - Património Monumental de Santarém: Inventário - Estudos Descritivos. Santarém: Câmara Municipal de Santarém. COELHO, António Borges Portugal na Espanha Árabe: I Geografia e Cultura, 2ª edição. Lisboa: Editorial Caminho. CUSTÓDIO, Jorge Santarém: o espírito do lugar. In Câmara Municipal de Santarém - Santarém: Cidade do Mundo. Santarém: Câmara Municipal de Santarém. Vol. I, pp CUSTÓDIO, Jorge; RAMALHO, Maria; LOPES, Carla no prelo - Santarém islâmica. Comunicação apresentada ao Colóquio Lisboa: encruzilhada de Muçulmanos, Judeus e Cristãos, (Lisboa de 23 a 25 de Outubro de 1997) cujas actas serão publicadas no nº7 da revista Arqueologia Medieval editada pelo campo Arqueológico de Mértola. GARCIA, José Manuel Em torno de Scallabis. In AAVV - Santarém: a cidade e os homens. Santarém: Museu Distrital de Santarém, pp GASPAR, Jorge Estudo Geográfico das aglomerações urbanas em Portugal continental. Finisterra. Vol. 10(19). MACHADO, José Pedro Santarém Muçulmana. In ensaios Histórico-Linguísticos. Lisboa: Editorial Notícias. pp MANTAS, Vasco

13 Arqueologia Urbana e Fotografia Aérea: contributo para o estudo do Urbanismo Antigo de Santarém, Évora e Faro. In AAVV - I Encontro Nacional de Arqueologia Urbana. Lisboa: IPPC. pp As fundações coloniais no território português nos finais da República e inícios do Império. In AAVV - Actas do II Congresso Peninsular de História Antiga. Coimbra: [s.n.]. pp RODRIGUES, José Augusto Estrutura do sistema de evolução urbana. In Câmara Municipal de Santarém - Santarém: Cidade do Mundo. Santarém: Câmara Municipal de Santarém. Vol. I, pp RODRIGUES, José Augusto e CUSTÓDIO, Jorge Evolução da estrutura urbana. In Câmara Municipal de Santarém - Santarém: Cidade do Mundo. Santarém: Câmara Municipal de Santarém. Vol. I, pp VIEGAS, Catarina Património Arqueológico. In Câmara Municipal de Santarém - Santarém: Cidade do Mundo. Santarém: Câmara Municipal de Santarém. Vol. II, pp

14 14 Anexos I II III Planta de localização das áreas de intervenção arqueológica : 1ª e 2ª fases Planta de localização das estruturas escavadas na rocha identificadas Estruturas escavadas na rocha identificados no corte efectuado no limite SW do terreno (junto à rua Miguel Bombarda) IV V Planta no final dos trabalhos na rampa de acesso à cave Cortes A-A, B-B e C-C assinalados na planta final dos trabalhos na rampa de acesso à cave VI Corte estratigráfico na base da u.e. [51] VII A - Peso de lagar e fragmentos de mós removidos pela abertura mecânica da cave B - Aspecto das fossas / silos [31], [32] e [33] quando identificadas no corte efectuado no limite SW do terreno (junto à rua Miguel Bombarda) VIII A - Rampa de acesso à cave após os primeiros trabalhos de limpeza no início dos trabalhos de emergência B - Silo [34] com tampa in situ IX A - Remoção da tampa de [34] B - [34] após escavação; notem-se os orifícios de comunicação com [47] e [49] X A - Silo [53] B - Fossa / silo [61] XI A - u.e. [71] sobre [72] B - Corte estratigráfico após remoção do enchimento de [68] XII A - Aspecto final dos trabalhos na rampa de acesso à cave (troço Sul) B - Aspecto final dos trabalhos na rampa de acesso á cave (troço Norte)

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