ÍNDICE I - INTRODUÇÃO 3 II - CONCESSÃO BRISA

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2 ÍNDICE I - INTRODUÇÃO 3 II - CONCESSÃO BRISA 13 III - OUTRAS CONCESSÕES RODOVIÁRIAS 19 IV - SERVIÇOS VIÁRIOS 27 V - INSPECÇÕES AUTOMÓVEIS 41 VI - NEGÓCIOS INTERNACIONAIS 45 VII - INDICADORES DE ACTIVIDADE EMPRESARIAL 49 VIII - RELATÓRIO FINANCEIRO 53 IX - RELATÓRIO SOBRE O GOVERNO SOCIETÁRIO 71 X - NOTA FINAL 125 XI - DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E ANEXOS CONSOLIDADOS 129 XII - DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E ANEXOS INDIVIDUAIS 203 XIII - ESTATÍSTICAS DE TRÁFEGO 245

3 I - INTRODUÇÃO

4 Brisa O Ano em Revista Março Tagus lança Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital da Brisa Via Verde atinge 3 milhões de clientes Abril Conselho de Administração divulga Relatório sobre a OPA Maio Mcall recebe prémio Altitude Innovation Awards 2012 Junho Brisa Inovação conclui instalação do sistema Easytoll para cobrança nas SCUT Conclusão do nó de ligação da Plataforma Logística (A1) Julho Agosto CMVM concede registo da OPA. É publicado o anúncio e o prospecto de lançamento da Oferta Pública. Período da oferta da OPA decorre de 17 de Julho a 08 de Agosto Brisa Concessão Rodoviária emite 225 milhões de euros em Obrigações BCR Dezembro 2014 Abertura ao tráfego da Plataforma Logística de Lisboa Norte ( na A1), 2x1 vias e 1,3Km de extensão Sessão especial de bolsa e divulgação de resultados da OPA Setembro Tagus solicita à CMVM perda de qualidade de sociedade aberta Brisa Concessão Rodoviária emite 300 milhões de euros em Obrigações BCR Abril 2018 Outubro Lançamento da aplicação para smartphones ibrisa 2.0 Arranque dos testes de interoperabilidade Via Verde com Espanha Arranque da construção do Nó de Soure (A1) Abertura ao tráfego do alargamento do sublanço Maia/St. Tirso (na A3) com 12,8Km de extensão Novembro Dezembro Abertura do EVOA - Parceria com a Companhia das Lezírias Brisa assinala 40º aniversário Conclusão da A33 da concessão Baixo Tejo Atribuição de notação de rating em governo societário (AAA) Católica/AEM I - INTRODUÇÃO 4 Relatório & Contas Consolidado 2012

5 Perfil Brisa Com 40 anos de actividade, a Brisa Auto-Estradas é uma das maiores operadoras de auto-estradas a nivel internacional e a maior empresa de infra-estruturas de transporte em Portugal. A empresa mãe (Brisa Auto-Estradas de Portugal) detém no seu portfólio um conjunto de activos divididos por cinco áreas de negócio: concessões Brisa e Atlântico, serviços viários, inspeçcões automóveis e negócios internacionais. Em Portugal, a Brisa Auto-Estradas detém seis concessões rodoviárias Concessão Brisa (BCR), Atlântico, Brisal, Douro Litoral, Baixo Tejo e Litoral Oeste, que integram 17 auto-estradas e totalizam km. A Concessão Brisa destaca-se por abranger um total de 1 126,3 km, distribuídos por 11 auto-estradas que cobrem o país de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Para apoiar a sua actividade, a Brisa detém outras empresas de serviços rodoviários, destacando-se a Brisa Operação e Manutenção (BOM), que garante as operações de todas as concessionárias nacionais do Grupo. A Via Verde, um dos serviços mais emblemáticos da Brisa, é um sistema de pagamento electrónico inovador, implementado em concessões rodoviárias, parques de estacionamento e postos de abastecimento de combustível.internacionalmente, a Brisa valoriza o desenvolvimento das suas competências na área de operação e manutenção, estando presente com parceiros locais nos mercados indiano e holandês/norte da Europa, para projectos de operação e manutenção de concessões rodoviárias e projectos de consultoria na área da mobilidade. A Brisa controla também a concessão rodoviária Northwest Parkway, nos EUA, em Denver, no Estado do Colorado. A Brisa está cotada na Euronext Lisboa e integra o seu índice geral PSI Geral.Em 29 de Março de 2012, foi lançada pela Tagus Holdings, S.à r l., uma oferta pública de aquisição sobre a totalidade das acções Brisa. O resultado da Oferta foi conhecido em Agosto, tendo o Oferente atingido uma participação de 84,81% do capital da sociedade e 92,06% dos direitos de voto. Em 4 de Setembro de 2012 foi apresentado pela Tagus à CMVM um requerimento para a perda de qualidade de sociedade aberta. Em 11 de Fevereiro de 2013, a Tagus Holdings, S.à r.l SA informou o mercado de que foi notificada pela CMVM para que no prazo de 15 dias úteis, seja apresentado pela Tagus à CMVM, um mecanismo de saída adequado à proteção dos investidores que não venderam na OPA, tendo em conta que: 1- A contrapartida deverá ser compatível com o disposto no artigo 188º do Código dos Valores Mobiliários ou com o disposto no nº 2 do artigo 490º do Código das Sociedades Comerciais; 2- O deferimento do pedido apresentado de perda de qualidade de sociedade aberta apenas se torna eficaz após ratificação pela CMVM do mecanismo de saída e da sua concretização; 3- Na eventualidade de tal mecanismo não vir a ser apresentado pela Tagus à CMVM no prazo referido ou caso o mesmo não venha a ser aceite pela CMVM, considera-se indeferido o pedido, o mesmo sucedendo no caso de, depois de aceite e verificado pela CMVM, o referido mecanismo não vier a ser implementado. I - INTRODUÇÃO Relatório & Contas Consolidado

6 Mensagem do Presidente 2012, um ano excepcionalmente marcante O ano em que a Brisa comemorou os seus 40 anos, foi um ano excepcionalmente marcante em três domínios. Em primeiro lugar, do ponto de vista económico, Portugal assistiu a uma quebra do consumo, privado e público, e a um aumento do desemprego nunca visto, com óbvios impactos no modelo de negócio da empresa. Em contrapartida, no plano financeiro, assistiu-se a um alívio da pressão verificada nos últimos trimestres, tendo sido possível à Brisa regressar aos mercados de dívida e, deste modo, estabilizar as necessidades de financiamento. Finalmente, no plano institucional, a empresa foi objecto por parte dos accionistas José de Mello e Arcus, através da sociedade Tagus, de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA), e de um subsequente pedido de cessação de sociedade aberta. Objectivo superado A recessão económica internacional e as políticas de austeridade adoptadas por Portugal, no âmbito do programa de ajustamento da economia portuguesa, acordadas com a troika, conduziram a uma quebra sem precedentes do tráfego, a qual implicou uma diminuição das receitas de portagem em 11%. Neste ambiente recessivo, a Brisa prosseguiu o seu esforço na gestão da geração de caixa, tendo conseguido assinaláveis ganhos, quer no domínio dos custos operacionais, quer do investimento corrente, tendo os mesmos no seu conjunto decrescido 22% face ao exercício anterior. A Brisa terminou, assim, o ano de 2012 com o resultado líquido de 42 milhões de euros, e com uma geração de caixa líquida (EBITDA-CAPEX) da ordem dos 358 milhões de euros, conseguindo ultrapassar o valor alcançado em É de salientar que este era o grande objectivo para o exercício, o qual, com grande esforço, foi possível superar. Estabilidade financeira No plano financeiro, a Brisa Concessão Rodoviária (BCR), principal activo do grupo, colocou no mercado de divida quatro emissões a médio e a longo prazo, no montante total próximo dos 700 milhões de euros, junto de investidores domésticos e internacionais, em condições de mercado extremamente difíceis para os emitentes portugueses, o que espelha o excelente perfil de crédito da BCR. Com este montante de emissões, a concessão Brisa tem uma reforçada liquidez financeira, uma maior maturidade da sua dívida e, ainda, um menor risco de financiamento. Acresce, no domínio financeiro, a desconsolidação das concessões Brisal e Douro Litoral, o que representou uma redução da dívida líquida consolidada em cerca de 1,5 mil milhões de euros. Recorde-se que a Brisa reconheceu ao longo dos últimos exercícios nas suas demonstrações financeiras as perdas totais correspondentes à sua exposição accionista a estes dois activos. Posição de neutralidade na OPA A 29 de Março, os accionistas José de Mello e Arcus, através da sociedade Tagus, lançaram uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a totalidade das acções Brisa., por um valor de 2,66 euros por acção, tendo posteriormente revisto este valor para 2,76 euros por acção. Face a esta Oferta, o Conselho de Administração adoptou uma posição de neutralidade e recomendou que cada accionista tomasse a sua decisão, quanto à venda ou manutenção das acções, com base nos próprios objectivos de investimento e respectivo horizonte temporal. O resultado da Oferta, apurado a 9 de Agosto, foi a aquisição de 35% das acções, o que correspondeu a uma concentração de 84,8% das acções da empresa e a 92% dos direitos de voto. Consequentemente, foi solicitado pela Tagus junto da autoridade de mercado a perda por parte da Brisa de qualidade de sociedade aberta, cujo processo ainda decorre. I - INTRODUÇÃO 6 Relatório & Contas Consolidado 2012

7 Da era das infra-estruturas para a era da mobilidade Apesar dos tempos difíceis que marcam a actualidade, e que também marcaram outros momentos dos 40 anos de história da Brisa, a empresa tem dado provas da sua capacidade de resposta, designadamente através da busca constante de maior eficiência e da inovação dos processos e da tecnologia. Nos próximos 40 anos, os desafios que a empresa enfrenta são grandes e exigentes, mas também são ricos em oportunidades. Os desenvolvimentos tecnológicos vão gerar as mais variadas mudanças. Os comportamentos das pessoas vão evoluir. Factores tão distintos como o ambiente ou os mercados vão promover novos padrões de eficiência. E, a mobilidade vai continuar a ser decisiva para a prosperidade das pessoas e das nações. Neste contexto, a Brisa redefiniu a sua visão, baseada na evolução do modelo de negócio, da era das infra-estruturas, centrada na oferta, para a era da mobilidade, centrada na procura e no cliente. Um modelo muito mais exigente e mais complexo, com novas variáveis e novos intervenientes, e cada vez mais distante do contexto tradicional da mera estrada. Fruto do trabalho realizado nos últimos anos, a Brisa é, hoje, uma empresa mais flexível, mais eficiente e mais sólida, reunindo, por isso, as condições para potenciar um novo ciclo de crescimento e para cumprir a sua missão: proporcionar mobilidade eficiente para as pessoas. I - INTRODUÇÃO Relatório & Contas Consolidado

8 Principais Indicadores de Desempenho REDE * 2012 Número de auto-estradas em concessão directa Número de quilómetros das auto-estradas em concessão directa Número de quilómetros da concessão directa abertos ao tráfego Número de quilómetros abertos ao tráfego incluindo participadas Número de quilómetros abertos ao tráfego, ajustados à % de participação EXPLORAÇÃO (montantes em milhões de euros) Proveitos totais de exploração, euros Receitas de portagens, euros Percentagem das portagens nos proveitos totais de exploração 85% 87% 85% 80% 80% EBITDA Margem do EBITDA, % 70% 71% 70% 68% 69% EBIT Margem do EBIT, % 40% 36% 8% 36% 34% Resultado líquido do exercício atribuível a detentores do capital ,9 BALANÇO (montantes em milhões de euros) Capital social, inteiramente subscrito Capital próprio e interesses minoritários Passivo Activo líquido total Capital próprio/activo líquido total, % 24% 25,2% 31,1 23,1 27,1 Rendimento do capital próprio (ROE), % 8,9% 11,0% 58,2-4,3 3,2 Rendimento do activo (ROA), % 2,8% 2,7% 14,7-1,4 0,7 DÍVIDA Dívida financeira líquida Dívida financeira líquida/ebitda, % 7,6 6,9 4,6 7,8 5,1 EBITDA/Encargos financeiros, % 2,5 3,4 3,5 3,9 3,3 ACÇÃO Número de acções emitidas, milhões Cotação no final do ano, euros 5,35 7,18 5,22 2,55 2,14 Capitalização bolsista no final do ano, milhões de euros Resultado líquido por acção, cêntimos (de euro) Dividendo por acção (bruto) PER no final do ano ,1 28,2 1 IFRS 2 Resultados antes de ganhos e perdas financeiros, impostos e amortizações 3 Resultados antes de ganhos e perdas financeiros e impostos 4 Com o valor nominal de um euro por acção *2011 reexpresso por desconsolidação da concessão Brisal e Douro em 2012 I - INTRODUÇÃO 8 Relatório & Contas Consolidado 2012

9 Enquadramento Macroeconómico Após um crescimento positivo da economia nacional em 2010, 2011 revelou uma quebra no Produto de 1,5%. Em 2012, com a intensificação do processo de ajustamento da economia Portuguesa e a consequente política orçamental restritiva registou-se um agravamento da contracção da procura interna, pública e privada. Segundo as previsões mais recentes (Comissão Europeia, Dez 2012) o Produto Interno Bruto cairá 3,0%, sendo esta queda ainda mais expressiva no Consumo Privado que se espera que sofra uma redução face a 2011 na ordem dos 6% (-5,7%). Preços e Mercados Financeiros As taxas de inflação apresentaram níveis elevados durante 2012, impulsionadas sobretudo pelos preços dos produtos energéticos e de outras matérias-primas. Em Julho de 2012, o Conselho do Banco Central Europeu decidiu baixar a taxa directora em 0,25 pontos percentuais (pp) para 0,75%, colocando-a em novo mínimo histórico. Neste contexto, as taxas de juro de curto prazo denominadas em Euros intensificaram a tendência decrescente que já se vinha verificando desde início de 2012, tendo desde então, e de forma quase ininterrupta, atingido diariamente novos mínimos históricos. A taxa de câmbio do euro face ao dólar oscilou durante o ano de 2012, mas depreciou-se desde o final de Dezembro de 2011, tendo atingido no final de Dezembro de 2012 o valor de 1.319, o que representa uma apreciação de 2.0% face ao final de Dezembro de No entanto, a média da taxa de câmbio situou-se em 1.285, representando uma valorização de 7.7% em relação ao ano anterior. Depois de ter atingido o máximo no final de Janeiro, o custo da dívida soberana portuguesa recuperou ao longo do ano para níveis inferiores aos que deram origem ao pedido de ajuda externa, descendo quase ponto base desde o final de Janeiro até final do ano nas obrigações com maturidade a 10 anos. Esta evolução positiva também se verificou ao nível da percepção de risco de crédito, conforme medido pelo pricing dos seus Credit Default Swaps (CDS), os quais recuperaram de um nível de pontos base no início do ano para um nível de 443 pontos base no final do ano. Combustíveis Rodoviários Após um forte aumento do preço dos combustíveis registado em 2011 (+12,5% e +19,1% na gasolina e gasóleo, respectivamente), 2012 revelou novamente um aumento do preço de venda ao público tanto da gasolina como do gasóleo, embora com menor intensidade do que o de 2011 (aumento médio de +6,0%). I - INTRODUÇÃO Relatório & Contas Consolidado

10 Evolução mensal do preço de venda ao público dos combustíveis rodoviários, ,80 1,70 Gasolina Gasóleo 1,60 1,50 1,40 1,30 1,20 J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A S O N D Fonte: Direcção Geral de Energia e Geologia Este agravamento dos preços levou consequentemente ao decréscimo das vendas de combustíveis rodoviários. Verificou-se que, apesar do aumento do preço ter sido inferior em 2012 do que em 2011, as vendas acumuladas a Outubro de 2012 caíram mais do que no período homólogo de 2011 (- 9,0% vs. -6,0%). Preço médio anual de venda ao público dos combustíveis rodoviários TCA Gasolina 1,58 1,68 6,5 % Gasóleo 1,37 1,45 5,8 % TCA Taxa de Crescimento anual Esta situação deveu-se essencialmente à maior retracção da venda e consumo de gasóleo (que representa 79% das vendas totais de combustível), reflectindo um agravamento do desgaste financeiro das empresas face à conjuntura económica desfavorável associada a dois anos consecutivos de aumento do preço dos combustíveis. I - INTRODUÇÃO 10 Relatório & Contas Consolidado 2012

11 Evolução da venda dos combustíveis rodoviários, (valores acumulados a Outubro) Gasolina Gasóleo Total ,7% -6,0% -8,8% -9,0% -9,0% -10,3% Mercado Automóvel Em 2012 foram vendidos em Portugal cerca de 113 mil veículos automóveis, representando este volume uma quebra nas vendas de 41% em relação a 2011, que por seu lado já tinha revelado uma retracção de 30%, relativamente ao volume de vendas de Em resultado da crescente perda de rendimento disponível das famílias os veículos ligeiros de passageiros registaram uma quebra nas vendas de 38%, quebra esta que se demonstrou ainda mais intensa nos veículos comerciais ligeiros que venderam menos 54% do que em 2011, resultado também da degradação financeira das empresas, em especial as PME s. No total, os veículos ligeiros reduziram em 41% o volume de vendas em As categorias de veículos pesados registaram uma redução anual das vendas de 30%, tendo-se observado inclusivamente nos últimos meses de 2012 um aumento significativamente positivo das vendas, relacionando-se muito certamente este aumento com questões fiscais, não sendo por isso, um indicador de tendência. Evolução mensal acumulada das vendas de veículos novos em Portugal, ,0% -30,0% -35,0% -40,0% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez -29,5% -40,9% -45,0% -50,0% -55,0% -60,0% Veíc. Pesados Veíc. Ligeiros Fonte: ACAP, Associação Automóvel de Portugal I - INTRODUÇÃO Relatório & Contas Consolidado

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13 II - CONCESSÃO BRISA

14 Concessão Brisa A Brisa Concessão Rodoviária (BCR) é detida a 100% pela Brisa tendo uma rede que integra 12 autoestradas. A concessão foi atribuída em 1972 e termina em A rede concessionada à Brisa Concessão Rodoviária (BCR), é de 1.126,3 km, incluindo o futuro acesso ao Novo Aeroporto de Lisboa, distribuída por 12 auto-estradas. Com a rede praticamente construída, encontram-se actualmente em exploração directa 11 auto-estradas, num total de 1.100,2 km em operação, sendo 1.014,1 km constituídos por sublanços com portagem e 4,3 km pela ligação ao Alto da Guerra, na A12, com um perfil de 2x1 via. A finalização da rede realizar-se-á com a construção da A33, correspondente ao acesso ao Novo Aeroporto de Lisboa, projecto actualmente a carecer de definição. A rede cobre o país de Norte a Sul e de Este a Oeste, abrangendo os seus principais eixos rodoviários - corredor litoral e ligação Lisboa - Madrid. Inclui também importantes vias radiais e circulares das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto. Características da Concessão em 2012 Auto Estradas Com Portagem Sem Portagem Extensão em Kms Total 2x1 vias 2x2 vias 2x3 vias 2x4 vias A1 - Auto-estradado Norte 279,1 17,4 296,5 1,3 160,6 127,3 7,3 A2 - Auto Estrada do Sul 225,2 9,6 234,8 0,0 202,8 32,0 0,0 A3 - Auto-estrada Porto - Valença 101,3 11,5 112,8 0,0 91,6 0,0 8,4 A4 - Auto-estrada Porto - Amarante 48,3 3,0 51,3 0,0 50,3 1,0 0,0 A5 - Auto-estrada da Costa do Estoril 16,9 8,1 25,0 0,0 3,8 21,2 0,0 A6 - Auto-estrada Marateca - Elvas 138,8 19,1 157,9 0,0 157,9 0,0 0,0 A9 - Circular Regional Externa de Lisboa 34,4 0,0 34,4 0,0 0,0 34,4 0,0 A10 - Auto-estrada Bucelas - Carregado - IC3 39,8 0,0 39,8 0,0 7,4 32,4 0,0 A12 - Auto-estrada Setúbal - Montijo 24,8 4,3 29,1 4,3 5,2 19,6 0,0 A13 - Auto-estrada Almeirim - Marateca 78,7 0,0 78,7 0,0 78,7 0,0 0,0 A14 - Auto-estrada Figueira da Foz - Coimbra (Norte) 26,8 13,1 39,9 0,0 39,9 0,0 0,0 Total 1 014,1 86, ,2 5,6 798,2 267,9 15,7 Alargamentos e expansão da rede Concluiu-se a construção do acesso, na A1 - Auto-estrada do Norte, à Plataforma Logística de Lisboa Norte, em Castanheira do Ribatejo, com um perfil de 2x1 vias e 1,3 km de extensão, cuja abertura ao tráfego ocorreu em 12 de Julho último. II - CONCESSÃO BRISA 14 Relatório & Contas Consolidado 2012

15 O processo relativo à Ligação à Plataforma Logística do Poceirão continua suspenso, em virtude do não desenvolvimento da própria plataforma. Foi adjudicada e iniciada a construção do Nó de Soure, no sublanço Pombal / Condeixa, da A1 - Auto-estrada do Norte, cuja conclusão se prevê, ocorrer durante o próximo ano. Com o objectivo de se melhorar as condições de trabalho e segurança, foram ainda concluídas as empreitadas para a concepção e construção de passagens superiores pedonais em várias praças de portagem. Prosseguiu o plano de alargamento do número de vias em sublanços que, de acordo com o previsto no contrato de concessão. Em 2012 foi concluído o alargamento de cerca de 12,8 km do sublanço Maia / St. Tirso, da A3 - Auto-estrada Porto / Valença, cuja abertura ao tráfego veio a ocorrer a 25 de Outubro. Foi lançado o concurso público para o alargamento do sublanço Carvalhos / Santo Ovídeo, da A1 Auto-estrada do Norte e recebidas as propostas referentes à empreitada para a concepção/construção do Novo Túnel Norte de Águas Santas, inserido no processo de alargamento do sublanço Águas Santas / Ermesinde da A4 Auto-estrada Porto / Amarante, encontrando-se, presentemente, essa empreitada em fase de adjudicação. Conservação da rede Ao nível da conservação, para além de diversas intervenções localizadas, destaca-se a conclusão das seguintes empreitadas: Estabilização dos taludes de aterro, situados entre os kms e (sentidos S/N E N/S), no sublanço Almodôvar / São Bartolomeu de Messines, da A2 - Auto-estrada do Sul; Reparação do talude de escavação situado ao km (N/S) e km (S/N), no sublanço São Bartolomeu de Messines / Paderne, da A2 - Auto-estrada do Sul; Beneficiação e reforço do pavimento, do sublanço Carregado / Aveiras de Cima, da A1- Auto-estrada do Norte; Beneficiação do pavimento do trecho entre os kms e , sentido Norte/Sul, do sublanço Almada / Fogueteiro, da A2 - Auto-estrada do Sul; Beneficiação e reforço do pavimento, do sublanço Famalicão / Cruz, da A3 Auto-estrada Porto / Valença; Beneficiação e reperfilamento do pavimento do ramo B do Nó de Águas Santas, no sublanço EN12 / Águas Santas, da A3 - Auto-estrada Porto / Valença; Beneficiação do pavimento rígido, no sublanço Paredes / Penafiel, da A4 - Auto-estrada Porto / Amarante; Reparação do pavimento, no sublanço Elvas / Caia, da A6 Auto-estrada Marateca / Caia; Conservação em obras de arte da rede, na A1 Auto-estrada do Norte, A2 - Auto-estrada do Sul, A5 - Auto-estrada da Costa do Estoril e A12 - Auto-estrada Setúbal / Montijo. Em 31 de Dezembro de 2012 estavam ainda em curso, empreitadas de reparação de taludes instabilizados na A10 e de reabilitação e reforço de passagem hidráulica na A9. Na sequência do pedido de propostas, encontram-se em apreciação as propostas para as obras de beneficiação e reforço do pavimento, nos sublanços Vila Franca de Xira II / Carregado e para as obras de estabilização dos taludes de aterro, situados entre os kms e , no sublanço St.ª Iria da Azóia / Alverca, ambos da A1 - Auto-estrada do Norte. II - CONCESSÃO BRISA Relatório & Contas Consolidado

16 No ano em análise continuaram também as inspecções periódicas às infraestruturas, bem como a auscultação de pavimentos, observação e monitorização de taludes e estruturas de contenção e inspecção de obras de arte cuja informação, depois de introduzida nos Sistemas de Gestão de Pavimentos, Taludes ou de Obras de Arte, servirá de apoio aos estudos de beneficiação e reforço, estabilização e/ou reforço estrutural dos mesmos. No início do quarto trimestre foram adjudicadas várias empreitadas de concepção e construção de Barreiras Acústicas a serem executadas nos sublanços Fogueteiro / Coina da A2 - Auto-estrada do Sul, Paredes / Penafiel da A4 Auto-estrada Porto/Amarante e no sublanço Maia / Santo Tirso da A3 Auto-estrada Porto / Valença. O investimento directo na rede concessionada totalizou 40 milhões de euros referente a novos lanços, repavimentação, alargamentos e outros equipamentos. A maior fatia do investimento continuou a ser dedicada aos alargamentos de sublanços, no montante de 17,6 milhões de euros. Considerado aqui como investimento, as grandes reparações são contabilisticamente consideradas como custos operacionais. Tráfego Em 2012, o Tráfego Médio Diário Anual (TMDA) na Brisa Concessão Rodoviária foi de veículos. Face a 2011, este volume representa uma diminuição de procura de tráfego de 14,0%. Ao nível dos quilómetros percorridos na rede (circulação), esta variação foi negativa em 13,7% (0,3% melhor) em virtude do dia a mais de Fevereiro de 2012 face a Esta evolução muito degradada do tráfego, resultou principalmente de uma conjuntura macroeconómica desfavorável, agravada ainda ligeiramente por efeitos de concorrência que se fizeram sentir em A conclusão do IC17 (CRIL) que ocorreu em Abril de 2011 produziu ainda efeitos negativos na procura da A9 em 2012, embora menores do que os registados no ano anterior. A abertura das autoestradas da Concessão Douro Litoral ao longo de 2011 provocou também, tal como o IC17, um ligeiro efeito negativo na procura de tráfego da Brisa Concessão, nomeadamente nas auto-estradas A1 e A4. O conjunto destes dois efeitos teve um impacto negativo em 0,5% para o resultado final da Brisa Concessão Rodoviária. Decomposição da variação da circulação anual Decomposição 2012 Crescimento Orgânico -13,4% Efeito de Calendário +0,2% Concorrência -0,5% Crescimento Final -13,7% Análise por auto-estrada Como consequência do ambiente macroeconómico desfavorável verificou-se que todas as autoestradas experimentaram perdas de tráfego, embora com intensidades distintas. As menores perdas de tráfego registaram-se na A1 (Auto-estrada do Norte), A3 (Auto-estrada Porto/Valença), A4 (Auto-estrada Porto/Amarante) e A5 (Auto-estrada da Costa do Estoril), em II - CONCESSÃO BRISA 16 Relatório & Contas Consolidado 2012

17 grande parte pelo facto da maioria do seu tráfego ser composto por deslocações relacionadas com actividades profissionais (tanto de serviço, como pendulares), e por isso mais resiliente. A A9 (CREL Circular Regional Exterior de Lisboa) constitui a excepção, uma vez que apesar de também servir maioritariamente deslocações profissionais, foi a auto-estrada que registou a maior perda de tráfego de toda a concessão. Neste caso particular, a razão deste comportamento mais negativo tem a ver com o efeito de transferência de parte do seu tráfego para uma via concorrente sem portagem, nomeadamente o IC17 (CRIL), que após finalizado, passou a constituir uma alternativa gratuita para muitas deslocações da A9. Opostamente às auto-estradas atrás referidas, mas também devido à crise económica que o país atravessa, as auto-estradas mais sazonais e relacionadas com deslocações de lazer foram as que sofreram quebras de procura mais expressivas. No conjunto destas auto-estradas destacam-se a A2 (Auto-estrada do Sul), A6 (Auto-estradas Marateca (A2) - Caia) e A13 (Auto-estrada Almeirim - Marateca). Variação da Circulação anual por auto-estrada A1 A2 A3 A4 A5 A6 A9 A10 A12 A13 A14 BCR -6,4% -8,5% -8,4% -13,1% -18,1% -14,0% -13,7% -16,6% -17,6% -19,9% -23,5% -22,0% Análise por classe de veículo A avaliação da distribuição de tráfego por tipo de veículo revela um pior desempenho dos veículos pesados face aos veículos ligeiros, que registaram uma perda de 13,5%, face aos pesados que caíram 18,6%. Por este facto, a repartição de tráfego por classe de portagem revela um reforço da classe 1 face às restantes, resultando igualmente numa redução da percentagem de veículos pesados, que passou de 5,2% em 2011 para 4,9% em Estrutura de tráfego por classe de portagem Estrutura de tráfego por tipo de veículo Classe CL1 83,5% 84,4% ,1% 4,9% CL2 11,3% 10,8% CL3 0,7% 0,6% ,8% 5,2% CL4 4,5% 4,3% Ligeiros Pesados II - CONCESSÃO BRISA Relatório & Contas Consolidado

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19 III - OUTRAS CONCESSÕES RODOVIÁRIAS

20 Concessão Atlântico A Concessão Atlântico (AEA ou Atlântico) é detida a 50% pela Brisa e compreende a exploração das Auto-estradas A8 (Lisboa/Leiria) e a A15 (Caldas da Rainha/Santarém), num total de 170 km (144 km com portagem e 26 km sem portagem), ambas localizadas na região Oeste de Portugal. Foi atribuída em 1998 e termina em A A8 liga directamente, na zona de Leiria, com a A17 (Litoral Centro) da concessão Brisal e com o IC36, da subconcessionária AELO (Auto-estradas do Litoral Oeste). A Sul, liga com a A9 (CREL) da concessão Brisa e com a A21, da Concessão EP. A A15 também tem ligação à Concessão Brisa, na zona de Santarém, com a A1 (Norte). Esta rede tem uma forte componente urbana, uma vez que serve a região Norte da área metropolitana de Lisboa, parte do segundo eixo rodoviário Norte-Sul, e a região Oeste, uma das mais desenvolvidas de Portugal. Tráfego Em 2012, o Tráfego Médio Diário Anual (TMDA) na Concessão Atlântico foi de veículos, o que representa uma diminuição anual de 12,9%. Em termos da circulação total da concessão, a perda foi de 12,7%. No caso da Atlântico, a causa para a redução de procura foi derivada, essencialmente, da conjuntura económica desfavorável, uma vez que não se registaram em 2012 efeitos externos com expressão visível. Tal como na Brisa Concessão, os veículos pesados apresentaram um resultado negativo muito superior ao dos veículos ligeiros (-19,9% e -12,6%, respectivamente). Relativamente à repartição de tráfego por classe de portagem, registou-se um reforço da classe 1 e perda de peso relativo das classes 2 e 4. Como consequência, verificou-se uma ligeira redução da percentagem de veículos pesados para 3,7%. Estrutura de tráfego por classe de portagem Estrutura de tráfego por tipo de veículo Classe CL1 84.2% 85,2% CL2 11.8% 11,1% CL3 0.8% 0,8% CL4 3.2% 2,9% ,3% 96,0% Ligeiros Pesados 3,7% 4,0% Concessão Litoral Centro A Concessão Litoral Centro (Brisal) é detida a 70% pela Brisa tem prazo de concessão variável de 22 a 30 anos, e tem por objecto a exploração em regime de portagem da A17 Lanço Marinha Grande- Mira. A A17-Lanço Marinha Grande-Mira desenvolve-se ao longo de 92,7 km paralelamente à A1 e costa da região Litoral Centro de Portugal. III - OUTRAS CONCESSÕES RODOVIÁRIAS 20 Relatório & Contas Consolidado 2012

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