Ações sustentáveis como forma de inovação em eventos turísticos

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1 Ações sustentáveis como forma de inovação em eventos turísticos Savanna da Rosa Ramos 1 Pâmela Soares Salomão Santos 2 Filipe Rossato Silva 3 Resumo: Inovar no campo turístico por meio de mudanças é adequá-lo a suas necessidades, portanto, é considerável pensar em sustentabilidade aplicando-se em eventos turísticos. Este artigo tem por objetivo principal expor como as ações sustentáveis vêm sendo trabalhadas no segmento de eventos na atualidade a partir da busca por autores que abordam a temática. E para o alcance desse foi proposto verificar também casos práticos de eventos e, explanar sobre conceituações dentro do turismo, tais como inovação e sustentabilidade e a sua aplicação no segmento de eventos estabelecendo considerações quanto ao que ocorre na realidade. Dessa forma, a metodologia consiste em um estudo exploratório, baseado em fontes secundárias de dados (levantamento bibliográfico de autores que estudam atualmente o assunto). Espera-se que esse estudo contribua com conhecimentos no meio acadêmico para o campo do turismo de eventos e venha mostrar como a sustentabilidade e as suas ações pré-definidas se comportam no segmento eventos. Palavras-chave: Eventos. Sustentabilidade. Turismo. Inovação. Introdução Atualmente, a prática de organizar eventos com caráter mais sustentável vem sendo muito difundida e igualmente aceita dada as necessidades da sociedade e suas questões ambientais de preservação da espécie humana. Esse fato deve-se à reflexão de que os bens e recursos que se usufrui hoje, se não forem estrategicamente preservados, não perpetuarão para as nossas próximas gerações. Considerando-se que a relação entre sociedade e espaços de eventos existe desde a antiguidade e que apresenta diferenciais nos diversos períodos da história, a estrutura social de cada época acaba determinando a construção de espaços para determinado fim, na busca por atender às múltiplas determinações da sociedade (Canton, 2002; Santos, 1997), no caso dos eventos. Melo Neto (1998, p.14) também comenta que o evento amplia os espaços para a vida social e pública e a participação conduz as pessoas para a experimentação conjunta de emoções, desenvolvendo o seu senso crítico, aprimorando suas visões, prezando a liberdade e adquirindo maior sensibilidade. De acordo com a Ontario Trillium Foundation (2003), eventos têm impactos que vão além do que poderia ser mensurado em termos econômicos, eles contribuem para a qualidade de vida que vai além da cidade sede pelo fortalecimento das comunidades, proporcionando atividades e eventos únicos, construindo a ciência de diversas culturas e identidades, e atuando como uma fonte de orgulho comunitário. Já Canton (2002) considera que os 1 Professora Assistente do Curso de Turismo da Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho UNESP/ Campus de Rosana, SP; Mestre em Turismo e Hotelaria na Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI, SC; Bacharel em Turismo na Universidade de Santa Cruz do Sul, UNISC, RS; BRA. Contato: 2 Graduanda do Curso de Turismo pela Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho UNESP/ Campus de Rosana, SP. Contato: 3 Graduando do Curso de Turismo pela Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho UNESP/ Campus de Rosana, SP. Contato: 1

2 eventos podem ser um instrumento de poder, o qual movimenta uma sociedade, manipula pessoas e, por fim, acaba criando alterações no campo social, econômico e político desta sociedade. Nesse sentido, os eventos, independentes dos lugares que ocorrem, sempre refletiram a sociedade na qual acontece e, por outro lado, podem refletir sobre ela no momento que se tem a consciência do quão manipulador ele é. Assim, os eventos não podem ser vistos como uma atividade isolada do contexto social e cultural em que estão inseridos. Dentro do processo turístico, devem estar integrados ao planejamento das cidades a partir de uma política de eventos, a qual compete mobilizar os valores sociais autênticos da localidade, a fim de que estes sejam sustentáveis e permanentes (Ramos, 2005). Dessa forma, o presente artigo aborda, a partir de conceitos de inovação no turismo, como vem se dando a aplicação da sustentabilidade em eventos como forma de inovação nesse mercado promissor do século XXI. E tem como objetivo principal expor como a ações sustentáveis vem sendo trabalhadas no segmento de eventos a partir da busca por autores que abordam a temática. E para o alcance desse foi proposto verificar também casos práticos de eventos e explanar sobre conceituações dentro do turismo, tais como inovação e sustentabilidade e a sua aplicação no segmento de eventos e estabelecendo considerações quanto ao que ocorre na realidade. A metodologia caracteriza-se por um estudo exploratório em fontes secundárias de dados realizando um levantamento bibliográfico dos principais autores que estão a observar esta temática, entre eles destacam-se Piccin e Mac Dowell (2009; 2011), Mastrobuono (2009), Silberberg (2010), Matias e Mello (2011), Santos (2011) e Martin e Rogers (2011) para compreender o contexto atual. A partir disso, espera-se o esclarecimento a respeito da definição de sustentabilidade adequando-a num contexto ligado ao turismo e, indo mais além, mostrar como a sustentabilidade e as suas ações pré-definidas se comportam no segmento eventos. Assim, será explanado sobre conceituações no turismo, inovação e sustentabilidade e seu aproveitamento no segmento de eventos. 1 A inovação e o turismo de eventos Inovar vem sendo uma forma de contribuir para a vida no planeta. Fazer a diferença para a sustentabilidade, aproveitando as oportunidades de mudanças é fundamental para a manutenção dos recursos existentes hoje, a fim de criar um futuro com condições plenamente habitáveis e (re)utilizáveis. A ênfase em querer buscar soluções a partir de diferentes meios vem a ser um dos caminhos da atividade turística para o século XXI. As inovações começam a existir de inúmeras formas, dando-se muitas vezes por meio de processos simples, de menor custo econômico e conveniente para empresas e órgãos e utilizando-se 2

3 de pequenos princípios, ocasionando assim a transformação do produto. Nesse sentido, Beni (2008) apresenta características que resultam na inovação turística, que pode ser a própria sofisticação do produto oferecido, a partir da combinação com mais produtos existentes, do aperfeiçoamento de suas características, dando uma nova roupagem e despertando outros olhares. A capacitação de mão de obra especializada também contribui nas inovações para que os serviços oferecidos sejam eficazes e satisfatórios, isso vem a ajudar na melhoria e manutenção dos serviços que são oferecidos, atrelado a um suporte técnico atuante; além disso, a capacidade de oferecer um produto com mais atributos, porém com o mesmo valor, ou com o mínimo de acréscimo de custo contribui no processo inovador. Ademais, uma dessas formas de inovar é pensar por meio da sustentabilidade, tendo-se ai uma nova tendência para o setor turístico. O que mais vem se destacando nos países receptores é a inovação no turismo; que de acordo com Beni, (2008) ainda representa uma imagem que possui uma ramificação dominante para a estrutura econômica voltada para a indústria e a produção material,considerando que, o Turismo passa por uma etapa de transição, mas ainda é mal definido, por faltar instrumentos de aferição e delimitação do próprio campo turístico, em função de variáveis que o compõe e o explica. Rogers e Martin (2011) mostram que centros de eventos inserem no mercado novos produtos e serviços, atendendo e se harmonizando com as necessidades que a sociedade apresenta, por meio do desenvolvimento de sistemas que sejam ecologicamente corretos. Além disto, ainda sobre previsões e tendências aplicadas a eventos, os mesmos autores apontam que: o próprio dinamismo da indústria significa que a mudança é uma de suas características, o que torna muito difícil a comparação de um fator com outro, visto que os parâmetros mudam consideravelmente em um espaço relativamente curto de tempo. (Rogers; Martin, 2011, p.130) Com isso, novas tendências estão a revelar estratégias de um novo tipo de oferta turística, dando vazão à sustentabilidade, mais precisamente em eventos, que de forma estratégica vem tendo repercussão em vários âmbitos de sua realização, desde pequenas empresas até megaempreendimentos para o turismo de eventos. Nesse sentido, Getz (1990) já salientava que o segmento de eventos é alvo de discussões sobre os impactos ambientais, sociais e culturais, no entanto, a relação custo-benefício mostra claramente em favor dos benefícios e progresso regional. Nas vantagens do custo-benefício da área de eventos, somadas a outras, Ruschmann (1999) escreve que para a atividade turística está incluída a construção da imagem da cidade e região, e também, a sua contribuição para o desenvolvimento sustentável, a partir de ações promocionais e publicitárias empreendidas coletivamente, que tanto contribui na diminuição dos gastos como na possibilidade da utilização de profissionais especializados. 3

4 A essa constatação da autora, estabelece-se uma relação com a atividade turística de eventos nas localidades que optam por essa prática, aonde diversas empresas vêm buscando, a partir dos princípios da inovação, melhorar a forma de oferecer os seus serviços e ressaltar a sua qualidade; para isto, investem na inovação dos seus produtos. Isso vem a ser uma estratégia de garantia no mercado competitivo de eventos que cresce a cada dia e ganha visibilidade internacional como um novo segmento a fazer parte da economia globalizada. 2 Eventos sustentáveis como forma de inovação no turismo A partir dos primeiros registros de eventos que datam 776 a. C. tem-se que seus primórdios foram os Jogos Olímpicos da Era Antiga, que ocorriam na Grécia, já de quatro em quatro anos; nesse período não se podia travar nenhum tipo de combate, já que os eventos possuíam um caráter religioso dignificando os deuses do Olimpo. A partir daí, outras cidades gregas começaram a organizar eventos como: jogos, concursos, entre outras atrações, assim os eventos da antiguidade foram evoluindo e tomando forma, enquanto outros tipos foram surgindo, mas cada um com seu próprio contexto (Matias, 2007). A autora ainda destaca que a civilização antiga deixou de herança para o turismo e para o turismo de eventos o espírito de hospitalidade, a infraestrutura de acesso e os primeiros espaços de eventos. (Matias, 2007, p.4). Para compreender melhor o significado dos eventos, parte-se à sua conceituação onde Matias (2007) e Giácomo (1993) expõem que um evento é, por definição, algo temporário, passageiro, com duração determinada e que são componentes do mix da comunicação. Assim, um evento é composto por várias idéias e ações com o propósito de envolver pessoas e transmitir uma determinada mensagem ao público alvo perante pesquisas e planejamento. As áreas de eventos seguem as mais variadas tipologias, cada uma com seu enfoque, estabelecendo uma gama de eventos, onde é bastante complexo classificar como um todo, pois cada tipo de evento possui suas peculiaridades e estratégias. Com isso, a ideia de organizar eventos sustentáveis parte do principio de que cada vez este tema está sendo familiarizado em nossa sociedade, o que se pode dizer que houve a necessidade de se adequar a paradigmas que nos induzam a pensar como se pode ter qualidade de vida no presente e no futuro, já que esta é a finalidade. Por isso recorre-se a sustentabilidade. A prática da sustentabilidade, ou de ações sustentáveis mais precisamente, é uma forma que busca a manutenção de ambientes e minimizar os impactos negativos do meio em que se vive, já que nos últimos séculos as ações do homem têm causado um aumento na concentração dos gases de efeito estufa (GEE) que cobrem a atmosfera desmatamentos de áreas verdes, degradação dos solos, perda de identidade local com a globalização, entre outros. 4

5 No entanto, o termo sustentabilidade ainda remete a um contexto de contínuo e durável, para resultados futuros; sendo que a visão de sustentabilidade vai além de simplesmente ter a função de reduzir, reutilizar ou reciclar. É preciso pensar não somente em ações sustentáveis voltadas pra a questão ambiental, mas também nas formas que são causados os impactos sociais, econômicos e culturais, pois, embora o desenvolvimento sustentável seja suprir as necessidades do presente de forma a não comprometer o futuro, por conseguinte pensando na qualidade de vida das próximas gerações, para que não haja o esgotamento dos recursos no decorrer dos anos. O desenvolvimento sustentável, processo da sustentabilidade, não é em si o crescimento econômico, e não pode ser confundido, já que é uma maneira de se evoluir economicamente, mas levando em consideração os recursos naturais, os quais a própria economia também desfruta, se faz necessário reconhecer que os recursos naturais do qual a humanidade depende pra sua sobrevivência são finitos (Veiga, 2010). Desse modo, Santos (2011) destaca que as formas de sustentabilidade são várias e que se deve não apenas analisar os impactos negativos em questão ao meio ambiente, mas também, economicamente, socialmente e culturalmente para eventos, considerando que: um evento que seja ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito, isto é, que busca sustentabilidade, deve levar em consideração, em seu processo de planejamento e realização, os impactos ambientais, desde a mensuração até a destinação dos resíduos gerados em sua realização, o consumo de energia elétrica e a neutralização das emissões de gás carbônico (CO2), geradas durante o evento, por meio do plantio de árvores nativas (Santos, 2011, p.200). Dada a gravidade das mudanças climáticas e o uso indevido dos recursos naturais que atualmente se possui, destaca-se um alerta para a segmentação de eventos, assim a autora remete às empresas que estão mais atentas a inovar a maneira de participação e patrocínio em eventos, tanto na forma de minimizar impactos quanto na recuperação de áreas degradadas, por meio do plantio de mudas, e outras responsabilidades sociais. A Figura 1 abaixo é uma representação de que, a sustentabilidade, somente pode agir de forma plena, quando engloba quatro fatores principais, a saber: ambientais, econômicos, sociais e culturais. Esses fatores podem ser considerados elementos que vão convergir para a viabilização de muitas atividades, entre elas a de eventos. O fator social representa o caráter desenvolvimentista que cerca toda a sociedade, com base no indivíduo; questões culturais: são os reflexos identificados a partir da fusão de culturas distintas aculturação; o fator ambiental, sendo impactos no meio ambiente natural e físico, reconhecido pela população que utiliza desse recurso, e o fator econômico, 5

6 que corresponde às transações econômicas realizadas durante todo esse processo, reverberando também nas populações integradas a esse meio. Figura 1. Fatores que influenciam a sustentabilidade Fonte: Silberberg; Mac Dowell, (adaptado) Esta mobilização a favor da sustentabilidade vem tomando grandes dimensões na atualidade devido à própria necessidade de pensar no controle da extração dos recursos naturais, e assim está envolvendo as mais variadas áreas que se relacionam com a sustentabilidade e modelando a necessidade de estudos para compor ações que sejam efetivas. Maneiras aplicadas que são pensadas em sustentabilidade agregam bastante valor ao produto em si e formula um marketing positivo, além de ser o caminho para a sobrevivência de algumas empresas e instituições. Além do que, existem demandas a serem exploradas; formular novos eventos que ultrapassem a vontade de simplesmente oferecer um evento tradicional, implica no papel do organizador do evento promover desde o início de sua organização, ações sustentáveis. Um evento deste, de alguma maneira reforça a credibilidade e garante qualidade e responsabilidade. Os eventos sustentáveis não são somente uma forma de contribuir com o futuro do meio ambiente, mas também uma nova configuração bastante eficaz de conscientizar todos os envolvidos no acontecimento, proporcionando também reflexões que serão exercidas no cotidiano (Barbosa, 2009). 6

7 3 Aplicações de ações sustentáveis nos eventos A sustentabilidade em eventos aparece principalmente com aplicações, a partir de ações ecológicas, as quais vêm estimulando o crescimento do turismo sustentável na área de eventos e da mesma maneira valorizando e cuidando dos próprios recursos que são dominados pelo turismo. O Quadro 1 abaixo vem mostrar a análise de alguns dados que indicam como o produto sustentável é visto pelos consumidores brasileiros, de acordo com a pesquisa realizada por agencias de publicidade e comentadas por Rogers e Martin (2011), autores do livro onde a pesquisa foi divulgada. Dados sobre a sustentabilidade: 60% dos brasileiros acreditam que as marcas adotam esta idéia para uma melhor imagem; 23% acreditam que essa responsabilidade sustentável na busca de soluções deve vir do governo; 90% das pessoas respeitam empresas sustentáveis; 48% pagam um valor a mais por um produto que é considerado sustentável; 70% relacionam sustentabilidade à integridade, saúde, oportunidade e futuro. Quadro 1: Pesquisa realizada pelas agencias de publicidade Z+, Media Contacts e Mobext, (2010) Fonte: Adaptado de Rogers e Martin (2011, p.141). Interpretando esses dados, pode-se constatar que a intervenção do marketing em questões sustentáveis, age de maneira eficaz, pois produz novas reflexões e atitudes, não somente para os consumidores, mas também para empresas. A partir disto, empresas podem produzir um produto de maneira simples a classificá-lo como socialmente correto e principalmente ecologicamente responsável. Com embasamento em estratégias de marketing, é possível demonstrar que várias formas de sustentabilidade podem se aderidas na rotina das pessoas, considerando que nessa amostra teve-se 70% que relacionam sustentabilidade à integridade, saúde, oportunidade e futuro e além da questão da credibilidade atribuída às empresas sustentáveis com 90% Considera-se também que, o fato de que somente 48% das pessoas despendem um maior valor por um produto sustentável, revela que a sustentabilidade deve acontecer concomitantemente com a economia, visto que, nitidamente em países com economias frágeis como o Brasil, alguns grupos ainda vivem em condições precárias de sobrevivência, não abrindo mão de um produto mais econômico, deixando o agredir menos a natureza como motivo secundário. Dessa forma, vê-se que a idéia de eventos mais sustentáveis, vai além do que policiar para a preservação, mas sim cercar de todas as formas possíveis de planejamento, na elaboração de um evento. Piccin e Mac Dowell (2011) apresentam alguns aspectos que podem ser seguidos para a elaboração de eventos sustentáveis: 7

8 Atender e procurar por empresas que respeitam diretrizes e normas técnicas legais, fiscais, trabalhistas e ambientais; Escolhas de materiais e serviços que devem repensar os processos, produtos e tecnologias, reduzindo o uso de materiais e recursos naturais (água, energia), reutilizando tudo o que for possível e, por fim reciclando os materiais não reutilizados - regra dos quatro Rs. Minimizar impactos que serão gerados pelo evento e compensar os que não puderam ser minimizados; Escolha por serviços e produtos locais ou regionais, e dessa forma investir em melhorias que permaneçam no local após o evento além de contribuir e incentivar uma economia positiva para a localidade; Envolver assiduamente todas as empresas, funcionários, organizadores, patrocinadores, comunidade do entorno e participantes em busca de sustentabilidade. A partir desses aspectos, observa-se que eventos com caráter sustentável devem obedecer a uma série de regras normativas, contemplando além do fator econômico, o social, cultural e principalmente o ambiental. Dessa forma, os eventos tendem a ser financeiramente menos viável, olhando sob o prisma econômico, porém correto, se forem tomadas todas essas medidas prospectando o futuro. Na sustentabilidade, com a visão do desenvolvimento sustentável a tendência socioambiental, cada vez mais ganha importância em eventos se atendido a pequenas diretrizes como: pensar em acessibilidade, movimentar a economia local e estabelecer atitudes proativas, a fim de diminuir impactos além de contribuir para um comércio justo, gera um relevante feedback financeiro (Barbosa, 2009). Como foi apresentado, sobre como elaborar eventos sustentáveis, para se chegar aos benefícios dos eventos e minimizar impactos, os municípios receptores devem adotar políticas que contemplem estratégias para o desenvolvimento sustentável, dando valor ao equilíbrio no meio ambiente (Mastrobuono, 2010). Também preocupados com os impactos ambientais que a execução de um evento gera, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) está buscando instituir, ainda no primeiro semestre de 2012, a norma ISO 20121, que prevê diretrizes para eventos sustentáveis. Sobre o objetivo que essa norma pretende atingir, Zan (2012), comenta que se faz necessário: oferecer uma atenção para os profissionais de todos os setores envolvidos com conferências e outros encontros, através de diretrizes que possam ser implementadas nas etapas do processo de produção [...] Isso significa um gerenciamento que busque a redução dos impactos, levando em conta não só o lado ambiental, mas também social e econômico. 8

9 Com isso, para ter validade, a empresa deve se autodeclarar que está em conformidade com a norma, para, num segundo momento passar por uma auditoria externa, e finalmente ser reconhecido o termo como verdade. Zan (2012) ainda salienta sua perspectiva de que funcione no Brasil, dizendo que espera que a norma possa estar realmente adequada à realidade brasileira, um país com imensa diversidade cultural, social e econômica [...] considerando as diversas regiões do país. A autora ainda especifica sobre a dualidade que é promover eventos mais sustentáveis, pelo alto custo que traz, em comparação com qualquer outro evento, destacando o retorno que essas atitudes podem trazer à empresa (visibilidade, maior valor no mercado sobre outras empresas do mesmo setor) por mais que a ação não seja rentável no momento de sua realização. E ainda, segundo Silberberg e Mac Dowell (2010), a média de aumento no custo do orçamento do evento fica cerca de 30% a 50%. No entanto, isto se torna redução de custos em uma escala de curto prazo com os serviços sustentáveis prestados. Além disso, a utilização de material reaproveitado economiza os recursos e elementos da natureza, e isso traz feitos econômicos e ambientais positivos para toda a sociedade (Silberberg; Mac Dowell, 2010 p.743) Para exemplificar com ações concretas, trar-se-á alguns exemplos de eventos tanto os que adotaram idéias e práticas sustentáveis, quanto os que estabeleceram diretrizes, com a intenção do desenvolvimento sustentável; ambos em favor e em contribuição com o meio ambiente, fortalecendo também parcerias com os meios social, cultural e econômico. As informações sobre os eventos foram retiradas dos próprios endereços eletrônicos dos eventos ou gestores dos mesmos. Em 11 e 12 de Abril de 2011, o Congresso da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (ABVCAP), reuniu 500 gestores de fundos nacionais e internacionais dos mais variados ramos, ademais de muitos segmentos econômicos que procuravam tomar dimensão e ciência de como está se comportando o mercado. O evento ocorreu no Sheraton São Paulo WTC Hotel e discutiu assuntos que contemplavam os temas responsabilidade socioambiental e sustentabilidade. O tema do evento era: O Brasil na Rota do crescimento sustentável: é Hora de investimentos de longo prazo. O foco era o planejamento de ações que pudessem dar diretrizes de eventos sustentáveis. Tinha como objetivo debater a posição do Brasil na década em que se vive, a mesma em que o país deixou de ser o País do Futuro, e tornou-se a oitava economia mundial. A XI Convenção Quadro das Nações Unidas Sobre Mudança do Clima, também denominada Protocolo de Kyoto, realizada no ano de 2005, teve a atuação do Governo do Canadá, que adotou algumas medidas de preservação, tais como distribuição de passes livres de trânsito para as pessoas, escolha de meios de hospedagem que facilitassem ao participante do evento uma caminhada a pé, 9

10 bolsas de lona e lembranças funcionais para a diminuição de resíduos, entre outros; além de envolver totalmente em questão o meio ambiente na discussão. Eventos que seguem estes modelos, como o descrito acima, tendem a custar um maior valor, a partir de tais ações, porém geram uma maior visibilidade e menos consumo. O poder público juntamente com os promotores deve programar o crescimento dos eventos, para que este ocorra de maneira ordenada, praticando atos sustentáveis, pela conservação do meio ambiente (Mastrobuono, 2010). Como exemplo tem-se o São Paulo Fashion Week (SPFW), que desde o ano de 2007 vem adotando medidas em favor da sustentabilidade, sendo sinônimo da última tendência de moda no Brasil e no mundo, esse grande evento também traz a preocupação com o meio ambiente e as mudanças climáticas. Os materiais utilizados durante o evento são reaproveitados ano após ano, e dentro do programa carbon free, foram plantadas mais de árvores de espécies que são nativas da Mata Atlântica, na cidade de Lorena SP. Além disso, foram utilizadas lâmpadas de LED, que reduzem o consumo de energia. Estilistas traziam em suas peças, produtos artesanais, materiais reciclados, como forma de contribuição para a sustentabilidade e também responsabilidade socioambiental. (SPFW, 2009 apud Barbosa, 2009) Já o evento Fashion Rio Inverno 2011, realizado de 11 a 15 de janeiro, contou com atitudes sustentáveis, por meio do Instituto Coca Cola Brasil. O evento, que aconteceu no estado do Rio de Janeiro, possibilitou que a Organização não-governamental (ONG) Doe Seu Lixo, levasse até o local do evento pessoas responsáveis para fazer a coleta de todo o material reciclável de espaço. As camisas dos catadores foram confeccionadas de tecido PET reciclado. Também, haviam jóias de ouro e PET sendo feitas na hora. As pessoas participantes eram instruídas e motivadas a jogar o lixo nas latas correspondentes. Até mesmo a decoração interna do evento foi pensada de maneira sustentável: isto podia ser claramente visto no mobiliário do espaço. As tintas usadas também no processo de decoração eram feitas á base de água, o que é menos poluente. O material descartável arrecadado foi gentilmente doado às cooperativas aliadas ao Instituto. Reafirma-se que a partir da idéia de inovação no turismo atrelado ao desenvolvimento sustentável é trazido o fortalecimento dos produtores e prestadores de serviços do entorno. Isso diminui custos com transporte e beneficiam a população local, que se encontra próxima ao evento, neste caso, as cooperativas da cidade (Coleta Seletiva no Fashion Rio, 2011) Também na cidade do Rio de Janeiro, outro evento, que ocorreu no segundo semestre de 2011 com grande destaque nacional e internacional, se utilizou de alguns princípios da sustentabilidade, foi o Rock in Rio. No total, foram sete dias de evento, com um grande público tanto nacional quanto internacional. Foi criado um documento chamado Plano de Sustentabilidade Rock in 10

11 Rio 2011, que previu a redução de impactos ambientais aliado aos benefícios sociais para a localidade receptora do evento. Dentre algumas ações executadas destacam-se: a destinação dos resíduos em lugares corretos, e a distribuição de 520 lixeiras, para o depósito de materiais recicláveis e não recicláveis; também os incentivos ao uso do transporte público, sendo destinados corredores exclusivos para automóveis em favor do evento; rampas de acesso para pessoas com mobilidade reduzida, assim como banheiros adaptados, para um melhor deslocamento desse público, que hoje em dia compõe uma parcela importante da sociedade. Também atrações ditas sustentáveis, como a EcoPista, que foi uma pista de dança capaz de produzir energia limpa, e as EcoBikes, que transformou a energia mecânica, produzida pelo movimento de pedalar, em eletricidade, e automaticamente permitiu que a roda gigante se movimentasse (Spitzcovksy, 2011) Iniciativas como a desses eventos, certamente influenciam o público participante, iniciando a conscientização individual, e a associação com os propósitos ambientais que o evento propõe. Além disso, é de extrema importância ressaltar que, ao participar e contribuir de alguma forma com o evento e o que ele traz como inovação, aciona-se a memória de um coletivo que vai passar os princípios adiante, para as gerações seguintes. 4 Análise da sustentabilidade em eventos turísticos aspectos teóricos A partir das abordagens teóricas tratadas, é apresentado no Quadro 2, as considerações sobre sustentabilidade em eventos procurando definir em que aspecto se enquadra de acordo com os aspectos citados pelos autores. Desse modo, buscou-se reunir as principais abordagens dos autores escolhidos para análise, de forma que esclareça a compreensão dessas teorias. As abordagens propostas pelos autores vêm refletir sobre os fatores que influenciam as questões culturais, econômicas, sociais e ambientais, e que estão intrinsecamente ligados à sustentabilidade. Autores Mello e Matias (2011) Mastrobuono (2010) FATORES DE INFLUÊNCIA DA SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA AMBIENTAL CULTURAL SOCIAL Buscar usufruir Algo temporário dos serviços da com duração localidade ou determinada. região para Eventos demandam movimentar a planejamento para própria que sejam aceitos. economia. Adoção de políticas que abrangem técnicas em favor do meio ambiente, promovendo o As crenças e costumes da localidade são reafirmados a partir dos eventos Localidades receptoras dos eventos devem aderir políticas que considerem 11

12 Piccin e Mac Dowell (2011) Santos (2011) Rogers e Martin (2011) Os custos dos eventos sustentáveis ficaram mais altos, porém é uma visão de curto prazo. Investimento a longo prazo A diminuição de impactos ambientais passou a ser vista como marketing positivo pela economia mundial Os eventos geram divisas para as localidades receptoras, além de investimentos por parte das empresas. equilíbrio do mesmo. fixos. estratégias para o desenvolvimento sustentável. Propõe o uso de tecnologias mais limpas, por meio de geradores de energia, recomendase o combustível biodiesel para os geradores. Consumo consciente e responsável dos recursos naturais, como forma de preservação. Destacar empresas que valorizam a cultura brasileira, busca por produtos locais e regionais. Envolvimento da comunidade. Conhecer os costumes do público alvo do evento, e a partir disto inserir ações dirigidas. Quadro 2: Análise das abordagens teóricas sobre sustentabilidade em eventos. Fonte: Elaboração própria. Oferecer infra estrutura adequada aos participantes, que não gere incômodos aos moradores locais. Atentar- se a cooperativas que tomem conta da coleta e destinação dos resíduos, como forma de inclusão social. Inserir nos eventos a inclusão social por meio do melhor atendimento á pessoas com mobilidade reduzida. Santos (2011) aborda que, no aspecto ambiental, deve ser considerado um local para destinação de resíduos, assim como foi feito em 2011 no Rock in Rio. Diante disso, nos aspectos sociais e econômicos, considera que o planejamento seja essencial dada a comunidade onde irá ocorrer determinado evento, pois não bastam somente ações de ordem ambiental, mas a comunidade tem que estar ciente de todo o processo para que nem uma das partes seja prejudicada e o evento possa realmente movimentar a economia. Já a autora Mastrobuono (2009), aborda sobre o planejamento como base de qualquer estrutura de organização para seu funcionamento, englobando a importância e preocupação com os desdobramentos que a sustentabilidade abarca, como caso da criação de políticas públicas que a localidade receptora aceite para com isso haver um equilíbrio harmonioso no território. Ainda, faz menção à importância do aspecto cultural, quando considera que a partir dos costumes de determinada sociedade, apontem positivamente para um evento se tornar periódico ou fixo. Nesse caso, as questões de sustentabilidade foram debatidas no evento citado Protocolo de Kyoto já em 12

13 2005, enfatizando principalmente as questões ambientais, vindo a reforçar o aporte social e os critérios para ações sustentáveis no território internacional. Aí vemos um fator positivo dos efeitos da globalização, quando se tratam de normas que deverão reger determinado local para sua conciliação com entre os meios social, ambiental, cultural e sua exploração econômica. Por sua vez Santos (2011) considera que a questão ambiental funciona como um marketing positivo para a rentabilidade do setor da economia e no turismo, conseqüentemente. Pode-se fazer um contraponto com o evento Fashion Rio 2011, que usou da marca Coca Cola, que é um nome influente no mercado, para promover ações sustentáveis, que foi a arrecadação dos materiais reciclados gerados durante o acontecimento do evento. Ela também faz referência à inserção de comunidades multiplicadoras nesse processo, nesse caso, as cooperativas, que muito podem ajudar nos eventos a serem viáveis e sustentáveis, e também auxilia na própria comunidade, já que se trata de uma via de mão dupla. Reflete-se aí a questão da responsabilidade socioambiental que cada indivíduo tem com o meio em que vive, sua consciência agindo a favor as sociedades, podendo ser esse meio, um evento a participar. Rogers e Martin (2011) complementam a discussão, principalmente no fator econômico da sustentabilidade, alerta que eventos ambientalmente corretos tendem a trazer divisas para a localidade, o que é naturalmente satisfatório e estimulante, retomando o caso do São Paulo Fashion Week 2011, que já atrai pessoas do mundo todo pela temática que aborda, e hoje em dia vem adotando idéias sustentáveis, que agregam mais valor ao produto e ao evento propriamente dito. Esse é um tipo de evento que, na época em que acontece, movimenta não só o segmento de eventos na área de turismo, mas a maioria dos setores em que o turismo faz parte (hotelaria, alimentos e bebidas, entretenimento, principalmente). Com isso, deve-se atentar ao fato de que, por se tratar de um evento com uma proporção mundial, vários turistas internacionais vêm participar do evento. Piccin e Mac Dowell (2011) sugerem o uso da tecnologia em favor das ações sustentáveis, como o caso do evento Rock in Rio 2011, onde se teve a EcoPista, e as EcoBikes, para compor parte da infra estrutura, voltada ao núcleo social, sendo os resultados observados, a curto prazo, os investimentos devem considerar Plano de Sustentabilidade Rock in Rio 2011 gerido pelo evento a longo prazo. Assim, ter-se-á o legado propriamente dito do evento. Considera-se que ao destacar as empresas que valorizam a cultura brasileira, haverá uma busca maior por produtos locais e regionais, ao mesmo tempo em que gera um envolvimento da comunidade e do trade turístico associado. Estas autoras ainda elucidam sobre o assunto basal que se trata, explanam e propiciam equilíbrio entre os principais fatores que influenciam na sustentabilidade, representados na figura 1. Este equilíbrio entre os fatores da sustentabilidade resultam de forma direta e eficaz em um turismo sustentável, 13

14 mais especificadamente nos ramos que se estabelece relação com eventos. Como se pode observar no Quadro 2. Dessa forma, considera-se que para ocorrer a sustentabilidade em um evento, ela deve perpassar pelos fatores que a influenciam diretamente. Esses fatores devem fazer parte do planejamento, o qual é essencial para a engrenagem das ações, e consequentemente para a satisfação do organizador e do público-participante do evento. Portanto sabe-se que, a cada dia que passa o processo de sustentabilidade aplicada aos eventos turísticos caminham em busca de adaptação no próprio meio, assim evoluindo e se concretizando; como se observa nos eventos destacados considera-se um início de um novo paradigma, mas que conforme toda análise teórica feita a partir das obras dos autores, não basta contemplar somente um aspecto da sustentabilidade, seja social, cultural, econômico ou ambiental, deve-se prezar o máximo possível pelo equilíbrio dentre os próprios, o que na realidade se tem muito a avançar. A partir dos eventos tratados aqui se percebe sua importância para o campo turístico, quando se pensa no seu efeito multiplicador que proporciona no local-sede, ao tempo que alegam e divulgam os aspectos de influencia da sustentabilidade. No entanto, presume-se que ainda deixam implícito, impactos negativos não abordados nessa pesquisa e que com certeza merecem um estudo dirigido e crítico. Conclusões Diante do exposto pode-se considerar a que a prática da inovação no turismo de eventos é proveniente das próprias necessidades que os eventos demonstram. Estes, que desde a antiguidade vêm sendo estruturados, apresentam hoje em sua essência uma determinada versatilidade, que permite serem incorporados vários conceitos para fins de uma melhor estruturação. Entre eles, está o conceito de sustentabilidade, que se tornou relevante já que tem uma maior preocupação com questões ligadas à gestão ambiental e a responsabilidade social. No entanto, pode-se observar que a sustentabilidade não diz respeito somente aos recursos naturais, mas também, aos desdobramentos que se interligam a eles, os fatores sociais, econômicos e culturais, que estão muito presentes na atividade de eventos. Esses fatores, sendo atrelados ao desenvolvimento sustentável, vêm necessitando de uma maior atenção, na atuação prática do mercado de eventos tanto em âmbito internacional como no nacional. No Brasil, percebeu-se que os eventos sustentáveis trazem consigo a conservação dos recursos naturais atrelados à organização que envolve a realização do evento como: gestores, empresas, grupos e a população local; de forma a unir e resultar em incentivos e benefícios ao 14

15 evento. Estes eventos dão exatamente margem a diversas reflexões sobre o desenvolvimento sustentável, especialmente no fator social, quando se pensa na aceitação da comunidade local em sua realização. De acordo com o objetivo proposto, é possível apreender como a sustentabilidade reafirmase com poder, pela criação de normas regulatórias no território, e o apelo social para o mercado de eventos, pela força do marketing empreendido nas ações diante da relevância que é pensar e prospectar ações planejadas e efetivamente conscientes para o bem comum, embora muitas vezes, isso nem sempre aconteça. Cabe frisar a verificação feita no caso dos eventos discutidos: Congresso da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital, Protocolo de Kyoto, São Paulo Fashion Week 2007, Fashion Rio Inverno, 2011 e Rock in Rio 2011.Nota-se que se retoma ao tema referente explanado. A partir dos embasamentos explorados e já com a ocorrência de eventos sustentáveis em muitas localidades, transpõe-se a teoria, percebendo-se como a sustentabilidade vem sendo trabalhada no sistema de mercado de eventos, para os eventos sustentáveis, e o que vem pesar são as suas peculiaridades para com as estratégias empreendidas. Espera-se que essa pesquisa contribua para estudos futuros dentro da área acadêmica e sirva como fonte de pesquisa em outras áreas aliadas ao turismo. Assim, sendo um conceito recente e que merece ser explorado, que possa não somente auxiliar como base de conhecimento para investigação turística, por meio de pesquisas in loco nos eventos, sugerindo-se a análise da sustentabilidade nos megaeventos que estão para ser realizados no país, como a Copa do Mundo FIFA 2014 e os Jogos Olímpicos Referências ABVCAP abre inscrição para Congresso Disponível em: Barbosa, Admilson Clayton. Princípios do desenvolvimento sustentável na gestão de eventos. Intercom Sociedade brasileira de estudos interdisciplinares da comunicação. XXXII Congresso de Ciências da Comunicação, Beni, Mario Carlos. Globalização do turismo: megatendências do setor e a realidade brasileira. São Paulo: Aleph, Canton, Marisa. Eventos. In: Trigo, L.G.G. (org). Como aprender, como ensinar. v.2, 2ª ed., São Paulo: SENAC, p Coleta Seletiva no Fashion Rio. Acesso em 06/ 05/12. Disponível em: Getz, Donald. Festival, specials events and tourism. New York: Nostrand Reinhold, Giácomo, Cristina. Tudo acaba em Festa. São Paulo: Summus, Mastrobuono, Flavia. Dimensionamento de eventos turísticos e sustentabilidade: In: Philippi Jr., Arlindo; Ruschmann, Dóris Van de Menne. Gestão Ambiental e sustentabilidade no turismo /,Barueri, SP: Manole, (Coleção Ambiental, v.9). 15

16 Matias, Marlene. Organização de eventos: procedimentos e técnicas.4 ed. Ver. e ampl.- Barueri, SP: Manole, (p ). MELO NETO, F. P. de. Criatividade em eventos. 2ª ed. Campinas, São Paulo: Papirus, Piccin, Ana Carolina; Dowell, Daniella Mac. Eventos mais sustentáveis. In: Matias, Marlene (org). Planejamento, organização e sustentabilidade em eventos culturais, sociais e esportivos. Barueri. SP: Manole, 2011 (p ). Ontario Trillium Foundation, Ontario Arts Council e Ontario Cultural Attractions Fund. Economic impacts of 97 festivals and events - fact sheet 1: Overall economic impacts. Ontário: Hill Strategies, abr/2003. Disponível em: <http://www.trilliumfoundation.org/otf- English/downloads/files/research/festivals_ontario_overall_impact.pdf. O que é Desenvolvimento Sustentável? Acesso em: 23/04/12. Disponível em: Ramos, S. R. Turismo de eventos: análise nos empreendimentos hoteleiros na cidade de Balneário Camboriú SC. Dissertação. Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI/Balneário Camboriú, BRA, Rogers, Tony; Martin, Vanessa, - Eventos: planejamento, organização e mercados. [trad. Ana Paula Spolon] Rio de Janeiro: Elsevier, Ruschmann, Doris V. Marketing turístico: Um Enfoque Promocional. 3ª ed. Campinas, São Paulo: Papirus, Santos, Meire dias dos. Eventos verdes. In: Matias, Marlene (org) Planejamento, organização e sustentabilidade em eventos culturais, sociais e esportivos. Barueri, SP: Manole, Santos, Milton. Espaço & Método. São Paulo: Nobel, Silberberg, Carolina P.; Mac Dowell, Daniella. Gestão ambiental e responsabilidade social em eventos. In: Philippi Jr., Arlindo; Ruschmann, Dóris Van de Menne. Gestão Ambiental e sustentabilidade no turismo. Barueri, SP: Manole, Cap. 32 (p ). Spitzcovksy, Débora. A Sustentabilidade no Rock in Rio Acesso em: 20/04/12 Disponível em: SPFW, São Paulo Fashion Week SPFW Carbon Free. Disponível Em <http://www.spfw.com.br/noticia_det.php?c=2748> acesso em:< junho de 2009> Veiga, José Eli da. Sustentabilidade: A legitimação de um novo valor. São Paulo: SENAC, Zan, Rosana. Iso para sustentabilidade em eventos. 06 Mar Acesso em: 23/ 04/ 2012 Disponível em: 182.html. 16

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