Gestores de negócios internacionais

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1 Gestores de negócios internacionais Uma análise da influência da chamada inteligência cultural na capacidade de viajantes internacionais obterem sucesso nos negócios em suas missões pelo mundo POR JASE RAMSEY, JORDAN NASSIF LEONEL, GEOVANA ZOCCAL GOMES E PLÍNIO RAFAEL REIS MONTEIRO A globalização vem gerando inúmeras mudanças de paradigmas na forma de gerir os negócios e ampliando a área de atuação das empresas em todo o mundo. Um dos fenômenos percebidos é a valorização de um novo tipo de profissional, que tem o desafio de cumprir uma função cada vez mais estratégica para as grandes corporações. Estamos falando dos executivos que têm como missão realizar negócios internacionais. Longe do glamour das viagens internacionais de lazer, esses profissionais convivem com um elevado grau de tensão, estresse e cansaço. O sucesso de sua missão depende cada vez mais do desenvolvimento da chamada inteligência cultural a capacidade de interagir, de maneira eficaz, em múltiplas culturas no ambiente globalizado dos negócios. Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa do Núcleo de Negócios Internacionais da FDC sobre a influência da inteligência cultural na capacidade de quem faz viagens internacionais a negócios em lidar com a tensão causada pela distância institucional conjunto de diferenças culturais, regulatórias e normativas percebidas quando comparamos países. Uma revisão da literatura permitiu estabelecer a estrutura para esta discussão, ao agrupar os temas: viagens internacionais a negócios, estresse, distância institucional e inteligência cultural. Em seguida, foi realizada uma pesquisa com 841 executivos, entrevistados no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Os resultados demonstram como a inteligência cultural modera a relação entre a distância institucional e a tensão da viagem. O estudo revela que existe um grande estresse nessas viagens e apresenta sugestões para minimizá-lo, como forma de colaborar para que os executivos e suas organizações obtenham melhor desempenho nas viagens internacionais a negócios. DESAFIOS DO NEGOCIADOR INTERNACIONAL As viagens internacionais a trabalho têm aumentado significativamente. Com a crise econômica, DOM 47

2 A CAPACIDADE DE INTERAGIR BEM EM MÚLTIPLAS CULTURAS VEM SE TORNANDO MAIS IMPORTANTE NO MUNDO DOS NEGÓCIOS GLOBAIS muitas empresas tiveram suas equipes reduzidas, forçando gestores e executivos a supervisionarem empreendimentos geograficamente dispersos. Soma-se a isso, a explosão mundial de fusões, criando companhias ainda maiores, que podem ter unidades de negócios, divisões ou projetos espalhados mundo afora. Nesse contexto, os profissionais enviados pelas empresas ao exterior são portadores de conhecimento intra-empresa e têm o potencial de inibir ou melhorar o desempenho de uma unidade no país anfitrião. No âmbito dos negócios internacionais, quando comparamos os países, emergem diferenças culturais, regulatórias e normativas. Muitas vezes, essas diferenças são consideradas componentes da distância institucional (DI) e se referem ao perfil do país que surge como resultado de todas as instituições relevantes que nele operam. Compreender essas diferenças é crucial, tanto para quem faz viagens internacionais a negócios, quanto para as empresas que pretendem operar ou interagir internacionalmente. CAPACIDADE DE INTERAGIR A capacidade de interagir bem em múltiplas culturas vem se tornando mais importante no mundo dos negócios globais. Essa habilidade foi denominada por Crowne, em 2008, de Inteligência Cultural (IC). Num ambiente de negócios cada vez mais diversificado em que as interações diretas (reuniões pessoais, equipes multiculturais) e indiretas ( , telefone e outras reuniões virtuais) com outras culturas fazem parte da atividade de gestores e profissionais, a habilidade de se adaptar de maneira flexível a outras culturas é essencial para o sucesso. Com isso, cresce a importância da inteligência cultural no contexto dos negócios. Apesar da crescente necessidade de viagens a negócios, os cortes feitos nos orçamentos durante a crise financeira mundial estão forçando as empresas a repensarem como maximizar a eficiência dessas viagens. Ao tentarem cobrir uma área mais ampla, operando com um orçamento menor, os viajantes vivem situações de forte tensão e constante estresse. Além do estresse típico dos negócios, condições externas como a epidemia da gripe suína e os ataques de 11 de setembro contribuíram para tornar as viagens internacionais bem mais cansativas. Filas mais longas, segurança rígida, aumento das buscas físicas no embarque, restrições à bagagem de mão e menos confiança nos passageiros tudo isso vem aumentando a tensão dos viajantes. Embora muitos deles sintam o peso do estresse, não há registro na literatura de uma investigação empírica sobre seus antecedentes e possíveis variáveis. PESQUISA DA FDC O objetivo da pesquisa realizada pelo Núcleo de Negócios Internacionais da FDC era entender como a inteligência cultural influencia a capacidade dos viajantes internacionais a negócios em lidar com a tensão causada pela distância institucional. Ou seja, como a inteligência cultural do executivo em viagens internacionais a negócios interfere na sua capacidade de perceber as diferenças entre seu país de origem e o país que visita, e sua relação com o desempenho. A amostra foi obtida com passageiros que embarcaram em vôos internacionais no Aeroporto de Guarulhos, São Paulo, em outubro de Os entrevistados foram convidados a participar de um levantamento sobre o estresse nas viagens internacionais. Dos viajantes que concordaram em preencher o levantamento, 841 tiveram seus questionários válidos. A maioria 64% eram homens e 40% dos viajantes estavam voltando para casa. Os respondentes disseram ter feito, em média, nove viagens internacionais a trabalho no ano anterior e deveriam passar aproximadamente 19 dias na viagem para a qual estavam embarcando. 48 DOM

3 FIGURA 1 A INTELIGÊNCIA CULTURAL COMO MODERADORA DA RELAÇÃO DISTÂNCIA INSTITUCIONAL-TENSÃO Inteligência Cultural DI Regulatória Tensão da Viagem DI Normativa H5+ H1- H3- H2- H4- Tensão do Trabalho DI Cultural- Cognitiva H6+ HIPÓTESES LEVANTADAS E ALGUNS ACHADOS A relação entre a DI (Distância Institucional) percebida e a tensão dos viajantes é afetada pela IC (Inteligência Cultural), como demonstrado nas hipóteses de 1 a 6 (Figura 1). A inteligência cultural diz respeito à capacidade de perceber e compreender as regras, normas, usos e costumes de outros países e ajuda os indivíduos a se adaptarem a situações inesperadas. Isso sugere que, quanto maior a IC de um indivíduo, menores serão as tensões causadas pela distância institucional no trabalho e nas viagens internacionais a negócios. O fundamento DI Regulatória reflete as leis e a burocracia, impostas pelo governo e pelas instituições oficiais que podem afetar as ações dos viajantes. Quando chegam a outros países, os executivos se deparam com barreiras impostas por essas regras formais, o que os obriga a um esforço concentrado de entendimento e adaptação. Devido à natureza legal dessas diferenças, questões relacionadas a aspectos regulatórios podem se transformar em fonte de tensão na viagem e no trabalho. Isso sugere uma relação positiva entre a DI Regulatória e a tensão da viagem e do trabalho. Os executivos que conseguem entender e se integrar aos processos do país de destino (alta IC) têm menos problemas com os procedimentos estabelecidos. Hipótese 1: a Inteligência Cultural modera a Regulatória e a tensão da viagem a relação é mais fraca para indivíduos que possuem Hipótese 2: a Inteligência Cultural modera a Regulatória e a tensão do trabalho a relação é mais fraca para indivíduos que possuem DOM 49

4 As questões legais não são os únicos elementos que afetam o comportamento dos viajantes quando interagem com outros países. Questões normativas também interferem na maneira como se encaixam nas expectativas do círculo social ao qual estão expostos. Essa pressão reflete a segunda dimensão da medida de DI o fundamento normativo. Assim, a pressão social ou a necessidade de se adaptar ao contexto das normas em vigor aumenta a tensão do trabalho e da viagem, sugerindo uma relação positiva entre a DI e as fontes de tensão. A inteligência cultural pode ajudar o viajante a antecipar regras e normas informais que impõem tarefas que não se encaixam em sua cultura original. Portanto, a IC pode auxiliar os viajantes internacionais a negócios a ter um melhor desempenho em situações cross cultural, onde o estresse causado pelas diferenças normativas esteja presente. Levando isso em consideração, o estudo sugere que quanto maior a IC, menor é a tensão da viagem e do trabalho causada pela DI Normativa. Hipótese 3: a Inteligência Cultural modera a Normativa e a tensão da viagem a relação é mais fraca para indivíduos que possuem alto nível de inteligência cultural. Hipótese 4: a Inteligência Cultural modera a Normativa e a tensão do trabalho a relação é mais fraca para indivíduos que possuem A terceira dimensão da DI reflete as diferenças culturais-cognitivas entre os países de destino e de origem e geram muitas incertezas quando o viajante analisa as diferenças éticas, de crenças e atitudes entre eles. São variáveis internas e autoconstruídas, difíceis de entender e de serem seguidas por viajantes estrangeiros e gestores globais. Isso implica que as diferenças culturais-cognitivas podem levar a muito estresse e tensão. Mesmo quando essas diferenças são evidentes, o esforço para se ajustar a elas pode levar a conflitos internos os indivíduos são forçados a agir contra suas mais profundas crenças, traços de personalidade e comportamentos. Uma pessoa com alto IC pode reconhecer mais facilmente as diferenças culturais e, por isso, enfrentá-las com mais coragem, o que resultará em fortes níveis de tensão. Devido à necessidade de reagir contra hábitos estabelecidos e características de personalidade, quanto mais o viajante perceber as diferenças culturais, maiores são suas chances de estresse ao antecipar conflitos internos. Contrariando as hipóteses anteriores, quanto maior a quantidade de IC do indivíduo, mais tensão terá no trabalho e na viagem, causada pela DI Cultural-cognitiva percebida. O mecanismo subjacente a esse fenômeno é o estado de consciência do indivíduo quanto mais consciência ele tiver das possíveis diferenças culturais e cognitivas, maior será seu estado de alerta. Em consequência, o estresse também será maior. Assim, o indivíduo com alto IC terá maior probabilidade de perceber as diferenças. Felizmente, terá também maior capacidade de se adaptar rapidamente ao novo ambiente social e de negócios. Embora essa capacidade sirva para reduzir a tensão percebida, causada pelas regras e normas, ela aumenta a tensão quando o indivíduo lida com valores culturais. Hipótese 5: a Inteligência Cultural modera a Cultural-Cognitiva e a tensão da viagem a relação é mais forte para indivíduos que possuem Hipótese 6: a Inteligência Cultural modera a Cultural-Cognitiva e a tensão do trabalho a relação é mais forte para indivíduos que possuem ALGUMAS CONCLUSÕES Este estudo analisou a hipótese de que a inteligência cultural modera a relação positiva entre a distância institucional e a tensão dos viajantes internacionais a negócios. Os resultados permitiram perceber que uma inteligência cultural maior (moderação negativa) diminui a influência das dimensões normativas e regulatórias da distância institucional sobre a tensão, nas viagens internacionais a negócios. Por outro lado, a inteligência cultural traz mais estresse quando as viagens se destinam a países que apresentam maiores diferenças culturais-cognitivas. As conclusões do estudo estão de acordo com elementos encontrados na revisão da literatura, que realçou a importância do desenvolvimento do gestor e da inteligência cultural na diminuição da 50 DOM

5 tensão individual em viagens internacionais a trabalho, permitindo assim melhor ajuste ao novo ambiente de negócios. Isso é especialmente importante na redução das tensões da viagem causadas pelas diferenças normativas percebidas. Também é importante, embora em menor grau, a tensão causada pelas diferenças regulatórias. Observa-se que a inteligência cultural não parece reduzir a tensão do trabalho causada pelas diferenças normativas, o que sugere duas implicações práticas: a IC pode não ter sido corretamente aplicada ou faltou incluí-la no treinamento de executivos, o que revela oportunidades de melhoria dos programas de desenvolvimento. Assim, novas práticas poderiam ser desenvolvidas para reduzir a tensão do trabalho causada pelas diferenças normativas. O estudo ressaltou, ainda, a importância da inteligência cultural como ferramenta para minimizar a tensão causada por fatores regulatórios e normativos das viagens internacionais de negócios. Os resultados sugerem que a IC age como um alerta aos viajantes sobre as diferenças culturais e os comportamentos esperados no país de destino. A relação do fundamento cultural-cognitivo com a inteligência cultural parece ser a mais complexa de todas. Como sugerido na revisão da literatura, uma alta inteligência cultural resulta em maior tensão na viagem e no trabalho. Mas, esse pode ser um resultado positivo, se funcionar como estímulo de alerta aos viajantes internacionais, em relação à abordagem dos negócios esperada no país de destino. Permitiria, dessa forma, um melhor ajuste, baseado nas expectativas sociais e de negócios, o que acabaria por melhorar o desempenho durante a viagem. O fato de a amostragem não ter sido totalmente aleatória foi uma limitação do estudo. Novas investigações poderão se valer da amostragem probabilística para testar a generalização dos resultados e verificar sua robustez quando aplicados em outros países e contextos culturais. Outro problema foi a homogeneidade da amostra. Pessoas de diferentes culturas podem ser afetadas de outra maneira pela inteligência cultural, quando interagem com outros países. Seria interessante que outros estudos investigassem uma possível correlação positiva entre a inteligência cultural e o desempenho nas viagens internacionais a negócios. Também poderiam ser UMA INTELIGÊNCIA CULTURAL MAIOR DIMINUI A INFLUÊNCIA DAS DIMENSÕES NORMATIVAS E REGULATÓRIAS DA DISTÂNCIA INSTITUCIONAL SOBRE A TENSÃO DOM 51

6 O ESTABELECIMENTO DE UMA BASE DE EXECUTIVOS COM ALTA INTELIGÊNCIA CULTURAL É ESPECIALMENTE IMPORTANTE PARA AS EMPRESAS MULTINACIONAIS OU QUE ATUAM EM DIVERSAS REGIÕES E PAÍSES examinadas outras formas de reduzir a tensão causada pelas diferenças culturais percebidas. RECOMENDAÇÕES O estabelecimento de uma base de executivos com alta inteligência cultural é especialmente importante para as empresas multinacionais ou que atuam em diversas regiões e países. As companhias que esperam desenvolver novas parcerias e atividades em outros países precisam entender a importância desse tipo de capacitação para o sucesso de suas iniciativas e negócios internacionais. A parte qualitativa do estudo levantou algumas sugestões entre os executivos entrevistados. Essas sugestões foram divididas em três grupos: o que pode ser feito pelo indivíduo; o que aeroportos e companhias aéreas podem melhorar; o que as empresas podem fazer para ajudar seus executivos a reduzir o estresse nas viagens internacionais a negócios. Sugestões para o viajante O executivo pode reduzir o estresse seguindo algumas orientações simples, mas que podem fazer toda a diferença: Ficar calmo e ter pensamentos positivos, mesmo se o voo estiver atrasado; 52 DOM

7 Enquanto espera, ler um bom livro, fazer palavras cruzadas e ouvir música; Usar roupas leves e carregar pouca bagagem; Manter documentos e dinheiro em lugar de fácil acesso e seguro; Estudar sobre o país de destino, a legislação vigente, normas, usos e costumes; Planejar a viagem com mais antecedência e propor uma agenda que leve em conta tempo suficiente para os deslocamentos; Organizar, antecipadamente, a documentação e informações necessárias para realização da viagem, contatos e negociações previstas. Sugestões para aeroportos e companhias aéreas O segundo grupo de sugestões está relacionado à infraestrutura dos aeroportos. Dentre os problemas apontados pelos passageiros como causadores de estresse estão: salas de espera ruins; preço e qualidade da alimentação; assentos desconfortáveis para longos períodos de espera; excesso de barulho com anúncios, música, programas de TV; funcionários das empresas aéreas nem sempre disponíveis ou capazes de dar informações; acesso difícil a alguns aeroportos. Segundo os viajantes, a solução desses problemas diminuiria significativamente o estresse das viagens. Sugestões para as empresas Os dois principais itens sugeridos às empresas para ajudar os viajantes a reduzir o estresse foram: dar mais apoio no planejamento da viagem e reservar mais tempo livre para o executivo no país de destino. Melhor apoio ao planejamento da viagem pelas empresas pressupõe mais antecipação na organização da estadia e fornecimento de informações prévias sobre o destino, tarefa ou negociação prevista. No que se refere à segunda sugestão, parece um contrassenso quando se fala de viagens a negócios reservar mais tempo para a agenda pessoal e relaxar, mas essas providências podem ter um efeito positivo e direto no desempenho da viagem. O tempo de lazer ajuda as pessoas a conhecerem melhor os hábitos locais e as normas culturais. Esses novos conhecimentos informais facilitam os relacionamentos de longa duração e aumentam a capacidade de identificar e respeitar os aspectos culturais durante uma negociação. Portanto, é um cuidado que pode fazer enorme diferença no desempenho em viagens internacionais a negócios. Enfim, formar um grupo de executivos com inteligência cultural desenvolvida pode ser um diferencial para as organizações que almejam ter uma atuação internacional. Nesse sentido, a capacitação gestora é uma iniciativa que colabora para o desenvolvimento de gerentes e executivos capazes de lidar com as diferenças culturais. Programas que envolvam conhecimento teórico geral e ampliem a capacidade comportamental de interação pessoal e hábitos cross cultural são essenciais. Tópicos como gastronomia, representação, interpretação, capacidade de escuta e criação de significado, conhecimento geográfico e demografia podem ser úteis para tornar os viajantes capazes de perceber e se adaptar às expectativas, em diferentes ambientes culturais e contextos. JASE R. RAMSEY é professor e coordenador do Núcleo de Negócios Internacionais da Fundação Dom Cabral, doutor em Management pela University of South Carolina. JORDAN NASSIF LEONEL é pesquisador do Núcleo de Negócios Internacionais da Fundação Dom Cabral. GEOVANA ZOCCAL GOMES é estudante de Relações Internacionais da PUC- Minas, bolsista de Iniciação Científica FDC/Fapemig e membro do Núcleo de Negócios Internacionais da Fundação Dom Cabral. PLÍNIO RAFAEL REIS MONTEIRO é diretor do Instituto Analysis Consultoria e Treinamento em Análise e Pesquisa de Mercado e membro do Núcleo de Negócios Internacionais da Fundação Dom Cabral. Tradução: Carlos Alberto B. da Silva PARA SE APROFUNDAR NO TEMA INTERNACIONALIZAÇÃO DE EMPRESAS Acesse os estudos e pesquisas do Núcleo de Negócios Internacionais da Fundação Dom Cabral: internacionalizacao/paginas/default.aspx DOM 53

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