ETAPAS DE UMA OBRA 1 PROJETOS E APROVAÇÕES

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1 ETAPAS DE UMA OBRA A primeira etapa desta viagem é justamente transpor para o papel tudo aquilo que você sonha e precisa para morara bem. Ouvindo as necessidades da família, o arquiteto esboça o chamado ante-projeto, levando em consideração um estudo preliminar. Nesse momento, o profissional já deve contar com um levantamento topográfico e com a sondagem do solo, uma espécie de radiografia do terreno. Para definir a implantação da casa no lote, o arquiteto também precisa avaliar a forma como o sol incide sobre o local, de modo que o projeto favoreça ao máximo a entrada de luminosidade natural na casa. Somente quando esse desenho inicial conseguir captar da melhor maneira possível às necessidades dos moradores, ele transforma-se em projeto final, uma espécie de bússola que irá orientar a futura obra. Quanto mais detalhado, mais fácil será o planejamento e menor o risco de gastos excessivos. Devemos ficar mais atentos aos documentos necessários antes de iniciar a construção. 1 PROJETOS E APROVAÇÕES - contrato: Quem vai encomendar ao arquiteto ou engenheiro o projeto e o gerenciamento de uma construção deve se proteger com um contrato detalhado. Não é preciso advogado para redigi-lo, mas é necessário certificar-se de que ele contém alguns itens fundamentais: Nome, endereço, RG e CIC do profissional e do cliente; O objeto do contrato, ou seja, elaboração de projeto, gerenciamento da obra e contratação de mão de obra; Prazos estabelecidos para execução dos serviços contratados; Preço e forma de pagamento, com prazos especificados; Determinação das responsabilidades civil, penal e trabalhista do encarregado pelo gerenciamento e pela contratação da mão de obra; Estipulação de multas para ambos no caso de não cumprimento de cláusulas do contrato; Indicação do fórum para uma possível discussão legal do contrato; Assinatura das duas partes e de duas testemunhas, todas com firmas reconhecidas; Qualquer acidente ocorrido na obra tem como responsabilidade solidária o proprietário. - alvará Licença, expedida pela prefeitura, que autoriza a construção de um imóvel. O poder municipal fica obrigado a liberar a permissão sempre que um pedido for feito, desde que respeite todas as regras e especificações regidas pelo código de obras e a lei de zoneamento do município e a apresente todos os documentos requeridos: Cópia autenticada da escritura do terreno; Carne de imposto predial e territorial urbano em dia; Cópia da inscrição no município e registro no CREA do profissional responsável pela obra engenheiro ou arquiteto; Se houver alguma mudança no decorrer da obra, ela precisa ser notificada ao poder municipal, a menos que seja uma das diferenças (entre o projeto aprovado e o executado) toleradas. Para poupar tempo e evitar multas, vale a pena informar-se na própria prefeitura à respeitos das modificações autorizadas. - habite-se Expedido pela prefeitura, é a licença que libera o imóvel construído ou reformado para a moradia ou para a permanência e circulação de pessoas (como cinemas, teatros e escritórios). Essa autorização só é concedida após a entrega de todos os documentos referentes à obra, como o alvará e o memorial descritivo, além dos comprovantes de pagamento dos impostos (INSS e ISS) e uma vistoria na obra. Se houver qualquer divergência, um fiscal vai até a construção: ele pode multar o construtor e impedir que pessoas entre no edifício até que as correções sejam feitas. 1

2 - demarcação terreno Para evitar futuros problemas com limites de áreas, é bom proceder à demarcação do terreno. As prefeituras só aprovam plantas de lotes com as divisões devidamente definidas. Assim, o proprietário tem assegurados a área e os limites de seu imóvel: uma garantia para o caso de algum visinho invadir o espaço. Quem não tem esse documento pode solicitar uma cópia na administração municipal. Nos casos em que a planta não tenha sido aprovada (loteamentos clandestinos, por exemplo) o proprietário deve contratar um topógrafo para fazer as medições e definir onde termina o terreno. Depois disso, é necessário levá-la para a aprovação na prefeitura, regularizando a situação. - contratação de operários Quando o contrato é feito diretamente com os operários, todas as obrigações trabalhistas são de responsabilidades do proprietário da obra, ainda que se trate de um serviço rápido. No caso de haver um empreiteiro, é ele o responsável por efetuar esses pagamentos. Certifique-se de que eles estão realmente sendo recolhidos exigindo a apresentação de todos os comprovantes. É uma forma de evitar futuros problemas com reclamações trabalhistas. É sempre bom lembrar que qualquer acidente ocorrido na obra tem como responsável solidário o proprietário. - cadastro da obra no INSS O prazo máximo para que se efetue o registro no INSS é de 30 dias a partir do início da obra. Quem não o fizer corre o risco de ser autuado e multado por um fiscal. Para o cadastro, é só preencher o certificado de matrícula e alteração (CMA) no posto do INSS mais próximo, não é preciso pagar nada no ato, as contas poder ser acertadas no final. O valor devido depende de um cálculo complexo, feito pelo empreiteiro ou no próprio posto do INSS, que considera as características da construção (alvenaria, madeira ou mista) o uso (residencial, comercial ou industrial) e a metragem. Geralmente, o recolhimento sobre a mão de obra é estabelecido de acordo com o custo unitário básico. Esse índice mensal do SINDUSCON leva em conta o valor mínimo de cada categoria profissional e de algumas matérias primas. - recibos de pagamento Devem ser mensalmente assinados pelos funcionários alocados na construção. - guias do FGTS Não se esqueça das vias mensais de recolhimento do fundo de garantia por termo de serviço (FGTS) dos funcionários. 2 SERVIÇOS PRELIMINARES È a hora de preparar o terreno. Uma maneira de evitar surpresas durante a etapa seguinte a da fundação é contratar uma empresa para fazer a sondagem, necessária para identificar as camadas do solo e sua resistência. Outro procedimento a ser executado nessa fase é o levantamento topográfico, que vai determinar a necessidade ou não de contratar serviços de terraplenagem. A essa altura, a montagem do barracão e o pedido de ligações provisórias de água e energia elétrica, necessários para o andamento da obra, também precisam ser providenciados. Contar com um mestre de obras ou um engenheiro contratados para acompanhar o dia-a-dia da construção é sempre bom. São eles que supervisionam todos os profissionais envolvidos na empreitada. - sondagem Espécie de radiografia do terreno que identifica as camadas de solo e sua resistência, além de detectar a presença do lençol freático (água). Com base no relatório fornecido pela empresa, o engenheiro calculista indica a fundação ideal para o terreno nem maior nem menor que o necessário. A sondagem faz no mínimo 3 furos em pontos diferentes do lote para conhecer suas características e resistência em outras palavras a capacidade que o solo tem de suportar o peso de paredes, vigas e pilares. 2

3 - camadas do solo Basicamente, existem 3 tipos de solo: argilas, areias e siltes, que podem formar híbridos, como silte arenoso. Independentemente do tipo, a qualidade essencial para a construção é a resistência. As areias são classificadas de fofas a compactas; e as argilas, de muito moles a rijas. A argila rija e a areia compactas são excelentes. Mesmo sobre medianamente compacta, ou argila média, dá para erguer uma casa com segurança. Ao contrário do que muitos pensam, esses solos bons nem sempre surgem em terrenos planos. Nas praias, pode-se encontrar areia pouco compacta; em várzeas de rios, costuma aparecer a argila orgânica, muito mole. - levantamento topográfico É uma análise do terreno, feita por um topógrafo. Resulta em plantas com curvas de nível que representam a superfície de uma área, com todos os seus acidentes, como árvores e pedras, além de fornecer as características de nivelamento do lote. Quanto à topografia, um terreno pode ser plano, em aclive, ou em declive. - terraplenagem Quase todo terreno pede terraplenagem. Ela pode ser executada de 2 formas, dependendo das condições da área e do projeto arquitetônico. Pela chamada compensação de corte e de aterro, movimenta-se a terra apenas para acertar o nível. Em situações mais complicadas, é preciso depositar (aterro) ou retirar (corte) quantidades de solo da área, o que muitas vezes exige o emprego de equipamentos de porte. Os cortes e aterros trazem também a necessidade de construção de muros ou paredes de contenção que podem encarecer a obra. Quando possível, deve-se deixar o próprio solo fazer esse papel de contenção através de taludes naturais, de forma que o próprio solo se auto-sustente. - montagem do barracão A principal função do barracão é armazenar com segurança e manter longe das intempéries os materiais que serão usados no decorrer da obra. A construção pode ser de alvenaria ou de madeira. Na cobertura, geralmente empregam-se telhas de fibrocimento. Além do espaço destinado a guarda de materiais, o barracão também costuma abrigar instalações para os que trabalham na obra. As dimensões mínimas dos ambientes e de suas aberturas, destinados a dormitórios, banheiros, cozinha, área de serviço, refeitório dependem do número de funcionário previstos para a obra e estão NR-18. a organização do canteiro é importante para se obter rapidez, segurança e economia na obra. O barracão de ser erguido numa área onde possa permanecer até o final da obra sem atrapalhar a movimentação no canteiro. - profissionais Arquiteto; Engenheiro calculista; Engenheiro elétrico e hidráulico; Engenheiro executor; Mestre de obras; Encarregado; Pedreiro; Carpinteiro; Serralheiro; Servente; Eletricista; Auxiliar de eletricista; Encanador; Auxiliar de encanador; Pintor; Gesseiro; Vidraceiro. 3 FUNDAÇÕES A solidez da futura casa depende de uma fundação bem dimensionada e executada. De posse dos resultados da sondagem e do levantamento topográfico, o engenheiro calculista, profissional contratado para projetar uma fundação adequada, conseguirá encontrar a alternativa mais eficiente. As fundações podem ser diretas, no caso de terrenos firmes, e indiretas ou profundas, quando incluem estacas e exigem a perfuração do solo. Normalmente não se usam 3

4 fundações diferentes na mesma obra, mas dependendo das condições do terreno, o engenheiro pode recorrer a uma solução mista. - FUNDAÇÕES DIRETAS As fundações de uma casa devem alcançar uma camada de solo de resistência média. Se essa camada surgir em pequena quantidade (em geral, até 1,5m abaixo do nível do solo), dá para fazer uma fundação rasa: sapata isolada, sapata corrida ou laje radier. - Sapata isolada Tipo de fundação direta, própria para terreno firmes. Formada por elementos de concreto, as sapatas isoladas são construídas apenas nos pontos que recebem, individualmente, a carga das colunas da casa. A viga baldrame percorre a distância entre dois pilares (colunas de sustentação) e sustenta as paredes de fechamento. Esse tipo de fundação direta é recomendado para casa com qualquer número de pavimentos, pois suporta o peso concentrado de pilares. - Sapata corrida Apóia-se diretamente no solo a fim de distribuir sua carga por uma área maior. Da sapata sai a viga baldrame, e daí sobem as paredes de alvenaria. É indicada pra solos resistentes e construções com paredes portante, ou seja, aquelas que dispensam pilares e vigas. Dessa forma, o peso das lajes se distribui por igual ao longo das paredes. Se a parede não for portante, o engenheiro pode recorrer a alargamentos das sapatas nos pontos de maior carga (mas só se o solo for resistente). - Laje Radier Radier é um elemento de fundação superficial que abrange todos os pilares da obra. Assemelha-se a uma laje de concreto armado e é executado sobre a superfície do terreno nivelado. A espessura do radier varia de acordo com as cargas da obras e as características de resistência do solo. O uso requer uma camada de solo superficial de resistência compatível com o porte da construção. - FUNDAÇÕES INDIRETAS As fundações de uma casa devem alcançar uma camada de solo de resistência média. Quando ela aparece a mais de 3 metros, recorre-se a fundação profunda: as estacas ou os tubulões, que transmitem as cargas ao terreno pela base (estrato de apoio firme no solo) e pela sua superfície lateral. - Estacas Elementos de fundação profunda, montado inteiramente por equipamentos ou ferramentas, sem a descida de operários. Existem as pré-moldadas, inseridas no terreno por meio de golpes de um martelo de cravação, e as executadas no local, como a strauss e a broca. Estaca strauss Quando a perfuração é feita com um aparelho chamado strauss vem daí o nome da estaca. É recomendada nos casos em que a fundação deve ser profunda, entre 4 e 10 m. Para executa-la instala-se um tripé com um tubo metálico que perfura o solo até a profundidade definida pelo engenheiro. O furo é, então, preenchido de concreto. Esse tipo de estaca é mais indicado para terrenos secos. Caso haja lençol freático, só poderá ser empregado se, abaixo dele, o solo for consistente. Estaca broca É feita com o auxílio de uma ferramenta chamada trado, que escava um furo na terra até encontrar solo firme. O trado manual só alcança 4 metros, mas o mecanizado não tem limite. Depois o furo é preenchido de concreto. Não se indica a broca quando há lençol de água. - Tubulões Trata-se de uma peça de concreto armado, cilíndrica e com base alargada. É o tipo de fundação profunda particularmente indicado para terrenos sem pedras. Isso porque, durante a 4

5 execução, os operários cavam a terra e as preenchem com concreto. Ao descerem nas escavações, conseguem remover eventuais matacões encontrados. Pouco usados em casa, são feitos cavando-se um poço que é, a seguir, concretado. - Impermeabilização das fundações Rede de drenagem superficial Capta a água da chuva e de lavagem dos arredores da casa. Constituída de grelhas e ralos que recebem a água dos pisos e conduzem à rede de águas pluviais. Como proteção adicional deve-se impermeabilizar as baldrames e rodapés de paredes com argamassas especiais, material polimérico ou asfáltico, todos apropriados para essa finalidade. Impermeabilização de sapatas Como dreno, coloca-se uma camada de brita sobre o solo no local previsto para a execução da sapata. Sobre ela vem o lastro (camada de concreto simples sem armadura), reforçado com hidrofugante. O isolamento pode ser feito de 2 formas: a) argamassa com hidrofugante + tinta betuminosa b) cimento cristalizado + cimento polimérico Tanto a argamassa com hidrofugante quanto o cimento cristalizante são rígidos. Por isso, é importante o uso da tinta betuminosa ou do cimento polimérico, produtos semiflexíveis que evitarão trincas em face da movimentação natural do terreno. Impermeabilização de laje radier Começa com uma camada de brita sobre o solo (minimiza a pressão do lençol freático), seguida de lastro com hidrofugante. Para cobrir essa grande área, o mais indicado são os produtos flexíveis, como manta asfáltica e membrana asfáltica. O primeiro é encontrado pronto, em rolo, e exige serviço especializado para fazer emendas. Já a membrana é uma espécie de tinta, aplicada in loco em várias demãos. Por cima, vem o radier. 4 ESTRUTURA Há 2 sistemas de construção de casas. No mais tradicional, pilares e vigas de concreto estruturam a moradia e tijolos fecham as paredes. No segundo, racionalizado, pré-moldados de aço, madeira ou concreto formam um arcabouço que recebe painéis (de gesso ou concreto) ou blocos (cerâmicos, silico-calcários etc) de fechamentos industrializados. Ainda não há uma conclusão sobre qual método prima pela economia. A alvenaria pede mais tempo e gera mais desperdício que a obra racionalizada. Mas os materiais pré-moldados ainda são caros no Brasil. A alvenaria estrutural despensa pilares e vigas: são as paredes de blocos estruturais que sustentam as lajes e o telhado. Qualquer tipo de fundação pode ser adequado à alvenaria estrutural se o solo for firme, pode-se empregar uma fundação rasa e barata. Se o solo for íngreme e pouco consistente, o que dificulta o acesso e o trabalho no canteiro de obras, talvez compense em investir em estruturas pré-moldadas. De qualquer forma, é muito provável que seja necessária uma fundação profunda (e cara) para atingir o solo firme. - estrutura de madeira Toras aplainadas ou roliças formam a armação, conhecida como paliteiro. No Brasil, usam-se principalmente espécies amazônicas (jatobá, cumaru, itaúba, entre outras) e de reflorestamento (como o eucalipto, tratado contra a umidade e insetos). Para que não deformem ou rachem, é fundamental que, antes da montagem, tenham a secagem controlada por especialistas. Há empresas que operam em escala industrial, adaptando o projeto a peças de tamanhos predeterminados e encaixes padronizados. Os componentes chegam prontos ao canteiro, onde são armados. O mais comum, porém, é o trabalho artesanal, feito no local por construtoras tradicionais e carpinteiros. Alguns mecanismos ajudam a evitar ou disfarçar fissuras no encontro de paredes e madeira, como os frisos e as amarrações com pregos e ferros. - estrutura de aço 5

6 O aço é um metal formado de aço e carbono. No Brasil, as principais siderúrgicas fabricam o material em chapas. Outras empresas compram essas chapas e as transformas em vigas e pilares, que são utilizados nas estruturas. Consulte os fabricantes de estrutura metálica. As Siderúrgicas e a Associação Brasileira da Construção Metálica (Abcem) podem indicar algumas empresas. Muitas delas se encarregam do projeto estrutural. - estrutura de concreto Estima-se que 90% das construções no Brasil tenham estrutura de concreto (mistura de cimento, brita, areia e água) armado com ferragens, que passam por dentro de pilares e vigas. Essa estrutura pode ficar embutida ou aparente. Nesse último caso, dá até pra usar concreto colorido, uma novidade que custa 20% a mais. Cabe ao arquiteto e engenheiro definir como erguer a estrutura: com concreto preparado por empresas, feito na obra ou pré-moldado. O concreto dosado em central (cdc) chega ao canteiro em caminhões do tipo betoneira. A proporção entre os componentes é previamente especificada para que ele tenha a resistência e consistência necessárias. Entre o preparo e a aplicação, existe um prazo máximo de 3 horas e meia, porque, depois disso, o material endurece (embora existem aditivos que retardem esse processo). Quando se necessita de pouco concreto ou o acesso de caminhões é complicado, os pedreiros misturam o material no canteiro. Raramente, os arquitetos optam por pré-moldados pra casas. O motivo está no alto custo de transporte das peças, que são grandes e pesadas. O sistema é mais indicado para construções de maior porte, pois a produção de peças viabiliza custos. - Casa Gerassi Famosa que só ela, a Casa Gerassi é paulistana, mas já passeou mundo afora nas páginas de revistas de arquitetura. Montada com peças pré-fabricadas de concreto, ficou pronta em poucos meses, entrou no roteiro de estudantes e profissionais renomados que vêm de longe para conhecê-la. Para o autor, o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, representa a realização de um sonho. Grandes peças de concreto foram descarregadas no terreno, em São Paulo, e, como num jogo de montar comandado pelas máquinas, articularam-se umas sobre as outras até compor um esqueleto. Em 4 dias surgiu prontinha a estrutura da casa, faltando apenas o enchimento das paredes, outra etapa realizada rapidamente, em poucos dias, com blocos pré-fabricados de concreto. - sistema pré-fabricado de concreto Veja o que diz o arquiteto Paulo Mendes da Rocha sobre a estrutura pré-fabricada de concreto, usada por ele na Casa Gerassi, em São Paulo. Montagem Você faz um contato com a empresa, examina o elenco de peças de linha e monta o kit. Eles entregam a estrutura montada. É uma realização extremamente atraente ver a construção surgir. Depois, mais um mês ou dois para instalar os caixilhos e acabamentos. Usa-se muito esse sistema para erguer pavilhões industriais só em São Paulo, existem umas 20 usinas de préfabricados. Padrão de qualidade Essa construção mostra o padrão das peças que saem de uma usina, onde tudo é controlado dosagem do concreto, resistência etc. Casas feitas à mão não têm padrão técnico nenhum, não se pode garantir nada. Liberdade criativa A idéia de pré-fabricação não é absolutamente restritiva à imaginação, esse é outro raciocínio tolo. É comum dizer que a técnica constrange a imaginação. Ao contrário, você só pode imaginar com técnica. Ninguém imagina algo e então sai correndo atrás de técnica para fazer 6

7 acontecer. A rigor, você raciocina com a técnica, como se fossem pedra adequadamente talhadas para fazer uma catedral. Com os pré-fabricados pode-se fazer qualquer coisa. Concreto moldado na obra Essa é uma variante bastante razoável. Você faz um jogo de fôrmas na própria obra, lança o concreto e depois tira as peças prontas. Mas é um capricho inútil, pois está aí a casa do nosso amigo Gerassi para mostrar que é possível realizar uma construção mais facilmente. É mais fácil comprar pronto. Construção convencional Uma casa suspensa, como essa, foge da idéia de ter um jardinzinho na frente e um quintal no fundo. O terreno fica liberado, seja pra guardar automóvel, seja pra fazer uma piscina. Tudo isso é muito divertido. E divertido é o êxito da operação: em dois, três dias a casa está lá. Você imaginou esse pessoal que fica um ano esperando a casa ficar pronta? - compare os tipos de estrutura QUANTO VALE E QUANTO NÃO VALE A PENA USAR CADA UM DOS TIPOS DE ESTRUTURA TIPOS DE ESTRUTURA VALE A PENA NÃO VALE A PENA CONCRETO ARMADO MADEIRA Quando não houver pressa. Se não ocorrer nenhum atraso, são necessários 30 dias para levantar o esqueleto de uma construção de 250 m². são necessários 28 dias para que o material atinja a resistência especificada no projeto. Quando o dinheiro for contado. É feito com componen-tes de fácil obtenção e qualquer pedreiro trabalha com ele. Para executar um projeto arrojado, com paredes curvas ou colunas arredondadas, pois o material é moldável, o que dá mais liberdade ao arquiteto. Em terreno do tipo pirambeira, pois em vez de fazer cortes e muro de arrimo, dá para apoiar a casa sobre pilares e deixar o terreno livre. Em projetos com soluções que protejam a madeira de chuvas, sol e umidade, aumentando a durabilidade. São varandas e beirais largos, cuidados para afastar a construção do solo, e isolamento entre a madeira e o alicerce de concreto. Para ter uma obra limpa, já que a montagem dispensa fôrmas e mistura de concreto. Se você busca rapidez. Nesse caso, o melhor é optar pelos sistemas pré-concebidos. Numa área de encosta, é difícil montar as fôrmas, para poder moldar o concreto. Quando se desconhecem a origem dos ingredientes da mistura e é impossível testar a qualidade. Se não houver na região empreiteiro habilitado para fabricar o concreto com as especificações corretas. Se você não tiver condições de fazer manutenções periódicas pois a madeira estraga em contato com a umidade, a incidência dos raios solares e os efeitos da maresia. Se você necessitar de peças de madeira com mais de 6m sem emendas. Pois esse é o tamanho com que as toras chegam ao mercado. 7

8 AÇO Em terreno do tipo pirambeira, pois com guindastes é possível levar o aço nos locais mais difíceis. Quando é preciso construir em pouco tempo. Quando há ambientes amplos e sem colunas. Para ter uma obra limpa e sem desperdícios. Para baratear os alicerces, já que a estrutura de aço não sobrecarrega as fundações. Em casas com menos de 200m², pois em pequena escala o aço sai caro. Se o dinheiro para a construção inteira não estiver disponível, porque não adianta pagar por uma estrutura rápida para depois parar a obra. 5 ALVENARIA A definição para essa etapa é o conjunto de pedras, de tijolos ou de blocos com argamassa ou não -, que forma paredes, muros e alicerces. Quando esse conjunto sustenta a casa ele é chamado de alvenaria estrutural. É nesse momento que os donos começam a se familiarizar com os contornos da casa o que pode levar a tentação de mudar detalhes do projeto. Às vezes, é necessário. Mas tenha em mente que pensar em deslocar a parede um pouquinho pra lá pode ser uma armadilha para o cronograma da obra e também para o orçamento.. Uma novidade é a chamada obra seca, alternativa à tradicional dupla tijolo e cimento. - alvenaria estruturas Construindo com blocos de cerâmica Mais baratos e com desempenho térmico melhor do que o dos rivais de concreto, eles ocupam quase a metade do mercado de construção. Existem os blocos normatizados, com dimensões perfeitas, e os que são produzidos sem controle de qualidade (irregulares e mais baratos). Cuidado: as peças irregulares exigirão maior consumo de revestimento (emboço). O apelo está na leveza: facilita o transporte na obra. Construindo com concreto celular Criado na Europa, o concreto celular diferencia-se pela leveza (pesa menos que o bloco cerâmico). Por isso, está bastante presente em reformas e em situações em que não se pode sobrecarregar as estruturas existentes. Outra característica é o isolamento térmico. Explica-se: a grande barreira contra o calor é o ar. E, como as placas de concreto são internamente cheias de minúsculos poros, ele se torna o melhor nesse quesito. No entanto, por ser mais leve (menos massa), é fraco no quesito isolamento acústico. Os fabricantes oferecem painéis e blocos grandes, com espaço para embutir instalações elétricas e hidráulicas. - obra seca Construção montada com estrutura de aço e paredes de gesso, dispensando a tradicional dupla tijolo e cimento. É um método construtivo rápido, sem desperdícios e que não gera entulho. Usa os seguintes materiais: estrutura de aço, paredes de painéis de gesso acartonado ou cimento, tubulação flexível semelhante a uma mangueira para instalação hidráulica, telhas de massa asfáltica em placas (shingles), que são pregados sobre base específica na cobertura. Os acabamentos podem ser escolhidos à vontade. Painéis de gesso acartonado Os painéis que compõem as chamadas dry walls (paredes secas) são compostas de um miolo de gesso revestido de um tipo de cartão. Usados apenas em paredes internas, eles são fornecidos em diversas espessuras. As medidas também variam de acordo com o que o pé-direito exigir. A espessura final da parede depende da quantidade de placas utilizadas. O padrão é de duas placas, parafusadas sobre perfis de aço. Há placas que repelem água, recomendadas para ambientes úmidos, como banheiro, e placas corta-fogo, para quem quer segurança contra 8

9 incêndio. Os fabricantes indicam mão-de-obra, dão assistência técnica e orientam projetos de clientes. - tijolos de barro Feitos artesanalmente, são mais caros que os blocos industrializados de concreto e de cerâmica. O preço alto nem sempre significa qualidade há muitas fábricas cujos fornos trabalham a temperaturas inferiores às necessárias e com menor tempo de queima. No caso de tijolos para paredes (pois existem também os de revestimento), o consumidor deve exigir os testes de dimensões e de resistência à compressão, pois esse tipo de peça segue as exigências da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Ao comprar, prefira produtos que tragam impresso o nome da olaria uma garantia da procedência. 9

10 6 COBERTURA O telhado protege de sol, chuva e vento, mas não só. Funciona como uma espécie de moldura, tendo o poder de completar ou até definir o estilo da casa. Exagero? Então pense num chalé. A cobertura é patê do projeto arquitetônico de uma moradia. Por isso, cabe ao arquiteto desenha-la. Com o croqui em mãos, o engenheiro faz os cálculos para dimensionar a estrutura. Nessa conta entram vários fatores, como a existência ou não de caixas-d água apoiadas nas tesoura e a ação dos ventos, que variam conforme a região onde se construirá. Conheça todos os detalhes da cobertura passo-a-passo: projeto, estrutura, inclinação e tipos de telha, além de acessórios como calhas e rufos. - projeto Basta consultar dados sobre construção para descobrir que o telhado é um item caro, que consome de 8% a 12% do total da obra. Portanto, o projeto estrutural e a execução devem ser entregues a quem entende do assunto um engenheiro ou uma empresa especializada. Na melhor das hipóteses, a falta de um projeto resulta em um superdimensionamento da estrutura, o que, além do desperdício de material, também acaba sobrecarregando as fundações. Um bom projeto contém as seguintes informações: A quantidade exata de cada componente ou material; As dimensões das peças, calculadas em função da resistência da madeira escolhida; Os locais onde ficarão apoiadas as tesouras; A existência de lajes e forros. Se houver laje, o peso da cobertura será apoiado nela. Mas se for dispensada e em seu lugar houver um forro, ele ficará pendurado na estrutura e terá que entrar na conta do dimensionamento das vigas; Os valores das cargas descarregadas pelo telhado na casa. Esses números serão úteis nos cálculos da estrutura e das fundações. - estrutura A mais usada em casa é a de madeira, que pode ser feita com três tipos de matéria-prima. Veja também quando usar a estrutura metálica. Estrutura de madeira A matéria-prima pode ser nativa, reflorestada ou laminada colada. A primeira é, de longe, a mais utilizada, A segunda começa a ganhar terreno, apesar de ainda cara. A terceira, comum em países como a Alemanha e França, ainda é pouco conhecida no Brasil. Madeira nativa Pode ser empregada em estruturas, tem de atender a dois requisitos fundamentais: ter boa capacidade de carga, ou seja, suportar o peso da cobertura, e ser resistente ao ataque de fungos e cupins. É grande a variedade de espécies brasileiras com essas características. Angelim-pedra, angico-preto, canafístula, cumaru, garapeira, itaúba, jatobá, maçaranduba, muiracatiara, perobarosa, sucupira, e tatajuba estão entre elas. Mas isso não quer dizer que todas estão disponíveis no mercado. Na prática, uma ou duas são exploradas até praticamente esgotar. Passa-se então para outras, num ciclo que se repete mais ou menos a cada dois anos. Hoje as vítimas são a garapeira e o jatobá. Madeira reflorestada É como são chamados o pínus e o eucalipto, espécies cultivadas que crescem cerca de cinco vezes mais depressa que as nativas. Têm boa resistência mecânica, ou seja, suportam o peso da estrutura, desde que corretamente dimensionadas, mas são suscetíveis a fungos e cupins. Por isso, antes de ir para o telhado, devem passar por um tratamento químico sob pressão em autoclave. Madeira laminada colada São peças composta de lâminas de 2 a 4 cm de espessura coladas, mais comuns es estruturas aparentes. Por ser um produto industrializado, a madeira laminada colada passa por um melhor 10

11 controle de qualidade do que a madeira bruta. Sua fabricação inicia pela secagem da matériaprima em estufa e pela aplicação superficial de um produto químico contra cupins. No caso do pínus, muito vulnerável, faz-se o tratamento profundo em autoclave.. Em seguida, uma seleção descarta as partes com imperfeições, como nós, rachaduras e pontos podres. A madeira é então cortada em lâminas, que são coladas entre si, formando vigas de várias dimensões, nas espessuras necessárias. Estrutura Metálica Mais caro e ainda pouco aceito na cultura brasileira, esse tipo de estrutura aparece mais em construções com vãos superiores a 25 metros, o que dificilmente ocorre numa casa. No entanto, com escassez das madeiras, o aço vem ganhando competitividade. Apesar de ser parceiro a das telhas metálicas, nada impede que receba coberturas cerâmicas ou de concreto. Seu ponto forte está na rapidez de montagem, já que a estrutura não é feita na obra, ou seja, as peças são fornecidas prontas por empresas especializadas. - inclinação O estilo da casa tem tudo a ver com a inclinação do telhado, por isso ela deve ser definida já no projeto. Expressa em porcentagem, é calculada por meio da seguinte fórmula: i = h x 100/ b. Quando a altura do telhado é igual ao comprimento da base, a inclinação é de 100%. Se ultrapassá-lo será maior do que 100%, caso dos chalés. Quanto mais alto o telhado da cobertura, mais inclinadas serão suas águas. De tão importante, a inclinação do telhado determina o tipo de telha. É fácil entender porque. Para que proteja eficientemente a casa da água das chuvas, é preciso que as telhas de qualquer modelo e material sejam instaladas de acordo com a inclinação mínima indicada pelo fabricante. Caso contrário podem surgir vazamentos. A única alternativa para desobedecer a essa regra é acrescentar uma proteção extra, a subcobertura. Em outras palavras: toda vez que o caimento do telhado for menor do que o exigido para o modelo de telha escolhido, deve-se lançar mão dessa barreira impermeável que impede infiltrações caso a água não escoe bem. - tipos de telhas OS TIPOS MAIS COMUNS DE TELHAS Modelo Material Inclinação Mínima* Peças por m² * 1. Americana Cerâmica e policarbonato 36% Colonial Cerâmica e vidro 25% 24 a 26 Varia em função do 3. Chapas onduladas e Fibrocimento, aço, PVC, alumínio 10% tamanho das telhas, trapezoidais e policarbonato feitas até sob medidas. 4. Francesa Cerâmica e vidro 32% Italiana Cerâmica 32% 13,5 a Japonesa Cimento 35% Mediterrânea Cerâmica 30% 14,5 8. Paulista Cerâmica 30% Plan Cerâmica e vidro 27% Planas germânica e uruguaia Concreto, cerâmica e vidro 50% Varia conforme o modelo, o tamanho e a superposição indicada. 11. Portuguesa Cerâmica e vidro 30% 15 a Romana Cerâmica e vidro 30% 16 a Shingle Massa asfáltica 26% a 30% Vendida por m² 14. Tipotégula (ou clássica) Concreto 30% 10,4 * Valores médios. Podem variar conforme o material e o fabricante. - material das telhas Os telhados de barro fazem parte da paisagem brasileira desde o período colonial. Nos últimos tempos, porém, a concorrência de outros materiais tem aumentado. Lançadas no Brasil a cerca 11

12 de 20 anos, as telhas de concreto vem conquistando espaço e casa de alto padrão, que apostam na superioridade do produto. No extremo de preço, aparece um competidor importante, o fibro-cimento. Ele domina no setor industrial, mas é visto com reservas pelo mercado residencial, em que está associado a construções populares. Bastante vasto, o leque de opções inclui ainda telhas de aço, alumínio, policarbonato, PVC, vidro madeira, massa asfáltica e pedra. - calhas e rufos A chuva cai sobre o telhado, escorre pelas telhas, e recolhida pelas calhas e chega ao solo por meio de condutores. Apesar de muito comuns, as duas últimas etapas desse percurso não são obrigatórios, ou seja, nada impede que uma casa abra mão desse sistema de captação. Mas há inconvenientes nisso: a água que pinga direto das telhas pode estragar o jardim e espirrar nas paredes. Que adere às calhas, no entanto, se vê obrigado a limpá-las periodicamente. Caso contrário o telhado ficará sujeito a entupimentos e grandes transtornos com infiltrações. 7 INSTALAÇÃO HIDRÁULICA O que é o bom projeto de hidráulica? É aquele que atende às necessidades da família, que integra ao plano arquitetônico tanto do ponto de vista da forma quanto do custo e que facilita futuros reparos. Um projeto de hidráulica custa quase o mesmo que o estrutural. E a melhor maneira de garantir instalações hidráulicas adequadas é encomendar um projeto específico. - a pressão da água Uma das primeiras preocupações para quem vai construir deve ser a pressão da água na rua. Quando a pressão é baixa, encher a caixa d água pode levar muito tempo se ela é alta demais, prejudica o bom funcionamento de alguns aparelhos, exemplo aquecedor de acumulação. O mercado oferece dispositivos que elevam ou reduzem a pressão da água. Dispositivos de pressão de água: nos casos em que falta pressão, o pressurizador é um dos únicos recursos que de fato resolvem. Os diferentes modelos encontrado no mercado funcionam de acordo com o mesmo conceito: um tipo de bomba que, acoplada a um tanque, encarrega-se de elevar a pressão da água, forçando a diminuição de pressão da água.já as válvulas redutoras de pressão podem ser acopladas à entrada de água da residência, forçando a diminuição de pressão em todo o sistema hidráulico. - tipos de caixas d água O mercado oferece basicamente 5 tipos: as de alvenarias (comuns em construções antigas e edifícios); as de fibrocimento; as de fibras de vidro; as de inox e as de PVC, de superfície menos porosa. As de alvenaria e as de fibrocimento são velhas conhecidas do brasileiro. Já as de fibro de vidro e as de PVC cheram ao mercado mais recntemente e prometem acumular menos sujeira. Também são mias leves e tem encaixes mais precisos, o que deve tornar mais fáceis a instalação e a manutenção periódica. - tubos e conexões A primeira dúvida costuma ser que material usar. Antes de comprar tubos é também conveniente prestar atenção nas medidas. Material: o PVC encabeça o ranque dos mais conhecidos, mas o mercado oferece ainda outras famílias de produtos: o cobre, sobretudo no transporte de água aquecida, o CPVC (um tipo de PVC para água quente), o aço galvanizado e até novidades como o polietileno reticulado, que já equipa alguns edifícios brasileiros. Medidas: elas são dadas em milímetros (as peças soldáveis) e polegadas (as rosqueáveis). Quando os dois tipos estão presentes na mesma peça, ela trará as duas medidas: milímetros de um lado e polegadas, que correspondem a 2,54cm, do outro. Como os itens 12

13 rosqueáveis tem espessura de parede diferente dos soldáveis, siga a tabela, que traz a conversão das medidas levando em conta essa diferente. Tome cuidado, ainda, com a conversão de cobre para PVC/ CPVC: as medidas também serão diferentes, já que o cobre é mais resistente e, portanto, tem paredes mais finas. Na hora de trocar um material por outro, fique atento. Não se engane na conversão: Cobre PVC/ CPVC Peça de rosca Peça de solda 15mm 20mm 1/2' 15mm 22mm 25mm 3/4" 20mm 28mm 32mm 1 25mm 35mm 40mm 1 1/4" 32mm 42mm 50mm 1 1/2" 40mm 54mm 60mm mm 75mm 2 1/2" 60mm 79mm 85mm 3 75mm 104mm 110mm 4 100mm - os registros de gaveta Eles controlam o fluxo de água em sessões da casa. Na cozinha e na lavanderia, não há necessidade de muitos deles: 1 para água quente e outro para água fria dão conta do recado. No banheiro poder útil destinar um registro exclusivo para a válvula de descarga: se ela precisar de conserto o resto do banheiro não fica sem água. - caixas de gordura e caixas de inspeção Providencie caixas de gordura, de preferência na saída de cada cômodo, e as inspeção há intervalos regulares, conforme a determinação do projetista. E caso de entupimento, a manutenção é feita a partir delas: o resultado é uma extensão menor de tubos a serem desimpedidos. 8 INSTALAÇÃO ELÉTRICA Um projeto bem dimensionado, alicerçardo em materiais de qualidade, evita muito mais que disjuntores desarmando ele nos poupa de incêndios e choques elétricos, que podem causar queimaduras e até matar. Esse é o momento de elaborar o projeto, determinando quantas tomadas cada cômodo deve ter, onde elas estarão, quantos pontos de luz serão necessários e qual a capacidade de carga de cada um. Todos os sonhos (um homer theater, uma estação de micro computadores) devem constar da sua planta, ou será difícil concretizá-los sem ter, mais tarde, de quebrar as paredes e de redimensionar as potências. - a escolha dos materiais Os materiais que levam a energia aos diferentes pontos de sua casa devem ser de boa qualidade. Procure na embalagem o símbolo do INMETRO, procedimento aconselhável para todos os componentes de sua instalação. Desde os cabos até os interruptores, esse símbolo significa que as peças foram feitas obedecendo às normas da ABNT para instalações elétricas de baixa tensão. - fios e cabos Só há uma diferença entre eles: a flexibilidade. Os fios constituídos de um único e espesso filamento são rígidos. Já os cabos são formados por vários filamentos finos, o que lhes dá maleabilidade e facilita sua colocação nos trechos onde há curvas. O material de que são feitos o condutor de eletricidade é o mesmo, o cobre. Faça sua pesquisa de preços, mas não leve um produto só porque é mais barato. Isso pode significar matéria prima inferior quanto mais puro o cobre, melhor será a condução da energia. Muita atenção também quanto ao revestimento, que deve ser antechamas. Na hora da compra, pergunte sobre a qualidade do produto e verifique as suas especificações. A cada 50cm 13

14 de rolo, os cabos trazem impressas informações como bitola (ou sessão nominal) em milímetro ao quadrado, nome do fabricante, tensão e a marca do INMETRO. O cálculo da bitola: o cálculo é feito levando-se em consideração a distância entre o quadro de distribuição e a tomada, além da potência do aparelho. Quanto maior a distância, maior será a bitola do cabo. Se ela for sub-dimensionada, a energia se transformará em calor, diminuindo o desempenho do aparelhos, aumentando o consumo de energia e expondo sua instalação a um curto circuito. Aumentar a esmo a sessão nominal não é a solução do problema: com uma bitola maior do que o necessário você estará apenas onerando a sua obra. Em geral os fios tem entre 2,5mm² e 8mm², mas o cálculo correto é trabalho do projetista. A partir daí é feita a distribuição dos circuitos: para cada um são usados 2 fios vivos (um fase e um neutro), para tomadas de 127 volts. Ou fase e fase, para tomadas de 220 volts. Fase, como você já percebeu, é justamente o fio que conduz a energia elétrica. Se a sua cada é abastecida com tensões de 115 volts ou 127 volts você terá 2 fios fases e um neutro chegando à sua construção. Porém nas cidades onde a tensão é de 220 Watts ou 230 Watts, a ligação será feita com a penas 2 fios, correspondendo a fase e fase. - definição dos circuitos Nesse momento, você já listou eletrodomésticos e pontos de luz com devidas potências. Contas feitas, definem-se os circuitos (as linhas de transmissão de energia internas, que saem da caixa de distribuição e levam a eletricidade até os aparelhos). Para cada um instala-se um disjuntor. A questão é: quantos? Fixar essa quantidade é relativamente simples: ramais que alimentam aparelhos de corrente elétricas superior a 10 ampéres, como chuveiros, fornos de microondas, máquinas de lavar roupas e secadoras e torneiras elétrica, por exemplo, pedem circuitos exclusivos. A mesma indicação serve para os aparelhos eletrônicos, como os computadores, mesmo que não tenham potências tão elevadas. Além disso, tomadas e pontos de luz não devem ser abastecidos por um mesmo circuito. Como determinar o limite de cada circuito? E quantas tomadas podem ser ligadas a cada um sem que aja o risco de sobrecarga? A norma da ABNT recomenda tomadas comuns, de 100W de potência para ambientes de estar, como salas e quartos. Um circuito feitos com um cabo de 2,5 mm² (a bitola mais comuns em residências) a uma tensão de 127V pode conduzir algo em torno de 1200 a 1500 W. Assim, será possível ligar de 10 tomadas de 100W cada uma, já prevendo uma margem de segurança. Se a tenção for de 220V a potência do circuito aumenta para algo em torno de 2200W. Ao estabelecer o número de circuitos e a potência de cada um, lembre-se de que não se deve exceder o limite de cada ramal, sob pena de superaquecimento dos cabos, variações na tensão e desarme constante dos disjuntores. - aterramento do sistema Por ser um grande depósito de energia, a terra pode fornecer ou receber elétrons, neutralizando uma carga negativa ou positiva. Aterrar o sistema é exatamente isso: estabelecer essa ligação com a terra, estabilizando a tensão em caso de sobrecarga. Assim você evita um curto circuito nos aparelhos. O procedimento é o seguinte: próximo ao medidor, uma barra de cobre vendida nas casas especializadas, é cravada no solo. Dela sai um cabo terra para todas as tomadas da casas. Quem deve determinar a especificação da barra de cobre é o projetista de elétrica, pois o diâmetro e o comprimento dependem do tipo de aplicação. Uma barra mal dimensionada torna o procedimento ineficaz. 9 IMPERMEABILIZAÇÃO Existem soluções arquitetônicas, que incluídas no projeto, ajudam a manter a casa seca. Outras contribuem para melhorar o isolamento térmico. 14

15 - recursos para manter a casa seca Beirais largos, que livram as paredes das chuvas; Peitoris, pingadeiras e dentes (saliências), que protegem as janelas e a fachada da casa; Pé-direitos altos e aberturas generosas, que melhoram a circulação de ar; Drenos no interior das paredes que tenham contato direto com o solo; Impermeabilização de áreas mais sujeitas à umidade, como subsolos, fundações e pisos; Nas lajes de cobertura, aplique as mantas (as mais usadas são as asfálticas, mais baratas e mais eficientes). O material é emendado, formando uma capa. Outra solução comum é a membrana asfáltica (película formada pela aplicação de várias camadas de tinta). Nos dois casos, faça o caimento para o ralo e a calha, estenda a impermeabilização ao interior dos ralos, suba o revestimento no mínimo 30 cm nas paredes e cubra a impermeabilização com argamassa para só então assentar o piso; Telhas amarradas, que não se desloquem com os ventos, provocando vazamentos. - problemas mais comuns e suas soluções PROBLEMA: manchas, bolhas e superfície fria ou molhada na face interna de uma parede da fachada Causa: fissuras superficiais na pintura. Pintura externa descascando. Solução: Se o descascamento for generalizado, realizar pintura externa tomando cuidados com a aderência da película de tinta. Se for localizado, verificar possíveis trincas por baixo na pintura do reboco ou emboço. Causa: Fissuras superficiais no emboço externo. Solução: Se as fissuras no emboço forem microscópicas,, generalizadas e superficiais é porque houve retração de massa durante a secagem. Refazer a pintura aplicando uma base selante e usar tinta à base de resina acrílica. Se as movimentações forem grandes, aconselha-se o emprego de tela de nylon por baixo da pintura nos locais mais danificados. Causa: Fissuras na alvenaria Solução: o correto é verificar as prováveis causas de seu aparecimento antes de se tomar providências para a recuperação definitiva. Estas causas podem estar associadas a deformações estruturais. Aconselha-se a presença de um profissional para diagnosticar a origem do problema. Causa: Fissuras no encontro da alvenaria com a viga. Solução: Causa mais provável é a movimentação higrotérmica da parede e da estrutura, associada a outros fatores como encunhamento mal executado ou precoce. A correção dessas trincas deve ser executada, após diagnóstico de profissional, com a remoção da argamassa de revestimento na região afetada, fazendo a desvinculação da parede e a viga através de corte no topo da parece e preenchimento com material deformável e refazendo o revestimento empregando bandagem para a separação da parede e do revestimento. Causa: Fissuras no encontro da alvenaria nova com a antiga Solução: Em reformas deve-se ter o cuidado de fazer a amarração entre as alvenarias novas e as já existentes. Pode-se refazer a amarração com o emprego de barras de aço ou criar uma junta de dilatação e executar os procedimentos de preenchimento e revestimento descritos acima. Causa: Fissuras no encontro da alvenaria com os pilares. Solução: Provavelmente não foi feita a ligação adequada entre a alvenaria e o pilar. A solução é remover o revestimento ao longo do encontro pilar/parede, destacar a alvenaria do pilar através de junta de dilatação, fazer o preenchimento da junta com material deformável, refazer o revestimento empregando tela tipo estuque e refazer a pintura. Causa: Revestimento externo da casa poroso, provocado pela argamassa do emboço com traço inadequado. 15

16 Solução: Se o revestimento tiver poroso ou fraco, com certeza o traço (volume de cimento, cal e areia) não foi adequado. A melhor solução é a remoção da argamassa fraca, verificando se existem trincas na alvenaria, e refazer o emboço com traço adequado. Causa: Parte inferior da parede umedecida com os respingos da chuva. Solução: Verificar se a parte inferior da parede está impermeabilizada, se foi feita barra inferior externa do revestimento (emboço) com aditivo impermeabilizante e se a pintura precisa de manutenção. PROBLEMA: Manchas e bolhas no alto das paredes de andar superior Causa: Ausência ou defeito da impermeabilização da laje, quando não há telhado. Solução: Impermeabilizar a laje com manta ou membrana asfáltica ou refazer a existente. Causa: Problemas com captação da chuva ralos mal vedados ou problemas no chumbamento de buzinotes. Solução: Inspecionar as junções da impermeabilização com os ralos e os buzinotes. Causa: Telhas deslocadas, trincadas ou porosas. Solução: Verificar se houve danos nos encaixes das telhas, recoloca-las. As trincadas deverão ser substituídas, de preferência pelas de mesma fabricação. Se as telhas estiverem porosas, providenciar a substituição ou proceder à limpeza e impermeabilização da parte superior com tintas ou vernizes apropriados. Causa: Problemas na captação da chuva. Os mais comuns são rufos e calhas corroídas, mal soldadas, entupidas ou mal dimensionadas. Solução: Verificar o estado das calhas e rufos. Dependendo do material usado, ele poderá ser remendado, resoldado ou substituído. No caso de materiais suscetíveis a ferrugem, providenciar pintura interna impermeável. PROBLEMA: Superfície úmida, bolor e bolhas em paredes com jardineira. Causa: Falta ou defeito de impermeabilização da jardineira. Solução: Impermeabilizar com manta asfáltica anti-raiz ou refazer a existente. Causa: Altura da terra inadequada. Solução: Verificar se a altura da terra não está ultrapassando a altura que a manta protege e se for o caso rebaixar o nível de terra da jardineira. Causa: Maneira inadequada de regar a jardineira. Solução: Cuidados ao fazer a rega para não molhar áreas de parede não preparadas para receberem água. Causa: Tubulação elétrica rompida ou aberta por raízes. Solução: Providenciar a troca do tubo, que depois de aberto é inundado pela água, ou veda-lo com mastiques que possam sofrer ação do sol e chuva. Causa: Ralo entupido. Solução: Limpar e cobrir o ralo com dreno feito com britas e envolto em manta do tipo bidim para barrar a entrada na tubulação de terra e raízes. Não esquecer de verificar as junções da impermeabilização com os ralos. Causa: Trincas na alvenaria. Solução: A jardineira pode não suportar o volume de terra que recebeu e romper-se. Refazer as amarrações das paredes, reforçar as paredes com concreto e armação. 16

17 PROBLEMA: Superfície úmida, esfarelada ou manchas na parte de baixo das paredes do andar térreo. Causa: A umidade do solo sobe pelas fundações por falta ou deterioração da impermeabilização das fundações. Solução: Se a alvenaria for de tijolos de barro maciço, cristaliza-los injetando resina na base da parede. No caso de blocos vazados, refazer a impermeabilização sobre a alvenaria de embasamento (nivelamento sobre os baldrames), descascar o reboco pelos dois lados da parede e aplicar cimento polimérico ou argamassa com impermeabilizante até 50 cm acima do piso. Causa: Há vazamentos de tubulações de hidráulica, de esgoto ou de água fria. Solução: Consertar a tubulação que fica sob o piso ou no quintal. Causa: Empoçamento de água de chuva junto às paredes externas. Solução: Providenciar a drenagem superficial da água de chuva e descascar o reboco pelos dois lados da parede e aplicar cimento polimérico ou argamassa com impermeabilizante até 50 cm acima do piso. PROBLEMA: Bolor e bolhas embaixo das janelas. Causa: Trincas inclinadas nos cantos das janelas. Solução: Indicar a falta de contravergas. Antes de vedar as trincas, providenciar a colocação de contravergas sob as janelas, de concreto ou com ferragem devidamente chumbada. Para consertar as trincas proceder conforme descritos nos itens, anteriores, sobre reparo de fissuras em alvenaria. Causa: Trincas com manchas de escorrimento vindo dos cantos do peitoril. Solução: Peitoril com inclinação insuficiente ou abaulado, que não expulsa a água para fora da alvenaria. Antes de reparar as trincas, corrigir o problema com o peitoril, arrumando a inclinação ou trocando a peça. Causa: Trincas sobre o peitoril nas junções com a alvenaria. Solução: A dilatação dos materiais do peitoril e alvenaria são muito diferentes provocando o aparecimento de fissuras horizontais. Para corrigir, frisar a massa sobre o peitoril, preencher o sulco com material selante moldável e - Isolamento Térmico A preocupação com isolamento térmico deve estar presente desde a elaboração do projeto. Para isso, o arquiteto precisa conhecer a posição do sol no local onde será construída a casa e leva-la em consideração na hora de definir a implantação. É a maneira mais simples e eficiente de tirar partido da ventilação e da iluminação natural. A escolha de materiais adequados ao clima da região é outro ponto importante. As mais significativas trocas de calor entre a casa e o ambiente acontecem por meio do telhado e das paredes. Por isso, esses elementos devem ser alvos de uma atenção especial. Veja algumas formas de melhorar o conforto térmico dentro de casa. Cuidados com telhado Entre os especialistas, as telhas de cerâmica são consideradas assim as mais adequadas ao nosso clima. Se preferir o concreto, lembre-se que os tons escuros retêm o calor, por isso vão melhor em regiões frias. No caso do metal, faça questão do recheio de poliuretano, lã de rocha ou lã de vidro, uma barreira contra a entrada de calor no verão e contra a saída dele no inverno. Subcoberturas de alumínio As subcoberturas de alumínio também conhecidas como foils, são uma mão na roda para garantir um telhado sequinho. Além disso, reduzem a entrada de calor que entra na casa pelo alto. Existem basicamente duas espécies de manta, ambas de polietileno: as que têm lâmina de alumínio em apenas um dos lados e as duplamente metalizadas. O manual da boa instalação 17

18 manda que elas sejam fixadas entre caibros e contracaibros, impedindo que a água de eventuais vazamentos acumule-se nas ripas. Dessa maneira também se formam colchões de ar, necessários ao seu bom desempenho térmico. Outro ponto importante: quando a camada metálica revestir apenas um dos lados da manta, ela deve ficar voltada para baixo, tirando partido da propriedade do alumínio de emitir pouco calor. Isolamento térmico De maneira geral, no clima brasileiro, as casas erguidas com tijolos maciços não precisam de nenhum tipo de isolante térmico nas paredes. Porém, quando o fechamento for feito com materiais mais leves, como painéis de cimento (usados com estruturas metálicas), é preciso ficar atento. Um recurso muito usado nesses casos são as paredes duplas. No espaço deixado entre a placa cimentícia externa e o painel de gesso interno forma-se um colchão de ar, que funciona como isolante térmico. Outra opção é empregar materiais isolantes como lã de vidro ou lã de rocha. Atenção: eles podem ser colocados apenas nas paredes expostas ao exterior da casa, nunca nas internas. 10 ESQUADRIAS Chama-se de esquadria qualquer tipo de caixilho usado na obra. São as futuras portas, janelas, venezianas etc. Pode ser alumínio, PVC ou madeira. As esquadrias anti-ruído são uma alternativa para locais muito barulhentos. - Alumínio Os tipos com tamanho padronizado já vêm com grapas ou chumbadores para fixação e uma proteção que deve ser retirada somente depois do acabamento final das paredes. Isso evita o contato com cimento e tinta, difíceis de remover. Já as esquadrias feitas sob medida são colocadas pelos próprios fabricantes. Eles põem um contramarco (moldura que delimita e protege a área da janela) e só depois do acabamento das paredes instalam a esquadria. Na fabricação as peças podem receber dois tratamentos, que além de proteção lhes dão cor. Durante a anodização, os perfis ganham tons de bronze e preto. Importante: verifique na embalagem a camada de proteção da janela. Casas na cidade e no campo exigem anodização A 13. As litorâneas A18. Esses números indicam a resistência do alumínio à agressividade do ar da região. Outro tratamento é a pintura eletrostática a pó, que traz um leque de cores e resiste mais a intempéries. - PVC As janelas de PVC (policloreto de vinila, um tipo de plástico) levam vantagem sobre o alumino no desempenho termoacústico. Em parceria com vidro duplo, elas economizam energia porque reduzem a troca de calor entre os ambientes externo e interno, segundo os fabricantes. Assim, dispensa-se o ar condicionado. A maioria da empresas trabalha sob encomenda. Não há restrições quanto ao uso no litoral. Tanto esses produtos quanto os de alumínio pedem um cuidado na compra: pergunte ao vendedor se a janela foi aprovada pela ABNT, que testa a resistência à chuva e ao vento. - Madeira O primeiro ponto a verificar nas esquadrias é se o material tem resistência mecânica adequada aos esforços a que as peças serão submetidas. Janelas e portas externas têm de ser maciças para que suportem bem as intempéries e, no caso das janelas, agüentem a estrutura. Painéis como MDF e aglomerado revestidos de lâminas decorativas de 1mm são permitidos em portas internas nas quais a madeira maciça é colada apenas nas áreas mais exigidas, como a região da fechadura. Tipos de madeira e seus usos Portas expostas a intempéries: cabreúva-vermelha, cumaru, garapa, imbuia,, itaúba, jatobá, sucupira. O eucalipto de reflorestamento promete ser uma opção, mas ainda não há larga oferta no mercado. 18

19 Portas para ambientes interno: angelim-pedra, curupixa, cedro, freijo, louro-vermelho, macacaúba, muiracatiara,, pau-amarelo, peroba-rosa,, tatajuba, tauari. Batentes: madeiras densas, pesadas e de maior resistência, como peroba-rosa, jatobá, itaúba, garapa, e angelim-pedra. Janelas: madeiras mais leves, a exemplo de cedro, muiracatiara, curupixá e freijó. - Esquadrias Anti-ruído Recebem esse nome as esquadrias que reduzem pelo menos 30 decibéis do barulho externo. Essa é uma classificação usada pelos fabricantes, pois a janela anti-ruído não está na lista de produtos com certificação obrigatória. Trazem vidros duplos ou triplos, selados, com um espaçador dentro. O mercado oferece duas alternativas. A primeira é comprar uma janela de alto padrão, encomendada com base no catálogo de modelos do fabricante. Outra é adquirir peças conhecidas como kits anti-ruído, ou seja, janelas produzidas especialmente para esse fim e de acordo com a necessidade do cliente. Os materiais mais comuns são o alumínio e o PVC. Os perfis de alumínio precisam de borrachas interna que impeçam a transmissão do ruído; o de PVC não, pois são soldados e absorvem bem o som. 11 REVESTIMENTOS/ACABAMENTOS Os revestimentos para piso e parede dão, em grande parte, a cara da casa. Respondem também por uma soma respeitável do custo da obra representam, junto aos demais acabamentos, quase 30% do total. Inevitável, portanto, que os futuros moradores mergulhem nesse mundo. Um bom começo é definir a lista de compras logo no projeto. Isso permite uma previsão mais extra do orçamento. Se não for possível, tente pelo menos pensar em todos os itens de uma vez assim fica mais fácil coordena-los, compondo a casa como um todo. Veja as opções de acabamentos para piso e parede a prenda a calcular a quantidade de cerâmica necessária. - Acabamentos para piso e parede Aço cortén, aço inox, alumínio, ardósia, arenito, assoalho de madeira, azulejo, bambu, banho de areia, borracha, caiação, carpete de madeira, cerâmica, cimento queimado, concreto, concreto estampado, deck, epóxi, estuque, fibra de vidro, fórmica, fulget, granilha, granilite, granito, granulados, ladrilho hidráulico, lajota de barro, lambri, laminados metalínicos, linóleo, mármore, massa de quartzo, massa texturizada, mosaico de vidro, mosaico português, parque, pastilha de cerâmica, pastilha de porcelana, pastilha de vidro, pedra goiás, pedra mineira, pedra miracema, pedra-sabão, pedra santa izabel, pedra são carlos, perda são tomé, piso laminado,, plaqueta de barro, porcelanato, quartzitos, tábua corrida, taco de madeira, textura, tijolo de barro, tintas, vermelhão, vinil. - Como calcular a quantidade de cerâmica Paginação esse jargão usado pelos arquitetos para a disposição da cerâmica no piso e nas paredes tem um papel importante. Ela visa zerar os corte, encaixando um número inteiro de peças não ambiente. Quanto mais recortes, maior a possibilidade de quebras. Mão-de-obra um azulejista experiente corta a peça na diagonal perfeitamente, aproveitando o outro pedaço, Assim, 10% ou 20% extras podem ser exagero. Mão-de-obra especializada significa economia de material. Tamanho e cor da cerâmica quanto maior a cerâmica, maior a possibilidade de quebras. Já o formato 10 x 1 cm se encaixa em qualquer cantinho. Se escolher cores especiais, estampas e relevos, leve uma quantidade maior para estoque. Peças estampadas dão 19

20 muita perda, pois é preciso encaixar os desenhos na hora do assentamento. Neste caso, os 10% são válidos. Não ignore o rejunte Considere este exemplo: num banheiro de 1,40 x 2,60 m revestido de cerâmica 20 x 20 cm, o rejunte de 2 mm no piso ocuparia uma área equivalente a 1m² de revestimento, exatamente aquela caixa para guardar. 12 VIDROS Nessa seara há de tudo:de vidros curvos a modelos reflexivos que retêm ou reduzem o calor em 80%. Existe até vidro antichama e autolimpante, que repele a água e a sujeira. Certos modelos vêm combinados a películas coloridas; outros são trabalhos artesanalmente ou impressos com texturas. Além dos fabricantes (que são poucos no mercado), também trabalham nessa área as empresas transformadoras produzem as versões laminadas, temperadas, esmaltadas ou curvas. Você pode encomendar o que deseja aos revendedores ou as lojas de vidro que operam também com importados de outros revendedores. - tipos de vidro usados em arquitetura Aramado: vidro com malha de aço no miolo que segura os estilhaços em caso de quebra. Pode ser curvo. Usado em guarda-corpos, portas, cobertura e divisórias. Vidro com cristal líquido: ativada por controle remoto ou interruptor, a chapa dupla de vidro, com cristal líquido dentro, deixa o conjunto transparente. Desligada fica leitosa. Para funcionar precisa ser comprada em caixilhos próprios. Sistema próprio para divisórias de escritórios, locais que demandam privacidade ocasional. Vidro curvo: antes impensável, ele despontou em construções comerciais agora o vidro sinuoso tornou-se uma realidade também para os projetos de casas. As chapas comuns, metalizadas, impressas, temperadas, laminadas e aramadas são moldadas novamente, conforme o projeto. Os preços variam conforme a quantidade, pois o beneficiamento do material exige a confecção de uma fôrma na curvatura exata. Como isso precisa ser feito caso a caso, o valor ainda é alto, mas menos proibitivo do que anteriormente. Vidro duplo: duas chapas de vidro laminado, temperado, impresso, refletivo ou cristal intercaladas por uma câmara com ar ou gás barram a passagem de calor e som. Usado em caixilhos ou esquadrias para reduzir o barulho e manter a casa naturalmente aquecida ou fresca com a ajuda de refrigeradores de ar. Vidro esmaltado: obtido artesanalmente pela aplicação de esmalte sobre o vidro, criando desenhos e texturas. Alguns podem ser laminados. Usado em detalhes e vitrais. Vidro impresso: chapas gravadas com texturas ornamentais, colorida ou incolor. Empregado em divisórias, vitrais janelas ou portas. Pode ser espelhado ou serigrafado. Como já é possível laminá-lo ou temperá-lo, permite uso em locais que exijam segurança. Vidro laminado: duas ou mais lâminas de vidro cristal ou temperado, incolor ou colorido, refletivo ou não, com películas plásticas coloridas (do tipo PVB) no meio. Em caso de rompimento, os pedaços do vidro não despregam. O PVB filtra parte dos raios ultravioleta e barra parte do som. Para telhados, cobertura, fachadas, esquadrias, guarda-corpos e pisos. Vidro refletivo/ metalizado: uma camada metálica reflete o sol e permite controlar seus efeitos, como o aquecimento e a entrada de luz e de raios ultravioleta. Seu visual espelhado varia conforme a intensidade da metalização. Pode ser aplicado na forma temperada, curva, laminada ou dupla. Nas versões temperado e laminado, é usado em fachadas, coberturas e boxes. O mesmo que vidro metalizado. Vidro temperado: depois de um tratamento térmico, torna-se até cinco vezes mais resistente que o vidro comum. Quando quebra, desmancha-se em pequenos 20

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