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3 SERPRO Uma Crônica de 18 Anos

4 SERPRO Uma Crônica de 18 Anos Texto elaborado por WILSON SIDNEY LOBATO Analista Consultor do SE RPRO. Brasília-DF 1982

5 SUMÁRIO À Guisa de Apresentação Notas 185 Mensagem nº 25, de 1964 (C.N.) 197 Lei nº 4.516, de 1º de dezembro de Decreto nº , de 11 de março de Portaria nº GB-193, de 2 de junho de Resolução nº 6, de 1º de julho de Resolução nº 51, de 21 de setembro de Portaria nº GB-142, de 9 de junho de Decreto nº , de 19 de agosto de Lei nº 5.615, de 13 de outubro de Portaria nº GB-69, de 9 de março de Portaria nº 71, de 20 de março de Decreto nº , de 14 de agosto de Portaria nº 424, de 14 de agosto de Portaria nº 65, de 08 de fevereiro de Deliberação º 01/78, nde 25 de janeiro de Resolução º 04/78, n de 30 de junho de Deliberação º 04/79, nde 28 de junho de

6 À GUISA DE APRESENTAÇÃO Creio ser um exercício difícil escrever sobre algo de que se é protagonista. Os sentimentos se misturam, as lembranças ressurgem, borbulham, remoçam e perturbam. O SERPRO pode ser visto como uma obra. A proposta primitiva foi alterada ao longo dos anos no aspecto operacional, mas não na ideologia. No SERPRO e do SER- PRO, viu-se um país emergir de um terceiro-mundismo, de uma sociedade mais pobre e acanhada no domínio de tecnologias para outra que aprendeu a concebê-las e fabricá-las. Nesta Empresa convivem a criação intelectual e a repetição mecânica. Pela harmonia dos dois extremos, aprendeu-se a valorizar a medida do trabalho e o trabalho medido. E o SERPRO, por isto, tem sido um inovador e um organismo fiel, profissional e ético. Aí está, após 18 anos da sua criação legal, uma memória da Empresa. Para isto, os talentos de Almir de Paula Pinto e de Wilson Sidney Lobato uniram-se para gerar a pesquisa e a crônica. Buscaram localizar documentos antigos e antigas fotografias de equipamentos, assim como registrar depoimentos, todos doravante disponíveis para futuros historiadores, museólogos e pesquisadores da história do processamento eletrônico de dados no Brasil. Dedicamos esta obra aos Conselheiros e dirigentes a seguir enumerados, e a Luiz Walter do Prado Abdon, autor da primeira minuta de projeto para criação da Empresa, que aqui simboliza também o funcionário anônimo, apaixonado e laborioso de todas as idades no SERPRO. 7

7 CONSELHEIROS Alfredo Luiz Baumgarten Junior Annibal Vilanova Villela Antônio Luiz Pimentel Mesquita Carlos Heinz Rischbieter Carlos Viacava Cyro Freire Cury David Elkind Schvartz Eduardo Pereira de Carvalho Ernane Galvêas Francisco Israel Rodrigues de Ávila Francisco Oswaldo Neves Dornelles Galba Ferreira de Oliveira Gerson Augusto da Silva Giampaollo Marcello Falco Gil Gouvêa Macieira Haroldo Corrêa de Mattos Hindemburgo Sobral Teixeira Isaac Kerstenetzky José Antônio Berardinelli Vieira José Flávio Pécora José Lopes Fernandes Lineo Emílio Klüppel Manuel Olímpio de Oliveira Carneiro Márcio João de Andrade Fortes Marcos Pereira Vianna Nelson Mortada Noé Winkler Octávio Gouvêa de Bulhões Paulo Hortêncio Pereira Lira Paulo Ricardo dos Santos Werner Grau DIRETORES-PRESIDENTES Elson dos Santos Mattos Moacyr Antônio Fioravante DIRETORES-SUPERINTENDENTES Francisco Alves Ricardo Barra Bahia Vianna Vicente Paolillo Netto 8

8 1964 Como Dionísio, nascido da perna de Júpiter, o SERPRO nasceu do bojo de um gigante, para logo assumir o seu devido lugar entre os órgãos especializados da Administração Pública. Não obstante a imponência dos mármores e bronzes do clássico Palácio da Fazenda, que a arquitetura estadonovista lhe legou como sede no Rio de Janeiro, o olímpico Ministério da Fazenda, secular herdeiro e sucessor da Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda estabelecida por D. Pedro I em 1823, mantinha no apósguerra a mesma estrutura, já agora obsoleta, que lhe atribuíra a Reforma Oswaldo Aranha (1934) na onda da Revolução de De então para a frente, tão diversa foi-se sucedendo a realidade e adversa a conjuntura, dentro como fora do país, que para logo se evidenciou a necessidade de uma profunda reformulação específica naquele órgão, tanto como na própria Administração Pública em geral. Testemunho eloqüente da preocupação do Governo com tentar modernizar e reaparelhar a sua máquina de administração fiscal e econômico-financeira são as (pelo menos) 25 propostas/projetos apresentadas (1), nos dois decênios seguintes, para reforma do Ministério da Fazenda. Culminou tal empenho na Lei nº 4.155, de 28 de novembro de 1962, a qual, entre outros objetivos complementares, autorizava o Poder Executivo a reorganizar as repartições arrecadadoras. Estribado nessa Lei, e ratificando acordo já firmado pelo Ministro Miguel Calmon, em 12 de março de 1963 o Ministro San Tiago Dantas assinava com a Fundação Getúlio Vargas um Contrato pelo qual esta se obrigava "a organizar, coordenar ou realizar os levantamentos, estudos, elaboração de atos ou projetos de implantação de rotinas necessárias à reestruturação das repartições federais, tendo em vista:... as necessidades de planejamento sistemático, de assessoria permanente e de chefia, de aperfeiçoamento de pessoal e de melhoria dos processos mecânicos de arrecadação"... assim como "a racionalização e mecanização dos processos de exação de tributos e instituição de instrumentos eficientes de controle de arrecadação" (grifo nosso). 9

9 "Havendo aceito a honrosa e tremenda responsabilidade de executar a reforma do Ministério da Fazenda" (2), entrou a Fundação Getúlio Vargas na execução do contrato já na gestão do Ministro Carvalho Pinto, em outubro de Constituiu-se, então, uma Comissão de Reforma do Ministério da Fazenda, incluindo vários especialistas e pessoal de secretaria pertencentes aos seus próprios quadros, aos quadros daquele Ministério e aos quadros de outras organizações públicas e entidades particulares. (3) Estimulada e prestigiada pelo novo titular da pasta, Ministro Ney Galvão, que lhe cedeu inclusive as salas contíguas ao seu Gabinete no 10º andar do Palácio da Fazenda, organizou-se a Comissão em várias unidades técnicas e administrativas, sob a supervisão e orientação geral e direta do Ministro através do Núcleo de Planejamento do Ministério da Fazenda, sendo Coordenador-Geral o técnico de Economia e Finanças Gerson Augusto da Silva que viria, depois, a ser o primeiro Presidente do Conselho de Administração do SERPRO. Entre as premissas que lhe nortearam os trabalhos, várias há que aqui nos interessam de perto e merecem registro: "tanto a administração financeira e a rede arrecadadora, o seu equipamento, o seu pessoal, quanto os métodos e rotinas de trabalho, necessitam de revisão." "o Brasil grangeou a má fama de ser paraíso de contrabandistas." "se o fisco estivesse à altura das necessidades da União e tornasse, senão impossível, pelo menos realmente perigosas a evasão e a sonegação de impostos, o orçamento federal estaria equilibrado, ou, pelo menos, não estaria tão desequilibrado quanto se encontra." "a tarefa mais urgente é a modernização da administração financeira e a tecnificação da máquina arrecadadora em todas as suas dependências, ao longo e através do País." "cumpre que a reforma... proporcione ao Governo instrumentos e dispositivos gerenciais que lhe tornem eficiente e aguda a administração financeira em geral, além de um aparelho fiscal apto a arrecadar para os cofres públicos, de todos os contribuintes, indistintamente, todos os impostos e contribuições compulsórios criados por lei e que constituem a base do seu sistema tributário." (4) A vista de tais premissas, com razão a Comissão destacou, como uma das suas unidades integrantes, um Setor de Automação, sob a coordenação do Técnico de Mecanização Elson dos Santos Mattos (que seria depois o primeiro Diretor-Superintendente do SERPRO), com o objetivo imediato de "abrir as portas do Ministério da Fazenda aos modernos recursos oferecidos pela automação e pela mecanização, para acelerar os serviços de administração financeira, os de arrecadação, os de previsão, os de controle da arrecadação, os de combate à sonegação e à evasão de impostos, e outros da mesma família." (5) 10 Do levantamento a que então procedeu, saltaram evidentes os entraves que

10 peavam o sistema fiscal brasileiro. A mor parte do processamento de dados cabia à própria Fazenda, por intermédio de 30 Unidades Mecanizadas, com pessoal do próprio Ministério, utilizando equipamento alugado e sediada em 10 capitais do país, sendo que 10 delas só no Rio de Janeiro, disseminadas por várias repartições fazendárias. A outra parcela do processamento, referente ao imposto de renda, estava entregue por contratação a terceiros, que nela empregavam seu pessoal e equipamento próprio, a custos bem altos para serviços de baixa qualidade. As Unidades Mecanizadas, em regime de total independência sob um comando fragmentado, não se entendiam entre si, operando por métodos e processos próprios, com generalizada carência de técnicos qualificados e, na maioria dos casos, por deficiência ou inadequação mecânica, valendo-se de processos manuais, não obstante a existência de máquinas. Estas, por seu turno, ostentavam um alto percentual de obsolescência (43% no cômputo total), com um baixo índice de utilização (apenas 12% em 8 Unidades do então Estado da Guanabara), o que evidenciava o irrisório nível de mecanização do sistema. (6) Geralmente alugadas de firmas especializadas, para alegadamente poupar ao Ministério os problemas com sua propriedade, manutenção e utilização, tais máquinas significavam elevado custo de operação com pulverização dos serviços. Afora extravagâncias de toda a sorte, tal como um computador eletrônico IBM 1401, na Diretoria de Despesa Pública (Rio de Janeiro), que era refrigerado por ventilador; ou um setor de perfuração (São Paulo) que guardava 10 milhões de cartões em estoque, para um consumo anual de 1 milhão; ou ainda uma repartição da Despesa Pública (Brasília) que mantinha toda uma Seção Mecanizada para processar o pagamento de apenas 400 cheques da Fazenda; e uma Delegacia Fiscal (Belém) instalada num mosteiro em ruinas, com 5 máquinas abandonadas sobre assoalhos trepidantes. Embora os trabalhos previstos no Contrato da Fundação Getúlio Vargas tivessem expressamente o prazo de 3 anos para se completarem, cerca de 6 meses depois (novembro 1963 a março 1964) os estudos e atividades da Comissão de Reforma já produziam resultados concretos, configurados nos 2 Projetos apresentados ao Ministro Octávio Gouvêa de Bulhões com o Relatório Preliminar em abril de Visava um à simplificação das operações mecanizadas atinentes à baixa dos débitos dos contribuintes de imposto de renda, bem como à contabilização da arrecadação. Buscava o outro o descongestionamento dos pagamentos a cargo da Diretoria da Despesa Pública e a melhor utilização da rede bancária nacional. Dos estudos a que procedeu o seu Setor de Automação resultou, inicialmente, uma proposta de criação de uma sociedade de economia mista, a "Computadora Federal S.A." (CONTASA), para logo rejeitada veementemente pelo Ministro Bulhões, sendo que a maioria das então existentes eram deficitárias, além dos óbvios óbices que sua natureza mercantil carrearia para o desempenho dos serviços estatais. Em substituição, elaborou-se e a Comissão propôs um Anteprojeto que foi submetido ao Congresso Nacional e, com pequenas alterações, lá decretado como a Lei nº 4.516, de 01 de dezembro de 1964, criando o Serviço Federal de Processamento de Dados SERPRO. Cabe aqui, en passant, o registro dos dramáticos momentos por que então passaram os criadores do SERPRO. Rejeitada a primeira proposta (a 11

11 CONTASA), sobraram apenas 4 dias para que um novo texto fosse elaborado, a contento do Ministro, e apresentado aos congressistas para discussão e votação dentro do prazo de 30 dias que o Ato Institucional nº 1 fixava para o Legislativo votar projetos de lei. Em não mais do que 48 horas o advogado Newton Correia Ramalho, que assistia a Comissão de Reforma, elaborou o novo Anteprojeto, que em 1º de novembro chegava ao Congresso. Ali, dentre as várias emendas que recebeu, destacavam-se: uma do Deputado Aliomar Baleeiro que, no art. 1º, retirava a autonomia financeira da Empresa; outra, apresentando substituto que desfigurava o texto inicial, propunha um complexo sistema colegiado (quase uma quinzena de membros) e transferia para o capital da empresa o "cérebro eletrônico" UNIVAC do IBGE. Através de eficiente trabalho de lobby, lograram-se obviar ambas, rejeitando o substitutivo e inserindo noutros artigos a autonomia financeira recusada na proposta Baleeiro. Na mensagem nº 25, pela qual, em 27 de outubro de 1964, o Presidente H. Castello Branco propõe aos membros do Congresso Nacional a "criação de uma entidade cujo objeto será o processamento eletrônico e eletromecânico de dados e informações pertinentes à exação e fiscalização financeira", há pontos que vale ressaltar. Ao verberar as crônicas deficiências de tais serviços, levadas à conta de obsoletismo das normas, superdimensionamento das instalações, heterogeneidade dos métodos, diversificação da orientação técnica e fragmentação da mecanização, conclui o Governo que a sua reorganização deverá atender aos objetivos seguintes: 12 a) possibilitar o recrutamento e a seleção de pessoal qualificado para a execução dos serviços; b) assegurar o máximo aproveitamento de servidores do Ministério capacitados ou passíveis de capacitação para as atividades de processamento de dados, a fim de reduzir os custos reais pela utilização de mão-de-obra atualmente subempregada; c) garantir, de futuro, o dimensionamento do pessoal às estritas necessidades do serviço; d) possibilitar a vigência de regime salarial adstrito às condições do mercado de trabalho, como meio de garantir a operação a custos e preços competitivos; e) propiciar o dimensionamento econômico das instalações, sua organização em unidades periféricas e centralizações sucessivas, determinadas exclusivamente pelo volume, natureza e oportunidade das operações a realizar; f) propiciar a correta estimativa dos recursos orçamentários necessários e suficientes para o custeio dos serviços de processamento de dados; g) garantir a oportuna disponibilidade desses recursos; h) evitar as formalidades atuais, que dificultam a execução de várias espécies de serviços não burocráticos, assegurando-se, porém, rigor na determinação dos preços e custos e no controle dos pagamentos; i) preservar o sigilo das informações manipuladas; j) estabelecer condições que facilitem a aquisição ou locação de equipamentos, a contratação de serviços de terceiros e a aquisição de material de consumo;

12 I) propiciar a compatibilidade de equipamentos e a padronização de processos, apurações e relatórios; m) facilitar a utilização de eventual capacidade ociosa de instalações e pessoal, mediante aceitação de serviços de outros órgãos da administração federal ou de outras pessoas jurídicas de direito público; n) diluir os custos de serviços de pessoal técnico de alta qualidade e de equipamentos de grande velocidade e versatilidade, atribuindo a uma organização unificada a exclusividade na execução de todos os serviços de processamento de dados do Ministério. Para alcançar tais objetivos, decidiu-se "criar uma entidade dotada de autonomia administrativa e financeira, ou seja, com a flexibilidade indispensável à eficiente condução dos serviços de processamento de dados e tratamento de informações" em larga escala. Tendo em vista a complexidade do sistema tributário brasileiro e a diversificação dos equipamentos e rotinas então existentes nos órgãos fazendários, buscou-se na constituição da nova Empresa a centralização das atividades de processamento de dados, tanto na orientação, como na execução dos serviços. E deu-se-lhe uma organização autárquica, com os poderes normativos e de controle atribuidos a um Conselho de Administração e os executivos a um Diretor-Superintendente, assegurando-se a necessária liberdade de comando de par com um órgão interno para orientação e controle de funcionamento. Como, mais tarde, algo desabusadamente declarava um mensário especializado da Capital, "A criação do Serviço Federal de Processamento de Dados foi um gesto do Governo que, aparentemente, não passou de uma tentativa de integrar os serviços de administração pública na metodologia nova do processamento. Pode até ter parecido, aos menos atentos, um gesto esnobe de frágil conteúdo prático. Na realidade, o SERPRO é uma realização destinada a provocar conseqüências importantíssimas na vida nacional, que se farão sentir desde o Palácio do Planalto à favela do morro." (7) A verdade desta última frase ecoa nas páginas que adiante se hão de ler. Por ora, vale assinalar que, cenário embora de eventos fortemente marcantes para a própria história do País, o ano de 1964 significou, para o SERPRO, o início apenas do primeiro instante da crônica dos 18 anos que se lhe seguiram como agora passaremos a narrar. 13

13 1965 Publicada no D.O.U. de 4 de dezembro, só veio a Lei nº a ser regulamentada cerca de 100 dias mais tarde, através do Decreto nº , de 11 de março de 1965, que dispunha sobre a organização e funcionamento da nova entidade. No texto original de ambos, lei e decreto, destacam-se características que persistirão ao longo de toda a existência da Empresa, não obstante as futuras alterações legais do seu estatuto. A primeira está em que o SERPRO é um órgão "vinculado ao Ministério da Fazenda", mas nem administrativa nem tecnicamente dele integrante ou dependente. Traduz-se tal vinculação pelas atribuições que ali se reservam àquele Ministério e incluem: exclusividade de serviços, competência regimental, nomeação e remuneração da Administração Superior, bloqueio de saldos ou dotações e aprovação prévia dos balanços anuais. Outra característica vem logo destacada no artigo 1º do referido Decreto, que declara o SERPRO uma "empresa pública de natureza industrial, dotada de personalidade jurídica" própria. O que indica a independência de ação que se lhe quis atribuir em face das normas imperantes para as empresas públicas em geral independência objetivamente respaldada pela liberdade de manipulação dos seus recursos orçamentários, como estabelecido no artigo 14 da referida Lei. Por último, não obstante a "prioridade absoluta" assegurada ao Ministério da Fazenda para os "serviços que se contiverem na capacidade operacional do SER- PRO", está este autorizado a executar serviços congêneres, assim como a prestar assessoramento técnico, a quaisquer outros órgãos da Administração pública federal, estadual e municipal. Com isto se lhe ensejam, ab initio, duas grandes vantagens operacionais: economias de escala decorrentes de uma grande massa de dados a processar, e salvaguarda contra o problema da capacidade ociosa para o dispendioso equipamento com que tem de operar. 15

14 Ainda conforme a Lei nº 4.516, a administração do SERPRO será exercida por dois órgãos, quais sejam, um Conselho de Administração (3 membros posteriormente aumentados para 5) e um Diretor-Superintendente, todos nomeados pelo Presidente da República por indicação do Ministro da Fazenda. Seu pessoal "regerse-á pela legislação trabalhista, incluido na categoria profissional de industriários" e que, embora sejam, assim, apenas empregados, poderão incluir funcionários públicos requisitados do Ministério da Fazenda. Contam, ademais, com dispositivos especiais, tais como: salários de mercado, obrigatoriedade de sigilo e participação nos lucros da Empresa. Patrimonialmente, reserva-lhe a Lei um capital social que inclui "bens e direitos que a União possuir, no Ministério da Fazenda, relacionados com atividades de processamento de dados e informações", com valor a ser complementado em dinheiro até atingirem-se os Cr$ 5 bilhões fixados como seu capital inicial. Como receita sistemática, atribui-lhe os recursos decorrentes do pagamento pelos serviços prestados à Administração Pública e alocados nas respectivas dotações orçamentárias ou adicionais. O ato que regulamentou tal Lei, ou seja o Decreto nº (publicado no D.O.U. de 12 de março de 1965 e vigente até sua revogação pela Lei nº 5.615, de 13 de outubro de 1970), avança um pouco mais nos detalhes quanto à Competência do SERPRO, à Instalação e Constituição do seu Capital Inicial, e à Prestação de Serviços ao Ministério da Fazenda e a outros órgãos, embora ainda cotenha numerosos dispositivos transitórios (vd. texto integral in "Documentação" anexa). Nele cabe ressaltar, por ordem de referência, os itens em que: acrescenta aos objetivos do SERPRO o de "opinar sobre projetos de lei que possam ter repercussão no desempenho de suas atribuições"; limita a 10% do crédito especial liberado os recursos para cobrir os gastos iniciais de instalação; fixa a data de 01 de janeiro de 1966 para que a Empresa assuma os serviços que lhe cabem nos órgãos do Ministério da Fazenda, determinando-lhe a maneira de os solicitar, propor, ajustar, avaliar e remunerar; faculta a utilização, em serviços para outros órgãos públicos, da sua capacidade operacional remanescente; torna obrigatório o convite ao SERPRO para apresentar propostas nas coletas de preços realizados por órgãos e autarquias federais, e estabelece as normas gerais para composição, remuneração e funcionamento do Conselho de Administração. Assinados e publicados ambos os instrumentos constitutivos da nova Empresa, faltava dar-lhe o sopro vital da designação e posse dos seus primeiros dirigentes. E tal ocorreu exatamente 6 meses após a Mensagem de 27 de outubro do Executivo ao Legislativo. Nomeados pelo Presidente da República por Decreto publicado no D.O.U. de 12 de março de 1965, em 23 de abril o Ministro da Fazenda empossava os membros do primeiro Conselho de Administração do Serviço Federal de Processamento de Dados, que foram: Gerson Augusto da Silva, Presidente do Conselho; Noé Winkler e José Lopes Fernandes, Conselheiros; Elson dos Santos Mattos, Dire- 16

15 tor-superintendente do SERPRO. No mesmo dia, reunidos extraordinariamente na sala nº 1011 do Palácio da Fazenda, "formalizavam com a assinatura da (primeira) Ata as investiduras e o exercício nos cargos (em) que acabavam de ser empossados", marcando para o próximo dia 3 de maio, às 15:00 horas, uma Reunião ordinária do Conselho para: 1) providências gerais pertinentes à instalação da Empresa; 2) leitura e discussão do anteprojeto de Regimento Interno. (8) Tal Ata só foi publicada no D.O.U. mais de 2 meses depois, em 28 de junho, o que não obstou a que nas Reuniões subseqüentes examinasse o Conselho o texto do proposto Regimento Interno, finalmente aprovado na 5ª Reunião 2 de junho e, na mesma data, baixado com a Portaria n GB-193, do Ministro da Fazenda. (9) Esta, com a Lei n e o Decreto n , comporá a tríade legal na qual se estribarão a organização e o funcionamento do SERPRO ao longo de todo o qüinqüênio que termina em 1970, quando se lhe atribuirão novos dispositivos. Pela Resolução nº 6, de 1º de julho de 1965, o Conselho de Administração estabelecia a estrutura dos órgãos do SERPRO, não sem ressaltar, nas palavras do Diretor-Superintendente, que essa devia "ser entendida como sendo provisória, o que (era) plenamente justificado dado o caráter pioneiro da entidade". De acordo com ela, o SERPRO compõe-se de: órgãos da Administração Superior, como sejam o Conselho de Administração e o Diretor-Superintendente; órgãos Centrais de Assessoramento, Orientação e Controle, que são o Departamento Técnico (com 7 Turmas), o Departamento Financeiro (4 Turmas e 1 Caixa), o Departamento Administrativo (4 Turmas) e a Assessoria Jurídica, e de Unidades Regionais de Operação (cada URO com Turma de Administração, Centro de Processamento e Núcleo de Operação). Nos termos daquele Regimento, os atos deliberativos do Conselho de Administração veiculam-se por "Resoluções", cabendo ao Diretor- Superintendente baixar normas e instruções sob a forma de "Ordens de Serviço" e movimentar o Pessoal através de "Portarias". Com as funções e atribuições que ali se lhes especificam, os órgãos criados foram-se implantando e provendo na medida das necessidades e possibilidades da novel Empresa. Empossado o Conselho de Administração, logo decidiu (Reunião de 10 de maio) constituir um Núcleo de Organização para a instalação da Empresa, com o máximo de 15 componentes e um teto de Cr$ 20 milhões para as despesas correspondentes, sob a responsabilidade de Valdecir Freire Lopes. Pela Portaria n 1, de 21 de maio de 1965, o Diretor-Superintendente Elson dos Santos Mattos designava Valdecir Freire Lopes para Responsável pela Assessoria Técnica, Roberto Pereira da Silva pela Assessoria Financeira, Abelardo Rosa Santos pela Assessoria Administrativa e Luiz Walter do Prado Abdon pela Assessoria Jurídica. Foram as primeiras designações, no SERPRO, fora do Conselho de Administração, destinando-se tais Assessorias especificamente a planejar e promover as medidas necessárias à instalação dos órgãos Centrais e das Unidades Regionais. Só em setembro seguinte é que viriam as Portarias subseqüentes, designando os primeiros titulares efetivos dos 3 Departamentos e da Assessoria Jurídica (os mesmos da referida Portaria), assim como da URO (Salvador Perrotti) a primeira a ser titulada. De então até dezembro de 1965, seriam paulatinamente designados os Chefes da Turma de Operações (Oswaldo Ney Soares Carneiro), da Turma de Controle (Francisco Alves de 17

16 Sá), da Turma de Material (Francelino Corrêa Mattos dos Santos) e da Turma de Métodos e Sistemas (Alistair Neves). O Núcleo de Organização funcionou até setembro, quando o SERPRO se estruturou definitivamente, mas já na 12ª Reunião (de 6 de junho) dava contas ao Conselho das providências recomendadas. Quanto à organização das UROs, a idéia era de criar-se um Centro de Processamento em cada Região Fiscal do país, assim como tantos Núcleos de Perfuração quantos necessários, para impedir que os documentos tivessem de sair da repartição de origem. Quanto às atividades de processamento, constituiram-se 6 grupos de trabalho, um para cada assunto específico, devendo cada qual ir até o preparo manual de operações para as UROs. Quanto a pessoal, impunha-se contar o SERPRO com especialistas nos diversos tributos que seriam objeto das suas atividades, sendo opinião do Presidente do Conselho que, para tanto, se deveria recorrer aos peritos que compunham a Comissão de Reforma FGV/MF. No que tange à mão-de-obra, já em fins de junho era contratado um técnico em seleção de pessoal, o professor Oscar Peixoto, para elaborar e superintender as provas para cargos de escritório, sendo que em 1 de julho, pela Resolução nº 5, foram baixadas as Normas para Recrutamento, Seleção e Admissão dos Empregados, estabelecendo-se, pela de nº 8, de 19 de agosto, a classificação das suas funções e respectivas atribuições. Enquanto não se realizavam as provas para admissão, contrataram-se escriturários e secretárias na firma "Manpower". No concurso para analista e programador, inscreveram-se 74 e foram inicialmente (ISOP) aprovados 55 candidatos, sendo que, dentre os 8 que obtiveram aprovação final, 6 desistiram em face da exigüidade do salário oferecido. O óbice mais sério, porém, à necessária e urgente constituição do seu corpo de empregados decorreu da promulgação, em 5 de julho, da Emenda Constitucional nº 15, que drasticamente vedava toda nomeação, admissão ou contrato de pessoal, a qualquer título, no período compreendido entre os 90 dias anteriores à eleição para Presidente da República e o término do seu mandato. Em conseqüência, além de não poder completar seus próprios quadros, ainda ficou o SERPRO desfalcado da colaboração de muitos servidores já engajados na área, tendo até de recorrer a terceiros para poder cumprir compromissos assumidos. Isto explica porque, em 31 de dezembro de 1965, seus empregados numerassem não mais que 90, sendo 35 na Administração Central e 55 nas Unidades Regionais de Operação. Uma síntese das principais providências então tomadas na área de pessoal está na simples relação das normas estabelecidas por várias Resoluções e Ordens de Serviço durante o exercício: 18 normas para recrutamento, seleção e admissão de empregados do SERPRO; normas para autorização de viagens, fixação de diárias e comprovação de despesas; normas de administração de pessoal, constantes do Plano de Classificação de Cargos; normas relativas à aplicação do "sistema de pontos", em que se baseia a remuneração das funções de confiança;

17 normas relativas ao pagamento de incentivo sobre a produção efetiva dos empregados; normas relativas a serviços médicos e atividades assistenciais, no SERPRO; normas sobre o Plano de Benefício para Assistência Médica; normas para concessão, aplicação e comprovação de adiantamentos, na Administração Central; normas sobre exame médico pré-admissional; normas sobre controle de freqüência, pagamentos e descontos dos empregados; normas sobre o sistema de pesquisa salarial, necessário à fixação dos salários dos empregados do SERPRO à base dos vigorantes, em geral, no mercado de trabalho. Quanto à instalação física da Empresa, cabe registrar aqui apenas os fatos de maior relevância, entre as muitas marchas e contramarchas ocorridas. Embora a locação das 14 salas do 18 andar do Edifício Palácio Mercantil, na Avenida Presidente Vargas, nº 482, no Rio de Janeiro, já estivesse acordada e aprovada desde 01 de julho alugadas da Zein Comércio e Indústria S.A. por Cr$ ,00 mensais somente em 5 de novembro pôde o Diretor-Superintendente informar o Conselho de haver recebido as chaves respectivas. Retardada inicialmente a concessão do "habite-se" pelo atraso na instalação da eletricidade e na ligação do fornecimento de água, a adaptação das salas só permitiu iniciar-se a mudança da Administração Central do SERPRO para sua sede na última semana de dezembro de Até então, manteve-se precariamente distribuida em várias salas do Palácio da Fazenda, sendo que o Conselho de Administração se reunia ali sistematicamente duas vezes por semana, no 10 andar, e só veio a ter sua primeira Reunião na sede (sala 1814 do Palácio Mercantil) em 8 de março de Já as Unidades Regionais de Operação tiveram uma evolução vária, sendo esta sua situação em 31 de dezembro de 1965: A 1ª URO (sede em Brasília, com jurisdição sobre Distrito Federal, Mato Grosso e Goiás) não logrou ver terminadas ainda neste exercício as negociações com a Prefeitura local para a celebração de um Convênio de prestação de serviços, em cujo pagamento entrariam um terreno e a construção da respectiva sede. Na 2ª URO (sede em Belém, com jurisdição sobre Amazonas, Pará, Amapá, Acre, Roraima e Rondônia), a precariedade dos possíveis locais dificultou a escolha e impediu uma solução em 1965 para localização da sede. Também na 3ª URO (sede em Fortaleza, com jurisdição sobre Maranhão, Piauí e Ceará) o exame de duas áreas oferecidas pela Alfândega e pela Delegacia Fiscal não bastou para chegar-se a uma conclusão antes do término do exercício. Já na 4ª URO (sede em Recife, com jurisdição sobre Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Fernando de Noronha) a área oferecida pela Delegacia Fiscal foi aceita e entrou em andamento o projeto para a sua instalação. Na 5ª URO, igualmente, (sede em Salvador, com jurisdição sobre Bahia e Sergipe) findou-se o ano com uma parte da área em que funcionavam a Alfândega e a Delegacia Fiscal já destinada à sede da Unidade. A 6ª URO (sede em Belo Horizonte, com jurisdição sobre Minas Gerais) teria sua sede instalada no pré- 19

18 dio da Delegacia de Rendas Internas, dependendo dos entendimentos finais sobre a segurança e adaptação do local. Na 7ª URO (sede no Rio de Janeiro, com jurisdição sobre Espírito Santo, Rio de Janeiro e a então Guanabara), a instalação provisória da sua sede em repartições (na maioria) localizadas no Palácio da Fazenda não atendia aos requisitos básicos para um centro de computação, dadas as características e linhas arquitetônicas do prédio; além de não comportar a aglutinação dos setores da Caixa de Amortização e da Alfândega, sendo por isso prevista e necessária sua mudança em futuro próximo. Só a 8ª URO (sede em São Paulo, com jurisdição sobre o Estado) logrou iniciar suas atividades, já em setembro de 1965, no prédio da Alfândega, valendo-se ainda do equipamento de mecanização de Santos. Para a 9 URO (sede em Curitiba, com jurisdição sobre Paraná e Santa Catarina), a Delegacia Fiscal cedeu uma área, onde se lhe prepara a sede. O mesmo para a 101M URO (sede em Porto Alegre, com jurisdição sobre o Rio Grande do Sul). A verdade é que um exame da situação real no final do exercício revela que apenas "os Departamentos e algumas Unidades Regionais de Operação já foram instalados, enquanto as Turmas de cada Departamento vão sendo constituídas de acordo com a necessidade e o encaminhamento dos serviços" como declara o "Relatório" (de Atividades) de Afora as naturais dificuldades com pessoal habilitado e espaço adequado, havia o problema do equipamento. Ao iniciar suas atividades operacionais, recebeu o SERPRO 1 computador eletrônico IBM-1401, instalado pelo Ministério da Fazenda no Rio de Janeiro, 2 computadores UNIVAC-1004, instalados em São Paulo, e várias máquinas periféricas não poucas dentre as quais obsoletas ou de pouco rendimento. Teve então de devolver muitas e alugar outras mais, essenciais aos novos padrões de trabalho a introduzir. Ao terminar o ano, contava com um total de 368 unidades, sendo 47 classificadoras, 21 conferidoras numéricas, 11 intercaladoras, 9 interpretadoras, 4 multiplicadoras e calculadoras, 82 perfuradoras alfa-numéricas, 114 perfuradoras mecânicas, 30 reprodutoras e 46 tabuladoras, afora 4 computadores eletrônicos sendo que todos os equipamentos operavam apenas e somente com cartões perfurados. Não obstante a ênfase naturalmente atribuída à instalação e organização da Empresa no seu primeiro exercício, logrou o SERPRO desenvolver ainda algumas atividades executivas e operacionais que merecem registro. Assim é que, "já no ano de 1965, firmaram-se ajustes parciais para execução de serviços com o Departamento do Imposto de Renda, com a Delegacia Fiscal de São Paulo e com o Departamento de Arrecadação. Os serviços ajustados passaram a ser executados sob orientação do pessoal do SERPRO, que, ademais, já assumira desde junho de 1965 a responsabilidade pelo processamento do pagamento dos servidores ativos do Ministério da Fazenda, do Ministério das Relações Exteriores, da Presidência da República e do DASP. Cumpre ressaltar ainda que, além da assistência técnica aos órgãos da Fazenda, prestou sua colaboração ao Ministério do Planejamento, na elaboração e execução dos primeiros ensaios de mecanização, visando ao acompanhamento do Orçamento-Programa; realizou estudos e análises para 2 Carteiras da Caixa Econômica Federal do Rio de Janeiro; tomou a seu cargo o planejamento e emissão do número único para os contribuintes de impostos federais, a ser utilizado no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda". (10) 20

19 Aliás, em setembro mesmo, ao submeter ao Ministro Octávio Gouvêa de Bulhões proposta de empréstimo, por parte do Governo norte-americano, de 12 computadores eletrônicos excedentes, o Conselho de Administração descrevia os serviços, "de interesse do Ministério da Fazenda, no plano nacional," a serem prestados com tal equipamento: DEPARTAMENTO DE ARRECADAÇÃO Implantação do Cadastro Geral de Contribuintes das pessoas jurídicas Controle e Classificação da Receita DEPARTAMENTO DE IMPOSTO DE RENDA Lançamento Controle da Cobrança Controle dos rendimentos pagos ou creditados Estatística DEPARTAMENTO DE RENDAS INTERNAS Imposto de Consumo) e Imposto de Selo: Baixa de pagamentos Acompanhamento da conta-corrente por contribuintes Estatística DIRETORIA DA DESPESA PÚBLICA E DELEGACIAS FISCAIS Pagamentos de pessoal Ativo Pensionistas Aposentados Apropriação de despesas CONTADORIA GERAL DA REPÚBLICA Acompanhamento da execução da Despesa Orçamentária Apuração das contas da União no Banco do Brasil Acompanhamento Provisório da Receita e Despesa SERVIÇO DE ESTATÍSTICA ECONÔMICA E FINANCEIRA Estatísticas: Importação e Exportação Cabotagem Movimento Bancário Movimento Marítimo e Fluvial Transmissão de Imóveis Hipotecas DIRETORIA DE RENDAS ADUANEIRAS Controle do valor das mercadorias importadas e respectivo imposto Estatística das mercadorias importadas 21

20 CAIXA DE AMORTIZAÇÃO Controle de títulos de Recuperação Financeira (cálculo de juros, conta de depósitos, amortização, etc.) Controle de Obrigações do Tesouro (cálculo de juros-orçamento da despesa-movimento de bolsa, etc.) DEPARTAMENTO FEDERAL DE COMPRAS Previsão de consumo e suprimento automático Controle de preços Estoques mínimos PREFEITURA DO DISTRITO FEDERAL E AUTARQUIAS VINCULADAS (por convênio em elaboração) Pagamento de Pessoal Emissão de contas de luz, telefone, taxa de água e esgoto Controle de Cobrança Controle de material Financiamento e Cobrança dos Impostos Predial, Territorial, Indústria e Profissões. MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO Estudos iniciados visando ao acompanhamento do Orçamento Programa. Quanto aos recursos financeiros, provieram inicialmente da parcela de Cr$ 500 milhões de crédito especial aberto pelo Decreto nº , de 8 de abril de 1965, para constituição do Capital da Empresa e destinada à sua organização, assim como dos Cr$ mil correspondentes às dotações orçamentárias para atender, em 1965, aos encargos de locação de equipamento e de execução de serviços mecanizados dos órgãos do Ministério da Fazenda. A propósito, antes de tudo mais cabe ressaltar que, no tocante à referida dotação orçamentária, a jovem Empresa conseguiu para a Fazenda uma economia de mais de meio bilhão de cruzeiros. Devendo, pela nova legislação, entender-se com a IBM do Brasil Ltda. e a Remington Rand do Brasil S.A. para a locação de equipamentos e a execução de serviços de mecanização necessários, logrou o SERPRO que ambas as empresas reformulassem as propostas de contrato anteriormente acertadas com o Ministério da Fazenda. Para um valor contratual inicial de Cr$ mil (que demandaria um crédito adicional de Cr$ mil para suplementar os Cr$ mil orçados), obteve novas propostas totalizando Cr$ (com um saldo orçamentário de Cr$ mil e uma redução global de cerca de 29%). Como oportunamente assinalou o Presidente do Conselho de Administração, a "economia resultante para o Ministério, decorrente da simples intervenção do SERPRO na realização de tais contratos, superou em quase cem milhões de cruzeiros a totalidade dos recursos destinados à cobertura das despesas de organização de instalação da empresa".(12) Do capital fixado em Cr$ 5 bilhões, a serem integralizados pelo Governo da União, Cr$ 500 milhões foram liberados pelo Ministério da Fazenda até 31 de dezembro de 1965, ficando os remanescentes Cr$ milhões por integralizar me- 22

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