CONTABILIDADE LINGUAGEM DOS NEGÓCIOS: uma discussão sobre os aspectos contábeis do arrendamento mercantil no Brasil. Franciele Carini 1 RESUMO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CONTABILIDADE LINGUAGEM DOS NEGÓCIOS: uma discussão sobre os aspectos contábeis do arrendamento mercantil no Brasil. Franciele Carini 1 RESUMO"

Transcrição

1 CONTABILIDADE LINGUAGEM DOS NEGÓCIOS: uma discussão sobre os aspectos contábeis do arrendamento mercantil no Brasil. Franciele Carini 1 RESUMO Com o advento do processo de convergência às Normas Internacionais de Contabilidade, o Brasil está da desenvolvidos. Um intenso exemplo disso é a mudança na contabilização dos contratos de arrendamento mercantil, devido à prioridade da essência sobre a forma, ou seja, registrar as operações de leasing conforme a teoria contábil e não seguindo a forma jurídica. A configuração jurídica considera somente a validade da lei promulgada pelo Estado, esta maneira de escrituração contábil demonstra as ações praticadas pelos gestores de patrimônio no formato que melhor informa o Estado. O artigo, em questão, com o tema Contabilidade linguagem dos negócios: uma discussão sobre os aspectos contábeis do arrendamento mercantil, objetiva debater a mudança na forma de registro, dos arrendamentos mercantis, adotada pelo Brasil por meio da convergência às Normas Internacionais de Contabilidade e o reflexo dessa alteração nas demonstrações contábeis. PALAVRAS CHAVES: Contabilidade; arrendamento mercantil; normas internacionais de contabilidade. ABSTRACT With the advent of convergence to International Accounting Standards, is Brazil's developed. A strong example is the change in accounting for lease agreements, due to the priority of substance over form, or register as leasing transactions to accounting theory and not following the legal form. The configuration considers only the legal validity of the law promulgated by the State, this way of bookkeeping shows the actions taken by managers to shareholders in the format that best informs the state. The article in question, with the theme "Accounting - the language of business: a discussion of the accounting aspects of leasing," aims to discuss the change in the way of registration of leases, adopted by Brazil through the International Standards Convergence Accounting and the reflection of this change in the financial reporting. KEY WORDS: accounting; leasing; international accounting. INTRODUÇÃO A contabilidade é citada por muitos experts como a linguagem dos negócios. É através dela que empresas, clientes, fornecedores, instituições bancárias, investidores e o Estado dialogam, trocam informações e principalmente tomam decisões importantes e necessárias para o desenvolvimento da economia nacional e internacional. 1 Franciele Carini é bacharel em Ciências Contábeis (UNIVAR/2004), especialista em Auditoria e Perícia Contábil (UNIVAR/2006) e atualmente é professora de Contabilidade Introdutória, Contabilidade e Análise de Custos, Contabilidade Societária e Análise das Demonstrações Contábeis nas Faculdades Unidas do Vale do Araguaia, em Barra do Garças, MT,

2 No Brasil, desde a década de 70, a ação informativa da contabilidade para auxílio na tomada de decisões estava sendo utilizada apenas pelo Estado. Os demais usuários, como investidores, credores e gestores não eram favorecidos de maneira satisfatória pelas informações contábeis. A própria regulamentação das normas contábeis era voltada para geração de informações fiscais necessárias para o Estado. A Comissão de Valores Mobiliários, o Conselho Federal de Contabilidade e outras entidades ligadas às atividades contábeis buscam uma forma de universalizar a contabilidade, proporcionando uma maior clareza das informações fornecidas que são divulgadas através dos diversos relatórios contábeis. O que estes órgãos regulamentadores ensejam é harmonizar as Normas Contábeis para que o lucro apurado no Brasil não sofra modificações caso seja calculado em outro país. Com a aprovação das Leis nº /2007 e /2009, o Brasil iniciou o processo de convergência às normas contábeis publicadas pelo Internacional Accounting Standards Board (IASB) Colegiado de Padrões Contábeis Internacionais. Neste enfoque, este artigo trata especificamente das operações de arrendamento mercantil, conhecido como leasing, a fim de conceituar as modalidades geralmente utilizadas, de demonstrar a forma de contabilização antes e depois do processo de convergência, a necessidade de uma escrituração baseada em normas contábeis obrigatórias e uniformes para todas as empresas, tanto arrendatárias como arrendadoras, e ainda, relacionar as vantagens e desvantagens das operações de leasing. CONTABILIDADE linguagem dos negócios A ciência contábil tem como essência estudar, registrar, quantificar, analisar, verificar e interpretar as mudanças ocorridas no patrimônio das entidades contábeis. Estas entidades são todas as pessoas, com personalidade física ou jurídica, que possuem patrimônio, riquezas, têm acúmulo de bens. As ações praticadas pelo indivíduo na gestão do patrimônio são o objeto de estudo da contabilidade. Desde a fase empírica da contabilidade, a função principal é orientar os indivíduos nas deliberações conforme as mutações do patrimônio. Marion (2006 p. 26), afirma que a contabilidade é a ferramenta que abastece a empresa e seus usuários externos, com inúmeras de informações úteis para a tomada de decisões. Ele afirma, uma empresa sem boa Contabilidade é como um barco, em alto-mar, sem bússola. São as decisões do gestor, do administrador, do proprietário que causam reflexos positivos ou negativos sobre o resultado esperado, ou seja, as escolhas podem maximizar

3 lucros ou determinar prejuízos. A função da contabilidade em registrar as conseqüências das ações praticadas pelos indivíduos em determinado patrimônio define-a como ciência social. Segundo Santos (2005, p. 18): A natureza social da contabilidade traduz-se na preocupação com a compreensão da maneira com que os indivíduos ligados à área contábil criam, modificam e interpretam os fenômenos contábeis, sobre os quais informam seus usuários; representa a realidade que deve ser observada por este ramo do conhecimento humano. A preocupação do contabilista não está apenas em apreender quantificar, registrar e informar os fatos contábeis da entidade, mas também em analisar e revisar estes fatos, demonstrando suas causas determinantes e constitutivas. (SANTOS, 2005, p. 18). O papel da contabilidade na empresa e no mundo dos negócios é demasiadamente significativo, uma vez que ela promove o fornecimento de dados e informações utilizados para conduzir processo empresarial, para avaliar o desempenho e a situação econômica perante o mercado e a concorrência. Reeve [et al.] (2009, p. 11) diz: Você pode pensar na contabilidade como a linguagem dos negócios. A razão é que a contabilidade é o meio pelo qual as informações são comunicadas as partes interessadas. Por exemplo, demonstrações contábeis resumindo a lucratividade de um novo produto ajudam a administração da Coca Cola Company a decidir se deve continuar vendendo esse produto. Da mesma maneira, os analistas financeiros usam as demonstrações contábeis para decidir se devem recomendar a aquisição de ações da Coca-Cola. Os bancos usam as demonstrações contábeis para determinar o volume de crédito a ser concedido à Coca-Cola. Os fornecedores usam a demonstrações contábeis para decidir se oferecerão crédito para as compras de materiais de consumo e matérias-primas pela Coca-Cola. Os governos estadual e federal usam as demonstrações contábeis como base para o cálculo dos tributos devidos pela Coca-Cola. (REEVE [et al.] (2009, p. 11). Inúmeras são as decisões, as ações que os gestores empresariais precisam deliberar para dar continuidade ao processo operacional, como: contratos de compra, contratos de venda, obtenção de crédito, financiamentos, empréstimos, etc., no entanto, também são de suma importância, decisões relativas a investimentos de numerários como, por exemplo: investimentos em outras empresas, aplicações financeiras, aquisição de novos bens, renovação do parque de máquinas, etc. Todas estas práticas necessitam de planejamento, de um plano de negócios definido com objetivos, propostas de prazos, de valores. O administrador precisa ter conhecimento das previsões referentes aos índices de retorno de investimentos, rentabilidade e custos. Nesse momento, o profissional contábil é a peça chave no desenvolvimento e orientação do processo. No que se refere à aquisição de bens móveis e imóveis como: veículos, máquinas e imóveis, a empresa tem várias opções: comprar a vista, financiar ou ainda arrendar. É claro

4 que as condições de preço, prazo e taxa de juros são determinantes para a conclusão do negócio. Nesse sentido, a intenção neste trabalho é discutir a conceituação, aspectos históricos, contábeis e legais da sistemática de arrendamento mercantil de bens móveis e imóveis, pois este sistema de aquisição é agente causador de dúvidas para muitos empresários e profissionais contábeis. ARRENDAMENTO MERCANTIL Aspectos históricos Considera-se que o leasing tenha surgido desde a antiguidade. O arrendamento de fazendas e barcos era comum entre os fenícios. Este povo era uma antiga civilização que viveu onde hoje é o Líbano e partes da Síria e de Israel. Os historiadores calculam que eles chegaram por volta do século 30 a.c. Os fenícios transformaram suas cidades em importantes pólos comerciais. Como não eram grandes produtores de mercadorias, eles atuavam como uma espécie de importadores e exportadores daquela época. Ou seja, compravam vinho de uma região e vendiam para outra, que por sua vez produzia óleo e assim por diante. Para fazer tantos negócios, os fenícios se especializaram em longas viagens marítimas e como não tinham muitas embarcações, procediam ao arrendamento das mesmas. Mesmo com indícios de origem antes de Cristo, o leasing firmou-se como sistemática de arrendamento em 1941 durante a Segunda Guerra Mundial, quando os Estados Unidos passou a emprestar equipamentos bélicos aos países aliados, sendo que o material poderia ser adquirido ou devolvido no final do conflito. Alguns anos depois, a mesma situação ocorreu junto ao setor empresarial americano, quando o proprietário de uma fábrica de alimentos da Califórnia, necessitando atender um importante contrato de abastecimento firmado com o exército americano, não possuindo os equipamentos e capital de giro necessário para adquirilos, resolveu arrendá-los. Após estes dois exemplos importantes, a comunidade empresarial americana passou a adotar a prática do leasing que se difundiu rapidamente. É necessário destacar que a astúcia dos empresários americanos em utilizar o leasing como instrumento de crescimento, aconteceu pelo fato de perceber que o uso de determinado bem arrendado na geração de lucros é muito mais importante do que a aquisição do próprio item. Na verdade, a operação de leasing é a vinculação de riqueza com o uso e não com a propriedade. Segundo Feijó (Boletim Jurídico a. 2, nº 53), Os motivos de sucesso do leasing nos Estados Unidos foram a ausência no país de um mercado de capitais para o crédito a médio prazo, uma tributação muito severa no tocante às depreciações, uma economia geralmente próspera com altas percentagens de lucro e a existência de empresas obrigadas a uma renovação contínua e rápida dos seus equipamentos diante do progresso

5 tecnológico. (FEIJÓ, Daniela Curcio. Do contrato de Leasing ou Arrendamento Mercantil. Boletim Jurídico, Uberaba/MG, a. 2, nº 53) Posteriormente à adoção pelos americanos das vantagens do leasing, o mercado mundial apropriou-se da sistemática, sendo utilizado na Inglaterra a partir de 1960, na França em 1962, em seguida na Itália, na Bélgica, na Alemanha e em 1967 no Brasil, com a constituição de uma pequena empresa Rent a Maq - na cidade de São Paulo que arrendava máquinas de escrever. Com o impulso de grupos financeiros nacionais e internacionais, os contratos de leasing passaram a ser divulgados através das instituições bancárias. Com isso, o governo brasileiro promulgou a Lei 6.099/74 que regulamentou as operações de arrendamento mercantil obedecendo às normas do Conselho Monetário Nacional e o Banco Central do Brasil. A partir deste momento passou a ser praticado oficialmente no mercado financeiro, tornando-se uma excelente alternativa para financiamentos de longo prazo e de alta flexibilidade, adequando-se ao fluxo de caixa e de investimentos. ARRENDAMENTO MERCANTIL Aspectos conceituais Segundo dicionário Aurélio 2, arrendamento significa contrato pelo qual se cede o uso e fruição de um bem móvel ou imóvel por um preço e tempo determinados. É a ação de arrendar. A palavra mercantil, o dicionário define-a: diz respeito aos mercadores ou às mercadorias. Que se entrega ao comércio; referente ao comércio. Logo, arrendamento mercantil é ato pelo qual se aluga, arrendam-se mercadorias definidas como veículos, máquinas, equipamentos, computadores, softwares, etc.. No Brasil a sistemática do arrendamento mercantil é conhecida pelo termo inglês leasing proveniente do verbo to lease, que em português pode ser traduzido como arrendar, alugar. Entretanto, o termo leasing não é citado na legislação brasileira. A Lei nº de 12 de setembro de 1974 dispõem sobre o tratamento tributário das operações de arrendamento mercantil e define esta prática em seu artigo 1º: Considera-se arrendamento mercantil, para os efeitos desta Lei, o negócio jurídico realizado entre pessoa jurídica, na qualidade de arrendadora, e pessoa física ou jurídica, na qualidade de arrendatária, e que tenha por objeto o arrendamento de bens adquiridos pela arrendadora, segundo especificações da arrendatária e para uso próprio desta. (Lei 6.099/1974 art. 1º, Parágrafo Único, Disponível em 2 Disponível em: acesso em 21/11/ Disponível em: acesso em 21/11/2009

6 O leasing pode ser explicado como um contrato pelo qual uma empresa cede a outra, por determinado período, o direito de usar e obter rendimentos com bens de sua propriedade. Bens, neste caso, devem ser entendidos em seu sentido mais amplo: imóveis, automóveis, máquinas, equipamentos, cuja utilização seja capaz de gerar resultado positivo. Tendo cumprido todas as obrigações descritas em contrato, ao final do prazo do arrendamento, há três opções: comprar o bem, renovar o contrato de aluguel ou devolver o bem à empresa de leasing. Ao abordar a sistemática de leasing é necessário conceituar as partes do negócio: arrendadora é a empresa de leasing, são entidades previamente autorizadas pelo Banco Central do Brasil para fornecer contratos de arrendamento; arrendatária é qualquer pessoa jurídica ou física; e, fornecedor é a empresa que efetuará o fornecimento de bens à arrendadora para alugar para a arrendatária. A Associação Brasileira de Empresas de Leasing (ABEL) 4 define o processo operacional de um contrato de leasing da seguinte forma: O arrendatário escolhe o bem, ajusta o preço, o prazo de entrega, o fornecedor e ao assinar o contrato de arrendamento mercantil incumbe ao arrendador da tarefa de executar a compra. A arrendadora efetuará a compra do bem escolhido pela arrendatária, após a entrega do bem, esta deverá cumprir com as obrigações assumidas no contrato de arrendamento. A propriedade é do arrendador e o uso é do arrendatário. Para a Abel, o leasing é fundamentado na concepção econômica de que o que importa para uma arrendatária é a utilização, não a propriedade de um bem. (Guia prático arrendamento mercantil, p. 6, O leasing pode ser feito por qualquer pessoa física ou jurídica e vários bens podem ser objeto de arrendamento. No Brasil 75% dos contratos de leasing são para automóveis, caminhões, ônibus e utilitários. O leasing pode trazer várias vantagens para as empresas em relação a uma operação de empréstimo normal, realizada para obtenção de ativos necessários para a operacionalização da empresa. As principais vantagens para as empresas que optam em realizar um arrendamento mercantil em substituição ao tradicional empréstimo ou financiamento estão relacionadas com a parte fiscal, ou seja, com os benefícios fiscais que a operação resulta, pois, quando da realização de um empréstimo para aquisição de determinado bem, o valor considerado como despesa é apenas o resultante do pagamento dos juros das prestações e não do valor total 4 Disponível em:

7 pago, incluindo o valor da amortização, enquanto que no leasing o valor total pago pela prestação é contabilizado como despesa, mesmo sendo o pagamento pela utilização do bem considerado um aluguel. Desta forma, a empresa contabilizando tal valor como despesa, deduzirá este montante do total das receitas, diminuindo então o lucro antes do pagamento de impostos, como o Imposto de Renda (IR) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Outro benefício, também fiscal, pode ser obtido através da depreciação do bem, mesmo a empresa possuindo apenas a posse do bem e não sendo proprietário do mesmo, pois a atual legislação fiscal permite legalmente esta operação, tornando para as empresas operadoras de leasing uma das grandes atrações para a realização dos contratos de leasing e também para as empresas arrendatárias. Outras vantagens importantes para as empresas podem ser destacadas, como: numa operação de leasing não há a incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), sendo que em um financiamento normal o adquirente pode pagar a alíquota de até 15% ao ano. Ainda, as operações de arrendamento oferecem prazos maiores, na verdade, o tempo mínimo de contratação é de 24 meses. Contratos com prazos menores não são considerados operações de leasing, são operações de compra e venda normais. Geralmente, o prazo máximo de um contrato de leasing não ultrapassa 60 meses, porém a negociação do tempo máximo acontece entre a empresa de leasing arrendadora e a arrendatária. Não podemos definir as operações de arrendamento mercantil como mais baratas em relação a outras transações de financiamentos bancários, pois somente a análise de preços, prazos, taxa de juros feitos pelo arrendatário é que determinará qual processo de compra é mais vantajoso. No entanto, os contratos de leasing, além de não terem incidência de IOF, também têm a possibilidade de financiar 100% do bem, sem ter a necessidade de efetuar entrada de qualquer montante. Essa possibilidade não há em outros tipos de financiamento em que valores de entrada são obrigatórios. Como em qualquer outra operação, o leasing também traz algumas desvantagens que precisam ser observadas e analisadas no momento entre a opção para realizar-se um arrendamento mercantil ou um empréstimo, que podemos assim relacionar: enquanto que num empréstimo financeiro se conhece o valor a ser pago como custo da operação, no leasing geralmente não se tem esse valor, podendo até ser maior e dessa forma não ser vantajoso em relação ao empréstimo; O arrendatário não pode fazer benfeitorias no bem sem a devida autorização da arrendadora, podendo assim causar prejuízos pelo fato da demora em conseguir tal autorização para reparação de prováveis danos em equipamentos, fato este que

8 poderá paralisar uma produção ou parte da mesma. Muitos contratos já trazem cláusulas autorizando tal procedimento, pois tais reparos podem aumentar o valor residual do bem; Ainda, o arrendatário precisa pagar até o final do contrato de arrendamento do bem, mesmo que este já não tenha mais utilidade; Os contratos de leasing podem ser de dois tipos: financeiro ou operacional. A diferença entre ambos tem como essência a intenção da arrendatária no momento da contratação da transação. Basicamente, leasing financeiro é a operação na qual a arrendatária manifesta intenção de adquirir o bem no final do contrato, exercendo a opção de compra pelo valor contratualmente definido. Este valor é denominado valor residual garantido (VRG), ou seja, é o valor que a arrendatária garante, como montante mínimo que será recebido pela arrendadora, caso no final do contrato ocorra devolução do bem e a arrendadora tenha que proceder a venda do bem a terceiros. O VRG será sempre utilizado para liquidar o valor da opção de compra do bem arrendado. Ainda, nesta modalidade de arrendamento, o risco de obsolescência e as despesas de manutenção, assistência técnica e serviços correlatos à funcionalidade do bem são de responsabilidade da arrendatária. Para Feijó (Boletim Jurídico a. 2, nº 53): O leasing tradicional, financeiro ou clássico necessita do envolvimento de três agentes, os quais são o arrendante, o arrendador e o fornecedor. Ainda, para a caracterização deste instituto, é necessária a existência de cláusula contratual a qual forneça ao locatário a opção de adquirir o bem pelo valor residual, renovar o contrato ou restituir a coisa. Esta é uma das formas mais utilizadas dos contratos de leasing no nosso País; observa-se, explicitamente, que a sua finalidade é o financiamento. Seu funcionamento é simples: determinada instituição financeira adquire bem específico e o cede, para uso e por lapso temporal limitado, mantendo-se como proprietário daquele. Ao seu término, o contrato ensejará na tríplice escolha ao arrendatário. O leasing operacional destaca-se como uma operação em que, a princípio, a arrendatária não tem interesse em adquirir o bem ao final do contrato. Assim, após ter utilizado o bem, a arrendatária tem três opções: devolver o bem à arrendadora; renovar o contrato ou exercer a opção de compra pelo valor de mercado. Nesta modalidade, as despesas de manutenção, assistência técnica e outros serviços necessários à operacionalidade do bem são de responsabilidade da arrendadora, porém podem ser exigidos da arrendatária caso esteja estipulado em contrato. Nas palavras de Feijó (Boletim Jurídico a. 2, nº 53): No Leasing Operacional a figura do arrendante é idêntica ao do fabricante. É um sistema muito comum nos Estados Unidos da América, principalmente para cessão de automóveis, geralmente acompanhados de assistência e manutenção técnica. Esta forma de leasing apresenta-se diferenciado porque não há obrigatoriedade de cláusula de opção ao término do negócio, nem a necessidade de intervenção de instituição financeira.

9 ARRENDAMENTO MERCANTIL Aspectos contábeis e societários Os dois tipos de contrato de leasing, financeiro e operacional, sempre foram entendidos, no Brasil, como forma de aluguel, de locação de bens. Como a arrendadora compra o bem para alugar para a arrendatária, é no patrimônio daquela que o bem deve estar ativado. O bem foi escolhido de acordo com as especificações do arrendatário, com a finalidade exclusiva de arrendá-lo para este. O entendimento que as Normas do Sistema Financeiro e as Normas Tributárias descreviam era que os bens destinados a arrendamento mercantil deveriam ser escriturados em conta especial do ativo imobilizado da arrendadora e a arrendatária registrava o pagamento do leasing como despesa com aluguel. A arrendatária se tornaria proprietária do bem quando exercesse a opção de compra no final do contrato. Entretanto, estes conceitos começaram a mudar com a publicação da Resolução CFC nº 921/2001. Atualmente, para discutir sobre arrendamento mercantil no cenário contábil brasileiro é necessário compreender o processo de convergência que as Normas Contábeis Brasileiras estão inseridas. Este processo de convergência às Normas Internacionais de Contabilidade iniciou-se efetivamente através do Projeto de Lei nº 3.741/2000 que previa mudanças substanciais na Lei 6.404/76, a Lei das Sociedades por Ações que regulamenta a escrituração contábil de Companhias Abertas, Sociedades Anônimas que não abriram seu capital na bolsa de valores e ainda empresas constituídas sob a forma de responsabilidade limitada. O projeto de Lei nº /2000 foi iniciativa da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) junto ao Poder Executivo Nacional, cuja finalidade maior era possibilitar a eliminação de algumas barreiras regulatórias que impediam a inserção total das companhias abertas no processo de convergência contábil internacional, além de aumentar o grau de transparência das demonstrações financeiras em geral, inclusive em relação às chamadas sociedades de grande porte não constituídas sob a forma de sociedade por ações. Além disso, ao possibilitar essa convergência internacional é permitido o benefício do acesso das empresas brasileiras a capitais externos a um custo e a uma taxa de risco menores. Já na década de 60, havia profissionais de contabilidade que sentiam que a forma de contabilizar no Brasil não visualizava os investidores, os gestores como principais interessados. As Demonstrações Contábeis não eram elaboradas considerando o atendimento às necessidades do usuário a fim de tomar decisões. Essa conclusão era demasiadamente preocupante, aja visto que a ciência contábil tem como objetivo central prestar informações para tomada de decisões. Até a década de 70 a contabilidade foi marcada pela forte influência

10 fiscal. O contador era chamado de guarda livros, apurador de impostos, pois o trabalho do profissional era voltado para o Estado, para o cumprimento das obrigações tributárias. A partir da década e 70, o Brasil estava em crescente expansão industrial e comercial, aliada a uma apurada técnica financeira, com isso foi necessário regulamentar as normas contábeis e societárias já existentes. Com a regulamentação da Lei em 1976 e a criação da Comissão dos Valores Mobiliários no ano de 1977, o mercado de capitais brasileiro foi se desenvolvendo e requerendo que a contabilidade, das empresas que estavam abrindo seu capital na bolsa de valores, fosse transparente e servisse como instrumento de análise para os investidores, gestores, credores, concorrência e para o próprio Estado. Duas outras leis auxiliaram esse processo de regulamentação a Lei nº 4.595/1964, Lei da Reforma Bancária e a Lei nº 4.728/1965, Lei de Mercado de Capitais. Niyama (2008), afirma que, Os problemas culturais brasileiros de formação na área contábil, com nossas origens centradas na visão européia continental, principalmente na sua visão latina, da utilização da Contabilidade como instrumento de interesse do Estado (para fins de tributação), todavia, sempre foram um entrave ao total desenvolvimento dessa nova orientação da visão da informação Contábil que é validada pela utilidade que traz aos usuários em geral (internos, os gestores, e externos, os investidores e credores), procurando ter no figura do Estado um usuário especial que não interfira no interesse dos demais. (NIYAMA apud MARTINS, 2008, prefácio) No Brasil, as Normas Contábeis sempre foram promulgadas pelo Estado, não tendo a participação de profissionais da área, auditores, professores, pesquisadores, representantes de grandes corporações e instituições financeiras. Os Princípios Fundamentais de Contabilidade surgiram em forma de regulamentação através da Resolução 750/1993 publicada pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Niyama (2008, p. 3) assegura que, (...) Apenas em 1972 foi divulgada a expressão princípios contábeis pelo Conselho Federal de Contabilidade CFC (Resolução 321/72) e pelo Banco Central do Brasil BC (Circular 179/72), tornando obrigatória a sua observância pelas companhias abertas. Entretanto, nem o CFC nem o BC, responsável pela fiscalização do mercado de capitais até a criação da CVM, chegaram a definir o que e quais eram os princípios contábeis. Prevaleceram informalmente os conceitos sobre princípios geralmente aceitos que eram ministrados em cursos de graduação sob influência da escola norte-americana de contabilidade, principalmente na Universidade de São Paulo (USP). (...) Houve um avanço, em 1993, com a edição da Resolução 750 pelo Conselho Federal de Contabilidade, quando foram definidos 7 (sete) princípios Entidade, Continuidade, custo com Base de Valor, Prudência, Competência, Objetividade e Atualização Monetária. (NIYAMA, 2008, p. 3) Após a edição dos princípios fundamentais de contabilidade, o CFC criou um grupo de trabalho específico a fim de desenvolver as Normas Brasileiras de Contabilidade, no entanto, estas normas editadas pelo CFC não têm força legal, mesmo que os profissionais de contabilidade que não observarem tais regras podem ser punidos.

11 Mas o impasse entre a legislação tributária do Estado e a normatização contábil, a produção de uma contabilidade para satisfação do Estado e não do usuário é algo que não acontece somente no Brasil. Estes são problemas da maioria dos países do mundo. Segundo Niyama (apud Martins, 2008) essas são as razões para que na década de 70 fosse criado o Internacional Accounting Standards Board (IASB), uma organização de natureza privada que conta com integrantes de mais de 100 (cem) países, com o objetivo de disseminar a visão da contabilidade usada para tomada de decisão e de provocar convergência das diferentes normatizações no mundo rumo a uma única, a das Normas Internacionais de Contabilidade. Para Niyama (2008, p. 15), Usualmente, a contabilidade é considerada a linguagem dos negócios, ou seja, é onde os principais agentes econômicos buscam informações (principalmente de natureza econômica financeira) sobre a performace empresarial e avaliação de riscos para se realizar investimentos. Nesse sentido, relatórios contábeis sempre são requeridos pelos investidores que desejam mensurar a conveniência e oportunidade para concretizar seus negócios. (...) Entretanto, esta linguagem não é homogênea em termos internacionais, pois cada país tem suas práticas contábeis próprias, significando dizer que o lucro de uma empresa brasileira não seria o mesmo se adotadas práticas contábeis de outros países, dificultando sua compreensão devido à falta de uniformidade. (NIYAMA, 2008, p. 15) Devido à necessidade de mudanças foi aprovada a lei /2007 que iniciou o processo de convergência às Normas Internacionais e a Lei /2009 que deu continuidade à ação. A priori, o Conselho Federal de Contabilidade em conjunto com outras entidades é membro do Comitê de Pronunciamentos Contábeis criado pela Resolução nº 1.055/2005. O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) tem por objetivo estudar, preparar e emitir Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de contabilidade e divulgar informações dessa natureza, visando permitir a emissão de normas uniformes pelas entidades-membro, levando sempre em consideração o processo de convergência às normas internacionais. O Brasil tem suas normas contábeis originada do Direto Romano denominado Code Law, ou seja, as normas contábeis são prescritivas e detalhadas, geralmente subordinadas às normas fiscais; o que vale é a lei. Este sistema é denominado de legalístico, onde as regras são detalhadas, inclusive procedimentos a serem seguidos pelas empresas, tendo como resultado menor flexibilidade na preparação de relatórios financeiros. Outros países como Alemanha, França, Áustria, Suíça e Suécia são adeptos deste mesmo sistema de leis. Segundo Niyama (2008), A compreensão das regras internacionais é muito difícil porque as regras têm diferentes significados: na Alemanha, tudo é proibido a menos que esteja explicitamente permitido na lei, enquanto que na Inglaterra tudo é permitido a menos que esteja explicitamente proibido na lei. No Irã, por outro lado,

12 tudo é proibido mesmo que esteja permitido na lei enquanto que na Itália tudo é permitido, especialmente se é proibido. (NIYAMA, apud WALTON, 2008) Dessa forma a contabilização de fatos que modificam o patrimônio é feita com base comprobatória, ou seja, um bem somente pode ser registrado no ativo de uma entidade, caso tenha documentação própria que comprove a propriedade do bem. Por este motivo, o arrendamento mercantil era contabilizado somente mediante ao pagamento das parcelas derivadas do contrato de leasing, como uma despesa operacional. Quando a arrendadora arrenda o bem para a arrendatária, esta não tem a propriedade do bem, detém apenas a posse. É a arrendadora que registra o bem em seu ativo até o final do contrato, momento em que a arrendatária decide a compra, devolução ou renovação do contrato. A nota fiscal de venda, em nome da arrendatária, é emitida somente no ato da aquisição do bem, então no final do contrato. O documento fiscal é a comprovação de propriedade do bem para registro no ativo da arrendatária. Este conceito mudou drasticamente com a publicação do Pronunciamento Técnico CPC 06 Operações de Arrendamento Mercantil e a NBC T (Norma Brasileira de Contabilidade Técnica), que estabeleceram preceitos para contabilização dos contratos de leasing considerando a primazia da essência sobre a forma. Ou seja, a preocupação do contador, no momento da contabilização, será de expressar a intenção do gestor nas decisões tomadas, registrar o fato realmente como ocorreu conforme a teoria contábil e não efetuar lançamentos nos livros contábeis que sejam mascarados pela influência fiscal provocada pela legislação tributária. Conforme conceito proferido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, Para que a informação represente adequadamente as transações e outros eventos que ela se propõe a representar, é necessário que essas transações e eventos sejam contabilizados e apresentados de acordo com a sua substância e realidade econômica, e não meramente sua forma legal. A essência das transações ou outros eventos nem sempre é consistente com o que aparenta ser com base na sua forma legal ou artificialmente produzida. Por exemplo, uma entidade pode vender um ativo a um terceiro de tal maneira que a documentação indique a transferência legal da propriedade a esse terceiro; entretanto, poderão existir acordos que assegurem que a entidade continuará a usufruir os futuros benefícios econômicos gerados pelo ativo e o recomprará depois de um certo tempo por um montante que se aproxima do valor original de venda acrescido de juros de mercado durante esse período. Em tais circunstâncias, reportar a venda não representaria adequadamente a transação formalizada. (Pronunciamento Conceitual Básico Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis, p. 12 Disponível em: 5 Disponível em:

13 O leasing, de acordo com a nova lei, deve ser tratado sob o enfoque da essência sobre a forma. No arrendamento financeiro a essência e a realidade econômica são que o arrendatário adquire os benefícios econômicos do uso do ativo arrendado pela maior parte da sua vida útil, como contraprestação de aceitar a obrigação de pagar por esse direito um valor próximo do valor e mercado do ativo e o respectivo encargo financeiro. Dessa forma, o arrendamento financeiro dá origem a itens que satisfazem a definição de um ativo e um passivo e, portanto, são reconhecidos como tais no balanço patrimonial do arrendatário. Logo, como há a transferência da posse do bem ao final do contrato, a amortização das parcelas pagas devem ser contabilizadas como financiamentos e não aluguel e os juros mais as depreciações do bem devem ser consideradas como despesas e com relação ao próprio bem, este deve ser ativado no patrimônio da arrendatária pelo seu valor justo ou, pelo valor presente. Vale ressaltar que a mudança citada é valida na contabilização do arrendamento mercantil financeiro em que a arrendatária tem o risco, o beneficio e o controle do bem, além de exercer a opção de compra. Em harmonia com a Norma Internacional adotada pela Comunidade Européia e os Estados Unidos, o Conselho Federal de Contabilidade publicou a Resolução nº 1.141/2008 6, que apresenta as seguintes definições: Arrendamento mercantil financeiro é aquele em que há transferência substancial dos riscos e benefícios inerentes à propriedade de um ativo. O título de propriedade pode ou não vir a ser transferido. Arrendamento mercantil operacional é um arrendamento mercantil diferente de um arrendamento mercantil financeiro. (...) A classificação de arrendamentos mercantis adotada nesta Norma baseia-se na extensão em que os riscos e benefícios inerentes à propriedade de ativo arrendado permanecem no arrendador ou no arrendatário. Os riscos incluem as possibilidades de perdas devidas à capacidade ociosa ou obsolescência tecnológica e de variações no retorno em função de alterações nas condições econômicas. Os benefícios podem ser representados pela expectativa de funcionamento lucrativo durante a vida econômica do ativo e de ganhos derivados de aumentos de valor ou de realização do valor residual. Um arrendamento mercantil é classificado como financeiro se ele transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. Um arrendamento mercantil é classificado como operacional se ele não transferir substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à propriedade. A classificação de um arrendamento mercantil como arrendamento mercantil financeiro ou arrendamento mercantil operacional depende da essência da transação e não da forma do contrato. Exemplos de situações que individualmente ou em conjunto levariam normalmente a que um arrendamento mercantil fosse classificado como arrendamento mercantil financeiro são: (a) o arrendamento mercantil transfere a propriedade do ativo para o arrendatário no fim do prazo do arrendamento mercantil; (b) o arrendatário tem a opção de comprar o ativo por um preço que se espera seja suficientemente mais baixo do que o valor justo à data em que a opção se 6 Disponível em: acesso em 21/11/2009

14 torne exercível de forma que, no início do arrendamento mercantil, seja razoavelmente certo que a opção será exercida; (c) o prazo do arrendamento mercantil refere-se à maior parte da vida econômica do ativo mesmo que a propriedade não seja transferida; (d) no início do arrendamento mercantil, o valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil totaliza pelo menos substancialmente todo o valor justo do ativo arrendado; e (e) os ativos arrendados são de natureza especializada de tal forma que apenas o arrendatário pode usá-los sem grandes modificações. (Resolução nº 1.141/2008, Uma dúvida vigorosa surge neste momento: Já que os bens arrendados devem ser registrados como ativos da arrendatária, como a arrendadora registrará está operação na existência de um contrato de leasing financeiro? Os arrendadores devem reconhecer os ativos apresentá-los como conta a receber por valor igual ao investimento líquido no arrendamento mercantil. Num arrendamento mercantil financeiro, riscos e benefícios intrínsecos à propriedade legal são substancialmente transferidos pelo arrendador ao arrendatário e, portanto, os pagamentos do arrendamento mercantil a serem recebidos são tratados pelo arrendador como amortização dos direitos a receber e receita financeira (valor dos encargos financeiros cobrados no contrato de arrendamento) a fim de reembolsá-lo e recompensá-lo pela compra do bem para a arrendatária. Em resumo, a arrendadora terá que registrar três operações: a aquisição do bem junto ao fornecedor para arrendamento, o contrato de leasing pactuado com a arrendatária e os recebimentos da amortização de capital somada aos juros incidentes sobre o contrato. Na aquisição de um contrato de arrendamento mercantil financeiro, a arrendatária acatará o seguinte tratamento contábil: O bem, objeto de arrendamento, deve ser contabilizado no ativo imobilizado pelo valor justo; Registra-se o passivo pelo valor presente; Reconhece-se a despesa financeira; Reconhece-se a despesa com depreciação. Na aquisição de um contrato de arrendamento mercantil financeiro, a arrendatária acatará o seguinte tratamento contábil: O bem, objeto de arrendamento, não é contabilizado no ativo imobilizado, ele pertence à arrendatária; registra-se como aluguel; Reconhece-se a despesa com aluguel conforme regime de competência; Nas notas explicativas são descritos os compromissos que a empresa tem que cumprir no tempo do contrato de arrendamento mercantil.

15 CONSIDERAÇÕES FINAIS O Brasil regulamentou a contabilização dos contratos de arrendamento mercantil conforme os padrões internacionais. Esta normativa tenta responder a principal questão contábil envolvendo uma operação de leasing financeiro: quem deve capitalizar como ativo o bem arrendado? conforme o modelo adotado, essa discussão deve considerar a prevalência da essência sobre a forma. Segundo Niyama (2008, p. 60), neste contexto, devemos considerar dois pontos importantes da Teoria Contábil: Primeiro, o conceito de um ativo, em que geralmente é destacada a importância dos futuros benefícios econômicos, atrelado a questão de propriedade e posse do bem. Normalmente, as duas condições são apresentadas como requisitos de um ativo embora a propriedade isoladamente não garanta necessariamente um fluxo de benefícios futuros; e Segundo, a classificação dos países que seguem a tradicional divisão entre modelo anglo-saxão e o modelo da Europa Continental. Os primeiros com tendência a privilegiar a essência econômica da operação em vez da forma jurídica. Por outro lado, o modelo adotado nos países da Europa continental tem privilegiado explicitamente a questão legal, em vez da substância econômica da operação. (NIYAMA, 2008 p. 60) Outro fator importante que devemos considerar é que a mudança na forma de contabilização do leasing causará o aumento no ativo imobilizado do balanço das empresas compradoras. No balanço das empresas de leasing o valor contabilizado atualmente como imobilizado será substituído por contas a receber. Essas divergências apresentadas nos balanços podem prejudicar a comparação dos balanços de 2007 e 2008, porém a partir do exercício de 2009 e 2010, as novas regras para a contabilização do leasing facilitará o trabalho dos profissionais contábeis e aos interessados pelas informações fornecidas pela contabilidade. Para as empresas que operam com leasing, tal operação poderá acarretar prejuízos, pois as vantagens fiscais proporcionadas pelo leasing poderão ser modificadas, uma vez que as prestações não mais poderiam ter a dedutibilidade como despesa. Entretanto, sobre este fator não há como opinar de maneira conclusiva, pois a Receita Federal do Brasil não regulamentou, totalmente, as novas mudanças na legislação contábil. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

16 ABEL, Associação Brasileira das Empresas de Leasing. Guia prático do arrendamento mercantil. Disponível em: < Acesso em 18 de nov. de AURELIO, Dicionário do. Dicionário do Aurélio Online. Disponível em: <http://www.dicionariodoaurelio.com/dicionario.php?p=arrendamento> Acesso em 21 de nov. de BRASIL. Comitê de Pronunciamento Contábil, CPC nº 00, de 11 de janeiro de 2008, dispõe sobre a estrutura conceitual para elaboração e apresentação das Demonstrações Contábeis. Disponível em: <http://www.cpc.og.br/pdf/pronunciamento_conceitual.pdf> Acesso em 21 de nov. de BRASIL. Lei nº , de 12 de setembro de 1974, dispõem sobre o tratamento das operações de arrendamento mercantil e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6099.htm> Acesso em 21 de nov. de BRASIL. Resolução CFC nº 1.141, de 21 de novembro de 2008, aprova a NBC T 10.2 que dispõem sobre operações de arrendamento mercantil. Disponível em: <http://www.cfc.org.br/sisweb/sre/docs/res_1141.doc> Acesso em 21 de nov. de FEIJÓ, Daniele Curcio. Do contrato de Leasing ou Arrendamento Mercantil. Boletim Jurídico, Uberaba/MG, a. 2, no 53. Disponível em: <http://www.boletimjuridico.com.br/ doutrina/texto.asp?id=146> Acesso em: 21 nov MARION, Jose Carlos; Contabilidade Básica. 8. ed. São Paulo: Atlas, NIYAMA, Jorge Katsumi. Contabilidade Internacional. 1. ed. São Paulo: Atlas, REEVE, James M....[et al]. Tradução de Pedro Cesar de Conti. Fundamentos de Contabilidade: princípios. São Paulo: Cengage Learning, SANTOS, José Luiz dos; SCHMIDT, Paulo; MACHADO, Nilson Perinazzo. Fundamentos da Teoria da Contabilidade. São Paulo: Atlas, 2005.

PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 06 (R1) Operações de Arrendamento Mercantil. CVM - Deliberação nº. 645/10; CFC - NBC TG 06 - Resolução nº. 1.

PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 06 (R1) Operações de Arrendamento Mercantil. CVM - Deliberação nº. 645/10; CFC - NBC TG 06 - Resolução nº. 1. PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 06 (R1) Operações de Arrendamento Mercantil CVM - Deliberação nº. 645/10; CFC - NBC TG 06 - Resolução nº. 1.304/10; 1 OBJETIVO O objetivo deste Pronunciamento é estabelecer,

Leia mais

Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins CONTABILIDADE INTERNACIONAL FINANCIAL REPORTING

Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins CONTABILIDADE INTERNACIONAL FINANCIAL REPORTING Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins CONTABILIDADE INTERNACIONAL FINANCIAL REPORTING Belo Horizonte 2012 Felipe Pedroso Castelo Branco Cassemiro Martins CONTABILIDADE INTERNACIONAL FINANCIAL

Leia mais

Sumário do Pronunciamento Técnico CPC 13

Sumário do Pronunciamento Técnico CPC 13 Sumário do Pronunciamento Técnico CPC 13 Adoção Inicial da Lei n o 11.638/07 e da Medida Provisória n o 449/08 Observação: Este sumário, que não faz parte do Pronunciamento, está sendo apresentado apenas

Leia mais

Princípios primeiros pronunciamentos para orientação de contadores;

Princípios primeiros pronunciamentos para orientação de contadores; ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE Prof. Francisco Marcelo Avelino Junior, MsC. EVOLUÇÃO HISTÓRICA Princípios primeiros pronunciamentos para orientação de contadores; Princípios Contábeis representam

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 03 DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 03 DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 03 DEMONSTRAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 7 (IASB) PRONUNCIAMENTO Conteúdo Item OBJETIVO

Leia mais

CONTABILIDADE SOCIETÁRIA AVANÇADA Revisão Geral BR-GAAP. PROF. Ms. EDUARDO RAMOS. Mestre em Ciências Contábeis FAF/UERJ SUMÁRIO

CONTABILIDADE SOCIETÁRIA AVANÇADA Revisão Geral BR-GAAP. PROF. Ms. EDUARDO RAMOS. Mestre em Ciências Contábeis FAF/UERJ SUMÁRIO CONTABILIDADE SOCIETÁRIA AVANÇADA Revisão Geral BR-GAAP PROF. Ms. EDUARDO RAMOS Mestre em Ciências Contábeis FAF/UERJ SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 2. PRINCÍPIOS CONTÁBEIS E ESTRUTURA CONCEITUAL 3. O CICLO CONTÁBIL

Leia mais

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais, Resolução CFC nº 1.159, de 13/02/2009 DOU 1 de 04/03/2009 Aprova o Comunicado Técnico CT 01 que aborda como os ajustes das novas práticas contábeis adotadas no Brasil trazidas pela Lei nº 11.638/07 e MP

Leia mais

Curso Novas Regras de Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas

Curso Novas Regras de Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Curso Novas Regras de Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Conhecimento essencial em Gestão de Controladoria Depois de sucessivas crises econômicas, os investidores pressionam cada vez mais pela

Leia mais

ALTERAÇÕES DA LEI DAS SOCIEDADES POR AÇÕES MARCELO CAVALCANTI ALMEIDA

ALTERAÇÕES DA LEI DAS SOCIEDADES POR AÇÕES MARCELO CAVALCANTI ALMEIDA ALTERAÇÕES DA LEI DAS SOCIEDADES POR AÇÕES MARCELO CAVALCANTI ALMEIDA Sócio da Deloitte e autor de livros da Editora Atlas 1 EVOLUÇÃO Instrução CVM n 457/07 Demonstrações financeiras consolidadas a partir

Leia mais

ARRENDAMENTO MERCANTIL LEASING

ARRENDAMENTO MERCANTIL LEASING ARRENDAMENTO MERCANTIL LEASING LÚCIA HELENA BRISKI YOUNG De acordo com as Leis 6.099/74, art. 1º, e 7.132/83, considera-se arrendamento mercantil o negócio jurídico realizado entre pessoa jurídica, na

Leia mais

Harmonização contábil internacional. Autor: Ader Fernando Alves de Pádua

Harmonização contábil internacional. Autor: Ader Fernando Alves de Pádua Harmonização contábil internacional Autor: Ader Fernando Alves de Pádua RESUMO O presente artigo tem por objetivo abordar o conceito e os aspectos formais e legais das Normas Brasileiras de Contabilidade

Leia mais

A ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL: UM COMPARATIVO ANTES E DEPOIS DA ADOÇÃO DO PADRÃO CONTÁBIL INTERNACIONAL.

A ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL: UM COMPARATIVO ANTES E DEPOIS DA ADOÇÃO DO PADRÃO CONTÁBIL INTERNACIONAL. A ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL: UM COMPARATIVO ANTES E DEPOIS DA ADOÇÃO DO PADRÃO CONTÁBIL INTERNACIONAL. Eliseu Pereira Lara 1 RESUMO: As alterações ocorridas na legislação contábil, visando à adequação

Leia mais

NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL

NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL NOVAS REGRAS CONTÁBEIS PARA 2010 CONTINUAÇÃO DE PADRONIZAÇÃO INTERNACIONAL CONTÁBIL Ana Beatriz Nunes Barbosa Em 31.07.2009, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou mais cinco normas contábeis

Leia mais

LEASING! Leasing operacional e financeiro! Cálculo do custo de uma operação de leasing

LEASING! Leasing operacional e financeiro! Cálculo do custo de uma operação de leasing UP-TO-DATE. ANO I. NÚMERO 38 LEASING! Leasing operacional e financeiro! Cálculo do custo de uma operação de leasing Adriano Blatt (adriano@blatt.com.br) Engenheiro formado pela Escola Politécnica da Universidade

Leia mais

Aula Nº 7 Adoção pela Primeira Vez das Normas Internacionais de Relatórios Financeiros IFRS

Aula Nº 7 Adoção pela Primeira Vez das Normas Internacionais de Relatórios Financeiros IFRS Aula Nº 7 Adoção pela Primeira Vez das Normas Internacionais de Relatórios Financeiros IFRS Objetivos da aula: Nesta aula veremos como cada empresa deve fazer pela primeira vez a adoção do IFRS. Como ela

Leia mais

É aquele em que não há transferência substancial dos riscos e benefícios inerentes à propriedade de um ativo.

É aquele em que não há transferência substancial dos riscos e benefícios inerentes à propriedade de um ativo. 1. CONCEITO de ARRENDAMENTO MERCANTIL Arrendamento mercantil é um acordo pelo qual o arrendador transmite ao arrendatário em troca de um pagamento ou série de pagamentos o direito de usar um ativo por

Leia mais

LEASING UMA OPÇÃO DE FINANCIAMENTO

LEASING UMA OPÇÃO DE FINANCIAMENTO UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS - IFCH DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E PLANEJAMENTO ECONÔMICO - DEPE CENTRO TÉCNICO ECONÔMICO DE ASSESSORIA EMPRESARIAL

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS INSTITUTO DE CIÊNCIAS GERÊNCIAIS E ECONÔMICAS Ciências Contábeis Contabilidade em moeda constante e conversão de demonstrações contábeis para moeda estrangeira

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 06 (R1) Operações de Arrendamento Mercantil

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 06 (R1) Operações de Arrendamento Mercantil COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 06 (R1) Operações de Arrendamento Mercantil Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 17 (BV2010) Índice OBJETIVO 1 Item ALCANCE

Leia mais

Demonstrações Contábeis Obrigatórias

Demonstrações Contábeis Obrigatórias Demonstrações Contábeis Obrigatórias 1.Introdução As demonstrações contábeis são os meios pelos quais as empresas e as demais entidades informam à sociedade as condições de seu patrimônio. A legislação

Leia mais

Notas Explicativas. Armando Madureira Borely armando.borely@globo.com

Notas Explicativas. Armando Madureira Borely armando.borely@globo.com CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Home page: www.crc.org.br - E-mail: cursos@crcrj.org.br Notas Explicativas Armando Madureira Borely armando.borely@globo.com (Rio de Janeiro)

Leia mais

2 Noções de Direito Público e Privado - Paulo César de Melo Mendes, 88 Objetivos, 88

2 Noções de Direito Público e Privado - Paulo César de Melo Mendes, 88 Objetivos, 88 Apresentação 1 Contabilidade Geral - Rodrigo de Souza Gonçalves e Fernanda Fernandes Rodrigues, 1 Objetivos, 1 Introdução, 1 1 Plano de contas - elaboração e utilização, 2 2 Balanço patrimonial - estrutura

Leia mais

GUIA PRÁTICO DO ARRENDAMENTO MERCANTIL

GUIA PRÁTICO DO ARRENDAMENTO MERCANTIL GUIA PRÁTICO DO ARRENDAMENTO MERCANTIL Sumário O que é Leasing?... 04 As partes deste negócio... 05 Entendendo o Leasing... 06 Modalidades de Leasing... 07 A escolha do bem... 08 Este guia tem por objetivo

Leia mais

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA CAPÍTULO 33 Este Capítulo é parte integrante do Livro Contabilidade Básica - Finalmente Você Vai Entender a Contabilidade. 33.1 CONCEITOS A demonstração dos fluxos de caixa evidencia as modificações ocorridas

Leia mais

Arrendamento Mercantil: Leasing

Arrendamento Mercantil: Leasing Contabilidade Avançada Arrendamento Mercantil: Leasing Prof. Dr. Adriano Rodrigues Normas Contábeis: No IASB: IAS 17 Leases No CPC: CPC 06 (R1) Operações de Arrendamento Mercantil Fundamentação no Brasil:

Leia mais

JOSÉ APARECIDO MAION jmaion@maioncia.com.br. IRINEU DE MULA idemula@amcham.com.br. DELIBERAÇÃO CVM N o 539, DE 14/03/2008

JOSÉ APARECIDO MAION jmaion@maioncia.com.br. IRINEU DE MULA idemula@amcham.com.br. DELIBERAÇÃO CVM N o 539, DE 14/03/2008 DELIBERAÇÃO CVM N o 539, DE 14/03/2008 Aprova o Pronunciamento Conceitual Básico do CPC que dispõe sobre a Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis. JOSÉ APARECIDO

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta Interna nº 12 - Data 29 de junho de 2012 Origem SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL DA 4ª REGIÃO FISCAL, DIVISÃO DE TRIBUTAÇÃO

Leia mais

2 Questão 31 Classificação de Contas e Grupos Patrimoniais

2 Questão 31 Classificação de Contas e Grupos Patrimoniais Conteúdo 1 Introdução... 1 2 Questão 31 Classificação de Contas e Grupos Patrimoniais... 1 3 Questão 32 Natureza das contas... 3 4 Questão 33 Lançamentos - Operações de captação de recursos... 4 5 Questão

Leia mais

Bovespa Supervisão de Mercados - BSM

Bovespa Supervisão de Mercados - BSM 1. C ontexto operacional A Bovespa Supervisão de Mercados BSM (BSM) criada em 16 de agosto de 2007 como uma associação civil sem finalidade lucrativa, em cumprimento ao disposto na regulamentação pertinente

Leia mais

CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO: A ADOÇÃO DE UM NOVO MODELO NO BRASIL.

CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO: A ADOÇÃO DE UM NOVO MODELO NO BRASIL. CONTABILIDADE APLICADA AO SETOR PÚBLICO: A ADOÇÃO DE UM NOVO MODELO NO BRASIL. Autores: Marcus Vinicius Passos de Oliveira Elisangela Fernandes dos Santos Esaú Fagundes Simões Resumo Esta pesquisa tem

Leia mais

Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (anteriormente denominado Fundo de Garantia da Bolsa de Valores de São Paulo)

Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos (anteriormente denominado Fundo de Garantia da Bolsa de Valores de São Paulo) 1. Contexto operacional A Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), por força do disposto no regulamento anexo à Resolução no. 2.690, de 28 de janeiro de 2000, do Conselho Monetário Nacional, mantinha um

Leia mais

O Impacto da Lei 11.638/07 no encerramento das Demonstrações Contábeis de 2008

O Impacto da Lei 11.638/07 no encerramento das Demonstrações Contábeis de 2008 O Impacto da Lei 11.638/07 no encerramento das Demonstrações Contábeis de 2008 Pronunciamento CPC 013 Adoção Inicial da Lei nº 11.638/07 e da Medida Provisória no 449/08 Antônio Carlos Palácios Vice-Presidente

Leia mais

MUDANÇAS NO GERADOR DE DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS

MUDANÇAS NO GERADOR DE DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS MUDANÇAS NO GERADOR DE DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS Visando a redução de riscos nos investimentos internacionais, além de ter mais facilidade de comunicação internacional no mundo dos negócios, com o uso de

Leia mais

CONTAJURIS ASSESSORIA EMPRESARIAL S/C LTDA

CONTAJURIS ASSESSORIA EMPRESARIAL S/C LTDA CONTAJURIS ASSESSORIA EMPRESARIAL S/C LTDA Rua Sady de Marco, 52-D Bairro Jardim Itália Chapecó SC www.contajuris.com.br - Fone: 49 3323-1573 / 3323-0388 Assunto: Arrendamento Mercantil de Bens Aspectos

Leia mais

Luciano Silva Rosa Contabilidade 20

Luciano Silva Rosa Contabilidade 20 Luciano Silva Rosa Contabilidade 20 Tratamento contábil do ágio e do deságio O tratamento contábil do ágio e do deságio na aquisição de investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial (MEP)

Leia mais

ATIVO Explicativa 2012 2011 PASSIVO Explicativa 2012 2011

ATIVO Explicativa 2012 2011 PASSIVO Explicativa 2012 2011 ASSOCIAÇÃO DIREITOS HUMANOS EM REDE QUADRO I - BALANÇO PATRIMONIAL EM 31 DE DEZEMBRO (Em reais) Nota Nota ATIVO Explicativa PASSIVO Explicativa CIRCULANTE CIRCULANTE Caixa e equivalentes de caixa 4 3.363.799

Leia mais

Assunto: Registro de participações avaliadas pelo método da equivalência patrimonial e tratamento de dividendos a receber

Assunto: Registro de participações avaliadas pelo método da equivalência patrimonial e tratamento de dividendos a receber Nota Técnica nº 001/2013 Florianópolis, 24 de junho de 2013. Assunto: Registro de participações avaliadas pelo método da equivalência patrimonial e tratamento de dividendos a receber Senhor Diretor de

Leia mais

6 Balanço Patrimonial - Passivo - Classificações das Contas, 25 Exercícios, 26

6 Balanço Patrimonial - Passivo - Classificações das Contas, 25 Exercícios, 26 Prefácio 1 Exercício Social, 1 Exercícios, 2 2 Disposições Gerais, 3 2.1 Demonstrações financeiras exigidas, 3 2.2 Demonstrações financeiras comparativas, 4 2.3 Contas semelhantes e contas de pequenos,

Leia mais

NBC TSP 8 - Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture) Alcance

NBC TSP 8 - Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture) Alcance NBC TSP 8 - Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture) Alcance 1. Uma entidade que prepare e apresente demonstrações contábeis sob o regime de competência deve aplicar esta Norma na contabilização

Leia mais

DELIBERAÇÃO CVM Nº 728, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2014

DELIBERAÇÃO CVM Nº 728, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2014 Aprova o Documento de Revisão de Pronunciamentos Técnicos nº 06 referente aos Pronunciamentos CPC 04, CPC 05, CPC 10, CPC 15, CPC 22, CPC 25, CPC 26, CPC 27, CPC 28, CPC 33, CPC 38, CPC 39 e CPC 46 emitidos

Leia mais

DELIBERAÇÃO CVM Nº 641 DE 07/10/2010 DOU de 08/10/2010

DELIBERAÇÃO CVM Nº 641 DE 07/10/2010 DOU de 08/10/2010 PRESIDENTE DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS - CVM DELIBERAÇÃO CVM Nº 641 DE 07/10/2010 DOU de 08/10/2010 Aprova o Pronunciamento Técnico CPC 03(R2) do Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC sobre

Leia mais

Relatório dos Auditores Independentes

Relatório dos Auditores Independentes Relatório dos Auditores Independentes Demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2011 e 2010 JRS/NMT/ SAD Demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2011 e 2010 Conteúdo Relatório dos Auditores Independentes

Leia mais

RESOLUÇÃO CFC Nº 1.418/12 -MODELO CONTÁBIL SIMPLIFICADO PARA MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE ITG 1000

RESOLUÇÃO CFC Nº 1.418/12 -MODELO CONTÁBIL SIMPLIFICADO PARA MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE ITG 1000 RESOLUÇÃO CFC Nº 1.418/12 -MODELO CONTÁBIL SIMPLIFICADO PARA MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE ALCANCE 1.... estabelece critérios e procedimentos específicos a serem observados pelas entidades

Leia mais

Associação Saúde Criança São Paulo Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras 31 de dezembro de 2013

Associação Saúde Criança São Paulo Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras 31 de dezembro de 2013 Associação Saúde Criança São Paulo Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras 31 de dezembro de 2013 Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras

Leia mais

CONTABILIDADE: DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA) PROCEDIMENTOS

CONTABILIDADE: DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA) PROCEDIMENTOS CONTABILIDADE: DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA) PROCEDIMENTOS SUMÁRIO 1. Considerações Iniciais 2. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) na Lei das S.A. 3. Demonstração

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 11.638, DE 28 DEZEMBRO DE 2007. Mensagem de veto Altera e revoga dispositivos da Lei n o 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e

Leia mais

Rotina CONOR/SUNOT/CGE n.º 028/2014 Rio de Janeiro, 24 de março de 2014.

Rotina CONOR/SUNOT/CGE n.º 028/2014 Rio de Janeiro, 24 de março de 2014. Rotina CONOR/SUNOT/CGE n.º 028/2014 Rio de Janeiro, 24 de março de 2014. Trata a presente rotina dos procedimentos contábeis para registro dos Ajustes de Avaliação Patrimonial, objeto da Resolução CFC

Leia mais

Fiscal - ECF. Me. Fábio Luiz de Carvalho. Varginha-MG, 31.julho.2015

Fiscal - ECF. Me. Fábio Luiz de Carvalho. Varginha-MG, 31.julho.2015 Escrituração Contábil Fiscal - ECF Me. Fábio Luiz de Carvalho Varginha-MG, 31.julho.2015 Causa & Efeito A Lei n. 11.638/07 combinada com os Pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis

Leia mais

Conhecimentos Bancários. Item 2.2- Aplicação de Recursos Operações Ativas

Conhecimentos Bancários. Item 2.2- Aplicação de Recursos Operações Ativas Conhecimentos Bancários Item 2.2- Aplicação de Recursos Operações Ativas Conhecimentos Bancários Item 2.2- Aplicação de Recursos Operações Ativas CAPTAÇÃO DE RECURSOS APLICAÇÃO DE RECURSOS INSTITUIÇÃO

Leia mais

Art. 1º Aprovar a NBC TG 03 Demonstração dos Fluxos de Caixa que tem por base o Pronunciamento Técnico CPC 03 (R2) (IAS 7 do IASB).

Art. 1º Aprovar a NBC TG 03 Demonstração dos Fluxos de Caixa que tem por base o Pronunciamento Técnico CPC 03 (R2) (IAS 7 do IASB). A Resolução CFC n.º 1.329/11 alterou a sigla e a numeração desta Norma de NBC T 3.8 para NBC TG 03 e de outras normas citadas: de NBC T 7 para NBC TG 02; de NBC T 19.11 para NBC TG 23; de NBC T 19.36 para

Leia mais

Relatório da Administração Dommo 2014

Relatório da Administração Dommo 2014 Relatório da Administração Dommo 2014 A Administração da Dommo Empreendimentos Imobiliários S.A. apresenta o Relatório da Administração e as correspondentes Demonstrações Financeiras referentes aos exercícios

Leia mais

AS MUDANÇAS DA LEI 11.638/07 NO BALANÇO PATRIMONIAL DAS EMPRESAS DE CAPITAL ABERTO

AS MUDANÇAS DA LEI 11.638/07 NO BALANÇO PATRIMONIAL DAS EMPRESAS DE CAPITAL ABERTO AS MUDANÇAS DA LEI 11.638/07 NO BALANÇO PATRIMONIAL DAS EMPRESAS DE CAPITAL ABERTO Vanessa Alves Cunha 1, Robernei Aparecido Lima 2 1 Universidade do Vale do Paraíba/Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas,

Leia mais

NPC 7 ATIVO IMOBILIZADO. Objetivo

NPC 7 ATIVO IMOBILIZADO. Objetivo NPC 7 ATIVO IMOBILIZADO Objetivo 1 O objetivo deste Pronunciamento é determinar o tratamento contábil para o ativo imobilizado. As principais questões na contabilização do ativo imobilizado são: a) a época

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 03 (R1) DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 03 (R1) DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 03 (R1) DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 7 (IASB) PRONUNCIAMENTO Conteúdo OBJETIVO

Leia mais

PATACÃO DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA.

PATACÃO DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA. 1. CONTEXTO OPERACIONAL A Patacão Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. ( Distribuidora ) tem como objetivo atuar no mercado de títulos e valores mobiliários em seu nome ou em nome de terceiros.

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 03 (R2) Demonstração dos Fluxos de Caixa

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 03 (R2) Demonstração dos Fluxos de Caixa COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 03 (R2) Demonstração dos Fluxos de Caixa Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 7 (IASB BV2010) Índice OBJETIVO Item ALCANCE

Leia mais

BRB Banco de Brasília Escriturário

BRB Banco de Brasília Escriturário A2-AB98 29/12/2009 BRB Banco de Brasília Escriturário Conhecimentos Bancários Brasília 2010 2010 Vestcon Editora Ltda. Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos pela Lei nº 9.610,

Leia mais

Esta Norma, entretanto, não deve ser aplicada como base de mensuração para:

Esta Norma, entretanto, não deve ser aplicada como base de mensuração para: NBC TSP 13 - Operações de Arrendamento Mercantil Objetivo 1. O objetivo desta Norma é estabelecer, para arrendatários e arrendadores, políticas contábeis e divulgações apropriadas a aplicar em relação

Leia mais

CONTABILIDADE: A ESSÊNCIA SOBRE A FORMA 1

CONTABILIDADE: A ESSÊNCIA SOBRE A FORMA 1 CONTABILIDADE: A ESSÊNCIA SOBRE A FORMA 1 COSTA, Vanessa de Matos da 2 ; LORENZETT, Daniel Benitti 2 ; FRANCESCHI, Franciéli Rosa de 2 ; PEGORARO, Delvan Guerreiro 2 ; ROSSATO, Marivane Vestena 2 1 Trabalho

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 03 (R2) Demonstração dos Fluxos de Caixa

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 03 (R2) Demonstração dos Fluxos de Caixa COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 03 (R2) Demonstração dos Fluxos de Caixa Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 7 (IASB BV2010) Índice OBJETIVO Item ALCANCE

Leia mais

CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE

CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE RESOLUÇÃO CFC N.º 1.418/12 Aprova a ITG 1000 Modelo Contábil para Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais e com

Leia mais

Instituto Hernandez de Desenvolvimento Profissional

Instituto Hernandez de Desenvolvimento Profissional AS IFRS COMO FATOR IMPULSIONADOR DA ECONOMIA E DA PROFISSÃO CONTÁBIL NO BRASIL JOSÉ HERNANDEZ PEREZ JUNIOR José Hernandez Perez Junior 1 PALESTRANTE JOSÉ HERNANDEZ PEREZ JUNIOR PhD Doctor of Philosophy

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 351. Paulo H. Pereira Lira Presidente. Este texto não substitui o publicado no DOU e no Sisbacen.

RESOLUÇÃO Nº 351. Paulo H. Pereira Lira Presidente. Este texto não substitui o publicado no DOU e no Sisbacen. RESOLUÇÃO Nº 351 O BANCO CENTRAL DO BRASIL, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, torna público que o CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL, em sessão realizada em 12 de novembro de 1975,

Leia mais

Contabilidade Geral ICMS-RJ/2010

Contabilidade Geral ICMS-RJ/2010 Elias Cruz Toque de Mestre www.editoraferreira.com.br Temos destacado a importância das atualizações normativas na Contabilidade (Geral e Pública), pois em Concurso, ter o estudo desatualizado é o mesmo

Leia mais

IFRS A nova realidade de fazer Contabilidade no Brasil

IFRS A nova realidade de fazer Contabilidade no Brasil Ano X - Nº 77 - Julho/Agosto de 2014 IFRS A nova realidade de fazer Contabilidade no Brasil Profissionais da Contabilidade deverão assinar prestações de contas das eleições Ampliação do Simples Nacional

Leia mais

(D) D: Investimentos C: Equivalência patrimonial...100.000,00. (E) D: Receita operacional. Resolução

(D) D: Investimentos C: Equivalência patrimonial...100.000,00. (E) D: Receita operacional. Resolução Aula 5 Questões Comentadas e Resolvidas Fusão, cisão e incorporação de empresas. Avaliação e contabilização de investimentos societários no país e no exterior. Reconhecimento de ágio e deságio em subscrição

Leia mais

GMR Florestal S.A.- Reflorestamento e Energia do Tocantins

GMR Florestal S.A.- Reflorestamento e Energia do Tocantins GMR Florestal S.A.- Reflorestamento e Energia do Tocantins Demonstrações Financeiras Referentes ao Exercício Findo em 31 de Dezembro de 2009 e ao Período de 13 de Maio a 31 de Dezembro de 2008 e Parecer

Leia mais

ATIVO IMOBILIZADO (GESTÃO, APURAÇÃO E CONTROLE)

ATIVO IMOBILIZADO (GESTÃO, APURAÇÃO E CONTROLE) ATIVO IMOBILIZADO (GESTÃO, APURAÇÃO E CONTROLE) Ativo Imobilizado e Intangível OBJETIVOS Possibilitar a compreensão da importância da informação contábil adequada do Ativo Imobilizado e sua gestão, apuração

Leia mais

IFRS para PMEs: Seção 25 - Custos de Empréstimos Seção 20 - Operações de Arrendamento Mercantil. Dezembro 2012. Elaborado por:

IFRS para PMEs: Seção 25 - Custos de Empréstimos Seção 20 - Operações de Arrendamento Mercantil. Dezembro 2012. Elaborado por: Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo Tel. (11) 3824-5400, 3824-5433 (teleatendimento), fax (11) 3824-5487 Email: desenvolvimento@crcsp.org.br web: www.crcsp.org.br Rua Rosa e Silva,

Leia mais

Principais Aspectos da Regulação da Lei 12.973/14

Principais Aspectos da Regulação da Lei 12.973/14 Principais Aspectos da Regulação da Lei 12.973/14 pela IN 1.515/14 Julio Chamarelli Sócio de Consultoria Tributária da KPMG jcepeda@kpmg.com.br Sergio André Rocha Professor Adjunto de Direito Financeiro

Leia mais

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A CEMEPE INVESTIMENTOS S/A RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações contábeis do exercício encerrado

Leia mais

Demonstrações Financeiras Ático Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda.

Demonstrações Financeiras Ático Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Demonstrações Financeiras Ático Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. com Relatório dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Financeiras Demonstrações financeiras Índice Relatório

Leia mais

Luciano Silva Rosa Contabilidade 03

Luciano Silva Rosa Contabilidade 03 Luciano Silva Rosa Contabilidade 03 Resolução de três questões do ICMS RO FCC -2010 Vamos analisar três questões do concurso do ICMS RO 2010, da FCC, que abordam alguns pronunciamentos do CPC. 35) Sobre

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS INTERPRETAÇÃO TÉCNICA ICPC 03. Aspectos Complementares das Operações de Arrendamento Mercantil

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS INTERPRETAÇÃO TÉCNICA ICPC 03. Aspectos Complementares das Operações de Arrendamento Mercantil COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS INTERPRETAÇÃO TÉCNICA ICPC 03 Aspectos Complementares das Operações de Arrendamento Mercantil Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IFRIC 4, SIC 15 e

Leia mais

Curso Extensivo de Contabilidade Geral

Curso Extensivo de Contabilidade Geral Curso Extensivo de Contabilidade Geral Adelino Correia 4ª Edição Enfoque claro, didático e objetivo Atualizado de acordo com a Lei 11638/07 Inúmeros exercícios de concursos anteriores com gabarito Inclui

Leia mais

Gest ão em Cooper at i vi smo

Gest ão em Cooper at i vi smo Gest ão em Cooper at i vi smo Dirceu Granado de Souza Dinâmica Patrimonial Consult & Assess Empresarial 1 A Contabilidade como Ciências; Princípios Fundamentais de Contabilidade e Normas Brasileiras de

Leia mais

2.1 Estrutura Conceitual e Pronunciamento Técnico CPC n 26

2.1 Estrutura Conceitual e Pronunciamento Técnico CPC n 26 Sumário 1 Introdução... 1 2 Definição do grupo patrimonial... 1 2.1 Estrutura Conceitual e Pronunciamento Técnico CPC n 26... 1 2.2 Lei das S/A... 4 3 Plano de Contas Proposto contas patrimoniais para

Leia mais

OS REFLEXOS TRIBUTÁRIOS DAS OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL NOS RESULTADOS DAS ORGANIZAÇÕES

OS REFLEXOS TRIBUTÁRIOS DAS OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL NOS RESULTADOS DAS ORGANIZAÇÕES OS REFLEXOS TRIBUTÁRIOS DAS OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL NOS RESULTADOS DAS ORGANIZAÇÕES Resumo O presente artigo tem como objetivo identificar quem obtém vantagens tributárias na operação de arrendamento

Leia mais

O IFRS e as cooperativas de crédito no Brasil - Efetividade das ações das auditorias internas e externas

O IFRS e as cooperativas de crédito no Brasil - Efetividade das ações das auditorias internas e externas O IFRS e as cooperativas de crédito no Brasil - Efetividade das ações das auditorias internas e externas JOÃO PAULO VIANA MAGALHÃES Departamento de Supervisão de Cooperativas de Crédito e Instituições

Leia mais

IRPJ - REAVALIAÇÃO DE BENS BASE LEGAL PARA O PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO DE BENS

IRPJ - REAVALIAÇÃO DE BENS BASE LEGAL PARA O PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO DE BENS Page 1 of 14 IRPJ - REAVALIAÇÃO DE BENS BASE LEGAL PARA O PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO DE BENS A Lei 6.404/76 (também chamada Lei das S/A), em seu artigo 8 º, admite a possibilidade de se avaliarem os ativos

Leia mais

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A

CEMEPE INVESTIMENTOS S/A CEMEPE INVESTIMENTOS S/A RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas, Em cumprimento às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V.Sas. as demonstrações contábeis do exercício encerrado

Leia mais

QUESTÕES PARA A PROVA ESPECÍFICA PARA ATUAÇÃO NA ÁREA DE AUDITORIA NAS INSTITUIÇÕES REGULADAS PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL (BACEN)

QUESTÕES PARA A PROVA ESPECÍFICA PARA ATUAÇÃO NA ÁREA DE AUDITORIA NAS INSTITUIÇÕES REGULADAS PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL (BACEN) QUESTÕES PARA A PROVA ESPECÍFICA PARA ATUAÇÃO NA ÁREA DE AUDITORIA NAS INSTITUIÇÕES REGULADAS PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL (BACEN) 1. As normas e os procedimentos, bem como as Demonstrações Contábeis padronizadas

Leia mais

3. Pronunciamento Técnico CPC 03 Demonstração dos Fluxos de Caixa

3. Pronunciamento Técnico CPC 03 Demonstração dos Fluxos de Caixa TÍTULO : PLANO CONTÁBIL DAS INSTITUIÇÕES DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL - COSIF 1 3. Pronunciamento Técnico CPC 03 Demonstração dos Fluxos de Caixa Aplicação 1 - As instituições financeiras e demais instituições

Leia mais

DISTRIBUIÇÃO DO LUCRO 1

DISTRIBUIÇÃO DO LUCRO 1 DISTRIBUIÇÃO DO LUCRO 1 Gillene da Silva Sanses 2 O artigo apresenta a nova realidade em que se inserem, sob a perspectiva de critério para cálculo, deliberação e distribuição aos sócios, dos lucros. O

Leia mais

Amortização de ágio ou deságio somente influenciará o resultado quando da alienação do investimento

Amortização de ágio ou deságio somente influenciará o resultado quando da alienação do investimento Conheça o tratamento fiscal aplicável ao ágio e ao deságio apurados na aquisição dos investimentos avaliados pelo Método de Equivalência Patrimonial - MEP AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS - Ágio ou Deságio na

Leia mais

Direito Empresarial II. Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2

Direito Empresarial II. Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2 Direito Empresarial II Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2 Contratos Aula 18 Contratos: Teoria Geral; Classificação; Requisitos; Objetos; Elementos; Contratos em Espécie: Compra

Leia mais

O IMPACTO DA LEI 11.638/07 NO MUNDO CONTÁBIL. Débora Cristina Dala Rosa¹, José César de Faria²

O IMPACTO DA LEI 11.638/07 NO MUNDO CONTÁBIL. Débora Cristina Dala Rosa¹, José César de Faria² O IMPACTO DA LEI 11.638/07 NO MUNDO CONTÁBIL Débora Cristina Dala Rosa¹, José César de Faria² ¹Universidade do Vale do Paraíba/Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas e Comunicação, Avenida Shishima Hifumi,

Leia mais

O que é ativo Intangível

O que é ativo Intangível O que é ativo Intangível Bens Intangíveis são aqueles bens que não podem ser tocados ou vistos, porque são incorpóreos (não tem corpo), ou seja, ativo intangível poderia ser definido, em termos práticos,

Leia mais

Instituto Ling. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2010 e 2009

Instituto Ling. Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2010 e 2009 Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2010 e 2009 Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2010 e 2009 Conteúdo Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras 3-4

Leia mais

CPC 15. Combinações de Negócios. Conselho Regional de Contabilidade - CE AUDIT

CPC 15. Combinações de Negócios. Conselho Regional de Contabilidade - CE AUDIT CPC 15 Combinações de Negócios Conselho Regional de Contabilidade - CE AUDIT Agenda Introdução e Objetivos Alcance Definições e Escopo Tipos de Aquisições Aplicação do Método de Aquisição Ativos e Passivos

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Julgue os itens a seguir, a respeito da Lei n.º 6.404/197 e suas alterações, da legislação complementar e dos pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). 71 Os gastos incorridos com pesquisa

Leia mais

Fundo de Investimento Imobiliário - FII Top Center (Administrado pela Pentágono Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.

Fundo de Investimento Imobiliário - FII Top Center (Administrado pela Pentágono Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. Fundo de Investimento Imobiliário - FII Top Center (Administrado pela Pentágono Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.) Demonstrações Financeiras Referentes ao Período de 19 de Maio (Data

Leia mais

IFRS EM DEBATE: Aspectos gerais do CPC da Pequena e Média Empresa

IFRS EM DEBATE: Aspectos gerais do CPC da Pequena e Média Empresa IFRS EM DEBATE: Aspectos gerais do CPC da Pequena e Média Empresa outubro/2010 1 SIMPLIFICAÇÃO DOS PRONUNCIAMENTOS: Pronunciamento CPC PME - Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas (225 páginas)

Leia mais

Ementário e Bibliografia do curso de. Ciências Contábeis. Fase: II Carga Horária: 60h/a Créditos: 04

Ementário e Bibliografia do curso de. Ciências Contábeis. Fase: II Carga Horária: 60h/a Créditos: 04 01 - ADMINISTRAÇÃO Fase: II Carga Horária: 60h/a Créditos: 04 Introdução à Administração. Antecedentes históricos da Administração. Escolas de Administração. Administração e suas perspectivas. Variáveis

Leia mais

00009-4 PANATLANTICA SA 92.693.019/0001-89

00009-4 PANATLANTICA SA 92.693.019/0001-89 01 - CONTEXTO OPERACIONAL A Companhia, com sede em Gravataí (RS) e unidade industrial em Glorinha (RS), tem por objeto a industrialização, comércio, importação, exportação e beneficiamento de aços e metais,

Leia mais

UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU CURSO: CIÊNCIAS CONTÁBEIS CONTABILIDADE AVANÇADA PROF FÁBIO BRUSSOLO CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU CURSO: CIÊNCIAS CONTÁBEIS CONTABILIDADE AVANÇADA PROF FÁBIO BRUSSOLO CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU CURSO: CIÊNCIAS CONTÁBEIS CONTABILIDADE AVANÇADA PROF FÁBIO BRUSSOLO CONSOLIDAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONCEITO É uma técnica contábil que consiste na unificação das

Leia mais

1. FCONT CONTROLE FISCAL CONTÁBIL DE TRANSIÇÃO

1. FCONT CONTROLE FISCAL CONTÁBIL DE TRANSIÇÃO 1. FCONT CONTROLE FISCAL CONTÁBIL DE TRANSIÇÃO Conforme disciplina a Instrução Normativa RFB nº 949/09, O FCONT é uma escrituração, das contas patrimoniais e de resultado, em partidas dobradas, que considera

Leia mais

a Contabilidade Internacional

a Contabilidade Internacional Boletimj Manual de Procedimentos a Contabilidade Internacional Formação do custo do imóvel e tratamento das despesas com vendas nas entidades de incorporação imobiliária a) da Comissão dos Valores Mobiliários

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS ORIENTAÇÃO CPC-O - 01. Entidades de Incorporação Imobiliária

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS ORIENTAÇÃO CPC-O - 01. Entidades de Incorporação Imobiliária COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS ORIENTAÇÃO CPC-O - 01 Entidades de Incorporação Imobiliária Descrição Item Objetivo e alcance 1 Formação do custo do imóvel, objeto da incorporação imobiliária 2-9 Despesas

Leia mais

PARECER Nº. 277/2013/GETRI/CRE/SEFIN Processo nº: 20100060000935

PARECER Nº. 277/2013/GETRI/CRE/SEFIN Processo nº: 20100060000935 Ementa: CONSULTA À LEGISLAÇÃO - TRIBUTAÇÃO DAS OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (LEASING) E SEUS PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS RELACIONADOS. 1. Relatório A encaminhou a esta Gerência de Tributação,

Leia mais