RISCOS DA DESINDUSTRIALIZAÇÃO

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1 FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA - FIESC SEMINÁRIO RISCOS DA DESINDUSTRIALIZAÇÃO PALESTRA BRASIL: DESINDUSTRIALIZAÇÃO OU ESTAGNAÇÃO DA INDUSTRIALIZAÇÃO JOSÉ AUGUSTO DE CASTRO Florianópolis, 24 de fevereiro de 2011

2 2 POSSIBILIDADE OU REALIDADE? RISCOS DE DESINDUSTRIALIZAÇÃO OU ESTAGNAÇÃO DA INDUSTRIALIZAÇÃO?

3 3 - CENÁRIOS DO BRASIL VERDADEIRO SISTEMA TRIBUTÁRIO ARCAICO, QUE POTENCIALIZA TRIBUTOS INFRAESTRUTURA INSUFICIENTE, DEFICIENTE E ONEROSA CARGA TRIBUTÁRIA EXORBITANTE, COM ANTECIPAÇÃO PAGAMENTO CUSTO FINANCEIRO ELEVADO, AMPLIFICADO NA CADEIA PRODUÇÃO BUROCRACIA EXCESSIVA CRIANDO CUSTOS OCIOSOS CONJUNTO ENTRAVES INTERNOS CONSTITUINDO CUSTO BRASIL TAXA CAMBIAL NÃO É CAUSA, MAS SOFRE EFEITO DESTES PROBLEMAS PORÉM

4 4 REALIDADE DE HOJE TAXA DE CÂMBIO: CENTRO DOS PROBLEMAS

5 5 - TAXAS DE CÂMBIO ANOS TAXAS DE CÂMBIO R$ / US$ 30 de JUNHO 31 de DEZEMBRO 2,86 3,53 2,87 2,88 3,11 2,65 2,35 2,34 2,16 2,14 1,92 1,77 1,59 2,33 1,95 1,74 1,80 1,66 Fonte: BACEN Elaboração: AEB

6 6 MIRAGENS QUE ILUDEM O BRASIL BRASIL, PLATAFORMA DE EXPORTAÇÃO CONTÍNUA ELEVAÇÃO COTAÇÕES COMMODITIES TEM GARANTIDO CRESCIMENTO EXPORTAÇÕES TOTAIS, APESAR DA TAXA CAMBIAL CRESCIMENTO DAS EXPORTAÇÕES E ELEVADOS SUPERÁVITS COMERCIAIS ESCONDEM PROBLEMAS COMMODITIES REPRESENTAM MAIS DE 70% DAS EXPORTAÇÕES BRASIL NÃO POSSUI CONTROLE SOBRE COTAÇÕES COMMODITIES TAXA CAMBIAL, FATOR RENTABILIDADE EXPORTAÇÃO COMMODITY TAXA CAMBIAL, FATOR (PERDA) COMPETITIVIDADE MANUFATURADO BRASIL 8º PIB MUNDIAL, MAS 22º MAIOR PAÍS EXPORTADOR

7 7 CENÁRIOS REAIS DO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO APÓS 32 ANOS, EM 2010, EXPORTAÇÕES DE PRODUTOS BÁSICOS FORAM MAIOR QUE DE MANUFATURADOS AS EMPRESAS IMPORTADORAS EM 2010 BATERAM RECORDE HISTÓRICO E FORAM O DOBRO DAS EMPRESAS EXPORTADORAS CONFORME DADOS DA OMC, EM 2010 O BRASIL TEVE O 5º MAIOR CRESCIMENTO MUNDIAL DAS IMPORTAÇÕES, EM PERCENTUAIS, TRANSFORMANDO-SE NO PARAISO DOS IMPORTADORES ELEVADA COTAÇÃO COMMODITY VIABILIZA EXPORTAÇÃO, APESAR TAXA CAMBIAL DEFASADA E ALTO CUSTO DE INFRAESTRUTURA, CONCENTRAÇÃO DAS EXPORTAÇÕES EM COMMODITIES FAZ BRASIL DEPENDER MAIS DO CENÁRIO EXTERNO FAVORÁVEL E MENOS DE DECISÕES INTERNAS EXPORTAR COMMODITY = MERCADO INSTÁVEL = ATITUDE PASSIVA, EXPORTAR MANUFATURADO = MERCADO ESTÁVEL = ATITUDE ATIVA

8 8 REFLEXOS VALORIZAÇÃO DO REAL SOBRE INVESTIMENTOS MESMO COM ELEVADA E CRESCENTE DEMANDA DOMÉSTICA, INVESTIR NO SETOR PRODUTIVO DO BRASIL, ESTÁ MUITO CARO ÚLTIMOS ANOS INVESTIMENTO EXTERNO TEM SIDO EM SERVIÇOS, COMÉRCIO, LOGÍSTICA, COMMODITIES E AQUISIÇÃO DE EMPRESAS EM CONTRAPARTIDA, ESTÁ BARATO BRASIL INVESTIR NO EXTERIOR INTERNACIONALIZAÇÃO EMPRESAS É FUGA DE CAPITAL PRODUTIVO ASSIM, BRASIL CRIA SEU PRÓPRIO CONCORRENTE NO EXTERIOR BRASIL EXPORTANDO EMPREGOS EM LUGAR DE MANUFATURADOS EM 2000, HAVIA 100 EMPRESAS BRASIL NA ARGENTINA E HOJE 270 CONSEQUÊNCIA NATURAL, É MELHOR IMPORTAR QUE PRODUZIR

9 9 PROBLEMAS DECORRENTES DA VALORIZAÇÃO DO REAL PRODUTO IMPORTADO DE QUALQUER PAÍS, FABRICADO SEM O CUSTO BRASIL, TORNA-SE COMPETITIVO COM ATUAL TAXA CÂMBIO SENDO PRODUTO IMPORTADO CHINA, DESVALORIZAÇÃO YUAN MAIS VALORIZAÇÃO REAL ELIMINAM POSSIBILIDADE COMPETIÇÃO CRESCIMENTO DEMANDA INTERNA, VALORIZAÇÃO DO REAL E BAIXO PREÇO CRIAM NATURAL ATRAÇÃO PELO PRODUTO IMPORTADO ALTAS COTAÇÕES COMMODITIES AUMENTAM AINDA MAIS CUSTO EM REAL, NÃO ABSORVIDO PELA TAXA CAMBIAL, AGRAVANDO A PERDA COMPETITIVIDADE MANUFATURADO, EXTERNA E INTERNA CONSEQUÊNCIA NATURAL É DESESTIMULAR A PRODUÇÃO LOCAL, INICIALMENTE NÃO INVESTINDO, CRIANDO ESTAGNAÇÃO INDUSTRIAL, POSTERIORMENTE FECHANDO FÁBRICA, COM DESINDUSTRIALIZAÇÃO QUEDA COTAÇÃO COMMODITY RISCO SUPERÁVIT VIRAR DÉFICIT

10 10 - PERSPECTIVAS PARA COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO ATUAL TAXA CAMBIAL DEVE PERMANECER PRÓXIMOS ANOS, SALVO EVENTUAL CRISE ECONÔMICA EXTERNA OU POLÍTICA INTERNA MANUTENÇÃO NÍVEL TAXA DE CÂMBIO RESTRINGIRÁ CRESCIMENTO EXPORTAÇÃO MANUFATURADO PRÓXIMOS ANOS, PODENDO AFETAR VENDAS DE COMMODITIES, SE HOUVER QUEDA NAS COTAÇÕES EXPANSÃO GLOBALIZAÇÃO MUNDIAL REDUZIRÁ/ ELIMINARÁ TARIFAS, IMPACTANDO INVESTIMENTOS, EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES FRACASSO DOHA ESTIMULARÁ ACORDOS COMERCIAIS BILATERAIS, REDUZINDO / ELIMINANDO BARREIRAS, CRIANDO ÁREAS DE LIVRE COMÉRCIO E MAIOR CONCORRÊNCIA MANUFATURADOS, MENOR CUSTO PRODUÇÃO, MAIOR PRODUTIVIDADE E MELHOR LOGÍSTICA MAIOR CONCORRÊNCIA EXIGIRÁ MAIS ACORDOS COMERCIAIS PARA ABERTURA / EXPANSÃO MERCADOS E MENOR NÍVEL TARIFÁRIO, MAS MERCOSUL PROIBE NEGOCIAR ACORDO INDIVIDUAL, LIMITANDO AUMENTO EXPORTAÇÕES, COM RISCO BRASIL FICAR ISOLADO ESTAS PERSPECTIVAS PODEM SER NEGATIVAS PARA BRASIL

11 11 FATORES QUE FAVORECEM A DESINDUSTRIALIZAÇÃO ELEVADO CRESCIMENTO DOS GASTOS DO GOVERNO FEDERAL ALTA TAXA JUROS SELIC ATRAI CAPITAL EXTERNO ESPECULATIVO PRESSIONANDO TAXA DE CÂMBIO RESFRIAMENTO DA TAXA DE CÂMBIO PARA CONTROLE INFLAÇÃO TENDÊNCIA AUMENTO INFLAÇÃO MANTÉM RESFRIAMENTO CÂMBIO PROGRAMAS REDUÇÃO ALÍQUOTA ICMS NA IMPORTAÇÃO AUMENTA DESPROTEÇÃO À INDÚSTRIA BRASILEIRA. BRASIL CONTRA BRASIL COM REDUÇÃO ICMS QUEM PERDE É O BRASIL E GANHAM PAISES FORNECEDORES DO BRASIL, ESPECIALMENTE A CHINA REDUÇÃO DE ICMS É COMBUSTÍVEL PARA DESINDUSTRIALIZAÇÃO

12 12 POSSÍVEIS SOLUÇÕES PALIATIVAS E PONTUAIS APLICAÇÃO DA VALORIZAÇÃO ADUANEIRA É INSUFICIENTE E TEM ALCANCE LIMITADO, DECORRENTE DA FALTA DE PESSOAL ADOÇÃO DE MEDIDAS DE DEFESA COMERCIAL OU SALVAGUARDA, É VIÁVEL, MAS AS DECISÕES SÃO LENTAS, UMA VEZ MAIS EM RAZÃO DE FALTA DE ESTRUTURA ADEQUADA E INEXISTÊNCIA DE TÉCNICOS SUFICIENTES PARA REALIZAR AS ANÁLISES ELEVAÇÃO DAS TARIFAS ADUANEIRAS ATÉ 35% PARA PROTEGER É INSUFICIENTE DEVIDO GRANDE DEFASAGEM CAMBIAL PROBLEMAS CRESCEM DE FORMA CONSTANTE, MAS SOLUÇÕES NÃO ACOMPANHAM RÍTMO DE CRESCIMENTO DOS PROBLEMAS. TENDÊNCIA É PROBLEMA DE HOJE AMANHÃ SER MUITO MAIOR.

13 13 FASES DA INDÚSTRIA NACIONAL FASES: 1 - INDUSTRIALIZAÇÃO LOCAL, 2 - ESTAGNAÇÃO INDUSTRIAL, 3 - RETRAÇÃO INDÚSTRIA LOCAL E 4 - DESINDUSTRIALIZAÇÃO

14 14 CONCLUSÃO VELOCIDADE DA DESINDUSTRIALIZAÇÃO É MAIOR QUE A INDUSTRIALIZAÇÃO

15 JOSÉ AUGUSTO DE CASTRO VICE - PRESIDENTE Associação de Comércio Exterior do Brasil AEB Avenida General Justo, 335-4º andar Centro Rio de Janeiro Cep: Fone: (21) Fax: (21)

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