EBX enfrenta crise e afasta investidores. Comissão quer tornar crime a guerra fiscal. Mercosul Line planeja chegar a mais portos

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1 mobile.brasileconomico.com.br QUARTA-FEIRA, 31 DE OUTUBRO, 2012 ANO 4 N O 801 R$ 3,00 PUBLISHER RICARDO GALUPPO DIRETOR JOAQUIM CASTANHEIRA DIRETOR ADJUNTO OCTÁVIO COSTA Cenários do Brasil para 2013 BRASIL ECONÔMICO publica hoje o especial Brasil em Perspectiva, com 24 entrevistas sobre a economia e o mundo empresarial do país. No suplemento, líderes políticos e corporativos traçam um painel com o diagnóstico e as soluções para os grandes desafios do país. Personalidades como Guido Mantega, Luiz Carlos Trabuco e Graça Foster revelam suas visões sobre os principais temas nacionais. Fundo de pensão do estado de SP inicia operação nos próximos dias Governo estadual prevê que primeiras adesões ao novo sistema previdenciário para os funcionários públicos ocorram ainda em novembro; patrimônio líquido da instituição pode chegar a mais de R$ 20 bilhões nos próximos 20 anos. P22 EBX enfrenta crise e afasta investidores Com prejuízos crescentes e valor de mercado de suas ações em queda livre, grupo de Eike Batista perde fôlego e não dá sinais de recuperação a curto prazo. P4 Mercosul Line planeja chegar a mais portos De olho no crescimento da economia do Nordeste, subsidiária da Maersk pretende levar seus navios para mais duas escalas, Salvador (BA) e Pecém (CE). P14 Lista suja de empresas ainda é letra morta Só metade dos governos estaduais aderiu ao compartilhamento de informações sobre companhias que descumpriram contratos com a administração pública. P12 Grande investidor aposta em papéis atrelados à inflação Estratégia é motivada pela sinalização do fim do ciclo de cortes da taxa Selic e envolve quem aplica grandes quantias, acima de R$ 3 milhões. P27 Filipe Redondo/Folhapress Lucro da SulAmérica salta quase 30 vezes ResultadosomaR$106 mino3ºtrimestre, contrar$3,6minos três meses anteriores. Foi o fim de um período de alta sinistralidade, diz o presidente Thomaz de Menezes ao BRASIL ECONÔMICO. P23 Comissão quer tornar crime a guerra fiscal No projeto de reforma do pacto federativo apresentado ao Senado, especialistas propõem pena de um a quatro anos para quem der incentivos ilegais. P6 Batalha pelos royalties vai recomeçar hoje Mesmo sem consenso e com forte resistência de estados produtores de petróleo, presidente da Câmara garante que levará o projeto de lei à votação do plenário. P6 Furacão Sandy vira aliado de Obama nos EUA Envolvimento do presidente no gerenciamento da crise é elogiado até por rivais republicanos e imobiliza o adversário Romney, que fica na defensiva. P28 INDICADORES TAXAS DE CÂMBIO COMPRA VENDA Dólar comercial (R$/US$) Euro (R$/ ) 2,0290 2,6334 2,0310 2,6343 JUROS META EFETIVA Selic (ao ano) 7,25% 7,14% BOLSAS VAR. % ÍNDICES Bovespa São Paulo 0, ,76 Dow Jones Nova York Não houve negócios em NY FTSE 100 Londres 0, ,90

2 2 Brasil Econômico Quarta-feira, 31 de outubro, 2012 CARTAS Avanço OPINIÃO Quanto à matéria Meritocracia ganha espaço nas empresas brasileiras (publicada em 24/10/2012), parabéns. Vivi em diferentes ambientes corporativos e considero que a meritocracia é excelente, mas não serve para todos. Eu sempre fui bonificado, mas a minha motivação para o trabalho de alto nível nunca foi o bônus. Empresas podem perder pessoas excelentes se considerarem a meritocracia como o único fator motivacional de seus colaboradores. Rubens Mattos Campinas (SP) Parabéns pela matéria. Penso que a meritocracia é uma forma mais justa de remunerar as pessoas que apresentam resultados mais expressivos, sem demérito para os demais. Luis Henrique de Freitas São Paulo (SP) Em referência à matéria PT administrará 36% dos recursos das capitais (publicada em 29/10/2012), administrar um orçamento equivalente a 36%, com capacidade de alavancar mais recursos é uma condição que merece toda a nossa atenção. Sabemos que São Paulo tem uma capacidade incrível de responder aos investimentos, porque já está dotada de uma infraestrutura robusta. Se tivermos um executivo de primeira linha, como acredito que Fernando Haddad será, o resto do Brasil vai desenvolver por tabela e, é disso que precisamos. Djalma Camacam Bomfim Aracaju (SE) Quanto ao artigo de Marcelo Nakagawa Não deixe para amanhã o que pode empreender hoje (publicado em 4/9/2012), muito bom. Como os pensamentos são impulsos elétricos eles estão por ai, basta você estar antenado. E alguém sempre esta. José Eduardo São Paulo (SP) ERRATA Diferentemente do que foi publicado na entrevista "Alguém sempre vai fazer melhor e mais barato em algum lugar", na edição de ontem do BRASIL ECONÔMICO, o executivo Alessandro Bonorino é vice-presidente global de recrutamento da IBM. CONECTADO Ferramentas do mundo digital que facilitam seu dia a dia Mirrorgram Gostaria de inserir um efeito espelhado nas fotografias digitais? Agora isso é possível graças a esse aplicativo que funciona como um caleidoscópio virtual. O programa permite brincar com a simetria dos objetos fotografados, criando imagens surreais. Disponível em sete idiomas, inclusive o português, o software é bem simples de usar e o resultado pode ser compartilhado nas redes sociais. Grátis ipad, iphone e ipod Touch Sleep Cycle Já imaginou ter um despertador capaz de monitorar seu sono à noite? Esse aplicativo tem essa dupla função e ainda se programa para acordar o usuário quando ele está na fase mais leve do sono, permitindo despertar sem preguiça. Além disso, o software dispõe de um sensor que registra seus movimentos corporais enquanto está dormindo e registrar seus hábitos noturnos. US$ 0,99 ipad, iphone e ipod Touch Bernardo Figueiredo Presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) O governo federal pretende publicar ainda neste ano os editais de concessões de duas rodovias. Segundo Figueiredo, os editais de concessão do trecho mineiro da BR-116 e da ligação Brasília-Juiz de Fora (MG) devem ser publicados até dezembro. Retrocesso Rafael Barbosa Secretário da Saúde do Distrito Federal O Tribunal de Contas da União determinou que a secretaria devolva R$ 8, 3 milhões à União, recursos do SUS que teriam sido utilizados indevidamente em internações de pacientes em hospital particular entre 2004 e Flashlight É preciso ser muito prevenido para ter uma lanterna sempre por perto, quando se precisa. Mas, graças a esse aplicativo, é possível transformar o seu smartphone nesse objeto tão útil. O programa ainda permite escolher a cor e a intensidade de luz, e alguns efeitos de iluminação. Mas, é recomendável usar apenas quando necessário, pois o software consome muita energia de seu gadget. Grátis Android, ipad e iphone Fabio Rodriges Pozzebom/ABr Valter Campanato/ABr LILIAN FURQUIM DE C. ANDRADE Doutora em Ciência Política pela USP, professora da FGV/EESP A escolha americana O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, expressou um pensamento dominante entre os conservadores de que o estado não deve utilizar recursos públicos para sustentar pessoas que não buscam autonomia. Afinal, as pessoas devem ser responsáveis pelas suas escolhas. Aos fracassados e dependentes, a sarjeta! Os pensadores liberais progressistas (igualitários) americanos, também dizem que devemos ser responsáveis pelas nossas escolhas, mas consideram que existem situações que não dependem de nós, por exemplo, podemos ter alguma deficiência (física ou mental), podemos sofrer um atropelamento que nos deixe incapacitado, nascer numa família cujos pais não têm escolaridade e são pobres, o que torna o desafio de sair da pobreza maior. O que eles estão dizendo é que existe um componente importante que afeta nossas vidas que está fora do nosso controle, a sorte ou o azar. Nestes casos, o estado deve prover recursos e auxílio e, a operacionalização ocorre via imposto, de forma que nesta comunidade política, socializa-se a tentativa de recuperação, reparação daquelas pessoas. Esta é uma questão moral, de justiça e de equidade. A partir desta visão, criar-se-ia uma rede de proteção para aqueles que sofreram o efeito de circunstâncias que não foram escolhidas. Estes teóricos são chamados de igualitários da sorte. A pergunta difícil seria definir a linha divisória entre este universo de escolhas e de não escolhas, mas não é o foco neste artigo. Meu intuito é alertar que quando estamos falando em políticas públicas, no mundo real, precisamos ir mais além. Como fazer escolhas diante de uma desigualdade de oportunidade tão grande? A divisão que se dá entre republicanos e democratas não está apenas em assuntos como aborto e casamento homoafetivo O que está cada vez mais evidente, é que as escolhas são fortemente afetadas por circunstâncias criadas pela própria estrutura de mercado e de outras instituições. Assim, não são apenas as nossas escolhas erradas ou o azar que afetam as nossas vidas, mas a própria estrutura legal, institucional e de mercado que exacerbam e/ou criam desigualdades. Um exemplo vem da crise de 2008 na qual a estrutura criada de desregulamentação gerou bolhas, elevadas remunerações no setor financeiro, nenhuma punição e muitos bônus pagos aos responsáveis pela crise. Centenas de pessoas ficaram sem suas casas, sem emprego, sistema de saúde e pergunto: vamos negar auxílio porque foi dado a elas empréstimos acima da sua capacidade de pagar? Vamos negar acesso ao sistema de saúde porque elas não têm emprego? A divisão que se dá entre republicanos e democratas não está apenas em assuntos como o aborto, o casamento homoafetivo, cotas, nos quais os primeiros são contra, mas entre aqueles que dizem que cada um que cuide de si, e aqueles que querem, além da liberdade, reduzir as desigualdades. O que tem a ver conosco? Temos que pensar nestas questões, no que é mais justo, nas estruturas que geram desigualdades e que não tratam a todos com igual consideração e respeito, afinal esta deveria ser a virtude soberana de um Estado. NESTA EDIÇÃO Walt Disney vai comprar a Lucas Film A Walt Disney informou ontem ter firmado acordo para comprar a Lucas Film, produtora de filmes de George Lucas, por US$ 4 bilhões. O acordo inclui uma nova série de filmes Star Wars. P18 Texto alinhado à sfdfesquerda, sem hifenização, Cartas para a Redação: Avenida das Nações Unidas, , 8º andar, CEP , Brooklin, São Paulo (SP). falso, alinhado esquerda, sinha o à esquerda, texto alinhado à esquerda, sem hifenização, texto As mensagens devem conter nome completo, endereço, telefone e assinatura. falso, alinhado esquerdafhlação. PXX Em razão de espaço ou clareza, BRASIL ECONÔMICO reserva-se o direito de editar as cartas recebidas. Mais cartas em Café Pilão volta a fazer campanhas Há um ano sem lançar uma campanha, a marca reaparece esta semana com ação que engloba filme para TV, ações digitais, merchandising, promoções em PDVs e encartes em revistas. P19

3 MOSAICO POLÍTICO Quarta-feira, 31 de outubro, 2012 Brasil Econômico 3 MIGUEL SETAS Vice-presidente de Distribuição e Inovação da EDP no Brasil PEDRO VENCESLAU Segurança, segurança José Cruz/ABr No momento em que estão sendo escritas estas linhas, está-se decidindo, através de voto democrático, o destino político das prefeituras brasileiras. Na altura em que este texto for lido, já estarão escolhidos os prefeitos (novos ou reeleitos) para os mais de municípios brasileiros. Aqui em São Paulo, para além de todas as necessidades de infraestrutura, mobilidade, educação e saúde desta megacidade, Fernando Haddad enfrentará um enorme desafio de segurança pública. Setembro de 2012 registrou um aumento de 96% nos homicídios dolosos face ao período homólogo de E esta tendência vem se acentuando nos últimos meses. Gilberto Kassab deixa como principal legado uma cidade limpa. Espera-se do próximo prefeito de São Paulo uma cidade segura. Um estudo do observatório Veolia Environment (Villes à vivre 2010), revela que o principal motivo de preocupação para os paulistanos é a insegurança pública, seguida da poluição e dos riscos para a saúde. Há regiões do globo paralisadas pela insegurança, como Kingston, na Jamaica, ou de Nairóbi, no Quênia Mas o flagelo da insegurança não assola apenas São Paulo, ou o Brasil, marca a vida da América Latina como um todo. O think tank mexicano Conselho de Cidadãos para Segurança Pública e Justiça Criminal revelou esta semana que 40 das 50 cidades mais violentas do mundo estão situadas na América Latina. Pior ainda, a primeira cidade fora da América Latina só aparece na vigésima primeira posição (Nova Orleans, EUA). O Brasil conta com duas cidades no top 10 das taxas mais altas de homicídios no mundo: Maceió e Belém.Este diagnóstico é particularmente agudo para a América Latina, porque esta é a região do globo como maior nível de urbanização: mais de 80% dos habitantes estão concentrados em cidades, enquanto a média das regiões em desenvolvimento não ultrapassa os 50%. Curiosamente, São Paulo aparece pela primeira vez no recém-divulgado ranking de cidades mundiais da agência Habitat, da Organização das Nações Unidas, ordenado pelo chamado Índice de Prosperidade. São Paulo aparece na 26ª posição, atrás de Moscou e à frente de Almaty (Cazaquistão), com uma pontuação de 0,757 (entre 0 e 1). A primeira classificada é Viena (Áustria) com 0,925. Este índice de prosperidade avalia cinco dimensões das principais cidades mundiais: produtividade, qualidade de vida (que inclui a segurança pública), infraestrutura, ambiente e igualdade social. São Paulo pontua a par da Cidade do México na produtividade (0,742), em linha com Ancara (Turquia) na qualidade de vida (0,803), próxima de Pequim na infraestrutura (0,918), parecida com Paris no índice ambiental (0,894) e com Nova York na desigualdade social (0,507). Aliás, é neste último quesito que São Paulo pior performa. E é também esta desigualdade, em grande medida, que justifica os elevados níveis de criminalidade registrados atualmente. A segurança pessoal afeta diretamente a produtividade, a mobilidade e as interações sociais. A segurança pode não trazer diretamente prosperidade para a cidade, mas a sua ausência é grave Em suma, recomendaria ao próximo prefeito de São Paulo o mesmo grito de guerra que ensaio regularmente com os eletricistas com quem trabalho: segurança, segurança, segurança! Um plano para educação em São Paulo O Projeto Municipal de Educação, que está em discussão há aproximadamente quatro anos, deverá ser votado no primeiro semestre de P20 Redes sociais e gestão de equipes Roberta Rossetto discorre sobre a importância das redes sociais na gestão. Pesquisa aponta que elas devem se tornar o segundo meio mais importante no relacionamento empresa/funcionário. P31 Lula é uma espécie de entidade Para o melhor amigo de Lula e ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, Lula nunca impôs formalmente a indicação de Fernando Haddad para disputar a prefeitura de São Paulo. Durante uma discretíssima passagem por Taubaté na semana passada, o homem forte do Palácio do Planalto disse ao jornalista Marcos Limão, do jornal local Contato, que o PT soube entender o carisma dessa pessoa e a iluminação política que ela tem. E concluiu: Lula é uma espécie de entidade. Isso não é um problema, é um trunfo. Carvalho reconheceu, porém, que a escolha de Haddad aconteceu contra a vontade de muita gente do partido. O ministro avaliou que nas eleições municipais de 2012 o PT teve um diferencial decisivo. O partido mostrou uma criatividade que os tucanos não tiveram: a coragem de renovar. Em tempo: Isaac do Carmo, candidato apoiado por Lula e Carvalho em Taubaté, perdeu a eleição para o PSDB. Ministro diz que mensaleiros não devem ser expulsos do PT Carvalho acha que os petistas do mensalão não devem ser expulsos do PT. Ocorre que o estatuto do partido prevê o desligamento dos filiados que sofreram condenação transitada em julgado. Deve ser expulso quem for condenado por crimes que lesem o patrimônio público", disse o ministro. CURTAS Enquanto os operadores políticos do Palácio do Planalto articulam a criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa, a empresária Luiza Trajano está no exterior. Sua assessoria não revela se Luiza está no Canadá... Em agosto deste ano, Luiza foi convidada pela presidente Dilma Rousseff para assumir a pasta. Depois disso, o assunto caiu no esquecimento e só se falou em eleição. Agora que a criação do ministério entrou novamente na agenda política, falam que o titular será Gilberto Kassab ou alguém indicado por ele. Pelo que apurou a coluna, Luiza Trajano teria desencanado desse assunto e tocado a vida. Segundo assessores, ela nunca chegou a responder para Dilma se aceitaria o convite. Menos pior... PRONTO, FALEI Nós vamos defender a prorrogação que o regimento nos permite, de 180 dias Alvaro Dias Senador do PSDB, sobre a CPI do Cachoeira Embratur contrata consultoria internacional de turismo A Embratur contratou a IPK International Tourism Consulting, a principal consultoria do setor no mundo, que presta serviços à Organização Mundial do Turismo (OMT). A empresa produzirá relatórios sobre o número de europeus que viajam à América Latina. Antonio Cruz/ABr O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, deixa no sábado o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A reforma política não morreu. Pelo menos essa é a promessa dos líderes partidários. A ideia é retomar pelo menos alguns itens dela até dezembro. Os líderes do Congresso Nacional concordam em pelo menos um ponto: a mudança do calendário eleitoral a partir de A Comissão de Infraestrutura do Senado analisa hoje um requerimento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) que pede a convocação do ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann. O tucano quer explicações sobre os apagões que o país vem sofrendo.

4 4 Brasil Econômico Quarta-feira, 31 de outubro, 2012 DESTAQUE Editora: Léa De Luca Grupo EBX patina em meio a descrédito de investidores Depois de mais de R$ 1 bi em prejuízos em 2011, história deve ser repetir até 2013 Erica Ribeiro O império formado pelas empresas do Grupo EBX está sendo corroído pelo descrédito de investidores. Criadas na fase pré-crise econômica mundial, estas empresas seguem amargando prejuízos e não conseguem dar os resultados esperados. Nem mesmo o fato de o empresário Eike Batista ter feito uma opção de compra de R$ 1 bilhão de ações da OGX, sua empresa do ramo de petróleo e gás, para ser exercida até 30 de abril de 2014 conseguiu acalmar o mercado. Para fontes próximas da empresa vai ser preciso mais do que a tentativa de retomar a confiança do investidor. Procurado, o grupo enviou apenas um comunicado por escrito (ver box abaixo). As empresas do Grupo X tiveram no ano passado, juntas, mais de R$ 1 bilhão em prejuízos. O caminho deverá ser o mesmo em E deverá se repetir em Nenhum movimento até o momento foi bem absorvido pelo mercado. As pessoas querem resultados, querem recuperar o dinheiro que investiram. Muitos investidores colocaram uma parte de suas economias nas empresas. Pelo menos 20% do total de investidores da Bovespa tiveram ou ainda têm ações de empresas do Grupo. E não há previsão de reversão dessa tendência de queda no mercado, comentou uma fonte. Ele cita o fato de as empresas terem sido criadas em um momento onde mercados como o de mineração e petróleo apresentavam boas perspectivas. Para outra fonte que também preferiu não se identificar, o marketing não poderia ter sido melhor. Mas não se sustentou apenas com propaganda. A OGX não captou óleo suficiente, as empresas de mineração e energia também apresentam problemas. Na época da criação destas empresas, o Grupo contratou profissionais com muito conhecimento. Agora, geólogos e outros especialistas começam a sair. Isso é um indicador sério de que é um império que está balançando. Se a sequência de prejuízos continuar, é pouco provável que o investidor siga acreditando. Ele também lembrou a ,07 VALOR DE MERCADO DO EBX 82,25 situação das demais companhias que seguem com problemas, mesmo aquelas que teoricamente já saíram da fase préoperacional. Caso da MMX, que opera no mercado de mineração e não consegue dar resultados favoráveis, ainda que a família Batista, pelas mãos do patriarca Elieser Batista, tenha o mapa do mercado de minério do país. Se as áreas de petróleo, mineração e energia não andam bem, a empresa da logística também não consegue se firmar. O mesmo acontece com o mega projeto do super Porto do Açú, explica a fonte. Diante de um cenário onde o mercado de mineração anda de lado, projetos como o da fábrica da Nissan que funcionaria no porto viraram fumaça, assim como a parceria com a Thyssen, que ainda não conseguiu Em R$ bilhões 60,10 28,95 vender sua significativa parcela na Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA). Este é o cenário atual Por isso, é preciso esperar a melhora do cenário externo e estamos vinculados a isso. O ano de 2013 deverá começar com dificuldades para as empresas e melhorar ao longo dos meses seguintes. Pelo menos é isso que se espera, acrescentou o especialista. Ele explica que todas as empresas são projetos de médio ou longo prazo e estes projetos estão baseados em premissas que foram sendo fornecidas aos investidores nos últimos anos. Mas estas projeções foram se alterando e ele cita o caso da OGX, que quando iniciou a produção efetiva de óleo, informou ao mercado que as premissas que serviram de parâmetro para o fluxo de caixa futuro haviam sido revisadas para baixo. As ações da OGX afundaram e as demais empresas que são projetos em maturação, foram contaminadas. A tudo isso se somou o chamado movimento de realização das bolsas de valores internacionais, que ampliou o tombo. As empresas X precisam de fato mostrar resultados ou ficarão pesadas na Bovespa, profecia a fonte. 0 15/OUT /DEZ /DEZ 2011 Fonte: Brasil Econômico 30/OUT 2012 Resposta destaca investimentos Eike Batista tenta, sem sucesso até agora, sustentar preço dos papéis de suas empresas na bolsa Infografia: Alex Silva Procurado pela reportagem, o grupo EBX se manifestou apenas por meio de uma nota. Sobre o caixa do grupo, a empresa afirma que O Grupo EBX está capitalizado, com cerca de US$ 9 bilhões em caixa, recursos suficientes para garantir a execução dos projetos desenvolvidos no País. Todas as companhias de capital aberto do Grupo EBX vêm cumprindo seus planos de negócios em dia, com funding substancialmente equacionado para os próximos anos. A resposta por escrito também cita o fato de as empresas do grupo estarem ainda em fase de investimento nas atividades. O Grupo EBX esclarece ainda que suas companhias estão em fase de investimentos, apresentados em alguns balanços como resultado negativo por mera questão contábil. E mais O Grupo EBX está investindo US$ 15,7 bilhões, entre 2011 e 2012, com geração de 20 mil postos de trabalho, em empreendimentos estruturantes e de longo prazo, que trarão inúmeros benefícios ao País e à sociedade, como geração de empregos, impostos, riqueza e desenvolvimento."

5 Quarta-feira, 31 de outubro, 2012 Brasil Econômico 5 Divulgação RESULTADOS OGX tem caixa mas não dá lucro há dois anos Apesar de ter quase R$ 6 bilhões em caixa, de acordo com balanço do primeiro semestre deste ano, a OGX, companhia de petróleo e gás do grupo (e também a maior por valor de mercado, com R$ 15,5 bilhões segundo o fechamento do mercado ontem) teve prejuízo de R$ 522 milhões em junho último, Um ano antes, a empresa havia registrado prejuízo tambpem, embora ligeiramente menor, de R$ 482 milhões, segundo levantamento da Economatica a pedido do BRASIL ECONÔMICO. Estaleiro do Açu vai ficar pronto em 2014 Divulgação Estaleiro, que pertence à empresa do grupo EBX, está com 30% de avanço físico nas obras Niviane Magalhães Atualmente, o estaleiro, que pertence à empresa do grupo EBX do empresário Eike Batista, está com 30% das obras já concluídas. O diretor-presidente da OSX, Carlos Bellot, garantiu que as obras do estaleiro do Açu, em São João da Barra, no norte do Rio de Janeiro, estarão entregues em meados de 2014, com início de operação parcial BALANÇO CORPORATIVO Números da OSX, em R$ milhões 3º trimestre de º trimestre de 2012 no primeiro trimestre de As obras foram iniciadas em julho de A escavação do canal já atingiu metros, com quase 10 metros escavados por dia, disse Bellot, em teleconferência sobre os resultados da empresa. Ele afirmou ainda que no final de setembro já havia sido construído 150 metros de cais. Isso é muito importante, pois a primeira embarcação será construída neste cais, completou. O navio será um apoio às atividades das plataformas para a empresa Sapura. Hoje, o estaleiro da OSX está com 30% de avanço físico nas obras. 42,1 DESPESA OPERACIONAL 47, Fonte: OSX LUCRO LÍQUIDO EBITDA RESULTADO BRUTO -21,5 4,1 8,2 13,1 33,3 43,0 O valor investido foi reajustado para R$ 4,8 bilhões. Este valor foi elevado por causa do redimensionamento do porto de Açu, não só no tamanho, mas também de engenharia. Além disso, a inflação de custos foi muito grande e isso impactou o nosso orçamento, assim como a variação cambial. Quando fechamos alguns contratos, o dólar estava em R$ 2,70 e agora está em R$ 2, explicou o presidente. Diante disso, o endividamento consolidado da companhia subiu para R$ 4,514 bilhões em setembro, sendo R$ 898,9 milhões referentes à Unidade de Construção Naval do Açu, R$ 708,6 milhões do FPSO OSX-1, R$ 1,59 bilhão em empréstimo referente ao OSX-2 e R$ 1,017 bilhão referente ao FPSO OSX-3. No segmento das parcerias, João Borges, diretor financeiro e de relações com os investidores da OSX, diz que a única que foi julgada pertinente foi a parceria com Petrobras. Nosso estaleiro é de quinta geração. Não temos a determinação de firmar novas parcerias, mas também não descartamos novas possibilidades se for pertinente, declarou Borges. Localizado norio,açujá temmaisde mde canal jáescavados Plataformas A primeira plataforma de petróleo do grupo do empresário Eike Batista, OSX-1, está em funcionamento desde janeiro de Já a OSX-2, que está em construção em Cingapura, possui avanço físico de 74% e a entrega está mantida para o terceiro trimestre do ano que vem. Tudo está dentro do prazo estipulado, disse Borges. Em relação às plataformas fixas de produção de petróleo, WHP-1 e WHP-2, a serem fretadas e operadas por subsidiárias da OSX para a petrolífera OGX, a OSX aguarda especificações técnicas da cliente OGX quanto às características dessas unidades para dar continuidades nas obras, que iniciaram em junho de Continuamos confiantes e otimistas com a luz verde que a OGX deu para a OSX. Só não tenho como afirmar que está tudo certo, complementa o diretor financeiro. Resultado trimestral João Borges destacou o desempenho do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) que foi de R$ 13,1 milhões no terceiro trimestre, ante o prejuízo de R$ 21,5 milhões reportados no mesmo período de 2011 e de R$ 136 milhões no acumulado do ano. Para ele, este resultado foi reflexo das operações de leasing (aluguel). Esta unidade de negócio concentra as Unidades de Exploração & Produção Fretadas à clientela da OSX no setor de petróleo e gás natural, por meio de contratos de afretamento de longo prazo. Perda de valor na bolsa ultrapassa R$ 69 bilhões Valor corresponde à fortuna de Bernard Arnault, dono da Louis Vuitton, em 31/12/2011 Redação Juntas, as cinco empresas de Eike Batista, reunidas sob o nome Grupo EBX, já perderam 70% em valor de mercado desde o pico das cotações das ações na BM& FBovespa (15 de outubro de 2010). Nada menos do que R$ 69,1 bilhões desapareceram desde então o valor é equivalente, em dólares, à fortuna do bilionário Bernard Arnault, dono da Louis Vuitton: US$ 41 bilhões (ou R$ 68,66 bilhões, segundo câmbio de 31 de dezembro do ano passado). Segundo a Forbes, Arnault era o o quarto homem mais rico do mundo no ano passado, enquanto EIke apareceia em sétimo, com US$ 30 bilhões, ou R$ 50,24 bilhões na época. As empresas do grupo, claro, sofreram junto com o mercado, local e internacional. E, também, são todas (com exceção da MMX) pré-operacionais. Mas para alguns especialistas, há razões além dessas para O IMPÉRIO X EMPRESA LLX LOG ON MMX MINER ON MPX ENERGIA ON OGX PETROLEO ON OSX BRASIL ON GRUPO EBX Desempenho do grupo na bolsa explicar o mau desempenho dos papeís da empresa na bolsa. Para uma fonte próxima das empresas X, que prefere não se identificar, as ações do grupo sofrem desvalorização porque o cenário das bolsas de valores está relacionado à expansão da crise econômica na Europa e suas VALOR DE MERCADO, EM R$ BILHÕES 15/10/2010* 30/DEZ/2010 6,08 3,28 6,24 5,31 4,06 3,60 75,22 64,65 6,47 5,42 98,07 82,25 Fontes: Economatica, BM&FBovespa e Brasil Econômico 29/DEZ/2011 2,34 4,13 6,36 44,04 3,23 60,10 30/OUT/2012 1,62 2,43 6,07 15,47 3,37 28,95 *pico dos preços nos últimos dois anos VARIAÇÃO, EM R$ BILHÕES 2010 A A ,66-0,72-2,88-1,70 2,47-0,29-49,18-28,58-2,05 0,14-53,30-31,14 15/OUT/2010 ATÉ HOJE -4,46-3,81 2,01-59,75-3,10-69,11 sequelas para o resto do mundo. Para ele, apesar da descrença nos papéis ser real, as ações x apresentam são especulativas e sobem mais quando o Índice Bovespa (Ibovespa) também sobe. E caem mais quando a bolsa apresenta queda. Este é o cenário atual Por isso, é preciso esperar a melhora do cenário externo e estamos vinculados a isso. O ano de 2013 deverá começar com dificuldades para as empresas e melhorar ao longo dos meses seguintes. Pelo menos é isso que se espera, acrescentou o especialista. -73,39% -61,09% -79,44% -47,93% -70,48% VARIAÇÃO DESDE 15/OUT/ ,55%

6 6 Brasil Econômico Quarta-feira, 31 de outubro, 2012 BRASIL Subeditora: Patrycia Monteiro Rizzotto Comissão quer tornar crime práticas de guerra fiscal Relatório sobre Pacto Federativo propõe pena de até 4 anos de prisão para quem conceder incentivos ilegais Ruy Barata Neto A Comissão de Especialistas do Senado, que propõe reformas ao Pacto Federativo no país, quer instituir como crime as concessões de incentivos fiscais ilegais e estabelecer penas de um a quatro anos de prisão para agentes públicos responsáveis por estas ações. A punição consta de relatório parcial entregue ontem ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sobre propostas legislativas que devem começar a tramitar no Congresso. A Comissão, presidida pelo exministro, Nelson Jobim, também prevê punições para os estados, acusados de práticas de guerra fiscal. Por decisão do Ministério da Fazenda, os estados poderão ficar impedidos de estabelecer contratos e receber contribuições voluntárias da União por um período de até quatro anos. Segundo o relator, Everardo Maciel, o Estado acusado terá a possibilidade de recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a medida. Invertemos o círculo. Hoje, quando o estado se sente lesado pela guerra fiscal, recorre ao STF, mas agora é punido e terá de recorrer, mas ao STJ, destacou. Já as empresas, que receberem os incentivos, deverão pagar os impostos e demais encargos. A Comissão quer alterar, por meio de proposta de lei complementar, a regulamentação para a concessão e revogação de incentivos fiscais no âmbito do Conselho Nacional Política Fazendária (Confaz). A proposta, embora priorize a tomada de decisões do Confaz por unanimidade, como ocorre hoje, estabelece exceções. Determinadas decisões poderão ser aprovadas com quórum de dois terços dos membros, como por exemplo, para a convalidação de incentivos fiscais concedidos no passado no contexto da guerra fiscal. Este mesmo quórum poderá revogar isenções, incentivos e benefícios, fixar regras sobre regime especial do ICMS para combustíveis lubrificantes e derivados de petróleo, e aprovar concessão de incentivos fiscais para produtos nacionais industrializados, com validade não superior a oito anos e somente naqueles estados, cujo PIB industrial per capta, seja inferior a media nacional exceção à regra vale para a zona franca de Manaus. Os demais itens das propostas apoiam projetos de lei em tramitação no Congresso. Um exemplo diz respeito à correção da dívida dos estados com a União. Os especialistas propõem a troca do IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). De acordo com a proposta, os juros que variam entre 6% a 9% mais a correção do IGP-DI passariam para uma alíquota fixa de Antonio Milena Maciel: Estados que se sentirem lesados terão de recorrer ao STJ 4%. O limite de comprometimento da receita líquida, segundo a proposta, cairia de 13% para 11%. Também no relatório da Comissão, consta a reforma dos critérios de divisão do Fundo de Participação dos Estados (FPE), medida que precisa ser aprovada pelo Congresso até 31 de dezembro, de acordo com o prazo determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Comissão, que fez proposta de lei complementar sobre o tema, os recursos deveriam ser divididos levando em conta dois fatores: a população e o PIB. Quanto maior a população de um estado e menor o seu PIB, mais recursos deverão ser destinados. A velocidade de mudança será proporcional ao aumento de arrecadação. Conforme os estados forem aumentando a sua arrecadação, depois de instituída a nova regra, menores vão sendo os valores a que eles terão direito do FPE. A proposta dos especialistas também abraçam três Propostas de Emenda a Constituição (PECs). A primeira trata sobre o fundo de compensação para estados e municípios exportadores, com base no IPI. O critério deste não será mais sobre o valor da exportação de produtos industrializados, mas de todos os produtos. Nessa mesma emenda, a Comissão propõe a elevação de 10% para 12% a arrecadação do fundo. A segunda PEC trata sobre remuneração de servidores públicos. E uma terceira diz respeito à modificação da cota-parte dos municípios do ICMS, alterando critérios de rateio. Royalties devem ser votados hoje na Câmara Projeto de lei, que propõe nova divisão de recursos, promete criar polêmica entre bancadas O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), deve colocar em votação hoje, mesmo sem consenso, o projeto de lei que trata da distribuição dos royalties da exploração do petróleo. A proposta, do relator Carlos Zarattini (PT-SP), ainda sofre forte resistência das bancadas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, apesar dos argumentos de petistas de que os dois estados não sofrerão perdas substanciais de recursos com o novo projeto. Ainda assim, o projeto deve receber emenda produzida pela Comissão de Especialistas do Senado, que apresentou ontem relatório parcial sobre reformas do Pacto Federativo. A emenda da Comissão propõe alterações nos coeficientes de distribuição definidas no projeto de lei que já passou pelo senado. A ideia é corrigir alguns erros já que alguns percentuais do regime de partilha somam 101%, o que é um equívoco, afirma Everardo Maciel, ex-secretário da Receita Federal. Segundo ele, a proposta segue na linha de diminuir a participação dos estados e municípios produtores na distribuição dos recursos, mas traz um mecanismo que reconstitui as perdas. Na prática, só a parcela de crescimento dos royalties prevista para os próximos anos é que serão distribuídas para os demais entes da federação. Os estados produtores manterão os atuais níveis de receitas com royalties. Outra regra que será incluída é que os recursos que forem transferidos terão que ser obrigatoriamente investidos em saneamento, saneamento ambiental, transportes públicos e infraestrutura rodoviária. Os estados e municípios não pode gastar com custeio, só para investimentos, explica Everardo Maciel. Maia pretende levar o tema para ser discutido pelos deputados Elza Fiuza/ABr

7 Quarta-feira, 31 de outubro, 2012 Brasil Econômico 7 Divulgação INFLAÇÃO IGP-M perde força e atinge 0,02% em outubro O Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M), da Fundação Getulio Vargas (FGV), atingiu 0,02% em outubro, ante uma alta de 0,97% em setembro. A taxa, que é a utilizada como parâmetro para o reajuste do valor do aluguel, nas renovações dos contratos, teve variação, no acumulado de 12 meses, de 7,52%, ante 8,07%, no mês anterior. No acumulado do ano, o IGP-M ficou em 7,12%. Segundo Boletim Focus, o IGP-M deve fechar o ano com variação de 8,3%. ABr Falta de consenso coloca em risco resolução sobre a cobrança do ICMS Comissão técnica vota regulamentação da resolução 13, mas secretários podem mudá-la Gustavo Machado A falta de um consenso entre os estados pode atrapalhar a regulamentação da Resolução 13 que muda o sistema de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) interestadual para produtos importados. Com a medida, a cobrança da alíquota de 18% foi definida em 4% no estado de origem e o restante no de destino. A resolução, que deve colocar um fim à guerra dos portos precisa ser regulamentada até 1º de janeiro, data em que entra em vigor, porém interpretações diferentes entre os estados colocam em risco sua viabilidade. Segundo Claudio Trinchão, coordenador do Conselho de Política Fazendária (Confaz), algumas pontos foram acordados nas reuniões preliminares entre os técnicos estaduais, porém, como sempre foram votações apertadas, podem mudar durante a reunião na Comissão Técnica Permanente (Cotepe), marcada para o dia 7 de novembro. Moreira Mariz/Agência Senado Ricardo Ferraço (PMDB-ES): Nem o Confaz sabe como colocar em prática a resolução. Será um caos As sugestões depois serão encaminhadas ao Confaz, quando todos os secretários de fazenda dos estados, além do secretárioexecutivo do Ministério da Fazenda Nelson Barbosa, estarão presentes. Para o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), sem a regulamentação não há condição de aplicação da resolução. Nem o Confaz sabe como colocar em prática. Será um caos sem a regulamentação, diz. Um dos pontos de mais difícil acordo que o Confaz precisa definir é se a cobrança da alíquota diferenciada para produtos importados será feita apenas na primeira circulação ou em todas as subsequentes. A sugestão dos técnicos é que seja cobrado 4% no estado de origem e 14% no de destino em todos as movimentações, mesmo após a nacionalização do produto. Especialistas indicam que há risco se não for adotado este procedimento, pois haveria uma explosão no saldo de créditos acumulados pelas empresas, dado o caráter de nãocumulatividade do ICMS. A medida, no entanto, transgride uma norma da Organização Mundial do Comércio (OMC), que proíbe a discriminação de um produto importado após o desembaraço aduaneiro. O segundo ponto em desacordo é a fiscalização do conteúdo nacional de produtos industrializados. A resolução não determina se os custos referentes à importação frete, armazenagem, impostos e desembaraço entrarão na conta do conteúdo importado ou do nacional. Segundo os técnicos, apenas o valor indicado na declaração de importação deve ser contabilizado como importado. Para um produto industrializado ser considerado nacional, a resolução prevê que o custo dos insumos importados não pode ultrapassar 40% do preço final do produto. Trinchão afirma que cada estado será responsável por fiscalizar o conteúdo dos produtos. As unidades mais industrializadas já possuem regras e procedimentos para fazer isso. Empresas pleiteiam mais prazo para se adequar A dois meses das novas regras para o ICMS, companhias ainda não conseguiram se planejar Entendida como o primeiro passo para acabar com a guerra fiscal, a Resolução 13 promete colocar fim à dos portos. No entanto, executivos da área tributária temem as dificuldades que devem enfrentar durante o primeiro ano de vigência da medida. Segundo eles, ainda é impossível fazer um planejamento tributário para o próximo ano. A principal mudança referese aos portos de entrada da carga no país, que segundo algumas empresas, deve sobrecarregar os portos de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Eles argumentam que, quanto mais longe for feito o desembarque, maior o custo para o importador, que não poderá contar mais com os incentivos fiscais para abater dos gastos. Uma executiva da Alpargatas, empresa que tem unidades fabris no Nordeste, questionou o interesse dos estados na medida. O que podemos fazer? Vir para São Paulo? Não temos condições de continuar a produzir no Nordeste sem os incentivos que o estado nos dá, argumenta. Ditadura tributária Ela já até cunhou um termo para definir o novo sistema de ICMS. É uma ditadura tributária. As empresas não terão mais condição de barganhar benefícios fiscais, como acontece em quase todos os países desenvolvidos, argumenta a executiva. Outra da LT Importação, responsável por compras de algumas redes varejistas, diz que os atuais portos próximos ao eixo Rio-São Paulo já estão sobrecarregados, e que não aguentarão um aumento de demanda. Já pago em Santos mais de R$ 5 mil de taxa de urgência por contêiner, comenta. O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) indica que precisa haver alguma compensação para manter a demanda de importação nos estados distantes dos grandes centros consumidores. Segundo ele, os incentivos fiscais atuais justificam operações em unidades da federação que representam um aumento de custo logístico. Apenas os estados que possuem grandes centros consumidores ganharão com a mudança, alega. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo defende que a mudança do regime de ICMS não deve ser postergada, porém, não sabe como ajudar os importadores a planejar o próximo ano. Sem um posicionamento do Confaz, não há solução para as empresas. Só defende um prazo maior quem quer manter a guerra dos portos, diz Alexandre Ramos, gerente jurídico da Fiesp. G.M. INDEFINIÇÃO Falta de regulamentação deixa importadores sem saber como será O que diz a Resolução 13 do Senado Estipula que será cobrada alíquota de 4% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) interestadual no estado de desembaraço da carga. Os 14% restantes serão pagos no estado de destino. Entra em vigor em 1º de janeiro de 2013 PONTOS DE DISCÓRDIA Não há definição sobre qual alíquota será cobrada caso exista uma segunda circulação da mercadoria Se o item importado for utilizado em um produto industrializado dentro do país, o item final precisa ter 60% de conteúdo nacional para não ser taxado como importado. Mas ainda não há fórmula para o cálculo do conteúdo nacional Lista da Camex de produtos sem similar nacional, que não são tributados como importado, ainda não foi publicada Fonte: Brasil Econômico PROPOSTAS DO CONFAZ Será cobrada a alíquota de 4% no estado de origem em todas as movimentações interestaduais subsequentes Estados serão responsáveis por fiscalizar o conteúdo nacional. Confaz diz que unidades mais industrializadas já possuem normas e procedimentos estabelecidos A Camex não sabe quando a lista ficará pronta

8 8 Brasil Econômico Quarta-feira, 31 de outubro, 2012 BRASIL Rafael Neddermeyer DECRETO Pagamento do DPVAT pode ser parcelado Um decreto publicado ontem no Diário Oficial da União permite o pagamento parcelado do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT). As parcelas devem ser pagas junto com o IPVA, o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, mas o parcelamento é facultativo, cabendo a cada estado a decisão. Veículos licenciados pela primeira vez não terão direito ao parcelamento do DPVAT. BC deve abater investimento de meta de superávit primário Para economizar R$ 139,8 bilhões, governo pretende fazer cortes no Programa de Aceleração do Crescimento. Crise e queda na arrecadação criaram dificuldades no equilíbrio das finanças públicas O governo poderá ter que recorrer ao abatimento dos gastos com investimentos para atingir este ano a meta de superávit primário, esforço para o pagamento de juros da dívida pública. O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel, admitiu essa possibilidade ao apresentar ontem os dados das contas públicas de setembro. A meta cheia de superávit primário do setor público este ano é R$ 139,8 bilhões, mas o governo pode abater investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De janeiro a setembro, entretanto, o resultado ainda está longe da meta, em R$ 75,816 bilhões, o menor valor para o período desde 2009, quando o superávit primário ficou em R$ 38,6 bilhões. Somente em setembro, o superávit ficou em R$ 1,591 bilhão, também o pior resultado para o período desde 2009, quando foi registrado déficit primário de R$ 5,4 bilhões. Este ano, em termos de execução fiscal, está menos favorável, disse Maciel. De acordo com ele, os resultados fiscais piores do que no ano passado ocorrem porque, com a crise econômica externa, a economia brasileira apresentou ritmo mais moderado até o segundo trimestre deste ano. O governo também teve redução na arrecadação, com as medidas de desoneração da folha de pagamento e de tributos, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Isso também se refletiu nas receitas do governo, destacou. Outro fator citado por Maciel é o aumento dos gastos com investimentos este ano. Melhora no ritmo Mas a expectativa do BC é que haja melhora no ritmo da atividade econômica neste semestre. A economia já mostra recuperação no terceiro trimestre e isso há de se refletir na arrecadação e nos resultados do último trimestre. Esperamos resultados favoráveis para os próximos meses. Dessa forma, é possível alcançar essa meta deste ano, considerando a prerrogativa de ajuste [desconto dos investimentos do PAC], disse. O plenário do Senado aprovou ontem a indicação de Teori Zavascki para ocupar a vaga de Cezar Peluso no Supremo Tribunal Federal (STF). Zavascki foi indicado pela presidente Dilma Rousseff logo depois que Peluso se aposentou compulsoriamente da Corte, no final de agosto. O indicado, que atualmente é ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), passou por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e teve o nome aprovado pelos membros da comissão. A votação, que foi concluída com 57 votos favoráveis e quatro contrários, estava pendente desde o início do chamado recesso Segundo ele, para 2013, o BC espera o cumprimento da meta cheia do superávit primário, ou seja, sem a necessidade de desconto dos investimentos. Apesar da possibilidade de o governo ter que recorrer, este ano, ao abatimento do PAC, Maciel considera que a evolução da política fiscal deve ser olhada de forma ampla. Ele citou a redução da dívida líquida do setor público em relação a tudo o que o país produz _ Produto Interno Bruto (PIB). Estamos praticamente no piso em termos históricos da dívida líquida. branco no Congresso em função das eleições municipais. Atualmente, Zavascki atua na Corte Especial do STJ, responsável por julgamentos de autoridades com foro privilegiado, na Primeira Turma e na Primeira Seção, especializadas em direito público. Nascido em Santa Catarina, Zavascki é mestre e doutor em direito processual civil pela Elza Fiuza/ABr De acordo com os dados do BC, a dívida líquida do setor público chegou a R$ 1,534 trilhão, o que corresponde a 35,3% do PIB, percentual estável em relação a agosto. Para outubro, a projeção é 35,1% do PIB. Este ano, tivemos reflexos da crise. Ainda assim, os resultados fiscais têm dado contribuição importante. Neste quadro, a avaliação que se tem da política fiscal é positiva em termos de execução, de evolução. Não por outra razão o cenário fiscal brasileiro é um diferencial importante, argumentou Maciel. ABr Senado aprova Teori Zavascki para STF Magistrado foi indicado pela presidente Dilma para ocupar vaga deixada por Cezar Peluso Maciel afirmou que resultados fiscais deste ano são inferiores aos de 2011 por causa da crise externa Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Antes de ingressar na magistratura, fez carreira na advocacia, na área jurídica do Banco Central e do Banco Meridional do Brasil. Trabalhou no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS). Em 2003, tornou-se ministro do STJ. ABr Esforço fiscal de setembro é o pior em três anos Economia foi insuficiente para pagamento de juros da dívida, que chegaram a R$ 13,8 bi O superávit primário, esforço para o pagamento de juros da dívida, do setor público consolidado governos federal, estaduais e municipais e empresas estatais chegou a R$ 1,591 bilhão, em setembro, segundo dados do Banco Central (BC). O esforço fiscal foi muito menor do que o registrado em setembro de 2011 (R$ 8,096 bilhões) e é o pior para o mês desde 2009, quando foi registrado déficit de R$ 5,4 bilhões. Em agosto deste ano, o superávit primário ficou em R$ 2,997 bilhões. De janeiro a setembro, o superávit primário chega a R$ 75,816 bilhões, inferior ao resultado de igual período de 2011 (R$ 104,637 bilhões). Em 12 meses encerrados em setembro, o resultado ficou em R$ 99,889 bilhões, o que representa 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta para este ano é R$ 139,8 bilhões. O esforço fiscal do setor público não foi suficiente para cobrir os gastos com os juros que incidem sobre a dívida. Esses juros chegaram a R$ 13,844 bilhões, em setembro, e acumularam R$ 161,424 bilhões, nos nove meses do ano, ante R$ 17,267 bilhões e R$ 177,474 bilhões em iguais períodos de 2011, respectivamente. Com isso, o déficit nominal, formado pelo resultado primário e as despesas com juros, ficou em R$ 12,254 bilhões, no mês passado, e em R$ 85,609 bilhões, de janeiro a setembro. Em setembro do ano passado, o déficit nominal ficou em R$ 9,171 bilhões e, nos nove meses de 2011, em R$ 72,838 bilhões. O Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social), de janeiro a setembro, registrou superávit primário de R$ 54 bilhões, enquanto os governos regionais (estaduais e municipais) apresentaram R$ 20,501 bilhões e as empresas estatais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, registraram R$ 1,315 bilhão. Em setembro, o superávit primário do governo central foi R$ 931 milhões. Os governos regionais registraram superávit de R$ 1,144 bilhão, e as empresas estatais tiveram déficit nominal de R$ 484 milhões. ABr

9 Quarta-feira, 31 de outubro, 2012 Brasil Econômico 9 Henrique Manreza CONSUMO Vendas nos supermercados crescem 4,91% Os supermercados venderam em setembro 4,91% mais, em comparação ao mesmo mês do ano passado, segundo o Índice Nacional de Vendas divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No acumulado desde janeiro, foi registrado crescimento de 5,5% nas vendas. A Abras informou também um aumento médio de 2,16% na cesta dos 35 produtos mais consumidos no mês de setembro, em comparação com agosto. ABr Portos e ferrovias do NE precisam de R$ 25,8 bi Segundo a CNI, montante é o suficiente para evitar colapso no transporte de cargas regional A Região Nordeste precisa investir R$ 25,8 bilhões em rodovias, ferrovias, hidrovias e portos a fim de evitar gargalos no escoamento de produção. O dado faz parte do estudo Nordeste Competitivo, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgado ontem. Segundo o levantamento, o valor deve ser aplicado nos próximos oito anos em 83 projetos eleitos como prioritários, sendo que a maior parte deles 90% diz respeito à ampliação e modernização de portos e ferrovias. Caso o investimento não ocorra, a pesquisa prevê entrave ao transporte de cargas na região. O estudo teve a colaboração dos governos estaduais e será levado a representantes do governo federal. De acordo com a pesquisa da CNI, o investimento total para resolver os problemas de logística nos estados do Nordeste chega a R$ 71 bilhões para tocar 196 projetos. No entanto, com foco inicial somente nos prioritários, o estudo aponta que seria possível recuperar o valor investido em uma média de 4,4 anos, com a economia de R$ 30,2 bilhões gastos na região com frete, pedágios, transbordo e tarifas portuárias. Durante a divulgação dos dados, representantes da CNI defenderam a colaboração entre os setores público e privado para garantir as reformas necessárias. Sugerimos que uma forçatarefa multidisciplinar seja criada, disse Robson Braga de Andrade, presidente da CNI. A pesquisa destaca que a Região Nordeste responde por 13,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro soma de todas as riquezas produzidas pelo país. O estudo prevê que, sem os investimentos necessários, a região enfrentará, a partir de 2020, uma situação crítica para escoar produtos e bens. O trecho de fer- O estudo diz que 90% dos recursos deveriam ser aplicados na modernização dos portos rovias Açailândia-Marabá, por exemplo, que liga duas cidades paraenses, mas corta o Nordeste, recebe 279 mil toneladas de carga diariamente. A capacidade máxima é 311 mil toneladas. A previsão é que, em 2020, o volume diário de carga da rodovia chegue a 877 mil toneladas. A situação dos portos também deixa a desejar. De acordo com o levantamento, atualmente, dois portos nordestinos Complexo Portuário de São Luís, no Maranhão, e o Porto de Recife, na capital pernambucana operam acima de sua capacidade. No entanto, a previsão é de que, em 2020, seis portos operem acima da capacidade e mais dois sofram com gargalos. Os casos mais críticos devem ser os do Complexo Portuário de São Luís e do Porto de Natal. Rodovias Quanto às rodovias que cruzam a região, três apresentam gargalos, com carros e caminhões transportando carga que ultrapassa em 65% o peso suportado por essas estradas. Segundo o estudo da CNI, uma simulação de crescimento da produção até 2020 mostra que, sem investimentos, nove rodovias serão usadas acima de sua capacidade no prazo de oito anos. Duas delas podem apresentar estado crítico, ultrapassando em 151% o peso máximo suportado. O estudo Nordeste Competitivo é o terceiro de uma série para identificar gargalos no desenvolvimento do país. Já foram divulgadas pela CNI as pesquisas Norte Competitivo e Sul Competitivo. A primeira revelou necessidade de investir R$ 13,8 bilhões em obras prioritárias na Região Norte. A segunda mostrou demanda por R$ 15,2 bilhões para os investimentos mais urgentes na Região Sul. Um estudo semelhante sobre a Região Centro-Oeste já está em andamento e deve ser divulgado no 2 trimestre de Houve falha humana no último apagão, diz Aneel Nelson Hübner afirma que o equipamento não foi devidamente programado O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hübner, disse ontem que houve falha humana no episódio de falta de energia que atingiu os estados do Norte e do Nordeste na semana passada. Tem falha humana, sem dúvida nenhuma, na programação da proteção de um equipamento. O equipamento não foi devidamente programado. Ele não acredita, porém, que a falha tenha sido intencional. Hübner disse que a Aneel está trabalhando em parceria com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para buscar as causas dos últimos casos de falta de energia no país. Estamos buscando uma série de ações para coibir esse tipo de falha. O sistema brasileiro, que é tão sofisticado, tem que ter níveis de cobertura em termos de procedimentos, porque não pode a ação de um elemento qualquer causar um defeito. Temos que ter essas proteções, e é isso que vamos buscar, afirmou O diretor da Aneel informou ontem que o governo deve publicar amanhã as regras que as Paulo Skaf, presidente da Fiesp, insinuou que apagões podem ter sido sabotagem empresas do setor elétrico terão que cumprir para a renovação das concessões que vencem a partir de As empresas que não se manifestaram dentro do prazo ficarão fora da renovação. Coincidência O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), Paulo Skaf, comentou ontem que foi muita coincidência a ocorrência quatro apagões depois que o governo anunciou novas medidas para reduzir os custos da energia elétrica. Paulo Skaf mencionou que a redução da conta de luz contraria interesses de meia dúzia de grupos estatais e disse que os eventos pareciam ser sabotagem. Não posso insinuar coisas que não conheço. Mas posso dizer Só posso dizer que estou com a pulga atrás da orelha. Quando há uma coincidência, vá lá. Quando há várias coincidências, aí é difícil, disse. O presidente da Fiesp comentou que a redução da conta de energia favorece a população e à indústria. E sempre quando alguém está se beneficiando, alguém está perdendo. E esses que estão perdendo podem estar querendo aprontar, mas não vão conseguir, concluiu.

10 10 Brasil Econômico Quarta-feira, 31 de outubro, 2012 BRASIL Divulgação POLÍTICA Haddad anuncia coordenadores para transição O prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciou ontem os coordenadores da sua equipe de transição até a posse, em janeiro. Além de Antonio Donato, presidente do Diretório Municipal do PT, o grupo terá a participação de Luis Fernando Massonetto e Ursula Péres. Pela atual gestão, quem colabora é Nelson Hervey, secretário de Governo. Os nomes foram divulgados após Haddad se reunir com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (PSD). Na eleição do novo, transições de governo devem ser mais traumáticas Ex-prefeitos relembram das dificuldades em acessar dados de governos comandados por adversários Rafael Abrantes Raul Spinassé/Folhapress Prefeito eleito de Salvador, o democrata ACM Neto ainda não definiu nomes da equipe de transição Ao contrário das eleições municipais de 2008, quando a ampla maioria dos prefeitos reelegeuse para um segundo mandato, o ano de 2012 foi marcado pelo alto índice de renovação. Isso significa que na maioria das cidades brasileiras prefeitos serão obrigados a entregar a máquina para adversários. Esse processo de transição nem sempre é amistoso. Na minha vez não foi fácil. O prefeito se ausentou para não ter nenhum contato comigo por desconsideração. Ele viajou e nem me passou o mandato, conta a deputada federal e exprefeita Luiza Erundina (PSB). Ela relembra que viveu momentos pouco republicanos no período seguinte à divulgação do resultado das eleições municipais em São Paulo em Então filiada ao PT, ela encontrou resistência e pouca boa vontade de seu antecessor, Jânio Quadros, nos 60 dias após a vitória. Não recebemos todas as informações da prefeitura. Não houve qualquer colaboração, então fizemos um grupo de trabalho com muita limitação. Os obstáculos políticos no acesso aos números e dados da máquina municipal, recorda, obrigaram sua equipe a iniciar o governo com um plano de cem dias, que, ao final, concluiu um relatório estarrecedor das finanças e serviços públicos da capital. As transições de governo se tornam o primeiro teste dos vitoriosos depois do 2º turno. O novo prefeito já tem que assumir sintonizado com todos os problemas. Não tem que ficar remoendo fatos do processo eleitoral ou ressentimentos, afirma o deputado federal baiano Antonio Imbassahy (PSDB). Ele foi prefeito de Salvador de 1997 a 2004, e sentiu na pele o dever de assumir, e entregar, o comando da prefeitura soteropolitana. Quando saí, convidei o prefeito eleito (João Henrique, do PT) e organizei grupo de trabalho com atribuições. Obriguei, sob decreto, todas as secretarias a abrirem suas informações à equipe de transição, conta o tucano. Ele reclama não ter visto a mesma disposição da prefeitura quando assumiu a cadeira de Lídice da Mata (PSB). Embora a capital baiana tenha visto em 2012 uma disputa eleitoral de ânimos exaltados entre petistas e oposição, Imbassahy acredita que o clima vai dissipar durante a troca de governos. João Henrique já disse que não terá problemas com ACM Neto, afirma um assessor do novo prefeito. O argumento é que Henrique admitiu ter votado no candidato do DEM, apesar das TAREFAS DA TRANSIÇÃO Temas que devem ter prioridade nas conversas entre atual prefeito e sucessor Situação orçamentária e saúde financeira do município Funcionamento de secretarias e empresas públicas Manutenção de cargos e técnicos indicados pelo atual prefeito Levantamento de obras e contratos públicos em execução críticas à sua gestão. O país está muito maduro. Não existe mais aquela mesquinhez. Há consenso da necessidade de uma transição tranquila, observa Lucio Vieira Lima, presidente do PMDB baiano, e aliado de ACM Neto. Em São Paulo, o atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), já declarou que contribuirá com a transição e governo de Fernando Haddad (PT) nos próximos meses (leia mais abaixo). A transição paulistana significa ainda uma nova negociação de adesão do PSD à base do governo da presidente Dilma Rousseff. Será um processo pactuado e facilitado por Kassab, afirma Milton Lahuerta, professor da Unesp. PSD anuncia apoio a Haddad na Câmara de SP Partido de Gilberto Kassab, coligado com José Serra, declara aliança junto com PSB No dia em que o prefeito eleito, Fernando Haddad (PT), se reuniu com o atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), a bancada formada por vereadores eleitos do PSD e do PSB anunciaram, em nota, que manterão a atuação conjunta na próxima legislatura em apoio à gestão Haddad. O PSB já fazia parte da coligação que elegeu o petista. Já o PSD, partido de Kassab, fazia parte da coligação do candidato derrotado do PSDB, José Serra. No comuniucado, divulgado ontem, os novos parlamentares afirmam que querem contribuir com a nova gestão para resolver os problemas da cidade. A nota divulgada à imprensa é assinada por oito vereadores do PSD e três vereadores do PSB. Na reunião de ontem, Kassab e Haddad formalizaram a equipe de transição responsável pela continuidade dos projetos em andamento na capital paulista. Haddad se mostrou preocupado em garantir que não haja descontinuidade em algumas ações municipais, como organização do carnaval em fevereiro e os trabalhos de prevenção de enchentes. Queremos promover uma passagem de governo com toda a tranquilidade, sem nenhum tipo de solavanco, afirmou o prefeito eleito. Kassab anunciou que colocou toda a sua equipe à A colaboração do atual prefeito é fundamental para que o sucessor tenha maioria segura na Câmara disposição de Haddad para passar informações de todas as áreas da administração municipal. Mais uma vez estou ratificando aqui, publicamente, a minha disposição, não só apenas nesse período de transição, mas depois, ao longo de seu governo, de contribuir onde ele entender que seja necessário, com experiên- Daniela Souza/News Free Kassab se encontrou com Haddad ontem para formalizar transição cia acumulada, para que ele possa alcançar os objetivos que definiu como importantes, disse o atual prefeito. No encontro, Kassab ofereceu uma sala no prédio da Prefeitura para o prefeito eleito, que informou que pretende concentrar suas ações nesse período em um escritório cedido pela Caixa Econômica Federal, na Praça da Sé, região central da capital paulista. O prefeito também fez elogios ao seu sucessor, chamando-o de capacitado, inteligente, de boa formação moral e técnica. ig

11 PODER ONLINE Quarta-feira, 31 de outubro, 2012 Brasil Econômico 11 FERNANDO MOLICA >>> Leia mais em Reforma penal Divulgação Levantamento do grupo que atuou na elaboração da reforma do Código Penal da Câmara mostra que dos detentos que cumprem pena no país foram condenados ou esperam condenação por furto simples. São daqueles criminosos pegos em flagrante subtraindo, sem violência ou ameaça, bens de valor inferior a R$ 350. São pessoas que não oferecem riscos à sociedade e nem precisariam estar presas. Nas cadeias estão misturadas a facções e fazendo pós-graduação em crimes, diz o relator da reforma, Alessandro Molon (PT-RJ). Molon encaminhou propostas de reforma em dez itens do Código Penal para votação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, entre elas a redução das penas de furto hoje de um a quarto anos para seis meses e dois anos. CURTAS O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a vitória de Haddad com um olho no peixe e outro no gato. Se as eleições municipais serviram para melhorar a densidade do PT em São Paulo, também mostraram a perda de eleitores no Nordeste. A vitória de ACM Neto em Salvador preocupa: afinal, a Bahia é o maior colégio eleitoral do Nordeste. Prefeito reeleito do Rio, Eduardo Paes (PMDB) resolveu não esperar o dia 1º de janeiro para iniciar seu novo mandato. O Diário Oficial publicou a troca de funções de um de seus principais auxiliares: Carlos Roberto Osorio deixa a Secretaria de Conservação e Serviços Públicos e assume a de Transportes. O coronel do Corpo de Bombeiros Marcus Belchior Corrêa Bento assume o antigo posto de Osorio. Bento trabalhava no gabinete de Paes. O vice-presidente Michel Temer quer que o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito da capital, Eduardo Paes, se envolvam em discussões nacionais, mais amplas. Em almoço no Rio, Temer disse que os dois colegas de partido estão muito ligados a temas regionais O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) decidiu pegar carona na campanha da colega Ana Amélia (PP-RS) em favor de maior fiscalização do transporte por motocicletas. A gaúcha tem usado a tribuna do Senado para defender uma nova legislação para coibir casos de irresponsabilidade sobre duas rodas, principalmente no interior do país. Buarque ainda não disse bem o que pretende fazer, mas aderiu à campanha a pedido da mulher, Gladys. Ele achou melhor não contrariá-la. Um dos maiores símbolos do malufismo na Câmara Municipal de São Paulo, Wadih Mutran (PP) está muito próximo de garantir um lugar na Casa na próxima legislatura. Apesar de não ter sido reeleito, Mutran é o primeiro suplente da coligação do PT/PSB/PP e com a provável nomeação de Antonio Donato (PT) para uma secretaria na gestão de Fernando Haddad assegurará mais um mandato. Mutran é remanescente do malufismo e coleciona sete mandatos consecutivos, foi eleito para o primeiro em O vereador Roberto Tripoli (PV) diz que em um mês será inaugurado em São Paulo o segundo Hospital Público Veterinário do Brasil. A demanda pela unidade da Zona Leste sobrecarregou os profissionais. O novo hospital será na Zona Norte. Colaboraram Vasconcelos Quadros e Marcel Frota Supremo nega confisco de passaporte Ayres Britto não confirma pedido de retenção de documentos dos réus condenados do mensalão O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, disse ontem que não recebeu pedido para recolher passaportes dos réus da Ação Penal 470, o processo do mensalão. Apesar de a informação estar circulando na imprensa há alguns dias, não houve confirmação oficial. A presidência do Supremo não recebeu, disse Britto. No entanto, o presidente não negou que o documento possa estar com o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa. Alguns veículos de imprensa informaram, sem citar fontes, que o documento pedindo a retenção de passaportes foi encaminhado ao STF pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para prevenir fugas de réus condenados. A PGR também não confirma a veracidade da informação. O gabinete do ministro Joaquim Barbosa não comenta se está com o documento ou mesmo se há decisão sobre o assunto. O ministro viajou para a Alemanha no último fim de semana para dar prosseguimento a um tratamento na coluna. Ele retornará ao Brasil no dia 3 de Surgiu notícia de que a PGR solicitou ao STF a apreensão dos passaportes para inibir fugas novembro. A próxima sessão do STF para julgamento da Ação Penal 470 está marcada para o dia 7 de novembro. O advogado Paulo Sérgio Abreu e Silva, que representa o réu Rogério Tolentino no processo do mensalão, encaminhou ontem ao STF o passaporte de seu cliente. Ele disse que tomou a medida para se antecipar a qualquer decisão do relator Joaquim Barbosa para retenção do documento. Mandei ontem um ofício ao relator por Sedex, com o passaporte anexado. Achei que não valia a pena ir pessoalmente a Brasília para isso, confirmou o advogado. Ele disse que ainda não foi informado oficialmente de qualquer pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para recolhimento dos passaportes, mas que ainda assim preferiu entregar o documento porque seu cliente não pretende viajar para o exterior. O gabinete do relator não confirmou o recebimento do documento. Folga Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão aproveitando os dias de folga para estudar melhor a dosimetria contra cada um dos 25 réus condenados no julgamento do mensalão. Durante esse período, os ministros vão analisar a possibilidade de imputar penas mais rígidas àqueles réus condenados. Sem dúvida vamos aproveitar para estudar alguns pontos. Vai ser salutar essa folga, disse Ayres Britto. Era uma pausa de que precisávamos, complementou o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do mensalão. Além da imputação de penas mais baixas para réus primordiais no processo, os ministros do Supremo ainda precisam estabelecer aspectos formais do processo, como a análise de situações em continuidade delitiva ou concurso material ou mesmo com nexo de causalidade. Advogados dos réus do mensalão acreditam que o STF tem adotado uma postura incoerente no momento da imputação das penas. Segundo eles, isso é fruto da falta de experiência da corte em análise de crimes. Dos Fellipe Sampaio/STF Para Britto, pausa no julgamento do mensalão foi oportuna para que ministros analisassem as penas dez ministros, apenas um tem uma maior experiência em julgamentos criminais onde são comuns o estabelecimento de penas: o revisor do mensalão, Ricardo Lewandowski. Os defensores acreditam também que, por mais que as penas sejam individualizadas, seria necessário o desfatiamento do processo nessa fase final para se ter uma visão clara dos crimes e a participação estratégica de cada um. ig e ABr

12 12 Brasil Econômico Quarta-feira, 31 de outubro, 2012 BRASIL JUSTIÇA Só metade dos estados usa a lista suja do governo Cadastro reúne nomes de empresas que sofreram punição por descumprir contrato com a União Juliana Garçon Apenas metade dos estados brasileiros aderiu ao compartilhamento de informações sobre empresas que descumpriram seus contratos com a administração pública. Lançado pela Controladoria Geral da União (CGU) em 2008, o Cadastro de Empresas Inidôneas e Suspensas (Ceis) elenca empresas e entidades que já sofreram punições por orgãos públicos federais e servidores condenados judicialmente por improbidade administrativa. Desde 2009, a CGU estimula estados e municípios a participar do controle. De acordo com a controladoria, 11 deles efetivamente colaboram com o envio de material: Acre, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os dados que enviaram correspondem a aproximadamente 16% das penalidades cadastradas, que incluem empresas declaradas inidôneas e aquelas que foram suspensas ou impedidas de fechar contratos com o governo federal e seus órgãos. Além desses estados, Alagoas, Bahia, Goiás, Sergipe e Tocantins também anunciaram adesão, mas não vêm alimentando o banco de dados. A adesão de estados e municípios não é obrigatória porque eles são entes autônomos e, portanto, não sujeitos às normas que emanam da CGU. Questionado sobre a ausência de metade dos estados no Ceis, o ministrochefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage Sobrinho, afirmou que pode se tratar de negligência das autoridades estaduais e municipais e lembrou que há projetos de lei para ampliar a transparência nas relações entre governo e iniciativa privada (leia na página ao lado). A adesão é voluntária. Não podemos obrigá-los a aderir. É uma escolha, pois cada estado é autônomo, disse Hage Sobrinho, para completar: Ainda não há disposição geral que os obrigue, embora exista um projeto de lei da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) prevendo a obrigatoriedade. E há também um projeto de lei elaborado por nós, de responsabilização da pessoa jurídica, que tem previsão de institucionalização do cadastro com caráter, a partir daí, obrigatório. Trata-se do projeto de lei do Senado (PLS) 87, apresentado em abril, que institui normas para licitações e contratos da administração pública e cria o cadastro de pessoas físicas e jurídicas impedidas de licitar e contratar com o governo. O PLS está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, aguardando designação de relator. Ainda sem a obrigatoriedade, há expectativa de que, na medida em que mais governos se juntam ao esforço e a ideia ganha força, o Ceis passe a atrair o olhar também de empresas. Será uma referência também para empresas que buscam fornecedores ou prestadores de serviço, aposta Marcos Fioravanti, sócio do escritório Siqueira Castro Advogados. Cautela Contudo, o advogado alerta para a necessidade de gestão adequada da listagem, assim como de cadastros privados de restrição ao crédito. Antonio Cruz/ABr Jorge Hage Sobrinho: Os estados ainda não são obrigados a adotar o cadastro de empresas inidôneas LISTA SUJA CGU mantém controle de empresas e instituições punidas EMPRESAS DECLARADAS INIDÔNEAS IMPEDIDAS OU SUSPENSAS ENTIDADES PRIVADAS SEM FINS LUCRATIVOS ONGs IMPEDIDAS CONVÊNIOS IMPEDIDOS Fonte: CGU (Controladoria Geral da União) Os cadastros são válidos para saber quem estão contratando, mas é preciso tomar cuidado para evitar abusos. As empresas não deveriam ter seus nomes elencados se a questão ainda não estiver decidida, ou seja, se o desacordo está em discussão na Justiça, diz Fioravanti. A inclusão numa lista pode causar um abalo creditício, com maior exigência de garantias ou antecipação de vencimentos. A empresa pode se ver obrigada a provar que ainda está discutindo em juízo. Às empresas que tiverem seus nomes incluídos no Ceis e se julguem injustiçadas, o advogado aconselha recurso à Justiça, discutindo a penalidade e, oferecendo garantia equivalente ao valor da multa. Daí, é possível pedir ao juiz que a companhia seja retirada do cadastro até que saia uma decisão. A mesma estratégia pode ser usada em cadastros privados. Para consultar o cadastro, vá a e clique em Ceis. Susep: mais pedidos de informação DPVat, o seguro obrigatório para carros, atraiu o interesse dos brasileiros, diz ministro A Superintendência de Seguros Privados (Susep) foi o órgão federal que mais ensejou pedidos de esclarecimentos pelos brasileiros ao longo de pouco mais do que cinco meses de vigência da Lei de Acesso à Informação. A Susep foi alvo de pedidos, 12,45% do total, de acordo com a CGU. Foi uma supresa, disse ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage Sobrinho, para quem o interesse na superintendência está relacionado ao DPVat, o seguro obrigatório para veículos automotores de via terrestre. O segundo lugar fica com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com demandas, 7,32%. É seguido pelo Banco Central, com pedidos, equivalente a 4,06% do total. Na sequência, aparecem a Caixa Econômica Federal (3,83%), Ministério da Fazenda (2,82%). Dos pedidos negados, 25,60% se referiam a dados pessoais de autoridades, 21,66% não diziam respeito ao órgãos para os quais foi feita a solicitação e 20,44% não encontraram a informação no setor. Para pedir informação sobre órgãos federais, vá a J.G. ACESSO LIVRE Balanço dos pedidos baseados na Lei de Acesso à Informação DEMANDAS RESPONDIDAS Positivamente Negativamente NEGADAS TOTAL ,41% 85,20% 6,23% ,57% Fonte: CGU (Controladoria Geral da União)

13 Quarta-feira, 31 de outubro, 2012 Brasil Econômico 13 MARCOS DA COSTA É advogado e presidente em exercício da OAB-SP Projetos da CGU ficam parados no Congresso Pauta que trata da atuação de ex-funcionários do governo teve votação adiada em julho Conferência contra a corrupção traz Nobel De 7 a 10 de novembro, Brasília será sede da 15 a Conferência Internacional Anticorrupção, que terá a presença da ativista iemenita Tawakkol Karman, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em O evento é organizado pelo International Anti-Corruption Conference Council, Instituto Ethos, CGU, Amarribo Brasil e Transparência Internacional. Informações em TRANSPARÊNCIA NO PAPEL Propostas ampliam controle sobre a administração 1. PROJETOS DE INTERESSE DA CGU EM TRAMITAÇÃO NO CONGRESSO PL 5.586/2005 PL 7.528/2006 (PLC 26/2012) 2. ESTADOS QUE JÁ COMPARTILHAM INFORMAÇÕES SOBRE PUNIÇÕES A EMPRESAS COM O CADASTRO DE EMPRESAS INIDÔNEAS E SUSPENSAS (CEIS) Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Sergipe, São Paulo e Tocantins Fonte: CGU (Controladoria Geral da União) Tipifica o crime de enriquecimento ilícito quando o funcionário público possuir bens ou valores incompatíveis com sua renda ou quando deles faça uso de tal modo que permita atribuir-lhe a propriedade Dispõe sobre o conflito de interesses no exercício de cargo ou emprego do Poder Executivo Federal e impedimentos posteriores ao exercício do cargo ou emprego PL 6.616/2009 Altera o Decreto-Lei 2.848, de 1940, as leis 8.072, de 1990, e 7.960, de 1989, para adicionar os tipos penais qualificados de peculato, concussão, corrupção passiva e corrupção ativa, tornando-os hediondos e passíveis de prisão temporária PL 6.826/2010 PEC 15/2011 Encontro nacional acontece em Sergipe O Conselho Nacional de Justiça realiza, nos dias 5 e 6, em Aracaju, o 4o Encontro Nacional do Judiciário, que reúne presidentes, corregedores e membros dos tribunais brasileiros para debater o planejamento do Poder Juciário, propor metas e definir ações prioritárias a serem cumpridas pelas cortes. As inscrições se encerram hoje. Informações no site Uma série de projetos que visam aumentar a transparência na gestão pública, incluindo o enquadramento de condutas indevidas de funcionários públicos, está parada no Congresso. A queixa é do ministro-chefe da Controladoria- Geral da União (CGU), Jorge Hage Sobrinho. Os projetos não caminham, reclamou. Só os parlamentares podem dizer por que não têm maior empenho em aprová-los. Ele destacou o projeto de lei 5.586/2005, que criminaliza o enriquecimento ilícito de funcionários públicos; a proposta que regulamenta o conflito de interesses e quarentena (PL 7.528/2006 e projeto de lei complementar 26/2012); e o PL 6.826/2010, que responsabiliza pessoas jurídicas por atos contra a administração pública. O PL 6.826/2010, cuja votação em comissão especial estava prevista para julho mas foi adiada, desperta controvérsia porque impacta sobre a atuação de ex-funcionários do governo e de estatais, que prestam serviços em relações com a administração pública. O PL prevê multas de até 30% do faturamento da empresa envolvida, além de veto a participação em licitações. Traria um risco tão grande para as empresas que é possível imaginar que a conduta empresarial no Brasil mude por força da exposição ao risco: perder uma licitação passa a ser pouco perto do risco de ganhar de forma fraudulenta. Não valerá a pena correr o risco, diz Guilherme Dantas, sócio- diretor do Dantas Lee Brock & Camargo Advogados. Além dessas pautas, dois outros projetos são prioridade para a CGU. O PL 6.619/2009 torna hediondos e passíveis de prisão temporária os crimes de peculato, concussão, corrupção passiva e corrupção ativa. Há ainda a proposta de emenda constitucional 15/2011, proposta pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Cezar Peluso. O objetivo é alterar o regramento do recurso especial e do recurso extraordinário, justamente para, ainda que admitidos referidos recursos, não atrapalhar o trânsito em julgado da decisão que os comporte, diz o advogado Guilherme San Juan Araujo. Na prática, isso levaria ao cumprimento imediato das decisões proferidas pelos Tribunais de Apelação, independentemente da interposição de tais recursos. J.G. Dispõe sobre a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública nacional ou estrangeira e dá outras providências Recomenda que qualquer processo julgado em segunda instância produzirá efeito imediato, sem prejuízo de recurso à Corte superior. A ideia é evitar a prática excessiva de recursos, manobra protelatória para atrasar o veredito Lavagem de dinheiro será debatida em SP Os desafios das empresas de fomento mercantil na prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo é o tema do debate que acontecerá no próximo dia 9, em São Paulo. O evento é organizado por C&M Software, Associação Nacional das Sociedades de Fomento Mercantil (Anfac) e Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil de SP (Sinfac-SP). Informações em Gargalos que os advogados enfrentam Os escassos recursos do Poder Judiciário resultam na impossibilidade de instalação de varas judiciais legalmente criadas, causam lentidão no processo de informatização e dificuldades em ampliar o quadro de juízes e serventuários Definido pelo artigo 133 da Constituição Federal de 1988 como essencial à administração, a advocacia enfrenta, no entanto, uma série de dificuldades para concretizar seu papel legal de garantir a todas as pessoas o direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório dentro do devido processo legal. Alguns dos principais gargalos dizem respeito à organização do Poder Judiciário. A falta de estrutura em muitos cartórios é um dos exemplos. Em muitos lugares onde deveria haver 18 cartorários há apenas dois ou três funcionários e, em muitos casos, um só cartório comporta várias Varas. Isso gera mau atendimento aos advogados e lentidão na tramitação processual. O problema se agrava ainda mais porque hoje, felizmente, a demanda por justiça cresceu. A Constituição Federal de 1988 ampliou os direitos da população; assim como uma série de novos códigos e da legislação infraconstitucional. Assim sendo, milhões de novos conflitos estão sendo levados à análise e resolução dos tribunais. Outra grave dificuldade está voltada à escassez de recursos do Judiciário, que acaba agravando todos os outros problemas. Ainda sem ter concretizada sua devida autonomia financeira, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo tem sofrido com os sucessivos cortes, às vezes superior a 50%, nas suas propostas de orçamento anual. Dez anos atrás, o Judiciário paulista tinha cerca de 6% dos recursos do orçamento estadual, mas hoje esse percentual não representa nem sequer o equivalente a 4%. Isso faz com que os parcos recursos destinados à Justiça fiquem completamente comprometidos com a folha de pagamento e despesas de custeio, impedindo qualquer novo investimento para a expansão da estrutura da Justiça. Focada nesta preocupação, a OAB SP proveu a Campanha SOS-Justiça para sensibilizar os candidatos para os problemas do Poder Judiciário paulista. E, nas últimas eleições para governador, expôs aos candidatos que o acesso a uma boa justiça é tão importante para os cidadãos quanto a educação, a saúde, a mobilidade urbana e a segurança pública, porque a cidadania se constrói com acesso democrático à Justiça. O quadro de escassos recursos do Judiciário resulta na impossibilidade de instalação de novas varas judiciais já legalmente criadas, lentidão no processo de informatização e dificuldades em ampliar o quadro de juízes e serventuários. Certamente, essas questões vão afetar a rotina de trabalho do advogado, dos demais operadores do Direito e também o atendimento ao jurisdicionado. A violação das prerrogativas profissionais, conjunto de direitos garantidos em lei para o advogado possa atuar na defesa de seus patrocinados, constitui outro gargalo enfrentado pelos advogados. Nem sempre fica evidente para as autoridades judiciais que embora haja divisão de competências, não há hierarquia ou subordinação entre advogados, juízes e promotores. Essa garantia visa assegurar uma atuação independente de pressões ou ingerências na defesa, no sentido de permitir ao advogado salvaguardar todos os direitos de seu constituído.

14 14 Brasil Econômico Quarta-feira, 31 de outubro, 2012 EMPRESAS Editora executiva: Jiane Carvalho Subeditoras: Rachel Cardoso Patrícia Nakamura Mercosul Line faz planos de ampliar portos atendidos Empresa do armador dinamarquês Maersk Line projeta crescimento via Norte e Nordeste do Brasil Ana Paula Machado Depois de comandar a fusão de empresas no transporte rodoviário e levar a holandesa TNT Express a um outro segmento de negócios no Brasil, Roberto Rodrigues tem mais um desafio: convencer os clientes de caminhão que a distribuição via transporte marítimo é o mais viável em longas distâncias. Em dois anos que Rodrigues está à frente da Mercosul Line, uma empresa do grupo Maersk, ele conseguiu ganhos importantes. Em 2010, a companhia transportou 85 mil TEUs (medida para contêineres de 20 pés) e neste ano esse volume pode chegar a 110 mil TEUs. Além disso, trouxe para o navio cargas que eram essencialmente rodoviárias. Sempre vão existir cargas que são rodoviárias por sua essência, ou pelo perfil de uma determinada empresa. Mas, existem clientes que são convencidos de que a cabotagem é a melhor opção, principalmente quando o destino é Norte e Nordeste do país. Por isso, há estudos para aumentar o número portos que vamos escalar no ano que vem, disse Rodrigues. Hoje, a Mercosul Line tem escalas nos portos de Manaus, Suape (PE), Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí (SC) e Itaguaí (RJ). A ideia é parar os navios também nos terminais de Salvador (BA) e Pecém (CE). Temos três navios próprios operando nos portos em Pecém, além de um serviço em conjunto com outra empresa. Queremos escalar este terminal com nosso navio, como também em Salvador. Há carga suficiente para a região que justifica o aumento da operação, afirmou Rodrigues. Rodrigo Capote Roberto Rodrigues: Hoje temos cerca de 50% do transporte por navio de carga frigorificada no Brasil 24% de tudo que a Mercosul Line transporta são cargas internacionais, principalmente da Maersk Line Segundo o executivo, os navios que partem de Itajaí sobem com cerca de 90% da capacidade instalada ocupada. Geralmente, as embarcações levam muita carga frigorificada, material de construção, além de bobinas de aço. No frete de retorno, em contrapartida, os navios partem de Manaus 60% cheios. De lá o que mais se transporta são produtos eletroeletrônicos, bebidas e garrafa pet. A região que mais cresce no país é a Norte/Nordeste. E, além disso, em razão das obras da Copa do Mundo e o movimento está a todo vapor. Agora, o frete de retorno não compensaria aumentar o número de navios em serviço. Por isso, optamos por escalar mais portos e assim, atender a demanda hoje existente na região, afirmou. O trajeto de Manaus a Santos leva em média 14 dias de navio, segundo Rodrigues. No ano que vem, com a nova legislação do transporte rodoviário, que prevê uma carga horária para o motorista de oito horas, com a cada meia hora de descanso, o tempo de viagem ficará igual ao do navio. Hoje, um caminhão demora cerca de 11 dias entre os dois portos. A expectativa é que com essa medida a demanda aumente muito na cabotagem. Além disso, o próprio crescimento econômico, em torno de 4% em 2013, também deve levar muitas empresas a pensar na navegação costeira como parte de sua matriz de transporte. Será um ano bom para a companhia, ressaltou o executivo. Segundo Rodrigues, a meta é crescer cerca de 10% o transporte no ano que vem, chegando a em torno de 120 mil TEUs. Divulgação Mais uma chinesa no Brasil Novo Haval M4, utilitário da Great Wall, no Salão do Automóvel Great Wall, presente no Salão do Automóvel, deve iniciar suas operações no país em 2013 Jair Oliveira Depois da JAC e da Chery, a Great Wall deve ser a próxima montadora chinesa a construir uma fábrica em solo brasileiro. A informação foi revelada pelo diretor de marketing da marca, Gao Dongxu. Ainda não há informações sobre o local onde será erguida a nova unidade de produção ou quanto a empresa pretende investir no País. No entanto, o diretor revelou que a companhia procura um parceiro local para tocar a empreitada. No total, a produção deve girar em torno de 100 mil automóveis por ano. O projeto de investimentos será entregue pela Great Wall ao governo brasileiro no final deste ano e já estará dentro das regras do Inovar-Auto, o novo regime do setor automotivo. A marca espera começar suas operações no Brasil em meados de A Great Wall já começou a antecipar o que os brasileiros podem ver nas ruas. A marca, que participa do Salão do Automóvel, expõe em seu estande a picape Wingle 5 nas versões cabine simples e dupla, o hatch Voleex C10 e os utilitários esportivos Haval M4 e H6.

15 Quarta-feira, 31 de outubro, 2012 Brasil Econômico 15 Marcos Issa/Bloomberg ESTRATÉGIA Smiles lança voo exclusivo para Nova York O programa de relacionamento da GOL, o Smile, terá voos exclusivos para a metrópole americana entre 15 de dezembro e 17 de fevereiro de O Smiles acaba de lançar mais uma operação especial aos seus clientes: o voo exclusivo Smiles para Nova York. A nova operação, de caráter não regular, já está disponível para compra aos clientes do programa. O BRASIL ECONÔMICO havia antecipado, em janeiro, a estratégia da GOL de retomar voos para destinos internacionais. IBM quer US$ 7 bi com cloud global até 2015 Murillo Constantino Companhia lança o SCE+ e mira nos grandes players para continuar crescendo no Brasil Juliana Ribeiro Com os olhos voltados para o mercado de cloud computing, que também cresce por aqui, a IBM lança mais uma ferramenta para seus clientes brasileiros. Trata-se do SmartCloud Enterprise Plus (SCE+), um serviço de cloud privado compartilhado, voltado principalmente para empresas de grande porte. A novidade é resultado, em parte, dos investimentos de US$ 3 bilhões que a companhia fez em pesquisa & desenvolvimento de novas ferramentas. Esse é um mercado com muito potencial. Nossa meta é chegar a US$ 7 bilhões de receita global em cloud até 2015, explica Gustavo Annarumma, leader de cloud computing da IBM para a América Latina. A nova ferramenta oferece infraestrutura de tecnologia para gestão dos diversos setores de uma companhia de forma integrada, com o apoio da IBM. Administramos o ambiente e assim as empresas podem direcionar o tempo, custo e mão de obra que seriam usados no gerenciamento da nuvem, para outras prioridades do negócio, explica José Luis Spagnuolo, diretor de Cloud Computing da IBM Brasil. De acordo com Spagnuolo, o SCE+ atende às necessidades de empresas de grande porte, já que permite à administração, fazer o levantamento dos custos A FORÇA DA NUVEM Investimentos da IBM dentro e fora do Brasil em cloud computing, em US$ bilhões Fonte: empresa INVESTIMENTOS EM HORTOLÂNDIA 0,02 APORTE GLOBAL EM P&D RECEITA GLOBAL EM ,0 7, Annarumma e Spagnuolo: mercado brasileiro de cloud em expansão de uso e armazenagem de dados em nuvem utilizado por departamento e deixar a gestão dos dados para IBM. É voltado para empresas que precisem de cerca 15 máquinas virtuais, o que deve significar investimento de R$ 20 mil mensais, aproximadamente, diz. Já o SCE, ferramenta da companhia que está há mais tempo no mercado, é indicado para empresas de menor porte, já que além do custo bastante reduzido e do formato de cobrança do uso por hora, exige que um funcionário faça todo o monitoramento e abasteça o sistema. Nesse caso, oferecemos a solução de gestão, mas a administração dos dados fica com o cliente, explica o executivo. Para fazer a armazenagem dos dados de seus clientes, a IBM investiu R$ 40 milhões na ampliação do data center em Hortolândia (SP), antes de lançar o SCE+. Além da unidade do interior paulista, a companhia conta com outros cinco no Japão, Estados Unidos, Alemanha, França e Canadá. Novos centros virão em breve, indica Annarumma. De acordo com o executivo, a unidade de Hortolândia tem capacidade infinita, já que os investimentos na ampliação vão sendo feitos de acordo com o crescimento da demanda. Como parte de seu plano de expansão e ciente da crescente demanda do mercado, a IBM, em parceria com a SAP, anunciou em julho o lançamento de um serviço de outsourcing voltado para bancos de pequeno e médio porte. Com ele, as empresas podem se concentrar em sua atividade principal e deixar a segurança e gestão da informação conosco, diz Spagnuolo. Para se ter uma ideia do potencial desse mercado, levantamento do IDC aponta que os serviços em nuvem pública, devem movimentar US$ 100 bilhões até 2016 no mundo e US$ 40 bilhões até o final deste ano. Supermercados terão Natal mais fraco este ano Vendas de produtos natalinos devem crescer 14,4% em volume, abaixo de 2011 Vivian Pereira Reuters Chris Ratcliffe/Bloomberg Supermercadosestãomenosotimistascomascomprasdefimdeano Os supermercados brasileiros devem ver as vendas de produtos típicos de Natal crescerem menos em relação a 2011 no período de festas de final de ano, o mais importante para o setor, com desaceleração de vendas de itens importados como consequência do dólar valorizado. A associação que representa os supermercadistas no país, Abras, estimou que as vendas de produtos natalinos aumentem 14,4% este ano em termos de volume, projeção inferior à traçada para o ano passado, de alta de 15,6%. Embora a entidade não tenha uma confirmação das vendas realizadas em relação às expectativas, os números tendem a ser muito próximos das projeções, segundo o superintendente da Abras, Tiaraju Pires. A estimativa menos otimista reflete uma retração nas vendas de produtos importados que, segundo a entidade, devem subir 7,1% este ano, metade do crescimento esperado para 2011, de 14% no período, em função da valorização do dólar ante o real. Esse movimento já era esperado com a disparada do dólar, e é a única preocupação... o restante está dentro da normalidade, disse Pires. Dentre os importados, as vendas de frutas especiais devem crescer 11,1%, ante alta de 12,9% em 2011, enquanto os vinhos devem crescer 8,6%, contra salto de 12,2% em Já na cesta de produtos típicos o maior volume de vendas deve ser registrado por peixes congelados, com alta de 19,7% no final do ano, seguido por cerveja (+18,9%) e refrigerante (+18,5%). Em contrapartida, os preços desses produtos também devem ter elevação ante 2011, liderados por cerveja, com alta de 15,3%, frango congelado e refrigerantes, com aumentos de 15,2% e 14,3%, respectivamente. Vendas crescem em setembro A Abras também informou que as vendas reais dos supermercados brasileiros subiram 4,91% em setembro na comparação com o mesmo mês em 2011, enquanto em relação a agosto houve crescimento de 0,21%. Nos nove meses até setembro, o setor acumulou alta de 5,5% nas vendas, em linha com a previsão da associação para o fechado de 2012, de crescimento de cerca de 5%. O resultado vem se mantendo, com o cenário econômico não mostrando mudanças significativas, afirmou Pires, citando taxa de desemprego em baixa e aumento da massa salarial. A estimativa é manter este patamar e atingir a meta no ano.

16 16 Brasil Econômico Quarta-feira, 31 de outubro, 2012 EMPRESAS Qilai Shen/Bloomberg MINERAÇÃO Preços do minério de ferro devem cair 10% Os preços do minério de ferro podem cair quase 10% nos próximos três anos, à medida que o crescimento econômico da China, maior consumidora, desacelera, e ameaça prejudicar lucros de mineradoras globais como Vale, Rio Tinto e BHP Billiton, segundo pesquisa da Reuters. A previsão para para o minério de ferro é de uma média de US$ 120 por tonelada em 2013, queda sobre os estimados US$ 126 neste ano, à medida que a produção de aço bruto chinesa se enfraquece. EDP vende menos energia no país e lucro cai para R$ 26,5 mi Companhia divulga hoje resultado que será penalizado pela queda de 7,4% nas vendas Rafael Palmeiras A EDP Energias do Brasil vai apresentar hoje, logo após o fechamento do mercado, um resultado bem menos robusto do que o visto no terceiro trimestre de A empresa deve anunciar uma desaceleração no lucro líquido do terceiro trimestre, que segundo projeção baseada na estimativa de duas casas (Citi e J. Safra), deve atingir R$ 26,5 milhões. O resultado 71,3% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior já era esperado. No dia 16 de outubro, a companhia comunicou o mercado que houve uma redução de 7,4% no volume de energia vendida no período que alcançou 2.012,3 gigawatts/hora (GWh). No mesmo sentido, ocorreu queda de 8,8% no consumo industrial no período, enquanto a energia em trânsito consolidada no sistema de distribuição (USD), destinada ao atendimento do consumo dos clientes livres, caiu 0,3%. Ainda de acordo com as estimativas do mercado, a EDP Energias do Brasil deve divulgar queda também no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) que pode encerrar o período em R$ 265 milhões. Segundo os analistas, os impactos são motivados pelos altos preços no mercado spot, assim como pelos atrasos no início das operações da termelétrica de Pecém, que obrigou a companhia a comprar Dado Galdieri/Bloomberg EDP vem registrando queda no consumo industrial de energia APAGÃO NO RESULTADO EDP deve divulgar queda no lucro, em R$ milhões 3º trimestre de º trimestre de 2012 LUCRO LÍQUIDO RECEITA LÍQUIDA 92,3 26, EBITDA Fonte: empresa e corretora 0 *expectativa 300 do mercado energia de terceiros para cobrir seus compromissos comerciais. Já a receita líquida deve totalizar R$ 1,45 bilhões, com alta de 9,85% na comparação, motivado, principalmente, pela alta (11,3% em média para os usuários finais) nas tarifas da distribuidora Escelsa. Em distribuição, os custos mais elevados da geração de energia de reserva e os custos influenciados pela desvalorização do real sobre o dólar continuam a pressionar o lucro, mas esses custos são repassados diretamente para as tarifas e, consequentemente, neutros para a valoração, ponderam os analistas da Citi por meio de relatório. Retomada Se as projeções para o terceiro trimestre são baixas, para o longo prazo o cenário é diferente. Nos planos da empresa estão a adição de 308 megawatts médios (MW) com a incorporação de novos projetos de geração, que devem contribuir com R$ 250 milhões para o Ebitda de O projeto de geração Jari deve somar R$ 198 milhões ao Ebitda de Já o projeto Feijão, deve somar 25,7 MW médios, contribuindo com R$ 25 milhões em 2016, destaca Sérgio Tamashiro do J.Safra. A companhia não possui concessões expirando antes de 2024, oferecendo à Energia do Brasil pouca exposição à Medida Provisória 579, que impõe novas tarifas para o setor. Porém o analista do J.Safra ressalta que o terceiro ciclo de revisão tarifária, programado para o terceiro trimestre de 2013, deve reduzir o Ebitda da distribuidora Escelsa em 17% para R$ 270 milhões que será vista em No longo prazo, estamos também considerando um crescimento de 2,7% ao ano nas vendas no mercado cativo, em média para toda classe de consumidores, ponderou o analista por meio de relatório. Autorizada compra da Celpa por Equatorial Equatorial terá que fazer um investimento de R$ 700 milhões em até dois anos Leonardo Godoy Reuters A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a transferência do controle da distribuidora paraense Celpa, do Grupo Rede Energia, para a Equatorial Energia. Segundo a Aneel, a Equatorial deverá fazer aporte de capital de R$ 700 milhões na Celpa em uma ou mais parcelas, em até dois anos. A primeira injeção de recursos na paraense, de pelo menos R$ 350 milhões deve ser feita ainda neste ano. A Aneel também informou que autorizou a Celpa a converter em investimentos em sua infraestrutura os pagamentos de compensações a consumidores pelo descumprimento de metas de indicadores de qualidade. Essas eram as duas últimas pendências, no âmbito da Aneel, para a conclusão da compra da Celpa pela Equatorial. A Celpa estava em processo de recuperação judicial e era a única das nove distribuidoras do Grupo Rede que não sofreu intervenção. Ao assumir a Celpa, companhia que atende a 1,8 milhão de consumidora no Pará, a Equatorial Energia atenderá a uma área de concessão contígua à da Cemar, distribuidora maranhense que já controla, podendo obter sinergias. A Equatorial adquiriu a distribuidora do Pará por R$ 1, assumindo 39,1 milhões de ações de emissão da Celpa. Azul tira TV do papel, após investir R$ 100 milhões Novo serviço já é realidade nos voos de 40 aviões da companhia que tem a Sky como parceira Gabriel Ferreira Entrar em um avião e perder completamente o contato com o que acontece em terra. Aos poucos, essa realidade começa a fazer parte do passado, graças ao surgimento de tecnologias que permitem a chegada de sinais de TV e celular aos aviões. No Brasil, um dos últimos movimentos neste sentido foi anunciado ontem pela Azul, que passa a a transmitir TV ao vivo na maioria dos voos que opera. Esse será o nosso mais importante diferencial de mercado, afirma Gianfranco Beting, diretor de Marketing da Azul. Em um primeiro momento, os voos da Trip, recentemente incorporada pela companhia, não contarão com a TV ao vivo a bordo. O serviço, que está disponível em 40 dos 60 aviões da Azul, dá ao passageiro a possibilidade de assistir à programação de 48 emissoras, entre abertas e fechadas. Dentro de algumas semanas o número de canais deve chegar a 80, diz Beting. Segundo a companhia, o novo serviço não acarretará em maiores custos aos consumidores. O projeto de oferecer essa opção de entretenimento aos passageiros não é bem uma novidade na Azul. Desde que David Neeleman iniciou as operações da empresa, em 2008, já se falava na ideia. Estamos trabalhando nesse sentido desde a fundação da companhia, diz Beting. De lá para cá, a Azul investiu R$ 100 milhões para viabilizar a implementação do plano. A demora e os altos investimentos necessários para concretizar o projeto estão relacionados à necessidade de desenvolver uma nova antena e um software que possibilitasse a recepção do sinal gerado pela Sky, parceira da Azul no serviço. O trabalho de adaptação foi desenvolvido em conjunto pelos engenheiros da Azul, da Sky e da LiveTV, uma empresa fundada por Neeleman, quando o empresário buscava criar o sistema de TV ao vivo na JetBlue, companhia aérea americana criada por ele na década de A escolha pela Sky para desenvolver o novo serviço com a Azul é resultado da longa parceria entre a americana DirecTV, controladora da operadora brasileira, com as companhias fundadas por Neeleman. Ele foi uma das primeiras pessoas a buscar uma solução para incluir esse tipo de serviço em uma empresa de aviação. Desde essa época David e a DirecTV cultivam uma ótima relação, afirma Beting. A americana JetBlue iniciou o serviço de transmissão de TV, em parceria com a DirecTV, há mais de 10 anos.

17 Quarta-feira, 31 de outubro, 2012 Brasil Econômico 17 INOVAÇÃO E TECNOLOGIA NOS CINCO CONTINENTES UMA DAS PRINCIPAIS EMPRESAS DE TI DO BRASIL escritórios 02 indracompany.com

18 18 Brasil Econômico Quarta-feira, 31 de outubro, 2012 ENCONTRO DE CONTAS 96% foi a valorização no mercado do jogador Bernard, do Atlético-MG, cujo valor passou de 8,7 milhões para 14,5 milhões (R$ 38 milhões), segundo avaliação da Pluri Consultoria. FÁBIO SUZUKI Samsung lança TV para poucos Líder do mercado de televisores no país, a Samsung aproveita o crescimento no consumo de aparelhos com mais de 46 polegadas para lançar nesta semana a Smart TV ES9000. Com 75 polegadas, esse é o maior modelo fabricado pela companhia e chega às lojas custando em torno de R$ 30 mil. Para a companhia, a justificativa para o alto valor do produto está nas novidades do televisor que, além do tamanho, traz uma câmera retrátil na parte superior da tela e melhora em até 30% a imagem e 60% o brilho dos aparelhos de LED do mercado. O consumidor brasileiro tem buscado desejos cada vez maiores, afirma André Sakuma, gerente de TVs da Samsung. Segundo ele, os televisores com mais de 46 polegadas já representam mais de 10% do mercado nacional. Esse novo modelo da empresa já é comercializado na Coreia do Sul, Estados Unidos e Inglaterra. Divulgação André Sakuma, da Samsung: mercado de telas grandes em alta Escola do RJ integra lista das mais inovadoras do mundo O Colégio Estadual José Leite Lopes/NAVE, na Tijuca, no Rio de Janeiro, foi eleito pela Microsoft como uma das 20 escolas mais inovadoras do mundo e passa a integrar o seleto grupo intitulado Super Mentor Schools pela empresa de tecnologia. Com a indicação, representantes da instituição participarão no próximo mês do encontro mundial Microsoft Partners in Learning, que ocorre em Praga, na República Tcheca. O NAVE é um programa de ensino realizado em parceria entre o Oi Futuro e a Secretaria de Estado de Educação. GIRO RÁPIDO Ao longo deste mês de outubro, a operadora Claro ampliou para 36 cidades a cobertura do serviço 3G Max, denominação para a tecnologia HSPA (High Speed Packet Access) que permite atingir a velocidade média de navegação na internet de até 3Mbps. Com a expansão, a empresa passa a abranger 1097 cidades por todo o país. O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) lança na tarde de hoje em seu auditório a publicação Cadernos BDMG", que tem como objetivo disseminar ideias e informações sobre o desenvolvimento econômico e social do estado de Minas Gerais através de artigos. A fabricante de meias e cuecas Lupo abrirá oito novas lojas por todo o país até o final de novembro. Entre elas está a unidade de 70 metros quadrados inaugurada nesta semana no Shopping Riomar, em Recife. Hoje com 223 lojas, a empresa deve encerrar o ano com um total de 232 unidades. As companhias ALE Combustíveis, Randon e JBS são as vencedoras do Prêmio Lide de Empreendedorismo na categoria Empresa do Ano. A premiação faz parte da programação do - 3º Fórum de Empreendedores, evento que será realizado entre os dias 9 e 11 de novembro, em Águas de São Pedro, no interior de São Paulo. FRASE Se não tivesse a Copa, ficaríamos jogando nesses estádios velhos até cair um Ronaldo Integrante do Comitê Organizador Local (COL), sobre os novos estádios que ficarão como legado após o evento. Luiz Fernando Menezes/O Dia Disney compra a LucasFilm Divulgação Negócio de US$ 4,05 bi envolve novo Stars Wars e integração do conteúdo ao parque temático A Walt Disney disse que firmou acordo para comprar a produtora de filmes de George Lucas, a LucasFilm, por US$ 4,05 bilhões. A Disney disse que haverá uma nova série de filmes Star Wars como parte do acordo, com o primeiro deles previsto para George Lucas, um ícone de Hollywood conhecido por exercer controle sobre os mínimos detalhes do universo ficcional que criou, continuará como consultor de criação. A Disney vai pagar metade do valor em dinheiro e emitirá cerca de 40 milhões de ações quando fechar a aquisição do estúdio. Pelos últimos 35 anos, um dos meus maiores prazeres têm sido ver Star Wars passar de uma geração para outra. Agora é hora de passar Star Wars para uma nova geração de cineastas, disse Lucas, justificando a venda, em comunicado. Outra novidade apresentada no comunicado foi a de que o conteúdo de Star Wars será integrado a rede de parques temáticos da Disney, na cidade de Orlando, na Flórida, além de Anaheim, Paris e Tóquio. No parque Hollywood Studios, já há uma atração relacionada aos filmes, o simulador Star Tours. A empresa espera com essas estratégias, florescer o trabalho da Lucasfilms por mais 35 anos. A Disney informa que a aquisição foi inspirada nas compras milionárias feitas pela empresa, da Pixar, em 2006, e da Marvel, em Reuters com Redação Chip Somodevilla/AFP Vai ao ar hoje episódio da série cômica sobre o ciclista banido South Park exibe sátira sobre Lance Armstrong Ícone de Hollywood, George Lucas continuará como consultor do universo estelar criado há 35 anos Comedy Central informa em nota que aborda recente notícia de um ícone que traiu o mundo A série de animação South Park terá um episódio ironizando um ex-ídolo do esporte, à imagem e semelhança do ciclista Lance Armstrong, banido das competições pelo uso de doping. Em uma chamada divulgada pelo canal Comedy Central, um episódio da série cômica mostra os moradores da fictícia South Park numa fila para retirar pulseiras amarelas. Essas pulseiras são um símbolo da entidade Livestrong, criada pelo ciclista depois de se curar de um câncer. O episódio, que vai ao ar hoje, não cita Armstrong nominalmente, mas o Comedy Central disse em nota que aborda a recente notícia de uso de drogas por um amado ícone, que deixou o mundo se sentindo perdido e traído. Armstrong, de 41 anos, teve todos os seus títulos esportivos cassados, inclusive as sete vitórias que obteve na Volta da França. Reuters

19 EMPRESAS Quarta-feira, 31 de outubro, 2012 Brasil Econômico 19 US$ 1,2 milhão Foi o valor investido na sede da New Era, inaugurada em São Paulo. A empresa vende cerca de 1 milhão de bonés por ano no país. CRIATIVIDADE E MÍDIA Repaginado, Café Pilão volta à mídia e aposta em bordões Carolina Marcelino PARA LEMBRAR Candida vira referência Muitas pessoas usam a palavra Cândida como sinônimo de água sanitária. É que a marca Super Candida é, tradicionalmente, referência na mente das donas de casa quando o assunto é produto de limpeza. Aos 65 anos, a Indústrias Anhembi, detentora da marca, ingressou agora na categoria de alvejantes sem cloro. Há um ano longe da mídia, o Café Pilão reaparece nesta semana completamente repaginado. Em nova campanha que poderá ser vista em filmes na TV, ações digitais, merchandising, promoções em pontos de venda e encartes em revistas, a tradicional marca, comprada pela D.e.Master Blenders 1753 este ano, mantém o apelo emocional que sempre a acompanhou, apesar das novidades. De acordo com o diretor de marketing da Master Blenders, Ricardo Souza, a estratégia não envolve um reposicionamento e sim uma repaginação. O nosso público alvo continua sendo mulheres das classes ABC. Nós apenas reformulamos os sabores e as embalagens, explicou o executivo. Para agradar os mais diversos paladares, a Linha Aroma, que já existia, ganhou fórmulas diferentes: leve, tradicional e intenso. Agora o gosto de café fica por mais tempo na boca do consumidor, explicou o diretor de marketing. A comunicação dessas mudanças será levada por meio de três filmes, criados pela Talent. Cada um deles apresenta personagens saboreando o café ao redor de pessoas queridas. No fim de cada história aparece bordão criado pelos próprios personagens. São eles: Uau! Tô sem palavras / Oh my God / Nossa, Bia, experimenta isso. Toda a campanha deve ter duração de oito meses. Durante este período, a marca Pilão ainda vai lançar três novos sabores para a Linha Premium: descafeinado, nobre e original. Sem revelar os valores investidos na ação, Souza afirmou apenas que esta foi a maior verba já destacada para uma campanha publicitária da marca. Queremos mostrar a importância dos nossos clientes. Por isso, cada final de comercial é feito pelo consumidor, a pessoa mais importante para o Pilão, completou o diretor de marketing da Master Blenders. NO MUNDO DIGITAL Fotos: divulgação Y&R leva crianças ao mundo do Danoninho A Danone lançou campanha para divulgar o leite fermentado da marca. Com o filme Fábrica Verde, apresenta a embalagem sustentável do produto, desenvolvida pela Braskem. A agência Y&R assina a ação em que crianças vão à fábrica de Danoninho junto com o Dino, o personagem da marca. BBC HD escolhe a Media Contacts Fresh apresenta novo suco em ação Campanha digital da Tim ganha terceiro filme A Tim lançou o terceiro filme da campanha digital Só se fala em outra coisa. Desenvolvida pela agência W+K, a ação é inspirada no conceito ilimitado do plano pré-pago Infinity. A ação promete gerar conteúdo divertido, memes, fotos e gifs para que os internautas tenham sobre o que conversar. Os dois primeiros vídeos da campanha Dona High 5 e Foca na Vida já contabilizam mais de 1,6 milhão de visualizações. VAIVÉM RICARDO BIG PASSOS Coordenador criativo do estúdio de ilustração 3D do Big Studios A Media Contacts, agência do Grupo Havas, conquistou a conta digital da BBC HD, canal britânico de propriedade da BBC. A agência será responsável pelo lançamento da plataforma on-line do canal no Brasil, que inclui compra de mídia em portais e gerenciamento e monitoramento de ações nas redes sociais. Em parceria com a agência Babel, Fresh lançou a campanha Vale a pena experimentar. O filme, com versões de 15 e 30, será veiculado na TV aberta. A atriz Tais Araújo é a garotapropaganda da marca, que está produzindo o suco em pó com uma nova fórmula. O diretor de Arte Ricardo Big Passos assume a coordenação criativa do estúdio de ilustração 3D Big Studios, localizado em São Paulo. Responsável por toda a área de desenvolvimento de artes, o profissional atuará na produção e criação de peças, utilizando sua expertise como diretor de Arte acumulado nos seus 12 anos de carreira. Passos já trabalhou em agências como Fischer, DM9, Talent e NeogamaBBH. O publicitário acumula prêmios, entre eles dois leões em Cannes. COM A PALAVRA......HUMBERTO MENDES Vice-presidente executivo da Federação Nacional das Agências de Propaganda O sr. está lançando o livro Propaganda: o caminho das pedras. Quais são as principais dificuldades dos criativos hoje? Falta aos nossos criativos maior liberdade de expressão e, às vezes, um pouco mais de discernimento que conduza à valorização do ser humano e, principalmente, da mulher e não o contrário, como vem acontecendo em muitos dos anúncios e filmes que são veiculados. Uma criação medíocre, ou mesmo preconceituosa, denigre a imagem do negócio da propaganda. As mídias digitais ajudam ou atrapalham a criação? Não atrapalham desde que feitas por profissionais especializados, tanto na agência quanto no anunciante. É preciso investir na formação de profissionais que exerçam de forma competente a atividade, uma vez que os maiores custos aparecem quando é preciso refazer um trabalho que foi mal executado. Não adianta querer que um criador de filmes para TV faça com a mesma competência um banner para a web. O Brasil tem sido muito elogiado quando o assunto é publicidade, mas sabemos que há um longo caminho a percorrer. O que o sr. acha que ainda falta? Ainda temos muito a avançar no sentido de esclarecer que o marketing não é simplesmente um anúncio, não é apenas um comercial de TV, mas é uma ciência que determina todas as regras do jogo de produção, de vendas e de negócios de um modo geral. É preciso conscientizar as pessoas de que propaganda é uma partícula de um todo que se chama marketing. C.M.

20 20 Brasil Econômico Quarta-feira, 31 de outubro, 2012 INOVAÇÃO & EDUCAÇÃO Editor executivo: Gabriel de Sales Cidade de São Paulo terá seu próprio plano educacional Projeto Municipal de Educação, em discussão há quatro anos, deve ser votado no primeiro semestre de 2013 Murillo Constantino 10 METAS PARA O ENSINO EM SP Plano Municipal de Educação Haddad: novo prefeito terá como desafio implementar projeto educacional definido pela sociedade civil Regiane de Oliveira O trabalho na área de educação é a bandeira mais forte do prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). Mas isso não significa que ele terá carta branca para fazer somente seu projeto de governo. A capital paulista luta há quatro para aprovar um Plano Municipal de Educação (PME) com metas definidas em conjunto com a Financiamento é a questão polêmica do plano, já que movimentos sociais criticam opção petista sociedade civil para o ensino. Tratase de um plano de estado, que, assim como o Plano Nacional de Educação (PNE) hoje em discussão no Senado, vai traçar as diretrizes para a ação na área educacional nos próximos dez anos. O projeto de lei (PL nº 415/2012), que estava parado desde 2010 na Prefeitura de São Paulo, foi encaminhado na semana passada para a Câmara dos Vereadores e publicado no Diário Oficial mas só após o Ministério Público do Estado, por meio do seu Grupo de Atuação Especial de Educação (Geduc), instaurar um inquérito público questionando o atraso. O PME ainda não está fechado. Por enquanto, foram definidas 22 metas (ver dez delas no infográfico ao lado). Vamos abrir uma audiência pública para aprimorar o texto, diz o vereador Cláudio Fonseca (PPS), presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal. A expectativa é que o projeto seja votado até o final do primeiro semestre e entre no Plano Plurianual que será discutido em Dentre os pontos que já foram alvo de discussão e acabaram sendo suprimidos no trânsito do papel pela prefeitura está a questão de financiamento. Foram retirados do projetos questões como o uso do Custo Aluno Qualidade Inicial (Caqi) e também o percentual de investimentos em manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE), afirma Denise Carreira, coordenadora da área de educação da Ação Educativa. O financiamento em educação está definido na Lei Orgânica do Município. Desde o governo Marta Suplicy, quando foi feita a última mudança, ficou determinada a aplicação de 25% dos recursos da prefeitura para MDE e 6% para inclusão (com compra de material e uniforme, por exemplo). Os movimentos sociais questionam essa mudança, pois anteriormente, eram aplicados 30% só em MDE. A meta é voltar aos 30% para MDE mais os recursos para inclusão, explica Denise. Essa questão também passará por consulta pública e, caso aprovada a mudança no financiamento, será um desafio para o prefeito petista. Há várias semelhanças entre a demanda da sociedade paulistana e o plano para a educação apresentado pelo prefeito eleito. O Mais Educação - Programa Educação Integral de Haddad, tem como uma das principais diretrizes ampliar o tempo de permanência do estudante sob os cuidados da escola e resgatar o conceito original da função dos Centros Educacionais Unificados (CEUs), que foram lançados na gestão de Marta Suplicy, também do PT. A meta é a abertura de 20 CEUs. O prefeito também prometeu universalizar o atendimento de crianças na faixa etária de 4 e 5 anos, com a unificação das creches com a pré-escola, que vão atender em um único local crianças Universalizar, até 2014, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos Atender, até 2016, 60% da demanda efetiva da população de até 3 anos e 11 meses Universalizar, até 2020, o atendimento escolar da população de até 3 anos e 11 meses Assegurar, até 2020, que, no mínimo, 95% da população de 6 a 14 anos conclua o ensino fundamental em 9 anos 3 Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos Elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85% na faixa etária acima mencionada Universalizar, até 2016, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino Alfabetizar, até 2016, todas as crianças com até 8 anos de idade Oferecer, até 2014, educação de 6 horas diárias de duração na pré-escola Oferecer, até 2014, educação em tempo integral em 50% das escolas de ensino fundamental Oferecer, até 2020, educação em tempo integral em 100% das escolas de ensino fundamental Promover a melhoria da qualidade da educação ofertada em todos os níveis e modalidades da educação básica Elevar, até 2018, a escolaridade média da população de 18 a 24 anos, de modo a alcançar, no mínimo, 12 anos de estudo, prioritariamente para as populações dos distritos de menor escolaridade na cidade de São Paulo e dos 25% mais pobres, com vistas à redução da desigualdade educacional Erradicar, até 2016, o analfabetismo absoluto Reduzir em 50%, até 2016, o analfabetismo funcional 10 Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas da Educação de Jovens e Adultos na forma integrada à educação profissional, nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio Oferecer, até 2018, ensino médio integrado a 100% dos jovens e adultos que desejarem uma profissionalização em nível médio Fonte: PL /2012 de zero a cinco anos. A estratégica de Haddad contempla ainda a construção de pelo menos 172 Centros de Educação Infantil, por meio de adesão ao Programa Pró-Infância do Governo Federal. No quesito reorganização do currículo, o candidato promete divulgar junto à rede municipal as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, o que, na prática, significa voltar ao básico do que deveria ser exigido pela educação. Denise não vê conflito entre o programa de governo de Haddad e o projeto de estado, que será votado. Não é uma questão de briga, mas de complementação. A prefeitura tem que mostrar quais serão suas estratégias para implementar o que está definido no PME e o que ela pode fazer para melhorar, diz. Por exemplo, no projeto de lei, há uma discussão sobre as creches. São Paulo teve uma redução da oferta direta de creches e berçários. O atendimento na cidade é feito em 70% dos casos por meio de convênios, diz. O modelo de educação integral é outra questão. Não adianta forçar uma escola a ter aula durante o dia inteiro se isso não acrescentar nada ao aluno. Plano sob pressão Em agosto de 2008, São Paulo iniciou um processo de construção de seu plano de educação, após muita pressão social. Foi instalada uma comissão executiva composta por vários segmentos sociais. Em 2010, mais de duas mil atividades foram realizadas para discutir as propostas. Essas ações foram sintetizadas na Conferência de Educação da Cidade de São Paulo, em junho de Ainda naquele ano, o plano foi enviado à Prefeitura.

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