Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT Ano V nº Indústria: Sinal Amarelo

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1 o Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT Ano V nº Indústria: Sinal Amarelo Fiesp e Iedi avaliam as perdas e os danos do baixo crescimento da economia Por Luiz G. Belluzzo "O câmbio é burro", disparou o vice-presidente José de Alencar na entrevista coletiva que se seguiu ao seminário Industrialização, Desindustrialização e Desenvolvimento patrocinado pelo Instituto de Estudos Para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na segunda-feira, 28 de novembro. No dia seguinte, os jornais julgaram prudente não presentear os leitores com surpresas: estamparam nas manchetes a justa indignação do vice. Já as matérias sobre o tema, ressalvadas as exceções de praxe, confirmaram as suspeitas de que o déficit de inteligência ronda sinistramente outras dimensões da vida brasileira, além da política cambial. Talvez o vice-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, João Sayad, ao se manifestar no encontro, tivesse razão em seu pessimismo: o ethos do desenvolvimento perdeu a parada para o pensamento único, material reciclado no atraso das sinapses do século XIX e reproduzido nos editoriais de jornalões e quejandos. Não é de hoje que os senhores da opinião pública travam a batalha contra a industrialização, a luz elétrica e o saneamento básico, em prol da febre amarela e do bicho-do-pé. Na essência, os argumentos do patrimonialismo caboclo outrora ancorado na propriedade da terra, hoje na finança continuam os mesmos: uma embolada de preconceitos, combatidos por Roberto Simonsen nas décadas de 20, 30 e 40. O discurso inaugural de Simonsen na fundação do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, em 1928, recebeu a reprovação agressiva das classes conservadoras e de seus ideólogos. Em seu livro Três Industriais Brasileiros, o grande Heitor Ferreira Lima reproduz o artigo de um comentarista da imprensa paulistana. Dizia o sábio: "Não temos condições para o desenvolvimento industrial, porque somos um país de analfabetos, com imigração de analfabetos e ainda em anarquia política, econômica e financeira... o problema do Brasil consiste em aproveitar suas terras, as mais vastas, inexploradas do globo". É preciso manter o debate seja político ou econômico ao rés-do-chão ou, em alguns casos, à altura das sarjetas, fora bengaladas esporádicas. Assim vamos tocando a bola em nossa sociedade de massas subdesenvolvida, sempre atolada no superávit dos primários. O seminário Fiesp-Iedi foi, em boa medida, inspirado pelas investigações da Unctad e do economista chileno Gabriel Palma da Universidade de Cambridge. Os trabalhos, usando metodologias distintas, identificaram a emergência de processos de desindustrialização precoce nos países da América Latina. O relatório da Unctad, Trade and Development Report de 2003 já analisado em CartaCapital quando de sua publicação, traz o subtítulo Acumulação de Capital, Crescimento e Mudança Estrutural. Uma avaliação profunda e certeira dos resultados das políticas de desenvolvimento praticadas na Ásia e na América Latina nas duas últimas décadas. Trata-se de um estudo histórico-comparativo sobre o desempenho dos países em desenvolvimento ao longo do movimento de transformação da economia global nas décadas de 80 e 90. O relatório classifica os países em desenvolvimento em quatro grupos. 1. Os de industrialização madura, como a Coréia e Taiwan que já atingiram um grau elevado de industrialização, produtividade e renda per capita, mas apresentam uma taxa declinante de crescimento industrial. 2. Os de industrialização rápida, como a China e a Índia que mediante políticas industriais e de incentivos às exportações favorecem elevadas taxas de investimento doméstico e graduação tecnológica apresentam uma crescente participação das manufaturas no produto, emprego e exportações. 3. Os de industrialização de enclave, como o México que, a despeito de aumentar sua participação na exportação de manufaturados, têm desempenho pobre em termos de investimento,

2 valor agregado manufatureiro e produtividade totais e, finalmente, 4. Os países em vias de desindustrialização, que inclui a maioria dos países da América Latina. Estão nesta turma os que, como o Brasil, alcançaram um certo grau de avanço industrial, "mas não foram capazes de sustentar um processo dinâmico de mudança estrutural mediante a rápida acumulação de capital e crescimento do PIB". Esses países, num ambiente de liberalização financeira e comercial, apresentam queda ou estagnação do investimento, participações declinantes da produção manufatureira no PIB. Gabriel Palma mostrou, em seu estudo, como esses países sofreram uma degradação da sua posição tecnológica e, sobretudo, não conseguem transformar os estímulos do crescimento das exportações em impulsos para a expansão da produção manufatureira doméstica. Já no relatório de 2002, a Unctad mostrava que nos anos 90 os países emdesenvolvimento da Ásia e América Latina não dançaram a mesma música.no que respeita à corrente de comércio, o Brasil manteve o market share (0,7%), enquanto os países do Sudeste Asiático e a China elevaram substancialmente sua participação. Os primeiros (Hong Kong, Coréia do Sul, Cingapura e Taiwan) promoveram um salto espetacular na sua fatia de mercado: de 6% do total mundial para 16%. A China também apresentou um crescimento relativo importante. Suas exportações de manufaturados passaram de 1,1% para 3,8%. Nos países asiáticos e, com menor intensidade, na China o aumento da participação das exportações de manufaturas foi acompanhado por um aumento correspondente na geração do valor agregado manufatureiro mundial (de 7% para 14% e de 3,3% para 5,8% respectivamente). Isso tem uma implicação importante: o valor das exportações se elevou com a maior integração da economia ao comércio internacional e induziu o crescimento da renda interna. Neste caso, pode-se concluir que houve um "adensamento" das cadeias produtivas domésticas que permitiram a apropriação do aumento das exportações pelo circuito interno de geração de renda e de emprego. Na América Latina, inclusive no México, a história foi outra. O México, diferentemente do Brasil e da Argentina, aumentou bastante sua participação relativa nas exportações mundiais (de 0,2% para 2,2%). Mas caiu a sua parte na formação do valor agregado manufatureiro global (de 1,9% para 1,2%), exprimindo a desarticulação das cadeias produtivas depois da assinatura do Tratado de Livre Comércio da América do Norte, o Nafta. Esse fenômeno já havia sido identificado por outros estudos que vêem o surgimento de uma nova e perigosa dualidade na economia mexicana. Na verdade, o norte do México já é uma extensão do espaço econômico americano. A trajetória de Brasil e Argentina mostra que a integração das economias foi mal concebida e isso determinou não só a desindustrialização relativa, como atesta o documento do Iedi apresentado no seminário, mas também na perda de posição no ranking do valor agregado manufatureiro. A participação do Brasil caiu de 2,9% para 2,7%. A Argentina marcou passo em torno de 0,9%. Para quem não sabe ou não gosta de dar nome às coisas função elementar do conhecimento humano, este fenômeno chama-se em linguagem corrente "desindustrialização". Na verdade, as décadas de 80 e 90 presenciaram um processo de desindustrialização relativa, entendida como a redução do coeficiente de valor agregado interno sobre o Valor Bruto da Produção. Rompidos os nexos interindustriais das principais cadeias de produção e reduzida a dimensão do setor de bens de capital, hoje a estrutura industrial brasileira pode ser comparada a uma nebulosa em que se sobressaem algumas grandes e médias empresas em cada setor, com parte da estrutura de apoio globalizada. Elas sobreviveram respondendo às mudanças macroeconômicas e às novas condições da concorrência internacional graças à modernização e à especialização, bem como ao acesso ao crédito público e internacional. Assim é possível entender por que a modernização empresarial dos anos 90 levou ao enfraquecimento estrutural da indústria manufatureira. O surgimento do capitalismo industrial é uma novidade histórica radical, uma ruptura com o ritmo modorrento do progresso econômico observado nos séculos anteriores. O economista Angus Maddisson, conhecido pela qualidade e acuidade de seus trabalhos econométricos, mostra de forma cabal em seu monumental estudo The World Economy, a Millenial Perspective a impressionante aceleração do crescimento da renda per capita depois de 1820, na posteridade da Revolução Industrial inglesa. O capitalismo industrial engendrou relações econômicas e formas de sociabilidade cujo desenvolvimento libertou a vida humana e suas necessidades das limitações impostas ao homem pela natureza. Constituiu relações de produção, estruturas técnico-econômicas e formas de convivência que dissolvem de forma implacável os nexos tradicionais. A "artificialização" da economia e da sociedade se acelera entre o fim do século XIX e os primórdios do século XX. Nesse período, ocorreram importantes transformações no núcleo de articulações do capitalismo. 1. A consolidação das práticas de financiamento e de pagamentos internacionais, sob a égide de um padrão monetário universal. 2. A metamorfose do sistema de crédito expressa no

3 aparecimento dos bancos de depósito que ajustam suas funções e formas de operação à nova economia comandada pela indústria. 3. A emergência de uma nova divisão social do trabalho, consubstanciada na crescente separação técnica e econômica entre o departamento de meios de consumo e o departamento de meios de produção. 4. A internacionalização capitalista sob a hegemonia inglesa "produz" a industrialização dos EUA e da Europa e, simultaneamente, a Periferia produtora de matérias-primas e alimentos. A industrialização supõe, além da diferenciação técnica e econômica do produto social entre os setores que produzem bens de consumo e os que geram os meios de produção, a irresistível tendência à "tecnificação" da agricultura e dos serviços. O dinamismo da economia moderna depende do aperfeiçoamento do sistema de máquinas. A transformação dos instrumentos de trabalho em capital fixo forma socioeconômica adequada à acumulação capitalista permite a utilização sistemática da ciência na produção moderna, a partir da apropriação do conhecimento social, ou seja, do general intelletc. Na órbita monetário-financeira, o desenvolvimento da economia capitalista suscitou simultaneamente a subordinação do sistema de crédito à lógica da acumulação produtiva e aos riscos da expeculação generalizada. Os bancos ingleses especializaram-se nas operações de desconto mercantil, ampliando sua função de provedores de crédito internacional. Mas, já na ascensão industrial dos Estados Unidos e da Alemanha, nos países asiáticos e na China contemporânea os sistemas bancários operaram e operam, sobretudo, na concentração do capital monetário e em sua antecipação para os capitalistas industriais que desembaraçados da poupança prévia promovem as inovações e a revolução permanente das forças produtivas, sempre de olho nos lucros extraordinários. O processo de reprodução capitalista em suas indissociáveis dimensões material e monetária requer, portanto, a consolidação do sistema bancário em seu papel de multiplicar depósitos e, portanto, adiantar liquidez para a mobilização do potencial produtivo e da capacidade de inovação. Essa dinâmica só pode se realizar por meio da concorrência generalizada que envolve empresas e países e se impõe sobre eles como uma força externa, irresistível. Por isso é preciso inovar para bater o concorrente, buscar novos mercados, tentar ganhar a dianteira sempre, porque é impossível mantê-la. (Carta Capital, ) A segunda abertura brasileira Quinze anos depois da primeira liberalização comercial, um desafio semelhante se coloca ao país -- promover um novo choque de globalização ou ficar para trás na corrida pelo desenvolvimento Por Roberta Paduan EXAME Há exatos 15 anos, o Brasil começava a enterrar uma arraigada tradição de isolamento e, timidamente, ensaiava os primeiros passos na trilha da globalização. Ao promover um corte sensível nas alíquotas de importação e banir uma lista de produtos proibidos de entrar no país, o ex-presidente Fernando Collor de Mello colocou a economia brasileira na rota de outras nações -- como Coréia do Sul, Espanha ou Chile -- que já haviam abandonado o ideário protecionista e colhiam um prêmio na forma de mais emprego, renda e produção. Desde então, vários outros países decidiram adentrar o barco da globalização e também se beneficiar da abertura de mercados. Lamentavelmente, porém, o Brasil se contentou com o movimento dos anos 90, e praticamente nada fez. O país está atrasado -- e muito -- quando o assunto é globalização. As exportações brasileiras representam apenas 1,1% do total do mundo. As barreiras comerciais ainda estão entre as mais altas. O país não conta com um único acordo de livre comércio para valer (o Mercosul nem sequer é considerado como zona de livre comércio). No ranking dos países mais globalizados, elaborado pela consultoria A.T. Kearney, o Brasil ocupa um modestíssimo 57o lugar numa lista de 62 nações. "É preciso ser realista e constatar que, apesar da abertura dos anos 90, o Brasil continua irrelevante no comércio internacional", diz o economista Armando Castelar Pinheiro, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). "Uma segunda abertura é urgente."

4 O Brasil na globalização A economia brasileira ainda é muito fechada em relação ao exterior. Veja alguns quesitos que medem o grau de globalização do Brasil e de outros países Ranking de abertura O quadro mostra a lista da consultoria A.T. Kearney, que avalia o grau de abertura econômica de 62 países: 1º Cingapura 2º Irlanda 3º Suíça 4º Estados Unidos 5º Holanda 6º Canadá 7º Dinamarca 8º Suécia 9º Áustria 10º Finlândia 57º Brasil (% de exportações e importações em relação ao PIB) Volume de comércio exterior 27% Brasil 49% Rússia 56% Chile 71% Coréia 72% China Acordos comerciais (número de acordos de livre comércio mantidos pelos países) 0 Brasil(1) 6 Coréia(2) 11 China 39 Chile 43 México (1) O Mercosul não é considerado tratado de livre comércio pela OMC. (2) Os acordos com Cingapura e a Associação dos Países do Leste Asiático aguardam aprovação do Congresso coreano

5 Barreira às importações (alíquota média de impostos de importação) 12% Brasil 7% Chile 5% Coréia 2% EUA 1,6% Japão Fontes: Simão Silber (USP)/ Unctad / Tendências /A. T. Kearney/Foreign Policy O tema da globalização se impõe na agenda nacional por uma combinação de necessidade com oportunidade. Está cada vez mais nítida a percepção de que a economia brasileira precisa mudar -- e rápido. Há dez anos o Brasil cresce menos que a média mundial, e assustadoramente menos que os países emergentes mais pujantes, como Índia e China. Diante de um mundo que passa por uma fase sem igual de prosperidade, os economistas brasileiros atualmente discutem se o país conseguirá crescer míseros 3% neste ano. "Por sermos tão fechados, estamos ficando de fora da festa", diz o economista José Alexandre Scheinkman, da Universidade Princeton. É aí que surge a oportunidade -- o encontro da Organização Mundial do Comércio (OMC), que reunirá representantes de 148 países entre 13 e 18 de dezembro em Hong Kong para discutir uma nova rodada de liberalização do comércio mundial. Independentemente dos resultados concretos a ser obtidos na reunião -- por enquanto, a probabilidade de que haja acordo entre tantos membros parece pequena --, trata-se de uma excelente chance para que os brasileiros comecem a se questionar seriamente sobre o que pretendem, afinal, em sua relação com o mundo. "Mesmo que a reunião de Hong Kong termine mal, o Brasil tem de estabelecer rapidamente uma estratégia para reverter o atraso de sua integração econômica com o resto do mundo", afirma Simão Davi Silber, professor de economia internacional da USP. Uma parcela do atual governo parece ter entendido a necessidade de um novo avanço no front externo. Um documen to vazado recentemente para a imprensa mostrou a disposição do Ministério da Fazenda em cortar de 35% para 10,5% as alíquotas máximas de impostos de importação de produtos industrializados. O Itamaraty também trabalha com a hipótese de corte agressivo nas barreiras protecionistas, desde que acompanhado de um movimento semelhante nos mercados agrícolas do mundo desenvolvido. Apesar da eterna grita de alguns diante da possibilidade de maior liberalização, até representantes dos setores mais protegidos do país, como o automobilístico, já se convenceram de sua necessidade. "Sou totalmente favorável a uma nova rodada de abertura", afirma Antonio Maciel Neto, presidente da Ford para a América Latina. "Quero exportar muito mais, e, embora pareça paradoxal, só é possível exportar mais se também importarmos mais." Quanto mais comércio, maior o crescimento Compare o nível de exportações e o crescimento de alguns países Exportações sobre o PIB(1) Brasil 22% Chile 38% Coréia(2) 38% China 40%

6 Crescimento médio do PIB (2000 a 2004) Brasil 2,6% Chile 6% Coréia 6,2% China 8,6% Conclusão: o Brasil é o país que menos exporta e é também o que cresce menos. Já a China, a maior exportadora, também tem o maior crescimento (1) Exportações de bens e serviços em 2004 (2) Dado referente a 2003 Fonte: Banco Mundial A frase de Maciel traduz a essência do funcionamento dos mercados globalizados. "Hoje, país com economia saudável é aquele que exporta muito, mas que também importa muito", afirma o economista Celso Toledo, da MCM Consultores. Isso ocorre porque a abertura ao comércio internacional promove uma espécie de seleção natural nos setores produtivos das nações. Sem ter de pagar altas tarifas, as melhores empresas do mundo passam a vender seus produtos nos mercados que se abrem. Isso faz com que só sobrevivam os segmentos domésticos mais eficientes. A regra é vender aquilo que se faz com competência e comprar o que a produção doméstica não entrega de maneira competitiva. "Em última instância, essa seleção natural provoca uma alocação mais eficiente de recursos, ou seja, os empreendedores investem nos setores sobreviventes e, portanto, mais competitivos, tornando toda a economia mais próspera", afirma Nathan Blanche, sócio da consultoria Tendências. Não por acaso países com maior grau de abertura comercial são também os que apresentam um crescimento econômico mais vigoroso. O estímulo à competitividade tem conseqüência direta sobre os preços dos produtos em circulação na economia. A própria experiência brasileira dos anos 90 mostra isso. No caso de TVs e equipamentos de som, por exemplo, a queda atingiu impressionantes 66%. "O consumidor é provavelmente quem mais sai ganhando com a liberalização", diz a economista Maria Cristina Terra, da Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro. Ela acaba de concluir um trabalho, em conjunto com outros dois economistas, Gustavo Gonzaga e Naércio Menezes, em que mostra que a abertura econômica dos anos 90 teve um impacto muito importante sobre a desigualdade social no Brasil. "A concentração de renda só não aumentou porque o país se abriu", diz. "A população mais pobre foi a mais beneficiada." Também as empresas se beneficiam do acesso a bens mais baratos. Antes da abertura dos anos 90, a importação de máquinas modernas era simplesmente inacessível à maioria das companhias brasileiras. A redução das barreiras forçou uma queda de quase 50% no preço dos bens de capital -- ou seja, o custo do investimento despencou. Isso induziu uma onda de modernização e fez a produtividade na indústria da transformação sextuplicar (veja quadro na página 22). "O fluxo livre de comércio faz com que a tecnologia seja transferida para os países mais pobres, e isso impulsiona a eficiência em todo o globo", afirma Silber, da USP. Um exemplo é a fábrica baiana da Ford, em Camaçari. Inaugurada no final de 2001, a unidade é uma das mais produtivas da montadora em todo o mundo. A maioria das máquinas e equipamentos é importada, mas aos poucos a tecnologia começa a ser dominada por brasileiros -- todos os robôs importados foram montados por equipes locais. "Pode parecer pouco, mas esse contato com novidades é fundamental para o avanço tecnológico do país", afirma Silber. Preços caíram após 1º abertura Veja a queda de preço ao consumidor final de alguns produtos após a abertura às importações realizadas no governo Collor: Produto Televisores e equipamentos de som 66% Carros, caminhões e ônibus 61% Adubos e fertilizantes 53% Redução preço(1) Têxteis (fiação e tecidos) 35% (1) Considerando variação do IGP Fontes: Maurício Mesquita Moreira,a partir de dados do IBGE e IPAFGV de

7 Se a abertura ajuda as empresas a ter acesso a produtos de fora, vale o raciocínio oposto. Para muitas companhias brasileiras, o mercado doméstico ficou pequeno demais. A Embraer, por exemplo, relaciona-se com dezenas de fornecedores estrangeiros e vende seus aviões a companhias aéreas de todo o mundo. Outra empresa brasileira que pegou a mão dupla da globalização é a catarinense Embraco, maior fabricante mundial de compressores para refrigeração. A companhia começou a exportar compressores de geladeira ainda na década de 70, mas no início dos anos 90 decidiu se internacionalizar. "Já tínhamos alcançado importância por meio de exportações, mas a presença apenas no Brasil reprimiria nosso crescimento", afirma Ernesto Heinzelmann, presidente da Embraco. "Não conseguiríamos avançar mais com a estrutura fabril montada apenas no Brasil." Em 1994, a Embraco abriu uma fábrica na Itália. Em 1995 fez o mesmo na China e, três anos depois, na Eslováquia. A internacionalização da empresa foi decisiva para que ela despertasse o interesse do grupo americano Whirlpool, que, em 1998, tornou-se seu acionista majoritário. Abertura gera produtividade Após a liberalização das importações no início dos anos 90, a indústria brasileira tornou-se mais produtiva Variação anual da produtividade na indústria 1985/ % 1991/ ,5% 1996/ ,5% 2000/ ,7% Conclusão: a liberalização comercial forçou as empresas brasileiras a buscar maior modernização. O dado negativo dos últimos anos evidencia a necessidade de um novo choque de competitividade comercial Fontes: Mapa Estratégico da Indústria (CNI)/Ipea Uma maior exposição brasileira à globalização teria ainda uma vantagem adicional: diminuir a vulnerabilidade da economia frente às flutuações do mundo exterior. Ao longo dos últimos anos, a volatilidade dos indicadores econômicos, particularmente da taxa de câmbio, foi um dos pontos que mais dificultaram a vida dos administradores, tanto nas empresas como no governo. O valor do real sofre flutuações abruptas, variando de acordo com os humores dos mercados financeiros -- o dólar já custou menos de 1 real em 1994, 4 reais em 2002 e atualmente oscila na faixa de 2,2 reais. O paradoxo nesse campo é que, por ser pouco aberto ao comércio internacional, o país fica mais, não menos, vulnerável às oscilações do mercado. "A maioria das pessoas tende a achar o contrário, ou seja, que menos comércio externo torna o país mais defendido", diz Terra, da FGV. "Mas ocorre o oposto." A questão é que, em situações de crise externa, os investidores tendem a fugir dos países emergentes, o que induz a uma desvalorização da moeda local, normalmente seguida por alta dos juros e recessão. Essa desvalorização tende a ser muito menor em países com alto fluxo de comércio exterior. Um país como a China, que exporta 580 bilhões de dólares, depende menos do dinheiro volátil do que um país como o Brasil, que vende cerca de 115 bilhões de dólares lá fora. "Se a participação do comércio brasileiro crescer, também estaremos mais fortes na próxima crise", diz Terra. "Por isso mesmo, é preciso apressar o passo." Onde o Brasil é mais fechado Para o país ser realmente uma economia aberta, é preciso derrubar as últimas barreiras Por José Roberto Caetano e Tatiana Petit EXAME Em qualquer país do mundo, os setores mantidos protegidos da competição externa lutam para não perder seu privilégio. No Brasil não é diferente. Uma década e meia após a primeira grande queda de barreiras comerciais ocorrida desde a abertura dos portos promovida por dom João VI, o país continua a ser -- em muitas áreas -- um bastião do protecionismo. A imposição de obstáculos é uma bandeira dos nacionalistas, sob o argumento de que não podemos nem devemos esmagar setores inteiros da economia brasileira. A história mostra, porém, que as lufadas de

8 globalização fizeram mais bem do que mal ao país. As empresas que sobreviveram ficaram mais produtivas. As mercadorias ganharam qualidade. Os preços caíram. O consumidor ganhou. Estamos falando, é claro, da concorrência leal -- na qual o mais produtivo vence o ineficiente. É verdade que o Brasil evoluiu muito desde o final dos anos 80, quando se vivia um modelo quase soviético e menos de 5% do que se consumia vinha de fora. Mas há muitas barreiras a derrubar caso o país queira realmente ser considerado um mercado aberto. A tarifa média aplicada na importação de artigos industrializados, hoje próxima de 11%, esconde casos em que a proteção supera os 100% na etapa final de uma cadeia produtiva complexa (veja quadro ao lado). "Os níveis de proteção atuais de alguns setores não têm justificativa econômica", diz Maurício Mesquita Moreira, economista do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O maior exemplo de protecionismo ainda existente é o do setor automobilístico. A tarifa média de importação para carros e caminhões é 34%. Mas as barreiras vão muito além. Um estudo feito por Honório Kume, coordenador de comércio exterior e política comercial do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que a tarifa de proteção efetiva que preserva o setor chega a 124%. Nessa conta, computam-se todas as tarifas que incidem sobre peças e demais insumos necessários à produção. O resultado são carros mais caros e um mercado que há anos não apresenta um crescimento significativo. Especialistas dizem que a proteção, somada à escala baixa, faz com que o consumidor brasileiro pague por um carro médio o mesmo que um italiano paga por um de luxo. Fato semelhante ocorre no setor siderúrgico. "As usinas cobram uma "taxa de conforto" na venda de aços planos que pode chegar a 15% do preço", diz Paulo Butori, presidente do Sindipeças, o sindicato das indústrias de autopeças. "Alegam que, com o fornecimento local, há economia com Os mais protegidos Diversos setores contam com tarifas de proteção(1) que restringem a competição com importados. Eis alguns dos mais protegidos: Automóveis e caminhões É o setor mais protegido. O corte da barreira criaria mais competição entre os carros médios e imporia a renovação mais rápida dos modelos. Na faixa dos compactos, as exportações poderiam crescer Tarifa de proteção 124% Vestuário O Brasil é competitivo em tecidos de algodão e pode crescer na confecção de produtos como os jeans e a linha de cama, mesa e banho. Em malharia e tecidos sintéticos, a dianteira é dos asiáticos Tarifa de proteção 23% Plástico Pulverizado em empresas e convivendo com alta informalidade, o setor é vulnerável. A abertura forçaria a profissionalização da gestão e associações para formar grupos mais fortes Tarifa de proteção 21% Eletroeletrônicos O país tende a voltar-se para nichos em áreas como telefonia celular e equipamentos médicos de baixo custo. O aumento da importação de produtos de grande consumo é tido como irreversível Tarifa de proteção 13% Calçados A tendência das linhas de calçados baratos é ceder espaço aos chineses. O setor teria de se concentrar em desenvolver tecnologia, design e marca para competir em faixas mais sofisticadas do mercado Tarifa de proteção 16% Máquinas e tratores A vantagem da abertura é facilitar o acesso a equipamentos de ponta, feitos em países como Alemanha e Japão. O custo do investimento cairia, favorecendo a modernização do parque industrial Tarifa de proteção 14% (1) Tarifa efetiva, calculada sobre o valor adicionado Fontes: Ipea e empresas frete, seguro, risco de atrasos na entrega e custo financeiro de estoque, necessários no caso de importação." No início do ano, quando o preço do aço subiu devido ao aquecimento da economia global, as montadoras de veículos travaram uma queda-de-braço com as siderúrgicas, argumentando que a alta no insumo estava levando a uma perda de competitividade no mercado externo. Em março, o governo eliminou as alíquotas de importação de alguns tipos de aço. Imediatamente os preços internos caíram e os fabricantes locais retomaram as vendas. "As importações foram irrisórias", afirma Marco Polo de Mello Lopes, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia. O medo da competição -- ainda que ela seja legítima -- costuma ser o grande argumento dos protecionistas. É esse argumento que sustenta, por exemplo, a obsoleta indústria siderúrgica

9 americana ou a pouco eficiente produção agrícola européia. Quebrar essa corrente de medo é um processo complexo e politicamente custoso. Foi assim no início da década de 90, durante a abertura promovida por Fernando Collor de Mello. Na época, as cassandras profetizaram a morte da indústria brasileira. Muitas empresas realmente morreram -- várias delas por incompetência. O saldo final, porém, foi um choque de eficiência que renovou setores inteiros da economia. É esse histórico que dá força às teses favoráveis a uma progressiva abertura do país. "Reduzir a 20% a alíquota de importação não traria problema para as montadoras", diz José Roberto Ferro, especialista em indústria automobilística. Seria ingênuo afirmar que a derrubada de tarifas é um processo indolor. Setores menos estruturados ou pouco competitivos poderiam desaparecer. (E não se pode ignorar a contribuição do Estado -- com suas leis ultrapassadas e carga tributária pesadíssima -- para essa baixa competitividade.) Foi o que aconteceu com a indústria de máquinas no início dos anos 90. Na ocasião, 30% das fábricas de equipamentos cerraram as portas. É possível que um fenômeno semelhante ocorra com fabricantes de artefatos de plástico e de calçados, por exemplo, setores pulverizados e que convivem com alta informalidade. Nesses casos, seria necessário repetir o processo de consolidação e modernização que ocorreu em quase todos os demais setores -- e que fez com que se tornassem mais fortes. Uma abertura maior implica fazer escolhas. É preciso abrir mão de algumas indústrias em benefício de outras. "É o que acontece no setor aeronáutico", diz Richard Dubois, consultor da BDO Trevisan. "Importamos aviões da Boeing e da Airbus, mas vendemos os da Embraer." Ceder de um lado para ganhar de outro é uma possibilidade também na cadeia de têxteis -- outra indústria ainda defendida por tarifas altas. O setor foi apontado como um dos mais prejudicados pela entrada de importados nos anos 90. Várias fábricas fecharam. Contudo, em pouco tempo, muitas das empresas se reequiparam e se ajustaram ao novo ambiente. O setor melhorou a competitividade a ponto de bater recorde de exportação. Agora, o crescimento da indústria têxtil de países como a China e a Índia obriga a busca de um novo equilíbrio. Não há barreira tarifária que evite isso no longo prazo. Trata-se de uma questão de sobrevivência. Uma saída é justamente a concentração nas categorias em que as condições domésticas são mais favoráveis. "O Brasil tem uma força competitiva na cadeia do algodão, com índigo e produtos de cama, mesa e banho, e perde para os chineses em malharia com fios sintéticos", diz o consultor Stefano Bridelli, presidente da Bain & Company. "Num processo de abertura, o balanço geral seria positivo para o Brasil." Ao derrubar suas próprias barreiras, o Brasil ganharia um argumento contra o protecionismo alheio. Os Estados Unidos, por exemplo, taxam em 17% os tecidos de algodão brasileiros. A derrubada dessa barreira permitiria, segundo Bridelli, triplicar as exportações. Se o Brasil ergue obstáculos em setores dominados pela livre-iniciativa, nada se compara às barreiras impostas em áreas controladas pelo Estado. Em duas delas, as trancas são mais fortes: o de resseguros, com o Instituto de Resseguros do Brasil, e o de serviços postais, com os Correios. No refino de combustíveis, a presença da iniciativa privada formalmente passou a ser bem-vinda em 1997, com a criação da Agência Nacional do Petróleo. Na prática, porém, a Petrobras domina 98% do mercado. A estatal controla também os preços dos combustíveis, asfixiando as duas únicas refinarias privadas, a de Manguinhos, no Rio de Janeiro, e a gaúcha Ipiranga. "A flexibilização do mercado ficou só no papel e não temos espaço para crescer", afirma Elizabeth Tellechea, superintendente da Ipiranga. "Enquanto não houver regras claras no setor, ninguém vai investir." Ou seja, o caminho para uma verdadeira abertura da economia vai exigir mais do que redução tarifária. (Exame, ) Um fim sinistro para a máquina americana As grandes companhias americanas foram enormes geradoras de riqueza para seus acionistas ao longo das três últimas décadas, dominando mercados, devorando concorrentes, cortando custos - e demitindo trabalhadores -, implacavelmente, para se manterem na dianteira no jogo da globalização. Mas isso pode estar a ponto de mudar, diz Barry C. Lynn em "End of the Line: The Rise and Coming Fall of the Global Corporation" (Fim da Linha: a Ascensão e a Futura Queda da Corporação Global). Essas mesmas empresas "construíram um sistema tão hiperespecializado e enxuto que um problema relativamente pequeno na produção no outro lado do mundo poderia devastar grandes setores da economia americana", afirma o autor. Esse sistema, que envolve controles de estoques "just-in-time", terceirização da produção e desregulamentação por Washington, "poderá revelar-se, talvez, o mais grave erro da história dos EUA", diz Lynn. É uma afirmação um pouco exagerada. Mas alguns sinais preocupantes de nossa vulnerabilidade já produziram manchetes. Como destaca Lynn, um terremoto em Taiwan em 1999 resultou na

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