A transformação sensível, neblina sobre trilhos

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1 Anexo - II PROEXT MEC/CULTURA 2008 ANEXO II Ficha de Identificação Área Temática: Produção de conteúdo audiovisual e linguagens alternativas PROJETO DOCUMENTÁRIO: Transformação sensível: Neblina sobre os trilhos. INSTITUIÇÃO PROPONENTE: Centro Universitário Fundação Santo André Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. (Escola Pública Municipal, criada por Lei Municipal Nº1.840 de 19/06/1962). REITOR Prof. Dr. Oduvaldo Cacalano PRÓ-REITOR DE EXTENSÃO: Profª. Dra. Márcia Zorello Laporta COORDENADOR (nome, telefone, ): Prof. Me. Odair de Sá Garcia Telefone: Profa. Dra. Terezinha Ferrari Telefone: TÍTULO DOCUMENTÁRIO: A transformação sensível, neblina sobre trilhos SANTO ANDRÉ, NOVEMBRO,

2 RESUMO: O filme documentário intitulado A transformação sensível: neblina sobre os trilhos busca através do resgate da implantação e desenvolvimento da São Paulo Railway, a primeira via férrea construída no estado de São Paulo, mostrar a trajetória de luta dos ferroviários desde a construção da ferrovia, passando por todo o século XX colocando em contraste com a situação atual desta importante categoria profissional. Mostraremos o processo histórico de mudança em que todo o cenário da região foi se transformando sensivelmente com a presença da via férrea e como se encontram hoje as estações e cidades que surgiram e ainda hoje permanecem sob influência desta construção ocorrida no século XIX e os impactos desta influência para as comunidades da região. Coordenador Profa. Dra. Terezinha Ferrari 10 de Novembro de Coordenador Prof. Me. Odair de Sá Garcia 10 de Novembro de Profa. Dra. Márcia Laporta Pró-Reitor de Extensão 10 de Novembro de Centro Universitário Fundação Santo André Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Av. Príncipe de Gales, Bairro Príncipe de Gales - Santo André SP - CEP Telefone: (11)

3 PROEXT MEC/CULTURA 2008 Proposta Extensão ref. Edital 01/2008 de 24/09/2008 Área temática: Produção de conteúdo audiovisual e linguagens alternativas PROJETO: DOCUMENTÁRIO HISTÓRIA SOBRE TRILHOS Transformação sensível: Neblina sobre os trilhos. INSTITUIÇÃO PROPONENTE: Centro Universitário Fundação Santo André Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. (Escola pública municipal, criada por Lei Municipal Nº1.840 de 19/06/1962) ANEXO III EQUIPE TÍTULO: A transformação sensível, neblina sobre os trilhos COORDENADORES: Profa. Dra. Terezinha Ferrari Prof. Me. Odair de Sá Garcia NOME UNIDADE CATEGORIA PROFISSIONAL FUNÇÃO NO PROJETO 1.Caroline Antunes Martins FAFIL Graduanda em História Produtor de Base Alamino 2.Demócrito Mangueira Nitão FAFIL Graduando em História Diretor de Produção Júnior 3.Fábio Luiz Cardozo FAFIL Graduando em História Produção 4.Fernando Pereira da Silva FAFIL Graduando em História Coordenador de Produção 5..Marina Rosmaninho FAFIL Bacharel e licenciada em Ciências Sociais-2007 Pré-Produção e Produtor de Locação 6.Michel Anderson Breve FAFIL Graduando em Geografia Produtor Elenco 7.Sebastiana da Silva Fontes FAFIL Bacharel e licenciada em Produtor Executivo Ciências Sociais Soraia Oliveira Costa FAFIL Bacharel e licenciada em Ciências Sociais-2007 Pré Produção e Direção 3

4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 1. APRESENTAÇÃO: Este projeto de extensão, cuja produção será apresentada ao público o documentário intitulado A transformação sensível, neblina sobre os trilhos possui como foco principal documentar através de imagens a capacidade do gênero humano, em função de sua atividade prática, de transformar a sociedade em que vive. O dinamismo das relações sociais devido à ação humana em conjunto determina as mutações ocorridas em todo contexto histórico, mas se torna necessário mostrar também que, na sociedade atual esta capacidade estrita do ser humano se encontra submissa ao jugo do capital. Por isso através do cotidiano nos deparamos com uma sociedade em que os valores e tradições são inseridos como perenes os que nos remete a concluir que definitivamente nos relacionamos num mundo estático, em que as mudanças se encontram na jurisdição de algo maior e, principalmente, externo ao conjunto dos homens. O trabalho de pesquisa e documentário decorrente dele procura, através do resgate da implantação e desenvolvimento da São Paulo Railway, a primeira via férrea do estado de São Paulo, mostrar a trajetória de luta dos ferroviários e colocar em contraste com a situação presente desta categoria; como todo cenário da região foi se transformando com a presença da via férrea e como se encontram hoje as principais estações e cidades que surgiram e ainda hoje permanecem sob influência desta construção ocorrida no século XIX. 1.1 Contexto histórico Para contextualizar a construção, implantação e desenvolvimento da estrada de ferro São Paulo Railway é necessário explicitar de forma sucinta a expansão da monocultura cafeeira no Brasil, insumo crucial para a introdução deste meio de circulação de mercadorias devido ao interesse ascendente de procura do mercado consumidor. Com a corte instalada no Rio de Janeiro e a abertura dos Portos em 28 de janeiro de 1808 proporcionou a viabilização do aumento no volume de demanda, o que resulta na alta do preço do café, período em que os EUA passam a ser o principal importador deste produto. O cultivo que até o momento era concentrado no Rio de Janeiro se amplia para o Vale do Paraíba, localizado ao norte de São Paulo, e através do caminho 4

5 da serra continua a expandir-se também para zona oeste, regiões interioranas. Porém as condições de transporte eram muito precárias para o escoamento do café. Anterior ao transporte ferroviário a circulação das mercadorias eram realizadas por tropas de muares, o que determinou a parada pouso da tropa de lágrimas, compreendida na atual cidade de São Caetano, e parada dos meninos, compreendida na atual cidade de SBC ao longo do percurso do interior até o porto de Santos. Com o trajeto extremamente rudimentar o tempo de viagem era muito longo e desgastante e por isso tornou-se necessário o cultivo de insumos agrícolas e matérias-primas para consumo imediato devido a necessidade de subsidiar os tropeiros, categoria que realizava constantemente o percurso, e também a população paulistana, principalmente a elite. Este último fator caracteriza, a partir deste momento histórico a região de SCS e SBC como subúrbio rural da província de SP e um grande desenvolvimento do comércio nas proximidades do trajeto. Nos fins do século XIX o volume de demanda do café chegou a um patamar que mesmo com diversas dificuldades a utilização do percurso chegou a colocar em risco a Mata Atlântica ao atender as necessidades mercantis vigentes neste período. É neste panorama que a economia brasileira passa a concentrar e se basear estritamente na monocultura cafeeira, processo que se difere de toda lógica de acumulação de capital ao ter como base de sua produção a mão-de-obra escravista. Apesar do trabalho não ser remunerado, os escravos eram submetidos a uma organização de trabalho pautada pelo relógio, fator que demonstra a subordinação já existente de acumulação primitiva do capital. Portanto, apesar da diferença existente na base de mão-de-obra o Brasil também seguia os moldes de produção submissos aos novos interesses e necessidades voltados à ampliação do capital. No entanto, com o trabalho escravo a Inglaterra se deparou com uma grande problemática, pois neste padrão, em que o escravo não consome por não possuir poder de compra, diminuiu drasticamente a potencialidade do Brasil como um mercado consumidor, o que não era interessante para os ingleses que tinham como foco escoar o máximo de suas mercadorias. Com a abolição efetiva do trabalho escravo através das lutas contra a intransigência dos proprietários de terra através da lei de Maio de 1888 proporcionou de fato a resolução da problemática inglesa em relação ao mercado consumidor brasileiro, fator que podemos constatar pelo grande interesse inglês em investir e aperfeiçoar o sistema ferroviário do país e, consequentemente, potencializar o processo de circulação das mercadorias inglesas e a exportação não apenas do café, mas também de 5

6 extrativismos vegetal e mineral, fontes de energia e matérias-primas principalmente voltadas para a construção civil, provenientes da Mata Atlântica, através do porto de Santos O processo de viabilização da S.P.R. Através desta análise podemos afirmar que a concessão da malha ferroviária em 1854 com o intuito de realizar a interligação do oeste de São Paulo ao porto de Santos foi determinada primeiramente com o intuito de escoar mercadorias para o porto de Santos de forma mais eficaz e foi o cenário propício à efetivação do país como um mercado consumidor em potencial. Apesar de ser concedido aval para a construção da ferrovia o projeto não possuía recursos financeiros, pois o Governo Imperial não forneceu verba alguma devido a desavenças com o mais interessado em retomar o projeto já antes idealizado por volta de 1830, Irineu Evangelista de Souza ( ), o Barão de Mauá, pois procurou através da ferrovia inserir o Brasil no processo de industrialização mundial. Este choque de interesses se deu porque a economia do país era baseada estritamente na monocultura cafeeira e por isso não era interessante ao Governo Imperial viabilizar de forma concreta a possibilidade de iniciar este processo, diferente dos interesses do Barão que ao presenciar na Inglaterra o contato direto com as mudanças proporcionadas pela industrialização considerava sua iniciativa e objetivos como progressista. Com a ausência de fomento e mão-de-obra especializada para a construção da ferrovia que Barão de Mauá recorreu ao engenheiro inglês especializado em construções ferroviárias James Bronlles para analisar e avaliar a viabilidade da construção. Com o grande interesse de efetivar o Brasil como um de seus mercados consumidores e escoar suas mercadorias de forma mais eficaz o que de fato se insere no monopólio da Inglaterra diante da primeira ferrovia paulista, ao ser na íntegra construída através de investimentos provenientes de bancos ingleses A construção e sistemas de funcionamento da S.P.R. A construção da estrada de ferro São Paulo Railway, com a extensão de 246 km até 1930, foi liderada pelo engenheiro inglês Daniel Makinson Fox, este que desenvolveu o primeiro sistema funicular devido à dificuldade de atravessar planalto paulistano, localizado na baixada Santista, ser extremamente íngreme, com 796 metros de altitude. Para viabilizar este sistema era 6

7 necessária uma máquina a vapor fixada que por meio de cabos de aço tracionavam em quatro rotas as composições e em 15 de maio de 1860 foi realizado um projeto de acampamento para os trabalhadores do sistema ferroviário provisório até o término das obras apenas para executar sua construção. Este trecho denominado Primeiro Sistema Funicular Serra Velha foi finalizado em 1864 e no dia de sua inauguração em 16 de fevereiro de 1867 foi constatada a precisão de manter os trabalhadores fixados próximos da malha ferroviária, pois este carecia de manutenção ininterrupta e a partir disso que alguns trabalhadores foram recrutados a residir efetivamente no que seria inicialmente uma moradia provisória. O período de 1860 a 1899 é compreendido como Serra Velha. Devido à expansão da economia cafeeira e dos interesses de atender o mercado agroexportador a estrada de ferro foi um meio fundamental para a circulação de mercadorias, este sistema de transporte articulou o porto de Santos, a província de São Paulo e a cidade de Jundiaí, sua introdução impulsionou o desenvolvimento do comércio e da produção agrícola no interior paulista. Com isso, foi inaugurado Segundo Sistema Funicular Serra Nova em 1900, entregue ao público em 28 de dezembro 1901, voltado para tracionar as composições nas subidas e descidas entre Raiz da Serra (Piaçangueira) e para o Alto da Serra. O segundo sistema exigia o desmembramento dos conjuntos de vagões, estes que eram conduzidos por cerca de 10 km pela locomotiva Locobreque que, no caso de uma precisão a locomotiva era presa a um cabo de tração no centro dos trilhos, o que impedia alguma eventual falha, pois possuía a capacidade de rebocar o vagão, equilibrar e também evitar sua queda. O sistema era composto por cinco rampas separadas a uma distância de 2 km e uma máquina a vapor fixa em cada uma delas. A S.P.R. operou até expirar o prazo da concessão em 13 de outubro de 1946 e ser de posse da Estrada de Ferro Santos Jundiaí Por trás da neblina: o passado e o presente em confronto Torna-se imprescindível a abordagem sobre a Vila Paranapiacaba por sua construção estar intrinsecamente vinculada a uma necessidade que não foi constatada anteriormente para manter a ferrovia em funcionamento. Ao confrontar a história da Vila com sua situação atual o intuito é demonstrar o quanto nebuloso está o motivo para sua decadência ao ser atualmente voltada para fins turísticos sem visar à preservação do patrimônio histórico para beneficio da comunidade 7

8 como, por exemplo, a situação que se encontra a desativada estação de Campo Grande, a falta de subsídios para melhorias voltadas aos moradores deste local, inclusive os que já trabalharam na ferrovia. Ao documentar a história dos ferroviários, os protagonistas do funcionamento deste sistema de transporte, pretendemos mostrar através de entrevistas o que de fato a própria categoria e seus descendentes conhecem sobre todo o processo de viabilização, implantação, desenvolvimento e decadência da ferrovia, quais foram os fatores que promoveram a diferenciação de importância que exerce a S.P.R. e a categoria ferroviária na atualidade. Colocaremos em confronto passado e presente, documentaremos o resultado deste embate para demonstrar como mudanças na forma de organização do trabalho ou a maneira como produzimos e reproduzimos o nosso cotidiano, refletem na economia de uma cidade, na paisagem de um trajeto da ferrovia, e como estas mudanças estão ligadas ao condicionamento da ação prática humana em suprir as novas necessidades para a produção e reprodução do sistema de organização atual. 2. JUSTIFICATIVA: É através deste contraste de cenário entre passado e presente que abordaremos como a sociedade é dinâmica, que o ser humano, a todo o momento, transforma através de sua ação tudo ao seu redor, promove mudanças que no cotidiano nos parece lentas, mas que podemos perceber em um trajeto de uma via férrea, demonstrar como todo cenário mudou dos grandes trens de carga para o cenário decadente das indústrias abandonadas em torno dos trilhos, abordar o dinamismo das mudanças na organização de trabalho que promovem mudanças no cenário econômico e geográfico das cidades em que a São Paulo Railway passou, como a forma como produzimos e reproduzimos o cotidiano transforma o cenário e importância de cidades, lutas e memórias, através dos trilhos da São Paulo Railway. 3. OBJETIVOS: Promover um resgate histórico da São Paulo Railway, o que inclui a Vila ferroviária de Paranapiacaba e, também, procurar relatar sobre a história dos ferroviários como as transformações ocorridas em torno do trajeto dos trilhos, influenciou para a condição dos trabalhadores nos dias atuais, qual rumo tomou seus descendentes e como se encontra hoje a 8

9 preservação da memória histórica e a importância deste resgate, tanto da situação dos ferroviários, como da própria ferrovia antiga São Paulo Railway e algumas das principais estações que ainda guardam esta memória, mas em um cenário totalmente distinto, que ao mesmo tempo em que resguardam o passado, demonstram através do novo cenário dos trilhos o momento presente. O objetivo central do documentário é expor através da construção e desenvolvimento da São Paulo Railway o dinamismo da sociedade, mostrar as mudanças geográficas e econômicas que ocorreram nas cidades em que o caminho de ferro percorreu, e desta forma mostrar que, assim como a atividade humana é objetiva, sensível, podemos expor através de imagens estas transformações ao confrontar presente e passado, mostrar como a vila de Paranapiacaba, por exemplo, resguarda o passado e ao mesmo tempo nos mostra de forma real as conseqüências das novas necessidades e interesses da organização societária vigente. Além disso, podemos através do trajeto do início da ferrovia até os dias atuais, ou seja, percorrer o caminho dos trilhos desde sua construção até o surgimento de novos caminhos de ferro e estações, explicar como a forma da organização do trabalho nos mostra de forma objetiva a transformação de todo o cenário das cidades, confrontar o caminho antigo do trem com as carcaças de indústrias e armazéns encontrados hoje no trajeto, fator que possui vínculo com o processo de desmantelamento do complexo industrial nas cidades de Santo André, no bairro de Utinga e proximidades, na cidade de São Caetano do Sul e etc., além da prioridade do transporte rodoviário pelo ferroviário para o escoamento de mercadorias. Este último fator nos remete a refletir sobre a importância que possui a primeira via ferroviária paulista e responder se esta história foi ou não preservada através do acesso e conhecimento que os filhos dos ferroviários possuem sobre ela na atualidade. Através desta reflexão se torna necessário explicar como estes grandes protagonistas do surgimento e manutenção do caminho de ferro (ferroviários), a cidade berço de sua construção (Paranapiacaba) e o sistema ferroviário neste trajeto específico (São Paulo Railway//trajeto Santos-Jundiaí) estão em um mesmo processo de decadência. 9

10 4. METAS E RESULTADOS ESPERADOS: Atividade Resultado Meta EXPOSIÇÃO ITINERANTE E PERMANENTE Evento de Lançamento do Projeto 1.1. Visitantes tendo contato com a história da Ferrovia no estado de São Paulo. 1.2.Resgate da memória social realizado Comunidade reconhecendo e compreendendo a importância da preservação do patrimônio histórico e cultural 1.4. Canal de diálogo entre universidade e comunidade Interação entre universidadecomunidade 1.6. Estudantes desenvolvendo novos projetos de pesquisa e extensão Moradores da Vila de Paranapiacaba reconhecidos. 1.8 Patrimônio Histórico e Social preservado Memória Social dos moradores de Paranapiacaba preservada Antigos operários reconhecidos pela sociedade Reconhecimento das possibilidades históricas da ferrovia como meio de transporte alternativo de passageiros e de carga Reconhecimento do saber-fazer dos atuais trabalhadores ferroviários. Ações do projeto divulgadas na universidade e comunidade Estudantes interagindo com a comunidade local Indivíduos reconhecendo-se como agentes da história pessoas sensibilizadas com historia da ferrovia Resgatar o patrimônio social Projetos de engenharia dos transportes resgatando alternativas de transporte ferroviário Projetos de recuperação dos saberes locais Recuperação da memória de cada uma das estações que compõem o trajeto Santos- Brás Sensibilização dos meios de comunicação quanto ao valor do transporte ferroviário Projeto divulgado e comunidade envolvida 1.1. Promover o contato dos expectadores com a história da primeira estrada de ferro paulista; 1.2. Possibilitar o resgate da memória social da Vila de Paranapiacaba e dos ferroviários; 1.3. Reconhecer e compreender a importância da preservação patrimônio histórico e cultural; 10

11 1.4. Construção de canal de diálogo entre escolas públicas, universidade e comunidade; 1.5 Promover maior interação entre alunos, universidade e comunidade; 1.6 Memória Social dos moradores de Paranapiacaba; 1.7 Antigos operários reconhecidos pela sociedade. 1.8 Reconhecimento das possibilidades históricas da ferrovia como meio de transporte alternativo de passageiros e de carga. 1.9 Reconhecimento do saber-fazer dos atuais trabalhadores ferroviários 5. METODOLOGIA: Os dados serão coletados por meio de pesquisa bibliográfica em livros, revistas especializadas, monografias, teses e dissertações acadêmicas, além de sítios da internet, conforme referências bibliográficas deste projeto e outras mais que ainda serão catalogadas. Na pesquisa de campo, serão realizadas entrevistas semi-estruturadas junto aos moradores de Paranapiacaba, ex-ferroviários, além dos atuais trabalhadores nas estruturas ferroviárias remanescentes que deverão contribuir para a compreensão sensível das transformações históricas. 6. PÚBLICO-ALVO: Moradores e visitantes (durante o Festival de Inverno) da Vila de Paranapiacaba, principalmente os antigos operários da estação da ferrovia, estudantes das instituições de ensino superior de Santos, ABC e São Paulo e usuários das estações de trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos da linha Luz-Rio Grande da Serra. 7. NÚMERO DE PESSOAS BENEFICIADAS: 20 mil pessoas, entre usuários das estações de trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos-CPTM, da linha Luz-Rio Grande da Serra, estudantes universitários e do ensino médio e demais moradores da região em que se faz ou fez presente a ferrovia SPR. 11

12 8. MUNICÍPIOS BENEFICIADOS: Mauá Ribeirão Pires Rio Grande da Serra Santo André Santos São Caetano do Sul São Paulo 9. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO: 9.1. EVENTO E PERÍODO Atividade/Evento Evento de Lançamento do Projeto Exibição na Fundação Santo André Exibição no Porto de Santos Exibição na Estação da Luz Exibição na Estação Brás Exibição na Estação Prefeito Celso Daniel-Santo André Exibição na Estação São Caetano do Sul Exibição na Estação Mauá Exibição na Estação Rio Grande da Serra Exibição na Festival de Inverno de Paranapiacaba MÊS 01 MÊS 02 MÊS 03 MÊS 04 MÊS 05 MÊS 06 MÊS 07 MÊS 08 EVENTO: Exibições do documentário em escolas de ensino fundamental e médio dos municípios de Rio Grande da Serra, Mauá, Santo André, São Paulo e Santos, no Centro Universitário Fundação Santo André (C.U.F.S.A.) e Casa da C.U. F.S.A de pesquisa e extensão em Paranapiacaba PERÍODO E OBSERVAÇÕES No mês de fevereiro será realizado o pré-lançamento do documentário com a exibição de pequenos trechos de filmagens coletadas durante a sua execução com o intuito de promover o evento da exibição do documentário ao apresentar através de um conteúdo de 2 minutos de 12

13 imagens uma prévia do documentário na íntegra. Neste primeiro mês o foco principal será o de estruturar e finalizar o documentário, concomitantemente com a realização de eventos para a divulgação que será realizada através de folders, banners, cartazes e alguns trechos do conteúdo de filmagem. A exibição do documentário acontecerá em duas apresentações semanais, com a duração de exibição do documentário de 20 minutos, as sessões serão acompanhadas de monitores que ficarão responsáveis por fomentar um debate sobre o assunto abordado e/ou sanar eventuais dúvidas com intuito de abordar sobre o papel do ser humano na sociedade. O período de pré-lançamento e exibição do documentário ocorrerá no decorrer dos sete meses com início em fevereiro e seu término estipulado para julho de ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO Durante a execução do projeto de extensão a equipe realizará reuniões sistemáticas e periódicas para o planejamento e avaliação das atividades desenvolvidas para detectar as necessidades de possíveis correções, mudanças e/ou readequações com o intuito de atingir os resultados esperados. Uma equipe multidisciplinar composta por professores e estudantes realizará o acompanhamento e condução das ações propostas, além da elaboração dos relatórios para cada exibição realizada com o objetivo de apurar e avaliar se as metas foram alcançadas INDICADORES: Número de estudantes envolvidos em projetos de pesquisa e extensão; Número de solicitações de visitas à exibição; Número de cópias de vídeo documentário solicitadas; Grau de satisfação dos telespectadores; Avaliação da exibição do filme; Depoimentos dos presentes; Lista de presença; Número de visitas ao museu da ferrovia em São Paulo; Número de visitantes à vila de Paranapiacaba; 13

14 Abaixo-assinado do maior número de usuários pelo restabelecimento das linhas ferroviárias desativadas; Sítio do projeto de extensão; Número de solicitações de material SISTEMÁTICA: Durante a execução do projeto a equipe realizará reuniões sistemáticas de planejamento e avaliação das atividades desenvolvidas nas quais deverão ser identificadas possíveis necessidades de correções, mudanças e readequações a fim de atingir os resultados esperados. Uma equipe multidisciplinar composta de professores e estudantes acompanhará e conduzirá o planejamento e execução das ações e, também a elaboração dos relatórios das atividades realizadas INFRA-ESTRUTURA: As imagens serão captadas a partir de câmeras de vídeo e fotográficas. Posterior e durante o processo de realização e tratamento das imagens será divulgado o documentário através de banners e folders no Centro Universitário Fundação Santo André e estações de trem da linha Luz-Rio Grande da Serra também serão projetadas imagens de algumas das realizações do grupo. O documentário será exibido em sessões nas escolas do ensino publico próximas as principais estações no percurso estudado e na cidade de Santos. A proposta é de utilizar horários disponíveis nas escolas e ocupar uma sala durante 2 períodos letivos com a exposição de banners, folders, um projetor, cadeiras e 2 monitores do grupo. 14

15 11. PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA ITEM Valor Bens de capital R$ 2.200,00 CUSTEIO Material de Consumo R$ 1.500,00 Passagens e Deslocamento R$ 1.400,00 Diárias R$ 2.400,00 Outros Serviços de Terceiros Pessoa Física Outros Serviços de Terceiros Pessoa Jurídica R$ ,00 Total Investimento R$ ,00 15

16 REFERÊNCIAS: AB SABER, Aziz Nacib. Geógrafo da Universidade de São Paulo, na VIII Semana do Ferroviário, em setembro de acesso em 07 de novembro de AZEVEDO, F. Um trem corre para o Oeste. SP: Melhoramentos s/d BARAT, Josef. Transportes e industrialização no Brasil no período : o caso da industria siderúrgica.ed. Abril. São Paulo (org.) Logística e transporte no processo de globalização. Oportunidades para o Brasil. SP: UNESP/ IEEI, BRUIT, Hector. Acumulação Capitalista na América Latina. Brasiliense. Série Primeiros Vôos. São Paulo, CALDEIRA, Jorge. Mauá, Empresário do Império. São Paulo, Companhia das Letras, CALDERÓN, A.I. e CHAIA, V. (orgs.) Gestão Municipal: descentralização e participação popular. SP: Cortez, CALO, Fabrício. Ferrovias paulistas. Ed. Martins Fontes. São Paulo DANIEL, Celso. Uma estratégia econômica para o grande ABC. Dissertação de Mestrado. Fundação Getúlio Vargas. São Paulo FARIA, Alberto de. Mauá: Irineu Evangelista de Souza, barão e visconde de Mauá ( ). Rio de Janeiro: Paulo Pongetti & Cia., FERRARI, T. Fabricalização da cidade e ideologia da circulação. SP: Terceira Margem, FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. Ed. IMPRES. São Paulo, KARL, Marx e ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. Editora Martins Fontes. São Paulo, KARL, Marx e ENGELS, Friedrich. Formações Econômicas Pré-Capitalistas. Eric Hobsbawm. 6ª edição. Editora Paz e Terra. KÜLL, Beatriz Mugayar. Arquitetura de Ferro e arquitetura ferroviária em São Paulo: reflexões sobre sua preservação. Ateliê Editorial. Fapesp. Secretaria de Cultura. São Paulo LANGENBUCH, Juerguen R. A estruturação da grande São Paulo:estudo da geografia humana. Fundação IBGE. São Paulo LANN Ana Lucia Duarte. Ferrovias cidades e trabalhadores Ed. USP. São Paulo

17 LUZ, Luciano Ferreira. Os trilhos nas áreas urbanas: conflitos, deafios e oportunidades em dez cidades paulistas. Dissertação de Mestrado em Geografia.USP MARTINS, Margareth Guimarães. Caminhos Tortuosos: um painel em ter o Estado e as empresas ferroviárias brasileiras. Dissertação de Doutorado. USP. São Paulo MATOS, O. N. Café e ferrovias de São Paulo. SP: Ed. Alfa/Ômega, MOISÉS, J. A. e MARTINEZ-ALIER, V. A revolta dos suburbanos ou patrão, o trem atrasou In: Contradições urbanas e movimentos sociais. São Paulo: CEDEC/Paz e Terra, PALLAMIN, V. (org.) Cidade e cultura. SP: Estação Liberdade, PALMIRA, Petratti Teixeira. A Instituição da São Paulo Railway. Kid s produções. São Paulo RAFFESTIN, Claude. Por uma geografia do Poder. Ed. Atica. São Paulo RALPH, Mennucci Giesbrecht. Um dia o trem passou por aqui. Studio HI.Asão Paulo SAES, Flavio Azevedo Marques de. As ferrovias de São Paulo, Ed. Hucitec, São Paulo SCIFONI, S. O verde do ABC. Diário do Grande ABC, Santo André, 02 nov TOLEDO, V. V., BRANCATELLI, M. O., LOPES, H. A riqueza nos trilhos. A história das ferrovias no Brasil. Coleção Desafios. SP: Moderna, VELHO, L. C. Pequena antologia do trem. RJ: RFFSA/SENAI acesso em 24/10/2008 acesso em 15/09/08 acesso em 15/09/08 acesso em 15/09/2008 acesso em 04/11/08 acesso em 04/11/08 acesso em 04/11/08 acesso em 04/11/08 FILME: Mauá, o imperador e o rei (Brasil. 1999) DIREÇÃO: Sérgio Resende. 134 min. FILME: Carlota Joaquina, princesa do Brasil (Brasil 1995). DIREÇÃO: Carla Camurati. 100 min. 17

18 Coordenador Profa. Dra. Terezinha Ferrari 10 de Novembro de Coordenador Prof. Me. Odair de Sá Garcia 10 de Novembro de Profa. Dra. Márcia Zorello Laporta Pró-Reitor de Extensão 10 de Novembro de Centro Universitário Fundação Santo André Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Av. Príncipe de Gales, Bairro Príncipe de Gales - Santo André SP - CEP Telefone: (11)

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