Oprédio da bolsa de Londres

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1 "Os bancos não são monstros" Em baixo, Luís de Sousa Coutinho. À direita, em cima. António Simões c, cm baixo, Sara Vicente Oprédio da bolsa de Londres só se pode ver de longe. Está guardado por grades e polícia desde 15 de Outubro, dia em que os Occupy tentaram instalar-se em frente ao edifício. Mas foram forçados a desviar-se para a praça da catedral de São Paulo, ao lado. A barreira protege o símbolo de um sector que representa cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) britânico. Londres é, com Nova lorque, a capital financeira mundial e o maior mercado de troca de moeda estrangeira. Por enquanto, não escapa à vizinhança de um acampamento onde se calcula que durmam mais de 200 pessoas e se sirvam mil refeições diárias. Há quem se irrite ao telefone: "Estou na praça de São Paulo, isto está nojento. É ridículo, ridículo!", diz uma mulher vestida de preto, saltos altos, em passo acelerado. A fronteira geográfica entre a City e os Occupy é também a cisão real entre dois mundos, mesmo que existam passagens a ligar os dois lados. Algumas das propostas mais específicas dos Occupy responsabilizam os bancos pela crise: concederam créditos excessivamente, vão à falência por causa dos riscos que correram e depois são salvos pelos governos, pagam salários e bónus exorbitantes, operam num mercado desregulado, fogem aos impostos por se sediarem em paraísos fiscais... Para lã das palavras de protesto, quisemos saber como é que a City responde, mas através de portugueses que estão a trabalhar no sector financeiro em Londres - e a maioria ressalva que fala em nome individual, não das empresas onde trabalham. Não há dados oficiais sobre o número de portugueses na banca em Inglaterra, mas a confraria dos financeiros portugueses em Londres, um projecto de 2009 gerido por Filipe Rufino que está a ser relançado na rede social Linkedln, tem cerca de 100 pessoas - o número é meramente indicativo, tanto que muitos dos profissionais que entrevistámos não estão lá. A crise e os bancos Calcula-se que existam mais de meio milhar de bancos em Londres. Nas horas de ponta, homens engravatados e mulheres de saia e casaco caminham ao lado das tendas dos Occupy e, como em muitas ruas de uma cidade com cerca de oito milhões de pessoas, indiferentes uns aos outros - poucos param a ler os manifestos colados às paredes. É difícil encontrar no sector quem não critique o sistema bancário, mas é difícil também encontrar quem não aponte o dedo aos consumidores. Dois motivos têm sido referidos como causa da crise global, depois do colapso da bolha do imobiliário nos Estados Unidos em 2007/2008: a atribuição de crédito excessivo e os "produtos tóxicos" que os bancos de investimento criaram no mercado de derivados - e que, admitem muitos hoje, poucos sabiam o que estavam a vender e a comprar. "A culpa da crise é de todos e não é de ninguém", diz Jorge Bento, 35 anos, num restaurante no topo do centro comercial One New Change, por detrás da catedral de São Paulo e onde muita gente trata de negócios com um copo de vinho à frente. Jorge Bento, hoje gestor de contas institucionais do mercado de capitais no Banco do Brasil, vive em Londres há sete anos. Começou na Bloomberg, onde foi gestor de fundos de investimento. "Os bancos são tão culpados como os outros sectores: são o culminar de uma vontade política, económica, social. A crise foi o incentivar da economia levada ao extremo sem as medidas de controlo adequadas", diz. Também a uma janela a olhar para a catedral, mas mais longe de São Paulo, Cristina Correia, 38 anos, recebe-nos numa sala do prédio do Banif, perto de Moorgate, de onde se vêem os telhados da City. A responsável pela área de clientes privados e empresariais do banco português em Londres há quase dois anos recebe-nos numa sala com uma mesa de reuniões enorme, biscoitos, chá e café. Começou carreira em Portugal na banca em 2000, altura de "corrida ao consumo e ao dinheiro plástico". "Provavelmente deramse mais cartões de crédito do que se devia. E as pessoas deviam estar mais informadas sobre as modalidades de pagamento, os juros, etc." Às oito da manhã de um dia de semana, antes de ir trabalhar no banco suíço Société Générale, na área de fusões e aquisições, Pedro Monteiro de Barros, 26 anos, diz que concorda, sim, que os bancos não deveriam ter dado determinados empréstimos, mas "a ganância das próprias pessoas

2 a quererem mais" acabou por provocar a crise. Agências de rating com relatórios errados, a queda simultânea do preço das casas nos Estados Unidos, investimento em "produtos que não lembram a ninguém" foram causas da crise, mas pedir empréstimos que não se podiam pagar foi "responsabilidade das pessoas", diz peremptoriamente Sara Vicente, 30 anos, analista na empresa de serviços financeiros americana Morgan Stanley. "Nunca vivi acima das minhas possibilidades e as pessoas e os governos viveram", acrescenta a portuguesa que trabalha com os responsáveis máximos da empresa na parte de estratégia, finança, regulamentação e risco. Ao mesmo tempo, gere a organização não governamental Um Pequeno Gesto, que fundou em 2004 para apoiar crianças moçambicanas depois de um voluntariado no país, como conta à Pública entre goles de vinho branco num restaurante perto da estação de South Kensington. Vice-presidente há dois anos da Asset Protection Agency, que faz a intervenção do Governo britânico no sistema financeiro como resposta à crise depois de ter ficado como maior accionista do Royal Bank of Scotland e do Lloyds, Luís Sousa Coutinho refere a falta de percepção de risco. "Continuávamos a emprestar dinheiro a quem não tinha emprego, nem activos", diz, num café italiano, também na zona de South Kensington. Luís Sousa Coutinho, 32 anos, lembra que hoje, muita gente, face à mesma informação que tinha em 2007, se pergunta: "Como é que fomos financiar isto?" Jorge Bento explicará mais tarde que a atribuição de crédito é "sempre uma previsão" e quem o concede pode ser mais "pessimista ou mais optimista": "Acho que o seu rendimento vai crescer 10% ao ano, portanto dou o crédito X, mas se for seu amigo, se calhar sou mais optimista." Portanto, a concessão é arbitrária? "A aprovação de crédito é arbitrária, não sabemos" quais vão ser os rendimentos das pessoas. Certamente que não foram apenas as dívidas das pessoas que afundaram os bancos. Os governos também se endividaram ao ponto de "destruírem" a economia dos seus países, analisa António Simões, que aos 36 anos vai ser o responsável para a Europa da área de retalho e gestão de fortunas do HSBC, o maior banco europeu e um dos três maiores mundiais. Actualmente está em Hong Kong como braço direito do CEO do grupo, Stuart Gulliver, função que acumula com as de director-geral e responsável pelo planeamento e estratégia do grupo. Apanhámo-lo numa das paragens em Londres - viaja três vezes por mês, pelo menos - e é na sala dos membros da Tate Modern que conversamos num domingo à tarde. 0 endividamento público foi o problema de países como Espanha, Portugal ou Grécia. "Quando a crise financeira atacou os mercados, esses países tinham demasiada dívida." Em Canary Wharf, zona no sudeste de Londres que é uma extensão da City, do arranhacéus do Crédit Suisse, multinacional de serviços financeiros, vè-se o rio Tamisa. É aqui que Carla Antunes da Silva, analista de 37 anos que não quer ser fotografada, nos dá a sua visão da crise, provocada pela atribuição de um "crédito demasiado barato" que por sua vez levou a "uma componente do crescimento que não é sustentável". "Muito do crescimento económico foi estimulado através do crédito, que ajudou toda a gente, os bancos e as pessoas, a terem maior qualidade de vida e a ter o que antes não tinham." Neste momento, está-se a fazer um ajustamento "a um mundo onde o preço do crédito é mais em linha com os riscos que existem". Mas nota: "Há qualquer coisa que não está correcta no sistema financeiro quando os particulares podem ir ao banco e pedir um empréstimo em que paga 3 ou 4% e ao Estado português custa 10 ou 12% emitir dívida. Os particulares estão a ter crédito demasiado barato. " Há um par de meses, a equipa que coordena publicou um relatório em que concluía que o défice de capital dos bancos europeus era de 400 mil milhões de euros. "Neste momento, os bancos não se conseguem financiar", diz a portuguesa que começou carreira no Deutsche Bank em Portugal, depois foi para ajp Morgan em Londres e está no Crédit Suisse desde Maio. Com voz séria, conclui: "Nos últimos seis meses, o mercado bancário está paralisado. Não sei se as pessoas se apercebem disso: os bancos não conseguem emitir dívida, logo não se conseguem financiar, logo não podem dar crédito, logo o PIB contrai. É um efeito multiplicador bastante simples." A solução ninguém tem, admite, mas sugere uma "intervenção concertada", que envolva os EUA e a Europa, para limpar os activos que não são sustentáveis: "Os bancos continuam a ser o centro da economia. Sem um sector bancário saudável e limpo, a crise prolonga-se por muito mais tempo." Governos sempre atrasados David Cameron pôs a União Europeia em alvoroço ao vetar a alteração aos tratados europeus, que iam impor regulação comum ao sector financeiro e introduzir um imposto sobre as transacções financeiras, a chamada "taxa Tobin". O próprio Governo inglês planeia implementar um cerco de regulação ao mercado, seguindo as recomendações da comissão Vickers e da Financial Services Authority (FSA), que alguns vêem como mais pesadas que as próprias propostas europeias. "Não há sector mais regulado que a banca neste momento. A FSA sabe tudo, recebe semanalmente relatórios de tudo", diz Sara Vicente. Carla Antunes da Silva lembra que "a regulação está feita" e que os reguladores "conseguiram o que queriam: produtos bancários sofisticados deixaram de existir, rádos de capital dobraram, a liquidez é maior". A questão, lembra Luís Sousa, é a monitorização e o controlo para evitar situações "impensáveis" como avaliar positivamente bancos que meses depois caem. Uma das medidas vai ser a separação da banca a retalho da de investimento. A lógica é que os riscos tomados pelos investidores não afectem os depósitos. 0 que "não é garantia", diz António Simões. "Acho que vai ter um preço *

3 Jorge Bento, que trabalha no Banco do Brasil, questiona se o dinheiro dado pelos governos aos bancos não poderia ter sido dado às pessoas. Na página ao lado, Pedro Monteiro de Barros, trabalha na Société Générale, e Cristina Correia, no Banif para a sociedade inglesa, porque vai aumentar os custos. Isso tem claramente a ver com melhores reguladores e supervisão: havia equipas que estavam a supervisionar os bancos ingleses que foram à falência e que obviamente não estavam a fazer o seu trabalho. Onde é que estava o Banco de Inglaterra quando as coisas aconteceram? O Banco de Inglaterra tem de ser mais responsável." Mas Luís Sousa não está totalmente de acordo com a separação retalho-investimento e dá o exemplo do banco sem depósitos americano Lehman Brothers, que caiu "na mesma". "O problema é que as pessoas mais inteligentes estão nos bancos. Encontram formas de ser o mais eficiente em termos fiscais e os governos estão sempre atrás." Teoricamente, a separação evitaria a necessidade de os governos injectarem dinheiro nos bancos para os salvar, algo que tem sido apontado nos protestos de ruas: os bancos endividaram-se, os governos salvaram-nos e nós pagamos a crise. "O problema desta crise é a ideia de que os governos vão sempre salvar os bancos", diz António Simões. "É um problema de risco moral: os bancos são grandes demais para falhar e portanto os governos estão lá para os apoiar. Isso tem de se quebrar. É correcto os governos terem salvo os bancos? Sim. Se é justo? Talvez não." Às vezes, Jorge Bento pensa se não teria sido mais efica2 dar às pessoas os milhões de milhões injectados nos bancos "para estimular a economia" - porque, afinal de contas, "os governos deram dinheiro aos bancos não para os ajudar, mas para estimular". Quanto à questão da taxa sobre as transacções que estava em cima da mesa na cimeira europeia e nas propostas de movimentos como os Occupy, mas a que Cameron se opôs -, Carla Antunes da Silva diz que nalguns casos "não fazem sentido" por serem mais altas do que as comissões pagas pelos clientes. A consequência seria a subida dos produtos financeiros, que "traz menos PIB e menos crescimento económico". "0 modelo está quebrado. Qualquer outra indústria, neste momento, estaria a subir os preços de tudo "O modelo está quebrado. Qualquer outra indústria, neste momento, estaria a subir os preços de tudo para acompanhar o aumento de capital" para conseguir acompanhar o aumento de capital, de liquidez e de todos os custos mais caros de transaccionar. Isso vai ser a próxima década: vai haver um reajustamento de preço de crédito. As pessoas talvez não troquem de carro a cada três anos, mas a cada cinco, o que não é nenhum drama. 0 que é importante é não perderem a confiança no sistema financeiro." Na área do consumo, Cristina Correia sugere que o Estado português, por exemplo, use a informação do Banco de Portugal "de forma positiva", contendo "a exposição ao crédito" - ou seja, evitar que alguém com rendimentos baixos obtenha mais crédito do que o que pode pagar. E os paraísos fiscais, onde muitos bancos têm sede, evitando pagar impostos altos? É uma questão cada vez menos tabu no meio, diz Cristina Correia. António Simões não sabe se têm de acabar, mas defende "mais transparência" para "aumentar a receita de impostos". Longas horas de trabalho Há mais de um milhão de pessoas a trabalhar no sector financeiro em Londres e um estudo do think tank The New Economics Foundation indica que os bancários de topo da City recebiam entre 500 mil a 10 milhões de libras anuais. Uma das polémicas na banca são exactamente os salários e os bónus que multiplicam os rendimentos anuais. "A nível sénior, ganha-se milhões com dois dígitos facilmente", diz Sara Vicente. Considerando-se num nível de estagiário, Pedro Monteiro de Barros diz que, "à hora",

4 ganha "quase o mesmo que um empregado do McDonalcTs", mas tem "a sorte" de o "deixarem trabalhar muitas horas" - e de ganhar bónus, acrescentamos nós. António Simões trabalha 80 horas por semana. Nos primeiros anos, Sara Vicente trabalhava 18 horas por dia e nunca tiveram de lhe pedir para ficar até mais tarde, porque neste meio, se isso acontece, "é grave" - mostra que "a pessoa não tem vontade". "Sempre gostei imenso de aprender e eles valorizaram a minha aprendizagem", diz. "Alguém me perguntava no elevador hoje: como é que uma pessoa aguenta? A adrenalina é uma coisa espectacular", conta. Por vezes passava o fim-de-semana em Lisboa, doente. Disponibilidade é importante, mas ser perfeccionista, ter atenção ao detalhe e perceber a importância da qualidade são essenciais num mercado supercompetitivo. "E ser altamente confiável: de hoje para amanhã o trabalho está feito. Mas o que torna as pessoas diferentes é pensar sobre o que se faz: não é fácil estar a trabalhar até às 4h e depois parar e pensar. "De resto, por ser mulher num mundo ainda maioritariamente masculino, sentiu sempre "que tinha de trabalhar muito mais para provar o mesmo". "Aceitei sempre mais uma transacção, trabalhei sempre até mais tarde. Depois num jantar fica-se ao lado do CEO. Mas acho que, fazendo bem o trabalho, valorizam ainda mais." Depois de tirar o curso de Engenharia Automóvel e fazer um mestrado em Finanças, Pedro Monteiro de Barros juntou-se à Société Générale, onde há pessoas de todas as áreas. Saiu de Portugal, onde sentia "que não tinha o que precisava", porque em Londres há mais energia, mais estímulos, mais desafios. "Cheguei como estagiário e deram-me confiança, fizeram-me sair da zona de conforto." Exemplo? Num negócio de uma empresa espanhola, foi-lhe dada "uma responsabilidade brutal em que ia ter encontros com o CEO, com o presidente, trabalhava com os investidores". A competitividade para alguém que confessa ser "extremamente competitivo" só o estimula "a trabalhar mais e melhor". Num restaurante na City, conta que esta é uma área em que os "non-performers são afastados", e é directo: "Gosto de ganhar e gosto de fazer as pessoas que trabalham comigo ganharem. Individualmente ou em equipa, o objectivo é trabalhar para sermos os melhores." Não é o salário que compensa o trabalho de horas "para lá de longas", diz Sara Vicente, que nas novas funções tem uma carga horária menos pesada. "Mas é importante. A parte financeira representa o ranking: as pessoas são avaliadas e postas numa curva: abaixo da média na média e acima da média." Os bónus e os salários alto= servem "paia dar a estabilidade" financeira a quem pode ser despedido a qualquer altura. António Simões diz não ser motivado por dinheiro e dá dois exemplos na sua carreira: não ficou na Goldman Sachs em 2000, recusou uma posição na Lehman Brothers em 2005 onde ia ganhar muito mais e só voltou ã banca no início da crise em 2007 para o HSBC, "mais conservador na remuneração dos seus empregados". Curiosidade intelectual ou experiências diferentes, o reconhecimento das equipas com quem trabalha e dos pares são factores de motivação para alguém que diz que "as oportunidades" que teve na vida o fazem sentir "a obrigação" de se dedicar ao que faz. Luís Sousa Coutinho "perdeu dinheiro" ao trocar o Commerzbank, em Londres, pela APA há dois anos. "Pouca gente aguenta este ritmo de vida até aos 50 anos. Chega uma altura em que se diz: 'Vou mais por projectos aliciantes do que por euros'." O Occupy e o futuro dos bancos Sara Vicente ainda não foi ao acampamento dos Occupy. Jorge Bento também não, mas tem curiosidade. Cristina Correia passou lá, Pedro Monteiro de Barros idem. Carla Antunes da Silva não tem a mínima curiosidade e António Simões já viu de perto os Occupy em Hong Kong. "Acho optimamente que as pessoas se expressem", diz Monteiro de Barros. "É um movimento que não tem líderes, tem ideologias muito distintas. Em termos de objectivos, nós, bancos, sabemos o que queremos." Sara Vicente discorda da forma de protesto porque "as pessoas que estão a protestar se calhar não estão a fazer mais por uma alternativa". "Sim, há desigualdade, há injustiça, mas, quer dizer, passar o dia em São Paulo em vez de estar a procurar emprego..." Jorge Bento concorda que as pessoas protestem por sentirem que são elas a pagar a crise em vez dos bancos. "É difícil aceitar que a meritocracia seja só quando se ganha, devia funcionar também quando se perde." E, sim, Luís Sousa Coutinho percebe que exista um sentimento de injustiça. "É verdade, se calhar a culpa é dos grandes poderes. Também é preciso ver que isto é Londres e é comum ir para a praça protestar. Quando as pessoas vêem a sua situação piorar, têm de apontar culpados - e agora são os bancos. Mas os bancos não são uns monstros, foram os que fizeram crescer a economia nos últimos dez anos." Deixaram crescer a economia, mas provavelmente demais. Pelo menos é essa imagem que fica do caminho que Carla Antunes da Silva traça para c futuro. "Temos de nos habituai a viver com menos crescimento económico e com menos crédito e os bancos têm de ser mais pequenos." António Simões lembra a génese da banca - "faz depósitos de indivíduos e dá empréstimos" - para reforçar a ideia de que é vital para a economia. "Essa função básica cria valor porque as empresas podem pedir crédito, desenvolver trabalho, criar empregos. Se a sociedade funciona bem, há um papel para a banca funcionar. Existem partes da banca que não criam valor? Obviamente. Porque a sociedade falhou, e temos um problema económico muito mais grave do que em qualquer outra altura da nossa vida, é um momento importante para a indústria financeira trabalhar com os governos e reguladores e tentar resolver um problema colectivo." Muitas das ideias dos Occupy, estão, curiosamente, a ser implementadas, analisa, falando com alguma simpatia sobre estes "movimentos cívicos" que "fazem parte da democracia" - mas não ao ponto de ir vê-los de perto ã praça. À saída, no elevador da Tate Modern, a caminho de um encontro onde ia estar com Boris Johnson, o mayor de Londres, António Simões desabafa: tem pena que exista um discurso de "nós e eles" na frustração sobre a crise, sendo "eles" uma "entidade abstracta". "Não existem soluções rápidas, mágicas, fáceis. Senão já teriam sido implementadas."

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