REPÚBLICA VELHA ( ) Disciplina: História. Professora: Daianne. Série: 9º ano.

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1 REPÚBLICA VELHA ( ) Disciplina: História. Professora: Daianne. Série: 9º ano.

2 PROJETOS DE REPÚBLICA MILITARES Relutava em convocar eleições para a Assembleia Constituinte; Queria um governo forte, centralizado, dirigido pelos militares e a favor da indústria república positivista. OLIGARQUIAS Eram lideradas pelos cafeicultores paulistas governo de poucos. Defendiam a convocação da Constituinte; Autonomia para cada oligarquia governar seus estados república liberal.

3 GOVERNO PROVISÓRIO Logo após a Proclamação da República, os militares dissolveram as instâncias políticas do Império. Nomearam interventores para os Estados, na maioria militares, o que desagradou as oligarquias.

4 ENCILHAMENTO A medida econômica do governo militar, implementada pelo ministro da Fazenda, Rui Barbosa, visava promover a industrialização no Brasil. O ministro acreditava que para acontecer o desenvolvimento do país precisava de dinheiro para investir na indústria. Assim, foi adotada uma política de emissão de papel-moeda para pagar salários e financiar indústrias.

5 O ENCILHAMENTO O dinheiro emitido foi usado para aplicar na Bolsa de Valores do RJ, que prometia lucro rápido. Empresas fictícias foram criadas e se teve uma alta inflação. A política economia beneficiou banqueiros e especuladores da Bolsa de Valores.

6 CONSTITUIÇÃO DE 1891 Depois da crise do encilhamento as disputas entre militares e oligarquias se acirraram na Constituinte. As oligarquias saíram vitoriosas e consagraram o federalismo autonomia para os governos estaduais no setor econômico e administrativo. O cargo de presidente teria a duração de quatro anos. Os Estados teriam suas próprias leis, contando que não ferisse a Constituição Nacional. Também, poderiam fazer empréstimos externos sem a autorização do governo central. E ter seu próprio corpo militar.

7 CONSTITUIÇÃO DE 1891 Segundo a Constituição o primeiro presidente seria escolhido pela Constituinte. Os militares lançaram a candidatura de Deodoro da Fonseca e os paulistas de Prudente de Morais. Os militares aliados de Deodoro ameaçaram fechar o Congresso se caso ele não fosse eleito. Diante disso, os deputados o elegeram, porém, para o cargo de vice presidente escolheram Floriano Peixoto, candidato da chapa de Prudente de Morais. O voto seria destinado aos homens acima de 21 anos e aberto. Estando excluídos homens de baixa patente do exército, o clero, os analfabetos e os mendigos.

8 GOVERNOS DE DEODORO E FLORIANO Deodoro teve um governo instável marcado pelos conflitos entre os militares e as oligarquias, o que causou a sua renúncia. Nesse caso assumiu a presidência o vice Floriano Peixoto, que apesar do apoio dos cafeicultores teve um governo turbulento: a) REVOLTA FEDERALISTA: 1893 Aconteceu no Rio Grande do Sul e pela disputa do controle desse estado entre duas correntes políticas: os republicanos (PRR) e os federalistas (ex-monarquistas).

9 GOVERNOS DE DEODORO E FLORIANO Os federalistas estavam afastados do poder do estado desde a proclamação da República, não conseguindo vencer as eleições, que eram manipuladas pelo grupo dos republicanos. As forças federalistas eram compostas por tropas particulares dos grandes fazendeiros da região. Os republicanos, liderados por Júlio de Castilho, tinham apoio dos proprietários rurais, do Exército Federal, do governo paulista e do presidente. A guerra civil foi marcada por profunda violência: prisões, execuções e degolações.

10 GOVERNOS DE DEODORO E FLORIANO O avanço dos federalistas foi contido pelas tropas federais e o desfecho se deu no governo de Prudente de Morais. Os rebeldes, derrotados, fugiram para Argentina e Uruguai. b) REVOLTA DA ARMADA: 1893 Organizada no Rio de Janeiro, pela marinha e reivindicava maior participação no governo de Floriano. Os rebeldes tomaram a Baía de Guanabara e o governo ficaram nos fortes do litoral do Rio de Janeiro, com apoio do exército.

11 GOVERNOS DE DEODORO E FLORIANO A população carioca sentindo-se ameaçada pelos rebeldes manifestaram apoio ao governo. Esse com tropas mais numerosas venceu a Marinha e pôs fim a Revolta da Armada. Para combater as revoltas Federalista e da Armada, Floriano contou com os cafeicultores paulistas, que dispunham de dinheiro e homens para enfrentar os rebeldes. Essa aliança possibilitou uma transição de governo pacífica para as mãos das oligarquias.

12 GOVERNO DAS OLIGARQUIAS A) Nível Federal: café com - leite O poder político era exercido pelo presidente da República. Com o objetivo de controlar a presidência e defender seus interesses privados, as oligarquias paulista e mineira, representadas respectivamente, pelo PRP (partido republicano paulista) e pelo PRM (partido republicano mineiro), formaram uma aliança que previa a alternância de políticos dos dois estados no cargo máximo do executivo. As razões da aliança devem-se ao fato de unir o poder econômico (café de São Paulo) ao poder político (votos de Minas Gerais).

13 GOVERNO DAS OLIGARQUIAS

14 GOVERNO DAS OLIGARQUIAS B) Nível Estadual: política dos governadores Idealizada por Campos Sales e visava apoiar a política presidencial, ou seja, era um acordo onde os governadores dos estados apoiavam o presidente da República que, em troca, não interviria nos assuntos dos estados. Os governadores apoiariam o presidente elegendo uma bancada de deputados e senadores que, além de representar o seu estado, apoiariam incondicionalmente o presidente. Por outro lado, o presidente não interferia na eternização do poder de certos grupos oligárquicos.

15 GOVERNO DAS OLIGARQUIAS c) Nível Municipal: coronelismo O sistema eleitoral na República Oligárquica fundou-se na fraude, devido o voto não ser secreto voto do cabresto, o que permitia a manipulação. O exercício da fraude e da manipulação ficava a cargo dos coronéis grandes latifundiários espalhados pelos municípios do Brasil. Esses eram detentores do poder econômico e, também, tinham prestígio social e poder político local. Exerciam o clientelismo no seu curral eleitoral. Além da intimidação dos eleitores, os coronéis roubavam nas urnas e falsificavam títulos de eleitores. O coronel negociava com o governador do seu estado o número de votos em troca de um benefício qualquer, assim, o voto fraudado pelo coronel saía do município elegia o governador e chegava até a presidência, sendo canalizado para o candidato paulista ou mineiro.

16 GOVERNO DAS OLIGARQUIAS

17 ABALO NA REPÚBLICA OLIGÁRQUICA O primeiro aconteceu na sucessão de Afonso Pena, quando o marechal Hermes da Fonseca conseguiu o apoio de Nilo Peçanha, do PRM e dos pinheiristas gaúchos contra o candidato paulista Rui Barbosa, o qual tinha o voto urbano (numericamente inferior ao rural). Nessa disputa, Rui Barbosa lançou a Campanha Civilista - a primeira na qual um candidato percorreu o país fazendo discursos e comícios para seduzir o eleitorado. Mas nada adiantou, pois o candidato da situação foi eleito. Apesar de militar, Hermes continuou valorizando o café e implantou a Política das Salvações substituição de grupos oligárquicos por outros, que fossem do interesse do presidente.

18 ECONOMIA NA REPÚBLICA OLIGÁRQUICA A) Crise do café: O valor da saca começou a cair no mercado internacional, devido um excesso de produção, gerando problemas internos como a impossibilidade de pagar a dívida externa, a qual crescia desde a independência do Brasil. O então presidente Campos Sales assinou, em 1898, um acordo com bancos credores que ficou conhecido como funding-loan: em troca de uma suspensão temporária no pagamento da dívida externa, concordava-se no seu aumento e na ampliação dos prazos para pagá-la. A intenção do presidente era superar a crise do café e voltar a ter capital para pagar os credores externos. No ano de 1906, os cafeicultores brasileiros se reuniram na cidade de Taubaté para combinar um plano de intervenção estatal, no qual se promoveria a elevação do preço do produto Convênio de Taubaté.

19 ECONOMIA NA REPÚBLICA OLIGÁRQUICA No convênio os três principais produtores (SP, MG e RJ) comprariam a produção cafeeira com o objetivo de criar estoques reguladores. O produto seria vendido no mercado internacional de acordo com a demanda. O grande problema do acordo foi que, para efetivar as compras, os governos realizaram volumosos empréstimos em bancos ingleses e norte-americanos. E se caso não houvesse a demanda no mercado internacional, o prejuízo ficava com os governos, pois os cafeicultores já tinham recebido pelo produto. Era a socialização das perdas. A política só teria sucesso se o Brasil tivesse monopólio do produto, como isso não acontecia, ou seja, existia a concorrência, o plano naufragou.

20 ECONOMIA NA REPÚBLICA OLIGÁRQUICA Exportação do café no início do século XX. Convênio de Taubaté.

21 ECONOMIA NA REPÚBLICA OLIGÁRQUICA B) Borracha: Desenvolveu -se no Brasil, principalmente na região Amazônica, para abastecer a segunda revolução industrial no campo pneumático e automobilístico. A extração era feita de forma primitiva com trabalhadores nativos da região ou migrantes nordestinos, que fugiam da seca. Esses habitavam em cabanas e percorriam vários quilômetros na mata em busca do látex (seiva de onde se produzia a borracha). Os seringueiros viviam no limite da subsistência, ou seja, vendendo sua mercadoria para os seringalistas proprietários de longos trechos de mata e que enriqueciam vendendo o produto para o exterior. Apesar da prosperidade que trouxe para a região de Belém e Manaus, a borracha não foi uma alternativa para o café e sim um surto agrícola na região Amazônica.

22 ECONOMIA NA REPÚBLICA OLIGÁRQUICA Extração do látex. Prefeitura Municipal de Manaus.

23 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CAMPOS, Flávio de; CLARO, Regina;DOLHNIKOFF, Miriam. São Paulo: Leya, HAMADA, Katsue; MARKUNAS, Mônica. História: ensino fundamental, 9º ano/8ª série. Brasília: Cisbrasil, VICENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História do Brasil. São Paulo: Scipione, 1997.

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