A revolução industrial O conceito de Revolução Industrial apenas recentemente foi, pela obra de historiadores

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A revolução industrial O conceito de Revolução Industrial apenas recentemente foi, pela obra de historiadores"

Transcrição

1 A revolução industrial O conceito de Revolução Industrial apenas recentemente foi, pela obra de historiadores contemporâneos, desligado da ideia de que teria sido uma mudança imprevista, fortuita, quase "milagrosa" para contornos mais reais. O primeiro ponto a ser desfeito foi a ideia simplista duma mudança radical e de ruptura brusca com as fases anteriores. Podemos sim, e apenas, falar de um acelerar na evolução da industria particularmente no caso da Inglaterra, por toda uma serie de pequenas revoluções tais como a Revolução Demográfica, Revolução Agrícola, Revolução dos Transportes. Revolução Demográfica: Durante o fim do século XVII e todo o século XVIII assistiu-se a um aumento da população sobretudo na Inglaterra, o chamado surto demográfico Inglês; devido às melhores condições de higiene, à utilização de roupa interior, a uma melhor nutrição; e implementação de uma medicina preventiva e curativa; neste século podemos assistir ao aumento da taxa de Natalidade e à diminuição em flecha da taxa de Mortalidade o que originou o aumento da população, logo a multiplicação dos produtores e dos consumidores, a proliferação do sector secundário. O aumento da taxa de Natalidade deve-se sobretudo ao aumento da taxa de nupcialidade, pois, a idade média do casamento em Inglaterra passa dos 27 anos para os 23 anos e um século mais tarde passa para os 20 anos. A isto podemos também acrescentar a evolução da medicina e farmácia não sendo como as conhecemos hoje. O crescimento demográfico tem muito a ver com o crescimento económico pois para além dos casamentos serem mais cedo, também as pessoas passam a ter maior poder de compra e a procurar bens industriais, pois os salários passaram a ser mais elevados, e mais estáveis assim como o próprio trabalho, e passaram a estar mais bem alimentadas o que contribuiu sem duvida para a redução da taxa de Mortalidade. Só a explosão demográfica não basta para explicar a revolução industrial porque outros países onde ocorreu o aumento significativo da população não se industrializaram. No século XIX, o ritmo de crescimento da população francesa não é significativo e isso explica a lentidão e o atraso da industrialização francesa. Entretanto, actualmente a maior explosão demográfica regista-se em países do Terceiro Mundo, contudo eles não apresentam grandes níveis de industrialização. Sendo assim, a Revolução Demográfica acaba por ser vista como causa/efeito da revolução Industrial. Segundo J.P. Rioux, «O crescimento demográfico foi uma condição talvez necessária da revolução Industrial, mas certamente não suficiente.» «Em resumo, a revolução demográfica foi um estimulo importante, um incitamento surdo ao crescimento, mas nunca uma condição para provoca-lo.» HMC2002 1

2 Foi no forte crescimento demográfico e urbano que se estabeleceu a formação de um mercado interno de massas, sem o qual o desenvolvimento industrial e o crescimento teriam ficado comprometidos. Embora a população Inglesa fosse inferior a muitos outros países continentais, a Inglaterra era o país com melhor distribuição de riqueza, com o melhor rendimento per capita e com um óptimo nível de vida. Na Inglaterra consumia-se em grandes quantidades, só para dar alguns exemplos, o pão branco, carne, lacticínios, açúcar, chá, calçado de couro, roupas de lã, mobílias e carvão. A expansão da urbanização deu origem a novos potenciais compradores devido às necessidades do abastecimento e da distribuição satisfeitas pelo lançamento de novos circuitos comerciais nos quais os campos se integram. Citando Jean Pierre Rioux, «todas estas condições favoreciam a constituição de um mercado interno coerente, onde os produtos, os capitais e a mão-de-obra pudessem circular livremente». A unificação do mercado inglês, mais precoce que o francês, deu-se com o aumento dos rendimentos, a sua consequente diversificação social dos consumidores e redes de estradas a aumentarem o meio interno. De tal forma que, não há uma minoria a não ter poder de compra, o aumento de capitais é escoado por uma grande diversidade de serviços e o mercado interno não sendo mínguo, mas, diversificado propicia o desenvolvimento do sector secundário e a industrialização não está bloqueada. Também no mercado externo (que juntamente com o mercado interno foi objecto de estudo de Eric Habsbawn e Phyllis Deane) houve uma grande expansão do comércio internacional com o grande peso do comercio colonial (onde se salientavam as posições cimeiras da Inglaterra e da frança). Este comércio encontrava-se não só orientado em função da obtenção e distribuição das especiarias, da seda, do algodão, chá, e porcelanas orientais; mas também em função do açúcar, plantas tintureiras e metais preciosos do novo mundo e dos escravos africanos, que serviam de mãode-obra nas minas e plantações americanas(rota triangular). Este fenómeno esclavagista era pois um grande suporte das economias coloniais, cujas relações com as metrópoles, se faziam em regimento de exclusividade o que tornava as colónias fonte de matéria prima e um mercado exclusivo para o escoamento de produtos manufacturados. Assim se pode considerar a expansão do mercado externo como um factor de apoio ao arranque da Revolução industrial, pois o controlo do mercado externo funcionou como estimulo à especialização, à organização e produção em massas. O comercio internacional proporcionou um acesso às matérias primas que ao serem pagas às colónias as dotava de liquidez para adquirirem os produtos transformados Também a agricultura sofreu um grande desenvolvimento baseada nas novas técnicas agrícolas: HMC2002 2

3 Novo sistema de rotação de cultura, substituindo o pousio pela cultura de plantas forrageiras; Extensão das superfícies cultivadas devido aos arroteamentos, drenagens para além da eliminação do pousio como já foi referido em cima; Selecção de sementes em que eram escolhidas as melhores sementes o que permitia um aumento da produtividade por as sementes serem de qualidade superior, a acrescentar também a introdução da mecanização salientando eventos como: a maquina a vapor para elevar água (1698), a semeadora mecânica (1782) ; A valorização da criação de gado que fornecia carne e adubo natural contribuindo para a fertilização da terra que a partir de agora era sempre cultivada; As enclsures, o seja, o emparcelamento de terrenos através da vedação, o que permitia o desenvolvimento das técnicas de criação de gado pois os animais poderiam andar a pastar sem vigilância poupando mão-de-obra, fertilizando os solos, dando carne e matéria prima para a Industria. Todas estas técnicas permitiram a libertação da mão-de-obra para a industria, pois a agricultura tinha-se tornado uma exploração em moldes capitalistas injectando muita vezes, os agricultores, capitais na industria. Pela transferência de população da agricultura para a industria devido à libertação de mãode-obra por parte da agricultura; pela exportação de excedentes cujo valor permitiu a importação das matérias primas, pela acumulação de capitais que posteriormente seriam investidos na industria, pelo florescimento da siderurgia em virtude de uma maior procura de utensílios agrícolas em ferro. Em suma a Revolução Industrial surgiu na Inglaterra pelo conjunto de factores que já foram referidos como o crescimento demográfico, a estabilidade económica, a expansão do mercado externo, a livre circulação de produtos, capitais e mão-de-obra, a pioneira rede de vias quer fluviais quer terrestres, a existência de capitais acumulados prontos a investir, e mentalidade capitalista dos Ingleses que não atribuíam uma importância tão grande ao luxo e à ostentação como os Franceses será aqui o ponto de maior diferença entre a Inglaterra e a França e terá sido isso que, a par de tudo a que já me referi, atribui à Inglaterra a prioridade da Revolução Industrial. Segundo François Caron o alargamento das vias de comunicação foi um factor e um mecanismo de industrialização na medida em que consistiu um investimento base, de tal modo que de dentro da chamada Revolução Industrial podemos destacar a revolução dos transportes. Se em 1825, o engenheiro Mac Adam melhorou a qualidade do revestimento dos pavimentos das estradas e se tenha multiplicado a construção de canais a revolução encontra o seu principal impulsionador na aplicação da máquina a vapor, inventada por James Watt, aos barcos e à locomotiva. HMC2002 3

4 O barco a vapor conhecido por Steamers viera substituir os obsoletos Clippers, pesados barcos de madeira. Os Steamers eram construídos em ferro e equipados com caldeiras, rodas de pás e hélices. O Steamer ou paquete, como também era conhecido, adquiriu uma grande importância na vida económica, para além de ser utilizado como correio e transporte de passageiros, passou também a ser usado para as transações comerciais, o que impôs a sua pronta especialização dando origem aos navios de carga, aos petroleiros e aos barcos-frigorificos. Os caminhos-de-ferro resultado da inovação e junção de duas técnicas. Os carris para a tracção de vagonetas já eram usados anteriormente, mas, e aqui se inova verdadeiramente, com a aplicação de uma locomotiva a vapor que sobre o sistema de carris iria rebocar carruagens, tronando-se assim nos comboios a vapor. Estes dois novos meios de transporte trouxeram inúmeras vantagens para a população e para a industria. Eram ambos mais rápidos que os anteriores, o que proporcionava uma economia de tempo e o encurtar de distâncias; além disso podiam transportar maiores quantidades de mercadorias por terem uma capacidade maior, o que iria provocar uma diminuição do preço médio por transporte, ou seja menos gastos com o transporte, uma maior poupança, mais dinheiro para se investir. Os novos meios de transporte vieram ainda permitir abastecimentos regulares aos centros urbanos e às grandes metrópoles que se iam formando, de forma a se evitarem crises de fornecimento e permitiram ainda a criação de novos profissões absorvendo a mão-de-obra disponível. Mas os novos meios de transporte não deram apenas o seu contributo à Revolução Industrial pelas vantagens que tinham como meios de transporte mas também pelo estimulo que provocaram em industrias como a siderurgia, visto que o consumo que se fazia de ferro e aço era astronómico, quer para os carris, como para as locomotivas e barcos. «[ ] Em 1850, havia na Europa Km de vias-férrias, metade na Grã-Bretanha e um quarto na Alemanha. O caminho--de-ferro constitui verdadeiramente o início da grande industria capitalista. Estabelecer uma rede implica que se disponha de vários milhares de toneladas de carris em ferro. As locomotivas são igualmente grandes consumidoras de ferro, além de carvão. Tal a razão dos progressos consideráveis que a produção de ferro conhece entre 1840 e 1870[ ]». Neste pequeno texto pomos já encontrar outras industrias que foram também impulsionadas pela revolução dos transportes, a industria da extracção (o carvão) e a banca. O comboio e do barco a vapor esportulavam os seus proprietários com despesas elevadas, pelo que não estavam ao alcance de uma única pessoa, como tal foram organizadas companhias por acções, que tinham necessidade de financiamento para investir e modernizar a sua frota, pelo que o comboio a vapor e o barco a vapor vieram revolucionar todo o sistema financeiro, que até então era um sistema desmazelado, sem organização, mas que viria a especializar-se e a HMC2002 4

5 dividir-se em três bancos, banco de depósitos, banco de desconto e banco comercial, para além de aliar o capital á industria para a organização e criação de companhias Marítimas e Ferroviárias. A agricultura foi ainda outro dos sectores que com a revolução dos transportes sofreu mutações, tais como o encontrar de novos mercados e uma maior facilidade de colocar os produtos, mais fresco com maior qualidade nos centros urbanos e ainda se passou a fazer uma exploração capitalista dos campos. Os novos meios de comunicação como o telegrafo, o telefone e o rádio que viriam para regular os preços, compras e vendas a nível económico, ao mesmo tempo que revolucionavam o sistema de informação da imprensa e dos governos. Certo é também que as circunstancias propicias da Inglaterra não eram só e apenas a revolução dos transporte, era todo um vasto e complexo conjunto de factores dos quais se destaca pela seu caracter revolucionário a revolução dos transportes; mas uma mentalidade virada para o lucro e para o investimento, aliado a um fraco, quase inexistente, Domestic system, entre outros formavam as especiais condições de Inglaterra. Também já não se crê actualmente que a causa determinante e essencial da Revolução Industrial passa-se pelo impacto produzido pela mecanização nas formas de trabalho, como defenderam Mark e os seus seguidores. Foi comum dizer que a técnica foi a essência da Revolução Industrial. Passou-se depois a encarar a Revolução Industrial mais amplamente, olhando-se as perspectivas de outra forma. A aplicação das inovações técnicas é sempre tardia e solicitada pela vida económica. A técnica foi um factor mais determinado que determinante do económico ao aumentar a procura do mercado sentiuse a necessidade das inovações na técnica. Uma parte da revolução industrial foi uma revolução das técnicas e a revolução das técnicas foi um ponto de chegada (efeito cumulativo das inovações que vão sucedendo e arrastando outros elementos tecnológicos, isto é, houve um processo de transformações técnicas desde a idade média) e de partida (a revolução industrial é uma aceleração do progresso técnico). Houve sem duvida uma aceleração do progresso das técnicas em que o homem evoluiu mais em dois ou três anos do que em dezoito séculos. A técnica pôde um mercado para os novos mercados, enquanto inicialmente a técnica era mais determinada. «A transformação da mentalidade a consciência burguesa é anterior á modificação das estruturas materiais e sociais que foram efeito dela, apesar de, por sua vez, se reflectirem sobre essa mentalidade.» Através desta frase de V. Vasquez de Prada podemos encontrar aqui um indicar de que a Revolução Industrial não começou, nem foi fruto de uma revolução dos transportes, embora os transportes tenham sido os grandes impulsionadores e os vectores que permitiram o rápido e continuo crescimento da industrialização, mas não foram eles quem tornaram a Revolução Industrial possível, mas sim fruto dessa revolução, o que de facto tornou a Revolução Industrial HMC2002 5

6 realizável foi, "a consciência burguesa", foi a transformação da mentalidade dos burgueses, sendo tudo o resto um resultado dessa transformação. «A Revolução Industrial constitui um vasto fenómeno em que convergem uma série de causas, de factos coadjuvantes, demográficos, sociais, ideológicos, políticos, económicos, etc., [ ]» E vejamos então como contribuíram esses factos para a industrialização dos países. Como já referi o país pioneiro na industrialização foi a Grã--Bretanha que inicia a sua industrialização ainda no século XVIII. Por volta de , em plena segunda Revolução Industrial, as maiores potências eram a Grã-Bretanha, a Alemanha, a França, a Bélgica, a Suíça e os Estados Unidos. A Inglaterra detém, então a primazia industrial e económica, pelo que era a ela que pertencia a supremacia no domínio da energia a vapor e liderava igualmente a produção de hulha, ferro fundido e aço. A maior frota comercial e a maior densidade ferroviária eram também pertenças da Inglaterra, o que lhe permitia controlar um terço do comercio internacional, o apoio no livre cambismo permitiu-lhe o domínio do mercado, no fornecimento de bens de consumo e de equipamento de tal forma que era até meados do século, abastecedora mundial de tecidos de algodão, lã, maquinas e tecnologia. Os investimentos a nível mundial, nas vésperas da I Guerra Mundial, pela Inglaterra eram muito elevados (19935 milhões de dólares), colocando-a de longe na condição de primeiro país exportador de capitais, o que lhe permite equilibrar os défices comerciais com os lucros dos seus investimentos; assim o poderio monetário e financeiro britânico conferia à libra o estatuto de moeda interna e internacional para as troca mundiais. Tudo isto aliado ao êxito conseguido na extensão dos seus mercados mundiais faz da Inglaterra a principal potencial do século XIX. Mas porquê é que o resto da Europa não se desenvolveu, industrialmente, ao mesmo tempo da Inglaterra? Acima de tudo pela " consciência burguesa", que no resto da Europa não existia, ainda estando a aristocracia europeia num estado mais conservador, mas não era só isto que se entre punha ao desenvolvimento industrial da Europa continental a grande extensão do território, que dificultava a comunicação; a abundância de combustíveis naturais como a madeira, não havendo a necessidade de explorar os solos e assim não se fomentar a industria da extracção e não se provocar o efeito de arrastamento que se verificou na Inglaterra; a ausência de matéria-prima e a pouca procura dos bens industriais, pela supremacia do artesanato local ( domestic system ) são as razões que não davam ao resto da Europa as prefeitas condições para um arranque simultâneo ao inglês. Nos meados da século XIX assistiu se ao surgir de novas potências, novos países que se conseguiram também industrializar e através de diversas medidas, aproximar-se da Inglaterra. Entre esses países podemos destacar os principais, França, Alemanha, Bélgica, Estados Unidos e Japão. HMC2002 6

7 Analisemos a industrialização francesa. O arranque da industrialização francesa deu--se em duas fases: a primeira na primeira metade do século XIX em que este fora lento; na segunda metade do mesmo século iríamos encontrar um desenvolvimento firme e notável. Mas a que se devia um arranque lento na primeira metade do século XIX? «[ ] o ritmo de crescimento interno [ francês ] era duas vezes menos forte que na Grã-Bretanha, o seu rendimento por cabeça mais baixo e possuía enormes desigualdades na distribuição do rendimento nacional[ ]».Como aqui nos é mostrado uma das razões era a fraco apelo do mercado, a industria na França não se fazia sentir como uma prioridade, nem era vista como o desenvolvimento, outra a abundância de mão-de-obra, o que fez que a mecanização não fosse tão necessária como na Inglaterra e quando se arranca é com base nesta mão-de--obra barata e numerosa, a escassez de carvão aliada à abundância de madeira e de água. A instabilidade política causada pela revolução foi também um factor capital tal como a debilidade da industria têxtil ( industria impulsionadora da industrialização em Inglaterra) devido à sua estrutura, era uma industria que assentava na empresa familiar e por isso incapaz de competir com o exterior. A industria siderúrgica, um sector vital para a industrialização, afectada pela escassez de carvão e pela perda das jazidas de ferro da Lorena em 1871, caracteriza-se pela prevalência de pequenas empresas em regime de autofinanciamento, uma vez que o sector bancário mais interessado no caminho de ferro não investiu na siderurgia; assim não podia competir nos mercados internacionais pelos seus elevados preços. No diz respeito à construção naval, esta viu-se afectada, até finais do século XIX, pelas altas tarifas aduaneiras que refreavam o comércio francês. Ainda nos finais do século XIX a industria química e da electricidade decaem face ao poderia da sua rival alemã. No principiar do século XX entre as novas industrias podemos destacar a Renault e a Peugeot, (industria automóvel ), mas neste inicio de século 55% da população ainda era rural e permanecia um pequeno capitalismo. A Alemanha teve o seu grande arranque por volta de 1840, apoiada pela união económica Zollverrein (1834) e posterior união política (1871). Recorrendo às técnicas inglesas e aos capitais franceses os Alemães lançaram-se rapidamente, sem terem de começar pela industria têxtil, numa Revolução Industrial moderna, carvão, aço, cominho de ferro; apoiada também pelos abundantes recursos naturais, humanos e pela tradição industrial aliada ao nacionalismo dinâmico (proteccionismo). O sucesso da Revolução Industrial na Alemanha foi tal que nos finais do século XIX era a grande inovadora da actividade industrial e das inovações técnicas e após 1870, grande investidora em empresas minerais, plantações, unidades fabris e explorações ferroviárias no mundo e HMC2002 7

8 comparável à Inglaterra na produção de aço e carvão. Também a sua frota mercante tornou-se ainda na segunda do mundo. A Bélgica na sequência do bloqueio continental (1806) iniciou um processo rápido de industrialização devido a factores como a sua excelente situação geográfica, o seu subsolo rico em carvão, aos seus cursos fluviais e canais, entre outros que lhe proporcionaram uma industria têxtil evoluída, a exploração das suas minas por grandes sociedades anónimas e financiadas pelos bancos, uma forte produção de locomotivas, barcos a vapor e uma importante industria da siderurgia e cristal, ocupando, nos inícios do século XX, o terceiro lugar na hierarquia das grandes potências. Na Rússia, o pais mais povoado da Europa onde a servidão só termina em 1861, a industrialização só se inicia a partir de 1880, devido às fortes características feudalizantes. A intervenção do capital estrangeiros, nomeadamente francês, belga e alemão, foi extremamente importante. Assim nos finais do século encontrávamos uma industria sem empresários amparada pelo estado, era um país essencialmente rural e agricula, estando toda a principal industria, dividida em apenas três centros, Moscovo, S. Petersburgo e Odessa. Fora da Europa duas novas potências nasciam, os estados unidos da América e o Japão. Os Estados Unidos da América, independentes de 1776, tiveram o seu arranque por volta de 1815, arranque que se deparou com condições extremamente favoráveis a um rápido desenvolvimento. Este país tinha um tamanho de praticamente um continente inteiro daí a existência abundante de recursos naturais como o algodão, ferro, carvão e petróleo; a imigração de mão-de-obra especializada europeia, em busca de melhores condições num país novo, fizeram com que entre 1790 e 1889 a população aumentasse de 4 para 50 milhões e em 1900 já se podiam contar 76 milhões de habitantes. Como já referi o território era praticamente um continente o que dava um enorme mercado interno, sem alfândegas, com uma população sem grandes diferenças sociais e um enorme consumo de massas. A excelente adaptação das maquinas e técnicas inglesas às realidades Americanas, só possíveis pela grande capacidade inventiva, e assim o surgir de máquinas especializadas com peças substituíveis. E por ultimo a criação de estruturas financeiras (trusts e holdings) tornaram os Estados Unidos a segunda potência a nível mundial, na industria têxtil (finais do século) e com um grande desenvolvimento nas industrias da siderurgia e na industria eléctrica, com um notável desenvolvimento nos anos 80. Nos finais do século XIX os Estados Unidos tornam-se a primeira potência do mundo, lideravam a produção industrial, a produção de petróleo, de ferro, de aço, de carvão, de cobre, de zinco e alumínio. O Japão foi o único país asiático capaz de se industrializar no século XIX. Na velha civilização de cariz feudal, o imperador Mutsu-Hito impôs-se aos senhores da terra e aos samurais e, a partir de 1868, lançou o país numa era de progresso a era Meiji. Assim o Japão passou de país HMC2002 8

9 agricula e atrasado a potência industrial devido também a um conjunto de factores tais como: a entrada de técnicos e capitais estrangeiros; o envio de jovens para a Europa para se actualizarem nas novas tecnologias acidentais; um grande impulso demográfico, aliado ao grande número de mão-de-obra barata; o forte orgulho nacional que se sentia aliado à intervenção do estado na concepção de patentes e de exclusivos e a criação de industrias novas financiadas com os impostos sobre as rendas agrícolas e com empréstimos estrangeiros entre outros ajudaram a industrializar o Japão; que tinha como sectores de ponta a industria da seda, que rapidamente se mecanizou; a industria do algodão, com colocação do seu produto no mercado chinês e coreano; a siderurgia era também uma industria de ponta em que os recursos hidroeléctricos compensam a escassez de carvão e por fim a construção naval cujo ritmo de expansão foi espantoso. Como podemos ver pelos casos apresentados cada país, com diferentes condições, origina diferentes industrializações. Mais recentemente tentou-se utilizar a revolução industria do século XVIII, como modelo para o desenvolvimento dos países subdesenvolvidos. W.W. Rostow caracteriza a Revolução Industrial como o "arranque ( take of)". mas este "arranque ( take of)" só é hoje possível devido a uma acção planificada das autoridades políticas, enquanto que no século XVIII teve de realizar-se pela revolução que pôs a burguesia à cabeça das decisões económicas. A Revolução Industrial no se sentido lato não se deve nem pode isolar das condições sociais do seu começo que são as "condições capitalistas". Entendida deste modo não é mais que o fruto da onda revolucionária burguesa representada em três campos, no económico o triunfo do capital; no social a vitória da propriedade como direito básico e por fim no campo ideológico a glória da razão. Atribui-se lhe o termo de revolução pela transformação e substituição das estruturas do Antigo Regime por outras novas em que constam outros valores culturais e mentais distintos dos anteriores. A Revolução Industrial é a consumação do processo iniciado nos séculos XVI e XVII, sendo a principal diferença a mentalidade da burguesia que mais madura, poderosa e consciente da sua força deixa o desejo de ascender à nobreza e passa a ambicionar transcende-la, reclamando uma mudança de estruturas em que possam vigorar as suas crenças e estipular a acção. João Simão Cátia Calado HMC2002 9

O Mundo industrializado no século XIX

O Mundo industrializado no século XIX O Mundo industrializado no século XIX Novas fontes de energia; novos inventos técnicos: Por volta de 1870, deram-se, em alguns países, mudanças importantes na indústria. Na 2ª Revolução Industrial as indústrias

Leia mais

A Revolução Industrial, iniciada na Grà-Bretanha, mudou a maneira de trabalhar e de pensar das pessoas

A Revolução Industrial, iniciada na Grà-Bretanha, mudou a maneira de trabalhar e de pensar das pessoas A Revolução Industrial, iniciada na Grà-Bretanha, mudou a maneira de trabalhar e de pensar das pessoas A industrialização mudou a história do homem. O momento decisivo ocorreu no século XVIII com a proliferação

Leia mais

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL REVOLUÇÃO INDUSTRIAL - Eram aprendizes órfãos? Todos aprendizes órfãos. - E com que idade eram admitidos? Os que vinham de Londres tinham entre 7 e 11 anos. - (...) Qual o horário de trabalho? De 5 da

Leia mais

VIRGÍLIO, P.; LONTRINGER, S.. Guerra Pura: a Militarização do Cotidiano. São Paulo: Brasiliense, 1984, p. 39.

VIRGÍLIO, P.; LONTRINGER, S.. Guerra Pura: a Militarização do Cotidiano. São Paulo: Brasiliense, 1984, p. 39. Velocidade é violência. O exemplo mais óbvio é o punho cerrado. Nunca o pesei mas pesa cerca de 400 gramas. Posso transformar esse punho na carícia mais delicada. Mas, se o arremessar em alta velocidade,

Leia mais

As regiões com maior e menor crescimento previsto para 2050

As regiões com maior e menor crescimento previsto para 2050 Introdução: O aumento da população ficará na história da Humanidade como o facto mais extraordinário do século XX. Há quarenta anos estimava-se a população em cerca de 3000 milhões de pessoas. Daí em diante

Leia mais

Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo

Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo A UA UL LA MÓDULO 7 Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo Nesta aula O café foi o principal produto de exportação durante a República Velha. Os cafeicultores detinham o controle da

Leia mais

2011/2012 Geografia 8º Ano de escolaridade

2011/2012 Geografia 8º Ano de escolaridade 2011/2012 Geografia 8º Ano de escolaridade O aumento da população ficará na história da Humanidade como o facto mais extraordinário do século XX. Há cerca de cinquenta anos estimava-se a população em cerca

Leia mais

DA REVOLUÇÃO AGRÍCOLA À REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

DA REVOLUÇÃO AGRÍCOLA À REVOLUÇÃO INDUSTRIAL DA REVOLUÇÃO AGRÍCOLA À REVOLUÇÃO INDUSTRIAL Inovações agrícolas Quando? Onde? O processo iniciou-se no século XVIII, primeiro na Inglaterra e na Holanda (Províncias Unidas), países com uma intensa atividade

Leia mais

Título: A Grande Depressão e o seu impacto social:

Título: A Grande Depressão e o seu impacto social: ESQUEMA NO QUADRO SOBRE A GRANDE DEPRESSÃO (1929) Título: A Grande Depressão e o seu impacto social: 1- Introdução: - Após a 1ª Guerra Mundial (1914-18) a Europa vive tempos difíceis. - Década de 20: -

Leia mais

Marie Curie Vestibulares Lista 4 Geografia Matheus Ronconi AGROPECUÁRIA, INDÚSTRIA E DISTRIBUIÇÃO TECNOLÓGICA MUNDIAL

Marie Curie Vestibulares Lista 4 Geografia Matheus Ronconi AGROPECUÁRIA, INDÚSTRIA E DISTRIBUIÇÃO TECNOLÓGICA MUNDIAL AGROPECUÁRIA, INDÚSTRIA E DISTRIBUIÇÃO TECNOLÓGICA MUNDIAL 1) (UDESC - 2012) São exemplos da indústria de bens de consumo (ou leve): a) Indústria de autopeças e de alumínio. b) Indústria de automóveis

Leia mais

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL A partir de meados do séc. XVI, o Império Português do Oriente entrou em crise. Que fatores contribuíram para essa crise? Recuperação das rotas

Leia mais

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Capítulo 1: América: Um continente de Contrastes Capítulo 2: Estados Unidos e Canadá Apresentação elaborada pelos alunos do 8º Ano B Montanhas Rochosas

Leia mais

Século XVIII e XIX / Europa

Século XVIII e XIX / Europa 1 I REVOLUÇÃO AGRÍCOLA Século XVIII e XIX / Europa! O crescimento populacional e a queda da fertilidade dos solos utilizados após anos de sucessivas culturas no continente europeu, causaram, entre outros

Leia mais

II - Desenvolvimento. 1. O primeiro mundo. 2. Sociedades de consumo

II - Desenvolvimento. 1. O primeiro mundo. 2. Sociedades de consumo I - Introdução Consideram-se como Norte os países ricos ou industrializados: o primeiro Mundo ou países capitalistas desenvolvidos, em primeiro lugar e também os países mais industrializados do antigo

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DR. SOLANO DE ABREU ABRANTES. Análise de informação do manual. Filmes educativos

ESCOLA SECUNDÁRIA DR. SOLANO DE ABREU ABRANTES. Análise de informação do manual. Filmes educativos ESCOLA SECUNDÁRIA DR. SOLANO DE ABREU ABRANTES 3º C.E.B. DISCIPLINA: História ANO: 8º ANO LECTIVO 2010/2011 COMPETÊNCIAS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS ACTIVIDADES ESTRATÉGIAS AULAS PREVISTAS INSTRUMENTOS DE

Leia mais

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT)

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O capitalismo teve origem na Europa, entre os séculos XIII e XIV, com o renascimento urbano e comercial e o surgimento de uma nova classe social:

Leia mais

CLIMAS. Japão POPULAÇÃO - DADOS JAPÃO. O Arquipelago Niponico ASPECTOS DEMOGRÁFICOS 13/09/2015. Resumo - Geografia. Japão - Tigres - China

CLIMAS. Japão POPULAÇÃO - DADOS JAPÃO. O Arquipelago Niponico ASPECTOS DEMOGRÁFICOS 13/09/2015. Resumo - Geografia. Japão - Tigres - China Resumo - Geografia Japão Japão - Tigres - China O Arquipelago Niponico Principais Ilhas 1. Hokkaido 2. Honshu 2 1 CLIMAS 3. Shikoku 4. Kyushu 4 3 JAPÃO ASPECTOS DEMOGRÁFICOS Cerca de 127 milhões de hab.

Leia mais

FICHA DE TRABALHO DE HISTÓRIA Lê atentamente as questões. Escolhe com cuidado e assinala apenas uma das alternativas apresentadas.

FICHA DE TRABALHO DE HISTÓRIA Lê atentamente as questões. Escolhe com cuidado e assinala apenas uma das alternativas apresentadas. FICHA DE TRABALHO DE HISTÓRIA Lê atentamente as questões. Escolhe com cuidado e assinala apenas uma das alternativas apresentadas. INDICA A RESPOSTA CORRECTA: 1. A invenção do séc. XVIII que permitiu aumentar

Leia mais

Revolução Industrial

Revolução Industrial Revolução Industrial O aparecimento da revolução industrial se deve a três fatores: a revolução comercial, ao acúmulo de capitais que se deu na livre circulação das mercadorias e as descobertas de novos

Leia mais

América anglo-saxônica. Diferentes povos construíram duas fortes economias

América anglo-saxônica. Diferentes povos construíram duas fortes economias América anglo-saxônica Diferentes povos construíram duas fortes economias A América Desenvolvida Conhecido também como Novo Mundo, a América é sinônimo de miscigenação, desenvolvimento e mazelas sociais.

Leia mais

Inglaterra século XVIII

Inglaterra século XVIII Inglaterra século XVIII Revolução: Fenômeno político-social de mudança radical na estrutura social. Indústria: Transformação de matérias-primas em mercadorias, com o auxílio de ferramentas ou máquinas.

Leia mais

6º Congresso Nacional da Administração Pública

6º Congresso Nacional da Administração Pública 6º Congresso Nacional da Administração Pública João Proença 30/10/08 Desenvolvimento e Competitividade: O Papel da Administração Pública A competitividade é um factor-chave para a melhoria das condições

Leia mais

Construção do Espaço Africano

Construção do Espaço Africano Construção do Espaço Africano Aula 2 Colonização Para melhor entender o espaço africano hoje, é necessário olhar para o passado afim de saber de que forma aconteceu a ocupação africana. E responder: O

Leia mais

O Antigo Regime europeu: regra e exceção

O Antigo Regime europeu: regra e exceção PORTUGAL NO CONTEXTO EUROPEU DOS SÉCULOS XVII E XVII O Antigo Regime europeu: regra e exceção Meta: Conhecer e compreender o Antigo Regime europeu a nível político e social ANTIGO REGIME Regime político,

Leia mais

Apoio didático de Geografia 2º ano

Apoio didático de Geografia 2º ano Nome: Nº: Turma: Geografia 2º ano Apoio didático Silvia fev/09 Apoio didático de Geografia 2º ano 1º Semestre I. Formação da Economia Mundo 1. Explique resumidamente as ideias do socialismo. 2. Diferencie

Leia mais

Resumo Aula-tema 03: Desenvolvimento Econômico da China

Resumo Aula-tema 03: Desenvolvimento Econômico da China Resumo Aula-tema 03: Desenvolvimento Econômico da China Esta aula trata da história econômica e do processo de desenvolvimento da China, país que se tornou a segunda economia do mundo, atrás dos Estados

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NO MUNDO DA TECNOLOGIA

A IMPORTÂNCIA DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NO MUNDO DA TECNOLOGIA 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 A IMPORTÂNCIA DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NO MUNDO DA TECNOLOGIA Zedequias Vieira Cavalcante¹, Mauro Luis Siqueira da Silva² RESUMO: A Revolução Industrial

Leia mais

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A O capitalismo teve origem na Europa, nos séculos XV e XVI, e se expandiu para outros lugares do mundo ( Ásia, África,

Leia mais

Aurora Murteira A extensão do sector público industrial e os seus objectivos

Aurora Murteira A extensão do sector público industrial e os seus objectivos Aurora Murteira A extensão do sector público industrial e os seus objectivos 1. A participação activa do Estado na vida económica é, já há algum tempo, facto incontroverso e generalizado nas chamadas economias

Leia mais

Profª: Sabrine Viviane Welzel

Profª: Sabrine Viviane Welzel Geografia 9 ano Japão 1- A importância de não nascer importante. Porque, essa frase de Eduardo Galeano, pode ser relacionada ao Japão? 2 A indústria japonesa desenvolveu-se aceleradamente no Pós-Segunda

Leia mais

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Na folha de respostas, indique de forma legível a versão da prova.

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Na folha de respostas, indique de forma legível a versão da prova. EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março Prova Escrita de Economia A 11.º/12.º Anos de Escolaridade Prova 712/1.ª Fase 8 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

ANTECEDENTES DA GRANDE DEPRESSÃO

ANTECEDENTES DA GRANDE DEPRESSÃO ANTECEDENTES DA GRANDE DEPRESSÃO Indicadores de fragilidade da era da prosperidade nos Estados Unidos da América Endividamento e falência de muitos agricultores. Estes tinham contraído empréstimos para

Leia mais

A Revolução Industrial

A Revolução Industrial textos de José Manuel Russo A Revolução Industrial A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL Introdução Embora o século XIX seja conhecido como o da Revolução Industrial, as suas origens centram-se nas transformações assistidas

Leia mais

MINERAÇÃO DE CARVÃO NA REGIÃO SUL CATARINENSE: DA FORMACÃO DO ESPAÇO URBANO À MODERNIDADE

MINERAÇÃO DE CARVÃO NA REGIÃO SUL CATARINENSE: DA FORMACÃO DO ESPAÇO URBANO À MODERNIDADE MINERAÇÃO DE CARVÃO NA REGIÃO SUL CATARINENSE: DA FORMACÃO DO ESPAÇO URBANO À MODERNIDADE A Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra, integra o conjunto das "Revoluções Burguesas" do século XVIII, responsáveis

Leia mais

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/2.ª Fase 14 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

a) A humilhação sofrida pela China, durante um século e meio, era algo inimaginável para os ocidentais.

a) A humilhação sofrida pela China, durante um século e meio, era algo inimaginável para os ocidentais. Questões: 01. Ao final do século passado, a dominação e a espoliação assumiram características novas nas áreas partilhadas e neocolonizadas. A crença no progresso, o darwinismo social e a pretensa superioridade

Leia mais

Trabalho de pesquisa: Como se explica a intensificação e diversificação da produção agrícola e exportações no Brasil?

Trabalho de pesquisa: Como se explica a intensificação e diversificação da produção agrícola e exportações no Brasil? O que podem os países africanos aprender com o crescimento e desenvolvimento inclusivo do Brasil? Trabalho de pesquisa: Como se explica a intensificação e diversificação da produção agrícola e exportações

Leia mais

PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE DISC. HISTÓRIA / 8º ANO

PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE DISC. HISTÓRIA / 8º ANO PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE DISC. HISTÓRIA / 8º ANO 1 CONTEXTO HISTÓRICO Crescimento econômico da Inglaterra no século XVIII: industrialização processo de colonização ficou fora. Ingleses se instalaram

Leia mais

FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO. Prof. Israel Frois

FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO. Prof. Israel Frois FORMAÇÃO DO TERRITORIO BRASILEIRO Prof. Israel Frois SÉCULO XV Território desconhecido; Era habitado por ameríndios ; Natureza praticamente intocada Riqueza imediata: Pau-Brasil (Mata Atlântica) Seus limites

Leia mais

Economia Industrial 1

Economia Industrial 1 UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA DA REGIÃO DE CHAPECÓ Curso de Economia Economia Industrial Análise Estrutural dos Mercados e da Concorrência em Oligopólios Conceitos Introdutórios Professor : Johnny Luiz Grando

Leia mais

Como está a situação da população mundial e que expectativa razoável podemos ter para o futuro?

Como está a situação da população mundial e que expectativa razoável podemos ter para o futuro? População mundial Leia as manchetes abaixo: População mundial superará 9,2 bilhões em 2050, estima ONU BBC Brasil Casais ricos burlam lei do filho único na China BBC Brasil A população mundial atingiu

Leia mais

ESTADOS UNIDOS: superpotência mundial. Capítulo 8 Educador: Franco Augusto

ESTADOS UNIDOS: superpotência mundial. Capítulo 8 Educador: Franco Augusto ESTADOS UNIDOS: superpotência mundial Capítulo 8 Educador: Franco Augusto EUA: Processo histórico Colônia de povoamento (Reino Unido, em especial a Inglaterra) A ocupação da costa do Atlântico foi baseada

Leia mais

O IMPERIALISMO EM CHARGES. Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com. 1ª Edição (2011)

O IMPERIALISMO EM CHARGES. Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com. 1ª Edição (2011) O IMPERIALISMO EM CHARGES 1ª Edição (2011) Marcos Faber www.historialivre.com marfaber@hotmail.com Imperialismo é a ação das grandes potências mundiais (Inglaterra, França, Alemanha, Itália, EUA, Rússia

Leia mais

PLANO DE ESTUDOS - HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL 6º ANO

PLANO DE ESTUDOS - HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL 6º ANO PLANO DE ESTUDOS - HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL 6º ANO O aluno, no final do 6º ano, deve ser capaz de: Conhecer e compreender as características do império português dos séculos XVII e XVIII Conhecer

Leia mais

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta.

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta. EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/2.ª Fase 14 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

Mudança e transformação social

Mudança e transformação social 7 Mudança e transformação social Unidade Não existem sociedades sem mudanças. Há transformações maiores, que atingem toda a humanidade, e menores, que acontecem no cotidiano das pessoas. Normalmente elas

Leia mais

A economia global e a organização do espaço

A economia global e a organização do espaço littleny/ Shutterstock ssguy/ Shutterstock A economia global e a organização do espaço Xangai, China Las Vegas, EUA Alain Lacroix/ Dreamstime.com Empresas multinacionais e economia global A revolução tecnocientífica,

Leia mais

Recursos para Estudo / Atividades

Recursos para Estudo / Atividades COLÉGIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE Programa de Recuperação Paralela 1ª Etapa 2014 Disciplina: HISTÓRIA Professora: ALESSANDRA PRADA Ano: 2º Turma: FG Caro aluno, você está recebendo o conteúdo de recuperação.

Leia mais

Os Tigres Asiáticos. made in Hong Kong, made in South Korea, made In Taiwan e Cingapura

Os Tigres Asiáticos. made in Hong Kong, made in South Korea, made In Taiwan e Cingapura Os Tigres Asiáticos made in Hong Kong, made in South Korea, made In Taiwan e Cingapura O Surgimento dos Tigres Guerra Fria 1945 Busca de Espaços de Influencias: Plano Colombo; China se torna Comunista

Leia mais

CRITÉRIOS ESPECÍFICOS DE AVALIAÇÃO

CRITÉRIOS ESPECÍFICOS DE AVALIAÇÃO CRITÉRIOS ESPECÍFICOS DE AVALIAÇÃO ( Aprovados em Conselho Pedagógico de 15 outubro de 2013 ) No caso específico da disciplina de História e Geografia de Portugal, do 6ºano de escolaridade, a avaliação

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático

Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático Unidade 6: O Leste e o Sudeste Asiático Capítulo 1: Japão - Capítulo 2: China - Capítulo 4: Tigres Asiáticos Apresentação elaborada pelos alunos do 9º Ano C Monte Fuji - Japão Muralha da China Hong Kong

Leia mais

Prova Escrita de Geografia A

Prova Escrita de Geografia A Exame Nacional do Ensino Secundário Decreto-Lei n.º 74/004, de 6 de Março Prova Escrita de Geografia A 0.º e.º Anos de Escolaridade Prova 79/.ª Fase 0 Páginas Duração da Prova: 0 minutos. Tolerância: 30

Leia mais

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Capítulo 1: América: Um continente de contrastes Capítulo 2: Estados Unidos e Canadá Apresentação elaborada pelos alunos do 8º Ano C Montanhas Rochosas

Leia mais

Roteiro de Estudos. 3 trimestre - 2015

Roteiro de Estudos. 3 trimestre - 2015 Roteiro de Estudos 3 trimestre - 2015 Disciplina: Geografia Professor: Eduardo 3ª série O que devo saber: Crescimento populacional no Brasil e no mundo. Sociedade e economia. Povos em movimento e migrações

Leia mais

DINÂMICA LOCAL INTERATIVA I APRENDER A APRENDER APRENDER A APRENDER CONTEÚDO E HABILIDADES GEOGRAFIA. Aula 10.2 Conteúdo: Guianas.

DINÂMICA LOCAL INTERATIVA I APRENDER A APRENDER APRENDER A APRENDER CONTEÚDO E HABILIDADES GEOGRAFIA. Aula 10.2 Conteúdo: Guianas. Aula 10.2 Conteúdo: Guianas. 2 Habilidades: Observar as limitações das Guianas e suas ligações com o Brasil. 3 Colômbia 4 Maior população da América Andina. Possui duas saídas marítimas: Para o Atlântico

Leia mais

AS ORIGENS DO SUBDESENVOLVIMENTO

AS ORIGENS DO SUBDESENVOLVIMENTO AS ORIGENS DO SUBDESENVOLVIMENTO 1. A TEORIA LIBERAL Os Países pobres são pobres porque não atingiram ainda a eficiência produtiva e o equilíbrio econômico necessário à manutenção de um ciclo de prosperidade

Leia mais

A roda: a maior invenção tecnológica

A roda: a maior invenção tecnológica A roda: a maior invenção tecnológica A roda parece ter sido inventada, há cerca de 6000 anos, na Mesopotâmia. Foi uma invenção de importância extraordinária, não só porque promoveu uma revolução no campo

Leia mais

RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE

RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE Conceitos Diversos Estado É uma organização políticoadministrativa da sociedade. Estado-nação - Quando um território delimitado é composto de um governo e uma população

Leia mais

CENTRO DE EDUCAÇÃO INTEGRADA Educando para o pensar Tema Integrador 2013 / Construindo o amanhã: nós agimos, o planeta sente CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS

CENTRO DE EDUCAÇÃO INTEGRADA Educando para o pensar Tema Integrador 2013 / Construindo o amanhã: nós agimos, o planeta sente CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS CENTRO DE EDUCAÇÃO INTEGRADA Educando para o pensar Tema Integrador 2013 / Construindo o amanhã: nós agimos, o planeta sente CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS CIÊNCIAS HUMANAS 3º ANO FILOSOFIA FILOSOFIA NA HISTÓRIA

Leia mais

IMPORTÂNCIA DOS TRANSPORTES

IMPORTÂNCIA DOS TRANSPORTES OS TRANSPORTES IMPORTÂNCIA DOS TRANSPORTES Contribui para a correcção das assimetrias espaciais e ordenamento do território; rio; Permite uma maior equidade territorial no acesso, aos equipamentos não

Leia mais

História do Brasil Colônia

História do Brasil Colônia História do Brasil Colônia Aula VII Objetivo: a expansão e a consolidação da colonização portuguesa na América. A) A economia política da colônia portuguesa. Em O tempo Saquarema, o historiador Ilmar R.

Leia mais

Gabarito oficial preliminar: História

Gabarito oficial preliminar: História 1) Questão 1 Segundo José Bonifácio, o fim do tráfico de escravos significaria uma ameaça à existência do governo porque Geraria uma crise econômica decorrente da diminuição da mão de obra disponível,

Leia mais

ÁFRICA DO SUL AERLIS - Oeiras 31.03.2011

ÁFRICA DO SUL AERLIS - Oeiras 31.03.2011 ÁFRICA DO SUL AERLIS - Oeiras 31.03.2011 Alguns factos históricos 1487 Bartolomeu Dias chega ao Cabo da Boa Esperança 1652 Holandeses, ao serviço da Dutch East India Company, instalam-se no Cabo. Colónia

Leia mais

27) No futuro, o que acontecerá com a mão de obra desqualificada? Explique?

27) No futuro, o que acontecerá com a mão de obra desqualificada? Explique? 27) No futuro, o que acontecerá com a mão de obra desqualificada? Explique? A implantação da informática em quase todos os campos de atividades humanas tem seu lado positivo, mas, por outro lado, a mão

Leia mais

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO 1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO A análise da evolução temporal (ou dinâmica) da economia constitui o objeto de atenção fundamental do desenvolvimento econômico,

Leia mais

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Capítulo 1: América: Um continente de Contrastes Capítulo 2: Estados Unidos e Canadá Apresentação elaborada pelos alunos do 8º Ano D Montanhas Rochosas

Leia mais

A era dos impérios. A expansão colonial capitalista

A era dos impérios. A expansão colonial capitalista A era dos impérios A expansão colonial capitalista O século XIX se destacou pela criação de uma economia global única, caracterizado pelo predomínio do mundo industrializado sobre uma vasta região do planeta.

Leia mais

Os Transportes. Trabalho Realizado por: Carolina Silva Nº6 9ºA Marta Romão Nº17 9ºA

Os Transportes. Trabalho Realizado por: Carolina Silva Nº6 9ºA Marta Romão Nº17 9ºA Os Transportes Trabalho Realizado por: Carolina Silva Nº6 9ºA Marta Romão Nº17 9ºA Síntese Nós neste trabalho vamos falar sobre: - A evolução dos transportes; - As funções dos transportes; - Os vários

Leia mais

Mercados informação de negócios

Mercados informação de negócios Mercados informação de negócios Rússia Oportunidades e Dificuldades do Mercado Março 2012 Índice 1. Oportunidades 3 1.1 Comércio 3 1.2 Investimento de Portugal na Rússia 4 1.3 Investimento da Rússia em

Leia mais

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer CAUSAS: Acirramento da concorrência comercial entre as potências coloniais; Crise das lavouras de cana; Estagnação da economia portuguesa na segunda metade do século XVII; Necessidade de encontrar metais

Leia mais

PLANO DE ESTUDOS 3º trimestre 2012

PLANO DE ESTUDOS 3º trimestre 2012 PLANO DE ESTUDOS 3º trimestre 2012 ano: 9º disciplina: geografia professor: Meus caros (as) alunos (as): Durante o 2º trimestre, você estudou as principais características das cidades globais e das megacidades

Leia mais

O continente africano

O continente africano O continente africano ATIVIDADES Questão 04 Observe o mapa 2 MAPA 2 Continente Africano Fonte: . A região do Sahel, representada

Leia mais

Organização e Gestão de Cooperativas ESAPL / IPVC

Organização e Gestão de Cooperativas ESAPL / IPVC Organização e Gestão de Cooperativas ESAPL / IPVC As Cooperativas são empresas. Por isso devem ser geridas com recurso ao uso de técnicas de gestão empresarial em uso noutros tipos de empresas. Há que

Leia mais

TEMA I A EUROPA E O MUNDO NO LIMIAR DO SÉC. XX

TEMA I A EUROPA E O MUNDO NO LIMIAR DO SÉC. XX TEMA I A EUROPA E O MUNDO NO LIMIAR DO SÉC. XX A supremacia Europeia sobre o Mundo A Europa assumia-se como 1ª potência Mundial DOMÍNIO POLÍTICO Inglaterra, França, Alemanha, Portugal e outras potências

Leia mais

Matéria da Recuperação. Industrialização Urbanização População

Matéria da Recuperação. Industrialização Urbanização População Disciplina: Geografia Roteiro de Recuperação Ano / Série: 7º Professor (a): Gabriel Data: / / 2013 Matéria da Recuperação Industrialização Urbanização População 1- A função urbana de uma cidade diz respeito

Leia mais

PORTUGAL 2020: EMPREENDEDORISMO E CAPITAL DE RISCO

PORTUGAL 2020: EMPREENDEDORISMO E CAPITAL DE RISCO PORTUGAL 2020: EMPREENDEDORISMO E CAPITAL DE RISCO A noção de Empreendedorismo, como uma competência transversal fundamental para o desenvolvimento humano, social e económico, tem vindo a ser reconhecida

Leia mais

EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO VERSÃO 2

EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO VERSÃO 2 EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO 10.º/11.º ou 11.º/12.º Anos de Escolaridade (Decreto-Lei n.º 286/89, de 29 de Agosto Programas novos e Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março) PROVA 712/13 Págs. Duração

Leia mais

Sistema Integrado de Gestão I

Sistema Integrado de Gestão I Faculdades Integradas Campos Salles Sistema Integrado de Gestão I Aula - 2 A evolução da sociedade da era agrícola à era do conhecimento Carlos Antonio José Oliviero São Paulo - 2012 Objetivos Conhecer

Leia mais

MERCANTILISMO (8a. Parte) Modalidades e Significados do Mercantilismo

MERCANTILISMO (8a. Parte) Modalidades e Significados do Mercantilismo MERCANTILISMO (8a. Parte) Modalidades e Significados do Mercantilismo CURSO: Administração DISCIPLINA: Comércio Exterior FONTE: DIAS, Reinaldo. RODRIGUES, Waldemar. Comércio Exterior Teoria e Gestão. Atlas.

Leia mais

EXAME FINAL NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO. Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos.

EXAME FINAL NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO. Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. EXAME FINAL NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Prova Escrita de Economia A 11.º Ano de Escolaridade Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho Prova 712/1.ª Fase 15 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

Planificação do Trabalho a desenvolver com a Turma Curso Vocacional

Planificação do Trabalho a desenvolver com a Turma Curso Vocacional Planificação do Trabalho a desenvolver com a Turma Curso Vocacional 2013 / 2014 Disciplinas Aulas Previstas Conteúdos / Temas a leccionar 1º 2º 3º 1º Período 2º Período 3º Período Critérios de Avaliação

Leia mais

Energia, tecnologia e política climática: perspectivas mundiais para 2030 MENSAGENS-CHAVE

Energia, tecnologia e política climática: perspectivas mundiais para 2030 MENSAGENS-CHAVE Energia, tecnologia e política climática: perspectivas mundiais para 2030 MENSAGENS-CHAVE Cenário de referência O estudo WETO apresenta um cenário de referência que descreve a futura situação energética

Leia mais

PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA

PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA BANCO DE QUESTÕES - GEOGRAFIA - 9º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================== 01- O desenvolvimento

Leia mais

CRISE DO ESCRAVISMO. O Brasil foi o último país da América Latina a abolir a escravidão.

CRISE DO ESCRAVISMO. O Brasil foi o último país da América Latina a abolir a escravidão. CRISE DO ESCRAVISMO A Dinamarca foi o primeiro país Europeu a abolir o tráfico de escravos em 1792. A Grã-Bretanha veio a seguir, abolindo em 1807 e os Estados Unidos em 1808. O Brasil foi o último país

Leia mais

Imperialismo dos EUA na América latina

Imperialismo dos EUA na América latina Imperialismo dos EUA na América latina 1) Histórico EUA: A. As treze colônias, colonizadas efetivamente a partir do século XVII, ficaram independentes em 1776 formando um só país. B. Foram fatores a emancipação

Leia mais

AULA 5. A herança da Revolução Industrial: o problema atual.

AULA 5. A herança da Revolução Industrial: o problema atual. AULA 5 A herança da Revolução Industrial: o problema atual. Roberto queria ir até Londres e Sofia concordou porque queria conhecer o lugar onde começou o progresso da nossa civilização com a Revolução

Leia mais

SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST CIÊNCIAS HUMANAS

SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST CIÊNCIAS HUMANAS SEQUÊNCIA DIDÁTICA PODCAST CIÊNCIAS HUMANAS Título do Podcast Área Segmento Duração Consumo, consumismo e impacto humano no meio ambiente Ciências Humanas Ensino Fundamental; Ensino Médio 6min29seg Habilidades:

Leia mais

REVISÃO AMÉRICA ANGLO SAXÔNICA E MÉXICO

REVISÃO AMÉRICA ANGLO SAXÔNICA E MÉXICO REVISÃO AMÉRICA ANGLO SAXÔNICA E MÉXICO DIVISÃO DO CONTINENTE AMERICANO Os países que pertencem a América do Norte são: EUA, Canadá e México. Os países que pertencem a América Anglo Saxônica são: EUA

Leia mais

Definição: domínio de vastas áreas do planeta por parte de nações industrializadas (ING, FRA, HOL, BEL, ALE, ITA, JAP, EUA, RUS). Onde?

Definição: domínio de vastas áreas do planeta por parte de nações industrializadas (ING, FRA, HOL, BEL, ALE, ITA, JAP, EUA, RUS). Onde? Definição: domínio de vastas áreas do planeta por parte de nações industrializadas (ING, FRA, HOL, BEL, ALE, ITA, JAP, EUA, RUS). Onde? África e Ásia (Neocolonialismo) e América (Imperialismo). Causas

Leia mais

Pré-Sal O petróleo que pode mudar o Brasil

Pré-Sal O petróleo que pode mudar o Brasil Pré-Sal O petróleo que pode mudar o Brasil Tarsila do Amaral (Carnaval em Madureira -1924) Cândido Protinari (Samba, óleo sobre tela.1956) Mar O Pré-Sal é Leito oceânico uma dádiva de Deus Arte Petrobras

Leia mais

Unidade IV Natureza-Sociedade: questões ambientais Aula 21. 1 Conteúdo A conquista do Oeste; Acordos, guerra e ouro; A guerra civil norte-americana.

Unidade IV Natureza-Sociedade: questões ambientais Aula 21. 1 Conteúdo A conquista do Oeste; Acordos, guerra e ouro; A guerra civil norte-americana. CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Unidade IV Natureza-Sociedade: questões ambientais Aula 21. 1 Conteúdo A conquista do Oeste; Acordos, guerra e ouro; A guerra civil norte-americana.

Leia mais

RESUMO DE GEOGRAFIA 9º ANO

RESUMO DE GEOGRAFIA 9º ANO RESUMO DE GEOGRAFIA 9º ANO A Revolução industrial iniciou-se no séc. XVIII. Indústria - consiste na transformação de matérias-primas em produtos acabados ou é uma actividade económica que consiste na transformação

Leia mais

Revolução Industrial e Socialismo. A Revolução Industrial.

Revolução Industrial e Socialismo. A Revolução Industrial. Aula 11 Revolução Industrial e Socialismo Nesta aula, iremos tratar da Revolução Industrial e de suas conseqüências para o mundo contemporâneo. Entre as conseqüências, destaque para o desenvolvimento de

Leia mais

O SISTEMA FINANCEIRO PORTUGUÊS E A EVOLUÇÃO DA ECONOMIA PORTUGUESA. Relator: João Costa Pinto

O SISTEMA FINANCEIRO PORTUGUÊS E A EVOLUÇÃO DA ECONOMIA PORTUGUESA. Relator: João Costa Pinto O SISTEMA FINANCEIRO PORTUGUÊS E A EVOLUÇÃO DA ECONOMIA PORTUGUESA Relator: João Costa Pinto Dia da Competitividade em Portugal 31 Outubro 2007 I. O PAPEL DO SISTEMA FINANCEIRO PORTUGUÊS NO MOVIMENTO DE

Leia mais

TEMA: CONTRASTES DE DESENVOLVIMENTO. 1ª parte -Países desenvolvidos vs Países em desenvolvimento

TEMA: CONTRASTES DE DESENVOLVIMENTO. 1ª parte -Países desenvolvidos vs Países em desenvolvimento TEMA: CONTRASTES DE DESENVOLVIMENTO 1ª parte -Países desenvolvidos vs Países em desenvolvimento Questões de partida 1. Podemos medir os níveis de Desenvolvimento? Como? 2. Como se distribuem os valores

Leia mais

Organizações portuguesas lançam rede temática para a soberania e segurança alimentar

Organizações portuguesas lançam rede temática para a soberania e segurança alimentar Rede Portuguesa pela Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional Organizações portuguesas lançam rede temática para a soberania e segurança alimentar Coimbra, 16 de Abril de 2012 Preocupados com as políticas

Leia mais

David Ricardo. Já a riqueza era entendida como os bens que as pessoas possuem, bens que eram necessários, úteis e agradáveis.

David Ricardo. Já a riqueza era entendida como os bens que as pessoas possuem, bens que eram necessários, úteis e agradáveis. David Ricardo David Ricardo nasceu em Londres, em 18 ou 19 de abril de 1772. Terceiro filho de um judeu holandês que fez fortuna na bolsa de valores, entrou aos 14 anos para o negócio do pai, para o qual

Leia mais

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Na folha de respostas, indique, de forma legível, a versão da prova.

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Na folha de respostas, indique, de forma legível, a versão da prova. Exame Nacional do Ensino Secundário Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/1.ª Fase 8 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP ****

INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP **** INTERVENÇÃO Dr. José Vital Morgado Administrador Executivo da AICEP **** Gostaria de começar por agradecer o amável convite da CIP para participarmos nesta conferência sobre um tema determinante para o

Leia mais