REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DA RELAÇÃO ENTRE INDICADORES SOCIOECONÔMICOS E CRIMINALIDADE NOS ESTADOS BRASILEIROS

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1 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DA RELAÇÃO ENTRE INDICADORES SOCIOECONÔMICOS E CRIMINALIDADE NOS ESTADOS BRASILEIROS Graphic representation of the relationship between socioeconomic indicators and crime in Brazilian States Elsbeth Léia Spode Becker ¹ Kalinca Léia Becker ² Centro Universitário Franciscano Professora Drª. do Curso de Geografia 2 Universidade Federal do Pampa Professora Drª. do Curso de Economia RESUMO A representação gráfica de quaisquer variáveis apresenta uma dupla finalidade: a primeira é a representação da variação no tempo e no espaço e a segunda é o caráter didático. Neste sentido, este estudo objetivou analisar e representar os indicadores socioeconômicos dos Estados brasileiros e estabelecer a relação entre estes indicadores e os índices de criminalidade, no período Os indicadores socioeconômicos dos Estados utilizados na representação gráfica dos mapas foram: a taxa de desemprego, a taxa de urbanização, a renda familiar per capita, a desigualdade de renda, os lares uniparentais femininos, os gastos com segurança pública por habitante, os gastos com educação por habitante e a taxa de homicídios por cem mil habitantes. A taxa de urbanização, a taxa de homicídios e as estimativas populacionais utilizadas na normalização das taxas de crimes, dos gastos com educação e com segurança pública foram pesquisados no banco de dados do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Os gastos com educação e segurança pública são disponibilizados pela Secretaria do Tesouro Nacional e deflacionados para preços de 2009, utilizando como deflator o Índice Nacional de Preços ao Consumidor INPC, fornecido Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEAdata). A variável taxa de desemprego utilizada foi a do IPEAdata. A renda familiar per capita e a desigualdade de renda foram elaboradas a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) e deflacionadas utilizando o deflator dos dados da Pnad disponível no IPEAdata. O percentual de lares uniparentais femininos foi construído a partir dos dados da variável tipo de família da PNAD, considerando as famílias formadas e chefiadas por mães com filhos em qualquer idade. A metodologia para a construção dos mapas dos indicadores socioeconômicas dos Estados e do Distrito Federal brasileiros, no período de 200 a 2009, foi, primeiramente, organizar os dados e calcular a média por Estado no período analisado. Após, foram calculados os quartis da distribuição por Estado de cada um dos indicadores. Estes quartis foram utilizados como critérios para determinar os intervalos de classificação e assim compor a legenda dos mapas. Por fim, respeitando os intervalos de classificação, aos quais foram atribuídos cores, os mapas foram construídos utilizando software CorelDRAW X6. Foi estabelecida uma hierarquia para a legenda de cores, da mais clara para a mais escura, à medida que aumentou a densidade do fenômeno representado. Segundo a distribuição das médias dos indicadores socioeconômicos nos Estados brasileiros, , pode-se apontar algumas constatações: o Distrito Federal tem a maior média da renda familiar per capita, porém também apresenta a maior desigualdade de renda entre os Estados. Na maioria dos Estados, no entanto, aqueles com menor renda familiar per capita apresentam também maior desigualdade de renda e maior proporção de lares uniparentais femininos. O Estado que tem a menor taxa de criminalidade é Santa Catarina, que também é o Estado com a menor taxa de desemprego, menor desigualdade de renda e com menor proporção de lares uniparentais femininos. As médias de desigualdade de renda e de lares uniparentais femininos não apresentam grande variabilidade entre os Estados. Constatou-se, também, que a representação gráfica permitiu estabelecer uma relação de proporção entre os indicadores socioeconômicos (informações da realidade) e os mapas temáticos. Palavras-chave: Mapas Temáticos, Análise Socioeconômica, Estados Brasileiros.

2 ABSTRACT The graphic representation of any variable has a dual purpose: first, the representation of the variation in time and space and second, the didactic. Thus, this study aimed to analyze and represent the socioeconomic indicators of Brazilian states and establish the relationship between these indicators and crime rates in period of The socioeconomic indicators of states used in the graphical representation of maps were: the unemployment rate, the urbanization rate, the per capita income, the income inequality, the female single-parent households, the per capita public safety spending, the per capita education spending and the homicides rate per hundred thousand inhabitants. The urbanization rate, the homicide rate and the population estimators used in normalization of crime rates, education spending and public safety spending were searched in the database of National Health System (DATASUS). Education spending and public safety spending are available from National Treasury and were deflated to 2009 prices using the Consumer Price National Index - INPC as deflator, available from Applied Economic Research Institute (IPEADATA). The unemployment rate used was from IPEADATA. The per capita income and income inequality were compiled from Household Sample National Survey (PNAD) data and deflated using the PNAD deflator available in IPEADATA. The percentage of female single-parent households was constructed from the family type variable of PNAD, considering the families formed and headed by mothers with children of any age. The methodology to construct the maps of socioeconomic indicators of Brazilian states and Federal District, in period, was primarily organize the data and calculate the average per state in this period. After, the quartiles of distribution by state were calculated for each indicator. These quartiles were used as criteria to determine the classification intervals and, thus, to compose the legend of maps. Finally, according to the classification intervals, which colors have been assigned, the maps were constructed using CorelDRAW X6 software. A hierarchy for the color legend was established, the lighter to darker as increased the density of the phenomenon represented. According to the average distribution of the socioeconomic indicators in Brazilian states, , we can point some findings: the Federal District has the highest per capita family income average, but also has the highest income inequality. In most states, however, those with lower per capita income also have higher income inequality and higher proportion of female single-parent households. The state that has the lowest crime rate is Santa Catarina, which is also the state with the lowest unemployment rate, lowest income inequality and lower proportion of female single-parent households. The income inequality and female single-parent households do not exhibit great variability among states. It was found also that graphical representation allowed us to establish a relationship between the proportion of socioeconomic indicators (information from reality) and thematic maps. Keywords: Thematic Maps, Socioeconomic Analysis, Brazilian States.. INTRODUÇÃO População é o conjunto de pessoas que residem em determinada área, que pode ser um bairro, um município, um estado, um país ou até mesmo o planeta como um todo. Ela pode ser classificada segundo vários aspectos, como: religião, etnia, local de moradia (urbana ou rural), atividade econômica (ativa ou inativa), faixa etária (jovens, adultos e idosos) e gênero (masculino e feminino). Além disso, as condições de vida e o comportamento da população são retratados através de indicadores sociais como taxas de natalidade e mortalidade, expectativa de vida, desemprego, renda per capita, escolaridade e outros. Para um estudo da população, é essencial a análise estatística acompanhada das características econômicas e geográficas. No Brasil, os indicadores socioeconômicos apresentaram mudanças significativas nas últimas décadas do século XX e a sua representação gráfica pode ser uma abordagem para todo cidadão compreender melhor o país, seus conflitos e desenvolvimentos. A análise espacial dos dados socioeconômicos brasileiros está obrigatoriamente associada à Geografia, e corresponde ao estudo da sua distribuição espacial e à procura de padrões espaciais de análise. Essa análise requer, necessariamente, a ligação entre o domínio cartográfico e estatístico, de dados da Economia, permitindo combinar variáveis e, a partir delas, criar e analisar novas variáveis. Os avanços tecnológicos tem contribuído para a disseminação e popularização das tecnologias que possibilitam a análise espacial e sua utilização para a divulgação de dados socioeconômicos na mídia e sua melhor compreensão pela população. Os indicadores e as variáveis podem ser mapeados para fins de análise comparativa temporal e espacial. Os mapas socioeconômicos também são excelentes recursos didáticos para o ensino das características da população e para análises comparativas entre regiões e entre países. Entre os dados socioeconômicos do Brasil, os índices da educação merecem atenção especial. Entre as três variáveis do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a educação foi a que apresentou melhor desempenho. Estudos recentes buscam relacionar educação e criminalidade e, nesse sentido, um das preocupações da literatura de políticas públicas para a educação é avaliar qual a melhor forma de realizar os investimentos na educação. Cunha et al. (2005) evidenciaram que há um período no ciclo de vida considerado crítico. Diante disso, os autores defendem que investimentos na primeira infância são de extrema importância para promover a aprendizagem, jê que é neste período que a criança desenvolve suas primeiras habilidades e também o senso de moralidade e civilidade. Além da 2

3 educação, outros indicadores sociais e econômicos, que condicionam a melhor qualidade de vida da população, resultam em menos crime. Becker (968) incorporou variáveis representativas da interação social dos indivíduos dentro de sua função, podendo ser analisado o efeito da urbanização, da desigualdade de renda e outros. Assim, este trabalho tem como objetivo analisar e representar os indicadores socioeconômicos dos Estados brasileiros e estabelecer a relação entre estes indicadores e os índices de criminalidade, no período CARTOGRAFIA E A ANÁLISE ESPACIAL A análise espacial faz a ligação entre o domínio cartográfico e as áreas de análise aplicada e estatística, permitindo combinar variáveis e, a partir delas, criar e analisar novas variáveis. Analisar significa fragmentar, decompor em partes ou componentes visando uma identificação da estrutura e compreensão de um sistema. A complexa realidade do espaço geográfico pode ser, em um contexto de análise espacial, fragmentada nas suas componentes ou derivadas obtidas a partir de uma base informativa geral. Assim, análise espacial significa também extrapolação e criação de nova informação susceptível de permitir uma melhor compreensão, numa perspectiva isolada ou integrada. No Brasil as tecnologias que permitem automatizar a análise espacial são conhecidas como: Geomática, Geoprocessamento, Sistema de Informação Geográfica e mais recentemente Geotecnologias. Embora cada termo apresente um conceito diferente, abordam mais ou menos a mesma temática. Estes conceitos são bastante discutidos nas publicações de Tomlin (990), Maguire et al. (997), Câmara et al. (996), Burrough; McDonnell (998), Xavier da Silva; Zaidan (2004), Tomlinson (2005) e Demers (2009). Segundo Rosa (20) as geotecnologias são um conjunto de tecnologias para coleta, processamento, análise e disponibilização de informações com referência geográfica. São compostas por soluções de hardware, software e peopleware que juntas constituem-se em instrumentos como suporte a tomada de decisão. Dentre as geotecnologias podemos destacar: a cartografia digital, o sensoriamento remoto, o sistema de posicionamento global, o sistema de informação geográfica, e os aplicativos gráficos disponíveis na WEB (Google Maps, o Google Earth, o Microsoft Virtual Earth, Google Street View e outros). Entre os softwares, o CorelDRAW X6 é de fácil manuseio e tem boa aplicabilidade para trabalhar com informações geográficas e não geográficas. A diferença entre informação geográfica e não geográfica relaciona-se com a localização dos elementos, ou seja, ao georreferenciamento. A informação não geográfica é a que geralmente aparece nas legendas dos mapas, ou seja, os atributos de cada local (população, mortalidade, urbanização e outros). Portanto, pode ser representada nos mapas, mas também sob a forma de tabelas e gráficos (ROSA, 20). O conceito de informação geográfica não se limita à informação cartográfica, ele deverá ser entendido, como sendo todo tipo de dados e variáveis diretamente materializados sobre a representação cartográfica e susceptível de análise espacial, ou seja, toda informação quantitativa (como dados censitários) e qualitativa (como tipo de solo), desde que possa ser referenciada a uma área. Assim, pode-se trabalhar com variáveis discretas ou contínuas. Para Rosa (20) as variáveis discretas podem ser localizadas com precisão, através das coordenadas geográficas. As variáveis contínuas são aquelas que podem ser medidas em qualquer lugar da superfície terrestre (como a altitude, a temperatura, tipo de solo) e onde se torna difícil a definição das suas fronteiras, uma vez que geralmente há uma passagem gradual entre duas características diferentes. Também é possível pensar em tipos de dados de acordo com o tema a que se refere, desta forma, em análise espacial pode-se trabalhar com dados ambientais ou físicos (como altitude, temperatura, solos e outros), e também com dados socioeconômicos (como população, economia, indústria, comércio, transporte e outros). Os dados socioeconômicos geralmente são coletados dentro de limites administrativos (países, estados, municípios, setores censitários), ao passo que os dados ambientais e físicos nem sempre correspondem a esses limites. Um fenômeno natural não se restringe a uma área porque existe um limite de um estado ou município. Os fenômenos sociais, por sua vez, também podem apresentar oscilações ou não se restringirem aos limites políticos. Portanto, muitas vezes torna-se necessário aplicar determinadas operações aos dados para que se possam correlacionar. Nesses casos, a análise estatística e o uso de médias é recomendável. Existem diferentes métodos para se classificar os dados tornando-se necessário atender a determinadas regras para cartografar estes valores. A divisão em classes pode ser feita manual ou automaticamente. Mitchell (999) identifica quatro principais métodos: limites naturais, quantis, intervalos iguais e desvio padrão. O método limites naturais procura agrupamentos e padrões inerentes aos dados, de modo a que os valores dentro da mesma classe tendam a ser semelhantes e valores de classes diferentes tendam a ser diferentes. Os limites definem-se onde há rupturas entre grupos de valores. Este método é bom para se cartografar valores de dados que não se distribuem equitativamente uma vez que coloca na mesma classe valores próximos, agrupando-os. Quantis, no qual cada classe tem o mesmo número de elementos. Os elementos são ordenados de acordo com o valor do atributo, do menor para o maior, e vai somando o número de elementos. Divide-se o total de elementos pelo número de classes que se especificou para obter o número de elementos que deve integrar cada classe. 2

4 Posteriormente, atribui-se à primeira classe os primeiros elementos (de menor valor) até preencher a classe, após prossegue-se para a classe seguinte, preenchendo-a, e assim sucessivamente. Este método é útil para comparar áreas de dimensões semelhantes ou para cartografar dados cujos valores se distribuem equitativamente. No método intervalos iguais cada classe tem uma amplitude igual em termos de valor, ou seja, a diferença entre o valor máximo e mínimo de cada classe é constante. Este método é mais apropriado na cartografia de dados contínuos, da geografia física, como a precipitação e a temperatura e da geografia humana, como dados socioeconômicos. Segundo o método desvio padrão, cada classe é definida pela distância do valor à média de todos os elementos. Calcula-se inicialmente a média e posteriormente o desvio padrão. Pode-se pensar neste método como sendo a variação de cada valor relativamente à média. Criam-se limites de classe acima e abaixo da média com base no número de desvios padrões que se determinar. Conforme BUZAI; BAXENDALE (2006) e LOCH (2006) em alguns casos é indicado a utilização do método manual, onde são escolhidos arbitrariamente o número de classes e o ponto de cortes. A escolha do método a usar pressupõe que se conheçam os dados e o que significam para que a decisão do método a usar tenha alguma coerência. Uma vez decidido sobre o método a usar, há que decidir quantas classes criar. A maioria dos leitores de mapas consegue distinguir até sete cores (tons) em um mapa, portanto, usar mais do que sete classes torna-se difícil encontrar elementos com valores semelhantes. Quatro ou cinco classes geralmente revelam padrões de distribuição nos dados sem confundir o leitor. O uso de menos do que três ou quatro classes não coloca em evidência grandes variações entre os elementos. 3. METODOLOGIA Este trabalho foi realizado através da análise dos dados das variáveis desemprego, urbanização, renda familiar per capita, desigualdade de renda, lares uniparentais femininos, gastos com segurança pública por habitante, gastos com educação por habitante e homicídios por cem mil habitantes, nos Estados brasileiros e no Distrito Federal, no período de Para comparar estas informações foram construídos mapas no software CorelDRAW X6, no método de determinação do intervalo de classes intervalos iguais, que tem a amplitude da distribuição de frequência dividida pelo número de classes. Para tanto, foi utilizado o quartil. Na estatística descritiva, um quartil é qualquer um dos três valores que divide o conjunto ordenado de dados em quatro partes iguais, e assim cada parte representa /4 da amostra ou população. Assim, no caso de uma amostra ordenada, primeiro quartil (designado por Q/4) = quartil inferior = é o valor aos 25% da amostra ordenada = 25º percentil; segundo quartil (designado por Q2/4) = mediana = é o valor até ao qual se encontra 50% da amostra ordenada = 50º percentil, ou 5º decil.; terceiro quartil (designado por Q3/4) = quartil superior = valor a partir do qual se encontram 25% dos valores mais elevados = valor aos 75% da amostra ordenada = 75º percentil. A diferença entre os quartis superior e inferior é denominada de amplitude inter-quartil. 3. Fonte de dados Os indicadores socioeconômicos dos Estados brasileiros utilizados na representação gráfica dos mapas foram: a taxa de desemprego, a taxa de urbanização, a renda familiar per capita, a desigualdade de renda, os lares uniparentais femininos, os gastos com segurança pública por habitante, os gastos com educação por habitante e a taxa de homicídios por cem mil habitantes. A taxa de urbanização, a taxa de homicídios e as estimativas populacionais utilizadas na normalização das taxas de crimes, dos gastos com educação e com segurança pública foram pesquisados no banco de dados do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Os gastos com educação e segurança pública são disponibilizados pela Secretaria do Tesouro Nacional e deflacionados para preços de 2009, utilizando como deflator o Índice Nacional de Preços ao Consumidor INPC, fornecido Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEAdata). A variável taxa de desemprego utilizada foi a do IPEAdata. A renda familiar per capita e a desigualdade de renda foram elaboradas a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) e deflacionadas utilizando o deflator dos dados da Pnad disponível no IPEAdata. O percentual de lares uniparentais femininos foi construído a partir dos dados da variável tipo de família da PNAD, considerando as famílias formadas e chefiadas por mães com filhos em qualquer idade. Não foram consideradas as informações da área rural da antiga região norte (Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará, Amapá) nos dados da PNAD, uma vez que não estão disponíveis nos anos de 200, 2002 e Já os dados do DATASUS apresentam estas informações, pois se baseiam em projeções intercensitárias. 3.2 Construção dos mapas A metodologia para a construção dos mapas dos indicadores socioeconômicas dos Estados e do Distrito Federal brasileiros, no período de 200 a 2009, foi, primeiramente, organizar os dados e calcular a média por Estado no período analisado. Após, foram calculados os quartis da distribuição por Estado de cada um dos indicadores e o 3

5 Índice de Gini (Tabela ). Esses quartis foram utilizados como critérios para determinar os intervalos de classificação e assim compor a legenda dos mapas. A desigualdade de renda nos Estados é medida pelo valor do índice de Gini para a desigualdade na distribuição da renda familiar per capita, construída a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) e utilizando o software estatístico Stata, versão. O índice de Gini consiste em um número entre 0 e, onde 0 corresponde à completa igualdade de renda e corresponde à completa desigualdade. O cálculo do índice de Gini para uma variável aleatória discreta Xi (i=...n) pode ser obtido através da seguinte equação: G = n Onde: Φ i = i j= n i= X Φ i j j= = n X + Φ j= Por fim, respeitando os intervalos de classificação, aos quais foram atribuídos cores, os mapas foram construídos utilizando software CorelDRAW X6. Foi estabelecida uma hierarquia para a legenda de cores, da mais clara para a mais escura, à medida que aumentou a densidade do fenômeno representado. 3.3 Organização dos dados da pesquisa j nµ i i X j µ = n X j n j= TABELA DADOS E ESTATÍSTICAS DESCRITIVAS DOS INDICADORES SOCIOECONÔMICOS DOS ESTADOS BRASILEIROS, Crime Gastos Educ. Gasto Seg.Pub. Desemprego Urbanização Renda Per cap. Gini Chefe Mulher Acre 2,0 450,7 83,6 8,20 68,47 53,8 0,60 0,2 Alagoas 45,20 3,65 97,30 9,83 72,67 284,24 0,60 0,9 Amapá 32,94 477,29 78,25 4,60 9,4 43,94 0,53 0,9 Amazonas 20,20 2,99 95,54 2,2 76,26 397,86 0,55 0,20 Bahia 2,87 8,40 70,65 0,78 7,3 325,09 0,58 0,9 Ceará 2,28 68,86 43,4 8,28 74,5 309,02 0,58 0,20 DF 35,09 447,25 6,6 2,80 96,06 0,49 0,62 0,2 ES 5,46 74,42 07,92 9,7 82,2 540,83 0,55 0,7 Goiás 25,58 77,58 95,03 8,5 90,96 530,32 0,54 0,7 Maranhão 4,74 04,35 45,09 7,54 69,23 266,68 0,58 0,9 MT 33,59 200,03 29,29 7,44 82,08 529,36 0,54 0,4 MS 30,7 20,59 40,77 8,3 86,33 56,9 0,55 0,7 MG 9,37 45,04 42,62 9,09 85,62 55,86 0,54 0,9 Pará 27,0 06,7 6,47 9,38 72,67 373,46 0,54 0,20 Paraíba 2,72 38,30 70,85 9,04 74,9 342,70 0,60 0,9 Paraná 28,0 223,5 62,43 7, 85,5 633,48 0,53 0,5 Pernambuco 52,46 98,73 74,24 2,00 79,47 333,4 0,60 0,2 Piauí 2,08 2,25 44,94 5,62 68,9 30,77 0,60 0,9 RJ 45,8 225,74 77,85,43 96,46 733,50 0,56 0,9 RN 5,98 74,63 78,92 9,82 75,46 366,57 0,58 0,9 RS 9,0 69,77 94,56 7,7 84,28 670,76 0,53 0,5 Rondônia 36,40 220,0 66,4 8,08 66,78 506,5 0,53 0,6 Roraima 27,92 5,75 52,67 0,54 79,99 4,8 0,55 0,20 SC,04 86,88 07,99 5,0 82,59 704,04 0,47 0,3 São Paulo 25,67 30,04 25,99 0,77 93,72 746,05 0,53 0,7 Sergipe 27,87 83,63 0,49,05 73,27 362,75 0,57 0,2 Tocantins 7,58 265,83 8,84 7,5 8,49 389,35 0,56 0,6 Média 27,43 29,56 04,79 9,27 80,07 488,27 0,56 0,8 quartil 9,79 4,67 70,75 7,8 72,97 352,73 0,54 0,7 2 quartil 25,66 83,63 97,30 9,09 79,99 43,94 0,56 0,9 3 quartil 33,25 224,63 35,03 0,78 85,57 55,37 0,58 0,20 4

6 4. ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida resumida do progresso, a longo prazo, em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: renda per capita, educação e saúde. Nessas três dimensões básicas são considerados indicadores sociais como expectativa de vida, mortalidade infantil, analfabetismo e outros; indicadores políticos como respeito aos direitos humanos, participação política da população e outros; indicadores de sustentabilidade ambiental (água potável, qualidade do ar e outros). O objetivo da criação do IDH foi o de oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento. A proposta do índice foi apresentada em 990, no primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, idealizado pelo economista paquistanês Mahbub ul Hag com a colaboração do também economista indiano Amartya Sen. O economista indiano define o desenvolvimento como um processo de expansão das liberdades reais dos seres humanos, o que inclui o acesso a bons serviços de educação e saúde e garantias de direitos civis e outros. Assim, na prática o IDH consiste numa medida que sintetiza os diversos índices de desenvolvimento humano. ou seja, mede os progressos registrados, em média, no país, nas três dimensões básicas do desenvolvimento humano: - Saúde, entendida como vida longa e saudável, medida pela esperança de vida ao nascer; - Educação, nível de conhecimentos, medido pela taxa de alfabetização de adultos (com ponderação de 2/3) e pela taxa de escolarização bruta combinada do ensino fundamental, médio e superior (com ponderação de /3). - Renda per capita, nível de vida digno e avaliado em US$ PPC. Para indicar o IDH é criado um índice para cada uma destas dimensões e são determinados valores mínimos e máximos (referências) para cada indicador primário (TABELA 2). TABELA 2 REFERÊNCIAS PARA O CÁLCULO DO IDH Indicador Valor máximo Valor mínimo Esperança de vida ao nascer (anos) Taxa de alfabetização de adultos (%) 00* 0 Taxa de escolarização bruta combinada** (%) 00 0 PIB per capita (US$ PPC) Fonte: Relatório de Desenvolvimento Humano 202. Nova York: PNUD. * Na prática, o IDH é calculado com base no valor máximo de 99%. ** Número de alunos inscritos nos níveis de ensino fundamental, médio e superior, independente da sua idade, representado como porcentagem da população, teoricamente, nas faixas etárias indicadas para esses três níveis de ensino. O desempenho em cada dimensão é expresso na forma de um índice que varia de entre 0 e, aplicando-se a seguinte fórmula geral: Índice da dimensão = valor pesquisado valor mínimo valor máximo valor mínimo O IDH é, então, calculado como uma média simples dos índices parciais e ilustrado em modelo didático (Figura ). Fig. Ilustração didática do indicador de referência para o valor mínimo e máximo do IDH. 5

7 4. Panorama do Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil Segundo o Relatório de Desenvolvimento (RDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Brasil foi o país que mais avançou posições na listagem do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Entre 980 e 202, o valor do IDH brasileiro cresceu 0,522 para 0,730 e passou a ocupar a 85ª no ranking mundial, entre 75 países avaliados pelo índice. A média, no mesmo período, para os países com alto desenvolvimento foi de 0,758; e para os países da América Latina a média foi de 0,74. Das três variáveis consideradas no cálculo do IDH (expectativa de vida, educação e renda per capita), a que mais apresentou a maior contribuição para a melhoria do índice brasileiro foi o avanço da educação. A expectativa de anos de estudo aumentou de 9,9 para 4,2, no período de 980 a 202. A média de anos de estudo também aumentou de 2,6 para 7,2. Assim o índice brasileiro de educação, de 0,89, é superior à média mundial (0,758); é maior que a média dos países latinos (0,868); ficando apenas atrás dos países desenvolvidos com média de 0,962 (Fig. 2). No mesmo período ( ), a esperança de vida ao nascer aumentou,3 anos, de 62,5 para 73,8 anos (IDH de 0,700). Apesar desse aumento, nesse indicador o Brasil ainda ocupa a 0ª posição entre os 75 países classificados, ficando atrás da média dos países latinos americanos ( (Fig. 2). Em contrapartida, a renda per capita subiu muito pouco, de US$ (PPC) 7.37 para US$ (PPC) (IDH 0,726) e, portanto, a renda foi a variável que menos contribuiu (Fig. 2). Fig. 2 - As três categorias do Índice de Desenvolvimento Humano IDH Fonte: Adaptado. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PNUD <www. pnud.org.br> Ao longo da década de 2000, o Brasil apresentou avanços na educação. Segundo o RDH, entre 200 e 2009, a taxa de alfabetização da população com 5 anos ou mais aumentou de 82% para 87,3%. No mesmo período, a taxa de matrícula no Ensino Fundamental, para crianças de 7 a 4 anos, aumentou de 86% para 97%, e a taxa de matrícula no Ensino Médio para jovens de 5 a 7 anos subiu de 5% para 7%. Além disso, a taxa de alfabetização de adultos, que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compreende as pessoas com mais de 5 anos, cresceu de 86,9% em 2000 para 87,3% em 200, o que fez o IDH chegar a 0,89, numa escala que varia de 0,0 a,0. No mesmo período, a esperança de vida ao nascer cresceu de 67,6 para 67,8 anos (IDH de 0,72), enquanto a renda per capita subiu muito pouco, de US$ (PPC) para US$ (PPC) (IDH 0,7). 6

8 4.2 Classificação comparativa das unidades da Federação Brasileira segundo IDH-M* - entre 200 e 2009 TABELA 3 BRASIL: CLASSIFICAÇÃO COMPARATIVA DAS UNIDADES DA FEDERAÇÃO SEGUNDO IDH-M* - ENTRE 200 E 2009 Unidade Federação IDH- em 200 IDH- em 2009 Classificação em 2009 Distrito Federal 0,725 0,824 São Paulo 0,702 0,783 2 Santa Catarina 0,674 0,774 3 Rio de Janeiro 0,664 0,76 4 Paraná 0,650 0,749 5 Rio Grande do Sul 0,664 0,746 6 Espírito Santo 0,640 0,740 7 Goiás 0,65 0,745 8 Minas Gerais 0,624 0,735 9 Mato Grosso do Sul 0,63 0,73 0 Mato Grosso 0,60 0,729 Amapá 0,577 0,725 2 Roraima 0,598 0,708 3 Tocantins 0,525 0,707 4 Rondônia 0,537 0,699 5 Rio Grande do Norte 0,552 0,690 6 Ceará 0,54 0,684 7 Amazonas 0,55 0,682 8 Pernambuco 0,544 0,674 9 Sergipe 0,58 0, Acre 0,57 0,665 2 Bahia 0,52 0, Paraíba 0,506 0, Piauí 0,484 0, Pará 0,58 0, Maranhão 0,476 0, Alagoas 0,47 0,63 27 Fonte - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). <www.pnud.otg.br>. Acesso em 8 fev *IDH-M Índice de Desenvolvimento Humano Municipal; o índice estadual corresponde à média obtida nos municípios que compõem a unidade da federação. Conforme observado na tabela 3 todos os estados brasileiros apresentaram variação positiva do IDH ao longo da década analisada, embora algumas posições tenham se alterado. 4.3 Mapas representativos do IDH-2009 das Unidades da Federação Brasileira A representação e a espacialização de dados socioeconômicos, como o IDH dos Estados brasileiros (Fig. 3) é adequada tanto para as novas linguagens quanto para as linguagens tradicionais. No entanto, na atualidade, a interação da cartografia digital na produção e uso das mídias e da informação é essencial para a divulgação do conhecimento e da realidade socioeconômica do país. Vive-se em um mundo no qual a qualidade da informação que se recebe tem um papel decisivo na determinação de nossas escolhas e ações, incluindo nossa capacidade de usufruir das liberdades fundamentais e da capacidade de autodeterminação e desenvolvimento do exercício da participação coletiva e da cidadania. 7

9 IDH do Brasil 2009 IDH do Brasil 2009 Educação IDH do Brasil 2009 Expectativa de vida IDH do Brasil 2009 Renda Fig. 3 Representação gráfica do IDH do Brasil e nas três categorias, educação, expectativa de vida e renda. Fonte - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). <www.pnud.otg.br>. Acesso em 8 fev Portanto, na representação gráfica (Fig. 3) pode-se evidenciar que o Brasil ainda apresenta desigualdades regionais em relação ao IDH, sendo que o melhor índice apontado é o do Distrito Federal (entre 0,800 e ). O bom desempenho do IDH do Distrito Federal repete-se nas categorias da educação, expectativa de vida e renda. Os mapas também confirmam a necessidade histórica de melhorar a qualidade de vida das populações dos Estados nordestinos. Nas três categorias evidenciadas, os Estados da Região Nordeste estão entre os Estados com o menor IDH do país. Na categoria educação, a região Nordeste, configura-se no IDH entre 0,500 e 0,599, com exceção do Ceará (0,660 e 0,699). Os Estados da Região Norte, Pará, Amazonas, Acre e Rondônia, também tem IDH entre 0,500 e 0,599. Os demais Estados brasileiros apresentam IDH entre 0,600 e 0,669, com exceção do Distrito Federal e de São Paulo com IDH entre 0,800 e 0,899). Na categoria expectativa de vida, os Estados brasileiros com melhor desempenho são os da Região Sul, Região Sudeste, Região Centro-Oeste e Região Norte (Amazonas, Rondônia, Roraima e Amapá), com IDH entre 0,800 e. Todos os Estados da Região Nordeste apresentam IDH entre 0,700 e 0,799, juntamente com o Pará e o Acre da Região Norte. Com relação a renda, o Distrito Federal apresenta o melhor desempenho (0,880 e ). As Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e o Estado de Rondônia exibem IDH entre 0,700 e 0,799. A Região Nordeste e Norte evidenciam IDH entre 0,600 e 0,699. 8

10 5. INDICADORES SOCIOECONÔMICOS E SUA RELAÇÃO COM A CRIMINALIDADE NOS ESTADOS BRASILEIROS Quando se discute questões, situações e dados estatísticas ligadas à criminalidade no Brasil, frequentemente, se alia os altos índices da criminalidade à pobreza e, especialmente, à desigualdade social. Essas premissas são, comprovadamente, verdadeiras. No entanto, a democracia e o exercício da cidadania exige a existência de cidadãos que, além de alfabetizados, saibam usufruir da liberdade e da capacidade de autoformação para buscar e definir suas escolhas. E, nesse sentido, é importante representar os indicadores socioeconômicos dos Estados brasileiros e estabelecer a relação entre estes indicadores e os índices de criminalidade. Os principais indicadores socioeconômicos que podem estabelecer, em parte, uma relação e uma influência nos números de crimes de uma região, estado ou país, são os gastos com a educação, os gastos com a segurança pública, o desemprego, a urbanização, a renda per capita, a desigualdade de renda e os lares uniparentais femininos. O uso destes indicadores socioeconômicos e sua representação gráfica por meio de mapas (Fig. 4) fornece uma leitura mais integrada do panorama brasileiro em relação aos índices da criminalidade. Portanto, na representação espacial, a taxa de crimes praticados (homicídios) não se distribuiu de forma homogênea dentro do território brasileiro (Fig. 4). Os Estados mais violentos e, por consequência, com os maiores índices de homicídios são Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rondônia e Pernambuco. Os Estados que registram os menores índices de homicídio são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Tocantins, Maranhão e Piauí. A diferença entre a taxa de homicídio média do Estado mais violento, Pernambuco, e do Estado menos violento, Santa Catarina, é 375%. Na análise do mapa, que apresenta os gastos públicos dos Estados brasileiros com a educação, notadamente percebe-se que existe um panorama bastante heterogêneo entre os Estados brasileiros (Fig. 4). Os primeiros sete Estados com o menor gasto público em educação são da Região Norte (Pará) e da Região Nordeste (Pernambuco, Maranhão, Alagoas, Bahia, Piauí e Paraíba). O Estado do Pernambuco, que apresentou a maior taxa de crime, é também o Estado com o menor gasto em educação. O Estado de Alagoas é o quarto com a maior taxa de criminalidade e o terceiro que menos investe em educação. Os três Estados com as maiores taxas de criminalidade, acima de 40 homicídios para cada cem mil habitantes por ano, investem menos de R$ 200,00 por habitante em educação. Estes Estados, Pernambuco, Espírito Santo e Alagoas, também apresentam taxas de desemprego acima de 9% ao ano. A espacialização dos investimentos em segurança pública evidencia que os Estados que mais investem são Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre, Roraima e Amapá (Fig. 4). Os Estados que apresentam o menor gasto público em segurança são Bahia, Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e Distrito Federal. O desemprego também apresenta uma espacialização bastante heterogênea entre os Estados brasileiros. As maiores taxas de desemprego estão registradas nos Estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Alagoas, Amapá e Amazonas. A urbanização da população é um fenômeno recente na história da humanidade. No Brasil esse fenômeno se concretizou gradativamente a partir de 940, com o aumento da industrialização. Na segunda metade do século XX, nas décadas de 950 e 960, as cidades do país cresceram em média 5,2% ao ano. Com isso, a urbanização brasileira se consolidou na década de 970, quando a maioria da população já vivia nas cidades (56% da população). Entretanto, esse processo também atingiu desigualmente o território brasileiro. Segundo o IBGE, no censo de 200, 84,4% da população brasileira residia no meio urbano. Em comparação com o censo de 2000, houve um aumento de 3,2% nessa taxa. A Região Sudeste é a mais urbanizada do Brasil, com um grau de urbanização de 92,9%, seguido das regiões Centro-Oeste (88,8%), Sul (84,9%), Norte (73,5%) e Nordeste (73,%). Na análise individual dos Estados brasileiros, os que apresentam maior taxa de urbanização é Rio de Janeiro (96,7%), Distrito Federal (96,6%), São Paulo (95,9%), Goiás, Mato Grosso do Sul e Amapá (Fig. 4). Os Estados com a menor taxa de urbanização é Bahia, Paraíba, Piauí, Maranhão, Pará, Rondônia e Acre. Entre todos, os dois Estados menos urbanizados do país são Rondônia e Maranhão. Portanto, ainda é visível e perceptível a urbanização desigual no território brasileiro. A maior renda familiar per capita concentra-se nos Estados da Região Sul, em parte da Região Sudeste (São Paulo e Rio de Janeiro) e em parte da Região Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul e Distrito Federal) (Fig. 4). Os Estados com as menores rendas familiares concentram-se na Região Nordeste. O Distrito Federal tem a maior média da renda familiar per capita, porém também apresenta a maior desigualdade de renda. A renda familiar per capita é bastante discrepante em relação aos demais Estados. A diferença em relação ao Estado de São Paulo, que é o segundo maior, é 49%. Na maioria dos casos, os Estados com menor renda familiar per capita apresentam também maior desigualdade de renda e maior proporção de lares uniparentais femininos. A proporção de famílias uniparentais, em especial àquelas envolvendo mães solteiras, tem aumentado nas sociedades ocidentais o que constitui um significativo reordenamento do sistema familiar. No Brasil, as famílias de lares uniparentais femininos, também vêm aumentando de forma mais ou menos equivalente nas populações e, assim, não apresentam grande variabilidade entre os Estados (Fig. 4). 9

11 Crime Gastos com educação Gasto com segurança pública Desemprego Urbanização Renda familiar per capita Desigualdade de renda Lares uniparentais femininos Fig. 4 Indicadores socioeconômicos dos estados brasileiros, Fonte: elaboração das autoras, com base nos dados citados na tabela. 0

12 Evidencia-se, portanto, que o Estado que tem a menor taxa de criminalidade é Santa Catarina, que também é o Estado com a menor taxa de desemprego, menor desigualdade de renda e com a menor proporção lares de uniparentais femininos. As médias de desigualdade de renda e de lares uniparentais femininos não apresentam grande variabilidade entre os Estados. Por fim, destaca-se que a composição de indicadores socioeconômicos dos Estados brasileiros permite retratar transformações na sociedade brasileira. Entretanto, não basta mostrar o que acontece, descrever o fenômeno, mas também, onde acontece, o lugar no território, ou seja, tem-se o espaço como uma componente de análise de mudanças ou processos sociais. E, nesse aspecto, a cartografia exerce seu importante papel ao evidenciar os indicadores socioeconômicos e permitir que sejam vistos uns em relação aos outros. Indicadores sociais são estatísticas sobre aspectos da vida de uma nação que, em conjunto, retratam o estado social dessa nação e permitem conhecer o seu nível de desenvolvimento social. Constituem um sistema, isto é, para que tenham sentido, é preciso que sejam vistos uns em relação aos outros, como elementos de um mesmo conjunto (IBGE, 200). Diante desse panorama, é relevante destacar a importância dos dados socioeconômicos, tanto para as políticas internas do país, como para fomentar políticas internacionais. Esses indicadores são usados atualmente como referência na elaboração de propostas de planejamento para órgãos da Organização das Nações Unidas (ONU), como o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BIRD), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Comissão da População e Desenvolvimento, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros. Porém esses dados não são usados somente para resolver ou minimizar problemas nas áreas mais carentes. As grandes corporações econômicas também se baseiam nesses dados para escolher as áreas onde irão estabelecer as suas empresas, pois eles revelam aspectos da qualidade de vida e, consequentemente, do consumo. Atualmente, as ofertas de emprego são muito maiores nos setores de prestação de serviços, que exigem conhecimentos específicos e demandam nível de escolaridade mais elevado. Além disso, outros setores da economia, como a agricultura, o extrativismo e a indústria, também tem exigido melhor formação por parte dos empregados. Desse modo, as políticas públicas devem priorizar os investimentos para crianças e jovens, pois isso repercutirá no desenvolvimento econômico do país. No entanto, é importante destacar que a escolaridade não deve ser vista apenas como necessária ao mercado de trabalho, para formar mão de obra qualificada. A educação precisa ser considerada como algo maior, pois ela é fundamental para a conquista da cidadania e para a construção de uma sociedade com desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e sustentabilidade ambiental. CONCLUSÕES Segundo a distribuição das médias dos indicadores socioeconômicos nos Estados brasileiros, , pode-se apontar algumas constatações: o Distrito Federal tem a maior média da renda familiar per capita, porém também apresenta a maior desigualdade de renda entre os Estados. Na maioria dos Estados, no entanto, aqueles com menor renda familiar per capita apresentam também maior desigualdade de renda e maior proporção de lares uniparentais femininos. O Estado que tem a menor taxa de criminalidade é Santa Catarina, que também é o Estado com a menor taxa de desemprego, menor desigualdade de renda e com menor proporção de lares uniparentais femininos. As médias de desigualdade de renda e de lares uniparentais femininos não apresentam grande variabilidade entre os Estados. Cabe mencionar que os mapas não são reproduções totalmente fiéis da realidade porque estão sujeitos a simplificações, generalizações, omissões e projeções que distorcem inevitavelmente a informação neles contida. Cabe ao autor (pesquisador) decidir qual a informação que vai representar e qual vai omitir (quer ao nível dos objetos representados, quer ao nível de simplificação e generalização que terá de fazer). Cabe-lhe ainda a decisão de como representar a informação. Tais decisões determinarão o modo como o leitor ou o utilizador do mapa interpretarão a informação nele contida. A maior contribuição do mapeamento de dados socioeconômicos é proporcionar a visualização desses dados no espaço (no mapa). Constatou-se, portanto, que a representação gráfica permitiu estabelecer uma relação de proporção entre os indicadores socioeconômicos (informações da realidade) e os mapas temáticos. Os mapas constituíram-se um instrumento de comunicação e de conhecimento, que trouxeram uma série de informações sobre a área mapeada. REFERÊNCIAS BURROUGH, P. A.; MCDONNELL, R.A. Principles of geographical information systems. Oxford: Oxford University Press, 998.

13 BUZAI, G. D; BAXENDALE, C. A, Análisis Socioespacial com Sistemas de Información Geográfica. Buenos Aires: Gepama, CÂMARA, G; CASANOVA, M.A.; HEMERLY, A.; MAGALHÃES, G.C.; MEDEIROS, C.M.B. Anatomia de sistemas de informação geográfica. Campinas: UNICAMP, 0a. Escola de Computação, 996. DEMERS, M. N. Fundamentals of geographic information systems. New Jersey, J. Wiley, MAGUIRE, D.; GOODCHILD, M.F.; RHIND, D.W. Geographical information systems. Longman Scientific & Technical, Vol. e 2., 993. MAGUIRE, D.; GOODCHILD, M.F.; RHIND, D.W. Geographic information systems: principles, and applications. Harlow. Longman Scientific and Technical, 997. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA IBGE. Acesso em: 30 out LOCH, R. E. N. Cartografia: Representação, comunicação e visualização de dados espaciais. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO PNUD. Relatório de desenvolvimento humano Acesso em: 2 dez ROSA, R. Análise espacial em Geografia. Revista da ANPEGE, v. 7, n., número especial, p , out. 20. TOMLIN, D. Geographic information systems and cartographic modeling. New Jersey, Prentice Hall, Englewood Cliffs, 990. TOMLINSON, R. F. Thinking about GIS: Geographic information system planning for managers. ESRI Press, XAVIER da SILVA, J.; ZAIDAN, R.T. Geoprocessamento & análise ambiental: aplicações. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,

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