I Legislação Nacional 2. II Instruções Administrativas 6. III Jurisprudência Europeia 10. IV Jurisprudência Nacional 13. I National Legislation 19

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1 NEWSLETTER I FISCAL TAX NEWSLETTER FISCAL I Maio, 2012 I Legislação Nacional 2 II Instruções Administrativas 6 III Jurisprudência Europeia 10 IV Jurisprudência Nacional 13 NEWSLETTER TAX I May, 2012 I National Legislation 19 II Administrative Instructions 22 III European Case-Law 26 IV National Case-Law 28

2 NEWSLETTER FISCAL I LEGISLAÇÃO NACIONAL Ministério das Finanças Portaria n.º 135-A/2012, de 8 de Maio Regulamenta a estampilha especial para a selagem dos produtos de tabaco manufacturado declarados para consumo na Região Autónoma da Madeira. Assembleia da República Lei n.º 20/2012, de 14 de Maio Primeira alteração à Lei n.º 64-B/2011, de 30 de Dezembro (Orçamento do Estado para 2012), no âmbito da iniciativa para o reforço da estabilidade financeira. Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares ( IRS ) Regime dos residentes não habituais (artigo 16.º, n. os 6 a 10, do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares CIRS ) Procede-se à fixação de um prazo para solicitar a inscrição como residente não habitual (esta deve ter lugar no acto de inscrição como residente em território português ou até 31 de Março do ano seguinte àquele em que o sujeito passivo se tornou residente) e estabelece-se um regime transitório para a sua aplicação, que prevê a não aplicação deste prazo aos «sujeitos passivos que se tenham tornado residentes em território português até 31 de Dezembro de 2011 e tenham solicitado, até à data da entrada em vigor da presente lei, a inscrição como residente não habitual nos termos da redacção anterior daquela disposição, a qual não previa qualquer limite temporal para a apresentação deste pedido.» Código Fiscal de Investimento Revogação da Parte III do Código Fiscal de Investimento onde se previa o Regime fiscal do investidor residente não habitual. Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas ( IRC ) Obrigações acessórias dos sujeitos passivos (artigo 117.º, n. os 6 e 7, do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas CIRC ) Passa a prever-se apenas a exclusão da obrigação de apresentação de declaração periódica de rendimentos Declaração Modelo 22 -, nos termos do artigo 120.º do CIRC, relativamente ao Estado, Regiões Autónomas, autarquias locais, suas associações de direito público, federações e instituições de segurança social e demais entidades isentas de acordo com o artigo 9.º do CIRC, excepto quando sujeitas a tributação autónoma. NEWSLETTER I FISCAL I TAX 2/10

3 É revogado o n.º 7 do artigo 117.º do CIRC, que previa a exclusão da obrigação de apresentação de declaração periódica de rendimentos relativamente a outras entidades isentas do pagamento de IRC. Impostos Especiais de Consumo ( IEC ) Taxas unitárias do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (artigos 92.º, n.º 1 e 94.º, n.º 1, do Código dos Impostos Especiais de Consumo CIEC ) Alteração da taxa mínima do imposto, em Euros, no que respeita à electricidade, tanto para o Continente, como para a Região Autónoma dos Açores, de EUR 0/MWh para EUR 0,50/MWh. Imposto Municipal sobre Imóveis ( IMI ) Aditamento ao regime das taxas de imposto (artigo 112.º, n. º 16 do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis CIMI ) Com o aditamento do n.º 16 ao artigo 112.º do CIMI, visa explicitar-se que a taxa de imposto de 7,5% prevista no n.º 4 do mesmo artigo, relativamente a prédios que sejam propriedade de entidades com domicílio fiscal em país, território ou região abrangido por regime fiscal claramente mais favorável, conforme lista aprovada por Portaria do Ministro das Finanças, não é aplicável a prédios que sejam propriedade de pessoas singulares. Importa notar que esta redacção produz efeitos em relação aos impostos devidos a partir de 2011 (inclusive). Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis ( IMT ) Aditamento ao regime das taxas de imposto (artigo 17.º, n. º 7 do Código do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis CIMT ) Com o aditamento do n.º 7 ao artigo 112.º do CIMI, visa explicitar-se que a exclusão de isenção ou redução da taxa de imposto de 10% prevista no n.º 4 do mesmo artigo, quando o adquirente tenha domicílio fiscal em país, território ou região abrangido por regime fiscal claramente mais favorável, conforme lista aprovada por Portaria do Ministro das Finanças, não é aplicável quando o adquirente seja uma pessoa singular. Lei Geral Tributária ( LGT ) Alteração ao regime de informações relativas a operações financeiras (artigo 63.º-A, n.º 4, da LGT) Para além da obrigação anual que impende sobre as instituições de crédito e as sociedades financeiras de apresentação da informação relativa ao valor dos fluxos de pagamentos com cartões de crédito e de débito, efectuados por seu intermédio, aos sujeitos passivos que aufiram rendimentos da categoria B de IRS e de IRC, passa a NEWSLETTER I FISCAL I TAX 3/10

4 prever-se a obrigação de comunicação desta informação sempre que tal seja pedido pela Administração Tributária. Alteração ao regime das contas bancárias exclusivamente afectas à actividade empresarial (artigo 63.º-C, n.º 3, da LGT) Passa a prever-se a obrigatoriedade da utilização de meios de pagamento que permitam a identificação do seu destinatário (e.g., transferência bancária, débito directo, etc.), sempre que estejam em causa pagamentos relativos a facturas ou documentos equivalentes acima de EUR 1.000,00, ao invés dos anteriores EUR 9.700,00 (EUR 485,00 x 20). Regime das Infracções Tributárias ( RGIT ) Alteração no regime da falta ou atraso na apresentação ou exibição de documentos ou de declarações (artigo 117.º, n.º 6, do RGIT) O n.º 6 deste normativo passa a remeter para o n.º 9 do artigo 66.º, do CIRC (e não para o n.º 8 do mesmo artigo), relativo às particularidades do processo de documentação fiscal no que respeita à imputação de rendimentos de entidades não residentes sujeitas a um regime fiscal privilegiado. Estatuto dos Benefícios Fiscais ( EBF ) Isenções de IMI (artigo 44.º, n.º 12, do EBF) A isenção de IMI prevista quanto aos imóveis ou partes de imóveis destinados à realização dos fins de entidades licenciadas para operar na Zona Franca da Madeira e na Zona Franca da ilha de Santa Maria, deixa de abranger «as entidades que exerçam actividades de intermediação financeira, de seguros, das instituições auxiliares de intermediação financeira e de seguros [ ] e do tipo serviços intragrupo, designadamente centros de coordenação, de tesouraria e de distribuição [ ]». Benefícios fiscais às zonas francas (artigo 33.º, n. os 6 e 19, do EBF) É revogada a isenção de IRS e IRC dos rendimentos relativos a operações de financiamento dos passivos dos balanços, pagos pelas instituições de crédito não residentes instaladas nas zonas francas - artigo 33.º, n.º 6, do EBF. É revogada a obrigação de organizar a contabilidade de forma a permitir o apuramento dos resultados das operações realizadas nas zonas francas, por parte das instituições de crédito e sociedades financeiras que não exerçam exclusivamente a sua actividade nas zonas francas - artigo 33.º, n. º 19, do EBF. Pagamentos por conta de IRS e IRC relativos a rendimentos da actividade agrícola, silvícola ou pecuária (artigo 21.º da Lei n.º 20/2012, de 14 de Maio) Para este efeito, considera -se que um sujeito passivo de IRS ou IRC desenvolve a título principal uma actividade agrícola, silvícola ou pecuária quando, no ano anterior, pelo NEWSLETTER I FISCAL I TAX 4/10

5 menos, metade do seu volume de negócio corresponde a rendimentos resultantes desta actividade. No que concerne os pagamentos por conta de IRS de sujeitos passivos que desenvolvam a título principal uma actividade agrícola, silvícola ou pecuária, relativos ao ano de 2012, os sujeitos passivos passam poder concentrar os seus pagamentos por conta de IRS num único pagamento, a efectuar até 20 de Dezembro, aplicando-se as restantes regras previstas no CIRS quanto aos pagamentos por conta. Relativamente aos pagamentos por conta de IRC de sujeitos passivos que desenvolvam a título principal uma actividade agrícola, silvícola ou pecuária, relativos ao período de tributação com início a partir de 1 de Janeiro de 2012, estes passam a poder ser concentrados num único pagamento, a efectuar até 15 de Dezembro, ou até ao 12.º mês do respectivo período de tributação, aplicando-se as restantes regras previstas no CIRC quanto aos pagamentos por conta de sujeitos passivos que desenvolvam a título principal uma actividade agrícola, silvícola ou pecuária. II INSTRUÇÕES ADMINISTRATIVAS Autoridade Tributária e Aduaneira Ofício-Circulado n.º , de 2 de Maio Pagamento por conta com efeito suspensivo da venda executiva O presente ofício-circulado visa uniformizar os procedimentos a adoptar pelos serviços da administração tributária no âmbito da suspensão do procedimento de venda ao abrigo da previsão do artigo 264.º, N.º 4, do Código de Procedimento e de Processo Tributário ( CPPT ), recentemente aditado. Neste contexto, estabelece-se que a suspensão do procedimento de venda ao abrigo da previsão do artigo 264.º, N.º 4, do CPPT tem por base um pagamento voluntário de parte da dívida, pelo que, qualquer pagamento resultante de actos coercivos, de sub- -rogação ou que, em geral, não seja da iniciativa do executado, não cumpre estes requisitos. No que respeita ao valor do pagamento por conta apto a fazer a operar a suspensão da venda, esclarece-se que o valor mínimo corresponde a 20% do valor pelo qual foi instaurado o processo de execução fiscal, e não ao valor em dívida no momento do pagamento, sendo certo que, se a venda estiver associada a diversos processos, então, o valor mínimo corresponderá a 20% do somatório da dívida inicial em cada um dos processos em causa. Ainda quanto ao valor mínimo do pagamento com vista à suspensão da venda, estabelece-se que este pode resultar de um ou vários pagamentos por conta, e desde que o valor corresponda a, pelo menos, 3 unidades de conta (EUR 102,00 X 3 = EUR NEWSLETTER I FISCAL I TAX 5/10

6 306,00). A suspensão apenas opera após a validação do pagamento ou se este for efectuado por cheque visado e por um período de 15 dias. No que concerne a suspensão da venda, concebem-se três cenários possíveis: i) Venda ainda não publicitada: a suspensão ao abrigo do artigo 264.º, N.º 4, do CPPT, impede a marcação da venda e a sua publicitação; ii) venda marcada e publicitada mas sem que corra o prazo para a entrega de propostas: o prazo apenas se inicia 15 dias após o pagamento por conta; iii) Venda marcada e publicitada e corre o prazo para a entrega de propostas: a apresentação de outras propostas e o procedimento de venda ficam suspensos durante 15 dias, muito embora se mantenha a publicitação da venda e a menção à data do fim da sua suspensão. Esclarece-se ainda que, e embora não exista qualquer limite ao número de pagamentos por conta com efeitos suspensivos da venda a que o executado pode recorrer, a suspensão do procedimento de venda não importa a suspensão do processo de execução fiscal e que os pagamentos por conta que não cumpram os requisitos enunciados não permitem operar a suspensão da venda prevista neste artigo. Finalmente, reafirma-se que, após o período de suspensão, a venda volta a estar activa (automaticamente), retomando-se o processo a partir do ponto em que se verificou a suspensão, nomeadamente no que respeita às propostas já apresentadas. Autoridade Tributária e Aduaneira Circular n.º 7/2012, de 4 de Maio Isenções de IMI para prédios de reduzido valor patrimonial de sujeitos passivos de baixos rendimentos A presente Circular visa dar a conhecer o entendimento fixado pelo Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, mediante o Despacho n.º 245/2012-XIX, de 31 de Março, relativamente às dúvidas decorrentes das alterações operadas no artigo 48.º do Estatuto dos Benefícios Fiscais ( EBF ) pela Lei n.º 64-B/2011, de 30 de Dezembro (Lei do Orçamento de Estado para 2012), nomeadamente quanto aos requisitos quantitativos introduzidos na aplicação da isenção de Imposto Municipal sobre Imóveis ( IMI ) contante do mencionado preceito. De acordo com a actual redacção do artigo 48.º do EBF, o âmbito objectivo da citada isenção compreende: i) Prédios rústicos; ii) Prédios urbanos, destinados a habitação própria e permanente do sujeito passivo ou do seu agregado e efectivamente afectos a esse fim. Importa ressalvar que, para efeitos da isenção de IMI prevista no artigo 48.º do EBF, se mantém em vigor o 122.º, n.º 1, da Lei n.º 55-A/2010, de 31 de Dezembro (Lei do Orçamento de Estado para 2011): «Até que o valor do indexante de apoios sociais (IAS) NEWSLETTER I FISCAL I TAX 6/10

7 atinja o valor da retribuição mínima mensal garantida em vigor para 2010, mantém-se aplicável este último valor para efeito da indexação prevista no artigo 48.º do Estatuto dos Benefícios Fiscais.» Assim, e considerando que o valor da retribuição mínima mensal garantida em vigor para 2010 corresponde a EUR 475,00, então, no que respeita aos requisitos quantitativos da isenção, prevê o artigo 48.º, n.º 1, do EBF que: i) O rendimento bruto anual do agregado familiar, englobado para efeitos de IRS, seja igual ou inferior a 2,2 vezes o valor anual do Indexante dos Apoios Sociais ( IAS ), isto é, não superior a EUR ,00 (EUR 475,00 x 14 meses x 2,2); ii) O valor patrimonial tributário da totalidade dos prédios rústicos e urbanos pertencentes ao sujeito passivo (ainda que não abrangidos pela isenção) seja igual ou inferior a 10 vezes o valor anual do IAS, isto é, não superior a EUR ,00 (EUR 475,00 x 14 meses x 10). No que respeita ao prazo para requerer a isenção, por conjugação do prazo previsto no artigo 48.º, n.º 2, do EBF, com o artigo 12.º do EBF, a isenção deve ser requerida no prazo de 60 dias após a aquisição dos prédios mas nunca após 31 de Dezembro do ano de início da isenção pedida ou até 31 de Dezembro do ano a que a isenção se refere, nos restantes casos. Autoridade Tributária e Aduaneira Ofício-circulado n.º , de 11 de Maio Comprovação de deficiência fiscalmente relevante Neste Ofício-Circulado fixa-se o entendimento sancionado pelo Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, no Despacho n.º 187/2012-XIX, de 28 de Março, no que respeita ao grau de incapacidade fiscalmente relevante nos termos do artigo 87.º, n.º 5, do CIRS, em resultado da alteração do regime de avaliação de incapacidade das pessoas com deficiência Regime de Avaliação de Incapacidade - (o Decreto-Lei n.º 202/96, de 23 de Outubro foi alterado e republicado pelo Decreto-Lei n.º 291/2009, de 12 de Outubro). Relativamente aos atestados médicos multiusos emitidos ao abrigo do anterior Regime de Avaliação de Incapacidade, a sua validade dependerá do tipo de incapacidade declarada em cada caso. Assim: i) Incapacidades definitivas: válidos; ii) Incapacidades temporárias: válidos até ao termo do prazo previsto para a reavaliação. No que concerne às incapacidades temporárias, estabelece-se que se, após revisão ou reavaliação da incapacidade, se o grau de incapacidade verificado for inferior ao certificado de acordo com o anterior Regime de Avaliação de Incapacidade e NEWSLETTER I FISCAL I TAX 7/10

8 i) Respeitar à mesma patologia: o grau de incapacidade fiscalmente relevante corresponde ao anteriormente certificado; ii) Respeitar a outra patologia: o grau de incapacidade fiscalmente relevante corresponde ao grau resultante da revisão ou reavaliação realizada ao abrigo do novo Regime de Avaliação de Incapacidade. Autoridade Tributária e Aduaneira Ofício-circulado n.º , de 15 de Maio Prestação de garantia idónea O presente Ofício-Circulado visa uniformizar os procedimentos a adoptar pelos serviços da Administração Tributária relativamente ao momento relevante para a contagem de juros de mora, no âmbito da prestação de garantia em processo de execução fiscal, com vista à suspensão do mesmo. No que respeita ao valor base dos juros de mora a considerar para o cálculo da garantia a prestar, com o limite de cinco anos, entende-se que devem ser tidos em conta os juros de mora vencidos, no caso de: i) Pagamento em prestações: até à data de apresentação do pedido de pagamento em prestações; ii) Reclamação graciosa, impugnação judicial ou oposição à execução fiscal: até à data de apresentação de reclamação graciosa, impugnação judicial ou oposição à execução fiscal; iii) Decisão desfavorável para o contribuinte no âmbito de reclamação graciosa, impugnação judicial ou oposição à execução fiscal (primeiro meio de reacção), seguida de apresentação de outro meio procedimental ou processual de contestação da legalidade ou exigibilidade da dívida exequenda incluindo o recurso hierárquico: até à data de apresentação do primeiro meio de reacção; iv) Prestação de garantia fora do prazo de 15 dias após a apresentação do meio de reacção ou quando se verifique a insuficiência da garantia prestada, seguida de reforço ou prestação de nova garantia, após 15 dias da notificação para o efeito e desde que esteja pendente algum meio de reacção (reclamação graciosa, impugnação ou recurso judicial) ou esteja em vigor um plano de pagamento em prestações: até à data de apresentação da garantia; Assim, desde que a garantia se mantenha idônea, não existe qualquer obrigação de apresentação de nova garantia (actualizada) após o indeferimento ou improcedência de um meio de reacção. No que se refere à manutenção da suspensão da execução fiscal, por via da prestação de garantia, até à verificação do caso decidido ou resolvido, estabelece-se que tal só tem lugar quando o acto tributário ou a dívida, cuja legalidade ou exigibilidade se contesta, deixarem de ser contenciosamente impugnáveis, isto é, quando se verifique o trânsito em julgado da decisão judicial. NEWSLETTER I FISCAL I TAX 8/10

9 Estabelece-se igualmente que a suficiência da garantia deve ser permanentemente monitorizada pelo órgão competente, devido à sua função de «segurança do órgão de execução fiscal de que efectuará a cobrança da divida, mesmo no caso de incumprimento do devedor e independentemente da vontade deste», devendo o executado ser notificado para reforçar a garantia quando necessário. Em consequência, embora se privilegie a prestação ou reforço de garantia dentro do prazo legal, permite-se que o executado o faça fora do prazo legal nos casos do ponto iv) supra. No que concerne ao prazo de validade da garantia, fixa-se que a garantia deve ser prestada sem qualquer prazo de validade, mantendo-se até à verificação do caso decidido ou resolvido, pelo que, os Serviços da Administração Tributária não devem aceitar garantias sujeitas a um prazo de validade. Finalmente, no que respeita à caducidade da garantia, esclarece-se que esta só tem lugar quando se verifique a falta de diligência da Administração Tributária e inclui a caducidade de hipoteca legal ou penhor, constituídos nos termos do artigo 195.º do CPPT. Pelo contrário, o regime da caducidade é inaplicável à penhora, em razão da revogação do artigo 235.º, n.º1, do CPPT. Importa notar que, se após a verificação da caducidade da garantia no âmbito de uma reclamação graciosa, o executado interpuser recurso hierárquico, a Administração Tributária não pode exigir a constituição de nova garantia, uma vez que o litígio se mantém no domínio administrativo. Consequentemente, o mesmo não se verifica no caso do recurso a um meio de defesa judicial, dado que o litígio deixa o domínio administrativo e passa a integrar o domínio judicial. A suspensão da execução fiscal por prestação de garantia apenas se mantém enquanto se mantiver a «validade, vigência e idoneidade» da mesma, pelo que, será levantada imediatamente após a ocorrência de qualquer facto que importe a não verificação dos seus pressupostos, nomeadamente a não prestação ou reforço da garantia após notificação do executado para o efeito. III JURISPRUDÊNCIA EUROPEIA Tribunal de Justiça da União Europeia Acórdão de 3 de Maio de 2012 (Processo C-520/10) Prestação de serviços a título oneroso Serviços de telecomunicações - Comercialização por uma rede de distribuidores O processo em referência resulta de um pedido de decisão prejudicial que tem por objecto a interpretação do direito da União Europeia relativamente ao conceito de prestação de serviços sujeita a IVA, em particular, nos termos do artigo 2.º da Sexta NEWSLETTER I FISCAL I TAX 9/10

10 Directa IVA (Directiva 77/388/CEE, do Conselho, de 17 de Maio de 1977), quando a comercialização do produto é feita através de uma rede de distribuidores. No âmbito do presente acórdão discutia-se, essencialmente, a questão de saber se um operador de comunicações que comercializa, junto de distribuidores de vários Estados- Membros, cartões telefónicos com créditos de chamadas para fora da União Europeia e por um valor inferior ao seu valor nominal, os quais, por sua vez, revendem estes cartões aos utilizadores finais (com recurso a uma marca própria e estabelecendo o preço de venda), estão, na realidade, a operar uma prestação de serviços venda aos distribuidores ou duas emissão dos cartões e compra das chamadas stricto sensu, aquando da efectiva utilização pelos utilizadores finais. Com fundamento nos objectivos e regras do sistema comum do IVA, nomeadamente o princípio consagrado no artigo 2.º da Primeira Directiva IVA (Directiva 67/228/CEE, do Conselho, de 11 de Abril de 1967), e, bem assim, nas singularidades de um sistema de comercialização com recurso exclusivo a uma rede de distribuidores, em particular a ausência de ligação directa entre o operador de telecomunicações e o utilizador final, e na relevante jurisprudência comunitária, o Tribunal de Justiça considera que o operador de telecomunicações fornece apenas uma prestação de serviços a título oneroso ao distribuidor (e não ao utilizador final do cartão telefónico). Tribunal de Justiça da União Europeia Acórdão de 10 de Maio de 2012 (Processos C-338/11 a C-347/11) Diferença de tratamento entre os dividendos pagos aos Organismos de Investimento Colectivo em Valores Mobiliários não residentes e os dividendos pagos aos Organismos de Investimento Colectivo em Valores Mobiliários residentes O processo em referência resulta de um pedido de decisão prejudicial que tem por objecto a interpretação do direito da União Europeia relativamente às restrições admissíveis à liberdade de circulação de capitais, consagrada no artigo 63.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia ( TFUE ), especificamente no que concerne a legislação francesa que prevê que apenas os dividendos de origem francesa auferidos por Organismos de Investimento Colectivo em Valores Mobiliários ( OICVM ) não residentes estão sujeitos a uma retenção na fonte de a uma taxa de 25%. Neste contexto, considerando a jurisprudência europeia assente nesta matéria, concluiuse que não só estamos perante uma restrição aos movimentos de capitais, apta a dissuadir, tanto o investimento de não residentes em França, como o investimento de investidores franceses noutro Estado-Membro, e, bem assim, a forma restritiva como deve ser interpretado o artigo 65.º, n.º 1, do TFUE, o Tribunal de Justiça considera verificar-se a comparabilidade objectiva entre as situações fiscais dos OICVM residentes e não residentes e a inexistência de razões imperiosas de interesse geral que justifiquem um imposto apenas sobre os OICVM não residentes. NEWSLETTER I FISCAL I TAX 10/10

11 Consequentemente, o Tribunal de Justiça considera que o regime francês configura uma restrição inadmissível à liberdade de circulação de capitais. Tribunal de Justiça da União Europeia Acórdão de 10 de Maio de 2012 (Processo C-39/10) Livre circulação de trabalhadores IRS Pensões de reforma Neste acórdão, o Tribunal de Justiça da União Europeia, no âmbito de um pedido de decisão prejudicial, pronunciou-se sobre a compatibilidade do artigo 45.º do TFUE com um regime fiscal que recusa o benefício de uma dedução regra e, bem assim, de uma dedução suplementar, à base tributável relativa ao imposto sobre o rendimento de pessoas físicas, apenas a contribuintes não-residentes. Recordando jurisprudência firmada, como o Acórdão Schumacker (processo C-279/93) e o Acórdão Gschwind (processo C-391/97), o Tribunal de Justiça considera que as situações fiscais dos residentes e dos não residentes que não aufiram rendimentos significativos no Estado-Membro de residência são objectivamente comparáveis, pelo que não estando verificadas «considerações objectivas e proporcionadas ao objectivo legitimamente pelo direito nacional», tal diferenciação é inadmissível à luz do direito comunitário, ao penalizar os contribuintes não residentes pelo exercício da liberdade de circulação dos trabalhadores. IV JURISPRUDÊNCIA NACIONAL Supremo Tribunal Administrativo Acórdão de 2 de Maio de 2012 (Processo n.º 0234/12) No presente acórdão, o Supremo Tribunal Administrativo foi chamado a pronunciar-se relativamente à base de incidência da derrama municipal ( derrama ) no âmbito de aplicação do Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades ( RETGS ), isto é, sobre se a derrama incide sobre o lucro tributável individual de cada uma das sociedades do grupo ou, inversamente, sobre o lucro tributável do grupo, calculado pela sociedade dominante. Com fundamento na classificação da derrama como um imposto acessório do IRC, bem como na inexistência de regras específicas de apuramento da sua base de incidência na Lei n.º 2/2007, de 15 de Janeiro ( Lei das Finanças Locais ), o colectivo pronunciou-se no sentido que, no âmbito do RETGS, a derrama incide sobre o lucro tributável calculado para efeitos de IRC m isto é, sobre o lucro tributável do grupo. No que respeita à natureza inovadora ou interpretativa do artigo 14.º, n.º 8, da Lei das Finanças Locais, introduzido pela Lei do Orçamento do Estado para 2012, o Supremo Tribunal Administrativo, tomando em consideração a letra da lei e, bem assim, a não verificação dos pressupostos da lei interpretativa a inexistência de incerteza sobre a NEWSLETTER I FISCAL I TAX 11/10

12 anterior regra de Direito e a unanimidade e estabilidade do entendimento jurisprude ncial neste domínio, conclui que se trata de uma opção legislativa diversa (e oposta) à anteriormente vigente, consubstanciando uma lei inovadora, logo, com aplicação apenas para o futuro. Supremo Tribunal Administrativo Acórdão de 2 de Maio de 2012 (Processo n.º 0642/11) O presente processo tem por fundamento o enquadramento de IVA das operações de venda de salvados pelas companhias de seguros, em especial o âmbito de aplicação das normas de isenção de IVA, previstas no artigo 9.º, n. os 29 e 33 do CIVA. Estava em causa um processo de execução fiscal por liquidações adicionais de IVA, e correspondentes juros compensatórios, resultantes de um procedimento de inspecção tributária relativo aos exercícios de 1993 e 1994 de uma seguradora, no qual a Administração Tributária concluiu pela sujeição e não isenção em sede de IVA das operações de venda de salvados. Após fazer um enquadramento da actividade de aquisição/venda de salvados à luz do Decreto-lei n.º 94-B/98, de 17 de Abril (Regime do acesso à actividade seguradora e resseguradora no território da Comunidade Europeia) e, bem assim, da doutrina nacional, enquanto actividade conexa ou complementar da actividade de seguro directo e de resseguro, o Supremo Tribunal Administrativo retira a consequente sujeição a IVA No que respeita à isenção de IVA prevista no artigo 9.º, n.º 29, do CIVA (actual artigo 9.º, n.º 28, do CIVA), entende o colectivo não estarem preenchidos os requisitos de aplicação da isenção, dado que, não apenas a actividade de aquisição/venda de salvados não está compreendida no âmbito da actividade seguradora e resseguradora, como também não é levada a cabo por intermediários (mediadores, agentes e correctores de seguros). Tão-pouco a ratio legis do preceito permitiria uma interpretação diferente do mesmo. Relativamente à isenção de IVA prevista no artigo 9.º, n.º 33, do CIVA (actual artigo 9.º, n.º 32, do CIVA), considera igualmente o Tribunal que a actividade de aquisição/venda de salvados não beneficia desta isenção, uma vez que também neste caso os requisitos da norma não se encontram preenchidos. Assim, não só o salvado não deve ser qualificado como um bem exclusivamente afecto à actividade seguradora, como, ainda que o fosse, a actividade seguradora não está, por si, isenta de IVA. Mais considera o Supremo Tribunal Administrativo que estejam em causa transmissões de bens que «não tenham sido objecto do direito à dedução e bem assim as transmissões de bens cuja aquisição ou afectação tenha sido feita com exclusão do direito à dedução nos termos do nº 1 do artigo 21.º». NEWSLETTER I FISCAL I TAX 12/10

13 Consequentemente, e apoiando-se igualmente na jurisprudência do Tribunal de Justiça da União Europeia relativa às normas de isenção de IVA, que defende uma interpretação estrita das mesmas, o Tribunal conclui pela sujeição e não isenção a IVA das aquisições/vendas de salvados por seguradoras. Supremo Tribunal Administrativo Acórdão de 9 de Maio de 2012 (Processo n.º 911/11) O presente Acórdão debruçou-se sobre o decurso do prazo de caducidade do direito à liquidação relativo à cobrança de dívidas de Contribuição Autárquica referentes ao período compreendido entre 1994 a Estava em causa um processo de execução fiscal por liquidações de Contribuição Autárquica correspondentes aos anos de 1994 a 1999, do qual o sujeito passivo só havia tomado conhecimento, por citação, em Agosto de 2005, embora a Administração Tributária tivesse, em tempo, notificado a anterior proprietária do imóvel. Considera o Supremo Tribunal Administrativo que os argumentos apresentados pelo Representante da Fazenda Pública, relativos à desnecessidade de notificação ao sujeito passivo das liquidações de Contribuição Autárquica dentro do prazo normal e às omissões declarativas da Impugnante junto da Administração Tributária no que concerne a actualização da matriz predial urbana, não colhem, não apenas porque, independentemente da obrigatoriedade da notificação da liquidação do proprietário do imóvel para a interrupção do prazo de caducidade do direito à liquidação, as liquidações foram efectivadas fora do prazo normal, como também porque, à data dos factos, não impediam sobre a Impugnante quaisquer obrigações declarativas tendentes à actualização da matriz predial urbana. Em consequência, conclui o colectivo que nos casos de reversão contra possuidores, nos termos do artigo 158.º da LGT, a citação do anterior proprietário não constitui causa interruptiva do prazo de caducidade, uma vez que o proprietário dos bens durante o período a que respeita a dívida responde enquanto responsável originário, e não como responsável subsidiário, pela Contribuição Autárquica em dívida. Supremo Tribunal Administrativo Acórdão de 2 de Maio de 2012 (Processo n.º 0883/11) No presente Acórdão, foi o Supremo Tribunal Administrativo chamado a pronunciar-se sobre o incentivo fiscal estabelecido no artigo 8.º, n.º 1, da Lei n.º 171/99, de 18 de Setembro ( Lei de Combate à Desertificação e Recuperação do Desenvolvimento das Áreas do Interior ), em particular sobre o limite da majoração das amortizações efectuadas sobre bens de investimento. NEWSLETTER I FISCAL I TAX 13/10

14 Com fundamento na motivação que esteve na origem da Lei de Combate à Desertificação e Recuperação do Desenvolvimento das Áreas do Interior, e, bem assim, na interpretação literal do preceito (análogo ao artigo 43.º, n.º 1, alínea c), do EBF), o colectivo afasta os argumentos aduzidos pela Recorrida relativamente aos princípios da igualdade e da certeza quantitativa do benefício fiscal e conclui que o limite previsto (100 milhões de escudos) se refere ao valor do investimento realizado e não ao valor das amortizações praticadas. Supremo Tribunal Administrativo Acórdão de 2 de Maio de 2012 (Processo n.º 01174/11) O processo em referência tem por fundamento o apuramento de qual a sede própria para o conhecimento da prescrição da dívida tributária. No presente acórdão, o Supremo Tribunal Administrativo revisita a tradicional posição relativamente à natureza e aos fundamentos de impugnação judicial da liquidação (validade) e da oposição à execução fiscal (exigibilidade), concluindo que, muito embora a oposição à execução fiscal seja a sede apropriada à apreciação da prescrição da dívida resultante do acto tributário (e, consequentemente, seja aí de conhecimento oficioso), nada obsta a que, incidentalmente e apenas quando interfira com a validade do acto tributário impugnado, possa a prescrição ser apreciada em sede de impugnação judicial da liquidação. Supremo Tribunal Administrativo Acórdão de 2 de Maio de 2012 (Processo n.º 01131/11) Em sede dos presentes autos, o Supremo Tribunal Administrativo foi chamado a apreciar a regularidade de uma avaliação em sede de IMI na qual é claro o desfasamento entre o valor patrimonial tributário e o valor de mercado do imóvel, em particular, por um lado, se os fundamentos de ilegalidade previstos no artigo 76.º do CIMI (na redacção em vigor em 2007) são taxativos, e, por outro, se nesse caso, é aplicável à segunda avaliação o disposto no artigo 76.º, n. os 2 a 5,do CIMI, na sua redacção actual. De acordo com o colectivo, o princípio da proporcionalidade, designadamente nas suas manifestações de adequação e proibição do excesso, enquanto princípio jurídico fundamental, sempre deverá pautar a conduta da Administração, conforme reiterado no artigo 55.º da LGT, e operar como uma «válvula de escape, colmatando de alguma forma a injustiça resultante da aplicação exclusiva e isolada dos critérios fixados no artigo 45.º do CIMI, permitindo fundamentar a ilegalidade da actuação da Administração Fiscal na determinação do valor patrimonial.». Como tal, e considerando o artigo 77.º, n.º 2, do CIMI, os fundamentos de ilegalidade previstos no artigo 76.º do CIMI não são taxativos. NEWSLETTER I FISCAL I TAX 14/10

15 No que respeita às regras previstas no artigo 76.º, n. os 2 a 5,do CIMI, considera o Tribunal que estas têm natureza procedimental e, consequentemente, são de aplicação imediata. Supremo Tribunal Administrativo Acórdão de 9 de Maio de 2012 (Processo n.º 0268/12) No âmbito do processo em referência, foi o Supremo Tribunal Administrativo chamado a pronunciar-se relativamente ao âmbito do privilégio imobiliário geral previsto no artigo 111.º do CIRS: «Para pagamento do IRS relativo aos três últimos anos, a Fazenda Pública goza de privilégio mobiliário geral e privilégio imobiliário sobre os bens existentes no património do sujeito passivo à data da penhora ou outro acto equivalente.». À questão de saber quais os anos de imposto abrangidos pelo privilégio creditório imobiliário, isto é, se o ano a que respeitam os rendimentos que justificam a liquidação de imposto ou o ano em que foram postos à cobrança, considera o Tribunal que, de acordo com o artigo 9.º, n.º 3, do CC, dúvidas não podem restar que apenas estão abrangidos os créditos referentes aos três anos anteriores à penhora e não o imposto relativo ao ano em que a penhora tem lugar. Tribunal Central Administrativo Sul Acórdão de 8 de Maio de 2012 (Processo n.º 04665/11) No presente acórdão, o Tribunal Central Administrativo Sul foi chamado a pronunciar-se relativamente ao dia a que deve atender-se como início do prazo de caducidade do direito à liquidação de IRC, quando haja lugar a um procedimento externo de inspecção tributária, isto é, em que momento se inicia a contagem do prazo de seis meses previsto no artigo 45.º, n.º 5, da LGT. Estava em causa uma liquidação adicional de IRC, e correspondentes juros compensatórios, decorrente de uma acção de inspecção externa, em que, embora a Ordem de Serviço que lhe deu origem apenas tivesse sido assinada em 19 de Março de 2003, o sujeito passivo tivesse sido notificado das conclusões da acção de inspecção em 1 de Julho de 2003 e a liquidação subsequente datasse de 1 de Outubro de 2003, havia sido previamente comunicada ao sujeito passivo em 11 de Fevereiro de Neste contexto, o Tribunal entendeu que, da conjugação dos artigos 49.º e 51.º do Regime Complementar do Procedimento de Inspecção Tributária ( RCPIT ), e, bem assim, dos artigos 46.º, n.º 1, da LGT e 36.º, n.º 2, do mesmo RCPIT, resulta que o prazo de caducidade do direito à liquidação deve contar-se a partir da data da cartaaviso enviada ao sujeito passivo, por se considerar que a acção inspectiva se inicia com esta comunicação. NEWSLETTER I FISCAL I TAX 15/10

16 A revogação do artigo 45.º, n.º5, e a alteração da redacção do artigo 46.º, ambos da LGT, operadas pela Lei n.º 32-B/2002, de 30 de Dezembro ( Lei do Orçamento de Estado para 2003), conjugadas com o artigo 297.º, n.º 2, do Código Civil ( CC ) apenas reforçam este entendimento. De notar que o Juiz Desembargador Aníbal Ferraz apresentou um voto de vencido, por entender ser de considerar, como data do início da contagem do prazo de caducidade, a data da assinatura da ordem de serviço que dá origem à inspecção tributária. Tribunal Central Administrativo Sul Acórdão de 15 de Maio de 2012 (Processo n.º 02956/09) Em sede dos presentes autos, o Tribunal Central Administrativo Sul foi chamado a apreciar a conformidade do recurso, pela Administração Tributária, ao método de avaliação indirecta da matéria tributável que, conjuntamente com as conclusões de um procedimento inspectivo externo, esteve na origem de correcções à matéria tributável do IRC de 2002, de uma empresa de construção civil. Colocava-se a questão de saber se se encontravam verificados os pressupostos de aplicação do método de avaliação indirecto da matéria tributável da sociedade impugnante quando a Administração Tributária, motivada por desconformidades entre a contabilidade apresentada pela impugnante apuradas durante uma acção inspecção, se baseou no testemunho de três adquirentes de imóveis transaccionados pela sociedade no ano de 2002 e considerou que os valores declarados nas escrituras de compra e venda não correspondiam os valores reais, pelo que se estava perante um caso de omissão de proveitos. De acordo com o colectivo, o método de avaliação indirecta da matéria tributável tem natureza substantiva, enquanto meio de quantificação do facto tributário, e subsidiária, operando como uma «ultima ratio fisci» e somente nos casos estritamente previstos na lei, pelo que apenas uma impossibilidade ou dificuldade grave e devidamente fundamentada pode justificar o recurso da Administração Tributária a este mecanismo. Mais considera o Tribunal Central Administrativo Sul que a impossibilidade de comprovação e quantificação prevista no artigo 87.º, alínea b), da LGT, apenas se verifica nos casos taxativamente elencados no artigo 88.º da LGT, enquanto impossibilidade de avaliação no momento em que esta deve ter lugar, o que fará cessar a presunção de veracidade das declarações e escrita do sujeito passivo, como prevista no artigos 74.º e 75.º da LGT. As situações de «falta de colaboração presumida», previstas no artigo 88.º, alínea d), da LGT, não afastam a vinculação da Administração Tributária aos princípios da legalidade, do inquisitório e da imparcialidade, «cabendo-lhe o ónus da prova da existência de todos os pressupostos do acto de liquidação adicional, designadamente, a prova da verificação NEWSLETTER I FISCAL I TAX 16/10

17 dos pressupostos que a determinaram à aplicação dos métodos indirectos de avaliação que suportam a liquidação.» Nesta sede, o Tribunal veio concluir pela não verificação dos pressupostos de aplicabilidade do recurso ao método de avaliação indirecta da matéria tributável e, consequentemente, pela anulabilidade das liquidações decorrentes das correcções de imposto efectuadas, uma vez que a Administração Tributária não encetou todos os esforços a que estava obrigada com vista à comprovação da ocorrência de uma omissão de proveitos ou a conclusão que a contabilidade da impugnante não reflectia o resultado efectivamente obtido. CONTACTOS CUATRECASAS, GONÇALVES PEREIRA & ASSOCIADOS, RL Sociedade de Advogados de Responsabilidade Limitada LISBOA Praça Marquês de Pombal, 2 (e 1-8º) I Lisboa I Portugal Tel. (351) I Fax (351) I PORTO Avenida da Boavista, º I Porto I Portugal Tel. (351) I Fax (351) I A presente Newsletter foi elaborada pela Cuatrecasas, Gonçalves Pereira & Associados, RL com fins exclusivamente informativos, não devendo ser entendida como forma de publicidade. A informação disponibilizada bem como as opiniões aqui expressas são de carácter geral e não substituem, em caso algum, o aconselhamento jurídico para a resolução de casos concretos, não assumindo a Cuatrecasas, Gonçalves Pereira & Associados, RL qualquer responsabilidade por danos que possam decorrer da utilização da referida informação. O acesso ao conteúdo desta newsletter não implica a constituição de qualquer tipo de vínculo ou relação entre advogado e cliente ou a constituição de qualquer tipo de relação jurídica. A presente newsletter é gratuita e a sua distribuição é de carácter reservado, encontrando-se vedada a sua reprodução ou circulação não expressamente autorizadas. NEWSLETTER I FISCAL I TAX 17/10

18 NEWSLETTER TAX I NATIIONAL LEGISLATION Ministry of Finance Portaria (Ministerial Order) No. 135-A/2012 of 8 May Regulating the special stamp for manufactured tobacco for consumption in the Autonomous Region of Madeira. Parliament Law No. 20/2012 of 14 May Amending for the first time Law No. 64-B/2011 of 30 December (2012 State Budget Law), in connection with the initiative to strengthen financial stability. Personal Income Tax ( IRS ) Legal Framework of non-habitual residents (article 16, No. 6 to 10, of the Personal Income Tax Code CIRS ) Establishing a time limit to apply for the inclusion as non-habitual resident (which must occur at the time of inclusion in the register of taxpayers as resident in the Portuguese territory or until 31 March of the year following the one in which the taxable person became a resident) and setting out a transitional regime for its implementation; in accordance with this regime this time limit shall not apply to «taxable persons who became residents in Portuguese territory until 31 December 2011 and who, until the effective date of this Law, applied for the inclusion as non-habitual resident in the register of taxpayers in accordance with the previous wording of that provision, which did not provide for any time limit for the submission of the above-mentioned application.» Investment Tax Code Repealing Part III of the Investment Tax Code setting out the legal framework of nonhabitual resident investors. Corporate Income Tax Code ( IRC ) Ancillary obligations of taxable persons (Article 117, No. 6 and 7, of the Corporate Income Tax Code CIRC ) Providing for the exemption from the obligation to file income tax returns Modelo 22 form -, in accordance with 120 of the CIRC in respect of the State, Autonomous Regions, local authorities, their public law associations, federations and social security institutions and other bodies that are exempt in accordance with Article 9 of the CIRC, unless they are subject to autonomous taxation. NEWSLETTER I FISCAL I TAX 18/10

19 Article 117(7) of the CIRC, providing for the exclusion of the obligation to file income returns in respect of other bodies exempt from IRC, has been repealed. Excise Taxes ( IEC ) Unit rates of Tax on Petroleum and Energy Products (articles 92(1) and 94(1), of the Excise Taxes Code CIEC ) Amending the minimum tax rate, in Euros, relating to electricity in Mainland Portugal and the Autonomous Region of Azores, from EUR 0/MWh to EUR 0,50/MWh. Municipal Tax on Real Property ( IMI ) Addendum to the tax rate regime (Article 112(16) of Code of Municipal Tax on Real Property CIMI ) The addition of No. 16 to Article 112 of the Municipal Tax on Real Property, aims to clarify that the 7.5% tax rate set out in No. 4 of the same article, concerning real property belonging to organisations with tax residence in a country, territory or region subject to a clearly more favourable tax regime, as per the list approved by Ministerial Order of the Minister of Finance, does not apply to real property owned by physical persons. It should be noted that this wording takes effect in respect of outstanding tax, from and including Municipal Tax on Real Estate Transfer ( IMT ) Addendum to the tax rate regime (Article 17(7) of the Code of Municipal Tax on real estate transfer - CIMT ) The addition of No. 7 to Article 112 of the CIMI, aims to clarify that the exclusion from the exemption from or reduction of the 10% tax rate provided for in No. 4 of that Article for purchasers with tax residence in a country, territory or region subject to a clearly more favourable tax regime, as per the list approved by Ministerial Order of the Minister of Finances, does not apply where the purchaser is a physical person. General Tax Law ( LGT ) Amendment to the rules concerning information relating to financial transactions (Article 63-A(4) of the LGT) In addition to the annual obligation of credit institutions and financial companies to provide information relating to credit and debit card payment flows made through them, to taxable persons that receive category B income subject to personal income tax and corporate income tax, the obligation to provide this information whenever requested by the Tax Authority is also provided for. NEWSLETTER I FISCAL I TAX 19/10

20 Amendment to the rules of bank accounts exclusively held for business activity purposes (Article 63-C(3) of the LGT) Providing for the obligation to use payment means permitting to identify the recipient (e.g., credit transfer, direct debit, etc.), for the payment of invoices or equivalent documents exceeding the amount of EUR 1,000,00, instead of the limit of EUR 9, (EUR 485,00 x 20) formerly in place. General Regulatory Framework of Tax Offences ( RGIT ) Amendment to the rules concerning the failure to submit or delay in submitting or producing documents or tax returns (Article 117(6) of the RGIT) No. 6 of this Article now refers to No. 9 of Article 66 of the Corporate Income Tax Code (rather than to No. 8 of the same Article), concerning the particularities of the tax documentation process as regards the charging of income received from non resident entities subject to a favourable tax regime. Tax Benefits Statute ( EBF ) Exemption from Municipal Tax on Real Property (IMI) (Article 44(12) of the EBF) The exemption from Municipal Tax on Real Property (IMI) provided for in respect of real property or parts of real property intended to fulfil the purposes of organisations holding a licence to operate in the Free Zone of Madeira and in the Free Zone of Santa Maria Island, no longer includes «organisations carrying on activities of financial and insurance intermediation, activities auxiliary to financial and insurance intermediation [ ] and of the intra-group services type, in particular, coordination, treasury and distribution centres [ ]». Tax Benefits in the free trade zones (Article 33(6) and 19 of the EBF) Revocation of the exemption from personal income tax and corporate income tax applying to income from financing operations of balance sheet liabilities, paid by the nonresident credit institutions located in the free zones Article 33(6) of the Tax Benefits Statute. Revocation of the obligation to reorganise the accounts to make it possible to establish the results of the transactions performed in the free zones, by credit institutions and financial companies that do not exclusively operate in the free zones is revoked - Article 33(19) of the EBF. Payments made in respect of personal income tax and corporate income tax relating to the agricultural, forestry or livestock activity (Article 21 of Law No. 20/2012 of 14 May) For these purposes, a taxable person subject to personal income tax or to corporate income tax shall be deemed to carry on an agricultural, forestry or livestock activity as a NEWSLETTER I FISCAL I TAX 20/10

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