CONTROLE DA GESTÃO HOSPITALAR: UMA RESPOSTA À SOCIEDADE. GIL PINTO LOJA NETO AUDITOR GERAL EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES - MEC

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1 CONTROLE DA GESTÃO HOSPITALAR: UMA RESPOSTA À SOCIEDADE. GIL PINTO LOJA NETO AUDITOR GERAL EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES - MEC

2 SUMÁRIO O ESTADO BRASILEIRO E AS ESTATAIS; A EBSERH: CARACTERIZAÇÃO, OBJETIVOS, DIRETRIZES, PRINCIPAIS DÚVIDAS; OS SISTEMAS DE CONTROLE E A EBSERH; OS DESAFIOS DO CONTROLE; DA PREVISÃO À EXECUÇÃO EXPECTATIVAS.

3 O Estado Brasileiro e as Estatais CF. 88: art 173.EC 19/98 Décadas 40 60: experiências Empresas Estatais- sucesso transformações. Início Sec. XX até Década 30: diversidade, sofisticação. Unificação (RJU), concurso, reduz flexibilidade: burocratização

4 Diretrizes de Estado Constituição Federal 88 Art. 21: Competências da União Art. 37: Estatal só pode ser criada por lei Art. 173: Exploração econômica direta pelo Estado * Segurança nacional ou relevante interesse coletivo Art. 174: Regulação pelo Estado Art. 175: Garantir serviço público

5 Diretrizes de Estado Decreto-Lei 200/67 e Lei 6.404/76 Art. 4º, inciso II: Estatais integram a administração pública A estatal é um braço do Estado Art. 238: Políticas públicas nas estatais O Estado pode orientar suas empresas de modo a atender interesse coletivo 5/19 - Estatais, políticas públicas e desenvolvimento

6 Diretrizes de Estado Decreto-Lei 200/67 e Lei 6.404/76 Art. 4º, inciso II: Estatais integram a administração pública A estatal é um braço do Estado Art. 238: Políticas públicas nas estatais O Estado pode orientar suas empresas de modo a atender interesse coletivo 6/19 - Estatais, políticas públicas e desenvolvimento

7 Práticas de governança Estrutura organizacional bem definida *Conselho Auditoria Externa (segurança contábil) Auditoria Interna (controles internos) Consultivo (controle social) Conselho de Administração* (orientação estratégica) Diretoria (gestão do negócio) Conselho Fiscal (fiscalização) * Atuação DEST 7/19 - Estatais, políticas públicas e desenvolvimento

8 FUNDAMENTOS* CARACTERIZAÇÃO DIRETRIZES DE ESTADO* Falhas de Mercado Bens Públicos / Semi Públicos Falha Atendimento hospitalar gratuito Problema Parcela da População não tem atendimento à saúde Política Pública Atendimento ao SUS Indução ao Desenvolvimento Promoção da saúde * FONTE : DEST

9 A SOCIEDADE E A GESTÃO HOSPITALAR Expectativa da Sociedade Crescente insatisfação da sociedade Capacidade de atendimento Tempo

10 - OBJETIVOS

11 TCU Acórdão nº 1520/2006 Terceirizados Acórdão nº 2813/2009 FOC MEC Decreto nº 7.082/2010- REHUF Acórdão nº2681/2011- Plenário EBSERH Lei /2011

12 MODERNIZAÇÃ O DA GESTÃO FORÇA DE TRABALHO REESTRUTURAÇ DA FÍSICA ÃO TECNOLÓGICA QUALIFICAÇÃ GESTÃO FINANCEIRA ORÇAMENTÁRIA O

13 REESTRUTURAÇÃO FÍSICA Reformas/ ampliação 37 HU = R$ 165 milhões 1 Construção = R$ 12 milhões Economia = R$ 177,5 milhões REESTRUTURAÇÃO TECNOLÓGICA 188 Equip. Imag = R$ 89,6 milhões Equip. C. Cirurg. e UTI= R$73,7 milhões Economia = R$ 162,5 milhões MODERNIZAÇÃO DA GESTÃO AGHU/ HCPA- Versão 3 instalada em 7 HUFs 8 Pregões centralizados: Economia 46%= R$294 Milhões

14 UFAM UNIVERSIDADES- ADESÕES ( OUT 2012) 16 IFEs = 26 HUFS UFPI UFMA UFRN UFS UnB UFGD UFMT UFCG UFPel UFSM UFES UFTM UFMG UFRJ (08) UFJF

15 Principais Dúvidas Há risco de privatização dos hospitais universitários federais a partir da gestão da EBSERH? Os hospitais universitários federais continuarão a prestar assistência à saúde no âmbito do SUS? Quais os passos para a implantação da EBSERH nos HUF?

16 Principais Dúvidas O contrato será comum a todas as universidades? As universidades federais que não aderirem à empresa sofrerão algum tipo de prejuízo? A partir da contratação da EBSERH, haverá prejuízo da autonomia universitária?

17 CONTROLE GOVERNAMENTAL BASE LEGAL Art. 74 da C.F: avaliar o cumprimento das metas... comprovando a legalidade e avaliando os resultados quanto à eficácia e eficiência. Decreto-Lei 200/1967: controle e fiscalização indispensáveis sobre a execução local. Decreto nº 3.591/00 e Decreto nº 4.440/02: estruturação do Controle Interno na Administração Pública Federal Indireta. IN CGU Nº 07/2006 e IN CGU Nº 01/2007: estabelece normas operacionais que regulam a organização e o funcionamento das unidades de auditoria interna.

18 SISTEMA DE CONTROLE - EBSERH T.C.U Verifica a atuação de todos os 3 poderes na utilização dos recursos públicos, avalia o controle da CGU e da EBSERH, bem como as respectivas gestões diretamente. Determina e Recomenda. CGU Controladoria Geral da União Avalia a gestão e o controle da EBSERH na execução das suas atividades. Recomendações. Avalia a gestão auditando processos e resultados gerenciais, emitindo Pareceres e Relatórios. Recomendações. FILIAIS Gestão e Controle GESTÃO INTERNA CONTRATOS OBRAS RECURSOS HUMANOS PATRIMÔNIO APOIO

19 NORMATIZAÇÃO AUDITORIA INTERNA TCU DN/ ACÓRDÃ OS CGU SCI/IN AUDITORI A EBSERH CF Decretos MP/ Leis

20 AUGE EBSERH - CLIENTES Órgãos de Controle RELATÓRIOS INFORMAÇÕES APOIO Sociedad e INFORMAÇÕES Gestores Internos AUDITORIA ASSESSORIA Conselhos ASSESSORIA RELATÓRIOS APOIO

21 TCU VISÃO EBSERH TCU- DECISÃO NORMATIVA Nº 121, 13/06/2012 altera itens da Parte C do Anexo II, todos da Decisão Normativa TCU n.º 119, de 18 de janeiro de º Fica incluída, na parte que trata das Empresas Públicas do Ministério da Educação, a unidade jurisdicionada Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), com a seguinte redação: Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) Forma de apresentação do Processo de Prestação de Contas : individual Data Limite para Apresentação :31/5/2013

22 A decisão foi motivada, segundo informou o presidente do tribunal, ministro Benjamin Zymler, pela reportagem do programa Fantástico, da TV Globo O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta realizar auditoria em hospitais universitários dos 26 Estados e do Distrito Federal, ante suspeita de fraudes generalizadas em contratos de prestação de serviços com empresas privadas. O governo federal mantém 44 hospitais universitários em todo o País e o pente fino alcançará ao menos um em cada unidade da Federação. Ao final, serão adotadas sanções contra os responsáveis por desvios e medidas para medidas para aprimorar o sistema de contratação.

23 Não há qualquer tipo de controle sobre os gastos do hospital Não existe auditoria interna na estrutura do HU, nem setor de Controle Interno. Almoxarifado: Sem controle de movimentação de material. Setor licitação: Não está com ausência de servidores. Compras emergenciais superiores a 90%. Identificaram-se: empresas com sócios em comum, propostas idênticas, ausência de publicidade, fraudes, prejuízos ao erário, pagamento de material não entregue. Causa recorrente para a maioria dos achados: ausência completa de planejamento e controle. Aponta prejuízo em várias constatações o que levará à apuração de responsabilidades.

24 AUDITORIA INTERNA EBSERH PREMISSAS Vasta legislação que delimita atuação; Identificação de várias irregularidades pelos Órgãos de Controle; Necessidade imediata de resposta quanto às ausências de controle; Controle como novidade.

25 CONTROLE INTERNO Comissão de Controle Interno CCI: (CSA) i n s t i t u í d a p o r P o r t a r i a, c o m p o s t a p o r representantes de todas as diretorias, reuniões periódicas, com objetivos: identificar, planejar e mitigar riscos e exposições; avaliar os processos, etc. AUDIN CONTROLE EBSERH CSA

26 DA PREVISÃO LEGAL À EXECUÇÃO CONTROL ES PRIMÁRIO S CONTROL E SEDE CONTROL E FILIAIS Auditoria de Gestão- Licitações e Pessoal; Auditoria Gestão- Análise Crítica sobre as áreas essenciais; Auditoria de Gestão- Indicadores. Controles e Pareceres sobre as Contas; Auditoria Obras e Infraestrutura; Auditoria Contábil; Auditoria Hospitalar Clínica. Formular política de controle da EBSERH (matriz e filiais); Realizar a interface política/relacionamento entre todo controle e a Administração; Realizar Ações de Controle na Matriz e, quando necessário, nas filiais; Realizar diagnóstico, confirmação de dados, identificação de riscos e fraudes nos Hus; Emitir parecer contábil sobre a Empresa; Realizar controle sobre as áreas de Licitações e Contratos, Recursos Humanos, Obras, Infraestrutura e Patrimônio; respostas ágeis e efetivas às denúncias e fraudes. Controle da gestão local, informações gerenciais a administração- Ações de Controle nas Filiais: Licitações e Contratos, R H, Patrimônio, Obras e Infraestrutura; Subordinada hierarquicamente ao Auditor Geral - AUGE; Executar as políticas de controle padronizadas pela AUGE; Informar ao auditor Geral, sempre que a administração sob sua responsabilidade estiver em risco eminente; Emitir parecer contábil sobre a Filial.

27

28 OBRIGADO!!! GIL PINTO LOJA NETO AUDITOR GERAL EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES MEC

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