A EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE COMO. DEFESA NA EXECUÇÃO FISCAL LEI nº 6.830/80.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE COMO. DEFESA NA EXECUÇÃO FISCAL LEI nº 6.830/80."

Transcrição

1 1 CURSO DE DIREITO A EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE COMO DEFESA NA EXECUÇÃO FISCAL LEI nº 6.830/80. Nome: Verisleide Aranha de Oliveira R.A.: Turma: 3109C e.mail: SÃO PAULO 2006

2 2 Verisleide Aranha de Oliveira Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial avaliativo ao título de bacharel em Direito do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas, sob o título A EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE COMO DEFESA NA EXECUÇÃO FISCAL LEI 6.830/80, orientado pelo Professor Oscarlino Moeller, no 1º semestre de SÃO PAULO 2006

3 3 BANCA EXAMINADORA Professor Orientador : Oscarlino Moeller Professor Argüidor : Paulo Dimas Professor Argüidor : Jorge Shiguemitsu Fujita

4 4 Agradeço a Deus, por tudo o que sou e por tudo o que tenho; Agradeço a todos os meus professores, pelos ensinamentos, sugestões, paciência e exemplos de vida e em especial ao Professor Oscarlino Moeller, exemplo de dedicação ao ensino e estudo do direito, professor de todos nós, professor na fala e na ação! Aos amigos que ao meu lado estiveram caminhando juntos nessa empreitada.

5 5 RESUMO Em se tratando de uma execução, o executado está sujeito a graves conseqüências em virtude de um processo inadequado segundo a lei processual e, portanto, é justo que o demandado tenha o direito de ver-se livre do processo o mais rápido possível. O nosso Código de Processo civil nos mostra os embargos como caminho para a defesa do executado, porém, doutrinadores e juristas sustentam a possibilidade de defesa, pelo executado, no processo de execução, sem a necessidade de garantia do juízo, a Exceção de Pré-Executividade. A Exceção de Pré-Executividade é um fenômeno não tratado expressamente pelo Código de Processo Civil, porém, constata-se que a jurisprudência vem acolhendo tal espécie de defesa no processo de execução, quando percebe a desnecessidade da prévia garantia do juízo.

6 6 SUMÁRIO INTRODUÇÃO EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA EXECUÇÃO FISCAL Da Execução Fiscal no Direito Brasileiro EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE Da Exceção de Pré-Executividade no Direito Brasileiro A EXECUÇÃO FISCAL NA LEF (LEI N /80) Das Formas de Defesa do Executado O CONTRADITÓRIO NA EXECUÇÃO FISCAL Generalidades DOS EMBARGOS DE DEVEDOR DA EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE Hipóteses de Cabimento Momento de Propositura Forma Efeitos Considerações Doutrinárias Considerações Jurisprudenciais CONCLUSÃO...38 BIBLIOGRAFIA...41 ANEXOS...45

7 1 INTRODUÇÃO O presente Trabalho de Conclusão de Curso consiste em um estudo pormenorizado acerca dos mais importantes aspectos envolvendo a questão da dívida fiscal e do título executivo da Fazenda Pública chamada Certidão da Dívida Ativa, mais precisamente sobre suas formas de contraditório, dando ênfase aos Embargos do Executado e a Exceção de Pré-Executividade, interessante instituto processual criado pela doutrina. O Trabalho de Conclusão de Curso encontra-se dividido em seis capítulos. Primeiramente objetiva-se traçar um panorama histórico a respeito da Execução Fiscal e da Exceção de Pré-Executividade no Direito Brasileiro, seguindo-se uma explicação sucinta dos mais importantes aspectos da execução fiscal, assim como ela é regulada pela Lei n /80, e em seguida, um estudo acerca da utilização dos Embargos do Executado e por fim a Exceção de Pré-Executividade em sede de um executivo fiscal, seus pontos mais interessantes, efeitos, formalidades e formas de utilização.

8 2 1. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA EXECUÇÃO FISCAL 1.1 Da Execução Fiscal no Direito Brasileiro A Execução Fiscal, instituto garantido por lei ao Estado, meio essencial para que o mesmo possa executar as dívidas de seus contribuintes, provindas de impostos, contribuições, multas, etc., mesmo que de formas diversas, sempre esteve presente no direito pátrio, desde remotos tempos. Este importante tema atinente ao direito processual, era regulado pelo Código de Processo Civil de 1973, o que levava a crer que as características da cobrança de dívidas privadas e as atinentes aos entes públicos eram idênticas. Obviamente que em muitos aspectos a execução de títulos executivos pelo Estado e pelo particular se assimilam, entretanto, as primeiras têm prerrogativas e garantias inteiramente diferentes, posto que se relacionam ao interesse público, não podendo a sociedade ser prejudicada pela inadimplência dos cidadãos. Foi por isso que, em 1980, ou seja, quase dez anos após a criação do seu digesto de processo civil, o legislador houve por bem promulgar uma lei específica para a execução de títulos executivos derivados da atividade tributária, fiscalizadora e administrativa da Administração Pública. Esta lei é a de nº , datada de 22 de Setembro de 1980, mais conhecida como Lei de Execução Fiscal, ou simplesmente, LEF.

9 3 2. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE 2.1 Da Exceção de Pré-Executividade no Direito Brasileiro Em julho de 1966, o jurista Pontes de Miranda, ofertou a exceção como meio de defesa em prol da Companhia Siderúrgica Mannesmann, que estava sofrendo de várias execuções, em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, além de pedidos de falência, sempre com base em títulos que continham assinatura falsa de um de seus diretores. Com isso, Pontes de Miranda passou a ser consagrado como o primeiro jurista a traçar os contornos desse meio de defesa. Em seu parecer Pontes de Miranda demonstra o perigo iminente a que a empresa estava sujeita: A execução confina com interesses gerais, que exigem do juiz mais preocupar-se com a segurança intrínseca (decidir bem) do que com a segurança extrínseca (ter decidido) 1. O caso da Siderúrgica não foi à primeira manifestação que admitia defesa interna ao processo de execução, o próprio jurista Pontes de Miranda já admitia essa defesa no processo de execução, independentemente da oposição de embargos. Apesar do ilustre jurista ser consagrado como o primeiro jurista a interpor essa forma de defesa, segundo Marcos Valls Feu Rosa, desde a época do Império, através do Decreto Imperial nº de 1888, a medida já era discutida pelos doutrinadores. 1 Pontes de Miranda, ob. Cit., p.134.

10 4 Entretanto, devemos considerar que após os pareceres de Pontes de Miranda, alguns autores e até o próprio Tribunal começaram a levantar questões sobre o assunto, sendo que hoje existe uma grande divergência se é cabível ou não a Exceção de Pré-Executividade como defesa sem embargos, se deve ser interposta independentemente da garantia do juízo, etc. 3. A EXECUÇÃO FISCAL NA LEF (LEI N /80) Como já vimos anteriormente, sempre presente no ordenamento jurídico pátrio, o tema processual relativo à Execução Fiscal, outrora regulado pelo Código de Processo Civil, passou, por determinação do legislador, a ser tratado por lei própria, a de n , de Esta nova lei, logo após sua criação, sofreu fortes e diversas críticas dos doutrinadores e juristas, eis que, segundo eles, a nova lei concedeu privilégios demasiados à Fazenda Pública, em detrimento dos interesses dos cidadãos. A respeito da questão dos privilégios concedidos à Fazenda, o insigne Humberto Theodoro Júnior discursa: A nova Lei sobre a cobrança judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública (Lei nº 6.830/80, de ) foi editada com o claro e expresso propósito de agilizar a execução fiscal, criando um procedimento especial diverso do da execução forçada comum de quantia certa, regulado pelo Código de Processo Civil. (...) No entanto, padece a nova Lei de Execução Fiscal de, pelo menos, dois graves defeitos fundamentais: (a) A descodificação de um procedimento que já se integrara ao Código de Processo Civil, como peça de um todo harmônico e funcional; e, (b) A instituição de privilégios exagerados e injustificáveis para a Fazenda Pública,

11 5 que foi cumulada com favores extremos que chegam, em vários passos, a repugnar à tradição e à consciência jurídica do direito nacional 2. Pode-se dizer que a Lei n /80 veio diferenciar a execução judicial da execução administrativa, ou, em outras palavras, diferenciar a cobrança administrativa da cobrança judicial das dívidas havidas com a Fazenda Pública. Nosso ordenamento jurídico processual, regulado pelo Código de Processo Civil (Lei n , de 11 de Janeiro de 1973), em seu art. 583, prevê que o processo executivo deverá ter como base um título, um documento, denominado, portanto, de título executivo, que pode ter cunho judicial (art. 584) ou extrajudicial (art. 585). O Código de Processo Civil, em seu art. 585, VI, estabelece que a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União, Estado, Distrito Federal, Território e Município, correspondente aos créditos inscritos 3 na forma da lei, se constitui em título executivo extrajudicial. Temos, portanto, que a atividade administrativa da Fazenda Pública é hábil para constituir um título ensejador de um processo de execução, que é a certidão de dívida ativa. Essa é uma das críticas acerca desse tema, pois dessa forma, o sujeito ativo (Fazenda Pública) pode de forma unilateral criar um título executivo e, formar um processo de execução em face do sujeito passivo, sem sua participação no processo constitutivo, eis que em direito os títulos de crédito são constituídos sempre pelo devedor, como a nota promissória, cheque, duplicata, ou mesmo num processo de 2 Lei de execução fiscal, p. 37.

12 6 conhecimento, criador de uma sentença executável. Razão não encontra os críticos dessa prática, eis que a Fazenda não pode fazer a inscrição em dívida ativa sem antes conceder ao sujeito passivo o Direito ao Contraditório e à Ampla Defesa, garantias constitucionais asseguradas a todos. A certidão de dívida ativa constitui título executivo extrajudicial hábil a embasar a ação movida pelo Fisco para a arrecadação forçada do tributo. Por óbvio, como em qualquer execução, o título executivo fiscal deve trazer em seu bojo todos os requisitos para a sua validade, sobretudo a executividade do título. É a consagração do princípio romano nula executio sine titulo. Para este fim dirige-se o 5º do art. 2º da Lei 6.830/80 Lei de Execuções Fiscais ao elencar os elementos que deverão estar contidos no Termo de Inscrição da Dívida Ativa, do qual irá se extrair a dita certidão. Assim, após a decisão administrativa final, inscreverá a Fazenda Nacional o crédito tributário no Livro da Dívida Ativa, de onde extrairá a Certidão de Dívida Ativa (CDA), que é título executivo, autorizador da propositura da Ação de Execução Fiscal. Além disso, a CDA, ex vi do 8º do art. 2º da LEF, poderá ser emendada ou substituída até a decisão de primeira instância, assegurada ao executado a devolução do prazo para embargos. Daí se depreende que a CDA é um título executivo extrajudicial dotado de grandes peculiaridades, muito porque vem revestida de imperativos públicos e por ser decorrência de um processo administrativo fiscal. A certidão da dívida ativa é, 3 São inscritos em dívida ativa e exigidos através de Execução fiscal, tanto créditos tributários (impostos, taxas, contribuições de melhoria, contribuições sociais e empréstimos compulsórios) como créditos nãotributários (multas pelo exercício do poder de policia, multas contratuais, taxa de ocupação, etc.).

13 7 portanto, o crédito da Fazenda Pública regularmente inscrito no órgão e por autoridade competente, o que é feito após esgotado o prazo final para pagamento fixado pela lei ou por decisão final, em processo administrativo. É, como vimos acima, um título executivo extrajudicial, eis que presentes os requisitos da liquidez e certeza, sendo sua exigibilidade feita através da Execução Fiscal. Esse ato de inscrição em dívida ativa é um ato vinculado, e não se confunde com o lançamento fiscal. A doutrina dominante, com rara divergência, tem se manifestado favoravelmente à inscrição, após a apuração da liquidez e certeza. Vejamos rapidamente o ajuizamento e o procedimento da execução fiscal, fundados na Lei n /80: A Fazenda Pública credora apresenta em juízo uma petição, nos termos do art. 6º, instruída com o título (a certidão da dívida ativa), no foro do domicílio do réu ou conforme as hipóteses previstas no art. 578 e parágrafo único do CPC, pedindo a citação do devedor para, no prazo de cinco dias, pagar a dívida com os juros e multa de mora e encargos, ou garantir a execução, com a observância das normas pertinentes (art. 8º); A petição inicial e a certidão de dívida ativa poderão constituir um único documento, preparado inclusive por processo eletrônico (art. 6º, 2º); O despacho do juiz que deferir a inicial importa em ordem para citação, penhora (se não for paga a dívida nem garantida a execução por meio de depósito ou fiança), arresto (se o executado não tiver domicílio ou dele se ocultar), registro da penhora ou do arresto (independentemente do pagamento de custas) e avaliação dos bens penhorados ou arrestados. Outro efeito desse despacho é o previsto

14 8 no art. 174, parágrafo único, I, do Código Tributário Nacional: interrupção da prescrição (art. 8º, 2º); Ao executado é dado o direito de garantir a execução fiscal, efetuando depósito em dinheiro, oferecendo fiança bancária, nomeando bens próprios à penhora ou indicando bens oferecidos por terceiros; Se o executado pagar incontinenti, com a satisfação integral do débito, tem a quitação e liquidação da dívida. Se, porém, não paga e nem garante a execução, a penhora será realizada em quaisquer dos seus bens, na ordem indicada no art. 11, respeitadas as exceções legais; Se forem encontrados bens, é feita a avaliação. Realizada a penhora e com a manifestação da Fazenda Pública, começa, em regra, a fase do leilão, pelo qual são levados os bens penhorados à venda, a fim de ser dada a satisfação do crédito do Poder Público. Mas, o executado tem oportunidade de se defender, conforme verificaremos mais adiante. Pode-se concluir então que, em linhas gerais, no entanto, a sistemática da execução fiscal introduzida pela Lei n /80 é a mesma do Código de Processo Civil, ou seja, a execução por quantia certa, como processo de pura atividade de realização do direito do credor. Não se destina esse procedimento a acertamento da relação creditícia, nem à definição de responsabilidade, mas apenas à expropriação de bens do devedor para satisfação do direito do credor (Código de Processo Civil, art. 646) 4. 4 Humberto Theodoro Jr., A nova lei de execução fiscal, p. 270.

15 9 3.1 Das Formas de Defesa do Executado A Execução Fiscal, assim como os demais procedimentos executórios, pressupõe a existência, ou o reconhecimento de um direito de uma das partes, que somente necessita reivindicar o seu direito, sem ter que ingressar com um processo de conhecimento, para ter seu crédito/direito reconhecido. Esta peculiaridade do processo de execução, e, em especial, do procedimento de Execução Fiscal, entretanto, de forma alguma nos pode levar à conclusão de que neste tipo de procedimento o réu não tenha direito de defesa, ou não possa recorrer do que lhe for desfavorável. Pode sim, mas esse Direito ao Contraditório e à Ampla Defesa, garantias constitucionais, estão restritos a algumas formas de defesa, previstas especificamente no CPC, na própria LEF, ou, em último caso na Doutrina, como teremos oportunidade de ver a seguir. A defesa do executado ante a execução fiscal pode se dar de forma direta ou indireta. Conforme ensinamento de Vallisney de Souza Oliveira: Em regra, não é permitida a defesa direta com o fim de impugnar a execução fiscal, do modo como ocorre com a contestação no processo de conhecimento, dadas as particularidades já aludidas i 5. Percebe-se que as formas diretas da defesa são de rara possibilidade ante o executivo fiscal, contudo, a jurisprudência e a doutrina aos poucos foram sugerindo e acolhendo, dentro do processo executivo, uma forma de defesa excepcional, que passou a ser denominada exceção de pré-executividade, instituto a 5 Embargos à execução fiscal, p. 39.

16 10 seguir estudado. As formas de defesa indireta são as que atacam diretamente o título executivo ou mesmo o crédito tributário da Fazenda, e se fazem pelas exceções (de incompetência, suspeição e impedimento) ou ações (de repetição de indébito, embargos de terceiro, embargos à execução fiscal, etc.). O mais comum é se fazer a defesa mediante os embargos à execução. 4. O CONTRADITÓRIO NA EXECUÇÃO FISCAL Através do processo executivo, o Estado completa a sua função jurisdicional, assegurando ao portador de um direito já devidamente reconhecido um provimento satisfativo. De nada adiantaria ao credor ter o seu direito reconhecido, se o Estado não disponibilizasse meios concretos para fazer valer este direito. O processo de execução pátrio encontra-se disciplinado no Código de Processo Civil, no seu Livro II. Em que pesem as discussões travadas a respeito da terminologia, se processo de execução ou execução forçada, o certo é que o processo de execução inclui todos os atos disciplinados no Livro, inclusive a execução forçada, que constituiria atos de expropriação forçada como a penhora e o arresto. Embora as três categorias de processo processo de conhecimento, de execução e cautelar façam parte de um todo orgânico, constituindo partes de uma mesma unidade, possuem características e princípios próprios, inclusive consagrados no nosso Código de Processo Civil. Ocorre que existem princípios do processo, como um todo sistêmico, que se aplicam indistintamente às três categorias e que, por conta desta suposta independência, estão sendo deixados à margem, como se fizessem parte de uma

17 11 única modalidade de processo, como é o caso do princípio do contraditório, decorrente do due process of law. Do devido processo legal, previsto no caput do art. 5º da Constituição Federal, pelo qual estão garantidos os direitos à vida, à propriedade, à liberdade e à igualdade, e no inciso LIV do mesmo dispositivo constitucional, pelo qual nenhuma pessoa será privada da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal, decorreu os princípios do contraditório e da ampla defesa, assegurados aos litigantes e aos acusados em geral pelo inciso IV do art. 5º da CF. Normatizado na esfera constitucional (art. 5º, LV), o princípio do contraditório teve reconhecido com a Constituição Federal de 1988 o que a doutrina e jurisprudência já haviam consagrado, a sua aplicação ao processo civil e administrativo. Lembremo-nos que na Constituição de 1969, o contraditório era expresso apenas para o processo penal. Ligado à bilateralidade do processo, o contraditório decorre da oportunidade de poder o litigante participar dos atos processuais ou a eles contrapor-se; constitui garantia às partes de um processo justo, sem máculas, onde os litigantes possam ter um tratamento jurisdicional igualitário, sem que uma parte prevaleça sobre a outra. Os contendores têm o direito de se fazerem ouvir, de deduzirem suas pretensões em igualdade de condições. Em que pese o tratamento dispensado ao processo civil, no que diz respeito ao tratamento não ser o mesmo dispensado ao processo penal, até porque neste busca-se a verdade real, o contraditório continua sendo a pedra angular do sistema processual civil, sem a qual não teríamos um devido processo legal.

18 12 Quando, então, a Constituição Federal de 1988 assegurou o contraditório ao processo judicial, em seu art. 5º, LV 6, não discriminou em qual das categorias de processo, que nos reportamos no início deste trabalho, deveria ser o mesmo aplicado, entendendo-se cabível em qualquer uma delas, ou seja, tanto no processo de conhecimento, quanto no de execução ou cautelar o princípio do contraditório deverá ser aplicado indistintamente. Há quem inclusive admita a sua incidência nos processos de jurisdição voluntária. Resta, portanto, que da mesma forma que no processo de conhecimento, o contraditório se aplica também no processo de execução. Não temos dúvida que a aplicação no processo de execução dá-se de forma bem menos elástica e abrangente do que no de conhecimento, até porque neste tipo de processo já se encontra superada a fase cognitiva, partindo-se do pressuposto de que o direito invocado já se encontra reconhecido num título. Contudo, não se pode olvidar que, embora de forma reduzida, dentro de algumas particularidades, o contraditório reveste-se como necessário ao processo executivo, para a garantia de um processo justo. E não há que se falar aqui de embargos como única forma de contraditório dentro do processo executivo. Mecanismos outros existem que possibilitam ao devedor impugnar o processo executivo, instalando-se o contraditório, como a exceção de pré-executividade da qual falaremos mais adiante. Ao executado não se pode exigir que se imponham sacrifícios maiores do que ele deve suportar, nem ao exeqüente é permitido que se satisfaça além daquilo que lhe permite o seu direito. Assim, cada um dos envolvidos é levado a participar do processo, realizando atos que assegurem a satisfação do seu direito, 6 Aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.

19 13 impondo-se uma relação jurídica processual, onde o contraditório é a própria garantia de justiça. Não fosse desta forma, não teríamos nem mesmo processo. Tratar o executado como mero sujeito passivo da execução, não o admitindo a participar do contraditório, frustra o próprio conceito de processo e, por conseguinte, de processo de execução. Dessa forma, devemos acentuar que, ao contrário do que se pensa, existe no bojo mesmo do processo de execução fiscal, o contraditório. Não se pode pensar que ele é somente garantido com o exercício da defesa através da oposição de embargos de devedor uma ação autônoma, embora conexa com a execução fiscal, que visa a desconstituir o título executivo e que, infelizmente, muitos teimam em aceitar como a única forma de defesa possível. A partir dessas observações, pode-se concluir que é perfeitamente possível e adequado admitir-se o exercício do direito de defesa na execução, independentemente da oposição de embargos, sobretudo quando se alega a inexistência dos pressupostos processuais exigíveis à constituição de toda relação processual ou das condições da ação, também exigidos na sistemática adotada pelo atual Código de Processo Civil para que exista o próprio direito de acionar a jurisdição. Entendimento contrário importaria negar-se as garantias constitucionais anteriormente referidas ou defender-se que a execução não se realiza através de um processo, pois este sempre é essencialmente dialético, cognitivo. Como se sabe, é impossível um processo unilateral, agindo somente uma parte, pretendendo obter vantagem em relação ao adversário, sem que esse seja ouvido, ou, pelo menos, sem que se lhe dê oportunidade de manifestar-se.

20 14 Há autores que defendem a inexistência de contraditório no processo executivo, ante o seu caráter eminentemente de satisfação do crédito. Possui tal entendimento Alcides de Mendonça Lima. Para o autor, o fato de não haver atividade cognoscitiva no processo de execução inviabiliza a instauração do contraditório 7. Este entendimento não pode prosperar, pois a inexistência de contraditório na execução acarretaria na obrigação de se admitir que a execução não seria um processo. Isto porque o dispositivo da Constituição Federal de 1988 que trata do tema assevera, in verbis: Art. 5º (...) LV aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. Vê-se que a incidência deste preceito recai sobre todos os processos, incluindo-se, portanto, o processo executivo. Acontece que o contraditório não mais deve ser entendido como aquela ampla discussão, como o debate entre as partes, que tipificam o processo de conhecimento. O contraditório deve ser entendido aqui, em sua essência, como a necessária informação e a eventual participação. Assim, o contraditório se manifesta através da necessária ciência a ambas as partes dos atos processuais, possibilitando-as à participação no processo. Concebido desta maneira, é manifesta a incidência deste princípio ao processo executivo, pois, uma vez citado o executado, ocorre a necessária ciência do processo que lhe fora instaurado, abrindo-se a possibilidade de participar de seu 7 Processo de conhecimento e processo de execução, p. 278.

21 15 desenvolvimento. Seja qual for a amplitude do contraditório, ele será sempre uma garantia de justiça. O contraditório, no processo de execução, manifesta-se de maneira singular, possuindo um âmbito mais restrito do que no processo cognitivo, onde há o amplo debate entre as partes. No processo executivo, segundo Tarzia, o contraditório revela-se através da fórmula informação necessária e participação eventual 8. O que não se poderia conceber seria a existência de um processo sem contraditório, pois a Carta Magna impõe que em todo processo, judicial ou administrativo, se observe este princípio. Deve-se ressaltar, finalmente, que, ao contrário do posicionamento de alguns doutrinadores, os embargos à execução não são a única manifestação do contraditório. Esta constatação se torna assaz importante, até porque os embargos consistem, como é cediço, numa ação autônoma. O contraditório instaura-se, in casu, não no processo executivo, mas sim nos Embargos à Execução Fiscal e na Exceção de Pré-Executividade. 4.1 Generalidades Esboça-se nos nossos Tribunais a possibilidade, em casos específicos, de o executado insurgir-se contra o despacho inaugural proferido na execução fiscal, através de argüição de nulidade da execução, agravo de instrumento e mandado de segurança, mesmo sem estar seguro o juízo. Como já aduzido anteriormente, a certidão da dívida ativa é um título executivo extrajudicial, sendo que sua inscrição é feita pela própria Fazenda

22 16 Pública. Em sendo assim, por gozar da presunção relativa de liquidez e certeza, transferindo ao Executado o ônus de apresentar prova cabal e inequívoca do alegado e por lhe ser permitida a emenda ou substituição até a decisão de primeiro grau, certamente os vícios de que lhe incidirão, permitindo a utilização do recurso processual da Exceção de Pré-Executividade, deverão ser de gravíssima ordem, sob pena de nos curvarmos às lamentáveis chicanas que constituem a desgraça dos sistemas executivos. Ao se falar em Exceção de Pré-Executividade, não podemos deixar de analisar este hodierno tema, sem antes termos em vista os ditames de nossa Constituição Federal. Em nossa Constituição da República Federativa do Brasil, de vários princípios nela insculpidos, merecem destaque dois deles. O primeiro: o Princípio da Ampla Defesa previsto no Art. 5º, LV e que deve tanto ser observado para a aplicação de matéria substantiva quanto processual, para a mantença da moral e assim da justiça e a apreciação da instrução processual, para a devida aplicação do Direito. O segundo princípio é o da Propriedade, relativa ao patrimônio que, necessita de proteção legal sob pena de nos afastarmos, de vez, da paz social. Claro está que, quando se propõe uma execução fiscal de forma ilegal, abusiva ou imprópria, a Fazenda Nacional estará claramente prejudicando o sujeito passivo. Senão vejamos: como poderá o executado insurgir-se contra esta execução? Por meio de Embargos de Devedor. Terá, porém, antes de embargar, de garantir o juízo fiscal, com a constrição de seu patrimônio, pela penhora, depósito em dinheiro, nomeação de bem, etc. Esta é a principal crítica que se pode fazer à Lei n /80, posto que o executado, tendo desrespeitados seus princípios constitucionais da Ampla Defesa e da Propriedade, terá que ver seus bens constritos de forma 8 O contraditório no processo executivo, p

23 17 extremamente prejudicial a seus interesses. É nesta seara que surgiu o instituto da Exceção de Pré-Executividade Fiscal. Não deve, entretanto, ser utilizado este instituto, como vêm decidindo nossos tribunais, como mero instrumento para obstruir o andamento do processo de execução. Assim como as demais formas de defesa processual, urge coibirse a utilização da Exceção de Pré-Executividade como meio de atrapalhar o processo, eis que não necessita de garantia de juízo. O executado que quiser se utilizar deste instituto defensivo deve demonstrar de forma inequívoca o efetivo interesse processual na propositura do mesmo, evidenciando a iliquidez, incerteza e inexigibilidade do título executivo em que se baseia a execução fiscal. A Exceção de Pré-Executividade não pode ser vulgarizada a ponto de ser usada em substituição aos embargos. Seu cabimento é restrito às situações especiais em que, pela própria ausência de título, ou outro pressuposto processual subjetivo ou objetivo, o processo executivo tende à extinção futura. Então, nada mais lógico que antecipar seu aniquilamento induvidoso. Este tipo de defesa do executado é extremamente vantajoso, posto que poderá ser interposto a qualquer tempo ou fase processual. Daí se extrai que o executado poderá recorrer da execução ilegalmente contra ele interposta antes mesmo de garantir o juízo, logo depois de intimado. Há, ainda, a vantagem desse tipo de defesa ser de rápido processamento e conhecimento pelo juiz, bem como em razão de não haver a necessidade de se recolher custas. Ademais, na conformidade do magistério de Pontes de Miranda, a doutrina e a jurisprudência hodierna têm desenvolvido o tema e aceitado o cabimento da exceção de pré-executividade, em situações excepcionais, com o fito de se alegar de

24 18 forma direta, sem sujeição à penhora o pagamento; a imunidade; isenção; remissão; anistia; compensação anteriormente efetuada; defeito formal na formação do título executivo, apto a inutilizá-lo; prescrição; decadência; incompetência absoluta; além das condições de ação e pressupostos processuais. A doutrina e a jurisprudência contemplam fartamente a tese já vitoriosa de que a nulidade da execução pode ser argüida a qualquer momento e não requer seja o juízo seguro, nem sejam apresentados embargos à execução. Basta simples petição, devendo ser decretada ex officio, ou resolvida incidentalmente. É a Exceção de Pré-Executividade. Ainda, oposição pré-processual ou processual, nas lições de Pontes de Miranda, efetivo criador segundo a maioria, deste instituto jurídico. Portanto, teríamos a possibilidade de o devedor alegar, nos autos da execução fiscal, antes da penhora, dentre outras: a prescrição da ação; a decadência do direito do exeqüente; as nulidades formais e evidentes dos títulos embasadores da execução; o pagamento da dívida, mediante a juntada da guia comprobatória; a ilegitimidade ativa do exeqüente; e até mesmo a notificação de decisão administrativa, na esfera dos créditos fazendários, realizada fora dos parâmetros legais, desde que o devedor demonstre, de forma cristalina, a ilegalidade. 5. DOS EMBARGOS DE DEVEDOR Tratam-se os Embargos de Devedor da forma mais comum de defesa feita pelo executado em face da execução contra ele proposta. Os embargos são um modo de hostilizar, no interior do próprio processo, a decisão judicial.

a) conjunto de atos administrativos tendentes ao reconhecimento de uma situação jurídica pertinente à relação entre o Fisco e o contribuinte

a) conjunto de atos administrativos tendentes ao reconhecimento de uma situação jurídica pertinente à relação entre o Fisco e o contribuinte Unidade VIII I. PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO 1. Acepções e espécies a) conjunto de atos administrativos tendentes ao reconhecimento de uma situação jurídica pertinente à relação entre o Fisco e o

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Em 2003, João ingressou como sócio da sociedade D Ltda. Como já trabalhava em outro local, João preferiu não participar da administração da sociedade. Em janeiro

Leia mais

ANTEPROJETO DA LEI DE EXECUÇÃO FISCAL COMENTÁRIOS E SUGESTÕES

ANTEPROJETO DA LEI DE EXECUÇÃO FISCAL COMENTÁRIOS E SUGESTÕES ANTEPROJETO DA LEI DE EXECUÇÃO FISCAL COMENTÁRIOS E SUGESTÕES 1) artigo 1, parágrafo único: É facultado aos Municípios, às suas autarquias e fundações de direito público efetuarem a cobrança de suas dívidas

Leia mais

SUMÁRIO NOTA DO AUTOR À TERCEIRA EDIÇÃO

SUMÁRIO NOTA DO AUTOR À TERCEIRA EDIÇÃO SUMÁRIO NOTA DO AUTOR À TERCEIRA EDIÇÃO... 15 PREFÁCIO... 17 INTRODUÇÃO... 19 Capítulo I FLEXIBILIZAÇÃO... 21 1.1. Definição... 21 1.2. Flexibilização da norma... 23 1.3. Flexibilizar a interpretação e

Leia mais

DEFESA NA EXECUÇÃO FISCAL* Vallisney de Souza Oliveira

DEFESA NA EXECUÇÃO FISCAL* Vallisney de Souza Oliveira DEFESA NA EXECUÇÃO FISCAL* Vallisney de Souza Oliveira Estimada Dra. Terezinha Rodrigues, Procuradora Chefe da Procuradoria Federal do INSS no Amazonas, muito obrigado pelo convite. É com muita satisfação

Leia mais

VI pedido de reexame de admissibilidade de recurso especial.

VI pedido de reexame de admissibilidade de recurso especial. PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, 2013 - COMPLEMENTAR Estabelece normas gerais sobre o processo administrativo fiscal, no âmbito das administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos

Leia mais

Exposição. 1. Município de Londrina ajuizou execução fiscal em face de Alessandro

Exposição. 1. Município de Londrina ajuizou execução fiscal em face de Alessandro APELAÇÃO CÍVEL N. 638896-9, DA COMARCA DE LONDRINA 2.ª VARA CÍVEL RELATOR : DESEMBARGADOR Francisco Pinto RABELLO FILHO APELANTE : MUNICÍPIO DE LONDRINA APELADO : ALESSANDRO VICTORELLI Execução fiscal

Leia mais

CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO Rafael Carvalho Rezende Oliveira 2ª para 3ª edição

CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO Rafael Carvalho Rezende Oliveira 2ª para 3ª edição A 3ª edição do livro CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO foi atualizada com o texto do PL de novo CPC enviado pelo Congresso Nacional à sanção presidencial em 24.02.2015. Em razão da renumeração dos artigos

Leia mais

Renúncia à Instância Administrativa Trabalhista

Renúncia à Instância Administrativa Trabalhista Renúncia à Instância Administrativa Trabalhista Abel Ferreira Lopes Filho* 1. Introdução. Para Mariana Wolfenson, renunciar à instância administrativa decorre da opção lógica feita pelo administrado em

Leia mais

EXECUÇÃO FISCAL - ASPECTOS CONTROVERTIDOS Ementas Aprovadas dos painéis e oficinas da área referente à Justiça Comum (Federal e Estadual)

EXECUÇÃO FISCAL - ASPECTOS CONTROVERTIDOS Ementas Aprovadas dos painéis e oficinas da área referente à Justiça Comum (Federal e Estadual) EXECUÇÃO FISCAL - ASPECTOS CONTROVERTIDOS Ementas Aprovadas dos painéis e oficinas da área referente à Justiça Comum (Federal e Estadual) Ementa 01 - A execução fiscal administrativa representa a indevida

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Determinada pessoa jurídica declarou, em formulário próprio estadual, débito de ICMS. Apesar de ter apresentado a declaração, não efetuou o recolhimento do crédito

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO - JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe 7ª Vara Federal FLUXOGRAMA 28 - AÇÃO MONITÓRIA

PODER JUDICIÁRIO - JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe 7ª Vara Federal FLUXOGRAMA 28 - AÇÃO MONITÓRIA PODER JUDICIÁRIO - JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe 7ª Vara Federal FLUXOGRAMA 28 - AÇÃO MONITÓRIA INÍCIO análise inicial Verificar a existência de demonstrativo de débito e contrato

Leia mais

FACULDADES INTEGRADAS DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES FACELI CURSO DE DIREITO

FACULDADES INTEGRADAS DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES FACELI CURSO DE DIREITO FACULDADES INTEGRADAS DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES FACELI CURSO DE DIREITO PRATICA JURIDICA II : FASE DE POSTULAÇÃO AILTON SILVA ANTUNES NILSON DE OLIVEIRA JUNIOR TITO MARÇAL DE OLIVEIRA PEREIRA LINHARES-ES

Leia mais

AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA TRIBUTÁRIA E AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL ÍRIS VÂNIA SANTOS ROSA

AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA TRIBUTÁRIA E AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL ÍRIS VÂNIA SANTOS ROSA AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA TRIBUTÁRIA E AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL ÍRIS VÂNIA SANTOS ROSA IRIS VÂNIA SANTOS ROSA ADVOGADA SAAD ADVOGADOS; Doutora em Direito do Estado:

Leia mais

SUMÁRIO LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS... 19 PARTE I QUESTÕES PRELIMINARES CAPÍTULO I FORMAÇÃO DO TÍTULO EXECUTIVO... 25

SUMÁRIO LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS... 19 PARTE I QUESTÕES PRELIMINARES CAPÍTULO I FORMAÇÃO DO TÍTULO EXECUTIVO... 25 SUMÁRIO LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS... 19 APRESENTAÇÃO... 21 PARTE I QUESTÕES PRELIMINARES CAPÍTULO I FORMAÇÃO DO TÍTULO EXECUTIVO... 25 Introdução...25 1. Título executivo que instrui a execução fiscal...26

Leia mais

A DEFESA NO PROCESSO DO TRABALHO (resumo da aula do Prof. Dr. Ari Possidonio Beltran de 25-08-2010) 1)- CONCEITO

A DEFESA NO PROCESSO DO TRABALHO (resumo da aula do Prof. Dr. Ari Possidonio Beltran de 25-08-2010) 1)- CONCEITO A DEFESA NO PROCESSO DO TRABALHO (resumo da aula do Prof. Dr. Ari Possidonio Beltran de 25-08-2010) 1)- CONCEITO O direito de ação sugere o direito de defesa - Art. 5 da CF; Garantias processuais constitucionais:

Leia mais

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1.

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1. Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA Índice 1. Anotações de Aula 1. ANOTAÇÕES DE AULA DIREITO TRIBUTARIO NO CTN Art. 155-A CTN.

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Vícios Da Execução Fundada Em Nota Promissória[1] Waldemir Banja[2] Sabemos todos que a nota promissória, possivelmente o mais popular e o mais utilizado dos títulos de crédito entre

Leia mais

O PRAZO DE PRESCRIÇÃO E AS CAUSAS IMPEDITIVAS

O PRAZO DE PRESCRIÇÃO E AS CAUSAS IMPEDITIVAS 1 2 3 4 O PRAZO DE PRESCRIÇÃO E AS CAUSAS IMPEDITIVAS Indaga-se: considerando que o CTN apenas tratou de causas de interrupção do prazo prescricional, o referido lapso temporal está sujeito também a causas

Leia mais

Pós-Graduação Lato Sensu Direito Tributário

Pós-Graduação Lato Sensu Direito Tributário Pós-Graduação Lato Sensu Direito Tributário Professora FABIANA DEL PADRE TOMÉ Mestre e Doutora em Direito Tributário pela PUC/SP Disciplina SUSPENÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO Que é crédito tributário? Crédito

Leia mais

SUMÁRIO CAPÍTULO I FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... 19 CAPÍTULO II - DO PROCESSO CIVIL... 39

SUMÁRIO CAPÍTULO I FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... 19 CAPÍTULO II - DO PROCESSO CIVIL... 39 SUMÁRIO Apresentação da Coleção...15 CAPÍTULO I FUNÇÃO E CARREIRA DO ADVOGADO... 19 1. Antecedentes históricos da função de advogado...19 2. O advogado na Constituição Federal...20 3. Lei de regência da

Leia mais

TUTELA PROVISÓRIA NOÇÕES GERAIS

TUTELA PROVISÓRIA NOÇÕES GERAIS TUTELA PROVISÓRIA NOÇÕES GERAIS 1.1. TUTELA DEFINITIVA: SATISFATIVA E CAUTELAR TUTELA DEFINITIVA Obtida com base na cognição do exauriente, profundo debate acerca do objeto da decisão, garantindo o devido

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB PADRÃO DE RESPOSTAS PEÇA PROFISSIONAL Felipe das Neves, 20 anos, portador de grave deficiência mental, vem procurá-lo, juntamente com seu pai e responsável, eis que pretendeu adquirir um carro, para ser

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO fls. 163 SENTENÇA Processo nº: 1020203-79.2015.8.26.0053 Classe - Assunto Procedimento Ordinário - Anulação de Débito Fiscal Requerente: Comercial Móveis das Nações Sociedade Ltda. (Lojas Marabraz) Requerido:

Leia mais

Seguro Garantia Judicial em Execução Fiscal: condições e autorização legal. Íris Vânia Santos Rosa Mestre e Doutora PUC/SP

Seguro Garantia Judicial em Execução Fiscal: condições e autorização legal. Íris Vânia Santos Rosa Mestre e Doutora PUC/SP Seguro Garantia Judicial em Execução Fiscal: condições e autorização legal Íris Vânia Santos Rosa Mestre e Doutora PUC/SP 1. Como podemos incluir o Seguro Garantia Judicial como válida hipótese de Penhora

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO Acórdão 10a Turma PODER JUDICIÁRIO FEDERAL CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DECADÊNCIA. PRESCRIÇÃO. PRAZO INICIAL. O processo do trabalho guarda perfeita simetria ao processo administrativo tributário posto

Leia mais

PROCESSO Nº TST-RR-104800-93.1995.5.02.0254. A C Ó R D Ã O (1ª Turma) GMWOC/am/af

PROCESSO Nº TST-RR-104800-93.1995.5.02.0254. A C Ó R D Ã O (1ª Turma) GMWOC/am/af A C Ó R D Ã O (1ª Turma) GMWOC/am/af RECURSO DE REVISTA. EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. INAPLICABILIDADE AO PROCESSO DO TRABALHO. SÚMULA Nº 114 DO TST. Viola o art. 5º, XXXVI, da Constituição

Leia mais

XV Exame de Ordem 2ª Fase OAB Civil - ProfessorAoVivo Qual a peça Juquinha? Prof. Darlan Barroso

XV Exame de Ordem 2ª Fase OAB Civil - ProfessorAoVivo Qual a peça Juquinha? Prof. Darlan Barroso XV Exame de Ordem 2ª Fase OAB Civil - ProfessorAoVivo Qual a peça Juquinha? Prof. Darlan Barroso 2ª Fase OAB - Civil Juquinha Junior, representado por sua genitora Ana, propôs ação de investigação de paternidade

Leia mais

PARTE I INTRODUÇÃO REGRA GERAL

PARTE I INTRODUÇÃO REGRA GERAL PARTE I INTRODUÇÃO Este guia tratará dos prazos de guarda e manutenção de livros e documentos fiscais, seja de competência federal, estadual ou municipal, bem como das multas decorrentes da falta, atraso

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO fls. 1 ACÓRDÃO Registro: 2013.0000216806 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo de Instrumento nº 0196471-72.2012.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em que é agravante SOCIORTHO COMERCIO

Leia mais

Nesses termos, pede deferimento. Uberaba/MG,

Nesses termos, pede deferimento. Uberaba/MG, MERITÍSSIMA JUÍZA DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE UBERABA/ MINAS GERAIS. Autos n. 701. Secretaria cível BANCO xxxx., já qualificado nos autos epigrafados da AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIãO Gabinete da Desembargadora Federal Margarida Cantarelli

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIãO Gabinete da Desembargadora Federal Margarida Cantarelli APELAÇÃO CÍVEL Nº 550822-PE (2001.83.00.010096-5) APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA ENTIDADE APDO : LUZIA DOS SANTOS SANTANA ADV/PROC : SEM ADVOGADO/PROCURADOR

Leia mais

EXECUÇÃO E CUMPRIMENTO DE SENTENÇA

EXECUÇÃO E CUMPRIMENTO DE SENTENÇA EXECUÇÃO E CUMPRIMENTO DE SENTENÇA 1. Processo de execução Título executivo extrajudicial art. 876, CLT e art. 4º, Lei 6.830/80 (Lei de Execução Fiscal LEF) a) Termo de ajustamento de conduta firmado com

Leia mais

TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL/2000

TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL/2000 TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL/2000 01) A prestação de serviço militar é compulsória e não constitui sanção a ato ilícito, porém não tem a natureza de tributo porque não é prestação pecuniária. Os impostos,

Leia mais

Repercussões do novo CPC para o Direito Contratual

Repercussões do novo CPC para o Direito Contratual Repercussões do novo CPC para o Direito Contratual O NOVO CPC E O DIREITO CONTRATUAL. PRINCIPIOLOGIA CONSTITUCIONAL. REPERCUSSÕES PARA OS CONTRATOS. Art. 1 o O processo civil será ordenado, disciplinado

Leia mais

Ações Possessórias. Grace Mussalem Calil 1 INTRODUÇÃO

Ações Possessórias. Grace Mussalem Calil 1 INTRODUÇÃO Ações Possessórias 131 INTRODUÇÃO Conceito: Grace Mussalem Calil 1 Há duas principais teorias sobre a posse: a Subjetiva de Savigny e a Objetiva de Ihering. Para Savigny, a posse é o poder físico sobre

Leia mais

Ordem dos Advogados do Brasil Seção do Paraná

Ordem dos Advogados do Brasil Seção do Paraná Protocolo nº 6378/2013 PARECER JURÍDICO ASSUNTO: Atos judiciais que ordenem e vinculem o pagamento de alvarás judiciais de honorários advocatícios à comprovação de recolhimento de DARF do Imposto de Renda

Leia mais

Preliminarmente à inscrição em dívida ativa, é necessário, sob pena de nulidade, a constituição do crédito tributário através do lançamento.

Preliminarmente à inscrição em dívida ativa, é necessário, sob pena de nulidade, a constituição do crédito tributário através do lançamento. A intimação do contribuinte por edital e o protesto da dívida tributária à luz da A constituição da dívida ativa tributária e não tributária do Município pressupõe a inscrição do crédito tributário e não

Leia mais

PEDIDO DE VISTA NA INDICAÇÃO Nº 022/2012, RELATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 2963/11, DE RELATORIA DO DR. IVAN NUNES FERREIRA.

PEDIDO DE VISTA NA INDICAÇÃO Nº 022/2012, RELATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 2963/11, DE RELATORIA DO DR. IVAN NUNES FERREIRA. PEDIDO DE VISTA NA INDICAÇÃO Nº 022/2012, RELATIVA AO PROJETO DE LEI Nº 2963/11, DE RELATORIA DO DR. IVAN NUNES FERREIRA. VOTO DE VISTA: FAUZI AMIM SALMEM PELA APROVAÇÃO DO RELATÓRIO, COM AS SEGUINTES

Leia mais

Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. Dívida Ativa. Cartilha aos Órgãos de Origem 8/3/2013

Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. Dívida Ativa. Cartilha aos Órgãos de Origem 8/3/2013 2013 Procuradoria Geral da Fazenda Nacional Dívida Ativa Cartilha aos Órgãos de Origem Esta cartilha tem por fim informar e explicar o que é a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional PGFN, quais créditos

Leia mais

PROCESSO: 0000108-40.2010.5.01.0482 - RTOrd A C Ó R D Ã O 4ª Turma

PROCESSO: 0000108-40.2010.5.01.0482 - RTOrd A C Ó R D Ã O 4ª Turma Multa de 40% do FGTS A multa em questão apenas é devida, nos termos da Constituição e da Lei nº 8.036/90, no caso de dispensa imotivada, e não em qualquer outro caso de extinção do contrato de trabalho,

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUSTIÇA DO TRABALHO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO ACÓRDÃO 7ª Turma PODER JUDICIÁRIO FEDERAL JUROS DA MORA. FAZENDA PÚBLICA. APLICAÇÃO DA OJ 7, DO PLENO DO C. TST. Em se tratando de condenação envolvendo a Fazenda Pública, a incidência dos juros da mora

Leia mais

APELAÇÃO CÍVEL Nº 0133610-77.1991.8.19.0001 APTE.: MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO APDO

APELAÇÃO CÍVEL Nº 0133610-77.1991.8.19.0001 APTE.: MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO APDO APELAÇÃO CÍVEL Nº 0133610-77.1991.8.19.0001 APTE.: MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO APDO.: COMPANHIA LITORÂNEA DE IMÓVEIS RELATOR: DESEMBARGADOR MAURICIO CALDAS LOPES Execução fiscal. IPTU, TIP e TCLLP do Município

Leia mais

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Paraná 2ª TURMA RECURSAL JUÍZO C

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Paraná 2ª TURMA RECURSAL JUÍZO C JUIZADO ESPECIAL (PROCESSO ELETRÔNICO) Nº201070510020004/PR RELATORA : Juíza Andréia Castro Dias RECORRENTE : LAURO GOMES GARCIA RECORRIDO : UNIÃO FAZENDA NACIONAL V O T O Dispensado o relatório, nos termos

Leia mais

José Domingues Filho 1. 1. O Problema O MÉRITO NO PROCESSO EXECUÇÃO CIVIL

José Domingues Filho 1. 1. O Problema O MÉRITO NO PROCESSO EXECUÇÃO CIVIL O MÉRITO NO PROCESSO EXECUÇÃO CIVIL José Domingues Filho 1 SUMÁRIO RIO: 1. O problema. 2. Conceito de mérito 3. Defesa de mérito no processo de conhecimento. 4. Julgamento de mérito no processo de conhecimento.

Leia mais

A execução incide somente sobre o patrimônio do executado. É sempre real.

A execução incide somente sobre o patrimônio do executado. É sempre real. PRINCÍPIOS DA EXECUÇÃO - Princípio da Patrimonialidade A execução incide somente sobre o patrimônio do executado. É sempre real. Art. 591. O devedor responde, para o cumprimento de suas obrigações, com

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO SEGUNDO TRIBUNAL DE ALÇADA CIVIL DÉCIMA CÂMARA

PODER JUDICIÁRIO SEGUNDO TRIBUNAL DE ALÇADA CIVIL DÉCIMA CÂMARA APELAÇÃO COM REVISÃO N º 641.562-0/7 CAMPINAS Apelante: Lafontes Seguros Administração e Corretora de Seguros S. C. Ltda. Apelada : Margarida da Cunha Santos AÇÃO DE COBRANÇA. EMBARGOS À EXECUÇÃO. CERCEAMENTO

Leia mais

Curso de Especialização Telepresencial e Virtual em Direito Tributário PROCESSO E PROCEDIMENTO TRIBUTÁRIO

Curso de Especialização Telepresencial e Virtual em Direito Tributário PROCESSO E PROCEDIMENTO TRIBUTÁRIO Universidade da Amazônia UNAMA Universidade Virtual Brasileira - UVB Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes REDE LFG Curso de Especialização Telepresencial e Virtual em Direito Tributário Disciplina Aula 1 LEITURA

Leia mais

PEDIDO DE REGISTRO DE MARCA E CONTROLE JURISDICIONAL RESUMO

PEDIDO DE REGISTRO DE MARCA E CONTROLE JURISDICIONAL RESUMO PEDIDO DE REGISTRO DE MARCA E CONTROLE JURISDICIONAL Antonio André Muniz de Souza Procurador Federal na Procuradoria Regional do INPI em São Paulo Pós-graduando em Propriedade Intelectual na Fundação Getúlio

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL O Município Beta instituiu por meio de lei complementar, publicada em 28 de dezembro de 2012, Taxa de Iluminação Pública (TIP). A lei complementar previa que os proprietários

Leia mais

PRESSUPOSTOS SUBJETIVOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL: - Possui legitimidade para recorrer quem for parte na relação jurídica processual.

PRESSUPOSTOS SUBJETIVOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL: - Possui legitimidade para recorrer quem for parte na relação jurídica processual. PRESSUPOSTOS SUBJETIVOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL: - Legitimidade - art. 499 CPC: - Possui legitimidade para recorrer quem for parte na relação jurídica processual. Preposto é parte? Pode recorrer? NÃO.

Leia mais

Processo Administrativo Fiscal no Âmbito da Receita Federal do Brasil. Ricardo Antonio Carvalho Barbosa DRJ/Fortaleza/CE 1 13/11/12 RACB RACB

Processo Administrativo Fiscal no Âmbito da Receita Federal do Brasil. Ricardo Antonio Carvalho Barbosa DRJ/Fortaleza/CE 1 13/11/12 RACB RACB 1 Processo Administrativo Fiscal no Âmbito da Receita Federal do Brasil Ricardo Antonio Carvalho Barbosa DRJ/Fortaleza/CE 1 13/11/12 1 2 Relação Tributária Fisco Contribuinte Relação Tributária Ex Lege

Leia mais

Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Tribunal de Justiça de Minas Gerais Número do 1.0024.12.030966-1/004 Númeração 0475081- Relator: Relator do Acordão: Data do Julgamento: Data da Publicação: Des.(a) Ana Paula Caixeta Des.(a) Ana Paula Caixeta 30/10/2014 06/11/2014 EMENTA:

Leia mais

Faculdades IESGO Direção Acadêmica Coordenação do Curso de Direito

Faculdades IESGO Direção Acadêmica Coordenação do Curso de Direito Instituto de Ensino Superior de Goiás Faculdades IESGO Direção Acadêmica Coordenação do Curso de Direito 1. IDENTIFICAÇÃO: CURSO: DIREITO TURMA: 6º SEMESTRE - NOTURNO DISCIPLINA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL X EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL X EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Em ação de indenização, em que determinada empresa fora condenada a pagar danos materiais e morais a Tício Romano, o Juiz, na fase de cumprimento de sentença, autorizou

Leia mais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Altera e acrescenta dispositivos à Lei n o 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1 o A Lei n o 5.172, de 25 de outubro

Leia mais

3ª aula: REFORMAS DO CPC E SEUS REFLEXOS NO PROCESSO DO TRABALHO

3ª aula: REFORMAS DO CPC E SEUS REFLEXOS NO PROCESSO DO TRABALHO Material disponibilizado pelo Professor: 3ª aula: REFORMAS DO CPC E SEUS REFLEXOS NO PROCESSO DO TRABALHO REMIÇÃO DA EXECUÇÃO CPC, 651. Antes de adjudicados ou alienados os bens, pode o executado, a todo

Leia mais

Reforma da Execução Fiscal Modelo Misto: judicial e Administrativa

Reforma da Execução Fiscal Modelo Misto: judicial e Administrativa Reforma da Execução Fiscal Modelo Misto: judicial e Administrativa Heleno Taveira Torres Professor Titular de Direito Financeiro Faculdade de Direito - USP PROBLEMA DO FISCO Passivo tributário federal:

Leia mais

PARECER Nº, DE 2011. RELATOR: Senador LUIZ HENRIQUE

PARECER Nº, DE 2011. RELATOR: Senador LUIZ HENRIQUE PARECER Nº, DE 2011 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 244, de 2011, do Senador Armando Monteiro, que acrescenta os arts. 15-A, 15-B e 15-C à Lei nº 6.830, de 22 de

Leia mais

RESPONSABILIDADE PESSOAL DOS SÓCIOS ADMINISTRADORES NOS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS QUANDO DA DISSOLUÇÃO IRREGULAR DA SOCIEDADE

RESPONSABILIDADE PESSOAL DOS SÓCIOS ADMINISTRADORES NOS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS QUANDO DA DISSOLUÇÃO IRREGULAR DA SOCIEDADE compilações doutrinais RESPONSABILIDADE PESSOAL DOS SÓCIOS ADMINISTRADORES NOS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS QUANDO DA DISSOLUÇÃO IRREGULAR DA SOCIEDADE Carlos Barbosa Ribeiro ADVOGADO (BRASIL) VERBOJURIDICO VERBOJURIDICO

Leia mais

SIMULADO PFN I (Tributário e Processo Tributário) Prof. Mauro Luís Rocha Lopes Dezembro de 2015

SIMULADO PFN I (Tributário e Processo Tributário) Prof. Mauro Luís Rocha Lopes Dezembro de 2015 Simulado PFN 2015 I Prof. Mauro Luís Rocha Lopes SIMULADO PFN I (Tributário e Processo Tributário) Prof. Mauro Luís Rocha Lopes Dezembro de 2015 1ª Questão A empresa Fábrica de Caixões Morte Feliz Ltda

Leia mais

MATERIAL DE APOIO MONITORIA

MATERIAL DE APOIO MONITORIA Delegado Federal Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.01.2010 Aula n.º 08 MATERIAL DE APOIO MONITORIA Índice 1. Artigos Correlatos 1.1 Lançamento por homologação 2. Jurisprudência

Leia mais

NULIDADE POR FALTA DE INTIMAÇÃO DA AVALIAÇÃO.

NULIDADE POR FALTA DE INTIMAÇÃO DA AVALIAÇÃO. NULIDADE POR FALTA DE INTIMAÇÃO DA AVALIAÇÃO. A inexistência de intimação para o devedor se manifestar em relação à avaliação realizada implica em nulidade do processo. Esse fato macula de nulidade a arrematação

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO TOCANTINS SECRETARIA DA FAZENDA CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO-TRIBUTÁRIO CONSELHO DE CONTRIBUINTES E RECURSOS FISCAIS

GOVERNO DO ESTADO DO TOCANTINS SECRETARIA DA FAZENDA CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO-TRIBUTÁRIO CONSELHO DE CONTRIBUINTES E RECURSOS FISCAIS GOVERNO DO ESTADO DO TOCANTINS SECRETARIA DA FAZENDA CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO-TRIBUTÁRIO CONSELHO DE CONTRIBUINTES E RECURSOS FISCAIS ACÓRDÃO N o : 110/2011 RECURSO VOLUNTÁRIO N o : 7.968 PROCESSO N

Leia mais

DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO INDEVIDA UTILIZAÇÃO DO DEPÓSITO JUDICIAL PELO FISCO 1

DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO INDEVIDA UTILIZAÇÃO DO DEPÓSITO JUDICIAL PELO FISCO 1 DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO INDEVIDA UTILIZAÇÃO DO DEPÓSITO JUDICIAL PELO FISCO 1 O contribuinte, a fim de questionar a exigibilidade do crédito tributário, poderá efetivar o depósito integral

Leia mais

EFICIÊNCIA E EFETIVIDADE DA FUNDAMENTAÇÃO E DESAFIOS JOZÉLIA NOGUEIRA 1

EFICIÊNCIA E EFETIVIDADE DA FUNDAMENTAÇÃO E DESAFIOS JOZÉLIA NOGUEIRA 1 EFICIÊNCIA E EFETIVIDADE DA COBRANÇA JUDICIAL FUNDAMENTAÇÃO E DESAFIOS JOZÉLIA NOGUEIRA JOZÉLIA NOGUEIRA 1 Eficiência e Efetividade da Cobrança Judicial A Fazenda Pública tem o privilégio de constituir

Leia mais

Decadência e Prescrição em Matéria Tributária

Decadência e Prescrição em Matéria Tributária CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO TRIBUTÁRIO Decadência e Prescrição em Matéria Tributária F A B I A N A D E L P A D R E T O M É G O I Â N I A, 1 1 / 0 4 / 2 0 1 5 CICLO DE POSITIVAÇÃO DO DIREITO CONSTITUIÇÃO

Leia mais

Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Processo n 0000166-10.2015.5.02.0007. 07ª Vara do Trabalho de São Paulo

Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Processo n 0000166-10.2015.5.02.0007. 07ª Vara do Trabalho de São Paulo Em 29 de abril de 2015,na sede da, com a presença da juíza Juliana Petenate Salles, realizou-se a audiência para julgamento da ação trabalhista ajuizada por JULIANA PUBLIO DONATO DE OLIVEIRA em face de

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA PARAÍBA GAB. DES. ABRAHAM LINCOLN DA CUNHA RAMOS

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA PARAÍBA GAB. DES. ABRAHAM LINCOLN DA CUNHA RAMOS PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA PARAÍBA GAB. DES. ABRAHAM LINCOLN DA CUNHA RAMOS AGRAVO DE INSTRUMENTO N 999.2013.000251-5/001 RELATOR : Des. Abraham Lincoln da Cunha Ramos AGRAVANTE : Diretor

Leia mais

Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção

Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção Kiyoshi Harada* É pacífico na doutrina e na jurisprudência que o crédito tributário resulta do ato

Leia mais

Nº 70009159195 COMARCA DE PORTO ALEGRE

Nº 70009159195 COMARCA DE PORTO ALEGRE AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. UTILIZAÇÃO DE CRÉDITOS DE PRECATÓRIO A FIM DE GARANTIR INSTÂNCIA. POSSIBILIDADE TEÓRICA. OBSERVÂNCIA MATERIAL DA REGRA INSCULPIDA NO ART. 100

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO ACRE 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Rio Branco. Decisão

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO ACRE 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Rio Branco. Decisão fls. 1 Autos n.º 0708777-72.2013.8.01.0001 Classe Ação Civil Pública Autor Defensoria Pública do Estado do Acre Réu Estado do Acre Decisão Trata-se de Ação Civil Pública, com pedido de tutela antecipada,

Leia mais

VIGÉSIMA SEGUNDA CÂMARA CÍVEL Nº 70036490548 COMARCA DE PORTO ALEGRE TRANSPORTES PANAZZOLO LTDA

VIGÉSIMA SEGUNDA CÂMARA CÍVEL Nº 70036490548 COMARCA DE PORTO ALEGRE TRANSPORTES PANAZZOLO LTDA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO. DECISÃO MONOCRÁTICA. JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE. DÉBITO TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. CRÉDITO DE PRECATÓRIO. AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA. AUSÊNCIA. INVIABILIDADE. De acordo com jurisprudência

Leia mais

06) Precisa atender o princípio da noventena: 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo?

06) Precisa atender o princípio da noventena: 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo? 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo? a) União b) Estado c) Território Federal d) Distrito Federal 02) Qual diploma normativo é apto para estabelecer normas gerais em matéria de legislação

Leia mais

Processo Administrativo Tributário e Lançamento

Processo Administrativo Tributário e Lançamento Processo Administrativo Tributário e Lançamento 2ª edição, atualizada de acordo com o Decreto 7.574/2011 958 STF00094579 SUMÁRIO.I'.~. P rejaclo a '2a e d Iça0 -... 11 Capítulo I - TEORIA GERAL DO PROCESSO

Leia mais

PARECER Nº, DE 2012. RELATOR: Senador ARMANDO MONTEIRO I RELATÓRIO

PARECER Nº, DE 2012. RELATOR: Senador ARMANDO MONTEIRO I RELATÓRIO PARECER Nº, DE 2012 Da COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 39, de 2007, do Senador Alvaro Dias, que Acrescenta o art. 879-A ao Decreto-Lei nº 5.452, de 1º

Leia mais

AGRAVO DE INSTRUMENTO: Conceito: é o recurso adequado para a impugnação das decisões que denegarem seguimento a outro recurso.

AGRAVO DE INSTRUMENTO: Conceito: é o recurso adequado para a impugnação das decisões que denegarem seguimento a outro recurso. AGRAVO DE INSTRUMENTO: Conceito: é o recurso adequado para a impugnação das decisões que denegarem seguimento a outro recurso. Por que se diz instrumento: a razão pela qual o recurso se chama agravo de

Leia mais

PARECER Nº, DE 2012. RELATOR: Senador PAULO PAIM

PARECER Nº, DE 2012. RELATOR: Senador PAULO PAIM PARECER Nº, DE 2012 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS, em caráter terminativo, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 39, de 2007, do Senador Alvaro Dias, que Acrescenta o art. 879-A ao Decreto-Lei nº 5.452,

Leia mais

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS Acórdão: 15.146/01/3ª Impugnação: 40.010104634-29 Agravo Retido: 40.030105345-22 Impugnante/Agr: Acesita S.A Proc. do Suj. Passivo: José Antônio Damasceno/Outros PTA/AI: 01.000138417-08 Inscrição Estadual:

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA REGIONAL DA REPÚBLICA - 3ª REGIÃO. Suspensão de segurança nº 2442 - Registro nº 2000.03.00.

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA REGIONAL DA REPÚBLICA - 3ª REGIÃO. Suspensão de segurança nº 2442 - Registro nº 2000.03.00. MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA REGIONAL DA REPÚBLICA - 3ª REGIÃO Suspensão de segurança nº 2442 - Registro nº 2000.03.00.005634-9 Requerente: União Federal (Fazenda Nacional) Requerido: Juízo

Leia mais

Ilegalidade da retenção pela Administração Pública dos pagamentos devidos a contratada com irregularidade fiscal

Ilegalidade da retenção pela Administração Pública dos pagamentos devidos a contratada com irregularidade fiscal Ilegalidade da retenção pela Administração Pública dos pagamentos devidos a contratada com irregularidade fiscal Leone Coelho Bagagi Mestrando em Administração Pública pela Universidade Federal da Bahia

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA GABINENTE DO DESEMBARGADOR

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA GABINENTE DO DESEMBARGADOR PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DA PARAÍBA APELADO APELAÇÃO CÍVEL N 200.2006.021661-7/002 Capital RELATOR : Miguel de Britto Lyra Filho Juiz de Direito convocado. APELANTE : Indústria Reunidas F. Matarazzo

Leia mais

ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA

ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESINA LEI Nº 3.256, DE 24 DE DEZEMBRO DE 2003 Institui o programa de recuperação de créditos tributários da fazenda pública municipal REFIM e dá outras providências. Piauí Lei: O PREFEITO MUNICIPAL DE TERESINA,

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR NOVO CPC: PERSPECTIVAS PARA A JUSTIÇA BRASILEIRA DO SÉCULO XXI

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR NOVO CPC: PERSPECTIVAS PARA A JUSTIÇA BRASILEIRA DO SÉCULO XXI » Pedro Henrique Meira Figueiredo NOVO CPC: PERSPECTIVAS PARA A JUSTIÇA BRASILEIRA DO SÉCULO XXI O ano de 2010 marcou a comunidade jurídica com a divulgação dos tão esperados anteprojetos do novo Código

Leia mais

EXECUÇÃO DE SENTENÇAS PENAL, ARBITRAL E ESTRANGEIRA (ART. 475-N, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC) PROCESSO DE EXECUÇÃO OU EXECUÇÃO SINCRETIZADA (CUMPRIMENTO)?

EXECUÇÃO DE SENTENÇAS PENAL, ARBITRAL E ESTRANGEIRA (ART. 475-N, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC) PROCESSO DE EXECUÇÃO OU EXECUÇÃO SINCRETIZADA (CUMPRIMENTO)? 84 EXECUÇÃO DE SENTENÇAS PENAL, ARBITRAL E ESTRANGEIRA (ART. 475-N, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC) PROCESSO DE EXECUÇÃO OU EXECUÇÃO SINCRETIZADA (CUMPRIMENTO)? J.E. Carreira Alvim Doutor em Direito pela UFMG;

Leia mais

JI WrIlei. ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gab. Des. Genésio Gomes Pereira Filho

JI WrIlei. ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gab. Des. Genésio Gomes Pereira Filho ).,, JI WrIlei ESTADO DA PARAÍBA PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gab. Des. Genésio Gomes Pereira Filho ACÓRDÃO AGRAVO DE INSTRUMENTO n 041.2007.001993-4/001 RELATOR: Eduardo José de Carvalho Soares

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB PADRÃO DE RESPOSTAS PEÇA PROFISSIONAL : Fábio é universitário, domiciliado no Estado K e pretende ingressar no ensino superior através de nota obtida pelo Exame Nacional, organizado pelo Ministério da

Leia mais

A DEFESA DO DEVEDOR NO MICROSSISTEMA PROCESSUAL DO JUI- ZADO ESPECIAL CÍVEL E A LEI N 11.232/05

A DEFESA DO DEVEDOR NO MICROSSISTEMA PROCESSUAL DO JUI- ZADO ESPECIAL CÍVEL E A LEI N 11.232/05 A DEFESA DO DEVEDOR NO MICROSSISTEMA PROCESSUAL DO JUI- ZADO ESPECIAL CÍVEL E A LEI N 11.232/05 MARCO AURÉLIO MARTINS ROCHA ADVOGADO, ESPECIALISTA EM DIREITOS REAIS, JUIZ LEIGO A existência de título executivo

Leia mais

Limitações na ação de consignação em pagamento. Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento.

Limitações na ação de consignação em pagamento. Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento. Limitações na ação de consignação em pagamento Kiyoshi Harada* Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento. 1 Conceito O que significa consignação em pagamento?

Leia mais

As hipóteses de extinção do crédito tributário estão no art. 156 do CTN. A forma mais comum de extinção é o pagamento.

As hipóteses de extinção do crédito tributário estão no art. 156 do CTN. A forma mais comum de extinção é o pagamento. RESUMO CONTINUAÇÃO DA AULA ANTERIOR DE PRESCRIÇÃO Prescrição aplicável ao contribuinte (ao sujeito passivo) Prazo que o contribuinte possui para pleitear a devolução de tributos 05 anos contados da extinção

Leia mais

RELATÓRIO O SR. DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA (RELATOR):

RELATÓRIO O SR. DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA (RELATOR): PROCESSO Nº: 0806690-65.2014.4.05.8400 - APELAÇÃO RELATÓRIO O SR. DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA LIMA (RELATOR): Trata-se de apelação interposta pelo Conselho Regional de Corretores de

Leia mais

QUINTA CÂMARA CÍVEL Nº 70047221445 COMARCA DE PASSO FUNDO PALAO INDUSTRIAL LTDA

QUINTA CÂMARA CÍVEL Nº 70047221445 COMARCA DE PASSO FUNDO PALAO INDUSTRIAL LTDA AGRAVO INTERNO. FALÊNCIA E CONCORDATA. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. HABILITAÇÃO DE CRÉDITO. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MÉDICOS DE URGÊNCIA. COMPROVAÇÃO DA ORIGEM. NECESSIDADE. 1. O pedido de habilitação

Leia mais

ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GABINETE DESEMBARGADOR RAIMUNDO NONATO SILVA SANTOS

ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GABINETE DESEMBARGADOR RAIMUNDO NONATO SILVA SANTOS fls. 122 Processo: 0135890-46.2012.8.06.0001 - Apelação Apelante: Sindicato dos Guardas Municipais da Região Metrolitana de Fortaleza - SINDIGUARDAS Apelado: Município de Fortaleza Vistos etc. DECISÃO

Leia mais

Direito Constitucional Peças e Práticas

Direito Constitucional Peças e Práticas PETIÇÃO INICIAL RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL ASPECTOS JURÍDICOS E PROCESSUAIS DA RECLAMAÇÃO Trata-se de verdadeira AÇÃO CONSTITUCIONAL, a despeito da jurisprudência do STF a classificar como direito de petição

Leia mais

CONGRESSO IBDT/AJUFE DE DIREITO TRIBUTÁRIO

CONGRESSO IBDT/AJUFE DE DIREITO TRIBUTÁRIO CONGRESSO IBDT/AJUFE DE DIREITO TRIBUTÁRIO Execução fiscal, colidências com o CPC e questões relacionadas às garantias. Execução Fiscal: especialidade e subsidiariedade Leonardo Buissa Freitas Execução

Leia mais

Super-Receita e o Código de Defesa do Contribuinte: prejuízos à Fazenda Pública

Super-Receita e o Código de Defesa do Contribuinte: prejuízos à Fazenda Pública Brasília, 20 de dezembro de 2006. Super-Receita e o Código de Defesa do Contribuinte: prejuízos à Fazenda Pública O parecer do senador Rodolpho Tourinho sobre o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 20 de 2006,

Leia mais

PLANO DE AULAS CURSO ONLINE PRINCIPAIS TEMAS PFN (GRUPO 1 + PROCESSO CIVIL)

PLANO DE AULAS CURSO ONLINE PRINCIPAIS TEMAS PFN (GRUPO 1 + PROCESSO CIVIL) PLANO DE AULAS CURSO ONLINE PRINCIPAIS TEMAS PFN (GRUPO 1 + PROCESSO CIVIL) Disciplina: Direito Constitucional Ravi Peixoto, Procurador Municipal. 10 (Dez) horas/aulas. 1 2 3 4 5 6 7 57:00m 54:00m 50:00m

Leia mais

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Os direitos fundamentais previstos na Constituição brasileira de 1988 são igualmente garantidos aos brasileiros e aos

Leia mais

A Tutela Provisória no Novo Código de Processo Civil SUMÁRIO

A Tutela Provisória no Novo Código de Processo Civil SUMÁRIO A Tutela Provisória no Novo Código de Processo Civil SUMÁRIO PARTE 1 A TUTELA PROVISÓRIA PREVISTA NO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL A PARTIR DE UMA PERSPECTIVA CRÍTICA... 23 CAPÍTULO I TEORIA GERAL DA TUTELA

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo fls. 142 Registro: 2014.0000196662 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Agravo de Instrumento nº 2032279-20.2014.8.26.0000, da Comarca de, em que é agravante ENGELUX CONSTRUTORA LTDA.

Leia mais