Norma ISO/IEC 9126: Avaliação de Qualidade de Produtos de Software

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Norma ISO/IEC 9126: Avaliação de Qualidade de Produtos de Software"

Transcrição

1 Departamento de Computação Trabalho de Conclusão de Curso CIBELE CRISTINA PELIZER SODRÉ Norma ISO/IEC 9126: Avaliação de Qualidade de Produtos de Software Londrina 2006

2 CIBELE CRISTINA PELIZER SODRÉ Norma ISO/IEC 9126: Avaliação de Qualidade de Produtos de Software Trabalho de Conclusão de Curso desenvolvido durante o 4º ano do Curso de Graduação em Ciência de Computação como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel. Orientadora: Katia Romero Felizardo Londrina 2006

3 COMISSÃO EXAMINADORA Profa. Ms. Katia Romero Felizardo UEL Prof. Dr. Rodolfo Miranda de Barros UEL Profa. Helen Cristina de Mattos Senefonte UEL 14

4 DEDICATÓRIA À minha mãe, que sempre esteve presente nas horas em que eu precisei e não precisei.

5 AGRADECIMENTOS Agradeço a toda a minha família pela estrutura que me foi dada, sendo assim possível minha formação de vida. Agradeço à professora Katia Romero Felizardo por todo apoio, incentivo e paciência dados no decorrer deste trabalho, possibilitando o desenvolvimento do mesmo da melhor maneira possível. Agradeço aos professores do Departamento de Computação da UEL e de outros departamentos pela formação acadêmica proporcionada. Agradeço aos amigos. Àqueles poucos, porém verdadeiros. Especialmente aos que estiveram comigo durante este curso e entendem tudo que passei. Como já diz uma conhecida frase, amigos são a família que podemos escolher. Agradeço ao meu namorado, amigo e companheiro, que nos últimos três anos compartilhou comigo as alegrias e tristezas. E que sempre suporta os meus momentos mais nervosos e estressantes com uma calma impressionante. E está sempre ao meu lado, independente das escolhas que eu faça. Agradeço, enfim, a todos aqueles que direta ou indiretamente prestaram apoio, amizade e confiança e contribuíram para esse momento de vida pelo qual estou passando. E à minha Mãe (com M maiúsculo), novamente. Porque sem seu amor incondicional, as coisas seriam bem mais difíceis.

6 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Métricas Externas de Adequação...36 Tabela 2 Métrica Externa de Acurácia...36 Tabela 3 Métricas Externas de Interoperabilidade...37 Tabela 4 Métricas Internas de Adequação...38 Tabela 5 Métricas Internas de Acurácia...39 Tabela 6 Métricas Internas de Interoperabilidade...40 Tabela 7 Métricas de Efetividade...41 Tabela 8 Métricas de Produtividade...42 Tabela 9 Métricas de Segurança...43

7 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas CMM: Capability Maturity Model CMMI: Capability Maturity Model Integrated IEC: International Electrotechnical Comission ISO: International Organization for Standardization SEI: Software Engineering Institute SPICE: Software Process Improvement and Capability determination TI: Tecnologia da Informação

8 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Nível 1 do CMM...16 Figura 2 Nível 2 do CMM...16 Figura 3 Nível 3 do CMM...17 Figura 4 Nível 4 do CMM...17 Figura 5 Nível 5 do CMM...18 Figura 6 Representação da norma ISO/IEC Figura 7 Representação da norma ISO/IEC 9126 e suas representações...27 Figura 8 Características e Subcaracterísticas de Qualidade Externa e Interna...28 Figura 9 Divisão das Características...32 Figura 10 Características de Qualidade em Uso...33 Figura 11 Relação entre Métricas Internas, Externas e de Qualidade em Uso...35 Figura 12 Valor satisfatório...46

9 SUMÁRIO INTRODUÇÃO Introdução à Qualidade Histórico de Qualidade Qualidade de Processo de Software CMM ISO/IEC SPICE Família ISO/IEC Qualidade de Produto de Software ISO/IEC ISO/IEC A Norma ISO/IEC ISO/IEC : Modelo de Qualidade Modelo de Qualidade para Qualidade Interna e Externa Modelo de Qualidade para Qualidade em Uso Métricas ISO/IEC : Métricas Externas ISO/IEC : Métricas Internas ISO/IEC : Métricas de Qualidade em Uso Processo de Avaliação Definição de Requisitos de Qualidade Preparação da Avaliação Procedimento da Avaliação Um Exemplo de Aplicação...47 CONCLUSÃO...49 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...50

10 RESUMO Este trabalho aborda a Qualidade de Software,detalhando normas e padrões de Qualidade de Processo de Software e Qualidade de Produto de Software. O foco do trabalho é a descrição da norma ISO/IEC 9126, que é uma norma de Qualidade de Produto de Software, e suas divisões. Palavras-chave: Qualidade de Software, ISO/IEC 9126.

11 ABSTRACT This work approaches the Software Quality, detailing norms and standards of Software Process Quality and Software Product Quality. The focus of the work is the description of norm ISO/IEC 9126, which is a norm of Software Product Quality, and its divisions. Keywords: Software Quality, ISO/IEC 9126.

12 INTRODUÇÃO A área de TI se torna ampla e abrangente a passos largos. Tendo isso em vista, espera-se que os produtos resultantes dessa área atendam aos mais diversos tipos de usuários. Para que as necessidades de tais usuários sejam satisfeitas, é imprescindível que os produtos tenham qualidade. Para satisfazer os usuários de software, foram criadas algumas normas. Para assegurar qualidade no desenvolvimento de software, há as normas de Qualidade de Processo de Software, como por exemplo, a ISO/IEC 9000, a ISO/IEC 12207, o modelo de maturidade CMM e o SPICE. Existem também as normas que avaliam a Qualidade do Produto de Software, que são a ISO/IEC 9126, ISO/IEC e a ISO/IEC 12207, para avaliar os produtos já finalizados. Este trabalho abordará o tema Qualidade de Software de maneira abrangente e, ao final, será focada a norma de Qualidade de Produto de Software ISO/IEC No Capítulo 1, será feita uma breve introdução acerca de Qualidade e também será apresentado um histórico para um melhor entendimento sobre a importância da Qualidade de produtos no decorrer das décadas, apresentando assim, a evolução desse conceito, até a maneira como isso é abordado atualmente. No Capítulo 2, são detalhadas algumas normas de melhoria de Qualidade de Processo de Software. No Capítulo 3, é feita a descrição de normas que baseiam a avaliação de Qualidade de Produto de Software. O Capítulo 4 é o foco principal deste trabalho e descreve a norma ISO/IEC 9126 e suas divisões. No Capítulo 5, o Processo de Avaliação de um software é explicado e é dado um exemplo de uso da norma ISO/IEC 9126.

13 1 INTRODUÇÃO À QUALIDADE A Qualidade de Software é um tema amplamente discutido da Engenharia de Software. Para um maior entendimento da importância disso, a seguir, será feita uma breve introdução sobre Qualidade. O conceito de qualidade é definido como sendo um conjunto de características de todo produto e serviço ou relação planejada, praticada e verificada, visando superar as expectativas de satisfação das pessoas envolvidas 1 [28] ou a totalidade das características de uma entidade que lhe confere a capacidade de satisfazer necessidades explícitas e implícitas do cliente [22]. Entende-se por entidade tanto o produto como o serviço. Necessidades explícitas são as condições e objetivos pelo produto expressos na definição de requisitos, que definem as condições em que o produto deve ser utilizado, seus objetivos, funções e o desempenho esperado. Entende-se por necessidades implícitas aquelas que não estão expressas nos documentos do produtor, mas que são necessárias para o usuário, entre elas as diferenças entre os usuários, a evolução no tempo, as implicações éticas e questões de segurança. Qualidade é um termo associado à definição de conformidade às especificações e à visão de satisfação do cliente, sendo que prazos, pontualidade de entrega e flexibilidade também são fatores relevantes para avaliação. 1.1 Histórico de Qualidade O primeiro grande marco da história da qualidade nos tempos modernos foi a Revolução Industrial. Nessa época houve um grande crescimento no número de indústrias, o que criou a concorrência entre elas e fez nascer um processo de melhoria contínua de produtos. A partir da década de 20, a produção industrial passou a ter um processo de qualidade, com a finalidade de impedir que chegassem produtos com 1 Pessoas envolvidas ou partes interessadas: indivíduo ou grupo interessado ou afetado pelo desempenho ambiental de um sistema de produto ou pelos resultados da avaliação do ciclo de vida

14 defeito às mãos dos clientes. Como as fábricas já produziam em grande quantidade, era impossível verificar a qualidade individual de cada peça, como é feito no produto artesanal. Esse novo processo de qualidade consistia em controle estatístico da produção, que analisava algumas peças aleatoriamente e fazia a medição estatística dessas peças. Quanto mais parecidas e aproximadas do padrão ideal estivessem as medições, maior qualidade possuía aquela linha de produção. Na década de 40, os principais órgãos ligados à qualidade foram criados, como a ABNT e a ISO. Durante a Segunda Guerra Mundial, as técnicas de produção foram melhoradas para a fabricação de materiais bélicos, pois é esperado que este tipo de material apresente taxa de defeito zero 2. O impulso recebido pelas indústrias manteve-se no pós-guerra e foi criado um controle de processos envolvendo a produção desde o projeto até o acabamento. A partir do controle de processos foi criado um novo conceito, a garantia de qualidade, que é a demonstração de que os produtos e serviços possuem qualidade perante clientes e público. Nessa época, as indústrias que mais estavam se desenvolvendo eram a automobilística e aeronáutica. Já havia também computadores digitais para uso restrito a meios militares e acadêmicos. Nos anos 60, houve uma mudança no ambiente de negócios devido à saturação dos mercados, a demanda por produtos diferenciados, adoção da alta tecnologia nos processos produtivos, redução das barreiras do comércio internacional e a intensificação da competição internacional. Como conseqüência, empresas com produtos diferenciados e preços competitivos e acessíveis assumiram a liderança do mercado.[28] Nessa época, os computadores se tornaram mais acessíveis e cada vez mais pessoas passaram a usá-los. Com isso começou a se pensar em Qualidade de Software. Atualmente a satisfação do cliente e a gestão empresarial moderna são as bases da qualidade, mas os bons resultados ainda dependem do uso correto das metodologias pelos desenvolvedores. 2 Defeito Zero: Atitude de prevenção de defeitos através da compreensão e correspondência às exigências de um trabalho ou tarefa o tempo todo. Padrão de desempenho proposto por Philip B. Crosby em que o lema é "fazer certo desde a primeira vez"; sua meta é buscar a excelência pela prevenção de defeitos. Significa que a qualquer momento, a mais alta prioridade é eliminar os erros antes de escrever qualquer código novo. 13

15 O conceito de Qualidade de Software surgiu devido à necessidade de organização e padronização do desenvolvimento de softwares, que não tinham planejamento nem norma de qualidade estabelecidos. A única forma de obter um sistema eficiente 3 era através do planejamento feito pelo próprio programador, entretanto esses sistemas tinham manutenção complicada quando realizada por outra pessoa e não eram completamente confiáveis. Em conseqüência disso, foram criados a engenharia de software e os primeiros padrões de qualidade. A Engenharia de Software busca otimizar a construção do software e avaliar os produtos de software procurando facilitar o desenvolvimento, o uso, a adaptação e manutenção, mas também tornando o produto acessível e com custo reduzido. A melhoria da Qualidade de Software pode ser dividida em melhoria de qualidade de processo de software e melhoria de qualidade de produto de software. As normas para obtenção de qualidade de processo de software fazem um estudo dos requisitos necessários ao cliente, cria um ciclo de vida para os processos e, por final, realiza a instalação e manutenção do mesmo. Já as normas para qualidade de produto de software possuem características que um produto com qualidade deve ter, modo de medir essas características de qualidade e descrições para se fazer a avaliação do produto. 3 Eficiente: os objetivos são obtidos com economia de meios. 14

16 2 QUALIDADE DE PROCESSO DE SOFTWARE Processo de software é um conjunto de atividades e resultados associados que levam à produção de um produto de software. Esse processo pode envolver o desenvolvimento de software desde o início, embora, cada vez mais, ocorra o caso de um software novo ser desenvolvido mediante a expansão e a modificação de sistemas já existentes.[21] O processo de software pode ser dividido em 3 partes: definição, desenvolvimento e manutenção. A fase da definição busca definir o que o sistema vai fazer, sua interface e restrições. Já a fase de desenvolvimento define a arquitetura do sistema, a linguagem de programação a ser usada e como serão realizados os testes. Por fim, na fase da manutenção, podem ocorrer correções, mudanças e adaptações do sistema dependendo da necessidade do cliente. Normas e padrões de qualidade de processo de software foram criados para auxiliar na obtenção de qualidade do produto de software, pois é através da melhoria do processo de software que é obtida a qualidade do produto. Algumas das principais normas serão descritas a seguir. 2.1 CMM O CMM (Capability Maturiry Model) foi criado em 1991 e procurava padronizar a qualidade dos softwares desenvolvidos pela força aérea americana quando foi criado pela SEI.[2] [24] [25] O modelo é baseado nos princípios de qualidade total e no amadurecimento gradativo do processo de desenvolvimento do software dentro da empresa. Cada instituição é avaliada em um dos cinco níveis de maturidade, que estão divididos em áreas-chave dos temas que são abordados. As empresas que estão no nível 1, que é chamado de Inicial, podem obter softwares de alta qualidade dependendo do desempenho dos desenvolvedores, mas a substituição da equipe pode prejudicar a qualidade. Os problemas maiores são gerenciais pois o processo é como uma caixa preta na visão do gerente, onde entram os requisitos e sai o sistema pronto, como ilustrado na 15

17 Figura 1. Neste nível não há área-chave. Figura 1 Nível 1 do CMM Fonte: [7] As empresas do nível 2, nível Repetitivo, acompanham e documentam os métodos de gerenciamento para assegurar o cumprimento de prazos e custos. As práticas bem-sucedidas em outros projetos podem ser reaproveitadas. Nessa etapa, é possível visualizar o processo em certos pontos entre pequenas caixas-pretas, como visto na Figura 2. As áreas-chave são: Gerenciamento de requisitos; Planejamento de projeto de software; Acompanhamento de projeto de software; Gerenciamento de subcontrato de software; Garantia de qualidade de software; Gerenciamento da configuração de software. Figura 2 Nível 2 do CMM Fonte: [7] No nível 3 ou nível Definido, o processo de software é documentado, integrado e padronizado em processos padrão para a empresa e todos os projetos usam uma versão aprovada e adaptada para o seu 16

18 desenvolvimento e manutenção. A Figura 3 mostra que neste nível já é possível enxergar o que há dentro das caixas-pretas. Há sete áreas-chave: Enfoque no processo da organização; Definição do processo da organização; Programa de treinamento; Gerenciamento integrado de software; Engenharia de produto de software; Coordenação intergrupos; Revisão. Figura 3 Nível 3 do CMM Fonte: [7] No nível 4, também conhecido como nível Gerenciado, tanto o processo quanto o produto de software são avaliados quantitativamente e avaliados por medições detalhadas, portanto o gerente tem bases para tomar decisões. As medições fornecem subsídios para atuar no próprio processo, como pode ser observado na Figura 4. Suas áreas-chave são: Gerenciamento quantitativo do processo; Gerenciamento da qualidade de software. Figura 4 Nível 4 do CMM Fonte: [7] 17

19 A melhoria contínua do processo pertence ao nível 5 ou nível Otimizado. Essa melhoria pode ocorrer devido à realimentação quantitativa do processo e a partir de idéias e tecnologias novas, como mostra a Figura 5. As três áreas-chave do nível 5 são: Prevenção de defeito; Gerenciamento de mudanças tecnológicas; Gerenciamento de mudanças no processo. Figura 5 Nível 5 do CMM Fonte: [7] Em 2001, foi lançada uma evolução do CMM, o CMMI, que pode ter duas representações: em estágio e contínua. A representação em estágio é similar à usada no CMM: define um conjunto de áreas de processo para melhoria, distribuídos em níveis de maturidade. A representação contínua permite que uma área de processo específica seja selecionada e a empresa melhore em relação a ela, usando níveis de capacidade para caracterizar a melhoria relacionada a essa área. 2.2 ISO/IEC A ISO/IEC teve seu processo de desenvolvimento iniciado em 1989, mas só foi aprovado em Seu objetivo é ajudar na definição dos papéis dos desenvolvedores de software, de forma a obter uma visão aperfeiçoada 18

20 para o usuário das operações realizadas. Essa norma propõe processos de ciclo de vida do software organizados em três classes[20]: Processos fundamentais: atendem desde a contratação do sistema até a manutenção do produto, passando por desenvolvimento e operação do mesmo. O ciclo de vida desses processos é composto por processo de aquisição, processo de fornecimento, processo de desenvolvimento, processo de operação e processo de manutenção; Processos de apoio: são empregados para auxiliar na obtenção de qualidade de outros projetos. São eles: processo de documentação, processo de gerência de configuração, processo de garantia de qualidade, processo de verificação, processo de validação, processo de revisão conjunta, processo de auditoria e processo de resolução de problemas; Processos organizacionais: são utilizados fora do domínio do projeto normalmente para a melhoria da organização. Esses processos são processo de gerência, processe de infraestrutura, processo de melhoria e processo de treinamento. 2.3 SPICE O SPICE (Software Process Improvement and Capability determination) ou ISO/IEC tem como objetivo gerar normas para avaliar processos, com o intuito de melhorar o processo continuamente e determinar sua capacitação.[25] O SPICE foi criado de forma que pudesse ser utilizado por especialistas que trabalham com as normas já existentes, mas sendo mais abrangente que elas. Há duas dimensões definidas nesse modelo: a dimensão de processo e a dimensão de capacidade. A primeira consiste em uma disposição de processos essenciais para a prática da engenharia de software, enquanto a segunda define um modelo de medição que obtenha a capacidade de um processo 19

21 de atingir seu objetivo. O SPICE tem como base o conceito de níveis de maturidade de processos do CMM e a arquitetura dos processos do ciclo de vida de um software da ISO/IEC O modelo define seis níveis de capacitação: Nível 0 Incompleto: há uma falha geral em realizar o objetivo do processo. Não existem produtos de trabalho nem saídas do processo facilmente identificáveis; Nível 1 Executado: o objetivo do processo em geral é atingido, embora não necessariamente de forma planejada e controlada. Há um consenso na organização de que as ações devem ser realizadas e quando são necessárias. Existem produtos de trabalho para o processo e eles são utilizados para atestar o atendimento dos objetivos; Nível 2 Gerenciado: o processo produz os produtos de trabalho com qualidade aceitável e dentro do prazo. Isto é feito de forma planejada e controlada. Os produtos de trabalho estão de acordo com padrões e requisitos; Nível 3 Estabelecido: o processo é realizado e gerenciado usando um processo definido, baseado em princípios de Engenharia de Software. As pessoas que implementam o processo usam processos aprovados, que são versões adaptadas do processo padrão documentado; Nível 4 Previsível: o processo é realizado de forma consistente, dentro dos limites de controle, para atingir os objetivos. Medidas da realização do processo são coletadas e analisadas. Isto leva a um entendimento quantitativo da capacitação do processo a uma habilidade de prever a realização; Nível 5 Otimizado: a realização do processo é otimizada para atender às necessidades atuais e futuras do negócio. O 20

22 processo atinge seus objetivos de negócio e consegue ser repetido. São estabelecidos objetivos quantitativos de eficácia e eficiência para o processo, segundo os objetivos da organização. A monitoração constante do processo segundo estes objetivos é conseguida obtendo feedback quantitativo e o melhoramento é conseguido pela análise dos resultados. A otimização do processo envolve o uso piloto de idéias e tecnologias inovadoras, além da mudança de processos ineficientes para atingir os objetivos definidos. 2.4 Família ISO/IEC 9000 Na década de 80, as empresas utilizam TI em seus processos internos apenas para ter controle de qualidade dos produtos. A partir da década de 90, as instituições passaram a usar a TI em seus processos de negócios, com a finalidade de obter garantia de qualidade de processos. Em vista disso, foram lançadas as normas ISO 9001, 9002 e 9003 em 1987 com o objetivo de garantia de qualidade como requisitos entre clientes e fornecedores. Um ponto forte nessas normas é a flexibilidade, pois elas podem ser adaptadas ou complementadas para atender os requisitos específicos de cada setor produtivo. A ISO 9001 é a norma que abrange o ciclo de vida completo de um produto ou serviço, sendo que na mesma constam os requisitos para garantia de qualidade de produtos e serviços. A ISO foi publicada em 1994 e contém orientações para a aplicação da ISO 9001 em projeto, desenvolvimento, fornecimento, instalação e manutenção de softwares. Ela é dividida em três partes: Estrutura, Atividades do Ciclo de Vida e Atividade de Suporte. A Estrutura apresenta os aspectos organizacionais em relação ao sistema de qualidade. São eles: responsabilidade gerencial, sistema de qualidade, auditoria interna de sistema de qualidade e ação corretiva. As Atividades do Ciclo de Vida são as próprias atividades relativas 21

23 ao desenvolvimento que são: revisão do contrato, especificação dos requisitos do cliente, planejamento de desenvolvimento, planejamento da qualidade, projeto e implementação, testes e validação, aceitação, reprodução, entrega, instalação e manutenção. Já a Atividade de Suporte dão apoio às atividades de desenvolvimento e são: gerência da configuração, controle da documentação, registros da qualidade, medições, regras, práticas e convenções, ferramentas e técnicas, compras, software produto incluso e treinamento. 22

24 3 QUALIDADE DE PRODUTO DE SOFTWARE A qualidade de produto de software é baseada em normas que avaliam se o produto satisfaz o cliente e tem fácil manutenção. É o resultado direto das atividades realizadas no processo de desenvolvimento do software. Alguns exemplos de normas de qualidade de produto são as normas ISO/IEC 14598, e Essas normas serão expostas na seqüência, destacando-se a norma ISO/IEC 9126, enfoque desse trabalho. 3.1 ISO/IEC A ISO/IEC possui um conjunto de guias para orientar e planejar o processo de avaliação de um produto de software, como descrito a seguir e ilustrado na Figura 6: ISO/IEC Visão Geral: contém a estrutura de funcionamento das normas para avaliação da qualidade de produto de software e a definição dos termos técnicos desse modelo. Possui também os conceitos e funcionamento de processo de avaliação de qualquer tipo de software para utilização de pessoas envolvidas em desenvolvimento e uso de tecnologia de avaliação e padronização; ISO/IEC Planejamento e Gerenciamento: são requisitos e guias para suportar funções de avaliação dos produtos de software, que estão relacionados ao desenvolvimento, aquisição, padronização, controle, transferência e realimentação do uso de tecnologias de avaliação; ISO/IEC Processo para Equipe de Desenvolvedores: norma para ser usada durante o desenvolvimento e manutenção do software. Fornece critérios para seleção de indicadores de qualidade, guia para avaliar dados de medição e guia para melhoria do processo 23

25 de medição; ISO/IEC Processo para Compradores: norma para avaliação de produtos tipo pacote com objetivo de ajudar na aceitação de um produto ou selecionar entre diversos produtos tendo como base as características de qualidade da norma ISO/IEC 9126; ISO/IEC Processo para Avaliadores: possui orientações para a prática da avaliação do produto, definindo as atividades necessárias para analisar os requisitos de avaliação; ISO/IEC Módulo de Avaliação: define a estrutura e o conteúdo da documentação que será usada na descrição dos Módulos de Avaliação. Descreve e desenvolvimento e a validação dos módulos. Figura 6 Representação da norma ISO/IEC Fonte: [5] 24

26 3.2 ISO/IEC A norma ISO/IEC avalia produtos de software que estão disponíveis no mercado, conhecidos como Pacotes de Software ou Software de Prateleira. Essa norma estabelece os requisitos de qualidade e teste dos Pacotes de Software. O pacote que será testado deve possuir: Descrição do Produto: documento que define as propriedades do produto com o objetivo orientar compradores na avaliação de adequação do produto antes da aquisição do mesmo; Manual do Usuário: conjunto de documentos fornecidos como parte integrante do produto e para a aplicação do mesmo; Programa e Dados: conjunto completo de programas e dados necessários para a aplicação do produto de software e também como parte integrante do mesmo. 25

27 4 A NORMA ISO/IEC 9126 Em 1991, foi publicada a norma ISO/IEC 9126 contendo características e subcaracterísticas que definem um produto de qualidade. Em 1996, foi lançada sua tradução para o Brasil, chamada NBR Após as revisões e sucessivas melhorias foram criadas divisões dessa norma: ISO/IEC : Modelo de Qualidade; ISO/IEC : Métricas Externas; ISO/IEC : Métricas Internas; ISO/IEC : Métricas de Qualidade em Uso. A norma ISO/IEC apresenta um conjunto de características que definem um modelo de qualidade e podem ser aplicadas a qualquer produto de software. Esse modelo de qualidade é formado por duas partes: o Modelo de Qualidade Interna e Externa (Figura 7a) e o Modelo de Qualidade em Uso (Figura 7b). Para realizar a avaliação das características de qualidade externa são utilizadas as métricas externas, ou seja, medições baseadas nas necessidades do usuário, descritas na ISO/IEC (Figura 7c). Para a avaliação das características de qualidade interna são utilizadas as métricas internas, descritas na ISO/IEC (Figura 7d) e a norma ISO/IEC define métricas para a avaliação das características de qualidade em uso (Figura 7e). 26

28 Figura 7 Representação da norma ISO/IEC 9126 e suas representações Fonte: Adaptação de [6] Na seqüência serão detalhados o Modelo de Qualidade, as Métricas Externas, Internas e de Qualidade em Uso, citados acima. 4.1 ISO/IEC : Modelo de Qualidade Como descrito anteriormente, a norma ISO/IEC é formada por dois Modelos de Qualidade: o Modelo de Qualidade Interna e Externa e o Modelo de Qualidade em Uso. Esses dois modelos e suas respectivas características serão detalhados a seguir. 27

29 4.1.1 Modelo de Qualidade para Qualidade Interna e Externa Qualidade interna é a totalidade de características do produto de software na visão interna.[6] Ela é usada para especificar as propriedades do produto de software intermediário. Analogamente, a qualidade externa é a totalidade de características do produto de software do ponto de vista externo. É a qualidade que normalmente é avaliada quando o produto de software final está sendo testado. Como é possível visualizar na Figura 8, o modelo de qualidade para qualidade interna e externa possui definições de seis características básicas que um produto de software deve ter para ser considerado um software de qualidade: funcionalidade, confiabilidade, usabilidade, eficiência, manutenibilidade e portabilidade. Figura 8 Características e Subcaracterísticas de Qualidade Externa e Interna Fonte: [6] A primeira publicação da norma, em 1991, possuía apenas as características e subcaracterísticas de qualidade para avaliar um produto de software. Cada característica e subcaracterística está detalhada na seqüência, 28

30 sendo que o texto em itálico foi extraído da própria norma e representa a definição de cada uma das subcaracterísticas.[9] A funcionalidade descreve um conjunto de atributos que evidenciam a existência de um conjunto de funções, que satisfazem as necessidades explícitas ou implícitas, e suas propriedades especificadas. Suas subcaracterísticas são: Adequação: Atributos do software que evidenciam a presença de um conjunto de funções e sua apropriação para as tarefas especificadas ; Acurácia: Atributos do software que evidenciam a geração de resultados ou efeitos corretos ou conforme acordados ; Interoperabilidade: Atributos do software que evidenciam sua capacidade de interagir com sistemas específicos ; Conformidade: Atributos do software que fazem com que ele esteja de acordo com as normas, convenções ou regulamentações previstas em leis e descrições similares, relacionadas à aplicação ; Segurança de acesso: Atributos do software que evidenciam sua capacidade de evitar o acesso não autorizado, acidental ou deliberado, a programas e dados. A confiabilidade possui um conjunto de atributos que evidenciam a capacidade do software de manter seu nível de desempenho sob condições estabelecidas durante um período de tempo estabelecido. As suas subcaracterísticas básicas são: Maturidade: Atributos do software que evidenciam a freqüência de falhas ou defeitos no software ; Tolerância a falhas: Atributos do software que evidenciam sua capacidade em manter um nível de desempenho especificado nos casos de falhas no software ou de violação nas interfaces especificadas ; Recuperabilidade: Atributos do software que evidenciam sua 29

31 capacidade de restabelecer seu nível de desempenho e recuperar os dados diretamente afetados, em caso de falha, e no tempo e esforço necessários para tal. O conjunto de atributos de usabilidade ou capacidade para uso evidencia o esforço necessário para poder-se utilizar o software, bem como o julgamento individual deste uso, por um implícito ou explícito de usuários. As subcaracterísticas são: Inteligibilidade: Atributos do software que evidenciam o esforço do usuário para reconhecer o conceito lógico e sua aplicabilidade ; Apreensibilidade: Atributos do software que evidenciam o esforço do usuário para aprender sua aplicação (por exemplo: controle de operações, entradas, saídas) ; Operacionalidade: Atributos do software que evidenciam o esforço do usuário para sua operação e controle da operação. A característica da eficiência é constituída por um conjunto de atributos que verifica o relacionamento entre o nível de desempenho do software e a quantidade de recursos usados, mediante condições estabelecidas. Suas subcaracterísticas são: Comportamento em relação ao tempo: Atributos do software que evidenciam seu tempo de resposta, tempo de processamento e velocidade na execução de suas funções ; Comportamento em relação aos recursos: Atributos do software que evidenciam a quantidade de recursos usados e a duração de seu uso na execução de suas funções. A manutenabilidade mostra os atributos que avaliam o esforço necessário para fazer modificações especificadas no software. Suas subcaracterísticas são: Analisabilidade: Atributos do software que evidenciam o esforço necessário para diagnosticar deficiências ou causas 30

Auditoria e Qualidade de Software ISO/IEC 9126 Engenharia de Software Qualidade de Produto

Auditoria e Qualidade de Software ISO/IEC 9126 Engenharia de Software Qualidade de Produto Auditoria e Qualidade de Software ISO/IEC 9126 Engenharia de Software Qualidade de Produto Prof. Elias Batista Ferreira Material cedido por: Prof. Edison A M Morais Objetivo Descrever os processos da norma

Leia mais

Qualidade de. Software. Definições. Qualidade do Produto ISO 9126. Processo de. Software. Modelo de Processo de. Software CMM SPICE ISO 12207

Qualidade de. Software. Definições. Qualidade do Produto ISO 9126. Processo de. Software. Modelo de Processo de. Software CMM SPICE ISO 12207 Qualidade de : Visão Geral ISO 12207: Estrutura s Fundamentais Aquisição Fornecimento s de Apoio Documentação Garantia de Qualidade Operação Desenvolvimento Manutenção Verificação Validação Revisão Conjunta

Leia mais

Qualidade de software

Qualidade de software Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Petrolina - FACAPE Curso: Ciência da Computação Disciplina:Projeto de Sistemas Qualidade de software cynaracarvalho@yahoo.com.br Qualidade de software Qualidade

Leia mais

Qualidade de Software. Prof.: Ivon Rodrigues Canedo. PUC Goiás

Qualidade de Software. Prof.: Ivon Rodrigues Canedo. PUC Goiás Prof.: Ivon Rodrigues Canedo PUC Goiás Qualidade Subjetiva Não sei o que é mas reconheço quando a vejo Qualidade Baseada no Produto O produto possui algo que produtos similares não têm Qualidade Baseada

Leia mais

IC-UNICAMP IC-UNICAMP

IC-UNICAMP IC-UNICAMP Capítulo 3: Qualidade de Produto e a ISO 9126 Capítulo 1: Introdução Capítulo 2: Conceitos Básicos Capítulo 3: Qualidade de Produto (ISO9126) Capítulo 4: ISO9001 e ISO9000-3 Capítulo 5: CMM Capítulo 6:

Leia mais

Prof. Dr. Ivanir Costa. Unidade III QUALIDADE DE SOFTWARE

Prof. Dr. Ivanir Costa. Unidade III QUALIDADE DE SOFTWARE Prof. Dr. Ivanir Costa Unidade III QUALIDADE DE SOFTWARE Normas de qualidade de software - introdução Encontra-se no site da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) as seguintes definições: Normalização

Leia mais

Qualidade de Software. Profa. Cátia dos Reis Machado catia@ifc-camboriu.edu.br

Qualidade de Software. Profa. Cátia dos Reis Machado catia@ifc-camboriu.edu.br Qualidade de Software Profa. Cátia dos Reis Machado catia@ifc-camboriu.edu.br Qualidade Garantia de Qualidade Qualidade do processo Qualidade do produto Testes Estáticos Testes Dinâmicos Qualidade do produto

Leia mais

Qualidade de Software

Qualidade de Software Qualidade de Software Introdução Qualidade é um dos principais objetivos da Engenharia de Software. Muitos métodos, técnicas e ferramentas são desenvolvidas para apoiar a produção com qualidade. Tem-se

Leia mais

21. Qualidade de Produto ou Qualidade de Processo de Software?

21. Qualidade de Produto ou Qualidade de Processo de Software? 21. Qualidade de Produto ou Qualidade de Processo de Software? Qualidade de software é uma preocupação real e esforços têm sido realizados na busca pela qualidade dos processos envolvidos em seu desenvolvimento

Leia mais

Qualidade de Software. MC626 Adaptado de notas de aula da Prof. Eliane Martins (http://www/ic.unicamp.br/~eliane/cursos)

Qualidade de Software. MC626 Adaptado de notas de aula da Prof. Eliane Martins (http://www/ic.unicamp.br/~eliane/cursos) Qualidade de Software MC626 Adaptado de notas de aula da Prof. Eliane Martins (http://www/ic.unicamp.br/~eliane/cursos) Qualidade de Software MC626 Adaptado de notas de aula da Prof. Eliane Martins (http://www/ic.unicamp.br/~eliane/cursos)

Leia mais

ISO - 9126. Aécio Costa

ISO - 9126. Aécio Costa ISO - 9126 Aécio Costa A evolução da Qualidade do Produto Qualidade = funcionalidade Confiabilidade Realização de funções críticas Produto de qualidade = sem bugs Controle de qualidade Teste do produto

Leia mais

Qualidade de Software

Qualidade de Software Engenharia Nesta seção você encontra artigos voltados para testes, processo, modelos, documentação, entre outros Qualidade de Software Desvendando um requisito essencial no processo de desenvolvimento

Leia mais

Qualidade de Software: Visão Geral

Qualidade de Software: Visão Geral Qualidade de Software: Visão Geral Engenharia de Software 1 Aula 05 Qualidade de Software Existem muitas definições de qualidade de software propostas na literatura, sob diferentes pontos de vista Qualidade

Leia mais

Padrões de Qualidade de Software e Métricas de Software

Padrões de Qualidade de Software e Métricas de Software Universidade Federal do Vale do São Francisco Padrões de Qualidade de Software e Métricas de Software Engenharia de Software I Aula 3 e 4 Ricardo Argenton Ramos Agenda da Aula Introdução (Qualidade de

Leia mais

Normas e Padrões de Qualidade em Software - I

Normas e Padrões de Qualidade em Software - I Tema da Aula Normas e Padrões de Qualidade em - I Prof. Cristiano R R Portella portella@widesoft.com.br Certificação da Qualidade Certificações emitidas por entidades públicas conceituadas: 9 ABIC Selo

Leia mais

NORMAS ISO E SUA IMPORTÂNCIA NA PRODUÇÃO DE SOFTWARE

NORMAS ISO E SUA IMPORTÂNCIA NA PRODUÇÃO DE SOFTWARE NORMAS ISO E SUA IMPORTÂNCIA NA PRODUÇÃO DE SOFTWARE Marina Benedetti Preto¹ RESUMO Muito se fala sobre a qualidade de software, mas sem sempre se tem uma verdadeira noção deste conceito. A qualidade possui

Leia mais

Modelos de Qualidade de Produto de Software

Modelos de Qualidade de Produto de Software CBCC Bacharelado em Ciência da Computação CBSI Bacharelado em Sistemas de Informação Modelos de Qualidade de Produto de Software Prof. Dr. Sandro Ronaldo Bezerra Oliveira srbo@ufpa.br www.ufpa.br/srbo

Leia mais

Padrões de Qualidade de Software

Padrões de Qualidade de Software Universidade Federal do Vale do São Francisco Padrões de Qualidade de Software Engenharia de Software I Aula 4 Ricardo Argenton Ramos Agenda da Aula Introdução (Qualidade de Software) Padrões de Qualidade

Leia mais

Qualidade de Software. Prof. Natália Oliveira M.Sc queiroz.nati@gmail.com

Qualidade de Software. Prof. Natália Oliveira M.Sc queiroz.nati@gmail.com Qualidade de Software Prof. Natália Oliveira M.Sc queiroz.nati@gmail.com Ementa Conceitos sobre Qualidade Qualidade do Produto Qualidade do Processo Garantida da Qualidade X Controle da Qualidade Conceitos

Leia mais

Métricas e Qualidade de Software

Métricas e Qualidade de Software s e Qualida Software Marcio P. Machado, Sotério F. Souza Mestrado em Informática Departamento Informática Universida Feral do Espírito Santo 1 Introdução Nos últimos anos, empresas têm buscado certificações

Leia mais

QUALIDADE DE SOFTWARE

QUALIDADE DE SOFTWARE QUALIDADE DE SOFTWARE MODULO 3 SISTEMA DE GARANTIA DA QUALIDADE CONTEÚDO 3.1 A ABORDAGEM NBR ISO 9000 3.2 MODELOS DE QUALIDADE DE PRODUTO DE SOFTWARE 3.2.1 NBR ISO/IEC 9126 (SOFTWARE) 3.2.2 NBR ISO/IEC

Leia mais

Atividade da gerência da qualidade

Atividade da gerência da qualidade O que é qualidade de software? Qualidade, de forma simplista, significa que o produto deve esta de acordo com a especificação. Problemas: Tensão entre requisitos do cliente: Eficiência, confiança, etc.

Leia mais

QUALIDADE DE SOFTWARE

QUALIDADE DE SOFTWARE QUALIDADE DE SOFTWARE Luiz Leão luizleao@gmail.com http://www.luizleao.com Questão 1 A ISO 9000-3 é um guia para a aplicação da ISO 9001 para o desenvolvimento, fornecimento e manutenção de software. As

Leia mais

Introdução Fatores de Qualidade Garantia de Qualidade Rivisões de Software Conclusão. Qualidade. Plácido A. S. Neto 1

Introdução Fatores de Qualidade Garantia de Qualidade Rivisões de Software Conclusão. Qualidade. Plácido A. S. Neto 1 Qualidade Plácido A. S. Neto 1 1 Gerência Educacional de Tecnologia da Informação Centro Federal de Educação Tecnologia do Rio Grande do Norte 2006.1 - Planejamento e Gerência de Projetos Agenda Introdução

Leia mais

Gerência de Projetos de Software CMM & PMBOK

Gerência de Projetos de Software CMM & PMBOK Gerência de Projetos de Software CMM & PMBOK http://www.sei.cmu.edu/ Prefácio do CMM Após várias décadas de promessas não cumpridas sobre ganhos de produtividade e qualidade na aplicação de novas metodologias

Leia mais

Engenharia de Software Qualidade de Software

Engenharia de Software Qualidade de Software Engenharia de Software Qualidade de Software O termo qualidade assumiu diferentes significados, em engenharia de software, tem o significado de está em conformidade com os requisitos explícitos e implícitos

Leia mais

Qualidade de Software. Aécio Costa

Qualidade de Software. Aécio Costa de Software Aécio Costa A Engenharia pode ser vista como uma confluência de práticas artesanais, comerciais e científicas [SHA90]. Software sem qualidade Projetos de software difíceis de planejar e controlar;

Leia mais

NORMAS E PADRÕES DE QUALIDADE DE SOFTWARE NO SISTEMA DE INFORMAÇÃO

NORMAS E PADRÕES DE QUALIDADE DE SOFTWARE NO SISTEMA DE INFORMAÇÃO Tatiany Cristina Ferreira Soares NORMAS E PADRÕES DE QUALIDADE DE SOFTWARE NO SISTEMA DE INFORMAÇÃO Monografia apresentada à Universidade Presidente Antônio Carlos UNIPAC- Barbacena, como requisito para

Leia mais

Visão Geral da Qualidade de Software

Visão Geral da Qualidade de Software Visão Geral da Qualidade de Software Glauber da Rocha Balthazar Faculdade Metodista Granbery (FMG) Bacharel em Sistemas de Informação Rua Batista de Oliveira, 1145-36010-532 - Juiz de Fora - MG glauber_rochab@yahoo.com.br

Leia mais

Qualidade de Produto de Software

Qualidade de Produto de Software Qualidade de Produto de Software Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer-CTI Rodovia Dom Pedro I km 143,6 Campinas SP Brasil Divisão de Qualificação em Software - DQS Ana Cervigni Guerra ana.guerra@cti.gov.br

Leia mais

Qualidade de Processo de Software Normas ISO 12207 e 15504

Qualidade de Processo de Software Normas ISO 12207 e 15504 Especialização em Gerência de Projetos de Software Qualidade de Processo de Software Normas ISO 12207 e 15504 Prof. Dr. Sandro Ronaldo Bezerra Oliveira srbo@ufpa.br Qualidade de Software 2009 Instituto

Leia mais

QUALIDADE DE SOFTWARE AULA N.7

QUALIDADE DE SOFTWARE AULA N.7 QUALIDADE DE SOFTWARE AULA N.7 Curso: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Disciplina: Qualidade de Software Profa. : Kátia Lopes Silva 1 CMM: DEFINIÇÃO Capability Maturity Model Um modelo que descreve como as práticas

Leia mais

Gerenciamento de Qualidade

Gerenciamento de Qualidade UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS, LETRAS E CIÊNCIAS EXATAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DE COMPUTAÇÃO E ESTATÍSTICA Gerenciamento de Qualidade Engenharia de Software 2o. Semestre de

Leia mais

Engenharia de Software III

Engenharia de Software III Departamento de Informática Programa de Pós Graduação em Ciência da Computação Laboratório de Desenvolvimento Distribuído de Software Estágio de Docência http://www.din.uem.br/~pg45640/ Qualidade de Software

Leia mais

Políticas de Qualidade em TI

Políticas de Qualidade em TI Políticas de Qualidade em TI Prof. www.edilms.eti.br edilms@yahoo.com Aula 04 ISOs / IEC 12207 15504 9001 9126 25000 Agenda Descrição sumária da ISOs afetas ao nosso curso de qualidade ISO/IEC 12207 ISO/IEC

Leia mais

Processo de Desenvolvimento de Software

Processo de Desenvolvimento de Software Unidade IV Introdução aos Padrões de PDS Luiz Leão luizleao@gmail.com http://www.luizleao.com Conteúdo da Unidade 1. CMM / CMMI 2. SPICE 3. ISO 12207 4. MPS/BR CMM - Capability Maturity Model CMM Capability

Leia mais

Gestão da qualidade do software

Gestão da qualidade do software Gestão da qualidade do software Empenhada em assegurar que o nível de qualidade requerido de um produto de software é atingido Envolve a definição de normas e procedimentos de qualidade apropriados, e

Leia mais

MAAS. Metodologia de Análise de Aderência de Sistemas Versão 2.0. Secretaria da Administração do Estado da Bahia

MAAS. Metodologia de Análise de Aderência de Sistemas Versão 2.0. Secretaria da Administração do Estado da Bahia SAEB CTG Secretaria da Administração do Estado da Bahia Coordenação de Tecnologias Aplicadas à Gestão Pública MAAS Metodologia de Análise de Aderência de Sistemas Versão 2. Março de 29 SAEB Secretaria

Leia mais

Introdução à Qualidade de Software

Introdução à Qualidade de Software FACULDADE DOS GUARARAPES Introdução à Qualidade de Software www.romulocesar.com.br Prof. Rômulo César (romulodandrade@gmail.com) 1/41 Objetivo do Curso Apresentar os conceitos básicos sobre Qualidade de

Leia mais

JUN 2003. A NBR ISO/IEC 9126, sob o título geral "Engenharia de software - Qualidade do produto", consiste nas seguintes partes:

JUN 2003. A NBR ISO/IEC 9126, sob o título geral Engenharia de software - Qualidade do produto, consiste nas seguintes partes: Cópia não autorizada JUN 2003 NBR ISO/IEC 9126-1 ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas Engenharia de software - Qualidade de produto Parte 1: Modelo de qualidade Sede: Rio de Janeiro Av. Treze

Leia mais

PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE DE ACORDO COM A NORMA ISO/IEC 15504

PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE DE ACORDO COM A NORMA ISO/IEC 15504 PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE DE ACORDO COM A NORMA ISO/IEC 15504 MARCELO NORTE DE OLIVEIRA 1 marcelonorte.ti@gmail.com IREMAR NUNES DE LIMA 2 iremar.prof@uol.com.br RESUMO: Este artigo trata

Leia mais

Fundamentos de Teste de Software

Fundamentos de Teste de Software Núcleo de Excelência em Testes de Sistemas Fundamentos de Teste de Software Módulo 2- Teste Estático e Teste Dinâmico Aula 3 Teste Estático SUMÁRIO INTRODUÇÃO... 3 1. Definição... 3 2. Custo Versus Benefício...

Leia mais

Qualidade de Software

Qualidade de Software Produto de Software Qualidade de Software Um produto de software compreende os programas e procedimentos de computador e a documentação e dados associados, que foram projetados para serem liberados para

Leia mais

Prof. Dr. Ivanir Costa. Unidade IV QUALIDADE DE SOFTWARE

Prof. Dr. Ivanir Costa. Unidade IV QUALIDADE DE SOFTWARE Prof. Dr. Ivanir Costa Unidade IV QUALIDADE DE SOFTWARE introdução As mudanças que estão ocorrendo nos clientes e nos ambientes de negócios altamente competitivos têm motivado as empresas a modificarem

Leia mais

Professor: Disciplina:

Professor: Disciplina: Professor: Curso: Disciplina: Marcos Morais de Sousa marcosmoraisdesousa@gmail.com marcosmoraisdesousa.blogspot.com Sistemas de informação Engenharia de Software II Gerenciamento de Qualidade CMMI e MPS.BR

Leia mais

Qualidade de Software

Qualidade de Software Qualidade de Software José Barreto Júnior O que é qualidade? Existem diversas definições. Algumas pessoas que tentaram uma definição simples chegaram a frases como: Qualidade é estar em conformidade com

Leia mais

GARANTIA DA QUALIDADE DE SOFTWARE

GARANTIA DA QUALIDADE DE SOFTWARE GARANTIA DA QUALIDADE DE SOFTWARE Fonte: http://www.testexpert.com.br/?q=node/669 1 GARANTIA DA QUALIDADE DE SOFTWARE Segundo a NBR ISO 9000:2005, qualidade é o grau no qual um conjunto de características

Leia mais

Projeto 2.47 QUALIDADE DE SOFTWARE WEB

Projeto 2.47 QUALIDADE DE SOFTWARE WEB OBJETIVO GERAL Projeto 2.47 QUALIDADE DE SOFTWARE WEB Marisol de Andrade Maués Como objetivo geral, buscou-se avaliar a qualidade de produtos Web, tendo como base o processo de avaliação de qualidade descrito

Leia mais

Qualidade de Software. Anderson Belgamo

Qualidade de Software. Anderson Belgamo Qualidade de Software Anderson Belgamo Qualidade de Software Software Processo Produto Processo de Software Pessoas com habilidades, treinamento e motivação Processo de Desenvolvimento Ferramentas e Equipamentos

Leia mais

CMM - Capability Maturity Model

CMM - Capability Maturity Model Tema da Aula Normas e Padrões de Qualidade em II CMM Prof. Cristiano R R Portella portella@widesoft.com.br CMM - Capability Maturity Model Desenvolvido pelo SEI (Instituto de Engenharia de ) Carnegie Mellon

Leia mais

Alcançando Qualidade de Software com SW-CMM e ISO9000-3

Alcançando Qualidade de Software com SW-CMM e ISO9000-3 Alcançando Qualidade de Software com SW-CMM e ISO9000-3 ALEXANDRE NOVAES DORNELAS 1 HAMILTON TRINDADE VIVAS 2 EsAEx Escola de Administração do Exército, Rua Território do Amapá, Nº455, Pituba, Salvador

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO TESTE DE SOFTWARE PARA A QUALIDADE DO PROJETO

A IMPORTÂNCIA DO TESTE DE SOFTWARE PARA A QUALIDADE DO PROJETO A IMPORTÂNCIA DO TESTE DE SOFTWARE PARA A QUALIDADE DO PROJETO Autora: LUCIANA DE BARROS ARAÚJO 1 Professor Orientador: LUIZ CLAUDIO DE F. PIMENTA 2 RESUMO O mercado atual está cada vez mais exigente com

Leia mais

F U N D A Ç Ã O E D U C A C I O N A L S Ã O J O S É. MODELOS DE MATURIDADE CMMI Capability Maturity Model Integration (CMMI)

F U N D A Ç Ã O E D U C A C I O N A L S Ã O J O S É. MODELOS DE MATURIDADE CMMI Capability Maturity Model Integration (CMMI) 1 MODELOS DE MATURIDADE CMMI Capability Maturity Model Integration (CMMI) Teresinha Moreira de Magalhães 1 Lúcia Helena de Magalhães 2 Fernando Machado da Rocha 3 Resumo Este trabalho visa apresentar uma

Leia mais

PEDRO HENRIQUE DE OLIVEIRA E SILVA MESTRE EM MODELAGEM MATEMÁTICA E COMPUTACIONAL E-MAIL: PEDROHOLI@GMAIL.COM CMM E CMMI

PEDRO HENRIQUE DE OLIVEIRA E SILVA MESTRE EM MODELAGEM MATEMÁTICA E COMPUTACIONAL E-MAIL: PEDROHOLI@GMAIL.COM CMM E CMMI PEDRO HENRIQUE DE OLIVEIRA E SILVA MESTRE EM MODELAGEM MATEMÁTICA E COMPUTACIONAL E-MAIL: PEDROHOLI@GMAIL.COM CMM E CMMI INTRODUÇÃO Aumento da Importância do Software Software está em tudo: Elemento crítico

Leia mais

Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software

Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software Qualidade na gestão de projeto de desenvolvimento de software [...] O que é a Qualidade? A qualidade é uma característica intrínseca e multifacetada de um produto (BASILI, et al, 1991; TAUSWORTHE, 1995).

Leia mais

AS CARACTERÍSTICAS DO CMM E O DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE COM QUALIDADE

AS CARACTERÍSTICAS DO CMM E O DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE COM QUALIDADE REVISTA ELETRÔNICA DE ADMINISTRAÇÃO ISSN 1676-6822 PERIODICIDADE SEMESTRAL EDIÇÃO NÚMERO 8 JUNHO DE 2005 AS CARACTERÍSTICAS DO CMM E O DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE COM QUALIDADE Kleber ALMEIDA Docente da

Leia mais

Qualidade de Software

Qualidade de Software Qualidade de Software André Mesquita Rincon Instituto de Informática/Universidade Federal de Goiás (UFG) Goiânia GO Brasil Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas/Fundação

Leia mais

Controle de métricas no processo de desenvolvimento de software através de uma ferramenta de workflow

Controle de métricas no processo de desenvolvimento de software através de uma ferramenta de workflow Controle de métricas no processo de desenvolvimento de software através de uma ferramenta de workflow Gustavo Zanini Kantorski, Marcelo Lopes Kroth Centro de Processamento de Dados Universidade Federal

Leia mais

Qualidade de Software

Qualidade de Software Rafael D. Ribeiro, M.Sc. rafaeldiasribeiro@gmail.com http://www.rafaeldiasribeiro.com.br A expressão ISO 9000 (International Organization for Standardization) designa um grupo de normas técnicas que estabelecem

Leia mais

VANTAGENS DA APLICAÇÃO DO PROGRAMA DE MELHORIA DE PROCESSO DE SOFTWARE BRASILEIRO MPS.BR NOS AMBIENTES DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE

VANTAGENS DA APLICAÇÃO DO PROGRAMA DE MELHORIA DE PROCESSO DE SOFTWARE BRASILEIRO MPS.BR NOS AMBIENTES DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE 1 VANTAGENS DA APLICAÇÃO DO PROGRAMA DE MELHORIA DE PROCESSO DE SOFTWARE BRASILEIRO MPS.BR NOS AMBIENTES DE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE Elvis Ferreira da Silva* Msc. Marta Alves de Souza** Msc. Helder

Leia mais

Qualidade de Software

Qualidade de Software Unidade I Conceito de Qualidade Luiz Leão luizleao@gmail.com http://www.luizleao.com UNIDADE I : Conceito de Qualidade 1.1 Qualidade de processo de software 1.2 Qualidade de produto de software UNIDADE

Leia mais

Combinando a norma ISO 10006 e o guia PMBOK para garantir sucesso em projetos

Combinando a norma ISO 10006 e o guia PMBOK para garantir sucesso em projetos Combinando a norma ISO 10006 e o guia PMBOK para garantir sucesso em projetos Combining the ISO 10006 and PMBOK to ensure successful projects 1 Por Michael Stanleigh Tradução e adaptação para fins didáticos

Leia mais

Qualidade de Software

Qualidade de Software Qualidade de Software COPPE/UFRJ Ana Regina Rocha COPPE/UFRJ Programa de Engenharia de Sistemas e Computação Copyright COPPE/UFRJ Direitos Reservados Alguns Dados COPPE/UFRJ Uma Organização com bom desempenho

Leia mais

Pós Graduação Engenharia de Software

Pós Graduação Engenharia de Software Pós Graduação Engenharia de Software Ana Candida Natali COPPE/UFRJ Programa de Engenharia de Sistemas e Computação FAPEC / FAT Estrutura do Módulo Parte 1 QUALIDADE DE SOFTWARE PROCESSO Introdução: desenvolvimento

Leia mais

DESAFIO ETAPA 1 Passo 1

DESAFIO ETAPA 1 Passo 1 DESAFIO Um dos maiores avanços percebidos pela área de qualidade de software foi comprovar que a qualidade de um produto final (software) é uma consequência do processo pelo qual esse software foi desenvolvido.

Leia mais

Políticas de Qualidade em TI

Políticas de Qualidade em TI Políticas de Qualidade em TI Aula 05 MPS.BR (ago/12) Melhoria de Processo do Software Brasileiro Prof. www.edilms.eti.br edilms@yahoo.com Agenda Descrição sumária do MPS.BR - Melhoria de Processo do Software

Leia mais

Processo de Software

Processo de Software Processo de Software Uma importante contribuição da área de pesquisa de processo de software tem sido a conscientização de que o desenvolvimento de software é um processo complexo. Pesquisadores e profissionais

Leia mais

Qualidade de software

Qualidade de software Qualidade de software É cada dia maior o número de empresas que buscam melhorias em seus processos de desenvolvimento de software. Além do aumento da produtividade e da diminuição do retrabalho, elas buscam

Leia mais

14 Os principais documentos de um projeto são: o termo de. 15 Elemento integrante do gerenciamento do escopo do projeto,

14 Os principais documentos de um projeto são: o termo de. 15 Elemento integrante do gerenciamento do escopo do projeto, De acordo com o comando a que cada um dos itens de 1 a 70 se refira, marque, na folha de respostas, para cada item: o campo designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo designado com

Leia mais

No que se refere a conceitos básicos do gerenciamento de projetos, segundo o PMBoK, julgue os itens a seguir.

No que se refere a conceitos básicos do gerenciamento de projetos, segundo o PMBoK, julgue os itens a seguir. De acordo com o comando a que cada um dos itens de 1 a 70 se refira, marque, na folha de respostas, para cada item: o campo designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo designado com

Leia mais

O USO DA NORMA 14598 NA AVALIAÇÃO DE SOFTWARE COM RELAÇÃO À QUALIDADE. Evaluation of Software With the use of Norm Iso 14598

O USO DA NORMA 14598 NA AVALIAÇÃO DE SOFTWARE COM RELAÇÃO À QUALIDADE. Evaluation of Software With the use of Norm Iso 14598 O USO DA NORMA 14598 NA AVALIAÇÃO DE SOFTWARE COM RELAÇÃO À QUALIDADE Evaluation of Software With the use of Norm Iso 14598 Walteno Martins Parreira Júnior, Izaura Pereira Pradela, Lucineida Nara de Andrade

Leia mais

QUALIDADE DE SOFTWARE 1 UMA NECESSIDADE

QUALIDADE DE SOFTWARE 1 UMA NECESSIDADE QUALIDADE DE SOFTWARE 1 UMA NECESSIDADE Elaborado por Nelma da Silva Gomes, especialista em sistemas de informação, com pós-graduação em Gestão Estratégica da Informação, e consultora da UCP/PNAFM/MF nelmasg@fazenda.gov.br

Leia mais

GERÊNCIA DE PROJETOS DE SOFTWARE: MEDIDAS DE QUALIDADE PARA AVALIAÇÃO DE SOFTWARE

GERÊNCIA DE PROJETOS DE SOFTWARE: MEDIDAS DE QUALIDADE PARA AVALIAÇÃO DE SOFTWARE GERÊNCIA DE PROJETOS DE SOFTWARE: MEDIDAS DE QUALIDADE PARA AVALIAÇÃO DE SOFTWARE Kedna Vieira Martins 1 Robson Seleme 2 RESUMO Este trabalho visa apresentar um estudo sobre como medir a qualidade de um

Leia mais

Unidade III QUALIDADE DE SOFTWARE. Encontra-se no site da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) 1 as seguintes definições: Normalização

Unidade III QUALIDADE DE SOFTWARE. Encontra-se no site da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) 1 as seguintes definições: Normalização Unidade III 3 INTRODUÇÃO Encontra-se no site da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) 1 as seguintes definições: Normalização Atividade que estabelece, em relação a problemas existentes ou potenciais,

Leia mais

FACULDADE SENAC GOIÂNIA

FACULDADE SENAC GOIÂNIA FACULDADE SENAC GOIÂNIA NORMA ISO 12.207 Curso: GTI Matéria: Auditoria e Qualidade de Software Professor: Elias Ferreira Acadêmico: Luan Bueno Almeida Goiânia, 2015 CERTIFICAÇÃO PARA O MERCADO BRASILEIRO

Leia mais

QUALIDADE DE SOFTWARE

QUALIDADE DE SOFTWARE QUALIDADE DE SOFTWARE - 02 Luiz Leão luizleao@gmail.com http://www.luizleao.com Questão 1 A ISO 9000-3 é um guia para a aplicação da ISO 9001 para o desenvolvimento, fornecimento e manutenção de software.

Leia mais

Implantando um Programa de Melhoria de Processo: Uma Experiência Prática

Implantando um Programa de Melhoria de Processo: Uma Experiência Prática Implantando um Programa de Melhoria de Processo: Uma Experiência Prática Evandro Polese Alves Ricardo de Almeida Falbo Departamento de Informática - UFES Av. Fernando Ferrari, s/n, Vitória - ES - Brasil

Leia mais

NORMA ISO/IEC 14598. Isac Aguiar isacaguiar.com.br isacaguiar@gmail.com

NORMA ISO/IEC 14598. Isac Aguiar isacaguiar.com.br isacaguiar@gmail.com NORMA ISO/IEC 14598 Isac Aguiar isacaguiar.com.br isacaguiar@gmail.com Contexto Normas e Modelos de Qualidade Engenharia de Software Qualidade de Software ISO/IEC 14598 - Avaliação da Qualidade de Produto

Leia mais

Lista de Exercícios - COBIT 5

Lista de Exercícios - COBIT 5 Lista de Exercícios - COBIT 5 1. O COBIT 5 possui: a) 3 volumes, 7 habilitadores, 5 princípios b) 3 volumes, 5 habilitadores, 7 princípios c) 5 volumes, 7 habilitadores, 5 princípios d) 5 volumes, 5 habilitadores,

Leia mais

Qualidade de Software

Qualidade de Software Início Qualidade de Software Álvaro Rocha amrocha@ufp.pt http://www.ufp.pt/~amrocha Início>Tópicos Tópicos 1. Fundamentos 2. Qualidade e Maturidade do Processo de SW ISO 9000, ISO 12207, SW-CMM, TRILLIUM;

Leia mais

Rede Paraense de Pesquisa e Inovação em Tecnologia da Informação e Comunicação. Laboratório de Tecnologia de Software LTS

Rede Paraense de Pesquisa e Inovação em Tecnologia da Informação e Comunicação. Laboratório de Tecnologia de Software LTS Rede Paraense de Pesquisa e Inovação em Tecnologia da Informação e Comunicação Laboratório de Tecnologia de Software LTS Qualidade de Produto Cláudio Martins claudiomartins2000@gmail.com www.ufpa.br/redetic

Leia mais

MODELO CMM MATURIDADE DE SOFTWARE

MODELO CMM MATURIDADE DE SOFTWARE MODELO CMM MATURIDADE DE SOFTWARE O modelo CMM Capability Maturity Model foi produzido pelo SEI (Software Engineering Institute) da Universidade Carnegie Mellon (CMU), em Pittsburgh, EUA, por um grupo

Leia mais

Estudo de Caso da Implantação do Nível G do MPS.BR em Uma Empresa

Estudo de Caso da Implantação do Nível G do MPS.BR em Uma Empresa Estudo de Caso da Implantação do Nível G do MPS.BR em Uma Empresa Dayana Henriques Fonseca 1, Frederico Miranda Coelho 1 1 Departamento de Ciência da Computação Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC)

Leia mais

Sistemas de Informação Empresarial

Sistemas de Informação Empresarial Sistemas de Informação Empresarial Governança de Tecnologia da Informação parte 2 Fonte: Mônica C. Rodrigues Padrões e Gestão de TI ISO,COBIT, ITIL 3 International Organization for Standardization d -

Leia mais

Qualidade, Qualidade de Software e Garantia da Qualidade de Software São as Mesmas Coisas?

Qualidade, Qualidade de Software e Garantia da Qualidade de Software São as Mesmas Coisas? Qualidade, Qualidade de Software e Garantia da Qualidade de Software São as Mesmas Coisas? Fábio Martinho. obtido [on-line] na URL http://www.testexpert.com.br/?q=node/669, em 11/03/2008. Segundo a NBR

Leia mais

O Modelo Processo de Software Brasileiro MPS-Br

O Modelo Processo de Software Brasileiro MPS-Br O Modelo Processo de Software Brasileiro MPS-Br Prof. Pasteur Ottoni de Miranda Junior Disponível em www.pasteurjr.blogspot.com 1-Estrutura do MPS-Br ( Softex, 2009) O MPS.BR1 é um programa mobilizador,

Leia mais

ABNT NBR ISO 9001:2008

ABNT NBR ISO 9001:2008 ABNT NBR ISO 9001:2008 Introdução 0.1 Generalidades Convém que a adoção de um sistema de gestão da qualidade seja uma decisão estratégica de uma organização. O projeto e a implementação de um sistema de

Leia mais

Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software

Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software. Requisitos de Software INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE Curso Técnico em Informática ENGENHARIA DE SOFTWARE Prof.: Clayton Maciel Costa clayton.maciel@ifrn.edu.br Clayton Maciel Costa

Leia mais

ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI)

ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI) ALESSANDRO PEREIRA DOS REIS PAULO CESAR CASTRO DE ALMEIDA ENGENHARIA DE SOFTWARE - CAPABILITY MATURITY MODEL INTEGRATION (CMMI) APARECIDA DE GOIÂNIA 2014 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Áreas de processo por

Leia mais

PREVIEW DAS PRINCIPAIS SEÇÕES DA NBR ISO 19011

PREVIEW DAS PRINCIPAIS SEÇÕES DA NBR ISO 19011 CENTRO DA QUALIDADE, SEGURANÇA E PRODUTIVIDADE PARA O BRASIL E AMÉRICA LATINA PREVIEW DAS PRINCIPAIS SEÇÕES DA NBR ISO 19011 Diretrizes para auditorias de sistemas de gestão da qualidade e/ou ambiental

Leia mais

UM PROCESSO PARA AVALIAÇÃO DE PRODUTOS DE SOFTWARE ATRAVÉS DE ANÁLISE POR ESPECIALISTA

UM PROCESSO PARA AVALIAÇÃO DE PRODUTOS DE SOFTWARE ATRAVÉS DE ANÁLISE POR ESPECIALISTA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO CENTRO DE INFORMÁTICA UM PROCESSO PARA AVALIAÇÃO DE PRODUTOS DE SOFTWARE ATRAVÉS DE ANÁLISE POR ESPECIALISTA Recife, 24 de agosto de

Leia mais

QUALIDADE DO SOFTWARE (PRODUTO)

QUALIDADE DO SOFTWARE (PRODUTO) QUALIDADE DO SOFTWARE (PRODUTO) Baseado no material do prof. Mario Lúcio Cortes http://www.ic.unicamp.br/~cortes/mc726/ 1 1. Introdução No início qualidade = funcionalidade capacidade de substituir o hardware

Leia mais

Fatores humanos de qualidade CMM E CMMI

Fatores humanos de qualidade CMM E CMMI Fatores humanos de qualidade CMM E CMMI Eneida Rios¹ ¹http://www.ifbaiano.edu.br eneidarios@eafcatu.gov.br Campus Catu 1 Curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas Conteúdos Fatores humanos de qualidade

Leia mais

Padrões de Contagem de Pontos de Função

Padrões de Contagem de Pontos de Função Padrões de Contagem de Pontos de Função Contexto Versão: 1.0.0 Objetivo O propósito deste documento é apresentar os padrões estabelecidos para utilização da técnica de Análise de Pontos de Função no ambiente

Leia mais

NORMA NBR ISO 9001:2008

NORMA NBR ISO 9001:2008 NORMA NBR ISO 9001:2008 Introdução 0.1 Generalidades Convém que a adoção de um sistema de gestão da qualidade seja uma decisão estratégica de uma organização. O projeto e a implementação de um sistema

Leia mais

Tradução livre do PMBOK 2000, V 1.0, disponibilizada através da Internet pelo PMI MG em abril de 2001

Tradução livre do PMBOK 2000, V 1.0, disponibilizada através da Internet pelo PMI MG em abril de 2001 Capítulo 8 Gerenciamento da Qualidade do Projeto O Gerenciamento da Qualidade do Projeto inclui os processos necessários para garantir que o projeto irá satisfazer as necessidades para as quais ele foi

Leia mais

CMMI Conceitos básicos. CMMI Representações contínua e por estágios. Professor Gledson Pompeu (gledson.pompeu@gmail.com)

CMMI Conceitos básicos. CMMI Representações contínua e por estágios. Professor Gledson Pompeu (gledson.pompeu@gmail.com) CMMI Conceitos básicos 113 CMMI integra as disciplinas de engenharia de sistemas e de engenharia de software em um único framework de melhoria de processos. 114 No tocante às disciplinas de engenharia

Leia mais

Um Modelo para Avaliação de Produtos de Software

Um Modelo para Avaliação de Produtos de Software Um Modelo para Avaliação de Produtos de Software Lúcio André Mendonça dos Anjos, Hermano Perrelli de Moura Centro de Informática - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Caixa Postal 7851 50.732-970

Leia mais

Ambiente de workflow para controle de métricas no processo de desenvolvimento de software

Ambiente de workflow para controle de métricas no processo de desenvolvimento de software Ambiente de workflow para controle de métricas no processo de desenvolvimento de software Gustavo Zanini Kantorski, Marcelo Lopes Kroth Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) 97100-000 Santa Maria

Leia mais

Estudo do CMM e do CMMI

Estudo do CMM e do CMMI Estudo do CMM e do CMMI Autores Félix Carvalho Rodrigues fcrodrigues@inf.ufrgs.br Georgina Reategui gg@inf.ufrgs.br Manuela Klanovicz Ferreira mkferreira@inf.ufrgs.br Motivação Grande quantidade de projetos

Leia mais