Rede fuso altera a rotina dos telejornalistas em busca. da factualidade - um estudo do Jornal Hoje

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1 Rede fuso altera a rotina dos telejornalistas em busca da factualidade - um estudo do Jornal Hoje Valquíria Aparecida Passos Kneipp 1 Resumo: Este artigo realiza uma análise a respeito da emissão dos telejornais nacionais, durante o período do horário de verão, que em parte da região nordeste são exibidos com uma hora de atraso denominada aqui como rede fuso. Optou-se por recortar o Jornal Hoje, por ser o primeiro telejornal a sofrer alterações na prática social do telejornalista. Os questionamentos que se buscou responder foram: como e porque a internet antecipa as notícias que vão ser mostradas no telejornal e muda a rotina do telejornalista? A fundamentação teórica contou com Jenkins, Sodré, Martín-Barbero e Castells aproximando conceitos como convergência midiática, bios midiático e fluxo comunicacional. Foi possível constatar que, mesmo com uma hora de atraso, para parte da região nordeste e norte, a informação televisiva e da internet combinadas, mantém a relação hegemônica com o telespectador. Ficou evidenciado que, a alteração da rotina do telejornalista, com duas emissões televisivas do mesmo conteúdo em momentos distintos. Palavras-chave: telejornalismo; Jornal Hoje; convergência; rede fuso; internet. 1. A Rede Fuso impõe uma reconfiguração da rotina de telejornal No Brasil, o último horário de verão 2, período que os relógios são adiantados em uma hora, aconteceu de 16 de outubro de 2011 até 26 de fevereiro de 2012, nas regiões 1 Graduada em Comunicação Social Jornalismo pela Unesp de Bauru. Mestre e Doutora em Ciências da Comunicação pela Eca/USP, professora de graduação e pós-graduação da UFRN. 2 O horário de verão foi criado oficialmente através do decreto 6558/2008, que foi alterado pelo decreto 7.584/2011, que incluiu o Estado da Bahia no rol de estados abrangidos pela mudança de horário.

2 sul, sudeste e centro-oeste 3. O horário de verão brasileiro, neste biênio, foi o mais longo desde a sua implantação, com 133 dias de duração. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (NOS), o objetivo foi economizar de R$ 75 a R$100 milhões e, ainda, diminuir a demanda de energia elétrica em 4,6%, o equivalente a megawatts. Os telejornais nacionais, durante o período do horário de verão de 2011, em parte da região nordeste, foram exibidos com uma hora de atraso. Este fato levou a redação do Jornal Hoje a alterar a sua rotina de produção do telejornal exibido na região conhecida como Rede Fuso. Esta pesquisa visa observar esta mudança na rotina de produção do telejornal e suas implicações. Partiu-se do conjunto de telejornais em rede nacional da TV Globo, que conta com o Bom Dia Brasil, Jornal Hoje e Jornal Nacional, onde optou-se por recortar para uma análise mais detalhada, com o acompanhamento do Jornal Hoje porque o mesmo foi o único telejornal a alterar a rotina produtiva. O telejornal foi gravado no período de 7 a 11 de novembro de O objetivo deste trabalho foi verificar a mudança na rotina dos telejornalistas e também a interferência e superposição da internet sobre a televisão, na disponibilização de telejornais online, antes mesmo da exibição na zona de Rede Fuso. Esta pesquisa torna-se válida devido à sua atualidade e diversidade, pois trata de um tema emergente na pesquisa em jornalismo, e por abordar um fenômeno contemporâneo da mídia nacional. Os fundamentos teóricos basearam-se em autores como Jenkins, Sodré, Martín- Barbero e Castells, por meio da aproximação da temática deste artigo a conceitos como convergência midiática, bios midiático e fluxo comunicacional. Devido ao horário de verão, a grade das emissoras de televisão teve que ser alterada para respeitar a indicação estabelecida pelo Ministério da Justiça 4. A maior parte das emissoras resolveu atrasar o horário de sua programação nas regiões onde não vigorou o horário de verão. A Rede Globo optou pela criação de um segundo sinal e uma 3 Ao todo 11 estados e o Distrito Federal tem horário de verão no Brasil: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, e Bahia (UOL, 2011). 4 A Portaria de 11 de junho de 2007 o Ministério da Justiça prevê faixas de classificação indicativa para a televisão brasileira, de acordo com o horário da programação.

3 segunda grade de programação para as regiões com fuso e sem fuso. Em anos anteriores, apenas os telejornais nacionais (Bom Dia Brasil, Jornal Hoje e Jornal Nacional) eram exibidos ao vivo, mas neste ano a emissora optou por exibir apenas o JN ao vivo. O Bom Dia Brasil e o Jornal Hoje foram gravados e exibidos com quase uma hora de atraso. Esta reconfiguração criada pela emissora para a segunda grade e o segundo sinal foi denominada de Rede Fuso. Esta denominação será utilizada neste trabalho por definir melhor a temática abordada e identificar parte da região nordeste que não tem horário de verão. Os aspectos metodológicos envolveram pesquisa bibliográfica e entrevista individual em profundidade, que, segundo Jorge Duarte, é uma técnica qualitativa que explora um assunto a partir da busca de informações, percepções e experiências de informantes para analisá-las e apresentá-las de forma estruturada (2005;; 62). Caracterizouse desta forma, um estudo de caso, pois buscou-se responder as seguintes questões: como e porque a internet antecipa as notícias que vão ser mostradas no telejornal e, ainda, muda a rotina do telejornalista? O estudo de caso torna-se um indicativo, de acordo com Duarte 5, por ser um método qualitativo e poder focar em um fenômeno contemporâneo. A autora enumera algumas definições para essa metodologia. Segundo, ela a mais citada é a seguinte: o estudo de caso é uma inquirição empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de um contexto da vida real, quando a fronteira entre o fenômeno e o contexto não é claramente evidente e onde múltiplas fontes de evidência são utilizadas (DUARTE apud YIN, 2001, p.32). Esta definição foi também a que melhor se adequou ao objeto deste artigo, porque dispõe de características que dão maior flexibilidade ao pesquisador. Algumas destas características peculiares ao estudo de caso também corroboram para que o mesmo seja indicado, como particularismo 6, descrição 7, explicação 8 e indução 9 (DUARTE, 2005; 217). Para o desenvolvimento deste 5 (2005,214) 6 O estudo se centra em uma situação, acontecimento, programa ou fenômeno particular, proporcionando assim uma excelente via de análise prática de problemas da vida real (DUARTE, 2005; 217). 7 O resultado final consiste na descrição detalhada de um assunto submetido à indagação (DUART, 2005, 217). 8 O estudo de caso ajuda a compreender aquilo que submete à análise, formando parte de seus objetivos a obtenção de novos significados e visões antes despercebidas (DUARTE, 2005; 217). 9 A maioria dos estudo de caso utiliza o raciocínio indutivo, segundo o qual os princípios e generalizações emergem a partir da análise dos dados particulares. (DUARTE, 2005; 217).

4 estudo de caso, tendo como base a proposta de Duarte, três etapas foram selecionadas e adaptadas à pesquisa. Na primeira etapa foi realizado um planejamento, elaborando as questões a serem respondidas e delimitando o corpus do trabalho com as edições dos dias 7 a 11 de novembro de 2011 do Jornal Hoje, concomitante com o acompanhamento da internet. Na segunda, houve coleta e armazenamento de todo o material do corpus, e na terceira foi feita a análise, comparação e interpretação dos dados e também realizada entrevista com o diretor de jornalismo da TV Verdes Mares de Fortaleza (afiliada da Rede Globo), Marcos Gomide. 2. Convergência ou superação entre a TV e a Internet? Desde o advento da expansão massificada da internet na década de 1990, a mídia de uma forma geral vem passando por constantes alterações e reconfigurações, em nome da convergência midiática. Henry Jenkins apresenta um panorama atual deste processo, que ainda está em curso e alterando a realidade das mídias. Para ele convergência pode ser: palavra de define mudanças tecnológicas, industriais, culturais e sociais no modo como as mídias circulam em nossa cultura. Algumas das ideias comuns expressas por este termo incluem o fluxo de conteúdos através de várias plataformas de mídia, a cooperação entre as múltiplas indústrias midiáticas, a busca de novas estruturas de financiamento das mídias que recaiam sobre os interstícios entre antigas e novas mídias, e o comportamento migratório da audiência, que vai a quase qualquer lugar em busca das experiências de entretenimento que deseja. Talvez, num conceito mais amplo, a convergência se refira a uma situação em que múltiplos sistemas de mídia coexistem em que o conteúdo passa por eles fluidamente. Convergência é entendida aqui como um processo contínuo ou uma série contínua de interstícios entre diferentes sistemas de mídia, não uma relação fixa (JENKINS, 2009; 377). Esse processo de convergência da mídia que autor se refere, diz respeito, neste estudo, à coexistência em parceria da televisão com a internet, tendo como foco o telejornal e suas duas versões. Além dessa definição mais genérica, Jenkins também se refere a ou-

5 tras possibilidades de convergência como a alternativa 10, corporativa 11, cultural 12 e tecnológica 13. Podemos, também aproximar ao estudo das relações entre a televisão e a internet, a convergência corporativa, a convergência tecnológica e a convergência cultural. A convergência corporativa se estabelece porque o duplo fluxo estabelecido com a audiência através da TV e da Internet é direcionado pela própria empresa geradora do conteúdo, que para não perder a audiência, passou a disponibilizar o telejornal também na internet. A convergência cultural pode ser observada justamente devido à essa mudança da lógica do fluxo dos conteúdos, que com essa nova configuração pode subverter a ordem de publicação dos mesmos, dando a possibilidade da internet disponibilizar primeiro o conteúdo do telejornal, por causa da Rede Fuso. E a convergência tecnológica aponta a empresa como um aparelho tecnológico, que mistura as funções da TV e da Internet, e leva a equipe de produção a repetir duas vezes a emissão do mesmo conteúdo do telejornal, no caso específico da Rede Fuso. Martín-Barbero (2009) afirma que os meios estão sendo reinventados à luz da interface da televisão com a internet, numa interação e contaminação que desestabilizam os discursos próprios de cada meio e criam o que ele tem nomeado de as formas mestiças de comunicação. Essa desestabilização, no caso deste estudo, proporciona a antecipação do conteúdo da televisão, via internet. Muniz Sodré aponta o espelhamento de parte de mídia tradicional, que neste caso pode se identificar através da televisão e da internet, o espelho midiático não é simples reprodução ou reflexo, porque implica uma forma nova de vida, com um novo espaço e modo de interpelação coletiva dos indivíduos, portanto, outros parâmetros para a constituição de identidades pessoais (SODRÉ, 2010; 23). Essa reprodução ou reflexo a que o autor se refere também introduz, no caso da Rede Fuso, o fenômeno da repetição da apresentação do telejornal. Além dessa aproximação, Sodré refere-se também a uma terceira revolução tecnocientífica, onde surge o bios midiático (grifo do autor), que 10 Fluxo informal e às vezes não autorizado de conteúdos de mídia quando se torna fácil aos consumidores arquivar, comentar os conteúdos, apropriar-se deles e colocá-los de volta em circulação (JENKINS, 2009; 377). 11 Fluxo comercialmente direcionado de conteúdo de mídia (JENKINS, 2009; 377). 12 Mudança na lógica pela qual a cultura opera, com ênfase no fluxo de conteúdos pelos canais de mídia (JENKINS, 2009; 377). 13 Combinação de funções dentro do mesmo aparelho tecnológico (JENKINS, 2009; 377).

6 vem a ser uma evolução dos meios e de sua progressiva interseção com formas de vida tradicionais. Uma forma de vida em estreita simbiose com a forma simples e abstrata do mercado, tecnologicamente organizada para a neutralização do conflito social, para a imunização individual e coletiva contra tudo o que possa representar tensão e ambivalência comunitárias (SODRE, 2010; 219). Outra questão pertinente nesta pesquisa é relativa ao fluxo de informação proposto por Castells (2000), pois no estudo da emissão via internet e via radiodifusão temos dois diferentes canais de comunicação oriundos de uma mesma emissora. De acordo com o autor, este fluxo informacional envolve uma nova configuração da mídia na sociedade, pois tanto o tempo quanto o espaço estão sendo transformados sobre o efeito combinado do paradigma da informação e das formas e processos sociais induzidos pelo processo atual de transformação histórica (CASTELLS, 2000;; 467). Esta dupla exposição de um mesmo conteúdo (através da TV e da internet), para Castells, contribui para a transformação do tempo de duas formas diferentes: simultaneidade e intemporalidade (2000, 553), onde a televisão representa a simultaneidade e a internet a intemporalidade. Por um lado a informação instantânea, em todo globo, mesclada a reportagens ao vivo de lugares vizinhos, oferece instantaneidade temporal sem precedentes aos acontecimentos sociais e expressões culturais (...) a intemporalidade do hipertexto de multimídia é uma característica decisiva de nossa cultura, modelando as mentes e as memórias das crianças educadas no novo contexto cultural (CASTELLS, 1999; 553 e 554) A partir desta reflexão é possível um cruzamento com as cinco edições do telejornal da TV Globo Jornal Hoje, concomitante com a página do telejornal postada na internet, levando em consideração o tempo em que cada emissão é disponibilizada para a parte da região nordeste que não tem horário de verão. É possível, também, verificar a mudança na rotina de produção do telejornal, que optou por exibir o último bloco ao vivo para a região que faz parte da Rede Fuso e não participa do horário de verão.

7 3. Rede Fuso na rotina de produção do Jornal Hoje e a busca da factualidade O Jornal Hoje é exibido de segunda a sábado, pela Rede Globo de televisão, das 13h20 às 13h50 da tarde. Está no ar desde 21 de abril de De acordo com o site da emissora, nasceu como uma revista diária, com matérias sobre arte, espetáculos e entrevistas. Ao longo de 31 anos de existência foi sofrendo alterações e se adequando às necessidades dos telespectadores. Inicialmente, sua exibição era restrita ao Rio de Janeiro, de onde herdou o horário do extinto Show da Cidade. Em 1974, passou a ser exibido em todo o território nacional. Neste período, contava com a delicadeza das crônicas de Rubem Braga, com as peculiaridades do cotidiano brasileiro. Trazia a versatilidade de Nelson Motta (foto), que mostrava as novidades de vários ritmos musicais. E dava espaço ao olhar de Rubens Ewald às produções do cinema 14. Na década de 1980, o Jornal Hoje se modernizou visualmente, com um cenário novo e moderno. Um espaço reservado para matérias de turismo levava o telespectador a lugares pouco conhecidos e a paraísos ecológicos. Pessoas famosas no país expunham seu lado engraçado e descontraído na coluna Gente. As entrevistas ganharam as ruas e Pedro Bial deixou os estúdios para ir ao encontro dos entrevistados 15. Na década de 1990 outra mudança no cenário e, desta vez, também no formato, com mais informações e serviços. A partir de 1991 Cristina Franco passou a apresentar o quadro Você, com especialistas que falavam sobre beleza. Foi criado um bloco de cultura, com Maurício Kubrusly e Beth Lima, em Londres, fazia entrevistas com personalidades 16. No final desta década, o telejornal é transferido do Rio de Janeiro para os novos estúdios da emissora, em São Paulo. Em 2003 o Jornal Hoje muda a linguagem e o conteúdo, com entrevistas especiais, com temas como comportamento humano, social e ético, e também reportagens sobre cultura. De acordo com o site da emissora, essa mudança visou resgatar sua vocação, que é de um telejornal-revista. Atualmente, o telejornal é apresentado por Sandra Annenberg Idem. 16

8 e Evaristo Costa e continua na busca por uma forma criativa de fazer telejornalismo com uma linguagem coloquial, sem perder a seriedade 17. O Jornal Hoje tem uma página na internet (http://g1.globo.com/jornal-hoje/). No início era disponibilizado nesta página os textos das matérias exibidas. Atualmente é possível o conteúdo na íntegra logo após a sua exibição na TV. Em 2011, durante o período de horário de verão, em parte do nordeste e na região norte (Rede Fuso), que não têm alteração de uma hora nos relógios, ocorreu uma nova configuração na recepção dos telejornais da Rede Globo. O único exibido totalmente ao vivo foi o Jornal Nacional, no horário de Brasília, era exibido às 20h30, mas na região da Rede Fuso, às 19h30. Desta forma, o JN era exibido antes da novela das 19 horas. Já o Bom Dia Brasil era exibido ao vivo para a região com o horário de verão às 7h30 da manhã (na região de Rede Fuso correspondia à 6h30) pelo horário de Brasília, e na região da Rede Fuso também às 7h30 (na região onde tem horário de verão correspondia à 8h30), mas gravado. É melhor exibir o Bom Dia Brasil às 7h30 da manhã, no seu horário tradicional, do que às 6h30 da manhã, o que obrigaria, o Bom Dia Ceará a entrar às 5h30 da manhã, porque pouquíssimos estariam acordados para assistir, declara o diretor de jornalismo da TV Verdes Mares, Marcos Gomide, no dia 18 de janeiro de Já o Jornal Hoje foi destacado neste trabalho devido à característica diferenciada de sua exibição para a região da Rede Fuso. A exibição do telejornal para a região coberta pelo horário de verão ocorria das 13h20 às 13h50 (que corresponde de 12h20 às 12h50 na região da Rede Fuso). Já para a região da Rede Fuso ocorria das 13h20 às 13h50 (que corresponde das 14h20 às 14h50 na região com horário de verão). O diferencial entre o Jornal Hoje e o Bom Dia Brasil é que o primeiro exibia os três primeiros blocos gravados para a região da Rede Fuso e o último bloco ao vivo. Diante disso é possível observar que o processo de produção do Jornal Hoje foi alterado, pois toda a equipe teve que ampliar o seu horário de trabalho para reapresentar o último bloco ao vivo para a região da Rede Fuso. De acordo com o diretor de jornalismo da TV Verdes Mares, de Fortaleza, existe uma necessidade do Jornal Hoje atualizar as notícias, porque neste horário se corre um risco maior de fatos estarem aconte- 17 Idem.

9 cendo, por isso, as notícias tem que ser atualizadas para entrar no último bloco ao vivo de São Paulo. Desta forma, foi alterada a rotina produtiva de toda a equipe do telejornal, no período do horário de verão. Uma característica marcante da alteração do processo de produção do telejornal pode ser observada no texto final exibido na região da Rede Fuso, que é personalizado, quando um dos apresentadores se despede dos telespectadores dizendo: uma boa tarde a você do norte e do nordeste e parte do centro oeste, que está assistindo o Jornal Hoje. A exibição de parte do telejornal gravado é explicita, pois mesmo nas entradas de link, que em tese são ao vivo, aparece uma tarja informando que é gravado. Gravado é no sentido de avisar às pessoas que já foi, mas as pessoas ainda vão ter a mesma emoção, pois é a primeira vez que elas estão assistindo, relata Gomide. Essa tarja deixa claro ao telespectador a condição daquela transmissão, porque no momento de exibição do telejornal gravado na região da Rede Fuso, o mesmo já está disponível na internet também. O Brasil é o quinto país mais conectado entre os 20 países com maior número de internautas, ficando atrás apenas do Japão, da Índia, dos Estados Unidos e da China 18. Esse dado comprova que não acontece uma superação da TV pela internet, pois se calcularmos que dos habitantes do país (dados do IBGE Censo 2010), cerca de 79,9 19 milhões têm acesso à internet no país, teremos apenas 42% da população conectada. Outro fator importante é que a televisão no Brasil é uma mídia hegemônica. Neste trabalho, o conceito de hegemonia utilizado é o de Gramsci, porque a televisão também elabora e difunde cultura no seu conteúdo. Esta hegemonia proposta pelo autor também tem uma função na sociedade, não visa apenas à formação de uma vontade 18 coletiva capaz de criar um novo aparelho estatal e de transformar a sociedade, mas também à elaboração e, portanto à difusão e a à realização de uma nova concepção de mundo (Bobbio, 1982, 46). Gomide admite que a internet exerça influência no telespecta- Fonte: shl 19 Fonte: ome=home_materia&db=caldb&docid=c2a2cae41b62e75e ec04f

10 dor. As pessoas estão indo para a internet, sem deixar a televisão, tanto que os assuntos mais comentados nas redes sociais são oriundos da televisão. Uma característica interessante neste processo é que os links oriundos da região da Rede Fuso são exibidos, primeiro para a região coberta pelo horário de verão, ao vivo, e, depois de uma hora, gravado para a própria região de origem. Isso deixa clara a questão proposta por Castells relativa à intemporalidade da internet, como auxiliar no processo de comunicação, e, ao mesmo tempo questiona a simultaneidade da televisão, que continua a ser assistida mesmo com um atraso de uma hora pela região da Rede Fuso. O último bloco busca efetivar a factualidade do telejornal, com a apresentação ao vivo, pelos âncoras Sandra Annenberg e Evaristo Costa, de São Paulo, apenas para a região da Rede Fuso. Para Gomide, a exibição de um telejornal gravado, na maioria das vezes, não faz tanta diferença no período da manhã, como ocorreu com o Bom Dia Brasil, no horário de verão de Segundo ele: Então teve essa necessidade do JH se atualizar, porque você de fato nesse horário corre um riso maior de fatos estarem acontecendo e você não poder atualizar. As 7h30 da manhã você tem um risco menor, porque as coisas ainda não estão num ritmo de acontecimento mais intenso, como entre meio dia, uma hora, duas horas da tarde, que ai sim os fatos estão acontecendo em ritmo maior (Gomide, 2012). Diante disso, é possível constatar que a mudança da rotina de produção do telejornal foi alterada e, também, o seu próprio conteúdo (apenas para a região da Rede Fuso), em função da factualidade que o telejornal busca para manter a sua hegemonia e também o seu telespectador. Considerações Finais A análise a respeito da emissão dos telejornais nacionais, durante o período do horário de verão, que em parte da região nordeste foram exibidos com uma hora de atraso denominada aqui neste trabalho como rede fuso, com o recorte específico do Jornal Hoje, identificou que, mesmo com a possibilidade da internet antecipar as notícias que vão ser mostradas no telejornal, boa parte dos telespectadores, também assiste o telejor-

11 nal, mesmo sendo este gravado. Este fato reforça a proposta de Jenkins sobre a convergência incluir o fluxo de conteúdos de várias plataformas, em colaboração (TV e internet), sempre na busca da audiência. Esta convergência entre TV e internet também pode ser identificada com o que Muniz Sodré chama de espelhamento da mídia, como um novo espaço, com mais possibilidades para o telespectador TV e/ou internet, neste caso específico. Essa reação do público considera também a existência do que Sodré chama de bios midiático (grifo do autor), que nada mais é do que uma evolução dos meios e de sua progressiva interseção com formas de vida tradicionais. O fluxo de informação (Castells) identificou a dupla emissão via internet e via radiodifusão, oriundos de uma mesma emissora. Isso promove uma nova configuração do tempo e do espaço, envolvendo a simultaneidade da televisão e a intemporalidade da internet. Ou, ainda, conforme Martín-Barbero esta reinvenção dos meios, seriam as formas mestiças de comunicação, onde há uma interação e contaminação entre a televisão e internet. Ao final, foi possível constatar que, mesmo com uma hora de atraso, para parte da região nordeste e norte, a informação televisiva e da internet combinadas, mantém a relação hegemônica com o telespectador. Ficou evidenciado também, a alteração da rotina do telejornalista, com duas emissões televisivas do mesmo conteúdo em momentos distintos. Referências BOBBIO, Norberto. O conceito de sociedade civil. Rio de Janeiro, Ed.Graa1, CASTELLS, M., A sociedade em rede A era da informação: economia, sociedade e cultura. São Paulo: Paz e Terra DUARTE, Jorge. Entrevista em Profundidade. In: DUARTE, Jorge, BARROS, Antônio. Métodos e Técnicas de Pesquisa em Comunicação. São Paulo: Atlas, DUARTE, Marcia Yukiko Matsuuchi. Estudo de Caso. In: DUARTE, Jorge, BARROS, Antônio. Métodos e Técnicas de Pesquisa em Comunicação. São Paulo: Atlas, GOMIDE, Marcos. Diretor de jornalismo da TV Verdes Mares de Fortaleza. Entrevista realizada em 18 de janeiro de 2012 pela autora.

12 JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, MARTÍN-BARBERO, Jesús. As formas mestiças da mídia. Data de acesso12; Data de acesso 13 de novembro de Horário de verão começa neste fim de semana Data de acesso 11 de novembro de Horário de verão começa amanhã em 11 Estados e no Distrito Federal estados-e-no-distrito-federal.jhtm. Data de acesso 11 de novembro de Data de acesso: 18 de julho de pub=t&nome=home_materia&db=caldb&docid=c2a2cae41b62e75e ec04f, Data de acesso 19 de julho de shl. Data de acesso 19 de julho de 2012.

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