UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ DEPARTAMENTO DE FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM PESQUISA EDUCACIONAL TURMA IV

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1 1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ DEPARTAMENTO DE FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM PESQUISA EDUCACIONAL TURMA IV O PERIÓDICO O JORNAL DE MARINGÁ E A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NA CIDADE DE MARINGÁ NOS ANOS 1960 A 1963 JOANITA DE MELLO NAVAS MARINGÁ 2013

2 2 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ DEPARTAMENTO DE FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM PESQUISA EDUCACIONAL TURMA IV O PERIÓDICO O JORNAL DE MARINGÁ E A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NA CIDADE DE MARINGÁ NOS ANOS 1960 A 1963 Monografia apresentada por JOANITA DE MELLO NAVAS ao Departamento de Fundamentos da Educação, da Universidade Estadual de Maringá, como um dos requisitos para a obtenção do título de Especialista em Pesquisa Educacional. Orientadora: Profa. Dra. MARCÍLIA ROSA PERIOTTO MARINGÁ 2013

3 3 JOANITA DE MELLO NAVAS O PERIÓDICO O JORNAL DE MARINGÁ E A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NA CIDADE DE MARINGÁ NOS ANOS 1960 A BANCA EXAMINADORA Profa. Dra. Marcília Rosa Periotto (Orientadora) UEM Prof. Dr. Alessandro Rocha - UEM Profa. Ms. Marli de Araújo Futata UEM Maringá, 4 de setembro de 2013

4 4 [...] a função da imprensa é ser o cão-de-guarda público, o denunciador incansável dos dirigentes, o olho onipresente, a boca onipresente do espírito do povo que guarda com ciúme sua liberdade. Karl Marx

5 5 NAVAS, Joanita de Mello.O PERIÓDICO O JORNAL DE MARINGÁ E A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NA CIDADE DE MARINGÁ NOS ANOS 1960 A f. Monografia (Especialização em Pesquisa Educacional Turma IV) Universidade Estadual de Maringá. Orientadora: Dra. Marcília Rosa Periotto. Maringá, RESUMO O presente trabalho investiga o periódico O Jornal de Maringá com o objetivo de abalizar o papel que desempenhou na história da educação da cidade de Maringá entre os anos de 1960 e 1963, momento em que a cidade já dispunha de uma estrutura educacional em desenvolvimento. Considerado primeiro órgão oficial da imprensa maringaense, o periódico O Jornal de Maringá foi fundado pelo radialista Samuel Silveira em 1953, e contou por longo período com a direção de Ivens Lagoano Pacheco. O Jornal de Maringá nasceu junto à cidade e serviu como um dos meios de propagação de ideias que contribuíram na formação do pensamento do povo que nela se estabelecia. Constatou-se que, embora o conteúdo do periódico tendesse a defender os ideais da elite formada precocemente no município, as notícias ligadas à educação no período em estudo constituíam-se em sua maior parte de denúncias da situação precária em que se encontravam as escolas, tanto as mantidas pelo estado ou município, no que se refere a estrutura física e principalmente a desvalorização das professoras que recebiam salários de miséria. Concluiu-se que a cidade de Maringá vivenciou as consequências da expansão industrial e êxodo rural ocorridos no Brasil no período, o que gerou a necessidade de mais escolas para formação de mão de obra especializada. A participação do Estado não deu conta de tal contingente, relegando ao descaso o setor educacional público. Assim, no caso de Maringá a escola particular confessional veio ao encontro da necessidade de oferecer educação de qualidade ao estrato social mais elevado da sociedade maringaense, contribuindo ainda mais para a seletividade social já existente. Palavras-chave: O Jornal de Maringá; História da educação; Imprensa; Maringá.

6 6 NAVAS, Joanita de Mello. THE NEWSPAPERO JORNAL DE MARINGÁ AND THE HISTORY OF EDUCATION IN MARINGÁ, BRAZIL, BETWEEN 1960 AND f. (Monograph Specialization in Educational Research) Universidade Estadual de Maringá. Supervisor Dra. Marcília Rosa Periotto. Maringá PR Brazil, ABSTRACT Current research analyzes the newspaper O Jornal de Maringá and evaluates its role in the history of Education of Maringá, a city in the state of Paraná, Brazil, between 1960 and 1963, where educational structures during the period were actually developing. O Jornal de Maringá, the first newspaper in the city, was founded by the broadcaster Samuel Silveira in 1953, under the long direction of Ivens Lagoano Pacheco. In fact, O Jornal de Maringá was practically born together with the future city and was a means of spreading ideas that foregrounded the formation of the people s worldview. Results show that, although the newpaper s contents tended to defend the municipality s early social elite s ideals, news on education during the period under analysis were mostly denunciations against the precarious situation in which the municipal and state schools were left with regard to premises and especially to teacher degradation by low salaries. Maringá experienced the consequences of industrial expansion and the rural exodus to the towns, as everywhere in Brazil. These social facts triggered the need for more schools for the formation of professionals and qualified workers. The government failed to deal with these problems and almost abandoned the public educational sector. As a consequence, the religious denominational schools started to offer quality educational to people living in the privileged layers of society and thus contributed towards the already extant social selectivity. Keywords: O Jornal de Maringá; History of Education; The press; Maringá.

7 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO A IMPRENSA COMO FONTE DE PESQUISA A Imprensa no Brasil A Imprensa no Paraná A IMPRENSA EM MARINGÁ O Jornal de Maringá Notícias sobre Educação no O Jornal de Maringá CONCLUSÃO REFERÊNCIAS... 66

8 8 INTRODUÇÃO O presente trabalho objetiva investigar o periódico O Jornal de Maringá verificando o papel que desempenhou na história da educação da cidade de Maringá entre os anos de 1960 e O recorte temporal justifica-se, em primeiro lugar, pelo fato de ser um período de desenvolvimento da cidade em todos os setores, principalmente da educação, uma das necessidades sociais, o que possibilita investigar as notícias sobre a estrutura educacional em processo de desenvolvimento; em segundo lugar, a possibilidade de contato com estas fontes primárias, apesar da fragmentação dos arquivos encontrados. A imprensa tem sido amplamente utilizada como fonte de pesquisa em história e história da educação. As notícias veiculadas constituem-se como ponto de partida para a reflexão do pesquisador em determinados períodos, contribuindo para a (re) construção da história. Este estudo sobre a imprensa maringaense apresenta como fonte primária O Jornal de Maringá e traz por objeto de reflexão as notícias sobre a educação publicadas entre os anos de 1960 e 1963, buscando-se conferir a história da educação da cidade dentro de sua totalidade. Antes de tal empreendimento, fez-se necessário buscar o entendimento da imprensa no contexto histórico e social, explicitando a sua razão de ser e existir na sociedade. Muitos autores têm se dedicado aos estudos da história da imprensa no Brasil, demonstrando que ela surge como uma necessidade de expressão política na sociedade para formação/educação dos indivíduos à maneira do pensamento dominante. Ao tratar do surgimento da imprensa no Brasil, percebe-se que desde os primeiros jornais veiculados, como é o caso do Correio Braziliense, o objetivo era formar a consciência dos brasileiros com as ideias vigentes na Europa, expressas pelo Iluminismo e que abria portas ao liberalismo econômico. Essas ideias tiveram repercussão no Brasil, culminando na sua independência. A atuação de Hipólito da Costa, como redator do Correio Braziliense é considerada um contributo de peso na separação entre Brasil e Portugal.

9 9 Não se pode desconsiderar outros periódicos nascidos após a independência, que se espalharam por todo o Brasil, encimando um debate em que pontuavam diversos matizes do pensamento liberal. Esses jornais, carregados de intencionalidade política, contribuíram na formação de uma parcela do povo brasileiro num período em que a educação formal era direcionada somente às elites. O discurso realizado na e pela imprensa é carregado de intenções que revelam o tipo de homem que se deseja na sociedade, e a forma como este deve pensar e agir. Isto porque a imprensa é um veículo da classe que domina junto aos meios de produção da vida material. E, para a manutenção de sua dominação, é necessário investir na informação/formação que massifica a sociedade. O Jornal de Maringá foi assim um veículo caracterizado mais pela educação informal do que pela veiculação de notícias, já que nos anos iniciais Maringá ainda não tinha uma estrutura educacional suficiente para todos que chegavam à promissora cidade. Analisando a história de Maringá, percebe-se que as poucas fontes existentes se referem principalmente às memórias dos pioneiros que vivenciaram essa história em tempo real, porém cada um retrata os fatos de acordo com seu ponto de vista e, por isso, encontram-se relatos divergentes. Na maioria dessas memórias, a presença dos indivíduos política e economicamente dominantes surge sempre como os verdadeiros construtores da cidade, relegando os demais, não participantes desse estrato social, ao esquecimento. No entanto, todos consideram Maringá como grande empreendimento da Cia. Melhoramentos Norte do Paraná, que a planejou para ser uma cidade de destaque em todo o Estado. E a fama de cidade promissora por suas terras férteis atraiu pessoas de diversas regiões do país, fazendo-a desenvolver rapidamente, inicialmente com a cultura do café e depois com outras culturas agrícolas. O Jornal de Maringá veiculava essa imagem da cidade como oásis da paz, mas, em maior parte, demonstrava que nem tudo era perfeito e que, na realidade, a cidade era como qualquer outra por apresentar também diversos problemas de ordem social. De certa forma esses problemas estão relacionados com uma visão conservadora muito presente na sociedade do período, movida pelo moralismo católico principalmente proveniente da elite maringaense. Essa elite era formada em grande parte pelos pioneiros que adquiriram grandes propriedades e construíram os

10 10 primeiros comércios e, portanto, passaram a ser vistos como os únicos contribuintes do desenvolvimento da economia local. O estudo em questão busca analisar as notícias que retratam a educação da cidade no O Jornal de Maringá ( ), considerado primeiro órgão da imprensa da cidade. O propósito é verificar o que essas notícias retrataram e que papel desempenhou na construção da história da educação de Maringá, buscandose os seguintes entendimentos: quando surgiu e qual é o papel da imprensa na sociedade? Quais as características da imprensa maringaense materializada em O Jornal de Maringá? Como se encontrava organizada a educação pública e a qual público se destinava? Para alcançar respostas à problematização, fez-se necessário inicialmente levantar as fontes primárias com análise dos dados obtidos. As fontes primárias que se constituem no periódico O Jornal de Maringá encontram-se arquivados na Biblioteca Municipal de Maringá em encadernações que reúnem três meses do matutino, sendo possível encontrar três encadernações por ano. Isso demonstra que muitos números foram perdidos devido à ação do tempo ou má conservação, fatos que reafirma ser este tipo de fonte não valorizado pela sociedade de uma forma geral e pelos administradores públicos em particular. O que se percebe é que não existe uma cultura de conservação do patrimônio público de fontes históricas que possam memorizar o passado. Sem contar que os números mais antigos estão em estado muito delicado e provavelmente não levarão muito tempo para serem descartados. Também houve a necessidade de levantamento bibliográfico sobre a história da cidade, história da imprensa e história da educação do Brasil, para fundamentar os argumentos levantados. Para dar conta da proposta, o trabalho encontra-se organizado em dois capítulos. O primeiro trata da história da imprensa no Brasil e também faz referência à história da imprensa no Estado do Paraná, e debate a imprensa como fonte de pesquisa em história. O segundo capítulo refere-se à história da imprensa maringaense e à análise do O Jornal de Maringá, apresentando um pouco de sua história, as suas características no período em estudo e a análise das notícias relacionadas à educação, veiculadas pelo periódico dentro de um contexto histórico determinado temporalmente.

11 11 1. A IMPRENSA COMO FONTE DE PESQUISA A imprensa é considerada fonte de pesquisa pela historiografia por oferecer informações sobre o cotidiano de determinados espaços e períodos, possibilitando a construção e reconstrução da história. Maria Helena Câmara Bastos (2002) considera a imprensa como fonte privilegiada para pesquisa histórica já que permite investigar os acontecimentos vivenciados no passado. Tânia Regina de Luca (2011) esclarece que somente a partir de 1970 a imprensa é reconhecida como fonte para a pesquisa histórica. Nesse período, já havia estudos significativos sobre a história da imprensa no Brasil e começa-se a dar importância à escrita da história por meio da imprensa. Para a autora: O estatuto da imprensa sofreu deslocamento fundamental ainda na década de 1970: ao lado da história da imprensa e por meio da imprensa, o próprio jornal tornou-se objeto da pesquisa histórica. (DE LUCA, 2011, p. 118). A respeito da ação da imprensa na sociedade, Bastos preconiza que ela age como mediadora cultural e ideológica, promovendo uma ordem social de acordo com os interesses da camada dominante. A imprensa, apresentando [...] um discurso carregado de intenções, constitui verdades, ao incorporar e promover praticas que legitimam e privilegiam alguns conhecimentos em detrimento de outros, produz e divulga saberes que homogeneízam, modelam e disciplinam seu público leitor. (BASTOS, 2002, p. 152). No entanto, a imprensa como parte do cotidiano das pessoas não se materializa como veículo ideológico, levando em conta que o público leitor a utiliza como meio de apropriação de informações atuais, realizando leitura espontânea e prazerosa. Por isso, Bastos chama a atenção para o papel do pesquisador: [...] cabe ao pesquisador fazer uma desmontagem do texto da imprensa a fim de desvelar os significados, as contradições e as diferenças de forma e de conteúdo das falas que produz. Essa desmontagem significa análise do processo e das condições de sua produção/ construção, a partir dos discursos disponíveis [...] (BASTOS, 2002, p. 153).

12 12 Compreende-se que o pesquisador deve manter uma postura ética diante das fontes, analisando-as a partir da compreensão do contexto no qual foi produzido e do público leitor o qual se dirige. Diante de outros estudos utilizando jornais como fonte de pesquisa, Luciano Mendes de Faria Filho afirma que: [...] o jornal foi visto como uma importante estratégia de construção de consensos, de propaganda política e religiosa, de produção de novas sensibilidades, maneiras e costumes. Sobretudo os jornais foram vistos como importante estratégia educativa. (FARIA FILHO, 2002, p. 134). Nessa perspectiva, entende-se que a imprensa interfere direta ou indiretamente na vida dos leitores e também da sociedade como um todo, modelando o modo de agir, de pensar e sentir, enfim, construindo uma cultura homogênea. Por esse motivo, a imprensa como fonte de pesquisa revela que tipo de homem se deseja formar para a convivência social em cada período da história, levando à compreensão das estruturas da sociedade atual. 1.1 A IMPRENSA NO BRASIL Os autores que tratam da história da imprensa no Brasil são unânimes em considerar que a imprensa no Brasil tem início com a chegada da família real portuguesa, marcando oficialmente o período colonial. Assim, é possível considerar que a história da imprensa brasileira se desenvolveu como parte da própria história do país. A imprensa possibilitou ao Brasil acompanhar as transformações que ocorriam, em grande parte, nos países da Inglaterra e Europa, o que influenciou a formação cultural do país, comprovando-se o seu teor educativo. Isabel Lustosa (2003) trata da história da imprensa no Brasil apresentando o papel que ela desempenhou na sociedade como educadora de seu tempo e formadora de opinião. Para a autora, o primeiro jornal a circular no Brasil chamavase Correio Braziliense, publicado por Hipólito da Costa em Londres na Inglaterra no ano de Fora do país e longe da censura real, essa forma de imprensa a circular no Brasil possibilitou a divulgação de notícias veiculadas em nível

13 13 internacional, mas principalmente a expressão do pensamento político de Hipólito e seus projetos para o país. O próprio papel da imprensa naquele contexto era visto de outra maneira. Num tempo em que o acesso à educação era tão menos democrático, em que vivíamos a mudança do mundo a partir das ideias disseminadas pelo Iluminismo ao longo do século anterior, a imprensa se firmava como um importante difusor das chamadas luzes. Naquele contexto, o jornalista se confundia com o educador. Ele via como sua missão suprir a falta de escolas e de livros através de seus escritos jornalístico (LUSTOSA, 2003, p. 15). De acordo com Lustosa (2003), Hipólito da Costa pretendia a formação de uma consciência liberal almejando o progresso social e material do Brasil, consolidar o desenvolvimento capitalista naturalizando os seus ideais. O objetivo do Correio Braziliense era [...] informar os brasileiros do que se passava no mundo, para influir sobre seus espíritos direcionando-os no sentido das ideias liberais, para chamar a atenção para o caráter daninho do absolutismo [...] (2003, p. 17). Lustosa (2003) se refere à história da imprensa no Brasil apresentando o papel por ela desempenhado na sociedade, nas várias fases dessa história, como educadora de seu tempo e formadora de opinião. Para a autora, Hipólito da Costa marcou a história da imprensa brasileira tendo um papel relevante no processo de independência do país. Assim, Vendo coroada de êxito a nossa independência, em 1822, Hipólito da Costa julgou encerrada a sua missão, parando de publicar o Correio Braziliense [...] (2003, p.19-20). Apesar de reconhecer Hipólito da Costa como fundador da imprensa brasileira, Lustosa (2003) revela que o surgimento da imprensa no Brasil se deu logo após a chegada de d. João, em 1808, com a Gazeta do Rio do Janeiro, o primeiro jornal oficial brasileiro. A imprensa oficial no Brasil então surge devido à necessidade de se divulgar notícias ligadas à coroa, sendo que qualquer outro tipo de impressão deveria passar pelos censores reais antes de circular pela sociedade. Marco Morel (2007) compreende que, de uma forma geral, os estudos sobre a história da imprensa apresentam uma contraposição entre a Gazeta do Rio de Janeiro, como jornal oficial e o Correio Braziliense, como crítico do governo português. Porém considera que [...] além desta evidente dicotomia

14 14 oposição/situação, existem convergências entre estes dois periódicos (MOREL, 2007, p. 25). Ressalta o mesmo autor que Hipólito da Costa transcrevia muitas das passagens da Gazeta sem contestá-las, principalmente notícias ligadas à coroa portuguesa já que se encontrava longe do país. Explica que a Gazeta do Rio de Janeiro se posicionou na defesa do liberalismo e da independência do Brasil antes do Correio Braziliense. Dessa forma, Ambos faziam parte do mesmo contexto político e mental e, ainda que com diferenças, partilhavam um universo de referencias comuns (MOREL, 2007, p. 26). Morel (2007) descreve resumidamente sua posição quanto à história da imprensa no Brasil: A historiografia brasileira sobre a imprensa, mais particularmente sobre o surgimento dos periódicos em princípio dos oitocentos. A ênfase no atraso, na censura e no oficialismo como fatores explicativos e característicos destes primeiros tempos da imprensa não me parece, em termos analíticos, suficientes para explicar a complexidade e compreender as características de tal imprensa, gerada numa sociedade em mutação, do absolutismo em crise (MOREL, 2007, p. 26). Para o autor, a imprensa surge do anseio de retratar os acontecimentos sociais do período que era de grandes transformações políticas, sociais e culturais, além da luta pela hegemonia de poder sobre a sociedade e, ao mesmo tempo influir sobre ela. Morel (2007) considera [...] que o surgimento da imprensa periódica no Brasil não se deu numa espécie de vazio cultural, mas em meio a uma densa trama de relações e formas de transmissão já existentes, na qual a imprensa se insere (MOREL, 2007, p. 26). De acordo com o autor, essa transmissão ocorria em espaços diversificados nos quatro cantos da sociedade do período: espaços públicos, associações secretas, família, etc., marcada por várias formas de comunicação. Morel (2007) preconiza que é possível considerar a imprensa brasileira do século XIX como elitista já que, em maior parte, a transmissão ocorria oralmente devido ao analfabetismo. Ressalta ainda que a visão iluminista influenciou a imprensa escrita, mesmo sendo ela marcada por expressões não escritas. Por fim,

15 15 avalia que o estudo da imprensa contribui para a compreensão e transformação da sociedade. Nelson Werneck Sodré (2011) também contribui com a discussão sobre a história da imprensa no Brasil em seus diferentes períodos. Destaca que no período colonial o Brasil não conheceu a universidade e nem a imprensa e isso significava de certa forma, uma proteção dos colonizadores para manter os colonizados em total domínio. No Brasil, como não havia ainda uma cultura própria, os colonizadores não tiveram problemas em impor a sua no processo de exploração. Para Sodré (2011), os livros que entravam no Brasil eram fiscalizados pela polícia o que prova ter havido um controle do conteúdo lido pelos colonos. A maior parte dos livros chegava a navios e eram comercializados clandestinamente no cais pelos próprios marinheiros estrangeiros. Todo material impresso passava por uma perícia e era necessária uma licença para poder circular. As livrarias e livreiros existentes passavam assim, por insistentes e severos confiscos com pena de prisão para os que não cumprissem a lei. Com essa forma de repressão os colonizadores estariam defendendo os seus interesses, impondo a sua cultura e impedindo que os princípios liberais de origem francesa influenciassem os colonos. De acordo com Sodré: O intendente geral da polícia, Paulo Fernandes Viana, baixaria edital, a 30 de maio de 1809, determinando que os avisos, anúncios e notícias de livros à venda, estrangeiros ou nacionais, só fossem publicados depois da aprovação policial (SODRÉ, 2011, p. 34). Sodré (2011) assevera que mesmo tomando todo cuidado, os colonizadores portugueses não conseguiram impedir que as ideias liberais francesas entrassem no Brasil em pequenas doses. Considera que com a chegada da corte joanina, a imprensa aqui existente destacava os [...] acontecimentos europeus que caracterizavam o triunfo da burguesia (SODRÉ, 2011, p. 36). Para o mesmo autor, os colonizadores pretendiam dominar, e para isso, faziase necessário educar o povo impondo a sua cultura. Qualquer ideia contrária poderia ameaçar esse domínio, e por isso havia todo cuidado com a imprensa como veiculadora das ideias do movimento iluminista que ocorria nos países europeus.

16 16 A ignorância, realmente constitui imperiosa necessidade para os que exploram os outros indivíduos, classes ou países. Manter as colônias fechadas à cultura era característica própria da dominação. Assim, a ideologia dominante deve erigir a ignorância em virtude (SODRÉ, 2011, p. 39). Para Sodré (2011), o primeiro jornal oficial foi a Gazeta do Rio de Janeiro, impresso na imprensa oficial, ou seja, na imprensa régia. Tratava-se de um periódico voltado exclusivamente aos interesses da coroa, não oferecendo qualidade no conteúdo impresso e veiculado. O autor considera que no período colonial, o periódico de destaque foi o Correio Braziliense, produzido fora do Brasil por Hipólito José da Costa na fuga contra a censura da corte portuguesa. O Correio Braziliense, considerado o primeiro jornal publicado por um brasileiro circulou no período entre 1808 a 1822 no Brasil. Sodré (2011) considera o Correio Braziliense como um jornal de caráter doutrinário já que veiculava ideias de liberdade e democracia as quais visavamà independência, exatamente o oposto da colonização e, por isso, sofreu incansável perseguição da coroa. Para Sodré (2011, p. 52), o Correio Braziliense não tinha nada de extraordinário além de ser pouco divulgado na colônia, como cita: [...] é preciso frisar quão pouca seria a gente capaz de ler um periódico desse tipo, o doutrinário, no Brasil dos primeiros lustros do século XIX. Apesar de citar esses impressos como jornais do período colonial, Sodré (2011) considera que O que existia era arremedo de imprensa. Ressalta que O atraso da imprensa, no Brasil, aliás, em ultima análise tinha apenas uma explicação: ausência de capitalismo, ausência de burguesia. Só nos países em que o capitalismo se desenvolveu, a imprensa de desenvolveu (SODRÉ, 2011, p. 53). De acordo com Sodré (2011), no fim do período colonial, já no processo de independência, a impressão régia, chamada nesse período de tipografia nacional era regulada de acordo com a lei da liberdade de imprensa de 1822, ano da independência. Diante disso, não havia mais necessidade de censurar os ideais libertários já que a independência era o destino do país. No entanto, houve o estabelecimento de uma nova forma de censura voltado à defesa dos interesses dominantes. Para o autor:

17 17 A classe dominante, ao estruturar o seu aparelho de estado, mostrava que desejava conter a independência nos limites da preservação dos seus interesses [...]. Pretendia manter a estrutura colonial (SODRÉ, 2011, p. 73). Sodré ressalta, ainda, que a imprensa ocupou lugar de destaque no movimento de luta pela independência do Brasil, entre eles os periódicos Constitucional e Reverbero Constitucional Fluminense, que conduziram as reivindicações em favor da independência. No entanto, após a independência, houve um período de luta entre as forças políticas (liberais e conservadores) que desejavam o domínio sobre as leis que a população deveria obedecer. De acordo com Sodré: A luta entre as forças que encontravam condições para emergir e desenvolver atividades políticas generalizou-se em todo o país, assumindo formas particulares em cada caso. O geral, do quadro, estava na autonomia e no grau de profundidade a que seria levada, uma vez que se tratava, agora, de constituir o aparelho de Estado: era problema de poder (SODRÉ, 2011, p. 139). Em meio a esses conflitos, resistências e perseguições, o Brasil não pode ser considerado um país autônomo. A liberdade de expressão estava comprometida, o que dificultava o trabalho da imprensa. Sodré (2011, p. 139) destaca que: [...] éramos muito menos independentes do que parecia, mesmo depois de E tudo isso se refletiria, naturalmente, na imprensa [...]. O autor ainda destaca que houve um esforço das províncias em manter a liberdade de expressão da imprensa. Assim, foram surgindo a partir da independência diversos periódicos, primeiramente nas principais províncias e mais tarde em outras cidades do país, sendo alguns de caráter conservador e outros liberais. E na medida em que estes periódicos surgiam em meio à luta política entre os dois grupos, a liberdade de imprensa foi se estabelecendo, sendo este um momento de grandes conquistas na história da imprensa no Brasil. Para Sodré: A fase da regência foi, realmente, um dos grandes momentos da história da imprensa brasileira, quando desempenhou papel de extraordinário relevo e influiu profundamente nos acontecimentos (SODRÉ, 2011, p. 187).

18 18 De acordo com o autor, houve um aumento significativo na circulação dos jornais diariamente, sendo que no ano de 1832 já havia cerca de cinquenta jornais com denominações diversas, sempre obedecendo a uma orientação ou ideologia. Para o autor: A imprensa definia-se quanto à orientação, nos três campos, o dos conservadores de direita, embalados no sonho da restauração, o dos liberais de direita, que faziam papel de centro, e o dos liberais de esquerda [...] (SODRÉ, 2011, p.190). Esse período foi marcado pela circulação, também, dos chamados pasquins, na segunda metade do século XIX. Diferente dos jornais diários, os pasquins eram informativos escritos somente por um autor e geralmente não passavam do primeiro número. Eram adquiridos na própria tipografia ou em livrarias sendo que a maior parte circulava de forma irregular. Apresentava uma linguagem informal e seu conteúdo defendia a liberdade e a democracia, tratando em grande parte da política. Os pasquins confundiam-se com os jornais exatamente porque naquele período essas formas de imprensa não tinham características muito peculiares, devido à precariedade das técnicas utilizadas na imprensa. No entanto, Sodré (2011, p. 270) destaca que: O papel do pasquim, na história da imprensa brasileira, foi, assim, muito ao contrário do que tem sido indicado, de inequívoca e fundamental importância. As análises de Sodré (2011) indicam que a partir da segunda metade do século XIX ocorreu um desenvolvimento nas técnicas de imprensa, além do surgimento da caricatura como recurso para a imprensa. Nesse período, os pasquins praticamente cessaram de circular. Para Sodré (2011), a imprensa no período do império recebeu as características desse período já que havia por se estabelecer uma nova estrutura política. Para esses tempos, para essa gente, para a estrutura nova que, pouco a pouco, firma-se e se consolida, a imprensa deve estar em suas mãos, deve servi-la, deve contribuir para a consolidação da estrutura escravista e feudal que repousa no latifúndio e que não admite resistência (SODRÉ, 2011, p. 273).

19 19 Porém, ao final da segunda metade do século XIX, a imprensa toma características populares na defesa das ideias abolicionistas e republicanas, o que possibilitaria o avanço no desenvolvimento do país. Sodré (2011) também faz referencia, nesse período, ao desenvolvimento da imprensa literária brasileira, ou seja, a impressão e circulação de livros ou almanaques. Para o autor: A primeira manifestação para ampliar a cultura impressa, ainda insipiente, esforço subordinado à deficiência das técnicas de impressão e resistência colonial do meio para comportar aquela ampliação, fez-se através dos almanaques, que se constituíram os livros de uso e consulta generalizados (SODRÉ, 2011, p. 358). O mesmo autor destaca que a imprensa acompanhou as mudanças políticas ocorridas na sociedade e foi se desenvolvendo junto a ela. Surgiram inúmeros e grandes jornais além de escritores jornalísticos. Nas palavras de Sodré (2011, p. 392): As inovações técnicas na imprensa prosseguirão em 1895, já os jornais definindo-se com estrutura empresarial: aquelas inovações e esta estrutura estão intimamente ligadas. Assim, no final do século XIX, após a consolidação formal da república, a pequena imprensa cede lugar à grande imprensa, agora como empresa jornalística. A passagem do século marca o início de uma nova relação do jornal com os leitores, e isso ocorre devido [...] a ascensão burguesa, ao avanço das relações capitalistas (SODRÉ, 2011, p. 406) que se encontrava em fase de desenvolvimento no país. A imprensa como empresa assume um papel contraditório na opinião do autor, já que ora subordina-se ao poder do Estado, ora se opõe a essa subordinação. Por isso a [...] compra da opinião da imprensa pelo governo torna-se rotina (SODRÉ, 2011, p. 406). Dessa forma, o início do século XX é o momento de reconhecer o grande salto da imprensa no Brasil, o que Sodré (2011) denomina como período da grande imprensa industrial. Como exemplifica: Aos homens de letras, a imprensa impõe, agora, que escrevam menos colaborações assinadas sobre assuntos de interesse restrito do que o esforço para se colocarem em condições de redigir objetivamente reportagens, entrevistas, notícias (SODRÉ, 2011, p. 436).

20 20 A estrutura dos jornais, como se percebe, também se modifica para atender aos novos leitores. Para Sodré (2011, p. 574), todas essas transformações acabaram levando a uma crise da imprensa no Brasil em função da crise do capitalismo mundial. A esse respeito, o autor explica que: A crise da imprensa brasileira, assim, tem identidade com a crise da imprensa capitalista no mundo [...]. Essa crise relaciona-se a produção gráfica industrial e se caracteriza pela necessidade de recursos que garantam seu funcionamento: de matéria prima, que nesse momento de crise encontram-se escassas e com alto preço, necessita dos recursos tecnológicos que são complexos à época, além de mão de obra especializada, quase inexistente. Porém, Sodré (2011) ressalta que a crise de imprensa caracteriza um movimento de transição. Cita que: [...] qualquer fenômeno ou processo que atravessa uma crise quando as formas antigas já não satisfazem ou não correspondem ao novo conteúdo, e vão sendo quebradas, sem que se tenham definido ainda plenamente as novas formas; as crises são, assim, próprias da fase de transição (SODRÉ, 2011, p. 574). A respeito da liberdade de imprensa, o autor destaca que na sociedade capitalista esta liberdade é condicionada pelo capital e desta forma, [...] a proteção contra a censura perdeu o interesse antigo, [...] as grandes empresas jornalísticas, no essencial, se autocensuram (SODRÉ, 2011, p. 597). Isso acontece, sem dúvida, pelo controle de seu próprio conteúdo a ser veiculado que deve responder às demandas do capital. Juarez Bahia (1990) elenca alguns dos principais jornais que circularam no Brasil, em diversas regiões e períodos. Para o autor, o primeiro jornal a circular em Minas Gerais foi O Compilador em Pernambuco, O Diário de Pernambuco ambos de Em 1935, O Diário de Pernambuco, já sob propriedade e direção de Manuel Figueiroa, se juntou ao Diário da Administração Pública. No entanto, Figueiroa não se posicionou em favor do governo, apenas publicou os atos oficiais sem [...] atrelar o Diário de Pernambuco ao partidarismo ou de fazer dele um parazyto do governo (BAHIA, 1990, p. 38). Para o autor:

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