Ano 1 Nº 01 Março / 2009

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "www.finatec.org.br Ano 1 Nº 01 Março / 2009"

Transcrição

1 JORNAL DA FINATEC Ano 1 Nº 01 Março / 2009 Administração Judicial Provisória amplia controle e investe na transparência das ações da Finatec Sem alarde, a Administração Judicial Provisória da Finatec completa um ano trabalhando no aumento do controle dos procedimentos internos, na ampliação da transparência da aplicação dos recursos e procurando dotar a Fundação de condições de voltar a ocupar seu lugar de destaque como órgão de apoio à pesquisa científica no País. O Administrador Judicial Washington Maia demonstrou, ao longo do primeiro ano de Administração, sua disposição em seguir rigorosamente as determinações do Juiz Aiston Henrique de Sousa, da 6ª Vara Cível de Justiça: Estamos aqui para fazer cumprir o Estatuto e agir com imparcialidade, afirma Maia. Entre as medidas adotadas pela Administração Judicial que garantem maior transparência e controle estão a criação da Ouvidoria e do Portal da Transparência, que disponibiliza pela internet toda movimentação financeira dos projetos gerenciados pela Finatec. Também foram criados novos mecanismos de aprovação de gastos e uma assessoria de controle interno. Veja como funciona a Administração Judicial Provisória e quais foram suas principais ações nas página 6. Victor Soares Editais R$ 750 mil para fomento O Programa de Fomento da Finatec investiu R$ 150 mil em auxílio a pesquisa, R$ 520 mil em participações em congressos e programas de extensão e R$ 80 mil em publicações só no ano passado. A Finatec foi a primeira Fundação brasileira a criar um Programa de Fomento, com a publicação de editais para a destinação de recursos a pesquisas. Os R$ 750 mil investidos nos três editais representam 61,5% do resultado líquido da Fundação no ano de Veja o Demonstrativo de Resultados e saiba onde esses recursos foram aplicados. Página 10. Assessoria de Comunicação PUBLICAÇÕES: Finatec é pioneira no Programa de Fomento. Finatec tem cinco decisões favoráveis A Justiça já proferiu cinco decisões em ações envolvendo a Finatec. Em quatro delas, a decisão foi favorável à Fundação, e apenas uma foi parcialmente favorável. Acompanhe, pelo box explicativo, o que já foi decidido pela Justiça e o que ela ainda vai decidir nas ações movidas contra a entidade. Página 7. FINATEC: entidade surgiu da necessidade de garantir a captação e a correta aplicação dos recursos para pesquisas na UnB. ENTREVISTA Estrela-guia das fundações Fundações dão suporte e garantem recursos a pesquisas Divulgação As fundações de apoio surgiram para dar suporte aos projetos de pesquisa dentro das universidades, ocupando uma lacuna deixada pelo poder público. Em 17 anos, a Finatec já administrou mais de 4 mil projetos de pesquisa. O trabalho da Fundação garantiu transparência na captação e gestão dos recursos destinados à pesquisa, e se tornou referência em todo o país. Agora, um acórdão do Tribunal de Contas da União estabelece novos parâmetros no relacionamento entre Universidades, fundações de apoio e órgãos públicos. A realidade das fundações de apoio e o futuro da Finatec estão em debate dentro e fora da UnB. Página 3. Professor de Medicina Antônio Teixeira

2 2 JORNAL DA FINATEC - Março 2009 PALAVRA DA FINATEC Instituída em 1992 para apoiar e promover o desenvolvimento científico e tecnológico, a transferência de tecnologia, a pós-graduação e a pesquisa, a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos, pela primeira vez, vai mostrar um pouco dos projetos que apóia por meio do Jornal da Finatec. O jornal é mais uma ferramenta utilizada para mostrar que a Fundação continua exercendo suas atividades normalmente, com idoneidade e transparência, aliás, esta é a marca do atual período vivido pela Finatec. Após a instalação da Administração Judicial Provisória foram adotados diversos procedimentos neste sentido, como a criação do Controle Interno, da Ouvidoria, de sistemas de organização e o Portal da Transparência. No Jornal da Finatec você irá descobrir, ao longo das edições, que uma das principais características da gestão administrativo-financeira de projetos realizada pela Finatec é a diversidade. Em 17 anos de atuação, a Finatec já gerenciou mais de 4 mil projetos de pesquisa e eventos científicos desenvolvidos na UnB. A Fundação apóia iniciativas de diversas áreas de conhecimento, do Meio Ambiente à Saúde, das Artes às Engenharias, sempre na busca de benefícios para a sociedade, seja por meio de pesquisas, pela montagem de laboratórios ou pelo desenvolvimento de novas tecnologias. A primeira edição do Jornal da Finatec conta um pouco da a trajetória da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos. São informações importantes tanto para aqueles que já a conhecem desde a sua instituição e vêm acompanhando sua evolução, quanto para aqueles que só a conheceram recentemente através da imprensa. Nesta publicação a Fundação apresenta a sua posição aos apontamentos de irregularidades feitos pelo Ministério Público, explica o que é uma administração judicial e como a equipe de intervenção tem trabalhado. O intuito dessa edição do Jornal da Finatec é prestar contas a comunidade acadêmica e a sociedade em geral, e mostrar que a Finatec é uma instituição séria, confiável e que trabalha no desenvolvimento de suas finalidades estatutárias. Para fechar essa edição inaugural destacamos a importância das fundações de apoio para as universidades brasileiras. E levantamos a discussão de como deve ser estabelecida a relação entre as fundações e as universidades diante do acórdão do TCU. Boa leitura! Washington Maia Fernandes Administrador Judicial Provisório JORNAL DA FINATEC Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos tel.: (61) End.: Campus Universitário Darcy Ribeiro. Av. L3 Norte Ed. Finatec - Asa Norte - Brasília - DF - Cep CONSELHO SUPERIOR DA FINATEC Profº. Antonio César Pinho Brasil Junior Profº. Augusto César Bittencourt Pires Profº. Fernando Jorge Rodrigues Neves Profº. Ivan Marques de Toledo Camargo Profº. José Imaña Encinas Profº. José Maurício Santos Torres da Motta Profº. Marco Aurélio Gonçalves de Oliveira Profª. Marie Togashi Profº. Milton Luiz Siqueira Profª. Sílvia Regina Gobbo Profª. Thérèse Hofmann Gatti Rodrigues da Costa Administrador Judicial Provisório: Washington Maia Fernandes Jornalista responsável: Juliana Pires de Albuquerque (Mtb: 3866) Repórteres: Juliana Pires de Albuquerque, Thaíza Dias e Bruna Maia Projeto Gráfico: Juliana Pires de Albuquerque e Roberto Hara Watanabe Diagramação eletrônica: Roberto Hara Watanabe Impressão: Gráfica e Editora Positiva Tiragem: 4000 exemplares Opinião: Universidades e fundações de apoio, uma parceria de sucesso Silvia Regina Gobo Em 2008 o noticiário nacional trouxe à tona uma questão importante para a educação e a pesquisa nas universidades brasileiras - Qual a importância das fundações de apoio para a universidade e para a comunidade acadêmica? É claro que a universidade funciona perfeitamente sem as fundações. Mas, é preciso reconhecer, funcionam muito melhor com o apoio de suas fundações. As universidades brasileiras padecem do mal da burocracia que lhes foi imposta, sua autonomia é restrita. Por isso é que foram criadas as fundações de apoio, que são instituições privadas, autônomas, regidas por estatuto próprio e sem fins lucrativos. Acredito que sem a flexibilidade e a experiência administrativa das fundações o laboratório é fechado, acaba-se o projeto de extensão e a cooperação científica e, por fim, a ponte que liga a universidade à sociedade desaba. A imprensa apontou, criticou e condenou de maneira implacável a estrutura e as falhas das fundações, mas e as facilidades proporcionadas por sua existência? E os ganhos que o trabalho desempenhado por elas gerou para a educação brasileira devem ser negligenciados, simplesmente esquecidos? É de conhecimento comum que o ensino superior no Brasil cresceu muito nos últimos anos e que, constantemente, aparecem novas necessidades e desafios. As perguntas a serem respondidas são: E os repasses governamentais cresceram na mesma proporção? O governo investe o suficiente em pesquisa, em desenvolvimento tecnológico e científico, no aprimoramento dos professores? Pois é isso que as tão criticadas fundações de apoio fazem por finalidade estatutária. Na ausência de políticas públicas as universidades ampliaram suas atividades e hoje os hospitais universitários atendem milhões de brasileiros carentes, isso para citar apenas um exemplo. A universidade se beneficia da relação com as fundações porque essas cumprem, muitas vezes, o papel do estado, e a comunidade acadêmica sabe disso. A sociedade civil não tem esse conhecimento talvez por falta de informação ou desvirtuamento da informação. Mas é fato. As fundações de apoio às universidades investem na melhoria da pesquisa científica, fornecem condições para o desenvolvimento de projetos de extensão de alunos e professores, custeiam laboratórios, equipamentos, viagens, eventos e cursos, por meio de seus programas de fomento. Todo esse trabalho e investimento devem ser esquecidos por conta de uma lixeira? Por uma decisão equivocada? A universidade tem condições, hoje, de relegar suas fundações ao segundo plano? A burocracia e o engessamento do sistema irão prevalecer sobre a educação e a pesquisa? No dia em que a universidade federal brasileira estiver livre da burocracia do sistema e for respeitada em sua autonomia, aí sim, as fundações perderão suas funções e desaparecerão. Enquanto isso não acontece é importante reconhecermos a necessidade das fundações e a importância de suas contribuições para a comunidade universitária, e a sociedade em geral. Não podemos deixar que a insanidade de alguns traga retrocesso ao país que os empreendedores tanto se esforçam para criar. Silvia Regina Gobbo é doutora em Zoologia pelo Museu Nacional/ UFRJ, professora do Instituto de Geociências da UnB e membro do Conselho Superior da Finatec

3 JORNAL DA FINATEC - Março Fundações garantem transparência na gestão de recursos Em 17 anos, a Finatec administrou mais de 4 mil projetos de pesquisa JULIANA ALBUQUERQUE Em meados da década de 80, para apoiar e fomentar as atividades voltadas ao avanço das pesquisas e para ampliar a participação da universidade no desenvolvimento do país, surgiram as primeiras fundações de apoio no âmbito da universidade brasileira. A burocracia, a carência de recursos para pesquisas, o orçamento universitário insuficiente para atender todas as demandas e necessidades da comunidade acadêmica foram alguns dos problemas que as fundações buscaram superar. As fundações surgiram visando captar recursos tanto no setor público quanto no privado, para investir em pesquisa, ensino e extensão. Seja no campo da assistência social, da cultura, da proteção ao meio ambiente, no desenvolvimento de novas tecnologias e outros mais de interesse público, as fundações surgiram para dar suporte a pessoas comprometidas com a pesquisa, com o objetivo de produzir conhecimento e transformá-lo em melhorias sociais. Se não viabilizarmos uma fundação transparente, com tudo o que precisarmos, acaba a pesquisa no Brasil. As fundações de apoio não são criadas por lei nem mantidas pelas universidades. Elas devem constituir-se na forma de fundações de direito privado, sem fins lucrativos e serem regidas pelo Código Civil Brasileiro. Sujeitam-se, portanto, à fiscalização do Ministério Público, nos termos do Código Civil e do Código de Processo Civil, à legislação trabalhista e, em especial, ao prévio registro e credenciamento no Ministério da Educação e no Ministério da Ciência e Tecnologia, e devem seguir o que regem seus estatutos. Instituída no âmbito da Universidade de Brasília, em 13 de março de 1992, a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos foi a primeira fundação de apoio ligada à UnB. É uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, regida por estatuto próprio e sediada em Brasília. A Finatec foi instituída por 12 professores da UnB e suas finalidades, como fundação de apoio, são promover e apoiar o desenvolvimento Sede da Finatec na UnB: instituída para viabilizar projetos de pesquisa para a comunidade acadêmica. científico e tecnológico, a transferência de tecnologia, a pós-graduação e a pesquisa. O professor Ivan Camargo, do Departamento de Engenharia da UnB, é um dos idealizadores da Finatec. Ele lembra que a idéia de criar a Fundação surgiu da necessidade de se atender às demandas da sociedade, que nem sempre eram respondidas da universidade. Por outro lado, era essencial para a formação dos alunos e para o desenvolvimento da pesquisa acadêmica que os problemas fossem trazidos para dentro da universidade. Afinal, um engenheiro precisa de problemas para resolver, como afirma Camargo. O professor explica que a Finatec nasceu para viabilizar projetos que, na área de tecnologia, são indispensáveis até para a formação dos alunos e para viabilizar a entrada de dinheiro e a entrada de projetos na Universidade de Brasília. Camargo explica que, antes do advento das fundações, não havia a formalização da entrada de recursos na universidade. Se um professor era convidado para uma palestra, a universidade não tinha meios de receber sequer pela hora trabalhada pelo professor fora de seu departamento. Ou seja, um professor levava conhecimento para uma empresa e a universidade não tinha retorno algum. Nós precisávamos formalizar e dar transparência a isso, e uma fundação faria exatamente esse papel, explica Camargo. O professor conta que, a partir da instituição da fundação, ao invés de pagar esse dinheiro para quem dará o curso, paga para a fundação. Aí essa fundação, avaliada por todas as câmaras que você precisar na universidade, pega esse dinheiro e então fica formalizada uma parcela para a universidade. A Finatec só tem sentido como apoio à universidade. Além disso, não havia como controlar a entrada de recursos e os professores eram obrigados a, eles mesmos, fazer a administração e a contabilidade dos recursos dos projetos que participavam. Não era possível gerir o dinheiro na universidade, a gente precisava de alguém para geri-lo, e a fundação foi o caminho que a Universidade de Brasília encontrou e todas as universidades federais e estaduais do Brasil encontraram. Não foi uma solução apenas nossa, foi uma solução brasileira, em comum acordo com os órgãos de fomento. Finep, MEC, todo mundo sabia do nosso problema de gestão de recursos e então apoiava essas fundações para viabilizar projetos, avalia o professor Camargo. REFERÊNCIA NACIONAL Para o professor Ivan Camargo, o surgimento e o crescimento da Finatec foi um processo natural. Havia uma necessidade tão grande de uma fundação como a Finatec, gerida por pessoas muito sérias, muito competentes e com espírito empreendedor muito grande, daí a Finatec cresceu muito. O que foi muito bom para toda a sociedade. Além de apoiar projetos de pesquisa, a Fundação passou também a apoiar iniciativas de aprimoramento da formação de professores e alunos. Evidentemente a Finatec só tem sentido como apoio à universidade. Por exemplo, precisávamos que nossos professores participassem de congressos, então vamos ajudar, vamos dar uma verba para que possam viajar para congressos em outros países. Esse processo tem que ser o mais aberto e transparente possível. Faz-se um edital público, se faz um critério e escolhe quem pode ir para os congressos, até porque a verba é limitada, afirma Camargo. Esse crescimento fez da Finatec uma referência nacional como fundação de apoio. O empreendedorismo e a experiência se revelam no gerenciamento de mais de projetos em diversas áreas de atividade, no Brasil e no exterior. A experiência da Finatec serviu de exemplo para outras fundações ligadas à UnB e também para outras universi- Victor Soares Continua na próxima página.

4 4 JORNAL DA FINATEC - Março 2009 dades. Camargo conta que a universidade inteira começou a ver isso, e pensar em participar também, e a Finatec começou a dar mais auxílio para o nosso professor do que CNPq e outros órgãos, o nosso professor tinha o apoio efetivo, o dinheiro dos grandes projetos, que parte era usada para fazer o pagamento dos funcionários e outra parte era usada para essa atividade que é indispensável para o funcionamento de uma universidade: você produzir conhecimento e divulgar o seu conhecimento. A polêmica relação entre as Instituições Federais de Ensino Superior IFES e as fundações de apoio, a falta de regulamentação jurídica, a carência de estudos e construções doutrinárias sobre o papel das fundações, vêm gerando vários debates a respeito do tema, principalmente nos últimos anos. Para o professor Camargo, essa é uma questão que a universidade precisa enfrentar. A resposta pública aos problemas de pesquisa na universidade é muito lenta. O que nós queríamos com a fundação de apoio é isso, uma resposta ágil e ao mesmo tempo eficiente. A discussão não pode ser apenas ideológica, mas prática. Camargo explica que no mundo ideal, com 100% de autonomia das universidades não seria preciso uma fundação de apoio. Se for possível fazer projetos através da universidade, acaba a idéia da fundação. Se o gestor público, o gestor da universidade pública conseguir dar todo o suporte que os pesquisadores necessitam, então fecha a fundação, porque não tem sentido. Mas a questão é que não se consegue. Para pagar uma passagem com o dinheiro público é preciso três meses, e às vezes o curso você precisa decidir em uma semana. Nós temos um problema sério de gestão, gestão da coisa pública. A Finatec, mesmo vivenciando esse cenário conturbado, vem desenvolvendo suas atividades de apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico, a transferência de tecnologia, a pós-graduação e a pesquisa normalmente. Camargo faz um alerta: Se a gente não conseguir viabilizar uma fundação transparente, com tudo o que precisarmos, acaba a pesquisa no Brasil. Finanças Finatec A Finatec, entre os anos de 2000 e 2008, administrou R$ 324 milhões em recursos públicos e privados para apoiar e promover o desenvolvimento científico e tecnológico, a pós-graduação e a pesquisa no Brasil. A Fundação recebeu, entre 2000 e 2008, R$ 27,6 milhões pela administração desses recursos. R$ 4,5 milhões foi o valor total investido no Programa de Fomento da Finatec até o ano passado. A Finatec já repassou R$ 3,5 milhões em recursos finaceiros para o Fundo de Apoio Institucional - FAI da Universidade de Brasília. Projetos Finatec Desde a sua instituição, a Finatec já gerenciou projetos de pesquisa e consultorias. 35 é o número de laboratórios na Universidade de Brasília apoiados pela Finatec O Programa de Fomento da Finatec beneficiou, até o ano de 2008, professores e 324 alunos de pós-graduação A Finatec tem 38 obras publicadas por meio de seu Programa de Fomento Fonte: Relatórios Técnico da Finatec 2000/2008 Fonte: Relatórios Técnico da Finatec 2000/2008 Assessoria de Comunicação

5 JORNAL DA FINATEC - Março ENTREVISTA Finatec: estrela-guia das fundações Antônio Teixeira THAÍZA DIAS Avida de um cientista não se resume ao laboratório onde realiza suas pesquisas, mas ali ele passa a maior parte dos seus dias, na tentativa de converter a sua produção em melhorias sociais. Esse é o caso de Antônio Teixeira. Médico formado pela Universidade Federal da Bahia UFBA, com treinamento em Patologia na Cornell University Medical College, ele obteve o título de Doutorado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Pós-Doutorado no National Institutes of Health EUA. Autor dos livros Doença de Chagas e outras doenças (1987) e Doença de Chagas & Evolução (2006), Teixeira é, há 34 anos, professor da Universidade de Brasília, onde atualmente coordena o Laboratório Multidisciplinar de Pesquisa em Doença de Chagas da Faculdade de Medicina. O Prof. Dr. Antônio Teixeira deixa claro em tudo o que diz seu cuidado com o conhecimento produzido na universidade. Na entrevista que segue, ele aponta a importância das fundações de apoio para a pesquisa acadêmica, e especificamente para o seu trabalho. Autor de inúmeros artigos e publicações sobre a Doença de Chagas e reconhecido cientista e pesquisador pelas comunidades científicas de todo o mundo o professor Teixeira descreve a Finatec da seguinte maneira: uma estrela-guia para todas as outras fundações do país. Na entrevista que concedeu ao JORNAL DA FI- NATEC, Teixeira revela como obteve todo aparato necessário para dedicar-se à suas pesquisas, contando sempre com as Fundações de Apoio. No contexto do terceiro setor, o professor aproveita e explica o valor social dessas instituições. JORNAL DA FINATEC - O senhor é um defensor do Terceiro Setor e do trabalho das fundações de apoio. Qual a finalidade desse setor e como ele funciona? Antônio Teixeira - O Terceiro Setor é uma parte da economia prevista na Constituição da República, que surge nos ambientes jurídico e político da nação, formado por instituições ou outros tipos de organização social de caráter privado, porém sem fim lucrativo, e de interesse público. As instituições com esta característica têm uma função social muito específica, e de grande relevância, à medida que estabelece um ponto de interseção entre o setor privado e o setor público. Esta área de transição entre os outros dois setores da economia executa ações ou produz atividades que são de interesse de toda a sociedade. JORNAL DA FINATEC - O senhor considera que as universidades, sem as fundações de apoio conseguiriam alcançar uma excelência em seus trabalhos? Teixeira - A excelência não está no apoio das fundações, mas está na qualidade da pesquisa que nasce da mente dos cientistas. E exatamente por isso, para preservar toda a capacidade de criar, de renovar, de impulsionar o progresso, é que fica clara a necessidade do trabalho de uma fundação. Durante muito tempo, quando não havia fundações na cidade de Brasília, os cientistas e falo também de mim tinham um percentual elevadíssimo do seu tempo destinado a processos administrativos. Prestações de contas, justificativas de despesas, processos longos de importação e depois relatórios técnicos, relatórios administrativos contábeis para as agências de fomento. Então o pesquisador era transformado em um prestador de contas, num escritório de contabilidade. Penso que a Finatec sempre esteve atenta a seus objetivos e buscou uma destinação social, correta e necessária. O escritório de contabilidade é essencial, é a base de tudo, onde a partir de então, tendo prestado contas, o cientista recebe o aval de honestidade para continuar o seu trabalho. Com o trabalho das fundações não nos perdemos em meio a contas, nem perdemos nosso tempo de pesquisa elaborando relatórios administrativos. A gestão feita pela Finatec dos recursos da pesquisa tem rendimento considerável, à medida que tem sido possível efetuar a compra de insumos de qualidade reconhecida, em prazo curto, e com preços reduzidos. Por isso, esses recursos não evaporam, são transformados em investimento. A fundação cuida de tudo, e ainda coloca os equipamentos e os insumos dentro do laboratório. Muitos desses insumos, como o gelo seco, são perecíveis em poucos dias, então são processos que têm de ser feitos com toda agilidade, com toda competência. No caso específico dos laboratórios, a contribuição da Finatec foi muito grande para a UnB, vários laboratórios de pesquisas da Universidade foram montados pela Finatec. JORNAL DA FINATEC - E a parte burocrática dessas pesquisas nas universidades, como ficaria sem as fundações? Teixeira - De pernas quebradas, novamente a pesquisa estaria muitíssimo prejudicada eu diria em, pelo menos, 45 a 50% da sua capacidade. Quanto do seu tempo um cientista deve destinar à parte burocrática da administração da pesquisa? É preciso ter consciência de que o tempo perdido com burocracia poderia ser investido em pesquisa e desenvolvimento científico. JORNAL DA FINATEC Na história da Universidade de Brasília qual tem sido o papel da Finatec? Teixeira - O papel da Finatec tem sido realizar com excelência e qualidade os meios para administrar projetos de pesquisa, para levar ao pesquisador aquilo que ele necessita para dar continuidade ao seu trabalho e, além disso, a Finatec tem obtido recursos financeiros por trabalhar com seriedade e comprovar a qualidade dos serviços que presta. A Finatec sempre desempenhou esse importante trabalho de captação de recursos, que resultava em fundos para mais investimentos na pesquisa dentro da Universidade. Ou seja, a Fundação estava cumprindo sua finalidade estatutária. Infelizmente, houve perda de tempo com discussão bizantina sobre a ampliação de seus serviços para obtenção de mais recursos para investir na pesquisa. A raiz desse questionamento minou a capacidade da Finatec de angariar mais fundos para investimento sustentado na pesquisa científica. Dessa forma, a Fundação teria sido penalizada pela sua competência e disposição para promover o desenvolvimento científico e tecnológico na Universidade de Brasília. A Finatec tem só uma destinação, só um objetivo, criar meios, recursos, para apoiar à pesquisa científica e ao desenvolvimento tecnológico na UnB. Penso que a Finatec sempre esteve atenta aos seus objetivos e sempre buscou uma destinação social, correta e necessária. JORNAL DA FINATEC - Em sua experiência como cientista e pesquisador como as fundações de apoio contribuíram para o desenvolvimento do seu trabalho? Teixeira - Especificamente para o meu trabalho eu posso dizer que fui um dos primeiros pesquisadores a colocar um projeto para ser administrado em parceria com a Finatec. E desde então o que eu tenho recebido é um tratamento de respeito, do ponto de vista do tempo mínimo necessário para que eu receba aquilo que eu preciso para continuar o trabalho. Por exemplo, desde que a Finatec começou a administrar meus projetos, nunca mais morreu animal por falta de ração, porque o alimento estava sempre colocado dentro do laboratório para que a gente mantivesse os animais de experimentação. Isso diz tudo. JORNAL DA FINATEC - O senhor acha que uma maior autonomia das universidades significaria um relacionamento melhor entre elas e suas fundações? Teixeira - Autonomia é uma palavra que tem um significado muito amplo, e grandioso. A princípio é aquilo que o Supremo Tribunal Federal conferia às universidades, tendo em vista a necessidade de uma liberdade irrestrita de pensamento, para que fosse possível avançar no infinito desconhecido. E quem pode fazer o balizamento deste caminho ainda desconhecido são os cientistas, dentro das universidades. Porque no Brasil, particularmente, temos realizado dentro das universidades um conhecimento de valor inestimável. Que tem permitido a sociedade avançar para o nível de qualidade de vida que se conhece hoje. Um dia ainda haverá de ser contabilizado o significado que o conhecimento criado dentro das universidades tem trazido para a vida desta nação. O que nós precisamos é que haja um relacionamento simples, direto, eficiente e profissional entre as fundações e a Administração Superior da Universidade de Brasília é a existência de um ordenamento jurídico claro, específico, que não deixe margem para dúvidas quanto à execução dos procedimentos. De como eles devem ser, o que pode e o que não pode ser feito, essas coisas. JORNAL DA FINATEC - Qual, o senhor acredita ser, o caminho a ser trilhado pela Finatec para retomar sua credibilidade? Teixeira - Seguir o seu Estatuto exatamente ao pé da letra. Cuidar de procedimentos que estejam dentro da lei, e ter um caráter de moralidade e de adesão total à ética vigente. Então a Finatec, além de visar exclusivamente os seus objetivos e fins, tem de viajar no lombo de procedimentos legais, morais e éticos. E tem mais, todos esses procedimentos técnicos, contábeis, administrativos, têm de estar submetidos ao que se deve chamar de audição preventiva, de maneira que o público tenha acesso a todos esses procedimentos no momento em que eles acontecem. Ou seja, a Fundação tem de ter a sua vida exposta em um portal de transparência, para acesso de toda a população interessada em verificar como ela vive e como ela age. Esse é o caminho que eu acredito seja o melhor a ser seguido pela fundação daqui pra frente.

6 6 JORNAL DA FINATEC - Março 2009 Administração Judicial Provisória completa um ano Equipe nomeada pelo juiz da 6ª Vara Cível mantém atividades e busca mais eficiência na Fundação João Carlos Medeiros: Na verdade, somos o braço do juiz dentro da Fundação. JULIANA ALBUQUERQUE No início de 2008, em função de ações movidas pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, a direção da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos Finatec foi afastada e em seu lugar foi instalada uma Administração Judicial Provisória. A própria definição do caráter da nova administração já evidencia que se trata de uma administração subordinada à Justiça e que terá duração definida de acordo com a determinação judicial. Termo de compromisso assinado pelo Administrador Judicial Provisório Na prática, a equipe nomeada pela 6ª Vara de Justiça funciona como uma administração exercida pela Justiça dentro da Finatec. No lugar da Diretoria, para que no processo de investigação não sofresse interferência, foram indicadas pessoas de reconhecida competência perante o Juiz responsável pelo caso para administrar a Fundação. A equipe de administração judicial reporta-se apenas ao Juiz. Na verdade, somos um braço do Juiz, é como se ele estivesse exercendo uma atividade administrativa. Como ele não tem condições de estar aqui fisicamente, ele nomeia alguém que tenha conhecimento e confiança para que possa fazer às vezes do próprio juiz, no sentido administrativo, explica João Carlos Medeiros, auxiliar da Administração Judicial. O primeiro interventor a entrar na Fundação, indicado pelo Juiz Aiston Henrique Sousa, foi Luiz Augusto Souza Fróes. No curto período em que esteve à frente da Fundação, Fróes demitiu pessoas do quadro da Finatec, lacrou salas e fechou portas. Logo em seguida, o Juiz o destituiu do cargo. Em 20 de fevereiro de 2008 Washington Maia Fernandes foi nomeado Administrador Judicial Provisório da Finatec. Seguindo determinação do Juiz responsável pela sua nomeação, Maia e sua equipe iniciaram o trabalho tendo como objetivo zelar pelo bom funcionamento da Finatec e pelo respeito ao que reza o estatuto da instituição, tanto no que diz respeito ao apoio a pesquisas quanto à preservação do patrimônio. O que ele pediu é que a Administração Judicial, junto com a equipe contratada pelo Dr. Washington administrasse o dia-a-dia da Fundação, não deixasse a entidade morrer. A orientação do juiz foi para que todos os projetos fossem administrados normalmente, afirma Medeiros. A partir da orientação judicial, a equipe iniciou um trabalho voltado para a implantação de mecanismos que conferissem maior transparência aos processos administrativos, financeiros e contábeis da fundação. Esse trabalho resultou na criação de novos mecanismos de aprovação de gastos e contas, na instalação de um Portal da Transparência, que permite a visualização do andamento de todos os projetos, tanto no que diz respeito às informações técnicas e científicas naquilo que não fere o sigilo contratual como a movimentação financeira. AUDITORIA INDEPENDENTE Ainda que não tenha ocorrido apuração dos fatos e auditoria contábil por parte dos administradores, os órgãos financiadores de pesquisa como a Finep e o CNPq fizeram auditorias próprias, e certificaram-se de que nenhuma irregularidade foi cometida pelos membros da diretoria afastada. Inclusive, a Finep e o CNPq, emitiram um certificado de regularidade a Finatec no ano de AUDITORIA EXTERNA O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios em sua ação principal sugeriu que a Finatec contratasse uma empresa de auditoria externa para apurar possíveis desvios de dinheiro público. Mas, em um ato contraditório, o próprio MPDFT entrou com uma ação pedindo a suspensão do contrato com a DEGE Consultoria, empresa contratada pela administração com o propósito de auditar as contas da Finatec. Somente em fevereiro deste ano os advogados da Fundação conseguiram que a decisão de suspensão do contrato com a DEGE Consultoria fosse revogada. João Carlos Medeiros defende que há um contra-senso na política adotada pelo Ministério Público. O órgão que exige o cumprimento da fiscalização, a auditoria, é o mesmo que entra com uma ação para impedir que essa auditoria seja realizada. É uma atitude incoerente. O MP precisa definir o que quer. Seguir uma linha de atuação. O TRABALHO DA ADMINISTRAÇÃO JUDICIAL As primeiras medidas da segunda administração foram voltadas ao conhecimento da situação da Finatec e dos fatos que desencadearam a intervenção. Os gerentes e assessores afastados do trabalho foram reconduzidos às suas funções. E os passos seguintes foram direcionados a tentar normalizar o funcionamento da Fundação. Ao mesmo tempo em que se tomava conhecimento pormenorizado das rotinas administrativas e das normas existentes, os procedimentos que se seguiram voltaram-se principalmente para a instituição de procedimentos de normatização administrativa e financeira, com centralização de todas as autorizações de despesa, a fim de que fossem melhor controladas as execuções e verificada a pertinência dos gastos em relação aos projetos e atividades. Criamos uma assessoria de controle interno, com o objetivo de analisar toda solicitação de despesa e todo pedido de autorização de pagamento, com o intuito de verificar se a despesa estava inserida nos planos de trabalho dos projetos ou dentro das necessidades administrativas da Finatec, conta Medeiros. Outro procedimento adotado com o intuito de conferir maior credibilidade à Fundação foi o Portal da Transparência. Por meio do portal, a comunidade acadêmica e a sociedade podem acompanhar o desenvolvimento dos projetos administrados pela Finatec, assim como os gastos referentes a cada um desses projetos. O portal foi criado e implantado para ser mais um instrumento de acompanhamento da correta aplicação dos recursos da Fundação. Também com o objetivo de ampliar os canais de co-

7 JORNAL DA FINATEC - Março municação entre a Finatec e a comunidade acadêmica e a sociedade foi criada a Ouvidoria. A intenção ao instalarmos uma Ouvidoria foi dar mais transparência às nossas ações e poder ouvir a manifestação das pessoas, e também dar uma resposta às indagações, que muitas vezes não tinham nenhum retorno, explica Medeiros. Apesar da reformulação dos processos administrativos, da reformulação de algumas áreas, da adoção de mecanismos que conferissem maior transparência às atividades desempenhadas pela Finatec, a administração judicial não conseguiu, até o momento, resgatar a imagem de Fundação séria e competente. Por orientação do MP, diversos órgãos financiadores de pesquisas deixaram de contratar a Fundação. Muitos professores da Universidade de Brasília deixaram de trazer seus projetos para serem administrados pela Finatec, receosos de que tivessem seus nomes citados de maneira negativa na imprensa. Diante deste contexto, a administração judicial resolveu implantar duas novas áreas na Fundação: a cooperação nacional e a cooperação internacional. Essas áreas foram criadas para buscar projetos e recursos para a Finatec. A Fundação foi instituída para apoiar a pesquisa e diante da situação, da crise instalada, sua finalidade estava comprometida. Era preciso agir, disse Medeiros. Entretanto, a situação financeira da Fundação não era favorável e, para que a instituição não ficasse mais comprometida, a administração judicial resolveu enxugar o Novos portais: transparência nas ações e facilidade na comunicação quadro de funcionários da Finatec e extinguir algumas áreas recém-criadas. IMAGEM DESGASTADA Durante os meses de fevereiro e março de 2008 a Finatec foi alvo constante, quase que diário, da imprensa local e nacional. A imagem da Finatec e das fundações de apoio, em geral, ficou profundamente desgastada com o intenso noticiário negativo. A vulnerabilidade da imagem está centrada no fato de a Finatec não ter a iniciativa das ações de imprensa e de estar na dependência de decisões judiciais - todas, até o momento, favoráveis. A imagem da Fundação foi fortemente degradada, e recuperá-la será um trabalho lento e gradual, conquistado no cotidiano da instituição. A perspectiva é de que a Finatec volte a ser uma entidade reconhecida pela excelência e seriedade de seu trabalho. Como uma entidade competente para participar desse processo de desenvolvimento tecnológico. Toda a estrutura da Finatec é de apoio à Universidade de Brasília, e sem este suporte a verdadeira perda é da pesquisa e do desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil, argumenta João Carlos Medeiros. O QUE A JUSTIÇA JÁ DECIDIU Desde o início da Administração Judicial, em fevereiro de 2008, a Justiça já proferiu diversas decisões em ações movidas contra a Finatec, funcionários, diretores e fornecedores. Saiba quais foram as decisões que a Justiça já tomou com relação à Finatec. PROCESSO Nº O juiz Aiston Henrique de Sousa, da 6ª Vara Cível, decidiu em 24 de junho de 2008, afastar o professor Nelson Martin da presidência do Conselho Fiscal. A Justiça entendeu que era incompatível o exercício de sua função como membro do Conselho Fiscal e o fato de ter prestado serviços à Fundação, em exercício financeiro anterior, por meio da empresa da qual é sócio. Na mesma decisão, o Juiz absolveu os professores Antônio Manoel Dias Henriques, Carlos Alberto Bezerra Thomaz, Guilherme Sales Soares de Azevedo Melo e André Pacheco de Assis, que haviam sido afastados da direção da Fundação. Na sentença, o juiz afirma que A ocorrência de várias irregularidades não se equiparam ao abuso de direito, nem há fundamento para aplicação analógica da Lei de Improbidade Administrativa, de modo que a questão da gestão deve ser resolvida na análise de cada ato apontado pelo autor. A decisão pode ser acessada no endereço tjcgi1?mgwlpn=servidor1&nxtpgm=tjhtml122&origem=inter&circu N=1&SEQAND=99&CDNUPROC= PROCESSO Nº O Juiz Naíber Pontes de Almeida, da 4ª Vara Federal, julgou improcedente o pedido de bloqueio de R$ 24 milhões solicitados pelo Ministério Público Federal, sob a alegação de que seria um fundo sem qualquer registro contábil dentro da Finatec. O Juiz entendeu que não existe qualquer comprovação de que a Fundação desvia valores ou ainda oculte sua existência. A decisão pode ser acessada no endereço teor/doc_inteiro_teor/4vara/ _sentenca_ doc PROCESSO Nº Em 06 de fevereiro de 2009 o Juiz Robson Barbosa de Azevedo, da 4ª Vara Cível, anulou a decisão que suspendia a execução do contrato entre a Dege Consultoria e a Finatec. O Juiz entendeu que a autorização para a realização do contrato não foi dada pelo Conselho Superior da Finatec. A Fundação comprovou em juízo a legitimidade e a importância da contratação dos serviços de auditoria a serem prestados pela Dege Consultoria. Provou também a autorização do Conselho Superior. A decisão pode ser acessada no endereço i1?mgwlpn=servidor1&nxtpgm=tjhtml34&origem=inter&circun=1& SEQAND=31&CDNUPROC= PROCESSO Nº Em decisão sobre o contrato com a LM Rolim Consultores Associados, o desembargador Carlos Pires Soares Neto, da 5ª Vara Cível, modificou a decisão de primeira instância. O contrato é relativo ao passivo fiscal da Finatec e sua suspensão acarretaria inevitavelmente prejuízos à Fundação, na medida em que ficaria sem assistência jurídica adequada para a defesa de seus interesses perante o Conselho de Contribuintes da Receita Federal. A decisão pode ser acessada no endereço i1?mgwlpn=servidor1&nxtpgm=plhtml12&selecao=1&processo= AGI&ORIGEM=INTER&Sequencia=11

8 8 JORNAL DA FINATEC - Março 2009 O QUE AINDA FALTA DECIDIR Além das decisões já tomadas, a Justiça ainda deve se manifestar sobre questionamentos apontados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. As alegações do MPDFT que embasaram a instituição da Administração Judicial relacionam atos que denotariam desvio de finalidade, intermediação de contratos, contratos sem licitação e aplicação indevida dos recursos do Fundo de Apoio Institucional (FAI). Conheça as principais alegações do MPDFT e os contra-argumentos apresentados na defesa da Finatec. DESVIO DE FINALIDADE O que diz o MPDFT A Finatec prestaria serviços, exercendo atividades empresariais em desvirtuamento de suas finalidades e sem trazer qualquer proveito financeiro para a promoção da pesquisa e do ensino. O que diz a Finatec A ausência de fins lucrativos na qualificação da Fundação é compatível com o exercício de atividades econômicas e a prestação de serviços. Esta é uma das atividades que a Fundação pode executar a fim de obter recursos para aplicar em suas finalidades, conforme previsto no art. 3º de seu Estatuto. O referido artigo traz uma lista exemplificativa das atividades que a Fundação pode desenvolver para atingir suas finalidades. O resultado da prestação de serviços é revertido na manutenção e nas suas finalidades estatutárias. Os Relatórios das atividades desenvolvidas pela Finatec, encaminhados anualmente à UnB, inclusive os editais de fomento à pesquisa, comprovam que a Fundação não esteve em desvio de finalidade. Todos os projetos executados pela Finatec estiveram relacionados, direta ou indiretamente, ao desenvolvimento cientifico e tecnológico, à transferência de tecnologia, à pós-graduação e à pesquisa. A Finatec foi a primeira em todo o Brasil a lançar regularmente editais de fomento à pesquisa. Para o exercício de 2008 foi destinado o montante de um milhão de reais nesses editais e no fundo de apoio a pesquisa, o que representou 61,15% da receita obtida pela Fundação no exercício de 2008 com a administração de projetos de pesquisa. INTERMEDIAÇÃO DE CONTRATOS O que diz o MPDFT A Finatec estaria atuando irregularmente como intermediária em contratos entre o poder público e empresas privadas, subcontratando empresas para executar o objeto dos contratos. O que diz a Finatec A Finatec quando celebrou contratos com órgãos públicos ou privado, com ou sem a participação da Universidade de Brasília, assumiu suas obrigações contratuais e a responsabilidade jurídica pelo perfeito cumprimento e execução do contrato. Entretanto, mesmo tendo executado diretamente suas atividades, socorreu-se, quando necessário, de serviços de terceiros a título de colaboração, uma vez que era impossível à Fundação manter em seus quadros mão-de-obra qualificada de toda e qualquer natureza de serviço. O que não significou que a responsabilidade pela perfeita execução dos projetos foi transferida a terceiros, pois a Fundação assumiu integralmente os encargos dos serviços prestados. CONTRATAÇÃO SEM LICITAÇÃO O que diz o MPDFT A Finatec teria celebrado contratos com a FUB sem licitação, para a execução de projetos totalmente estranhos às atividades de promoção ou apoio científico e tecnológico. O que diz a Finatec Os contratos, convênios e outros instrumentos celebrados entre a FUB e a Finatec são regidos pela Lei 8.958/94, que remete ao inciso XIII do art. 24 da lei 8.666/93, onde está contemplada uma das hipóteses de dispensa de licitação, que tem amparo também na Constituição Federal que, ao dispor sobre a Ciência e Tecnologia, no art. 218, determina, claramente, o apoio do Estado às atividades de pesquisa, desenvolvimento científico e capacitação tecnológica. Os objetos dos contratos não eram estranhos às atividades de promoção e apoio científico e tecnológico. Foram contratos executados em prol da Universidade de Brasília e estavam em consonância com os objetivos estatutários da Finatec, entre eles o de buscar recursos para o desenvolvimento de pesquisa científica. Ao executar serviços, a fundação reverte o resultado para suas atividades estatutárias. APLICAÇÃO INDEVIDA DE RECURSOS DO FAI O que diz o MPDFT Os recursos do FAI (Fundo de Apoio Institucional) teriam sido aplicados em custeio de despesas de alguns funcionários da UnB, entre eles o ex-reitor, Timothy Mullholand, e reforma do apartamento funcional da reitoria. O que diz a Finatec Os recursos captados pela Finatec e destinados ao Fundo de Apoio Institucional da Fundação Universidade de Brasília FAI/ FUB pertencem à Universidade e é ela quem determina seu destino e fiscaliza sua aplicação, por intermédio do seu Decano de Administração, responsável pela ordenação das despesas. Sendo assim, não caberia à Finatec discutir de que forma a universidade quer utilizar um recurso que lhe pertence. A aplicação desses recursos é definida de acordo com as diretrizes traçadas pela própria Universidade, conforme disposto nas Resoluções nº 001/98 do Conselho Administrativo da Universidade de Brasília e nº 015/2005 do Conselho Diretor da FUB. Além dos serviços e obras realizadas em prol da Universidade, os bens adquiridos com os recursos do FAI são transferidos para a FUB por meio de doação, passando a integrar o patrimônio da Universidade. A aplicação dos recursos do FAI em obras no apartamento funcional da reitoria da UnB foi uma decisão do Conselho de Administração da Universidade, sobre o qual a Finatec não tem poder decisório, e todos os bens adquiridos passaram a fazer parte do patrimônio da UnB, conforme rege a resolução que instituiu o FAI

9 JORNAL DA FINATEC - Março Pesquisadores discutem futuro das fundações de apoio Transparência nas ações e apoio da comunidade acadêmica são considerados fundamentais para o retomada da Fundação JULIANA ALBUQUERQUE D iante do quadro atual, a pergunta não é se há futuro para a Finatec. O que se questiona é que futuro tem a Finatec e as demais Fundações de Apoio no contexto das Instituições Federais de Ensino Superior. O debate se faz ainda mais urgente e necessário em função do acórdão do Tribunal de Contas da União, que estabelece novos parâmetros na relação entre Universidades, fundações de apoio e órgãos públicos (ver quadro nessa página). Para se estabelecer um panorama dessa nova situação, é necessário perceber o papel das fundações de apoio diante da questão da autonomia universitária. Para o professor Francisco Rogério Aragão, pesquisador da área de Física e gerente de projetos da Finatec, a UnB, como instituição, terá que se posicionar, enfrentando principalmente a questão de como gerenciar os recursos financeiros destinados à pesquisa que hoje são administradas por suas fundações de apoio. O professor entende que esse posicionamento poderá marcar uma nova fase na vida da Finatec e das demais fundações de apoio. A Finatec será maior, mais forte e mais próxima do que já foi quanto maior for o apoio que receber dos professores e mais firme for o posicionamento institucional da Universidade de Brasília, avalia o professor. A opinião de Aragão é compartilhada pela professora de artes da UnB, Thérèse Hofmann. Ela entende que a comunidade acadêmica precisa se posicionar diante das seguintes questões: nós precisamos das fundações de apoio, precisamos de instrumentos para captar, gerir e apoiar as pesquisas científicas e tecnológicas? Eu entendo que nós precisamos de fundações fortes e sólidas, nós precisamos da Finatec, da agilidade, da competência, da capacidade de administração, de toda a experiência acumulada dentro da Finatec para poder continuar com nossos projetos de pesquisa. AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA O pano de fundo da relação entre as Universidades e as fundações de apoio é a autonomia universitária. Para o professor Rogério Aragão, a maior ou menor agilidade da UnB está diretamente ligada à autonomia dessa. Esta foi uma das principais motivações para a instituição das Fundações de Apoio. O futuro das Fundações de Apoio depende do regime de autonomia das Universidades, avalia o professor. Ele afirma que mesmo que aprovada a proposta que prevê mais autonomia para as Universidades e seus dirigentes, as fundações continuarão a existir, mas com seu papel redefinido e funções bem delimitadas. O problema central aí não seria de legislação, mas de gerenciamento. Por isso mesmo, no advento da ampliação da autonomia das Universidades as Fundações vão ter que desenvolver competências e credibilidades, redescobrir as necessidades mútuas e atender as prioridades definidas pelas Universidades, afirma Rogério. Principais pontos do novo Acórdão do TCU FINANCIAMENTO DA PESQUISA Órgãos federais não devem mais repassar recursos destinados à pesquisa para as fundações de apoio às universidades, como era de costume. O destino deve ser a própria universidade federal. CURSOS PAGOS Um professor em regime de dedicação exclusiva à universidade não deve coordenar cursos latu sensu, que, na maioria das vezes, são pagos. PAGAMENTO DE CURSOS OU INSCRIÇÃO NO VESTIBULAR Muitas universidades usam as fundações de apoio para recolher taxas de vestibular ou mensalidades de cursos latu sensu. Para o TCU, cabe à própria universidade fazer isso. O pagamento de professores que dão aulas nesses cursos também não deve ser feito por intermédio das fundações. TRANFERÊNCIA DE RECURSOS Universidades não devem repassar recursos para fundações de apoio como forma de evitar que o dinheiro tenha que ser devolvido ao Tesouro. REMUNERAÇÃO POR BOLSAS O TCU sugere que as universidades estabeleçam tetos para remuneração dos pesquisadores, para evitar o pagamento de valores exorbitantes. Assessoria de Comunicação

10 10 JORNAL DA FINATEC - Março 2009 FOMENTO FINATEC Finatec investiu R$750 mil em seu C riado no ano de 2000, o Programa de Fomento da Finatec é fruto de um esforço conjunto entre a comunidade universitária, a Câmara de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade de Brasília, o Conselho Editorial da UnB e a própria fundação, na busca pelo desenvolvimento científico e tecnológico do país. Durante os últimos nove anos, a Finatec tem proporcionado aos professores e alunos da Universidade de Brasília, por meio dos Editais, a participação em eventos científicos, o desenvolvimento de pesquisas e a promoção de trabalhos acadêmicos, que os faz adquirir experiências e transmitir conhecimentos. Entre 2000 e 2008 foram beneficiados professores e 324 alunos de pós-graduação da UnB. O Edital 01, da Participação em Eventos Científicos Internacionais, tem a finalidade de apoiar a participação e apresentação de trabalhos e resultados de pesquisas, em eventos científicos internacionais dos professores e alunos de pós-graduação da Universidade de Brasília. No ano de 2008 a Finatec disponibilizou R$ 520 mil para esse Edital, viabilizando apresentações de 145 professores e alunos, em países como Estados Unidos, França, Espanha, Alemanha, Itália, entre outros, além do Brasil. Das 263 solicitações de apoio individuais recebidas pela Fundação, no ano, 145 foram efetivamente aprovadas pela Câmara de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade, e 77 indeferidas. Houve 39 desistências, e duas solicitações não se enquadraram nas condições de participação do Edital. O segundo edital, de Auxílio à Pesquisa, tem por finalidade apoiar projetos finais dos cursos de graduação e projetos de iniciação científica desenvolvidos na Universidade de Brasília, por meio da aquisição de materiais nacionais, de consumo ou permanentes. O montante destinado ao Edital 02 foi de R$ 150 mil, cabendo a cada projeto contemplado até R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais). Foram recebidas 101 solicitações em 2008, tendo sido aprovados 99 novos projetos de pesquisa de professores do quadro da Universidade de Brasília, em exercício. Nesse edital houve apenas duas desistências. O último edital, não menos importante, é o de Auxílio à Publicação, que tem a finalidade de apoiar a publicação de livros desenvolvidos por professores do quadro, em exercício, ou professores aposentados da UnB. O valor reservado para esse Edital foi de R$ 80 mil. A Finatec recebeu, em 2008, 13 solicitações de apoio à publicação, sendo três delas aprovadas e dez indeferidas. Neste edital não houve nenhuma desistência. Pelo 9º ano consecutivo a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos compartilha os resultados obtidos com os Editais de Fomento do ano anterior 2008, com o objetivo único de continuar a apoiar a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico que, nasce na universidade, e é transformado em qualidade de vida para todo o país. Os editais do Programa de Fomento da Finatec para o ano de 2009 já foram aprovados pelo Conselho Superior e aguardam definição da data de lançamento. EDITAL 01 - PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS CIENTÍFICOS INTERNACIONAIS 29% 1% 15% 55% Desistência do beneficiário - 39 Solicitações aprovadas pela CPP/DPP Solicitações indeferidas pela CPP - 77 Solicitações que não se enquadraram no Edital % Controle de Solicitações EDITAL 02 - AUXÍLIO À PESQUISA Controle de Solicitações 2% 98% Desistência do beneficiário - 2 Solicitações aprovadas pela CPP/DPP - 99 EDITAL 03 - AUXÍLIO À PUBLICAÇÃO Controle de Solicitações Contemplado - 3 Não Contemplado % 1,2 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 Demonstrativo financeiro 2% 98% Recursos u lizados - R$ ,20 Recursos não u lizados - R$ ,80 Demonstrativo financeiro 3% Recursos u lizados - R$ ,28 Recursos não u lizados - R$ 5.014,72 97% Faculdades e Institutos contemplados FAC IH ICS Faculdade de Comunicação-FAC - 1 Ins tuto de Ciências Humanas-IH - 1 Ins tuto de Ciências Sociais-ICS - 1

11 JORNAL DA FINATEC - Março Programa de Fomento no ano de 2008 Demonstrativo financeiro por Faculdades e Institutos Faculdades e Institutos contemplados Recurso Disponibilizado R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ 0,00 FAV FAU FS FAC FACE FE FEF FM FT FUP IdA IPOL IB IE Quan dade de Solicitações IH ICS IF IG IL IP IQ IREL R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ 0,00 Ciências Humanas Ciências Exatas Ciências da Vida Faculdade UnB Planal na 2008 R$ ,20 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 Demonstrativo financeiro por Faculdades e Institutos Faculdades e Institutos contemplados Recurso Disponibilizado R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ 5.000,00 R$ 0,00 FAV FS FAC FACE FEF FE FM FT FUP IdA IPOL IB IE IH ICS IF IL IP IQ Quan dade de Solicitações R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ ,00 R$ 0,00 Ciências da Vida Ciências Exatas Ciências Humanas Faculdade UnB Planal na 2008 R$ ,37 R$ ,61 R$ ,30 R$ 4.500,00 Obras publicadas no ano de 2008, referentes aos Editais de 2005 e 2006

12 12 JORNAL DA FINATEC - Março 2009 ENTRE ASPAS O ímpeto do Ministério Público é positivo. Ele tem vontade de acertar, demonstrar sua renovação. Mas, muitas vezes, ele gera prejuízos. Nas suas investigações pessoas são expostas e, às vezes, no julgamento delas não se confirmam os motivos que levaram à instauração do processo. Isso é muito ruim. Presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal, Sandro Torres Avelar em entrevista ao Caderno Brasília do Jornal Hoje em Dia A Universidade não deve e não pode isolar-se em si mesma. Ela precisa estar aberta à sociedade civil e ao mercado, afinal de contas o ensino, a pesquisa, a extensão e o desenvolvimento da tecnologia são exercidos para a melhoria do bem-estar social. Numa época em que a Administração Pública fica cada vez mais moderna e gerencial, resta claro que as críticas às fundações são parte de um discurso desafinado, longe da realidade jurídica vigente, com um elevado cunho ideológico, um colorido desbotado pelo tempo e ultrapassado pelo uso. Promotor de Justiça - Curador de Fundações de São Paulo Membro do Ministério Público do Estado de São Paulo Vice-Presidente da Associação Nacional dos Procuradores e Promotores de Justiça de Fundações e Entidades de Interesse Social - PROFIS, Airton Grazzioli no artigo entitulado As fundações de apoio às universidades e o relacionamento público-privado SECOM - UnB As fundações assumiram papéis importantes em vários aspectos da vida universitária, principalmente no que diz respeito à interação com a sociedade. Elas são essenciais na questão dos fundos setoriais que equipam os laboratórios de ponta, por exemplo. Além da aquisição de equipamentos, possibilitam a contratação de pessoal. Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência SBPC, Marco Antônio Raupp em entrevista para a Agência de Notícias da Universidade de Brasília Gostaria de fazer uma distinção que me parece de extrema relevância. É a distinção entre finalidades e atividades. Toda fundação possui, inicialmente, em seu Estatuto, uma enumeração das suas finalidades, que são os objetivos que pretende atingir. Pode ser também um rol exemplificativo das atividades pelas quais vai atuar para se atingir aquela finalidade de interesse social. Então a diferença básica entre finalidade e atividade é que a primeira expressa o objetivo, a meta que a fundação pretende alcançar e a segunda corresponde aos meios que serão percorridos para que a fundação possa lograr êxito nas suas finalidades. As atividades são somente os meios pelos quais se podem realizá-las. Dr. Thiago André Pierobom de Ávila Promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios em publicação do CONFIES. A licitação está voltada a um duplo objetivo: o de proporcionar à Administração a possibilidade de realizar o negócio mais vantajoso o melhor negócio e o de assegurar aos administradores a oportunidade de concorrerem, em igualdade de condições, à contratação pretendida pela Administração. Na dispensa de licitação há, sim, possibilidade de competição. Uma e outra, dispensa e inexigibilidade de licitação, são distintas entre si. Na dispensa, a lei autoriza a Administração a, excepcionalmente, contratar sem licitação. Atua, aí, a conveniência administrativa, em nome da qual dá-se a dispensa sem o dever de licitar. O dever do licitante incide, mas é afastado pelo preceito legal. A enunciação legal das hipóteses é exaustiva. A Administração não está autorizada a dispensar a licitação senão e, exclusivamente, nas hipóteses expressamente indicadas pela lei. Já no que concerne aos casos de inexigibilidade de licitação, ao contrário, não incide o dever de licitar. A não realização da licitação decorre não de razão de conveniência administrativa, mas da inviabilidade de competição. Eros Grau

RESOLUÇÃO NORMATIVA N.º 13/CUn, de 27 setembro de 2011.

RESOLUÇÃO NORMATIVA N.º 13/CUn, de 27 setembro de 2011. RESOLUÇÃO NORMATIVA N.º 13/CUn, de 27 setembro de 2011. Dispõe sobre as normas que regulamentam as relações entre a Universidade Federal de Santa Catarina e as suas fundações de apoio. O PRESIDENTE DO

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 122, DE 26 DE NOVEMBRO DE 2015

RESOLUÇÃO Nº 122, DE 26 DE NOVEMBRO DE 2015 RESOLUÇÃO Nº 122, DE 26 DE NOVEMBRO DE 2015 O CONSELHO UNIVERSITÁRIO da Universidade Federal do Pampa, em sua 69ª Reunião Ordinária, realizada no dia 26 de novembro de 2015, no uso das atribuições que

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CONSELHO UNIVERSITÁRIO RESOLUÇÃO N. 700, DE 19 DE SETEMBRO DE 2011

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CONSELHO UNIVERSITÁRIO RESOLUÇÃO N. 700, DE 19 DE SETEMBRO DE 2011 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CONSELHO UNIVERSITÁRIO RESOLUÇÃO N. 700, DE 19 DE SETEMBRO DE 2011 Dispõe sobre a relação entre a UFPA e as Fundações de Apoio ao Ensino, Pesquisa,

Leia mais

REGIMENTO INTERNO DE ATUAÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA DA FUNDAÇÃO UNIPLAC DA NATUREZA, FINALIDADE E COMPOSIÇÃO

REGIMENTO INTERNO DE ATUAÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA DA FUNDAÇÃO UNIPLAC DA NATUREZA, FINALIDADE E COMPOSIÇÃO REGIMENTO INTERNO DE ATUAÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA DA FUNDAÇÃO UNIPLAC DA NATUREZA, FINALIDADE E COMPOSIÇÃO Art. 1º A Diretoria Executiva, subordinada ao Presidente da Fundação, é responsável pelas atividades

Leia mais

LEI Nº- 12.349, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2010. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

LEI Nº- 12.349, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2010. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: LEI Nº- 12.349, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2010 O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A Altera as Leis nos 8.666, de 21 de junho de 1993, 8.958, de 20 de dezembro de 1994, e 10.973, de 2 de dezembro de 2004;

Leia mais

PROJETO DE LEI. Art. 20...

PROJETO DE LEI. Art. 20... PROJETO DE LEI Altera as Leis n o 12.772, de 28 de dezembro de 2012; n o 8.958, de 20 de dezembro de 1994; n o 11.892, de 29 de dezembro de 2008; n o 11.526, de 4 de outubro de 2007; e n o 12.513, de 26

Leia mais

Manual dos Procedimentos de Pesquisa no IFSC

Manual dos Procedimentos de Pesquisa no IFSC Manual dos Procedimentos de Pesquisa no IFSC abril de 2014 Manual dos Procedimentos de Pesquisa no IFSC Florianópolis, abril de 2014. Sumário 1. Introdução...7 2. Procedimentos da Pesquisa...8 Caso 1

Leia mais

RELAÇÕES ENTRE O IFRS E AS FUNDAÇÕES DE APOIO AUTORIZADAS PELO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC) E PELO MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO (MCTI)

RELAÇÕES ENTRE O IFRS E AS FUNDAÇÕES DE APOIO AUTORIZADAS PELO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC) E PELO MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO (MCTI) RELAÇÕES ENTRE O IFRS E AS FUNDAÇÕES DE APOIO AUTORIZADAS PELO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC) E PELO MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO (MCTI) Dispõe sobre as normas que regulamentam as relações

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 01/2015 DO CONSELHO CURADOR DA FUNDAÇÃO DE APOIO UNIVERSITÁRIO

RESOLUÇÃO Nº 01/2015 DO CONSELHO CURADOR DA FUNDAÇÃO DE APOIO UNIVERSITÁRIO RESOLUÇÃO Nº 01/2015 DO CONSELHO CURADOR DA FUNDAÇÃO DE APOIO UNIVERSITÁRIO Define diretrizes e procedimentos relativos a gestão de recursos financeiros captados ou administrados pela Fundação de Apoio

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE COLEGIADO PLENO DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE COLEGIADO PLENO DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE COLEGIADO PLENO DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO RESOLUÇÃO Nº 01/2012 Regulamenta a relação entre a UFCG e sua fundação de apoio e define critérios

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº 1102/2011

PROJETO DE LEI Nº 1102/2011 PROJETO DE LEI Nº 1102/2011 EMENTA: ALTERA A LEI Nº 5981/2011, QUE DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO DO PORTAL DA TRANSPARÊNCIA DAS ONG S, OSCIP S E DEMAIS ENTIDADES QUE RECEBAM RECURSOS PÚBLICOS NO ESTADO DO RIO

Leia mais

Estabelece margem de preferência em licitações para produtos manufaturados e serviços nacionais, priorizando bens e serviços produzidos no País.

Estabelece margem de preferência em licitações para produtos manufaturados e serviços nacionais, priorizando bens e serviços produzidos no País. MEDIDA PROVISÓRIA N 495, DE 19 DE JULHO DE 2010 Estabelece margem de preferência em licitações para produtos manufaturados e serviços nacionais, priorizando bens e serviços produzidos no País. Altera as

Leia mais

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, da Constituição,

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, da Constituição, DECRETO 3.100, de 30 de Junho de 1999. Regulamenta a Lei nº 9.790, de 23 de março de 1999, que dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, como Organizações

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 12.863, DE 24 DE SETEMBRO DE 2013. Mensagem de veto Conversão da Medida Provisória nº 614, de 2013 Altera a Lei n o 12.772,

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ CONSELHO UNIVERSITÁRIO. Resolução n 027/2011-CONSU De 22 de dezembro de 2011

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ CONSELHO UNIVERSITÁRIO. Resolução n 027/2011-CONSU De 22 de dezembro de 2011 Resolução n 027/2011-CONSU De 22 de dezembro de 2011 Regulamenta as normas para o relacionamento entre a Universidade Federal do Amapá e as Fundações de Apoio prevista na Lei n 8.958, de 20 de dezembro

Leia mais

O Controle Interno no Âmbito do Poder Executivo

O Controle Interno no Âmbito do Poder Executivo O Controle Interno no Âmbito do Poder Executivo Contextualização Sumário - O Controle na Administração Pública - O Controle Externo - O Controle Interno O Controle Interno do Poder Executivo do Estado

Leia mais

NOTA TÉCNICA 48 2013. Lei nº 12.873 de 24/10/2013: PROSUS Registros de preços

NOTA TÉCNICA 48 2013. Lei nº 12.873 de 24/10/2013: PROSUS Registros de preços NOTA TÉCNICA 48 2013 Lei nº 12.873 de 24/10/2013: PROSUS Registros de preços Brasília, 29 de outubro de 2013 INTRODUÇÃO A Lei 12.873 de 24/10/13 trata de vários assuntos, altera algumas leis e entre os

Leia mais

CONCEITO NACIONAL DE EMPRESA JÚNIOR

CONCEITO NACIONAL DE EMPRESA JÚNIOR CONCEITO NACIONAL DE EMPRESA JÚNIOR Capítulo I Da definição Artigo 1º - O Conceito Empresa Júnior é a definição utilizada para determinar as organizações que se caracterizam ou não como Empresa Júnior.

Leia mais

RESOLUÇÃO - CONSUNI Nº 06/2011

RESOLUÇÃO - CONSUNI Nº 06/2011 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS RESOLUÇÃO - CONSUNI Nº 06/2011 Disciplina o relacionamento entre a Universidade Federal de Goiás e as Fundações de Apoio à UFG. O CONSELHO UNIVERSITÁRIO

Leia mais

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES (EBSERH)

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES (EBSERH) PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES (EBSERH) DEFINIÇÃO Pergunta: O que é a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares? Resposta: A Empresa Brasileira de Serviços

Leia mais

(PROCURADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal,

(PROCURADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal, A SRA. JANAÍNA BARBIER GONÇALVES (PROCURADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, na pessoa de quem cumprimento as demais autoridades

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 5.622, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2005. Vide Lei n o 9.394, de 1996 Regulamenta o art. 80 da Lei n o 9.394, de 20 de dezembro

Leia mais

Arquivos públicos municipais. Mais transparência pública, mais informação, mais memória e mais cidadania

Arquivos públicos municipais. Mais transparência pública, mais informação, mais memória e mais cidadania Arquivos públicos municipais Mais transparência pública, mais informação, mais memória e mais cidadania APRESENTAÇÃO Este documento tem como objetivo principal informar e sensibilizar as autoridades públicas

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 5.622, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2005. Vide Lei n o 9.394, de 1996 Regulamenta o art. 80 da Lei n o 9.394, de 20 de dezembro

Leia mais

CARTILHA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS

CARTILHA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS CARTILHA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS I APRESENTAÇÃO Fundação Francisco e Clara de Assis A Fundação Francisco e Clara de Assis buscam trabalhar para o desenvolvimento dos programas e ações de combate à pobreza

Leia mais

Atuação do TCU junto às Universidades Federais e suas Fundações de Apoio

Atuação do TCU junto às Universidades Federais e suas Fundações de Apoio Atuação do TCU junto às Universidades Federais e suas Fundações de Apoio Abril/2009 SERGIO FREITAS DE ALMEIDA Secretário de Controle Externo no Estado de São Paulo Desafios da Unifesp Modelo de Gestão

Leia mais

Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências

Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências Privatização, terceirização e parceria nos serviços públicos: conceitos e tendências Por Agnaldo dos Santos* Publicado em: 05/01/2009 Longe de esgotar o assunto, o artigo Privatização, Terceirização e

Leia mais

I sob o enfoque contábil: Modelo de Projeto de Lei de Controle Interno Controladoria e Auditoria

I sob o enfoque contábil: Modelo de Projeto de Lei de Controle Interno Controladoria e Auditoria Modelo de Projeto de Lei de Controle Interno Controladoria e Auditoria Dispõe sobre a organização e a atuação do Sistema de Controle Interno no Município e dá outras providências. CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES

Leia mais

8. Excelência no Ensino Superior

8. Excelência no Ensino Superior 8. Excelência no Ensino Superior PROGRAMA: 08 Órgão Responsável: Contextualização: Excelência no Ensino Superior Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - SETI O Programa busca,

Leia mais

A GESTÃO PÚBLICA NO BRASIL E SEUS CONTROLES INTERNO E EXTERNO RESUMO

A GESTÃO PÚBLICA NO BRASIL E SEUS CONTROLES INTERNO E EXTERNO RESUMO A GESTÃO PÚBLICA NO BRASIL E SEUS CONTROLES INTERNO E EXTERNO RESUMO O presente estudo é resultado de uma revisão bibliográfica e tem por objetivo apresentar a contextualização teórica e legislativa sobre

Leia mais

DECRETO Nº 3.860, DE 9 DE JULHO DE 2001

DECRETO Nº 3.860, DE 9 DE JULHO DE 2001 DECRETO Nº 3.860, DE 9 DE JULHO DE 2001 Dispõe sobre a organização do ensino superior, a avaliação de cursos e instituições, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições

Leia mais

Seminário: O controle interno governamental no Brasil Velhos Desafios, Novas Perspectivas

Seminário: O controle interno governamental no Brasil Velhos Desafios, Novas Perspectivas Seminário: O controle interno governamental no Brasil Velhos Desafios, Novas Perspectivas Palestra: O controle Interno no Brasil - situação atual e perspectivas futuras. Valdir Agapito Teixeira Secretário

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 1.032, DE 30 DE MARÇO DE 2011

RESOLUÇÃO Nº 1.032, DE 30 DE MARÇO DE 2011 RESOLUÇÃO Nº 1.032, DE 30 DE MARÇO DE 2011 Dispõe sobre a celebração de convênios entre os Creas e as entidades de classe e as instituições de ensino e dá outras providências. O CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA,

Leia mais

Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Jornal: Cidade: Data: Página: Seção: www.jb.com.br Brasil 17/02/2014 WEB

Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Jornal: Cidade: Data: Página: Seção: www.jb.com.br Brasil 17/02/2014 WEB Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Gerência de Comunicação Jornal: Cidade: Data: Página: Seção: www.jb.com.br Brasil 17/02/2014 WEB 16/02 às 06h14 - Atualizada em 17/02 às 14h13 Uenf

Leia mais

Escritório Modelo da Faculdade de Diadema

Escritório Modelo da Faculdade de Diadema Escritório Modelo da Faculdade de Diadema Profª. Vânia Amaro Gomes Coordenação de Curso DIADEMA, 2015 Introdução Atualmente há uma grande dificuldade dos alunos egressos das Faculdades em obter emprego

Leia mais

Gestão dos recursos financeiros da escola

Gestão dos recursos financeiros da escola Gestão dos recursos financeiros da escola Objetivo da Aula Evidenciar por meio do PDDE algumas exigências para o gerenciamento dos recursos financeiros e alguns procedimentos úteis que garantem a participação

Leia mais

INFORMAÇÕES SOBRE A ATUAÇÃO DOS VOLUNTÁRIOS NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

INFORMAÇÕES SOBRE A ATUAÇÃO DOS VOLUNTÁRIOS NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INFORMAÇÕES SOBRE A ATUAÇÃO DOS VOLUNTÁRIOS NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO DEPARTAMENTO DE PROMOÇÃO DA SUSTENTABILIDADE CARTILHA DO VOLUNTÁRIO

Leia mais

Fundação de Apoio a Pesquisa - FUNAPE. Plano de Gestão. Plano de Trabalho e Proposta Orçamentária. Aprovado pelo CD em 29/10/2015

Fundação de Apoio a Pesquisa - FUNAPE. Plano de Gestão. Plano de Trabalho e Proposta Orçamentária. Aprovado pelo CD em 29/10/2015 Fundação de Apoio a Pesquisa - FUNAPE Plano de Gestão 2016 Plano de Trabalho e Proposta Orçamentária Aprovado pelo CD em 29/10/2015 Sumário 1 Apresentação 3 2 Metodologia 4 3 Plano de Trabalho_2016 5 3.1

Leia mais

RPPS SERVIDORES PÚBLICOS DO PARANÁ

RPPS SERVIDORES PÚBLICOS DO PARANÁ RPPS SERVIDORES PÚBLICOS DO PARANÁ NATUREZA JURÍDICA ESTRUTURA FINANCIAMENTO SERVIDRES ABRANGIDOS DESAFIOS 1 História da Previdência Surge no dia que as pessoas começam a acumular para o futuro, para o

Leia mais

REGIMENTO INTERNO CAPÍTULO I DA NATUREZA E MISSÃO

REGIMENTO INTERNO CAPÍTULO I DA NATUREZA E MISSÃO Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) REGIMENTO INTERNO CAPÍTULO I DA NATUREZA E MISSÃO Art. 1º O CENTRO BRASILEIRO DE PESQUISA EM AVALIAÇÃO E SELEÇÃO

Leia mais

O PAPEL DO CONTROLE EXTERNO

O PAPEL DO CONTROLE EXTERNO UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO PRÓ-REITORIA DE GESTÃO FINANCEIRA I CICLO DE APERFEIÇOAMENTO EM GESTÃO FINANCEIRA O PAPEL DO CONTROLE EXTERNO Prof. Ariel Lopes Torres E-mail: ariel@unemat.br CÁCERES

Leia mais

PORTARIA Nº 3.870 DE 15 DE JULHO DE 2014. A PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO, no uso de suas atribuições legais e regimentais,

PORTARIA Nº 3.870 DE 15 DE JULHO DE 2014. A PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO, no uso de suas atribuições legais e regimentais, PORTARIA Nº 3.870 DE 15 DE JULHO DE 2014. Regulamenta as atribuições da Secretaria de Controle Interno do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região e dá outras providências. A PRESIDENTE DO, no uso de

Leia mais

FUNDO E ORÇAMENTO NA POLÍTICA DE ATENDIMENTO A CRIANÇA E AO ADOLESCENTE

FUNDO E ORÇAMENTO NA POLÍTICA DE ATENDIMENTO A CRIANÇA E AO ADOLESCENTE FUNDO E ORÇAMENTO NA EFETIVAÇÃO DA POLÍTICA DE ATENDIMENTO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE Eugênia Aparecida Cesconeto 1 Política Social e Serviço Social INTRODUÇÃO O presente artigo tem por objetivo apresentar

Leia mais

DECLARAÇÃO DE BUENOS AIRES (2012) 1

DECLARAÇÃO DE BUENOS AIRES (2012) 1 DECLARAÇÃO DE BUENOS AIRES (2012) 1 Sobre a atuação dos Juízes e Poderes Judiciários Iberoamericanos relativamente à informação, à participação pública e ao acesso à justiça em matéria de meio ambiente

Leia mais

Repasse de recursos: convênio ou transferência fundo a fundo?

Repasse de recursos: convênio ou transferência fundo a fundo? 008 Repasse de recursos: convênio ou transferência fundo a fundo? Luciano de Souza Gomes SENADO FEDERAL Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle Diretor Luiz Fernando de Mello Perezino Editores

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 5.622, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2005. Vide Lei n o 9.394, de 1996 Texto compilado Regulamenta o art. 80 da Lei n o 9.394, de

Leia mais

Quais são os objetivos dessa Política?

Quais são os objetivos dessa Política? A Conab possui uma Política de Gestão de Desempenho que define procedimentos e regulamenta a prática de avaliação de desempenho dos seus empregados, baseada num Sistema de Gestão de Competências. Esse

Leia mais

Requisitos para o ingresso dos programas de pós-graduação stricto sensu das Instituições de Ensino Superior no PROEX

Requisitos para o ingresso dos programas de pós-graduação stricto sensu das Instituições de Ensino Superior no PROEX Programa de Excelência Acadêmica PROEX Documento Básico de Orientações do Programa de Excelência Acadêmica PROEX Objetivos do PROEX e critérios para a aplicação dos recursos O Programa de Excelência Acadêmica

Leia mais

No Brasil as entidades de interesse social só podem se constituir juridicamente na forma de associação ou fundação.

No Brasil as entidades de interesse social só podem se constituir juridicamente na forma de associação ou fundação. Gestão e Sustentabilidade para o 3 Setor Orientações Técnicas CONCEITOS No Brasil as entidades de interesse social só podem se constituir juridicamente na forma de associação ou fundação. Pessoa Jurídica:

Leia mais

POLÍTICA DE RELACIONAMENTO COM CORRESPONDENTES NO PAÍS

POLÍTICA DE RELACIONAMENTO COM CORRESPONDENTES NO PAÍS POLÍTICA DE RELACIONAMENTO COM CORRESPONDENTES NO PAÍS Belo Horizonte, Novembro de 2013. Diretoria de Crédito Consignado Diretoria Executiva Comercial Diretoria Executiva Administrativa e de Atendimento

Leia mais

CARTILHA DE INOVAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA E PROPRIEDADE INTELECTUAL. Portaria nº 040/2014 - Fundação Ezequiel Dias

CARTILHA DE INOVAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA E PROPRIEDADE INTELECTUAL. Portaria nº 040/2014 - Fundação Ezequiel Dias CARTILHA DE INOVAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA E PROPRIEDADE INTELECTUAL Portaria nº 040/2014 - Fundação Ezequiel Dias Governador do Estado de Minas Gerais Alberto Pinto Coelho Júnior Secretário de Estado

Leia mais

INTRODUÇÃO. Apresentação

INTRODUÇÃO. Apresentação ANEXO ÚNICO DA RESOLUÇÃO ATRICON 09/2014 DIRETRIZES DE CONTROLE EXTERNO ATRICON 3207/2014: OS TRIBUNAIS DE CONTAS E O DESENVOLVIMENTO LOCAL: CONTROLE DO TRATAMENTO DIFERENCIADO E FAVORECIDO ÀS MICROEMPRESAS

Leia mais

INFORMAÇÕES SOBRE A ATUAÇÃO DOS VOLUNTÁRIOS NO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

INFORMAÇÕES SOBRE A ATUAÇÃO DOS VOLUNTÁRIOS NO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INFORMAÇÕES SOBRE A ATUAÇÃO DOS VOLUNTÁRIOS NO PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 2 O voluntariado propicia diversos ganhos para todas as partes envolvidas. GABPRES/ DEAPE A experiência do voluntariado

Leia mais

o mpf/sp e a unifesp notas para a audiência pública

o mpf/sp e a unifesp notas para a audiência pública o mpf/sp e a unifesp notas para a audiência pública unifesp, 23.04.2009 tópicos conhecendo o mpf unifesp e administração pública atuação do mpf/sp na unifesp tutela de direitos coletivos defesa do patrimônio

Leia mais

INSTITUTO DE ESTUDOS ESTRATÉGICOS DA EDUCAÇÃO SUPERIOR - INSTITUTO ANDIFES

INSTITUTO DE ESTUDOS ESTRATÉGICOS DA EDUCAÇÃO SUPERIOR - INSTITUTO ANDIFES INSTITUTO DE ESTUDOS ESTRATÉGICOS DA EDUCAÇÃO SUPERIOR - INSTITUTO ANDIFES ESTATUTOS TÍTULO I DO NOME, DA NATUREZA, DO OBJETO, DA SEDE e DO FORO Art. 1º - O INSTITUTO DE ESTUDOS ESTRATÉGICOS DA EDUCAÇÃO

Leia mais

CAPÍTULO II DO ESTÍMULO À CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES ESPECIALIZADOS E COOPERATIVOS DE INOVAÇÃO

CAPÍTULO II DO ESTÍMULO À CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES ESPECIALIZADOS E COOPERATIVOS DE INOVAÇÃO LEI Nº 3095, de 17 de Novembro de 2006 DISPÕE sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo no âmbito do Estado do Amazonas, e dá outras providências O GOVERNADOR

Leia mais

ESTATUTO SOCIAL CAPÍTULO I. DOS OBJETIVOS

ESTATUTO SOCIAL CAPÍTULO I. DOS OBJETIVOS ESTATUTO SOCIAL CAPÍTULO I. DOS OBJETIVOS Artigo 1º O Centro de Referência em Informação Ambiental com sede e foro na cidade de Campinas na Avenida Romeu Tortima 388, Cidade Universitária, é uma sociedade

Leia mais

OBSERVATÓRIO SOCIAL DE BLUMENAU

OBSERVATÓRIO SOCIAL DE BLUMENAU Rua Ingo Hering 20 8º andar Neumarkt Trade & financial Center 89.010-909 Blumenau SC Fone 47 3326 1230 osblu@acib.net www.acib.net/osblu OBSERVATÓRIO SOCIAL DE BLUMENAU Regimento Interno CAPÍTULO I DA

Leia mais

INSTITUTO FÓRUM NACIONAL DOS SECRETÁRIOS E DIRIGENTES ESTADUAIS DE TURISMO - INFORUM ESTATUTO SOCIAL SUMÁRIO

INSTITUTO FÓRUM NACIONAL DOS SECRETÁRIOS E DIRIGENTES ESTADUAIS DE TURISMO - INFORUM ESTATUTO SOCIAL SUMÁRIO 1 INSTITUTO FÓRUM NACIONAL DOS SECRETÁRIOS E DIRIGENTES ESTADUAIS DE TURISMO - INFORUM ESTATUTO SOCIAL SUMÁRIO CAPITULO I - DA DENOMINAÇÃO, DOS FINS, DA SEDE E DO PRAZO Art. 2º Para a consecução dos seus

Leia mais

RESOLUÇÃO N 177, DE 10 DE AGOSTO DE 2000 DOU 24/08/2000 SEÇÃO I

RESOLUÇÃO N 177, DE 10 DE AGOSTO DE 2000 DOU 24/08/2000 SEÇÃO I RESOLUÇÃO N 177, DE 10 DE AGOSTO DE 2000 DOU 24/08/2000 SEÇÃO I Alterada pela Resolução CNAS nº 3, de 13 de fevereiro de 2001 Regras e critérios para a concessão ou renovação do Certificado de Entidade

Leia mais

Entenda o Fundo Municipal de Assistência Social!

Entenda o Fundo Municipal de Assistência Social! Entenda o Fundo Municipal de Assistência Social! CONSELHEIROS ROSA DE FÁTIMA BARGE HAGE Presidente JOSÉ CARLOS ARAÚJO Vice - Presidente MARA LÚCIA BARBALHO DA CRUZ Corregedora ALCIDES DA SILVA ALCÂNTARA

Leia mais

Universidade Federal de Uberlândia OUVIDORIA

Universidade Federal de Uberlândia OUVIDORIA Universidade Federal de Uberlândia OUVIDORIA 2008 Universidade Federal de Uberlândia Ouvidoria Avenida João Naves de Ávila, nº. 2121 Sala 14, Bloco 1A - Bairro Santa Mônica Uberlândia-MG CEP: 38400-902

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 032 CONSUPER/2012

RESOLUÇÃO Nº 032 CONSUPER/2012 RESOLUÇÃO Nº 032 CONSUPER/2012 Dispõe sobre alterações na Regulamentação de apoio à pesquisa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense. O Presidente do do Instituto Federal de

Leia mais

considerando a necessidade de regulamentar a propriedade intelectual da Unoesc;

considerando a necessidade de regulamentar a propriedade intelectual da Unoesc; RESOLUÇÃO Nº 213/CONSUN/2009. Define política e diretrizes para a gestão da Propriedade Intelectual no âmbito da Unoesc. O Conselho Universitário da Universidade do Oeste de Santa Catarina, no uso de suas

Leia mais

CONTROLE DA GESTÃO HOSPITALAR: UMA RESPOSTA À SOCIEDADE. GIL PINTO LOJA NETO AUDITOR GERAL EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES - MEC

CONTROLE DA GESTÃO HOSPITALAR: UMA RESPOSTA À SOCIEDADE. GIL PINTO LOJA NETO AUDITOR GERAL EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES - MEC CONTROLE DA GESTÃO HOSPITALAR: UMA RESPOSTA À SOCIEDADE. GIL PINTO LOJA NETO AUDITOR GERAL EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES - MEC SUMÁRIO O ESTADO BRASILEIRO E AS ESTATAIS; A EBSERH: CARACTERIZAÇÃO,

Leia mais

Anteprojeto de Lei: Autonomia das Universidades e Institutos Federais.

Anteprojeto de Lei: Autonomia das Universidades e Institutos Federais. X Encontro Nacional- PROIFES-Federação Anteprojeto de Lei: Autonomia das Universidades e Institutos Federais. Apresentação PROIFES-Federação A Constituição Brasileira de 1988 determinou, em seu artigo

Leia mais

Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira

Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira Nota Técnico n.º 08/07 Relações das obras com indícios de irregularidades graves constantes nos anexos às leis orçamentárias para os exercícios de 2002

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE COLEGIADO PLENO DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE COLEGIADO PLENO DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE COLEGIADO PLENO DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO RESOLUÇÃO 02/2015 Aprovar a criação do Núcleo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Tecnologia

Leia mais

CONTRATUALIZAÇÃO E CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE

CONTRATUALIZAÇÃO E CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE CONTRATUALIZAÇÃO E CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE 1 DA REGULAÇÃO ASSISTENCIAL A regulação assistencial compreende a função de gestão que tem como foco específico a disponibilização da alternativa assistencial

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº. 199 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2013

RESOLUÇÃO Nº. 199 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2013 RESOLUÇÃO Nº. 199 DE 27 DE DEZEMBRO DE 2013 A PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA, no uso de suas atribuições legais e CONSIDERANDO que as entidades da Administração Pública Federal indireta

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 57, DE 23 DE MAIO DE 2013

RESOLUÇÃO Nº 57, DE 23 DE MAIO DE 2013 RESOLUÇÃO Nº 57, DE 23 DE MAIO DE 2013 O CONSELHO UNIVERSITÁRIO da Universidade Federal do Pampa, em sua 41ª Reunião Ordinária, realizada no dia 23 de maio de 2013, no uso das atribuições que lhe são conferidas

Leia mais

FUNDAÇÕES DE APOIO: AVALIAÇÃO E DEBATE NA AGU. FORPLAD UNIFAL POÇOS DE CALDAS/MG 12 a 14 de junho de 2013

FUNDAÇÕES DE APOIO: AVALIAÇÃO E DEBATE NA AGU. FORPLAD UNIFAL POÇOS DE CALDAS/MG 12 a 14 de junho de 2013 FUNDAÇÕES DE APOIO: AVALIAÇÃO E DEBATE NA AGU FORPLAD UNIFAL POÇOS DE CALDAS/MG 12 a 14 de junho de 2013 1 Aspectos introdutórios A criação de grupo de trabalho para realizar um diagnóstico, no âmbito

Leia mais

Retrospectiva 2012 / Tendências 2013

Retrospectiva 2012 / Tendências 2013 Retrospectiva 2012 / Tendências 2013 TERCEIRO SETOR, CULTURA E RESPONSABILIDADE SOCIAL 19/02/2013 Prezados clientes, Selecionamos os acontecimentos mais marcantes no campo jurídico no ano de 2012 sobre

Leia mais

OUTROS INSTRUMENTOS CONTRATUAIS - EXERCÍCIO 2015 - TCE/RJ

OUTROS INSTRUMENTOS CONTRATUAIS - EXERCÍCIO 2015 - TCE/RJ 1 Doação 303.762-1/14 SN 23/02/2015 Doação de Bens móveis de propriedade do TCE-RJ, relacionados no Anexo I. 00.517.666/0001-11 RIO SOLIDÁRIO - OBRA SOCIAL DO RIO DE JANEIRO R$ 0,00 2 3 4 300.781-8/15

Leia mais

Apresentação e contextualização do novo modelo de prestação de contas

Apresentação e contextualização do novo modelo de prestação de contas Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Diretoria Financeira Coordenação-Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas Apresentação e contextualização do novo modelo de prestação

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa LEI COMPLEMENTAR Nº 11.977, DE 07 DE OUTUBRO DE 2003. (publicada no DOE nº 195, de 08 de outubro de 2003) Introduz

Leia mais

As vantagens de partilhar seus bens em vida

As vantagens de partilhar seus bens em vida As vantagens de partilhar seus bens em vida Antecipar a herança por meio de doações pode sair mais em conta e protege a família de preocupações Planejar a partilha da herança poupa a família de gastos

Leia mais

Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão GABINETE DO MINISTRO PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 342, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2008

Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão GABINETE DO MINISTRO PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 342, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2008 Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão GABINETE DO MINISTRO PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 342, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2008 Altera a Portaria Interministerial nº 127/MP/MF/CGU, de 29 de maio de 2008,

Leia mais

Processo Único de Federação- PUF

Processo Único de Federação- PUF Processo Único de Federação- PUF 1 1. O que é a FEJEPAR? A Federação das Empresas Juniores do Estado do Paraná FEJEPAR, fundada no ano de 1996 na cidade de Curitiba, é uma instituição sem fins lucrativos,

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE CONTAGEM CONTROLADORIA-GERAL DO MUNICÍPIO

PREFEITURA MUNICIPAL DE CONTAGEM CONTROLADORIA-GERAL DO MUNICÍPIO TRILHA DE AUDITORIA CONVÊNIOS - SICONV CONTROLADORIA-GERAL DO MUNICÍPIO Contagem, 09 de Março de 2015 Nicolle Ferreira Bleme AUDITORA-GERAL EQUIPE RESPONSÁVEL Flaviano Coelho Barbosa GERENTE DE AUDITORIA

Leia mais

TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS

TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS RESOLUÇÃO nº 009/CUn/2006, de 13 de junho de 2006. DISPÕE SOBRE A PROPOSIÇÃO, O ACOMPANHAMENTO E A AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DE PESQUISA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. O PRESIDENTE DO CONSELHO

Leia mais

EDITAL PARA LICITAÇAO PARA A GESTÃO DE CURSOS DE LINGUA E CULTURA ITALIANA DO ISTITUTO ITALIANO DI CULTURA DI SAN PAOLO

EDITAL PARA LICITAÇAO PARA A GESTÃO DE CURSOS DE LINGUA E CULTURA ITALIANA DO ISTITUTO ITALIANO DI CULTURA DI SAN PAOLO EDITAL PARA LICITAÇAO PARA A GESTÃO DE CURSOS DE LINGUA E CULTURA ITALIANA DO ISTITUTO ITALIANO DI CULTURA DI SAN PAOLO 1) Ente Ofertante Istituto Italiano di Cultura di San Paolo Av. Higienópolis, 436

Leia mais

Entendendo a Legislação de Convênios

Entendendo a Legislação de Convênios PROFESSORA GIANNA LEPRE PERIM Professora Gianna Lepre Perim APRESENTAÇÃO GERAL: -DO CURSO -DA PROFESSORA -DA METODOLOGIA PROGRAMAÇÃO 1º dia Legislação Aplicável Noções Gerais sobre Convênios Condições

Leia mais

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Prezado Cooperado, Em 2012 a economia brasileira apresentou forte desaceleração, tendo uma das mais baixas taxas de crescimento da América Latina, inferior até as pessimistas

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA Nº 12/2010

TERMO DE REFERÊNCIA Nº 12/2010 CESTEC- CENTRO DE SERVIÇOS EM TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO GRANDE ABC TERMO DE REFERÊNCIA Nº 12/2010 PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE SERVIÇOS DE CONSULTORIA PARA GESTÃO DE PROCESSO PRODUTIVO E PRODUTO Contatos Luiz

Leia mais

TERCEIRO SETOR, CULTURA E RESPONSABILIDADE SOCIAL

TERCEIRO SETOR, CULTURA E RESPONSABILIDADE SOCIAL TERCEIRO SETOR, CULTURA E RESPONSABILIDADE SOCIAL 23/07/2014 Atenção As entidades de assistência social que tiverem processo de inscrição nos Conselhos Municipal de Assistência Social, do Estado de São

Leia mais

PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E INOVAÇÃO

PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E INOVAÇÃO PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E INOVAÇÃO PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E INOVAÇÃO As ações de pesquisa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas constituem um processo educativo

Leia mais

Universidade de Brasília Sistema de Planejamento Institucional Secretaria de Planejamento Decanato de Administração

Universidade de Brasília Sistema de Planejamento Institucional Secretaria de Planejamento Decanato de Administração Anexo T Projetos Estratégicos Institucionais 1 Projetos Estratégicos da UnB 1 O processo de modernização da gestão universitária contempla projetos estratégicos relacionados à reestruturação organizacional

Leia mais

DECRETO Nº 14.407 DE 09 DE ABRIL DE 2013. Aprova o Regulamento do Sistema Financeiro e de Contabilidade do Estado, e dá outras providências.

DECRETO Nº 14.407 DE 09 DE ABRIL DE 2013. Aprova o Regulamento do Sistema Financeiro e de Contabilidade do Estado, e dá outras providências. DECRETO Nº 14.407 DE 09 DE ABRIL DE 2013 Aprova o Regulamento do Sistema Financeiro e de Contabilidade do Estado, e dá outras providências. (Publicado no DOE de 10 de abril de 2013) O GOVERNADOR DO ESTADO

Leia mais

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política

Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Modelos de Gestão no setor público e intervenção política Agnaldo dos Santos Observatório dos Direitos do Cidadão Participação Cidadã (Instituto Pólis) Apresentação O Observatório dos Direitos do Cidadão,

Leia mais

O CONTROLE INTERNO COMO FERRAMENTA DE GESTÃO. Darcy Siqueira Albuquerque Júnior Auditor Governamental da CGE/PI Março / 2011

O CONTROLE INTERNO COMO FERRAMENTA DE GESTÃO. Darcy Siqueira Albuquerque Júnior Auditor Governamental da CGE/PI Março / 2011 O CONTROLE INTERNO COMO FERRAMENTA DE GESTÃO Darcy Siqueira Albuquerque Júnior Auditor Governamental da CGE/PI Março / 2011 1 CONTROLE INTERNO É TEMA NOVO??? Desde Quando??? 2 Fundamento do controle interno

Leia mais

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Secretaria Nacional de Renda de Cidadania

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Secretaria Nacional de Renda de Cidadania 1) RECURSOS DO IGD-M PERGUNTA: Sobre os recursos do IGD-M referentes a dezembro de 2011, mas que só foram creditados na conta em janeiro de 2012, o gestor pode gastar esse recurso normalmente ou terá que

Leia mais

LEI Nº 14.868, de 16 de dezembro de 2003 Dispõe sobre o Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas.

LEI Nº 14.868, de 16 de dezembro de 2003 Dispõe sobre o Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas. LEI Nº 14.868, de 16 de dezembro de 2003 Dispõe sobre o Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas. O Povo de Minas Gerais, por seus representantes, decretou e eu, em seu nome, sanciono a seguinte

Leia mais

D E C R E T A CAPÍTULO I DO RESPONSÁVEL E DA ABRANGÊNCIA

D E C R E T A CAPÍTULO I DO RESPONSÁVEL E DA ABRANGÊNCIA Imprimir "Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial do Estado." DECRETO Nº 13.869 DE 02 DE ABRIL DE 2012 Estabelece procedimentos a serem adotados pelos órgãos e entidades da Administração

Leia mais

Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Ciências Contábeis - ANPCONT. Demonstrações Contábeis em 31 de dezembro de 2014 e 2013

Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Ciências Contábeis - ANPCONT. Demonstrações Contábeis em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Ciências Contábeis - ANPCONT Demonstrações Contábeis em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Ciências

Leia mais

Programa CI-BRASIL RN-009/2010

Programa CI-BRASIL RN-009/2010 Programa CI-BRASIL RN-009/2010 Revoga as RN-010/2008 e RN-016/2009 O Presidente do CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO - CNPq, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo

Leia mais

LEI COMPLEMENTAR Nº 108, DE 29 DE MAIO DE 2001

LEI COMPLEMENTAR Nº 108, DE 29 DE MAIO DE 2001 LEI COMPLEMENTAR Nº 108, DE 29 DE MAIO DE 2001 Dispõe sobre a relação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, suas autarquias, fundações, sociedades de economia mista e outras entidades

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DE 1988

CONSTITUIÇÃO DE 1988 CONSTITUIÇÃO DE 1988 Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,

Leia mais

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA Procedência: 38ª Reunião da Câmara Técnica de Assuntos Jurídicos Data: 04 e 05 de dezembro de 2007 Processo n 02000.003674/2005-12

Leia mais

Sociedade PÓLO DE EXPORTAÇÃO DE SERVIÇOS DE SOFTWARE DO PLANALTO MÉDIO REGIMENTO INTERNO

Sociedade PÓLO DE EXPORTAÇÃO DE SERVIÇOS DE SOFTWARE DO PLANALTO MÉDIO REGIMENTO INTERNO Sociedade PÓLO DE EXPORTAÇÃO DE SERVIÇOS DE SOFTWARE DO PLANALTO MÉDIO REGIMENTO INTERNO Aprovado em Reunião Ordinária do Conselho de Administração conforme registro em ata. Este Regimento Interno Regulamenta

Leia mais