O TRABALHO DO PROFESSOR NAS CONDIÇÕES DE ADVERSIDADE: ESCOLA, VIOLENCIA E PROFISSÃO DOCENTE

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1 O TRABALHO DO PROFESSOR NAS CONDIÇÕES DE ADVERSIDADE: ESCOLA, VIOLENCIA E PROFISSÃO DOCENTE PESQUISADORA PROFª DRª RITA AMELIA TEIXEIRA VILELA MESTRADO EM EDUCAÇÃO BOLSISTA DE INICIAÇÃO CIENTÍTICA ULISSES SAMARONE COELHO CURSO: PEDAGOGIA/NOTURNO FIP - PROJETO 2005/2006 AREA DO CONHECIMENTO: /EDUCACAO PONTIFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS RELATORIO FINAL DE PESQUISA BELO HORIZONTE, 30 DE SETEMBRO DE

2 RESUMO O objetivo da pesquisa foi realizar um levantamento das dificuldades encontradas pelos professores no desempenho do seu trabalho devido à crescente onda de violência existente na escola atual, bem como verificar quais são as formas de enfrentamento dessa violência por parte da comunidade escolar. A literatura sobre os problemas da profissão docente na atualidade possibilitou, primeiramente, verificar de que formas a questão é abordada nas pesquisas da área. Em periódicos destinados à classe docente da educação fundamental procuramos analisar como a questão da violência na escola é apresenta aos professores e verificamos que ela tem sido apontada como um dos mais graves problemas da escola na atualidade. Através de entrevistas com duas diretoras de escola, com uma professora com cargo em equipe regional que faz atendimento a escolas municipais, e com dois policiais do efetivo de patrulhamento policial às escolas, buscamos evidenciar e entender as condições em que se encontra o ambiente escolar, seja como revelador de um clima social de violência, seja como revelador de um clima que lida de forma preventiva em relação a ela. Foi feito, também, um levantamento sistemático de ocorrências de violência na escola, registradas nos Jornais Estado de Minas e Hoje em Dia, no período de 2000 a 2005, para confrontar esses registros com o quadro revelado pelas escolas. A presente pesquisa proporcionou-nos uma aproximação com a realidade vivida, atualmente, pela escola, e aponta questões relacionadas com a responsabilidade desta e do poder de segurança pública como, ainda, com a falta de capacitação específica do corpo docente para lidar com a violência existente dentro do ambiente escolar e revelou algumas particularidades das implicações da violência com as condições de trabalho dos professores. Mas revelou também, por outro lado, que as escolas pesquisadas não se curvam ao quadro impositivo da violência, procurando formas de superar as dificuldades criadas por essa nova configuração do trabalho escolar. A pesquisa aponta a importância do apoio do poder público, não somente com ações efetivas de segurança e de policiamento escolar, mas, também, para realização de ações pedagógicas preventivas. Palavras-chave: Escola e violência; Violência na escola; Profissão Docente. 2

3 SUMÁRIO I) Introdução: O Objeto da pesquisa e as questõe levadas para a investigação...06 II) A Pesquisa: Tipo de pesquisa e a Metodologia ) Uma Pesquisa Exploratória ) Os Objetivos da Pesquisa ) A Metodologia Utilizada...15 III) A Pesquisa Realizada: Suas evidências e questões apontadas ) O trabalho do professor e a violência na escola: questões atuais da profissão docente ) Os Relatórios da OIT sobre a Profissão Docente: compreender a profissão docente nas atuais condições de trabalho na sociedade ) Estudos sobre adoecimento dos Professores ) Estudos sobre o mal estar docente ) Estudos sobre a síndrome de burnout em professores ) O quadro constado: A configuração da realidade do trabalho do professor sob condições de violência

4 3.2.1 : O cenário da violência na escola, em Belo Horizonte ) A confirmação da violência dentro da escola e contra a escola ) Os cenários particulares de duas escolas, em Belo Horizonte ) Os tipos de violência vividos nas escolas e algumas explicações para eles ) A relação das escolas com as políticas de segurança pública ) Segurança Policial: O policiamento ostensivo na escola aparência e realidade...67 VI) Discussão do quadro de evidências relativas à violência na escola e suas implicações para o trabalho dos professores...77 Conclusão...83 Referências Bibliográficas...86 Anexos...93 Índice dos Quadros Gráficos Quadro N Violência na Escola em Belo Horizonte: 2000/2002 4

5 Quadro N Violência na Escola em Belo Horizonte: 2003/2005 Gráfico N Comparação da Violência na Escola entre os períodos 2000/2002 e 2003/2005 5

6 I) introdução: O Objeto da pesquisa e as questões levadas para a investigação. Chamamos a atenção, inicialmente, para a importância do tema pesquisado no cenário da profissão docente e seus problemas na atualidade, uma vez que esta foi a motivação para a realização da presente pesquisa. Diante do agravamento da crise social e da escalada de violência, várias dimensões do cotidiano do trabalho docente estão, hoje, envolvidas com cenas de violência. A situação de violência social está dentro das escolas e em seu entorno, situação que tem gerado amplo debate na sociedade civil e entre pais e educadores, uma vez que essa nova situação traz implicações para a imagem da escola, para o trabalho nela desenvolvido e para as pessoas que são sua população tradicional professores e alunos. (Zaluar, 1992, 2002; Gonçalves e Spósito, 2002 ). O quadro é internacional e afeta paises pobres e ricos, uma situação que levou a própria UNESCO a tomar liderança na discussão do tema e na responsabilidade de realização de pesquisas visando, não só mapear a situação em diferentes contextos mas, também, a orientar o debate na perspectiva de assumir e demonstrar que, diante do quadro de agravamento da violência na escola, educadores e alunos precisam desenvolver formas de lidar com ela. As pesquisas da UNESCO abrangeram oito países da América Latina e Caribe, com o Brasil incluído, ( Filmus et al, 2003) e dez países europeus ( Derbabieux e Blaya, 2002; Derbabeiex et al 2003). No Brasil, o tema o tema ainda não é explorado como objeto de investigação na proporção exigida pelas dimensões da sua crise social e das evidencias de que a violência social está nas suas escolas. Entretanto, não se pode afirmar que é insipiente ou que isso significa que o tema é excluído das pesquisas dos programas de pós-graduação e nos debates sobre os problemas da educação de hoje. Além das pesquisas desenvolvidas sob o patrocínio e orientação da própria UNESCO, em quatorze capitais de Estados brasileiros 1, que revelam as magnitudes do problema e implicações para as relações escolares ( Abramovay e Rua, 2002), o tema mobilizou, nos últimos 10 1 Estados contemplados na pesquisa de campo: Alagoas, Amazonas; Bahia; Ceará, Espírito Santo, Distrito Federal,Goiás, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. 6

7 anos, alguns pesquisadores em importantes instituições acadêmicas. Mesmo que essa produção deva ser considerada pequena em relação à magnitude do problema, ela representa uma oferta de interessantes perspectivas para debate e destaca a pertinência do tema e a urgência de que ações sejam canalizadas para entender o problema e tentar formas enfrentá-lo ( Guimarães E,1996 e 1997; Guimarães A,1990, 1995 e 1996; Paim Costa, 2000; Costa 1993; Paim 1997; Santos 1999; Candau et al, 1999; Spósito,1997, 1999,2000 e 2001; Santos,2001; Camacho, 2000 e 2001; Araújo, 2000 e 2001; Espírito Santo 2002). No interior da ANPEd (Associação Nacional de pesquisa e pós-graduação em Educação) o tema violência na escola, tem sido contemplado de forma apenas esporádica nas suas reuniões anuais. Em 1996, na 19ª Reunião Anual, foi apresentado, no GT de Sociologia da Educação, um primeiro trabalho abordando diretamente o tema 2. No texto Escola, Galera e Narcotráfico: novos padrões de relacionamento entre a escola pública de 1º grau e o meio urbano da cidade do Rio de Janeiro, a autora analisa, em algumas escolas do Rio de Janeiro, localizadas em regiões com reconhecido grau de conflitos sociais, as relações que se estabeleciam a partir de três movimentos distintos, que lhe eram exteriores, mas que lhes conferiam os limites possíveis para o trabalho pedagógico : o narcotráfico; as galeras os grupos de rua, relativamente organizados e constituídos por jovens da periferia urbana; e movimentos juvenis com diferentes formas de mobilização para aglutinar jovens na área pesquisada. A pesquisa conduzida pela autora demonstrou como a ação sistemática desses diferentes movimentos sobre a instituição escolar interfere em sua organização e afeta sua capacidade de cumprir as funções que são atribuídas pela sociedade. Chamou atenção, também, pela situação dos professores que revelaram seu medo e sua impotência diante do controle exercido sobre a escola, pelos líderes da contravenção, para que a escola não atrapalhasse seu movimento e sua liderança (Guimarães, 1997). O trabalho de Guimarães surpreendeu pela ousadia e foi recepcionado pela sua pertinência, pois a situação incomodava. A violência já era evidenciada como fazendo parte do cotidiano de muitas escolas. Presentes ao debate durante a apresentação do trabalho de Guimarães, muitos professores deram testemunho de agressões físicas entre alunos, de violência cometida contra professores e do quadro desolador de violação de 2 Apresentação da tese de doutorado da autora: Guimarães,

8 patrimônio escolar. Desde então, a situação da violência social cresceu e tem ocupado as páginas dos jornais, inclusive com as cenas vividas em instituições escolares. Registre-se, contudo, que não continuou como tema regular de trabalhos apresentados na ANPEd. Apenas cinco anos depois, na Reunião Anual de 2001, uma Mesa Redonda, patrocinada por quatro diferentes grupos de trabalho (Educação Popular, Educação Fundamental, Sociologia da Educação e Educação de Jovens e Adultos ) abordou diretamente o tema Violência e Escola. Apesar da concorrência de público para esta atividade e da pertinência das contribuições dos pesquisadores convidados para a mesa, que fizeram uso de dados estatísticos comprovadores e assustadores sobre a violência na escola, e externaram preocupação com as condições dos professores para lidarem com ela, o tema não teve continuidade neste fórum. Nas Reuniões da ANPEd, realizadas nos anos 2001 e 2002, foi a análise sobre o movimento jovem que mereceu uma atenção especial dos pesquisadores associados aos GTs Educação de Jovens e Adultos e Movimentos Sociais e Educação e Educação Popular, sinalizando uma outra forma de abordar as questões de violência social e suas relações com escola. Um conjunto de trabalhos, apresentados nessas duas reuniões, procurou demonstrar como diferentes formas de organização e de vida dos jovens da periferia urbana, muitas vezes rotuladas de violentas, também podem propiciar uma relação positiva com a escola e com os processos de escolarização. Algumas experiências significativas de escolas, que usam as formas de cultura da juventude para transformar as relações pedagógicas a favor desta clientela, têm merecido destaque. Entretanto, não podemos situar esse tipo de produção como diretamente abordando a questão violência e escola. Classificada dentro de uma outra temática: Juventude e Escola, que prioriza retratar experiências pedagógicas positivas, mesmo no contexto de violência. A dimensão reforçada no conjunto dessa produção, que é de grande relevância, é que a escola, na medida em lida adequadamente com jovens de zonas de risco, possibilitando a elas uma trajetória escolar positiva, pode ser uma boa arma contra a violência. Nas últimas quatro reuniões anuais da associação ( 2002, 2003, 2004 e 2005) o tema Violência na Escola não esteve presente de forma explícita. As aproximações relativas às questões internas na escola se situam na abordagem de problemas relacionados com indisciplina e condutas consideradas inadequadas no ambiente escolar 8

9 (Latermann,2002), e continua presente o debate acerca da necessidade de consideração, pela escola, das condições de vida da juventude e de demandas específicas dessa faixa etária. Nessa perspectiva o debate aborda a alta exposição à violência a que está submetida a população jovem das periferias urbanas. Pelo quadro exposto, a questão da relação entre violência e profissão docente ainda é secundarizada. Confirmando essa situação podemos registrar que a Revista Brasileira de Educação (RBE), editada pela ANPED e, portanto, referência significativa da produção acadêmica da área, registrou no período de 2000 a 2005, apenas um artigo que se aproxima da temática violência na escola e trabalho docente 3. Este é também o único artigo sobre o tema geral violência na escola nessa revista. A RBE tem assumido, desde sua inauguração em 1995, uma política de números intermediários, monotemáticos, dedicados a temas atuais do cenário do debate educacional. O tema violência na escola ainda não foi agraciado. O número especial monotemático de 1997, dedicado às questões da educação da juventude não apresenta pesquisas sobre a violência na escola embora vários dos artigos façam referência à situação de agravamento das condições de vida desse grupo, cada vez mais exposta à violência ( Peralva e Spósito 1997; Abramo 1997; Marques 1997) 4. Além dessa constatação, de que o tema violência na escola e suas implicações na profissão docente é obscurecido no debate na área, outro fator, com implicações particulares da minha atividade profissional, foi crucial para o interesse de pesquisa. A escolha desse tema, portanto, é também, consequente do meu trabalho como profissional da área da educação. Como professora de profissionais de educação em processo de qualificação, nível mestrado, tenho acompanhado o debate acerca das condições atuais da profissão docente, constatando serem alarmantes os registros de violência nas escolas e a inquietação que esse contexto tem trazido a essas instituições e aos professores. Esse quadro exige o debate nos cursos de preparação de educadores, para o que é necessário o melhor conhecimetno da situação. Entretanto, a área carece de produção suficiente para amparar e orientar as discussões e o trabalho dos educadores. 3 RATTO, Ana Lucia Silva.Cenários criminosos e pecaminosos nos livros de ocorrência de uma escola pública. Revista Brasileira de Educação. Maio/ago, 2002, N.20, p Há um número especial da Revista da Faculdade de Educação da USP ( N.27/2001) que destina um editorial uma sessão ao debates sobre violência e escola. Entretanto, os textos publicados não são novos com relação aos estudos aqui já referidos. 9

10 Numa outra perspectiva, eu fui envolvida com a procura sistematizada de informçãoes sobre o tema, uma vez que ele surgiu e cresceu na minha sala de aula no curso de Pedagogia da PUC Minas, na disciplina sob minha responsabilidade: Topicos Especiais em Educação II, prevista para o sexto período 5. Essa é uma disciplina de conteúdo aberto, permitindo ao professor trabalhar com temas emergentes da área. Na minha experiência, essa disciplina tem permitido transpor para a sala de aula, em turmas de sexto período, a cada semestre, a discussão permanente sobre o trabalho dos professores, situando cada vez mais, o cotidiano dos professores num contexto social extremamente adverso ao desenvolvimento de seu trabalho de educador, devido a situações geradas pela violência social. A ementa existente para a disciplina, no currículo do curso, possibilita bastante abertura no trato de conteúdos e de informações e, por isso, favorecem esse tipo de discussão 6. Ao assumir a disciplina, elaborei uma proposta de trabalho, na qual defini como objetivos, possibilitar aos alunos: a) Identificar e analisar questões relevantes, relacionadas como o tema educação e cidadania, dentre algumas que permeiam o cotidiano das escolas, desafiando educadores e a sociedade em geral, na medida em que representam problemas sociais refletidos na escola; b)trabalhar situações nas quais se explicitam a função social da escola na formação integral dos indivíduos: ética e cidadania, relacionadas com ações sociais da vida cotidiana, com a prática pedagógica e com a atuação dos professores. O objeto desta pesquisa foi construído, assim, em sala de aula, ao longo da minha atuação desde 1999, uma vez que optei, como processo didático, construir a proposta do curso nas duas primeiras aulas, através de uma indagação direta aos alunos sobre quais seriam as situações mais cruciais, no cotidiano das escolas de hoje, que eles gostariam de trazer para o debate durante o curso. As questões relacionadas aos desafios que se colocam para os professores nas condições de adversidade, considerando aqui os aspectos de violência urbana e as precárias condições sociais da maioria dos alunos de escolas públicas e de seus familiares, associadas às condições de degradação do trabalho do professor entraram, 5.Disciplina retirada no novo currículo do curso em vigência a partir de Tenho a última turma no presente semestre ( segundo/2006). 6 Ementa da disciplina no currículo do curso: Articulação do referencial teórico com a prática profissional do aluno. Análise de experiências inovadoras no campo da educação. Reflexão sobre a construção da cidadania e democracia, a ética, política educacional, configuração sócio-política da sociedade brasileira. 10

11 assim, na sala de aula como podem evidenciar as unidades de trabalho assumidas no período, apresentadas abaixo: º semestre : Violência urbana e violência na escola depredação de patrimônio, agressões físicas na escola e o papel dos educadores º semestre : Possibilidades e limites de enfrentamento de problemas sociais na escola - violência, drogas e racismo º semestre : Violência urbana e escola : o enfrentamento cotidiano de problemas sociais na escola ( depredação de patrimônio, miséria social, agressão, preconceitos, etc) e as possibilidades e limites da ação educativa º semestre- Civilidade, autoridade e cidadania - papéis sociais de alunos e educadores e a responsabilidade formativa da escola nas condições sociais da atualidade º semestre - O Intra-muros da instituição e a cidadania na escola: convivência escolar como convivência cidadã. Questões relacionadas à violência, indisciplina e limites º semestre - Dificuldades e perspectivas nas relações sociais na escola em condições sociais de adversidade : as relações alunos/alunos; alunos/professores; escola/pais, na realidade social das escolas públicas em áreas de violência urbana º semestre Violência, ética, cidadania e escola: limites e possibilidades da educação para superar os entraves sociais à plena formação de sujeitos e de cidadãos º semestre - Indisciplina e Violência na escola : as fronteiras rompidas e os impasses para os educadores de hoje º semestre - Violência na escola: novas dimensões para o trabalho dos professores e o desafio para a tarefa educativa. 11

12 2003 2º semestre - Ações cidadãs na vida social cotidiana: sentido da escola e relações entre os agentes do processo escolar no enfrentamento da violência na escola º semestre: Indisciplina e violência na escola: suas conseqüências não formativas º semestre: problemas e impasses enfrentados na escola no contexto atual de violência. Violência social e violência na escola e as implicações para o cotidiano dos professores º semestre: O trabalho do professor nas condições de adversidade: violência na escola e a profissão docente º semestre: idem 7 Buscando subsidiar as atividades desenvolvidas em classe foi possível constatar, contato com a literatura que apresenta pesquisas e discussão da profissão docente, que o conhecimento acumulado sobre os problemas que afetam os professores enquanto profissionais, não abordava de forma direta as questões da violência na escola, e não analisava a questão da violência como situação de trabalho dos professores. Os periódicos de circulação entre professores 8, normalmente um tipo de revista que é lida pelo professorado e, portanto, buscados pelas alunas como apoio ao curso, mostraram que têm contemplado situações pontuais dos problemas enfrentados pelos professores em sala de aula, mas também não abordam a perspectiva da relação entre violência e profissão docente (Fruet, 2004; Matias, 2003; Rodrigues, 2003; Tognita,2003). Assim, essa pesquisa colocou a questão no centro do debate sobre a formação docente e parte das seguintes indagações: é possível ao professor lidar com a violência? 7 O mesmo tema constitui as unidades de trabalho nos semestres seguintes, ao mesmo tempo em que a pesquisa era desenvolvida. Registre-se aqui que, a partir do segundo semestre de 2005, o sistema de gestão acadêmica da PUC Minas passou a exigir dos professores a apresentação do plano de curso da disciplina, sempre no semestre anterior à de sua realização, para ser aprovado nos Colegiados de Curso. Isso definiu que, a partir desse momento, não mais foi possível discutir previamente, com os alunos, uma proposta de trabalho para o semestre. Sendo assim, passei a ofertar o curso estruturado no primeiro semestre de 2005, ficando para a decisão com os alunos apenas as estratégias de trabalho pedagógico e acadêmico com o tema. 8 Em Especial as Revistas: Pátio, Nova escola e Presença Pedagógica. 12

13 Como ele tem conseguido (ou não) lidar com essa situação? Em que medida esse novo contexto da escola tem interferido na profissão docente? As questões propostas para encaminhar a pesquisa, de acordo com o que consta no projeto inicial foram as seguintes: Quais as implicações, no trabalho docente e na qualidade de vida dos professores, do contexto de violência social, no qual, hoje se enquadra também uma grande parte das escolas? Como o fator violência social está interferindo, no cotidiano das escolas, impondo limites à competência do professor na realização das suas atividades fins? Até onde pode se configurar a profissão docente como profissão de risco social? A proposta inicial de pesquisa foi elaborada numa perspectiva mais abrangente, pretendendo formar uma equipe ampliada e com financiamento do CNPQ. Entretanto, foi aprovada no mérito junto ao CNPq mas não recebeu financiamento. Assim ela foi redimensionada para ser desenvolvida com a equipe reduzida para apenas a pesquisadora principal e um auxiliar de pesquisa com apoio do fundo de pesquisa da própria PUC ( FIP/Puc Minas) e com duração de apenas um ano no lugar dos dois anos anteriormente previstos. Esperamos que as informações sistematizadas sobre essa situação da realidade do trabalho dos professores sob condições de adversidade, determinadas pela violência nas escolas, possam fomentar outras pesquisas que busquem elementos necessários ao tratamento do tema para melhor orientar professores em formação para lidar com esse novo contexto do trabalho docente. II) A Pesquisa: Tipo de pesquisa, seus objetivos e a Metodologia 2.1) Uma pesquisa exploratória Nas condições de desenvolvimento, configurou-se como um estudo exploratório, visando levantar informações que possam evidenciar a existência de situações que demonstrativas de encontrarem-se os professores expostos a situações de violência, 13

14 dentro da escola e no seu entorno, bem como evidenciar algumas das particularidades desse tipo de violência e discutir suas implicações no trabalho docente. Sendo um estudo exploratório, o que se pretendeu foi sistematizar algumas informações sobre essa realidade do trabalho dos professores sob as condições reinantes de violência na escola, que possam se constituir como fontes essenciais para se pensar em pesquisas futuras mais abrangentes e que permitam desvelar como se tem dado a interferência da violência, presente nas escolas, no trabalho cotidiano do professor, impondo limites à sua competência no cumprimento de suas atividades fins, e que possibilitem também verificar se a profissão docente é, na atualidade, uma profissão de risco. 2.2) Os Objetivos da Pesquisa Tendo em vista a redução do tempo da pesquisa para apenas um ano e de duração e da equipe de pesquisa a ser constituída apenas pelo pesquisador responsável e um aluno bolsista, os objetivos priorizados foram: 1 Procurar identificar, na literatura que discute os problemas da profissão docente na atualidade, como é abordada a questão da violência contra o professor; 2 Procurar identificar, em periódicos destinados à classe docente da educação fundamental, como a questão da violência na escola é apresenta aos professores. 3 Levantar, nos anais das Reuniões Anuais da ANPEd, realizadas entre 2000 e 2005, a presença do tema Violência contra os professores e verificar o recorte dado ao tema; 4 Levantar e sistematizar as informações veiculadas na imprensa, em Belo Horizonte, no período de janeiro de 2000 a dezembro de 2005, sobre a violência na escola e contra os professores; 14

15 5 levantar o registro de ocorrências sobre violência contra professores, nos departamentos de educação nas regionais administrativas da prefeitura de Belo Horizonte e identificar quais procedimentos são adotados para essas situações 9, 6 levantar o registro de ocorrências, sobre violência contra professores em Belo Horizonte, nas corporações da polícia militar e civil, verificar o registro estatístico da situação e identificar quais os procedimentos são adotados para estas situações 10 ; 7 Através de entrevistas com diretores de escola buscar evidenciar e entender as condições em que se encontra o ambiente escolar, seja como revelador de um clima social de violência ou seja como revelador de um clima que lida de forma preventiva em relação a ela. 8 Através dessas entrevistas, procurar averiguar, também, de que forma a escola e os professores têm se portado diante do quadro crescente de violência no seu entorno e no seu próprio ambiente físico. 2.3) A Metodologia utilizada: A dimensão desta pesquisa sobre as implicações da violência no trabalho do professor impôs a opção metodológica por uma investigação de cunho qualitativo. A escolha dessa abordagem metodológica deve ser aquela que é capaz de proporcionar uma visão do contexto, no qual as questões da pesquisa se fazem presentes e, também, devido ao seu estatuto atual nas pesquisas no campo da educação objetivando conhecer o universo escolar em todas as suas nuanças (Zago, et al., 2003). Nestas, a ênfase tem sido colocada na busca de esclarecimento das situações envolvidas 9 - Essa etapa não pode ser desenvolvida como planejado devido a obstáculos apresentados para obtenção das informações. Essa dificuldade será explicitada na apresentação da pesquisa ao ser em relatadas o tipo de informação a que tivemos acesso e suas limitações. 10 Essa etapa não pode ser desenvolvida como planejado devido a obstáculos apresentados para obtenção das informações. Essa dificuldade será explicitada na apresentação da pesquisa ao relatar o tipo de informação obtida a que tivemos acesso bem como as estratégias usadas para conseguirmos informações sobre o quadro geral da violência na escola. 15

16 na questão ou nas questões de investigação. Essa tentativa de esclarecer os significados das particularidades presentes na situação investigada revela quais são as estruturas sociais que se encontram presentes naquela situação e que possibilidades podem ser interpretadas e esclarecidas. A principal característica da pesquisa qualitativa está no fato de que a fonte direta dos dados ou informações necessárias para elucidação do objeto de investigação se apresenta no contexto onde ele deve ser compreendido. Isso exige que o investigador se utilize de diferentes instrumentos de recolha de dados, sendo recomendado que a busca de compreensão do objeto de pesquisa se fundamente na análise de documentos e de literatura sobre pesquisas anteriores. Entrevistas e observação do contexto onde se enquadra o tema são instrumentos essenciais.(bogdan e Biklen, 1994; Goldenberg, 1998; Becker 1997) e, em algumas pesquisas, são insubstituíveis. A pesquisa qualitativa, hoje, assume relevância inquestionável na pesquisa em educação tendo superado as posições vigentes nos anos 1960/70 quando se acreditava que os fenômenos educacionais deveriam ser explicados, sobretudo, através de pesquisas quantitativas e analíticas. O fluxo linear desse tipo de pesquisa não atende às necessidades dos pesquisadores de situações educacionais situadas dentro da escola uma vez que, o que ocorre na área da educação pede explicações de situações multifacetadas que agem e interagem ao mesmo tempo. Essa dinâmica, portanto, devido à sua complexidade, exige da pesquisa a ampla flexibilidade metodológica, outra qualidade presente na pesquisa qualitativa ( Zago, et.al, 2003; Vilela, 2003). Essa flexibilidade permite ao investigador poder redimensionar, a todo instante, os processos de busca de dados e poder buscar, sempre que necessário, aportes teóricos para avaliar a situação de pesquisa garantindo sua continuidade. As características mais evidentes da pesquisa qualitativa são: - As interpretações elaboradas, a partir de pesquisas qualitativas, são indutivas. Os pesquisadores não recolhem dados ou provas para confirmar ou rejeitar hipóteses pré-estabelecidas sobre o objeto investigado. Eles fazem construções explicativas enquanto pesquisam, à medida que os dados particulares e recolhidos vão se agrupando num processo de construção de inter-relações. 16

17 - Os resultados ou as evidências reveladas, a partir desse processo indutivo, não têm a finalidade de se tornar uma lei explicativa, em termos de causa e efeito, do objeto analisado. Como resultado final, considera-se que foi detectado o que é mais importante ou algo que tem uma importância particular na explicação do objeto ou fenômeno estudado. Os pesquisadores qualitativos consideram que descobrir as perspectivas, os significados atribuídos socialmente aos fenômenos estudados são mais importantes do que a generalização dos resultados obtidos. - O processo de construção de conhecimento sobre uma questão social importante, ou sobre grupos sociais, é operado numa forma de diálogo entre os investigadores e seu tema ou objeto de pesquisa, com apoio em literatura sistematizada sobre o tema ou objeto de pesquisa. A opção metodológica teve implicações no desenrolar da investigação, criando possibilidades para reformulação de etapas previstas, diante de situações concretas que emergiram no processo de pesquisa, tanto as relativas aos impedimentos para acesso a dados desejáveis e previstos, quanto as relativas às soluções buscadas para contornar os obstáculos. O desenvolvimento da pesquisa comprovou algumas dificuldades e, de forma particular, evidenciou problemas decorrentes do tema da pesquisa ser focado na violência em escolas. Essas situações serão evidenciadas ao longo da apresenrtação da pesquisa 11. III) A Pesquisa Realizada: suas evidencias e questões apontadas A pesquisa realizada possibilitou levantar e analisar a discussão existente sobre problemas da profissão docente na atualidade e verificar, em trabalho de campo, como é abordada a situação do professor no quadro atual de violência na escola. Assim, foi 11 Tentando manter a fidelidade à abordagem qualitativa, as dificuldades de acesso aos dados, de acordo com o planejado ou desejado, foram contornadas com estratégias para obtenção de informações aproximadas que garantissem a discussão do tema. Assim, optamos por relatar as dificuldades no momento de apresentar as evidências obtidas esclarecendo o que se buscava inicialmente e o que foi obtido. 17

18 possível desvelar algumas situações de como se tem dado a interferência da violência, presente nas escolas, no trabalho cotidiano do professor, impondo limites à sua competência no cumprimento de suas atividades fins. Foi possível trazer à tona, através de levantamentos de registro de incidências de violência nas escola em dois jornais de Belo Horizonte, com ampla circulação; da verificação, em duas escolas da capital sobre sua realidade de violência e sobre suas formas de enfrentamento das situações envolvendo professores; de entrevistas com duas diretoras de escola, com dois policiais e com um membro de equipe de apoio a escolas municipais, elementos importantes para responder às questões propostas na pesquisa. Além disso, através de informações complementares obtidas de policiais do efetivo policial de atendimento às escolas e junto a outros setores que detinham conhecimento a respeito da situação 12, foi possível construir algumas aproximações sobre as particularidades dos processos vividos nas escolas e das possíveis formas de lidar com essa violência, centralizada no ambiente escolar, contra seus atores e, praticada por parte deles. 3.1) O trabalho do professor e a violência na escola: questões atuais da profissão docente Na sua primeira etapa, a pesquisa visou verificar, numa literatura pré-selecionada, o que é abordado sobre as implicações da violência da escola nas condições de trabalho dos professores. Essa revisão mostrou que, partir dos anos 1980, as pesquisas sobre a profissão docente revelam novas tendências. Até o final da década anterior, essas pesquisas contemplaram situações formais sobre o trabalho docente, decorrentes de formas de gestão e de organização do processo de trabalho na escola e sobre modelos ou processos de qualificação inicial e continuada. Muitas delas tinham metas políticas claras, visando criticar ou sustentar programas ou cursos de formação inicial ou de aperfeiçoamento de professores. Do final dos anos 80 à atualidade, desenvolvem-se os estudos de contornos especiais da ocupação. Essa nova produção procura desvendar a 12 Atividades de coleta de informações que não foram planejadas mas se tornaram viáveis dentro da flexibilidade da metodologia da pesquisa. 18

19 natureza do trabalho docente, os processos de profissionalização, os aspectos particulares da vida sócio-cultural dos profissionais, a cultura escolar e as particularidades da vida das instituições e da sala de aula como sendo definidores do como ser e do como agir como professor. Mas a violência na escola e suas implicações na profissão docente permaneceu um tema particamente ausente (Cabrera e Jaen, 1999; Perkin, 1993; Serbino,1998; Barbosa,2003; Pendry, 1990). Devido a isso nossa iniciativa foi procurar localizar uma produção sistematizada sobre problemas ou sobre uma possível indicação de crise na profissão docente. Interessava levantar como a presença da situação de violência na sociedade repercutia no debate das dimensões da crise da profissão docente. Interessava, também, verificar como esses problemas eram abordados em estudos voltados para a busca de entendimento dos problemas da profissão docente. Identificamos quatro perspectivas de discussão desses problemas: os estudos da OIT ( Organização Internacional do Trabalho) sobre a profissão docente como categoria profissional que está afeta a problemas; estudos sobre adoecimento dos professores; os estudos sobre o mal estar docente e as pesquisas recentes sobre a síndrome de burnout em professores, esta última focada no Brasil ) Os Relatórios da OIT sobre a Profissão Docente: compreender a profissão docente nas atuais condições de trabalho na sociedade Estudos realizados pela Organização Internacional do Trabalho, assinalam que, desde 1957, tem sido abordada a situação de comprometimento do trabalho dos professores relacionada com situações particulares do exercício profissional, no quadro de mudanças sociais mais gerais e abrangentes. A referencia a estes estudos, registrada numa publicação posterior da OIT ( Oit, 1991, p.123) revela que é longa a suposição de existência de situações de desgaste do professor que poderiam estar associadas não só ao excesso de alunos em sala de aula, mas a outras influências da jornada e das condições gerais de trabalho, acrescidas da condição de enfrentamento do professor de questões de ordem social e econômica, tais como desprestígio da profissão e a exposição a situações da vida social moderna, consideradas estressantes. 19

20 Nos relatórios subseqüentes sobre o trabalho de professores, divulgados pela OIT em 1981, 1984 e 1991, são explicitados resultados de levantamentos, realizados em diferentes países, que indicam o desgaste dos profissionais, a propensão a exposição contínua a situação de stress, a partir de algumas variáveis como: volume e intensidade do trabalho docente; situações impostas para a carreira, tais como avaliações de desempenho e concursos para cargos de progressão funcional ou de salários; embates da carreira docente como classe profissional; modificações no status social da profissão decorrentes de perdas salariais e de significado social da profissão; modificações nas exigências de jornada de trabalho e de indicadores de competência decorrentes de modificações no trabalho do professor como conseqüências de novas situações sociais ( tais como aumento de número de alunos em classe, perda de autonomia no trabalho e desgaste da relação professor aluno), assim como indicação de quadro de doenças profissionais a que estão mais propensos os professores. Os três relatórios divulgados pela OIT sobre as condições de trabalho dos professores oferecem assim, um conhecimento sistematizado da profissão docente frente às condições degradantes na vida social no final do seculo XX (OIT. Empleo y Condiciones de trabajo Del personal docente. Ginebra. Oficina Internacional del trabajo. 1981;OIT. La situacion del personal docente. Ginebra. Oficina Internacional del trabajo. 1984; OIT. Personal docente: los retos del decenio de Ginebra. Oficina Internacional del trabajo. 1991). Estes estudos, entretanto, desenvolvidos segundo a perspectiva da Sociologia do Trabalho, foram realizados sob as mesmas dimensões dos estudos que investigam outros grupos profissionais, procurando relacionar situações particulares de saúde e doença com as características do trabalho. Eles possibilitam concluir, de um modo geral, através dos perfis confeccionados para os professores e das características da profissão, que o grupo profissional está sujeito, como muitas outras categorias ocupacionais, a stress e adoecimento decorrentes da degradação da qualidade da vida profissional, que estaria associada com a queda de outros indicadores de qualidade de vida da população, em geral. Os relatórios não contemplam dimensões do trabalho docente sob as condições de adversidade social e violência na escola ) Estudos sobre adoecimento dos professores 20

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