SOB A ÓTICA DO JORNAL NACIONAL E JORNAL DA RECORD: A ENGRENAGEM DISCURSIVA DO SUJEITO-JORNALISTA

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1 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS SOB A ÓTICA DO JORNAL NACIONAL E JORNAL DA RECORD: A ENGRENAGEM DISCURSIVA DO SUJEITO-JORNALISTA MOISÉS DE ARAUJO SILVA João Pessoa 2007

2 2 MOISÉS DE ARAUJO SILVA SOB A ÓTICA DO JORNAL NACIONAL E JORNAL DA RECORD: A ENGRENAGEM DISCURSIVA DO SUJEITO-JORNALISTA Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal da Paraíba como Requisito parcial à obtenção do grau de Doutor em Lingüística e Língua Portuguesa. JOÃO PESSOA 2007

3 3 TERMO DE APROVAÇÃO Moisés de Araújo Silva Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal da Paraíba como Requisito parcial à obtenção do grau de Doutor em Lingüística e Língua Portuguesa. Aprovação: João Pessoa, de de 2007 Professora Orientadora Profª Dra. Ivone Tavares de Lucena Profª. Drª. Maria Virgínia Borges Amaral - UFAL Prof. Dr. Wellington José de Oliveira Pereira - UFPB Prof. Dr. Gilton Sampaio de Souza - UERN Prof. Dr. José Wanderley Alves de Sousa - UFPB Profª Dr.ª Maria Angélica de Oliveira - UFPB (Suplente) Prof. ª Dr.ª Cláudia Rejane Pinheiro Granjeiro - URCA (Suplente)

4 4 DEDICATÓRIA À minha querida esposa, Viviane Ferreira Ramos, que teve compreensão e me apoiou com muito afinco em todos os momentos, com amor, DEDICO. A Mikhail Bakhtin, que não teve a oportunidade de poder obter o título de doutor (in memorian)

5 5 AGRADECIMENTOS A Deus, Todo-Poderoso, e aos anjos e santos que assistem diante Dele, por terem me abençoado todo o percurso da minha pesquisa científica; Aos meus pais por terem me gerado e colaborado para quem sou hoje. À CAPES sem a qual esse trabalho seria muito mais difícil e demorado. Ao Amigo Robson por ter me ajudado a enveredar pelo campo científico. Ao Departamento de Comunicação Social da UEPB e seus professores por terem colaborado na atuação da minha pesquisa. Aos médicos Ismar Meira e Fábio Piquet por terem cuidado de minha saúde em momento delicado. À professora Euda Cordeiro por todo o cuidado em traduzir o Resumo e o apoio dado durante o tempo da pesquisa. A todos os professores da Universidade Federal da Paraíba que me ajudaram e apoiaram nesse estudo. Todos os amigos e aqueles que contribuíram direta e indiretamente para a pesquisa e o doutorado em geral.

6 6 AGRADECIMENTO ESPECIAL Á minha orientadora professora Ivone Tavares de Lucena por tudo o que fez durante o trajeto dessa pesquisa. Muito obrigado pela confiança, pelo afeto e apoio não apenas acadêmico como também extra-acadêmico. Que Deus te abençoe.

7 7 RESUMO Através do horizonte da escola francesa de Análise do Discurso, sob as reflexões de Michel Pêcheux e não olvidando de nos valer de textos de outros autores quer da linguagem quer da comunicação, analisamos a construção das reportagens telejornalísticas pelos sujeitosjornalistas, no emprego de estratégias discursivas concernentes em recurso ao outro, como autoridade na direção argumentativa de expor os fatos. O objetivo dessa tese foi abordar um dos mais assistidos conteúdos da televisão, a saber: o telejornal. Nosso trabalho procurou verificar como um mesmo fato é abordado por telejornais de emissoras diferentes. Para tanto, selecionamos dois noticiários de grande audiência no Brasil: o telejornal Jornal Nacional e o Jornal da Record. Com esses noticiários procuramos verificar se o trabalho de inserção do outro com o uso do discurso direto e indireto opera no Jornal da Record da mesma maneira que o Jornal Nacional. Estudamos também como o mesmo fato foi trabalhado no dizer dos dois telejornais, isto é, como a heterogeneidade discursiva apareceu na cobertura do mesmo assunto. O método usado para essa empreitada foi transcrever e analisar o Corpus composto de matérias dos dois telejornais, obtido em 2001, por causa de pesquisa realizada alhures. Pela heterogeneidade discursiva notamos precisamente que o sujeito-âncora no Jornal da Record foi o outro que autoriza o discurso telejornalístico com muito mais força que o uso do discurso direto e indireto, este último mais ativo no Jornal Nacional e os efeitos de sentido mobilizados pelos dois noticiários trazem à luz perspectivas bem diferentes do mesmo fato noticiado. Assim, os telejornais em questão, embora procurem se esconder no ideário de imparcialidade, mostraram, através das articulações discursivas dos sujeitos-jornalistas, que cada emissora sustentou um discurso imbricado em seus próprios interesses. Palavras-chave: Heterogeneidade Discursiva Jornal Nacional e Jornal da Record Discurso telejornalístico.

8 8 RÉSUMÉ À travers l horizon de l école française de l Analyse du Discours, sous les rélexions de Michel Pêcheux, et sans oublier le recours à d autres textes de différents auteurs, soit du langage, soit de la communication, nous avons analysé la construction des reportages téléjournalistiques par les sujets-journalistes par rapport aux stratégies discoursives concernant le recours à l autre en tant qu autorité dans la direction argumentative de l exposition des faits. Cette thèse a eu le but d aborder l un des plus assistés contenus de la télévision, à savoir : le téléjournal. Nous avons proposé de verifier comment un seul fait est abordé par des téléjournaux de différentes postes émetteurs. Pour autant, nous avons choisi deux recueils de nouvelles de beuacoup d audience au Brésil : le téléjournal Jornal Nacional et le Jornal da Record. Avec ces recueils de nouvelles, nous voulons vérifier si le travail d insertion de l autre, en employant le discours direct et le discours raporté, opère dans le Journal de la Record de la même façon qu il agit dans le Jornal Nacional. Nous avons également étudié comment le même événement a été travaillé par les deux téléjournaux, c està-dire, comment l hétérogénéité discoursive est survenue quand ces deux journaux traient une seule matière. Pour la réalisation de cette tâche, nous avons employé comme méthode la transcription et l analyse du Corpus obtenu en 2001 et composé de matières des deux téléjournaux, à cause de la recherche réalisée ailleurs. Par l hétérogénéité discoursive nous avons précisément remarqué que le sujet-ancre dans le Jornal da Record c est l autre autorisant le discours-téléjournalistique avec beaucoup plus de force que l usage du discours direct et rapporté, ce dernier plus actif dans le Jornal Nacional.Les effets de sens mobilisés par les deux recueils de nouvelles entraînent à jour des perspectives très différentes du même événement informé. Ainsi, les téléjournaux en question, bien qu ils cherchent à se cacher derrière l idée d impartialité, ils ont montré, par les articulations discoursives des sujetsjournalistes, que chaque poste émetteur a maintenu un discours imbriqué dans ses propres intérêts. Mot-clé: Hétérogénéite discoursive Jornal Nacional et Jornal da Record Discours téléjournalistique

9 9 SUMÁRIO INTRODUÇÃO Capítulo I: A PROPÓSITO DA ONTOLOGIA E SUAS IMPLICAÇÕES NA TEORIA E ANÁLISE LINGUISTICA: BASE PROPEDÊUTICA PARA ANÁLISE DO DISCURSO E agora Saussure? Espaço da Lógica não é suficiente para aparar as arestas da língua A real necessidade de pensar Condições materiais de aparecimento da base autônoma da lingüística Capítulo II: ACERCA DOS ELEMENTOS DA ANÁLISE DO DISCURSO E SUAS CONTRIBUIÇÕES NOS ESTUDOS DA MÍDIA Condições de Produção ou Condições históricas de construção do discurso? Uma concepção heterogênea de heterogeneidade Discurso Direto, Discurso Indireto e Discurso Direto Substitutivo Interdiscurso: o Outro Capítulo III: A TELEVISÃO E O TELEJORNAL: INSTRUMENTOS IDEOLÓGICOS E SUAS IMPLICAÇÕES NAS PRÁTICAS DISCURSIVAS DO SUJEITO-JORNALISTA A mídia no Brasil: as lentes dos óculos sociais? Na exibição do não-verbal também o heterogêneo Globo e Record no foco da História O jornalista e o seu escudo ilusório: a imparcialidade Capítulo IV: ASPECTOS DISCURSIVOS NA MÍDIA BRASILEIRA: O JORNAL NACIONAL E JORNAL DA RECORD O discurso do noticiário: o Jornal Nacional e o Jornal da Record na questão econômica e energética No noticiário político de escândalo/corrupção: o lugar do JN e do JR Na rédea discursiva do sujeito-jornalista: a ótica do Jornal Nacional e Jornal da Record Enfoque futebolístico: o lugar da seleção brasileira no dizer do JN e do JR CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

10 10 INTRODUÇÃO Vivendo na era da supremacia da mídia, cuja imagem visual ocupa grandes espaços e absorve grandes atenções, fazse necessário deitarmos um olhar para os discursos que permeiam nos textos por ela veiculados. Por ter a mídia um poder muito forte, pode influenciar comportamentos e construir identidades coletivas fazendo perpetuar determinados valores ideológicos condensados por práticas sociais determinadas. (Ivone Tavares de Lucena) Na sociedade moderna capitalista vivemos uma concorrência devastadora. Os sujeitos cada vez consomem mais, são ávidos por objetos materiais e simbólicos e um de grande relevância desses é a informação. A informação comporta duas faces dentro da esfera de competição: tanto se luta para adquirir informação que o outro não tenha, de modo a ganhar alguma vantagem, como há rivalidade, no âmbito da produção e venda, em fornecer melhor informação e mais rapidamente. Desse modo, considerando a conjuntura apresentada acima, as sociedades de consumo elegeram os mass media como provedores de informação e também entretenimento. A notícia passa a ser então, um dos maiores suportes no atendimento à demanda de informação. A realidade brasileira portadora de uma cultura extremamente oralizada acaba priorizando o telejornal como o principal veiculador dessas notícias. Entretanto, há de se requerer qual o grau de criticidade do produto que nos é fornecido, da sua validade e responsabilidade como mediador entre fatos e o público. Com efeito, grande parte do público deve refletir se, ao assistir um noticiário, tudo o que está sendo passado deve ser recebido como verdade ou não vai além da defesa dos interesses próprios de cada emissora. Na finalidade de manter o público telespectador sempre com a primeira visão é que surge o imperativo de se oferecer a mesma propaganda em todas as emissoras de que seus jornais são imparciais, logo seriam neutros quando da apuração, edição e divulgação dos fatos. Sabendo, através dos estudos em Análise do Discurso, que todo o indivíduo é interpelado em sujeito pela ideologia, não há como sustentar que o jornalista, também sujeito, pode produzir um discurso imparcial. Por isso, nos orientamos a aceitar o segundo viés exposto de antemão, a saber: que os telejornais veiculam as notícias e as Formações Discursivas a que são filiados dão a elas os contornos desejados. Esse é o principal fio condutor da nossa pesquisa.

11 11 Nossa tese visa contribuir, enquanto trabalho científico, a apresentar algumas facetas do fenômeno televisivo no que se refere à exibição de telejornais propondo uma visão discursiva do dizer jornalístico e ainda esperando humildemente a possibilidade do conteúdo desta pesquisa alcançar, em parte ou no todo, o maior número possível de pessoas sejam elas da área de jornalismo, lingüística ou comuns para conduzir uma opinião diferenciada do que é fazer jornalismo. O objeto de estudo de nossa pesquisa é os discursos dos telejornais da Rede Globo (o Jornal Nacional) e Rede Record (Jornal Record). Foram escolhidos estes dois telejornais tendo em vista a liderança de audiência do primeiro e o ineditismo da apresentação com um âncora no caso do segundo. Vale ressaltar que nossa tese é parte integrante de um trajeto iniciado em 2001, quando na oportunidade tivemos iniciados nossos estudos em demonstrarmos o funcionamento da heterogeneidade discursiva no mascaramento da parcialidade do texto telejornalístico. Utilizamos os pressupostos teóricos da escola francesa de Análise do Discurso para atingir esses objetivos. Para o trabalho atual, levantamos as seguintes hipóteses: 1) O funcionamento do discurso direto como autoridade nas falas dos jornalistas se opera, da mesma forma, no Telejornal da Record; 2) Uma notícia sobre um mesmo fato não é veiculada da mesma forma em telejornais de emissoras diferentes e 3) Formações Discursivas diferenciadas atravessam as notícias veiculadas pelo Jornal Nacional e Jornal da Record. Para irmos em busca investigativa destas afirmativas, procuramos: Analisar as marcas da heterogeneidade mostrada, mais especificamente o discurso direto; Cotejar os discursos produzidos pelo Jornal Nacional e Jornal da Record objetivando encontrar semelhanças e/ou diferenças entre os dois. Elegemos a Análise do Discurso como teoria a dar conta dessa empreitada pelo fato de querermos observar os aspectos ideológicos ligados à construção e expressão do texto telejornalístico e sobretudo por se tratar de uma disciplina de interpretação. Na interpretação dos discursos, podemos, enquanto analistas do discurso, projetar a incapacidade do sujeito jornalista de se desvencilhar das determinações ideológicas. Assim, a interpretação se faz necessária como resgate do não-dito do texto, impedida pelas formalizações exigidas do saber puramente científico, mas que deixam a desejar no que diz respeito ao problema do sentido. As contribuições de M. Bakhtin com a teoria social da enunciação e, sobretudo, no campo do discurso relatado foram indispensáveis para este trabalho porque essas concepções foram levantadas numa época muito anterior do surgimento da AD, quando o estruturalismo predominava. Logo, suas idéias foram precursoras, e ainda são, dos estudos atuais em certos

12 12 ramos da lingüística. No tocante à fala alheia 1, os estudos sobre as variantes do discurso direto e indireto propiciaram a melhor execução da análise dos telejornais escolhidos. Isto porque elas aparecem como elementos constitutivos de sentido na construção discursiva de cada telejornal. Também as apreciações foucaultianas foram de grande valia para a compreensão do discurso e dos apontamentos filosóficos abordados na discussão ontológica entre a língua e sujeito. Nosso trabalho está distribuído em quatro capítulos ligados por uma progressão teórica. Assim, cada capítulo preenche ou acumula orientações de conhecimento para o seguinte. Este é o meio formulado para harmonizar as partes de todo o texto. No capítulo primeiro, procuramos justificar o nosso ponto de partida numa perspectiva discursiva. Ele é de cunho essencialmente ontológico e nos convida a pensar como se pode compreender o caráter único da linguagem e os estudos concernentes a ela. Defendendo o primado do ser sobre o pensamento suscitamos a raciocinar de que modo conhecemos as coisas e como as expressamos. Procurando demonstrar que os sujeitos estão além de uma abstração do real e que as condições materiais de existência os determinam a dar conta desse real, acreditamos que as aparelhagens formais e lógicas não são a solução definitiva para as teorias lingüísticas bem como as outras ciências (não nos ocuparemos delas aqui), mas torna-se relevante considerar a ideologia como interpeladora dos indivíduos. Destarte, podemos usar novos instrumentos para a análise de textos e, neste caso, o utilizado pela Análise do Discurso é a interpretação. A tônica dessa primeira parte é explicar porque fazer Análise do Discurso nesta pesquisa. Vencida a primeira etapa, faltava se debruçar nos pressupostos teóricos da Análise do Discurso, dos quais nos apropriamos e os direcionamos. Para analisar o nosso Corpus, era justo aplicar e desenvolver a teoria em torno do fenômeno jornalístico, ainda mais levando-se em consideração a vocação da teoria em preferir os textos escritos. Sendo assim, fizemos o possível na busca de apreender exaustivamente os conceitos, discutindo as opiniões em torno deles e nos valendo exclusivamente daqueles que nortearam a nossa análise. Já no terceiro capítulo, a prioridade foi refletir sobre o fenômeno televisivo e um dos seus principais produtos, o telejornal. Demonstramos aí que a televisão deve ser compreendida como uma realidade contemporânea e seu conteúdo produz causas e efeitos que não podem ser ignorados sob a pena de deixarmos passá-las em branco, haja vista que a 1 Entenda-se fala alheia ou fala de outrem como conceito bakhtiniano para designar o discurso direto e discurso indireto etc. Assim, o emprego daqueles termos foram sinônimos destes últimos.

13 13 televisão, tanto no aspecto técnico como de suas mensagens, estão em constantes transformações. Partimos então a falar sobre o seu contexto histórico de aparecimento permeando pelos recursos técnicos empregados na transmissão das mensagens televisivas, as características da Rede Globo e Rede Record e, finalmente, como se comporta o jornalista, enquanto sujeito ideologicamente marcado, nessa teia midiática. Para contemplar todas essas elocubrações, colocamos as mesmas em prática na análise dos telejornais Jornal Nacional e Jornal da Record visando verificar se a fala do outro (entrevistado), que é preponderante no enrustimento da imparcialidade dando uma direcionante argumentativa para o Jornal Nacional, tem a mesma correlação quando se trata do Jornal da Record. Indo mais além, observamos também quais são as Formações Discursivas que determinam ambos os telejornais quando uma mesma notícia é divulgada em um e outro noticiário. Compreendemos que as Formações Discursivas variadas determinam a posição de sujeito do jornalista de cada emissora surgindo daí, através de direcionantes argumentativas variadas, discursos diferentes sustentados por cada telejornal. Diante deste percurso de olhar-pesquisador, esperamos que o trabalho contribua para Análise do Discurso e para o jornalismo no sentido de que propicie ao leitor um olhar crítico dos processos de produção de reportagens e das estratégias discursivas empregadas para efeito de sustentação de interesses de cada emissora.

14 14 CAPÍTULO I A PROPÓSITO DA ONTOLOGIA E SUAS IMPLICAÇÕES NA TEORIA E ANÁLISE LINGUISTICA: BASE PROPEDÊUTICA PARA ANÁLISE DO DISCURSO Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado. (Karl Marx) Existe, atualmente no Brasil, uma aceitação maior, por parte dos estudiosos da linguagem, de teses defendendo a influência ideológica sobre a língua. Entretanto, há uma resistência significativa em entender os fenômenos lingüísticos por duas vias que expressaríamos resumidamente como: Através de uma disciplina de interpretação; a influência dos movimentos políticos-econômicos-sociais sobre a língua. Comecemos a abordar a resistência à 2ª via (a influência dos movimentos políticoseconômicos-sociais). A causa dessa rejeição se dá, essencialmente, por conta do objeto de estudo da lingüística, a língua, que, após recorte, não admitiria a perda de sua autonomia perante outras grandes áreas de conhecimento. Sendo assim, há o esforço de sempre reforçar o que é atribuição da lingüística, ou melhor, dos lingüistas e o que não é. Esse fator da competência está relacionado intimamente com a questão da autonomia da Lingüística como Ciência. Senão, vejamos as observações de alguns lingüistas estrangeiros e de alguns brasileiros: O fato de que uma linguagem é um sistema de signos parece ser uma proposição evidente e fundamental que a teoria deve levar em consideração desde o início. Quanto ao sentido que se deve atribuir a esta proposição e, sobretudo, à palavra signo, é à teoria da linguagem que cabe decidir. (Hjelmslev, 1975, p.49). Notemos que, em princípio, Hjelmslev aborda uma noção da linguagem de uma forma muito geral assegurando mais a frente a proposto de uma semiótica. Mas o teórico dinamarquês, apesar disso, se concentrará primordialmente em estabelecer uma teoria que desse o caráter abstrato aos estudos do signo e entrincheirasse aquilo que é próprio da língua como objeto. Martinet, por seu turno, afirma: O estruturalista contemporâneo, que aprendeu nessa obra a arbitrariedade do signo e que deixou cristalizar o seu pensamento em torno desse conceito, surpreende-se, ao reler esta obra, com o aspecto um pouco disperso da teoria relativa aos caracteres

15 15 convencionais da língua que aparecem pelo menos sob os dois aspectos da arbitrariedade do significante e da noção de valor. Esperaria ele uma síntese que agrupasse sob uma única rubrica todos os traços que concorrem para assegurar a autonomia da língua em relação a realidades extralingüísticas de todas as espécies. (Martinet, 1974, p.34-35) (Grifo nosso). Aqui, nessa citação, é necessário sublinhar o que é a tônica dos lingüistas, a saber: excluir tudo aquilo que venha a ser de outro campo de estudos, o extralingüístico. Sendo que devemos nos perguntar epistemologicamente sobre tais demarcações teóricas que chamamos campos de estudo, pois na apreensão do objeto de estudo, para além do real, na origem do pensamento não existem essas demarcações. Não enxergamos, portanto, essa obrigatoriedade de se ater aos conceitos já definidos dentro de um campo 2. Mais adiante, pretendemos avançar nessa discussão, questionando o fator extralingüístico como não próprio da língua. Continuemos: F. de Saussure é quem define, pela primeira vez, com maior clareza, o objeto da lingüística, stricto sensu. Partindo do ponto de vista da linguagem como fenômeno unitário, divide-a em língua (langue) e discurso (parole). A língua é um sistema de valores que se opõem uns aos outros e que está depositado como produto social na mente de cada falante de uma comunidade; possui homogeneidade e por isto é o objeto da lingüística propriamente dito. O discurso é um ato individual, em que interferem muitos outros fatores extralingüísticos e no qual se fazem sentir a vontade e liberdade individuais, sendo, portanto, heterogêneo e não se prestando à descrição lingüística. Apesar de reconhecer a interdependência entre língua e discurso, F. Saussure considerava, pois, como objeto stricto sensu da lingüística, a língua. (Cabral, 1974, p.4). Para Borba (1986, p.77): Como a linguagem interessa a várias categorias de estudiosos, convém delimitar com a maior clareza possível o campo de atuação do lingüista, para não se confundir ou não penetrar em outras disciplinas. O estudioso, neste caso, adverte o contrário, ou seja, o que a teoria lingüística não pode ir além dos seus limites na punição de não ser ciência. Já Sírio Possenti é mais enfático nessa exigência. Vejamos: Mas, por outro lado, a teoria lingüística deve ser levada a sério pelo analista do discurso, para que ele, no afã de afirmar o espaço de sua disciplina, não esqueça nunca que o discurso contém sempre elementos lingüísticos, e não acabe por preferir um discurso sem discurso, ou melhor ainda, um discurso sem língua. (Possenti, 1988, p.30) Essa afirmação marca uma distância estabelecida por Possenti do que seja discurso e do que seja língua e, evidentemente, para se compreender os elementos lingüísticos, se faz mister se doutrinar em lingüística. Acrescenta, Possenti, ainda: 2 Essa obrigatoriedade é tamanha a ponto de só podermos ir mais adiante se buscarmos a interdisciplinaridade em nossos estudos.

16 16 Como se disse, a necessidade da invocação de uma teoria auxiliar é eventual. Isso significa que ela deverá ser invocada apenas quando,..., fornecer à lingüística informações relevantes para a interpretação de certos discursos. Isso significaria postular que certos discursos podem ser analisados exclusivamente por uma teoria lingüística, desde que, repito, tal teoria se formule de maneira a considerar fatores da situação. (id.) A partir dessas afirmações poderíamos justificadamente contrapô-las a outras, de relação antagônica, para realizar um contrabalanço. Entretanto, essa atitude não serviria senão com o intuito de montar uma arena teórica, onde teorias ou pontos de vista se digladiam e o nosso papel enquanto teórico-pesquisador estaria apagado nessa mise en scene. Ao contrário, é necessário um trabalho epistemológico objetivando esclarecer tais princípios acima propostos, tendo em vista, oferecer um ponto de partida ou de saída para a AD e sua relação conflituosa com a lingüística. É o que podemos afirmar com base em Paveau (2006, p.201): Essa corrente mantém com a lingüística relações complexas que se redefinem ao passo e à medida que novas pesquisas surgem, e propõe um conjunto de noções, de ferramentas e de métodos específicos, propícios a fazer da análise do discurso (AD) um campo disciplinar autônomo. Se Paveau considera as relações com a lingüística complexas e a AD como autônoma, Pêcheux é mais incisivo em considerar esse conflito com lingüística: Assim, a língua como sistema se encontra contraditoriamente ligada, ao mesmo tempo, à história e aos sujeitos falantes e essa contradição molda atualmente as pesquisas lingüísticas sob diferentes formas, que constituem precisamente o objeto do que se chama semântica. É no interior desse trabalho que o presente estudo visa intervir, não para abrir a via mítica de uma quarta tendência que resolveria a contradição (!), mas para contribuir para o desenvolvimento dessa contradição sobre uma base material no interior do materialismo histórico. (PÊCHEUX, 1995, p.22) (Negrito nosso). Pois bem, voltemos às assertivas apresentadas acima, delimitadamente por nós. Podemos depreender delas uma explicação, justificativa ou mesmo um pleito à ciência autônoma. Tal pleito exigirá um objeto de estudo que não será atribuição de outra ciência descrevê-lo, analisá-lo, haja vista que sem objeto não há ciência. A ciência que trata desse objeto terá os seus instrumentos de análise adequados para estudá-lo. É exatamente essa interpretação, desculpem os lingüistas por tal atitude, que se pode fazer das citações enunciadas acima. Com efeito, podemos reconhecer uma recusa de alguma interferência no campo do que corresponderia ao objeto que garante a autonomia à Lingüística e a causa dessa proibição pode ser explicada por aquilo que conhecemos como ponto cego do qual partem todas as ciências ou que se fundam outras. Vamos tentar expor elucidativamente a fim de objetivamente esclarecer o nó teórico que amarra as dificuldades de propor relações extraconjugais da lingüística.

17 17 O ponto de partida dessa exposição tem base filosófica, todavia, queremos antecipar que o arcabouço dessa base já foi discutido por outrem, cabendo de nossa parte apenas resgatar as contribuições aqui apresentadas. Nossa elocubração se manifestará posteriormente no que se refere à relação língua-ideologia. O filósofo russo Adam Schaff (1975) discutira em sua obra Linguagem e conhecimento um tema que perdura já desde tempos antigos sobre o pensamento e a sua relação intrínseca com a linguagem. Assim afirma: É por isso que a tese de que não se pode empregar a linguagem (na palavra interior ou na comunicação inter-subjectiva) sem pensar é uma tese analítica, ex definitione do emprego da linguagem; mais concisamente _ ex definitione da linguagem. O que não pressupõe de modo algum a natureza analítica da tese inversa: todo pensamento, todo acto de pensamento (humano) implica o emprego de uma língua definida, de uma língua em princípio formada e assimilada pelo indivíduo, no decorrer da comunicação inter-subjectiva. (Schaff, 1975, p.147) Em seguida enuncia a seguinte hipótese: Consiste, portanto, essa hipótese em admitir que é impossível pensar (à maneira humana, é claro) e agir, segundo os modos de acção condicionados por esse pensamento, se, como conseqüência da educação dada numa época requerida da vida, numa sociedade humana, não nos ensinaram a servir-nos de uma língua: que por conseguinte, o pensamento consiste sempre em pensar numa certa língua(...) (Schaff, ibid, p.148). Portanto, se se admite tal hipótese como verdadeira teremos que pensar o conjunto de implicações que decorrem dela. Daí, partiríamos para a seguinte dedução: que só compreendemos o mundo e a sua realidade com e através de uma língua, por outro lado, há um ponto de retorno. Expressamos e descrevemos a compreensão e transformação desse mundo também por uma língua. Partindo desse princípio, a adoção de uma língua para enunciarmos, expressarmos, transmitirmos algum conhecimento é mister e, evidentemente, a ciência terá que se valer de mecanismos de maneira que a língua lhe proporcione dizer eficazmente aquilo que pretende sem interferência. Assim sendo, uma concepção de língua pura deve prevalecer e uma ciência que cuide dos fenômenos que lhe são concernentes será de grande importância. Como toda teoria necessita de um postulado para iniciar suas conceptualizações, métodos e análises, eis aí a questão central da Lingüística e a sua autonomia. Admitindo, então, a hipótese levantada por A. Schaff de que se pensamos, e conseqüentemente conhecemos, por uma língua a lingüística dá a conhecer o seu objeto que não sofrerá interferência de outras regiões de conhecimento, incluída aí a ideologia. Depreendemos das teses acima expostas que a ideologia é estanque à língua, mas podendo

18 18 esta última veicular uma ideologia. Não sendo deste modo, como admitir, já que pensamos em uma língua, o pensamento absorvido já aí por uma ideologia? Decorre dessa visão uma concepção de ideologia que funciona como falsa consciência e essa falsa consciência pode interferir na forma como o indivíduo pensa e fala, sendo necessário um filtro que possibilite a eliminação da ideologia no pensamento humano e a desloque para o exterior. Nossa proposta é de afirmar que a Ideologia está constituída no conhecimento humano através de práticas, não havendo ruptura da ciência com a Ideologia, mas uma transformação da ideologia. Bem dito, nós estamos apenas propondo essa tese, pois ela já foi levantada por Louis Althusser (1985) em Aparelhos Ideológicos de Estado e, posteriormente, desenvolvida por Pêcheux (1995) no desenvolvimento da teoria da AD. De forma que tudo aqui a ser explicitado com relação à ideologia já foi apresentado anteriormente alhures. Explicando a afirmação condensada acima discutida, diremos que sempre vivemos por e para uma ideologia, que essa ideologia é omni-histórica, eterna e que somos assujeitados a essa ideologia. Mas que determinada ideologia pode ter um fim ou transformar-se ou ainda exercer menor poder. Expliquemos essa ambigüidade agora para tornar mais fácil as contraposições que assolaremos em linhas posteriores. Reconhecendo a importância da noção de ideologia, essencial na AD, para compreensão do discurso telejornalístico, é fundamental insistir em fazer algumas apreciações, mesmo que brevemente, sobre a ideologia e deter-nos principalmente na sua relação com a língua. Só assim compreenderemos os conceitos epistemológicos da AD. É comum escutarmos no meio acadêmico a idéia de que a ideologia funciona como falsa consciência, ou seja, ocultação do que há por trás das verdadeiras condições materiais e econômicas que giram em torno da sociedade. Dessa forma, seria necessário extraí-la, separála, enfim, fazer um corte epistemológico da ideologia para se alcançar um estudo objetivo, formal, diríamos até puro, de determinado fenômeno. Compreendemos que toda forma de a sociedade agir é determinada pela ideologia, ou seja, a ideologia está presente em todas as práticas sociais desempenhadas pela sociedade. Não pensamos a ideologia como representação, mas como orientação a uma prática determinada por uma formação ideológica, exterior ao homem e que o determina pelo jogo complexo das relações de igualdade-subordinação-contradição. Devemos alertar, contudo, para a confusão proveniente do termo ideologia. Queremos dizer que Pêcheux (1995), retomando Althusser, faz uma distinção clara da ideologia e a Ideologia em geral, sendo esta última omni-histórica, isto é, presente em todos os momentos em que a sociedade vive através

19 19 do tempo, enquanto que a outra ideologia (com i minúsculo), é exterior às práticas sociais que determinam essas mesmas práticas, mas sempre têm seu fim em um determinado momento do tempo. Nesse ponto, lembramos Althusser (1985, p.84) que determinou propriamente as diferenças entre as duas: Porque, por um lado, acredito poder sustentar que as ideologias têm uma história sua (embora seja ela, em última instância, determinada pela luta de classes); e por outro lado, acredito poder sustentar ao mesmo tempo que a ideologia em geral não tem história, não em um sentido negativo (o de que sua história está fora dela), mas num sentido totalmente positivo. Todavia, alguns teóricos insistem em excluir a ideologia de seus objetos de estudo como se isso fosse possível, como se esses mesmos teóricos tivessem o poder para colocar no exterior o que está no interior das regiões de pensamento, embora essas necessidades de exclusão sejam determinadas pelos movimentos científicos que se pretendam propor como ciência régia 3, fazendo com que se busquem os espaços de clarividência, de univocidade lógica. Não porque esses movimentos científicos determinem esses espaços, mas por haver essa necessidade própria pelo sujeito dos espaços logicamente estabilizados, funcionando como uma ideologia, e, no entanto, alguns teóricos não se apercebem dessa força no interior das relações de classe, aí também incluído o uso da língua. A noção de língua para a AD é condição para que o discurso apareça através de práticas baseadas no materialismo histórico. Isso se deve ao fato de que a ideologia funciona com a língua, não é exterior como se infere da Lingüística Geral, por isso, é que desejamos reformular o que dissemos no início com respeito à ideologia e sua relação com a língua, porque poderíamos interpretar a ideologia como exterior, mas a língua é tão sensível às mudanças que ocorrem nas relações sociais e econômicas quanto outras formas de relação social. Como bem salienta Bakhtin (1981, p ) A palavra é a expressão da comunicação social, da interação social de personalidades definidas, de produtores. E as condições materiais de socialização determinam a orientação temática e constitutiva da personalidade interior numa época e num meio determinados. Desse modo, é incontestável a presença do contexto histórico-social na estrutura da língua, sendo incongruente estudá-la, bem como todos os fenômenos subjetivos ligados a ela, sem levar em conta a sua historicidade: É impossível, evidentemente, estudar a evolução da língua dissociando-a completamente do ser social que nela se refrata e das condições sócioeconômicas refratantes. (Bakhtin, ibid, p.194). 3 Termo emprestado de Pêcheux (1990).

20 20 Notamos que, se não levarmos em consideração a ideologia, e o seu papel na compreensão da língua, não compreenderemos adequadamente os sentidos veiculados por enunciados a não ser que nos detenhamos somente em explicações morfo-sintáticas, e aí é que está o cerne do problema. A AD não trabalha com o enunciado isolado em si mesmo, separado de suas condições de produção porque, se a AD considerasse o enunciado dessa forma, estaria trabalhando em um âmbito abstrato. A dificuldade principal em descartar a ideologia como falsa consciência se dá pelo fato de que a determinação provocada por ela envolve o sujeito que, em conseqüência, efetua práticas discursivas ou não. Desse modo, através das práticas, os sujeitos mergulham na ilusão de que estão fora da ideologia, porém, é a própria ideologia que promove esta ilusão.na verdade, os sujeitos se encontram no centro dela. Para Maldidier et al. (1997, p.86): Nem fenômeno emanando do sujeito livre, do sujeito psicológico, nem sistema transcendendo a estrutura de classe válida para todos os homens, as ideologias são, em seu nível, forças sociais em luta. Sistemas e subsistemas mais ou menos coerentes, mais ou menos contraditórios, mas também comportamentos, fantasmas e imaginários sociais, as ideologias não flutuam no céu das idéias, são práticas inscritas em realidades materiais, em instituições, em aparelhos, alguns mais que outros aos mecanismos da reprodução do assujeitamento ideológico. Sobre este sujeito livre de que fala Maldidier, gostaríamos de atentar para a rejeição do idealismo por parte da AD, que institui uma teoria não-subjetivista da subjetividade, 4 para explicar as relações entre sujeito, língua, história e ideologia. É através das noções de esquecimento 1 e 2 que Michel Pêcheux teoriza sobre essas relações, onde a ideologia fornecerá ao sujeito todas as evidências necessárias para suas práticas. O funcionamento da interlocução entre sujeito, língua, história e ideologia começa, em primeiro lugar, com a existência prévia de outros conhecimentos e outros discursos cristalizados socialmente, parte integrante de um todo complexo com dominante, chamado de interdiscurso 5. As formações ideológicas 6 determinam com relação às formações discursivas 7 o apagamento do interdiscurso. Esse apagamento é promovido pelo sujeito na ilusão de ser origem daquilo que diz, denegando o seu exterior. Todo esse trabalho da ideologia incidindo sobre o sujeito, Pêcheux propõe chamar esquecimento nº 1. Assim, o interdiscurso vem 4 Termo emprestado de Pêcheux (1995). 5 Cf. mais adiante a noção de interdiscurso. 6 Formação ideológica é um elemento suscetível de intervir com uma força em confronto com outras forças na conjura ideológica característica de uma formação social em dado momento (Pêcheux, 1975, p. 166.) 7 Formação Discursiva, segundo Pêcheux (1995, p.160) é aquilo que, numa formação ideológica dada, isto é, a partir de uma posição dada numa conjuntura dada, determinada pelo estado de luta de classes, determina o que pode e deve ser dito.

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