Movimento Popular UMA DÉCADA DE LLTTA DA CUT MODELOS JAPONESES FALHAM NOS EUA ESCRAVIDÃO SEM COR: SALÁRIO MÍNIMO = US$ 63,13

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1 C P V Í6 JUN 1993 de Dtesrníssííçáo { Movimento Popular TM7 A& ^^'gp^ ^ -^ UMA DÉCADA DE LLTTA DA CUT MODELOS JAPONESES FALHAM NOS EUA ESCRAVIDÃO SEM COR: SALÁRIO MÍNIMO = US$ 63,13 PROJETO NEOLIBERAL ARRASA O MÉXICO Custo Unitário desta Edição; Cr$

2 ~à«. Quinzena Tendências do Trabalho -N?226- Maio 1993 RELAÇÕES SINDICAIS: PERSPECTIVAS Com Fernando Henrique Cardoso no Ministério da Fazenda, o presidente Itamar Franco pendeu o seu governo para o centro-esquerda, imobilizando ainda mais o movimento sindical. O governo Itamar tem significado para as centrais sindicais e o sindicalismo em geral um período de estagnação. Afinal, ninguém quer ser acusado de açodamento diante de um governo fragilmente constituído, em que pese a força popular que o possibitou. Ademais, além da recomposição internacional e local do sindicalismo - em função de novos paradigmas ideológicos colocados a partir da queda do comunismo - afetando, sobretudo, a até então, combativa CUT; o desemprego numa conjuntura de tênue bolha de consumo e reativação econômica é, ainda, muito alto, inibindo a adesão dos trabalhadores para iniciativas mais ousadas e ameaçadoras para a perda de seus postos. O trânsito que o ministro Fernando Henrique Cardoso ainda mantém entre os setores tradicionalmente chamados de esquerda é muito forte, tendo sido o mesmo em outros tempos um dos seus mais brilhantes teóricos. Este fato, a curto prazo, força uma trégua política do PT e CUT e o espectro menos à esquerda das agremiações políticas e sindicais no país. A nomeação de Fernando Henrique Cardoso para o Ministério da Fazenda terá muitos reflexos positivos para o país e poderá representar as transformações estruturais de que a economia nacional necessita. A curto prazo, a densidade política do senador por São Paulo facilitará a aprovação no Congresso das medidas propostas pelo Executivo. Ainda no âmbito político, a articulação de Fernando Henrique junto à liderança do partido democrata norteamericano é semelhante àquela que o ex-ministro Marcílio tinha com a cúpula republicana da administração Bush. Assim, o novo titular da Fazenda possui credibilidade internacional e melhores condições de influir positivamente sobre as expectativas dos agentes econômicos domésticos. Com a nomeação de Fernando Henrique Cardoso, ganham forças uma política monetária mais austera e uma política fiscal mais restritiva. E termina aí o consenso dentro da nova equipe econômica. Para os assessores do novo ministro indicados pelo deputado José Serra, o combate à inflação deve se ater a (uma branda) contenção creditícia e a cortes nos gastos públicos. Estes assessores também apostam em acordos de preços no âmbito das câmaras setoriais. Acreditam assim, que a quebra da inércia inflacionária poderá ser negociada. Este é o ponto de vista do PSDB. Entretanto, para os economistas da PUC-RJ que integram a nova equipe do Ministério da Fazenda, além de zerar o déficit público e conter a liquidez da economia, o combate a inflação requer que se rompa a estrutura cartelizada que caracteriza a produção e a distribuição. Para tanto, esses assessores defendem uma maior exposição da economia nacional à concorrência internacional. Esta maior concorrência entre produtos somente será obtida com a fixação da taxa cambial e acentuada redução das alíquotas de importação. Defendem assim, o que se convencionou chamar de âncora cambial. A postura negociadora do senador Fernando Henrique e de seu partido, além do gradualismo excessivo do presidente da República, evitarão uma maior abertura econômica no curto prazo. Contudo, a história econômica ainda não registrou um caso de estabilização de preços sem a fixação da taxa de câmbio. Assim, a âncora cambial é apenasíuma questão de tíming. A estratégia, exclusivamente, fiscalista terá a sua duração condicionada ao patamar inflacionário. Desta forma, enquanto à inflação se acelerar gradualmente, o ministro da Fazenda atuará sobre as contas públicas, cortando gastos, suspendendo transferências, reduzindo o custo da rolagem da dívida pública e otimizando receitas - inclusive, ampliando o programa de privatização. No cenário político-econômico atuai, adiantamos ainda que para as relações entre capital versus trabalho: - Com a, agora mais provável, adoção de uma âncora cambial, no médio prazo, setores nacionalistas se aliarão a segmentos tradicionalmente esquerdistas, insuflando o movimento sindical a uma reação, improvável de participação popular. - A introdução de uma âncora cambial na economia acelerará a pulverização interna das entidades políticas de esquerda, como PT, CUT etc... podendo selar "rachas" definitivos, dando origem a um novo quadro político-sindical no Brasil. ASSINATURAS: Individual Cc$ ,00 (6 meses) e CrS 84a000,00 (12 meses) Entidades sindicais e outros Cf$ ,00 (6 meses) e Cr$ ,00 (12 meses) Exterior (via aérea) US$ 50,00 (6 meses) e US$ 100,00 (12 meses) O pagamento deverá ser feito em nome do CPV - Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro em cheque nominal cnizado, ou vale postal DESDE QUE SEJA ENDEREÇADO PARA A AGÊNCIA DO CORREIO BELA VISTA - CEP Código da Agenda QUINZENA - Publicação do CPV- Caixa Postal CEP São Paulo - SP Fone (011) A QUINZENA divulga o debate do movimento, contudo coloca algumas condições para tanto. Publicamos teses, argumentações e réplicas que estejam no mesmo nível de linguagem e companheirismo, evitando-se os ataques pessoais. Nos reservamos o direito de divulgarmos apenas as partes significativas dos textos, seja por imposição de espaço, seja por solução de redação.

3 Mormart -N*8- Dezembro UMA DÉCADA DE LUTA \ CUT completará 10 anos de -tvexistencia em agosto de 1993, por ocasião da VI Plenária Nacional. Sem dúvida é um bom motivo para comemorarmos, já que, na história da classe trabalhadora brasileira, representamos a mais duradoura experiência de central sindical. Durante esses 10 anos buscamos construir uma organização sindical autêntica, defendendo os interesses e os objetivos estratégicos da classe trabalhadora, e hoje a CUT já é a organização mais representativa da sociedade civil em nosso país. Cada Congresso que realizamos significa um momento de definições sobre as prioridades de nossa luta e representa um marco na reafirmação de nossos princípios e no aprofundamento de nossa concepção de Central Sindical. Essa concepção, além de criar as condições objetivas e políticas para a fundação da Central, significou uma ruptura com o velho e corrompido sindicalismo corporativo, dependente do Estado e dos patrões. A concepção aprovada no Congresso Je fundação estava contida nas próprias ações que procuramos implementar em nossos sindicatos, que traduziam o compromisso de classe e a prática classista, pluralista e democrática, livre e autônoma. A CUTque queremos será cada vez mais comprometida com a transformação da sociedade e com a tarefa cotidiana de representar os trabalhadores na defesa de seus interesses. Entre o congresso de fundação (I CONCLAT, em S.Bernardo) e o I CONCUTenfrentamos muitas dificuldades para implantar uma organização sindical de nível nacional num país continental. Impedidos de nos organizarmos legalmente, ainda enfrentávamos uma parcela do movimento sindical brasileiro que recusava uma ruptura maior com a estrutura oficial e nos acusava de divisionistas. Mas a maior de todas as dificuldades sempre foi o corporativismo impregnado na cultura dos dirigentes sindicais, inclusive no próprio campo da CUT. Em 1986, com a CUT já estruturada em todo o território nacional, o II CONCUT definiu de forma mais clara a concepção sindical que está inscrita nos anais daquele Congresso e no Estatuto da nossa central. Foi quando traçamos as linhas gerais de uma nova estrutura sindical para ser implementada na luta, independentemente de aprovação no Legislativo. Essas definições reafirmaram a CUT como uma Central Sindical classista, autônoma e democrática, rejeitando a concepção que lhe atribuía o papel de simples coordenação política do movimento sindical, confundindo-a muitas vezes com um partido político. A concepção que defendemos, e que o Congresso aprovou, garantiu que a CUT permanecesse fiel a seus princípios e a sua origem, contribuindo para que ela continuasse crescendo e se transformasse a partir daquele ano na grande referência da classe trabalhadora brasileira. Dois anos depois, no III CONCUT, em Belo Horizonte, a CUT deu um salto de qualidade. Com a continuidade do debate sobre concepção e prática sindical, sistematizamos nossas propostas e prioridades na tese 10 que foram aprovadas com alguns acréscimos. As resoluções e as mudanças nos estatutos, apesar da forte oposição de alguns, lançaram o desafio de colocara CUT como uma central representativa dos trabalhadores, superando a fase anterior em que a central era mais uma referência para o conjunto da classe. Com a adesão à CUT de outras correntes políticas, a correlação de força dentro da Central mudou. Assim, em setembro de 1991, no IV CONCUT, encontramos maior resistência às nossas teses, que aprofundavam ainda mais nossa concepção de sindicalismo. Numa conjuntura de ampliação do espaço democrático e agravamento das dificuldades econômicas, insistimos no ponto de vista de que a tarefa de representar os trabalhadores enquanto um setor da sociedade vai além das relações de trabalho e do papel contestatório e reivindicativo. Ao assumir a responsabilidade de apresentar respostas à sociedade em tudo aquilo que é de interesse dos trabalhadores, enquanto cidadãos e enquanto classe, aprofundamos nossa luta pela ampliação dos direitos à cidadania e à organização política. A preparação e realização do IV CONCUT teve dificuldades maiores, pois houve uma união oportunista e fisiológica das correntes no sentido de ser maioria na direção, mas a maioria dos delegados posicionou-se pelas teses da Articulação Sindical, que garante a democracia interna, e o diálogo com a sociedade. Sem disputa de cargos de direção, a Plenária Nacional de 1992 conseguiu desenvolver, a partir de sua preparação, um amplo debate nu interior da central, que possibilitou a tomada de decisões importantes e o fortalenmento da CUT como interlocutura dos trabalhadores e como direção na luta da sociedade civil pelo impeachment de Collor. As resoluções da V Plenária também deram à CUT as condições para continuar sua luta pela liberdade e autonomia sindical, ao detalhar sua própria forma de organização vertical, com ramos de atividade e confederações, em substituição à estrutura oficial e seu sistema confederativo que ainda estabelece limites da ação sindical pelo Estado. Outra grande decisão daquela plenária, defendida pela Articulação, foi a

4 filiação da CUT à CIOSL e à ORIT. Essa resolução foi talvez a mais discutida até hoje no interior da Central. Além da filiação, a plenária definiu a Política de Relações Internacionais da CUT, indicando os parâmetros básicos da nossa intervenção sindical em nível internacional, ratificando nosso compromisso com o movimento sindical latino americano e optando pelo fortalecimento da CIOSLeda ORIT enquanto fóruns unitários de defesa dos interesses da ciasse trabalhadora. 2 - OS DESAFIOS ATUAIS Na plenária de 1993, além da comemoração dos 10 anos de existência da CUT, estaremos discutindo e deliberando sobre as exigências da conjuntura daquele período, com destaque para a definição do sistema de governo e para a reforma constitucional, com todos seus desdobramentos, que podem atingir direitos sociais e relações trabalhistas. Mas, sem dúvida, aquele será mais um momento privilegiado para confrontarmos nossas avaliações sobre o significado da CUT para os milhões de trabalhadores que representamos e para a própria sociedade brasileira. A Articulação, como força política hegemônica na direção da central durante todos estes anos, responsável pela implementação da sua concepção sindical e pela maioria das iniciativas de lutas levadas até agora, tem a responsabilidade de apresentar uma avaliação criteriosa desses 10 anos para ser debatida pelo conjunto da militância organizada na CUT. Além disso, as eleições quase gerais, que ocorrerão em 1994 recolocarão a possibilidade de elegermos um governo popular, comprometido com as aspirações da classe trabalhadora. Isso representará um desafio para as forças democráticas e populares, com implicações para a sociedade brasileira e para toda a América Latina. A CUT deverá desempenhar um papel fundamental nessa nova etapa de nosso processo histórico. Porém, elas se darão na vigência de forma e sistema de governo a serem decididos no plebiscito de 21 de abril deste ano e com eventuais modificações aprovadas na revisão constitucional e na legislação partidária, ora em tramitação. O V CONCUT, a ser realizado em 1994, terá a tarefa de preparar a CUT para enfrentar os novos desafios que se apresentarão a partir das eleições. Será necessária a elaboração de propostas claras e abrangentes de intervenção, tanto para efetuar uma oposição conseqüente diante de uma hegemonia conservadora de governo, quanto diante da hipótese de vitória do campo democrático e popular. Esta segunda possibilidade, um governo democrático comprometido com as aspirações populares, dentro de uma sociedade onde setores conservadores detém grande poder, não promoverá de forma automática as mudanças necessárias nas questões sociais e no redirecionamento das prioridades e dos investimentos econômicos. Esse governo necessitará articular-se com as forças populares e com os setores progressistas do conjunto da sociedade, onde a CUT detém uma papel importante. A relação entre o compromisso que devemos assumir com as propostas aesse governo e a preservação da autonomia da Central será um desafio permanente para a CUT nesse período. O Concut de 1994 definirá as bases do relacionamento com o novo governo e deverá também, a partir da avaliação produzida pela Plenária de 1993 sobre os 10 anos, apresentar novas propostas de mudança à Central, as quais possam impulsionar sua atuação frente aos novos desafios produzidos pelas transformações nas relações de produção e de trabalho em curso em todo o mundo. Assim, como nos congressos anteriores, o V CONCUT também será o momento privilegiado para aprimorarmos nossa concepção de central sindical e nosso conceito de democracia interna, o que deverá produzir alterações no atual estatuto da Central. No plano interno, a Articulação Sindical deverá desenvolver, a partir do início do ano, um amplo processo de discussão e de definição política, com vistas à elaboração das teses para o V CONCUT. Nesse processo se definirá, da forma mais democrática possível, a escolha dos companheiros para compor a chapa da articulação que disputará os cargos da executiva nacional no próximo mandato que vai de 1994 a 1997, bem como do candidato a presidente da central no mesmo período Nossa concepção de sindicalismo não se dá a partir da direção ou do que pensam aqueles que ocupam os cargos mais importantes. As indicações, portanto, deverão resultar da avaliação da CUT nesses 10 anos e das definições estratégicas para o próximo período. Devemos também chegar a um consenso na Articulação sobre as questões da estrutura e de funcionamento da CUT. Esse assunto aparece sistematicamente em nossas discussões e tem efeitos no funcionamento da Central, com implicações políticas e de representação. Devemos identificar e analisar estes problemas e apresentar propostas de alterações estatutárias que levem ao aperfeiçoamento da democracia interna da CUT e à superação das deficiências organizativas. Assim, este documento tem como objetivo servir como um roteiro preliminar para orientar as discussões no interior da Articulação, nos estados e nos diversos ramos de atividade. 3 - PONTOS PARA A AVALIAÇÃO DOS 10 ANOS DA CUT As primeiras discussões de avaliação já destacaram alguns temas, que devem ser aprofundados nos encontros e seminários da Artsind e acrescidos de outros que surjam nos debates. A idéia é iniciar um amplo processo de construção da nossa tese para o V Concut, que conte com a participação de toda a militância e seja capaz de traduzir a complexidade do movimento sindical brasileiro, considerando as diferenças regionais e de implantação sindical dos diver-

5 sos setores de atividade. Vamos iniciar um trabalho de pesquisa e gostaríamos de contar com as contribuições dos companheiros, como: Material escrito (boletins, panfletos, etc.) Material fotográfico Depoimentos e entrevistas de que participou desse processo. a) Implantação da Estrutura da CUT e Luta Contra a Estrutura Oficial A criação da CUT em 1983, a partir do chamado novo sindicalismo ou sindicalismo combativo do final da década de 70, representou uma ruptura importante com o corporativismo e iniciou um processo de superação do sindicalismo corporativo e atrelado ao Estado. Uma discussão sobre esse tema, para ser conseqüente, deve procurar compreender o grau de implantação do corporativismo na sociedade brasileira, procurando separar os interesses corporativos, que toda organização sindical deve defender, da prática política e social desenvolvida exclusivamente a partir desses interesses, deixando de considerar os objetivos da classe trabalhadora e esquecendo de compatibilizar os interesses setoriais com as necessidades do conjunto da população. O processo de construção da CUT visa, entre outras coisas, substituir a estrutura oficial, baseada na ideologia corporativista, que dividiu a sociedade a partir dos interesses de grupos, por uma estrutura sindical autônoma e democrática. A tática adotada foi a de ocupar os espaços da estrutura oficial para transformá-la por dentro e substituí-la por uma nova estrutura, definida pelos trabalhadores. Precisamos avaliar, portanto, a implantação da estrutura da CUT, para sabermos quanto avançamos efetivamente nesses 10 anos de luta contra a estrutura oficial, nossas dificuldades e deficiências. As diversas instâncias da central ainda sofrem de um esvaziamento polí- tico que dificulta uma maior organicidade da Central. Esse esvaziamento é, muitas vezes, produzido pela prática corporativa que faz com que privilegiemos a atuação nos espaços de nossos sindicatos e categorias, contribuindo para a continuidade da cultura imposta pela estrutura oficial e para um funcionamento dos sindicatos desvinculado da central. Quais as razões que dificultaram uma maior consolidação das Estaduais da CUT, que, em sua maioria, não conseguiram implantar suas secretarias e estabelecer o mínimo de relação orgânica com as secretarias afins da CUT nacional? A maioria das Regionais da CUT não têm conseguido cumprir o papel que delas se esperava quando definimos a estrutura horizontal da central. Por isso a necessidade de sua existência tem sido questionada de forma crescente, o que exige uma avaliação criteriosa e desapaixonada sobre a manutenção dessas instâncias na estrutura da central. Essa discussão apareceu por ocasião do IV Concut e chegamos a um consenso de preservar a instância subordinando-a de maneira mais clara à instância estadual. No próximo deveremos ser conclusivos quanto à manutenção ou não dessas instâncias conforme previsto nos atuais estatutos. b) Atuação das Secretarias Enquanto força majoritária, tivemos a responsabilidade de dirigir a maioria das secretarias da estrutura nacional, estadual e regional, durante todos estes anos. Nossa atuação à frente dessas secretarias contribuiu para a consolidação da Central e para a elaboração de inúmeras definições políticas que a CUT hoje defende. No entanto, as tarefas desenvolvidas por estas secretarias e suas políticas não são conhecidas pela maioria da militância cutista. Os companheiros responsáveis pelas secretarias nacionais têm a tarefa de organizar um amplo processo de avaliação da nossa atuação na direção, nas mais diversas instâncias da Central, tanto naquilo que conseguimos desenvolver quanto nas dificuldades enfrentadas. A mesma avaliação deve ser desenvolvida sobre o INST e o DESEP, como órgãos em que a Articulação manteve sobre sua direção durante todos estes anos. c) Composição da Executiva Nacional O número de 25 membros efetivos e 7 suplentes, que deveria permitir maior representação das diversas regiões do país e dos ramos de atividades econômicas organizados na CUT, na prática serviu apenas para garantir a representação das forças políticas organizadas no interior da central. O que acarreta altos custos financeiros para o funcionamento da instância, sem o retomo necessário na execução das deliberações. Como alguns membros comparecem às reuniões apenas para dar suas opiniões, sem assumir qualquer compromisso com a execução das deliberações, as reuniões da Executiva Nacional se assemelham mais às de um órgão legislativo do que de um órgão criado para ser executivo. Essa realidade se repete, ainda que de maneira diferenciada, nas estaduais, regionais, federações e confederações da Central. Portanto, devemos discutir a necessidade de mantermos o atual número de membros na executiva nacional, ava liando seu papel cotidiano e sua relação com a Direção Nacional e a Plenária Nacional, que também devem ser avaliadas quanto ao funcionamento e composição. d) Proporcionalidade nas Instâncias da Central Quanto aos fóruns executivos, como executivas da CUT (nacional, estadual e regional; departamentos, federações e confederações) e diretorias de sindicatos filiados, existem divergências dentro da Artsind e com as demais tendências, que reivindicam a "radicalização" da proporcionalidade através do "puladinho". Dentro da Artsind, é cada vez maior o questionamento da aplicação do

6 Quinzena princípio da proporcionalidade nas executivas, era função do descoraproraisso das correntes minoritárias com a irapleraentação das deliberações das instâncias. A pergunta que se coloca, para nossa avaliação desses 10 anos de existência da aplicação m proporcionalidade, refere-se a qual seria a fórmula que garanta que o conjunto dos membros da CUT assuma o compromisso com a execução daquilo que foi aprovado nos fóruns de decisão da Central. Como regra geral, dentro e fora da CUT, participar nos fóruns executivos pressupõe ter responsabilidade de "governo". Portanto, as alterações que devemos defender na forma de composição das instâncias executivas, precisarão ser definidas a partir de uma profunda avaliação do seu funcionamento, não se limitando ao discurso do sistema que pode parecer mais ou menos "democrático". e) Composição do Concut A forma de composição dos Congressos Nacionais será um dos temas a serem enfrentados pela VI Plenária Nacional em Isso nos coloca diante da tarefa de apresentarmos propostas sobre essa questão o mais urgente possível. Quando decidimos mudar a fonrna original dos estatutos, tivemos o objetivo de fazer com que os fóruns de decisão da Central fossem o mais representativo possível, eliminando as distorções que o sistema anterior composição congressual criava. O desafio que teremos que enfrentar na elaboração de uma proposta alternativa ao atual sistema é de garantir uma maior participação de nossas lideranças sindicais sem ferir o peso representativo de cada sindicato. f) Oposições Sindicais As oposições sindicais, durante o período de consolidação da CUT, tiveram um papel importante. Muitos de nós, hoje dirigentes, iniciamos nossa militância política e sindical participando de grupos de oposição, que com muita luta e perseverança con- quistaram os sindicatos, derrotando os pelegos e fazendo cora que a CUT tenha hoje mais de 1800 sindicatos filiados. Após esses 10 anos de experiência, coloca-se a necessidade de rediscutirraos o papel das oposições na contínua luta para colocar a CUT como representação efetiva do conjunto da classe trabalhadora brasileira. Nesse processo, é preciso analisar qual a melhor estratégia para continuarmos avançando na luta contra os pelegos e na conquista de novos sindicatos para o campo da CUT. Além disso é preciso atualizar a discussão de construção da estrutura sindical da CUT. Numa conjuntura de liberdade e autonomia sindical, continua fazendo sentido o investimento de recursos preciosos (humanos, financeiros e tempo) na disputa de aparelhos comprometidos com outra proposta sindical, ao invés de construir uma representação permanente da CUT na base? Quais os casos que justificam e os que já estão exigindo uma atitude nossa no sentido da construção de estruturas paralelas, baseadas nas estruturas verticais da CUT? Eis um ponto fundamental na avaliação das oposições sindicais, que deveremos responder o quanto antes. 4 - A CUT QUE QUEREMOS Durante o processo de discussão que estaremos desenvolvendo até a plenária da Articulação, a ser convocada no primeiro semestre de 1993, teremos a tarefa não só de desenvolver o processo de avaliação, mas também de apontar as de-.finições daquilo que entendemos como necessário para que a CUT possa responder aos novos desafios, que se colocarão a partir de 1994, e que constituirão as bases de nossas teses para o V CONCUT. Por isso, pensar na CUT que queremos e no papel que ela deve assumir a partir do próximo Congresso é uma tarefa que deve ser enfrentada a partir de agora. Procurando uma melhorcoordenação das discussões, a Comissão escolhida para acompanhar o processo sucessório orientará o conjunto da Articulação em todo o país para garantir a uniformização desse debate, que começa a partir do início do ano. Mais do que a definição dos nomes que irão compor a chapa que concorrerá à próxima Executiva Nacional no V CONCUT, devemos construir uma política de capacitação, de formação e de definições das atribuições dos nossos quadros. Por isso, esse processo deve significar para a Articulação a própria consolidação de nossa concepção. Por isso, o processo de definições dos nomes deve se dar a partir de um amplo debate democrático que privilegie não só a análise da Articulação sobre os 10 anos da CUT, mas também aponte as bases políticas que nortearão as definições sobre a CUT que queremos a partir de 94. Cada Estado deverá organizar seu processo de discussão, com base no calendário nacional e nas orientações encaminhadas pela direção nacional da Articulação. a) Análise dos 10 anos da CUT; b) Definições básicas para consolidar a CUT que queremos e elaborar nossa tese para o V CONCUT; c) As bases para a elaboração de uma política de quadros da Articulação e as atribuições que poderão ser assumidas pelos companheiros, que deixarão os atuais cargos da executiva nacional; d) indicações de um conjunto de nomes (cerca de 30) que poderão compor a próxima chapa que concorrerá à próxima executiva nacional; e) Indicação do nome a candidato a presidente da CUT pela Articulação; f) composição do congresso nacional; g) participação de mulheres nas inslâagias da CUT; h).preparação da nossa atuação para a plenária nacional da CUT a ser rea- ' lizada em agosto de Este primeiro momento será concluído' na plenária nacional da Articula-

7 ção, a ser realizada até o final de maio, precedida das plenárias estaduais, que, além de discutirem estas questões elegerão os delegados a plenária nacional conforme orientação da direção nacional. O segundo momento desse processo colocará as seguintes tarefas para a Articulação. a) Desenvolver um programa de ca- O Trabalho-N? a pacitação e formação dos companheiros indicados para comporá próxima executiva nacional da CUT, b) Sob a responsabilidade da atual direção e incorporando os companheiros indicados para a futura direção, devemos preparar a nossa tese para o V CONCUT com base nas definições tiradas na plenária de maio. CRISE NA CUT ADIADA Mas tudo indica que os problemas não foram resolvidos O que estava represado nas salas de reunião desaguou na grande imprensa; a CUT está paralisada e em crise pela disputa presidencial entre Gilmar e Vicentinho. A "saída" encontrada numa plenária da Articulação Sindical e comunicada à Executiva Nacional nada resolveu. Gilmar se afastou "temporariamente" da Secretaria-geral e Delúbio da Tesouraria, juntando-se os dois a Vicentinho, que desde abril Já se afastara da Executiva. Ocorreu um "remanejamento" em que Avelino, rural, assume a Secretaria geral, Kjeld, eletricitário, assume a Tesouraria, os dois da Art- Sind, enquanto Gato, do PPS, assume a 1* Secretaria. Dois dirigentes da Cut pela Base são promovidos: Durval de Carvalho Vice-presidência e Miguel Rosseto (da DS) a Secretário de Política Sindical. Ninguém, nem os "reananjados", acredita que tal solução administrativa colocará a CUT nos eixos. Ainda que não tenha sido explicitada a base da briga entre Gilmar e Vicentinho, o pano-de-fundo da crise da CUT é político. Não se reduz a uma "briga pelo aparelho", diante da qual os trabalhadores seriam indiferentes. Antecipação do CONCUT A democracia sindical exige que não se empurre a crise com a barriga. Os sindicatos e os trabalhadores estão chamados a tomar os destinos da CUT nas mãos, o que pede a antecipação do 5 o CONCUT para este ano, para defender os salários, a terra e as estatais ameaçadas hoje por Itamar. A partir da Plenária Nacional da CUT de Julho, é possível fazê-lo ainda em Novembro, com delegados tirados diretamente pelos sindicatos, sem o filtro partidarizado dos Congressos Estaduais. A CUT ameaçada A origem da paralisia da CUT está na aplicação de receitas cuja fonte inspiradora é o FMI, como parceria capitaltrabalho, privatizações selecionadas etc. Um exemplo, foram as Câmaras Setoriais como solução "negociada" para a recessão. Afinal, a parceria de cada sindicato com seu patrão para garantir competitividade no mercado, questiona a necessidade de uma central sindical que defenda os interesses dos assalariados como um todo contra os patrões, enfatizando a preocupação com a saúde das empresas (papel que Medeiros sempre reivindicou para sua Forsa Sindical). Também a discussão do que é "estratégico" ou não, nas privatizações, divide os sindicatos e a própria CUT. Por outro lado a crise da CUT não é apenas da ArtSind -está aí a crise da CUT pela Base - mas da própria forma como a central vem funcionando: um condomínio de correntes sindicais partidanzadas. Assim o bloco constituído no último CONCUT, a "Antártica", contra as manobras da cúpula da ArtSind, não tinha e nem podia ter base real, como se viu na adesão do PC do B e sua Corrente Sinical Classista ao govemo Itamar Os que querem eternizar a "Antártica" - como o PSTu - contribuem para manter essa deformação : o rateio dos espaços entre "tendências", que afasta os sindicatos dos fóruns de decisão, e inibe um real debate de orientação. Debate que hoje atravessa a própria ArtSind, como se vê. Encontro Sindical do PT A distância da ArtSind em relação aos alinhamentos que se dão no PT, só se manteve até agora apoiada no quadro viciado do "condomínio de tendências" que deforma a CUT. A medida em que a discussão sobre os destinos do PT divide em lados opostos seus membros, como se viu nos Encontros Estaduais, e em questões centrais - como é a independência da Social-Democracia ou a aliança com a cúpula do PSDB - o "monolitismo" da ArtSind tende a desaparecer. Afinal, como ficam os delegados do ABC que no Encontro de São Paulo defenderam uma chapa comum com a esquerda partidária, diante das bombásticas declarações de Gilmar na "Folha" de que "o PT (e a CUT) deve definir-se como "social-democrata" Ou quando o Manifesto da Articulação Hora da

8 Verdade acusa, com razão, a outra parte da Art. de acobertar os defensores da social-democracia? Continua na ordem do dia a realização de um Encontro Sindical dos petistas, que não se resuma aos "medalhões", e que permita à base abrir a discussão em pé de igualdade, para superar a crise da CUT. 4 Diário Popular Rebelo faz restrição ao uso do contrato coletivo Contrato coletivo só deve ser implantado com nova política salarial garantindo reposição mensal da inflação, além de uma legislação que mantenha os atuais direitos dos assalariados, caso contrário, trata-se de uma aventura em prejuízo dos trabalhadores. Essa tese èdo deputado federal Aldo Rebelo (PCdo B). integrante da Comissão de Trabalho da Câniara Federal. Em entrevista ao repórter João Henrique de Azevedo. Rebelo prega a moratória das dividas interna e externa do Pais como instrumento para baixar a inflação. O deputado defende ainda que o capital internacional. aplicado na ciranda financeira e não nas atividades produtivas, saia do Pais. DIÁRIO POPULAR Como o senhor analisa as relações entre empresários e trabalhadores no Pais? Como vê as mudanças propostas na CLT e implantação do contrato coletivo de trabalho, nos moldes dos existentes na Europa, por parcela do setor patronal e até do movimento sindical? Aldo Rebelo O ponto de partida é levar em conta o que estabelece a Constituição de 1988, que assegurou a livre organização dos trabalhadores e a unicidade sindical. São instrumentos que garantem aos sindicatos enfrentar os conflitos entre capital e trabalho, que asseguraram os direitos sociais, como jornada de trabalho de 44 horas semanais e licença-maternidade. Para a revisão da Constituição, é evidente que o empresariado se articula de maneira ostensiva para liquidar com essas conquistas sociais da Constituição. Outro enfoque é a discussão do contrato coletivo. DIÁRIO Como o senhor vê a implantação do contrato coletivo nessa conjuntura? Rebelo O contrato coletivo surge da ascensão de Walter Barelli, no Ministério do Trabalho, e através do debate da CUT. O contrato é uma conquista alcançada pelos trabalhadores da Europa e outros países do mundo. Mas no Brasil não pode ser encarado de maneira simplista apenas porque uma parte do empresariado deseja sua implantação. Para ser estabelecido, o contraio coletivo precisa de uma legislação infra-contratual. DIÁRIO O que é a legislação infra-contratual? Rebelo Você faz o contrato coletivo, mas com algumas garantias, que não estarão sujeitas ao contraio. Por exemplo; a jornada de trabalho máxima, licença-gesianle e outras garantias sociais. DIÁRIO Por que estas garantias não podem estar dentro do contraio coletivo? Rebelo Não, não podem ser alvo -do acordo entre as parles. Se deixarmos as conquistas sociais abertas para discussão no contrato, categorias que têm força irão assegurá-las, mas as «mais frágeis poderão perdê-las. Por isso, tem que haver uma legislação infra-conuatual assegurando os direitos e beneficies sociais da Constituição. i u Se deixarmos as conquistas Jf^ádcds abertas par a 'f^dj^cuis^ojtcfçiçiptraía, itègorias que têm for cairão "^ssegur^ia^. mas as mais ffrúgeis poderão pérdê-ías". DIÁRIO Como ficaria a CLT? Fala-se muito em modernizar as relações do trabalho mas, na hora de mudanças, o movimento sindical fica paralisado. Rebelo Uma parte dos defensores do contrato coletivo defende o fim da CLT. Na verdade, a legislação trabalhista tem aspectos de conquistas dos trabalhores que não são levados em conta. Não temos condições de copiar o modelo europeu de contrato coletivo porque o movimento sindical na Europa se organizou muito mais cedo que no Brasil. DIÁRIO A CUT está defendendo o contraio coletivo com base nas experiências dos paises do Primeiro Mundo. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC realizou o acordo do setor automotivo no estilo de um pré- contralo coletivo. O que o senhor pensa desse acordo? Rebelo Devemos respeitar a opinião da CUT, só que acho que não podemos tomar o nivel do movimento sindical brasileiro pelo nível de organização dos metalúrgicos do ABC. Há categorias muito numerosas como trabalhadores rurais e da construção civil, com nivel de consciência muito atrasado, que precisam de certas garantias em lei. Você pode ter contrato coletivo sem política salarial, sem que se garanta reposição da inflação? Acho que isso é uma aventura. O contrato coletivo num País como o nosso, com uma inflação entre 20% e 30% ao mês, tem que vir junto com uma política salarial ou será um salto no escuro. Vai-se para o contrato coletivo e os patrões dizem não às conquistas. Por exemplo, reposição da inflação só de seis em seis meses ou de ano em ano. Os trabalhadores sozinhos terão força para impor uma outra condição num País com tanto desemprego? DIÁRIO Como fazer para garantir as conquistas previstas na Constituição e na CLT? Rebelo Podemos considerar a possibilidade do contrato coletivo, mas não podemos abrir mão pelo menos de uma parte da legislação já existente. O que seria o contrato numa situação como essa? Seria apenas o acerto entre empregados e empregadores de uma parte das relações capital e trabalho. O que o setor patronal defende é que,se zere, do ponto de vista da legislação, as conquistas sociais e que se comece a discutir tudo de novo. Isso é inaceitável porque estaríamos subordinando a parte mais fraca da relação bilateral, que são os assalariados, aos interesses da parte mais poderosa, o capital. DIÁRIO O senhor não teme ser acusado de retrógrado nessa sua visão do contrato coletivo? Rebelo Não tenho esse receio. No Brasil de hoje, modernizar as relações capital-trabalho é adotar uma política salarial que assegure reposição mensal da inflação. Os bancos garantem a reposição mensal da inflação porque aplicam no mercado fi- -yms

9 nanceiro. Os empresários também porque aplicam no mercado financeiro. O Governo também aplica no mercado financeiro. Só quem não pode garantir a reposição mensal da inflação é o trabalhador, porque recebe seu salário depois da inflação acumulada. Ser atrasado é querer impor esta perda aos assalariados e o moderno é fazer com que eles aceitem. DIÁRIO Como o senhor avalia a política salarial que prevê reposição integral quadrimestral até seis mínimos? Qual a possibilidade de mudanças nesse quadro? Rebelo Temos uma Câmara Federal com hegemonia dos setores conservadores, com mais de 200 empresários entre os 503 deputados. Mas havendo pressão do movimento sindical, que apoia proposta da Comissão de Trabalho da Câmara de reposição mensal, acho possível haver mudanças e conquistas/precisa haver pressão unificada. Há categorias que já conquistaram reposição mensal sem precisar de lei salarial. u Só quem não pode garantir a reposição mensal (fo,>i f inflação é o trabalhador, porque recebe seu salário. depois dá inflação Tt acumuladasuã i,n: DIÁRIO O Governo e os empresários voltam a dizer que reposição mensal causa inflação e que não resolve o problema do Pais. O que o senhor pensa disso? Rebelo Tanto não provoca que o reajuste salarial mensal não existe há muito tempo e a inflação coiuinua. A raiz do processo inflacionário não é o salário. Pelo contrário, o salário é pago depois que a inflação já passou. A raiz da inflação é o pagamento da dívida interna e da dívida externa a juros absurdos. Mais da metade do orçamento do País está comprometido com o pagamento das dívidas interna e externa. Isso é um escândalo maior que qualquer escândalo da história do Brasil. É o sacrifício da sociedade, o esforço produtivo, a riqueza canalizada para pagamento de juros para sustentar a avidez dos bancos e dos grandes poupadores. DIÁRIO Qual seria a saída para essa crise? Quais medidas para reduzir a inflação? Rebelo A solução da crise passa por uma moratória das dividas interna e externa. DIÁRIO Esta medida não provocaria fuga de capital do País? Rebelo Não, porque o capital que entra no País é especulativo. As pessoas vêm aqui para investir no mercado financeiro, e não na produ- ção. O que investe na produção fica, porque não dá para fugir pelos portos com máquinas do dia para a noite. O dinheiro que dá para os empresários levarem é o que está aplicado na Bolsa e em dólar. Este dinheiro do capital especulativo não nos faz falta porque não está aplicado na produção, não gera riqueza. DIÁRIO Como o senhor define o Governo Itamar Franco? Rebelo O presidente Itamar Franco tentou resistir à avalanche da pressão conservadora, ou seja, a pressão dos credores externos e internos e dos monopólios econômicos nacionais. Mas acho que o presidente não tem conseguido impedir que o Pais continue marchando para uma situação de desagregação social. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística) fala por nós na sua última pesquisa. São um escândalo a miséria, a fome. a situação social do Pais. Há ' desagregação econômica, o Brasil está rolando ladeira abaixo. A capacidade produtiva do Pais está sendo destruída. Está se trazendo produtos prontos, só para serem maquiados na Zona Franca de Manaus, para destruir a indústria nacional e o emprego. O setor eletroeletrônico no Pais está comprometido. DIÁRIO Como o senhor encara o desempenho do ministro Walter Barclli e da ministra Luiza Erundina no Governo? Rebelo Considero bom o desempenho dos dois ministros. Barelli é um profissional respeitado e capaz. Ele tem colocado sua posição de que o salário precisa ser elevado como forma de reativar o' desenvolvimento, A ministra Erundina tem procurado valorizar o papel da administração pública, do funcionalismo. DIÁRIO O funcionalismo tem ainda a péssima imagem frente à população de que trabalha pouco. A máquina estatal está inchada? Rebelo Inchados estão os cofres dos bancos, que ganham muito dinheiro das empreiteiras envolvidas no escândalo PC Farias. Quantos funcionários públicos se envolveram no caso do PC? Inchado está o lucro dos monopólios. O Brasil precisa ter um qua-. dro de funcionários públicos bem pagos e capacitados. Acho isso possível., DIÁRIO O movimento sindical fica inerte diante da recessão e do desemprego. Existem centrais sindicais com dificuldades. Como «o senhor analisa este quadro? Rebelo A luta dos trabalhadores acontece no mundo inteiro e o movimento sindical está no momento histórico de defensiva. Há uma ofensiva do capital sobre o trabalho para liquidar as conquistas históricas dos trabalhadores, fato que ocorre não só no Brasil, mas na Europa e na América do Norte. Precisamos organizar resis- tência, que requer uma articulação ampla das correntes do movimento sindical. DIÁRIO Com o nível de divergência no Brasil entre as centrais CUT, Força Sindical e CGTs, é possível esta unidade? Rebelo Infelizmente, temos dentro do sindicalismo algumas correntes que participam da ofensiva do capital, e não da resistência. A Força Sindical é um exemplo concreto disso. O seu presidente termina somando com o discurso da chamada modernidade Parece que não vê que, em São Paulo, a base do Sindicato dos Metalúrgicos foi reduzida em quase 50% nos últimos anos. A tendência positiva é a do ABC, da fusão dos sindicatos. * mg José Prata do Araújo PfíJelO Confio Sísdiniiuo  VENDA NOCPV CrS VIT0GIANNOTT1 COILOR A CUT EA PIZZA A VENDA NOCPV CrS

10 O Estado de São Paulo Metalúrgico quer discutir terceirização MARLI OLMOS O processo de terceirização pode ser um dos próximos temas a ser discutido pela câmara setorial da indústria automobilistica. É o que pretende o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, preocupado com o resultado de recente pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), que mostra a ampliação dessa tendência nas áreas produtivas. Realizada em 12 grandes empresas metalúrgicas do ABC paulista, que empregam quase metade dos 116 mil trabalhadores da categoria em São Bernardo do Campo e Diadema, o estudo mostrou que metade já transferiu para terceiros serviços de setores da produção. Da amostra, 25" 0 das empresas terceirizaram a ferramentaria. "É o coração da fábrica", diz, preocupado, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho. A pesquisa foi feita com o auxilio das comissões de fábrica e delegados sindicais, além de depoimentos dos próprios trabalhadores, que passaram de grandes indústrias para pequenos fornecedores. Das empresas envolvidas no estudo, 33 0 o passaram a adquirir de fornecedores componentes que antes produziam. Greves O movimento sindical prevê o enfrentamento com os empresários e Mudança de perfil Como a terceirização está atingindo a industria metalúrgica do ABC Total de empresas nas quais houve a terceirização: 1 00 /o Empresas que tiveram áreas de apoio terceirizadas: 100 /o Principais áreas afetadas: limpeza j resiauranle manutenção transporte enfermaria 33%,33% ::: " 58% 42% 150% Empresas que tiveram áreas produtivas terceirizadas: 50% Principais áreas produtivas afetadas: componentes. 33% 25% usinagem: 76% caldeiraria: 17% Principais motivos apresentados pelas empresas: cuslos- 1' "^ ~ ' : " :'- '. 74% eficiência: I '... 50% especialização:! 33% Empresas em que a terceirização piorou as condições de trabalho redução de salários: 92% perda de benefícios:.58% pior segurança:.42% maiores iornadas: 33% Número de empresas que planejam terceirizar novas atividades: 67% Empresas nas quais ^uwjl] existiu ou existe negociação para a Ano/ terceirização: H^/0 Ocorrências de mobilização contra a terceirização: 67% Empresas que já firmaram acordo: 18% fonte Dieese (pesauisa feita com comssoes de fabnea e deleyados smdicais em 12 'atmcasl até a deflagração de greves. Mas diante de um assunto que até pouco tempo atrás era desconhecido pela maior parte dos sindicalistas e trabalhadores, o sindicato dos Metalúrgicos do ABC decidiu preparar-se para conhecer todas as hipóteses de terceirizações legais e fraudulentas. "Não queremos dar um não redondo à terceirização", ressalta Luis Paulo Bresciani. técnico do Dieese. Segundo ele, a entidade é contra a forma como o processo tem sido feito. O maior problema apontado pelo Dieese está no rebaixamento de salários e degradação das condições de trabalho. Na pesquisa, os salários foram reduzidos em 92' > 0 dos casos e a perda de benefícios como transporte, restaurante, assistência médica, treinamento foi registrada em 58 o 0 do total pesquisado. "Isso não pode ser simplesmente um método criminoso de ganhar lucro mais rápido", destaca Vicentinho. À brasileira O que mais preocupa os técnicos do Dieese é o que já chamam de "terceirização à brasileira", que significa copiar um modelo estrangeiro feito com base em programas de aumento de produtividade numa situação econômica estável para adaptálo a um momento de profunda recessão. Pelo raciocínio dos técnicos da entidade, esse "modismo" estaria servindo exclusivamente para "emagrecer" as empresas. O Dieese também refuta a argumentação do empresariado, que garante ser a terceirização uma simples transferência de empregos. Segundo a entidade, a retração no nível de emprego é cada vez maior. Na Mercedes-Benz, em São Bernardo, por exemplo, trabalham hoje , menos que há dois anos. A montadora tem terceirizados pelas contas do sindicato. # Gazeta Mercantil Alguns fabricantes norteamericanos estão se descartando de bilhões de dólares em investimentos empregados, na década de 80, na adoção de idéias japonesas de produção. Muitos perceberam que alguns desses sistemas, apesar de úteis na elevação da produtividade no Japão, pouco acrescentaram em suas próprias fábricas. A Federal-Mogul Corp., concluindo que sua automação tinha ido longe demais, tirou grande parte do moderno equipamento de uma fábrica de componentes para automóveis e a Ge- Modelos japoneses falham nos EUA neral Motors Corp. está agora apostando mais fortemente no "poder das pessoas". A Whirlpool Corp. irritou-se com o estilo japonês de "círculos de qualidade" como uma forma de usar as idéias dos empregados. A General Electric Co. e a Corning Inc. mudaram para outras formas de aproveitamento das idéias dos empregados. Também está se tornando desinteressante em algumas companhias o sistema japonês "just-intime", de minimização do estoque com os fornecedores entregando componen- tes apenas quando necessário. Mas todas as companhias norte-americanas se atrapalharam com a imitação dos métodos japoneses, claro. A Chrysler Corp., por exemplo, atribui seu recente sucesso em parte por copiar a abordagem da Honda Motor Co. no desenvolvimento de produto. MÁ APLICAÇÃO Mas tais companhias estão em minoria. O atual esforço para reprojetar áreas significativas da paisagem da manufatura reflete em grande parte a admissão de fracasso, yuase dez anos depois de correr para copiar os japoneses, muitas companhias norte-americanas fracassaram na duplicação, senão na superação, de sua eficiência. Os norte-americanos foram tolhidos por diferenças culturais e, eles reconhecem, pela má aplicação do que viram em fábricas japonesas. Embora tenham aprendido como o Japão melhorou a qualidade e a produtividade em algumas áreas, isso "não os tornou realmente competitivos", diz Ran-

11 ganath Nayak, que dirige o setor de operações administrativas mundiais na Arthur D. Little Inc., uma firma de consultoria. "As companhias ficaram obcecadas com uma idéia da moda ou outra, ao custo de seu enfoque global", ele acrescenta. O resultado: ganhos insignificantes em relação aos US$ 800 bilhões gastos em investimento de capital e US$ 150 milhões em treinamento de trabalhadores que, ele estima, os produtores norteamericanos tenham gasto na década passada para implementar as idéias japonesas. Pesquisando quinhentas Indústrias no ano passado, Little descobriu que a maior parte delas "simplesmente nío se aperfeiçoa rápido o suficiente em relação à competição". RAZOES Uma das razões é que as companhias foram muito longe na cópia da automação japonesa. A Federal- Mogul, por exemplo, erroneamente supôs que os japoneses conseguiam melhor vantagem de custo com o uso dos computadores, robôs e outros equipamentos automatizados. Onerada por custos de trabalho significativamente mais altos do que aqueles do Japão e enfrentando a crescente pressão dos fabricantes de carros para reduzir o preço dos componentes, a companhia reformou sua fábrica de componentes em Lancaster, Pensilvãnia, equipando-a com automação de última geração e idéias importadas do Japão. Mas, embora produzisse mais rapidamente, não conseguia trocar o equipamento com rapidez. Como resultado, a automação, além de não reduzir custos criou um problema, que foi o de não atender à necessi dade constante de mudan ça de modelos que o merca do exigia. "Perdemos a fie xib ilida de", diz Fred Nuso ne, presidente do grupo. Há cerca de um ano, a fábrica foi reformada de novo, eliminando os robôs e os computadores da linha de produção. Agora produz uma variedade maior de peças e apenas o que os seus clientes querem. 4 O Ecetista -N? órgão Informativo do Sindicato dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Similares de São Paulo Querem fazer o ecetista "desempenhar" ainda mais GERENCIAMENTO DE DESEMPENHO Ainda é cedo para falar detalhadamente sobre o Programa de Gerenciamento de Desempenho que está sendo implantado pela direção da empresa. Mas uma coisa é óbvia; querem fazer o já sobrecarregado, superexplorado ecetista trabalhar, "desempenhar", produzir ainda mais. A fórmula para conseguir isto é a "avaliação constante" realizada pela chefia, que vai tentar se tomar verdadeira "liderança". Ou seja, as chefias devem pressionar, fazer marcação homem a homem, e fazer com que todos produzam o máximo. Para que o pessoal engula essa, estão realizando propaganda imensa, inclusive com o envio de material impresso para a casa do funcionário. Neste alardeiam a oportunidade de um programa moderno, que deve aproximar chefia, funcionário e gerência (a velha história da família ecetista). Conversa mole. A modernidade deles é conseguir executar com o menor número de funcionários possível, um montante de serviço que cresce a cada dia. Se continuar como está, em poucos anos os correios terão o dobro de serviço que tem hoje, e metade dos funcionários, superatarefados, supe- rexplorados, "gerenciados". E bom lembrar que em 1970, tínhamos 129 mil funcionários, e hoje contamos com apenas 71 mil. Precisamos combater o excesso de serviço e este programa que vem para garanti-lo, exigindo a jornada de 40 horas semanais e contratação imediata de funcionários através de concurso público. ORGANIZAR POR LOCAL DE TRABALHO PARA BARRAR A REPRESSÃO Na audiência publica que sabatinou o presidente da ECT, no congresso federal, ele afirmou que a direção da empresa não abre mão da disciplina em relação aos trabalhadores. Disciplina para a direção da ECT, parte do estabelecimento de um clima de torrar no local de trabalho, que mantém os trabalhadores em permanente estado de tensão. Com isto é possível submetê-los a um processo de superexploração. Na edificação deste sistema, o chefe é peça chave. Porém é incorreto canalizar para ele toda a revolta contra a repressão. Temos que combater o sistema gerencial da ECT de conjunto, que tem como pilares, a repressão e a pressão. De imediato, todos os trabalhadores devem se unir em tomo dos diretores do sindicato, cipeiros e ativistas no combate à repressão. E partir para a construção de organizações por locais de trabalho que representem os interesses dos trabalhadores. Dessa torma será possível combater o sistema gerencial partindo do questionamento e esvaziamento do poder das chefias. O SERVIÇO MEDICO DOS CORREIOS PREJUDICA OS FUNCIONÁRIOS Por orientação da empresa, sem um pingo de humanidade e profissionalismo, os médicos dos correios, diante dos casos mais evidentes de doenças, não dispensam o trabalhador e o colocam para trabalhar mesmo sem condições físicas. Esta atitude está de acordo com a orientação geral da empresa, que visa espremer o trabalhador e deixá-lo no bagaço. O combate a ela também se dá pelas formas ao lado expostas. E para reforçá-lo, o sindicato marcou audiência junto ao CRM, para discutir com este órgão as medidas cabíveis. Afinal, senhores médicos, e o juramento de Hipócrates? É hipócrita? #

12 À.' " í^"" Quinzena O CAMBOTA -N>189- Maio 1993 SINDICALISMO RURAL NA REGIÃO SUL O DESER, em colaboração com os DETRs (Departamento Estadual de Trabalhadores Rurais) e o CAMP, executou o levantamento de um conjunto diversificado de informações que estão servindo como um rico material de análise para a Pesquisa sobre "A situação Atual e Perspectivas do Sindicalismo Rural da CUT na Região Sul". A pesquisa é resultado de convênio entre o DESER e o DESEP-Departamento de Estudos Sócio-Econômicos e Políticos da CUT. Neste trabalho foram realizadas entrevistas com 81 STRs filiados à CUT ou próximos às suas linhas de ação. O questionário solicitava informações a respeito de diferentes dimensões do trabalho sindical desenvolvido. O levantamento de informações junto aos DETRs de cada Estado demonstrou que apenas 13% dos STRs existentes na região são filiados à CUT. Caso se acrescente a relação dos sindicatos próximos ao campo cuüsta, este percentual representaria cerca de 20% do sindicalismo rural da região. Este número pode ser considerado significativo pois, em grande medida, as direções destes STRs (Sindicatos de Trabalhadores Rurais) contribuem decisivamente para que as reivindicações dos trabalhadores rurais, particularmente dos agricultores familiares, ganhem expressão política e se tornem públicas para o conjunto da sociedade civil. Entretanto, apesar do peso político deste segmento do movimento sindical no campo, os resultados da pesquisa mostram que persistem muitas dificuldades para se concretizar uma proposta cutista de atuação. A seguir, com base nos dados sistematizados dos 81 questionários, serão apontados alguns aspectos que ca- racterizam a atual situação do sindicalismo rural cutista da região Sul: a) Organização Interna dos Sindicatos: - 58% dos STRs pesquisados são filiados tanto à CUT como às Federações e 12% são filiados só à CUT; - 73% dos STRs concorreram em chapa única nas últimas eleições sindicais; - No que diz respeito ao planejamento de suas atividades, quase 60% dos STRs não conseguiram executá-lo ou nem chegaram a elaborá-lo; - As principais dificuldades para concretizar um plano de trabalho estão ligadas às deficiências de infra-estrutura físico-financeira, à falta de um programa especifico de formação para lideranças e à falta de uma equipe de trabalho e de assessoria; - As comissões internas de trabalho organizaram-se prioritariamente em tomo das mulhres, saúde, organização da produção, política agrícola e previdência; - As principais prioridades de trabalho das atuais direções estão voltadas para a previdência, a política agrícola e organização da produção, sendo que, em menos da metade desses casos, os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais não possuem um plano de trabalho especifico para estas áreas de atuação; - No ano de 1992, as reivindicações dos aposentados mobilizaram grande parte das ações sindicais; - 42% realizaram apenas um roteiro de reuniões nas comunidades e 22% fizeram duas rodadas de reuniões; - 65% dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais possuem programas de rádio; - 85% participam dos Conselhos Municipais de Saúde e 43% dos Conselhos Municipais de Agricultura. b) Infra-estrutura Física-Administrativa: - 85% possuem sede própria para o sindicato; - 70% consideram-se com uma situação financeira equilibrada e 23% estão endividados; - 30% possuem apenas um diretor liberado; 28% têm dois e 21% possuem três diretores liberados; - 64% dos STRs não possuem convênios de cooperação com instituições financeiras internacionais; - 63% fornecem serviço de assistência odontológica e 33% dispõe de serviços de assistência médica. c) Organização da Produção: - 54% desenvolvem atividades de organização ao nível do processo produtivo; 41% na compra de insumos e 26% na comercialização conjunta da produção; - 47% afirmaram acompanhar sistematicamente tais experiências. - Os centros de assessoria são os principais responsáveis pela assessoria técnica recebida pelos STRs. Portanto, no atual quadro em que se encontra o sindicalismo no campo, percebe-se a presença de sinais de vitalidade. Estes podem servir de base para a superação das dificuldades po- Lftico-organizativa que persistem oo seio da estrutura sindical. Diante desta realidade, pode-se observar que os STRs não estão imobilizados, à espera de soluções milagrosas. Em geral, têm procurado alternativas, seja no campo da organização da produção ou na forma de estruturação interna, que lhes permitem enfrentar esses desafios. Boleüm do DESER N9 34 abril de 93

13 Jornal da Pró-Central - N* í - Maio 1993 Rumo à construção da CENTRAL DOS MOVIMENTOS POPULARES Hoje, em 1993, nós, militantes dos Movimentos Populares, procuramos entender melhor os desafios colocados a este sujeito histórico que se propõe a contribuir para a transformação da sociedade brasileira, rumo a um mundo mais justo e solidário. Atentos aos desafios, buscamos em nossa história as origens, o desenvolvimento e a construção da identidade desse sujeito - os Movimentos Populares. Trata-se de uma busca difícil. A história oficial reserva ao povo papel secundário e passivo frente às transformações atribuídas a "grandes homens", "santos", e "heróis". Há, contudo, empenho em escrever a história dos vencidos, da classe operária, do movimento sindical e do Movimento Popular. Além dessas lutas e formas de organização, há muito a ser resgatado e contado. E preciso buscar as raízes do Movimento Popular que, em sua riqueza e diversidade, hoje se coloca tarefas como a construção de uma Central de Movimentos Populares qualificada para formular políticas públicas e, junto com os outros setores da sociedade, contribuir para a elaboração de um projeto político para o Paus. Concepção O Brasil hoje é um dos países onde concentra-se maior número de Movimentos, Organizações e Lutas Populares. Multiplicam-se por toda parte movimentos por terra, moradia, saúde, saneamento, transporte, creches, direitos humanos, associações, uniões e federações comunitárias de bairros, favelas e de cortiços; movimentos negro, de mulheres, de meninos e meninas de rua, catadores de papelão, prostitutas, vítimas de Aids, homossexuais, de portadores de deficiência, de índios, de cooperativas de produção ou consumo (habitação, costura, pão, compras comunitárias), escolas comunitárias, movimentos ecológicos, etc. São formas de organização que buscam a conquista e a defesa dos direitos coletivos. Há, no entanto, grande diversidade de práticas e de concepções entre esses movimentos. Existem diferentes níveis de organização, de clareza quanto aos objetivos, de democracia interna, de autonomia em relação ao Estado, às Igrejas, aos partidos e a outras instituições. E há grande diversidade política e cultural entre os Movimentos Populares. A medida que se constrói a democracia, amplia-se o leque de pluralidade dos movimentos da sociedade civil. Princípios Autonomia. Os movimentos não devem estar submetidos aos interesses de partidos, sindicatos. Igrejas, órgãos do Estado, grupos políticos, econômicos ou de assessoría Isto não significa ausência de relações com parceiros, aliados e adversários, e até mesmo com setores "não-organizados", mas que o poder de decisão deve estar nas mãos dos próprios movimentos. Democracia. Cada movimento deve assegurar a todos os seus membros o acesso às informações, aos debates e o direito de participar das decisões e da realização das atividades. Devem também ser respeitadas as decisões internas, a pluralidade cultural e de organização de cada movimento. Kepresentatividade. As entidades não devem ser apenas cartoriais mas representantes dos reais interesses dos movimentos. As direções devem ser eleitas de forma a serem representativas das bases dos movimentos Ser de base. 0 movimento deve ter um trabalho organizado capaz de qualificar sua participação na luta coletiva e evitar o distanciamento entre direção e base Ser de massa. O movimento não deve reduzir-se a um pequeno número de pessoas mas buscar envolver o máximo de interessados, a fim de fortalecer a luta popular. Ser Cl assista. Os movimentos devem lutar pelos direitos e as demandas das classes populares, de forma a contribuir para a construção de uma sociedade sem opressão econômica, política e cultural. Ser Combativo. Lutar pelos interesses populares sem se curvar ao clientelismo ou à cooptação de grupos econômicos ou políticos. Solidariedade. Os movimentos devem cultivar e preservar o valor da solidariedade apoiando-se mutuamente de diversas formas para contribuir nas realizações coletivas de cada movimento. Desafios Superar o corpo-' rativismo, ohmcdiatismo, e o está - gio meramente reiv^nciicativoarticularas lutas ime - diatas com.objetivos estratégicos. Capacitar.se para. transformar tf, acumulo obtido com as lutas em propostas políticas para a

14 Quinzena (14, sociedade. Preparar-se para disputar estas propostas com outros setores e participar da gestão democrática da sociedade. Para tanto, é também necessário superar a fragmentação e o isolamento entre os movimentos. É aí que se coloca o desafio e a necessidade da articulação e se insere a proposta de uma Central de Movimentos Populares. E a soma destes fatores que garante a nossa afirmação inicial sobre o papel estratégico do Movimento Popular. Um movimento popular democrático, autônomo, articulado e propositivo terá um papel estratégico como sujeito político na construção e na implementação de uma sociedade democrática, sem explorações. Uma sociedade justa, digna, sem discriminações de raça, sexo, idade ou religião, sem miséria, nem marginalização. Uma sociedade onde todos tenham acesso ao serviço de saúde, ao saneamento básico, á educação eà cultura, ao lazer, à moradia digna, ciência e a tecnologia. Uma sociedade onde todas as pessoas tenham iguais oportunidades e direitos, alimentação adequada, e na qual o trabalho doméstico seja partilhado, onde o ecossistema seja preservado e a subjetividade seja valorizada. Esta sociedade socialista que queremos construir deve se pautar na busca da igualdade econômica, igualdade de direitos e de pluralidade ideológica, na qual o trabalhador tenha procedência sobre o capital, a pessoa sobre a mercadoria, os direitos coletivos sobre os direitos individuais, os cidadãos sobre o Estado. O movimento deve resistir ao projeto neoliberal e propor políticas públicas para responder às necessidades da população excluída dos bens de consumo, culturalmente discriminada e economicamente oprimida. Entendemos, pois, que a relação do Movimento Popular com o movimento sindical, os partidos, as Igrejas, as ONGs e outras entidades, deve ser de complementariedade, nunca de inferioridade, atrelamento ou submissão. Queremos conquistar um espaço democrático onde se possa exercerasoberania popular. Isto inverte a relação historicamente predominante do Estado comasociedade, marcada porpráticas de exclusão, formas de tutela e mando. O pólo de decisão e criação deve estar na sociedade civil organizada artífice de um Estado a serviço dos interesses coletivos. Caráter Quanto ao caráter da Central, predominam duas posições distintas. Uma acentua o seu caráter de articulação. Outra, de direção. Claro fica, entretanto, que se os movimentos lutam de maneira articulada, avançam na mesma direção. E ao definirem democraticamente uma direção para as suas lutas, agiram de maneira articulada na perspectiva de se tomar direção politicados movimentos específicos (Saúde, Terra, Moradia,etc). Outros afirmam que a Central deve ser formu ladora de políticas junto com os movimentos populares, apontando caminhos globais para as lutas. Isto precisa ser melhor debatido e aprofundado. Objetivos Wi í/f^^ i % WM ng WMMí ' >&! /'lüiovry ppn ^ío^oif Considerando a extensão territorial do Brasil, percebese o papel estratégico da Central de Movimentos Populares para a organização da sociedade civil em nosso pais tendo em vista a construção da democracia Cabe aos próprios movimentos populares seorganizarem. A Central, nesse sentido, pode ser um importante fator de estímulo à organização, de apoio aos movimentos que, em certas regiões, carecem de condições para resistir às pressões políticas e policiais; de vínculo com entidades internacionais; de representatividade em nível nacional e de interlocutora no diálogo com autoridades públicas. Entretanto, a Central não pode jamais pretender ser a única representante dos movimentos populares, nem o substituir em sua representatividade, nem pretender enquadrá-los numa estrutura única. Durante todo o processo de construção da Central, definiram-se os seguintes objetivos: Articular os diversos movimentos e unificar as suas lutas; Estimular o trabalho de base na organização do Movimento Popular; Qualificar o movimento para que seja capaz de elaborar e propor políticas públicas, superando o estágio reivindicatório; Qualificar o movimento para fortalecer suas formas de mobilização, organização e formação; Incrementar a formação de militantes. Contribuir para acabar com a dominação cultural (machismo, racismo e outras formas de discriminação). Estrutura p ^^y íy*s -, 8 Wí «mtmrk Plenárias- instâncias máximas dos Movimentos Populares no Brasil Dela participam representantes e/ou delegados dos movimentos vinculados à Pró-Central, bem como membros das Coordenações Nacional/Estadual/Municipal. A Plenária Nacional foi quem definiu os rumos da Pró Central, elegeu a Coordenação Nacional e seus assessores, bem como determinou as etapas da construção da Central. As plenárias se realizam em níveis Nacional, Estadual e Municipal. - Coordenação Nacional - Eleita em Plenária Nacional, é integrada por um representante em um suplente de cada Estado, que realizou a Plenária Estadual. Executiva Nacional - É eleita pelos membros da Coordenação Nacional, composta por representantes dos seguintes estados: São Paulo, Piauí, Rio Grande do Sul, Pará e Mato Grosso do Sul. Secretarias: Finanças, Formação. Políticas Sociais, Imprensa e Comunicação. Comissões Temáticas - Tém a função de formular propostas políticas, tecnicamente consistentes para serem levadas aos fóruns e plenárias. Fóruns - Espaço de discussão política sobre os eixos de luta e de elaboração de políticas públicas alternativas, aberto a toda sociedade civil, com caráter indicativo

15 e não deliberativo. Propostas É aspiração geral dos representantes dos movimentos vinculados à Pró- Central que a Central tenha uma estrutura leve a ágil que corresponda à natureza dos movimentos populares. As propostas de estrutura devem ser debatidas e aprofundadas a fim de que no Congresso, cheguemos a um perfil delineado. Basicamente seria a mesma estrutura da Pró-Central com algumas modificações. 1. Os congressos seriam de 2 em 2 anos ou de 3 em 3 anos; 2. Plenárias por lutas em níveis Nacional/Estadual/Municipal/Regional; 3. Coordenação Nacional Colegiada, istoé, não haveriam os cargos de presidente, secretário, etc. Esta coordenação seria composta por um representante de cada estado, mais um representante de cada movimento nacional. 4. Executiva colegiada. 5. Que os movimentos específicos organizados em nível nacionaldevem estar representados na coordenação nacional. Não haveria estrutura definida para Estados e Municípios ficando por conta dos próprios movimentos se articularem e desenvolverem lutas conjuntas. 6. Organização de Departamentos 7. Quanto ao vínculo dos movimentos com a Central uns propõem que sejam de filiação; e outros de adesão. Programa de ação O programa de ação da Central de Movimentos Populares virá dos eixos de luta e da sua tradução em bandeiras específicas por parte do conjunto dos movimentos. O que são eixos de luta? Um eixo de luta reúne diversas lutas fragmentadas sobre questões específicas em uma luta mais ampla assumida pelos vários movimentos específicos. Estes passam a desenvolver ações articuladas em tomo de tal eixo, sem negar suas outras bandeiras particulares. Portanto definir um eixo de luta não é apenas encontrar uma luta prioritária que, em dado momento, mobilize muitas pessoas e movimentos em ações conjuntas (esta é a função das bandeiras de luta). Mais do que isso, um eixo de luta deve sempre ligar a realidade imediata conjuntural aos objetivos estratégicos de construção de uma nova sociedade, o que supõe a superação do Capitalismo. Quando diversas lutas são unificadas, os Movimentos Populares desenvolvem melhor seu papel estratégico na transformação da sociedade. Reforma Urbana e Cidadania, nossos eixos de luta A REFORMA URBANA enquanto eixo de luta aglutina movimentos de moradia, saneamento, transportes, educação e outras, na direção da melhoria das condições de vida e democratização da cidade. A luta pela Reforma Urbana não se restringe apenas à democratização de uso e ocupação do solo - coibbdo aespeculação imobiliária, enfatizando a função social da terra - mas precisa avançar na direção da gestão democrática da cidade (p. ex., definição de localização de equipamentos públicos; participação na sua gestão; definição de tarifas; controle e fiscalização da qualidade dos serviços, etc). A partir dessas conquistas, procuramos através da luta pela Reforma Urbana definir a CIDADE QUE QUEREMOS e como queremos viver nela. Sob o eixo da Cl DAD ANI A, discutimos a questão da mulher, do negro, do homossexual enfim das várias formas de discriminação vigentes na sociedade. Discutimos os diferentes modos de desrespeito aos Direitos Humanos e a dominação ideológico-cultural sobre as classes populares. Para nós a construção da CIDADANIA é um processo constante de conquista e criação de novos direitos e da afirmação de uma nova ética. A CIDADANIA exige uma democratização radical, onde efetivamente se possa exercer a soberania popular e se crie condições para a realização humana. Trata-se de inverter a relação historicamente predominante do Estado com a sociedade e apontar na direção inversa para uma nova relação onde o pólo de decisão e criação esteja na sociedade civil e organizada, que transformará e recriará um Estado a serviço dos seus interesses e da emancipação dos trabalhadores Nesse sentido, é preciso afirmar uma nova ética, revertendo as relações autoritárias de poder na vida cotidiana, na vida privada de cada pessoa, libertando a sociedade de padrões machistas, racistas e de outras formas de dominação cultural que impedem um relacionamento verdadeiramente humano, transparente e fraterno. Bandeiras 1 'IfâN&gb São a tradução, para o campo imediato, dos eixos apontados. Traíamse de propostas ÉÉ concretas de luta (que se comple- *M/f/fÀ íwm* mentam àquelas já * \mtl estabelecidas por cada movimento T&lwi específico) e que emerjam da articulação dos movimentos em tomo dos referidos eixos. É o que já estamos praticando através das jornadas e campanhas de luta: ' 'Terra para Morar, Terra para Plantar, Movimento Pela Ética na Política - Ação da Cidadania Contra a Fome, SOOAnos de Resistência Indígena Negra e Popular na América Latina'', Saúde Unificada emunicipalizada, Fundo de Moradia Popular etc. Portanto, a Central de Movimentos Populares deve ser um espaço que sirva para reforçar a solidariedade entre os movimentos, reforçar suas lutas específicas

16 Quinzena e construir pautas de luta comuns para um determinado período, de modo a concretizar os eixos da REFORMA URBANA E CIDADANIA. GREVES MENDIGOS EM PASSEATA Cerca de 100 mendigos saíram de baixo do Viaduto do Glicério na cidade de São Paulo para protestar contra o drama que vivem nas ruas. No final de maio, 3 mendigos morreram de pneumonia, o padre Júlio Lancelotti participou da manifestação para cobrar providências de Maluf. UNIÁO DE DESEMPREGADOS Interessados em se candidatar a vagas em 4 empresas em São Paulo, centenas de desempregados estiveram na Associação dos Desempregados de São Paulo protestando com faixas contra o desemprego. A notícia das vagas atraiu milhares de trabalhadores da periferia. Em 6 meses a Associação colocou trabalhadores, mas tem recebido mais de pedidos de emprego por dia. MANIFESTAÇÃO DE AGENTES DE SAÚDE Uma passeata de agentes de saúde da Fundação Nacional de Saúde paralisou por mais de 3 horas dia 4 de junho a avenida Brasil no Rio, provocando gigantesco congestionamento. Revoltadas com a notícia de que em 2 fmeses serão dispensados pelo Ministério da Saúde os agentes andaram a pé até a Ponte Rio-Niterói. CONDUTORES DE CURITIBA A greve dos motoristas e cobradores do sistema de transporte de Curitiba foi suspensa dia 7 de junho para avaliar os resultados do julgamento do TRT. Os empresários até então mantinham-se inflexíveis em elevar os saláriosf em 20% (de Cr$ 10 milhões para Cr$ 12 milhões). Os motoristas inicialmente reivindicavam Cr$ 18 milhões, recuaram para Cr$ 14 milhões, mas não houve acordo J FIM DA GREVE DOS 500 MIL O funcionalismo federal decidiu encerrar a greve nacional dia 4 passado, após 22 dias parados. Mesmo insatisfeitos com a proposta do governo, os 207 dos 395 delegados sindicais votaram pelo retomo ao trabalho. Todas as reivindicações (política salarial, reposição da inflação, anistia sindical, liberação do FGTS, isonomia de gratificação) foram parcialmente atendidas. Os servidores obtiveram 85% de reajuste, FGTS liberado e reajuste mensal da gratificação. FISCAIS DA RECEITA Dia 4 de junho os fiscais da receita federal decidiram retomar ao trabalho, após 24 dias parados. Os servidores aceitaram a contraproposta de pequena elevação da gratificação por produtividade e seu pagamento a cada 10 dias. Já os funcionários de nível médio da Receita decidiram manter a greve que completou 32 dias. CURTAS CRIANÇAS NOS CANAVIAIS Crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos já representam 30% da força de trabalho nos canaviais de Pernambuco. São cerca de 70 mil meninos e meninas que atuam clandestinamente numa atividade estafante, dos quais 86% não tem carteira assinada e 41% não recebem qualquer tipo de remuneração. CONDENAÇÃO DE SEM-TERRAS GAÚCHOS O Tribunal de Justiça condenou 6 colonos pelo assassinato do soldado da PM Valdeci Lopes em agosto de Otávio Amaral, Idone Bento, Augusto Moreira, Argemiro de Campos, José Govaski e Elenir Nunes terão de cumprir a pena de 6 anos de reclusão. 350 CASOS DE ESCRAVIDÃO O governo reconhece e comprova a existência de 350 casos de escravidão TnúHtOutderts em 1992, mas desmente à OIT nos casos denunciados por entidades civis do Brasil. ARTICULAÇÃO X CONVERGÊNCIA NA APEOESP A chapa encabeçada por Roberto Felício, ligada à Articulação, recebeu votos (52,6% do total), contra a oposição, que reuniu várias tendências do movimento sindical lideradas pela Convergência Socialista, que teve votos (44,6%), nas eleições do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo. A Apeoesp reúne 105 mil dos 220 mil professores do Estado e compareceram às umas professores. DÍVIDA DOS SINDICATOS COM A CUT DOBRA A dívida dos sindicatos filiados à CUT dobrou de março/92 a maio/93, somando um total de USS 1 milhão. As razões apontadas são a recessão, a queda do poder aquisitivo e o aumento das despesas dos sindicatos que precisam realizar mais campanhas: contra o desemprego e uor salários. Uma das prioridades da CUT será aperfeiçoar o sistema de cobrança e ter mais rigor com os devedores que são cerca de 30% dos filiados, segundo o jornal Folha de São Paulo. Atualmente os maiores contribuintes mensais são: Bancários de São Paulo - Cr$ 931 milhões. Metalúrgicos de São Bemardo - Cr$ 593 milhões, Bancários do Rio - Cr$ 538 milhões. Condutores de São Paulo - Cr$ 304 milhões, Bancários de Brasília - Cr$ 270 milhões. Petroleiros do Rio - Cr$ 204 milhões. Professores de Brasília - Cr$ 170 milhões. Bancários de Porto Alegre - Cr$ 166 milhões. Bancários de Belo Horizonte - Cr$ 150 milhões e Metalúrgicos de Santo André - Cr$ 147 milhões. O total arrecadado em maio foi de Cr$ 11,7 bilhões. CUT POR REAJUSTE MENSAL A CUT vai montar um posto dentro do Congresso dia 23, quando haverá votação do projeto de lei que institui o reajuste mensal de salários, para cadastrar sindicalistas, distribuindo funções para garantir um lobby forte. Alan disso, será montado um painel em frente ao Congresso com os nomes dos 503 deputados.

17 REGRAS PARA TRABALHADORES DA COMUNIDADE EUROPÉIA Os ministros do Trabalho da Comunidade Européia chegaram a um acordo sobre a distribuição de horário de trabalho, estabelecendo uma jornada de trabalho de 48 horas semanais. O acordo fixa ainda 35 horas de descanso semanal e um mês de descanso anual. Só para lembrar, a Alemanha tem atualmente de 36 horas semanais a um mês e meio de férias anuais. ATLAS QUER REDUZIR A COMISSÃO DE FÁBRICA A metalúrgica Atlas Copco de Diadema-SP quer reduzir os membros da comissão de fábrica de 4 pra 2 membros, sob a alegação de que quando foi montada a comissão havia 720 trabalhadores e hoje o número caiu para 466. Os trabalhadores da Atlas já disseram que não vão aceitar demissões e nem a redução do tamanho da comissão. 35 BILHÕES DE DESEMPREGADOS NO MUNDO NO ANO de pessoas estarão desempregadas no ano em todo o mundo, dos quais s<s no Terceiro Mundo. É o que afirmam os estudos da OEA-Orgamzaçâo dos Estados Americanos. No primeiro mundo e até meados do ano que vem 36 milhões de pessoas estarão desempregadas segundo as estimativas dos ministros das Finanças da OCDE. PIB CRESCEU 4,36% No Brasil, o PIB cresceu 4,36% no primeiro trimestre de 1993, em comparação com o último trimestre de A manufatura ampliou a produção em 6,62%, a construção 8,61%, constituindo um crescimento de 6,11% no setor industrial. A agropecuária cresceu 5,86% e o setor de serviços 2,38%. MO SAIU NOJORM QUEREMOS JUSTIÇA PARA TODOS Em 30 de junho de 1993, teremos pela 1- vez no sul do Pará, o julgamento de acusados na morte de trabalhador rural. Serão julgados os acusados de terem matado Expedito Ribeiro de Souza, morto em 2 de fevereiro de Todos dizem que a imagem da cidade está feia... É hora de limpar a imagem da cidade! É hora de se buscar justiça e condenar os responsáveis pelos crimes! Viva o povo de Rio Maria Viva a cidade de Rio Maria "O SOFRIMENTO DE SER MULHER POVO" Celebração do Dia Internacional da Mulher culmina com um inquérito policial, movido pelas mulheres da vida pública, contra as mulheres do povo. As mulheres simples do povo de Linhares, Espírito Santo, estão sofrendo um inquérito policial por terem desmentido e repudiado um artigo do Jornal "A Gazeta" do dia 09/03/93. Tudo começou quando o Jornal se aproveitou da Celebradaçao do Dia Internacional da Mulher, 08/03/93, organizado e celebrado pelos Grupos de Mulheres. O Jornal publica um artigo intitulado "Linhares lembra atuação" onde afirma que na Assembléia foram destacados nomes de mulheres da vida pública (os nomes aparecem no jornal) discriminando assim mulheres donas de casa, trabalhadoras, operárias, bóias-frias, lavadeiras, domésticas, camponesas e tantas outras sem nome perante a nossa sociedade, que fazem parte da classe sofrida e pobre. As mulheres do povo, descontentes com o artigo mentiroso e pela discri- minação que o Jornal fez, escrevem uma nota de repúdio desmentindo o artigo do Jornal que culminou num inquérito policial. Até hoje várias mulheres prestaram depoimentos junto a delegacia! local. O que as mulheres querem é que a verdade floresça e a justiça se implante em nossa terra. "O sonho de tantas Marias O pranto de todas as mulheres A luta de todos os dias Profeta da nova História Mulher Companheira da Libertação" COMPANHEIROS! Nós, Comunidade Indígena Kaingang de Iraí-RS, estamos solicitando mais uma vez o apoio de vocês, no sentido de pressionar o Ministério da Justiça em Brasília, através de Fax, cartas, telegramas etc., para que providenciem a imediata assinatura da homologação de nossa terra. Sabemos que o Decreto da Homologação está pronto para assinatura do Presidente da República e se encontra no Ministério da Justiça. Sabemos também que se encontra parado no Ministério da Justiça, por pressão política da Prefeitura e demais políticos de Irai, que não querem admitir que a área demarcada é nossa e não querem também a nossa presença aqui. Desde já agradecemos o apoio dos companheiros de luta. Afirmamos: nós nunca vamos desistir da luta com o apoio de vocês. Pedimos que os enviem cópia da correspondência enviada ao Ministro da Justiça no seguinte endereço: Comunidade Indígena Kaingang Caixa Postal 83 CEP Iraf-RS Irai, 07 de maio de 1993 Comunidade Indígena Kaingang Ao Ministro da Justiça Maurício Correia Esplanada dos Ministérios - Bloco T Brasflia-DF Telex: (61) 1088 Fax: (061)

18 CAMPANHA: "PELA HUMANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE" Da: Coordenação da Campanha Rua 6 Qd. F Lt. 58 Vila Santana Goiânia-GO Fone: (062) Para: Movimentos Populares, Sindicatos e Entidades, de Assessoria de Apoio aos Movimentos. Ainigos(as), Retomamos hoje o contato com vocês, que nos acompanharam durante a 1- etapa da Campanha "URGENTE! Saúde Humanizada e Municipalizada", e vocês que a partir de agora somam forças conosco neste momento tão importante. Na nossa avaliação, a coordenação nacional da Campanha, verificou uma grande aceitação, um bom entrosamento entre as entidades coordenadora e que parece mais importante, é a adesão de outras entidades querendo dar o seu apoio nacional como: Cáritas Brasileira - DF, CPT, Pastoral da Juventude. Reforçando o entendimento de que a saúde não é somente assistência médico hospitalar, a campanha abre espão para todos os setores da sociedade protagonistas na conquista de seus direitos. Outras datas importantes da campanha - 12 de outubro "Dia popular da Criança", l 9 de dezembro - "Dia Nacional de Combate a AIDS" estão por vir e poderão ser incluídas no calendário de cada um. Agora já estamos preparando a 2- etapa, que terá como tema: TERRA, MORADIA, SAÚDE, tendo como ponto alto o Dia do Trabalhador Rural - 25/07. A proposta da campanha vai se concretizando, somando forças, com todas as associações, sindicatos, entidades, movimentos populares, partidos políticos e demais segmentos organizados da sociedade. A sua participação é fundamental. A conquista de uma Saúde Plena só virá com a participação de TODOS nesta LUTA. CONTINUE PARTICIPANDO DESTA CAMPANHA... Goiânia, 25 de maio de 1993 PS: As despesas desta campanha não são poucas, estamos abertos para receber qualquer contribuição, pelo Banco do Brasil, Agência Conta X, Anápolis-GO. Em nome do: CEDAC - Movimento Popular de Saúde. Véspera-N* 257-Junho 1993 Economia Escravidão Sem Cor: Salário Mínimo = US$ 63,13 Paulo Palm Passados 105 anos da festejada abolição da escravatura, o Brasil ainda hoje convive com o regime de semi-escravidão. Uma escravidão que não tem mais cor. Atinge indistintamente trabalhadores de todas as raças, idades, credos e religiões. Engana-se quem pensa que o trabalho escravo no Pais é apenas o anunciado, em Genebra, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) - só em 1992, segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), pessoas estavam sendo escravizadas. O absurdo não se limita ainda ao triste recorde que a Nação detém de campeã mundial em número de acidentes de trabalho: em 1990, pessoas morreram e, em 1991, outras ficaram incapacitadas para sempre. As condições subhumanas de trabalho fazem com que a cada duas horas um trabalhador morra. O trabalho escravo no Brasil do século 20 está traduzido, sobretudo, na situação de miséria e fome a que foi relegado o trabalhador, vítima dos baixos salários, do desemprego e do arrocho salarial. Ganhar os Cr$ ,00 concedidos pelo governo em maio é viver em regime de semi-escravidão. Estão nesta situação 24,2% dos trabalhadores que ganham menos de um salário. Outros 52,9% recebem até dois minimos. O salário mínimo atual não dá nem para comprar uma cesta básica, que registrou um aumento de 43% em abril, e está custando CrS ,00. Os escravos do passado tinham sua liberdade privada. Os de hoje não têm direito, sequer, à alimentação. A falta de uma política salarial que garanta o poder aquisitivo do trabalhador joga a cada dia mais famílias - crianças, adolescentes, ho- mens e mulheres - no caminho da "escravidão da modernidade". Um exemplo das condições em que vivem os filhos da nossa classe trabalhadora está nas ruas de Porto Alegre, onde as crianças "tartarugas ninjas" moram dentro de esgotos, disputando lugar com ratos, baratas e fezes. Para que seus pais pudessem garantir as necessidades básicas (habitação, educação, saúde e alimentação) precisariam ganhar um salário mínimo de CrS 13 milhões, calcula o Dieese (US$ 325). Este quadro lamentável nada mais é do que o reflexo de uma política totalmente equivocada, populista e paternalista de o governo discutir vale-transporte, vale-bóia, vale-leite, vale para a seca, "vale-isto" e "vale-aquilo", em detrimento de uma política de empregos e salários. Sem sinalizar com nenhuma proposta de

19 : :: :X :;í :: :; :: :: ::V; :;X; : Quinzena política salarial, o governo Itamar Franco deu de presente aos trabalhadores, dia I o de maio, um salário mínimo sem nenhum aumento real. A média do salário mínimo do atual governo é de USS 63,13, ou seja, pior que no governo Sarney (na adminis- tração de Almir Pazzianotto era de USS 117,12 e na de Dorothéa Werneck, de USS 98,42) e do que no período Collor (com Magri, a média foi de USS 67,49). Predomina hoje a prática de uma política recessiva com desemprego e juros altíssimos, que só incentivam a especulação financeira e desestimulam o mercado produtivo. Aposta-se nas exportações e se esquece o potencial do mercado interno, com 150 milhões de brasileiros. Este governo precisa atentar para a necessidade de se adotar uma política de menos impostos e mais salário e empregos. O empresário alega que alto não é o salário, altos são os impostos, calculados em 150% acima da remuneração do trabalhador. Enquanto isso, o empregado perde metade de seu vencimento em um ano Análise Semanal de Conjuntura Econômica 13 de Maio - NEP com os atuais níveis da inflação. É absurda a proposta do governo de se aguardar três meses para ver os resultados de seu plano de ação e, só depois, discutir mudanças na política salarial. A inflação prevista pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para junho é de 31%. O governo rejeita o aumento mensal dos salários, mas oficializou com os donos de supermercados o^ reajustes mensais dos preços de acordo com a inflação. Os preços dos carros populares também foram dolarizados e, pela Medida Provisória 318, se propõem aumentos mensais das prestações da casa própria conforme a poupança mais 0,5%. O povo não agüenta mais esperar. A violência avança por todo o País e, se nada for feito, entraremos num período de pré-convulsão social. Enquanto o trabalhador enfrenta a exploração de sua mão-de-obra a preço de banana, o governo continua com o discurso antigo e surrado de que o reajuste mensal dos salários quebrará a Previdência. No governo Sarney, sua liderança na Câmara ale- Economia gava que a Previdência não suportaria a reposição mensal. A proposta foi aprovada e a previsão não se concretizou. Em 1992, o governo Collor apelou para o mesmo argumento. A política foi aprovada e nada aconteceu. Em dezembro, o ministro Antônio Britto dizia que a antecipação bimestral causaria um rombo na Previdência. Ficou provado que não: o déficit, que era de USS 5,7 bilhões em outubro, caiu para USS'2,3 bilhões em abril, tendo sido reduzido em 60%. O assalariado não aceita mais este discurso tão velho quanto a corrosão de seus salários. Quer o fim da escravidão. Compete ao movimento sindicai, aos aposentados, aos estudantes, à sociedade organizada sensibilizar e pressionar o Congresso para aprovar o novo plano salarial. Tomara que um dia possamos dizer: "O apartheid social enfim terminou. Até nunca mais!. ^ Paulo Paim, deputado federal (PT-RS), c presidente da Comissão de Trabalho e Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados. Miséria Pouca é Bobagem A crise econômica mundial de 1993 deve ser a mais forte dos últimos vinte anos. É o que agora confirma a conceituada revista inglesa The economist, em sua última edição. "Este ano, o primeiro do tão decantado mercado unificado da Comunidade Econômica Européia (CEE), será marcado pela pior recessão do continente em duas décadas. A economia alemã parou de crescer em meados do ano passado e está agora numa recessão profunda: a produção industrial (até o mês de março) registrou queda de mais de 1-%. No ano inteiro, a produção alemã terá provavelmente uma queda de 1,5%. França, Itália, Holanda e Espanha estão todas em recessão". Esta crise cíclica provoca a desintegração das economias européias. Segundo a mesma revista "a recessão está dificultando a integração européia e o Tratado de Maastricht, destinado a promovê-la. Isso porque o tratado estabelece critérios para medir se um país está pronto para a união econômica monetária. Os critérios para os déficits orçamentários e a dívida pública exigem cortes nos gastos. Entretanto, a contração das economias significa queda das receitas fiscais e, conseqüentemente, déficits orçamentários maiores e mais dívidas do governo. Países com grandes dívidas - como a Itália e a Bélgica - não poderão cumprir os critérios de Maastricht, a não ser que suas economias comecem a crescer como por encanto". ALÉM DA EUROPA... O desencanto da opinião burguesa, européia com a desaceleração da economia e dos sonhos de unificação das maiores economias daquele continente, é muito parecido com o desencanto que também toma conta neste momento dos americanos e japoneses, com suas respectivas economias. No lado americano, o crescimento de 4,8% do PIB no último trimestre de 1992, já reverteu para 1,8% no primeiro trimestre deste ano. tudo indica que a tendência à queda está se mantendo neste segundo trimestre. Até o final do mês de junho a produção americana poderá cair para uma taxa anual próxima de zero. Isto seria o estopim para o início de grandes tumultos financeiros e nas bolsas de KÍÍÍÍSÍSÍííKÍÍÍÍÍ

20 iili Quinzena valores mundiais, que deverão acontecer no terceiro trimestre deste ano (julho, agosto e setembro). O fim dos projetos de unificação européia terá o seu correspondente nos Estados Unidos, com a impossibilidade de se fechar o acordo do NAFTA que reuniria Estados Unidos, Canadá e México. Isto provocaria um grande abalo no equilíbrio da economia mexicana, que já acumula déficits comerciais anuais de mais de 20 bilhões de dólares, desde que se empenhou no projeto de união comercial com os Estados Unidos. Os prováveis abalos no sistema financeiro americano vão provocar uma retração dos gigantescos fluxos de capitais que atualmente cobrem os déficits mexicanos. Isto levaria a economia mexicana ainda mais para o buraco da crise, desemprego e miséria naquele país. SÓ O OURO SALVA Em 1974 e em 1981, do mesmo modo que em 1987, os sucessivos choques cíclicos da economia mundial aumentaram a potencialidade de uma grande desorganização da produção e do comércio mundiais. Mas em todos aqueles anos de crise, o sistema capitalista conseguiu evitar uma paralização muito longa em sua atividade. Ao contrário, a superação de choques cada vez mais potentes foi caracterizada por um salto para a frente e para o alto na produção e no comércio. As fantásticas taxas de crescimento da atividade econômica global, acompanhadas por significativos investimen- Análise Semanal de Conjuntura Econômica 13 de Maio - NEP If tos e aplicações em novas tecnologias, marcaram os três últimos períodos de recuperação da economia mundial. É este movimento irresistível de expansão da produtividade, da produção e do comércio que explica as mais recentes aberturas de fronteiras econômicas - a abertura do Leste europeu, a abertura econômica da China e o neoliberalismo que arrebenta os mercados latino-americanos. Mas é este mesmo movimento que caracteriza o que chamamos de super-produção de capital. Esta super-produção é a base do contínuo aumento da concorrência entre as principais economias que participam no comércio internacional, é a base do endividamento dos governos e do aumento do desemprego para as grandes massas. É a base para que, ciclicamente, reapareçam as tensões e o arrebentamento de uma nova crise. Nos últimos três ciclos citados acima, o grande peso das recuperações foi jogado para áreas periféricas do sistema - América Latina, Leste Europeu, China, África, Oriente Médio, etc. É & população destas áreas que sofreram e estão sofrendo as piores conseqüências desta alternância de expansão e contração do sistema econômico capitalista. Mas o grau de desemprego e de miséria que já está presente em grande parte da população européia e americana indica que para uma possível superação do atual choque econômico, os trabalhadores alemães, franceses, ingleses, italianos, americanos e japoneses também vão começar a receber sua quota de sacri- Economia fício. É esta ampliação do arrocho salarial, desemprego e miséria para o interior das grandes potências econômicas, que vai provocar conseqüências novas em movimentos mais propriamente econômicos do sistema. O aumento do protecionismo poderá provocar, pela primeira vez na segunda metade deste século, uma paralização catastrófica no comércio internacional de importações e exportações de mercadorias. Poderá provocar também um irreversível descontrole do sistema monetário e financeiro internacional, que neste longo período dos últimos 45 anos se baseia no dólar americano. A especulação nos últimos dois meses com o ouro, aumentando rapidamente o preço deste metal esquecido, pode ser o primeiro sinal que os capitalistas já começaram a procurar um refugio para a tempestade que se anuncia para o sistema de moedas e títulos do mercado internacional. AS APARÊNCIAS ENGANAM O otimismo forçado da burguesia brasileira, nos últimos dias, com a ascensão de Fernando Henrique Cardoso ao Ministério da Fazenda, procura esconder a tempestade que também vai se abater sobre esta economia até o final do ano. É uma tempestade que tem muito a ver com aquelas nuvens carregadas e raios que começam a cobrir Europa, Estados Unidos e Japão. Em nossos próximos boletins estaremos analisando de que forma a crise econômica mundial de 1993 poderá acontecer neste longínquo rincão do sistema capitalista global, chamado Brasil. O Misterioso NAFTA (Parte I) Existe um negócio chamado NAFTA. E a sigla em inglês para Acordo de Livre Comércio Norte- Americano. Através do NAFTA, os três países que compõem a América do Norte - Canadá, Estados Unidos e México - vão eliminar barreiras comerciais e financeiras, formando um novo bloco econômico. A evolução recente da economia mexicana, que se ajustou nos últimos três anos para esta integração com os Estados Unidos, ÍSÍSíSíífSSfSíííi ;-: : ; : ; : : : : : : :- : : : :-:.:.:.--:. :-::->:y;x:;:>>::> : ::;-: : : ; : :. : : : : v.>v:-;y;;;-:-:r:-;v:::-:::.::x.;. tem sido alardeada como um exemplo bem sucedido de recuperação econômica. Segundo os neo-liberais, o México mostra o caminho a ser seguido por economias da América Latina que ainda se debatem com problemas inflacionários, desemprego, etc, como é o caso do Brasil. Segundo estes ideólogos da devastação neo-liberal, o Brasil deve seguir o exemplo do México para promover sua inserção na nova ordem econômica mundial, ba- seada em blocos econômicos e em condições produtivasf e tecnológicas absolutamente novas. Em resumo, o que é proposto pela direita econômica é que os brasileiros não precisam se preocupar muito com o seu futuro. Basta integrar sua economia ao esquema do NAFTA e seu lugar no céu estará garantido. Esta discussão é importante, na atual conjuntura econômica e política da América Latina, porque o modelo

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