Comportamento dos anticorpos anti-tireoglobulina. (Ac anti-tg) nos carcinomas diferenciados de tireóide após ablação.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Comportamento dos anticorpos anti-tireoglobulina. (Ac anti-tg) nos carcinomas diferenciados de tireóide após ablação."

Transcrição

1 Comportamento dos anticorpos anti-tireoglobulina (Ac anti-tg) nos carcinomas diferenciados de tireóide após ablação com radioiodo Vanessa Moraes Marin Varandas Dissertação de Mestrado submetida ao Programa de Pós-Graduação em Medicina (Endocrinologia), Faculdade de Medicina, da Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de mestre em Medicina (Endocrinologia). Orientador: Prof. Dr. Alexandru Buescu Rio de Janeiro Fevereiro/2006

2 Comportamento dos anticorpos anti-tireoglobulina (Ac anti-tg) nos carcinomas diferenciados de tireóide após ablação com radioiodo Vanessa Moraes Marin Varandas Orientador: Prof. Dr. Alexandru Buescu. Dissertação de Mestrado submetida ao Programa de Pós-Graduação em Medicina (Endocrinologia), Faculdade de Medicina, da Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Mestre em Medicina (Endocrinologia). Aprovada por: Rio de Janeiro Fevereiro/2006 ii

3 FICHA CATALOGRÁFICA Varandas, Vanessa Moraes Marin. Comportamento dos anticorpos anti-tireoglobulina (Ac anti-tg) nos carcinomas diferenciados após ablação com radioiodo / Vanessa Moraes Marin Varandas. - Rio de Janeiro: UFRJ / Faculdade de Medicina, x, 89 f. : il. ; 31cm. Orientador: Alexandru Buescu Dissertação (Mestrado) UFRJ, Faculdade de Medicina, Programa de Pósgraduação em Medicina, Referências Bibliográficas: f eoplasias da glândula tireóide - sangue. 2. Tireoglobulina - Imunologia. 3. Carcinoma. 4. Auto-anticorpos Sangue. 5. Radioisótopos do iodo Uso terapêutico. 6. Marcadores biológicos do tumor Sangue. 7. Tireoidectomia. 8. Endocrinologia Tese. I. Buescu, Alexandru. II. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Medicina, Programa de Pós-Graduação em Medicina. III. Título. iii

4 RESUMO A medida da tireoglobulina (Tg) é amplamente utilizada como marcador tumoral no seguimento pós-operatório dos pacientes portadores de carcinoma diferenciado de tireóide (CDT), no entanto esta medida sofre interferência por diversos fatores dependentes ou não do ensaio. A presença do anticorpo antitireoglobulina (Ac anti-tg) ocorre em cerca de 15 a 25% dos pacientes portadores de CDT e compromete a acurácia da Tg como marcador tumoral. este trabalho todas as medidas de Tg e do Ac anti-tg foram realizadas pelos métodos imunométricos de quimioluminescência (ICMA). Procuramos com este estudo: 1) avaliar a prevalência e o papel do Ac anti-tg como marcador tumoral nos pacientes portadores de CDT; 2) avaliar a interferência do Ac anti-tg na medida sérica de tireoglobulina e correlacioná-la com a evolução clínica nos dois grupos de pacientes com Ac anti-tg positivo e negativo. Foram selecionados 90 pacientes portadores de CDT que haviam se submetido à ablação cirúrgica e com radioiodo. Eles foram divididos em dois grupos de acordo com a presença ou não do Ac anti-tg ao longo do acompanhamento. Foram estudados 77 pacientes com anticorpo negativo e 13 com anticorpo positivo. O estudo demonstrou uma prevalência de 14.4% do Ac anti-tg ;uma taxa de recidiva ou persistência tumorais nos pacientes com Ac anti-tg positivo cerca de 20 a 30% maior em relação aqueles com anticorpo negativo; a média de Tg sérica em presença de Ac anti-tg estatisticamente menor nos pacientes com Ac iv

5 anti-tg positivo, sugerindo interferência do anticorpo na dosagem de Tg sérica pelo método de ICMA utilizado. Palavras-chaves: Câncer de tireóide, Tireoglobulina, Anticorpo anti-tireoglobulina v

6 ABSTRACT Thyroglobulin (Tg) measurement is widely used as tumoral marker on the follow-up of patients operated on thyroid differentiated carcinoma (CDT). However, this measurement is influenced by several factors depending or not on the assay. The presence of the antibody antithyroglobulin( Ac anti-tg ) occurs in about 15 to 25% of patients with CDT and can interfere in the Tg accuracy as a tumoral marker. In this study every Tg and Ac anti-tg measurements have been accomplished with the quimioluminescency imunometric methods (ICMA). In this study our purpose was: 1 ) to evaluate the prevalence and the role of Ac anti-tg as tumoral marker in CDT patients; and 2 ) to evaluate the influence of Ac anti-tg in the serum measurement of thyroglobulin, relating it to the clinic evolution in the two groups of patients with positive and negative Ac anti-tg. inety CDT patients were selected who had been submitted to surgical ablation and with radioiodo. They were divided into two groups according to the Ac anti- Tg presence or not during the follow-up. Seventy-seven patients with negative antibody and thirteen patients with positive antibody were studied. The study showed a prevalence of 14.4% of Ac anti- Tg, recurrent cancer or tumoral persistence in patients with positive Ac anti- Tg from 20 to 30% higher in relation to the ones with negative antibody and the average of serum Tg was statistically lower in the patients who had positive anti- Tg, then suggesting antibody influence on the dosage of the serum Tg by the ICMA method used. vi

7 Key words: thyroid cancer, thyroglobulin, antibody anti-thyroglobulin. vii

8 AGRADECIMETOS Agradeço em primeiro lugar a Deus por ter me dado força, perseverança e determinação em perseguir este meu objetivo. Agradeço aos meus pais, Regina e Cleber, pelo amor incondicional e por serem absolutamente incansáveis e disponíveis. Sem eles certamente nada disto seria possível. Ao meu marido Vinícius, pelo exemplo de profissional competente e determinado e pelo carinho e incentivo, sobretudo na reta final desta caminhada. Às minhas irmãs, Cíntia e Daniela e minha avó Dyla, presenças constantes e indispensáveis na minha vida. Ao meu orientador, Professor Dr. Alexandru Buescu, que sempre com muita paciência, carinho e tranqüilidade me aconselhava e me orientava. Foi essencial na fase final deste trabalho, uma presença constante e determinante. À professora Dra. Rossana Corbo, que deu início a todo o trabalho com o fornecimento do banco de dados destes pacientes. Obrigada por seu carinho e colaboração. À professora Dra. Denise Pires de Carvalho, pela seriedade, humildade e comprometimento em todos os meus momentos de necessidade. À Dra. Sabrina Mendes Coelho, desde sempre uma orientadora nata. Obrigada pela sua amizade, pela sua competência e habilidade em ensinar. Ao Professor Dr. Mário Vaismann, que transmite para nós, seus alunos, uma determinação na busca do conhecimento e do crescimento profissional que nos contagia e não nos permite fraquejar. Aos meus dois maiores tesouros, meus filhos João Vitor e Artur, que abriram mão inúmeras vezes da minha presença materna. A eles eu dedico todo o meu amor, esforço e empenho. viii

9 SUMÁRIO I - RESUMO...iv II - LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS...x III ITRODUÇÃO...01 IV - REVISÃO DA LITERATURA...04 I -Tireoglobulina(Tg)...07 I.a - Metodologia para dosagem de Tg...10 I.b - Fatores de interferência intra e entre métodos...13 I.c - Anticorpo anti-tireoglobulina (Ac anti-tg) II Tratamento do CDT...20 II.a - Cirurgia no CDT II.b - Supressão do TSH II.c - Radioiodo II.d - Seguimento do CDT V - OBJETIVOS...34 VI - PACIETES E MÉTODOS...35 I - Características do estudo...35 II - Seleção de pacientes...35 III - Coleta de sangue e testes hormonais...36 IV - Análise estatística...45 VII - RESULTADOS VIII - DISCUSSÃO...66 IX - COCLUSÕES...72 X REFERÊCIAS...73 XI- LISTA DE ILUSTRAÇÕES...83 XI - AEXOS...85 ix

10 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS Ac anti -Tg anticorpo anti-tireoglobulina Anti-TPO Tg CDT ELISA ICMA IRMA PCI RIE RM PAAF TC TSH UICC USG IC IS LT4 ACB anticorpo anti-peroxidase Tireoglobulina Carcinoma diferenciado da tireóide Ensaio de imunoabsorbância ligado à enzima Imunoquimioluminescência Ensaio radioimunométrico Pesquisa de corpo inteiro Radioimunoensaio Ressonância nuclear magnética Punção aspirativa por agulha fina Tomografia computadorizada Hormônio estimulador da tireóide União Internacional Contra o Câncer Ultra-sonografia Intervalo de confiança Sodium iodide symporter Levotiroxina The ational Academy of clinical biochemistry x

11 ITRODUÇÃO O carcinoma da tireóide é uma neoplasia rara, correspondendo a cerca de 1 a 1,5% de todas as neoplasias malignas, com incidência anual no mundo inteiro estimada em torno de 0,5 a 10 casos / na população. A taxa de sobrevida em 10 anos para adultos com carcinoma de tireóide é em torno de 80 a 95%. Cerca de 5 a 20% têm recorrência local e 10 a 15% têm metástase à distância (Schlumberger, 1998). A maioria dos tumores consiste em carcinomas papilíferos e foliculares, definidos como carcinomas diferenciados da tireóide (CDT). Os tumores papilíferos correspondem a 70% dos carcinomas tireoidianos e os foliculares em torno de 15 a 20% (Parthasarathy e cols, 2002). O acompanhamento dos pacientes portadores de CDT deve ser feito com uma vigilância em longo prazo, porque apesar da maior parte das recorrências ocorrer nos primeiros 10 anos de acompanhamento, muitos pacientes apresentam recorrência tumoral décadas após o diagnóstico ou após o tratamento (Haugen e cols, 99; Schlumberger, 1998; Mazzaferri, 2003). O tratamento inicial do carcinoma diferenciado da tireóide consiste na cirurgia, seguida de ablação dos remanescentes tireoidianos com radioiodo e tratamento com levotiroxina a fim de inibir o crescimento das células tireoidianas tumorais (Schlumberger, 1998). A avaliação destes resultados da modalidade terapêutica, requer estudos com grande número de pacientes em um prazo de acompanhamento muito longo (Samaan e cols, 1992). A cirurgia mais apropriada é a tireoidectomia total ou quase total (restando em torno de 2 a 3 gramas de tecido), uma vez que a taxa de sucesso na ablação xi

12 dos remanescentes está muito mais relacionada à extensão da cirurgia inicial do que propriamente à dose terapêutica que pode vir a ser utilizada ao longo do acompanhamento (Robbins e Schlumberger, 2005). A cirurgia e a terapia de supressão são formas de tratamento universalmente aceitas, no entanto o tratamento com radioiodo permanece controverso, sobretudo em pacientes de baixo risco (carcinomas bem diferenciados, solitários, menores que 1,5 cm no maior diâmetro, sem envolvimento de linfonodos e que tenham feito ressecção completa). É sugerido que se os pacientes de baixo risco, realizarem tireoidectomia total, não necessitarão de tratamento adicional com radioiodo. Para todos os demais pacientes que não estão nas condições de baixo risco o radioiodo está indicado (Robbins e Schlumberger, 2005). Os benefícios do tratamento com radioiodo são a destruição de focos microscópicos do carcinoma, monitorização de recorrência ou persistência tumorais e redução da morbidade e mortalidade (Robbins e Schlumberger, 2005). Mazzaferri descreveu em um estudo em 1994 que a terapia com 131 I para os remanescentes, reduziu a recorrência e a probabilidade de óbito pelo câncer em pelo menos a metade (Mazzaferri e col, 1994). A dosagem da tireoglobulina (Tg) sérica desempenha um papel chave no acompanhamento de pacientes com CDT, mostrando ser a ferramenta mais sensível no acompanhamento pós-operatório. o entanto a dosagem da Tg sérica é um dos maiores desafios laboratoriais, por conta de interferências causadas pela metodologia utilizada para dosagem sérica de Tg, falta de padronização entre os métodos, limitada precisão entre ensaios, sensibilidade funcional inadequada e, xii

13 especialmente pela presença do Ac anti-tg, que pode mascarar a dosagem da Tg sérica dependendo do método utilizado (Schlumberger e Baudin,1998, Mariotti e cols, 1995, Spencer e cols, 1995). A presença do Ac anti-tg ocorre em cerca de 15-25% dos pacientes com CDT após tratamento cirúrgico e com radioiodo (Robbins e Schlumberger, 2005). A presença do anticorpo cria uma interferência multifatorial sobre os valores da Tg. Isto porque o impacto da interferência do Ac anti-tg sobre a dosagem de Tg, depende da metodologia utilizada para determinação, bem como da concentração e da característica qualitativa do próprio anticorpo. Diante disso é absolutamente fundamental a determinação do Ac anti-tg nos pacientes portadores de CDT. Conhecer as reais interferências do anticorpo, quantificá-las e padronizá-las no acompanhamento dos portadores de carcinoma diferenciado de tireóide (CDT) é tornar a interpretação mais confiável ou fidedigna possível (Schlumberger e Baudin, 1998). xiii

14 REVISÃO DE LITERATURA O carcinoma tireoidiano é a neoplasia endócrina maligna mais comum, apresentando mais óbitos do que todas as demais neoplasias endócrinas combinadas. É mais comum nas mulheres em 2 a 4 vezes (Schlumberger, 1998). Vem apresentando aumento na sua incidência (Spencer e cols, 2005) devido ao diagnóstico precoce através da ultrasonografia (USG) da tireóide e punção aspirativa por agulha fina (PAAF). o entanto, o aumento da incidência não levou ao aumento da mortalidade, graças ao estabelecimento de protocolos bem definidos de tratamento e acompanhamento. Fatores de risco para Carcinoma de tireóide: Idade: a incidência do câncer da tireóide aumenta com a idade. Doença tireoidiana benigna: alguns estudos consideram bócio e nódulos benignos como fatores de risco para os tumores (Mellemgard e cols, 1998). Fatores raciais, étnicos e geográficos: Incidência maior em filipinos e vietnamitas. Iodo na alimentação: o efeito do iodo na incidência de câncer da tireóide não está bem definido. Em áreas com suplementação adequada de iodo os CPT são mais freqüentes, por outro lado deficiência de iodo está associada com os CF. Radiação: Existe uma forte correlação linear entre radiação e incidência de tumor tireoidiano. O período de latência entre a exposição e o diagnóstico é de pelo menos cinco anos (Schlumberger, 1998). Fatores reprodutivos: o predomínio no sexo feminino sugere a participação de fatores hormonais com razão sexo feminino: masculino em torno de 2-4:1. xiv

15 As neoplasias malignas da tireóide podem ser classificadas em dois tipos dependendo da célula que originou o tumor, célula folicular ou parafolicular (célula C). A partir das células foliculares se originam os carcinomas papilíferos (CP), foliculares (CF) e suas formas variantes, e também os anaplásicos; e a partir das células C originam-se os carcinomas medulares (Parthasarathy e cols, 2002). O CP representa o subtipo histológico mais freqüente (75-80%), seguido pelo CF (15%) e ambos são referidos como carcinomas diferenciados (Parthasarathy e cols, 2002). Os CP englobam um subgrupo com as formas variantes, correspondendo a 15 a 20% dos CP. Este subgrupo é composto pelos tumores mistos (papilífero associado a folicular) e pelas variantes folicular, esclerosante difusa, de células altas, de células colunares e encapsulada. A forma típica apresenta usualmente um bom prognóstico, com uma taxa de mortalidade inferior a 10% (Sawka e cols 2004; Torlontano e cols 2004) e uma taxa de sobrevida em 20 anos de 95%. Já as variantes esclerosante difusa, de células altas, de células colunares apresentam um prognóstico mais reservado. o curso da doença, os CP apresentam recorrências locais em 5-20% dos casos e em 2/3 dos casos ocorre invasão de vasos linfáticos e da cadeia ganglionar ipsilateral com disseminação linfática. Metástases à distância ocorrem somente em 5 a 10% dos casos. Os carcinomas foliculares (CF) têm incidência maior nas áreas iododeficientes. São considerados mais agressivos que os CP, no entanto ambos apresentam prognóstico semelhante quando comparados para idade e estágio tumoral (Van de Graaf e cols, 2001). Eles podem ser classificados como minimamente invasivo (encapsulado) ou muito invasivo, que modifica bastante o xv

16 prognóstico. O tumor minimamente invasivo é definido como maligno, devido à invasão vascular e de toda espessura da cápsula. Pela citologia este tumor pode não ser distinguido de lesões benignas. Os CF invadem vasos sanguíneos e raramente vasos linfáticos (10%). A disseminação é hematogênica, acarretando muito mais metástases à distância, sobretudo para pulmão, ossos e menos comumente para cérebro e fígado (De Groot e cols, 1995). Os CF apresentam as variantes de células de Hürthle (células oxifílicas), de células claras e o carcinoma insular. Os CF apresentam sobrevida em torno de 70 a 80%. Já o carcinoma insular e a variante de células de Hürthle apresentam prognóstico menos favorável. Os carcinomas anaplásicos são os de pior prognóstico e incidem em menos de 1% dos casos. Os carcinomas medulares se originam a partir das células C e apresentam incidência em torno de 5% do total dos tumores tireoidianos malignos (Parthasarathy e cols, 2002). Por fim o linfoma tireoidiano, que é uma condição ainda mais rara, representa menos de 1% da casuística (Spencer e Demers, 2002). Cerca de 80% dos pacientes portadores de CDT são classificados como baixo risco para óbito, no entanto alguns deles são considerados de alto risco para recorrência. Os fatores prognósticos de pior sobrevida são (Schlumberger, 1998): Fatores relativos ao paciente: Idade ao diagnóstico e sexo masculino; Fatores relativos ao tumor: Variantes papilíferas: células altas e colunares; xvi

17 Variantes foliculares: tumores muito invasivos e pouco diferenciados; Extensão tumoral: tamanho tumoral, extensão além da cápsula, metástases à distância; tumores multifocais e metástases múltiplas, bilaterais ou para linfonodos mediastínicos. Fatores relativos ao tratamento: Ressecção incompleta; ão administração do radioiodo; Tg sérica elevada por mais de 3 meses após a cirurgia. I - Tireoglobulina (Tg) A tireoglobulina (Tg) é uma glicoproteína de alto peso molecular, de 660 kda, formada por 2 subunidades idênticas, unidas por ligação não-covalente. Ela é codificada por um gene de pelo menos 300kb, contendo 48 exons e localizado no cromossomo 8 (Van de Graaf e cols, 2001; Spencer e col, 1995). Apresenta uma estrutura imunológica extremamente complexa e está envolvida em diversas respostas imunológicas. É sintetizada exclusivamente pelo tecido tireoidiano, normal ou neoplásico e se constitui na proteína quantitativamente mais importante da tireóide (Girelli e col, 2000). Funciona como proteína de estoque para os hormônios tireoidianos e para o iodeto (Van de Graaf e cols, 2001). Estudos realizados com gêmeos sugerem que a Tg seja o maior auto-antígeno tireoidiano e que exista um componente xvii

18 marcadamente genético para a variabilidade dos níveis de Tg (Premawardhana, 1994). Durante a hormonogênese controlada pelo TSH (hormônio tireotrófico), a Tg é incorporada ao lúmen do folículo tireoidiano, porém pequenas quantidades dessa proteína são secretadas na circulação e podem então ser quantificadas (Girelli e col, 2000). Podemos observar que o aumento nos níveis séricos da Tg pode ocorrer em diversos estados patológicos, não sendo, portanto útil na distinção entre doença tireoidiana benigna ou maligna (Girelli e col, 2000; Spencer e Demers, 2002). A análise da medida sérica da Tg sem a concomitante medida do TSH, não fornece interpretação fidedigna do comportamento da doença. Isto porque o TSH exerce influência trófica sobre o tecido tireoidiano, logo valores basais e estimulados de Tg sérica não fornecem o mesmo tipo de informação. De acordo com normas da Academia acional de bioquímica clínica (ACB- The ational Academy of clinical biochemistry), a Tg deve ser medida no soro livre de Ac anti-tg, que deve ser determinado na mesma amostra na qual a Tg foi medida (Mazzaferri e cols, 2003). A determinação da Tg sem estímulo do TSH induz ao erro em muitos pacientes. Mazzaferri demonstrou em um estudo, que os pacientes com Tg baixa ou indetectável medida em supressão do TSH, não tiveram detecção da doença em 21% dos casos. Quando esta Tg passou a ser estimulada, 36% dos pacientes passaram a ter evidência de metástase, com uma Tg sérica estimulada de 2 ng/ml (Mazzaferri e cols, 2003). Torre e cols (2004) observaram que uma Tg sérica xviii

19 detectável sem levotiroxina, isto é, com TSH elevado, fornecia um forte indício de recorrência tumoral, independente do resultado do rastreamento com 131 I. o trabalho desenvolvido por este grupo, as metástases só foram observadas naqueles pacientes com Tg sérica elevada no momento do primeiro rastreamento (Torre e cols, 2004). os pacientes portadores de carcinomas diferenciados de tireóide (CDT) que se submeteram a tratamento cirúrgico, com radioiodo e outras procedimentos ablativos, a meta do acompanhamento é a manutenção da Tg sérica em valores indetectáveis ou pelo menos inferior a 1 ng/ml com TSH suprimido ou menor que 2 ng/ml com TSH estimulado, que comprova ausência de doença. Este valor de 2 ng/ml foi determinado a partir de estudos que mostram uma probabilidade maior de doença residual com Tg estimulada acima deste valor (Mazzaferri e cols, 2003, Kloos, 2005). o entanto a medida da Tg sérica realizada no pós operatório imediato, não deve ser utilizada como parâmetro, uma vez que estudos sugerem que em média apenas 25 dias após a tireoidectomia a Tg começa a apresentar redução dos seus níveis. Isto ocorre porque a Tg tem uma meia-vida variando em torno de 6-96 horas (Hocevar e cols, 1997). Uma medida sérica detectável de Tg pode indicar precocemente persistência ou recorrência tumorais, bem como uma Tg sérica indetectável servir como critério de cura ou remissão (Schlumberger e Baudin, 1998; Schlumberger e cols, 1997; Girelli e col, 2000). Os níveis séricos da Tg variam na dependência da quantidade de tecido tireoidiano (benigno ou tumoral), da capacidade do tumor tireoidiano de responder xix

20 ao estímulo do TSH endógeno ou exógeno (TSH recombinante), além da habilidade intrínseca do tumor em sintetizar e secretar Tg (Spencer e cols, 1999). ão há intervalo de referência para a Tg, uma vez que essa medida é determinada pela quantidade de tecido tireoidiano presente. Em média, para cada grama (1g) de tecido tireoidiano ocorre liberação de cerca de 1 ug/l (ng/ml) de Tg com TSH normal e em torno de 0,5 ug/l (ng/ml) com TSH inferior a 0,1 mu/ml (Mazzaferri, 2003). O nível da Tg sérica, em uso de terapia com levotiroxina, está elevado em quase todos os pacientes com metástases visíveis. Ela está indetectável em menos de 1% dos pacientes com metástases à distância visíveis ao Raio X, em 5% dos pacientes com metástases pulmonares não visualizadas ao Raio X e em 20% dos pacientes com metástase isolada para linfonodos (Schlumberger e Baudin, 1998). o caso de carcinomas pouco diferenciados, que são menos dependentes do estímulo do TSH, o tumor terá menor habilidade em concentrar e responder ao iodo e a determinação da Tg estimulada, isto é, com TSH elevado será de pouca utilidade (Spencer e cols, 1999). Uma ferramenta ainda subutilizada no acompanhamento dos pacientes com CDT, é a medida da Tg sérica pré-operatória. Esta medida garante a validade da Tg sérica como marcador no seguimento pós-operatório, na medida que demonstra a capacidade do tumor em sintetizar e secretar Tg. Cerca de 5 a 10% dos carcinomas diferenciados de tireóide não têm capacidade de secretar Tg ou o fazem de maneira restrita, impossibilitando nestes casos específicos, a utilização da Tg sérica basal ou estimulada como marcador tumoral (Spencer e cols, 1999). xx

21 I.a - Metodologia para dosagem de Tg A presença da Tg na circulação foi inicialmente demonstrada por Roitt e Torrigiani utilizando técnicas de radioimunoensaio (RIE) (Schneider e Pervos, 1978). Subseqüentemente, um método RIE, mais apropriado, sensível e específico, que utilizava um anticorpo policlonal de coelho, foi descrito por Van Herle em A sensibilidade do método era em torno de 3-5 ng/ml. A partir da década de 80, os ensaios IMAs começaram a ser amplamente disponíveis usando anticorpos monoclonais (Mikosh e cols, 1999). A sensibilidade funcional era de 1-2 ng/ml (Schlumberger e Baudin, 1998). Atualmente a metodologia disponível para medida de Tg consiste nos métodos por imunoensaios, a saber, o imunométrico (IMA) e radioimunoensaio (RIE), além do método ELISA (enzyme-linked immunosorbent assay). Os métodos imunométricos (IMAs) podem ser subdivididos em isotópicos, o imunorradiométrico (IRMA), e não isotópicos, o de quimioluminescência (ICMA) (Spencer e Demers, 2002). O RIE é um radioimunoensaio competitivo, que vem sendo substituído por sucessivas gerações de ensaios imunométricos (IMAs) (Mikosch e cols, 1999). o entanto os valores de Tg sérica encontrados em pacientes com anticorpo positivo pelo método RIE, são absolutamente discordantes daqueles encontrados pelo método IMA. Spencer e cols realizaram o primeiro estudo que utilizou uma combinação de padrões metodológicos e fisiológicos para avaliar os efeitos do Ac anti-tg em vários métodos para a dosagem da Tg sérica. Em pacientes controles, com tecido tireoidiano normal e anticorpo positivo em níveis baixos e fisiológicos, a xxi

22 metodologia RIE não foi alterada, no entanto a IMA teve paradoxalmente Tg sérica baixa ou indetectável para muitos desses controles (Spencer e cols, 2005). Sendo assim, este estudo sugere que medidas da Tg sérica pelo RIE são relativamente inalteradas por baixas concentrações de anticorpo, tipicamente encontradas em pacientes com CDT (Spencer e cols, 2005). A metodologia IMA permite detecções de concentrações séricas de Tg inferiores a 0,1 ng/ml (Preissner e cols 2003) e nos últimos 10 anos tem sido cada vez mais amplamente usada. Atualmente está sendo considerado o padrão ouro para determinação da Tg (Lind e cols, 1999). Entretanto o significado clínico dessa sensibilidade maior do método IMA parece ser questionável pela precisão entre ensaios e do próprio ensaio que não estão bem estabelecidas e também por diversos efeitos inespecíficos que podem levar a resultados mais baixos, porém detectáveis da Tg (Schlumberger e Baudin, 1998). A metodologia IMA apresenta vantagens técnicas, tais como menor tempo de incubação, um intervalo maior de referência para o ensaio e apresenta um anticorpo reagente mais estável e, portanto menos sujeito a danos em relação ao método RIE. Porém, todos os métodos IMAs tendem a subestimar a Tg sérica na presença do anticorpo (Spencer e cols, 2005, Girelli e col, 2000), provavelmente porque o complexo Tg + Ac anti-tg é incapaz de participar nos dois sítios de reação imunométrica (Spencer e cols, 2005). a prática não existe nenhum método de dosagem sérica de Tg isento de 0interferência pelo Ac anti-tg, portanto é incerta a interpretação que deve ser dada a uma Tg em uma amostra com Ac anti-tg positivo. xxii

23 A maior comprovação da interferência do Ac anti-tg sobre a leitura da Tg é a discordância entre esses dois métodos (Spencer e cols, 2005). O método ELISA é pouco empregado. Parece ter boa sensibilidade apenas nos pacientes sem anticorpo, com limite inferior de detecção da Tg em torno de 0,5 ng/ml. Estudos realizados por Zöphel e cols (2003) mostraram que o aumento dos níveis da Tg no acompanhamento de pacientes com CDT pelo método ELISA, ocorreu 6 a 12 meses antes em relação ao método IRMA. Os autores concluíram ainda que o método ELISA foi capaz de detectar concentrações menores da Tg em relação ao IRMA (Zöphel e cols, 2003). O teste de recuperação da Tg vinha sendo defendido juntamente com a dosagem de Tg. Ele consiste em adicionar uma quantidade conhecida de Tg ao soro e medir a recuperação e com isso distinguir soro com interferência (recuperação inferior a 70-80%) ou sem interferência (recuperação maior que 70-80%). Teoricamente, ele poderia explicitar essa discordância entre medidas de Tg pelo RIE e pelo IRMA, mas apresenta baixa acurácia e não deve ser usado (Spencer, 1996; Schlumberger e Baudin,1998). Seu uso não é recomendado pela ACB (Mazzaferri, 2003). Diversos trabalhos afirmam que a propensão da interferência do Ac anti-tg está fracamente relacionada a sua concentração e que a medida direta ainda é a melhor forma de detectar interferência (Spencer e cols, 2005). Apesar das controvérsias em relação à exata sensibilidade e especificidade dos diferentes ensaios de Tg, a dosagem seriada da Tg plasmática tem se revelado o exame mais sensível no acompanhamento pós-operatório, sendo utilizada como o principal marcador tumoral (Schlumberger, 1998). xxiii

24 I.b - Fatores de interferência intra e entre métodos Diversos problemas técnicos comprometem a dosagem sérica de Tg como marcador de recorrência tumoral. São eles fatores ensaio-independentes e ensaiodependentes (Spencer e cols, 1995 e 1999): Fatores ensaio-independentes: 1ª) interferência pelo Ac anti-tg; 2ª) efeito gancho; 3ª) anticorpo heterofílico. Felizmente progressos têm ocorrido para melhorar a precisão inter-ensaio e detectar efeito gancho, mas por outro lado, poucos avanços foram feitos para detectar, quantificar e eliminar a interferência do Ac anti-tg. O papel da interferência do Ac anti-tg na determinação sérica da Tg será posteriormente discutida no tópico IV. O efeito gancho afeta principalmente os métodos IMAs, fornecendo valores falsamente baixos de Tg sérica. Isto ocorre quando a Tg está em níveis muito elevados, em média maiores que 1000 ng/ml, vistos em situações de doença metastática, excedendo a capacidade de ligação do anticorpo de captura. Sendo assim, o excesso da Tg não forma o complexo sanduíche e não é quantificado. Para contornar o efeito gancho devem ser feitas duas diluições em cada amostra (Spencer e cols, 2005). Anticorpos heterófilos (HAB) são por definição anticorpos contra imunoglobulinas animais específicas ou imunoglobulinas contra várias espécies de animais (Després e col, 1998) e que estão presentes em cerca de 3% das amostras. os ensaios imunométricos, eles podem formar uma ponte entre os xxiv

25 anticorpos de captura (imobilizador) e o traçador (detecção), simulando a presença do antígeno (Tg) levando a um resultado falso positivo de Tg. Preissner e cols descreveram um caso de um paciente com Ac anti-tg negativo e Tg a princípio indetectável e que depois se elevou. Este paciente recebeu tratamento com radioiodo e a pesquisa de corpo inteiro (PCI) após a DT não mostrou nenhuma captação. A conclusão do autor foi de que os HAB determinaram níveis falsamente elevados de Tg levando a um tratamento desnecessário. Raramente os HAB podem dar resultado falso negativos e isto ocorre em situações em que o HAB se liga diretamente ao anticorpo de captura não permitindo que a Tg forme o complexo sanduíche com os anticorpos de captura e traçador (Preissner e cols, 2003, Spencer e cols, 2005). Fatores ensaio-dependentes: 1ª) Falta de padronização internacional entre métodos; 2ª) especificidades diferentes dos anticorpos utilizados; 3ª) sensibilidade funcional inadequada; 4ª) limitada precisão entre os ensaios; 5ª) Variante de Tg não reconhecida pelo anticorpo utilizado no método. Houve uma proposta de padronização das medidas de Tg, através de uma iniciativa da Organização Européia de pesquisa e terapia do câncer, definido como padrão CRM 457 (CBR Brussels), material de referência da tireoglobulina humana (Feldt-Rasmussen e cols 1996). Ela propôs reduzir a variabilidade existente entre os métodos disponíveis para dosagem de Tg. o entanto, essa padronização xxv

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS.

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Laura S. W ard CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Nódulos da Tiróide e o Carcinoma Medular Nódulos da tiróide são um

Leia mais

Agenda. Nódulo da Tireóide. Medicina Nuclear. Medicina Nuclear em Cardiologia 17/10/2011

Agenda. Nódulo da Tireóide. Medicina Nuclear. Medicina Nuclear em Cardiologia 17/10/2011 Agenda Medicina Nuclear Endocrinologia Walmor Cardoso Godoi, M.Sc. http://www.walmorgodoi.com O objetivo desta aula é abordar a Medicina nuclear em endocrinologia (notadamente aplicações Câncer de Tireóide).

Leia mais

Protocolo para Tratamento de Carcinoma Diferenciado de Tireoide

Protocolo para Tratamento de Carcinoma Diferenciado de Tireoide Protocolo para Tratamento de Carcinoma Diferenciado de Tireoide Serviços de Endocrinologia e Medicina Nuclear do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco Apresentadora: Maíra Melo da

Leia mais

Carcinoma de tireóide ide na infância

Carcinoma de tireóide ide na infância Carcinoma de tireóide ide na infância Dra. Rossana Corbo INCa/UFRJ 2006 Incidência: 5 casos/milhão /ano EUA (1973 1977) crianças as com idade inferior a 20 anos Apresentação clinica: predomínio em meninas

Leia mais

ESTUDO DO CARCINOMA FOLICULAR DA TIREÓIDE: ANÁLISE COMPARATIVA COM CARCINOMA PAPILÍFERO. Heloisa Marques Moreira Nobrega

ESTUDO DO CARCINOMA FOLICULAR DA TIREÓIDE: ANÁLISE COMPARATIVA COM CARCINOMA PAPILÍFERO. Heloisa Marques Moreira Nobrega ESTUDO DO CARCINOMA FOLICULAR DA TIREÓIDE: ANÁLISE COMPARATIVA COM CARCINOMA PAPILÍFERO Heloisa Marques Moreira Nobrega Dissertação de Mestrado submetida ao Programa de Pós-Graduação em Medicina (Endocrinologia),

Leia mais

Eduardo Silveira Dantas Liga de Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Eduardo Silveira Dantas Liga de Cirurgia de Cabeça e Pescoço Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina Liga de Cirurgia de Cabeça e Pescoço Eduardo Silveira Dantas Liga de Cirurgia de Cabeça e Pescoço ASPECTOS GERAIS» São divididos em três tipos principais:

Leia mais

NÓDULOS E CÂNCER DE TIREÓIDE

NÓDULOS E CÂNCER DE TIREÓIDE NÓDULOS E CÂNCER DE TIREÓIDE PROF.DR. PAULO HOCHMÜLLER FOGAÇA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO-RS Patologia cirurgica da tiroide localização NÓDULOS DE TIREÓIDE Prevalência clinicamente

Leia mais

DISCIPLINA DE ENDOCRINOLOGIA HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

DISCIPLINA DE ENDOCRINOLOGIA HOSPITAL UNIVERSITÁRIO UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE CLÍNICA MÉDICA DISCIPLINA DE ENDOCRINOLOGIA HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PROTOCOLO TRATAMENTO E ACOMPANHAMENTO DO CÂNCER DIFERENCIADO

Leia mais

Revised American Thyroid Association Management Guidelines for Patients with Thyroid Nodules and Differentiated Thyroid Cancer.

Revised American Thyroid Association Management Guidelines for Patients with Thyroid Nodules and Differentiated Thyroid Cancer. Conduta no NT Resultado citológico diagnóstico ou suspeito de CTP cirurgia é recomendada. (A) Nódulos parcialmente císticos com aspirados repetidamente não diagnósticos observação rigorosa ou cirurgia

Leia mais

Residente Anike Brilhante Serviço de Cirurgia Geral Hospital Federal Cardoso Fontes Chefe do Serviço: Antônio Marcílio

Residente Anike Brilhante Serviço de Cirurgia Geral Hospital Federal Cardoso Fontes Chefe do Serviço: Antônio Marcílio Residente Anike Brilhante Serviço de Cirurgia Geral Hospital Federal Cardoso Fontes Chefe do Serviço: Antônio Marcílio Nódulo: - Pcp manifestação clínica das dçs da tireóide - 5% das mulheres e 1% dos

Leia mais

Câncer de Tireóide. O segredo da cura é a eterna vigilância

Câncer de Tireóide. O segredo da cura é a eterna vigilância Câncer de Tireóide Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira O câncer de tireóide é um tumor maligno de crescimento localizado dentro da glândula

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE MEDICINA DISCIPLINA DE CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO. Câncer da Tireóide. Dr. Pedro Collares Maia Filho

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE MEDICINA DISCIPLINA DE CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO. Câncer da Tireóide. Dr. Pedro Collares Maia Filho UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE MEDICINA DISCIPLINA DE CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Câncer da Tireóide Maia Filho Revisão da Anatomia REVISÃO ANATOMIA REVISÃO ANATOMIA REVISÃO ANATOMIA REVISÃO

Leia mais

Gaudencio Barbosa R3 CCP Hospital Universitário Walter Cantídio UFC Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Gaudencio Barbosa R3 CCP Hospital Universitário Walter Cantídio UFC Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço Gaudencio Barbosa R3 CCP Hospital Universitário Walter Cantídio UFC Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço Nódulos tiroideanos são comuns afetam 4- a 10% da população (EUA) Pesquisas de autópsias: 37

Leia mais

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo CAPÍTULO 3 CÂnCER DE EnDOMéTRIO O Câncer de endométrio, nos Estados Unidos, é o câncer pélvico feminino mais comum. No Brasil, o câncer de corpo de útero perde em número de casos apenas para o câncer de

Leia mais

Apresentador: Dr. Saul Oliveira e Costa Coordenador: Dr. Gustavo Caldas

Apresentador: Dr. Saul Oliveira e Costa Coordenador: Dr. Gustavo Caldas Apresentador: Dr. Saul Oliveira e Costa Coordenador: Dr. Gustavo Caldas Câncer Anaplásico de Tireóide INTRODUÇÃO Prognóstico => 6 meses após diagnóstico 1,7% dos cânceres da tireóide Incidência caindo:

Leia mais

O que é o câncer de mama?

O que é o câncer de mama? O que é o câncer de mama? As células do corpo normalmente se dividem de forma controlada. Novas células são formadas para substituir células velhas ou que sofreram danos. No entanto, às vezes, quando células

Leia mais

AGLÂNDULA TIREOIDE SE LOCALIZA NA REGIÃO IN-

AGLÂNDULA TIREOIDE SE LOCALIZA NA REGIÃO IN- mulheres, ficando como o quinto tipo de câncer mais frequente na população feminina americana. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a incidência dessa neoplasia foi estimada em 10,6

Leia mais

Humberto Brito R3 CCP

Humberto Brito R3 CCP Humberto Brito R3 CCP ABSTRACT INTRODUÇÃO Nódulos tireoideanos são achados comuns e raramente são malignos(5-15%) Nódulos 1cm geralmente exigem investigação A principal ferramenta é a citologia (PAAF)

Leia mais

Senhor Presidente PROJETO DE LEI

Senhor Presidente PROJETO DE LEI Senhor Presidente PROJETO DE LEI " INSTITUI, NO CALENDÁRIO OFICIAL DE DATAS E EVENTOS DO MUNICÍPIO DE SÃO DE CAETANO DO SUL, O 'MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO E PREVENÇÃO DO CÂNCER DE TIREOIDE' NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO

Leia mais

Doenças da Tireóide. Prof. Fernando Ramos

Doenças da Tireóide. Prof. Fernando Ramos Doenças da Tireóide Prof. Fernando Ramos Introdução A tireóide é uma glândula localiza na porção anterior do pescoço e responde pela produção de hormônios como Triiodotironina (T3) e Tiroxina (T4) que

Leia mais

OBJETIVOS Conduta no nódulo tireoideano. Conduta no câncer de tireóide. USG suspeito: Nódulo irregular Microcalcificações Vasc. central Forte suspeita de câncer Nódulo tireóide História, exame físico,

Leia mais

O Câncer de Próstata. O que é a Próstata

O Câncer de Próstata. O que é a Próstata O Câncer de Próstata O câncer de próstata é o segundo tumor mais comum no sexo masculino, acometendo um em cada seis homens. Se descoberto no início, as chances de cura são de 95%. O que é a Próstata A

Leia mais

Elaboração Final: Participantes:

Elaboração Final: Participantes: Autoria: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço Sociedade Brasileira de Patologia Sociedade Brasileira de Cancerologia Colégio Brasileiro

Leia mais

Câncer de Pulmão. Prof. Dr. Luis Carlos Losso Medicina Torácica Cremesp 18.186

Câncer de Pulmão. Prof. Dr. Luis Carlos Losso Medicina Torácica Cremesp 18.186 Câncer de Pulmão Todos os tipos de câncer podem se desenvolver em nossas células, as unidades básicas da vida. E para entender o câncer, precisamos saber como as células normais tornam-se cancerosas. O

Leia mais

RESUMO TÍTULO AUTORES. Nódulo tiroideu em adolescente

RESUMO TÍTULO AUTORES. Nódulo tiroideu em adolescente TÍTULO Nódulo tiroideu em adolescente AUTORES Filipa Almeida 1, Cláudia Melo 1, Susana Lopes 1, Filipe Oliveira 1, Ana Maia Ferreira 2, Sónia Carvalho 1 1- Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar do

Leia mais

Nódulos de Tireóide e Câncer Diferenciado de Tireóide: Consenso Brasileiro

Nódulos de Tireóide e Câncer Diferenciado de Tireóide: Consenso Brasileiro Nódulos de Tireóide e Câncer Diferenciado de Tireóide: Consenso Brasileiro RESUMO Os nódulos tireoidianos constituem a principal manifestação clínica de uma série de doenças da tireóide com uma prevalência

Leia mais

Imagem da Semana: Radiografia, Tomografia computadorizada

Imagem da Semana: Radiografia, Tomografia computadorizada Imagem da Semana: Radiografia, Tomografia computadorizada Figura 1: Radiografia de tórax em incidência póstero anterior Figura 2: Tomografia computadorizada de tórax com contraste em corte coronal e sagital

Leia mais

Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Departamento de Cirurgia Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Departamento de Cirurgia Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Departamento de Cirurgia Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço D I R E T R I Z E S 2 0 07 Antonio Jose Gonçalves A Disciplina de Cirurgia de

Leia mais

DOENÇAS DA TIREÓIDE. A Tireóide é uma glândula endócrina produtora de 2 hormônios do tipo amina:

DOENÇAS DA TIREÓIDE. A Tireóide é uma glândula endócrina produtora de 2 hormônios do tipo amina: Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira DOENÇAS DA TIREÓIDE 1 - HORMÔNIOS DA TIRÓIDE: A Tireóide é uma glândula endócrina produtora de 2 hormônios

Leia mais

Prof a Dr a Camila Souza Lemos IMUNOLOGIA. Prof a. Dr a. Camila Souza Lemos. camila.souzabiomedica@gmail.com AULA 4

Prof a Dr a Camila Souza Lemos IMUNOLOGIA. Prof a. Dr a. Camila Souza Lemos. camila.souzabiomedica@gmail.com AULA 4 IMUNOLOGIA Prof a. Dr a. Camila Souza Lemos camila.souzabiomedica@gmail.com AULA 4 Imunidade contra tumores Linfócitos T-CD8 (azul) atacando uma célula tumoral (amarela) A imunologia tumoral é o estudo

Leia mais

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes.

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pâncreas Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pancreatite aguda Pancreatite crônica Cistos pancreáticos Câncer de Pancrêas Pancreatite aguda O pâncreas é um órgão com duas funções básicas:

Leia mais

Neoplasias 2. Adriano de Carvalho Nascimento

Neoplasias 2. Adriano de Carvalho Nascimento Neoplasias 2 Adriano de Carvalho Nascimento Biologia tumoral Carcinogênese História natural do câncer Aspectos clínicos dos tumores Biologia tumoral Carcinogênese (bases moleculares do câncer): Dano genético

Leia mais

Métodos sorológicos de Diagnóstico e Pesquisa. Reação Ag-Ac in vitro

Métodos sorológicos de Diagnóstico e Pesquisa. Reação Ag-Ac in vitro Métodos sorológicos de Diagnóstico e Pesquisa Reação Ag-Ac in vitro Testes sorológicos Uso de soro ou outros fluidos biológicos de paciente p/ diagnóstico laboratorial Demonstração de anticorpos específicos

Leia mais

Tireóide. Prof. Thais Almeida

Tireóide. Prof. Thais Almeida Tireóide Prof. Thais Almeida Anatomia Localização: região cervical, anterior à laringe 2 lobos + istmo Histologia Folículos tireoidianos: células foliculares; material colóide (tireoglobulina). Septos

Leia mais

MARCADORES TUMORAIS EM DESTAQUE

MARCADORES TUMORAIS EM DESTAQUE Adriana Helena Sedrez Farmacêutica Bioquímica Especialista em Microbiologia Clínica pela PUC-PR Coordenadora do setor de Hematologia Clínica, responsável pelo Atendimento ao Cliente e gerente de Recursos

Leia mais

III EGEPUB/COPPE/UFRJ

III EGEPUB/COPPE/UFRJ Luiz Otávio Zahar III EGEPUB/COPPE/UFRJ 27/11/2014 O que é a próstata? A próstata é uma glândula pequena que fica abaixo da bexiga e envolve o tubo (chamado uretra) pelo qual passam a urina e o sêmen.

Leia mais

Nódulo tireoidiano e câncer diferenciado de tireoide: atualização do consenso brasileiro

Nódulo tireoidiano e câncer diferenciado de tireoide: atualização do consenso brasileiro consenso em tireoide Nódulo tireoidiano e câncer diferenciado de tireoide: atualização do consenso brasileiro Thyroid nodule and differentiated thyroid cancer: update on the Brazilian consensus Pedro Weslley

Leia mais

Diagnóstico do câncer

Diagnóstico do câncer UNESC FACULDADES ENFERMAGEM - ONCOLOGIA FLÁVIA NUNES Diagnóstico do câncer Evidenciado: Investigação diagnóstica por suspeita de câncer e as intervenções de enfermagem no cuidado ao cliente _ investigação

Leia mais

PATOLOGIA DA MAMA. Ana Cristina Araújo Lemos

PATOLOGIA DA MAMA. Ana Cristina Araújo Lemos PATOLOGIA DA MAMA Ana Cristina Araújo Lemos Freqüência das alterações mamárias em material de biópsia Alteração fibrocística 40% Normal 30% Alterações benignas diversas 13% Câncer 10% Fibroadenoma

Leia mais

Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS:

Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS: Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS: As mamas (ou seios) são glândulas e sua função principal é a produção de leite. Elas são compostas de lobos que se dividem em porções menores, os lóbulos, e ductos, que

Leia mais

ANEXO PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS CARCINOMA DIFERENCIADO DA TIREOIDE

ANEXO PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS CARCINOMA DIFERENCIADO DA TIREOIDE ANEXO PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS CARCINOMA DIFERENCIADO DA TIREOIDE 1. METODOLOGIA DE BUSCA E AVALIAÇÃO DA LITERATURA Para a elaboração deste Protocolo foram realizadas buscas, em 08/02/2013,

Leia mais

Apudoma TABELAS DE PROCEDIMENTOS POR NEOPLASIA E LOCALIZAÇÃO. PROCED. DESCRIÇÃO QT CID At. Prof. Vr. TOTAL

Apudoma TABELAS DE PROCEDIMENTOS POR NEOPLASIA E LOCALIZAÇÃO. PROCED. DESCRIÇÃO QT CID At. Prof. Vr. TOTAL TABELAS DE PROCEDIMENTOS POR NEOPLASIA E LOCALIZAÇÃO Apudoma 0304020117 Quimioterapia paliativa de apudoma (doença loco-regional avançada, inoperável, metastática ou recidivada; alteração da função hepática;

Leia mais

Diretrizes ANS para realização do PET Scan / PET CT. Segundo diretrizes ANS

Diretrizes ANS para realização do PET Scan / PET CT. Segundo diretrizes ANS Diretrizes ANS para realização do PET Scan / PET CT Segundo diretrizes ANS Referencia Bibliográfica: Site ANS: http://www.ans.gov.br/images/stories/a_ans/transparencia_institucional/consulta_despachos_poder_judiciari

Leia mais

PORTARIA Nº 7, DE 3 DE JANEIRO DE 2014

PORTARIA Nº 7, DE 3 DE JANEIRO DE 2014 PORTARIA Nº 7, DE 3 DE JANEIRO DE 2014 Aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Carcinoma Diferenciado da Tireoide. A Secretária de Atenção à Saúde - Substituta, no uso de suas atribuições,

Leia mais

INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RS PORTARIA 13/2014

INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RS PORTARIA 13/2014 PORTARIA 13/2014 Dispõe sobre os parâmetros do exame PET-CT Dedicado Oncológico. O DIRETOR-PRESIDENTE DO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL-IPERGS, no uso de suas atribuições conferidas

Leia mais

CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO. Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto. Introdução

CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO. Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto. Introdução CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto Introdução É realizada a avaliação de um grupo de pacientes com relação a sua doença. E através dele

Leia mais

GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS

GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO HOSPITAL NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS POP n.º: I 22 Página 1 de 5 1. Sinonímia Beta 2 Microglobulina, b2m 2. Aplicabilidade Aos técnicos e bioquímicos do setor de imunologia 3. Aplicação clínica A beta-2-microglobulina é uma proteína presente

Leia mais

CÂNCER DE PULMÃO: TUMORES CARCINÓIDES

CÂNCER DE PULMÃO: TUMORES CARCINÓIDES CÂNCER DE PULMÃO: TUMORES CARCINÓIDES Escrito por: Dr. Carlos Augusto Sousa de Oliveira 01. INTRODUÇÃO Os tumores carcinóides são incluídos em um grupo maior de neoplasias, os carcinomas neuroendócrinos

Leia mais

O PROJETO DE EXTENSÃO CEDTEC COMO GERADOR DE DADOS EM RELAÇÃO AOS NÓDULOS DE TIREOIDE

O PROJETO DE EXTENSÃO CEDTEC COMO GERADOR DE DADOS EM RELAÇÃO AOS NÓDULOS DE TIREOIDE 13. CONEX Pôster Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE (X ) SAÚDE ( ) TRABALHO

Leia mais

TÉCNICAS DE ESTUDO EM PATOLOGIA

TÉCNICAS DE ESTUDO EM PATOLOGIA TÉCNICAS DE ESTUDO EM PATOLOGIA Augusto Schneider Carlos Castilho de Barros Faculdade de Nutrição Universidade Federal de Pelotas TÉCNICAS Citologia Histologia Imunohistoquímica Citometria Biologia molecular

Leia mais

Câncer de Próstata. Fernando Magioni Enfermeiro do Trabalho

Câncer de Próstata. Fernando Magioni Enfermeiro do Trabalho Câncer de Próstata Fernando Magioni Enfermeiro do Trabalho O que é próstata? A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem

Leia mais

Lesões precursoras e câncer cervical no ciclo grávido puerperal: como conduzir. Yara Furtado

Lesões precursoras e câncer cervical no ciclo grávido puerperal: como conduzir. Yara Furtado Lesões precursoras e câncer cervical no ciclo grávido puerperal: como conduzir Yara Furtado Lesões precursoras de câncer cervical na gravidez Lesões precursoras de câncer cervical na gravidez Durante a

Leia mais

Tumores malignos da Tiroide

Tumores malignos da Tiroide Experiência de um Serviço de Cirurgia Geral T.Pignatelli,N.Pignatelli,C.Santos, V.Geraldes,N.Pinheiro Serviço de Cirurgia II ( Dr. E. Barroso) Congresso da Soc. Portuguesa de Cirurgia/Junho de 2002 Introdução:

Leia mais

Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo

Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo TRATAMENTO CIRÚRGICO DAS METÁSTASES HEPÁTICAS Carcinoma Metastático do Fígado METÁSTASES HEPÁTICAS Neoplasia primeira

Leia mais

TIPOS DE TRATAMENTOS ONCOLÓGICOS CIRURGIA QUIMIOTERAPIA SISTÊMICA

TIPOS DE TRATAMENTOS ONCOLÓGICOS CIRURGIA QUIMIOTERAPIA SISTÊMICA TIPOS DE TRATAMENTOS ONCOLÓGICOS Prof a Dra. Nise H. Yamaguchi Prof a Dra Enf a Lucia Marta Giunta da Silva Profª. Dra. Enf a Maria Tereza C. Laganá A abordagem moderna do tratamento oncológico busca mobilizar

Leia mais

CPMG- SGT NADER ALVES DOS SANTOS CÂNCER DE PRÓSTATA PROF.WEBER

CPMG- SGT NADER ALVES DOS SANTOS CÂNCER DE PRÓSTATA PROF.WEBER CPMG- SGT NADER ALVES DOS SANTOS CÂNCER DE PRÓSTATA PROF.WEBER Próstata Sobre o Câncer Sintomas Diagnóstico e exame Tratamento Recomendações O QUE É A PRÓSTATA? A próstata é uma glândula que tem o tamanho

Leia mais

USO DE MARCADORES TUMORAIS PARA DIAGNÓSTICO E ACOMPANHAMENTO DO TRATAMENTO DO CÂNCER. Orientadora, docente do Curso de Farmácia, UnuCET Anápolis - UEG

USO DE MARCADORES TUMORAIS PARA DIAGNÓSTICO E ACOMPANHAMENTO DO TRATAMENTO DO CÂNCER. Orientadora, docente do Curso de Farmácia, UnuCET Anápolis - UEG USO DE MARCADORES TUMORAIS PARA DIAGNÓSTICO E ACOMPANHAMENTO DO TRATAMENTO DO CÂNCER Gyzelly Gondim de Oliveira 1 ; Cristiane Alves da Fonseca 2 1 Graduanda do Curso de Farmácia, UnuCET Anápolis - UEG

Leia mais

EMENTA: Câncer urológico - Critérios de alta para pacientes com câncer CONSULTA

EMENTA: Câncer urológico - Critérios de alta para pacientes com câncer CONSULTA PARECER Nº 2422/2013 CRM-PR PROCESSO CONSULTA N.º 11/2013 PROTOCOLO N. º 10115/2013 ASSUNTO: CRITÉRIOS DE ALTA DE SERVIÇOS DE CANCEROLOGIA PARECERISTA: CONS. JOSÉ CLEMENTE LINHARES EMENTA: Câncer urológico

Leia mais

Tumores mamários em cadelas

Tumores mamários em cadelas Novos Exames Estamos colocando a disposição de todos o Teste de Estimulação ao ACTH que é usado para identificar e acompanhar o tratamento do hipoadenocorticismo e hiperadrenocorticismo em cães e gatos.

Leia mais

INFORMAÇÕES GERAIS PARA O EXAME DE PESQUISA DE CORPO INTEIRO (PCI)

INFORMAÇÕES GERAIS PARA O EXAME DE PESQUISA DE CORPO INTEIRO (PCI) INFORMAÇÕES GERAIS PARA O EXAME DE PESQUISA DE CORPO INTEIRO (PCI) Importante: A Pesquisa de Corpo Inteiro (PCI) NÃO deve ser realizada em mulheres grávidas! Caso haja qualquer dúvida de risco de gestação,

Leia mais

Grand Round: Conduta no Carcinoma Invasivo de Tireoide. Orientadora: Dra Marlene Corrêa Pinto. R3 Eliza Mendes de Araújo

Grand Round: Conduta no Carcinoma Invasivo de Tireoide. Orientadora: Dra Marlene Corrêa Pinto. R3 Eliza Mendes de Araújo Grand Round: Conduta no Carcinoma Invasivo de Tireoide Orientadora: Dra Marlene Corrêa Pinto R3 Eliza Mendes de Araújo Introdução O carcinoma invasivo de tireoide engloba qualquer tecido maligno que se

Leia mais

CÂNCER DE MAMA. O controle das mamas de seis em seis meses, com exames clínicos, é também muito importante.

CÂNCER DE MAMA. O controle das mamas de seis em seis meses, com exames clínicos, é também muito importante. CÂNCER DE MAMA Dr. José Bél Mastologista/Ginecologista - CRM 1558 Associação Médico Espírita de Santa Catarina AME/SC QUANDO PEDIR EXAMES DE PREVENÇÃO Anualmente, a mulher, após ter atingindo os 35 ou

Leia mais

GUIA PET-CT DEPARTAMENTO DE MEDICINA MOLECULAR TOMOGRAFIA POR EMISSÃO DE POSITRÕES COM TOMOGRAFIA COMPUTORIZADA MEDICINA DE EXCELÊNCIA E INOVAÇÃO

GUIA PET-CT DEPARTAMENTO DE MEDICINA MOLECULAR TOMOGRAFIA POR EMISSÃO DE POSITRÕES COM TOMOGRAFIA COMPUTORIZADA MEDICINA DE EXCELÊNCIA E INOVAÇÃO GUIA PET-CT TOMOGRAFIA POR EMISSÃO DE POSITRÕES COM TOMOGRAFIA COMPUTORIZADA DEPARTAMENTO DE MEDICINA MOLECULAR MEDICINA DE EXCELÊNCIA E INOVAÇÃO TOMOGRAFIA POR EMISSÃO DE POSITRÕES COM TOMOGRAFIA COMPUTORIZADA

Leia mais

Gaudencio Barbosa R4 CCP HUWC Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço 02-2012

Gaudencio Barbosa R4 CCP HUWC Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço 02-2012 Gaudencio Barbosa R4 CCP HUWC Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço 02-2012 Abordagens combinadas envolvendo parotidectomia e ressecção do osso temporal as vezes são necessárias como parte de ressecções

Leia mais

LABORATORIAL / EXAMES COMPLEMENTARES: A)

LABORATORIAL / EXAMES COMPLEMENTARES: A) PROTOCOLO DE NÓDULO TIREOIDIANO (NO ADULTO) METODOLOGIA DE BUSCA DA LITERATURA: Base de dados Medline/Pubmed utilizando-se a estratégia de busca com os termos thyroid nodules e restringindo-se para estudos

Leia mais

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO:

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: 1) Esta prova é composta por 20 (vinte) questões de múltipla escolha, cada uma valendo 0,5 (meio) ponto. 2) Cada questão apresenta apenas uma resposta correta. Questões rasuradas

Leia mais

29/10/09. E4- Radiologia do abdome

29/10/09. E4- Radiologia do abdome Radiologia do abdome 29/10/09 Milton Cavalcanti E4- Radiologia do abdome INTRODUÇÃO O câncer de colo uterino é uma das maiores causas de morte entre mulheres, principalmente nos países em desenvolvimento.

Leia mais

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO:

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: 1) Esta prova é composta por 20 (vinte) questões de múltipla escolha, cada uma valendo 0,5 (meio) ponto. 2) Cada questão apresenta apenas uma resposta correta. Questões rasuradas

Leia mais

Monografia do Produto

Monografia do Produto TSH recombinante: Uma revolução no acompanhamento do paciente com câncer diferenciado da tireóide Monografia do Produto 1 Descrição O Thyrogen (TSH Recombinante) é uma forma recombinante, altamente purificada,

Leia mais

Medicina Nuclear Diagnóstico

Medicina Nuclear Diagnóstico Medicina Nuclear Diagnóstico André Henrique Dias RADIOFÁRMACOS RADIONUCLÍDEOS 123 Iodo 131 Iodo 99m TcO 4- RADIONUCLÍDEOS PROPRIEDADES FÍSICAS 99m TcO 4- Semi-vida: 6 horas Energia gama: 140 kev 123 Iodo

Leia mais

HUCFF-UFRJUFRJ ANM/2010

HUCFF-UFRJUFRJ ANM/2010 CÂNCER DA TIREÓIDE - DIAGNÓSTICO - Silvio Henriques da Cunha Neto HUCFF-UFRJUFRJ ANM/2010 CÂNCER DE TIREÓIDE Incidências Nódulo palpável (> 50 anos): 5% Nódulo em US/necropsia: 50% Câncer em nódulos:

Leia mais

MELANOMA EM CABEÇA E PESCOÇO

MELANOMA EM CABEÇA E PESCOÇO UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO MELANOMA EM CABEÇA E PESCOÇO COMPLICAÇÕES EM ESVAZIAMENTO CERVICAL UBIRANEI O. SILVA INTRODUÇÃO Incidência melanoma cutâneo: 10% a 25% Comportamento

Leia mais

HEPATITE C PCR Qualitativo, Quantitativo e Genotipagem

HEPATITE C PCR Qualitativo, Quantitativo e Genotipagem HEPATITE C PCR Qualitativo, Quantitativo e Genotipagem O Vírus da Hepatite C (HCV) é considerado o principal agente etiológico responsável por 90 a 95% dos casos de hepatite pós-transfusional não A e não

Leia mais

Tema: Uso do pet scan em pacientes portadores de câncer

Tema: Uso do pet scan em pacientes portadores de câncer Data: 27/11/2012 Nota Técnica 23/2012 Medicamento Material Procedimento X Cobertura Solicitante: Bruna Luísa Costa de Mendonça Assessora do Juiz da 2ª Vara Cível Numeração Única: 052512020931-3 Tema: Uso

Leia mais

Provas de Função Tireoidiana

Provas de Função Tireoidiana Provas de Função Tireoidiana imunologia 1. INTRODUÇÃO Nos últimos 40 anos, ocorreu uma melhora substancial na sensibilidade e especificidade dos testes tireoidianos principalmente com o desenvolvimentos

Leia mais

Cancro da Mama. Estrutura normal das mamas. O que é o Cancro da Mama

Cancro da Mama. Estrutura normal das mamas. O que é o Cancro da Mama Cancro da Mama O Cancro da Mama é um tumor maligno que se desenvolve nas células do tecido mamário. Um tumor maligno consiste num grupo de células alteradas (neoplásicas) que pode invadir os tecidos vizinhos

Leia mais

Diretrizes Assistenciais. Protocolo de Conduta da Assistência Médico- Hospitalar - Mama

Diretrizes Assistenciais. Protocolo de Conduta da Assistência Médico- Hospitalar - Mama Diretrizes Assistenciais Protocolo de Conduta da Assistência Médico- Hospitalar - Mama Versão eletrônica atualizada em Novembro 2008 Protocolo de Conduta da Assistência Médico-Hospitalar Objetivos: - manuseio

Leia mais

Índice. Conceito. Hipotireoidismo. Hipertireoidismo

Índice. Conceito. Hipotireoidismo. Hipertireoidismo Índice Conceito O que é a tireóide e onde se localiza no corpo humano?... 5 Para que serve a glândula tireóide?... 5 Quais as doenças que podem acometer a glândula tireóide?... 5 O que é bócio? Qual a

Leia mais

CÂNCER GÁSTRICO PRECOCE

CÂNCER GÁSTRICO PRECOCE CÂNCER GÁSTRICO PRECOCE Hospital Municipal Cardoso Fontes Serviço de Cirurgia Geral Chefe do serviço: Dr. Nelson Medina Coeli Expositor: Dra. Ana Carolina Assaf 16/09/04 René Lambert DEFINIÇÃO Carcinoma

Leia mais

Diretrizes Assistenciais

Diretrizes Assistenciais Diretrizes Assistenciais Protocolo de tratamento adjuvante e neoadjuvante do câncer de mama Versão eletrônica atualizada em Fevereiro 2009 Tratamento sistêmico adjuvante A seleção de tratamento sistêmico

Leia mais

nº 04 Janeiro / 2005 Marcadores tumorais bioquímicos Laboratório de apoio e terceirização de exames

nº 04 Janeiro / 2005 Marcadores tumorais bioquímicos Laboratório de apoio e terceirização de exames nº 04 Janeiro / 2005 Marcadores tumorais bioquímicos Substâncias encontradas em tumores, sangue, urina, líquor ou tecidos, os marcadores tumorais são importantes na identificação de neoplasias. Dependendo

Leia mais

Câncer de próstata. O que você deve saber. Marco A. Fortes HNMD

Câncer de próstata. O que você deve saber. Marco A. Fortes HNMD Câncer de próstata O que você deve saber Marco A. Fortes HNMD Incidência do câncer em homens no Brasil em 1999 Localização Homens % Pele 19500 15,0 Pulmão 14800 11,6 Próstata 14500 11,4 Estômago 13600

Leia mais

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO CÂNCER DE TIREOIDE COM ÊNFASE NA MEDICINA NUCLEAR

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO CÂNCER DE TIREOIDE COM ÊNFASE NA MEDICINA NUCLEAR Curso superior de Tecnologia em Radiologia Artigo de Revisão DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO CÂNCER DE TIREOIDE COM ÊNFASE NA MEDICINA NUCLEAR DIAGNOSIS AND TREATMENT OF CANCER WITH EMPHASIS ON THYROID NUCLEAR

Leia mais

CANCER DE MAMA FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO

CANCER DE MAMA FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO CANCER DE MAMA FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO OS TIPOS DE CANCER DE MAMA O câncer de mama ocorre quando as células deste órgão passam a se dividir e se reproduzir muito rápido e de forma

Leia mais

Componente Curricular: Patologia e Profilaxia Módulo I Profª Mônica I. Wingert Turma 101E TUMORES

Componente Curricular: Patologia e Profilaxia Módulo I Profª Mônica I. Wingert Turma 101E TUMORES TUMORES Tumores, também chamados de neoplasmas, ou neoplasias, são alterações celulares que provocam o aumento anormal dos tecidos corporais envolvidos. BENIGNO: são considerados benignos quando são bem

Leia mais

Orientações sobre procedimentos em Medicina Nuclear. Endocrinologia

Orientações sobre procedimentos em Medicina Nuclear. Endocrinologia Orientações sobre procedimentos em Medicina Nuclear Endocrinologia Este documento foi elaborado conforme orientações da Sociedade Brasileira de Biologia e Medicina Nuclear, visando aproximar ainda mais

Leia mais

Prof. Dr. Jorge Eduardo F. Matias Cirurgia do Aparelho Digestivo Departamento de Cirurgia UFPR - HC

Prof. Dr. Jorge Eduardo F. Matias Cirurgia do Aparelho Digestivo Departamento de Cirurgia UFPR - HC DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DOS NÓDULOS HEPÁTICOS BENIGNOS Prof. Dr. Jorge Eduardo F. Matias Cirurgia do Aparelho Digestivo Departamento de Cirurgia UFPR - HC DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DOS NÓDULOS HEPÁTICOS

Leia mais

Manuseio do Nódulo Pulmonar Solitário

Manuseio do Nódulo Pulmonar Solitário VIII Congresso de Pneumologia e Tisiologia do Estado do Rio de Janeiro Manuseio do Nódulo Pulmonar Solitário Universidade do Estado do Rio de Janeiro Faculdade de Ciências Médicas Hospital Universitário

Leia mais

podem desenvolver-se até atingirem um tamanho considerável antes dos sintomas se manifestarem. Por outro lado, em outras partes do cérebro, mesmo um

podem desenvolver-se até atingirem um tamanho considerável antes dos sintomas se manifestarem. Por outro lado, em outras partes do cérebro, mesmo um Um tumor é uma massa anormal em qualquer parte do corpo. Ainda que tecnicamente ele possa ser um foco de infecção (um abcesso) ou de inflamação; o termo habitualmente significa um novo crescimento anormal

Leia mais

Analisar a sobrevida em cinco anos de mulheres. que foram submetidas a tratamento cirúrgico, rgico, seguida de quimioterapia adjuvante.

Analisar a sobrevida em cinco anos de mulheres. que foram submetidas a tratamento cirúrgico, rgico, seguida de quimioterapia adjuvante. Estudo de sobrevida de mulheres com câncer de mama não metastático tico submetidas à quimioterapia adjuvante Maximiliano Ribeiro Guerra Jane Rocha Duarte Cintra Maria Teresa Bustamante Teixeira Vírgilio

Leia mais

2ª. PARTE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

2ª. PARTE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 2ª. PARTE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS CANCEROLOGIA 21. O melhor esquema terapêutico para pacientes com neoplasia maligna de bexiga, os quais são clinicamente inelegíveis para cirurgia radical, é: a) Ressecção

Leia mais

Relação entre as características ecográficas de um nódulo tiroideu e a sua benignidade/malignidade

Relação entre as características ecográficas de um nódulo tiroideu e a sua benignidade/malignidade Relação entre as características ecográficas de um nódulo tiroideu e a sua benignidade/malignidade Análise de 203 nódulos tiroideus do Hospital Geral de Coimbra Oliveira, C.M.; Costa, R.A.; Estêvão, A.;

Leia mais

II ENCONTRO DE UROLOGIA DO SUDESTE CÂNCER DE BEXIGA QUANDO INDICAR UMA TERAPIA MAIS AGRESSIVA NO T1 DE ALTO GRAU? CARLOS CORRADI

II ENCONTRO DE UROLOGIA DO SUDESTE CÂNCER DE BEXIGA QUANDO INDICAR UMA TERAPIA MAIS AGRESSIVA NO T1 DE ALTO GRAU? CARLOS CORRADI II ENCONTRO DE UROLOGIA DO SUDESTE CÂNCER DE BEXIGA QUANDO INDICAR UMA TERAPIA MAIS AGRESSIVA NO T1 DE ALTO GRAU? CARLOS CORRADI T1 ALTO GRAU DOENCA AGRESSIVA 4ª Causa de Óbito oncológico Pouca melhora

Leia mais

O que é câncer de mama?

O que é câncer de mama? Câncer de Mama O que é câncer de mama? O câncer de mama é a doença em que as células normais da mama começam a se modificar, multiplicando-se sem controle e deixando de morrer, formando uma massa de células

Leia mais

CURSO BÁSICO DE ULTRASSONOGRAFIA DA TIREOIDE E PARATIREOIDE ORGANIZAÇÃO

CURSO BÁSICO DE ULTRASSONOGRAFIA DA TIREOIDE E PARATIREOIDE ORGANIZAÇÃO CURSO BÁSICO DE ULTRASSONOGRAFIA DA TIREOIDE E PARATIREOIDE ORGANIZAÇÃO Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Leia mais

Neoplasias Gástricas. Pedro Vale Bedê

Neoplasias Gástricas. Pedro Vale Bedê Neoplasias Gástricas Pedro Vale Bedê Introdução 95% dos tumores gástricos são malignos 95% dos tumores malignos são adenocarcinomas Em segundo lugar ficam os linfomas e em terceiro os leiomiosarcomas Ate

Leia mais

Apresentação de Caso Clínico L.E.M.D.A.P.

Apresentação de Caso Clínico L.E.M.D.A.P. Apresentação de Caso Clínico L.E.M.D.A.P. De Oliveira,J.V.C¹; SILVA, M.T.B¹; NEGRETTI, Fábio². ¹Acadêmicas do curso de Medicina da UNIOESTE. ²Professor de Anatomia e Fisiologia Patológica da UNIOESTE.

Leia mais

Gestantes, porque é possível aguardar o parto?

Gestantes, porque é possível aguardar o parto? Gestantes, porque é possível aguardar o parto? Profª Filomena Aste Silveira Qualificada em patologia cervical Colaboradora das novas diretrizes - Responsável pelo capítulo de baixo grau Doutorado - UFRJ

Leia mais

Porque se cuidar é coisa de homem. Saúde do homem

Porque se cuidar é coisa de homem. Saúde do homem Porque se cuidar é coisa de homem. Saúde do homem SAÚDE DO HOMEM Por preconceito, muitos homens ainda resistem em procurar orientação médica ou submeter-se a exames preventivos, principalmente os de

Leia mais