Seminário Internacional de Propaganda de Medicamentos

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Seminário Internacional de Propaganda de Medicamentos"

Transcrição

1 Seminário Internacional de Propaganda de Medicamentos International Seminar on Drugs Advertisement Brasília/DF 4 a 7 de abril de 2005 Agência Nacional de Vigilância Sanitária Organização Pan-Americana da Saúde

2 Seminário Internacional de Propaganda de Medicamentos International Seminar on Drugs Advertisement Brasília/DF 4 a 7 de abril de 2005 Agência Nacional de Vigilância Sanitária Organização Pan-Americana da Saúde

3 Os medicamentos desempenham um papel central na manutenção e na recuperação da saúde. No entanto, na sociedade de consumo, esses produtos ultrapassaram os limites da saúde. A propaganda, muitas vezes, dissemina a concepção do medicamento como a solução de praticamente todos os aspectos do viver, seja na estética, no comportamento ou na qualidade de vida, incentivando o seu consumo e vendendo a idéia da saúde em pílulas. Com o incremento da medicalização da sociedade, ampliam-se os riscos à saúde pública, o que requer medidas de regulação e vigilância, tendo em vista a proteção da população. Pretende-se que o Seminário Internacional de Propaganda de Medicamentos seja um espaço privilegiado de reflexão sobre essas questões, estimulando a discussão, a troca de experiências entre os países e o estabelecimento de possíveis parcerias relacionadas à promoção de medicamentos.

4 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS ABL Abrasco AMB AMG AMS Aneps Anmat Academia Brasileira de Letras, Brasil Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Brasil Associação Médica de Brasília, Brasil Arzneimittelgesetz, Alemanha Assembléia Mundial da Saúde Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular, Brasil Administración Nacional de Medicamentos, Alimentos y Tecnología Médica, Argentina Anvisa AOL BPF CA CDC CE Cebrid Cebrim CEBs Cesupa CFM CMED CNS Conar Conep CPI CPS CRF CRM DCI Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Brasil American On Line Boas Práticas de Fabricação Comunidade Autônoma, Espanha Código de Defesa do Consumidor, Brasil Comunidade Européia Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, Brasil Centro de Informação sobre Medicamentos, Brasil Comunidades Eclesiais de Base, Brasil Centro Universitário do Pará, Brasil Conselho Federal de Medicina, Brasil Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, Brasil Conselho Nacional de Saúde, Brasil Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária, Brasil Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, Brasil Comissão Parlamentar de Inquérito Controle Prévio Sanitário, Espanha Conselho Regional de Farmácia, Brasil Conselho Regional de Medicina, Brasil Denominação Comum Internacional

5 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS DF DPDC DST EAM EF ENSP EPS EUA FDA Febrafarma Fiocruz FTC Gfimp Gprop Distrito Federal, Brasil Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, Brasil Doenças Sexualmente Transmissíveis Evento Adverso a Medicamento Especialidade Farmacêutica Escola Nacional de Saúde Pública, Brasil Educação Popular em Saúde Estados Unidos da América Food and Drug Administration, EUA Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica, Brasil Fundação Oswaldo Cruz, Brasil Federal Trade Commission, EUA Gerência de Fiscalização e Controle de Medicamentos e Produtos, Anvisa, Brasil Gerência de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda, Publicidade, Promoção e Informação de Produtos sujeitos à Vigilância Sanitária, Anvisa, Brasil Ibope IEC IFPMA IMES IMS ISC ISDB ISP MaLAM MEC MJ MP MRSB Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, Brasil Informação, Educação e Comunicação International Federation of Pharmaceutical Manufacturers & Associations Universidade Municipal de São Caetano do Sul, Brasil Instituto de Medicina Social, UERJ, Brasil Instituto de Saúde Coletiva, UFBA, Brasil International Society of Drug Bulletins Instituto de Saúde Pública, Chile Medical Lobby for Appropriate Marketing, Austrália Ministério da Educação, Brasil Ministério da Justiça, Brasil Ministério Público, Brasil Movimento da Reforma Sanitária Brasileira

6 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS MS MSC MVL MVSP NABP NAF OECD OMS ONG Opas PBL PIB PNM PSB PUC RAM RAM RC RCM RDM Rede Pandrha Sinitox SNDC SNVS Sobravime SUS TGA UE Ministério da Saúde, Brasil Ministerio de Sanidad y Consumo, Espanha Medicamentos de Venda Livre Medicamentos de Venda sob Prescrição National Association of Boards of Pharmacy, EUA Núcleo de Assistência Farmacêutica, Ensp/Fiocruz, Brasil Organisation for Economic Co-operation and Development Organização Mundial da Saúde Organização Não-Governamental Organização Pan-Americana da Saúde Problem Basic Learning Produto Interno Bruto Política Nacional de Medicamentos Pharmaceutical Benefits Scheme, Austrália Pontifícia Universidade Católica Reações Adversas a Medicamentos Recibo de Atendimento de Medicamento Razão de Chance Resumo das Características do Medicamento, Espanha Recibo de Dispensação de Medicamentos Rede Pan-Americana de Harmonização da Legislação de Medicamentos Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas Sistema Nacional de Defesa do Consumidor Sistema Nacional de Vigilância Sanitária Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos Sistema Único de Saúde Therapeutic Goods Administration, Austrália União Européia

7 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS UERJ UFAM UFBA UFC UFF UFG UFJF UFMG UFMS UFPA UFPB UFPE UFPI UFPR UFRGS UFRJ UFRN UFSC Umesp UnB Unesp UniCeub Unisantos Uniube Uproj Uprop Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Brasil Universidade Federal do Amazonas, Brasil Universidade Federal da Bahia, Brasil Universidade Federal do Ceará, Brasil Universidade Federal Fluminense, Brasil Universidade Federal de Goiás Brasil Universidade Federal de Juiz de Fora, Brasil Universidade Federal de Minas Geral, Brasil Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Brasil Universidade Federal do Pará, Brasil Universidade Federal da Paraíba, Brasil Universidade Federal de Pernambuco, Brasil Universidade Federal do Piauí, Brasil Universidade Federal do Paraná, Brasil Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Brasil Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil Universidade Metodista de São Paulo, Brasil Fundação Universidade de Brasília, Brasil Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita, Brasil Centro Universitário de Brasília, Brasil Universidade Católica de Santos, Brasil Universidade de Uberaba, Brasil Unidade de Projetos Estratégicos, Gprop/Anvisa Unidade de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda, Publicidade, Promoção e Informação de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária, Gprop/Anvisa URM Uso Racional de Medicamentos

8 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS USP UTI VISA WHA WWW Universidade de São Paulo, Brasil Unidade de Terapia Intensiva Vigilância Sanitária World Health Assembly World Wide Web

9 SUMÁRIO DIA 4 DE ABRIL Solenidade de Abertura Franklin Rubinstein Cláudio Maierovitch Norberto Rech DIA 5 DE ABRIL Mesa de Apresentação: Panorama da propaganda de medicamentos: aspectos legais e outras experiências Coordenador (manhã): Davi Rumel Erwin Friesen - A experiência canadense Yolanda Palácios - A experiência chilena Alejandra Montoro - Sobre a publicidade de medicamentos na Espanha Kathryn Aikin - A experiência norte-americana Kathryn Aikin FDA Coordenador (tarde): Myrtha Beatriz Torres de Emery Peter R. Mansfield - Healthy Skepticism e a regulação da promoção de medicamentos na Austrália Analia Pérez - Experiência em propaganda de medicamentos de venda livre na Argentina Maria José Delgado Fagundes - Monitoramento e Fiscalização da Propaganda de Medicamentos no Brasil Mareni Rocha Farias - Estudo comparado da legislação brasileira sobre propaganda de medicam entos com legislações de outros países do mundo e organizações supranacionais DIA 6 DE ABRIL Mesa-Redonda: Propaganda de medicamentos: Representações sociais. O medicamento sob a ótica de sua representação simbólica e seus diversos papéis na sociedade de consumo Coordenador: Gonzalo Vecina Neto Paula Renata Camargo de Jesus Norberto Rech José Ruben Alcântara Bonfim Maria Cleide Ribeiro de Carvalho Gonzalo Vecina Neto Conferência: Educação e informação aos profissionais prescritores e usuários como instrumento para o uso racional - Peter R. Mansfield Mesa-Redonda: Propaganda de medicamentos na internet: promoção e comércio, desafios e propostas. A rede mundial de computadores e a dificuldade de se alcançar um controle eficaz sobre a promoção e o comércio virtual de medicamentos Coordenador: Dirceu Barbano Patrícia Galdino de Faria Barros Antônio Carlos da Costa Bezerra Terezinha de Jesus Andreoli Pinto Diaulas Ribeiro Dirceu Barbano DIA 7 DE ABRIL Mesa-Redonda: Questões éticas no debate da Propaganda de medicamentos: bioética e ética na comunicação. A responsabilidade social das indústrias de medicamentos, dos profissionais de saúde e dos meios de comunicação diante da crescente medicalização da sociedade Coordenadora: Maria José Delgado Fagundes Edvaldo Dias Wilson da Costa Bueno Patrícia Mastroianni Carlos César Flores Vidotti

10 Maria José Delgado Fagundes - Anvisa Conferência: Educação e informação popular em saúde - Helena Maria Scherlowski Mesa-Redonda: Uso racional e Propaganda de medicamentos: o desafio da promoção do uso racional de medicamentos frente aos fortes apelos de consumo presentes nas mensagens publicitárias e na mídia Coordenador: Pedro Petrovick - UFRGS Jussara Reis de Sousa Soares Eloir Paulo Schenkel Maria Beatriz Cardoso Ferreira Mauro Silveira de Castro Clarice Alegre Petramale Pedro Petrovick- UFRGS Encerramento oficial Dr. Franklin Rubinstein

11 RELAÇÃO DE FIGURAS, QUADROS E TABELAS Figura 1: Gastos totais com medicamentos e saúde OECD Figura 2: Os dez maiores mercados farmacêuticos do mundo, em US$ bilhões Figura 3: Propaganda do tipo lembrete Figura 4: Visão geral sobre o impacto da propaganda direta ao consumidor sobre o paciente e a prática médica Figura 5: Peças Publicitárias captadas na Fase I do Projeto de Monitoração de Propaganda Figura 6: Peças publicitárias arquivadas na Fase I do Projeto de Monitoração de Propaganda Figura 7: Exemplos de material educativo patrocinado pela indústria farmacêutica Figura 8: Política Farmacêutica Tabela 1: Vinte e três anos de cotação de novos produtos farmacêuticos por La revue Prescrire Quadro 1: Resultados Quadro 2: Resultados - Entrevistas Alceste Figura 9: Como a indústria manipula nossas principais motivações Figura 10: Comparação de propagandas - Dienpax Figura 11: Comparação de propagandas - Remeron Figura 12: Comparação de propagandas - Lexotan Figura 13: Comparação de propagandas A vida do homem e a vida da mulher Figura 14: As metáforas Figura 15: Duplo padrão de informação Figura 16: Método do Arco (Charles Maguerez) Figura 17: A pirâmide informacional Quadro 3: Magnitude e composição de investimentos em promoção de medicamentos nos EUA em Tabela 2: Distribuição de EAM por Classe Terapêutica

12 DIA 4 DE ABRIL Solenidade de Abertura Os medicamentos, antes coadjuvantes no tratamento de doenças e sintomas, assumiram papel central na manutenção da saúde. Inseridos na sociedade de consumo, esses produtos ultrapassaram seus limites de atuação e hoje se tornaram a solução de praticamente todos os aspectos do viver, seja na estética, no comportamento ou na qualidade de vida. A propaganda utiliza-se justamente dessa versatilidade do medicamento para promover e incentivar o consumo, vendendo a idéia da saúde em pílulas. Na medida em que é crescente a medicalização, os riscos à saúde pública são ampliados, o que requer medidas de proteção e resguardo da população vulnerável. O Seminário Internacional da Propaganda de Medicamentos pretende refletir sobre essas questões e estimular a discussão e a troca de experiências entre os países, no intuito de estabelecer possíveis acordos e programas relacionados à promoção dos medicamentos. Franklin Rubinstein ¹ Gostaria de começar lembrando o grande significado que este evento tem para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que tem se preocupado com a atenção sobre a propaganda de medicamentos desde que nasceu. Mas eu sei que antes muitos já tinham essa preocupação e eu queria homenagear nossos precursores na pessoa do José Rubem Bonfim, que está aqui presente, esperando conseguir tocar todos os pioneiros desse trabalho. Eu também gostaria de agradecer a presença de nossos convidados de outros países e de vários estados brasileiros que, nesses três dias, irão discutir e trocar experiências, nos ajudando a traçar novos rumos para o nosso trabalho. Recentemente, no Jornal do Brasil, uma matéria intitulada Epidemia silenciosa me chamou muito a atenção. Com dois subtítulos muito expressivos Um mundo dopado e Remédios não tratam maus hábitos, o texto, assinado pela jornalista Clarice Medeiros, começava dizendo: Em todo mundo, nunca se tomou tanto medicamento desnecessário e em doses tão exageradas e continuava afirmando: Quando se fala no perigo das drogas, a associação automática é com as substâncias alucinógenas ou excitantes, consideradas ilegais na maior parte do país, restrição que, diga-se de passagem, nunca impediu seu consumo em larga escala. Nos últimos anos, no entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem voltado atenção cada vez maior para o consumo exagerado ¹ Diretor da Anvisa de outras drogas, aquelas adquiridas na farmácia mais perto de casa. De acordo com dados da OMS, o mundo está intoxicado de remédios demais e de forma errada. (...) Segundo avaliação da Organização, metade das prescrições e vendas de medicamentos em todo o mundo é indevida. No caso dos antibióticos, a questão é ainda mais grave, cerca de 75% das prescrições seriam dispensáveis, o que, junto com a automedicação, têm colaborado para o desenvolvimento de bactérias mais resistentes. As drogarias são os novos templos da modernidade, aponta Madel Luz, professora do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ) e autora do livro Novos Saberes e Práticas em Saúde Coletiva. A matéria prossegue no mesmo tom, com riqueza de dados e opiniões de especialistas. Exprime, com muita propriedade, a preocupação da sociedade com o tema do nosso seminário e aponta para a responsabilidade depositada sobre nós, participantes deste evento, sejamos representantes da vigilância sanitária nas três esferas de governo, professores universitários, representantes de diversas instituições de profissionais de saúde, responsáveis pela prescrição e dispensação de medicamentos, profissionais de comunicação e publicidade, estudiosos e educadores ou membros do Ministério Público (MP) e de organizações de defesa do consumidor. A imprensa leiga nos alerta, nos convida à reflexão e nos desafia a agir. Nos últimos anos, a Anvisa, a exemplo de outras autoridades regulatórias internacionais, vem empreendendo ações bem sucedidas na regulação e na vigilância para a obtenção de medicamentos de qualidade, seguros e eficazes. O investimento tem sido muito grande, mas tende ao desperdício, caso não haja igual empenho na promoção da prescrição e no uso racional de medicamentos. Este seminário faz parte do esforço da Anvisa para envolver todo o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) na atenção exigida pela propaganda de medicamentos, para que possamos completar o conjunto de ações necessárias à promoção da saúde, no que diz respeito ao uso seguro de medicamentos. Durante três dias, teremos o privilégio de ouvir e debater sobre experiências importantes, oriundas de culturas e estágios de desenvolvimento diversos, o que, certamente, contribuirá para o aperfeiçoamento do nosso trabalho cotidiano. Felizmente, nos últimos anos, essa discussão vem se ampliando. Hoje, é tema de um grupo de trabalho no Mercosul e já foi aprovada para um grupo de trabalho a ser iniciado em breve na Rede Pan-Americana de Harmonização da Legislação de Medicamentos (Rede Pandrha). É oportuna também para o enriquecimento das propostas para a revisão da Resolução da Diretoria 11

13 Colegiada nº. 102 de 2000 (RDC 102/00), que regulamentou e estabeleceu critérios para a elaboração, veiculação e conseqüente fiscalização da propaganda de medicamentos no Brasil. A Resolução, que está em vigor há cinco anos, deve ser adequada às necessidades atuais, inclusive no que diz respeito à propaganda e à comercialização via internet, temas do presente seminário. Com a intenção de promover uma discussão profunda, abrangente e, conseqüentemente, produtiva, a organização do evento compôs o grupo de expositores e demais participantes de forma a contemplar importantes segmentos do conjunto de atores interessados na matéria. Tenho a convicção de que, ao final desses três dias, seremos mais ricos em conhecimento, experiência e, por conseguinte, mais comprometidos com a relevância da nossa tarefa de expandir esse diálogo, incluindo a indústria de medicamentos, os meios de comunicação e as agências de publicidade, igualmente responsáveis perante a sociedade. Agradeço a presença de todos aqueles que aceitaram participar deste evento, ainda que pressionados por seus muitos afazeres e exigüidade do tempo. Agradeço igualmente aos colegas da Anvisa, que colaboraram com a Gerência de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda, Publicidade, Promoção e Informação de Produtos sujeitos à Vigilância Sanitária (Gprop/Anvisa) na organização do Seminário, e a Organização Pan- Americana da Saúde (Opas/OMS), parceira sempre presente. Saúdo agora meus companheiros da mesa, Dr. Noberto Rech, representando o ministro da Saúde, e nosso diretor-presidente, Dr. Cláudio Maierovitch. Cláudio Maierovitch ² Quero saudar inicialmente o colega Norberto Rech, que representa o ministro da Saúde, Humberto Costa, e o colega da diretoria Franklin Rubinstein, patrono desta iniciativa e que tem sido, praticamente, o pai da área de monitoramento da propaganda de medicamentos na Anvisa, desde a criação da própria instituição. Desejo agradecer a presença de todos, em particular aos que vieram de outros países Canadá, Chile, Espanha, Paraguai, Argentina e Austrália, pelo esforço de terem se locomovido até aqui para uma discussão que, para nós, é tão importante, e saudar, carinhosamente, o professor Pablo Chacel, que aqui representa o Conselho Federal de Medicina (CFM) e que tem sido um dos nossos ícones em diversos temas que dizem respeito à ética no campo da saúde e na área médica. Por fim, quero homenagear Maria José Delgado, que vem comandando a nossa área de monitoramento da propaganda de medicamentos, e dar os parabéns oficiais pela organização deste nosso Seminário. ² Diretor-presidente da Anvisa Ao longo da existência da vigilância sanitária, particularmente nesses anos de existência da Anvisa, temos nos dedicado muito a alguns temas que são de grande impacto e de grande visibilidade. Possivelmente, na área de medicamentos, o que mais nos tem marcado é a batalha pela melhoria da qualidade de medicamentos. Isso tem se desdobrado nos diversos controles, regulamentos e ações referentes a todas as etapas de fabricação ou importação, até a administração final dos medicamentos. Temos nos imposto também diversos desafios no que diz respeito ao controle da cadeia de circulação e comercialização de medicamentos, uma área na qual, sem dúvida, ainda temos muito por fazer. Uma das questões que mais freqüentemente se manifestam para nós, o controle da venda de medicamentos sob prescrição, tornou-se prioridade. No entanto, nem sempre temos oportunidade de raciocinar e agir sobre aspectos que também nos são muito caros e que, muitas vezes, estão relacionados diretamente aos temas que aparecem como de maior importância. Um desses aspectos, por exemplo, é a relação que as pessoas estabelecem com os medicamentos. Muitas vezes, ao discutir o controle da venda no varejo, nós percebemos que qualquer produto que tem existência real e demanda por consumo chega ao mercado havendo ou não controles legais sobre ele. O maior exemplo disso é o tráfico ilícito de drogas, mas existem outros que podem traduzir essa realidade. Esse tem sido um tema recorrente quando se discute a questão dos medicamentos que, cada vez mais, tornamse objeto de desejo e parte da simbologia de consumo que afeta de maneira tão nefasta uma parte importante da nossa sociedade. Não conseguimos traduzir a nossa inquietude quando falamos da necessidade da informação precisa, das atividades tradicionais em educação e saúde ou mesmo da necessidade do uso racional de medicamentos, pensando nos profissionais prescritores. Existe um algo mais, que tem sido um desafio histórico para quem se preocupa com medicamentos no campo da saúde pública. E esse algo mais, sem dúvida, é inseparável da preocupação com a propaganda que se faz dos produtos. Hoje, já colhemos diversos frutos de um trabalho que começou muito pequeno e veio crescendo. Um trabalho que surgiu a partir de uma iniciativa do diretorpresidente que me antecedeu, Gonzalo Vecina Neto, que estabeleceu, com diversas universidades brasileiras, convênios que envolvem profissionais de várias formações, alunos e estagiários na atividade de monitoramento de propagandas. Com esse trabalho, temos adquirido informações e conhecimentos que nos possibilitam agir com base naquilo que a legislação prevê quanto aos abusos da 12

14 propaganda. Acredito, no entanto, que não basta que realizemos as ações que a lei nos permite. É preciso aprofundar o significado desse campo e pensar nas possibilidades de agir no futuro ou mesmo de restringir no futuro, possibilidades que nos permitam enfrentar um desafio que é enorme e que conta com milhões de dólares empregados anualmente, apenas em nosso país, para motivar pessoas a consumir medicamentos e profissionais a prescrever medicamentos. É um desafio complexo, pois trata de desejos e necessidades reais, e envolve um sistema de saúde que, em muitos lugares, ainda apresenta restrições de acesso das pessoas aos profissionais capazes de diagnosticar e prescrever terapias. Estamos falando, portanto, não apenas de um valor simbólico, mas de valores reais que os profissionais a serviço da indústria têm sabido explorar com muita propriedade. Se a exploração do valor simbólico já traz um risco enorme, pior ainda ocorre quando ele tem diversas conexões com necessidades reais e sentidas das pessoas. O fato de não termos ainda soluções perfiladas perante os nossos olhos traz uma expectativa enorme em relação às discussões que serão realizadas neste Seminário. Esperamos que após este evento consigamos enxergar com mais clareza os desafios a serem enfrentados e, principalmente, quais os instrumentos de que dispomos e como utilizá-los. Muitas vezes, na imprensa, somos acusados de tentar coibir a liberdade de expressão ou de informação. No entanto, temos conseguido compartilhar com um conjunto de pessoas que é, felizmente, muito mais amplo do que o dos presentes, a idéia de que induzir ao consumo de medicamentos ou de produtos nefastos à saúde nunca poderá ser considerado direito à informação ou liberdade de expressão. Se já temos um aprendizado razoável no campo da propaganda dos produtos derivados do tabaco, esse aprendizado em relação à propaganda de medicamentos ainda se restringe a nós mesmos, profissionais e conhecedores, militantes da área de saúde pública. Acho que entre as nossas necessidades urgentes está a expansão dessa consciência. Hoje, a sociedade já demonstra certa aversão à propaganda de tabaco e nosso objetivo deve ser desenvolver essa aversão também no que diz respeito à indução ao consumo de medicamentos. Sabemos que o tema é mais complexo porque medicamentos não se destinam apenas ao lazer ou a um hábito, como o caso dos cigarros, cuja grande característica é fazer mal. Os medicamentos destinam-se originalmente à cura, à melhoria da qualidade de vida, ao alívio de sintomas, ao benefício das pessoas. E isso, do ponto de vista ético, dificulta bastante a nossa tarefa de mostrar o perigo da propaganda de produtos que têm, na sua origem, a intenção de fazer o bem, mas que, com muita freqüência, trazem malefícios imediatos e de longo prazo para a sociedade. ³ Mnistério da Saúde Por tudo isso, eu insisto que a questão é muito mais complexa do que aparenta até mesmo para nós que, cotidianamente, fazemos o monitoramento, recolhemos informações e agimos com os poderes que a lei nos dá. Temos, pela frente, a enorme tarefa de tentar traduzir esse conhecimento em ação de contra-informação e contrapropaganda, o que não se limita apenas à restrição da propaganda. Eu não seria capaz de entrar em maior profundidade nesse tema, mas temos aqui diversos especialistas e conhecedores da questão. Como instituição, temos grandes expectativas de, a partir do aprofundamento dessa discussão, ter mais instrumentos para agir. O horizonte da vigilância sanitária que se apresenta para nós no futuro é muito diferente daquele que ainda se coloca no nosso presente. Ele deve atingir a cultura, a cabeça e a maneira de pensar das pessoas. A idéia é que não nos basta agir para a proteção em relação aos riscos conhecidos e trazidos por sujeitos que se beneficiam diretamente desse segmento da economia, mas agir para que a sociedade mude seus hábitos e a receptividade que tem em relação aos riscos impostos pela economia. Esse agir é muito mais desafiante, é um agir de longo prazo e de transformação. Transformar a cultura sanitária da nossa sociedade: esse desafio é de todos. Norberto Rech ³ Cumprimentando meus companheiros de mesa, Cláudio Maierovitch e Franklin Rubinstein, em nome do ministro da Saúde, eu cumprimento todos os que estão presentes. Gostaria de esclarecer, no entanto, que as minhas palavras representam muito mais do que as palavras formais de um representante do Ministério da Saúde (MS). Elas traduzem o que pensa um co-participante do processo de construção dessa história que diz respeito à monitoração da propaganda de medicamentos no âmbito da Anvisa. Este Seminário, que é, com toda certeza, um espaço de reflexão sobre todos os conhecimentos que temos nesse campo para identificarmos mecanismos que possam gerar impactos, tanto na ação regulatória quanto em aspectos importantes nas práticas de saúde, em benefício das pessoas, representa também um passo a mais na construção de uma trajetória importante e corajosa, a partir de uma iniciativa também importante e corajosa da Anvisa. A questão da publicidade e propaganda de medicamentos tem ocupado espaço importante nas ações de uma Agência que não pode ser só regulatória, mas que deve também pensar na identificação de instrumentos que possam causar impactos positivos sobre o processo de atenção à saúde das pessoas, especialmente no que diz respeito aos medicamentos. 13

15 Essa ação corajosa da Anvisa certamente nasceu da determinação dos seus dirigentes e daqueles que estão comprometidos com a saúde da população brasileira e se fortaleceu devido à importante ação interna das pessoas que conduziram esse processo no seu cotidiano, dentre as quais, Maria José Delgado, que trabalhou muito para que houvesse a institucionalidade e a internalização necessárias dos conhecimentos referentes à questão da propaganda de medicamentos e dos seus impactos na saúde. Outra medida importante e também corajosa da Anvisa foi, ao detectar que não era possível desenvolver uma atividade como essa apenas em seus muros ou na sua estrutura, envolver, de forma ampla, um conjunto de universidades, fazendo com que essa questão fosse tratada pela academia de forma multiprofissional, inserindo essa discussão no conjunto dos cursos voltados para a saúde e também na área do Direito e lançando uma semente que pudesse germinar e gerar uma outra geração de profissionais comprometidos e preocupados com a questão. Hoje, contamos com um projeto de monitoração da propaganda em várias universidades, públicas e privadas, as quais contribuem decisivamente para a ampliação do conhecimento nessa área e para a qualificação dos novos profissionais que, com toda certeza, serão os responsáveis pela condução dos instrumentos que vão sendo gerados nesse processo, na perspectiva de utilizá-los em benefício do Sistema Único de Saúde (SUS) e, portanto, de toda a sociedade brasileira. Este evento representa um passo importante na história da construção da saúde pública no Brasil e na definição e na identificação das principais questões e das possibilidades de intervenção na realidade cotidiana da saúde. As discussões que ocorrerão neste Seminário contribuirão, sobremaneira, para que tenhamos uma política de saúde que inclua a perspectiva ou a preocupação com a informação e não apenas com o direito à ampla liberdade de expressão, porque essa está pari passu com o direito das pessoas a informações corretas, adequadas e que contribuam para a melhoria do estado geral de saúde da população. Se nesses três dias conseguirmos descobrir coletivamente algumas perspectivas de interferência direta no cotidiano da saúde, certamente seremos mais vitoriosos do que já somos com a realização deste evento. E essa vitória não é individual, mas uma vitória do conjunto da saúde no país, uma vitória do SUS, uma vitória daqueles que pensam a saúde não apenas como atenção à saúde das pessoas que estão doentes, mas como um conjunto de ações de prevenção e promoção da saúde, para as quais, certamente, a informação adequada, atualizada, decodificada e correta é essencial. Que todos nos sintamos cumprimentados por estarmos participando deste momento fundamental para a saúde 4 Anvisa, Brasil. 5 Universidade de Alberta, Canadá. pública brasileira e aplausos à Anvisa, pela coragem de conduzir esse processo que, com toda certeza, não é mais uma semente, mas já é uma planta que floresce e começa a dar frutos importantes. DIA 5 DE ABRIL Mesa de Apresentação: Panorama da propaganda de medicamentos: aspectos legais e outras experiências Coordenador (manhã): Davi Rumel 4 Erwin Friesen 5 - A experiência canadense Em muitos países, a indústria farmacêutica e outros setores têm pedido ao governo para que relaxe as restrições à promoção de medicamentos. No Canadá, esse assunto vem sendo bastante discutido nos últimos 20 anos, principalmente após 1997, quando os Estados Unidos da América (EUA) relaxaram sua legislação em relação aos anúncios direcionados ao público em geral. Eu, no entanto, vou centrar minha apresentação na propaganda de Medicamentos de Venda sob Prescrição (MVSP). Para começar, quero falar um pouco sobre o meu país. O Canadá tem uma área um pouco maior que a dos Estados Unidos e faz fronteira com o Oceano Pacífico, a oeste; com o Oceano Ártico e o Alasca, ao norte; e com o Oceano Atlântico, a leste. Ao sul, temos mais de cinco mil quilômetros de fronteira com os EUA, uma das maiores fronteiras terrestres no mundo entre dois países. Temos em torno de 1/6 da população brasileira (30 milhões de habitantes), distribuída de forma bastante irregular. Há muitas áreas em que não há ninguém morando e a maioria da população vive muito próximo entre 150 e 250 quilômetros da fronteira norte-americana. Esse é um aspecto importante porque revela o quanto estamos expostos à propaganda veiculada na mídia dos EUA. Quanto à Saúde no Canadá, eu trouxe alguns dados: Em 2004, segundo a OMS, a expectativa de vida era de 79,8 anos, enquanto nos EUA era de 77,3 anos. Todos os cidadãos, independentemente de sua condição financeira, têm direito a um amplo espectro de serviços de saúde, desde simples consultas médicas até atendimento em hospitais especializados. O sistema de saúde é financiado por impostos e não por empresas privadas. Províncias e territórios administram seus próprios programas de medicamentos. 14

16 Vários argumentos, clínicos e econômicos, são usados por aqueles que acreditam que a propaganda de medicamentos deve ser permitida. Entre os argumentos clínicos, eu poderia destacar: aumentar a consciência das pessoas sobre as doenças, permitindo que elas gerenciem melhor os seus problemas de saúde, por exemplo, sua taxa de colesterol ou uma disfunção erétil; permitir que os pacientes discutam com os profissionais de saúde sobre medicamentos e condições clínicas; aumentar a adesão dos pacientes aos tratamentos prescritos; estimular a produção de medicamentos melhores e mais modernos. Nesse sentido, uma observação interessante é que a cada 20 drogas lançadas no mercado, apenas uma é considerada realmente inovadora. O argumento econômico vem do argumento clínico: quanto mais cedo começarmos a usar medicamentos para as doenças mais sérias e custosas para os pacientes, cujos primeiros sintomas eles ignoram ou resolvem não tratar, mais efetivo e mais barato será o tratamento. Os argumentos usados pelos que querem proibir a propaganda de medicamentos são: os apelos apresentados são muito mais emocionais do que técnicos, ou seja, a mesma abordagem que se usa para vender perfumes ou cosméticos; ela provoca efeitos negativos na relação entre pacientes e prescritores, uma vez que os pacientes, ao se sentirem melhor informados, começam a interferir na prescrição e no tratamento; não há discussões sobre tratamentos sem uso de drogas; ocorre a medicalização do que seriam experiências normais para os seres humanos. Do ponto de vista econômico, os argumentos para a proibição da publicidade são: aumento dos custos das prescrições, principalmente porque os novos medicamentos tendem a ser mais caros do que os receitados anteriormente; ausência de estudos de custo-benefício para a adoção de novas drogas. Por conta dessa discussão, a legislação canadense sobre propaganda de medicamentos foi revista muitas vezes nos últimos anos. A principal razão apresentada pelo parlamento para recomendar a proibição de propagandas de MVSP dirigidas ao público em geral é que a publicidade contribui para o aumento do consumo e para o uso inapropriado desses medicamentos. Uma das evidências sobre isso é um estudo comparativo feito, em 2001, pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), do inglês Organisation for Economic Co-operation and Development 6. Figura 1: Gastos totais com medicamentos e saúde OECD

17 A segunda coluna mostra o Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos países, as duas seguintes mostram o gasto com medicamentos e os gastos nacionais com saúde por habitante. O importante é pensarmos em termos percentuais. Nos Estados Unidos, o gasto em saúde corresponde perto de 14% do PIB. No Canadá, esse valor não chega a 10%. A questão é que o percentual não significa mais saúde, mas saúde mais cara. Outro dado que considero importante é uma comparação feita, também em 2001, sobre a evolução dos dez maiores mercados farmacêuticos do mundo. Segundo os dados, que são do IMS Midas Customized Insights, a venda de produtos farmacêuticos no mundo passou de US$ 43,05 bilhões, em 1976, para US$ 94,10 bilhões, em 1985, e, finalmente, para US$ 282,5 bilhões, em Mais uma vez, é interessante olharmos os percentuais e percebermos a tendência de concentração de mercado, por exemplo. Figura 2: Os dez maiores mercados farmacêuticos do mundo, em US$ bilhões Segundo dados do Centers for Medicare and Medicaid Services disponíveis em nhe/default.asp, em 1980, 8% dos gastos em saúde nos EUA foram com medicamentos. Dez anos depois, esse percentual subiu para 13%. Além disso, outro estudo do OECD, que comparou o gasto per capita com medicamentos em cinco países Canadá, Holanda, EUA, Dinamarca e Suíça, mostrou que, até 1995, o aumento dos gastos era similar nos países. A partir de 1997, depois de a publicidade de medicamentos ser liberada nos EUA, houve um salto muito mais acentuado nos gastos, principalmente nos EUA, mas também no Canadá. Eu penso que vale a pena pensarmos sobre o quanto desse aumento é devido à influência da propaganda sobre o mercado. A segunda razão para o governo canadense proibir a propaganda de MVSP para os usuários é que a publicidade tende a minimizar os risco e exagerar os benefícios desses produtos para a saúde. Em 2002, dos dez maiores gastos com propaganda de medicamentos, os quatro primeiros Viox (US$ 171 milhões), Celebrex (US$ 133 milhões), Clarinex (US$132 milhões) e Bextra (US$ 120 milhões) são de Cox 2. Esses dados não são uma surpresa. O importante, e que é pouco divulgado, seria saber quais foram os gastos 7 Help-Seeking. dessas companhias com pagamentos de indenizações legais. Na verdade, as empresas não se preocupam em melhorar a segurança dos medicamentos nem em divulgar os possíveis danos que eles podem causar. A questão é que o Canadá não é um país à prova de publicidade. O nosso maior problema é que estamos isolados, por exemplo, em relação ao frio, mas não em relação à publicidade. A mídia norte-americana, principalmente a televisão a cabo, derrama sobre nós uma carga muito grande de propaganda de medicamentos. No caso da mídia impressa, as conseqüências não são tão ruins porque há uma legislação sobre a propaganda em revistas e jornais e a maior parte das revistas e jornais canadenses é publicada no Canadá. Mas não é esse o único problema. De certa forma, o governo canadense resolveu tampar o sol com a peneira no que diz respeito à publicidade indireta. Antes de falar sobre isso, no entanto, eu gostaria de explicar três tipos de propagandas que existem propaganda de produtos que também declaram o seu uso terapêutico (tipo 1); propaganda lembrete, que visa reforçar uma marca e que fala do produto sem especificar seu uso (tipo 2); e propaganda busca de ajuda 7, aquela que divulga a existência de novos tratamentos para determinadas doenças e sugere que o público interpele seu 16

18 médico sobre isso (tipo 3). Nos EUA, os três tipos são permitidos. No Canadá, tecnicamente, os três são proibidos, mas como a legislação define como propaganda apenas os anúncios do tipo 1, fica uma brecha para a veiculação ao público de anúncios dos tipos 2 e 3. Figura 3: Propaganda do tipo lembrete Vancouver (Canadá), no total de mil pessoas. O percentual de pacientes que não haviam visto propagandas de MVSP nos EUA era de apenas 5%, enquanto no Canadá era de 13%. Quando indagados se solicitavam a seus médicos medicamentos vistos em anúncios, 7,2% dos pacientes norte-americanos responderam afirmativamente. Entre os pacientes canadenses, o percentual foi de 3,3%, menos da metade. Por fim, foi perguntado se eles receberam o medicamento solicitado. E aí, o percentual fica bastante semelhante: 78% nos EUA e 72% no Canadá. Esse é o tipo de publicidade que você vê nas paradas de ônibus do Canadá. O nome do produto Diane, por exemplo, é um deles, comum para as mulheres. A propaganda também indica um website e orienta as pessoas a procurarem um dermatologista. Diretamente, a peça não fala sobre o uso terapêutico do medicamento. Agora, vamos ver o outro lado da história. Essa droga, que combina estrogênio e progesterona é, originariamente, um contraceptivo. Um dos benefícios alardeados pela indústria é que ele pode ser usado para o tratamento da acne e talvez, quem sabe, fazer a pele de quem usa ficar tão bonita quanto à da modelo da foto. O que não é dito é que esse medicamento já foi banido em alguns países por causar possíveis intoxicações hepáticas e problemas vasculares. Um exemplo de propaganda do tipo 3 ( busca de ajuda ) é quando, o Pelé, por exemplo, diz: Se você tem problemas de impotência, fale com seu médico. Como se pode ver existe uma tentativa de limitar a propaganda de medicamentos no Canadá e, de alguma forma, nós temos conseguido reduzir um pouco o impacto da influência norte-americana. Num estudo publicado há dois anos 8, foi comparada a exposição à publicidade entre pacientes de Sacramento (EUA) e 8 Canadian Medical Association Journal 2003; 169 (5): Instituto de Salud Publica (ISP, Chile). Agora, sem nenhum respaldo científico, vou apresentar algumas razões pelas quais acredito que nós, no Canadá, gastamos menos com medicamentos do que os norte-americanos. Em primeiro lugar, creio que temos mais consciência em relação às mensagens publicitárias, além de sermos menos expostos a elas. Minha segunda teoria é que as propagandas lembrete e busca de ajuda não são tão eficientes no Canadá. O terceiro ponto é que, em um país com um sistema socializado de saúde, como o Canadá, há mais controle sobre os custos para financiamento de medicamentos nas instituições públicas, o que reduz o impacto da propaganda. Por fim, há o fato de os canadenses não encararem a terapia com medicamentos como um benefício propriamente dito. Concluindo, o Canadá entende que a permissão de propaganda de MVSP não atende aos interesses nem do paciente, individualmente, nem da sociedade. Apesar disso, não estamos isolados e sofremos a influência da propaganda de medicamentos dos EUA. Yolanda Palácios 9 - A experiência chilena A minha apresentação consiste, primeiramente, em apresentar os marcos legais que regulamentam a publicidade de medicamentos no Chile. Depois, vamos falar um pouco do trabalho que vem sendo feito nos últimos dois anos. Em que aspectos legais nos baseamos? O Código Sanitário que legisla sobre os medicamentos e sobre as questões sanitárias data de É, porém, no Regulamento do Sistema Nacional de Controle de Produtos Farmacêuticos, de 1995, que está o tema da publicidade e promoção dos medicamentos (Título V, artigos 88 ao 107). No Título I também há disposições e definições para a promoção de medicamentos. Publicidade é um conjunto de procedimentos empregados para dar a conhecer, destacar, distinguir, direta ou indiretamente ao público, através de qualquer meio ou procedimento de difusão, as características próprias, condições de distribuição e uso dos produtos a que se referem estes presentes regulamentos e que estão de 17

19 acordo com as disposições contempladas nos códigos previstos. De acordo com essa definição, só é permitida a publicidade direta ao público de Medicamentos de Venda Livre (MVL), que são definidos pelo Instituto de Saúde Pública (ISP), responsável, entre outras coisas, pela avaliação técnico-científica e pelo registro de produtos no Chile. A propaganda de MVL só é permitida com a reprodução exata e completa da embalagem da bula e isso só pode ser feito após o registro no ISP. Como não é necessária autorização prévia da publicidade, as exigências muitas vezes não são cumpridas. A propaganda de MVSP ou de medicamentos controlados só pode ser feita para os prescritores, com o objetivo de anunciar a introdução desses produtos no mercado. Só depois do registro pode ser elaborada a promoção junto aos prescritores. A propaganda de medicamentos não pode conter títulos, imagens que permitam alusões ou interpretações que não possam ser comprovadas ou não correspondam à natureza do produto ou suas propriedades aprovadas pelo ISP. Um exemplo disso foi, por exemplo, a propaganda de um analgésico com uma imagem de um casal tomando um coquetel. Isso está fora da norma porque essa imagem não faz referência ao medicamento, mas a uma situação de vida, a um tipo de comportamento. O controle da propaganda no Chile está baseado em dois princípios básicos de ordem sanitária: evitar a automedicação, por parte dos pacientes, e ajustar o conteúdo da publicidade à verdade científica, no que se refere às propriedades e às condições de uso. No caso da publicidade dirigida ao público em geral, os anúncios devem contribuir para que a população tome decisões de forma racional sobre o uso de medicamentos vendidos sem receita médica. É proibida a publicidade de medicamentos entorpecentes e psicotrópicos. Também é proibida a propaganda de analgésico de uso pediátrico e de laxantes. A publicidade de MVSP só pode ser dirigida a profissionais legalmente habilitados médicos, veterinários, enfermeiros, chefes de enfermagem e químicos farmacêuticos, que têm a responsabilidade de informar as finalidades desses produtos aos pacientes. Quais os critérios éticos para a promoção de medicamentos? O principal objetivo da promoção deve ser o de apoiar e fomentar a melhoria da atenção sanitária, por meio do uso racional dos medicamentos, considerando-se promoção como todas as atividades informativas e de persuasão destinadas a induzir a prescrição e a administração ou aquisição e utilização desses medicamentos. É certo que a promoção dirigida aos prescritores é muito forte. No caso dos medicamentos de venda controlada (retenção de receita), a promoção será dirigida, exclusivamente, aos profissionais legalmente habilitados para prescrever e aos químicos farmacêuticos encarregados pela dispensação. Esse tipo de propaganda deve conter informação científica, exata, íntegra e passível de comprovação. Deve trazer também a fórmula, as indicações e contra-indicações, as reações adversas, advertências, efeitos colaterais, posologia e riscos de toxidade. A informação relativa aos efeitos colaterais secundários deverá ser acompanhada por estudos que mostrem sua incidência e estar disponível para o profissional, desde que ele solicite. A maior infração registrada nesse tipo de propaganda é a falta de posologia adequada, interações medicamentosas e reações adversas. A promoção ao profissional se limita a ações farmacológicas estudadas e reconhecidas pelo ISP, quando do registro do produto. Com relação aos estudos clínicos, eles deverão estar devidamente individualizados cada caso é um caso e as citações devem ser reproduzidas fielmente. É muito comum o não cumprimento dessa exigência, pois as indústrias baseiam-se num trabalho científico generalizado, mas eles não informam se o trabalho foi realizado exatamente com essa droga e com que tipo de pessoa. Muitas vezes está sendo elaborado um estudo científico que corresponde a um trabalho inovador, mas de um produto que já está sendo utilizado há tempos, por isso é importante que se coloque a individualização de cada uma dessas análises. Para os gráficos, tabelas e referências, deve ser colocada a bibliografia, a fonte de referência e o nome do produto. Geralmente, nós temos tabelas e gráficos que fazem referência a um produto genérico e isso, como todas as outras infrações, provocam denúncias por parte de laboratórios concorrentes. Não poderão ser atribuídas como exclusivas as características gerais de outros medicamentos e também não poderá haver qualquer tipo de incentivo ao uso inadequado dos medicamentos, por parte dos profissionais. Além da minimização dos riscos, existem outras transgressões bastante comuns. Uma delas é a exacerbação dos benefícios do medicamento. Nesse caso, como pude observar, também temos questões semelhantes às do Canadá. É muito comum um medicamento ser anunciado para usos que ainda não foram comprovados e nem aprovados pelas avaliações médicas institucionais. São medicamentos indicados para melhorar a pele, deixar o cabelo mais sedoso, ajudar a perder 18

20 peso etc. São propagandas enganosas que são feitas em edições dominicais de jornais de grande circulação. Isso sempre gera denúncias. Quanto à indicação de uso, existe um outro problema, além de o medicamento ser indicado pelos médicos para usos não aprovados. Um exemplo é um produto registrado nos EUA como alimento e que chegou ao Chile como alimento com indicação terapêutica para artrose e artrite. Isso obrigou-nos a modificar nossos regulamentos, pois não tínhamos ainda normatizado os fitofármacos e o tal produto era declarado e divulgado como um produto natural e, portanto, de venda livre. Quando foi avaliado, no entanto, ele não era um produto natural. Necessitava de receita e, logo, não poderia ser divulgado da forma como estava acontecendo. Ocorreu outro caso nesse sentido, em relação ao paracetamol com cafeína, o qual era de venda livre. A questão é que a cafeína, como uma pseudo-efedrina, não pode ser vendida livremente. Outro problema está relacionado aos analgésicos pediátricos e laxantes, medicamentos esses que estão no seio da família, ou seja, que todos conhecem pelo nome. O caso é que eles apresentam concentrações diferentes. Por exemplo, um analgésico com 500 mg é indicado para adultos; com 80 mg, é para uso infantil. Na maioria das vezes, no entanto, a propaganda não faz essa distinção e coloca toda a família junta, levando as pessoas a pensarem que é tudo a mesma coisa. É preciso destacar a diferença entre os tipos de posologia. Existem ainda os alimentos e os cosméticos com indicações terapêuticas que, por falta de informação, acabam sendo usados de forma indiscriminada. Os alimentos são registrados em outra instituição, que trata da regulamentação desses produtos, e acabam não passando pelo controle de publicidade. Começamos a procurar quais desses alimentos, fórmulas ou comprimidos são fabricados em laboratório de produção farmacêutica. Nosso objetivo era coibir a fabricação dos mesmos, uma vez que, no Chile, laboratórios farmacêuticos não podem produzir alimentos. A produção de alimentos tem outra legislação. Logo, mesmo que sejam de uma mesma empresa, são duas instalações distintas, sujeitas à legislação e à fiscalização diferentes. No caso dos cosméticos, um bom exemplo é um óleo de aveia, que é muito comum na Argentina e que tem muitas propriedades cosméticas. Nós detectamos, no entanto, que ele também tem algumas ações terapêuticas que deveriam ser demonstradas. Como percebemos isso? Notamos que, num folheto publicitário lançado por uma rede que controla cerca de 90% das farmácias, esse óleo de aveia era apresentado junto com os produtos medicamentosos, como tendo propriedades terapêuticas. Isso é permitido, desde que se coloque, 10 Ministerio de Sanidad y Consumo (MSC, Espanha). por exemplo, as interações medicamentosas no rótulo do produto. Quanto às amostras grátis, elas só podem ser entregues ao médico que prescreve o medicamento. O médico, por sua vez, só pode dar amostra grátis do remédio que está prescrevendo. Ele também pode dar um bônus junto com a receita. Nesse caso, o laboratório que faz o medicamento pode conceder um desconto ao paciente na hora da compra. De forma geral, no caso da propaganda, nós atuamos a partir de denúncias de empresas ou particulares. Os usuários geralmente fazem denúncias sobre a propaganda dos MVL, quando ela exagera nos benefícios dos medicamentos. Quando as autoridades sanitárias tomam conhecimento dessas informações, é feito um relatório técnico sobre as infrações detectadas. O relatório é assinado pela empresa e enviado para o sumário sanitário. O sumário sanitário envia as devidas multas ou abre ações contra os infratores. O grande problema é que esse processo legal é muito demorado e isso nos dá certa inquietação, pois, enquanto a ação é exercida, a publicidade continua a ser veiculada. A outra opção seria pedir ao Ministério da Saúde o cancelamento do registro do produto, mas isso também é complicado e leva tempo. Nós podemos determinar que a propaganda seja retirada de circulação num determinado prazo e, se ela não cumprir a determinação, irá para a justiça, que determinará um prazo de cinco dias para a apelação e assim por diante. Isso tudo e mais a necessidade de cumprir outras ações consideradas prioritárias registro, controle de qualidade etc. acaba colocando a questão da publicidade em segundo plano. Para terminar, gostaria de citar alguns temas sobre os quais ainda não conseguimos avançar: a publicidade e venda de medicamentos pela internet; os s com propaganda de MVSP; a publicidade pela televisão a cabo, vinda de países vizinhos ou não, de produtos que, no Chile, demandam uma receita médica, mas que acabam sendo comprados livremente em outros países; e o exercício ilegal da profissão médica, por rádio e televisão. As pessoas ligam para os programas e ouvem indicações de medicamentos. Alejandra Montoro 10 - Sobre a publicidade de medicamentos na Espanha O que é publicidade de medicamentos? É toda a forma de oferta informativa de incitação destinada a promover a venda, prescrição, dispensação e consumo de medicamentos. Na Espanha, existe uma outra forma de publicidade regulamentada que é referente a produtos, atividades ou serviços de atividades terapêuticas. Eu, no entanto, falarei apenas sobre a publicidade de medicamentos, que abrange a publicidade voltada para o público e para prescritores e dispensadores, na qual estão 19

Desafios para a Comunicação Efetiva em Farmacovigilância no Brasil

Desafios para a Comunicação Efetiva em Farmacovigilância no Brasil IX Encontro Internacional de Farmacovigilância das Américas Painel: Comunicação do Risco em Farmacovigilância: o que fazer para a informação chegar a quem interessa? Desafios para a Comunicação Efetiva

Leia mais

Farmacêutica Priscila Xavier

Farmacêutica Priscila Xavier Farmacêutica Priscila Xavier A Organização Mundial de Saúde diz que há USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS: quando pacientes recebem medicamentos apropriados para suas condições clínicas, em doses adequadas às

Leia mais

USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS

USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS Seminário Nacional Sobre Propaganda e Uso Racional de Medicamentos Regional Sudeste USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS Maria Beatriz Cardoso Ferreira Docente do Departamento de Farmacologia ICBS/UFRGS Pesquisadora

Leia mais

Amostra grátis de remédios: ANVISA regula a produção e dispensação

Amostra grátis de remédios: ANVISA regula a produção e dispensação Amostra grátis de remédios: ANVISA regula a produção e dispensação Profª Dra Roseli Calil / DEC Enfº Adilton D. Leite / SADP A ANVISA, através da RDC (RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA da Agência Nacional

Leia mais

Contribuições da SDE/MJ e da SEAE/MF ao texto da Consulta Pública Anvisa No.84/2005 1.

Contribuições da SDE/MJ e da SEAE/MF ao texto da Consulta Pública Anvisa No.84/2005 1. Contribuições da SDE/MJ e da SEAE/MF ao texto da Consulta Pública Anvisa No.84/2005 1. 1) Art. 14 É permitida a propaganda institucional aos profissionais de saúde bem como ao público em geral. COMENTÁRIO:

Leia mais

ÍNDICE - 19/08/2004 Correio Braziliense...2 Brasil...2 O Globo...3 Economia...3 Gazeta Mercantil...4 Gazeta Mercantil...4 Nacional...

ÍNDICE - 19/08/2004 Correio Braziliense...2 Brasil...2 O Globo...3 Economia...3 Gazeta Mercantil...4 Gazeta Mercantil...4 Nacional... ÍNDICE - Correio Braziliense...2 Brasil...2 Notas...2 saúde...2 Remédio sem propaganda...2 O Globo...3 Economia...3 Farmácias não vão poder anunciar remédios...3 Glaxo abre mão de patente na China...3

Leia mais

Farmacovigilância no Brasil

Farmacovigilância no Brasil Agência Nacional de Vigilância Sanitária Farmacovigilância no Brasil Unidade de Farmacovigilância Brasília, May 2002 Agência Nacional de Vigilância Sanitária Diretor Presidente Substituto da ANVISA Cláudio

Leia mais

Acordos e Protocolos sem Repasse - Vigentes

Acordos e Protocolos sem Repasse - Vigentes Página 1 de 5 19/7/2015 Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN 20/7/2010 Desenvolver trabalhos e de ações de capacitação no âmbito científico, acadêmico e técnico de interesse comum às suas

Leia mais

Artigos do. Jornal do CRM-MG. * Relação de médicos com a indústria farmacêutica

Artigos do. Jornal do CRM-MG. * Relação de médicos com a indústria farmacêutica Artigos do Jornal do CRM-MG Dezembro de 2008 * Projeto de lei desestimula automedicação * Relação de médicos com a indústria farmacêutica Janeiro de 2009 * Anvisa estabelece novas regras para a relação

Leia mais

Audiência Pública Senado Federal Comissão de Assuntos Econômicos Subcomissão de Marcos Regulatórios. Brasília, 1º de outubro de 2007

Audiência Pública Senado Federal Comissão de Assuntos Econômicos Subcomissão de Marcos Regulatórios. Brasília, 1º de outubro de 2007 Audiência Pública Senado Federal Comissão de Assuntos Econômicos Subcomissão de Marcos Regulatórios Brasília, 1º de outubro de 2007 A ANVISA Autarquia sob regime especial Independência administrativa e

Leia mais

A Propaganda de Medicamentos no Brasil

A Propaganda de Medicamentos no Brasil A Propaganda de Medicamentos no Brasil As principais propagandas de medicamentos no Brasil tiveram início ainda na década de 80 do século XIX. Desde então, o que se constatou foi um crescimento contínuo

Leia mais

Entrevista. Por DANIELA MENDES

Entrevista. Por DANIELA MENDES Entrevista ''O Estado não pode tutelar a sociedade'' O presidente da Frente Parlamentar de Comunicação diz que a Constituição estabelece só cinco pontos a serem normatizados: tabaco, álcool, medicamentos,

Leia mais

RDC 60. Perguntas e Respostas. RDC nº 60, RDC 60 - PERGUNTAS E RESPOSTAS

RDC 60. Perguntas e Respostas. RDC nº 60, RDC 60 - PERGUNTAS E RESPOSTAS Regulamentação SOBRE AMOSTRAS GRÁTIS DE MEDICAMENTOS RDC 60 Perguntas e Respostas RDC nº 60, de 26 de NOVEmbro de 2009 1 Regulamentação SOBRE AMOSTRAS GRÁTIS RDC 60 Perguntas e Respostas RDC nº 60, de

Leia mais

Como competir com produtos inovadores no Brasil até 2010? Patrice Zagamé Presidente Novartis Brasil 18 de agosto, 2005

Como competir com produtos inovadores no Brasil até 2010? Patrice Zagamé Presidente Novartis Brasil 18 de agosto, 2005 Como competir com produtos inovadores no Brasil até 2010? Patrice Zagamé Presidente Novartis Brasil 18 de agosto, 2005 O que é um produto inovador? Dois caminhos para oferecer melhores medicamentos aos

Leia mais

PESQUISA INÉDITA DO CREMESP. 93% dos médicos recebem brindes e benefícios das empresas farmacêuticas e de equipamentos

PESQUISA INÉDITA DO CREMESP. 93% dos médicos recebem brindes e benefícios das empresas farmacêuticas e de equipamentos PESQUISA INÉDITA DO CREMESP 93% dos médicos recebem brindes e benefícios das empresas farmacêuticas e de equipamentos 80% dos médicos recebem visitas de representantes da indústria de medicamentos Estudo

Leia mais

Segurança do Paciente e Atendimento de Qualidade no Serviço Público e Privado

Segurança do Paciente e Atendimento de Qualidade no Serviço Público e Privado Simpósio Mineiro de Enfermagem e Farmácia em Oncologia Belo Horizonte - MG, setembro de 2013. Segurança do Paciente e Atendimento de Qualidade no Serviço Público e Privado Patricia Fernanda Toledo Barbosa

Leia mais

XXXIV Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Farmacêutica

XXXIV Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Farmacêutica XXXIV Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Farmacêutica Agência Nacional de Vigilância Sanitária ANVISA: Desafios e Metas para o Próximo Triênio INSTITUÍDA Anvisa Desafios e Metas para o Próximo

Leia mais

NOTA TÉCNICA Perguntas e respostas referentes às Resoluções do CFF nº 585 e nº 586, de 29 de agosto de 2013.

NOTA TÉCNICA Perguntas e respostas referentes às Resoluções do CFF nº 585 e nº 586, de 29 de agosto de 2013. NOTA TÉCNICA Perguntas e respostas referentes às Resoluções do CFF nº 585 e nº 586, de 29 de agosto de 2013. Assessoria da Presidência Assessoria técnica Grupo de consultores ad hoc Conselho Federal de

Leia mais

CARTA ABERTA SOBRE PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA

CARTA ABERTA SOBRE PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA CARTA ABERTA SOBRE PRESCRIÇÃO FARMACÊUTICA A garantia da provisão de serviços e produtos para o cuidado das pessoas é um problema de saúde coletiva. A dimensão da necessidade de acesso e utilização a recursos

Leia mais

Formulário para envio de contribuições em Consulta Pública. Apresentação e orientações

Formulário para envio de contribuições em Consulta Pública. Apresentação e orientações Formulário para envio de contribuições em Consulta Pública FORMULÁRIO PARA ENVIO DE CONTRIBUIÇÕES EM CONSULTA PÚBLICA Apresentação e orientações Este Formulário possui a finalidade de enviar contribuições

Leia mais

COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. EMENDAS DE PLENÁRIO AO PROJETO DE LEI Nº 4.385, DE 1994. (Do Senado Federal)

COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. EMENDAS DE PLENÁRIO AO PROJETO DE LEI Nº 4.385, DE 1994. (Do Senado Federal) COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR EMENDAS DE PLENÁRIO AO PROJETO DE LEI Nº 4.385, DE 1994. (Do Senado Federal) Dá nova redação ao artigo 15 da Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, que dispõe sobre o

Leia mais

Por que a propaganda de medicamentos é fiscalizada? Regulamentação da promoção de medicamentos pela ANVISA SAÚDE ART. 196 CF

Por que a propaganda de medicamentos é fiscalizada? Regulamentação da promoção de medicamentos pela ANVISA SAÚDE ART. 196 CF Regulamentação da promoção de medicamentos pela ANVISA VIGILÂNCIA SANITÁRIA / ART. 200 - CF Ao Sistema Único de Saúde compete, além de outras atribuições, nos termos da lei: II - executar as ações de vigilância

Leia mais

Atribuições Clínicas do Farmacêutico

Atribuições Clínicas do Farmacêutico Atribuições Clínicas do Farmacêutico Evolução dos gastos com medicamentos do Ministério da Saúde 650% crescimento R$ Atualizado: 10/02/2014 Fonte: Fundo Nacional de Saúde FNS e CGPLAN/SCTIE/MS Hospitalizações

Leia mais

Longo caminho. Acontece no mundo inteiro. Os doentes crônicos

Longo caminho. Acontece no mundo inteiro. Os doentes crônicos Gestão Foto: dreamstime.com Longo caminho Medida da ANS inicia discussão sobre a oferta de medicamentos ambulatoriais para doentes crônicos pelas operadoras de saúde Por Danylo Martins Acontece no mundo

Leia mais

Prescrição Farmacêutica. Aspectos técnicos e legais

Prescrição Farmacêutica. Aspectos técnicos e legais Bem Vindos! Prescrição Farmacêutica Aspectos técnicos e legais Quem sou? Prof. Dr José Henrique Gialongo Gonçales Bomfim Farmacêutico Bioquímico 1998 Mestre em Toxicologia USP 2003 Doutor em Farmacologia

Leia mais

A Comunicação como estratégia para a promoção da Saúde 1. Carolina Pires ARAÚJO 2 Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, RJ

A Comunicação como estratégia para a promoção da Saúde 1. Carolina Pires ARAÚJO 2 Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, RJ A Comunicação como estratégia para a promoção da Saúde 1 Carolina Pires ARAÚJO 2 Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, RJ RESUMO Nos últimos anos, a questão da interdisciplinaridade vem se consolidando

Leia mais

Índice. Farmácia de Manipulação Conhecendo uma farmácia de manipulação, suas vantagens e procedimentos... 2

Índice. Farmácia de Manipulação Conhecendo uma farmácia de manipulação, suas vantagens e procedimentos... 2 1 Índice Farmácia de Manipulação Conhecendo uma farmácia de manipulação, suas vantagens e procedimentos... 2 A Empresa Informações sobre a empresa, farmacêuticas responsáveis, instalações, diferenciais

Leia mais

Seminário: Caminhos para o financiamento e acesso à saúde

Seminário: Caminhos para o financiamento e acesso à saúde Seminário: Caminhos para o financiamento e acesso à saúde Painel: Como construir programas de acesso aos medicamentos Dirceu Barbano Diretor São Paulo, 07 de junho de 2010. Acesso a medicamentos: definição...relação

Leia mais

MEC/CAPES. Portal de Periódicos

MEC/CAPES. Portal de Periódicos MEC/CAPES Portal de Periódicos A CAPES e a formação de recursos de alto nível no Brasil Criada em 1951, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é uma agência vinculada ao

Leia mais

PRESIDENTE DA AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA- ANVISA) Bom-dia, Ministro Presidente do Supremo Tribunal

PRESIDENTE DA AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA- ANVISA) Bom-dia, Ministro Presidente do Supremo Tribunal O SR. DIRCEU RAPOSO DE MELLO (DIRETOR PRESIDENTE DA AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA- ANVISA) Bom-dia, Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, em nome de quem eu

Leia mais

CARTA DE SÃO PAULO 5º CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS E A SEGURANÇA DO PACIENTE

CARTA DE SÃO PAULO 5º CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS E A SEGURANÇA DO PACIENTE CARTA DE SÃO PAULO 5º CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS E A SEGURANÇA DO PACIENTE A realização do I Congresso Brasileiro sobre o Uso Racional de Medicamentos

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Publicidade de bebidas alcoólicas - Novos rumos perante legislação Cássio Zill Henke * As discussões envolvendo a modificação do conceito de bebidas alcoólicas previsto no artigo

Leia mais

NAS ONDAS DO RÁDIO. Orientações e dicas para comunicadores de rádio sobre a propaganda de medicamentos

NAS ONDAS DO RÁDIO. Orientações e dicas para comunicadores de rádio sobre a propaganda de medicamentos NAS ONDAS DO RÁDIO Orientações e dicas para comunicadores de rádio sobre a propaganda de medicamentos 1 2 NAS ONDAS DO RÁDIO Orientações e dicas para comunicadores de rádio sobre a propaganda de medicamentos

Leia mais

JAIME CÉSAR DE MOURA OLIVEIRA

JAIME CÉSAR DE MOURA OLIVEIRA Agência Nacional de Vigilância Sanitária www.anvisa.gov.br Consulta Pública n 27, de 06 de abril de 2015 D.O.U de 08/04/2015 A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso das

Leia mais

POLÍTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS. luciene@fortalnet.com.br 1

POLÍTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS. luciene@fortalnet.com.br 1 POLÍTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS luciene@fortalnet.com.br 1 POLÍTICA? luciene@fortalnet.com.br 2 Política É um compromisso oficial expresso em um documento escrito. São decisões de caráter geral, destinadas

Leia mais

Monitoramento e Fiscalização de Propaganda, Publicidade, Promoção e Informação de Antimicrobianos

Monitoramento e Fiscalização de Propaganda, Publicidade, Promoção e Informação de Antimicrobianos Monitoramento e Fiscalização de Propaganda, Publicidade, Promoção e Informação de Antimicrobianos Brasília, julho de 2006 Comitê Técnico T para Uso Racional de Antimicrobianos e Resistência Microbiana

Leia mais

Fortaleza, 17 e 18 de junho de 2010.

Fortaleza, 17 e 18 de junho de 2010. Fracionamento de medicamentos para dispensadores Parcerias: Defensoria Pública do Estado do Ceará; Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA Conselho Regional de Farmácia - CRF- CE Sindicato do

Leia mais

A REGULAÇÃO DA PROPAGANDA DE MEDICAMENTOS NO PAIS

A REGULAÇÃO DA PROPAGANDA DE MEDICAMENTOS NO PAIS Universidade Federal Fluminense Instituto de Saúde da Comunidade A REGULAÇÃO DA PROPAGANDA DE MEDICAMENTOS NO PAIS Gabriela B. G. Mosegui Adaptado de ANVISA, OPAS A cada ano são lançados milhares de medicamentos

Leia mais

Seminário Valor Econômico Complexo Industrial da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária Regulação em Saúde

Seminário Valor Econômico Complexo Industrial da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária Regulação em Saúde Seminário Valor Econômico Complexo Industrial da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária Regulação em Saúde Dirceu Raposo de Mello Diretor-Presidente São Paulo, 1º de março de 2010 Vigilância Sanitária

Leia mais

(PROCURADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal,

(PROCURADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal, A SRA. JANAÍNA BARBIER GONÇALVES (PROCURADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL) Excelentíssimo Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, na pessoa de quem cumprimento as demais autoridades

Leia mais

Consulta Pública n. 72, de 14 de julho de 2010. Estabelece os critérios de aceitabilidade de nomes comerciais de medicamentos.

Consulta Pública n. 72, de 14 de julho de 2010. Estabelece os critérios de aceitabilidade de nomes comerciais de medicamentos. Consulta Pública n. 72, de 14 de julho de 2010. Estabelece os critérios de aceitabilidade de nomes comerciais de medicamentos. Versão Consolidada n. 07, de 27 de maio de 2013. Para Audiência Pública Resolução

Leia mais

Termo de Referência. Grupo de Trabalho em Promoção de Medicamentos. Proposta para o Plano de Trabalho 2008-2009 Rede PANDRH

Termo de Referência. Grupo de Trabalho em Promoção de Medicamentos. Proposta para o Plano de Trabalho 2008-2009 Rede PANDRH Agência Nacional de Vigilância Sanitária Termo de Referência Grupo de Trabalho em Promoção de Medicamentos Proposta para o Plano de Trabalho 2008-2009 Rede PANDRH Gerência de Monitoramento e Fiscalização

Leia mais

Guia de Farmacovigilância - Anvisa. ANEXO IV - Glossário

Guia de Farmacovigilância - Anvisa. ANEXO IV - Glossário Guia de Farmacovigilância - Anvisa ANEXO IV - Glossário De acordo com a RESOLUÇÃO - RDC Nº 4, DE 10/02/09 (DOU 11/02/09): Dispõe sobre as normas de farmacovigilância para os detentores de registro de medicamentos

Leia mais

RELATÓRIO. 1 Preâmbulo

RELATÓRIO. 1 Preâmbulo Minuta RELATÓRIO Da audiência pública promovida pela COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS sobre a Consulta Pública nº 69, de 2007, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, acerca de Boas Práticas Farmacêuticas

Leia mais

Dirceu Barbano Diretor-Presidente São Paulo, 16 de abril de 2014

Dirceu Barbano Diretor-Presidente São Paulo, 16 de abril de 2014 3º CIMES - Congresso de Inovação em Materiais e Equipamentos para Saúde Regulação, Normalização e Certificação Dirceu Barbano Diretor-Presidente São Paulo, 16 de abril de 2014 Aspectos a considerar no

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO REGULAÇÃO SANITÁRIA

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO REGULAÇÃO SANITÁRIA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO REGULAÇÃO SANITÁRIA Influência do marketing industrial na qualidade da prescrição médica e da dispensação de medicamentos. Karina Martiniana

Leia mais

ATUAÇÃO DO FARMACÊUTICO NA PESQUISA CLÍNICA

ATUAÇÃO DO FARMACÊUTICO NA PESQUISA CLÍNICA 2ª Jornada de Ciências Farmacêuticas Centro Universitário Estadual da Zona Oeste UEZO - 2012 ATUAÇÃO DO FARMACÊUTICO NA PESQUISA CLÍNICA Robson Leite de Souza Cruz Instituto de tecnologia em Imunobiológicos

Leia mais

Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Agência Nacional de Vigilância Sanitária Agência Nacional de Vigilância Sanitária Gerência-Geral de Medicamentos Unidade de Produtos Controlados - UPROC Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados - HISTÓRICO O controle de substâncias

Leia mais

ENCONTRO ESTADUAL DE FARMACÊUTICOS PREPARATÓRIO PARA A 15ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE RELATÓRIO FINAL OFICINA AMAZONAS

ENCONTRO ESTADUAL DE FARMACÊUTICOS PREPARATÓRIO PARA A 15ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE RELATÓRIO FINAL OFICINA AMAZONAS ENCONTRO ESTADUAL DE FARMACÊUTICOS PREPARATÓRIO PARA A 15ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE RELATÓRIO FINAL OFICINA AMAZONAS Informações gerais Estado Amazonas Organizadores (sindicato e Sindicato dos Farmacêuticos

Leia mais

Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados SNGPC: Inovando na qualidade de monitoramento e controle de medicamentos no Brasil

Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados SNGPC: Inovando na qualidade de monitoramento e controle de medicamentos no Brasil SNGPC: Inovando na qualidade de monitoramento e controle de medicamentos no Brasil SNGPC Ferramenta informatizada para captura de dados e geração de informação, a cerca da prescrição, dispensação e consumo

Leia mais

CLIPPING SINFARMIG RETORNO DE MÍDIA PESQUISA GENÉRICOS

CLIPPING SINFARMIG RETORNO DE MÍDIA PESQUISA GENÉRICOS CLIPPING SINFARMIG RETORNO DE MÍDIA PESQUISA GENÉRICOS Fonte: Jornal Estado de Minas - Caderno Opinião Fonte: Agência Brasil Fonte: Jornal Hoje em Dia - Carderno Economia Fonte: Jornal O Tempo VERSÕES

Leia mais

Dispõe sobre as normas de farmacovigilância para os detentores de registro de medicamentos de uso humano.

Dispõe sobre as normas de farmacovigilância para os detentores de registro de medicamentos de uso humano. Resolução da Diretoria Colegiada RDC nº 4 ANVISA de 10 de fevereiro de 2009 Dispõe sobre as normas de farmacovigilância para os detentores de registro de medicamentos de uso humano. A Diretoria Colegiada

Leia mais

A experiência dos usuários - um depoimento 1

A experiência dos usuários - um depoimento 1 1 A experiência dos usuários - um depoimento 1 Mário César Scheffer Jornalista Apresentação In: Carneiro, F. (Org.). A Moralidade dos Atos Cientificos questões emergentes dos Comitês de Ética em Pesquisa,

Leia mais

MANUAL DE PUBLICIDADE

MANUAL DE PUBLICIDADE MANUAL DE PUBLICIDADE DO MÉDICO VETERINÁRIO Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Paraná Manual de Publicidade do Médico Veterinário 2015 www.crmv-pr.org.br MANUAL DE PUBLICIDADE DO MÉDICO

Leia mais

MANDAMENTOS DO USO CORRETO DOS MEDICAMENTOS

MANDAMENTOS DO USO CORRETO DOS MEDICAMENTOS ELIEZER J. BARREIRO NATALIA MEDEIROS DE LIMA MANDAMENTOS DO USO CORRETO DOS MEDICAMENTOS ISBN 978-85-910137-1-5 INCT INOFAR/ Portal dos Fármacos 2009 DOS MEDICAMENTOS INCT INOFAR/ Portal dos Fármacos 2009

Leia mais

ENTREVISTA COM DRA. MÔNICA MARIA HENRIQUE DOS SANTOS

ENTREVISTA COM DRA. MÔNICA MARIA HENRIQUE DOS SANTOS dos Santos, Coordenadora de Assistência Farmacêutica da Funasa, em Pernambuco, e do programa de assistência farmacêutica na saúde indígena. Pelo jornalista Aloísio Brandão, Editor desta revista. m programa

Leia mais

SENADO FEDERAL CONSULTORIA LEGISLATIVA ESTUDO Nº 376, DE 2003

SENADO FEDERAL CONSULTORIA LEGISLATIVA ESTUDO Nº 376, DE 2003 SENADO FEDERAL CONSULTORIA LEGISLATIVA ESTUDO Nº 376, DE 2003 Referente à STC nº 200305985, da Senadora LÚCIA VÂNIA, solicitando subsídios para a audiência pública a ser realizada no âmbito da Subcomissão

Leia mais

ACORDO INÉDITO FIRMADO ENTRE CFM E INTERFARMA - 2012: EM DEFESA DAS BOAS PRÁTICAS NO RELACIONAMENTO ENTRE CLASSE MÉDICA E A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

ACORDO INÉDITO FIRMADO ENTRE CFM E INTERFARMA - 2012: EM DEFESA DAS BOAS PRÁTICAS NO RELACIONAMENTO ENTRE CLASSE MÉDICA E A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA ACORDO INÉDITO FIRMADO ENTRE CFM E INTERFARMA - 2012: EM DEFESA DAS BOAS PRÁTICAS NO RELACIONAMENTO ENTRE CLASSE MÉDICA E A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA Camila Sarkovas Pedalini Advogada, Villaça Rodrigues &

Leia mais

Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 529, DE 1º DE ABRIL DE 2013

Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 529, DE 1º DE ABRIL DE 2013 ADVERTÊNCIA Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União Ministério da Saúde Gabinete do Ministro PORTARIA Nº 529, DE 1º DE ABRIL DE 2013 Institui o Programa Nacional de Segurança do

Leia mais

www.grupoidealbr.com.br

www.grupoidealbr.com.br www.grupoidealbr.com.br Programa Nacional de Segurança do Paciente Introdução Parágrafo 12 do primeiro livro da sua obra Epidemia: "Pratique duas coisas ao lidar com as doenças; auxilie ou ao menos não

Leia mais

A Resolução CFM nº 1.974/2011

A Resolução CFM nº 1.974/2011 A Resolução CFM nº 1.974/2011 A Resolução CFM nº 1.974/2011 Publicada no Diário Oficial da União em 19/8/2011. Entra em vigor 180 dias após sua publicação. Ementa: Estabelece os critérios norteadores da

Leia mais

Art. 6º O farmacêutico responsável por farmácia homeopática terá auxiliares de sua confiança.

Art. 6º O farmacêutico responsável por farmácia homeopática terá auxiliares de sua confiança. Decreto nº 57.477, de 20 de dezembro de 1965 Dispõe sobre manipulação, receituário, industrialização e venda de produtos utilizados em homeopatia e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando

Leia mais

Mesa de Apresentação Panorama da propaganda de medicamentos: aspectos legais e outras experiências

Mesa de Apresentação Panorama da propaganda de medicamentos: aspectos legais e outras experiências Programa Os medicamentos desempenham um papel central na manutenção e recuperação da saúde. No entanto, na sociedade de consumo, esses produtos ultrapassaram os limites da saúde. A propaganda, muitas vezes,

Leia mais

RELATÓRIO FINAL OFICINA DE TRABALHO SOBRE REGULAÇÃO DA PROPAGANDA DE MEDICAMENTOS NO BRASIL

RELATÓRIO FINAL OFICINA DE TRABALHO SOBRE REGULAÇÃO DA PROPAGANDA DE MEDICAMENTOS NO BRASIL RELATÓRIO FINAL OFICINA DE TRABALHO SOBRE REGULAÇÃO DA PROPAGANDA DE MEDICAMENTOS NO BRASIL 10 e 11 de novembro de 2005 Local: Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fiocruz Realização: Escola

Leia mais

A Escola. Com uma média de 1.800 alunos por mês, a ENAP oferece cursos presenciais e a distância

A Escola. Com uma média de 1.800 alunos por mês, a ENAP oferece cursos presenciais e a distância A Escola A ENAP pode contribuir bastante para enfrentar a agenda de desafios brasileiros, em que se destacam a questão da inclusão e a da consolidação da democracia. Profissionalizando servidores públicos

Leia mais

controvérsia ju dicialização DEVE O MÉDICO SE PREOCUPAR COM EVENTUAIS IMPACTOS MILIONÁRIOS QUE SUA DECISÃO PODE GERAR?

controvérsia ju dicialização DEVE O MÉDICO SE PREOCUPAR COM EVENTUAIS IMPACTOS MILIONÁRIOS QUE SUA DECISÃO PODE GERAR? ju dicialização controvérsia DEVE O MÉDICO SE PREOCUPAR COM EVENTUAIS IMPACTOS MILIONÁRIOS QUE SUA DECISÃO PODE GERAR? QUAIS OS LIMITES DA INTERMEDIAÇÃO DO MÉDICO ENTRE O INTERESSE DO PACIENTE E O DA INDÚSTRIA?

Leia mais

REQUERIMENTO N DE 2013 (dos Srs. Fernando Francischini e Willian Dib)

REQUERIMENTO N DE 2013 (dos Srs. Fernando Francischini e Willian Dib) REQUERIMENTO N DE 2013 (dos Srs. Fernando Francischini e Willian Dib) Requer a realização de Audiência Pública com os convidados que indica para discutir a negativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Leia mais

DECRETO Nº 1710, DE 16 DE NOVEMBRO DE 2007.

DECRETO Nº 1710, DE 16 DE NOVEMBRO DE 2007. DECRETO Nº 1710, DE 16 DE NOVEMBRO DE 2007. Institui o elenco de medicamentos e aprova o regulamento dos procedimentos de aquisição e dispensação de medicamentos especiais para tratamento ambulatorial

Leia mais

DECRETO Nº 54.311, DE 7 DE MAIO DE 2009

DECRETO Nº 54.311, DE 7 DE MAIO DE 2009 Página 1 de 5 DECRETO Nº 54.311, DE 7 DE MAIO DE 2009 Institui a Política Estadual para o Controle do Fumo, regulamenta a Lei nº 13.541, de 7 de maio de 2009, que proíbe o consumo de produtos fumígenos,

Leia mais

Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Agência Nacional de Vigilância Sanitária Agência Nacional de Vigilância Sanitária Café com Debate Escola Nacional de Administração Pública Brasília, 31 de agosto de 2006 Dirceu Raposo de Mello Diretor-Presidente da Anvisa A ANVISA Autarquia sob

Leia mais

adotou a seguinte Resolução de Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação.

adotou a seguinte Resolução de Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação. RESOLUÇÃO - RDC Nº 102, DE 30 DE NOVEMBRO DE 2000(*) (Republicada no DOU de 1/6/2001) A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária no uso da atribuição que lhe confere o art. 11 inciso

Leia mais

1.5. Dados pessoais que devem constar na receita médica. 1.6. Validade das receitas de medicamentos antimicrobianos

1.5. Dados pessoais que devem constar na receita médica. 1.6. Validade das receitas de medicamentos antimicrobianos Atualizado: 10 / 05 / 2013 FAQ AI 1. Controle de medicamentos antimicrobianos (antibióticos) 1.1. Informações gerais 1.2. Uso contínuo (tratamento prolongado) 1.3. Retenção da segunda via da receita médica

Leia mais

Mentiras por Omissão: O Relatório Completo

Mentiras por Omissão: O Relatório Completo CurasdoCancer.com apresenta Mentiras por Omissão: O Relatório Completo Obrigado por fazer o download do Relatório Completo em PDF. No nosso slideshow tivemos que condensar e compressar a informação para

Leia mais

Publicidade na Odontologia: como fazer. Um guia de como evitar penalidades e divulgar seus serviços de acordo com a legislação.

Publicidade na Odontologia: como fazer. Um guia de como evitar penalidades e divulgar seus serviços de acordo com a legislação. Publicidade na Odontologia: como fazer Um guia de como evitar penalidades e divulgar seus serviços de acordo com a legislação. Você sabia que nos anúncios, placas e impressos publicitários, por exemplo,

Leia mais

ACT, FIOCRUZ E UFF LANÇAM ESTUDO SOBRE POLÍTICAS DE CONTROLE DO TABAGISMO E A RELAÇÃO COM A POBREZA

ACT, FIOCRUZ E UFF LANÇAM ESTUDO SOBRE POLÍTICAS DE CONTROLE DO TABAGISMO E A RELAÇÃO COM A POBREZA ACT, FIOCRUZ E UFF LANÇAM ESTUDO SOBRE POLÍTICAS DE CONTROLE DO TABAGISMO E A RELAÇÃO COM A POBREZA A Aliança de Controle do Tabagismo ACT, o Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde da Escola Nacional de

Leia mais

São Paulo, 26 de abril de 2009. Senhores Juízes do Superior Tribunal Federal

São Paulo, 26 de abril de 2009. Senhores Juízes do Superior Tribunal Federal São Paulo, 26 de abril de 2009 Senhores Juízes do Superior Tribunal Federal Escrevo a V. Exas. para exprimir minha opinião de leigo no tema da audiência pública. Fui beneficiado pelo acesso à terapia tríplice

Leia mais

MEDICAMENTOS. CAPACITAÇÃO EM FARMACOLOGIA PARA AS EQUIPES DE SAÚDE BUCAL Auxiliares e Técnicos em Saúde Bucal 2015

MEDICAMENTOS. CAPACITAÇÃO EM FARMACOLOGIA PARA AS EQUIPES DE SAÚDE BUCAL Auxiliares e Técnicos em Saúde Bucal 2015 MEDICAMENTOS CAPACITAÇÃO EM FARMACOLOGIA PARA AS EQUIPES DE SAÚDE BUCAL Auxiliares e Técnicos em Saúde Bucal 2015 Parceria: Farmácia Escola da UFRGS - Programa Farmácia Popular Programa de Pós-Graduação

Leia mais

DÚVIDAS MAIS FREQUENTES NO BALCÃO DA FARMÁCIA

DÚVIDAS MAIS FREQUENTES NO BALCÃO DA FARMÁCIA DÚVIDAS MAIS FREQUENTES NO BALCÃO DA FARMÁCIA Neste módulo vamos tratar de situações que envolvem dúvidas quanto à melhor maneira de agir e as práticas permitidas ou não pela legislação, mas que, comumente,

Leia mais

Fortalecendo o Sistema de Farmacovigilância para a introdução de novos medicamentos para a tuberculose no Brasil

Fortalecendo o Sistema de Farmacovigilância para a introdução de novos medicamentos para a tuberculose no Brasil Fortalecendo o Sistema de Farmacovigilância para a introdução de novos medicamentos para a tuberculose no Brasil Introdução Em 2009, o Ministério da Saúde (MS) do Brasil mudou seu esquema de tratamento

Leia mais

Ministério da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº 36, DE 25 DE JULHO DE 2013.

Ministério da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº 36, DE 25 DE JULHO DE 2013. ADVERTÊNCIA Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União Ministério da Saúde Agência Nacional de Vigilância Sanitária RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº 36, DE 25 DE JULHO DE

Leia mais

Ivo Bucaresky CONBRAFARMA. Diretor ANVISA. Agosto de 2015

Ivo Bucaresky CONBRAFARMA. Diretor ANVISA. Agosto de 2015 Ivo Bucaresky Diretor ANVISA CONBRAFARMA Agosto de 2015 1 PROGRAMA DE MELHORIA DO PROCESSO DE REGULAMENTAÇÃO Diretrizes: Fortalecimento da capacidade institucional para gestão em regulação Melhoria da

Leia mais

O que vale a pena saber sobre a propaganda e o uso de medicamentos. A informação é o melhor remédio

O que vale a pena saber sobre a propaganda e o uso de medicamentos. A informação é o melhor remédio O que vale a pena saber sobre a propaganda e o uso de medicamentos A informação é o melhor remédio Copyright 2008. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Diretor-Presidente Dirceu Raposo de Mello Adjunto

Leia mais

LUTA MÉDICA ENTREVISTA: JORGE SOLLA Entrevista publicada na Revista Luta Médica nº 02 (janeiro/fevereiro de 2007)

LUTA MÉDICA ENTREVISTA: JORGE SOLLA Entrevista publicada na Revista Luta Médica nº 02 (janeiro/fevereiro de 2007) LUTA MÉDICA ENTREVISTA: JORGE SOLLA Entrevista publicada na Revista Luta Médica nº 02 (janeiro/fevereiro de 2007) Médico Pesquisador do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Universidade Federal da Bahia.Ex-Coordenador

Leia mais

ORIENTAÇÃO DE SERVIÇO Nº01/2014/SUTOX/ANVISA

ORIENTAÇÃO DE SERVIÇO Nº01/2014/SUTOX/ANVISA Assunto Esclarecimentos sobre a aplicação das novas regras de uso e propaganda de produtos derivados ou não do tabaco estabelecidas na Lei Federal nº 12.546/2011, Decreto nº. 8.262/2014 e Portaria Interministerial

Leia mais

ÍNDICE - 15/06/2005 Jornal do Brasil... 2 Brasília...2 Folha de S.Paulo... 4 Ciência/ MEDICINA...4 Zero Hora (RS)... 6 Coluna...6

ÍNDICE - 15/06/2005 Jornal do Brasil... 2 Brasília...2 Folha de S.Paulo... 4 Ciência/ MEDICINA...4 Zero Hora (RS)... 6 Coluna...6 ÍNDICE - 15/06/2005 Jornal do Brasil...2 Brasília...2 Campanha tenta evitar surto de hantavirose...2 Folha de S.Paulo...4 Ciência/ MEDICINA...4 Pesquisadora dá uma palestra hoje em Salvador...4 Zero Hora

Leia mais

DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS

DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS DE MEDICAMENTOS DEFINIÇÃO Dispensação é o ato de assegurar que o medicamento de boa qualidade seja entregue ao paciente certo, na dose prescrita, na quantidade adequada; que sejam fornecidas as informações

Leia mais

PANORAMA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

PANORAMA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS LABORATÓRIO DE TECNOLOGIA DOS MEDICAMENTOS PANORAMA DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA Prof. Pedro Rolim PANORAMA

Leia mais

Os desafios da Comunicação Pública Jorge Duarte 1

Os desafios da Comunicação Pública Jorge Duarte 1 Os desafios da Comunicação Pública Jorge Duarte 1 Termo até então desconhecido, Comunicação Pública agora é nome de curso de pós-graduação, título de livros, de artigos e pesquisas. Nós, na Secretaria

Leia mais

LEGISLAÇÃO FEDERAL SOBRE TABACO NO BRASIL

LEGISLAÇÃO FEDERAL SOBRE TABACO NO BRASIL LEGISLAÇÃO FEDERAL SOBRE TABACO NO BRASIL I) PROTEÇÃO À SAÚDE I.a) PROTEÇÃO CONTRA OS RISCOS DA EXPOSIÇÃO À POLUIÇÃO TABAGÍSTICA AMBIENTAL Portaria Interministerial n.º 3.257 (22 de setembro de 1988) Recomenda

Leia mais

18/2/2013. Profª Drª Alessandra Camillo S. C. Branco PRESCRIÇÃO OU RECEITA MÉDICA TIPOS DE RECEITAS PRESCRIÇÃO OU RECEITA MÉDICA TIPOS DE RECEITAS

18/2/2013. Profª Drª Alessandra Camillo S. C. Branco PRESCRIÇÃO OU RECEITA MÉDICA TIPOS DE RECEITAS PRESCRIÇÃO OU RECEITA MÉDICA TIPOS DE RECEITAS PRESCRIÇÃO MÉDICA Profª Drª Alessandra Camillo S. C. Branco PRESCRIÇÃO OU RECÉITA MÉDICA CONCEITO Solicitação escrita, com instruções detalhadas, sobre o medicamento a ser dado ao paciente: Quantidade

Leia mais

O Papel da ANVISA na Regulamentação da Inovação Farmacêutica

O Papel da ANVISA na Regulamentação da Inovação Farmacêutica O Papel da ANVISA na Regulamentação da Inovação Farmacêutica Renato Alencar Porto Diretor 22 de junho de 2015 Bases legais para o estabelecimento do sistema de regulação Competências na Legislação Federal

Leia mais

23b/2010. Briefing Campanhas de Comunicação Projeto Fortalecimento da Capacidade Técnica da Participação Social na Regulação Anexo I

23b/2010. Briefing Campanhas de Comunicação Projeto Fortalecimento da Capacidade Técnica da Participação Social na Regulação Anexo I 23b/2010 Briefing Campanhas de Comunicação Projeto Fortalecimento da Capacidade Técnica da Participação Social na Regulação Anexo I Índice Objeto...03 Contexto...04 Fato Principal...05 Relação total de

Leia mais

Marketing Direto faz bem para a saúde

Marketing Direto faz bem para a saúde capa Marketing Direto faz bem para a saúde Hospitais e laboratórios têm encontrado no Marketing Direto uma forma eficaz de comunicação, sem cair nas restrições da Anvisa. Levando-se em consideração que

Leia mais

PROJETO DE LEI No 1.772, DE 2007

PROJETO DE LEI No 1.772, DE 2007 COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI No 1.772, DE 2007 Acrescenta dispositivos aos artigos 27 e 33 da Lei n.º 6.360, de 23 de setembro de 1976. Autor: Deputado CARLOS BEZERRA Relator:

Leia mais

DIABETES MELLITUS E HIPERTENSÃO ARTERIAL: Prevenção, Consciência e Convivência.

DIABETES MELLITUS E HIPERTENSÃO ARTERIAL: Prevenção, Consciência e Convivência. DIABETES MELLITUS E HIPERTENSÃO ARTERIAL: Prevenção, Consciência e Convivência. Lourival dos Santos Filho Graduando em Farmácia Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS Klerison Romero Martinez Graduando

Leia mais

MUDANÇAS NO MERCADO BRASILEIRO PARA O TRATAMENTO DA DISFUNÇÃO ERÉTIL INTERCORRENTES DA QUEBRA DA PATENTE DO CITRATO DE SILDENAFILA (Viagra )

MUDANÇAS NO MERCADO BRASILEIRO PARA O TRATAMENTO DA DISFUNÇÃO ERÉTIL INTERCORRENTES DA QUEBRA DA PATENTE DO CITRATO DE SILDENAFILA (Viagra ) MUDANÇAS NO MERCADO BRASILEIRO PARA O TRATAMENTO DA DISFUNÇÃO ERÉTIL INTERCORRENTES DA QUEBRA DA PATENTE DO CITRATO DE SILDENAFILA (Viagra ) Luiz Marques Campelo 1, Marcelo Gurgel Carlos da Silva 1, Maria

Leia mais

Alimentação saudável, contra o uso abusivo de agrotóxicos

Alimentação saudável, contra o uso abusivo de agrotóxicos Alimentação saudável, contra o uso abusivo de agrotóxicos Alimento adequado e seguro é direito da população, e o uso indiscriminado de agrotóxicos envenena o planeta. Alimentação saudável, contra o uso

Leia mais

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU FACULDADE INTEGRADA AVM

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU FACULDADE INTEGRADA AVM UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU FACULDADE INTEGRADA AVM A INFLUÊNCIA DA PROPAGANDA NO MERCADO FARMACÊUTICO Por: Edgar de Souza Lima Orientador Prof. Jorge Vieira Rio de Janeiro 2011

Leia mais

LUCIENI PEREIRA Auditora Federal de Controle Externo do TCU Professora de Gestão Fiscal Presidente da ANTC Diretora da CNSP

LUCIENI PEREIRA Auditora Federal de Controle Externo do TCU Professora de Gestão Fiscal Presidente da ANTC Diretora da CNSP LUCIENI PEREIRA Auditora Federal de Controle Externo do TCU Professora de Gestão Fiscal Presidente da ANTC Diretora da CNSP Fortaleza, 25 de novembro de 2015 combate à corrupção na gestão dos serviços

Leia mais