Mioma sem cirurgia Um aparelho moderno que já chegou ao Brasil pode ser uma alternativa ao tratamento de mioma sem a necessidade de cirurgia Página 6

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1 ANO 19 Nº 141 Abril / 2007 C o m p r o m i s s o a t r a v é s d o t e m p o Designado o novo integrante do CD Por decisão do DGB do patrocinador ITAIPU, Jorge Samek, o participante Sérgio Possolo Gomes é o novo integrante do Conselho Deliberativo da FIBRA. Página 2 Aposentadorias por invalidez serão revistas O INSS deverá convocar cerca de 60 mil aposentados por invalidez para submeter-se a uma nova perícia médica Página 3 Os donos do mundo A imposição de regras, limites e disciplina deve fazer parte da educação dos filhos? A jornalista Carol Belboni faz um retrato 3x4 do comportamento das crianças e dos pais nestes tempos modernos Página 4 O futuro da Previdência O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) acaba de concluir um estudo analisando a Previdência Social no Brasil. O texto publicado nesta edição é uma síntese do capitulo final, Desafios e Perspectivas. A integra do documento está em nossa página na Internet/Intranet Página 5 Mioma sem cirurgia Um aparelho moderno que já chegou ao Brasil pode ser uma alternativa ao tratamento de mioma sem a necessidade de cirurgia Página 6 Onde Anda Você? O mineiro João Margarino Diniz faz questão de ser um barrageiro assumido. Sua caminhada teve início na década de 70, quando recebeu o convite de um colega para construir a maior hidrelétrica do mundo. Sua resposta foi quando?. Hoje se orgulha de ter ajudado a construir ITAIPU Página 7 Relação dos aniversariantes via internet A relação de aniversário dos participantes assistidos deixará de ser publicada no FibraNotícias. Além da página na Internet, será enviado um calendário com o nome de todos os aniversariantes Página 8 ÓRGÃO DE DIVULGAÇÃO INTERNA DA FUNDAÇÃO ITAIPU-BR DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL- FIBRA Milton Cavalcanti A Tecnologia a serviço do cliente Desde maio último, a FIBRA vem utilizando um sistema de informação destinado a aperfeiçoar a qualidade do atendimento que presta aos seus participantes. Trata-se de um software desenvolvido a partir do conceito de CRM sigla em inglês de Customer Relationship Management e denominado como Sistema de Gerenciamento das Relações com os Participantes. Silvio Rangel, diretor superintendente da FIBRA, trouxe a idéia da implantação deste sistema de sua experiência profissional anterior. Em 1994, quando ainda ocupava a função de superintendente de informática de ITAIPU, Rangel teve o primeiro contato com o CRM pro ocasião de visitas técnicas a empresas nos Estados Unidos. Percebi o enorme ganho de eficiência no atendimento que este tipo de sistema proporciona. Entretanto, na FIBRA, precisávamos antes concluir a integração dos sistemas e das bases de dados. Nos últimos anos conseguimos alocar tempo e recursos para implantar este projeto, afirmou. Um dos aspectos interessantes do CRM é a subversão da forma pela qual os sistemas e as informações são acessados e disponibilizados, não mais sob a ótica da estrutura organizacional interna da empresa, mas sob a ótica do cliente. O sistema, além de personalizar o atendimento, possibilita uma integração das áreas de atendimento da Fundação, explica Rodrigo de Mello Surdi, lotado no Departamento de Assistência ao Beneficiário. O que acontece na prática é que, ao atender o cliente, o responsável terá mais informações para prestar um serviço adequado. Imaginemos que o participante telefona para obter uma informação na área de Cadastro. O colega deste setor, ao acessar o CRM, poderá verificar, por exemplo, que existe uma pendência deste mesmo participante junto ao escritório de Rodrigo de Mello Surdi Foz e regularizá-la imediatamente. Dessa forma, o controle das informações torna-se mais confiável, além de propiciar maior agilidade no atendimento, conclui Surdi. Quando a FIBRA avaliou as estratégias de implantação, considerou a possibilidade de aquisição de um sistema padrão de mercado. Entretanto, além de não atender às particularidades desejadas, havia, naquele momento, uma grande motivação da equipe técnica em assumir o desafio de desenvolver o sistema. André Lino da Silva, analista de sistema da FIBRA, foi o coordenador do grupo responsável pelo projeto e seu principal executor. Segundo Lino, contei com o apoio e sugestões das áreas da FIBRA que atendem aos participantes. Procurei desenvolver o CRM para tornar mais fácil fazer o rastreamento das informações e responder ao participante com segurança e num menor espaço de tempo. Há anos André Lino da Silva temos repetido uma frase que se tornou uma espécie de mantra: trata-se da busca pelo aprimoramento e a melhoria contínua na qualidade dos serviços prestados pela FIBRA. A partir de agora, com a nova metodologia, o processo deverá acelerar cada vez mais. A implantação do sistema exigiu a aquisição de headphones para que os atendentes possam, ao mesmo tempo, digitar no computador e conversar com os participantes ao telefone sem lhes causar prejuízos à saúde. Alguns ajustes ainda estão sendo feitos e outras melhorias constam na pauta para integrar na mesma base de dados outros subprodutos do atendimento ao participante, tais como s, telefonemas e documentação digitalizada. Para Rangel, o resultado já disponível demonstra que a equipe técnica está de parabéns por ter desenvolvido um ótimo trabalho, tanto pelo aspecto de tecnologia como pela qualidade de processo e preocupação com a necessidade do cliente. Não podemos esquecer que o aparato tecnológico existente somente tem sentido se conseguirmos enxergar os seres humanos que estarão atrás das máquinas, tanto aqueles que operarão os sistemas quanto aqueles que dependerão destes sistemas para serem bem atendidos, concluiu.

2 Abril Um novo panorama nos investimentos Nos últimos anos, a FIBRA adotou uma estratégia conservadora em sua política de investimentos, priorizando seus ativos em aplicações voltadas aos títulos de renda fixa. Aliás, essa prática sempre permeou todo o sistema de previdência complementar, notadamente as fundações de menor porte. Além da rentabilidade deste tipo de aplicação historicamente manter-se acima da meta atuarial estipulada pelos fundos de pensão, havia ainda o fator segurança junto ao mercado. No entanto, com a política monetária adotada pelo Banco Central, que consolida sucessivas quedas da taxa Selic, ocorre uma inevitável desvantagem para os rendimentos das aplicações de renda fixa em relação a outros investimentos, como, por exemplo, a renda variável. Diante dessas circunstâncias, começa a delinear-se no horizonte a necessidade de uma reavaliação na política de investimentos dos fundos de pensão, inclusive da FIBRA. A posição conservadora de outrora deverá ser ponderada em relação à necessidade de se obter o retorno necessário para cumprir as metas atuariais de longo prazo. Para a Fundação, esse novo cenário não foi uma surpresa. A rigor, ele vinha sendo desenhado há algum tempo. Os sinais emitidos pelas autoridades monetárias brasileiras indicavam que esse caminho, cedo ou tarde, seria a opção predominante. ntretanto, a velocidade com que este cenário se apresentou vem surpreendendo todo o mercado. Como exemplo, cita-se o fato de que os papéis do tesouro nacional com vencimento de 2045, que, no ano passado eram vendidos com taxas de IPCA + 8,2%, agora são negociados com taxas de IPCA + 5,9%, inferior à necessidade atuarial de 6% acima da inflação. A Diretoria Executiva da FIBRA, em consonância com seus órgãos Colegiados, especialmente o Conselho Deliberativo e o Comitê de Investimentos, além do Núcleo de Aplicações e Investimentos, há tempos vem discutindo em profundidade os caminhos a seguir diante dessa tendência que parece inevitável. Assim, algumas medidas estão sendo implementadas. Entre elas, destaca-se o aperfeiçoamento contínuo dos colaboradores da área de investimentos, o aprofundamento nas análises de investimentos alternativos, a implantação de uma nova estrutura de gestão, a realização de um novo processo de seleção para contratação de Custódia Qualificada, a flexibilização da Política de Investimentos. A Resolução nº 3456 de 1º de junho último, do Conselho Monetário Nacional (CMN), que deu maior amplitude e liberdade às entidades de previdência complementar para decidir sobre seus investimentos e aplicações, encontra a FIBRA perfeitamente preparada para os desafios que esses novos tempos prenunciam. Diretoria Executiva Conheça o significado da logomarca da fibra A FIBRA completou no último mês de abril 19 anos. A nosso pedido, Priscila Gonzalez Tensen, à época diretora da empresa de comunicação Promart e responsável pela criação da logomarca, escreveu um texto contando e justificando as razões da escolha. Leia a seguir. A marca FIBRA foi concebida para materializar o conceito de interação, proteção, tranqüilidade e longevidade. Ortograficamente, a letra F representa a inicial da palavra fundação e da sigla FIBRA. Conceitualmente, porém, ela é também a inicial das palavras: força, família e felicidade, bases epistemológicas na concepção da FIBRA. Num primeiro momento, parece que a letra F apresenta-se maior que a letra I. Isso passa a sensação de proteção e amparo para os participantes, como também de força, por parte da empresa, pois se trata de uma instituição sólida. A letra I simboliza o indivíduo: foco central e razão de ser da FIBRA. No entanto, apesar de parecer tão menor, ele está, na verdade, no mesmo plano de tamanho da letra F. O pingo da letra I simboliza a cabeça e a haste representa o corpo. Pode-se notar, a partir daí, que o indivíduo é abraçado pela haste horizontal inferior do F, demonstrando o lado humano da FIBRA. O fato da haste da letra F dividir o indivíduo pode ser interpretado como os dois momentos de sua vida profissional: há um início determinado (parte superior do quadro de fundo); depois há uma ruptura (quando do desligamento da ITAIPU e início de sua condição de aposentado), mas não há um fim previsto (parte inferior sem linha definida) e seja lá quando ou onde for, durante todo o caminho, a FIBRA estará no mesmo patamar, seguindo e interagindo com ele. Já em relação às cores, ambas azul e branco estão presentes nas bandeiras dos dois países responsáveis pela construção da hidrelétrica de ITAIPU: Brasil e Paraguai. São também cores que simbolizam a paz (branco) e a tranqüilidade (azul). Isso é o que a FIBRA tenta representar para seus participantes e tem feito ao longo desta caminhada de quase 20 anos de existência. Conselho Deliberativo tem novo integrante O participante Sérgio Possolo Gomes é o mais novo componente do Conselho Deliberativo da FIBRA. Nomeado pelo Diretor-Geral Brasileiro da ITAIPU, Jorge Samek, substitui a Marcos Venicio Benther Lima, que se desligou recentemente da empresa. Graduado em Administração de Empresas pela Unioeste e técnico em Eletrotécnica pelo Cefet- RJ, Possolo ingressou nos quadros da ITAIPU em Atualmente exerce a função de Técnico Especializado no Departamento de Manutenção, em Foz do Iguaçu. Sinto-me honrado em integrar o Conselho Deliberativo da FIBRA e agradeço aos diretores da ITAIPU pela indicação. Tenho consciência da responsabilidade do cargo, mas com o apoio dos colegas da ITAIPU, dos Conselheiros e da Diretoria da FIBRA irei cumprir essa tarefa da melhor forma, afirmou Possolo. Rua Comendador Araújo, 551-9º andar CEP Curitiba-Paraná-Brasil Telefone (41) Fax (41) Escritório em Foz do Iguaçu: Centro Executivo da Itaipu Telefone: (45) DIRETORIA EXECUTIVA Silvio Renato Rangel Silveira Diretor Superintendente Denyse Gubert Rocha Diretora Administrativa e Financeira Florício Medeiros Costa Diretor de Seguridade CONSELHO DELIBERATIVO Titulares Antonio José Correia Ribas Presidente, José Ricardo da Silveira Presidente Substituto, Ariel da Silveira, Luis Antonio Schwanz, Reinaldo Rodrigues e Sérgio Possolo Gomes. Suplentes Antonio Carlos Nantes, Cristina de A. Maranhão Gomyde, Cícero Antonio Miller dos Santos, Giovani dos Anjos Teixeira, Bruno Túlio e Edmilson Mota Léo. CONSELHO FISCAL Titulares Eliezer Fryszmann Presidente, Arthur de Souza Pinto Filho Presidente Substituto, Luiz Fernando Teigão e Maria Leonor de Souza. Suplentes Ana Maria Garcia Rossi, Henrique Albernaz Cocchiararo, Ingo Juarez Schneider, Luciano do Amaral Martins, Luiz Aparecido de Godoi Salgado e Saul Hirsch. COMITÊ DE INVESTIMENTOS Titulares Antonio Dílson Pereira Presidente, Luis César Savi Presidente Substituto, Luiz Covello Rossi, Carim Pydd, Humberto Ventura Godinho e Zilda do Rocio de Freitas Barbosa. Suplentes Márcia Abreu de Aguiar Buerger, Giovanni Leiria da Silva, Marcos D ippólito, Luis Alberto Pereira Oliveira, José Maria Varassin e Aroldo Guimarães Adur. EDITOR RESPONSÁVEL Jornalista René Ruschel Reg. Prof. Mtb PR - gov.br CONSULTOR/REDATOR Jornalista Milton Cavalcanti Reg. Prof. 123/02/62 - PR PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Nexo Design (41) Responsável: Naotake Fukushima REVISOR Juan Saavedra FOTOLITO E IMPRESSÃO Fotolaser Gráfica e Editora Ltda TIRAGEM: exemplares As matérias publicadas no FIBRANotícias são de caráter meramente informativo, não gerando qualquer espécie de direito ou obrigação por parte da FIBRA.

3 INSS revê aposentadoria por invalidez A legislação previdenciária dispõe que a aposentadoria por invalidez será devida ao segurado que, estando ou não em gozo de auxílio-doença, for considerado incapaz para o trabalho e insuscetível de reabilitação para o exercício de qualquer atividade que lhe garanta a subsistência. Para ter direito ao benefício é preciso ter contribuído com a Previdência por, no mínimo, doze meses, exceto nos casos de acidente de qualquer natureza e ter sido verificada, pela perícia média da Previdência, a incapacidade para o trabalho. Nestes casos o segurado, às suas expensas, pode fazer-se acompanhar de um médico particular. A doença ou lesão de que o segurado já era portador ao filiar-se ao Regime Geral de Previdência Social não lhe conferirá direito à aposentadoria por invalidez, salvo quando a incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou agravamento. O benefício consistirá numa renda mensal correspondente a 100% do salário-de-benefício, podendo ser acrescido de 25% caso o segurado necessite da assistência permanente de outra pessoa, ainda que o valor da aposentadoria, por si só, atinja o limite máximo legal. Vale ressaltar que a aposentadoria por invalidez somente será devida enquanto perdurar a incapacidade para o trabalho. Aquele que retornar voluntariamente ao exercício de qualquer atividade terá sua aposentadoria cancelada a partir da data do retorno, mas poderá requerer, a qualquer tempo, um novo benefício. Assim, a partir do cruzamento de informações entre o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) e a folha de pagamento do ministério da Previdência Social, por meio do número de inscrição do PIS/PASEP dos beneficiários, o INSS constatou que cerca de 60 mil aposentados por invalidez retornaram ao trabalho voluntariamente, mas continuam recebendo os benefícios da Previdência. Todos os aposentados incluídos nesse rol e que receberem a intimação do INSS serão obrigados a submeterse à nova perícia sob pena da sustação do pagamento de benefício. Após essa fase, a Previdência irá convocar os cerca de 2,2 milhões de pessoas que recebem o benefício por invalidez há mais de dois anos para uma nova perícia médica, a fim de verificar se persistem as condições que deram origem ao benefício. Ou seja, aqueles que estiverem aptos a retornar ao trabalho terão a aposentadoria cancelada. Essa revisão geral deverá se estender até o final de 2008 e a partir de então essa prática será uma rotina. Os interessados poderão obter maiores informações pelo site da Previdência Social Nova opção para Previdência Trabalhadores autônomos e donas de casa já têm uma forma mais barata de garantir acesso à aposentadoria paga pela Previdência Social. Um plano simplificado passou a vigorar a partir do mês de abril. A contribuição é mensal, sempre no dia 15 de cada mês. O pagamento deve ser feito com base em um salário mínimo (R$ 380,00), pela alíquota de 11%. Antes, a alíquota era única, de 20%. A contribuição é de R$ 41,80 (antes era R$ 76,00). A Previdência espera atrair 3,5 milhões de novos contribuintes com o plano. COMO FUNCIONA A contribuição simplificada só poderá ser feita sobre um salário mínimo. A aposentadoria será de um salário mínimo e só poderá ser requerida aos 60 anos pela mulher e 65 anos pelo homem. O prazo mínimo de contribuição é de 15 anos para novos inscritos. O participante poderá mudar para o plano normal a qualquer momento, desde que pague a diferença de alíquota (de 9 pontos porcentuais, para completar 20%) retroativamente e atualizada. Participante que já contribui com 20% pode migrar para o plano simplificado. O pagamento poderá ser mensal ou trimestral. Para o recolhimento mensal, o código a ser colocado na guia por contribuintes individuais é 1163 (mensal) ou 1180 (trimestral); para os contribuintes facultativos, 1473 (mensal) ou 1490 (trimestral). Fonte: O Estado de S. Paulo Ilustração Gerson Cordeiro Segurados marcam hora, mas não comparecem Cerca de trinta por cento dos segurados que agendam horário para atendimento não comparecem às agências da Previdência Social. Este é o resultado de uma pesquisa realizada, em abril deste ano, pela Diretoria de Atendimento do INSS. O não comparecimento gera desperdício da capacidade instalada e dilata os prazos de atendimento da agenda. Ou seja, outros segurados que estão aguardando na fila, poderiam estar sendo atendidos nesses horários marcados e não utilizados. Previdência complementar paga sete vezes mais A Abrapp divulgou os valores pagos em benefícios, em março, pelo sistema de previdência complementar em todo o país. As aposentadorias totalizaram R$ 1,14 bilhão e as pensões, R$ 141,7 milhões. As aposentadorias por tempo de contribuição responderam sozinhas por R$ 774,4 milhões. Ou seja, cada aposentado recebeu, em média, R$ 3,46 mil, valor cerca de sete vezes superior ao pago pelo INSS. Fundos de pensão atingem R$ 365,4 bi Os fundos de pensão brasileiros registraram aumento de 3,7% nos seus investimentos entre dezembro de 2006 e março de 2007, quando atingiram R$ 365,364 bilhões. A rentabilidade nos doze meses encerrados em março foi de 20,8%, o que colocou os fundos de pensão entre os ativos de maior avanço no País. A meta para 2008 é alcançar patrimônio de R$ 460 bilhões e para 2010, a expectativa é elevar os ativos a R$ 600 bilhões. Censo do INSS gera economia de R$ 370 mi O censo dos aposentados do INSS entrou na reta final e já recadastrou 16,4 milhões de beneficiários. De acordo com os dados oficiais foram canceladas aposentadorias e pensões que vinham sendo pagas indevidamente, gerando uma economia anual de R$ 369 milhões. Com a recontagem dos aposentados, o governo esperava inicialmente reduzir os gastos entre R$ 900 milhões e R$ 1,3 bilhão por ano. Segundo a Previdência, ainda falta ser concluída a última fase do recadastramento, o que envolve cerca de 1,4 milhão de pessoas. Previdência Social: novo número Mudou o número do 0800 da Previdência Social. A partir de agora, em vez de discar , o usuário deve digitar Apesar do acréscimo do novo dígito (2), durante 90 dias, quem ainda ligar para o número antigo ouvirá uma gravação solicitando a discagem do novo número. O telefone funciona diariamente das 7 às 20 horas e oferece, exclusivamente, os serviços de Arrecadação e de Ouvidoria. Por meio da Ouvidoria, o cidadão pode registrar reclamações, denúncias, elogios ou fazer sugestões à Previdência Social. Atualize seu endereço eletrônico Aos participantes assistidos que possuem endereço eletrônico ( ), mas ainda não comunicaram à FIBRA, solicitamos que atualizem seus cadastros enviando para o endereço

4 Com o rei na barriga Com muito espaço livre para fazer birra, as crianças vão se jogando no chão, gritando e berrando como se fossem os donos do mundo. Limites neles Não se fazem mais crianças como antigamente. A frase pode ser clichê, mas é a mais pura verdade. Quem nunca presenciou a cena de uma criança pequena dando ataque? Berrando, esperneando no chão de uma loja, dando tapas na mãe e até xingando? A cena passou a ser, praticamente, comum num mundo onde pais e mães têm cada vez menos tempo para passar com as crianças, deixam a educação a cargo de babás e tentam compensar tudo sem impor limites e aderindo às vontades dos pequenos tiranos. Literalmente virou uma festa e as crianças, infelizmente, são as que menos se divertem. Outro dia, assistindo ao programa inglês Super Nanny, vi uma cena difícil de acreditar. A filha, uma criança de uns 8 anos, vinha correndo e dava chutes na barriga da mãe que se afastava com medo. A agressão era porque não queria fazer isso ou aquilo. Ao longo do episódio a coisa foi mudando e a certa altura a menina confessou: Ela não me dá limites! Tem medo de mim e daí que faço o que quero mesmo. Queria que meu pai já falecido estivesse aqui, pois ele era mais firme com a gente. Esse é um retrato comum hoje em dia e quem acha que o universo infantil é feito de gracinhas e sorrisos pode se espantar com a realidade. Qualquer adulto que já tenha ido a pelo menos uma festinha infantil sabe bem do que estou falando. Em maior ou menor grau, crianças são rebeldes porque essa característica é inerente a personalidade infantil e a idade é o fator decisivo. Até um ano é impossível querer usar a disciplina para fazer com que um bebê se comporte com educação. Como impedi-lo de puxar os cabelos do irmão mais velho? Só por volta dos 3 anos a criança começa a desenvolver a consciência do que é certo ou errado. O que os pequenos fazem é ir invadindo o limite dos outros e, sem encontrar resistência, seguir o movimento de ocupação de espaço até que se tornem inconvenientes. Os pais têm grande responsabilidade nesse processo e uma forma de brecar um comportamento impróprio dos filhos dentro e fora de casa é impor disciplina. A maior parte dos pais, no entanto, quando toca no tema disciplina fica meio perdida e acaba procurando ajuda de especialistas para orientação. Enquanto são pequenas, as crianças aprendem tudo o que sabem com os pais. Portanto, se elas não têm limite, saiba que a responsabilidade não é delas. É sua, explica a terapeuta familiar Maria Fernanda Camargo. Muitas vezes os vemos recorrendo a manuais, livros de auto-ajuda ou requisitando profissionais especializados orientações sobre o que fazer, como agir, quando as respostas estão diante de seus próprios olhos, no seu próprio jeito de ser. Geralmente a intenção por trás dessa demanda é aprender a evitar todo e qualquer sofrimento das crianças: é o fantasma do trauma rondando o relacionamento dos filhos. É como se ser pai ou mãe significasse dar aos filhos apenas situações prazerosas, favoráveis, livres de traumas, momentos cuidadosamente estudados de harmonia e felicidade familiar Ilustração Mari Ines Piekas que só acontecem nos comerciais de TV. Os pais modernos querem a todo custo evitar qualquer sofrimento das crianças. Os pequenos nunca podem chorar; seu choro por qualquer motivo desespera os pais. Não podem cair, machucar-se, desentender-se com os colegas, ser ofendidos, enfim, devem viver à margem da própria convivência, isolados num mundo de total proteção paterna, já que conviver significa um jogo de forças, no qual duas ou mais pessoas interagem mais ou menos harmonicamente segundo um delicado processo de construção, tolerância e acordos mútuos. O resultado? Sem regras de horários, sem limites diante da televisão, a criança reproduz esse ambiente no convívio social. À medida que crescem vão surgindo outros focos de influência, como os professores e os amigos. Os pais deixam de ser o único modelo a ser seguido, mas continuam sendo a maior influência sobre os filhos. Por toda a vida dos filhos o exemplo dos pais é sempre um referencial de comportamento, afirma a educadora Stael Birolli. Na infância eles têm o papel de ajudar a criança a fazer uma adaptação crítica às regras sociais. Quando os pais não conseguem colocar limites acabam passando por cima de si mesmos, admitindo tudo o que vem dos filhos. Isso vai construindo um desgaste insuperável que acaba tornando o relacionamento pais/filhos um exercício de sacrifícios. É geralmente assim que a família chega ao consultório de um terapeuta. Desgastada. E espera que o profissional, num passe de mágica, resolva a situação. Para a terapeuta Maria Fernanda Camargo, algumas dicas podem auxiliar: a falta educa mais que o excesso. As crianças precisam de falta, de sofrimento, até de uma certa angústia para se tornarem seres humanos fortes e equilibrados. Sofrer não é tão terrível quanto pode parecer se aprendemos a superar com a ajuda de adultos responsáveis que também já sofreram e podem, portanto, oferecer suporte. é importante que as crianças tenham espaço para expressar seus sentimentos. Que chorem, gritem, pois aos poucos vão aprendendo a controlar seus impulsos, mas mesmo depois de adultos não precisamos engolir sempre nossa vontade de chorar, nossa raiva. os pais podem e devem! não admitir certos comportamentos dos filhos desde pequenos. Podem e devem! punir, repreender, impor condições, mesmo que isso signifique um certo nível de sofrimento para os filhos. Educar dá trabalho e nem sempre é um mar de rosas. O importante é repreender com justiça, com firmeza. Se nos dispomos à tarefa de educar, precisamos arregaçar as mangas e aceitar que nem sempre tudo é tão maravilhoso. (Texto da jornalista Carol Delboni e publicado na revista Le Lis Blanc n 13 edição de março/2007)

5 Carteira de investimentos da FIBRA Maio 2007 ALOCAÇÃO POR SEGMENTO SEGMENTO RENDA FIXA 70% DESEMPENHO RENDA VARIÁVEL 20,1% RENTABILIDADE ACUMULADA DEZ/2006 MAIO/2007 R$ MILHÕES % PL R$ MILHÕES OP. PART. 2,6% IMÓVEIS 1,4% DÉB PATR. 5,9% Mês 6 Meses 12 Meses FIBRA 2,15 10,40 19,05 INPC+6% 0,75 5,55 9,79 INPC 0,26 2,52 3,57 IPCA 0,28 2,28 3,18 IGP-M 0,04 1,50 4,41 CDI 1,02 6,10 13,48 IBOVESPA 6,67 25,62 42,60 IBRX-50 6,00 23,32 37,78 DÓLAR -5,16-10,98-16,15 EVOLUÇÃO PATRIMONIAL (R$ milhões) % PL RENDA FIXA 941,3 70, ,9 70,0 RENDA VARIÁVEL 246,5 18,5 287,4 20,1 EMPRÉSTIMOS 37,7 2,8 38,4 2,6 IMÓVEIS 21,4 1,6 21,1 1,4 SUBTOTAL 1.246,9 93, ,8 94,1 DÉB. PATROCINADORA 83,3 6,3 83,8 5,9 TOTAL GERAL 1.330,2 100, ,6 100, DEZ/06 maio/06 jun/06 JAN/07 jul/06 ago/06 FEV/07 set/06 out/06 nov/06 MAR/07 dez/06 jan/07 ABR/07 fev/07 19,05% mar/07 9,79% abr/07 MAIO/ ,6 maio/07 Previdência: desafios e perspectivas O debate público em torno dos desafios e perspectivas da Previdência Social está centrado na necessidade de realizar uma reforma no âmbito do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Essa discussão de paradigmas raramente aparece no debate público sob a clivagem teórica. Normalmente o debate político assume outras roupagens, como a focalização na pobreza, os limites fiscais, as tendências demográficas etc. Dessas, a mais freqüente e aparentemente endossada pela grande mídia é o argumento da explosão fiscal o suposto déficit incontrolável oriundo da Previdência Social. Neste debate há três vertentes de reforma: uma conservadora, uma de gestão e uma de inclusão. A conservadora inclui a desindexação do salário mínimo, a criação do limite de idade para as aposentadorias por tempo de contribuição e a redução no teto de contribuições compulsórias no RGPS. A de gestão consiste em um vasto campo de medidas que não dependem de alteração das regras constitucionais, apenas no campo administrativo e de gestão, que podem trazer melhoras significativas em termos de atendimento e mesmo na arrecadação. Já a reforma por inclusão previdenciária tem menos destaque na mídia, mas constitui um amplo desafio para o sistema previdenciário. Elevação do limite de idade para aposentadoria A defesa da necessidade de elevação progressiva de um limite de idade para aposentadoria já extrapola o campo das reformas da natureza essencialmente fiscal para o campo da justificação demográfico-previdenciário. Com o crescimento da expectativa de sobrevida dos brasileiros, que passou de 17,7 anos em 1999 para 20,3 em 2003, a população com 60 anos ou mais, em 2005, representava, segundo o IBGE, cerca de 8,4% do total. Esse índice é baixo se comparado a outros países. Na Europa, esses números vão de 20 a 26% e, nos Estados Unidos, ao redor de 17%. Ainda segundo o IBGE, as projeções indicam uma tendência de que, em 2050, o Brasil terá alcançado o limite inferior de proporção européia atual. Assim, uma mudança do limite de idade que se justifique em termos demográficos deve considerar o perfil etário brasileiro e sua dinâmica de longo prazo, que não muda de forma explosiva, nem abrupta, mas perfeitamente coerente com uma regra de transição de longo prazo. Com base neste padrão, poder-se-á estabelecer em 2020 ou 2025, por exemplo, uma regra de 65 anos para homens e 60 para mulheres, como idade mínima de aposentadoria, fazendo-se do futuro ao presente uma conversão ao estilo pro-rata-tempore. É possível que essa tese seja a única reforma constitucional que o governo admita experimentar. Reforma na gestão previdenciária Essa linha de reforma compreende uma gama de providências que tratam da melhoria dos métodos administrativos para o atendimento ao público, do combate às fraudes, da gestão fiscal, da modernização administrativa, entre outras. Atualmente o Ministério da Previdência concentra esforços na realização do Censo dos Beneficiários que cancelou, até o mês de novembro de 2006, cerca de 559,8 mil benefícios irregulares dos 2,4 milhões de beneficiários convocados na primeira fase. Está em curso a segunda etapa do Censo, que convocou 14,7 milhões. Outras medidas importantes são a reformulação dos benefícios por incapacidade (auxílio-doença, auxílio-acidente e aposentadoria por invalidez), na legislação do sistema Simples (Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas) e da inclusão previdenciária de microempreendimentos com faturamento até 36 mil reais por ano que devem facilitar a filiação previdenciária. Reforma para inclusão previdenciária Em 1980, 55,6% da PEA contribuía com o sistema de previdência; em 2000, essa percentual era de 41,8%. Esta realidade cadente precisa ser revertida sob pena de condenar a população não-segurada a quase completa desproteção no futuro. Vale lembrar que a outra parte da PEA 44,4% recebe algum tipo de benefício assistencial do governo. Assim, a reforma que pretenda fazer a inclusão social não é um desafio apenas do sistema previdenciário, mas pode ser respondida pelo crescimento econômico. Uma outra medida importante são as mudanças de regras, alíquotas e simplificações contributivas que beneficiem o chamado emprego informal microempreendimentos, trabalho doméstico, assalariados sem carteira e desempregados involuntários. Um grande esforço vem sendo perseguido pelo governo, mas ainda não produziu os resultados esperados. Há uma variedade de relações de trabalho informais cujo tratamento em termos previdenciários, visando sua formalização, requer estudo mais aprofundado do mercado de trabalho. O que cabe ressaltar é a relevância das mudanças econômicas crescimento e de relações de trabalho na previdência, de sorte a elevar significativamente a cobertura do sistema em direção ao trabalho informal uma malha difusa, precária e muito distinta do assalariamento com carteira. (Este texto é o resumo do capítulo 6, Desafios e Perspectivas, de um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), sobre a previdência social no Brasil. Veja a íntegra do documento em

6 Aparelho trata mioma sem cirurgia Um novo aparelho chega ao Brasil como uma alternativa de tratamento ao mioma, o tumor que se desenvolve no músculo uterino e atinge 25% das mulheres em idade fértil. O equipamento desenvolvido em Israel dispensa a cirurgia para a eliminação do tumor que provoca sangramentos, dores, constipação, incontinência urinária e pode comprometer a fertilidade. Ele emite um feixe de ondas ultra-sônicas que destroem o mioma. De acordo com a radiologista carioca, Fernanda Chagas Monteira de Melo, as ondas usadas são semelhantes às dos exames de ultra-sonografia, porém reguladas com mais intensidade. Para fins de diagnóstico, usamos uma baixa energia. Com objetivo terapêutico, usamos alta energia. Nesse caso, as ondas geram calor e têm um efeito termoablativo. Isso significa que o feixe de ondas atravessa a pele e queima o mioma, tornando-o inativo, afirmou a médica. A aplicação dura de duas a três horas e a paciente tem alta no mesmo dia. Em três meses desaparecem os sintomas incômodos e em seis, o mioma inativado reduz seu tamanho. O procedimento é realizado com ajuda de ressonância magnética, que guia a emissão das ondas. O Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador americano, aprovou o aparelho para tratamento de miomas, nos EUA, em O tratamento, incluindo a aplicação do ultra-som, a ressonância magnética e consultas com radiologistas e ginecologistas, custa em torno de R$ 12 mil e os planos de saúde ainda não pagam o tratamento. Comparado aos custos de uma cirurgia, o gasto com o tratamento não-invasivo é muito menor. Por isso, ela acredita que os planos de saúde logo irão cobrir o pagamento da terapia. O aparelho deve começar a ser usado neste mês de junho. Fonte: O Globo On-line Exercícios físicos rejuvenescem músculos As pessoas que praticam exercícios físicos normalmente sentem-se melhor e com mais disposição, têm suas células musculares rejuvenescidas, além de auxiliar o organismo na prevenção de doenças cardiovasculares ou diabetes. É o que mostra um estudo realizado pelos cientistas do Centro Médico da Universidade McMaster, de Hamilton, Canadá, e divulgado pela revista científica online Public Library of Science - PloS One, dos Estados Unidos. Mas a surpresa foi o resultado do desempenho de 25 mulheres em idade avançada, que se submeteram à prática de exercícios regulares durante seis meses. Os pesquisadores não imaginavam um rejuvenescimento tão notável. O estudo foi feito comparando células musculares de pessoas jovens com as idosas e tinha como objetivo analisar o perfil genético da função da mitocôndria na célula. Percebeu-se que a mitocôndria, como fonte de força, realmente diminui sua atividade na velhice, mas com a prática de exercícios há uma reversão no perfil muscular em nível similar ao das pessoas jovens. Estudantes do curso de Fisioterapia da Universidade de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, estão pesquisando uma nova terapia que tem tido resultados bons pra cachorro, com o perdão do trocadilho. É a chamada Cão Terapia, projeto tem como meta fazer com que os cachorros ajudem os idosos a retomar a vida social e a se movimentar. A iniciativa está ajudando a mudar a vida de pessoas que moram em dois asilos da cidade. Cuidados para evitar a menigite Nesta época do ano, é muito comum fechar todas as janelas e portas para evitar que o vento frio invada a casa. E esse é um dos principais motivos para que no inverno a meningite se torne mais corriqueira. Não tenha medo do frio! Mantenha o ambiente sempre arejado, e lave as mãos ao chegar em casa ou no trabalho, antes das refeições e depois de ir ao banheiro por mais que a água pareça congelar! O contágio da meningite se dá pelo contato direto das secreções respiratórias (como a saliva, escarro e secreção nasal), podendo assim ser transmitida por tosse, espirro e por objetos por elas contaminados. Assim, evite compartilhar objetos de uso pessoal como copos, talheres e escovas de dente. Quando for beber água em bebedouros não encoste a boca na torneira. A doença, uma inflamação das membranas que protegem e recobrem o cérebro, é bastante freqüente em crianças, mas qualquer um está sujeito a contrair. O tipo mais freqüente de meningite é a viral, a mais leve, adquirida depois de alguma gripe ou outra doença causada por vírus e geralmente não apresenta riscos graves. Também há meningites causadas por bactérias, principalmente o meningococo e o pneumococo. Ainda não existem vacinas para a meningite causada por vírus, somente contra a causada por bactéria. Se você ou alguém que conhece anda irritado, tendo febre acompanhada de dor de cabeça, falta de apetite, vômitos, dificuldade de movimentar o pescoço, preste bastante atenção procure imediatamente seu médico ou a unidade de saúde mais próxima. O melhor amigo em todas as idades Voluntários ofereceram seus animais de estimação para participar do projeto e a escolha dos cachorros foi feita por veterinários. O comportamento dos cães, que têm de ser dóceis, calmos e já adultos, foi levado em consideração em detrimento da raça. De acordo com os estudantes, os cães cativam os idosos aos poucos, diminuindo suas carências e voltando a se movimentar para brincar com os bichinhos. Muitos, que também sofrem de depressão, voltam a sorrir.

7 Nascido em Iturama (MG), João Margarido foi um típico barrageiro. Começou na construção da Usina Hidrelétrica de Porto Colômbia, entre Minas Gerais e São Paulo obra de Furnas, no início de Fez parte da equipe especializada na área de topografia chefiada pelo eficiente e experimentado português Mário Violante Costa. Na vida de barrageiro, diz Margarido, os projetos de vida tornam-se uma vida de projetos. Sempre se está pronto, ansioso até, para trocar o conforto do projeto construído pelo mato em que mais um projeto será realizado. Essa vida marca a gente. É uma vida de trabalho em equipe em que conhecemos e somos conhecidos, em que nos tornamos parte dos domadores da natureza bruta e provamos a satisfação do trabalho útil, do poder ser parte da história da realização de algo concreto e que serve a todos. Vamos construir a maior do mundo? Já no término da obra de Porto Colômbia, a convite dos diretores da Logos Engenharia, fui trabalhar como desenhista na obra de ampliação da Avenida Paulista, em São Paulo. Em meados de 1973, trabalhei na construção da Usina Hidrelétrica de Itumbiara (GO), como técnico especializado na área de topografia, projetos e medições. No segundo semestre de 1974, já no final da construção de Itumbiara, o chefe Mário Violante disse-me: Vamos construir a maior do mundo? Quando vamos?, perguntei. O início de uma grande aventura Assim, em 28 de fevereiro de 1975, Margarido foi parar em Foz do Iguaçu. No mesmo dia foi conhecer o local da construção de Itaipu. Ele relembra: Pleno mato. Uma picada na direção do eixo da barragem com apenas dois marcos implantados, o que não dava qualquer idéia da magnitude do projeto. Fichado no dia 1º de março daquele ano, trabalhei na implantação do canteiro de obras, das estradas, dos escritórios pioneiros, refeitório, almoxarifado, e alojamentos, até o início das obras quando passei, então, a ser responsável pelo setor de medição topográfica e depois medição física por preço unitário da área da construção civil. Nesse ritmo, com a boa equipe com a qual tive a felicidade de trabalhar, quantifiquei, para fins de pagamento aos empreiteiros, os volumes, áreas, toneladas, metros e milhões de unidades com as quais Itaipu foi feita. João Margarido Diniz: um barrageiro assumido Reunião de família, na formatura da filha Priscila, que diplomou-se em Direito pela Universidade Estadual de Londrina. Na foto, à esquerda o filho Felipe e à direita, Priscila, e a esposa Soraia. É um orgulho ter participado da construção da maior obra de engenharia do século XX João Margarido não esconde o orgulho de ter sido um dos que efetivamente participaram, até 30 de junho de 1998, quando se aposentou, da construção de Itaipu. Ele destaca: Vi todas as principais etapas do projeto, desde os atolamentos na velha estrada Foz-Guaíra até o primeiro desmatamento; as escavações do canal de desvio, das barragens e do vertedouro; as escavações submersas e das galerias e poços de prospecção; os aterros de argila e enrocamento; o desvio do rio Paraná com a explosão dos septos de rocha de montante e jusante; a construção da barragem de concreto; a montagem e desmontagem dos cabos aéreos; as pontes; a construção civil de todas as vinte unidades da usina; a formação do lago; a água correndo no trampolim do vertedouro e o estrago que ela produziu nas margens do rio; o início da geração de energia; o canal de desova e a urbanização do antigo canteiro. Fui, com muito orgulho, um dos barrageiros que lá estiveram para construir uma das maravilhas da engenharia do mundo moderno. Sua marca, no Bosque dos Funcionários Para construir Itaipu, as equipes de brasileiros foram montadas com gente tecnicamente conhecida e experimentada: uns chamavam os outros. Eram técnicos de Furnas, da Cesp, da Chesf e egressos de empreiteiras. Vários estrangeiros vieram também. Itaipu foi feita por esse tipo de pessoas, diz Margarido. Gente que, como dizem, não sabia que era impossível, foi lá e fez. Tenho lá no Bosque dos Funcionários um angico preto com meu nome, plantado bem ao lado do canal de desvio, olhando a grandeza que fizemos. Uma maravilha! Espero que ele continue lá como testemunho de que eu ali estive, até quando não mais aqui estiver. Em Foz do Iguaçu, João Margarido conheceu e casou com Soraia Regina Pereira Diniz. Vivo feliz, em mais de 30 anos de casamento, ele destaca. Tiveram dois filhos: Priscila Pereira Diniz, 24 anos, formada em Direito pela Universidade Estadual de Londrina e pósgraduada pela UFPR, e Felipe Pereira Diniz, 15 anos, cursando o segundo grau. Fiz muitos amigos em Foz, dos quais me lembro e sinto saudades. Sempre acompanho suas notícias na coluna Onde Anda Você. É muito agradável saber onde estão e o que fazem. Espero que o jornal continue a publicar suas histórias. Eles merecem ser lembrados. Margarido residiu em Foz do Iguaçu até o início de 2001, quando decidiu mudar-se para Curitiba (PR). Está feliz na cidade, onde acompanha a evolução dos filhos e desfruta das belezas e do conforto urbano que a capital curitibana oferece. Ocupa parte de seu tempo assessorando pessoas como corretor imobiliário, mantendo-se em atividade física e mental. Nosso personagem do Onde Anda Você desta edição conclui seu depoimento com a observação: O pior inimigo do aposentado é a aposentadoria. Se ele não se ocupa, adoece e morre. Precisamos de algo que nos permita conjugar os verbos no presente e não só no passado. João Margarido Diniz autorizou a divulgação de seu endereço: Rua Ubaldino do Amaral, 1414, apto Ed. Castel Vetrano Bairro Alto da Glória CEP Curitiba PR Fone: (41) /

8 Relação dos aniversariantes Nesta edição, estamos publicando a relação dos participantes assistidos que fazem aniversário nos meses de junho e julho. A partir do próximo número deixaremos de publicá-la. Para suprir esta lacuna, será enviado a todos os participantes um calendário contendo os nomes dos aniversariantes ativos e aposentados entre agosto e dezembro. No final do ano, será remetido outro referente a Nas páginas da Intranet e Internet existe um link onde é possível acessar a relação completa, mês a mês. Por questões de segurança e privacidade, apenas os participantes da FIBRA terão acesso à lista. Aqueles que não querem ter seus nomes publicados devem comunicar à Fundação por ou pelo telefone Aposentados receberão contracheques O INSS pretende enviar ao endereço residencial dos 24,6 milhões de aposentados e pensionistas três holerites por ano como comprovante do recebimento dos benefícios recebidos. A expectativa do governo é começar a remeter os documentos até dezembro. Atualmente, caso o beneficiário precise apresentar seus rendimentos para alguma transação, ele tem que solicitar um extrato no banco onde saca o benefício ou solicitar um demonstrativo numa agência do INSS. Recebendo o holerite por carta, o ministério da Previdência deseja não só facilitar a comprovação do salário, mas também propiciar um controle financeiro das despesas. Segundo o ministro da Previdência, Luiz Marinho, com essa medida o segurado vai poder conferir os valores em folha, como, por exemplo, parcela de empréstimo, desconto do Imposto de Renda e demais pagamentos. Junho 01 Marco Aurélio de Paula Valle e Neusa Robles Lopes 02 Fernando Quirino Leite e Ruth Marcelino Vieira da Silva 03 Adelfi de Oliveira 04 Bernardino Silveira 05 Roberto Carlos Monteiro 06 José Carlos Alves, Loide de Arruda Rentas e Terezinha Pereira de Miranda 07 Artemis Lamar Speciale e Maria Penha de Oliveira 08 Harry Morais Mafaldo, Ivone Alvarenga e José Antonio Santos 09 Emenezes Oliveira Neves e Gilberto Fabro 10 Luis Rafael Fiorani Mella e Marcio de Almeida Abreu 11 Maria Doracy dos S Teixeira e Mário Domingo Torrezan 13 Antonio Cezar dos Santos, Antonio Rodrigues Silva e Gladiston Geraldo Bastos 14 Alvimar de Oliveira da Silva e Silvio Argenton Delaterra 16 Antonio Carlos da Rocha Duarte e Valmir Cavalheiro 17 José Ribeiro Lima e Marcio da Rocha Fortes 18 José Farina Filho e Landes Paula de Macedo 19 Constanze Zaeyen, Flávio Decat de Moura e Heraldo Soares 20 João Becegato, João Deolinda da Silva, Marlene Mendes da Silva, Osiris Fernandes de Souza e Osmar Ribeiro 21 Maria Aparecida Garcia Pincerati 22 Gilberto Salim Calil e Moacyr Kleinman 23 Amilton Brindarolli 24 Amélia Spinelli, Arquidio Thielke, João Ernesto Hoffelder e Mamoru Tinone 25 Alésio da Silva Lima Junior, Altair Alves, Hélio Teixeira de Oliveira e João Alberto da Silva e Paulo Teixeira de Mendonça 26 Carmelina Faune do Nascimento e Hugo Bohmer Koschier 27 Carlos Roberto de Almeida 28 Adilson de Oliveira Martins, Fernando Lopes Neto e Tereza Maria Nicolodi 29 Luiz Campelo Faustino e Mato Oklopcic 30 Alizete Saboia Santos, Francisco Amadeus Slompo, Nilson Carlos Vieira, Rubens Nogueira e Vilma Freitas Alves Quer Falar com a Fibra? Julho 01 José Fernando Ferreira de Araújo, Jubrair Bissoqui, Nelson Carlos Justus e Ramona Alves Valadao 02 José Vasconcelos da Silveira e Orlando Silva 03 Alceu Luiz Zanellato, Luiz Alberto Sottomaior, Lurdes Isabel Kaupka e Murilo Sergio B. Santiago 04 Carlos Roberto Magalhães Coutinho, Janete Czaikowski Galli e Junot Rebello Guimarães 05 Arnaldo Selau, José Jefson Horokoski e Waldemir Piccinin 06 Diamiro Antonio de Oliveira, José Barbosa da Silva, Lys Maria Soares Teixeira e Roberto Silva Lima 07 Adelar Segismundo Della Torre, André Zacharow e Moacyr Lopes Teixeira 08 Carlos Pedro Schultes Amaro e Valério Gomes Barradas 10 José Carlos Moia Wille e Lenira Padilha Bortoli 11 Adolfo Szpilman, João Gilberto da R. Machado. José Landi de Souza Mello e Rogério Dorneles 13 Luiz Otávio de Novoa Cavalcante e Pedro Alcantra 15 Henrique Vicente de Lima 15/07/45 16 Carmen Amélia Caron, Guiomarino Ricardo da Silva, José Carvalhode Oliveira, Lair Guaiato, Luíza Valentini Rossini, Rogério Diniz Siqueira e Sílvio Monteiro 17 Antonio Hélio Paschoalino e Geraldo Ferreira da Conceição 18 Regina Soeli de Assunção 19 Germano Seidl Vidal 20 Giancarlo Marzovilla, Jandeci Agripino da Silva, Luiz Antonio Pereira Pinto e Nelson Leão 21 Antonio Salm e Valtemir Rocha dos Santos 22 Vilson de Almeida Garrett 23 Tieko Narimatsu 24 Ladirce Felipetti e Rovilson da Silva Prado 26 Alceu Pedroso, Lélio Alves Costa, Maria de Fátima Alvarenga, Nelson Rodrigues de Almeida, Nilce Fiúza de Sá Souza e Siley Soares da Cunha 27 Alfredo Alves de Lima, Manoel Antonio da Silva, Nadir Martins Bassoa e Oswaldo Mello 28 Adilson Justus 29 Josá Machiavelli 30 Elias Benedito Pereira e Manoel Edir Gaudêncio Fernandes 31 Mércia Regina Moreira Farias e Rolando de Conti Q u e r F a l a r c o m a FIBRA? 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