PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

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1 COLÉGIO ESTADUAL SÃO FRANCISCO DE ASSIS PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO CAMPO LARGO 2010

2 ÍNDICE 1 APRESENTAÇÃO ORGANIZAÇAO DA ENTIDADE ESCOLAR Identificação da Instituição: Modalidade: Mantenedora: Ato de Autorização de Funcionamento: Reconhecimento do Estabelecimento e do Curso do Ensino Fundamental: Reconhecimento do Ensino Médio: Turno: Horário Escolar: Horários das aulas: Turmas: Número de alunos por turno: Número de alunos por turma: Condições Físicas e Materiais: Materiais do Laboratório: Acervo de Mapas: Patrimônio da FUNDEPAR: Através do Programa Dinheiro Direto da Escola, o Colégio adquiriu: Patrimônio da APM: Relação do Corpo Docente: Relação da Equipe Técnico-administrativo: OBJETIVOS GERAIS: MARCO SITUACIONAL Histórico de Campo Largo: Aspectos Físicos do Município: Histórico da Instituição: Perfil da Comunidade: Diagnóstico da Realidade:...22

3 5 MARCO CONCEITUAL Filosofia Educacional: Concepção de homem: Concepção de sociedade: Concepção de trabalho: Concepção de educação: Campo e Educação do Campo: Concepção de currículo: Concepção de avaliação: Concepção de gestão: Concepção de Inclusão MARCO OPERACIONAL Plano de Formação Continuada para os Professores: AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DO P.P.P MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO DISCIPLINAS DO ENSINO FUNDAMENTAL BASE NACIONAL COMUM LÍNGUA PORTUGUESA MATEMÁTICA HISTÓRIA GEOGRAFIA CIÊNCIAS EDUCAÇÃO FÍSICA ARTES ENSINO RELIGIOSO DISCIPLINAS DA PARTE DIVERSIFICADA DO ENSINO FUNDAMENTAL LINGUA ESTRANGEIRA MODERNA INGLES LÍNGUA PORTUGUESA ARTE EDUCAÇÃO FÍSICA...189

4 11.5 QUÍMICA BIOLOGIA FÍSICA MATEMÁTICA GEOGRAFIA HISTÓRIA SOCIOLOGIA FILOSOFIA DISCIPLINAS DA PARTE DIVERSIFICADA DO ENSINO MÉDIO LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA INGLÊS LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA ESPANHOL REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS...286

5 1 - APRESENTAÇÃO Pensar num projeto de educação implica pensar o tipo e qualidade de escola, concepção de homem e da sociedade que se pretende construir. O Projeto Político Pedagógico é a própria organização do trabalho pedagógico escolar como um todo em suas especificidades, construído e vivenciado por todos os envolvidos com o processo educativo da escola. É uma ação intencional e um compromisso definido coletivamente, o qual se relaciona em uma dimensão política, pois articula o compromisso sócio-político aos interesses da comunidade, e outra dimensão em que define as ações educativas, pois reside na possibilidade de se efetivar a intenção escolar que é a formação do cidadão. Portanto, os inúmeros problemas educacionais e o verdadeiro papel da educação formal são motivos de ampla discussão, necessitando de um esforço coletivo para vencer as barreiras e entraves que inviabilizam a construção de uma escola pública que eduque de fato para o exercício pleno de cidadania e seja instrumento de real transformação social. Nesse sentido, considera-se o Projeto Político-Pedagógico como um processo permanente de reflexão e discussão de problemas escolares, na busca de alternativas viáveis à efetivação de sua intencionalidade, propiciando a vivencia democrática necessária para participação de todos os membros da comunidade escolar e o exercício da cidadania, que atende as exigências legais da Constituição Federal, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBM), das Diretrizes do Conselho Estadual de Educação do Paraná (CEE), das Diretrizes e Princípios da Secretaria de Educação do Estado do Paraná, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e da Lei de 09/01/2003, sobre diversidade e inclusão social, assumindo um pacto pela qualidade de ensino e não enxergar o Projeto Político-Pedagógico apenas como um cumprimento da lei. Diante desse compromisso de um ensino de qualidade, o Colégio estadual São Francisco de Assis sente-se desafiado a construir um Projeto Político-Pedagógico abordando alguns princípios que norteiam a escola pública e gratuita: igualdade de

6 condições para acesso e permanência na escola; qualidade de ensino para todos; gestão democrática, que inclui a ampla participação dos representantes dos diferentes segmentos da escola nas decisões e ações administrativo-pedagógicas desenvolvidas; com a finalidade de formar cidadãos conscientes e críticos, capazes de compreender a realidade, atuando na busca da superação das desigualdades e do respeito humano. (...) Na dimensão pedagógica reside a possibilidade de efetivação da intencionalidade da escola, que é a formação do cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. Pedagógico, no sentido de se definir as ações educativas e as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade (Veiga, 1995). 2 ORGANIZAÇAO DA ENTIDADE ESCOLAR 2.1 Identificação da Instituição: Nome Colégio Estadual São Francisco de Assis Endereço Estrada Nair Ferreira Leal da Trindade, s/nº Três Córregos - Campo Largo / PR CEP: Modalidade: Ensino Fundamental e Ensino Médio 2.3 Mantenedora: GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO NÚCLEO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DA ÁREA METROPOLITANA SUL Av. Iguaçu, 420 Rebouças CEP: Curitiba/PR Fone: / 2818 FAX: Ato de Autorização de Funcionamento: Res. Nº 258/98 DOE de 05/03/ Reconhecimento do Estabelecimento e do Curso do Ensino Fundamental:

7 Res. Nº 3307/03 DOE de 03/12/ Reconhecimento do Ensino Médio: Res. Nº 2894/04 DOE de 17/09/ Turno: Diurno: Manhã e tarde Horário Escolar: Manhã: 7:30 as 11:50 horas Tarde: 13:00 às 17:20 horas Horários das aulas: MANHÃ TARDE 1ª aula- 7:30 às 8:20 1ª aula -13:00 às 13:50 2ª aula - 8:20 às 9:10 2ª aula- 13:50 às 14:40 3ª aula- 9:10 às 10:00 3ª aula-14:40 às 15:30 Recreio- 10:00 às 10:10 Recreio as ª aula- 10:10 às 11:00 4ª aula- 15:40 às 16:30 5ª aula- 11:00 às 11:50 5ª aula- 16:30 às 17: Turmas: Período da Manhã: Ensino Fundamental - 5ª A, 6ªA, 7ª A, 8ª A Ensino Médio - 1ªA, 2ªA, 3ªA

8 Período da Tarde: Ensino Fundamental - 5ª B, 5ª C, 6ª B, 7ª B, 8ª B Ensino Médio - 1ªB, 2ªB, 3ªB 2.11 Número de alunos por turno: Manhã: 190 Tarde: Número de alunos por turma: E.F. E.M. TURNO TURMA N DE ALUNOS Manhã 5ª Serie A 27 Tarde 5ª Serie B 29 Tarde 5ª Serie C 29 Manhã 6ª Serie A 30 Tarde 6ª Serie B 29 Manhã 7ª Serie A 32 Tarde 7ª Serie B 31 Manhã 8ª Serie A 29 Tarde 8 Série B 32 Manhã 1º Ano A 31 Tarde 1º Ano B 27 Manhã 2º Ano A 18 Tarde 2º Ano B 18 Manhã 3º Ano A 23 Tarde 3º Ano B Condições Físicas e Materiais: O Colégio Estadual São Francisco de Assis funciona no mesmo prédio da Escola Municipal Augusto Pires de Paula, o prédio é municipal e através de uma parceria entre o governo e o município foram cedidas neste ano de 2010 quatro salas de aula, uma sala para biblioteca, um laboratório que foi extinto no ano de 2006 pela direção municipal, uma sala onde funciona secretaria, supervisão, sala de professores e direção, as demais dependências, (cozinha, quadras de esportes, depósito de merenda), são usadas pelas duas escolas.

9 No ano de 2008 foram construídas mais quatro novas salas e dois banheiros Materiais do Laboratório: ÍTEM QTD PRODUTOS Estante metálica revestida em PVC para 12 tubos de 15mmx150mm Estante metálica revestida em PVC para 12 tubos de 15mmx Tripé de ferro com 120 mm de diâmetro e 200 mm de altura Suporte metálico com base retangular e haste de 20 cm Bico de bunsen, com registro, regulador e espalhador de chama, com botijão de gás de 2kg (vazio), válvula de segurança com adaptador para botijão e 2 metros de mangueira aprovados pela ABNT e braçadeiras Tela amianto de aproximadamente 16x16cm Imã em forma de barra (retangular), com cerca de 80x22x10mm Bússola de 5cm, em caixa plástica e com tampa, com mostrador indicando os pontos cardeais (norte, sul, leste e oeste), e colaterais (nordeste, sudeste, noroeste e sudoeste), com agulhas aferidas e não bloqueadas Anéis metálicos (argolas), com diâmetro de 5cm, 7cm, 10cm e 13cm, com mufa, adaptáveis ao suporte universal e compatível com o tamanho da vidrarias Cabo para bisturi de metal nº Espátula inox, espátula colher, comp. 120 mm Lâmina nº23 ou nº24, para cabo de bisturi nº Garra giratória para condensador Liebig 300 mm com mufa Garra universal com mufa para bureta Pinça de madeira para tubos de ensaio Pinça de inox ponta fina e reta, com 130 mm (tipo relojoeiro) Pinça de inox ponta romba com aprox. 160 mm Caixa de lâminas p/ microscopia, de 26x76x12mm, c/50 unidades Caixa de lâminas p/microscopia, de aproximadamente 20x20mm, c/100 unidades Lupas manuais, de vidro, com cerca de 80 mm de diâmetro, capacidade de aumento de 2,5x ou mais, cabo de plástico ou madeira Lentes de acrílico, convexo, biconvexo, plano convexo, côncavo, bicôncavo, plano côncavo, côncavo-convexa, com cerca de 50mm de

10 diâmetro. Conjunto com 14 lentes (duas de cada tipo) Placa de petri de vidro, com tampa, de 100x20mm Lamparina a álcool, de vidro, com pavio, abafador e capacidade de 100 ml Escova para tubos de ensaio 15x50 mm Escova para tubos de ensaio 25x200 mm Tubos de ensaio de vidro 15x150 mm Tubos de ensaio de vidro 25x200 mm Bastão de vidro 5x300mm Becker de vidro, forma baixa, de 600 ml Becker de vidro, forma baixa, de 250 ml Becker de vidro, forma baixa, de 100 ml Graal com pistilo, capacidade de 180 ml, diâmetro de 100 mm Funil de plástico, diâmetro de 11 cm Funil de vidro, diâmetro de 75 mm, haste curta Balão de destilação de 250 ml, com saída lateral Balão volumétrico com rolha de polietileno-50 ml Balão volumétrico com rolha de polietileno-250 ml Bureta graduada 25ml com torneira teflon Cápsula de porcelana média 75x80mm Condensador Liebig 300mm Erlenmeyer grad. De boca estreita de 125ml Erlenmeyer grad. De boca estreita de 250ml Papel filtro qualitativo, 125 mm com 100 discos Pincel de pelo fino nº Pipeta graduada de 10ml Pipeta graduada de 5ml Pipeta volumétrica de 10ml Proveta com suporte plástico, de 100ml Proveta com suporte plástico, de 50ml Rolha de borracha com diâmetro condizente pa erlenmeyer de 125ml Rolha de borracha c/ furo p/ termômetro (-10ºC + 100ºC) usado em balão volumétrico e 250ml Rolha de borracha c/ furo p/ conexão entre balão de destilação (250ml) e o condensador de 300mm Rolo de pavio para lamparina a álcool de 2m Vareta (tubo) de vidro de 5x500mm Vidro relógio, com diâmetro de 80mm Fio de níquel cromo nº 22, 0,6mm - 1m Frasco de conta-gotas plástico, de 50ml p/ solução Frasco lavador, tipo pissete plástico, de 250ml Pipetador de borracha com três vias.

11 60 04 Tubo látex nº203 adaptável ao condensador de 300mm Lâminas preparadas p/ microscopia. Kit de no mínimo 30 lâminas contendo: citologia animal e humana, histologia animal, vegetal e humana, zooplancton, arthopoda. Deverá acompanhar completo manual de instruções pedagógicas em português. OBS: Os materiais de laboratório foram adquiridos através da FUNDEPAR, quando a Escola iniciou suas atividades educacionais em Acervo de Mapas: 05 Mapa do Brasil político regional rodoviário; 01 Mapa Mundi Físico; 01 Mapa rodoviário de Campo Largo; 01 Região Metropolitana de Curitiba; 05 Mapa político rodoviário e escolar do Paraná; 02 América do Sul político; 01 Mapa mural Brasil, América do Sul, Paraná; 01 Planisfério político; 01 Tratamento de esgotos; 01 Ciclo de água 01 Mapa Mundi político Patrimônio da FUNDEPAR: Desde a sua criação em 1998 recebeu os seguintes materiais da Fundepar: Em 1998: 02 caneca alumínio 2 litros; 02 escumadeira alumínio cabo 40 cm; 01 caçarola alumínio 9,5 litros; 01 caldeirão alumínio 6,8 litros; 02 lixeiras plásticas 6,0 litros;

12 01 fogão semi-industrial 4 bocas com forno c.tec. 01 arquivo de aço com 4 gavetas; 03 escrivaninha com 3 gavetas; 01 mesa escrivaninha Esc. Mod.Mm FMI 1; 04 mesa de leitura e biblioteca; 01 mesa de reunião mod. MR-FMI-1; 28 cadeira monobloco; 30 conj. carteira esc. Mod. FDE 14; 60 cart. de aluno FDE / 3 verde; 60 cad. de aluno FDE / 3 verde; 01 duplicadora álcool Facit. Em 1999: 01 freezer horizontal 302 litros; 01 geladeira DES 285 litros VENAX; 02 botijões vazio- 13 kg; 01 armário de aço 16 portas; 01 cadeira estofada fixa c-1. Em 2000: 36 conj. cart/cad. MOD FDE 14; 100 caneca polip 300 ml; 96 colher de sobremesa inox; 100 pratos fundos em polip c/aba. Em 2005: 02 Televisão DVD 01 Vídeo - Cassete

13 Em 2006: 01 DVD Em 2008: 01 impressora HP OFFICEJET C impressora HP Deskjet Radio Através do Programa Dinheiro Direto da Escola, o Colégio adquiriu: 01 duplicadora marca copiatic; 01 quadro mural verde 90x56; 01 bule; 01 chaleira. Em 2001: 40 conj. cart/cad. MOD. FDE/4; 02 caldeirão alumínio cap. 10 litros; 02 caldeirão alumínio cap. 19 litros; 02 caldeirão alumínio cap. 38 litros; 01 caldeirão alumínio cap. 45 litros; 01 caldeirão alumínio cap. 65 litros; 01 panela pressão 10 litros c/borrachas 02 medidor graduado; 01 televisor a cores 20 Cineral; 2.18 Patrimônio da APM: A APM, do Colégio através de promoções conseguiu comprar: - rádio gravador ventiladores 01 - impressora

14 01 - vídeo cassete, marca PANASONIC Relação do Corpo Docente: NOME RG DISCIPLINA QUE LECIONA Ângela M. Durães Ribeiro Diretora FORMAÇÃO Letras e Espanhol PÓS- GRADUAÇÃO Psicopedagogia Madalena dos Santos B. Castagnoli Pedagoga Pedagogia Educação Especial Eloiza Terezinha Pedagoga Pedagogia (Não tem) Magalhães Castagnolli Jaqueline Verner História História e Ensino Religioso História e Geografia do Paraná Lauro Schultz Bittencourt Matemática Matemática (Não tem) Debora Sabin Arte Artes Visuais (Não tem) Franciele Rompava Física Matemática (Não tem) Educação Educação Margareth Aparecida Pinto Física Física Técnico em Desporto área Voleibol Cibely Cristina Durães Scussel Química Biologia (Não tem) Educação Técnico em Rafael Noriller Educação Física Voleibol Física Geografia Geografia

15 (Espaço, Janete de Castro Souza Geografia Sociedade e Meio Ambiente) Marcos Pedro de Souza Língua Portuguesa Letras Língua Portuguesa Teoria e Prática História e Rosemari Aparecida Ensino História (Não tem) Kanarski Religioso Arielma da Luz Matemática Matemática (Não tem) Zenilda Maria de Souza Inglês, Língua Letras e Inglês Portuguesa Lindacir Lucia Vicelli Geografia Geografia Letras Juarez de Rodrigues de Inglês Português Souza Inglês LEM Letras Adilson Costa Duarte Espanhol Interdisciplinaridad e na Escola Geografia (Espaço, Sociedade e Meio Ambiente) Língua Portuguesa Literatura Brasileira e a Construção do Texto Simone de Matos Ciências Ciências (Não tem) Vanilson Lopes de Andrade Biologia Ciências (Não tem)

16 2.20 Relação da Equipe Técnico-Administrativo: NOME RG FUNÇÃO FORMAÇÃO Cursando o Ensino Janete Cordeiro de Secretária Superior Andrade (Pedagogia) PÓS- GRADUAÇÃO (Não tem) Loeni dos Santos Técnico Administrativo Pedagogia (Não tem) Andreia da Luz de Castro Pedro de Jesus Vieira Técnico Administrativo Cursando o Ensino Superior (Pedagogia) (Não tem) Técnico Administrativo Ensino Médio (Não tem) Antonia Ana K. Ferreira Serviços Gerais Ensino Fundamental (Não tem) Alenice Gonçalves da Luz Aríete das Chagas Maia Ivone Silva Rosinéia Ap. Moreira Sirlete Aparecida Moreira Serviços Gerais Serviços Gerais Serviços Gerais Serviços Gerais Serviços Gerais Ensino Fundamental Ensino Fundamental Ensino Fundamental Ensino Médio Ensino Médio (Não tem) (Não tem) (Não tem) (Não tem) (Não tem)

17 3 OBJETIVOS GERAIS: De acordo com o Programa de Reformulação Curricular, elaborado pela equipe da Superintendência da Educação da Secretaria de Estado de Educação, como orientações gerais ficam estabelecidas: I Igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola, vedada qualquer forma de discriminação e segregação; II - A articulação das propostas educacionais com o desenvolvimento econômico, social, político e cultural da sociedade; III - A defesa da educação básica e da escola pública, gratuita de qualidade como direito fundamental do cidadão; IV - A articulação de todos os níveis e modalidades de ensino; V - A compreensão dos profissionais da educação como sujeitos epistêmicos; VI - Buscar ações efetivas para romper com a velha dicotomia entre fazer e pensar; Nesta perspectiva, conceber o Projeto Político Pedagógico enquanto instrumento crítico de transformação, a escola passa a ser vista como a mais importante peça do sistema educacional em que os resultados podem ser alcançados. Considera-se, portanto, a construção do Projeto Político Pedagógico da escola como um esforço coletivo que adotem como princípios básicos: A educação de qualidade como direito de todo cidadão; A valorização do professor e de todos os profissionais da educação; Gestão democrática, ou seja, ser um processo participativo de decisões; Atendimento às diferenças e à diversidade cultural.

18 4 MARCO SITUACIONAL 4.1 Histórico de Campo Largo: CAMPO LARGO teve como primeiro proprietário das terras que hoje constitui o Município, o português Coronel Antônio Luiz, conhecido como o Tigre. Sua residência era na Fazenda Nossa Senhora da Conceição do Tamanduá, onde construiu a Capela consagrada à Nossa Senhora da Conceição, a mais antiga dos Campos Gerais, e que existe até hoje. Após o falecimento do Coronel Antônio Luiz, as terras passaram a pertencer a diversas pessoas e a povoação teve início no ano de Em 1.819, o Capitão João Antônio da Costa, residente em Curitiba, doou as terras para quem quisesse ali se estabelecer e ofereceu ao povoado uma imagem de Nossa Senhora da Piedade, que mandara vir da Bahia, em Em 1.821, foi iniciada a construção do Bispo de São Paulo. Em 02 de fevereiro de 1.826, a imagem de Nossa Senhora da Piedade, foi colocada na Igreja e a primeira missa foi celebrada pelo Padre José Joaquim Ribeiro da Silva. A construção da Igreja Primaz de CAMPO LARGO, só foi concluída no ano de A Lei nº 219 de 02 de abril de 1870 criou o Município de CAMPO LARGO da Piedade, desmembrando de CURITIBA. A instalação oficial do Município deu-se em 23 de fevereiro de e o primeiro Juiz de Direito da Comarca, foi o Dr. Antônio Joaquim de Macedo Soares, que mais tarde foi Presidente do Supremo Tribunal Federal. Em 12 de outubro de 1.918, foi iniciada a construção da Igreja Matriz atual, pelo Padre Otávio Júlio dos Santos e inaugurada e 1.936, pelo Padre Aloísio Domanski, que mais tarde recebeu o título de Monsenhor. Pela dedicação ao trabalho e espírito de luta, os imigrantes foram cultivando a terra, produzindo alimentos, suas próprias ferramentas, vestuário, utensílios domésticos, construindo casas. Aproveitaram e aprimoraram, aqui, seus conhecimentos, usando técnicas de cultivo e conservação de alimentos. Traziam consigo suas raízes, seus costumes, suas tradições e cultuavam a fé religiosa, a moral e os bons costumes.

19 A influência dos imigrantes está presente, nos alimentos: uva, sucos, conservas de frutas e verduras, salame, queijos, carnes, massas e outros; nas festas religiosas; no artesanato: madeira, couro, móveis; no estilo das igrejas e casas, dos móveis e utensílios domésticos; no vocabulário e hábitos sociais; no lazer. Hoje Campo Largo é uma das mais prósperas cidade do Paraná e tem nas indústrias sua principal fonte de emprego e arrecadação. 4.2 Aspectos Físicos do Município: Localização - O Município de CAMPO LARGO, faz parte da área metropolitana, está localizado no Primeiro Planalto e a sede está situada a 32 km de CURITIBA. Superfície km² ( de acordo com o IBGE ) Limites - Ao norte, Castro; a nordeste, Itaperuçu; a leste, Campo Magro; a sudeste, Curitiba; ao sul, Araucária; a sudoeste, Balsa Nova; a oeste, Palmeira; a noroeste, Ponta Grossa. Pontos Extremos - Rio Ribeira, ao norte; Rio Itaqui, ao sul; Rio Passaúna, a leste; Serra de São Luiz do Purunã, a oeste. Distritos - Bateas, Ferraria, Três Córregos, e São Silvestre. Rios - Os mais importantes são: Rio Açungui, Rio Verde, Rio Itaqui, Rio Passaúna. Altitude m acima do nível do mar. Clima - Subtropical úmido, com verões frescos e ausência de estações secas. A temperatura média em julho, mês mais frio é inferior a 18º C e em janeiro, mês mais quente é inferior a 22º C. A temperatura média anual é de 17º C. Formação Geológica - Granitos, calcáreos, quartzitos e filitos. Principais Minerais - Argila, areia, calcário e água mineral. Vegetação - Pastagens naturais, campos e matos, onde se encontra o pinho, a imbuía, a bracatinga, o eucalipto e a erva-mate. População habitantes ( IBGE 1.996). Bairros - Bom Jesus, Botiatuva, Nossa Senhora Aparecida, Lagoa, Rondinha, Nossa Senhora do Pilar, Itaqui.

20 Vilas - Vila Rivabén, Vila Elizabeth, Vila Solene, Vila de Lourdes, Vila Otto. Colônias - Colônia Campina, Colônia D. Pedro II, Colônia Antonio Rebouças, Colônia Mariana. Povoados - Timbutuva, Figueredo, Fazendinha, Guabiroba, Salgadinho, Vargedo, Pinhal. Praças - Atílio de Almeida Barbosa, Getúlio Vargas, João Antonio da Costa, Praça Polônia. Ruas Principais - XV de Novembro, Marechal Deodoro, Rui Barbosa, Xavier da Silva, Barão do Rio Branco, Avenida Padre Natal Pigatto, Avenida Centenário, 7 de Setembro, D. Pedro II, Gonçalves Dias. 4.3 Histórico da Instituição: O Colégio Estadual São Francisco de Assis foi criado com a estadualização do Ensino Fundamental a partir de 29 de janeiro de 1998, pelo decreto nº 258/98, passando a denominar-se Escola Estadual São Francisco de Assis Ensino Fundamental, com a implantação do Ensino Médio em 1999 passou a denominar-se Colégio Estadual São Francisco de Assis Ensino Fundamental e Médio, através da Resolução 932/2000. O Colégio São Francisco de Assis funciona no mesmo prédio da Escola Municipal Augusto Pires de Paula, através de uma parceria firmada entre o Governo do Estado e Prefeitura Municipal que cedeu 6 salas de aula, 1 sala de laboratório e 1 sala que funciona como sala dos professores e direção. Algumas dependências são utilizadas pelos alunos e funcionários dos dois Estabelecimentos de Ensino (biblioteca, secretaria, cozinha, lavanderia, depósito de merenda, quadras de esportes, banheiros, etc.) No período da manhã temos 6 turmas, sendo 2 do Ensino Fundamental, e 4 turmas do Ensino Médio, a tarde temos 6 turmas do Ensino Fundamental. O Colégio é constituído pela seguinte equipe: um diretor, 15 professores, 3 auxiliares administrativos, 3 auxiliares de serviços gerais.

21 Os professores, funcionários e alunos utilizam o transporte escolar para chegar ao colégio, todos os professores e funcionários almoçam no estabelecimento com a alimentação fornecida pelo município. O transporte escolar é feito em conjunto para ambas as escolas, sendo pago pelo Município e pelo Estado. A maioria dos alunos do colégio usa o transporte escolar, o colégio não funcionaria sem ele, pois quase todos os alunos e funcionários moram em localidades que ficam a mais de 10 km do colégio. 4.4 Perfil da Comunidade: COLÉGIO ESTADUAL SÃO FRANCISCO DE ASSIS - ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO, localizado no Distrito de Três Córregos, a 45 km da sede do Município de Campo Largo, fazendo parte integrante da área Metropolitana de Curitiba, tem sua clientela formada por alunos com idade entre 10 a 19 anos, que residem na sede do Distrito e nas localidades de Santa Cruz, Jacuí, Barreiro, Taquara, Florestal, Conceição das Chagas, Açungui, Ribeirão, Gramadinho, Itaiacoca, Geada e Cerne, sendo que a grande maioria mora em casa própria, de madeira, com horta. Em relação ao nível sócio-econômico, a maioria das famílias dos alunos possui o primeiro grau incompleto. Quanto à renda familiar, a maioria das famílias encontra-se na faixa de 01 a 02 salários mínimos. As mães são donas de casa e trabalham na agricultura e os pais, agricultores ou quebradores de pedras. A maioria dos alunos, fora do horário escolar, ajuda seus pais na roça ou quebrando pedras para ajudar no orçamento e, como forma de lazer praticam esportes, fazem leituras, andam de bicicleta, assistem televisão ou pescam. O Colégio São Francisco de Assis é o centro de cultura da região e é utilizado para divulgar e difundir todas as iniciativas de implantação e implementação de propostas de crescimento para a região. As festas são bastante populares nesta região, onde devido as distancias entre as residências, além do lazer, também são utilizadas como ponto de encontro da

22 comunidade para a troca de idéias, e debates sobre a dificuldade dos moradores e buscar soluções para estas dificuldades Diagnóstico da Realidade: Vivemos na realidade da Educação no Campo, onde num âmbito nacional atendemos a uma necessidade diferenciada com relação a outras entidades. A Escola é considerada o centro da região, e a mesma procura atender a todos os projetos indicados para esta comunidade. Um exemplo é o projeto do Estado do Programa do Leite, onde este é distribuído na própria escola, para que possa atender toda a comunidade; projetos para as famílias e também projetos promovidos pelo próprio município como para as questões da saúde (campanhas) e outras mais. A maioria dos alunos, fora do horário escolar, ajuda seus pais na roça ou quebrando pedras para ajudar no orçamento, portanto muitas vezes estão cansados e desanimados durante as aulas. Frente a tantos desafios, o mais preocupante é em relação aos períodos de fortes chuvas que dificultam o funcionamento do transporte escolar. A grande maioria de nossos alunos mora a mais de 10 km da escola. Todas as estradas de acesso estão precárias e as fortes chuvas dificultam que o transporte escolar funcione. Desta forma, a tomada de consciência pelos professores em relação a sua atuação implicará na realização de um planejamento elaborado o mais flexível possível. A velocidade com que a informação se desloca e de um mundo em constante mudança, temos um desafio em lidar com jovens que não vêem sentido no que estão aprendendo. Querem aprender, mas não querem aprender o que lhes é ensinado. E assim, entra o papel do professor: construir sentido, transformar o obrigatório em prazeroso, selecionar criticamente o que devemos aprender, numa era impregnada de informações. Diante desse quadro, os professores assumem o compromisso de desenvolver suas práticas de forma que estimulem e desafiem os alunos na apreensão dos conhecimentos científico-tecnológico, histórico, filosófico e social.

23 A questão da evasão e repetência é considerada um dos fatores relevantes para a educação, Devemos tomar cuidados também com o vocabulário utilizado pelos próprios alunos, reflexos da própria família e cultura local, procurando aos poucos demonstrar as mudanças necessárias. O Programa Paraná Digital também é uma grande conquista para a escola e para a comunidade escolar, principalmente pelo fato da escola estar incluída na zona rural e o acesso às tecnologias ser restrito. Sendo assim, com o Laboratório de informática é objetivo de a escola possibilitar aos alunos o conhecimento e o acesso a esta tecnologia, visando à ampliação do conhecimento nas diversas áreas, buscando uma melhor visão de mundo e motivação para melhorar suas condições de vida. Neste sentido, nossa missão vai muito além dos propósitos educacionais, pois devemos atender as necessidades da própria comunidade, sabendo que tudo que é realizado na escola, reflete na maioria das famílias do distrito. Portanto, nosso contexto escolar exige do professor um posicionamento diferenciado do papel da educação frente aos desafios advindos. Aqui, realmente acontece a tão desejada relação entre escola e comunidade, aproveitando a questão do transporte e da localização, mas ainda estamos longe da perfeição.

24 5 MARCO CONCEITUAL 5.1 Filosofia Educacional: A concepção sobre o ensinar e o aprender, historicamente, tem sido o resultado de disputas ideológicas de diversos segmentos que vêem a escola como espaço de legitimação de poder. A história da educação nos indica isso, quando se tem a dualização da escola por parte da lógica de mercado a escola pública como um espaço de preparação de mão-0de-obra especializada e adaptada, e a escola privada como via de formação da elite que governará e controlará a classe trabalhadora. Nessa perspectiva, o ser humano não é só um produto de seu contexto social, mas também um agente ativo na criação desse contexto. (REGO, 1995, p. 85). Libâneo (1994) analisa como a sociedade se organiza e como encaminha as práticas educativas na dinâmica das relações sociais travadas em determinado contexto histórico. Para este autor, a existência humana se desenvolve na dinâmica das relações sociais e da ação prática dos homens no conjunto destas relações. Em seu entendimento, as relações sociais podem ser transformadas pela ação prática concreta dos homens, fato fundamental para se compreender a organização da sociedade, a existência das classes sociais e o papel que a educação desempenha em determinada sociedade. O autor realiza um breve esboço da evolução histórica da educação, da escola e das formas de organização da sociedade que nos permite compreender como a existência humana tem sido produzida na dinâmica destas relações sociais, em diferentes contextos. Segundo Libâneo (1994), nas formas primitivas de relações sociais os homens trabalhavam e usufruíam coletivamente do trabalho comum. Na sociedade escravista surge a exploração do trabalho alheio onde os meios de trabalho e os trabalhadores escravos eram considerados propriedades daqueles que possuíam a terra. Na sociedade feudal, os trabalhadores (servos) são obrigados a trabalhar gratuitamente às terras do senhor feudal ou a pagar-lhes tributos. Alguns séculos depois, na sociedade capitalista, ocorreu uma divisão entre os proprietários dos meios de produção e os que vendem a sua força de trabalho, os trabalhadores que vivem do salário.

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