AVALIAÇÃO DA QUALIDADE AMBIENTAL DO BAIRRO SÃO FRANCISCO DE ASSIS NO MUNICÍPIO DE MORRINHOS - GOIÁS, ATRAVÉS DO USO DE INDICADORES AMBIENTAIS

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1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE MORRINHHOS PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSO EM GESTÃO AMBIENTAL DEANNE TELES CARDOSO MÔNICA GONÇALVES LOPES WERISLAYNE RIBEIRO DE OLIVEIRA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE AMBIENTAL DO BAIRRO SÃO FRANCISCO DE ASSIS NO MUNICÍPIO DE MORRINHOS - GOIÁS, ATRAVÉS DO USO DE INDICADORES AMBIENTAIS Morrinhos 2009

2 Cardoso, Deanne Teles. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS - UEG Biblioteca Professor Sebastião França Ficha Catalográfica na Fonte Avaliação da qualidade ambiental do bairro São Francisco de Assis no município de Morrinhos - Goiás, através do uso de indicadores ambientais. Deanne Teles Cardoso, Mônica Gonçalves Lopes, Werislayne Ribeiro de Oliveira. Morrinhos, f. il. Trabalho de conclusão de curso apresentado à Universidade Estadual de Goiás UEG, Unidade de Morrinhos, como requisito parcial para a obtenção do Título de Especialista no Curso de Pós- Graduação Lato Senso em Gestão Ambiental. Orientador: Professor doutor. Rildo Aparecido Costa. 1. Meio ambiente qualidade de vida. 2. Urbanização, bairro 3. São Francisco, bairro cidade Morrinhos. 4. Trabalho de Conclusão de curso. 5. TCC. I. Lopes, Mônica Gonçalves. II. Oliveira, Werislayne Ribeiro de. CDU: (817.3) CUTTER: C268a

3 DEANNE TELES CARDOSO MÔNICA GONÇALVES LOPES WERISLAYNE RIBEIRO DE OLIVEIRA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE AMBIENTAL DO BAIRRO SÃO FRANCISCO DE ASSIS NO MUNICÍPIO DE MORRINHOS - GOIÁS, ATRAVÉS DO USO DE INDICADORES AMBIENTAIS Monografia apresentada ao Curso de Pós- Graduação Latu Senso em Gestão Ambiental, como avaliação final à conclusão de curso, para obtenção de grau de Pós-Graduados, sob a orientação do Profº Dr. Rildo Aparecido Costa, pela UEG Universidade Universitária de Morrinhos. Morrinhos 2009

4 DEANNE TELES CARDOSO MÔNICA GONÇALVES LOPES WERISLAYNE RIBEIRO DE OLIVEIRA Avaliação da qualidade ambiental do bairro São Francisco de Assis no município de Morrinhos - Goiás, através do uso de indicadores ambientais. Monografia apresentada à Universidade Estadual de Goiás, para obtenção dos títulos de Pós-Graduados. Banca Examinadora: Morrinhos (GO), de janeiro de Prof. Dr. Rildo Aparecido Costa UEG/GO Presidente da Banca Profª. Esp. Joselma Maria Ávila da Silva UEG/GO Profª. MS. Jaqueline de Oliveira Lima UEG/GO

5 À todas aquelas pessoas que contribuíram para essa realização. Em especial nossos familiares que acreditaram em nossa capacidade e tanto nos apoiaram reconhecendo e sabendo valorizar nossos esforços.

6 AGRADECIMENTOS Não podemos deixar de agradecer primeiramente a Deus, por ter nos dado a oportunidade de poder estar realizando esse trabalho. Por nos dar paciência, capacidade, tolerância, perseverança, sabedoria e força nos momentos difíceis de fraquezas, nos protegendo e nos guiando para que pudéssemos concluir este que foi mais um projeto em nossas vidas. Em especial ao nosso Professor Doutor Rildo Aparecido Costa pelo total apoio, que com muita paciência e dedicação, sempre nos incentivou, valorizando nossa capacidade de fazer sempre o melhor durante a realização deste trabalho. Aos nossos pais e familiares que sempre de uma forma ou de outra nos ajudaram nesse desafio. Nossos agradecimentos aos moradores do Bairro São Francisco de Assis pela boa receptividade e acolhida, colaborando imensamente para a realização do projeto, permitindo nossa pesquisa a e confecção do trabalho. São inúmeras as pessoas que direta ou indiretamente contribuíram para a execução desse trabalho, que será de fundamental importância em nossas vidas, uma vez que, estaremos subindo mais um degrau de nossa formação profissional. E que seja apenas o início! Nosso muito obrigado!

7 RESUMO O presente estudo tem como finalidade apresentar e avaliar a qualidade de vida dos moradores do Bairro São Francisco de Assis, no município de Morrinhos- Goiás, tendo como instrumento para tal, o uso de indicadores ambientais. Uma vez que se faz cada vez mais necessário a consciência ambiental, voltada para o reconhecimento dos problemas ambientais e a construção de conceitos relativos ao meio ambiente. Através dos indicadores ambientais, objetiva-se investigar a real condição ambiental do bairro e contribuir para que os moradores percebam e entendam as conseqüências ambientais de suas ações nos dias atuais para as gerações futuras. Palavras-chave: qualidade, ambiental, indicadores.

8 ABSTRACT The present study has as purpose to present and to evaluate the quality of life of the residents neighborhood São Francisco de Assis, in the municipal district of Morrinhos - Goiás, tends as instrument for such, the use of environmental indicators. Once it is done more and more necessary the environmental conscience, gone back to the recognition of the environmental problems and the construction of relative concepts to the environment. Through the environmental indicators, it is aimed at to investigate to real environmental condition of the neighborhood and to contribute for the residents to notice and understand the environmental consequences of their actions in the days act for the future generations. Word-key: quality, environmental, indicative.

9 LISTA DE FIGURAS E TABELAS FIGURA 1 - Cisterna desativada em residência FIGURA 2 - Sede da unidade do PSF FIGURA 3 - Lavanderia Pública Tabela 1 O Brasil no Relatório do PNUD FIGURA 4 - Cemitério Municipal São Francisco de Assis FIGURA 5 - Entulhos em um quintal Tabela 2 - Tempo para a decomposição de alguns materiais FIGURA 6 - Quintal com lixo e entulhos FIGURA 7 - Latas abandonadas em frente a uma casa FIGURA 8 - Quintal de uma casa situada à Rua Horizonte FIGURA 9 - Restos de lixo domésticos deixados em terreno baldio FIGURA 10 - Construções situadas na Rua Camponesa FIGURA 11- Rua sem asfaltamento, próximo ao PSF FIGURA 12 - Limite entre a rua asfaltada e a que aguarda pela chegada do benefício FIGURA 13 - Rua 24 de outubro FIGURA 14 - Rua Independência FIGURA 15 - Casa em ruínas FIGURA 16 - Contraste entre casa bem estruturada e construção inacabada FIGURA 17 - Construção inacabada FIGURA 18 - Barracões amontoados e quintal desorganizado FIGURA 19 - Casa beneficiada pelo projeto FIGURA 20 - Casa beneficiada pelo projeto FIGURA 21 - Casa construída pelo projeto FIGURA 22 - Casa Construída pelo Projeto FIGURA 23 - Casas doadas pela Prefeitura FIGURA 24 - Recibo posse de terreno FIGURA 25 - Lote sem muros na frente, o que causa insegurança FIGURA 26 - Quintal da Dona Helena FIGURA 27 - Após a chuva a água se acumula nos buracos da rua... 48

10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO REFERENCIAL TEÓRICO Objetivo Metodologia LOCALIZAÇÃO E CARACTERÍSTICAS DA ÁREA DE ESTUDO ESTUDO DO AMBIENTE DO BAIRRO ATRAVÉS DO USO DE INDICADORES AMBIENTAIS RESULTADOS E DISCUSSÕES Da aplicação do questionário Da identificação dos problemas e proposição de soluções CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 53

11 10 1 INTRODUÇÃO Há uma forte tendência de aumento da população urbana nos dias atuais. Os países ricos já passaram por esse processo de mudança da população do campo para as cidades. Mesmo todo esse processo ser considerado recente, tendo iniciado na Revolução Industrial Inglesa 1, que teve início no século XVIII, proporcionando a formação dos pequenos povoados, fundados por pessoas que deixavam o campo em busca de trabalho nas fábricas. Com o desenvolvimento do capitalismo comercial em especial na Europa, e o incremento do comércio, as cidades passaram a se desenvolver e outras surgiram, nas rotas comerciais terrestres. A Revolução Industrial redirecionou as funções do campo e das cidades. A crescente população urbana pressionou o campo para o aumento da produção de alimentos e de matérias-primas, atendendo às necessidades das zonas urbanas, e as cidades desenvolviam atividades secundárias e terciárias. Em outro cenário, estão os países pobres, principalmente na Ásia e África que se encontram em plena fase de urbanização com um crescimento e surgimento de grandes cidades que abrigam milhões de pessoas. Em meados do século XX, após a Segunda Guerra Mundial, a expansão urbana irradiou-se pelo mundo, não mais acompanhando a industrialização. Basta lembrar que em 1950 cerca de 30% da população mundial morava nas cidades, hoje esse número é de igual ou acima de 50%, com tendência a elevar-se segundo a ONU 2. Em 2050, o percentual deve alcançar 70%. Nos países pobres, de baixa industrialização e com pouca disponibilidade de serviços, o êxodo rural se dá pelas precárias condições de vida encontradas nas áreas rurais, onde o camponês tem poucas oportunidades de produzir de maneira a garantir sua sobrevivência, além do grau de modernização agropecuária que tende a ser baixíssimo, os salários irrisórios, entre muitos e graves problemas. 1 A Revolução Industrial consistiu em um conjunto de mudanças tecnológicas com profundo impacto no processo produtivo em nível econômico e social. Iniciada na Inglaterra em meados do século XVIII, expandiuse pelo mundo a partir do século XIX.Essa transformação foi possível devido a uma combinação de fatores, como o liberalismo econômico, a acumulação de capital e uma série de invenções, tais como o motor a vapor. O capitalismo tornou-se o sistema econômico vigente. 2 A Organização das Nações Unidas (ONU) foi fundada oficialmente em 24 de outubro de 1945 em São Francisco, na Califórnia, por 51 países, logo após a Segunda Guerra Mundial. Foi criada para promover a cooperação internacional e conseguir a paz e a segurança. Um dos feitos mais destacáveis da ONU é a proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948.

12 11 O crescimento urbano nos países pobres acaba agravando as desigualdades, pois as cidades crescem sem planejamento, oferecendo uma qualidade de vida ruim para grande parte da população. A falta de planejamento associada à velocidade das transformações cria a cada dia paisagens urbanas fétidas, com péssima qualidade de vida e quase impossíveis de serem administradas, que não conseguem disponibilizar serviços de infra-estrutura urbana, como água encanada e esgoto, coleta e reciclagem de lixo. Nesses países, também a consciência coletiva sobre a degradação ambiental é muito menor, e ações que agridem o meio ambiente são muito mais recentes. O surgimento e crescimento desordenado das áreas da periferia tem sido um dos maiores problemas causados pela urbanização desenfreada, com a ocupação de terrenos de forma clandestina. A invasão de terras urbanas no Brasil é gigantesca, com um notável crescimento de favelas nas duas últimas décadas quando algumas cidades brasileiras passaram a apresentar ocorrências de invasões coletivas e organizadas de terras. Os movimentos sociais que lutam pela moradia rejeitam o termo invasão que consideram ofensivo e adotam ocupação. Não há números gerais, confiáveis, sobre a ocorrência de ocupações em todo o Brasil, por falhas metodológicas ou ainda por uma dificuldade da terra sobre a qual elas se instalam. Dentre as conseqüências da invasão, pode-se destacar a depredação ambiental que é promovida por essa dinâmica de exclusão habitacional e a escalada da violência, que pode ser medida pelo número de homicídios, e que se mostra mais intensa nas áreas marcadas pela pobreza nas cidades. Por mais de dez anos foram discutidos no Congresso Nacional maneiras de se formar uma legislação específica que pudesse trazer inovações e apontar um futuro melhor para as cidades. Em 10 de julho de 2001 foi sancionada a lei Estatuto da Cidade 3 -, na qual está expressa uma concepção de cidade, de planejamento e gestão de princípios, que visam, em última instância, a construção de cidades sustentáveis e democráticas. O Município, com base no artigo 182 dessa lei, torna-se o principal responsável 3 O Estatuto da Cidade (também conhecido como Estatuto das cidades) é a denominação oficial e consagrada da lei de 10 de julho de 2001, responsável pela regulamentação do desenvolvimento urbano no Brasil. O Estatuto da Cidade é responsável por regulamentar e definir instrumentos propícios à efetivação das diretrizes encontradas no capítulo sobre Política urbana da mais recente Constituição brasileira (de 1988). O Estatuto da Cidade surgiu como projeto de lei em 1990, proposto pelo então senador Pompeu de Souza, tendo sido aprovado apenas em 2001, onze anos depois.as principais características do Estatuto da Cidade estão na atribuição aos municípios da implementação de planos diretores participativos para as suas cidades, definindo uma série de instrumentos urbanísticos que têm no combate à especulação imobiliária e na regularização fundiária dos imóveis urbanos seus principais objetivos.

13 12 para promover a política urbana de modo a ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade, de garantir o bem-estar de seus habitantes e de garantir que a propriedade urbana cumpra sua função social, de acordo com os princípios e instrumentos regulamentados no Estatuto da Cidade, eleitos e mapeados no Plano Diretor que é o instrumento básico da política urbana municipal. O Plano Diretor 4 refere-se a um conjunto de leis que estabelece os vetores e diretrizes para as opções de desenvolvimento, podendo manter ou modificar a forma de organização espacial do território municipal. Pelo Estatuto das cidades, o Plano Diretor é instrumento obrigatório para municípios com população acima de habitantes, para aqueles situados em regiões metropolitanas ou aglomerações urbanas. Para aqueles que se situem em áreas de interesse turístico ou para aqueles situados em áreas sob influência de empreendimentos de grande impacto ambiental. O Município de Morrinhos não foge às características de todo o processo de ocupação e urbanização descrito. No início do século XIX, fora construída a Capela de Nossa Senhora do Carmo, quando foram construídas casas ao redor da capela aproveitando as águas do Córrego Maria Lucinda. Em 1900, esta cidade nascia nas proximidades do Córrego Maria Lucinda, na região onde ainda se encontra a casa que foi do seu Caetano. Bifurcando, expandia-se em direção ao antigo Largo do Rosário, depois da Praça da Liberdade, e hoje, Praça Rui Barbosa. Nesse largo havia uma capela inacabada, em honra a Nossa Senhora do Rosário. Daí seguia, rumo ao oeste, até a parte alta da cidade, próxima a um pequeno cemitério que já não mais existe. O outro lado da expansão verificou-se nas adjacências da igreja, insuflando-se em direção também ao oeste. A rua do Comércio, hoje rua Barão do rio Branco, estabelecia o limite da cidade neste setor. Possuía o mesmo comprimento que ainda apresenta hoje, embora com casas esparsas, e dividia-se em quatro zonas: Centro, Brejo, Cerrado e Açude. Assim, a quem residia na parte mais baixa da cidade, dizia-se que morava no Brejo, e a quem residia na parte alta, que morava no Açude, e assim por diante. Estas denominações ainda são empregadas pelas pessoas mais antigas. (VIEIRA, 1981) 4 Um plano diretor, plano compreensivo ou plano mestre, é um plano criado por um grupo de planejadores urbanos que tem impacto válido para toda a comunidade da cidade, por um certo período de tempo. Um plano diretor mostra a cidade como ela é atualmente e como ela deveria ser no futuro. Um plano diretor mostra como o terreno da cidade deve ser utilizado e se a infra-estrutura pública de uma cidade como educação,vias públicas, policiamento e de cobertura contra incêndios bem como saneamento de água e esgoto, e transporte público, deve ser expandida, melhorada ou criada. Além disso, o plano diretor deve definir as áreas que podem ser adensadas, com edifícios de maior altura, as áreas que devem permanecer com média ou baixa densidade, e aquelas áreas que não devem ser urbanizadas, tais como as áreas de preservação permanente. O plano diretor, tem como objetivo principal, fazer com que a propriedade urbana cumpra com sua função social, entendida como o atendimento do interesse coletivo em primeiro lugar, em detrimento do interesse individual ou de grupos específicos da sociedade. Um exemplo é a necessidade de prever uma destinação adequada aos terrenos urbanos, especialmente aqueles subutilizados e localizados em áreas dotadas de infra-estrutura

14 13 Os anos se passaram, a cidade cresceu e se modificou para atender sua população que registra um elevado índice de crescimento até os dias atuais. O aumento dessa população, assim como em todo o mundo, foi resultado da industrialização que fez nascer na população rural a esperança de uma vida melhor na cidade. Vários bairros foram formados em Morrinhos no século XX para abrigar a população que migrava. Bairros como o São Francisco de Assis, que é o objeto de estudo em questão, é exemplo de bairro que se formou sem planejamento e infra-estrutura, por serem ocupados de forma clandestina. Não há registros para a confirmação de datas da invasão e da formação do Bairro São Francisco de Assis. A história se perdeu com a morte dos mais velhos e são poucas as lembranças contadas pelos que residem atualmente. É notável as conseqüências do processo de ocupação desordenado no bairro, a memória foi-se embora, mas, porém ficou a herança da depredação ambiental, da desestrutura observada na distribuição dos terrenos, na construção das casas, no asfalto e principalmente culturalmente, pois a cidade cresceu desde sua fundação segregando os ricos e pobres, centralizando os ricos e suas belas construções, e isolando os pobres nas regiões periféricas assim com é observado em todo o mundo. Nos últimos anos Morrinhos pode se orgulhar da forma pela qual se desenvolve. Foram construídos bairros populares com o objetivo de propiciar à população o direito á uma moradia digna. Bairros estes que contam com uma total infra-estrutura, tal como: ruas largas e asfaltadas, energia elétrica, água encanada, rede de coleta de esgoto, coleta de lixo entre outros benefícios que garantem o bem-estar dos moradores. Mas também possui bairros como o São Francisco de Assis que são bem localizados, porém desestruturados, e que mesmo com obras de órgãos públicos sofrem com a falta de organização e estrutura física e até mesmo cultural da população. O Plano Diretor do Município já fora aprovado e já está em vigor. Este, conforme a lei, procura buscar soluções para os problemas do município, e quanto ao crescimento futuro, ele vai determinar onde serão as novas áreas comerciais, residenciais, industriais, entre outras regulamentações. O objetivo principal do trabalho proposto é avaliar a qualidade ambiental do Bairro São Francisco de Assis no Município de Morrinhos- Goiás, construindo para tal um sistema de Indicadores Ambiental e Paisagístico, baseado no marco analítico pressão-estadoresposta, onde entendemos como pressão - as ações ou atividades geradoras do problema; estado situação atual e tendência do estado ou recurso; resposta- ação real para atuação do problema.

15 14 Buscando levantar os principais problemas ambientais do bairro e fornecer sugestões para possíveis soluções, já que a problemática ambientalista faz em nossa realidade uma preocupação constante, sendo uma questão relativamente nova em nosso país. A preocupação com o meio ambiente em nosso país é recente, pois somente na década de 1980 é que entraram em debate as emissões atmosféricas entre outras. Sendo assim, o trabalho proposto se torna importante por assumir um papel sóciogeográfico, contribuindo para o planejamento urbano e para Planos Diretores Futuros.

16 15 2 REFERENCIAL TEÓRICO A espécie humana desde seu surgimento sempre tomou posse da natureza com a finalidade de cumprir seu próprio destino com espécie, e ao longo de sua história passou por várias situações que demonstraram transformações sobre o meio ambiente. Todas advindas da necessidade de sobrevivência do ser humano no presente momento, até que com o passar dos anos, tornou-se importante pensar também na sobrevivência das futuras gerações, uma vez que por todo esse tempo passado, nunca se pensou em extinção das espécies naturais, dos recursos e principalmente da espécie humana que é fundamentalmente dependente do meio ambiente em que vive. A preocupação com a degradação ambiental aumentou nos últimos anos em todo o mundo, nas mais variadas comunidades. A agenda 21 que foi preconizada pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - Rio92, sugere que as cidades e as comunidades desenvolvam indicadores apropriados para medir a qualidade ambiental e acompanharem os sinais por eles evidenciados que mostram a presença ou ausência de boas condições ambientais. Historicamente os indicadores começaram a ser usados em escala mundial em 1947, quando se dissimou a medição do Produto Interno Bruto (PIB) como indicador de progresso econômico. Em meados da década de 60, os indicadores foram inaugurados, substituindo a mera ênfase no crescimento econômico por novos conceitos: necessidades básicas de crescimento com igualdade social entre outros. O uso de indicadores ambientais como subsídio à tomada de decisões foi discutido na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que aconteceu na cidade do Rio de Janeiro, onde discutiu temas ambientais fundamentais em nível global. A Declaração do Rio, reafirmando a Declaração de Estocolmo (1972) e buscando basear-se nela, reconhece: A natureza integral e interdependente da Terra observando o estabelecimento de acordos internacionais que respeitem os interesses de todos e protejam a integridade do meio ambiente global e o sistema de desenvolvimento, teve como objetivo estabelecer uma nova e justa parceria global através da criação de novos níveis de cooperação entre os Estados e setores importantes da sociedade. (ONU, 1972) A Agenda 21 é o mais importante resultado da Conferência das Nações Unidas Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento humano, realizada em junho de 1992 no Rio de

17 16 Janeiro, Brasil. Conhecida também como Cúpula da Terra, essa conferência reuniu o maior número de governantes de todos os tempos e de toda a história das conferências das Organizações das Nações Unidas (ONU), quando 179 países firmaram o mais ambicioso programa de ações conjuntas com o objetivo de promover, em escala mundial, um novo estilo de desenvolvimento, o desenvolvimento sustentável, que pretende conciliar as diversas lógicas econômico-sociais com os processos de sustentabilidade 5 ecológica, objetivando a conservação e preservação dos recursos naturais renováveis e não-renováveis e a melhoria da qualidade de vida da população do mundo. O conceito de sustentabilidade ajuda também a compreender que os princípios e premissas que devem orientar o processo não são em rol completo e acabado. Esse conceito ajusta-se à evolução e experiência recentes da transição brasileira, que viveu em todas as dimensões o processo de busca do equilíbrio, no acaso de um modelo de crescimento que entrou em colapso. (ONU, 1972) O princípio fundamental do Desenvolvimento Sustentável é a integração do meio ambiente e da economia. Se a atividade econômica deve resultar em formas sustentáveis de desenvolvimento, o meio ambiente não pode continuar alheio à tomada de decisões e secundário em relação a estas; deve ser plenamente integrado no processo decisório nas áreas do governo, da indústria e da família, no tocante à atividade econômica (MACNEILL,1992). Porém, já no final da década de 80 que os indicadores ambientais começaram a ser estudados, em trabalhos pioneiros do Canadá e da Holanda, seguidos pelas propostas da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos). Em 1993, órgãos da ONU formaram um grupo de trabalho sobre a questão; em 1994 e 1995 conferências e seminários sucederam-se organizados por várias organizações internacionais. Tratando-se de uma temática recente, os indicadores ambientais são modelos que descrevem as formas de interação das atividades humanas com o meio ambiente, entendido este como: Fonte de recursos: minerais, energia, alimentos, matérias-primas em geral; Depósito de rejeitos: lixo industrial e doméstico; efluentes líquidos e gasosos; Suporte da vida humana e da biodiversidade. O vocábulo indicador é proveniente do Latim indicare, cujo significado é 5 O termo original foi "desenvolvimento sustentável," um termo adaptado pela Agenda 21, programa das Nações Unidas. Algumas pessoas hoje, referem-se ao termo "desenvolvimento sustentável" como um termo amplo pois implica em desenvolvimento continuado, e insistem que ele deve ser reservado somente para as atividades de desenvolvimento. "Sustentabilidade", então, é hoje em dia usado como um termo amplo para todas as atividades humanas.

18 17 destacar, mostrar, anunciar, tornar público, estimar. Assim, os indicadores nos transmitem informações que nos esclarece uma série de fenômenos que não são imediatamente observáveis (MERICO, 1997) Os indicadores ambientais podem se referir às características físicas ou biológicas naturais (indicadores naturais), às pressões das atividades humanas que causam modificações destas características (indicadores de pressão) e às medidas políticas adotadas como resposta a estas pressões, na busca da melhora do meio ambiente ou da diminuição da degradação (medidas mitigadoras). Os indicadores são definidos pela OECD (1993) como valor derivado de parâmetro, o qual provê informação a respeito do estado de um fenômeno, ambiente ou área, cujo significado excede aquele diretamente associado ao valor do parâmetro, a mesma conceitua parâmetro como uma propriedade que é medida e observada. A OECD afirma que a construção e a divulgação periódica de indicadores de desempenho ambiental tem auxiliado no desenvolvimento sustentável e a aumentar o nível de consciência pública sobre os indicadores ambientais, facilitando a tomada de decisões políticas e no planejamento pra minimizar as pressões sobre o meio ambiente, fornecendo informações ou descrevendo o estado de um fenômeno, ambiente ou área. Para a OECD, as maiores funções dos indicadores são reduzir o número de parâmetros e simplificar o processo de comunicação pelo qual os resultados são fornecidos ao usuário. Winograd, (1995) inclui no contexto de indicadores as informações que não são quantitativas, definindo indicador como variável qualitativa ou quantitativa, selecionada para transmitir informações sobre as condições ou tendências de um sistema. Afirmando o vocábulo proveniente do Latim indicare, cujo significado é destacar, mostrar, anunciar, tornar público, estimar, segundo Merico (1997. O Desenvolvimento sustentável não é um estado permanente de harmonia, mas um processo de mudança no qual a exploração dos recursos, a orientação dos investimentos, os rumos do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional estão de acordo com as necessidades atuais e futuras. Assim, em última análise, o desenvolvimento sustentável depende do empenho político. (ANDRADE, 1975) Os indicadores podem auxiliar a sistematizar um grande volume de informação técnica, a definir temas prioritários e medidas necessárias, a identificar problemas e áreas de ação, a fixar objetivos e metas de qualidade ambiental, e a medir e divulgar informações sobre tendências, evolução e condições do ambiente e dos recursos naturais (WINOGRAD, 1995).

19 Os indicadores são entendidos como expressões quantitativas ou qualitativas que fornecem informações sobre determinadas variáveis e suas inter-relações, ou seja, informações indispensáveis para processos de melhoria contínua, apontando os pontos críticos do sistema e definindo parâmetros para a capacidade do sistema e se recompor para aferição e tomada de decisões fundamentadas em informações transparentes e consistentes, uma vez que são informações transparentes e consistentes. Para Giraldo (1999), o sistema para se fazer a classificação dos indicadores ambientais, baseia-se na informação de que um indicador é uma manipulação de diversas variáveis ambientais, sendo vários estes de vários tipos, tais como: Indicadores sociais: que indicam o nível de desenvolvimento de uma determinada região; Indicadores paisagísticos: indicam o aspecto estético e cultural de um determinado local; Indicadores físico-químicos: são utilizados para avaliar as condições físicoquímicas da água, podendo ser utilizadas para algumas medições do solo e do ar; Indicadores hídricos: são variáveis abióticas que indicam um processo ou estado do ecossistema aquático; Indicadores geológicos ou geomorfológicos: avaliam a influência dos processos geológicos sobre o homem e vice-versa; Indicadores climáticos- indicam variações das condições atmosféricas no que diz respeito a composição e presença de determinadas substâncias contaminantes, além de incluir também as variáveis do tipo metereológicas; Indicadores bacteriológicos: indicam a presença ou ausência de microorganismos patogênicos; Indicadores edafológicos- indicam as condições ambientais dos solos; Bioindicadores: trata-se de variáveis biológicas, ecológicas, espécies, ou populações que darem respostas ás mudanças de um gradiente físico-químico, mostram um grau de tolerância, ou então, entra em condições de resistência, stress ou morte. Os indicadores serão utilizados para a realização da análise da qualidade ambiental do bairro São Francisco de Assis, por estarem aptos a revelarem os aspectos mais importantes de uma organização, como os impactos e os efeitos. (KHURE, 1998). Baseando-se nas ações do homem durante seu processo de evolução e busca pela sobrevivência, e avaliando o estado do meio ambiente e suas prováveis respostas Objetivo O presente trabalho objetiva avaliar a qualidade ambiental do bairro São Francisco de Assis, no município de Morrinhos - Goiás, com o uso de Indicadores Ambientais, demonstrando a qualidade real do meio ambiente da área, verificando a consciência ambiental

20 19 dos moradores e a eficiência das políticas públicas, dando aos gestores municipais subsídios para a tomada de decisões. Realizando um levantamento dos principais problemas ambientais do bairro, baseados em indicadores de qualidade ambiental, relatando impactos e suas conseqüências provocadas pelo uso do solo na ocupação do bairro. Fornecendo assim uma contribuição aos moradores e a Prefeitura de Morrinhos para possíveis projetos futuros. 2.1 Metodologia A pesquisa proposta tem a finalidade de avaliar a qualidade ambiental do Bairro São Francisco de Assis, no município de Morrinhos - Goiás. Para o trabalho proposto ser desenvolvido serão realizadas várias etapas e procedimentos metodológicos. Primeiramente se faz necessária a definição da área de estudo e a delimitação do tema. Logo serão realizadas pesquisas bibliográficas sobre as questões ambientais. Partindo da consulta a materiais que já foram elaborados, como artigos, livros, mapas, fotografias e etc. Dessa maneira será possível conhecer o assunto a ser estudado. O trabalho de campo deve ser realizado frequentemente durante todo o processo de desenvolvimento do trabalho, visando a interação entre as pessoas envolvidas, a fim de entender o cotidiano dessa comunidade e a análise do modo como essa vivencia a realidade, com foco das questões sócio-ambientais. A realização de entrevistas formais e informais se faz importante para a coleta de dados sobre a área a ser estudada, e acontecerão com moradores, familiares de antigos moradores, pessoas envolvidas com o passado histórico e cultural de Morrinhos, responsáveis pela administração dos órgãos públicos instalados no bairro e principalmente a busca informações junto a Prefeitura de Morrinhos. A aplicação de questionários terá como objetivo responder questões levantadas durante o projeto. Os procedimentos acima implicarão no levantamento ambiental da área de estudo para a realização de análises, avaliações e a proposição de possíveis soluções no caso de serem detectados problemas. As informações coletadas tornarão possíveis a categorização e a organização de dados partindo do marco conceitual. O marco que tem alcançado mais êxito, de acordo com Winograd (1996) é o elaborado pela OECD, que é o marco denominado de Pressão-Estado-Resposta, que é o mais

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