São Francisco de Assis e o trabalho humano 1

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1 São Francisco de Assis e o trabalho humano 1 Tu não acha que todo mundo é doido? Que um só deixa de doido ser é em horas de sentir a completa coragem ou o amor? Ou em horas em que consegue rezar? Guimarães Rosa No século XIII, surge um homem que irá deixar marcas indeléveis de sua passagem por este mundo. Um homem que irá alertar à humanidade sobre os danos e malefícios da opção, feita por homens e mulheres daquela época, em relação à organização da sociedade, à estruturação do mundo do trabalho e ao modo de se relacionar com a natureza. O nome desse homem é Francisco. Ele nasceu em Assis, pequena cidade encravada no Monte Subasio, no coração da Umbria, Itália. Não se sabe ao certo o ano que Francisco nasceu, se em 1181 ou Francisco entrega sua alma ao Creador em 3 de outubro de Francisco era filho de Pedro de Bernardone, pessoa pertencente a uma família de tecelões e negociantes de tecidos e de Pica Bernardone. O pai de Francisco atuava num setor da economia que ao final do século XII tem muita importância na Europa, o setor têxtil que passa a ocupar papel de destaque no cenário das atividades produtivas e comerciais depois de um período de recessão. Esse despertar comercial toca de modo particular o domínio do têxtil. A indústria dos tecidos é das mais florescentes e provoca o surgimento de um mercado de dimensão européia. (LECLERC, 1981, p.15). Assim, Francisco nasce numa família rica que produz e comercializa tecidos. Essa família não era única. Ela é uma representante de um movimento social mais amplo, que começa a derrubar o mundo feudal e a erguer o capitalismo. Esse movimento tem muitos aspectos e facetas. Um deles é o estabelecimento de uma classe social de comerciantes. O surgimento e o desenvolvimento rápido do mundo urbano, dominado pelos comerciantes, constitui uma verdadeira revolução no seio da velha sociedade feudal e rural. É um mundo novo que se insinua e se instala no antigo, provocando uma reviravolta em todos os costumes. Ao lado de pessoas vivendo da terra, ligados a um trabalho regular e estável, explode o mundo dos comerciantes, marcado por sua mobilidade, sua atividade livre, seu espírito de lucro e de empreendimentos e, sobretudo, pela circulação do dinheiro. (LECLERC, 1981, p.17). O comércio é, também, um dos responsáveis por uma verdadeira revolução urbana que ocorre nessa época na Europa. O castelo do senhor perde, paulatinamente, sua ascendência sobre os feudos, e a partir dele, surgem as cidades que se espraiam a partir dos muros fortificados do castelo. Esse espraiamento não é apenas físico, pois a região que fica no entorno da cidade começa, além dos problemas ligados à 1 Capítulo da tese de Doutoramento defendida na Coppe/UFRJ, publicado no livro de PORTO, Marcelo Firpo e BARTHOLO, Roberto (organizadores) "Sentidos do Trabalho Humano. Miguel de Simoni, presença inspiração" E-papers, Rio de Janeiro, 2005 pp

2 urbanização, a sofrer a influência do dinheiro e de seu uso. O século XIII presencia o crescimento do comércio e com ele a utilização cada vez maior da moeda e das letras de câmbio. A usura, a busca do lucro rápido, tão combatida anteriormente passa a ser estimulada, incentivada. A estabilidade da vida feudal é substituída pela eletricidade do comércio que não quer mais a morosidade das trocas baseadas em laços de vassalagem, da relação servo-senhor. Esse movimento de mudança das bases da sociedade feudal chega a seu ápice com a instituição das comunas. As comunas eram associações, fundamentalmente urbanas, que buscavam retirar dos senhores feudais o poder político. Foram inicialmente organizações que pregavam a solidariedade e a fraternidade. A comuna era, então, uma forma dos habitantes das cidades, em particular comerciantes e artesãos, de resistir ao poder senhorial com o objetivo de se libertar da tutela feudal. Assim, os cidadãos se reuniam ligados por um juramento de auxílio mútuo. No entanto, esse início carregado de ideais libertários é rapidamente esquecido. Na verdade, a base para o crescimento das comunas é o desejo de enriquecimento. O valor básico para o funcionamento das comunas é o dinheiro. A igualdade se dá apenas entre iguais. E iguais neste caso são os comerciantes e artesãos que abandonam os valores tradicionais do ofício. Iguais, aqui, são os burgueses. A igualdade que ocorria no mundo feudal, pelo menos no plano espiritual, onde todos têm o mesmo direito, é, na comuna, afastada. A diferenciação social se acentua e o recém surgido patrão tem como único dever quando o cumpre o pagamento do salário. A relação de trabalho se unidimensionaliza, deixando de ter o caráter multifacetado do artesanato tradicional. Neste, a teia de relacionamento entre mestre e aprendiz era cheia de nós, baseados na aquisição do conhecimento técnico, no aprendizado do respeito e da solidariedade e na criação de uma postura de vida carregada de devoção em relação aos aspectos misteriosos e sobrenaturais da existência humana. Ocorrem dentro do movimento das comunas profundas desigualdades sociais e novas formas de opressão que ampliam o fosso entre as camadas sociais. A pobreza, nas camadas sociais que não são aquinhoadas pelas comunas, acentua-se e, esta época, assiste muitos movimentos sociais que se opõem aos poderosos, agora encastelados nas comunas. Um evento histórico mostra bem esse estado de coisas. A cidade italiana de Florença estabeleceu, no ano de 1239, leis sobre o funcionamento de suas corporações, já dentro da nova forma de organização social: Mas, na verdade, as artes florentinas são coisa bem diferente das corporações medievais. Em primeiro lugar, têm número fixo: vinte e uma, e não pode ser modificado; é proibido formar uma nova arte. As que ficam fora das vinte e uma são, portanto, privadas de direitos políticos. Além disso, se as artes de artesãos e de pequenos comerciantes se parecem com as corporações comuns da Idade Média, estas artes que se chamam artes menores são mantidas em segundo plano na vida política. O poder real pertence às artes maiores, que compreendem apenas deixando de lado os juizes, tabeliões e médicos banqueiros, grandes comerciantes, fabricantes de pano e fabricantes de rendas. Quanto aos que trabalham a lã ou a seda, alguns são membros menores da arte que corresponde à sua profissão, com direitos muito restritos; mas a maior parte está simplesmente subordinada à arte, isto é, submetida à sua jurisdição sem nenhum direito em troca; e a maior parte do tempo lhes é

3 severamente proibido não somente organizarem-se, mas até reunirem-se. A arte di Por Santa Maris dos fabricantes de sedas e, sobretudo a arte da lã é, em vista disso, não corporações, mas sindicatos patronais. Longe de ser uma democracia, o Estado florentino está diretamente nas mãos do capital bancário, comercial e industrial. (WEIL, 1934a, p.208). O relato mostra como a nova forma de organização social é maléfica para a parte mais pobre da população e como diminui o espaço para o exercício do ofício e para o comércio dos produtos fabricados. A essas pessoas restavam duas alternativas: a primeira trabalhar como assalariados nas manufaturas de então, que já eram organizadas como as fábricas de agora (sem, evidentemente, a maquinaria), com alto de grau de parcelamento das tarefas e esquemas de controle e vigilância, tanto dos trabalhadores e trabalhadoras, como da quantidade e qualidade da produção. As condições de trabalho eram péssimas e o salário era pago por dia, sem qualquer garantia formal. O povo trabalhador estava nas mãos do patrão. A segunda alternativa para as trabalhadoras e trabalhadores era a recusa a essas condições de trabalho e a constituição de organizações de artesãos que ainda mantinham os valores tradicionais do artesanato. Como a comuna era fato recente, esses artesãos encontraram brechas no novo sistema de produção e em determinadas etapas do processo de produção continuaram tendo importância econômica. No setor têxtil, essa brecha se dava na tinturaria, e no caso já citado da cidade de Florença, os tintureiros lutam por sua organização e reconhecimento político até a eclosão de um movimento grevista que dura dois anos, em meados do século XIV. A reação dos patrões é tão violenta que eles saem às ruas com suas milícias armadas para por fim ao movimento. O continuar da História mostra que essas duas alternativas continuam em vigor até hoje, nos seus variados matizes. Do movimento anárquico que busca criar uma sociedade federativamente organizada, com base na autonomia de pequenas, comunidades produtoras ao sindicalismo com base profissional que busca melhorar salários e condições de trabalho dentro das empresas para suas categorias representadas. Grosso modo, esse é o quadro social vigente quando São Francisco começa seu apostolado nos campos e montanhas de Assis. Francisco surge numa sociedade que estabelece o dinheiro como guia para as ações humanas e paulatinamente vai perdendo a sua capacidade de perceber o simbolismo que a natureza oferece. A natureza perde seu caráter sagrado e passa a ser considerada apenas como um estoque de matéria para ser utilizada nos processos de produção. Numa abordagem mais ampla o espírito nascente dessa época tem uma característica que se mantém até hoje: a incapacidade de definir um sentido para vida. Pautando sua existência apenas pelo resultado do exercício de sua atividade econômica o lucro as pessoas perderam o hábito de buscar um sentido para suas vidas. O ser humano é capaz de realizar coisas espantosas, desde que tenham um sentido para ele. Mas o difícil é criar este sentido. Naturalmente deve tratar-se de uma convicção, mas as coisas mais persuasivas que o homem pode imaginar são medidas pela mesma escala e se mostram insuficientes para que possam também protegê-lo com eficácia contra seus próprios desejos e temores. (JUNG, 1937, p.83). Francisco apresenta uma via para o encontro do sentido da vida. Pela sua própria experiência ele é levado a descobrir que compreender o sentido da vida não é uma

4 tarefa apenas humana. É uma tarefa realmente difícil e que requer, além de uma convicção, uma intenção, a ajuda de Deus. E é o que acontece com Francisco. Ele é chamado por Deus, não só para dar um sentido à sua vida, mas possibilitar pelo seu exemplo que outras pessoas sejam também capazes desta tarefa. Assim,...Francisco é um sinal. Sinal de que a humanidade acelera a sua queda, sua degeneração. Ele aponta para características sociais que afastam o homem e a mulher da sua capacidade humanadivina por excelência: a transcendência. Transcen, Transcendência entendida como a característica que liga cada pessoa ao Creador, e que por isso mesmo impõe limites para as ações humanas. A transcendência pressupõe o livre-arbítrio do homem, essa sua parcela que pode levá-lo naquela direção. (SIMONI, 1991, p.7). Ao lembrar que a pessoa tem que reconhecer sua pequenez como um dos prérequisitos para entender a grandeza do sentido da vida, Francisco começou a nomear o agrupamento de homens que se criou ao seu redor e que faria um trabalho cujos frutos continuam até hoje: a Ordem dos Frades Menores. Francisco, ao abandonar a família, sua posição nos negócios do pai terreno, abre mão de todos as suas propriedades e da segurança de um futuro garantido de riqueza e abundância material. Num gesto ousado, em plena praça de Assis, Francisco, frente ao bispo, despe-se completamente, abandona a cidade e inicia sua nova vida na natureza do entorno da urbe. Logo depois é seguido por outros homens da cidade e passam a viver um modo alternativo de vida, que espelha os valores tradicionais que estavam sendo colocados de lado. Nas suas Admoestações, Francisco indica o que é esse modo alternativo da vida, quando afirma: 17. Do servo de Deus humilde Bem aventurado o servo que não se envaidece com o bem que o Senhor diz e opera por meio dele mais do que com o que o Senhor diz e opera por meio de outrem. Peca o homem que exige do seu semelhante mais do que ele mesmo daria de si ao Senhor seu Deus. 18. Da compaixão para com o próximo Bem aventurado o homem que suporta o seu próximo com suas fraquezas tanto quanto quisera ser suportado por ele se estivesse na mesma situação. (FRANCISCO, p.67). Com a criação da Ordem dos Frades Menores, Francisco inicia seu apostolado, cuja principal missão é relembrar a homens e mulheres, ricos e pobres, cristãos e nãocristãos, a boa nova, o Evangelho. E isso Francisco quer realizar sem abandonar a Igreja Católica Romana, motivo pelo qual vai até Roma obter a aprovação do papa Inocêncio III, em A opção de Francisco no seu apostolado foi a de não abandonar a realidade profana do mundo. A organização da Ordem não se baseou no modelo dos mosteiros e dos claustros. A vida monástica não era a referência de Francisco. A Ordem dos Frades Menores, seguindo seu fundador, abriu-se para o mundo. Os Irmãos eram

5 incentivados a saírem pelas estradas pregando, principalmente pelo exemplo, as palavras do Novo Testamento, da mesma forma que fizeram os apóstolos de Cristo. Francisco e seus amigos não quiseram se deixar limitar espiritual e geograficamente por Assis. Esse o sentido de sua decisão de deixar tudo em vista do seguimento de Jesus Cristo. Foram pelo mundo afora. Tiveram essa mobilidade desde o começo. (FLOOD, 1983, p.73-4). Mas um outro fato realça de forma vigorosa o entrelaçamento dos Irmãos Menores e o mundo profano: a relação da Ordem com o trabalho. O trabalho é uma das atividades humanas que mais aproxima a pessoa do aspecto material da vida, ocupa seu tempo e dela pode exigir muito. Francisco não se afastou desse aspecto da vida. Pelo contrário, desde o início, nas Regras da Ordem, até bem próximo de sua morte, em seu Testamento, Francisco chamou a atenção de seus companheiros de jornada para a importância do trabalho humano e de que forma ele deveria ser executado para que não se afastasse dos ideais que deram origem a Ordem. Francisco afirmou em seu Testamento: E eu trabalhava com as minhas mãos e quero trabalhar. E quero firmemente que todos os outros irmãos se ocupem de um trabalho honesto. E os que não souberem trabalhar o aprendam, não por interesse de receber o salário do trabalho, mas por causa do bom exemplo e para afastar a ociosidade. E se caso não nos pagarem pelo trabalho vamos recorrer à mesa do Senhor e pedir esmola de porta em porta. (FRANCISCO, p.168). Nesse tópico de seu Testamento, Francisco resume vários aspectos da visão tradicional do trabalho humano: o mestre (no caso Francisco) ensina porque realiza o trabalho em conjunto com os companheiros. Ele não manda, não vigia, ele trabalha junto. O exemplo é um dos principais instrumentos desse modo de ensinar. Francisco relembra que o critério de avaliação de um trabalho para quem o executa não é o salário recebido. Se o salário é o único avaliador do trabalho realizado, isto significa que há uma única relação de causa e efeito entre a pessoa que o faz e todo o processo de execução. É reduzir o trabalho a um fato apenas técnico. É tirar a própria característica humana que o trabalho tem. É aceitar o mote moderno de que, quem ganha bem tem um bom emprego. Por último, Francisco assume sua cotidiana atitude radical frente aos valores da nova sociedade, ao apontar o caminho da humildade sempre que o trabalho realizado não for acompanhado do salário correspondente: o pedir esmolas de porta em porta. Entregar nas mãos de Deus o problema da subsistência do próprio corpo. Francisco queria que o trabalho fosse na vida das pessoas um elemento de alegria, de união. O que ele procurou foi criar uma nova atitude em face do trabalho, foi infundir em todo o trabalho o espírito comunitário, de camaradagem, de companheirismo, foi criar um grupo de pessoas unidas pelos simples deveres decorrentes da aceitação da pobreza e do serviço num espírito de contente renúncia; gente que poderia mesmo continuar no seu ofício ou em sua casa, contanto que se desfizesse de arrimos materiais. (MUMFORD, 1944, p.142). A mensagem de Francisco era dirigida para todas as pessoas, mas tinha uma platéia cuja recepção tinha características especiais. Eram as pessoas que se sentiam atraídas pela riqueza material, que nessa época se desenvolvia celeremente, e eram tentadas pela cobiça. Daí sua indicação de que, sempre que possível fosse, o Irmão Menor não

6 esmolasse para si próprio, mas para os outros. O hábito da esmola é para Francisco a forma cotidiana de se aproximar da pobreza espiritual: Por amar os pobres, ou dizer amá-los, é que eu, rico, me entreguei a pobreza. Vivi e fiz viver outros de esmolas, dei o que tive e o que me davam, fui ou quis ser, o mais pobre dos pobres. Não recebi a pobreza como uma herança, procurei-a, conquistei-a, devo-a ao fogo da vocação e ao gelo da vontade. (SARAMAGO, 1987, p.124). O estudo da vida de São Francisco de Assis pode ajudar a entender porque o mundo do trabalho de hoje é tão carregado de problemas e representa um fardo para as trabalhadoras e trabalhadores, tanto do ponto de vista de desgaste físico, mental, como do desgaste psíquico. Mais do que isso, o fardo que a forma de se realizar o trabalho hoje representa é um vazio espiritual, porque o trabalho passa a ser apenas a maneira de se conseguir na maioria dos casos, apenas parcialmente o dinheiro para a própria subsistência e a dos familiares. O trabalho perde suas outras características, que possibilitam ligar a pessoa aos seus irmãos e ao Creador. Nas Regras, ditadas por Francisco, que a Ordem dos Frades Menores teve em seu início, vários são os tópicos que relembram a função salvadora do trabalho. Na Regra Não-Bulada de 1221, Francisco coloca, no item 7 Do modo de servir e de trabalhar, as principais características, do ponto de vista franciscano, do trabalho humano. Nenhum irmão, onde quer que esteja para servir ou trabalhar para outrem, jamais seja capataz, nem administrador, nem exerça cargo de direção na casa em que serve, nem aceite emprego que possa causar escândalo ou perder sua alma. Em vez disto sejam os menores e submissos a todos que moram na mesma casa. (FRANCISCO, p.146). Neste tópico, Francisco chama a atenção para dois aspectos do trabalho bem realizado. O primeiro aponta para o malefício de existência de uma estrutura de poder que diferencie as pessoas dentro de um processo de produção. O trabalho é coletivo; é uma ação humana cooperativada e não deve ser fonte de ascendência de uma pessoa sobre outra. Num processo de trabalho, quando entendido espiritualmente, não há tarefa mais importante que outra, não há distinção entre trabalho manual e trabalho intelectual, uma vez que a visão tradicional do trabalho não separa ação da contemplação. Assim, um Irmão Menor não pode colocar-se hierarquicamente acima de outro. Se a condição social implica na existência de uma estrutura hierárquica dentro do mundo do trabalho, como era o caso da cidade de Assis, só restava ao frei franciscano colocar-se no último degrau dessa estrutura. Sua missão é servir a todos, sem distinção. E isso só pode ocorrer quando ele for o menor entre os menores, como ensinava Francisco. Esse posicionamento criava propícias condições para que o irmão franciscano exercitasse a humildade, com o objetivo de aproximação compreensiva aos companheiros de trabalho e de criar no seu coração o solo preparado para o encontro com Deus. Desenvolver uma atitude humilde pode transformar nossas tendências egoístas em generosidade, o que nos permite, então, descobrir a beleza do verdadeiro dar e compartilhar com os outros. Quando deixamos um profundo sentimento e interesse e de cuidado permear todas as nossas ações, compreendemos que o coração humilde é o maior de todos os corações. O respeito e a consideração que mostramos em relação às outras pessoas despertam nelas afetuosidade e reconhecimento recíprocos, de modo

7 que todas as nossas interações ficam elevadas a um nível vital. (TULKU, 1978, p.162). A mensagem de Francisco é clara e radical. Não há necessidade de uma ascendência, baseada em valores sociais, de uma pessoa sobre a outra dentro do mundo do trabalho. Pelo contrário, o colocar-se subordinado é que pode dar a cada pessoa o sentido de grandeza do seu trabalho. Grandeza não pela hierarquia social, mas pela descoberta de que a atitude de servir reduz a pessoa ao que ela tem de mais íntimo: o seu coração. E o bom coração sabe que quanto mais simples e singelo for, mais poderá ajudar a si próprio e ao próximo. O segundo aspecto que Francisco chama a atenção neste tópico diz respeito ao emprego eticamente escolhido. Nos dias de hoje quando se afirma que uma pessoa está bem empregada significa que, na grande maioria dos casos, esta pessoa recebe um polpudo salário. A avaliação da inserção produtiva da pessoa tem um único critério de avaliação: o montante de dinheiro conseguido, através do qual ela poderá ter acesso aos mais variados bens e serviços de consumo. Com isso sua posição na estrutura social será elevada e a tendência será a busca de cada vez mais riqueza. A pessoa vende sua alma. Porque ela vende sua alma? Porque quando o trabalho escolhido não é aquele para o qual ela nasceu, ocorre uma dissociação entre o coração da pessoa e o que ela realiza. Francisco aborda aqui o encontro da pessoa com sua vocação. Talvez o escândalo que ele alude não seja o fato social do exercício de atividades imorais ou desonestas. Talvez ele esteja falando que um escândalo maior: o desvio da busca da vocação. No mundo moderno essa busca foi tão abandonada que a escolha da profissão se dá por características do mercado: ou é relegada a um conjunto de técnicas da chamada seleção e orientação profissional, em que o jovem é submetido a uma bateria de testes e um técnico em psicologia aplicada vai apontar as características de sua personalidade que se adequam melhor a um subconjunto de profissões existentes. Embora seja aceito hoje como fato corriqueiro, essas duas formas hegemônicas de escolha da profissão é que são um verdadeiro escândalo, pois fogem ao sacrifício da busca da vocação. Exercer a vocação é trabalhar com responsabilidade. Responsável pela qualidade do produto ou serviço executado e, mais ainda, responsabilidade para que o produto do trabalho seja bem utilizado. Assim, o bom trabalho tem como resultado algo bem feito e seu uso será eticamente correto. O trabalho realizado eticamente implica numa escolha por parte da pessoa de não abrir mão de sua integridade, ou seja, de trabalhar para si própria e para outros na busca de uma aproximação amorosa. O trabalho responsável é uma encarnação de amor, e o amor é a única disciplina que servirá para construir a personalidade, a única que fornece à mente integridade e constância para toda uma vida de labuta. Sobre a verdadeira vocação se baseia o paradoxo do conhecimento significativo que uma pessoa pode ter sobre si mesmo, nossa capacidade de encontrarmos a nós mesmos ao nos perdermos. Nos perdermos em nosso amor frente a tarefa a executar e, nesse momento, tomarmos consciência de uma identidade que tem suas raízes dentro de nós, mas que se espraia em relação às outras pessoas. (ROSZAK, 1977, p.279).

8 A busca da vocação traz para a mulher e para o homem a oportunidade de uma integração real e útil no mundo, mesmo quando essa integração exige muito esforço e até sofrimento. Mas, se o que se busca é a verdadeira vocação, o que toma conta do peregrino deste caminho é a alegria, pois o abandono dele significa abraçar uma vida de desperdício de energia vita e de fingimento para com si próprio e com as pessoas no seu entorno. No mesmo item 7 da Regra Não-Bulada, Francisco dita a seus irmãos: E os irmãos que forem capazes de trabalhar, trabalhem; e exerçam a profissão que aprenderam, enquanto não prejudicar o bem de sua alma e eles puderem exercê-la honestamente. Porquanto diz o Profeta: Viverás do trabalho de tuas mãos: serás feliz e terás bem-estar, e o Apóstolo: Quem não quer trabalhar não coma. Cada qual permaneça naquele ofício e cargo para o qual foi chamado. E como retribuição pelo trabalho podem aceitar todas as coisas de que precisam, exceto dinheiro. E, se for necessário, podem pedir esmolas como os outros pobres. E podem ter as ferramentas necessárias ao seu ofício. (FRANCISCO, p.146). Neste tópico, pode-se verificar que Francisco quer realizar sua missão espiritual com seus pés bem fincados no mundo das pessoas. Primeiro, ele coloca o trabalho como um direito das pessoas, já antecipando o moderno fenômeno do desemprego. Fenômeno este desconhecido na Idade Média, tendo em vista a forma de organização social, cuja base rural garantia as pessoas o acesso a terra, desde que servos fossem de algum senhor. Segundo, apela para o senso de honestidade na realização do trabalho e chama a atenção para algo hoje esquecido: receba o alimento, material ou espiritual apenas aquele que trabalha. Não há na Ordem dos Frades Menores, pelo menos no seu início, cargos relativos à supervisão, controle ou vigilância. Apenas quem trabalha, ou seja, participa diretamente da transformação da natureza tem o direito ao alimento. Não há espaço para o patrão e seus capatazes. Dentro de suas limitações e habilidades cada irmão deve trabalhar. Não há atividade que substitua o trabalho direto. Na Ordem não existe a figura do empreendedor, do dono da idéia. O próprio Francisco, que criou a Ordem, enquanto teve saúde exerceu vários trabalhos, incluindo a pregação do Evangelho junto aos árabes. Talvez por conhecer o trabalho que seu pai terreno executava, Francisco sabia que quando uma pessoa passa a ser patrão ou representante deste ela perde a capacidade de enxergar os que trabalham como companheiros de lide. Neste aspecto, Francisco assume uma postura nitidamente anárquica ao negar a necessidade do patrão ou do gerente para que processos de trabalho sejam desenvolvidos. Ele aponta para o caráter desumano da existência do patrão. Francisco parece apontar neste sentido quando permite que os irmãos tenham as ferramentas necessárias para o desempenho de seu trabalho. Patrão não tem ferramentas porque não trabalha, no sentido franciscano do termo. Quem trabalha pensando no lucro e na exploração de pessoas, planejando e controlando o trabalho alheio, não trabalha. Esse é o patrão. Essa figura não tem lugar no firmamento franciscano. Para conseguir uma vaga neste etéreo, o patrão tem que passar a ser companheiro e, para isso, ele tem que trabalhar junto e em conjunto com as demais pessoas. Com uma experiência desta, esta pessoa em pouco tempo descobrirá as dificuldades e alegrias do trabalho solidário. Ao atingir esse ponto ela deixa de ser patrão e readquire muito de suas feições humanas. Neste tópico da Regra Não-Bulada Francisco fala do exercício da esmola. O frei franciscano ao trabalhar para alguém não preestabelece um soldo, um pagamento. Ele

9 realiza suas tarefas e espera o que vai lhe ser dado em troca. Se nada Lhe é dado, ou o que é dado é insuficiente para seu sustento, ele deve esmolar. Assim, o frei franciscano aprende a dar à sua existência o seu devido valor. Este valor é preservar o princípio da pobreza, ou seja, não se ater a importância que possa dar ao seu próprio trabalho, nem se achar no direito de reivindicar mais para si. O servir-se na mesa do Senhor é para o franciscano motivo de alegria e não fonte de reclamações da sua condição de vida. Por último, Francisco coloca a questão do dinheiro. Este é um elemento que não pode fazer parte da vida franciscana, pois ele é um dos pilares do novo modo de vida implantado pela emergente burguesia. A relação com o dinheiro é tão importante que recebe um item especial, o de número 8 da Regra-Não Bulada, que tem por título - Que os Irmãos não recebam dinheiro. Nela Francisco adverte:...por isso nenhum irmão, onde quer que esteja e para onde quer que vá, nem, sequer ajunte no chão, nem aceite ou faça aceitar dinheiro ou moedas, nem para comprar roupas ou livros; numa palavra: em circunstância alguma, a não ser em caso de manifesta necessidade para os enfermos. Pois do dinheiro, ou de moedas não devemos ter nem esperar mais proveito que de pedras....mas tomem muito cuidado com o dinheiro. Igualmente evitem todos os irmãos de vaguearem pela terra atraídos por lucro vil. (FRANCISCO, p.147-8). A atitude de Francisco em relação ao dinheiro não tinha por objetivo apenas o exemplo para os Irmãos da Ordem. Ao recusar-se a colocar o dinheiro dentro do seu grupo de frades, Francisco tinha em mira fazer frente ao sistema econômico que se implantava em Assis. O sistema monetário em Assis, tal como é hoje em todo mundo, era perverso com os pobres. Negar a importância do dinheiro era denunciar, de forma pacífica, a vilania que se praticava com a população mais pobre de Assis. Francisco e seus irmãos recusaram ao dinheiro toda a função em sua vida. Fazendo isso se opuseram ao controle social e à injustiça. Não estavam de acordo que o povo simples sofresse com tal sistema. Certamente para que o sistema em questão funcionasse era preciso que o dinheiro circulasse, mas os frades não sustentam tal fato em sua ação. Graças à tenacidade dessa política com respeito ao dinheiro, os frades permaneceram livres do domínio do sistema sócio-econômico. Assim podiam elaborar a base econômica de seu movimento. (FLOOD, 1983, p.37). E qual era essa base econômica de seu movimento? Era o trabalho regido por relações de solidariedade e não por relações de mercado, por relações de trocas econômicas. Assim, para Francisco, o significado do trabalho ia à direção do coração das pessoas e não na direção de seus bolsos. Mas isso não impedia que Francisco percebesse que a partir de sua época o dinheiro passaria a ter para as pessoas a potencialidade de tudo comprar, de tudo prover. Daí o seu posicionamento radical frente à utilização do dinheiro. Mas Francisco também sabia dos limites do poder do dinheiro. O dinheiro pode comprar tudo....o dinheiro compra tudo. A única coisa que ele não pode comprar é significado. A fonte definitiva de cada atividade humana, cada função humana, é uma força, além do ego. O dinheiro não consegue chegar tão longe, porém tudo o mais está ao seu alcance. (NEEDLEMAN, 1991, p.255-6).

10 Para Francisco a pobreza era uma demonstração de sua confiança em Deus e por extensão, de sua confiança na bondade das pessoas. Numa época em que o egoísmo e a busca do dinheiro cresciam, Francisco apelava para a bondade das pessoas. Abandonava o dinheiro, que podia Lhe garantir a segurança material para se jogar nos braços de Deus, através da solidariedade humana. Na vida sem bens de fortuna, conforme o seu modo de falar, ele se sentia, por assim dizer, dia por dia, hora por hora, unido a Deus e também ao próximo, precisamente por um lado sobremaneira simpático. Pelo engajamento de toda a sua personalidade, dava-lhes ele uma prova de quanto confiava em sua generosidade. (VON GALLI, 1971, p.63). A negativa de Francisco em relação ao dinheiro tinha um sentido pedagógico. Não era uma postura cega, irracional, vingativa. Francisco abandonava o dinheiro, não pelo mal que ele lhe causou na juventude quando o esbanjou nas suas noitadas e festas em Assis. Não, para Francisco esse afastamento do dinheiro significa um movimento de aproximação de Deus e para com o próximo, numa posição de súplica. Ao negar o dinheiro, e também por causa disso, ter que esmolar para si e para os enfermos, o frade franciscano, encarnado em Francisco aprende a ser pequeno, a ser menor. Francisco seguia não só os mandamentos de Cristo, mas baseava-se na própria vida do Salvador. O meio fundamental de seguimento a Cristo é a pobreza-minoridade. Pobreza não é somente renúncia aos bens materiais e ao domínio jurídico, mas um compromisso total de insegurança evangélica como grupo, desapropriação interior dos bens pessoais, mesmo internos, em função à caridade, e espírito de serviço para com todos os homens. A fraternidade dos pobres deverá ir pelo mundo levando a mensagem de paz, evitando toda instalação terrena, sendo peregrinos e forasteiros neste mundo. (IRIARTE, 1979, p.44). Em suma, o que Francisco lembra é que o dinheiro faz parte do mundo, mas não deve ser utilizado como único mediador das relações das pessoas, consigo mesmas e com os outros. Mas do que isso, o dinheiro não deve se interpor como obstáculo entre cada pessoa e Deus, pois o desejo de enriquecimento material acaba por obnubilar a visão espiritual de quem vai por este caminho. Ninguém pode servir a dois senhores: com efeito, ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro. (LUCAS, 16,13). No terceiro tópico do item 7 da Regra Não-Bulada, Francisco exorta: Todos os irmãos se esforcem seriamente em praticar boas obras, pois está escrito: Vê se estás sempre empenhado em praticar alguma boa obra, para que o diabo te encontre ocupado; e ainda: A ociosidade é inimiga da alma. Por isso os servos de Deus devem estar sempre entregues à oração ou a qualquer outra boa obra. (FRANCISCO, p.146). Neste tópico Francisco adverte o trabalhador e a trabalhadora da tentação da ociosidade como inimiga da alma da pessoa. Francisco fala aqui do equilíbrio entre ação e contemplação. Daí o traço de união entre trabalho e oração. Daí o exercício de

11 tornar permanente, contínuo, o ato de trabalhar, não como um castigo, uma penitência, mas como um relembrar cotidiano do aspecto sagrado da vida. Pensar o trabalho como integrante da própria vida e não como modernamente se pensa: o trabalho como exterior à vida e apenas fornecendo as condições materiais do seu usufruto. Dessa visão é que surge o lazer, aquilo que é feito prazerosamente nas horas fora do trabalho. Hoje, a vida pode dividir-se em dois compartimentos estanques: num está o trabalho, no qual deve se procurar o salário mais alto, sem levar em consideração O conteúdo deste próprio trabalho; do outro lado, o lazer aonde o indivíduo consumirá o que necessário for para recuperar o que o trabalho Lhe desgastou. É visível a oposição entre trabalho e vida. É visível o descompasso moderno entre ação e contemplação. Na época atual a contemplação é quase que um defeito da personalidade. A capacidade de fazer veja-se a automação, a indústria espacial, a engenharia genética, a miniaturização eletrônica é o ideal almejado. A máxima moderna é: se funciona é bom! Assiste-se uma inversão quase que total em relação à contemplação, comparando-se a época atual com a Antigüidade. Assim, a inversão que ocorreu na época moderna não consistiu em promover a ação à posição outrora ocupada pela contemplação como O mais alto estado de que os seres humanos são capazes como se, daí por diante, a ação fosse a finalidade última em benefício da qual se devia exercer a contemplação, tal como, até então todas as atividades da vida activa tinham sido julgadas e justificadas na medida em que tornavam possível a vita contemplativa. A inversão tinha a ver somente com a atividade de pensar que, daí por diante, passou a ser a serva da ação, como havia sido a ancilla theologiae, a serva da contemplação da verdade divina na filosofia medieval e a serva da contemplação da verdade do Ser na filosofia dos antigos. Por si, a contemplação perdeu todo e qualquer sentido. (ARENDT, 1958, p.305). Quando a pessoa perde a capacidade da contemplação ela passa a ver seu trabalho como um em si mesmo, e fica tomada pela tentação da soberba. Seu norte de trabalho volta-se para o resultado do trabalho e sobre sua habilidade de realizá-lo. O resultado é a criação de uma personalidade narcísea seja afirmativa ou negativamente. Não há, neste caso, nenhuma característica de transcendência. O caminho da ação impõe-se a todos os homens pelo fato de serem os homens dotados de faculdades de ação próprias para se integrarem na vida espiritual. A ação do homem nem sempre tem sentido, a não ser que ela seja banalizada por um aspecto sacrificial ou ritual, o que quer dizer que ela se deve integrar em uma perspectiva devocional ou contemplativa, que a ultrapassa, mas Lhe dá todo O seu sentido. (CHENlQUE, 1978, p.55). Francisco ao juntar oração e trabalho lembra às pessoas de seu tempo que o trabalho, como tudo aquilo que Deus dá à humanidade, é um dom. Dom até no sentido de privilégio, de algo especial, concedido amorosamente, um instrumento de crescimento espiritual. Maria Sticco, no seu livro sobre São Francisco de Assis, percebe esse fato com clareza e afirma:

12 A conversão o chamou logo ao trabalho manual: seus primeiros passos no caminho de Jesus operário, as fadigas dos apóstolos e de São Paulo para ganhar o pão, ensinaramlhe a nobreza sobrenatural, a missão expiatória e consoladora do trabalho e este ensinamento ele transmitiu aos seus. Por isso, quando não rezavam, trabalhavam, antes de tudo, em obras de misericórdia, assistindo os doentes, curando os leprosos, varrendo as igrejas, e, em seguida, exercitando-se no mister que já possuíam. (STICCO, 1955, p.85-6). Há na vida de Francisco, logo que ele abandona a casa dos pais, um acontecimento relacionado ao trabalho. Ele recebe de Cristo a missão de reconstruir a capela de São Damião, coisa que para ele não era nova e não oferecia dificuldades em termos de conhecimento do ofício, pois participara da construção de muros na cidade de Assis. Novo, porém, era o ideal: obedecer a Deus, imitar a Jesus operário, e nova alguma coisa que no trabalho descobria: a sabedoria e o contentamento que nos dão o fazer humildemente, com as próprias mãos, as coisas primitivas e indispensáveis, pelas quais vamos às entranhas da vida que na realidade só conhecemos quando chegamos até lá. Em cada pedra que cimentava, Francisco punha a consciência e cada pedra lhe engrandecia a consciência. Abandonado àquilo que se chamava mundo e que é a parte menos valiosa deste, reentrava o rapaz na sociedade por meio do que nesta é a grande força construtora: o trabalho iluminado pela fé. (STICCO, 1955, p.69-70). Francisco coloca a compatibilidade entre trabalho e oração. Relembra que o local da oração não é a igreja, o posto de trabalho, o aconchego do lar, mas sim o coração de cada um. E quando coloca a necessidade da junção trabalho e oração está mostrando que a ociosidade pode ocorrer dentro do próprio exercício do trabalho, pois trabalhar sem perceber a sacralidade deste ato, é não trabalhar, é estar dominado pelo ócio. Para a época atual esses avisos de Francisco parecem falar ou de um mundo inatingível ou então de um mundo que se perdeu nos idos da História. Num certo sentido é isso mesmo. O próprio Francisco viveu essa situação. Durante o início da formação da Ordem dos Frades Menores, Francisco foi considerado louco pelas pessoas de Assis. Muito lentamente é que, poucas pessoas, foram se aproximando e percebendo que o convite que Francisco fazia era para um projeto de vida viável. Essa viabilidade ficou patente nos anos seguintes com o crescimento da Ordem e da importância que ela passou a ter, não apenas no mundo religioso, na sociedade de Assis e arredores. O projeto do louco de Assis já dura setecentos e noventa anos e hoje é compartilhado por milhares de frades e freiras em todo o planeta, e a mensagem franciscana tem atingido milhões de pessoas. O último tópico do item 7 da Regra Não-Bulada diz: Cuidem os irmãos, onde quer que estejam, nos eremitérios ou em outros lugares, de não apropriar-se de qualquer lugar nem disputá-lo com outrem. E todo aquele que deles se acercar, seja amigo ou adversário, ladrão ou bandido, recebam-no com bondade. E aonde quer que estejam os irmãos, e sempre que se encontrarem em algum lugar, devem respeitar-se e honrar-se espiritual e diligentemente uns aos outros, sem murmuração. E guardem-se os irmãos de se mostrarem em seu exterior como tristes e sombrios hipócritas. Mas antes comportem-se como gente que se alegra no Senhor, satisfeitos e amáveis, como convém. (FRANCISCO, p.146-7).

13 Neste tópico Francisco aborda a questão do relacionamento com as outras pessoas. Todas. Para Francisco exercer a fraternidade é ser irmão de todos. A ponto de não ter nenhum sentimento de propriedade, nem que seja na disputa de uma sombra de árvore para se proteger do sol. Esse é um ponto da Ordem dos Frades Menores que se choca frontalmente com os valores reinantes na sociedade de Assis. É um dos mais fortes avisos que Francisco dá a humanidade: a propriedade prende a pessoa, torna-a pesada, afasta-a dos semelhantes. Os críticos da Ordem dos Frades Menores quando querem mostrar a falência dos ideais de Francisco citam exatamente o abrandamento em relação à propriedade que se desenvolve dentro do movimento franciscano após sua morte. No entanto, Francisco não tinha dúvidas: dinheiro e propriedades não faziam parte do acervo da Ordem. Outro aspecto que Francisco aborda neste tópico refere-se ao respeito mútuo. Francisco sabe, por experiência própria, que adquiriu ao trabalhar na manufatura de tecidos do pai que as pessoas mais pobres são desrespeitadas. Assim, o exercício do respeito mútuo atua como diminuidor, pelo menos no plano espiritual, das diferenças entre pessoas estabelecidas pela estrutura social. O exemplo maior de respeito mútuo é dado por Francisco no episódio do beijo no leproso. Francisco tem que vencer seu próprio orgulho, perder o senso de repúdio, para se colocar junto com uma pessoa doente que lhe causa asco. Ao beijar o leproso Francisco aponta para a fonte do respeito mútuo: o sentimento de fraternidade. O Irmão aprende a respeitar o irmão e por extensão os outros irmãos. É no respeito mútuo que se estabelece um clima propício para a transmissão do conhecimento de um ofício. O respeito não se impõe porque é um sentimento bipolar. Ele existe entre duas pessoas e as coloca no mesmo nível de existência, e mesmo que uma saiba mais que a outra isso não significa ascendência. Pelo contrário, o que sabe tem a responsabilidade de ensinar ao outro. E o que vai aprender sabe que o seu instrutor vai lhe ensinar todo O ofício para que a cadeia de transmissão desse saber se alimente do respeito e da confiança mútuos. Entre irmãos não há necessidade de concorrência. Cada um se alegra em ensinar o que sabe ao outro, pois tem consciência que a fonte de saber é trans-humana. Da verdade de ser pobre, nascia nele a necessidade de suprir as necessidades vitais. E o meio que se lhe apresentava era o trabalho. Para ele o trabalho era uma graça e por isso pedia e mandava que todos a quem o Senhor concedera a graça de trabalhar, trabalhassem, não pressionados pela ganância ou pela efemeridade dos resultados materiais do mesmo, mas como participação ao estado da criatura chamada a continuar a construção do mundo, como meio de prover as próprias necessidades e importante para todos os tempos como afugentador do ócio e da preguiça, inimigos mortais do progresso espiritual do homem. (BAGGIO, 1978, p.31-2). Por fim, Francisco exorta os Irmãos a abraçarem a alegria, uma característica sua e que ele exercitou na sua juventude sendo conhecido como pessoa que gostava de festas e noitadas de diversão. Após sua conversão a alegria o levava ao encontro das pessoas, não para diverti-las, ocupar o seu tempo, mas para servir de solo adubado para o crescimento da plantinha da fraternidade, uma das lavouras de que Francisco mais se cultivava. A alegria era para Francisco uma das bases para o surgimento da amizade entre as pessoas. Francisco sabia, da mesma forma que o padre Egide Van Broeckhoven que

14 A amizade só é perfeita quando os outros contribuem, no amor e pelo amor, para unir os amigos um ao outro. (VAN BROECKHOVEN, 1962, p.43). Francisco demonstrou seu apreço pela alegria de várias formas. Cantando, incentivando os outros frades. Uma de suas maiores odes a alegria é o Cântico do Irmão Sol, onde Francisco canta louvores a Deus através de algumas obras da Creação: o Sol, a Lua, as Estrelas, o Vento, a Água, o Fogo, a Terra e a Morte, que Francisco também via como irmã. Quando Francisco compôs o Cântico estava quase cego e bastante doente, próximo da morte. Não por acaso, fez um hino de amor à vida e à natureza e mostrou para as gerações vindouras a necessidade de preservação do ambiente natural. Francisco, ao se converter, colocou todo o seu ser no caminho do amor e a partir daí todas as pessoas, todos os animais, todas as plantas, tornaram-se seus irmãos e o mundo passou a ser o seu lar. Francisco tornou-se responsável por toda a Terra. Assim, passou a respeitar o mundo exterior e a conhecer cada vez mais o seu próprio mundo interior. Isso fez dele uma pessoa que soube preservar indene sua humildade e desapego. Neste sentido, Francisco aprendeu a reverenciar a natureza e ver nela a obra da Creação e como tal não podendo sofrer destruição pelo trabalho humano. Grosso modo, esses são os ensinamentos que Francisco legou a humanidade e que dizem respeito ao mundo do trabalho. Eles representam uma fonte de reflexão para aqueles que trabalham e aqueles que estudam o trabalho humano. Haveria espaço hoje para o exercício dos valores franciscanos? Um novo São Francisco de Assis apareceria hoje para relembrar os avisos do Pobrezinho de Assis? Um pensador católico brasileiro Alceu de Amoroso Lima responde essas perguntas da seguinte forma: Acho muito provável que não apareça por ora. Uma figura dessas precisa, para surgir, de um, amadurecimento social que possivelmente ainda está longe. Mas o fato é que, quanto mais nos afastamos da natureza, mais nos aproximamos de uma revolução espiritual como a de São Francisco, que foi evidentemente uma volta à natureza, uma volta à simplicidade, uma volta a condições de saúde e de espontaneidade natural a que as sociedades tendem a fugir com o tempo. (LIMA, 1927, p.49-52). Sem dúvida a revolução que Francisco realizou foi profunda, mas sua característica marcante foi a alegria. Não a do sorriso fácil implantado na face, mas a do riso infantil plantado no solo fértil do coração. Uma forma de eutrapelia. Seguir os princípios de Francisco não é uma tarefa fácil. Primeiro, porque como o próprio Francisco expôs, sua decisão de cumprir a missão de divulgar o Evangelho não saiu dele, mas da ordem que recebeu de Deus. Mesmo assim Francisco poderia fugir a esse desígnio. Mas ele não o fez e abraçou por vontade própria, após algum tempo de hesitação, a missão que lhe fora confiada. A partir daí, Francisco renasceu em vida. Ele abandonou, de forma radical, os valores de sua época, aquilo que havia aprendido em família e com os amigos de seu círculo social. Segundo, adotou um modo de vida considerado insano por quase todos em Assis (É bom lembrar que Santa Clara nunca duvidou da retidão do apostolado que Francisco desenvolveu) e durante sua vida pautou suas ações dentro dos mandamentos do Novo Testamento. Seguir Francisco é uma tarefa árdua. Adotar, no mundo do trabalho, os ensinamentos de Francisco é também uma tarefa árdua.

15 Com relação ao trabalho, não é fácil para ninguém seguir os princípios apresentados por São Francisco. Mesmo a tentativa de fazê-lo exigiria mente muito singular, face à incompreensão que iria enfrentar e pela dose de coragem frente ao ridículo e à zombaria. Pois, esses princípios contradizem quase tudo o que a sociedade de consumo hoje defende. Mas, assim mesmo não se deveria pensar, que tais princípios não podem ser postos em prática. Francisco mesmo vivia uma vida em aberta contradição com o sórdido materialismo que tanto desfigura a beleza do mundo medieval e da Igreja. (DOYLE, 1980, p.222). Realmente esses princípios podem ser postos em prática. A própria Ordem dos Frades Menores continua fazendo isso, ou pelo menos, tentando. O movimento anárquico também, ao não aceitar que exista uma estrutura hierárquica, com cadeias de comando e subordinação, por exemplo. É interessante chamar a atenção da presença dentro do movimento anárquico de princípios pregados por Francisco no século XIII. Vários são os estudiosos do movimento franciscano que apontam uma confluência entre franciscanismo e anarquismo. Por exemplo, o frade franciscano Lázaro Iriarte no prólogo de seu livro, História Franciscana, citando E.L. Moulin, afirma: A Ordem que tem experimentado mais crises é, seguramente, a de São Francisco, um belo exemplo de anarquia triunfante... No plano humano, há que se admitir que o ter superado tantas crises é, pelo menos, sinal de extraordinária vitalidade. (ÍRIARTE, 1979, p.19). Fazer um estudo comparativo entre os ideais de Francisco e o anarquismo é trabalho para outra tese. Semelhanças são muitas, até geográficas. Um dos países aonde o movimento anárquico é mais forte é a pátria natal do santo de Assis: a Itália. Mas não só o anarquismo se aproxima de Francisco. A década de 1960 assistiu ao movimento da contracultura, que amealhou jovens nos vários rincões do planeta e o mundo inteiro escutou o cumprimento dos hippies: paz e amor. Muito próximo do cumprimento que Francisco estipulou quando os frades entrassem em alguma residência: paz a esta casa. Os hippies pregavam a fraternidade, o usufruto comum dos bens e também se organizavam sem que existisse uma pirâmide hierárquica de poder. Não há dúvida que os ideais de Francisco permanecem até hoje. No mundo do trabalho, muitos foram os movimentos e pensadores que beberam na fonte do Pobrezinho de Assis um pouco de sua sabedoria singela. Um pensador contemporâneo, Ivan Illich propõe, em seu livro A convivencialidade, uma organização do mundo do trabalho que, com certeza, Francisco observaria com alegria. Illich define a sociedade convivencial como aquela em que o mundo do trabalho, através de suas ferramentas possibilite às pessoas uma autonomia de ação que priorize o Ser ao invés do Ter. A ferramenta é convivencial na medida em que cada um puder utilizá-la sem dificuldade, tão amiúde ou tão raramente quanto o deseje, para os fins que o próprio determine. O uso que cada qual fizer dela não invade a liberdade do outro para fazer o mesmo. Ninguém precisa de um diploma para usar a vontade; pode-se fazê-lo, ou não. Entre o homem e o mundo, ela é um condutor de sentido, um tradutor de intencionalidade (ILLICH, 1973, p.39-40).

16 Um dos valores que a convivencialidade cultiva é a liberdade, entendida aqui como não exercer qualquer tipo de poder sobre o outro. Com ferramentas que não favoreçam a diferenciação social o trabalho pode ser realizado num ambiente fraterno, que absolutamente torna as pessoas iguais entre si, mas pelo contrário, fortaleça a existência de cada pessoa. Se igualdade existe não quer dizer que todos tem a mesma habilidade e experiência, mas que todos tem condição de buscar sua vocação. Nisso, mulheres e homens podem tornar-se iguais cada qual exercendo sua vocação. Quando esse ambiente existe, o trabalho não ocorre apenas no âmbito do fazer, da intervenção na natureza, mas permite a reflexão sobre o seu próprio sentido. Como Illich afirma, num ambiente convivencial o trabalho pode ser uma intenção, ou seja, uma forma de contemplação, na qual a pessoa vê a sua inserção na produção não como um processo, dividido em etapas e regido por uma lógica natural o que acontece, na verdade mas como uma inserção numa atividade misteriosa e simbólica, da qual ela tem que se aproximar com respeito e temor para agir da melhor maneira possível, ou seja, em liberdade. Como a ferramenta convivencial é basicamente movida pela energia humana, ela coloca para a pessoa limites relacionados ao uso do seu próprio corpo e de suas capacidades. Ela pode ensinar a mulheres e homens que o trabalho não deve necessariamente ser insumo para uma produção máxima, mas para uma produção que atenda as necessidades das pessoas sem que, para isso, seja preciso. O desenvolvimento de sistemas de produção rígidos e complexos. Sistemas de produção concebidos de maneira convivencial implicam num movimento de volta à simplicidade e à parcimônia. Não abandonar a energia humana-física, como fonte básica da energia usada nos sistemas de produção significa definir limites para o que vai ser produzido, o que significa também que a pauta de consumo tem que ser revista. A atual onda de supérfluos, descartáveis e produtos produzidos para durar pouco entra em choque com uma concepção convivencial dos sistemas de produção, uma vez que seu fundamento é uma concepção não de pessoa, mas de indivíduo, ou seja, ser humano que toma suas decisões a partir de critérios econômicos. No mundo da engenharia de produção essa concepção de indivíduo é o princípio básico da Administração Científica divulgada por Taylor, no início do século XX, e desenvolvida no final do século anterior, quando ele exerceu suas funções de engenheiro de produção numa usina siderúrgica. Em sua doutrina, Taylor vê o homem como agente econômico, motivado apenas, no trabalho, pelos ganhos materiais. É uma visão restrita do homem e da mulher e também do conceito de trabalho humano. Taylor e seus seguidores ressaltaram a importância do fator humano nas organizações, porém, o que deve ser acentuado é que a concepção que tinham do homem era reducionista e demasiado limitada. (GUERREIRO RAMOS, 1980, p.82). Um dos manuais mais utilizados no Brasil, no ensino da engenharia de produção, afirma que as últimas pesquisas, no campo da motivação para o trabalho, indicam que os principais fatores que determinam a satisfação do trabalho são: o alcance dos objetivos pré-determinados, o reconhecimento, o conteúdo da tarefa, a responsabilidade e possibilidade de crescimento profissional. Reconhecem que um bom salário é um poderoso estímulo para que o trabalho seja bem feito e que uma boa organização do trabalho é aquela que permite que os indivíduos alcancem seus objetivos ao mesmo tempo que os objetivos da organização são também alcançados (Cf. BARNES, 1937, p.v).

17 O engenheiro e a engenheira de produção aprendem nos bancos escolares a ter uma visão do trabalho humano que o reduz a um dos fatores de produção disponíveis no mercado, passível de uma avaliação econômico-financeira, como é feita em relação à seleção de equipamentos, escolha de matéria-prima e estudos de localização industrial. Essa visão mecanomórfica do ser humano no trabalho é apresentada em outro manual de ensino da engenharia de produção (Cf. MUTHER, 1961, p.144). Neste livro, a fábrica é comparada a um ser humano e são feitas as seguintes analogias: É interessante notar que o ser humano é pensado, apenas, em termos de sua anatomia e fisiologia. Os outros aspectos da vida humana não são contemplados neste modelo. Não é a fábrica que é assemelhada ao ser humano. O ser humano é que deve funcionar como uma fábrica. O trabalho humano é visto, então, apenas como uma atividade econômica, inserida numa determinada estrutural social, com características tipicamente utilitaristas. O trabalho não é visto em seus aspectos lúdicos, simbólicos e transcendentais e quando a engenheira e o engenheiro de produção projetam os sistemas de produção sua concepção já nasce incompleta, pois pressupõe o trabalho como um aspecto separado da vida da pessoa. O local de trabalho não é pensado para o exercício da vida, mas apenas para a geração da riqueza material. Assim, o mundo do trabalho atual reduziu drasticamente o espaço para o exercício da contemplação. A falta deste espaço, paradoxalmente, cria um vazio: o vazio ético. E o vazio ético abre um novo espaço. O espaço para a ação egoísta. O mundo do trabalho passa a ser inimigo da solidariedade e fraternidade. Deixa de ser o espaço de uma experiência pessoal e coletiva, onde se compartilha um tempo carregado de conhecimentos (inclusive sobre a técnica) dentro de um universo de vivências e linguagens comuns e passa a ser o espaço da vida individual, empobrecedora, cerceada e avessa à vida humana associada. Neste tecido social a dificuldade para o encontro da vocação não é pequena. A pressa da vida moderna, seu apelo à competição, suas odes ao consumo e à concupiscência, tudo isso coloca obstáculos àqueles que buscam sua vocação nesse mundo. Hoje, os valores hegemônicos são avessos ao caráter sagrado da vida humana pessoal e associada, avessos ao caráter sagrado da natureza e avessos à vida supra-humana. Este é o comportamento socialmente desejado e esperado dos indivíduos. Adotar uma vida baseada no caráter sagrado da existência é uma ação insana, estranha ao espírito da época atual. No mundo do trabalho, assiste-se hoje ao fenômeno do desemprego a nível mundial. As notícias sobre trabalho escravo não são apanágio dos países materialmente mais pobres. Os acidentes e doenças do trabalho continuam com índices que se aproximam às vezes ultrapassam das baixas humanas em guerras. Mesmo os principais defensores do neoliberalismo implantado no planeta não conseguem responder a todas as críticas que são feitas em relação ao que hoje acontece no mundo do trabalho. O trabalho perdeu o seu sentido de atividade humana essencial, vital para que as pessoas sejam felizes na sua passagem por este mundo. Não é por acaso que se fala hoje em término do trabalho, em redução da jornada de trabalho, em automação. O trabalho passou a ser apenas um fardo. Mas não para todas as pessoas. Existem, ainda, pessoas que a exemplo de São Francisco de Assis, no século XIII, sabem que o trabalho é mais do que uma obrigação social e meio de vida. São pessoas que tentam pautar sua vida por valores fraternos, solidários, amorosos. São pessoas que criam

18 São Francisco de Assis e o trabalho humano formas alternativas de trabalho, como cooperativas, centros de ajuda mútua e que buscam diminuir a importância do dinheiro e da riqueza material no seu coração. São pessoas que não aceitam competitividade e produtividade como lema de vida. São pessoas que meditam e agem vocacionalmente. São pessoas devotas do trabalho. São pessoas que, afinal de contas, sabem que trabalhar é preciso...

19

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