Curso: Sistemas de Informação para Gestão da Saúde. Parte 5: Segurança da Informação em Saúde Certificação de Software em Saúde

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1 Curso: Sistemas de Informação para Gestão da Saúde Parte 5: Segurança da Informação em Saúde Certificação de Software em Saúde Beatriz de Faria Leão, MD, PhD São Paulo, 7 e 8 de maio de 2009 Sumário Legislação Federal ANS Normas CFM Conselho Federal de Medicina IMIA SBIS Código de Ética Certificação de Sistemas de Res SBIS/CFM

2 Leitura Complementar: Freire, S. M. (2004), Sigilo das Informações, In: Regulação & Saúde - Ministério da Saúde; Agência Nacional de Saúde Suplementar (Org), Rio de Janeiro, volume 3, páginas Levy,S. Considerações sobre a ética e o prontuário eletrônico. IN: O prontuário eletrônico do paciente na assistência, informação e conhecimento médico. OPAS, 2003 Legislação Federal: Constituição Federal Art. 5o: assegura a todos os brasileiros a inviolabilidade do direito à segurança, abrangendo entre outros os seguintes itens: 1) é inviolável o sigilo de dados; 2) é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional; 3) são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; 4) todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; Fonte:

3 Legislação Federal: Constituição Federal 5) conceder-se-á "habeas-data": para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo. Fonte: Legislação Federal: Código Civil Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais. Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes. Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento do interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma. Fonte: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5869.htm

4 Legislação Federal: Código Civil Art Divulgar alguém, sem justa causa, conteúdo de documento particular ou de correspondência confidencial, de que é destinatário ou detentor, e cuja divulgação possa produzir dano a outrem: Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa. 1º - Somente se procede mediante representação. (Parágrafo único renumerado pela Lei nº 9.983, de ) 1o- A. Divulgar, sem justa causa, informações sigilosas ou reservadas, assim definidas em lei, contidas ou não nos sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública: (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.983, de ) Pena detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. Legislação: Código Penal 2o Quando resultar prejuízo para a Administração Pública, a ação penal será incondicionada. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.983, de ) Art Revelar alguém, sem justa causa, segredo, de que tem ciência em razão de função, ministério, ofício ou profissão, e cuja revelação possa produzir dano a outrem: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa Parágrafo único - Somente se procede mediante representação Fonte:

5 Legislação: Código de Processo Civil Art A parte não é obrigada a depor de fatos: II - a cujo respeito, por estado ou profissão, deva guardar sigilo. Parágrafo único. Esta disposição não se aplica às ações de filiação, de desquite e de anulação de casamento. Art A parte e o terceiro se escusam de exibir, em juízo, o documento ou a coisa: (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 1º ) IV - se a exibição acarretar a divulgação de fatos, a cujo respeito, por estado ou profissão, devam guardar segredo; (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 1º ) Parágrafo único. Se os motivos de que tratam os ns. I a V disserem respeito só a uma parte do conteúdo do documento, da outra se extrairá uma suma para ser apresentada em juízo. (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 1º ) Art A testemunha não é obrigada a depor de fatos: II - a cujo respeito, por estado ou profissão, deva guardar sigilo. Fonte: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5869.htm Legislação: Código de Proteção e Defesa do Consumidor Capítulo V: Das Práticas Comerciais Seção VI: Dos Bancos de Dados e Cadastros dos Consumidores Art. 43. O consumidor, sem prejuízo do disposto no art. 86, terá acesso às informações existentes em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas respectivas fontes. 1 Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos. 2 A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele. Fonte:

6 Legislação: Código de Proteção e Defesa do Consumidor 3 O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações incorretas. 4 Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público. 5 Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor, não serão fornecidas, pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer informações que possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores. Art. 44. Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo pública e anualmente. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor. Fonte: Legislação Federal: DECRETO Nº 4.553, DE 27 DE DEZEMBRO DE o acesso a dados ou informações sigilosos é restrito e condicionado à necessidade de conhecer. CAPÍTULO V DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Art. 41. A comunicação de dados e informações sigilosos por meio de sistemas de informação será feita em conformidade com o disposto nos arts. 25 e 26. Art. 42. Ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 44, os programas, aplicativos, sistemas e equipamentos de criptografia para uso oficial no âmbito da União são considerados sigilosos e deverão, antecipadamente, ser submetidos à certificação de conformidade da Secretaria Executiva do Conselho de Defesa Nacional. Art. 43. Entende-se como oficial o uso de código, cifra ou sistema de criptografia no âmbito de órgãos e entidades públicos e instituições de caráter público. Parágrafo único. É vedada a utilização para outro fim que não seja em razão do serviço. Fonte:

7 Legislação Federal - Medida Provisória Institui a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, transforma o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação em autarquia, e dá outras providências. Art. 10º Consideram-se documentos públicos ou particulares, para todos os fins legais, os documentos eletrônicos de que trata esta Medida Provisória. 1º As declarações constantes dos documentos em forma eletrônica produzidos com a utilização de processo de certificação disponibilizado pela ICP-Brasil presumemse verdadeiros em relação aos signatários, na forma do art. 131 da Lei nº 3.071, de 1º de janeiro de Código Civil. 2º O disposto nesta Medida Provisória não obsta a utilização de outro meio de comprovação da autoria e integridade de documentos em forma eletrônica, inclusive os que utilizem certificados não emitidos pela ICP-Brasil, desde que admitido pelas partes como válido ou aceito pela pessoa a quem for oposto o documento. Art. 11º A utilização de documento eletrônico para fins tributários atenderá, ainda, ao disposto no art. 100 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de Código Tributário Nacional. Legislação: Normas Ministério da Saúde Portaria nº 1560/GM Em 29 de agosto de 2002.(*) Art. 6º. São princípios que informam o Sistema do CARTÃO SUS: a) pertencem à pessoa identificada no cartão todos os dados e informações individuais registradas no sistema informatizado que compõe o CARTÃO SUS; b) todos os profissionais vinculados, sob qualquer forma, ao sistema de saúde estão obrigados a respeitar e garantir que os dados e as informações individuais do atendimento, captadas pelo sistema Cartão sejam indevassáveis, portanto sigilosas; c ) o sistema informatizado CARTÃO SUS, em âmbito nacional, deve garantir a confidencialidade, a integralidade e a segurança tecnológica no registro, na transmissão, no armazenamento e na utilização dos dados e informações individuais.

8 Legislação: Normas Ministério da Saúde Portaria nº 1560/GM Em 29 de agosto de 2002.(*) Art. 7º. Os gestores do SUS e os prestadores de serviços contratados ou conveniados responsabilizam-se, na forma da legislação vigente e aplicável à espécie, pela guarda, segurança e confidencialidade dos dados gerados e transmitidos no Sistema do Cartão Nacional de Saúde, comprometendo-se a não divulgar, sob nenhuma forma ou meio- (eletrônico, disquete, CD, fitas magnéticas, , papel, fita cassete ou de vídeo, ou outras mídias existentes ou que venham a ser criadas), quaisquer informações e dados individualizados, quer por seus dirigentes, prepostos e/ou funcionários de qualquer natureza. Parágrafo único. As restrições à divulgação dos dados e informações do Sistema aplicam-se somente aos registros individualizados, ou seja, aqueles que permitem a identificação do beneficiário do atendimento. A divulgação de dados e informações consolidadas sem identificação do beneficiário - não é atingida por estas restrições e deve ser estimulada. Legislação: Normas Ministério da Saúde Portaria nº 1560/GM Em 29 de agosto de 2002.(*) Art. 8º. O Ministério da Saúde, mediante normatização interna de Política de Acesso e tecnologia de segurança implantada na guarda dos dados e na operação do Sistema Cartão Nacional de Saúde, cuidará para que os dados e informações sob sua responsabilidade não sejam violados, respeitando-se o direito constitucional à intimidade, à vida privada, à integralidade das informações e à confidencialidade dos dados. 1º. Cabe aos profissionais de saúde da rede pública e privada-conveniada ou contratada pelo SUS e aos servidores públicos, o respeito ao segredo profissional previsto em códigos de ética profissionais, nas leis, decretos, regulamentos, portarias e estatutos de servidores.

9 Legislação: Normas Ministério da Saúde Portaria nº 1560/GM Em 29 de agosto de 2002.(*) 2º. Os Estados e Municípios e as entidades privadas que participam do SUS de forma complementar, ficam obrigadas a garantir a mesma segurança tecnológica dos dados que incumbe ao Ministério da Saúde, devendo seus profissionais de saúde, servidores públicos e empregados, inclusive terceirizados, manter o segredo profissional e a confidencialidade sobre os dados constantes no cadastro e demais informações de atendimento individual realizado. 3º. A contratação de entidades prestadores de serviços de saúde que participam do SUS, sob forma de contrato ou convênio, deverá conter cláusulas definidoras desses deveres, considerando-se como inexecução contratual ou convenial, qualquer violação a esses princípios constitucionais, sujeitando-se os infratores às penas previstas na legislação aplicável. Legislação: Normas Ministério da Saúde Portaria nº 1560/GM Em 29 de agosto de 2002.(*) Art. 9º. A implantação do Sistema Cartão Nacional de Saúde e a captação de informações sobre o atendimento não substitui a obrigação de manutenção de prontuário do paciente, conforme legislação em vigor. Parágrafo único. Os dados dos pacientes deverão permanecer armazenados sob sigilo, pelo prazo previsto no Decreto n /97, art. 29. Art. 10. O Sistema Cartão Nacional de Saúde implementará, no prazo de um (01) ano, a Política de Acesso aos Dados e Informações a ser definida em normatização complementar. Art. 11. Os Estados e Municípios, como gestores do SUS em seu âmbito de governo, ficam submetidos aos deveres de manter sob sigilo todos os dados informatizados componentes do Sistema Cartão Nacional de Saúde, devendo responder pelas faltas cometidas em seu âmbito de atuação.

10 Legislação: Normas Ministério da Saúde Portaria nº 1560/GM Em 29 de agosto de 2002.(*) Art. 12. O servidor público que revelar informação obtida mediante acesso aos dados informatizados captados pelo Sistema Cartão Nacional de Saúde fica sujeito às penas do art. 325 do Código Penal, além das penalidades disciplinares previstas nos respectivos estatutos dos servidores públicos federal, estadual e municipal e Lei 8.159, de Art. 13. O profissional de saúde sujeito ao segredo profissional que revelar, sem justa causa, segredo de que tem ciência em razão do exercício de sua profissão ou ofício, fica sujeito às penas previstas no art. 154 do Código Penal, além das penalidades disciplinares previstas no código de ética de sua profissão, cabendo à Administração Pública comunicar o fato ao conselho profissional competente e o Ministério Público. (*)Republicada por ter saído com incorreção do original, publicada no DOU nº 178, de 13/09/2002, página 42, seção I. Legislação: Normas ANS Lei no 9.961, de 28 de janeiro de 2000 Art. 4º Compete à ANS: XVIII - expedir normas e padrões para o envio de informações de natureza econômico-financeira pelas operadoras, com vistas à homologação de reajustes e revisões; XXXI - requisitar o fornecimento de informações às operadoras de planos privados de assistência à saúde, bem como da rede prestadora de serviços a elas credenciadas;

11 Legislação: Normas ANS RDC nº 24, de 13 de junho de 2000 XIV - divulgar ou fornecer a terceiros não envolvidos na prestação de serviços assistenciais, informação sobre as condições de saúde dos consumidores, contendo dados de identificação, sem a anuência expressa dos mesmos, salvo em casos autorizados pela legislação; e XV - divulgar ou fornecer a terceiros não envolvidos na prestação de serviços assistenciais, as informações contidas na declaração de saúde preenchida pelo consumidor por ocasião da contratação de plano de assistência à saúde. Legislação: Normas ANS RN Nº 21, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2002 Dispõe sobre a proteção das informações relativas à condição de saúde dos consumidores de planos privados de assistência à saúde e altera a Resolução - RDC nº 24, de 13 de junho de "XIV - divulgar ou fornecer a terceiros não envolvidos na prestação de serviços assistenciais, informação sobre as condições de saúde dos consumidores, contendo dados de identificação, sem a anuência expressa dos mesmos, salvo em casos autorizados pela legislação; e XV - divulgar ou fornecer a terceiros não envolvidos na prestação de serviços assistenciais, as informações contidas na declaração de saúde preenchida pelo consumidor por ocasião da contratação de plano de assistência à saúde."

12 Legislação: Normas ANS RDC Nº 64, DE 10 DE ABRIL DE 2001 Dispõe sobre a designação de médico responsável pelo fluxo de informações relativas à assistência médica prestada aos consumidores de planos privados de assistência à saúde. Art. 1º O fluxo de informações médicas relativas à assistência prestada aos consumidores de planos privados de assistência à saúde deverá ficar sob a responsabilidade de profissional médico, especialmente designado para este fim pelas operadoras definidas no inciso II do art. 1º da Lei n.º 9.656, de 1998, de acordo com o disposto nesta resolução, com a finalidade de preservar o sigilo nos casos previstos na legislação em vigor. Parágrafo único. Para efeito desta Resolução, o profissional de que trata o caput deste artigo será considerado como Coordenador Médico de Informações em Saúde. Legislação: Normas ANS RN n 114, DE 26 DE OUTUBRO DE 2005 Estabelece padrão obrigatório para a troca de informações entre operadoras de plano privado de assistência à saúde e prestadores de serviços de saúde sobre os eventos de saúde, realizados em beneficiários de plano privado de assistência à saúde e dá outras providências. Da Segurança e da Privacidade Art 8º As operadoras de plano privado de assistência à saúde e prestadores de serviços de saúde devem constituir proteções administrativas, técnicas, e físicas para impedir o acesso eletrônico ou manual impróprio à informação de saúde, em especial a toda informação identificada individualmente, conforme normas técnicas estabelecidas na Resolução CFM nº 1639 de 10 de julho de 2002, e na RN nº 21 de 12 de dezembro de 2002, e na RDC nº 64 de 10 de abril de 2001 ambas da ANS.

13 Legislação: Normas ANS RN n 114, DE 26 DE OUTUBRO DE 2005 Art 8º As operadoras de plano privado de assistência à saúde e prestadores de serviços de saúde devem constituir proteções administrativas, técnicas, e físicas para impedir o acesso eletrônico ou manual impróprio à informação de saúde, em especial a toda informação identificada individualmente, conforme n ormas técnicas estabelecidas na Resolução CFM nº 1639 de 10 de julho de 2002, e na RN nº 21 de 12 de dezembro de 2002, e na RDC nº 64 de 10 de abril de 2001 ambas da ANS. Parágrafo único. Para que os objetivos de segurança e privacidade sejam alcançados, recomenda-se que sejam observados pelo menos os requisitos de segurança do Nível de Garantia de Segurança 1 (NGS-1), descritos no Manual de Requisitos de Segurança, Conteúdo e Funcionalidades para Sistemas de Registro Eletrônico em Saúde (RES) publicado na página da Sociedade Brasileira de Informação em Saúde - SBIS e do Conselho Federal de Medicina - CFM, conforme norma NBR ISO/IEC Código de Prática para a Gestão da Segurança da Informação Legislação: Normas ANS RN Nº 124, DE 30 DE MARÇO DE 2006 Dispõe sobre a aplicação de penalidades para as infrações à legislação dos planos privados de assistência à saúde. Requerimento de informações às operadoras e prestadores de serviços Art. 33. Deixar de fornecer ou se recusar a enviar as informações ou os documentos requeridos pelos Diretores da ANS ou encaminhá-los com falsidade ou retardamento injustificado: Sanção multa diária de R$ 5.000,00 (cinco mil reais).

14 Legislação: Normas ANS RN Nº 124, DE 30 DE MARÇO DE 2006 Envio de Informações Art. 34. Deixar de encaminhar à ANS, no prazo estabelecido, os documentos ou as informações devidas ou solicitadas, exceto na hipótese do artigo anterior: Sanção advertência; multa de R$ ,00. Envio de Informações Periódicas Art. 35. Deixar de encaminhar à ANS, no prazo estabelecido, as informações periódicas exigidas pela ANS: Sanção advertência; multa de R$ ,00. Legislação: Normas ANS RN Nº 124, DE 30 DE MARÇO DE 2006 Envio periódico de informações sobre beneficiários Art. 36. Deixar de enviar à ANS as informações de natureza cadastral que permitam a identificação dos consumidores, titulares ou dependentes: Sanção advertência; multa de R$ ,00. Incorreções e Omissões nas Informações Art. 37. Encaminhar à ANS os documentos ou as informações devidas, contendo incorreções ou omissões: Sanção advertência; multa de R$ ,00.

15 Legislação: Normas ANS RN Nº 124, DE 30 DE MARÇO DE 2006 Informação sobre Condições de Saúde dos Consumidores Art. 72. Divulgar ou fornecer a terceiros não envolvidos na prestação de serviços assistenciais, informação sobre as condições de saúde dos consumidores, contendo dados de identificação, sem a anuência expressa dos mesmos, salvo em casos autorizados pela legislação: Sanção multa de R$ ,00. Parágrafo único. Na hipótese de reincidência, será aplicada a suspensão do exercício de cargo por 90 (noventa) dias, sem prejuízo da multa. Proteção de Informação sobre Consumidor Art. 73. Deixar de adotar os mecanismos mínimos de proteção à informação em saúde suplementar, previstos na regulamentação da ANS: Sanção multa de R$ ,00. Parágrafo único. Na hipótese de reincidência, será aplicada a suspensão do exercício de cargo por 30 (trinta) dias, sem prejuízo da multa. Projeto de Lei do Senado n o 474 de 2008 Dispõe sobre a informatização dos serviços de saúde A proposição dispõe sobre o uso de meio eletrônico na elaboração do prontuário de paciente, bem como sobre a informatização do registro, da comunicação, da transmissão e da autorização de procedimento ambulatorial e hospitalar, de internação hospitalar, de resultado e laudo de exame, de receita médica e das demais informações de saúde. Situação: com o relator Senador Wellington Salgado

16 Resoluções CFM Código de Ética Médica - Sigilo Médico Art O médico deve manter sigilo quanto às informações confidenciais de que tiver conhecimento no desempenho de suas funções. O mesmo se aplica ao trabalho em empresas, exceto nos casos em que seu silêncio prejudique ou ponha em risco a saúde do trabalhador ou da comunidade. É vedado ao médico: Art Negar ao paciente acesso a seu prontuário médico, ficha clínica ou similar, bem como deixar de dar explicações necessárias à sua compreensão, salvo quando ocasionar riscos para o paciente ou para terceiros. Art Revelar fato de que tenha conhecimento em virtude do exercício de sua profissão, salvo por justa causa, dever legal ou autorização expressa do paciente. Parágrafo único: Permanece essa proibição: a) Mesmo que o fato seja de conhecimento público ou que o paciente tenha falecido. b) Quando do depoimento como testemunha. Nesta hipótese, o médico comparecerá perante a autoridade e declarará seu impedimento. Resoluções CFM Código de Ética Médica - Sigilo Médico Art Revelar segredo profissional referente a paciente menor de idade, inclusive a seus pais ou responsáveis legais, desde que o menor tenha capacidade de avaliar seu problema e de conduzir-se por seus próprios meios para solucioná-lo, salvo quando a não revelação possa acarretar danos ao paciente. Art Fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir pacientes ou seus retratos em anúncios profissionais ou na divulgação de assuntos médicos em programas de rádio, televisão ou cinema, e em artigos, entrevistas ou reportagens em jornais, revistas ou outras publicações leigas. Art Revelar informações confidenciais obtidas quando do exame médico de trabalhadores, inclusive por exigência dos dirigentes de empresas ou instituições, salvo se o silêncio puser em risco a saúde dos empregados ou da comunidade.

17 Resoluções CFM Código de Ética Médica - Sigilo Médico Art Prestar a empresas seguradoras qualquer informação sobre as circunstâncias da morte de paciente seu, além daquelas contidas no próprio atestado de óbito, salvo por expressa autorização do responsável legal ou sucessor. Art Facilitar manuseio e conhecimento dos prontuários, papeletas e demais folhas de observações médicas sujeitas ao segredo profissional, por pessoas não obrigadas ao mesmo compromisso. Art Deixar de guardar o segredo profissional na cobrança de honorários por meio judicial ou extrajudicial. Profissão Atividades Proc Proc Proc. Pres- Comp Comp. Entreg Cons real colet sol Diag crição Terap Diag Medic Agente Comunit. sim sim at.edu sim não não sim não sim Biólogo não amb sim não não não não lab laudo sim Biomédico não amb sim não não não hemot lab laudo sim Rx diag Educação Física não não at grp não não não sim não não Enfermeiro sim sim sim sim sim sim sim sim sim Tec/Aux.Enferm não sim sim sim não não sim tex cut sim Enfermeiro Obst sim sim sim sim sim sim sim sim sim Parteiro sim sim não não não não não não sim Farmacêutico não não sim não não sim não lab laudo sim Fisioterap/TO sim sim sim não sim sim sim não sim Fonoaudiologo sim sim sim não sim não sim não não Médico sim sim sim sim sim sim sim sim sim Nutricionista sim sim sim sim sim sim sim s.laudo sim Odontólogo sim sim sim sim sim sim não s.laudo sim Psicológo sim sim sim text sim não sim não não Assist.Social sim sim sim sim soc-eco não não não sim Fonte: Levy,S. Considerações sobre a ética e o prontuário eletrônico. IN: O prontuário eletrônico do paciente na assistência, informação e conhecimento médico. OPAS, 2003

18 O Código de Ética da IMIA para Profissionais de Informática em Saúde Preâmbulo Os códigos de ética profissional servem para diversas finalidades: 1. prover condutas éticas para os próprios profissionais, 2. fornecer um conjunto de princípios com os quais as condutas profissionais possam ser comparadas 3. prover ao público uma declaração clara das considerações éticas que devem reger o comportamento destes profissionais. O Código de Ética da IMIA para Profissionais de Informática em Saúde 1. Introdução. Esta parte se inicia com um conjunto de princípios éticos fundamentais que encontraram aceitação internacional geral. 2. Regras de Conduta para os Profissionais de Informática em Saúde. Esta parte define um conjunto detalhado de regras éticas para o comportamento dos Profissionais de Informática em Saúde. Estas regras foram desenvolvidas através da aplicação dos princípios éticos gerais da Informática aos tipos de relacionamentos que caracterizam as vidas profissionais dos Profissionais de Informática em Saúde.

19 Certificação de Sistemas de RES Motivação Pressão do Mercado e necessidade de resposta da SBIS/CFM Demanda por parte de fornecedores de soluções Anseio por parte dos médicos Elevado número de softwares para consultório Certificação de Sistemas de RES Referencial Teórico Resoluções do CFM Comitê Técnico ISO 215 Informática em Saúde: Registro Eletrônico em Saúde - escopo, definições e conceitos Normas ISO a respeito de segurança da informação; A Infra-estrutura de chaves públicas ICP-Brasil

20 Referencial Teórico: Resolução CFM 1638/2002 Art 1º : define prontuário médico como: o documento único constituído de um conjunto de informações, sinais e imagens registradas, geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada, de caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo. Referencial Teórico: Resolução CFM 1638/2002 Observar os itens que deverão constar obrigatoriamente do prontuário confeccionado em qualquer suporte, eletrônico ou papel: Identificação do paciente nome completo, data de nascimento (dia, mês e ano com quatro dígitos), sexo, nome da mãe, naturalidade (indicando o município e o estado de nascimento), endereço completo (nome da via pública, número, complemento, bairro/distrito, município, estado e CEP); Anamnese, exame físico, exames complementares solicitados e seus respectivos resultados, hipóteses diagnósticas, diagnóstico definitivo e tratamento efetuado;

21 Referencial Teórico: Resolução CFM 1638/2002 Evolução diária do paciente, com data e hora, discriminação de todos os procedimentos aos quais o mesmo foi submetido e identificação dos profissionais que os realizaram, assinados eletronicamente quando elaborados e/ou armazenados em meio eletrônico; Nos prontuários em suporte de papel é obrigatória a legibilidade da letra do profissional que atendeu o paciente, bem como a identificação dos profissionais prestadores do atendimento. São também obrigatórias a assinatura e o respectivo número do CRM; Nos casos emergenciais, nos quais seja impossível a colheita de história clínica do paciente, deverá constar relato médico completo de todos os procedimentos realizados e que tenham possibilitado o diagnóstico e/ou a remoção para outra unidade. Referencial Teórico: Resolução CFM 1639/2002 Art. 1º Aprova as "Normas Técnicas para o Uso de Sistemas Informatizados para a Guarda e Manuseio do Prontuário Médico", anexas à esta resolução, possibilitando a elaboração e o arquivamento do prontuário em meio eletrônico. Art. 2º Estabelece a guarda permanente para os prontuários médicos arquivados eletronicamente em meio óptico ou magnético, e microfilmados.

22 Referencial Teórico: Resolução CFM 1639/2002 Art. 3º Recomenda a implantação da Comissão Permanente de Avaliação de Documentos em todas as unidades que prestam assistência médica e são detentoras de arquivos de prontuários médicos, tomando como base as atribuições estabelecidas na legislação arquivística brasileira (a Resolução CONARQ nº 7/97, a NBR nº /88, da ABNT, e o Decreto nº 4.073/2002, que regulamenta a Lei de Arquivos Lei nº 8.159/91). Art. 4º Estabelece o prazo mínimo de 20 (vinte) anos, a partir do último registro, para a preservação dos prontuários médicos em suporte de papel. Referencial Teórico: Resolução CFM 1639/2002 Art. 5º Autoriza, no caso de emprego da microfilmagem, a eliminação do suporte de papel dos prontuários microfilmados, de acordo com os procedimentos previstos na legislação arquivística em vigor (Lei nº 5.433/68 e Decreto nº 1.799/96), após análise obrigatória da Comissão Permanente de Avaliação de Documentos da unidade médico-hospitalar geradora do arquivo. Art. 6º Autoriza, no caso de digitalização dos prontuários, a eliminação do suporte de papel dos mesmos, desde que a forma de armazenamento dos documentos digitalizados obedeça à norma específica de digitalização contida no anexo desta resolução e após análise obrigatória da Comissão Permanente de Avaliação de Documentos da unidade médico-hospitalar geradora do arquivo.

Curso: Sistemas de Informação para Gestão da Saúde. Parte 5: Segurança da Informação em Saúde Certificação de Software em Saúde

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