Segurança no TISS. Luis Gustavo Kiatake. I IMPLANTA TISS Prestadores e Operadoras em Direção à Padronização

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1 Segurança no TISS Luis Gustavo Kiatake I IMPLANTA TISS Prestadores e Operadoras em Direção à Padronização 30 de outubro de São Paulo SP

2 A Informatização na Saúde

3 A Informatização na Saúde Tendência irreversível Melhora da qualidade do atendimento Redução de erros Maior acesso à informação Apoio à decisão Redução de custos Eliminação do papel Agilidade nos processos Reutilização da informação 3

4 A Informatização na Saúde Realização em curto prazo Sistemas de imagens Viabilização dos equipamentos TISS ANS Padrão de Troca de Informações da Saúde Suplementar Adotado na maioria dos hospitais, laboratórios e clínicas Ampliação para consultórios isolados Controle medicamentos - ANVISA Sistema para medicamentos controlados Certificação de Software SBIS/CFM Apoio da classe médica Engajamento dos fornecedores e desenvolvedores 4

5 Pré-requisitos

6 Pré-requisitos Privacidade + Segurança dos Pacientes = Segurança dos Sistemas Viabilizadores da migração Papel -> Eletrônico 6

7 Pré-requisitos Qual o nível de segurança e função desses diferentes dispositivos? Integridade Disponibilidade Sigilo Auditoria 7

8 Pré-requisitos E desses? SQL Server ORACLE PostGre JAVA VB PKI hash.net HTTPS PHP Cache Access 8

9 Pré-requisitos Da mesma forma que há tempos conhecemos os controles físicos e mecânicos para segurança Agora precisamos conhecer os controles digitais Em diferentes níveis: Usuários, precisam ter noções Desenvolvedores, precisam conhecer profundamente 9

10 Pré-requisitos Países de origem dos ataques reportados no Brasil 2006 US 24,61% BR 21,18% 10

11 Notícias

12 Notícias econnect 01/06/2008 Medical records security at risk The security of electronic medical records has been national news in recent months, thanks largely to the widely publicized breaches of celebrity medical records at UCLA Medical Center in Los Angeles. Approximately 70 current and former UCLA employees including physicians have been accused of illegally viewing celebrity medical records. 12

13 Notícias HealthcareITNews 12/06/2008 Patient billing records stolen from Utah hospital SALT LAKE CITY - Billing records for approximately 2.2 million patients and guarantors were reported stolen this week from the University of Utah Hospitals & Clinics. Officials said they are now assessing the network's information systems and safeguarding patient records. 13

14 Notícias InformationWeek 18/06/2008 Finjan Finds Health And Business Data Being Auctioned Online More than 500 megabytes of premium healthand business-related data, along with stolen social security numbers, have been found being offered to the highest bidder on crimeware servers in Argentina and Malaysia. 14

15 Notícias ehealthinsider / BBC 18/07/2008 Over 150 data losses uncovered in Wales Fourteen computers have been stolen from NHS... The papers released to BBC Wales show that other breaches occurred when staff allowed relatives to read confidential files and clerical errors led to more staff viewing files than necessary. Welsh health minister, Edwina Hart, told the BBC that she found pretty horrific and said more must be done to protect patient confidentiality. I regard this as absolute tardiness we cannot have confidential information on patients going out in this way, she added. I appreciate a lot of information flows within the NHS out of hospitals, into hospitals but we must try and protect patient records. A spokesperson for analysts IDC told E-Health Insider: Continuing incidents like this clearly show that it is time for IT managers to be responsible for the data they are in charge of. Patients do not want incidents like this to happen, and after cases like HMRC, it is understandable that there are concerns. We must get serious about the importance of good quality secure data. 15

16 Pré-requisitos Portanto, só podemos levar as informações dos pacientes e profissionais para o mundo digital com garantias mínimas de segurança Sigilo Integridade Autenticidade Disponibilidade Auditabilidade... Dessa forma, é fundamental, no momento da implantação e aquisição dos sistemas, observar os controles de segurança implementados! 16

17 Legislação Segurança no TISS

18 Legislação Legislação de Segurança da Informação da área de Saúde: Código Penal art. 154, 305, 313, 313b (Acesso, alteração, privacidade) Código Civil art. 159, 1545 e 1056 (Privacidade) Constituição Federal, art. 5, XIV, XXXIII, LX; art. 37, 3, II (Acesso e Privacidade) Código de Defesa do Consumidor (Acesso) Código de Ética Médica, de Enfermagem,... CFM Resolução CFM 1.638/2002 (PM e Comissão de Revisão de Prontuário) Resolução CFM 1.821/2007 (PEP, SBIS, Eliminação do Papel) 18

19 Legislação ANS ANS Resolução RDC ANS 24/2000 (Penalidades) Resolução RDC ANS 64/2001 (Coord. Médico) Resolução RN ANS 21/2002 (Privacidade) Resolução RN ANS 114/2005 (TISS e Segurança) Instrução Normativa IN ANS 22/2006 (TISS v 2.1) Resolução RN ANS 135/2006 (TISS) 19

20 Legislação ANS Resolução RN ANS 21/2002, RDC 24/2000, RDC 64/2001 (Privacidade e Penalidades) As operadoras... deverão manter protegidas as informações assistenciais fornecidas pelos seus consumidores ou por sua rede de prestadores... quando acompanhadas de dados que possibilitem a sua individualização, não podendo as mesmas ser divulgadas ou fornecidas a terceiros

21 Legislação ANS Art. 5º Constitui infração, punível com multa pecuniária no valor de R$ ,00: "XIV - divulgar ou fornecer a terceiros não envolvidos na prestação de serviços assistenciais, informação sobre as condições de saúde dos consumidores, contendo dados de identificação, sem a anuência expressa dos mesmos..."; e "XV - divulgar ou fornecer a terceiros não envolvidos na prestação de serviços assistenciais, as informações contidas na declaração de saúde preenchida pelo consumidor por ocasião da contratação de plano de assistência à saúde." 21

22 ANS RN 153 CAPÍTULO VI DA SEGURANÇA E DA PRIVACIDADE Art 8º Art 9º Legislação ANS 22

23 ANS RN 153 Art. 8o As operadoras... e os prestadores... devem constituir proteções administrativas, técnicas e físicas para impedir o acesso eletrônico ou manual impróprio à informação de saúde, em especial a toda informação identificada individualmente, conforme normas técnicas estabelecidas na Resolução CFM nº 1639 de 10 de julho de 2002, e na RN nº 21 de 12 de dezembro de 2002, e na RDC nº 64 de 10 de abril de 2001 ambas da ANS. Revogada pela CFM 1821/

24 ANS RN 153 1o As operadoras... e prestadores... que optem pela forma de comunicação através da Internet, inclusive as que optem pela... conectividade, devem obrigatoriamente adotar os requisitos de segurança do Nível de Garantia de Segurança 1 (NGS-1), descritos no Manual SBIS/CFM... 2o Para as operadoras... e prestadores... que utilizarem Webservices, recomenda-se a utilização do Nível de Garantia de Segurança 2 (NGS-2). 24

25 ANS RN 153 Art. 9º Para as transmissões remotas..., os sistemas deverão possuir um certificado digital de aplicação única emitido por uma Autoridade Certificadora... ICP-Brasil, a fim de garantir a identidade do sistema. 1o O certificado digital deve ter... CPF ou... CNPJ do prestador. 2o No caso de pessoa jurídica em que trabalhem vários prestadores pessoa física, todos os dados poderão trafegar sob o certificado da pessoa jurídica, devendo as operadoras manter registro do vínculo entre esses prestadores. 25

26 Requisitos de Segurança da Certificação SBIS/CFM

27 Conceitos Níveis NGS1 Controles básicos de segurança NGS2 Controles necessários para a eliminação do papel Evitar a impressão e consumo de papel Permitir a eliminação do papel já existente - digitalização Uso da certificação digital ICP-Brasil Classificação do Sistema Local O sistema roda em uma única máquina e não se comunica Remoto Sistema web ou cliente servidor Acesso a rede ou Internet 27

28 NGS1

29 NGS1 Provê condições mínimas para o processamento seguro de informações de saúde Baseado em referências internacionais como ISO/IEC 27001, ISO/IEC 27002, HL7 e ISO Exigido em sistemas TISS que utilizam a Internet Não pressupõe a eliminação do papel 29

30 NGS1 11 áreas NGS Controle de versão do software NGS Identificação e autenticação de usuário NGS Controle de sessão de usuário NGS Autorização e controle de acesso NGS Disponibilidade do RES NGS Comunicação remota NGS Segurança de Dados NGS1.08 Auditoria NGS1.09 Documentação NGS1.10 Tempo NGS1.11 Notificação de Ocorrências 30

31 NGS1 Cenário 1: Operadora oferece sistema portal ou cliente-servidor Considera-se a existência de um único sistema (da operadora), sendo que os prestadores são considerados clientes remotos. Os clientes utilizam um executável ou navegador, que se comunica com o sistema da operadora. Não é necessário possuir certificado digital no lado cliente (mas também não elimina o papel). O sistema (da operadora) deve satisfazer todos os requisitos do NGS1. 31

32 NGS1 Exemplo de requisito do lado servidor (operadora) NGS Em S-RES composto por diversos componentes distribuídos (localizados em computadores diferentes), na comunicação entre tais componentes (como, por exemplo, com o banco de dados), o acesso ao componente deve ser restrito somente aos parceiros (componentes) previamente autorizados. Script de teste do requisito Procedimento: Verificar se há alguma restrição de acesso entre os componentes, através de um cliente de BD, se somente requisições realizadas a partir do servidor de aplicação são aceitas pelo servidor de BD. Resultado esperado: O acesso entre os componentes deve ser restrito somente aos componentes previamente autorizados. 32

33 Exemplo de requisito que afetam os clientes NGS O S-RES deve ter mecanismos para bloquear o usuário após um número máximo configurável de tentativas inválidas de login. NGS NGS1 Sessão de usuário (local ou remota) inativa deve ser encerrada após um período definido de inatividade. 33

34 NGS1 Exemplo de requisito da comunicação clienteservidor NGS Em S-RES de acesso remoto, a sessão de comunicação entre o componente cliente (do lado do usuário) e o componente servidor deve oferecer os seguintes serviços de segurança: autenticação do servidor, integridade dos dados e confidencialidade dos dados. Como exemplo, pode-se citar a utilização do protocolo HTTPS (HTTP + SSL/TLS). Script de teste do requisito Procedimento: Verificar através da utilização de um sniffer, verificar se é possível ter acesso a dados legíveis do SRES. Resultado esperado: Não deve ser possível ter dados inteligíveis através da utilização de sniffer. 34

35 NGS1 Execução de um script de verificação do requisito: Esse sistemas NÃO atende ao requisito, pois o username e a senha podem ser identificados (são transmitidos em claro ) Username = Senha = senha 35

36 NGS1 Cenário 2: Operadora interage com sistema do Prestador Considera-se dois sistemas independentes, os quais ambos precisam satisfazer os requisitos NGS1. Existem requisitos adicionais a serem satisfeitos. 36

37 Exemplo de requisito de comunicação NGS NGS1 O canal de comunicação entre S-RES deve oferecer os seguintes serviços de segurança: autenticação de parceiro (cliente e servidor), integridade dos dados e confidencialidade dos dados. Quando a comunicação envolva S-RES de diferentes entidades, a autenticação de parceiro deve utilizar certificados digitais ICP-Brasil. 37

38 NGS2

39 NGS2 Objetivo é de permitir a eliminação de papel O NGS1 é pré-requisito para o NGS2 4 áreas NGS2.01 Certificação Digital NGS2.02 Assinatura Digital NGS2.03 Autenticação de usuário utilizando certificado digital NGS2.04 Digitalização de Documentos (Considerar apenas para S-RES da categoria GED Gerenciamento Eletrônico de Documentos) 39

40 NGS2 Exemplo de Requisito NGS Manter os elementos necessários (informações sobre certificados raiz, cadeias de certificação, certificados dos signatários e informações de revogação) a fim de possibilitar que a assinatura digital possa ser validada a qualquer momento futuro. Esses elementos podem estar incluídos no registro assinado digitalmente ou referenciado por este e armazenado no S-RES. Script de testes Procedimento: Exportar um registro assinado e verificar utilizando um aplicativo de verificação de assinatura se ele possui todos os elementos necessários para a validação da assinatura. Resultado Esperado: Todos os elementos necessários para a validação da assinatura devem estar presentes. 40

41 Considerações

42 Considerações Sistemas portais oferecidos pelas operadoras precisam satisfazer os requisitos SBIS/CFM NGS1 Minimamente exige um certificado digital de servidor (mesmo não ICP-Brasil) 42

43 Considerações Sistemas Webservices precisam de certificados ICP-Brasil em ambos os lados, prestador e operadora Utilizando esse certificado somente para autenticação implica em atendimento apenas ao NGS1 Para a eliminação do papel, é necessário o atendimento NGS2, que incorpora assinatura digital Isso representa somente fazer um outro uso do mesmo certificado 43

44 Considerações Quais tipos de certificado ICP-Brasil usar Por enquanto, pode-se usar qualquer tipo de certificado tipo A (A1, A2, A3 ou A4), podendo ser de Pessoa Física (PF) ou Jurídica (PJ). A escolha dependerá de fatores como: Nível de segurança desejado Tamanho da instituição Desempenho volume de transações Custos Prazos Compatibilidade e arquitetura da solução de software 44

45 Considerações Futuro e Tendências Formalizar uma especificação de uso do certificado digital no TISS junto ANS Definição do processos de assinatura Integração com XML Integração com Webservices Agregação de funcionalidades de sigilo Formalização da eliminação do papel Viabilização do CRM-Digital junto CFM Incorporação do certificado nos cartões Treinamentos no processo certificação SBIS/CFM 45

46 Obrigado! Luis Gustavo G. Kiatake Coordenador do Grupo de Segurança ABNT/CEE-Informática em Saúde e Membro Delegação Brasileira na ISO Responsável pelos Requisitos de Segurança do Manual de Certificação SBIS/CFM Colaborador ao COPISS/ANS Colaborador ao CFM e Ministério da Saúde / Datasus em Certificação Digital Sócio do Instituto HL7 Brasil Sócio Titular da SBIS Diretor Executivo E-VAL Tecnologia

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