Eliminação do Papel em Saúde

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1 Eliminação do Papel em Saúde Luis Gustavo Kiatake Coordenador GT Segurança do Comitê Informática em Saúde ABNT Representante ABNT TC-215 Health Informatics ISO Membro titular da SBIS e GT Certificação de Software Diretor da E-VAL Tecnologia 13 de março de 2008

2 Histórico

3 O Edifício Fonte: Ed Hammond

4 A Enfermaria Fonte: Ed Hammond

5 O Centro Cirúrgico 1935 Fonte: Ed Hammond 2004

6 O SAME (e o Prontuário) Fonte: Ed Hammond

7 Certificação Digital e Saúde

8 Certificação Digital Elimina papel Privacidade 8

9 Elimina o papel pois provê: A identidade dos atores Como identificar os profissionais, pacientes, prestadores que acessam o sistema? A autoria das informações Quem originou essa informação? A integridade dos dados A informação foi adulterada? A privacidade dos dados dos pacientes Quem consegue ver as informações? 9

10 Amparo Legal

11 Validade jurídica Amparo Legal Amparo legal MP /2001 1º As declarações constantes dos documentos em forma eletrônica produzidos com a utilização de processo de certificação disponibilizado pela ICP- Brasil presumem-se verdadeiros em relação aos signatários, na forma do art. 131 da Lei nº 3.071, de 1º de janeiro de Código Civil. PL 7316 Substitui a MP

12 Suporte CFM Amparo Legal Resolução N o 1821/07- publicada em 23/11/07 Art. 3 Autorizar o uso de sistemas informatizados para a guarda e manuseio de prontuários de pacientes e para a troca de informação identificada em saúde, eliminando a obrigatoriedade do registro em papel, desde que esses sistemas atendam integralmente aos requisitos do Nível de garantia de segurança 2 (NGS2), estabelecidos no Manual de Certificação para Sistemas de Registro Eletrônico em Saúde; NGS2 - categoria... que viabilizam a eliminação do papel... utilização de certificados digitais ICP-Brasil para os processos de assinatura e autenticação. Art. 11 Ficam revogadas as Resoluções CFM nos 1.331/89 e 1.639/02, e demais disposições em contrário 12

13 Amparo Legal Suporte ANS TISS RN No. 153 (28/05/2007) CAPÍTULO VI - DA SEGURANÇA E DA PRIVACIDADE Art. 9º Para as transmissões remotas de dados identificados, os sistemas deverão possuir um certificado digital... ICP-Brasil, a fim de garantir a identidade do sistema. 13

14 O Certificado 14

15 O Certificado Equivale a um documento de identificação (RG/CRM/COREN/OAB) É emitido por entidades autorizadas ICP-Brasil Precisa da validação presencial exigência ICP-Brasil Pode identificar pessoa ou empresa PF PJ 15

16 O Certificado 16

17 O Certificado Possui data de validade Essa informação está no próprio certificado Pode ser revogado pelo proprietário Essa informação é publicada em uma lista de certificados revogados pela Autoridade Certificadora que o emitiu Senha No momento da emissão o usuário precisa definir uma senha de uso Compromisso O usuário assina, em papel, um compromisso de uso adequado 17

18 O Certificado Pode ser usado para Controle de acesso portais Internet sistemas de computadores Assinatura Prontuários Laudos Prescrições Guias Contratos I.R

19 A Prática 19

20 Como Funciona Instalar os drivers do smartcard, leitora ou token no computador a ser utilizado Utilizar programas com rotinas específicas de manipulação de certificados digitais No momento da assinatura, ou do acesso ao sistema, o usuário introduz o cartão e será solicitada a senha do mesmo (como um cartão de banco) Nesse momento é realizado um processamento criptográfico dentro do cartão/token, que assina, criptografa ou autentica o usuário 20

21 Validação Como Funciona Equivale ao reconhecimento de firma Pode ser realizado por qualquer pessoa, a qualquer momento, por meio do uso de programas específicos Certifica Que o documento não foi adulterado Que a assinatura estava válida (não vencida nem revogada) no momento da aposição 21

22 Já existente Eliminação do Papel Processo de GED Documento nasce eletrônico Aplicativo conduz o fluxo de assinaturas 22

23 Quem está usando SRF Receita Federal Para PFs Para PJs Nota Fiscal Eletrônica - SEFAZ Bancos SPB Autenticação no Internet Banking Assinatura de contratos Cartórios Certidões Juízes Recursos (STF) Peças e atos autos Petições (e-pet STJ) Saúde Assinatura de Laudos e Prontuários Eliminação dos prontuários em papel (GED) 23

24 Iniciativas 24

25 ABNT - ISO 25

26 ABNT Comissão Especial de Estudos em Informática em Saúde 4 grupos de trabalho GT 1 Modelos GT 2 Interoperabilidade GT 3 Conceitos (terminologias) GT 4 Segurança Objetivos Traduzir e adaptar as normas internacionais do ISO TC-215 (Health Informatics) Propor e colaborar com a elaboração de normas internacionais ISO TC-215 Necessita da colaboração nos estudos e trabalhos por participação voluntária Com suporte do Ministério da Saúde, RIPSA, OPAS e ANS promoveu a participação da comitiva brasileira nas reuniões de 2007 em Montreal (Canadá) e Brisbane (Austrália) 26

27 ISO TC-215 Principais trabalhos em discussão no WG-4 Security ISO/TC-215 (Health Informatics) ICP e Autoridade de Atributos Gestão de Segurança da Informação Segurança na comunicação de registros Pseudonimização Riscos de TI Arquivamento Trilhas de auditoria Requisitos de certificação de software 27

28 SBIS Sociedade Brasileira de Informática em Saúde

29 SBIS Fundada em sócios participação multidisciplinar Ações Pesquisa Congresso Brasileiro de Informática em Saúde Revista Aplicações Simpósio Prontuário Eletrônico do Paciente - PEP Desenvolvimento e Divulgação de Padrões Ensino 29

30 Convênio SBIS - CFM

31 Convênio SBIS-CFM Certificação de Sistemas de Registro Eletrônico de Saúde Desenvolvimento do Manual de Certificação Processo Requisitos Avaliação Selo SBIS-CFM 31

32 Convênio SBIS-CFM Suporte na definição CRM-Digital CFM entende a importância do uso de certificados digitais ICP-Brasil Privacidade Eliminação do papel Viabilização de certificados e aplicativos para a classe médica Suporte nas resoluções de segurança, privacidade e eliminação do papel 32

33 Novo Manual SBIS-CFM

34 Novo Manual SBIS-CFM Novo Manual Baseado em padrões nacionais e internacionais ISO TC-215, ISO JTC1/SC27, HL7 CNS, TISS, ICP-Brasil, ABNT Categorias de certificação Sistemas Assistenciais Sistemas SADT GED TISS 34

35 Novo Manual SBIS-CFM Requisitos especificados no novo manual Segurança Estrutura e Conteúdo Funcionalidades TISS Requisitos de segurança: 2 níveis 1º (NGS1) é obrigatório para todos os sistemas 2º (NGS2) é opcional para sistemas completamente sem papel 35

36 Novo Manual SBIS-CFM Nível de Garantia de Segurança 1 (NGS1) Controle de versão de software Identificação e autenticação de usuário Controle de sessão de usuário Autorização e controle de acesso Disponibilidade Canais de comunicação Segurança de dados Auditoria Documentação 36

37 Novo Manual SBIS-CFM Nível de Garantia de Segurança 2 (NGS2) Certificação digital ICP-Brasil Assinatura digital Autenticação de usuário Digitalização de documentos 37

38 Nova Resolução CFM

39 Nova Resolução CFM Art. 1º Aprovar o novo manual SBIS-CFM Art. 2º Autorizar a digitalização dos prontuários Art. 3 Autorizar o uso de sistemas informatizados para a guarda e manuseio de prontuários de pacientes e para a troca de informação identificada em saúde, eliminando a obrigatoriedade do registro em papel, desde que esses sistemas atendam integralmente aos requisitos do Nível de garantia de segurança 2 (NGS2) do novo manual 39

40 Nova Resolução CFM Anuncia o CRM-Digital Art. 5º Como o Nível de garantia de segurança 2 (NGS2), exige o uso de assinatura digital, e conforme os artigos 2º e 3º desta resolução, está autorizada a utilização de certificado digital padrão ICP-Brasil, até a implantação do CRM Digital pelo CFM... Art. 10 Estabelecer que o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), mediante convênio específico, expedirão selo de qualidade dos sistemas informatizados... 40

41 Nova Resolução CFM N o 1821/07- publicada em 23/11/07 Revoga a Resolução CFM n.º 1639, de 10 de julho de 2002 Art. 11 Ficam revogadas as Resoluções CFM nos 1.331/89 e 1.639/02, e demais disposições em contrário Já aprovada na plenária geral do CFM Será publicada após finalização do novo manual SBIS-CFM em novembro de

42 Conclusões

43 Conclusões Padrões são fundamentais para propiciar interoperabilidade e evitar retrabalhos. Há muito a evoluir nas questões da segurança da informação para a área de saúde no mundo. No Brasil, há recentes esforços do MS, ANS, CFM, SBIS e ABNT. O processo de certificação de software SBIS-CFM iniciou a atenção pelo aplicativo, sendo as questões de segurança do ambiente ainda importantes. O Brasil precisa aperfeiçoar a legislação e fiscalização no uso de dados digitais - privacidade. 43

44 Convite do Simpósio 44

45 Convite Simpósio de Padrões em Informática em Saúde 2008 ABNT/CEE-IS Estado da Arte e Desafios 16 a 19 de julho de 2008, São Paulo 16/07 Tutoriais (HL7, Certificação SBIS, Segurança,...) 17/07 Modelos (Don Nesham HealthInfoway) e Padrões (Ed Hammond) 18/07 Terminologia e Segurança 19/07 Aplicações dos padrões 45

46 Obrigado Luis Gustavo Kiatake

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