Ano 67 - Junho de Todos os vagões. Frota brasileira chega a unidades

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1 Ano 67 - Junho de Todos os vagões Frota brasileira chega a unidades

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3 Ano 67 - Junho de Editorial Ano 67 - nº 6 / Junho de 2006 diretor executivo Gerson Toller-Gomes conselho editorial Guilherme Quintella Massimo Giavina Bianchi Regina Amélia Costa Oliveira Rinaldo Bastos Vieira Filho Rodrigo Otaviano Vilaça redação editora Fernanda Thurler Repórter Romulo Tesi Assistente de Redação Maria Angélica Pereira Estagiários Angela Cantoni Bianca Rocha Thiago Corrêa Pedro Delfino Marques Projeto Gráfico Alex Martin Produção Editorial Cidadelas Produções Publicidade Gerente Comercial Ernesto Tiefel (21) São Paulo Alex Martin Tel.: (11) / Cel: (11) Fernando Polastro Tel.: (11) / Cel: (11) Estagiária Janaína Lima CIRCULAÇãO Mônica Paranhos jornalista responsável Gerson Toller-Gomes (Mtb ) sede Rua México 41, salas 904/905 Centro Rio de Janeiro - RJ - CEP Tel.: (21) Fax.: (21) assinaturas Anual (12 edições): R$ 75,00 Exterior (via aérea): US$ 50,00 Número atrasado: R$ 7,50 revista ferroviária é uma publicação mensal da Empresa Jornalística dos Transportes. CNPJ / Inscrição Municipal Registro no INPI É tudo política, mas o que importa é que o Governo Federal está finalmente percebendo a importância do transporte ferroviário (só de carga por enquanto). Depois da Brasil Ferrovias e da CFN, reerguidas com o apoio do BNDES/Finor/Sudam/FNDE/ Banco do Nordeste, existe agora a expectativa de um Orçamento de verdade para 2007, muito além dos R$ 144 milhões votados para 2006, e dos quais R$ 90 milhões vão ficar na Norte-Sul. Existe um Matéria de capa Expressas Copersucar encomenda 48 vagões hopper BNDES libera recursos para metrôs no Rio e SP ANTT aprova compra da BF pela ALL China oferece locomotivas de aluguel 20 Sumário Todos os vagões Frota brasileira chega a unidades Perfil 22 ministro dos Transportes promissor que é Paulo Sérgio Passos, funcionário de carreira do MT e muito mais focado do que seu antecessor Alfredo Nascimento. E existe também, enfim, um coordenador ferroviário no DNIT, Luis Fernando Fonseca, capaz de realizar as obras. Assim, no último ano do governo Lula, eis que surge uma conjunção favorável ao transporte ferroviário. Tomara que dure. GTG n O levantamento realizado pela Revista Ferroviária junto às ferrovias de carga verificou a existência de vagões no Brasil. O crescimento foi de 6,2% em relação ao total registrado em junho de 2005 (78.864). Na frota própria o aumento foi de 5,9%, passando de para vagões. Em relação às unidades dos clientes, houve uma evolução de 9,1% no período ocasionada pelo avanço dos contratos de locação realizados entre os clientes e empresas especializadas em leasing de vagões. Suprimentos 6 Entrevista Notícias Ferroviárias Em Missão Velha (CE), Lula exalta a Transnordestina como a redenção do Nordeste e sugere a conclusão das obras em três anos em vez de quatro. CPTM investe cerca de R$ 800 milhões na recuperação da Linha F, extensão da Linha C e modernização da frota. O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos fala sobre os projetos ferroviários que terão prioridade do governo na ordem de execução, entre eles a Norte-Sul. Investimentos das operadoras chegam a R$ 3,377 bilhões em Para 2006, R$ 2,35 bilhões serão destinados à tecnologia e compra de material rodante. Balanças dinâmicas mais ágeis e confiáveis começam a tomar conta dos pátios, terminais e portos do País e confirmar que investir em precisão é uma tendência. Revista Ferroviária - Junho

4 Expressas SuperVia apresenta trem coreano Os quatro primeiros trens coreanos da SuperVia, adquiridos pelo governo do estado, foram apresentados à população no dia 8 de junho na gare da Estação Pedro II. Em uma viagem de aproximadamente meia hora entre as estações Madureira e Central do Brasil (Ramal Deodoro), passageiros puderam conferir o novo design dos carros fabricados pela Rotem. A expectativa do presidente da SuperVia, Amin Murad, é que os trens entrem em operação entre julho e agosto. Os últimos testes estão sendo realizados, disse. Um pouco antes da apresentação dos novos trens, foram inauguradas as obras de modernização das estações de Madureira, Méier e São Francisco Xavier, todas na zona norte do Rio. O governo do estado investiu R$ 17 milhões na reforma dos terminais. Nosso próximo passo é viabilizar a modernização de mais quatro estações: Cascadura, Caxias, Deodoro e Maracanã, afirmou o secretário de Transportes, Albuíno Azeredo. Trem coreano na gare da Estação Pedro II, na Central do Brasil divulgação ANTT aprova compra da BF pela ALL A ANTT aprovou no dia 31 de maio a operação de compra da Brasil Ferrovias e da Novoeste Brasil pela ALL. A aquisição foi anunciada no último dia 9 de maio, após o acordo firmado com a Funcef, Previ e o BNDES. O contrato prevê o pagamento de R$ 1,405 bilhão com ações da ALL. De acordo com o documento da ANTT, a validação considera seu interesse na prestação de um serviço adequado de transporte ferroviário de carga e a preservação e manutenção do objeto dos contratos de concessão, consideradas obrigações e direitos referenciados às concessionárias. Segundo informações da ALL, no dia 16 de junho ocorreu uma assembléia para a incorporação da totalidade das ações representativas do capital social da Brasil Ferrovias e Novoeste Brasil. A anuência da Agência era o que faltava para que pudéssemos dar andamento ao nosso plano de negócios para a recuperação destas empresas e início da integração das companhias, afirmou o presidente da ALL, Bernardo Hees. BNDES libera recursos para metrôs no Rio e SP A diretoria do BNDES divulgou no dia 9 de junho a aprovação de financiamentos da ordem de R$ 620 milhões para a expansão da Linha 2 do Metrô de São Paulo e da Linha 1 do Metrô Rio. Para este último, o banco aplicará recursos da ordem de R$ 306 milhões destinados à construção da Estação General Osório, em Ipanema, zona sul do Rio. O governo do estado contribuirá com uma contrapartida de R$ 172 milhões, equivalentes a 36% dos recursos. De acordo com informações do BNDES, o prazo total do financiamento será de 15 anos, com 42 meses de carência e pagamento em 138 prestações mensais. No total, serão construídos cerca de 700 metros de via a partir da Estação Cantagalo, em Copacabana. A expectativa de Farah é iniciar as obras ainda no final do mês de junho. A assinatura do contrato deve ocorrer no próximo dia 28. No dia seguinte, podemos começar as obras. O canteiro já está pronto. A empreiteira (Odebrecht) será a mesma utilizada na construção da Estação Cantagalo, disse. O prazo previsto para a conclusão da nova estação é de 24 meses. Para a ampliação da Linha 2 do Metrô de SP, o banco destinou cerca de R$ 313,620 milhões para a construção da Estação Alto Ipiranga e implantação de sistemas complementares. O projeto de extensão compreende o trecho Ana Rosa Alto do Ipiranga (3,4 km de linha) e conta com três novas estações: Chácara Klabin, Imigrantes (já inauguradas) e Alto do Ipiranga. Segundo informações do metrô paulista, a implantação do trecho deve ser concluída ainda em O projeto deverá agregar cerca de 160 mil passageiros por dia ao Metrô de São Paulo. 4 Revista Ferroviária - Junho 2006

5 Copersucar encomenda 48 vagões hopper A Copersucar encomendou 48 vagões do tipo hopper (HPE) à Amsted Maxion para o transporte de açúcar até o Porto de Santos pela malha da Brasil Ferrovias. As unidades serão entregues entre junho e setembro deste ano. Este é o primeiro fornecimento de vagão próprio para a movimentação de açúcar por um cliente da ferrovia. De acordo com informações da Amsted Maxion, os vagões HPE de 110 m 3 são os mesmos adquiridos pela CVRD para o transporte de fertilizantes. A empresa adiantou que já estão em desenvolvimento projetos para o uso deste tipo de vagão no transporte de sal. Segundo a Maxion, o sistema de descarga inferior com seis bocas permite abrir o fundo do vagão, resultando em maior velocidade de descarga. As unidades podem proporcionar um ganho de 30 a 40 minutos no tempo total nas operações de carga e descarga do produto. As principais características do vagão são a anti-aderência e anti-corrosão que possibilitam o transporte de carga como o sal e o açúcar. Vagão do tipo HPE para movimentação de açúcar, fabricado pela Amsted Maxion divulgação divulgação China oferece locomotivas de aluguel O diretor da EIF Engenharia, Carlos Braconi, e o vice-presidente da China Northern Locomotive & Rolling Stock Industry Corporation (Loric), Gao Zhi, anunciaram no dia 7 de junho, no evento Brasil nos Trilhos, Locomotiva DF de 3000 HP para bitola métrica fabricada pela Loric, que vai alugá-las no Brasil através da EIF Engenharia realizado em Brasília, a criação de uma parceria para trazer ao Brasil, e aqui alugar, locomotivas fabricadas pela China Northern em suas fábricas de Dalian, na cidade do mesmo nome, e Sete de Fevereiro, em Beijing. Nas duas fábricas a empresa chinesa produziu no ano passado 380 locomotivas. Da parceria faz parte a Solidez Corretora de Câmbio Títulos e Valores Imobiliários, estabelecida em São Paulo e dirigida por Chao Hung de Oliveira, que vai montar a engenharia financeira da operação, que requer a criação de SPCs para importar as máquinas da China uma SPC a cada operação e alugá-las no Brasil. O custo da operação é alto, admitiu Carlos Braconi, principalmente para as locomotivas de hp, sobre as quais recai tarifa alfandegárias de 14 % (NR: locomotivas deste porte são fabricadas pela GE no Brasil). Ainda assim é tão grande a diferença entre o preço de uma locomotiva fabricada na China e no Brasil, ou mesmo nos EUA, que a operação é compensadora, afirmou. O objetivo é trazer locomotivas de hp, para linhas leves, como na CFN, de hp e de hp. Mas nem Braconi nem os chineses revelaram o preço da locomotiva made in China. Podemos trazer até locomotivas de corrente alternada. Temos inclusive uma consulta de uma operadora brasileira para este tipo de máquina, disse Braconi. n Revista Ferroviária - Junho 2006

6 Entrevista divulgação Prioridade para a ferrovia Paulo Sérgio Oliveira Passos Ministro dos Transportes Após a inauguração das obras da Nova Transnordestina, o governo federal promete dar prioridade a outros três projetos no setor ferroviário: conclusão do trecho entre Açailândia (MA) e Araguaína (TO), da Ferrovia Norte-Sul; e construção dos contornos ferroviários de São Francisco do Sul (SC) e de Cachoeiro e São Félix (BA). Os investimentos necessários para a conclusão das obras estão garantidos, afirma o Ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos. Ele explicou que os recursos constam do Projeto Piloto de Investimentos, negociado com o FMI, cujos gastos não são contabilizados no superávit primário do governo. Essas obras compõem o conjunto das preocupações ligadas à linha existente e à expansão da malha, disse ele durante entrevista realizada em Brasília para apresentar o balanço dos 10 anos de concessões ferroviárias. Para a construção do contorno de Cachoeiro São Félix, na malha da FCA, Passos informou que os investimentos serão da ordem de R$ 130 milhões. O anel ferroviário eliminará um dos principais gargalos na ligação dos trilhos entre o Nordeste e o Sudeste, afirmou. Já o projeto do contorno ferroviário de São Francisco do Sul (SC) é avaliado em cerca de R$ 30 milhões. Nossa previsão é iniciar as obras este ano. A conclusão deve acontecer em no máximo 18 meses. Passos comentou ainda que o edital de licitação da Ferrovia Norte Sul deverá ser entregue ao Tribunal de Contas da União (TCU) no final do mês de junho. Segundo o ministro, a modelagem está pronta e já foi aprovada pelo Conselho Nacional de Desestatização. Se não houver objeções, a subconcessão da ferrovia, deverá ocorrer até agosto. Paulo Sérgio Passos tem 55 anos e é natural de Muritiba (BA). Economista, formado pela Universidade Federal da Bahia, é servidor público federal desde Exerceu diversas funções técnicas e executivas no Ministério dos Transportes, sendo a última delas como secretário-executivo. RF Lançada a pedra fundamental para o início das obras da Nova Transnordestina, que outros projetos do setor ferroviário terão prioridade na ordem de execução? Paulo Sérgio Oliveira Passos A Ferrovia Norte-Sul, o Contorno de São Francisco do Sul (SC) e o Contorno de Cachoeira e São Félix (BA). Estes projetos estão com recursos garantidos porque constam do Projeto Piloto de Investimentos, negociado com o FMI (NR: cujos gastos não são contabilizados no superávit primário do governo). Essas obras compõem o conjunto daquelas preocupações ligadas à malha existente e expansão de malha, como é o caso da Norte-Sul e da Transnordestina. São projetos que se voltam para o aumento da capacidade de transporte ferroviário. RF No caso da Norte-Sul, qual será o próximo passo? Passos O governo deverá enviar até o final de junho o edital de licitação para análise do Tribunal de Contas da União -TCU. Se não houver objeções, a subconcessão da ferrovia deverá ocorrer até agosto. A modelagem está pronta e já foi aprovada pelo Conselho Nacional de Desestatização. O subconcessionário vai operar a ferrovia 6 Revista Ferroviária - Junho 2006

7 e será, ao mesmo tempo, o responsável por aportar o valor de outorga necessário e suficiente para garantir a construção de mais 358 km. Com isso, estaremos assegurando as condições para que a Norte-Sul chegue a Palmas, capital de Tocantins. Teremos de Açailândia, no entroncamento da estrada de ferro Carajás, até Palmas, no Tocantins, cerca de 719 km de ferrovias. Durante 15 anos se conseguiu avançar nesta ferrovia apenas 215 km. Neste ano de 2006, nós vamos chegar, com a Araguaína. Com isso, em três anos e meio, agregamos 150 km. Vejam bem, em 15 anos, fizemos 215 km, em três anos e meio, vamos agregar mais 150 km. RF A construção do novo trecho ficará sobre a responsabilidade do novo concessionário? Passos Não necessariamente. Hoje, possivelmente, quem deve construir é a Valec. Até porque a Valec tem custos de construção de ferrovias bastante competitivos. RF Qual o valor do investimento? Passos Cerca de U$ 1 milhão por quilômetro. RF Como está sendo conduzido o processo de licitação? Passos A Valec já avançou nisso. A empresa desenvolveu todo o processo licitatório e hoje nós já temos isso resolvido. Significa que as obras já podem ser iniciadas. Nós temos projetos, temos tudo. A Valec está aparelhada, estruturada para isso. A modelagem está pronta e tão logo o TCU dê o sinal verde, o processo poderá ser acionado pois a minuta de contrato e o edital estão prontos. A ANTT, inclusive, já aprovou o aditivo ao contrato de concessão da Valec, que era um contrato de concessão anterior à lei das concessões. (NR: De acordo com a Agência, o aditivo que adequa o contrato da Valec à lei 987 deverá ser assinado entre junho e julho). RF E quanto ao projeto do Contorno de Cachoeira e São Felix? Passos Nos próximos dias estarei indo à cidade de São Félix, no interior da Bahia, para dar a ordem de serviço para a construção de uma ponte de 600 metros de comprimento, mais 18 km de variante. O anel ferroviário eliminará um dos principais gargalos na ligação dos trilhos entre Nordeste e Sudeste. O objetivo é eliminar os transtornos causados pelas manobras dos trens, que podem levar até dez horas para atravessar as duas cidades, com reflexos para a produtividade do transporte de cargas e para o bem-estar das populações locais. O projeto resolverá definitivamente o ponto crítico naquela cidade. RF Qual o volume de recursos necessários para a realização da obra e em quanto tempo? Passos Este é um projeto que vai custar mais de R$ 130 milhões ao governo, mas que já começará, de maneira firme, este ano e terá seqüência para que efetivamente possamos remover este ponto crítico da malha. As obras estarão a cargo da construtora Queiroz Galvão e deverão se estender por dois anos. O empreendimento será financiado com recursos do Orçamento Geral da União e faz parte do Plano de Revitalização das Ferrovias lançado pelo atual governo no início de Estamos começando a viver o início de um processo de transformação. Esse processo se dá pela retomada do investimento, com recursos públicos ou não RF O início das obras do Contorno Ferroviário de São Francisco do Sul (SC) também está previsto para este ano? Passos Já estamos em processo de licitação para o Contorno Ferroviário de São Francisco do Sul. Hoje, temos uma situação onde cerca de cinco milhões de toneladas passam pela região central da cidade, demandando a área do porto, com um potencial de, no médio prazo, chegar a 14 milhões de toneladas. Nas atuais condições, a movimentação de cargas será completamente incompatível. As obras deverão ser iniciadas ainda este ano ao custo de R$ 30 milhões com prazo de conclusão de 18 meses. RF Não existem impedimentos legais para a aplicação desses recursos pela União, especialmente por se tratar de um ano eleitoral? Passos Não. Não existe nenhum impedimento. Isso é uma coisa muito importante. Como disse, os projetos parte do PPI, não representando convênios novos entre a União e municípios. Estamos começando a viver o início de um processo de transformação. Esse processo se dá tanto pela retomada, pelo impulso que o governo está dando por meio de investimentos, com recursos públicos ou não. Essas obras compõem o conjunto daquelas preocupações ligadas à malha existente e expansão de malha, como é o caso da Norte-Sul e da Transnordestina. São projetos que se voltam para o aumento da capacidade de transporte ferroviário. Isso é muito positivo, principalmente quando levamos em consideração que o setor pode apresentar um conjunto de resultados, um conjunto de dados que constatam a sua recuperação, sua revitalização. RF O senhor está satisfeito com os resultados obtidos pelo setor ferroviário? Passos Pela primeira vez estamos conseguindo observar efetivamente, quando examinamos a matriz de transporte, uma mudança gradual, se tomarmos por base o ano de 2002 e o ano de 2005: chega a dois pontos percentuais a participação da área ferroviária na matriz de cargas do Brasil. Ela evoluiu de cerca de 23%, em 2002, para 25% em Isso é importante para o País. As rodovias, antes com percentual de 62%, caíram para 58% da matriz de transporte. RF E no balanço dos 10 anos de concessões ferroviárias, quais as suas considerações finais? Passos O que eu queria consignar é que, a partir do momento em que a iniciativa privada passou a explorar o transporte ferroviário, que o Governo, através de uma agência reguladora, pôde estabelecer uma base estável, isso trouxe para o setor o contexto altamente favorável, extremamente positivo. Isso pode ser observado em relação à evolução da frota de locomotivas e de vagões que atendem ao setor. Também em relação à quantidade de pessoal empregado, que cresceu de maneira bastante positiva, em relação à revitalização da indústria. Por exemplo, o crescimento na encomenda de vagões, que se desdobrou positivamente trazendo efeitos na ampliação de capacidade e na a instalação de novas fábricas de vagões no Brasil. É demonstração evidente de confiança no setor. n Revista Ferroviária - Junho

8 Cartas Gargalos A reativação do transporte ferroviário no Brasil está esbarrando em diversos gargalos difíceis de serem removidos, como a travessia do Paraguaçu e o acesso ao porto de Santos. Apesar dessa situação, outro gargalo está prestes a ser construído. Trata-se da Ferrovia Norte Sul, que vem avançando em direção ao sul em bitola larga, onde encontrará a malha da FCA de bitola métrica. A necessidade de transbordo da carga acarretará não só o aumento dos custos, mas, principalmente, o comprometimento da agilidade da nova e moderna ferrovia. A solução seria a instalação do terceiro trilho de Anápolis até Ribeirão Preto, de onde, pelo ramal de Sertãozinho, chegaria a Passagem e encontraria a bitola larga do ramal de Colombia, da antiga Paulista, entrando no circuito da Brasil Ferrovias e chegando ao porto de Santos. Essa solução dispensaria os estudos de impacto ambiental e se mostra economicamente viável, porque demandaria só a inserção do terceiro trilho no tronco da antiga Mogiana, que está bem conservado. Outra solução estaria nas mãos da Vale do Rio Doce que, se for mesmo construir a variante da Serra do Tigre, poderia planejar a obra já com a instalação do terceiro trilho, possibilitando que as composições da Ferrovia Norte Sul e as da Estrada de Ferro Carajás chegassem a Belo Horizonte e ao Rio de Janeiro, descendo pela Ferrovia do Aço. Silvio de Barros Pinheiro Trens de alta velocidade I As ferrovias no Brasil, sempre foram vítimas do pensamento e de ações terceiro mundista e das mazelas gerenciais dos governantes. Acredito que se o governo delegar a empresas privadas a construção e administração dos trens ultra modernos, poderemos estar dando um importante passo. Pensar de forma pequena e ultrapassada a 100 quilômetros por hora nos manterá fora dos trilhos do progresso. Que venham os trens de 300 quilômetros por hora para Rio e São Paulo e posteriormente ligando outras capitais. Geraldo de Castro Filho Trens de alta velocidade II Enxergar apenas os TGVs como opção de ferrovia moderna é realmente um amadorismo de nossas autoridades do assunto. Muito romântico, porém incompatível com a nossa precária realidade. Seria mais lógico pensarmos em trens convencionais (com tecnologia atual, é claro) que desenvolvem velocidades médias de 110 quilômetros por hora, com os quais poderíamos construir uma grande e eficiente Rede Ferroviária Nacional. Devemos lembrar que a Europa e o Japão somente construíram os TGVs quando as suas respectivas redes ferroviárias estavam plenamente consolidadas. Além do quê, a nossa atual realidade estrutural e sócio-econômica tornaria a construção e a manutenção do TGV Rio - São Paulo caríssima e a sua viagem acessível a poucos. Precisamos urgentemente reconstruir nossas ferrovias, mas com projetos realistas. Santiago Artur Wessner Sugestão para ALL na BF Uma maneira da ALL alavancar negócios nas regiões atendidas pelas vias de bitola larga da Ferroban seria instalar um terceiro trilho, possibilitando que sobre elas possam circular as locomotivas e vagões de bitola métrica da ALL. Se tal instalação pode não fazer sentido no corredor de exportação Ferronorte/Ferroban, sem dúvida ela abriria possibilidades imensas de novos negócios nos trechos Campinas/Itirapina, Itirapina/Colômbia e Itirapina/ Panorama, os quais com exceção do primeiro e de parte do segundo, que fazem parte do corredor Ferronorte/ Ferroban se encontram praticamente em situação de abandono. Há carga a transportar de/para as regiões cortadas por esses trechos. A instalação do terceiro trilho seria muito mais barata do que a compra de material rodante de bitola larga para atender a esses trechos e poderia ser implementada junto com a sua recuperação. Regis F.R. Braga Master Business Rail Gostaria de saber informações sobre o curso de MBA, ou MBR (Master Business Rail) que será realizado no Senai em parceria com Cepefer e Simefre. Simone Faria NR: O Simefre e o Cepefer anunciam para ainda este mês a divulgação do programa do curso. O início das aulas está previsto para a segunda quinzena de agosto. A maior parte das aulas deverá ser ministrada no Senai Francisco Matarazzo, na capital em São Paulo. n Errata A Redação informa que o número correto do quadro de funcionários da Brasil Ferrovias é de e não como divulgado na Entrevista publicada na edição de maio/ Revista Ferroviária - Junho 2006

9 Eventos Agenda 2006 Brasil Julho Seminário Os Clientes e as Ferrovias. Dia 20 Golden Tulip Paulista Plaza, em São Paulo. Organização: Revista Ferroviária. Informações pelo telefone: (21) ramais 26 ou 28. Agosto Preserve IX Seminário Nacional de Preservação e Revitalização Ferroviária. De 23 a 26 Teatro Izabela Hendrix, Belo Horizonte, MG. Organização: ABOTTC, MPF e Unicentro Izabela Hendrix. Informações: (11) Outubro Memória IV Seminário de Museologia, História e Documentação. De 05 a 07 Faculdade Metodista Granbery, em Juiz de Fora, MG. Organização: ABOTTC, MPF e Granbery. Informações: ABOTTC: (21) ramal 200 ou MPF: (11) Novembro Negócios nos Trilhos De 07 a 09 Expo Center Norte Pavilhão Verde, em São Paulo. Organização: Revista Ferroviária. Informações pelo telefone: (21) ramais 26 ou 28. II Prêmio ANTF de Fotografia Brasil nos Trilhos Dia 08 Expo Center Norte, em São Paulo. O evento será realizado durante o NT Organização: ANTF Informações pelo telefone: (61) ou pelo site: II Prêmio ANTF de Jornalismo Dia 08 Expo Center Norte, em São Paulo. O evento será realizado durante o NT Organização: ANTF Informações pelo telefone: (61) ou pelo site: n Encontro Nacional de Tecnologia Metro-Ferroviária Sinalização e Material Rodante. Dias 29 e 30 Golden Tulip Paulista Plaza, em São Paulo. Organização: Revista Ferroviária. Apoio: ABN CB6, ANTF e Simefre. Informações pelo telefone: (21) ramais 26 ou ª Semana de Tecnologia Metroferroviária. De 29 de agosto a 01 de setembro Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca, em São Paulo. Organização: Aeamesp. Informações: Setembro TCF/ VI Seminário de Turismo Cultural Ferroviário De 14 a 16 Clube União Lyra Serrano - Paranapiacaba, em Santo André, SP. Organização: ABOTTC, MPF, Prefeitura e Universidade Metodista. Informações pelos telefones: ABOTTC: (21) ramal 200 ou MPF: (11) Revista Ferroviária - Junho 2006

10 Matéria de capa Frota nacional cresce 6,2% e chega a vagões Levantamento realizado pela RF atesta aumento de 145,8% na frota alugada pelos clientes de 932 para unidades nos últimos 12 meses Banco de Imagens RF A frota nacional de vagões é composta por unidades. Este foi o número obtido pela Revista Ferroviária no levantamento realizado junto às ferrovias de carga do País. O crescimento em relação ao total verificado em junho de 2005 ( unidades) foi de 6,2% o que representa um acréscimo de vagões. Na frota própria, o índice de aumento foi de 5,9%, passando de para vagões. Em relação às unidades dos clientes, houve uma evolução de 9,1% no período, passando de para O crescimento da frota pode ser explicado pelo avanço dos contratos de locação firmados entre os clientes e as empresas especializadas em leasing de vagões. Comparado com o mês de junho de 2005, o aumento da frota alugada por clientes foi de 145,8% (de 932 unidades para 2.291). Take or pay Na ALL, o número de vagões locados até junho de 2006 chega a unidades destas, são do tipo hopper HFE para o transporte de grãos e farelos. Desde janeiro de 2005, a operadora adota o leasing operacional em contratos de take or pay. Por esses contratos, os clientes são os respons á v e i s pelo aluguel dos vagões junto às empresas de leasing para posterior sublocação à ferrovia. O cliente paga o leasing e recebe da ALL um desconto na tarifa de transporte. Já na Brasil Ferrovias, o número de vagões locados pelos clientes é de 200 unidades do tipo hopper entre eles, Caramuru, Coinbra, Copersucar, Cargill. CVRD A CVRD registrou a maior evolução da frota própria, cerca de vagões foram incorporados pelas três ferrovias (EFVM, EFC, FCA) entre junho de 2005 e junho de A operadora, no entanto, divulgou para este ano uma redução do ritmo na compra de material rodante. Para 2006, está prevista a aquisição de vagões, número bem abaixo dos adquiridos em A MRS incorporou 260 vagões gôndola (GDT) no período entre junho 2005 e junho de Este ano, a operadora encomendou à Amsted Maxion 280 unidades do tipo GDT (destes, 90 já foram entregues). Os investimentos previstos para 2006 são da ordem de R$ 93 milhões, incluindo reforma da frota e aquisição de novas unidades. A CFN, FTC e Ferropar não registraram expansão na frota. n Vagões tanque TCR da Ferronorte para transporte de combustível no Terminal de Alto Taquari (MT) 10 Revista Ferroviária - Junho 2006

11 Tipo Frota Própria Frota Total Frota Própria Frota Clientes Frota Clientes Total Total Fechado Gôndola Hopper Plataforma Tanque Terra-trilho Gaiola Outros Total Tipo ALL Frota Própria Frota Própria Frota Clientes Frota Clientes Total Total Fechado Gôndola Hopper * Plataforma Tanque ** Terra-trilho Outros Total * Fazem parte da frota de clientes 631 e vagões hopper HFE alugados em 2005 e 2006 ** Fazem parte da frota de clientes 201 e 263 vagões tanque TCD alugados em 2005 e 2006 Tipo Brasil Ferrovias Frota Própria Frota Própria Frota Clientes Frota Clientes Total Total Fechado Gôndola Hopper * 1.098* Plataforma Tanque Outros Total *Fazem parte da frota de clientes 100 e 200 vagões hopper HFT alugados em 2005 e 2006 Revista Ferroviária - Junho

12 Matéria de capa CFN Tipo Frota Própria Frota Própria Frota Clientes Frota Clientes Total Total Fechado Gôndola Hopper Plataforma Tanque Gaiola Outros Total * 1.703* * A redução da frota foi ocasionada pela devolução de 14 unidades à RFFSA E.F. Carajás Tipo Frota Própria Frota Própria Frota Clientes Frota Clientes Total Total Fechado Gôndola Hopper Plataforma Tanque Terra-trilho Outros Total E.F. Vitória a Minas Tipo Frota Própria Frota Própria Frota Clientes Frota Clientes Total Total Fechado Gôndola Hopper Plataforma Tanque Outros Total Revista Ferroviária - Junho 2006

13 Ferrovia Centro Atlântica Tipo Frota Própria Frota Própria Frota Clientes Frota Clientes Total Total Fechado Gôndola Hopper Plataforma Tanque Outros Total Ferropar Tipo Frota Própria Frota Própria Frota Clientes Frota Clientes Total Total Fechado Gôndola Hopper Plataforma Outros Total Revista Ferroviária - Junho

14 Matéria de capa Ferrovia Tereza Cristina Tipo Frota Própria Frota Própria Frota Clientes Frota Clientes Total Total Fechado Gôndola Hopper Plataforma Outros Total MRS Tipo Frota Própria Frota Própria Frota Clientes Frota Clientes Total Total Fechado Gôndola Hopper Plataforma Tanque Gaiola Outros Total Novoeste Brasil Tipo Frota Própria Frota Própria Frota Clientes Frota Clientes Total Total Fechado Gôndola Hopper Plataforma Tanque Outros Total Revista Ferroviária - Junho 2006

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16 Notícias Ferroviárias Do papel para os trilhos Seminário Transporte Interurbano de Passageiros apresenta soluções para projetos de trens de passageiros entre Rio-SP e Expresso Aeroporto João Liberato Afonso Carneiro Filho, do Ministério dos Transportes, apresentou os três principais projetos da ligação Rio-São Paulo. O diretor do Departamento de Relações Institucionais do Ministério dos Transportes, Afonso Carneiro Filho, apresentou no dia 18 de maio, durante o Seminário Transporte Interurbano de Passageiros, os três principais projetos da ligação Rio-São Paulo. A palavra final sobre o melhor projeto para interligar as duas capitais por meio de trens de alta velocidade capazes de alcançar velocidades de 330 km/h e percorrer os 400 quilômetros de distância entre a Estação da Luz e a Central do Brasil em uma hora e quinze minutos caberá ao ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. A legislação que abre caminho para a obra foi sancionada no dia 9 de maio, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que assinou a Lei nº , alterando o Plano Nacional da Viação e autorizando a construção do bólido ferroviário. Afonso Filho destacou os projetos da Transcor RSC, desenvolvido sob a coordenação do Geipot (empresa vinculada ao MT, atualmente em processo de liquidação), com recursos do KfW Kreditanstalt für Wiederaufbau, cujos estudos iniciaram em 1997 e terminaram em 1999; o da Italplan, desenvolvido pela empresa Italplan Engineering, Environment & Transports S.R.L., com tecnologia italiana e apresentado ao GT em setembro de 2004; e o da Siemens / Odebrecht / Interglobal, desenvolvido pelo consórcio com tecnologia alemã e apresentado ao GT em outubro de Trem de Guarulhos - Expresso Aeroporto Durante o seminário o diretor de Planejamento e Expansão dos Transportes do Metrô de São Paulo, Renato Viégas anunciou a intenção da Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo de publicar, em agosto, uma manifestação de interesse convidando empresas de consultoria a apresentarem propostas com os projetos básicos de engenharia e de modelagem financeira para o Trem de Guarulhos/ Expresso Aeroporto. De acordo com o Viégas, dentre as propostas será escolhida a que oferecer as melhores condições e viabilidades técnica e financeira. Ele informou ainda que, independentemente de serem escolhidas ou não, todas as propostas serão remuneradas. O edital para a contratação da consolidação dos dados técnicos e estudo de viabilidade financeira, econômica e mercadológica para a implantação do Trem de Guarulhos - Expresso Aeroporto deverá ser lançado até o final deste ano. O objetivo é viabilizar a liberação do edital de licitação para a PPP ainda em O projeto Trem de Guarulhos/ Expresso Aeroporto já foi aprovado pela Secretaria de Planejamento do Conselho Gestor das PPPs do Estado de São Paulo. No Seminário, organizado pela Revista Ferroviária e pela AD-TREM - Agencia de Desenvolvimento do Trem Rápido Entre Municípios, foram discutidos os cinco projetos de trens municipais que se apresentam hoje no País: o Expresso Bandeirantes, entre São Paulo e Campinas; Expresso Aeroporto, entre São Paulo e Guarulhos; o Trem de Alta Velocidade Rio-São Paulo; o Trem de Alto Desempenho Brasília-Goiania e os Trens Regionais de Média Densidade. n 16 Revista Ferroviária - Junho 2006

17 Lula quer Transnordestina em três anos O presidente chegou de trem à Estação de Missão Velha (CE), onde, diante de cerca de cinco mil pessoas exaltou a construção da ferrovia como a redenção do Nordeste divulgação Lula embarca no trem da CFN no marco zero da Transnordestina rumo à Missão Velha O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou no dia 6 de junho a pedra fundamental para o início das obras da Nova Transnordestina, em Missão Velha, no Ceará. O presidente chegou de helicóptero ao marco zero da ferrovia e percorreu de trem os sete quilômetros entre o canteiro de obras da CFN e a pequena Estação de Missão Velha. Durante o trajeto, o presidente da CFN, Jayme Nicolato, apresentou detalhes do projeto a Lula, que classificou a Transnordestina como o começo de um novo tempo para o Nordeste. A redenção do Nordeste. Perante uma platéia estimada em cinco mil pessoas pelas autoridades municipais, Lula destacou os benefícios sociais da ferrovia como a geração de 620 mil empregos ao longo dos próximos dez anos e sugeriu ao presidente do grupo empreendedor da ferrovia (a CSN), Benjamim Steinbruch, que as obras sejam concluídas dentro do prazo máximo de três anos e não em quatro, como previsto inicialmente. A Nova Transnordestina ligará os dois grandes portos do Nordeste (Pecém, em Fortaleza, e Suape, no Recife) à fronteira agrícola formada pelo sul do Piauí, norte do Tocantins, sul do Maranhão e noroeste da Bahia, acima de Barreiras. O novo projeto da ferrovia excluía a construção dos trechos Missão Velha (CE) /Salgueiro (PE) e Piquet Carneiro/Crateús (CE) da obra. Mas foram realizadas mudanças no projeto para inclusão do trecho Missão Velha(CE) /Salgueiro. O que será feito dentro do mesmo padrão tecnológico do novo traçado, informou o presidente do BNDES, Demian Fiocca. Para este trecho da ferrovia já existe um projeto executivo, referente ao antigo traçado que interligava pelo interior as alças das antigas regionais da Rede de Recife, São Luiz e Fortaleza, hoje CFN. Já para o novo traçado não existe ainda um projeto executivo, nem data prevista para a sua conclusão a análise do projeto de viabilidade econômica está a cargo do Banco do Nordeste (BNB). Em seu novo traçado, a Transnordestina sairá do leste para oeste. A primeira parte do projeto será a implementação do novo ramal ligando Eliseu Martins, no interior do Piauí, ao Porto de Suape. Esse ramal será interligado, em Salgueiro (PE), com o ramal que será remodelado e terá como destino o Porto de Pecém (CE). No total, serão construídos 650 quilômetros novos e recuperados outros quilômetros da atual Transnordestina, perfazendo um total quilômetros de extensão. n Projeto Transnordestina Discriminação R$ mil % Fontes de financiamento % Recursos Próprios Acionistas ,86% CSN ,23% CSN com financiamento do BNDES ,11% FINOR BNDES/CEF ,29% FDNE ,23% Recursos de terceiros ,14% Recursos do BNDES ,89% FDNE ,25% Fonte: BNDES Revista Ferroviária - Junho

18 Notícias Ferroviárias Ninguém segura as ferrovias do Brasil Ricardo Stuckert Presidente Lula faz discurso entusiástico durante o seminário Brasil nos Trilhos e promete apoio irrestrito ao transporte ferroviário O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou no dia 07 de junho, em Brasília, um vigoroso discurso em favor do progresso do transporte ferroviário, desafiando os empresários a apresentar projetos de investimento e dizendo que dinheiro não é problema. Lula participava do seminário Brasil nos Trilhos, organizado pela ANTF, e se referia especificamente ao anúncio feito pouco antes pelo presidente do BNDES, Demian Fiocca, de que o banco está disposto a fazer empréstimos sem juros (mais TJLP) para obras de abertura de gargalos nas estradas de ferro. Eu era cético em relação ao Plano de Revitalização Ferroviária. Eu era cético. Tanto que nem fiz discurso. Quem estava lá se lembra. Mas agora estamos colhendo as primeiras uvinhas da nossa parreira. Lula falou no seminário Brasil nos Trilhos, organizado pela ANTF. No fundo do auditório, o homem que há 10 anos privatizou a RFFSA, o ex-presidente Isaac Popoutchi hoje diretor de relações institucionais da CSN entendia o que o presidente estava falando: Há 10 anos não havia negócios, não havia empresas, não havia resultados. Passado esse tempo, as ferrovias viraram um caso de sucesso, comentou Isaac. Gargalos O presidente admitiu também que era contra a Ferrovia Norte-Sul, mas disse que mudou de opinião. Todo mundo comete erros, e o importante é saber voltar atrás. E todos nós erramos quando no passado abandonamos a ferrovia. Pois é hora de corrigirmos o erro. Demonstrando conhecimento sobre os problemas das ferrovias, o presidente disse que não era mais possível continuar convivendo com gargalos como o da travessia Cachoeira-São Felix (BA), onde o trem chega a fazer seis manobras para passar de uma cidade a outra. No dia 5 de junho o ministro dos Transportes, Paulo Sergio Oliveira Passos, havia anunciado a conclusão da licitação para a construção da variante que vai resolver o problema. Lula referiu-se também ao problema da travessia de BH e às dificuldades para concluir o encontro de contas entre a Vale e o Governo Federal, informação confirmada ainda no mesmo evento pelo presidente da FCA e da ANTF, Mauro Dias. Em seguida, retomou um tema que lhe é caro, o da fabricação de locomotivas no Brasil: Não tem sentido o Brasil não fabricar locomotivas. Lembro que quando trabalhei na Villares, em Araraquara, em 1972, a empresa estava iniciando a fabricação de locomotivas. Depois parou, porque não havia encomendas. Mas agora há. E a GE assumiu o compromisso de voltar a fabricar locomotivas no Brasil. Usando um boné da Polícia Ferroviária Federal, o presidente encerrou com ênfase: Só posso dizer para vocês que não tem volta. E se vocês estiverem convencidos disso, ninguém segura as ferrovias do Brasil. n 18 Revista Ferroviária - Junho 2006

19 Operadoras investiram R$ 3,377 bilhões em 2005 Os investimentos privados no setor ferroviário saltaram de R$ 600 milhões, em 2002, para R$ 3,377 bilhões no ano passado, em relação a 2004, o aumento foi de 78,9%. Nos últimos três anos, a ferrovia atingiu índices de crescimento até então inéditos no Brasil: 71,3% em 2003, 76,3% em 2004 e 78,7% em Os dados, apurados pela agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), foram divulgados no início de junho pelo diretor-geral do órgão, José Alexandre Resende. Segundo Resende, a performance do setor vem se superando ano após ano, graças ao conjunto de ações definidas pelo Governo também no âmbito regulatório. Os recursos investidos em 2003 somaram R$ 1,07 bilhão, enquanto em 2004 mais R$ 1,9 bilhão foram aplicados pelas empresas do setor. Ele citou ainda dois outros fatores que atestam a recuperação: o transporte de 221,6 bilhões de TKU em 2005, 7,5% a mais do que no ano anterior e o faturamento de R$ 10,9 bilhões pelas concessionárias (o que representa um crescimento de 14,7% em relação a 2004). n Investimentos este ano devem chegar a R$ 2,35 bilhões Em 2006, as operadoras de carga planejam investir cerca de R$ 2,35 bilhões na compra de material rodante e no desenvolvimento de projetos ligados à tecnologia. A informação é do presidente da ANTF, Mauro Dias, que em coletiva realizada no dia 1 de junho anunciou para este ano um crescimento entre 9% e 11% sobre o volume transportado em 2005, o que significa atingir 435,7 milhões de TU e 245 bilhões de TKU em A meta, de acordo com o executivo, é elevar a participação da ferrovia para 35% na matriz de transporte. Hoje essa participação é de 26%, sendo que as concessionárias saíram de um patamar de 19% em Estudos realizados pela ANTF indicam que a aplicação dos recursos privados permitirá que as ferrovias aumentem sua participação na matriz de transporte para 28% até 2008, podendo chegar a 30% caso sejam realizados os investimentos sugeridos pelo setor ao Governo Federal cerca de R$ 4,2 bilhões em projetos para desobstrução dos gargalos. CATEGORIA MATERIAL RODANTE 113,0 243,3 261,7 604, , ,0 INFRA-ESTRUTURA 15,5 122,9 48,6 61,0 73,0 202,2 SUPERESTRUTURA 64,3 328,8 173,5 184,3 364,3 746,9 COMUNICAÇÃO E SINALIZAÇÃO 10,4 41,8 49,9 66,1 37,8 59,0 Fonte: ANTT Principais Investimentos das Concessionárias Valores em milhões de R$ OUTROS 149,8 73,6 92,0 156,2 192,5 305,6 TOTAL 353,0 810,4 625, , , ,7 Revista Ferroviária - Junho

20 Perfil Salto na qualidade CPTM aplica cerca de R$ 800 milhões em três projetos: recuperação da Linha F, extensão da Linha C e modernização dos trens Fotos: divulgação Perspectiva da futura Estação Jardim Helena, construída entre São Miguel Paulista e Itaim Paulista na Linha F Em um cenário caracterizado pela escassez de investimentos na área de transporte urbano no Brasil, a CPTM se destaca entre as operadoras de passageiros pela aplicação de recursos na melhoria da qualidade dos serviços. A companhia investe atualmente cerca de R$ 800 milhões em três projetos. Um deles é a recuperação da Linha F (Brás Calmon Viana). Iniciadas em março deste ano, as obras para a construção de três novas estações (USP Leste, Jardim Helena e Jardim Romano), e modernização de outras duas (Comendador Ermelino e Itaim Paulista), seguem a todo vapor, informa o diretor presidente da companhia, Mário Manuel Seabra Rodrigues Bandeira. A Linha F oferecia o pior serviço, por isso a necessidade de aplicar recursos na modernização das estações e no aumento da acessibilidade. O governo do estado de São Paulo está investindo no projeto aproximadamente R$ 250,6 milhões. O executivo explica que as intervenções estão sendo realizadas, principalmente, na Estação Itaim, onde a plataforma central já foi demolida. Os operários começaram os serviços de fundação, com o estaqueamento de 192 pontos de sustentação para a construção da nova plataforma. Segundo Bandeira, as obras são realizadas sem alteração na circulação das composições. O prazo de conclusão foi adiado para maio de 2007 porque decidimos não paralisar a operação. Para ampliar a capacidade de transporte, a Linha F vai receber o reforço de 10 trens que estavam fora de operação, além da revitalização de 49 TUEs, em circulação (119 carros), que passarão por troca de piso, bancos, portas e pintura. Com mais trens, estações e melhoria dos sistemas de energia, sinalização e vias, os intervalos entre as composições serão reduzidos de nove para Principais características Extensão da malha: 270 km (253,2 operacionais) sete minutos nos horários de pico, afirma. A recapacitação da Linha F vai permitir um acrécimo no transporte de 70 mil passageiros/dia (hoje são movimentados cerca de 190 mil passageiros diariamente). Linha C Número de estações: 92 patrimoniais (83 operacionais) Intervalo médio entre os trens: 9 minutos no pico e 13 no vale Número de TUEs: 349 Demanda diária: 1,3 milhão de passageiros Preço da tarifa: R$ 2,10 Bandeira destaca outro projeto em andamento pela companhia: a extensão da Linha C (Osasco Jurubatuba) até o Grajaú. A empresa está construindo 8,5 km de via dupla sinalizada e eletrificada, intercaladas por três novas estações (Autódromo, Interlagos e Grajaú). Orçado em R$ 245,3 milhões, o projeto prevê um aumento de 45 mil usuários por dia na linha, que, atualmente, transporta 110 mil passageiros diariamente. A conclusão das obras civis (preparação dos lastros, dormentes e rede aérea) está prevista para o final deste ano. Na futura Estação Grajaú já é possível ver a plataforma central, que terá 240 metros de extensão 20 Revista Ferroviária - Junho 2006

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